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Felício Rocho IMPRESSO ESPECIAL Contrato nº 7317507903/2003-DR/MG

Número 1 dezembro 2006

INSTITUTO FELICE ROSSO DE PESQUISA E EDUCAÇÃO CONTINUADA

CORREIOS

IMPRESSO FECHADO Pode ser aberto pela ECT.

Informativo

Tecnologia de ponta com modernização constante, equipe médica notável e alta qualidade de serviços, garantem tradição de bem-atender do Felício Rocho! Profissionalismo. Esta é a palavra que norteia o Hospital Felício Rocho, reconhecido e admirado pela qualidade e funcionalidade de seus equipamentos – muitos de última geração, corpo clínico dos mais bem-capacitados da América Latina e serviço de hotelaria com instalações que primam pela higiene, conforto e segurança. Em sua aparente longevidade – 54 anos – a Instituição alia larga experiência a um dinamismo próprio da juventude, graças a uma administração conceituada, competente e ágil, plenamente capacitada a gerir um complexo que dispõe de sofisticada tecnologia e conta com quase mil e quinhentos funcionários. Em todas as áreas, os colaboradores dos mais variados escalões e especialidades objetivam dia-a-dia maior eficiência e recebem

constantes treinamentos, para que estejam sempre aptos a investir na saúde e na vida, lidando com o que há de mais moderno e eficaz relacionado aos serviços hospitalares. Tudo é feito visando, sempre e em primeiro lugar, atender com a máxima qualidade e os melhores resultados aos que procuram a Instituição, seja via SUS, convênios ou de forma particular. Neste informativo estão descritas algumas das mais recentes conquistas e atividades desenvolvidas pelo Felício Rocho. O leitor vai conhecer, também, histórias e personagens importantes da vitoriosa trajetória de uma entidade que segue à risca os preceitos de sua nobre missão: Promover a saúde e o conhecimento com excelência e responsabilidade social!


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Felício Rocho

Fundação Felice Rosso Av. do Contorno, 9.530, Barro Preto * Belo Horizonte/MG * CEP 30110-934 Telefones (31) 3295-7865 / (31) 3339-7117 * Fax (31) 3292-3647 E-mail: diretoria@feliciorocho.org.br * Internet: www.feliciorocho.com.br CNPJ 17.214.149/0001-76 * Inscrição estadual 062.811691.00-00 * Inscrição municipal 303.601/004-3 Filiada: Associação dos Hospitais de Minas Gerais (AHMG) Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas) Federação Mineira de Fundações de Direito Privado (Fundamig) Fundação Affemg de Assistência e Saúde (Fundaffemg)

Conselho Superior Presidenta Maria Ângela de Faria Resende

Vice-presidente Gabriel Donato de Andrade

HOSPITAL FELÍCIO ROCHO Diretor clínico: Guilherme Durães Rabelo Diretor Técnico: Nelson Eduardo Santos Toledo Salles

Conselheiros

Av. do Contorno, 9.530, Barro Preto * Belo Horizonte/MG * CEP 30110-934 Telefones (31) 3295-7865 / (31) 3339-7117 * Fax (31) 3292-3647 E-mail: diretoria@feliciorocho.org.br Internet: www.feliciorocho.com.br

Amélio Ferreira Maia Britaldo Silveira Soares Domingos André Fernandes Drumond Emerson Tardieu de Aguiar Pereira Fernando Mello Vianna Netto Gabriel Bernardes Filho Joaquim Herculano Rodrigues Jonas Correia Barcelos Filho José Antônio Rodrigues José Cabral José Eduardo de Lima Pereira José Maria Bicalho José Olinto Pimenta de Figueiredo José Rezende de Andrade Luiz André Rico Vicente Márcio Ibrahim de Carvalho Murilo Araújo Oscar Dias Corrêa Júnior Paulo Abércio Baptista de Oliveira Paulo Rubens Navarro Vieira Pedro Oliveira Neves Roberto Porto Fonseca Romeu Ferreira de Queiroz Sebastião Clecy Frauches Sebastião Lago Wilson Luiz Abrantes

O HOSPITAL MANTÉM CONVÊNIOS COM: SUS * AGF BRASIL SEGUROS * AMAGIS * AMIL * AMMP * ASSEFAZ * Associação Educativa Assistencial REGINA PACIS * BACEN * BLUE-LIFE * BRADESCO SAÚDE * CAIXA ECONÔMICA FEDERAL * CAMED * CARE PLUS * CASA NOSSA SENHORA DOS ANJOS – IRMÃS FRANCISCANAS * CASSI * CAVA * COLÉGIO MONTE CALVÁRIO * COLÉGIO SÃO JOÃO BATISTA * CONAB * COMPANHIA VALE DO RIO DOCE * CONFIANÇA ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR * COPASA * COPASS * CORREIOS * CRUZEIRO ESPORTE CLUBE * DESBAN – FUNDAÇÃO BDMG * EMBRAPA * FASSINCRA * FIOPREV * FORLUZ * FUNCEF * FUNDAÇÃO PAMPULHA * FUNDAFFENG * FUSEX * FUSMA * Grupo ZEMA * IAJA/PROASA * INSPETORIA MADRE MAZZARELO * INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL * INSTITUTO SANTA INÁCIO * INTEGRA * INTERSAÚDE ASSISTÊNCIA MÉDICA * IPSEMG * MEDIAL SAÚDE * MEDISERVICE * MENDES Júnior ENGENHARIA * MINAS TÊNIS CLUBE * OMINT ASSISTENCIAL * PETROBRÁS DISBEL * PETROBRÁS REGAP * PLAN ASSISTE – PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA * PRELEGIS * PREVIMINAS * PROMED * PRÓ-SOCIAL * SAÚDE ASTTER * SEIAS * SISTEMA PAULISTA DE ASSISTÊNCIA * só saúde * SUL AMÉRICA seguros * THYSSENKRUPP SAÚDE * TRT-ER saúde - TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 3ª REGIÃO * UNAFISCO MG * UNAFISCO SAÚDE * Unibanco seguros * UNIMED * USIMINAS – FUNDAÇÃO SÃO FRANCISCO XAVIER * VITAE

Secretário Cláudio Almeida de Oliveira

Conselho Diretor Diretor Presidente Emerson Tardieu de Aguiar Pereira

Diretor Financeiro José Carlos Braga Nitzsche

Diretor Administrativo

INSTITUTO FELICE ROSSO

DE PESQUISA E EDUCAÇÃO CONTINUADA Diretor: Antônio Sérgio Alves Av. do Contorno, 9530, térreo, Barro Preto Belo Horizonte/MG * CEP 30110-934 Telefone: (31) 3339-7360 E-mail: iferpec@feliciorocho.org.br

José Rezende de Andrade

ESCOLA IRMÃ GENCIANA

Diretor de Assuntos Institucionais

DiretorA: Telma Celeste Alves Nascimento Av. dos Andradas, 302, 4° andar, Centro Belo Horizonte/MG * CEP 30120-010 Telefones: (31) 3222-4512 / (31) 3222-9507 / (31) 3274-0642 E-mail: elisangelas@feliciorocho.org.br

Pedro de Oliveira Neves

Diretor de Produção Técnica e Científica Márcio Ibrahim de Carvalho

CONSELHO FISCAL Nerval Leite Flávio Nilcio Cunha Lobo Pedro Alcântara Rodrigues Maria do Carmo Maia de Oliveira Perpétuo (suplente)

INFORME FELÍCIO ROCHO Editor-geral e redator: Sérgio Prates (MG 01229 JP) Colaboração: Rick Moreira (AD.C) Mariana de Noronha Meirelles e Thiago Augusto Fonseca (Assessoria de Comunicação da Fundação Felice Rosso) Av. do Contorno, 9.530, Barro Preto * Belo Horizonte/MG * CEP 30110-934 * Telefone (31) 3339-7180 E-mail ascom@feliciorocho.org.br * Internet www.feliciorocho.com.br Impresso na Fumarc Gráfica e Editora * Tiragem desta edição: 13 mil exemplares


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PERSONALIDADES QUE FAZEM A NOSSA HISTÓRIA

Emerson Tardieu de Aguiar pereira, Trajetória que uniu a Justiça à Saúde Trabalho ético e digno. A expressão sintetiza a atual administração do Hospital Felício Rocho, que também se notabiliza pela austeridade e eficiência. À frente do Conselho Diretor da Instituição está um homem forjado pela determinação de promover a Justiça, ideal que tem concretizado ao longo de uma vitoriosa carreira de mais de 40 anos como juiz e professor universitário. Descrever a trajetória humana e profissional de Emerson Tardieu de Aguiar Pereira não é tarefa fácil. São muitas as realizações, numerosos os títulos e diversas as justas honrarias que ele vem colecionando desde que, após se diplomar pela Faculdade de Direito da PUC (1.960), exerceu por alguns anos a advocacia. Depois de ingressar na magistratura estadual (1966) mediante concurso público no qual obteve um honroso terceiro lugar, foi nomeado juiz de Direito da pequenina cidade de Mercês, no Alto do Rio Doce. Ficou lá menos de um ano, sendo promovido, por merecimento, para Coração de Jesus, no Norte de Minas. De lá, novamente por critério de merecimento, foi alçado para um dos maiores municípios do Estado – Montes Claros – onde permaneceu durante quase cinco anos. A carreira de juiz, principalmente quando moldada pela integridade, significa não apenas eventuais promoções, mas conseqüentes deslocamentos para centros maiores. Foi assim que, em l.974, Emerson Tardieu chegou a Contagem e em 1.981 assumiu a 1ª Vara da Família da capital. Em 1.982 foi para a 5ª Vara Criminal, onde permaneceu até se aposentar, voluntariamente, em 1.987. Detalhe interessante que não pode passar despercebido: tanto Coração de Jesus como Contagem e Montes Claros lhe deram o título de cidadão honorário. Mas, ao contrário do que geralmente ocorre, nada de enaltecer quem ainda ocupa um alto cargo: as três cidades acolheram Emerson Tardieu como seu filho ilustre depois que ele havia se transferido para outro município, demonstrando um real reconhecimento e agradecimento por tudo que ele fez de bom e correto. As distinções a posteriori comprovam a sinceridade com que foram feitas. Escolhido como Melhor Juiz do Interior pelo Clube dos Advogados de Minas, eleito Personalidade do Ano em cidades onde atuou, detentor de títulos como Destaque da Magistratura, agraciado com as maiores honrarias concedidas pelo Governo do Estado, como as Medalhas Santos Dumont e da Inconfidência, Emerson Tardieu coleciona uma lista de distinções que ele, em sua modéstia, prefere não declinar. Na magistratura também se destacou, sendo professor e diretor da Faculdade de Direito Norte Mineira (Montes Claros) e professor de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Dentre outros cargos importantes, foi membro do Conselho Diretor do Ipsemg, diretor do Departamento de Organização Penitenciária do Estado de Minas Gerais e assessor jurídico do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. E quanto à área de saúde? Chega a ser inusitado, mas, tempos atrás, Emerson Tardieu tinha até medo de hospital. Respeitava a área, mas preferia passar longe. No entanto, havia uma coisa, um pequeno detalhe, que sempre o fazia pensar: o apego que

o seu pai – do qual herdou muitos predicados e o mesmo nome, Tardieu – tinha, em especial, por uma Instituição: o Hospital Felício Rocho, no qual exerceu com maestria e enfrentando muitas adversidades o cargo de diretor durante 16 anos, até l.990, quando saiu da vida para entrar na história. Foi sua família (esposa, senhora Maria Arminda, e três filhos, a advogada Ana Rita, o professor e psicólogo Emerson Tardieu Júnior e a advogada e psicóloga Maria Clara) quem lhe convenceu a tentar seguir os passos de seu saudoso pai. Assim, em maio de 2003, foi eleito membro do Conselho Diretor da Fundação Felice Rosso, da qual faz parte o Hospital. Tomou gosto, como diz o povo simples. Viu que havia muito, mas muito mesmo, a ser feito em benefício de uma Entidade reconhecida nacionalmente, mas que não atravessava uma boa fase administrativa e econômico/financeira. Homem calejado pela experiência de vida e que nunca deu as costas para as adversidades – pelo contrário, sempre as enfrentou de forma destemida –, resolveu ir à luta. Sua ação ao lado de outros competentes executivos e inúmeros e leais colaboradores, com o apoio de um notável corpo clínico, começou a dar bons e constantes resultados. Daí, para ser eleito (março 2.005) diretor-presidente do Conselho Superior, foi uma conseqüência lógica. Realizador, ele não considera que o seu trabalho esteja efetivado. Ainda há bastante para fazer, mas a concretização de tudo que foi minuciosamente delineado em pouco mais de um ano de gestão se faz notar. As finanças estão em dia, houve um firme saneamento, fruto natural de uma conjunção de esforços com total transparência e austeridade. Várias áreas e atividades foram remodeladas, melhoradas, ampliadas e modernizadas, com tecnologia de ponta ou de última geração. O planejamento de novas e ágeis ações é feito dia-a-dia, ao lado da presidenta do Conselho Superior, Maria Ângela de Faria Resende, e dos também incansáveis demais integrantes do Conselho Diretor, como José Carlos Braga Nitzsche (Financeiro), José Rezende de Andrade (Administrativo), Márcio Ibrahim de Carvalho (Produção Técnica e Científica) e Pedro de Oliveira Neves (Assuntos Institucionais). Tudo sempre com participação ativa e diálogo franco e aberto com todos os demais conselheiros, que compõem uma gama de obstinados zeladores do verdadeiro patrimônio mineiro e nacional que é o Hospital Felício Rocho. Emerson Tardieu fala com entusiasmo da reabertura do laboratório de serviço de radioterapia, que esteve fechado longo tempo; da próxima reforma geral do maquinário de hemodinâmica; da construção de amplos e modernos vestiários para os funcionários – também sempre lembrados pela Alta Administração e que vem recebendo benefícios que vão desde o pagamento antecipado de parcela do 13º salário até a concessão de plano de saúde da Unimed para todos. É difícil dirigir uma instituição filantrópica séria e de grande porte – ele reconhece. Os problemas são maiores do que aparentam, os cuidados na prestação de contas precisam ser observados nos mínimos detalhes, para que tudo funcione com perfeição, sem nenhum desperdício. O objetivo é proporcionar o máximo de dignidade com qualidade exemplar de serviços a todas as pessoas que recorrem à Instituição que, em algumas áreas, como a quimioterapia, presta um atendimento de 99% a pacientes oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, até o Ministério Público do Estado de Minas Gerais reconhece, publicamente, a plena eficiência da administração presidida por Emerson Tardieu de Aguiar Pereira. Prova disso são as palavras da Promotora de Justiça e Curadora de Fundações de Belo Horizonte, Laís Maria Costa Silveira, que durante solenidade no dia 22 de setembro, quando da inauguração da nova Central de Material de Esterilização e do Ambulatório de Oncologia e Quimioterapia, frisou aos jornalistas presentes: O trabalho realizado no Felício Rocho sinaliza o saneamento de contas. As ações servem como referência de lisura administrativa no setor de saúde. Não é preciso dizer mais nada!

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ENFERMAGEM BUSCA APRIMORAMENTO CONSTANTE Visando o aperfeiçoamento contínuo dos seus serviços, o Departamento de Enfermagem do Felício Rocho objetiva o binômio ensino-aprendizagem, a partir da utilização de uma gama de conhecimentos técnico-científicos. Nos últimos meses, dentre outras atividades foram destaques: diagnóstico situacional administrativo e assistencial de todas as unidades de internação; elaboração da cadeia cliente/fornecedor; reestruturações do projeto de acadêmicos de enfermagem e da educação continuada; redimensionamento da equipe; elaboração de protocolos; definição Selme e Maria da Glória de indicadores assistenciais; contratação exclusiva de técnicos de enfermagem e enfermeiros; implantação do processo de enfermagem nas unidades de internação, através de novos formulários de exame físico e evolução dos profissionais envolvidos; e implementação da Comissão de Ética do setor. Também houve participação efetiva nas atividades de saúde da comunidade e nos projetos de expansão do CT; criação e instalação da moderna Central de Material de Esterilização e da nova unidade de quimioterapia; e reestruturação do Centro de Diálise e do Pronto Socorro. A gerente Maria Glória dos Santos Nogueira e a assessora técnica de enfermagem, Selme Silqueira, em uníssono afirmam acreditar que o papel do enfermeiro no oferecimento de subsídios para a prática de uma enfermagem técnicacientífica, relevante, crítica, reflexiva e detentora de um saber próprio, é que dignifica o ser humano enquanto profissional.

ESCOLA INTEGRA A FUNDAÇÃO

Diretora da Escola, Thelma Celeste Alves

A Escola de Enfermagem Irmã Genciana, unidade da Fundação Felice Rosso, oferece cursos de auxiliar (um ano) e de técnico em enfermagem (um ano e meio), visando atender as demandas geradas pelo mercado e possibilitar a formação de profissionais que compreendam não só o processo de trabalho específico, como, também, o processo global da atuação na área de saúde. Com a missão de qualificar e humanizar profissionais para atuarem na área de saúde, a Escola, além de proporcionar uma visão holística da saúde, se preocupa em ensinar aos seus alunos o trabalho em equipe, com pleno conhecimento da ética profissional.

Trabalho Voluntário A Associação das Voluntárias do Felício Rocho foi fundada em setembro de 1973, com o objetivo de colaborar com a administração do Hospital – especialmente junto aos pacientes carentes. As integrantes da Entidade – hoje são 20 e atendem cerca de 400 pessoas por dia – são eleitas em assembléia geral. A atual presidenta é Yone Lobo Rezende. Além de alugar aparelhos específicos para os necessitados que não dispõem de recursos próprios, a Associação fornece vales-transporte e disponibiliza livros, revistas e jogos diversos aos que são atendidos nas enfermarias e unidade de hemodiálise. E mais: distribui leite em pó, achocolatados e biscoitos para pacientes dos setores de radioterapia, quimioterapia e hemodiálise; fornece vales-refeição a acompanhantes e atende casos especiais indicados pelas assistentes sociais.

Osteoporose, o assunto é sério! Pedro José Pires Neto (*) A osteoporose é, atualmente, um problema de saúde pública em todo o mundo, com custos cada vez maiores. A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida. A profilaxia deve ser iniciada na puberdade – época da formação da massa óssea –, com a prática de esportes e com alimentação sadia, rica em proteína e cálcio. Um esqueleto bem formado no período do crescimento será mais resistente na velhice. Indivíduos nos grupos de risco necessitam ser advertidos quanto à maior vulnerabilidade às fraturas. O objetivo do tratamento da osteoporose é reduzir a incidência de fraturas; e diversos estudos têm demonstrado que a atividade física regular associada com alimentação saudável e adequada ingestão de cálcio pode aumentar e melhorar a vitalidade durante o envelhecimento. A velocidade e o percentual de perda óssea variam segundo o código genético individual e fatores externos como hábitos de vida, alimentação e a exigência mecânica do osso. O enfraquecimento dos ossos começa após os 40 anos de idade, quando a velocidade de formação se torna menor do que a de absorção. Este balanço negativo é que será responsável pela instalação da osteoporose primária. O envelhecimento leva à perda da resistência óssea e da agilidade o que predispõe às quedas. Nos idosos o foco principal está na prevenção das quedas, que são responsáveis por mais de 90% das fraturas. O esforço para impedir a queda deve ser tão ou mais importante do que o empenho em melhorar a massa óssea. Portanto cabe a todos os profissionais da saúde – médicos, fisioterapeutas e nutricionistas envolvidos no tratamento da osteoporose – conscientizar seus pacientes dos fatores de risco que podem ser modificados e adotar estratégias para reduzir a perda de massa óssea, como a prescrição de exercícios físicos promovendo mobilidade, função e uma melhor qualidade de vida. É importante destacar que a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Minas Gerais está lançando (24 de novembro de 2006) uma Campanha de Prevenção de Osteoporose que será coordenada pelo Dr. Márcio Ibrahim de Carvalho.

(*) Coordenador do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Felício Rocho


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PERSONALIDADES QUE FAZEM A NOSSA HISTÓRIA

Márcio Ibrahim de carvalho, 54 anos de marcante atuação e reconhecimento internacional Duplamente mineiro – nascido em 1928 em São Gonçalo do Sapucaí e cidadão honorário de Belo Horizonte desde 1971 – o médico ortopedista Márcio Ibrahim de Carvalho desde antes de se formar, quando ainda era estudante de medicina, começou a trabalhar no Felício Rocho. Por isso, é impossível dissociar sua vida do Hospital – mesmo porque ambos têm uma trajetória marcante de realizações e de justo sucesso. Sucesso, aliás, é a palavra que define plenamente o trabalho do sempre jovial ortopedista que, no início de sua carreira, era cirurgião. A mudança de especialidade foi conseqüência da procura de reconstruir e não de mutilar: àquela época, quando alguém tinha uma úlcera de estômago, se retirava o estômago; se houvesse uma pedra na vesícula, se extirpava a vesícula; se fosse descoberto um cisto no ovário, se retirava o ovário... Tornou-se ortopedista, ajudando as pessoas a se recuperar, a voltar a produzir, a ter uma vida a mais normal possível. Filho e neto de médicos – de um tempo em que medicina era praticamente um sacerdócio - Márcio Ibrahim possui um currículo invejável, não só pela

Pesquisas e Atividades intensas garantem PADRÃO DE EXCELÊNCIA DO CORPO CLÍNICO Márcio Ibrahim de Carvalho (*) A Diretoria de Produção Técnica e Científica é responsável pela manutenção do padrão de excelência do corpo clínico do Hospital Felício Rocho. A sua meta primordial é o estímulo para a atualização e aprimoramento dos médicos, enfermeiras e técnicos para-médicos da Instituição. A supervisão da produção científica e o estímulo à pesquisa são realizados junto à Diretoria Técnica e à coordenação do Instituto Felício Rocho de Pesquisa e Educação Continuada (Iferpec). Em 2006 foi promovido o cadastramento do corpo médico e sua disponibilização, titulação profissional e área de interesse. Os protocolos de interesse foram elaborados pelos respectivos serviços visando a sua padronização e incluíram, também, a enfermagem. As reuniões semanais das diversas clínicas mantêm um registro de presença e dos casos discutidos, bem como dos tópicos de atualização apresentados. Vários trabalhos de pesquisa estão em andamento, todos previamente submetidos à Comissão de Ética e Pesquisa para oficialização. A assinatura de um convênio entre o Iferpec e o Instituto de Ciências Biológicas da UFMG disponibilizou as facilidades acadêmicas do laboratório da Universidade, impulsionando várias pesquisas – incluindo publicações em revistas estrangeiras, além da instalação de dois laboratórios de pesquisa no próprio Hospital. O Centro de Estudos do Felício Rocho tem ações intensas, não só promovendo atividades científicas como, também, proporcionando apoio em pesquisas bibliográficas. Para isso, conta com atualizada biblioteca, que inclui acesso à base de dados Mediline e Lilacs, além de facilidades para cópias fotostáticas de trabalhos. Deve ser ressaltado que o Centro de Estudos, embora com colaboração do Hospital, é mantido pelo corpo clínico, o que comprova, mais uma vez, o interesse científico dos médicos da Entidade – uma característica que o diferencia. Recentemente, o Centro de Estudos adquiriu mais dois computadores e uma completa aparelhagem data-show, que foi instalada em sala própria com 20 lugares. (*) Diretor de Produção Técnica e Científica da Fundação Felice Rosso

qualidade como pela quantidade das suas realizações, reconhecidas nacional e internacionalmente. Títulos não lhe faltam, incluindo os de mestre da Escola de Pós-graduação em Ortopedia da Universidade de Pensilvânia e de pósgraduação na Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, ambas nos Estados Unidos. Realizador de inúmeras pesquisas, como as de transplantes ósseos, próteses de substituição total e fisiopatologia da formação óssea, já apresentou quase 300 contribuições em congressos em todo o mundo e teve trabalhos publicados em revistas e jornais especializados de diversos países – até mesmo da China. Pertence a várias das mais renomadas entidades médicas, desde as nacionais, dentre elas a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, da qual foi presidente – além de fundador e editor, por mais de 20 anos, da Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; até as internacionais, como a Société Internationale de Chirurgie Orthopédique et de Traumatologie, onde é delegado do Brasil; a American Academy os Orthopaedic Surgeons; e o World Orthopaedic Concern. São constantes as homenagens que recebeu, incluindo as medalhas de Mérito Médico Científico da Sociedade Portuguesa de Ortopedia (1976), Mérito Médico Profissional (1982) e Destaque da Ortopedia Brasileira (1996); a condecoração Liderança em Ortopedia (1994), a Ordem do Mérito Médico (1976) e a Grã Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (1998, em cerimônia no Palácio da Alvorada, outorgada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso). Com tantos predicados, Márcio Ibrahim de Carvalho faz jus a ser destaque na primeira série Personalidades que fazem a nossa História, singelo reconhecimento do Informativo Felício Rocho àqueles que dignificam ainda mais o trabalho desenvolvido pelo Hospital.

FESTA E EMOÇÃO NO DIA DO MÉDICO Para marcar a passagem do Dia do Médico, a Fundação Felice Rosso promoveu, num clima de muita descontração, um jantar na Churrascaria Gabarito’s. Em nome dos homenageados, o diretor clínico do Hospital Felício Rocho, Guilherme Durães Rabelo (foto), enalteceu o ambiente de harmonia, muita dedicação e trabalho existente na Entidade. Também discursaram o presidente do Conselho Diretor, Emerson Tardieu de Aguiar Pereira e o diretor de Produção Técnica e Científica, Márcio Ibrahim de Carvalho. Num momento de muita emoção, foi prestada justa homenagem ao saudoso cirurgião plástico Paulo Donnabella. O atual coordenador da Clínica de Cirurgia Plástica, Sérgio Moreira da Costa, destacou o brilhante trabalho exercido pelo colega nos 49 anos dedicados ao Felício Rocho. Os médicos Eduardo Eustáquio Salera de Carvalho e Gustavo Moreira Costa de Souza, que integraram a equipe que ele comandou, entregaram uma placa de prata à viúva, senhora Nancy de Abreu Donabella.

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ALTO INVESTIMENTO EM MO reconhecimento a vários dos presentes, como o diretor financeiro da Fundação, José Carlos Braga Nitzche, participante regular no Conselho Municipal de Saúde, onde defende bravamente as justas questões do Hospital Felício Rocho; o professor Wilson Abranches grande inspirador do SAMU em Belo Horizonte; o presidente da Fundação Mário Penna, Cássio Eduardo Rosa Resende, também grande parceiro do SUS e que comanda outra entidade de experiências vitoriosas; e a promotora de Justiça e Curadora de Fundações, Laís Maria Costa Silveira, dizendo que a parceria com o Ministério Público representa segurança nas ações públicas da área de saúde. O ideal seria que todos os hospitais filantrópicos fossem fundações.

Atentos às evoluções tecnológicas na área da medicina, o Conselho Superior e o Conselho Diretor da Fundação Felice Rosso, trabalhando em perfeita consonância, não medem esforços no sentido de dotar a Instituição do que há de mais moderno e eficiente em todos os setores de atendimento. Prova disso é a recente inauguração (22 de setembro) da nova Central de Material de Esterilização e do novo Ambulatório de Oncologia e Quimioterapia, que demandaram investimentos de mais de R$ 1,5 milhão. A utilização exclusiva de recursos próprios, sem endividamento, demonstra de forma inconteste o planejamento rigoroso de uma administração que tem proporcionado ao Felício Rocho ampla e contínua melhoria nos níveis de qualidade gerencial Hospitalar.

SECRETÁRIO DE SAÚDE ENALTECE QUALIDADE DAS OBRAS A solenidade de inauguração, realizada no auditório do Centro de Estudos, foi presidida pelo Secretário Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Helvécio Miranda Magalhães Júnior. No seu pronunciamento, ele ressaltou o corpo clínico do Felício Rocho – para ele o mais qualificado do País – e disse que as melhorias do Hospital têm que ser comemoradas, com orgulho, pela cidade e todo o Estado de Minas Gerais. Em seu nome pessoal e no do prefeito Fernando Pimentel, o secretário fez questão de enaltecer o trabalho desenvolvido pela presidenta do Conselho Superior da Fundação Felice Rosso, Maria Ângela de Faria Resende, e pelo presidente do Conselho Diretor, Emerson Tardieu de Aguiar Pereira. Frisou que pretende voltar em breve ao Hospital para a inauguração de outras importantes obras que estão sendo executadas, dentre elas a nova hemodinâmica. Helvécio Miranda Magalhães Júnior dedicou, ainda, palavras de

EMOÇÃO NAS PALAVRAS DA PRESIDENTA A presidenta do Conselho Superior da Fundação Felice Rosso, Maria Ângela de Faria Resende, lembrou em seu pronunciamento que, como disse um pensador, nada acontece sem que antes tenha havido um sonho, acrescentando que nenhum sonho se realiza sem ser compartilhado. Ela narrou um pouco da vida do Hospital, iniciada há mais de 50 anos pelo desejo de um imigrante italiano, Nicola Felice Rosso, acolhido por Américo GasparinI e depois por equipes dirigidas por Rubens Resende Neves e Renato Falci. Maria Ângela disse que o bom de um sonho é que ele nunca se realiza totalmente, tem sempre alguma coisinha para continuar e isso é o que o Conselho Superior busca completar, acrescentando alguma coisa a esse sonho. Ao final, destacou o trabalho sério e competente chefiado pelo presidente do Conselho Diretor, Emerson Tardieu de Aguiar Pereira que comanda uma grande equipe, cujos resultados positivos como os de hoje certamente vão se repetir, apontando para novos caminhos, novos desafios e novos sonhos. PRESIDENTE FAZ BALANÇO E ANUNCIA MAIS INVESTIMENTOS O presidente do Conselho Diretor, Emerson Tardieu de Aguiar Pereira, iniciou seu discurso recebendo justos aplausos ao anunciar mais uma boa notícia para o Felício Rocho: a assinatura de contrato com o Ministério da Saúde, visando à aquisição de uma nova aparelhagem de hemodinâmica (o dinheiro já está disponível!) para o Hospital. Exaltou o empenho pessoal e decisivo do deputado federal José Saraiva Felipe (à época, ministro de Estado da Saúde), para aprovação/obtenção dos recursos visando à compra do equipamento; e o apoio efetivo do secretário municipal Helvécio Miranda Magalhães Júnior, nas bem-sucedidas negociações. Depois, agradeceu a presença da Curadora de Fundações Laís Maria Costa Silveira (desde 11 de outubro último ela assumiu novas atribuições, sendo alçada ao cargo de titular da Promotoria de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher). Para Emerson Tardieu, o fato da promotora de Justiça prestigiar a solenidade de inauguração foi de grande importância porque denota que estamos trabalhando em consonância com o Ministério Público Estadual, que nos fiscaliza. O presidente do Conselho Diretor da Fundação Felice Rosso destacou, em especial, satisfação pelo reconhecimento que Laís Maria Costa Silveira manifestou ao trabalho transparente desenvolvido pela Entidade, que ela classificou, em entrevista à imprensa, como sendo executado de mãos dadas com a ética e com aquilo que deve ser padrão em qualquer instituição séria. Sobre as inaugurações da Central de Material de Esterilização e do Ambulatório de Oncologia e Quimioterapia, Emerson Tardieu salientou que foram obras de vulto, feitas exclusivamente com recursos próprios, sem nenhum endividamento bancário. Lembrou que, quando a atual administração assumiu, a Entidade vivia uma situação de crise, mas hoje não há mais dívidas, a não ser uma de longo prazo com o Banco de Desenvolvimento, constituída há alguns anos e devidamente escalonada.


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ODERNIDADE E TECNOLOGIA A propósito da nova unidade de esterilização, disse que ela irá sanar uma grave deficiência, porque a aparelhagem que estava sendo usada era antiga (1972), superada e incapaz de atender com qualidade toda a demanda exigida. Quanto ao Ambulatório, enfatizou que irá trazer para os pacientes o conforto até então inexistente, porque o que havia estava em local questionado por não oferecer as melhores condições. Além disso, será ampliado o atendimento na nova unidade: Como 99% dos pacientes do setor são provenientes do SUS, agora estaremos cumprindo melhor a missão que justifica a existência da Fundação, que é atendimento aos mais necessitados. Emerson Tardieu enfatizou a colaboração do corpo clínico e dos funcionários de todos os setores e níveis para a execução das obras, citando outras que foram feitas – como a revitalização de 24 apartamentos e a reforma da fachada do Hospital, inclusive com jardinagem e sistema de iluminação que proporciona beleza e segurança. Aplaudido, garantiu que já estão sendo planejados mais melhoramentos e benfeitorias; e fez um agradecimento especial ao Diretor Financeiro, José Carlos Braga Nitzsche, frisando que ele é não somente um bom e conceituado médico, mas excelente administrador, que com trabalho e competência saneou as finanças da Fundação e tornou-se o artífice maior para que obras como as que hoje estamos entregando fossem concretizadas. AMBULATÓRIO Após dois meses de obras em um amplo espaço de 500 m2, o Ambulatório de Oncologia e Quimioterapia passa a dispor de práticos consultórios, 16 confortáveis poltronas especiais e seis boxes com leitos, sendo quatro para adultos e dois infantis. A capacidade de atendimento foi ampliada para 40/dia, sendo que 99% dos pacientes beneficiados são do SUS, 80% deles do interior. A equipe que atua no Ambulatório é das mais capacitadas e inclui os médicos preceptores Roberto Carlos Duarte (coordenador clínico), Roberto Porto Fonseca (responsável técnico do Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia - CACON), Amandio Soares, Antônio Ferraz, Maria Aparecida dos Santos e Maria do Carmo Maia. Também integram o grupo de trabalho os residentes Alexandre Fonseca de Castro, Bruno Savato Neto, Gilson Jota Batista Moraes Filho, Henrique Diniz Horta e Letícia de Carvalho Neuenschwander; a coordenadora administrativa Adriana Nogueira; a coordenadora de enfermagem Janete Piasi; e as técnicas de enfermagem Graziele Parreiras da Silva, Marilene Passos Figueiredo, Raquel Nascimento dos Santos e Renata de Moura Sales.

CENTRAL DE MATERIAL DE ESTERILIZAÇÃO

A nova Central de Material de Esterilização, edificada em seis meses, está entre as mais modernas e completas da América Latina. Em 330 m2 de área – dimensão absolutamente correta para garantir total segurança e eficiência –, foram instalados equipamentos de última geração, que incluem lavadora ultrasônica e lavadora termo-desinfectadora, além das tradicionais autoclaves para esterilização e secadoras.

Vinte e três funcionários especializados trabalham na unidade de serviço, que tem capacidade diária para lavar, esterilizar, secar e embalar 1,5 mil peças de rouparia e 800 caixas com média de 120 instrumentos cirúrgicos. Todos os procedimentos obedecem às mais rígidas normas de higiene internacionais.

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PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS Recebem atenção muito especial As funcionárias da Gerência de Recursos Humanos, Millene Karla de Carvalho Pinto, gerente, e Janaína Luiza Sant’Ana, assistente administrativa, estão executando um projeto que atende com a máxima eficiência o que dispõem Leis e decretos (como o de n° 3.956, de outubro de 2001, que promulgou a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência) e ou/que versam sobre Inserção de Profissionais Portadores de Deficiência. Compreendendo que o portador de necessidades especiais, no uso de suas aptidões, é tão produtivo como qualquer outra pessoa, elas desenvolvem um trabalho de maneira personalizada; respeitando e adequando as condições individuais para cada cargo e/ou atividade. O processo de recrutamento e seleção foi iniciado em maio deste ano, com 28 portadores de necessidades especiais que já eram funcionários da Entidade. Em 24 de outubro último, o Ministério do Trabalho recebeu documentação comprovando que a cota estabelecida para o Felício Rocho – 73 pessoas – foi cumprida em tempo recorde e de forma humanizada altamente profissional.

FUTEBOL E GESTO DE SOLIDARIEDADE O paciente do Centro de Tratamento Intensivo Neonatal e Pediátrico do Hospital Felício Rocho, Henrique de Assis Duarte, de seis anos, f o i s u r p re e n d i d o no último dia 8 de novembro. Torcedor e fã do Clube Atlético Mineiro, o garoto – que está internado desde setembro –, recebeu a visita dos jogadores do Galo, Roni, Marcos e Luizinho Neto. Além de conversar e abraçar os seus ídolos, Henrique ainda ganhou camisa e brindes do Atlético. A psicóloga da unidade, Gláucia Rezende Tavares, que acompanha o caso de Henrique e organizou o encontro, contou que um dos maiores sonhos do garoto é assistir a um jogo do time. Como não é possível que ele, por enquanto, deixe o leito, os jogadores foram contatados e prontamente atenderam a solicitação de uma visita. Gláucia ressaltou a importância de gestos como esse para levar alegria aos pacientes.

Chuva, mas de Alegria Nem a chuva que caía no início da manhã do dia 28 de Outubro foi capaz de estragar a festa em comemoração ao Dia das Crianças da Fundação Felice Rosso, realizada no 12º Batalhão da Infantaria. Pouco antes do começo do evento, o tempo deu lugar a um dia de sol e muito calor, para alegria dos 1,5 mil convidados para o evento. A festa, já tradicional na entidade, reuniu os filhos dos colaboradores que têm até 12 anos. A diversão foi garantida por oficinas, onde as crianças aprenderam a fazer brinquedos com garrafas descartáveis, criar formas em balões, dançar e pintar, entre outras atividades. Houve farta distribuição de picolés, pipoca, churros, cachorro quente, algodão doce e sucos de diversos sabores. O maior sucesso ficou por conta de um trenzinho, que levava as crianças para conhecer a fachada do Hospital, local de trabalho dos pais. As crianças também puderam visitar o museu do Exército, guiadas por um soldado cedido pelo 12° Batalhão. O evento objetivou integrar e vivenciar atividades lúdicas com os filhos dos funcionários e foi promovido pela equipe Recriar, composta pelos colaboradores Agenário Júnior (setor de monitoramento e segurança), Mariana Noronha (Assessoria de Comunicação), Millene Karla (Gerência de Recursos Humanos) e Norma Eloísa (Gerência de infra-estrutura). Cerca de 50 voluntários se responsabilizaram pelas brincadeiras e lanche. O êxito da festa também se deve à efetiva participação de Fama Embalagens, Grupo de Percussão do Colégio Magnum, Grupo de Teatro HFR, Fanfarra do Instituto de Educação, Minas Citro, Hospfar, Help Farma, Multimed, senhores Dulcídio e Márcio Cubano, Poliplast, Cerealista Parati, Fábrica de Doces Expedicionário, Doces Alice, Mega Metrópole, Multi Pães, Henriques e Costa Comércio de Carnes, Rádio Alvorada, Johnson & Johnson e Garra Veículos.

SAÚDE VAI ÀS PRAÇAS De maio a outubro último, o Felício Rocho em parceria com a Rádio Alvorada, realizou o Sábado com Saúde. Durante seis meses, de quinze em quinze dias, simultaneamente duas praças de Belo Horizonte (entre Liberdade, Assembléia, JK, Dino Barbiero e Santa Lúcia) receberam profissionais do Hospital que prestaram diversos atendimentos à população. Milhares de pessoas puderam medir a glicemia, pressão arterial, calcular o Índice de massa corporal, e receberam orientações nutricionais. Além da parte médica, foram desenvolvidos vários eventos esportivos dedicados em especial às crianças e idosos. Com sucesso garantido, já está sendo planejada uma programação idêntica para o próximo ano.


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FELÍCIO ROCHO: Nº 1 DO BRASIL EM TRANSPLANTES DE PÂNCREAS Informações oficiais do Registro Brasileiro de Transplantes / Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), creditam ao Hospital Felício Rocho o primeiro lugar, em todo o País, em transplantes de pâncreas – além de ter sido o único a realizar este avançado procedimento médico-cirúrgico em Minas Gerais. O levantamento referente ao primeiro semestre de 2006, que acaba de ser divulgado, mostra que dos 23 transplantes de pâncreas efetuados no Brasil, seis foram realizados em Minas e todos, vale a pena repetir, pelo Felício Rocho. O Serviço de Transplantes do Felício Rocho, coordenado pelo Dr. Múcio Diniz (foto à direita), detém, ainda, outras marcas invejáveis: é o primeiro em Minas no transplante de rim, com 53 (sendo 37 de doadores vivos) de um total de 163 no Estado. Também é o primeiro em transplantes de coração e em transplantes simultâneos de pâncreas/rim, ambos com 2/3 de todos os procedimentos efetuados no Estado. E mais: em transplante de fígado, é o segundo, perdendo, apenas, para o Hospital das Clínicas da UFMG. Dados completos referentes às Equipes Transplantadoras de Órgãos Sólidos, cadastradas no Sistema Nacional de Transplantes, podem ser obtidos no site www.abto.org.br.

Primeiros colocados - Neurocirurgia e UNIMED O residente da Clínica de Neurologia e Neurocirurgia do Felício Rocho, Marco Antônio Riccio, conquistou o 1º lugar em concurso realizado pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Como prêmio, em 2007, ele irá estagiar na Universidade de Arkansas, nos Estados Unidos. Participaram do concurso, em julho último, centenas de residentes (4º e 5º anos) de todo o Brasil.

CLÍNICO DESTAQUE

O médico José Olinto Pimenta de Figueiredo foi homenageado com a Comenda Dr. Newton Procópio como Clínico Destaque de Minas. A cerimônia aconteceu durante o 4º Congresso Mineiro de Clínica Médica, em 12 de outubro último, na Associação Médica de Minas Gerais. A comenda foi instituída pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional Minas Gerais – para valorizar o papel do clínico na sua profissão. Para José Olinto, parte desse sucesso se deve ao Hospital Felício Rocho: Minha projeção e minha carreira foram feitas aqui dentro, afirma.

GENTE DE EXPRESSÃO 2006

A psicóloga Adna Godinho, do corpo clínico do Felício Rocho e colaboradora do Hospital há 30 anos, recebeu em agosto último o título Gente de Expressão 2006 . A homenagem foi no Minas Tênis Clube, durante a 6ª Noite Dourada da Sociedade Mineira. A promoção visa reconhecer publicamente a importância e presença de selecionadas personalidades que se destacam contribuindo para o fortalecimento de Minas Gerais perante o cenário nacional.

O cirurgião geral Cláudio de Oliveira Chiari Campolina conquistou o primeiro lugar geral no processo seletivo para cooperados da Unimed. Tendo se formado em 1994, na Universidade Federal de Minas Gerais, hoje, aos 34 anos, e após concluir residência em cirurgia geral e endoscopia no Felício Rocho, divide com o Hospital a sua vitória, lembrando que o resultado veio através de muito esforço e dedicação.

CARDIOLOGISTAS EM congresso internacionaL

Os médicos cardiologistas do Hospital Felício Rocho, Augusto Otávio Silveira Coutinho (foto), Maria da Consolação Vieira Moreira e Thiago da Rocha Rodrigues, retornaram de Barcelona, na Espanha, onde participaram do Congresso Mundial de Cardiologia, que discutiu os últimos avanços no tratamento das doenças cardiovasculares.

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Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço Amélio Ferreira Maia (*) A Clínica de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Felício Rocho (presente de maneira ativa em praticamente todos os eventos da especialidade em Minas, no Brasil e exterior), participou do 38º Congresso Brasileiro da especialidade, em Salvador/Bahia (27 a 30 de novembro 2006) com seis trabalhos científicos: dois na forma de Tema Livre/apresentação oral e quatro na forma de apresentação em pôsteres. Dos 650 trabalhos enviados para a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, promotora do evento, foram selecionados 80 para apresentação oral, sendo dois do nosso serviço, o que nos honrou muito. Veja abaixo o resumo dos temas enviados (a íntegra dos documentos pode ser solicitada pelo e-mail ameliomaia.url@terra.com.br). Apresentação Oral: 1º - Aplicação Intralesional do Cidofovir para o Tratamento de Papiloma de Laringe. Papiloma de laringe é uma doença provocada pelo vírus H.P.V. (o mesmo do câncer de colo de útero) e em mais de 90% dos casos é transmitido pela mãe no período de gravidez e no momento do parto, com manifestação na criança – geralmente na primeira infância. Há uma preferência do vírus para o acometimento das pregas vocais e outras regiões da laringe. As lesões são em forma de verrugas – que trazem rouquidão, dificuldade de respiração e podem levar à morte por asfixia. A medicação cidofovir impede a proliferação do vírus. Há três anos estamos aplicando este medicamento após remoção dos papilomas. Ainda não existe uma padronização no mundo de como usar a droga, apenas relatos com dosagens variadas. Estamos propondo dosagem do medicamento, intervalo entre as aplicações e follow up uniforme. Tratamos nesse período 13 pacientes, com resultados animadores de remissão em 83% da doença dos pacientes acometidos. 2º - Uso da mitomicina C na Estenose Laríngea e Laringotraqueal. A mitomicina C é um antibiótico que tem sido usado depois da cirurgia de correção de estenoses (estreitamento). Após o tratamento é feita aplicação local da droga embebida em algodão, por um período de cinco minutos (dosagem de 0,5 a 1 mg p/ml). Esta comorbidade acomete preferencialmente adultos jovens (acidentes) e tem manejo complicado devido às dificuldades anatômicas da laringe e traquéia, o que eleva a recidiva freqüente. Foi usado em 19 pacientes de etiologias diversas, que foram submetidos a tratamento cirúrgico endoscópico, com a maioria tendo o uso de laser. Apresentação em Pôsteres 1º - Tumor Condromixóide Ectomesenquimal - Relato de Caso. O tumor condromixóide ectomesenquimal, benigno e raro, acomete o dorso da língua. Foram descritos na literatura somente 26 casos. Sua origem ainda não está elucidada. Alguns autores acreditam que o tumor origina-se das glândulas salivares menores. Até hoje houve recidiva da lesão apenas em dois casos após remoção cirúrgica. Caso: Paciente com lesão no dorso e parte lateral esquerda da língua, submetido à ressecção completa da lesão com resultado anátomo-patológico positivo. O diagnóstico diferencial com carcinoma espino celular, hemangioma e outros tumores, é necessário para o correto diagnóstico e tratamento. 2º-Abscesso Peri Amigdaliano com Evolução para Mediastinite Descendente Necrotizante e Empiema Pleural Bilateral – Relato de Caso. Abscesso periamigdaliano é uma complicação potencial de um simples episódio de amigdalite bacteriana aguda, podendo evoluir para disseminação do processo infeccioso a estruturas da região cervical e toráxica. Caso: Paciente jovem com amigdalite aguda e abscesso periamigdaliano, com evolução para mediastinite e derrame pleural bilateral em conseqüência da disseminação descendente pelo abscesso periamigdaliano. A paciente respondeu positivamente ao tratamento clínico cirúrgico proposto, a despeito do mau prognóstico do quadro clínico relatado na literatura. 3º - Pseudo Aneurisma Gigante da Artéria Carótida Interna Cervical simulando Abscesso Retro Faríngeo: Tratamento Endovascular – colaboração efetiva da Hemodinâmica – HFR. Pseudoaneurismas da artéria carótida interna cervical são lesões raras e potencialmente fatais. Várias condições são associadas

como predisponentes a sua formação, como trauma e infeções no espaço profundo cervical. Diferentemente dos aneurismas verdadeiros que possuem as três camadas da parede arterial, os pseudoaneurismas são compostos por uma membrana extremamente frágil. Dentre a vasta sintomatologia inespecífica, pode se manifestar clinicamente com massa dolorosa e pulsátil na região cervical, disfagia, obstrução de vias aéreas, epistaxe, tumoração parafaríngea e Síndrome de Horner. Paciente de 12 anos chegou ao Hospital com fortes dores na região cervical direita, inapetente, obstrução nasal acentuada com queda do estado geral – perda de 5 kg e suposto quadro infeccioso de vias aéreas superiores. Após exames complementares, foi constatado abaulamento medial acentuado da parede faríngea lado direito, com diminuição de 50% do diâmetro luminal da via aérea digestiva. Ressonância Nuclear Magnética mostrou lesão expansiva no espaço parafaríngeo D e Nasofaríngeo. A arteriografia por subtração digital constatou a presença de pseudoanesurisma gigante da carótida interna direita com 45 mm de diâmetro. A carótida interna foi obstruída com balão por 30 minutos e exames neurológicos de 5/5 minutos, que foram normais; constatando irrigação do hemisfério cerebral pelo sistema vascular esquerdo. Várias micro-molas foram colocadas para obstruir aneurisma. O paciente teve alta após três dias, em ótimo estado com cura clínica e radiológica da lesão. 4º - Parotidite Crônica evoluindo para Carcinoma Espinocelular com acometimento do osso temporal – Relato de caso. Paciente de 30 anos com relato de infecções repetidas na glândula parótida direita desde os cinco anos de idade, tendo sido submetido à remoção total da glândula naquela época. Com a persistência das infecções, foi submetido à radioterapia, mas as infecções persistiram. Aos 20 anos ocorreram formações de fístulas retroauriculares com secreção purulenta. Foi identificada cândida parapsilose. Instituiu-se tratamento para o fungo durante três meses com anfotericina B. Tomografia computadorizada revelou comprometimento infeccioso do osso temporal. Sem regressão da lesão, foi indicado tratamento cirúrgico. Biópsia revelou carcinoma de células escamosas (câncer), anteriormente não detectadas. Há um ano o paciente foi submetido a tratamento cirúrgico. O objetivo desse trabalho é demonstrar as dificuldades propedêuticas e terapêuticas encontradas no manejo do paciente até o estabelecimento do diagnóstico final. Chamamos a atenção para a suspeita do aparecimento de processo maligno devido à infecção de longa duração. Evento científico realizado: Foi realizado o III Curso de Atualização em Eletrofisiologia da Audição, de 20 a 22 de outubro/ 2006, em parceria com o Núcleo de Neurociências do Departamento de Fisiologia do ICB/UFMG, o Centro de Estudos do Hospital Felício Rocho e o IFERPEC. O evento foi credenciado pela Comissão Nacional de Acreditação (10 créditos) e teve coordenação do especialista Marco Aurélio Rocha Santos. O objetivo foi dar a compreensão teórica-prática dos exames eletrofisiológicos da audição com ênfase no BERA, desenvolvendo a capacidade de executar e analisar os resultados. O curso contou com a participação de 52 inscritos, entre profissionais das áreas da Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia, Engenharia e Enfermagem. Próximo evento científico: Curso Teórico Prático de Otoneurologia (data p ro v á v e l a b r i l d e 2 0 0 7 ) . P ú b l i c o A l v o : Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia, Clínica médica e Neurologia. Participação em evento internacional: Dr. Mauro Becker Martins Vieira: Congresso Anual da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, realizado em Toronto, no período de 17 a 20 de Setembro de 2006. (*) Coordenador da Clínica de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Felício Rocho


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Núcleo Avançado de Tratamento das Epilepsias (NATE) - “REALIDADE E FUTURO”

Infra-estrutura e HOTELARIA GARANTEM CONFORTO E SEGURANÇA

José Maurício Siqueira (*) Nos seus três anos e meio de existência, o Nate se consolidou como o único centro bem estruturado e multidisciplinar no tratamento dos pacientes portadores de epilepsias de difícil controle da cidade de Belo Horizonte e do Estado de Minas Gerais. É composto por profissionais dos mais variados campos do conhecimento, como assistente social, médico nuclear, neuro-anestesistas, neurocirurgião, neurofisiologistas, neurologistas, neuropsicóloga, neuroradiologistas, neuropatologista e psiquiatra. Conta com um parque altamente complexo de equipamentos instalados no Hospital Felício Rocho que permite a investigação e tratamento dos mais variados tipos de epilepsias. Entre os equipamentos principais se destacam a video-eletroencefalografia de 32 canais, ressonância magnética cerebral estrutural e funcional, spect, eletrocorticografia, estimulador cortical e equipamento de estereotaxia. Nesse período foram avaliados na unidade de video-eletroencefalografia 256 pacientes. Dentre estes, 44 foram operados. Mais de mil exames de ressonância magnética foram realizados e um número expressivo de pacientes passou pelos consultórios especializados. A organização de eventos científicos e de educação continuada foi enorme, tendo sido realizado anualmente o Simpósio Nate de Epilepsia com presença de convidados de renome do Brasil e do exterior. No primeiro simpósio (2003) estiveram presentes os especialistas André Palmine (PUC - Rio Grande do Sul) e João Alberto Assiratti (USP - Ribeirão Preto). No segundo (2004), a neuroimagem foi o tema principal tendo como palestrante principal o professor Michael Bramer do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, Inglaterra. No terceiro (2005), a epileptologia clínica e experimental foi discutida com o professor Jaderson Costa da Costa, coordenador do centro de neurociências da PUC do Rio Grande do Sul. Agora, em 2006, o tema principal foi dieta cetogênica, havendo participação de profissionais do Centro Geral de Pediatria (CGP Fhemig) e da professora Ana Maria da Unifesp / SP. Também neste ano o Nate recebeu a visita do neurocirurgião Pierre Kherli, da Universidade de Estrasburgo, França. Um acordo de cooperação foi estabelecido entre as instituições para pesquisa na área de epilepsia. O Nate mantém estreita cooperação com o Núcleo de Neurociências do ICB/UFMG tendo sido instalado um laboratório de pesquisa básico-clínica nas dependências do Hospital Felício Rocho. Várias linhas de pesquisa estão sendo desenvolvidas e um primeiro curso de neurofisiologia básico-clínica foi realizado. O futuro é promissor, pois o Felício Rocho está ampliando o Nate com a aquisição de novo sistema de video-eletroencefalografia. Isto possibilita a investigação de um número crescente de clientes que estão agendados com vários meses de antecedência. (*) Coordenador do Nate (1º à esquerda) e sua equipe.

Norma Eloiza da Silva (*) Até a alguns anos, o paciente, ao buscar um hospital, preocupava-se tão somente com a qualidade do atendimento médico. Os tempos mudaram; o paciente passou a ser visto como cliente e hoje têm um novo perfil, é mais exigente e crítico, sabe analisar a relação custo-benefício dos serviços que utiliza, busca justiça, seus direitos fundamentais, sua dignidade, enfim, é mais consciente dos seus direitos. Diante desta nova demanda, surge a necessidade de criar um ambiente mais harmonioso, mais agradável, sem aqueles “cheiros e gostos” de hospital, com um atendimento humanizado que possibilite uma recuperação rápida com o maior conforto possível, dentro de suas capacidades físicas. No Felício Rocho a Hotelaria foi incorporada pela infra-estrutura, aumentando ainda mais sua área de atuação, como serviço de segurança, zeladoria e higienização, manutenção geral e predial e Serviço de Nutrição e Dietética (Nutrição Clínica, Produção e Lactário). Tudo funciona visando garantir a segurança e tranqüilidade dos que estão no Hospital. O serviço de Manutenção, por exemplo, monitora todos os sistemas de energia elétrica, água, gases medicinais e elevadores, entre outros. Para garantir ainda mais a tranqüilidade dos clientes, conta com uma equipe de segurança ativa e circuito de monitoramento 24 horas. Pacientes e visitantes são recepcionados por profissional treinado que os acompanha até o quarto. Durante o percurso, é demonstrado onde ficarão, quais as facilidades que o Hospital oferece, os itens de conforto como TV a cabo e frigobar. Também faz parte das atividades da hotelaria o serviço de rouparia – executando triagem e distribuição nos quartos e apartamentos. As lideranças do serviço de hospitalidade visitam os pacientes internados certificando-se que estejam bem acolhidos. E os clientes-pacientes contam, ainda, com uma equipe bem preparada de profissionais da nutrição, que vai desde a simpatia e cortesia das copeiras à criteriosa avaliação nutricional feita pelas nutricionistas. Importantes ações foram implementadas neste ano, com modernizações e aquisições de equipamentos para melhor atender os clientes: 12 apartamentos reformados, 40 frigo-bares novos foram instalados, implantados projetos paisagísticos e de iluminação dos jardins, revitalizadas as fachadas, trocados os televisores dos apartamentos por novos modelos, instaladas suítes com mobiliários modernos, reformado e modernizado o refeitório dos funcionários. Também o serviço de copa está sendo reestruturado com aquisição de novos utensílios e, em breve, será implantado serviço de home-service. A busca por melhorias tanto no aspecto de tecnologias, infra-estrutura e nos processos para aprimorar as atividades é uma constante, tendo como fim humanizar a relação com o cliente, para que o Felício Rocho se destaque sempre como empresa que respeita os direitos e se solidariza com (*) Gerente de Infra-Estrutura do Felício Rocho os anseios e necessidades (2ª da esquerda para a direita) e sua equipe. do paciente.

ONCOLOGISTA DO FELÍCIO ROCHO PRESIDE O MAIS IMPORTANTE CONGRESSO DE CANCEROLOGIA Sob a presidência de Roberto Porto Fonseca, renomado médico oncologista do Hospital Felício Rocho, foi realizado no Minascentro, de 22 a 25 de novembro último, o 17º Congresso Brasileiro de Cancerologia, que abordou o que há de mais novo e importante em todo o mundo em cirurgia oncológica, oncologia clínica, radioterapia e medicina nuclear, dentre outros, sempre visando à prevenção e o diagnóstico precoce. Apesar de denominado Brasileiro, o evento se caracterizou como Internacional, pelo grande número de participantes estrangeiros entre os mais de 2 mil inscritos e por ter, entre seus palestrantes, alguns dos mais destacados especialistas do mundo, como Udo Vanhoefer (Alemanha);

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Juan Santiago Azagra (Bélgica); Ian Tannock, Luis Souhami e Robert Kerbel (Canadá); Ricardo Mesia (Espanha); Al Sarraf, Barry Feig, Derek Raghavan, Funni Olopade, John Mackey, Luis Campos, Peter McLauglin e Rodney Landreneau (Estados Unidos); Hugo Marsiglia (França); Alexander Eggermont (Holanda); Robert Mansel (Inglaterra) e Mati Aapro (Suíça).

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Felício Rocho

Anestesiologia:

FELÍCIO ROCHO APRIMORA SUA EQUIPE E DISTRIBUI CONHECIMENTOS ATÉ AOS MÉDICOS DE OUTROS HOSPITAIS O Serviço de Anestesiologia do Hospital Felício Rocho, sob o comando do Dr. José Carlos Braga Nitzsche (foto), procura sempre o aprimoramento científico de sua equipe. O reconhecimento à qualidade e eficácia do trabalho desenvolvido ultrapassa as fronteiras de Minas Gerais, como comprova, por exemplo, a avaliação obtida pela residência médica do setor que, após rígida prova única nos hospitais de todos os Estados, foi classificada como uma das três melhores do País pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Também neste ano foram realizados diversos eventos objetivando a atualização contínua em diversas particularidades e/ou especialidades da anestesiologia – importante ramo da medicina que estuda os fenômenos da anestesia artificialmente provocada. Tendo, cada um, duração média de nove horas de palestras – além de debates –, foram promovidos nos últimos meses: VI Simpósio de Anestesiologia – Medicina Perioperatória; VII Simpósio de Anestesiologia – Anestesia e

Transplantes; VIII Simpósio de Anestesiologia – Dor; IX Simpósio de Anestesiologia – Anestesia Pediátrica; e um curso de Educação Continuada em Dor. Deve-se ressaltar que todos os encontros foram efetivados no próprio Centro de Estudos do Hospital Felício Rocho (com inscrições abertas para profissionais da área de todo o País), com apoio da Sociedade Mineira de Anestesiologia e reconhecimento e aprovação da Comissão Nacional de Acreditação. Determinado em prosseguir disseminando novos conhecimentos e avanços tecnológicos em benefício dos especialistas do setor e dos seus pacientes, o Serviço de Anestesiologia do Felício Rocho já programou, para o primeiro semestre de 2007, o X Simpósio de Anestesiologia – Anestesia e o Sistema Respiratório; o XI Simpósio de Anestesiologia – Anestesia e o Sistema Nervoso Central e um segundo curso de Educação Continuada em Dor – Dor Aguda.

SERVIÇO DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA EVOLUI Danielle Foureaux Alves (*) O Serviço de Ressonância Magnética do Hospital Felício Rocho iniciou suas atividades em novembro de 1998 e vem acompanhando a evolução da Telerradiologia com aquisição de novos acessórios e equipamentos que facilitem a digitalização das imagens e ampliação da capacidade de realização de exames (atualmente em torno de 600/mês). Hoje, conta com um equipamento da General Eletric (GE) com potência de 1.5 Tesla modelo Signa Eco Speed, processadora de filmes a seco Kodak Dry View 8150, estações de trabalho GE e VEPRO e Voice Explorer para digitação de laudos. Com a processadora a seco houve economia de químicos na revelação de filmes e conseqüente redução de custos e agilidade na dinâmica de trabalho. A aquisição das estações de trabalho permite que nas imagens digitais Dicom (digital imaging communication) sejam realizadas reconstruções nos vários planos (3D, axiais, sagitais, coronais e oblíquas), subtração e adição de tecidos, alteração do brilho/contraste, zoom, rotação e digitação de textos nas imagens. E mais: distribuição de imagens via rede, comparações entre seqüências de exames, gravação em CD e DVD e integração de diversas modalidades de diagnóstico possibilitando que o médico possa ter a visualização todos os exames de imagem realizados no cliente/paciente de um mesmo computador (atualmente integra RM e Hemodinâmica).

A gravação dos exames em CD permite economia de gastos com filmes; o cliente/paciente recebe uma parte do exame fotografada em filmes e o exame completo em CD. O arquivamento dos exames era feito em MOD de 3.2G (discos ópticos magnéticos) e agora em DVD de 4.7G. Portanto, foi ampliada a capacidade de arquivamento em menor espaço com redução dos custos; permitiu-se ainda que os exames retornem à estação de trabalho para serem refotografados ou utilizados na comparação de exames antigos e atuais de um mesmo cliente/paciente.

(*) Bióloga e Tecnóloga em Radiologia do Felício Rocho

Jornal Felicio Rocho - Ed01  

Jornal do Hospital Felício Rocho, BH, Brasil

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