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Carta ao leitor

Chegamos ao mês de maio com várias novidades! O site está de cara nova e com muito mais conteúdo, como a coluna Abuso Sonoro e Unsocial Media. Já a edição de maio conta com os fotos do Luringa e o fantástico artista Luciano Drehmer. Leandro Roverso conta como é seu dia-a-dia na segunda parte de Minha Budapest ; e aproveitando o ano da França no Brasil, Felipe Alface faz seus comentários sobre o Novo Cinema Francês. A coluna Abuso Sonoro bate cartão, e o nosso grande Vendetta fala sobre a banda Face Tomorrow. Isso e muito mais vocês encontrarão aqui. Boa leitura!


3 CAU foi fotografado por Caio Kenji

Maio 2009


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5 Diego Carneiro Diretor / Editor

Yara Vergueiro Diretora Executiva

COLABORADORES Caio Kenji, Cau, Felipe Alface, Goms, Juliana Costa, Jannerson Xavier, Jhon Helder, Leandro Roverso, Rick, Raphael Rodriguez e Rodrigo Zap. Todos os direitos reservados. Fica expressamente proibida a produção total ou parcial sem autorização prévia do conteúdo editorial. Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade dos autores e não refletem necessariamnete a opinião da revista. A FreakMagazine não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios publicados nesta revista, nem que promessas divulgadas como publicidade serão cumpridas.


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Sumário O novo cinema francês Por Felipe Alface pág: 12

Minha Budapest II Por Leandro Roverso pág: 20

FrkArt Luciano Drehmer pág: 32

Abuso Sonoro Por Vendetta pág: 48


9 Epidemia Suína Por Cau pág: 64

Fotografia Luringa pág: 72

It s time to heat pág:92

Tech Por Rick pág: 112

A Arte Coletiva Por Jannerson Xavier pág: 116


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Design digital A Frk Mag apoia o Design Digital. Se vocĂŞ faz parte desse movimento e quer contribuir com a revista entre em contato com redacao@frkmag.net.


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O NOVO CINEMA FRANCÊS por Felipe Alface

epois do sucesso do ano do Brasil na França, chega a 2009 o ano da França no Brasil, que pretende perpetuar o intercâmbio cultural entre os dois países. Entre tantas coisas relevantes que o país europeu produz, talvez o maior expoente seja o cinema. Caracterizado, entre tantas outras coisas, pela imparcialidade de mostrar uma história sem tirar conclusões, deixando-as para os espectadores ao final do filme. O maior destaque do ano passado foi O Escafandro e a Borboleta , do diretor Julian Schnabel ‒ ganhador

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do prêmio de melhor diretor no festival de Cannes e no Globo de Ouro, onde foi também escolhido como melhor filme estrangeiro. O filme conta a história baseada no livro howmônimo escrito, em tom de memória, por Jean-Do Bauby, famoso editor da revista Elle que, após um acidente vascular cerebral, fica paralisado da cabeça aos pés e impossibilitado de falar. Quando, no início do filme, ele acorda de dias em estado de coma, os médicos se apressam em comunicar-lhe do seu gravíssimo estado e dos esforços que todos do hospital farão para facilitar dali em diante a sua vida. E ele se pergunta: Isso é vida?


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Nesse momento ele começa a comparar seu estado a um escafandro, uma armadura de borracha e ferro utilizada por mergulhadores para trabalhos profundos no mar. Ele está preso em seu próprio corpo. Sua imaginação é o escape que ele encontra desta sua prisão. Julian Schnabel demorou sete anos sem dirigir, desde seu filme anterior realizado em 2000, o também ótimo Antes do Anoitecer . E a demora

valeu à pena! O filme é um primor. Porém, o que de melhor o cinema francês tem a oferecer ao seu espectador, talvez seja o novo diretor Christoffe Honoré ‒ ele tem, até então, somente cinco longas. No Brasil, foram lançados em amplo circuito somente os últimos três: Em Paris , Canções de Amor e A Bela Junie . No início de Em Paris , um dos personagens pergunta diretamente ao espectador: seria possível que uma história de


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amor fizesse alguém pular de uma ponte? Esta é a tônica do trabalho deste diretor, uma espécie de filósofo deste complexo sentimento. Uma coisa que se repete em seus filmes, é o fetiche da sua lente por seus atores. É uma câmera feita para filmes que investigam o amor, suas origens e efeitos ‒ trata-se do desejo traduzindo as imagens. E esta fixação parece se estender para um dos atores recorrentes em sua obra, o ótimo Louis Garrel, com quem

Christoffe parece ter uma relação parecida com a de Woody Allen e suas musas . Mais uma vez, quem ganha é o espectador. O trabalho de Garrel está sempre na medida. Vale atentar também para as metáforas de que ele se utiliza para abrir diálogo com o público. Ao final de Em Paris , ela vem bastante sofisticada através de um livro infantil que compara um lobo e um coelho respectivamente ao amor e à pessoa que o sente.


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Já no final de Em Paris , o diretor começa a flertar com um dos aspectos que o fariam acertar em cheio em seu próximo filme: a música. Numa conversa ao telefone entre amantes separados, eles cantam as palavras que querem dizer um ao outro. O resultado disso culmina em Canções de Amor , que concorreu à Palma de Ouro em Cannes. O filme exibe mais uma gama de tipos de amores e suas aflições. Mas para os fãs de musicais e filmes franceses,

ele parece ser o supra-sumo. E me parece, de fato, também o melhor filme do diretor. Apesar das temáticas parecidas, Christoffe parece enxergar em cada nova película uma maneira diferente de deflagrar e discorrer sobre o mais enigmático dos sentimentos. E, ao final de cada filme, acabamos agradecendo sua proficiência do assunto.


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Tattoo A Frk Mag apoia a tatuagem. Se vocĂŞ faz parte desse movimento e quer contribuir com a revista entre em contato com redacao@frkmag.net.


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Minha Budapest rso

por Leandro Rove


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(olá para todos)

Bom! Vou falar um pouquinho sobre meu dia a dia aqui na Hungria pra vocês terem uma noção de como está a minha vida. Sou estudante de música da academia Liszt Ferenc aqui em Budapest e estou cursando o part time, o que significa que ainda não faço matérias teóricas, portanto, faço duas aulas de piano por semana, e uma de música de câmara. O legal do estudo aqui, além dos ótimos professores, é a quantidade de pessoas diferentes que você conhece de todas as partes do mundo! Por exemplo agora, minha parceira de música de câmara é Japonesa e se chama Matsuyama Shoko! (Que shako né? He he he) e, com, posso conhecer culturas diferentes de todas as partes. Tenho amigos do Japão, Korea, Portugal, USA, Singapura, China e por aí vai!! É uma maravilha! E uma zona também, claro.


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estudante aqui pode desfrutar de todos os transportes O públicos da cidade, como o: Bonde, Trem, ônibus, bonde subterrâneo, metro etc. Eu pago, por exemplo, o equivalente a 35 reais por mês pra andar de graça em qualquer tipo de transporte público! Além de ter entrada livre em qualquer concerto de música aqui, e em toda a Hungria. Pra não falar que é totalmente de graça, quando há algum concerto no Müpa (a sala nova de concertos de Budapest) nós temos que pagar 300 forint (equivalente a 3 reais)! Muito barato! No meu caso, não pode ser melhor, pois os grandes ídolos que sempre quis ver ao vivo tocam a 10 minutos de casa! Incrível!!


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Uma coisa que estou tendo que me acostumar aqui na

academia é a total disciplina de estudo! Coisa que não tinha quando estudava no Brasil. Em todas as aulas, tenho que levar as obras estudadas de memória sempre, o que me obriga a passar o dia no piano praticamente!! Mas, em compensação, o repertório adquirido é monstruoso. Minha parceira de música de câmara, a Shoko, ensaia comigo aos sábados. Todo o santo sábado! Às 7:30 da manhã! E nossa aula começa as 9:00 horas. Estou tendo que aprender a lidar com esse tipo de coisa.


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Meu professor de piano é genial! Mas meio louco, às

vezes ele me liga sábado de noite e fala: aula amanhã às 8 da manhã! (domingo) Complicado, né? Então nem todo o sábado posso curtir a festa!

Balada aqui na Hungria é boa e barata! Em cada esquina você pode encontrar qualquer tipo de ambiente, mas o forte aqui são os barzinhos!! Na rua da academia de música , tem aproximadamente 50 bares e restaurantes diferentes pra você escolher. Então sempre depois dos concertos e aulas , já faz parte da rotina ir pro mesmo barzinho e tomar um café com os amigos.


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Agora a primavera chegou e pela primeira vez na vida eu senti uma estação do ano chegar à cidade!! Esquentou bastante o clima e as pessoas estão cada vez mais sem roupa!! Não vejo a hora que chegar o famoso verão húngaro dos 40 graus!!! Viszontlátásra!

Fotos: Leandro Roverso


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Para a sess達o FrkArt de Maio resolvemos bater um papo com Luciano Drehmer. Um conhecido artista de 25 anos nascido em Goi但nia (GO), cursou design pela UCG(GO), e que decidiu vir a S達o Paulo cursar o Instituto Europeo di Design e permanece aqui desde ent達o.


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Luciano nos contou de onde veio depois no Istituto Europeo di Design seu gosto pela arte e quais são suas em São Paulo. Mas nunca estudei arte ou ilustração academicamente principais influências: tudo que sei aprendi ou por conta LD: É difícil dizer de onde comecei, própria ou com alguns ilustradores mas o fato é que sempre tive uma as- que já trabalhei como o Carlo Giovapiração artística, minha mãe sempre ni, Fabiano Silva, Heitor Yida, etc... pintou e desenhou muito bem e acabou me ensinando algumas coisas Minhas principais influências de deainda na infância e nunca parei des- sign são Stephan Sagmeister, Neville de então. Cursei design na UCG(GO) e Brody, Paul Rand e Ikko Tanaka. De


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ilustração são Makoto Aida, Gary Ba- Design e Ilustração pra mim não são semann, Dave Cooper, Basil Wolver- arte, pois ambos tem uma função objetiva. A do design é tornar a vida ton e Takashi Murakami. das pessoas mais fácil e acessível, seja Por ter descoberto seu gosto muito por uma sinalização bem feita, ou cedo, perguntamos se ele já havia por uma cadeira mais ergonômica. feito ou se costuma fazer algum tipo Já a da ilustração é a de representar de trabalho que não envolvesse a um texto através de uma imagem, ela sempre vai ter uma ligação com arte: a palavra, a idéia, ou até mesmo com LD: Sempre, constantemente faço. a venda de um produto. A arte não


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tem função alguma, corrigindo, talvez uma só, a de alimentar o espírito. E, claro, não poderíamos deixar de perguntar sobre seus principais trabalhos: LD: A revista da Máfia pra Superinteressante, uns cenários que desenhei pra uma animação pra Globo e, principalmente um projeto de embalagem que desenvolvi junto ao IED para uma comunidade amazônica. Para conhecer mais sobre o trabalho de Luciano Drehmer acesse: http://www.flickr.com/photos/drehmer/


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Design GrĂĄfico A Frk Mag apoia o Design GrĂĄfico. Se vocĂŞ faz parte desse movimento e quer contribuir com a revista entre em contato com redacao@frkmag.net.


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com a cara de rotterdan. Esta é uma história de paixão, intensidade e honestidade de cinco rapazes que dariam suas vidas pelo que eles acreditam. Face Tomorrow não visualiza tornar-se uma banda famosa ou seguir as novas tendências. Num cenário musical repleto de falsas emoções, porcarias pré-fabricadas e marionetes ambulantes movidas a dinheiro, Face Tomorrow mostra que nem tudo está perdido.


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Trabalhando com afinco e dedicação no que acreditamos e tocando em todos os lugares que nos permitem, nós tentamos atingir cada vez mais pessoas: dando shows com o coração, escrevendo músicas com o coração e fazendo discos com o coração esta é a filosofia da banda segundo o guitarrista Aart.


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Tendo feito mais de 500 shows nos últimos anos, Face Tomorrow já é considerada indubitavelmente uma das maiores bandas alternativas holandesas. Os integrantes estão juntos desde 1997, mas, somente em 2001, com o lançamento do EP Live the Dream , que se esgotou em poucos meses, que a banda foi mais divulgada (apesar de algumas demos feitas anteriormente). Os caras começaram então a dar inúmeros shows e acabaram ganhando o prêmio de audiência da GNPL em 2001. Trata-se da maior e da mais prestigiada competição de bandas nos Países Baixos, chamando a atenção desta forma do selo holandês de indie Reflection Records. O lançamento de For Who You Are , em junho de 2002 por este selo, renderam à banda muitas reportagens e comentários enaltecendo o seu trabalho. Face Tomorrow consequentemente ganhou muitos prêmios, apareceu na televisão e apresentou-se em todos os principais festivais de Holanda e Bélgica, dentre os quais Metropolis, Lowlands, Groezrock, etc; construindo assim uma reputação impressionante pelos seus shows intensos e eletrizantes. A notícia rapidamente espalhou-se em todo o resto da Europa. A banda americana AFI os convidou para sua tour no


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Reino Unido, onde, Face Tomorrow teve a oportunidade de apresentar-se no London Astoria completamente lotado, pelo prêmio de NME, e, por conseguinte, realizou muitas outras turnês por toda a Europa. Em 2004, FT lançou The Closer You Get e o single + clip da música Sign Up . Apesar de todas as expectativas em torno deste release, FT conseguiu ir além do que era esperado e se superar em todos os sentidos. The Closer You Get é um álbum com uma atmosfera envolvente de melodias extremas e transparentes do mais puro rock.


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Acho que conseguimos transmitir um amplo espectro musical neste disco, e o fizemos com o nosso próprio estilo, ainda mais característico do que nos discos anteriores. As músicas estão mais equilibradas, a dinâmica está melhor e as partes se encaixam do modo que almejávamos , diz o vocalista Jelle. O guitarrista Marc complementa: Sei que é um clichê dizer isso, mas eu realmente

acho que nós amadurecemos e fizemos um disco sério e elaborado . O lançamento de Tha Closer You Get em 2004 foi seguido de uma extensa turnê que promoveu ainda mais a banda em festivais conceituados como: Pukkelpop (Bélgica), Noorderslag (Países Baixos), Popkomm (Alemanha), assim como em diversos clubes.


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59 A banda tem sido divulgada em muitas revistas (Oor, Kerrang, etc) e em muitas estações de televisão e rádio (MTV, MTV2, TMF...). Após algumas comparações com artistas como Jeff Buckley, Tool, Radiohead, ou At the Drive-in, logo ficou claro que FT faz seu próprio som, tornando-se assim uma banda referencial para novas comparações de bandas emergentes com a própria. Singles e clipes para Worth the Wait , Sign Up , e My World Within estouraram em toda a Europa e foram para os tops de muitos charts alternativos, tais como Kink FM´s Outlaw 41. No final de 2004, eles ganharam um prê-

mio por melhor performance holandesa ao vivo na Kink FM/Live XS e o álbum foi escolhido como um dos melhores holandeses do ano. No início de 2005, uma versão em vinil de The Closer You Get foi lançada em sua própria gravadora, e eles começaram a trabalhar em seu primeiro projeto de DVD, para o qual eles gravaram um show em sua cidade natal, Rotterdam. O DVD chegou ao mercado em agosto de 2005, quando a banda tocou pela segunda vez no festival de Lowlands e obteve uma imensa divulgação na mídia européia. Eles fizeram sua


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primeira turnê americana em setembro e, após esta, decidiram parar um pouco de dar shows e se dedicaram à preparação de outro álbum. Em 2007, o álbum The Closer You Get foi lançado no Japão pela Falling Leaves Records. E FT lançou em Outubro de 2008 o disco In The Dark . A banda segue fazendo algumas tours pela Europa. Quem quiser saber mais sobre o FACE TOMORROW e até escutar as faixas antigas de alguns álbuns e do novo ... Basta acessar http://www.facetomorrow.net/ Colaboração e tradução: Sally Ramos Gomes


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Epidemia SuĂ­na

Por Cau


66 Esse mês muito se tem falado e mostrado sobre a gripe suína, mas ninguém comenta sobre o gene suíno. Não, não estou falando de palmeirenses ou desse problema atual. Estou falando de um gene que está em todos os homens há muito tempo e ninguém dá a real importância. Ao andar na rua vemos um cenário de poluição: papéis jogados ao chão, dejetos de animais de estimação e humanos, comidas; isso quando não damos o azar de ver aquele senhor escarrando no canto da calçada ou este cuspindo para o lado. O brasileiro vive em seu grande chiqueiro. Este chiqueiro contribui para o entupimento de bueiros, que causam a inundação e, consequentemente, a infestação de doenças. Não vos digo isso para conscientizá-los sobre sustentabilidade e para salvar a terra para gerações futuras, afinal, o ser humano é egoísta por natureza, tento mostrar uma realidade que faz diferença na sua qualidade de vida hoje. O sensacionalismo televisivo nos mostra as enchentes, as pessoas pobres e desabrigadas que perderam tudo, o filho que morreu soterrado, mas não mostram como isso afeta na vida das demais pessoas que não estão próximas ao problema. Não se es-


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queçam que aquele homem que deu duro durante anos para comprar os móveis daquele barraco e que perdeu tudo está desesperado e pode ser que te assalte no próximo farol, aquela mulher que perdeu o outro barraco trabalha na casa da sua prima e todas as doenças do esgoto a céu aberto podem ser levadas a sua casa. A intenção aqui não é ver os problemas sociais, mas sim os de higiene. Não podemos esperar que todos os pais eduquem seus filhos nesses termos, muitos não tem nenhuma instrução sobre. O que esperar de alguém que não tem informação sobre preservativos e, muitas vezes, acha que a higiene é um desperdício de dinheiro? Deveria existir uma matéria nas escolas, particulares e públicas, para que a criança saiba o grande valor da higiene pessoal e coletiva, não só contra as doenças, mas a favor da melhora da qualidade de vida de todos. Isso deveria ser levado também aos pais, precisamos mudar o jeito de pensar de uma população que acha que a rua não é uma extensão de sua casa, que o chão


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é como um grande lixão e o torna seu chiqueiro. Na China, o governo criou uma lei que multa o cidadão que cospe no chão. Em diversos países de primeiro mundo há uma multa para quem suja a propriedade pública. Talvez essa fosse uma solução para o Brasil, já que muitos não têm senso de civilidade deveríamos apelar para uma das partes que mais prezam, o bolso. Aqui concordamos que todos desejam poder andar pela rua, conversando, rindo, olhando as lojas sem ter que olhar para o chão afim de não ter nada grudado no tênis; poder andar por aí sem perder o apetite vendo aquele homem escarrando no chão. Todos usamos as palavras porcos e chiqueiro de forma pejorativa, mas vivemos dentro de um. As pessoas precisam ser educadas à viver em sociedade, pois muitas ainda não foram, não importa se têm 6 ou 66 anos. A primeira premissa para mudar é se conscientizar e agir.


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Luringa


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Lourenço Fabrino, mineiro de 28 anos, é uma das principais referências em fotografia na cena do rock underground paulista. Em meados de 2007 Luringa, como é conhecido, largou o emprego para embarcar no sonho do mundo do rock n roll. Seus sonhos não diziam só especificamente sobre a música e o rock nacional, mas também sobre momentos, os quais eram fotografados pelas lentes de suas câmeras.


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Strike

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Fresno


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Strike


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Rufio


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Porcos Cegos


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Terceira Edição


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Tavares do Fresno


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Nx Zero, Strike, Dead Fish. For Fun, Fresno, Glória, entre dezenas de outros artistas ,fazem parte do cast oficial de bandas com o qual um dos mais roqueiros dos fotógrafos trabalha. Entre viagens e tournês, Luringa chega muitas vezes a se hospedar nas casas dos próprios artistas, criando uma relação muito mais estreita do que cliente e fotografo, criando laços de amizades, que são passados por meio de suas fotografias e recebem o reconhecimento tanto dos artistas como dos fãs. Ele conta que algumas vezes chega a se surpreender com a abordagem de alguns fãs perguntando se é ele mesmo.

Envydust


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Gloria


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Nx Zero


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Pelas suas lentes já passaram mais de 200 artistas e diversos eventos como o Abc Pró Hc, Sob Controle Fest, Rio Rock Tour, e o Premio Dynamite. Seus trabalhos estão expostos em diversos encartes, fotologs e meios de comunicação. Já estiveram sob seu foco diversas bandas internacionais, como: Deftones, The Ataris, Boom Boom Kid e toda a tournée de despedida dos californianos do Rufio. Bandas nacionais como Drive-In, Falante, Feijão com Arroz, It Sari e Glória já foram enquadradas por ele. Não há como negar, o profissional do backstage atualmente dá até entrevistas, tornou-se uma celebridade. Tudo isso não surgiu do nada, publicitário de formação, Luringa se tornou fotógrafo profissional autodidata. Tendo passado pelo jornal Lance! E pelo site O Fuxico, que até hoje o procuram para alguns trabalhos. Apesar da rotina corrida e conturbada, Lourenço diz amar sua escolha e, que daqui a 10 anos se vê fazendo a mesma coisa, só que em volume muito maior e muito mais rock n roll!

Strike

Confira mais trabalhos de Luringa em: http://flickr.com/luringa


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Arte de rua A Frk Mag apoia o grafite. Se vocĂŞ faz parte desse movimento e quer contribuir com a revista entre em contato com redacao@frkmag.net.


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It’s time to heat Seguindo a temática de que “não adianta bater que eu não deixo você entrar” produzimos 9 looks masculinos para aquecer o seu inverno com muito estilo.

fotos: Caio Kenji produção: Yara Vergueiro e Rodrigo Zap assist. de produção: Juliana Costa modelo: Cau


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Camiseta Zapalla Moleton Marcelo Ferraz Calça de sarja Khelf BonÊ New Era Correntes New Skate


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Camiseta Triton Blazer de veludo Zapalla Calça xadrez Vide Bula Boné Cavalera Tênis Nike para Visionarie Corrente soco inglês Doc Dog


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Camiseta Alexandre Herchcovitch Moleton listrado Doc Dog Calça jeans Jeanseria Tênis Nike para Visionarie Boné Playboy para Doc Dog Corrente V.Rom


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Camisa sobreposição Vide Bula Calça jeans Damyller Xale quadriculado F&G Chapéu mesclado F&G Sapato acervo


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Camisa Anni Futuri Coleto de tricot Doc Dog Calça jeans Damyller Gravata acervo Tênis New Balance para Visionarie


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Camisa branca Naguchi Jaqueta xadrez de nylon Doc Dog Calテァa jeans Damyller Tテェnis Nike para Visionarie Gravata acervo Corrente Cavalera テ田ulos Rayban Wayfarer


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Blazer de sarja sobreposição Spirito Santo Calça jeans Damyller Echarpe xadrez Zion Tênis Nike para Visionarie Corrente de contas Triton


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Jaqueta de nylon Doc Dog Calテァa jeans Damyller Lenテァo listrado Cavalera Tテェnis Nike para Visionarie テ田ulos Rayban Wayfarer


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Regata branca Hering Blusa com capuz Marcelo Ferraz Calça jeans Jeanseria Tênis New Balance para Visionarie Suspensórios Doc Dog


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Celular com TV Digital (Samsung V820L) Talvez não seja uma grande novidade um celular com TV, (funcionalidade facilmente encontrada nos aparelhos alternativos , que imitam modelos mais caros), porém a Samsung correu atrás do prejuízo traz este mês o primeiro celular com TV Digital. Com tela giratória e antena retrátil, o aparelho vem com câmera de 2 megapixels e Bluetooth. Funciona na rede 3G e sua bateria tem autonomia de quase 4 horas de transmissão puramente digital.


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Case USB (Connectland SATA HDD Dock with One Touch Backup) Hoje quase toda pessoa que se diz prevenida possui um HD de Backup, ainda mais com a queda dos preços de cases e dos HD s no mercado. Saindo dos padrões de cases comumente encontradas, a Brando traz esse case único que aceita tanto HD s de 3,5 quanto de 2.5 (tamanho padrão para notebooks). Ele vem com a função One Touch Backup , que ao apertar um único botão ele faz o backup de tudo que for considerado importante para você. É compatível com Windows, Linux e Mac.


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Teclado Higiênico Em tempos de gripe suína, todo cuidado com limpeza é pouco. Ainda mais para quem compartilha o PC. O Medigenic é um teclado que além de ter as funções básicas possui um medidor de sujeira que diz a hora que é necessário limpá-lo, para que não acumule sujeira e você seja obrigado ao famoso método, bater o acessório em algum lugar para retirar a sujeira interna. Apesar de limpo, o preço é bem encardido, custando em torno de U$140 em lojas especializadas.


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A Arte Coletiva Por Jannerson Xavier


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Arte. Não nos enganemos, não vamos conseguir responder o que ela é nessas poucas páginas. Mas acredito que, uma breve empreitada por entre seus significados e uma espiada no ramo da filosofia, chamado de estética, pode vir muito a calhar para conseguir entender a publicidade. Essa, aliás, nós sabemos muito bem o que é. Ou será que não? Existe uma aproximação conceitual, na cultura popular, de publicidade com a arte visual. Apesar de não ser difícil conseguir uma resposta imediata, uma reflexão um pouco mais profunda põe em cheque este paralelo. Será que a publicidade de hoje, não só com relação a seus fins, mas também ao seu processo de produção, se assemelha a uma produção artística? E a produção artística, o que é? A palavra arte surgiu para designar qualquer ofício especializado, na Grécia Antiga. Algo muito


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próximo desse significado foi mantido até meados do século XIX, no auge do movimento Romântico. Nesse período, surgiu o conceito de Belas Artes, representado aquilo que entendemos por arte hoje em dia. Como há uma infinidade de coisas que se entende por arte, peguemos aquilo que é senso comum entre todas elas: expressão e comunicação. Tratando-se de artes visuais, temos uma ruptura brusca com o advento da máquina fotográfica, a consequente queda do academicismo, e o surgimento do Impressionismo e, posteriormente, de uma série de outros movimentos que iriam transformar completamente o conceito de arte. O importante é perceber que, a partir do momento que se tem uma máquina que capta com precisão exata a realidade, é


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aberto espaço para que a arte visual se foque na visão do artista (na impressão que ele tem do mundo e, daí, Impressionismo), do que na realidade como ela é. Em meio a essa reviravolta, emergem as primeiras formas de propaganda. Ora, a propaganda visa comunicar algo em função de uma necessidade do anunciante, seja ela qual for. Esta necessidade, majoritariamente, exige que se ressalte uma certa característica do que se está anunciando (e, como bem sabemos, as vezes se crie certezas características que nem mesmo existem, ou só existem em função da propaganda). Isto não é muito diferente do expressar uma impressão do mundo , é? Então, no início da recente história da propaganda, temos aqueles que melhor sabiam expressar-se expressando pontos de vista específicos para fins de anunciantes: os artistas foram os primeiros publicitários. Se parássemos aqui, tudo estaria em ordem. Seria perfeitamente plausível que fizéssemos essa aproximação natural entre propaganda e arte. Mas os tempos inegavelmente mudaram. Ficou pra trás essa era pioneira da propaganda em que as iniciativas corporativas eram amadoras,


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o conhecimento do público era precário e, acima de tudo, a exposição aos anúncios era tremendamente limitada, tornando a propaganda algo muito interessante. Hoje os anunciantes não desperdiçam centavos com propaganda e, para obter o melhor retorno, passaram a nos conhecer ‒ seu público ‒ melhor do que nós mesmos. Enquanto isso, nós estamos tão sobrecarregados com anúncios a toda hora e em qualquer lugar que nosso primeiro ato-reflexo ao ver um anúncio é evitá-lo. Vivemos nos dias do planejamento e das propagandas de resultado. Em meio a isso tudo, onde foi parar a visão de mundo daqueles primeiros publicitários/artistas? Ela ainda é compatível com os interesses dos anunciantes?


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O interesse do anunciante é o interesse de seu público. Com o avanço do estudo do comportamento do consumidor, o conhecimento cada vez maior que as organizações têm de seus públicos e o direcionamento cada vez maior que isso dá ao processo criativo da publicidade, não me parece absurdo dizer que o artista por trás da propaganda é o público. Seria algo como uma democracia comunicacional, com toda a indústria da propaganda servindo de representante dos desejos da sociedade, servindo-a com aquilo que ela deseja receber. É importante lembrar que esse processo dialético entre o que a população espera e o que lhe é comunicado se estende a todo os outros ramos da comunicação, mas isso é tema demais para o nosso já reduzido espaço.


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Sabendo de tudo isso, voltemos à questão inicial. Não me parece um absurdo aproximar a propaganda de uma atividade artística, uma vez que expressão e comunicação são o forte de ambas as atividades. Os fins da primeira, no entanto, e todo seu processo criativo, cria um abismo entre elas. Uma visão que me pareceu bastante plausível é a de que o novo artista da propaganda é o público, um artista coletivo, que acaba por dar a opinião final no processo criativo. E, na verdade, me parece até uma visão bastante otimista.


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130 Agradecimentos Alexandre Cassolato cassolato@hotmail.com Alfredo Or贸bio Carlos Henrique Figueiredo Caio Kenji Fotografia (11) 8117-3529 ck_tateyama@yahoo.com.br http://flickr.com/photos/tateyama Cau http://peixinhodetroia.wordpress.com Fause (Visionarie) Felipe Alface GOMS Jannerson Xavier Jhon Helder Juliana Costa Leandro Roverso Luciano Drehmer http://flickr.com/drehmer Luringa http://flickr.com/luringa M谩rcio (Jive) Mariana Lambert Raphael Rodriguez Rodrigo Zap zaprodrigo@terra.com.br fotolog.terra.com.br/rodrigo_zap


131 Serviรงos Alexandre Herchcovitch (11) 3063-2888 Anni Futuri (11) 3294-1385 Billabong (11) 3618-8600 Cavalera (11) 3083-5187 Damyller 0800-484700 Doc Dog (11) 3063-3343 FG (11) 2142-0217 Hering 0800-473114 Jeanseria (11) 3459-1255 Khelf (11) 3667-1053 Levi s 0800-55101 Marcelo Ferraz (11) 7605-1801 Naguchi (47) 3336-0519 New Era (11) 3315-0910 Ray Ban (11) 4191-8240 Triton (11) 3085-9089 Spirito Santo (51) 3028-5718 Vide Bula (11) 2717-0888 Visionaire (11) 3063-2466 V.Rom (11) 3063-5823 Zapalla (11) 3044-1163 Zion (11) 2171-0888


Freak Magazine - Maio 2009  

Edição de Maio da revista eletrônica Freak Magazine / Frk Mag

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