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Mercado automotivo Garota é uma das estrelas do rugby   Em Caxias do Sul tem um carro para cada dois habitantes. São emplacados por mês, em média, 1.500 novos veículos. Conheça o ranking dos mais vendidos, onde o Gol (foto) é um dos preferidos.

Páginas 4 e 5

 A atleta Raquel Cristina Kochhann é a garota que representa o rugby gaúcho feminino na seleção brasileira. Ela joga essa modalidade esportiva em Caxias do Sul e conta como venceu barreiras para enfrentar preconceitos e superar dificuldades. Raquel é uma das apostas do rugby nas próximas olimpíadas.

Página 8

Jornal Textando Junho de 2012 - Edição Especial - Jornal-Laboratório UCS - Universidade de Caxias do Sul

Mais PMs nas ruas

Andréia Copini

 A Polícia Comunitária dentro do RS na Paz, novo modelo de policiamento, já está nas ruas de 18 bairros de Caxias do Sul, considerados os mais violentos, Página 3 garantindo segurança para mais de 100 mil habitantes. Policiais envolvidos contam como é a aproximação e convivência com a comunidade.

Prédio do campus 8 da UCS é tombado   A história da cidade ganha mais uma garantia de preservação. Inaugurada em 1961, a estrutura abrigou um colégio e uma metalúrgica antes da compra pela UCS. O Campus 8 tem quatro cursos.

Páginas 6 e 7

Andréia Copini


x

OPINIÃO

02

SEGURANÇA

03

x

Comunidade mais segura Andréia Copini

Soldados próximos aos moradores

O Rádio completa 90 anos   No dia 7 de setembro de 1922, em uma demonstração pública, através de 80 receptores instalados no alto do Corcovado, na cidade do Rio de Janeiro, as primeiras ondas eletromagnéticas começaram a ser transmitidas no Brasil. Este fato histórico proporcionou às pessoas viverem uma experiência ímpar que mudaria a forma como a informação chegaria até elas.   No ano de 2012, o rádio no Brasil completa 90 anos de existência. Transformou o modo de “pegar a informação”. Hoje, o rá-

dio além de continuar presente na sua forma mais tradicional, no AM e FM, ele aumenta seu volume no celular, no computador e na internet para alcançar cada vez mais ouvintes.   O dial (seletor de estação) histórico do rádio brasileiro percorreu meio século, a cada “troca de estação” o veículo se popularizava mais e mais. O ganho em decibéis atingia a grande massa.  Em determinados momentos, este ganho de decibéis chega a virar over. Proporciona seus ouvintes co-

nhecer que quem era “O Primeiro a Dar as Últimas” também era “Testemunha Ocular da História”. Além de dar a “Hora do Brasil” em sua programação, propagou com a “Voz do Brasil” informações importantes a partir das 19h00 de Brasília.   Em outros momentos, o decibel se transforma em BG. A chegada de um veículo que copia suas características igualmente, mas com um diferencial: a possibilidade poder ver o que acontece. A televisão faz com que o chiado interfira na programação do rádio.

EXPEDIENTE Reitor - Isidoro Zorzi Diretora do Centro de Ciências da Comunicação: Marliva Vanti Gonçalves Coordenador do Curso de Jornalismo: Álvaro Benevenutto Júnior Professor: Marcelo Miranda Alunos: Andréia Copini Maicon Pan Jeferson tragansin Matheus Paulo Carraro Oliveira Jocemar de Carvalho Zulian Renata Zanatta Ponsini Luan Hoffmann da Cruz Textando é um produto da disciplina de Laboratório de Jornalismo Impresso - 1° semestre de 2012 Universidade de Caxias do Sul.

Muda a característica do veículo, de um meio de entretenimento para um radiojornalismo moderno.   Através da tecnologia o rádio “troca” seu dial analógico pelo digital, como forma de equalizar seu alcance. O que era BG vai aos poucos ganhando volume. Além de suas ondas hertzianas continuarem se propagando da forma mais comum, o rádio busca nos números binários: zeros e uns chegar nas pessoas o mais rápido possível para que elas peguem a informação. (Jeferson Tragansin)

ATUANTE: Policiamento Comunitário já estava presente na 29ª edição do evento mais popular da região, a Festa Nacional da Uva, que ocorreu de fevereiro a março de 2012 no município de Caxias do Sul Policiamento beneficia cerca de 100 mil habitantes

Centenário do Juventude   Depois de uma campanha razoável no Campeonato Gaúcho, ficando na sétima colocação, o Juventude tenta salvar, não apenas o ano de 2012, mas também o centenário do clube, que vai ser comemorado no dia 29 de junho do ano que vem. Eu acredito no potencial do grupo que o Juventude formou. Juntamente com um grande banco do sudeste Brasileiro, Banco de Minas Gerais (BMG), a instituição trouxe, além de experiência, bagagem futebolística, profissionais do centro do País, principalmente de São Paulo e do Rio de Janeiro, para conquistar o aces-

renata zanatta rzponsoni@ucs.br

so, pois é lá onde o futebol mais se desenvolve. Vamos torcer para que a equipe alviverde consiga o acesso para a terceira divisão nacional, e não apenas para a terceira, para a segunda e também para a pri-

meira divisão nacional, voltando a ser aquele time vitorioso que sempre foi. O Juventude é grande e vai, com certeza, dar muitas alegrias ao povo esmeraldino este ano. (Matheus Oliveira)

  Um novo modelo de policiamento assegura atendimento aos 18 bairros considerados como os mais violentos da cidade. Trinta e quatro policiais militares treinados atuam em dez núcleos distribuídos por esses bairros. O programa é um trabalho criado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), chamado de Polícia Comunitária dentro do RS na Paz – Programa Estadual de Segurança Pública com Cidadania, coordenado pelo coronel Júlio Cé-

sar Marobin. Apesar de ações semelhantes já serem realizadas há alguns anos nos bairros São Pelegrino e Madureira, Caxias do Sul é piloto do projeto no Estado.   De acordo com a 1a tenente do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) Andréa Trevisan Nunes Becher, 40 anos, coordenadora do projeto em Caxias, o município foi contemplado pela SSP por ser um dos maiores do Estado, depois de Porto Alegre. A tenente afirma que a criminalidade gira em torno das drogas. “Por isso, com o passar dos anos, a tendência é que esse modelo de policiamento abranja outros bairros.”A iniciativa conta, ainda, com um observatório para debater os tipos de crimes praticados antes e

após o início do projeto, a fim de orientar o policiamento.   A ação, inédita no Brasil, tem como base o Policiamento Comunitário japonês chamado “Chuzaisho”. Nesse modelo, os policiais estabelecem residência em pequenas comunidades da zona rural, a fim de garantir a segurança dos camponeses. De forma similar, os soldados caxienses foram destacados para morar nos bairros onde vão atuar, caso ainda não residam lá. Assim, eles têm condições de se envolver com a comunidade e vivenciar as principais necessidades do bairro na questão de segurança.   A cerimônia de inauguração do Policiamento Comunitário ocorreu na manhã do dia 14 de março de 2012, no 12º BPM.

Lista dos bairros contemplados Núcleo 1 – Pio X e Santa Catarina Núcleo 2 – Exposição, Panazzolo e Cristo Redentor Núcleo 3 – Rio Branco Núcleo 4 – Lourdes Núcleo 5 – Bela Vista Núcleo 6 – Sanvitto, Floresta e Medianeira Núcleo 7 – Sagrada Família Núcleo 8 – Santa Lúcia, Cohab e Colina Sorriso Núcleo 9 – São Pelegrino Núcleo 10 – Petrópolis e Presidente Vargas

  Simone Hoisler, 28, é uma das soldados responsáveis pelo policiamento do bairro Rio Branco. Natural de Santiago, ela mora em Caxias do Sul desde 2006. Para a policial, a vontade de ajudar as pessoas foi um fator de motivação para entrar na carreira militar. Simone explica que a filosofia do Policiamento Comunitário tem como base a parceria entre polícia e comunidade com o objetivo de evitar que os crimes aconteçam. De acordo com ela, a função do policial é a prevenção do crime. “E fiscalizamos, também, o trânsito”. Formada em Letras, a soldado conta que, atualmente, ministra aulas no Curso de Formação da Brigada.   Simone esclarece que o programa é composto por voluntários, e que cada soldado pôde escolher o núcleo onde gostaria de atuar. Ela expõe, ainda, que os policiais acabam por conhecer cada morador da região. “O policiamento é na rua. Ficamos ‘rodando’ com a viatura, pois não existe uma sede por bairro.” Segundo a soldado, o Rio Branco é tranqui-

lo e que, graças a isso, ainda não realizaram operações de risco. “O nosso maior problema foi com os usuários de drogas. Mas constatamos que eles nem eram daqui.” Situação que, de acordo com Simone, foi rapidamente contornada.   A policial percebe que a comunidade está satisfeita com o trabalho realizado. “As pessoas contribuem. Nos ligam, principalmente dos estabelecimentos comerciais, para fazer denúncias. Dessa forma, a sociedade recebe um rápido atendimento.” Ela acredita que, graças ao avanço do policiamento, os criminosos hesitam para cometer qualquer tipo de delito. “O projeto passa segurança aos moradores. O Policiamento Comunitário deve ser estendido para todos os bairros da cidade e para todo o país”. Renata Zanatta


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OPINIÃO

02

SEGURANÇA

03

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Comunidade mais segura Andréia Copini

Soldados próximos aos moradores

O Rádio completa 90 anos   No dia 7 de setembro de 1922, em uma demonstração pública, através de 80 receptores instalados no alto do Corcovado, na cidade do Rio de Janeiro, as primeiras ondas eletromagnéticas começaram a ser transmitidas no Brasil. Este fato histórico proporcionou às pessoas viverem uma experiência ímpar que mudaria a forma como a informação chegaria até elas.   No ano de 2012, o rádio no Brasil completa 90 anos de existência. Transformou o modo de “pegar a informação”. Hoje, o rá-

dio além de continuar presente na sua forma mais tradicional, no AM e FM, ele aumenta seu volume no celular, no computador e na internet para alcançar cada vez mais ouvintes.   O dial (seletor de estação) histórico do rádio brasileiro percorreu meio século, a cada “troca de estação” o veículo se popularizava mais e mais. O ganho em decibéis atingia a grande massa.  Em determinados momentos, este ganho de decibéis chega a virar over. Proporciona seus ouvintes co-

nhecer que quem era “O Primeiro a Dar as Últimas” também era “Testemunha Ocular da História”. Além de dar a “Hora do Brasil” em sua programação, propagou com a “Voz do Brasil” informações importantes a partir das 19h00 de Brasília.   Em outros momentos, o decibel se transforma em BG. A chegada de um veículo que copia suas características igualmente, mas com um diferencial: a possibilidade poder ver o que acontece. A televisão faz com que o chiado interfira na programação do rádio.

EXPEDIENTE Reitor - Isidoro Zorzi Diretora do Centro de Ciências da Comunicação: Marliva Vanti Gonçalves Coordenador do Curso de Jornalismo: Álvaro Benevenutto Júnior Professor: Marcelo Miranda Alunos: Andréia Copini Maicon Pan Jeferson tragansin Matheus Paulo Carraro Oliveira Jocemar de Carvalho Zulian Renata Zanatta Ponsini Luan Hoffmann da Cruz Textando é um produto da disciplina de Laboratório de Jornalismo Impresso - 1° semestre de 2012 Universidade de Caxias do Sul.

Muda a característica do veículo, de um meio de entretenimento para um radiojornalismo moderno.   Através da tecnologia o rádio “troca” seu dial analógico pelo digital, como forma de equalizar seu alcance. O que era BG vai aos poucos ganhando volume. Além de suas ondas hertzianas continuarem se propagando da forma mais comum, o rádio busca nos números binários: zeros e uns chegar nas pessoas o mais rápido possível para que elas peguem a informação. (Jeferson Tragansin)

ATUANTE: Policiamento Comunitário já estava presente na 29ª edição do evento mais popular da região, a Festa Nacional da Uva, que ocorreu de fevereiro a março de 2012 no município de Caxias do Sul Policiamento beneficia cerca de 100 mil habitantes

Centenário do Juventude   Depois de uma campanha razoável no Campeonato Gaúcho, ficando na sétima colocação, o Juventude tenta salvar, não apenas o ano de 2012, mas também o centenário do clube, que vai ser comemorado no dia 29 de junho do ano que vem. Eu acredito no potencial do grupo que o Juventude formou. Juntamente com um grande banco do sudeste Brasileiro, Banco de Minas Gerais (BMG), a instituição trouxe, além de experiência, bagagem futebolística, profissionais do centro do País, principalmente de São Paulo e do Rio de Janeiro, para conquistar o aces-

renata zanatta rzponsoni@ucs.br

so, pois é lá onde o futebol mais se desenvolve. Vamos torcer para que a equipe alviverde consiga o acesso para a terceira divisão nacional, e não apenas para a terceira, para a segunda e também para a pri-

meira divisão nacional, voltando a ser aquele time vitorioso que sempre foi. O Juventude é grande e vai, com certeza, dar muitas alegrias ao povo esmeraldino este ano. (Matheus Oliveira)

  Um novo modelo de policiamento assegura atendimento aos 18 bairros considerados como os mais violentos da cidade. Trinta e quatro policiais militares treinados atuam em dez núcleos distribuídos por esses bairros. O programa é um trabalho criado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), chamado de Polícia Comunitária dentro do RS na Paz – Programa Estadual de Segurança Pública com Cidadania, coordenado pelo coronel Júlio Cé-

sar Marobin. Apesar de ações semelhantes já serem realizadas há alguns anos nos bairros São Pelegrino e Madureira, Caxias do Sul é piloto do projeto no Estado.   De acordo com a 1a tenente do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) Andréa Trevisan Nunes Becher, 40 anos, coordenadora do projeto em Caxias, o município foi contemplado pela SSP por ser um dos maiores do Estado, depois de Porto Alegre. A tenente afirma que a criminalidade gira em torno das drogas. “Por isso, com o passar dos anos, a tendência é que esse modelo de policiamento abranja outros bairros.”A iniciativa conta, ainda, com um observatório para debater os tipos de crimes praticados antes e

após o início do projeto, a fim de orientar o policiamento.   A ação, inédita no Brasil, tem como base o Policiamento Comunitário japonês chamado “Chuzaisho”. Nesse modelo, os policiais estabelecem residência em pequenas comunidades da zona rural, a fim de garantir a segurança dos camponeses. De forma similar, os soldados caxienses foram destacados para morar nos bairros onde vão atuar, caso ainda não residam lá. Assim, eles têm condições de se envolver com a comunidade e vivenciar as principais necessidades do bairro na questão de segurança.   A cerimônia de inauguração do Policiamento Comunitário ocorreu na manhã do dia 14 de março de 2012, no 12º BPM.

Lista dos bairros contemplados Núcleo 1 – Pio X e Santa Catarina Núcleo 2 – Exposição, Panazzolo e Cristo Redentor Núcleo 3 – Rio Branco Núcleo 4 – Lourdes Núcleo 5 – Bela Vista Núcleo 6 – Sanvitto, Floresta e Medianeira Núcleo 7 – Sagrada Família Núcleo 8 – Santa Lúcia, Cohab e Colina Sorriso Núcleo 9 – São Pelegrino Núcleo 10 – Petrópolis e Presidente Vargas

  Simone Hoisler, 28, é uma das soldados responsáveis pelo policiamento do bairro Rio Branco. Natural de Santiago, ela mora em Caxias do Sul desde 2006. Para a policial, a vontade de ajudar as pessoas foi um fator de motivação para entrar na carreira militar. Simone explica que a filosofia do Policiamento Comunitário tem como base a parceria entre polícia e comunidade com o objetivo de evitar que os crimes aconteçam. De acordo com ela, a função do policial é a prevenção do crime. “E fiscalizamos, também, o trânsito”. Formada em Letras, a soldado conta que, atualmente, ministra aulas no Curso de Formação da Brigada.   Simone esclarece que o programa é composto por voluntários, e que cada soldado pôde escolher o núcleo onde gostaria de atuar. Ela expõe, ainda, que os policiais acabam por conhecer cada morador da região. “O policiamento é na rua. Ficamos ‘rodando’ com a viatura, pois não existe uma sede por bairro.” Segundo a soldado, o Rio Branco é tranqui-

lo e que, graças a isso, ainda não realizaram operações de risco. “O nosso maior problema foi com os usuários de drogas. Mas constatamos que eles nem eram daqui.” Situação que, de acordo com Simone, foi rapidamente contornada.   A policial percebe que a comunidade está satisfeita com o trabalho realizado. “As pessoas contribuem. Nos ligam, principalmente dos estabelecimentos comerciais, para fazer denúncias. Dessa forma, a sociedade recebe um rápido atendimento.” Ela acredita que, graças ao avanço do policiamento, os criminosos hesitam para cometer qualquer tipo de delito. “O projeto passa segurança aos moradores. O Policiamento Comunitário deve ser estendido para todos os bairros da cidade e para todo o país”. Renata Zanatta


x

economia

Os números do mercado automotivo em Caxias

04 e 05

Os carros mais esperados para o Brasil em 2012. Os produtos nacionais e importados abrirão o leque de opções para os consumidores, que já contam com uma vasta oferta de modelos, configurações, níveis de conforto e potência.

GM/Sonic A efervescente categoria dos hatches Premium, hoje representada por Ford New Fiesta, VW Polo e Fiat Punto, ganhará mais um interessante competidor. Importado do México, o Sonic já roda pelo Brasil praticamente pronto.

 CHRYSLER 300 Fora do catálogo da marca há meses, o sedã voltará reestilizado e com novos motores, mais potentes e econômicos.

tempos pela Citroën, a família DS, finalmente, desembarcará por aqui. A gama de luxo da marca francesa estreará no país com o DS3, irmão menor dos modelos DS4 e DS5. Os outros carros da linha também estão previstos para o mercado brasileiro.

KIA Optima

 FORD Ranger

 TOYOTA Etios

Mais um produto global da Ford vendido no Brasil, a nova picape é uma transformação completa em relação ao antigo  CITROEN DS3 modelo. Ela será fabriConfirmada no Brasil há cada na Argentina.

Saiba mais Produção nacional de veículos cai 15,5% em abril, diz Anfavea. Vendas de veículos têm queda de 14,2% em abril, aponta Fenabrave.

Município emplaca, em média, 1.500 veículos por mês Luan Cruz luan.jornalista@gmail.com

  A população de Caxias

do Sul conta com um carro para cada dois habitantes. São emplacados na cidade, que tem 27 concessionárias de 17 marcas, em média, 1.500 carros por mês. Vai das recém-chegadas Cherry e JAC Motors às tradicionais

Volkswagen e Chevrolet. Essa última é a mais antiga com quase 40 anos de presença na cidade.   Mas, como estas marcas têm se comportado nos últimos meses, onde houve diversas oscilações do mercado automotivo em todo o Brasil? Segundo o gerente de vendas da Hyundai em Caxias do Sul, Julio Cesar Marques, 39 anos, a marca saiu dos 120 emplacamentos por mês de 2011 para 75 em 2012. Segundo Julio, a marca emplaca em torno de 55 carros por mês, uma média de quatro carros vendidos por dia

na cidade. Esse número corresponde a 12% a menos quando comparado a 2011, ou seja, 35 carros a menos.   Outra marca que já obteve voos mais altos é JAC Motors. Segundo a diretora de vendas da região sul, Ângela Albrecht, a marca teve uma queda de 20% nas vendas somente em Caxias. E, somente no primeiro trimestre de 2012, a marca já vendeu 60 carros.   Somente neste trimestre a montadora coreana vendeu 280 veículos na Serra gaúcha. Três carros estão entre os mais ven-

Plano audacioso   Julio Marques, destaca que o plano de vendas da marca para Caxias é audacioso. Segundo o gerente, a Hyundai pretende estar entre as quatro marcas mais vendidas na cidade. Hoje, tanto em Caxias quanto no Brasil, a marca figura em sexto lugar. A nova fábrica da Hyundai no Brasil deve ser inaugurada em Piracicaba, São Paulo.

  A marca chinesa, inaugurada há um ano no Brasil, chega em 2012 com 1,8% de participação no mercado automotivo. Hoje a marca ocupa a 10° posição em volume de vendas em Caxias. Há muita restrição à marca, devido sua origem na China. Para 2012 a Hyundai pretende chegar a 35 carros vendidos por mês.   Os novos lançamentos

didos da marca: I30, ix35 e Tucson. Esse ultimo é líder de vendas da marca em todo o Brasil. Somente em Caxias, no ano de 2011, foram vendidos em média 300 veículos. J3 é o carro-chefe, proporcionando para a marca 50% do volume de vendas. J6 atinge 35% das vendas.   Custo beneficio é o que tem buscado mais o público caxiense. Sendo qualidade e nível de acabamento os itens mais exigidos pelos compradores. O público-alvo da marca fica entre AB tendo carros na faixa dos 150 mil.

Ranking de vendas das montadoras no Brasil: Assim como o Gol se mantém na liderança entre os mais vendidos, é difícil também tirar a Fiat do topo. A montadora italiana fechou 2011 com 754.212 veículos (carros e comerciais leves) emplacados, contra 698.326 da Volkswagen. A dupla é seguida por General Motors (632.102) Ford (313.990) 

Variação dos combustíveis em Caxias do Sul 1 litro de gasolina de R$ 2,59 a R$ 3.03 | +16% - 40L – (R$103,60) (R$121,20). 1 litro de álcool de R$ 1,65 a R$ 2,59 | +56% - 40L – (R$66,00) (R$103,60) 1 litro de diesel de R$ 1,97 a R$ 2,30 | +16% - 40L – (R$78,80) (R$92,00)

HB - Desenvolvido para o mercado brasileiro, o futuro compacto da marca – que por enquanto atende pelo nome do seu projeto – promete estabelecer novos padrões entre os carros de entrada no Brasil. i30 - Fenômeno de vendas deve atrair ainda mais fãs com visual ousado e motor 1.6 de injeção direta de combustível. O carro renovado foi uma das atrações do Sa-

Toyota (99.200)  Honda (92.889) Citroën (90.027) e  Peugeot (85.820)

mais de 300 lojas de carros (entre concessionárias e garagistas) por toda a cidade. O número está próximo da quantidade de postos de combustíveis, que chega a 405.   No entanto, o mercado hoje, mesmo em baixa, dispõe de “lugar” para todas e a cada dia multiplicam-se as “garagens de carros” por todas as ruas e avenidas da cidade.

Os mais vendidos em abril de 2012 no Brasil O Volkswagen Gol retomou liderança no mês e no acumulado. 1° VW/Gol abril 19.684 no ano 78.357 2° FIAT/Uno abril 16.241 no ano 75.409 3° FIAT/Palio abril 10.999 no ano 47.405 7° GM/Celta abril 7.583 no ano 36.157 o mais vendido em Caxias

O mundo automobilístico, ou melhor, esportivo perdeu dois titans em abril e maio, respectivamente. Faleceu em Salzburg, na Áustria, aos 76 anos, Ferdinand Alexander “Butzi” Porsche. Primogênito de Dorothea e Ferry Porsche, F. A. Porsche, como ficou conhecido, foi o criador do mítico 911. Nasceu em Stuttgart, na Alemanha, em 11 de dezembro de 1935.

Em maio perdemos Carroll Shelby. O criador do Shelby Mustang e do Shelby Cobra. Nascido em 11 de janeiro de 1923, Carroll Shelby foi lão de Frankfurt no ano piloto e ganhou a tradicional passado. J2 - A marca chinesa corrida de Le Mans em 1959. ampliará a participação no mercado com o J2, prová- Toyota lança no mercado japonês vel modelo que produzirá o ‘kei car’ Pixis Epoch Preços do na Bahia, a partir de 2014. modelo não passam de US$ 10 mil. J5 - Rodando em testes Segmento, que exige motor de até 660 há tempos no país, o sedã cc, só existe no Japão. O carro mede deverá ter participação dis- apenas 3,39 m de comprimento, 1,47 creta no segmento mais m de largura e 1,5 m de altura. disputado de 2012, embora Audi bate recordes de vendas e lucro aposte na relação custo/ no primeiro trimestre. Lucro operaciobenefício. Seu motor é um nal aumentou 26,6%, para 1,4 bilhão de euros. Brasil, Estados Unidos e 1.5, com 125 cv.

A produção do compacto é prometida para começar no segundo semestre, na planta que a Toyota ergue em Sorocaba, no interior de São Paulo.

  Líder de vendas em Caxias do Sul no mês de abril, a marca bateu a italiana Fiat. O mercado de Caxias tem alta de 2%. No Brasil, queda de 10%. Vendidos - 150 em março, 180 abril, e, maio, 210 em Caxias. O carro-chefe é o Celta e a linha 1.4. Segundo o gerente de vendas da GM, Ricardo Palharini, a marca tem plano de um novo lançamento por mês no mercado brasileiro.

Hyundai (114.861) 

  O mercado automotivo em Caxias mostra mais avanços na oferta, além das concessionárias. Na BR-116, principal rodovia do Brasil, que corta Caxias, há uma “garagem de carro” a cada 50 metros, quando estas não estão coladas umas nas outras.   Para se ter uma ideia de como o mercado em Caxias se comporta, hoje existem aproximadamente

Você sabia?

Era para ter chegado em 2011, mas o luxuoso Optima está mais do que confirmado para este ano no Brasil. A nova geração do antigo Magentis deverá dar dor de cabeça aos concorrentes Ford Fusion e Hyundai Azera.

A Chevrolet no mercado

Renault (194.283) 

Avanços na oferta da marca em Caxias De 12 a 15 por cento cada novo lançamento, esse em especifico ficou por conta do Veloster, sendo responsável por 25 carros vendidos por mês. E o J2 até o fim do ano.

Curtas & Finas

Lançamentos no segundo semestre

China puxaram alta na demanda. A alemã Audi que pertence ao grupo VW comprou a italiana e tradicional fabricante de motos esportivas Ducati por 1,1 bi. Dessa Forma a marca italiana passa a ser a 11° marca a compor o grupo VW. Vendas da GM na China têm alta de 11,7% em abril. Empresa fechou mês com 227,2 mil unidades vendidas no país. De janeiro a abril, marca comercializou 972,3 mil veículos. Celta supera 1,5 milhão de unidades produzidas Hatch subcompacto. Chevrolet foi lançado no mercado brasileiro em 2000.   Mercedes confirma lançamento do scooter elétrico Smart. Marca do grupo Daimler iniciará vendas em 2014. Modelo, que está em desenvolvimento.


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economia

Os números do mercado automotivo em Caxias

04 e 05

Os carros mais esperados para o Brasil em 2012. Os produtos nacionais e importados abrirão o leque de opções para os consumidores, que já contam com uma vasta oferta de modelos, configurações, níveis de conforto e potência.

GM/Sonic A efervescente categoria dos hatches Premium, hoje representada por Ford New Fiesta, VW Polo e Fiat Punto, ganhará mais um interessante competidor. Importado do México, o Sonic já roda pelo Brasil praticamente pronto.

 CHRYSLER 300 Fora do catálogo da marca há meses, o sedã voltará reestilizado e com novos motores, mais potentes e econômicos.

tempos pela Citroën, a família DS, finalmente, desembarcará por aqui. A gama de luxo da marca francesa estreará no país com o DS3, irmão menor dos modelos DS4 e DS5. Os outros carros da linha também estão previstos para o mercado brasileiro.

KIA Optima

 FORD Ranger

 TOYOTA Etios

Mais um produto global da Ford vendido no Brasil, a nova picape é uma transformação completa em relação ao antigo  CITROEN DS3 modelo. Ela será fabriConfirmada no Brasil há cada na Argentina.

Saiba mais Produção nacional de veículos cai 15,5% em abril, diz Anfavea. Vendas de veículos têm queda de 14,2% em abril, aponta Fenabrave.

Município emplaca, em média, 1.500 veículos por mês Luan Cruz luan.jornalista@gmail.com

  A população de Caxias

do Sul conta com um carro para cada dois habitantes. São emplacados na cidade, que tem 27 concessionárias de 17 marcas, em média, 1.500 carros por mês. Vai das recém-chegadas Cherry e JAC Motors às tradicionais

Volkswagen e Chevrolet. Essa última é a mais antiga com quase 40 anos de presença na cidade.   Mas, como estas marcas têm se comportado nos últimos meses, onde houve diversas oscilações do mercado automotivo em todo o Brasil? Segundo o gerente de vendas da Hyundai em Caxias do Sul, Julio Cesar Marques, 39 anos, a marca saiu dos 120 emplacamentos por mês de 2011 para 75 em 2012. Segundo Julio, a marca emplaca em torno de 55 carros por mês, uma média de quatro carros vendidos por dia

na cidade. Esse número corresponde a 12% a menos quando comparado a 2011, ou seja, 35 carros a menos.   Outra marca que já obteve voos mais altos é JAC Motors. Segundo a diretora de vendas da região sul, Ângela Albrecht, a marca teve uma queda de 20% nas vendas somente em Caxias. E, somente no primeiro trimestre de 2012, a marca já vendeu 60 carros.   Somente neste trimestre a montadora coreana vendeu 280 veículos na Serra gaúcha. Três carros estão entre os mais ven-

Plano audacioso   Julio Marques, destaca que o plano de vendas da marca para Caxias é audacioso. Segundo o gerente, a Hyundai pretende estar entre as quatro marcas mais vendidas na cidade. Hoje, tanto em Caxias quanto no Brasil, a marca figura em sexto lugar. A nova fábrica da Hyundai no Brasil deve ser inaugurada em Piracicaba, São Paulo.

  A marca chinesa, inaugurada há um ano no Brasil, chega em 2012 com 1,8% de participação no mercado automotivo. Hoje a marca ocupa a 10° posição em volume de vendas em Caxias. Há muita restrição à marca, devido sua origem na China. Para 2012 a Hyundai pretende chegar a 35 carros vendidos por mês.   Os novos lançamentos

didos da marca: I30, ix35 e Tucson. Esse ultimo é líder de vendas da marca em todo o Brasil. Somente em Caxias, no ano de 2011, foram vendidos em média 300 veículos. J3 é o carro-chefe, proporcionando para a marca 50% do volume de vendas. J6 atinge 35% das vendas.   Custo beneficio é o que tem buscado mais o público caxiense. Sendo qualidade e nível de acabamento os itens mais exigidos pelos compradores. O público-alvo da marca fica entre AB tendo carros na faixa dos 150 mil.

Ranking de vendas das montadoras no Brasil: Assim como o Gol se mantém na liderança entre os mais vendidos, é difícil também tirar a Fiat do topo. A montadora italiana fechou 2011 com 754.212 veículos (carros e comerciais leves) emplacados, contra 698.326 da Volkswagen. A dupla é seguida por General Motors (632.102) Ford (313.990) 

Variação dos combustíveis em Caxias do Sul 1 litro de gasolina de R$ 2,59 a R$ 3.03 | +16% - 40L – (R$103,60) (R$121,20). 1 litro de álcool de R$ 1,65 a R$ 2,59 | +56% - 40L – (R$66,00) (R$103,60) 1 litro de diesel de R$ 1,97 a R$ 2,30 | +16% - 40L – (R$78,80) (R$92,00)

HB - Desenvolvido para o mercado brasileiro, o futuro compacto da marca – que por enquanto atende pelo nome do seu projeto – promete estabelecer novos padrões entre os carros de entrada no Brasil. i30 - Fenômeno de vendas deve atrair ainda mais fãs com visual ousado e motor 1.6 de injeção direta de combustível. O carro renovado foi uma das atrações do Sa-

Toyota (99.200)  Honda (92.889) Citroën (90.027) e  Peugeot (85.820)

mais de 300 lojas de carros (entre concessionárias e garagistas) por toda a cidade. O número está próximo da quantidade de postos de combustíveis, que chega a 405.   No entanto, o mercado hoje, mesmo em baixa, dispõe de “lugar” para todas e a cada dia multiplicam-se as “garagens de carros” por todas as ruas e avenidas da cidade.

Os mais vendidos em abril de 2012 no Brasil O Volkswagen Gol retomou liderança no mês e no acumulado. 1° VW/Gol abril 19.684 no ano 78.357 2° FIAT/Uno abril 16.241 no ano 75.409 3° FIAT/Palio abril 10.999 no ano 47.405 7° GM/Celta abril 7.583 no ano 36.157 o mais vendido em Caxias

O mundo automobilístico, ou melhor, esportivo perdeu dois titans em abril e maio, respectivamente. Faleceu em Salzburg, na Áustria, aos 76 anos, Ferdinand Alexander “Butzi” Porsche. Primogênito de Dorothea e Ferry Porsche, F. A. Porsche, como ficou conhecido, foi o criador do mítico 911. Nasceu em Stuttgart, na Alemanha, em 11 de dezembro de 1935.

Em maio perdemos Carroll Shelby. O criador do Shelby Mustang e do Shelby Cobra. Nascido em 11 de janeiro de 1923, Carroll Shelby foi lão de Frankfurt no ano piloto e ganhou a tradicional passado. J2 - A marca chinesa corrida de Le Mans em 1959. ampliará a participação no mercado com o J2, prová- Toyota lança no mercado japonês vel modelo que produzirá o ‘kei car’ Pixis Epoch Preços do na Bahia, a partir de 2014. modelo não passam de US$ 10 mil. J5 - Rodando em testes Segmento, que exige motor de até 660 há tempos no país, o sedã cc, só existe no Japão. O carro mede deverá ter participação dis- apenas 3,39 m de comprimento, 1,47 creta no segmento mais m de largura e 1,5 m de altura. disputado de 2012, embora Audi bate recordes de vendas e lucro aposte na relação custo/ no primeiro trimestre. Lucro operaciobenefício. Seu motor é um nal aumentou 26,6%, para 1,4 bilhão de euros. Brasil, Estados Unidos e 1.5, com 125 cv.

A produção do compacto é prometida para começar no segundo semestre, na planta que a Toyota ergue em Sorocaba, no interior de São Paulo.

  Líder de vendas em Caxias do Sul no mês de abril, a marca bateu a italiana Fiat. O mercado de Caxias tem alta de 2%. No Brasil, queda de 10%. Vendidos - 150 em março, 180 abril, e, maio, 210 em Caxias. O carro-chefe é o Celta e a linha 1.4. Segundo o gerente de vendas da GM, Ricardo Palharini, a marca tem plano de um novo lançamento por mês no mercado brasileiro.

Hyundai (114.861) 

  O mercado automotivo em Caxias mostra mais avanços na oferta, além das concessionárias. Na BR-116, principal rodovia do Brasil, que corta Caxias, há uma “garagem de carro” a cada 50 metros, quando estas não estão coladas umas nas outras.   Para se ter uma ideia de como o mercado em Caxias se comporta, hoje existem aproximadamente

Você sabia?

Era para ter chegado em 2011, mas o luxuoso Optima está mais do que confirmado para este ano no Brasil. A nova geração do antigo Magentis deverá dar dor de cabeça aos concorrentes Ford Fusion e Hyundai Azera.

A Chevrolet no mercado

Renault (194.283) 

Avanços na oferta da marca em Caxias De 12 a 15 por cento cada novo lançamento, esse em especifico ficou por conta do Veloster, sendo responsável por 25 carros vendidos por mês. E o J2 até o fim do ano.

Curtas & Finas

Lançamentos no segundo semestre

China puxaram alta na demanda. A alemã Audi que pertence ao grupo VW comprou a italiana e tradicional fabricante de motos esportivas Ducati por 1,1 bi. Dessa Forma a marca italiana passa a ser a 11° marca a compor o grupo VW. Vendas da GM na China têm alta de 11,7% em abril. Empresa fechou mês com 227,2 mil unidades vendidas no país. De janeiro a abril, marca comercializou 972,3 mil veículos. Celta supera 1,5 milhão de unidades produzidas Hatch subcompacto. Chevrolet foi lançado no mercado brasileiro em 2000.   Mercedes confirma lançamento do scooter elétrico Smart. Marca do grupo Daimler iniciará vendas em 2014. Modelo, que está em desenvolvimento.


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cultura

06 e 07

Campus 8 o é o 39 imóvel tombado Os aspestos históricos e arquitetônicos de prédio da UCS resultaram no processo de tombamento ANDRÉIA COPINI

andreia.copini@gmail. com

  Inaugurada em 1961, a estrutura abrigou um colégio e uma metalúrgica antes da compra pela Universidade de Caxias do Sul - UCS. A história da cidade ganha mais uma garantia de preservação. O prédio conhecido como Campus 8 - Centro de Artes e Arquitetura é muito mais do que a atual sede de quatro cursos da universidade. A edificação com características do movimento modernista abrigou

inicialmente o Colégio Santa Francisca Xavier Cabrini, e chegou a abrigar uma metalúrgica, entre 1974 e 1980, que fabricava carrocerias. Desde 1995 o complexo pertence à universidade. Os aspectos históricos e arquitetônicos resultaram no processo de tombamento. No total são 13 mil metros construídos em área superior a cem mil metros quadrados.   Segundo a diretora de Memória e Patrimônio Cultural, Liliana Alberti Henrichs, os prédios não são construídos com o objetivo de serem tombados. Eles adquirem essa característica ao longo dos anos. O tombamento evita que um prédio seja demolido. Ainda segundo Liliana, para que

um bem seja tombado, é preciso que se enquadre em algum dos valores de salvaguarda: valor arquitetônico, evocativo (permanência na memória coletiva), ambiental, de raridade, de conservação e de desaparecimento. O patrimônio não precisa se enquadrar em todos, mas deve ter obrigatoriamente mais de 50 anos.   Concluído o processo, o imóvel segue sob responsabilidade do proprietário. É ele que responde pela manutenção. A fiscalização cabe ao poder público. O dono não tem autonomia para promover mudanças significativas. Como vantagens, o imóvel é isento de IPTU e o proprietário recebe índices construtivos, títulos que podem ser vendidos a

Fotos Andréia Copini

Confira a lista de bens já tombados pelo município:

BELEZA: prédio principal, auditório e capela preservam detalhes do modernismo na arquitetura

SAIBA MAIS

O que é tombamento? É um ato administrativo do poder público para preservar, por meio de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo para a população, impedindo que sejam destruídos ou descaracterizados.

Como é um processo de tombamento? É uma ação administrativa do poder Executivo, que começa pelo pedido de abertura de processo, por iniciativa de qualquer cidadão ou instituição pública ou privada. Este processo, após avaliação técnica preliminar, é submetido à deliberação dos órgãos responsáveis pela preservação. Caso seja aprovada a intenção de proteger um bem cultural ou natural, é expedida uma notificação ao proprietário. A partir dela, o bem é protegido legalmente contra destruições ou descaracterizações,

até a decisão final. O processo termina com a inscrição no Livro Tombo e comunicação formal aos proprietários. O que pode ser tombado? Bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental, como fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas etc. Somente é aplicado aos bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva. Quem pode efetuar um tombamento? A União, por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Governo Estadual, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) ou as administrações municipais, por meio de leis específicas ou da legislação

federal. O tombamento é igual a desapropriação? Não. O tombamento não altera a propriedade de um bem, apenas proíbe que venha a ser destruído ou descaracterizado. Um bem tombado não precisa ser desapropriado. Um bem tombado pode ser alugado ou vendido? Sim, desde que seja preservado. Um imóvel tombado pode ter o próprio uso alterado? Sim. Será considerada a harmonia entre a preservação das características do edifício e as adaptações necessárias ao novo uso. Um imóvel tombado ou em processo de tombamento pode ser reformado? Sim, mas a obra deverá ser aprovada pelo órgão que efetuou o tombamento.

- Casa de Pedra - Lanifício Matteo Gianella e Residência da Família (bairro Santa Catarina) - Marco em Memória às Moças Operárias (pátio da empresa Gazola, bairro Petrópolis) - Monumento Nacional ao Imigrante - Capela de São Roque (Fazenda Souza) - Residência da Família Bedin (Rua Coronel Flores, São Pelegrino) - Patronato Agrícola (atual Apae) - Casa Saldanha (Avenida Júlio de Castilhos) - Painel Do Itálico Berço à Nova Pátria Brasileira (na prefeitura) - Moinho Sul-Brasileiro (atual Moinho da Estação) - Museu Municipal (antiga Intendência e prefeitura municipal) - Capitel da Mariana (Rua Matteo Gianella, Santa Catarina) - Capela de Nossa Senhora do Rosário (bairro Charqueadas) - Casa da Família Scopel (atual Museu de São Brás) - Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami (antigo Hospital Carbone) - Moinho da Cascata (antigo Moinho Ítalo Brasileiro, bairro Marechal Floriano) - Moinho Progresso (Rua Coronel Flores, São Pelegrino) - Antigo Banco Francês e Italiano para a América do Sul (atual Banco Mercantil do Brasil) - Residência da Família Scotti (atual Farmácia Central) - Residência da Família Sassi (Avenida Júlio de Castilhos, Centro) - Cantina Pão e Vinho - Capela Santo Sepulcro - Clube Juvenil - Antigo Auto Palácio (esquina ruas Sinimbu e Guia Lopes) - Metalúrgica Abramo Eberle (Rua Sinimbu, Centro) - Residência de Abramo Eberle (Rua Sinimbu, sbairro Centro) - Antiga residência de Benvenuto Conte (Av. Júlio de Castilhos, Lourdes) - Capela de Santa Lúcia (bairro Santa Lúcia) - Antigo Cine Central (Avenida Júlio de Castilhos, Centro) - Sede Social Recreio da Juventude (Pinheiro Machado, Centro) - Prédio A Toca, do Recreio da Juventude (esquina ruas Pinheiro Machado e Marquês do Herval) - Igreja Matriz de Galópolis - Moinho de Cereais Boca da Serra - Residências de Hercules Galló (Galópolis) - Residência Cesa Valduga (esquina ruas Bento Gonçalves e Dr. Montaury) - Capela da Beata Virgem Maria da Rocca (São Virgílio da Sexta Légua) - Moinho Nossa Senhora do Carmo (Criúva) - Antigo Armazém Fachini (Criúva)


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cultura

06 e 07

Campus 8 o é o 39 imóvel tombado Os aspestos históricos e arquitetônicos de prédio da UCS resultaram no processo de tombamento ANDRÉIA COPINI

andreia.copini@gmail. com

  Inaugurada em 1961, a estrutura abrigou um colégio e uma metalúrgica antes da compra pela Universidade de Caxias do Sul - UCS. A história da cidade ganha mais uma garantia de preservação. O prédio conhecido como Campus 8 - Centro de Artes e Arquitetura é muito mais do que a atual sede de quatro cursos da universidade. A edificação com características do movimento modernista abrigou

inicialmente o Colégio Santa Francisca Xavier Cabrini, e chegou a abrigar uma metalúrgica, entre 1974 e 1980, que fabricava carrocerias. Desde 1995 o complexo pertence à universidade. Os aspectos históricos e arquitetônicos resultaram no processo de tombamento. No total são 13 mil metros construídos em área superior a cem mil metros quadrados.   Segundo a diretora de Memória e Patrimônio Cultural, Liliana Alberti Henrichs, os prédios não são construídos com o objetivo de serem tombados. Eles adquirem essa característica ao longo dos anos. O tombamento evita que um prédio seja demolido. Ainda segundo Liliana, para que

um bem seja tombado, é preciso que se enquadre em algum dos valores de salvaguarda: valor arquitetônico, evocativo (permanência na memória coletiva), ambiental, de raridade, de conservação e de desaparecimento. O patrimônio não precisa se enquadrar em todos, mas deve ter obrigatoriamente mais de 50 anos.   Concluído o processo, o imóvel segue sob responsabilidade do proprietário. É ele que responde pela manutenção. A fiscalização cabe ao poder público. O dono não tem autonomia para promover mudanças significativas. Como vantagens, o imóvel é isento de IPTU e o proprietário recebe índices construtivos, títulos que podem ser vendidos a

Fotos Andréia Copini

Confira a lista de bens já tombados pelo município:

BELEZA: prédio principal, auditório e capela preservam detalhes do modernismo na arquitetura

SAIBA MAIS

O que é tombamento? É um ato administrativo do poder público para preservar, por meio de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo para a população, impedindo que sejam destruídos ou descaracterizados.

Como é um processo de tombamento? É uma ação administrativa do poder Executivo, que começa pelo pedido de abertura de processo, por iniciativa de qualquer cidadão ou instituição pública ou privada. Este processo, após avaliação técnica preliminar, é submetido à deliberação dos órgãos responsáveis pela preservação. Caso seja aprovada a intenção de proteger um bem cultural ou natural, é expedida uma notificação ao proprietário. A partir dela, o bem é protegido legalmente contra destruições ou descaracterizações,

até a decisão final. O processo termina com a inscrição no Livro Tombo e comunicação formal aos proprietários. O que pode ser tombado? Bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental, como fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas etc. Somente é aplicado aos bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva. Quem pode efetuar um tombamento? A União, por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Governo Estadual, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) ou as administrações municipais, por meio de leis específicas ou da legislação

federal. O tombamento é igual a desapropriação? Não. O tombamento não altera a propriedade de um bem, apenas proíbe que venha a ser destruído ou descaracterizado. Um bem tombado não precisa ser desapropriado. Um bem tombado pode ser alugado ou vendido? Sim, desde que seja preservado. Um imóvel tombado pode ter o próprio uso alterado? Sim. Será considerada a harmonia entre a preservação das características do edifício e as adaptações necessárias ao novo uso. Um imóvel tombado ou em processo de tombamento pode ser reformado? Sim, mas a obra deverá ser aprovada pelo órgão que efetuou o tombamento.

- Casa de Pedra - Lanifício Matteo Gianella e Residência da Família (bairro Santa Catarina) - Marco em Memória às Moças Operárias (pátio da empresa Gazola, bairro Petrópolis) - Monumento Nacional ao Imigrante - Capela de São Roque (Fazenda Souza) - Residência da Família Bedin (Rua Coronel Flores, São Pelegrino) - Patronato Agrícola (atual Apae) - Casa Saldanha (Avenida Júlio de Castilhos) - Painel Do Itálico Berço à Nova Pátria Brasileira (na prefeitura) - Moinho Sul-Brasileiro (atual Moinho da Estação) - Museu Municipal (antiga Intendência e prefeitura municipal) - Capitel da Mariana (Rua Matteo Gianella, Santa Catarina) - Capela de Nossa Senhora do Rosário (bairro Charqueadas) - Casa da Família Scopel (atual Museu de São Brás) - Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami (antigo Hospital Carbone) - Moinho da Cascata (antigo Moinho Ítalo Brasileiro, bairro Marechal Floriano) - Moinho Progresso (Rua Coronel Flores, São Pelegrino) - Antigo Banco Francês e Italiano para a América do Sul (atual Banco Mercantil do Brasil) - Residência da Família Scotti (atual Farmácia Central) - Residência da Família Sassi (Avenida Júlio de Castilhos, Centro) - Cantina Pão e Vinho - Capela Santo Sepulcro - Clube Juvenil - Antigo Auto Palácio (esquina ruas Sinimbu e Guia Lopes) - Metalúrgica Abramo Eberle (Rua Sinimbu, Centro) - Residência de Abramo Eberle (Rua Sinimbu, sbairro Centro) - Antiga residência de Benvenuto Conte (Av. Júlio de Castilhos, Lourdes) - Capela de Santa Lúcia (bairro Santa Lúcia) - Antigo Cine Central (Avenida Júlio de Castilhos, Centro) - Sede Social Recreio da Juventude (Pinheiro Machado, Centro) - Prédio A Toca, do Recreio da Juventude (esquina ruas Pinheiro Machado e Marquês do Herval) - Igreja Matriz de Galópolis - Moinho de Cereais Boca da Serra - Residências de Hercules Galló (Galópolis) - Residência Cesa Valduga (esquina ruas Bento Gonçalves e Dr. Montaury) - Capela da Beata Virgem Maria da Rocca (São Virgílio da Sexta Légua) - Moinho Nossa Senhora do Carmo (Criúva) - Antigo Armazém Fachini (Criúva)


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esporte

08

Rugby conquista novos adeptos e ganha espaço em Caxias do Sul

RAQUEL: o esporte é apenas uma forma de lazer

“É a realização de um grande sonho”

SELEÇÃO BRASILEIRA: Raquel (no chão com a bola) foi convocada entre as melhores para defender o País Apesar do rugby ser considerado um esporte para homens, as mulheres também se destacam Maicon pan   Apesar de ser um esporte considerado masculino, as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço no rugby. E Caxias do Sul tem uma representante de destaque nacional. Raquel Cristina Kochhann, 20 anos, foi convocada para a seleção brasileira pela primeira vez quando jogava no Serra Rugby. Atualmente a jogadora atua pela equipe Panteras Negras RC, também de Caxias. O Rugby foi criado na Inglaterra em 1823. Conforme a lenda, o esporte surgiu de uma jogada irregular do futebol. Naquela ocasião, o jogador Willian Webb Ellis teria pegado a bola do jogo com as mãos e seguido com ela até a linha de fundo adversária.   O esporte chegou ao Brasil no século XIX. O Clube Brasileiro de Futebol Rugby, fundado em 1891, foi o primeiro clube a praticar o esporte. Hoje existem 20 equipes cadastradas na Associação Brasileira de Rugby, além dos times universitários, que superam a marca de 15. Nestes clubes, mais de 2.800 atletas estão credenciados, sendo 300 mulheres. O maior contingente ainda está em São Paulo. 

Equipamentos de proteção No rugby são usadas apenas proteções flexíveis, feitas geralmente de tecido, espuma ou borracha. Conheça algumas que são usadas: Chuteiras - são exclusivas para o rugby e destaca-se por ter travas maiores. Ombreiras - é uma espécie de colete com partes

amaciadas. Existem modelos que protegem os ombros, o abdômen, o peitoral, as costas e o bíceps. Protetor bucal - é o único equipamento obrigatório. Serve para proteger os dentes e não atrapalha a respiração, nem a comunicação entre os jogadores. Scrum cap - é uma espécie de capacete com partes

Destaque nacional   Em janeiro de 2007, a seleção brasileira de rugby feminino tornou-se tri-campeã invicta do campeonato Sul-americano de Rugby Feminino da modalidade Seven-a-side. O time mostrou-se um

dos mais desenvolvidos, com uma qualidade técnica superior a de países já tradicionais no esporte. No Rio Grande do Sul, as equipes femininas começam a crescer e ganham destaque nacional.

OBJETIVO DO JOGO O objetivo do jogo é marcar o maior número de pontos possível, seja carregando, passando, chutando ou apoiando a bola. No Rugby as mãos são usadas para mover a bola. Entretanto, um jogador pode passar a bola para outro somente para trás

JOGO

ou para o lado, nunca para frente, ou pode chutá-la. Isso implica que a maioria do progresso do time atacante é feita por jogadas combinadas de acordo com as características das equipes, com corridas, passes e trombadas, para avançar em campo, evitando ser tackleado.

A partida oficial dura 80 minutos, dividida em dois tempos de 40 minutos, excluindo o tempo perdido, prolongamento e qualquer outra condição especial. Na modalidade sevens são dois tempos de 7 minutos

amaciadas para proteger o crânio de impactos de pequena e média força. Seu principal uso é de proteção para as orelhas, evitando o atrito dessas e possível deformação das mesmas. O scrum cap é mais utilizado pelos Forwards do que pelos Linhas. Não é obrigatório e a maioria dos jogadores não utilizam.

a bola A bola oval é fabricada por um material sintético adequado para torná-la resistente à água e que facilite o seu controle. Pesando de 410 a 460 gramas, a bola é o centro das atenções no campo de jogo. Bolas menores podem ser utilizadas para jogadores mais novos. O formato peculiar surpreende jogadores e espectadores tendo em vista que o seu percurso deixa de ser previsível. A bola é passada para trás com as mãos de jogador para jogador em busca da melhor jogada. A mesma pode também ser chutada pra frente, dependendo da estratégia de cada equipe durante uma partida de rugby.

  Todo atleta sonha um dia chegar à seleção brasileira. Não foi diferente para Raquel Cristina Kochhann, 20 anos, que já faz parte do rugby nacional. “É a realização de um grande sonho.”   Em agosto de 2011, Raquel substituiu uma colega em um treino de futsal quando conheceu a amiga Taís. “Foi ela que me convidou pra jogar rugby. Já tinha visto o esporte e achei muito legal. Desde então comecei a jogar, me dediquei muito, fazia treinos individuais com o

treinador, assistia bastante vídeos pra entender como se jogava o rugby”.   Embora desponte como uma carreira promissora, Raquel não pretende seguir jogando profissionalmente, porque no Brasil o esporte feminino não é muito valorizado. “É muito difícil se sustentar só com o rugby. Jogo por prazer, por diversão. É o meu lazer, mas para me sustentar eu estudo e trabalho. Ate já pensei em fazer um intercâmbio, mas não pretendo largar tudo e só me dedicar apenas ao esporte”, explica Raquel.

Atleta recebe incentivo de toda a família

  Natural de Saudades, Santa Catarina, Raquel Kochhann relembra as dificuldades enfrentadas quando começou a jogar rugby. “Como meus pais não conheciam o esporte, acabei mostrando alguns vídeos com jogadas do rugby. Eles acharam que era muita loucura, que era um esporte muito violento, mas, nunca me proibiram de nada”, lembra Raquel.   Embora o susto inicial,

Raquel teve o incentivo da família na decisão de praticar o esporte. “Disseram que se eu estivesse feliz jogando rugby era o que importava pra eles”, emociona-se a atleta.   “Quando contei que havia sido convocada para a seleção brasileira, meus pais me apoiaram. Eles incentivam todas as decisões que preciso tomar na carreira e na vida”, finalizou Raquel.

o CAMPO

O campo onde é disputada uma partida de rugby tem o formato retangular e um comprimento máximo de 144 metros e largura máxima de 70 metros. É dividido pela linha do meio de campo que separa os dois lados. Também é dividido em outras duas regiões chamadas de linhas de 10 e 22 metros. A superfície deve ser de grama, mas também pode apresentar areia, barro, neve ou grama artificial. O jogo pode ser sobre qual-

quer uma dessas superfícies desde que ofereçam segurança aos atletas que patricam esse esporte. Não é permitido jogar o rugby sobre uma superfície dura permanente como concreto ou asfalto. No caso da grama artificial, elas devem estar em conformidade com o Regulamento IRB. O campo tem 2 traves, uma de cada lado em forma de H. São colocadas em cima da linha de in-goal, no fim do campo de jogo.


Jornal Textando - Edição Especial