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Publicação da Agência Experimental de Comunicação Integrada do CECC - Universidade de Caxias do Sul março e abril de 2011. Ano 7, n.40.


EDITORIAL

Reitor: Prof. Isidoro Zorzi Vice-Reitor: José Carlos Köche Produção: Agência Experimental de Comunicação Coordenação-geral: Profª Marliva Gonçalves Supervisão de Publicidade: Professores Misael Montaña, Marcelo Wasserman e Ronei Teodoro Supervisão de Jornalismo: Professoras Eulália Serpa Coelho, Roberta Manica, Leyla Thomé e Rosane Torres Relacionamento: Professora Lirian Meneghel Foto Capa: Claudia Velho Arte Capa: Leonardo Lucena Edição: Março/Abril 2011 Serviços gráficos - Gráfica da UCS Distribuição gratuita 2

Foto: Claudia Velho

A professora e coordenadora do curso Sequencial de Fotografia Myra Gonçalves montou uma câmera obscura com a extensão de um quarto, na casa do professor. Com uma tática simples, utilizando plástico e fita crepe, a iniciativa teve como objetivo pensar no conceito do equipamento como forma didática. “É fácil entender fotografia quando se está dentro da câmera”, afirma.

O pesquisador Ciro Marcondes Filho esteve na UCS para debater o projeto de pesquisa “Nova Teoria da Comunicação”, cujas principais diretrizes tratam da construção de uma nova teoria pensada e aplicada à realidade brasileira. Marcondes Filho ressaltou a importância da pesquisa para a comunicação nacional. O pensador é formado em Jornalismo e Sociologia, mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e doutor em Sociologia da Comunicação pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha.

Os DAs de Comunicação receberam os calouros de seus respectivos cursos com trote cultural.Os novos alunos de Jornalismo foram surpreendidos no dia 2 de março, com uma palestra da jornalista Marisol Santos, do Grupo RBS, no auditório do Bloco H. Na quinta-feira, dia 10, foi a vez dos bixos de RP. Em clima de carnaval e brincadeira, o DA preparou aos calouros um coquetel de guloseimas. O DA de PP buscou os alunos nas salas de aula, no dia 16, em ritmo de festa. Após, todos foram para o Centro de Convivência da cidade universitária. Foto: Ruth Ristutow

Informativo do Centro de Ciências da Comunicação da Universidade de Caxias do Sul - UCS R. Francisco Getúlio Vargas, 1130 Bloco T - Cetel - Bairro Petrópolis CEP 95070-560 - Caxias do Sul - RS Fone: (54) 3218.2587

No dia 1º de abril aconteceu, na sala Florense do Bloco M, na Universidade de Caxias do Sul, o curso de extensão sobre Marketing e Mídias Digitais com a consultora e professora dos cursos de MBA e pósgraduação da BSP - Business School São Paulo e diretora de tecnologia da New Media Developers. Martha Gabriel abordou o novo comportamento do consumidor frente às redes sociais, além de discorrer sobre essas novas ferramentas de comunicação e a inserção da mobilidade, como sua característica fundamental.

Foto: Claudia Velho

Expediente

Foto: Ruth Ristutow

Foto:Ramon Munhoz

Nesta edição do Informa, você conhece o novo portal do Centro de Ciências da Comunicação da UCS, o Frispit. Na página 3, fique sabendo de tudo sobre a Assembleia de Alunos deste semestre, o projeto Cinéfilos e o evento mais esperado da região: o Intercom Sul, em Londrina. No Zoom, apresentamos o cineasta e professor de cinema Carlos Gerbase. As novas tendências tecnológicas de trabalho no jornalismo são destaques da página 8. Já na página 10, você confere sobre o prêmio em Jornalismo conquistado por um aluno da UCS e sobre a parceria que o canal Futura fechou com a UCS. No espaço da cultura, na página 11, destacamos o Show de Talentos, uma iniciativa inédita de recepcionar os calouros de Comunicação. Para finalizar, o Olhares exibe releituras de filmes produzidos pelos alunos de Fotografia Publicitária. Além de belas imagens, a contracapa traz uma homenagem à estudante Cristiana Reis (em memória).

O desembargador e jornalista Túlio de Oliveira Martins participou da palestra sobre a situação da não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Martins é formado em Direito e Jornalismo pela UFRGS e falou também sobre questões éticas inerentes à análise midiática.


O Congresso de Ciências da Comunicação da Região Sul- INTERCOM SUL- vai acontecer de 26 a 28 de maio na Universidade Estadual de Londrina (PR). Com o tema “Quem tem medo da pesquisa empírica?”, o congresso contará com palestras, conferências e edições locais das Divisões Temáticas e do Intercom Júnior. No encontro, será realizada uma edição local do Expocom – prêmio para os melhores produtos laboratoriais desenvolvidos por alunos de graduação em Comunicação. Os vencedores concorrem na edição nacional do evento, que, neste ano, será em Recife (PE), de 3 a 6 de setembro. Uma das novidades da edição deste ano será a ampliação da parceria com o Itaú Cultural, que oferecerá uma oficina de três horas com um grande nome do jornalismo brasileiro. A atividade integra o programa Rumos Jornalismo Cultural, promovido pela instituição. As inscrições podem ser feitas através do site www.intercom.org.br

Assembleia de alunos A assembleia é um espaço destinado para que os alunos possam dialogar com os coordenadores, tendo a possibilidade de reivindicar e sugerir propostas para os cursos de Comunicação. Dia 11 de maio, quarta-feira Auditório Bloco E 8h30min - 17h - 20h

O Projeto Cinéfilus busca resgatar e ampliar as possibilidades de assitir ao cinema dentro da universidade, instigando o desenvolvimento do senso crítico por meio de filmes alternativos, fora do circuito comercial. O projeto tem duas linhas de desenvolvimento: Pensar Cinema e Sessão de Arte. Pensar Cinema: refletir e discutir sobre temáticas específicas dos filmes. Com essa proposta, são realizados debates com especialistas nas áreas temáticas. O projeto Pensar Cinema ocorre mensalmente e tem entrada franca. Sessão de Arte: filmes relativamente raros de múltipla ou complexa interpretação. Os filmes apresentados têm na maior parte das vezes restrita circulação ou são populares apenas em seus países de origem. Custa R$ 3,00. A programação de maio traz a obra do diretor italiano Federico Fellini. A classificação dos filmes é 14 e 16 anos.

PROGRAMAÇÃO: MAIO DE 2011 LOCAL: UCS CINEMA DIA DA SEMANA: TERÇA-FEIRA HORÁRIO: 20H “CICLO GRANDES DIRETORES”


Por trás das câmeras Diretor e professor de cinema, Carlos Gerbase fala do amor pela arte de pensar e contar história

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outor em Comunicação Social pela Pontifíseguir outra carreira, a de cineasta? cia Universidade Católica do Rio Grande do Gerbase: Depois de um ano como Sul (PUCRS), Carlos Gerbase vai participar repórter da Folha da Tarde, entendi do Pós-Doutorado em Cinema da Universidade de que aquele tipo de jornalismo (faCaxias do Sul. O cineasta atua como professor de zendo matérias diárias na Região Comunicação desde 1981 e vem à UCS lecionar a Metropolitana de Porto Alegre, com disciplina de Escrita Cinematográfica. jornada de 7 horas e trabalhando nos Gerbase já transitou pelo campo da música fins de semana) não me interessava. como integrante da banda Os Replicantes; da foSe houvesse algum outro tipo de jortografia, atuando como professor, e da literatura, nalismo na Caldas Júnior, em que eu tendo seis livros publicados. Dentre suas principais pudesse atuar, quem sabe eu me inobras estão Comigo, Não! (1987), Contos Cinemateressaria. Mas eu era muito jovem tográficos (2000) e Todos e inexperiente “Adoro livros e literatura, para escolher Morrem no Fim (2010). Reconhecido pelos filmes assim como adoro filmes editoria ou loTolerância (2000), Sal de cal de trabae cinema. Podem até me lho. De certo Prata (2005) e 3Efes (2007), tirar os filmes, mas não modo, porém, o diretor também é respeitado pelo trabalho realizado continuo semtirem os livros.” com curtas-metragens, tenpre jornalista. do mais de nove produções até hoje. Gerbase reInforma: Como ocorreu sua inserção cebeu vários prêmios cinematográficos, entre eles no mundo cinematográfico? o de Melhor Filme do Ano no Festival de Gramado, Gerbase: Foi tudo através de um cocom Sexo e Beethoven (1980), Inverno (1983) e lega de aula na Famecos (Faculdade Verdes Anos (1986) e de Melhor Montagem e Mede Comunicação da PUCRS), chamalhor Curta Gaúcho com Passageiros (1986). do Nelson Nadotti, que, em 1977, quando entramos na faculdade, já Informa: O que fez o senhor, depois de formado produzia no formato cinematográfico em Jornalismo, super-8. Ele me ensinou tudo que era preciso para fazer um filme. Depois tive aulas formais, ainda na Famecos, especialmente com o

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professor Anibal Damasceno Ferreira. Informa: Quais são os desafios de se produzir um curta-metragem? Gerbase: A minha maior dificuldade é que eu tenho tendência a falar demais, a estender demais a história. Não tenho boa capacidade de síntese. Mas, com a ajuda do colega Giba Assis Brasil (montador), sempre se dá um jeito. Informa: E os desafios de se produzir um longa? Gerbase: Para mim, são mais de produção que de concepção. Longasmetragens custam muito mais caro que curtas. Outra questão importante é o tamanho da equipe, que tende naturalmente a ficar grande demais. Eu prefiro um set (o local em que se faz um filme) com mais intimidade. Mas também sei lidar com sets grandes. Tem que falar mais alto e manter a rédea curta, mas, perder a ternura, jamais. Informa: As questões financeiras limitam o trabalho do cineasta? Gerbase: Sim, mas os limites impostos por um orçamento reduzido podem te fazer pensar em soluções novas. Adorei rodar o 3Efes, em 2007, com R$ 30 mil. Seu custo final foi de R$ 100 mil, sem grana incentivada. O longa tem como protagonista uma jovem universitária que sustenta, com bastante dificuldade, o pai viúvo e o irmão pequeno. Muitas vezes, ela acaba recorrendo aos conselhos de sua tia, uma dona de casa entediada, que enfrenta uma crise no casamento e está atraída por um catador de papel. O marido da tia tem problemas no trabalho. Sua última


Foto: Claudia Velho

campanha publicitária foi um fracasso Gerbase: Passei das redações do coe agora ele corre o risco de ser demitilégio para o conto sem saber bem os do. Os três enfrentam seus problemas, limites entre os dois. Tive excelentendo que tomar decisões que afetates professores no Anchieta: Cláudio rão suas vidas. Moreno, Paulo Guedes, Paulo AmaInforma: Politicamente falando, ral. Depois, na universidade: Maria quais são suas expectativas para o cida Glória Bordini, Regina Zilberman nema diante do novo governo? e tantos outros. Eles me ensinaram Gerbase: Tenho esperança que o Luiz que a literatura é de uma riqueza Antonio de Assis Brasil, secretário da fantástica e eu aprendi um pouquiCultura do Rio Grande do Sul, consinho com a sabedoria deles. Hoje, ga restabelecer o não consigo diálogo pleno com viver sem ler. “Cinema, ao contrário o cinema gaúcho, Preciso de Ruda literatura, não dá que esteve muito bem Fonseca, prejudicado no go- para se fazer sozinho.” de John Updiverno Yeda Crusius ke, de Philip (PSDB). Sabemos que os recursos são Roth, de David Lodge. Podem até escassos, mas tem que saber conversar me tirar os filmes, mas não me tirem e fazer política cultural. A Mônica Leal os livros. (PP), secretária estadual da Cultura Informa: Qual a diferença entre o no RS, durante boa parte do governo texto literário e o texto produzido Yeda, é excelente pessoa e tinha boas para o cinema? intenções, mas estava no lugar erraGerbase: São duas coisas diferentes, do. Quanto ao governo federal, espero mas que podem se interpenetrar faque mantenha algumas ações imporcilmente. Adoro livros e literatura, tantes do período Gil/Juca: reformuassim como adoro filmes e cinema. lação da Lei Sarney, reformulação da Claro, como são linguagens diferenLei dos Direitos Autorais, apoio aos tes, as convenções são distintas, Pontos de Cultura. Por enquanto, não mas ambas contam histórias. E o que vi uma sinalização forte nesse sentido. gosto é de imaginar e contar históPara falar a verdade, tenho medo de rias. um retrocesso. Informa: É difícil separar música, Informa: O que a música representa literatura, foto e cinema? Ou o idepara o senhor? al seria agrupar o que todos têm de Gerbase: De 1983 até o momento em melhor? que saí da banda Os Replicantes, em Gerbase: Tento juntar tudo. Sou in2002, a música foi excelente diversão, terdisciplinar por natureza. Ou um convivência com amigos e oportunidapouco esquizofrênico, no sentido de de conhecer gente em todo o Branão médico do termo. sil. Além de funcionar como remédio Informa: O senhor se considerava eficiente contra o estresse, a matriz muito tímido. Como combinar essa sonora é a mais primitiva de todas, a característica ao seu estilo de vida? que menos precisa ser racionalizada. Gerbase: Acho que eu era muito A música, apesar de ser matemática mais tímido e fui aprendendo a me pura, apela aos instintos. relacionar melhor. Dar aula é um exInforma: Por que buscar a literatura? celente remédio para deixar de ser

tímido. Cantar numa banda de rock é um tratamento de choque contra a timidez. Tive sorte de fazer as duas coisas. Informa: Por que o senhor decidiu ser professor? Gerbase: Por acaso. O Antoninho Gonzalez, na época diretor da Famecos e secretário de Redação da Folha, em 1981, estava precisando de um professor de Cinema. Eu tinha apenas 22 anos, mas já tinha feito alguns filmes. Ele achou que daria certo. Eu fui, gostei e estou lá até hoje. Em agosto completo 30 anos de sala de aula. Informa: Quanto à fotografia, qual foi a experiência adquirida? Gerbase: Adorava dar aula de foto, mas os coordenadores dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Famecos, acho que no final dos anos 90, decidiram que professor de Fotografia tinha que ser fotógrafo profissional, e eu fui dispensado. Mas tenho muito orgulho de algumas dúzias de fotógrafos que passaram pelas minhas mãos. Informa: Qual dos campos de atuação mais o atrai? Por quê? Gerbase: O bom é ficar trocando. Sempre a mesma coisa enche o saco. Muito trabalho e pouca diversão fazem de Jack um bobão. Informa: Que dica o senhor deixaria para quem deseja seguir carreira no mundo cinematográfico? Como o mercado aceita esse profissional? Gerbase: Fazer cinema é um ofício, e não uma profissão. É preciso ter prazer em contar uma história, saber lidar com o elenco e com o resto da equipe. Tem que ter a “pele grossa” para ouvir críticas sinceras e sacanagens grosseiras. E, é claro, tem que encontrar uma turma. Cinema, ao contrário da literatura, não dá para se fazer sozinho.

Sugestão de Leitura Todos Morrem no Fim Autor: Carlos Gerbase Editora Sulina, 2010. 326p.

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Produções audiovis estão entre os principais O que é? O sonho de se ver e ser visto. Foi com esse princípio que surgiu a ideia de se criar um portal, o Frispit. O nome vem do inglês free speech, que significa discurso livre. O espaço abre a oportunidade para que os alunos dos cursos de Comunicação da UCS possam ter seus trabalhos divulgados e valorizados. Além disso, a demanda para alimentar a ferramenta online exige a participação dos alunos que trabalham na Agência Experimental de Comunicação. Mais do que uma novidade no meio acadêmico, o Frispit valoriza conceitos que estão fortemente integrados à Universidade, como juventude, dinamismo, rapidez, convergência, mobilidade e mutação. Segundo a diretora do Centro de Ciências da Comunicação (CECC), Marliva Vanti Gonçalves, o portal é uma conquista tanto para os alunos quanto para os professores. “O centro e os alunos estarão mais visíveis com o Frispit, além das disciplinas ganharem um espaço de destaque”, conta Marliva. Para 6

ela, este é apenas o início de um processo de renovação do CECC. Para que ideias se tornassem realidade, uma grande equipe precisou ser mobilizada. Os alunos de Publicidade e Propaganda da Agência pensaram e organizaram o layout do Frispit e deram “cara” aos objetivos. Com espaços voltados para a produção multimidiática, notícias e produção dos alunos, a proposta é alcançar dinamicidade de uma maneira criativa e interativa. Como surgiu? A necessidade de uma mídia que servisse para divulgar o próprio centro e o material produzido pelos alunos fez com que os profissionais da Comunicação da UCS lutassem por um espaço desde a criação do Centro de Ciências da Comunicação (CECC), em 2008. No início, o objetivo era utilizar a concessão de uma rádio comunitária para a d ivulgação do material produzido em aula. Além de a mídia não ser suficiente para cumprir as metas acadêmicas, a utilização de uma rádio comunitária como laboratório para os alunos esbarrava na legislação. Em função desses dois grandes problemas, procurou-se uma solução nas próprias diretrizes do MEC, que sustentam a iniciativa dos cursos de Comuni-


Arte: Leonardo Lucena Foto: Claudia Velho

diovisuais, redes sociais e muita informação cipais conteúdos disponíveis no novo espaço cação terem uma webrádio e uma webTV. A concessão da rádio comunitária foi repassada à União das Associações de Bairros (UAB) de Caxias do Sul, com um acompanhamento profissional. A partir daí, o Centro começou a trabalhar e a concretizar o portal, cuja fórmula está baseada num processo multimídia, que facilita a divulgação do material produzido ou compilado pelos alunos da Agência Experimental de Comunicação (AEC). Além de ser uma ferramenta contemporânea, o espaço reúne interatividade no suporte que mais ganhou espaço nos últimos tempos, a internet. O que vai ser oferecido? Dentro do portal é possível interagir com diversas mídias. Uma delas é o Frispit Rádio, que estará repleto de hits, novidades do pop/rock e informações do universo acadêmico. Ao longo da programação, também serão feitas transmissões ao vivo de eventos e palestras, além do noticiário, com as principais informações nacionais e internacionais. As transmissões ao vivo dos alunos da

AEC vão acontecer das 9h às 12h; das 14h às 19h e das 20h às 22h. O internauta também pode acessar o conteúdo em PodCast. O programa Sala de Aula, que estava sendo apresentado na rádio da UCS, passará a ser transmitido no portal. Os trabalhos produzidos

Os teasers lançados na internet e que circulam nos Blocos M e Cetel da UCS durante as últimas semanas tinham como principal objetivo chamar a atenção para o lançamento do portal Frispit. Os vídeos mostram a rotina de um estudante que, caracterizado com o logo do portal, um asterisco, revela o conceito que o Frispit transmite: a integração da Comunicação na UCS. Acesse para ver os vídeos agenciaucs.wordpress.com

pelos alunos durante as disciplinas podem ser acessados no FrispitTV. A AEC se encarrega das cobertu-

ras completas de eventos e ainda das palestras ocorridas nos núcleos da UCS e pela região de abrangência da Universidade. Downloads de arquivos que já não estão em circulação na Frispit TV poderão ser feitos por meio do portal. Na Frispit Revista os alunos terão a oportunidade de mostrar suas produções e trabalhos realizados nas disciplinas e também fora delas. Esse espaço valoriza crônicas, reportagens, poesias, críticas, colunas, entre outros produtos. Para completar, o portal oferece links de acesso a todas as redes sociais. Os acadêmicos também podem seguir o Twitter (@Frispit) para obter mais informações e estar por dentro do que acontece no Centro da Comunicação da UCS. Por que asterisco? O asterisco surgiu como ideia para explicar o significado da palavra Frispit (em inglês free speech – discurso livre). Quando o símbolo aparece em meio a um texto, ele geralmente remete a uma informação extra, explicativa. O asterisco é o ponto que chama a atenção para se buscar um complemento de informação e significado. Como conclusão desse pensamento, o ícone remete à expressão, atenção e exclamação, além de despertar a curiosidade.

Como acessar?

www.frispit.com.br 7


Arte: Leonardo Lucena

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comunicação anda crescendo e “renascendo” em áreas que há pouco tempo não se .imaginava, ainda mais com tamanha interação. O uso da informação em grande escala ganha espaços cada vez mais estratégicos, tendo hoje uma importância mundial. Com o crescimento da internet e o aumento de navegadores, criou-se um meio de se comunicar também de forma virtual, auxiliando ainda mais nas conexões. A internet proporciona diversas maneiras para que, cada curso envolvido crie opções mais ágeis e fáceis para qualquer mercado, sem falar nas redes sociais, criação de sites, blogs, twitter, enfim, tudo para ajudar na circulação de informações. Além de cooperar para uma ligação mais rápida que o habitual, a internet auxilia com suas redes sociais a uma comunicação mais simples, porém menos segura.Segundo a professora de Jornalismo Online, Marlene Branca Sólio, da UCS, a internet cresceu por dois fatores: o modismo, ou seja, o que um faz, todos irão fazer, sempre procurando a perfeição. A segunda condição é a agilidade que se encontra no mundo virtual. Branca também cita que, na sociedade, muitos ainda são contra a comunicação via internet, mas todos sabem que melhorou a comunicação e facilitou a vida dos profissionais da área. “O que no começo era motivo para distanciamento, hoje temos certeza que aglutinou consumidor, produtos e todos os cursos”, disse. Mas, como toda história tem se “lado ruim”, a internet também proporcionou uma abertura mais ampla a toda sociedade, ou seja, qualquer um que saiba escrever ou ao menos expressar uma opinião, pode deixar postado um texto, uma imagem, para qualquer outro interessado em ler e decifrar. Por mais que não fosse a intenção, esse impacto acaba desvalorizando o trabalho do profissional da Comunicação. Apesar de ser um “pesadelo” para qualquer comunicador, os navegadores ganham, a cada dia, mais noção para buscar sites com credibilidade, informações de pessoas diplomadas, 8

fontes confiáveis, independentemente da notícia. Por outro lado, os veículos, que antigamente eram considerados pequenos, hoje, com a grande conexão ao mundo virtual e a integração às redes sociais, chegam ao mundo inteiro. É o modelo de uma nova sociedade, com a aproximação entre mercado e consumidor, com mais agilidade, mais reconhecimentos, e também muito mais esforços de quem expõe a notícia. Profisional no assunto, o jornalista fornado na UCS, Alessandro Valim, que atua em Comunicação há 15 anos, sendo sete anos na coordenação de jornalismo da Rádio Caxias, diz que a própria rádio, antes da união com a internet, era um veículo regional. Logo depois que as redes sociais foram acopladas à comunicação, foi necessária mais agilidade, tendo um campo muito maior de ouvintes. “Os veículos se adequaram à internet, sendo impactados até mais do que as pessoas. A adaptação ao mundo virtual revoluciona a linguagem dos veículos. Nesse sentido, o mercado para a comunicação nunca esteve tão bom em Caxias do Sul”, disse.


Canal Futura grava em parceria com a UCSTV Foto: Claudia Velho

UCS é a mais nova universidade a participar da “Geração Universidades Parceiras” O programa Sala de Notícias em Debate firmou sua primeira ação para marcar a parceria TV Futura com a UCSTV no dia 18 de março. O programa traduz a produção cooperativa que o Canal Futura estabelece com as universidades. Alguns alunos das disciplinas de Telejornalismo I e Laboratório de Fotojornalismo participaram da plateia, tendo a oportunidade de interagir com a apresentadora e os entrevistados. Caracterizando a região, o cenário foi composto por uvas da família Venturini. A jornalista do Canal Futura Amanda Pinheiro conduziu o programa que tratou sobre a produção e cultura do consumo local da uva e do vinho. Os vitivinicultores entrevistados puderam esclarecer para o público a identidade do vinho nacional e a diferença da uva de mesa com a de fabricação de vinho. Também destacaram a importância da localização geográfica da região para a qualidade do produto e a movimentação econômica e turística que traz para a Serra Gaúcha. De acordo com o diretor de arte do Canal Fu-

tura, Márcio Motokane, o projeto com as universidades é de suma importância, pois assim é possível mostrar os olhares regionais. “A visão dos alunos é o mais fantástico do programa”, afirma. Os alunos e professores utilizaram aparelhos celulares para registrar o andamento da gravação. O

Marisol Santos dialoga com alunos

onde trabalha desde 2008. Transmitido em ao vivo, o evento teve também participações via twitter, e o interesse da plateia foi marcante. O bate-papo foi uma ótima experiência tanto para os organizadores e participantes quanto para a jornalista. “Se precisarem de mim, não tenham receio de pedir!”, destacou ela, dirigindo-se aos alunos no blog da RBS TV. 10

Estudante premiado O estudante da UCS Robin Siteneski ganhou o Prêmio Santos-Dumont de Jornalismo, que foi entregue no dia 24 de março na sede do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), no Rio de Janeiro. Ele foi o vencedor da categoria “Aviação em Geral”, com o texto Aprender a voar. O concurso acontece desde 1993 e premia reportagens que divulgam a atividade aeronáutica no Brasil. Além de ganhar a viagem ao Rio de Janeiro, o estudante vai a Miami no mês de maio. Siteneski, que a princípio não tinha esperanças de vencer, acredita que o prêmio teve importância: “Foi legal ter ganhado. Todos os outros premiados são muito mais velhos e a maioria deles é especializada em cobrir o setor”, comenta o estudante. Para ler a matéria completa acesse o link: http://migre.me/4fqb9

Foto: Daniela Schiavo

A apresentadora e editora do Jornal do Almoço da RBS TV, Marisol Santos, participou da recepção aos calouros da Comunicação da Universidade de Caxias do Sul. O encontro promovido pelo Diretório Acadêmico de Jornalismo aconteceu no auditório do Bloco H, a partir das 18h do dia 1º de março. Em um clima de batepapo, Marisol contou sobre a sua trajetória profissional, expôs desafios da carreira e algumas diretrizes da RBS TV,

material foi inserido na edição do programa do dia 3 de maio, às 21h, com reprise no dia 8, no mesmo horário. Os alunos terão mais oportunidades de interagir a partir dessa parceria. Amanda afirmou que há outros projetos com a UCSTV e espera voltar para Caxias do Sul em breve.


Talentos da Comunicação invadem o palco Aptidão artística de integrantes do CECC pôde ser conferida no Show de Talentos, no UCS Teatro Foto: Priscylla Xavier

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poesia de Fernando Pessoa, recitada pela diretora do Centro de Ciências da Comunicação Marliva Vanti Gonçalves abriu oficialmente o espetáculo. “É isso que eu sinto pela comunicação hoje”, concluiu, fazendo referência ao sentimento descrito no poema O amor é uma companhia. O show já havia começado ainda na recepção ao público, que foi animada pelo DJ NegadaLuca, acadêmico de Relações Públicas. A quarta-feira do dia 30 de março foi um dia especial para receber os calouros da Comunicação e proporcionar integração com os veteranos por meio de atividades dinâmicas e de valorização cultural. Mais do que isso, a data foi o marco da divulgação do selo de aniversário de 40 anos do curso de Comunicação Social - Relações Públicas na UCS. A coordenadora da habilitação, Jane Rech, falou sobre a importância de um símbolo marcante para representar a maturidade de Relações Públicas na instituição e para abrir as comemorações de um momento tão significativo para a Universidade. Para os participantes, a emoção e o nervosismo só deram trégua depois das apresentações. Segundo Caroline Borges, integrante do grupo de dança de rua Atlantics, apresentar-se no UCS Teatro causou um misto de nervo-

sismo e inspiração. “Foi muito bom ‘sentir’ a plateia aplaudindo e incentivando”, revela a estudante. Outra atração artística que se manifestou por meio de gestos, movimentos e expressões foi o grupo Movimento Vá, que utilizou o teatro de pantomima para encantar o público. Sem falas, os atores deram um show de criatividade e interpretação. Conforme Bruna Corso Valmini, participante do grupo, o movimento surgiu há cerca de dois anos e envolve jovens de uma comunidade cristã. “A ideia surgiu de dois rapazes que tinham interesse em divulgar esse formato artístico”, conta. Esse foi o objetivo principal: integração. Segundo a professora Lirian Meneguel, uma das coordenadoras do evento, o Show de Talentos foi

pensado como ambiente de envolvimento para os estudantes das áreas da Comunicação. “O Centro e a Agência Experimental de Comunicação mudaram, então nós pensamos em inovar também na recepção dos calouros”, diz Lirian. O Show de Talentos substituiu o Precisamos nos Conhecer. Naquele evento, eram apresentados os laboratórios aos alunos, depois estes se reuniam em um encontro no Galpão da UCS. Pelo que se pôde sentir, o público aprovou o evento. Ediane Bassanesi, caloura de Comunicação, achou a iniciativa válida. “O comunicador precisa estar sempre em contato com novas pessoas”, diz. Já para Ana Cristina Andrade, estudante de Publicidade e Propaganda, além de o ambiente ser aconchegante para a integração, acompanhar as apresentações dos colegas também foi produtivo. “Gostei muito de todas as atrações e vim realmente com a expectativa de ver calouros e veteranos se conhecendo”, diz Cristina. A jovem é natural de Cabo Verde e mora em Caxias do Sul há três anos. O evento trouxe novos conhecimentos também para quem trabalhou no planejamento e na execução. Anderson Bertin iniciou na Agência Experimental de Comunicação este semestre e já encarou um grande desafio. “Eu me sinto feliz ao ver que tudo deu certo”, conta. Bertin dedicou o resultado positivo do evento ao planejamento realizado com antecipação e, principalmente, ao trabalho em equipe. O show teve ainda a participação de Acústico a Dois, Banda Mafagafandos, Caramujo, Banda The Sidneys, Filhos de Mona Lisa, Misa e Misete e DJ César. Para finalizar, o apresentador chamou todos ao palco e, em clima de festa, alunos e professores mostraram seus dotes artísticos dançando juntos, no palco do UCS Teatro.

Para matar a saudade A música, sob várias formas, invadiu o palco. Elvis Zanotto e Banda foi uma das atrações da noite. Depois de passar dez anos na Universidade, Elvis concluiu o curso de Relações Públicas no final do ano passado e agradeceu ao Centro de Comunicação, à Agência Experimental e aos alunos a oportunidade de se apresentar no UCS Teatro. “Eu sempre quis cantar neste palco. É um sonho que realizo quatro dias depois de minha formatura”, comemora. Elvis considera o espaço uma oportunidade de rever os “velhos” colegas e professores, além de conhecer os novos alunos da Comunicação. 11


Arte: Claudia Velho

Felipe Guerra, Leomir Hendges, Thamires Griebler e Vinícius Scussiatto

Cristiana Reis (em memória), Renata Sartor e Valesca Nagl

Nesta página você confere o trabalho dos alunos da disciplina Oficina de Fotografia Publicitária, de 2010, ministrada pela professora Candice Klemm. Os grupos escolheram um filme e, a partir da maquiagem dos atores, recriaram quadros fotográficos.

Duani de Lima, Felipe Fedrizzi, Mariana Carrer, Maurício Vanelli e Vitor Compagnoni

Cristiana Reis... Por todos os teus sorrisos, teus olhares e alegrias, resta a nós, teus amigos, desejar que estejas em um lugar digno de tua essência. Ainda bem que na língua portuguesa existe a palavra “saudade” Centro de Ciências da Comunicação

Informa - Ano 7, N 40 - Março 2011  

Publicação da Agência Experimental de Comunicação Integrada do CECC - Universidade de Caxias do Sul - março e abril de 2011. Ano 7, n.40.

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