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A mídia impressa e eletrônica do setor de carnes

ANO IV NÚMERO 69 - NOVEMBRO - 2014

Pós-Eleições Especialistas falam do agronegócio e o próximo governo

Programa de Sanidade Avícola completa 20 anos Brasil é o primeiro a adotar a compartimentação avícola no mundo

Kátia Abreu Reeleita pela CNA e pode ser indicada para o Mapa

Receita facilita comércio exterior Medidas querem permitir o acesso de pequenas e médias empresas que não exportam

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Editorial ANO I NÚMERO 3 - MAIO - 2009

É uma publicação do Grupo e Editora

A dança das cadeiras no Agronegócio Mapa deverá trocar o titular responsável pela pasta

Ilce Maria Silveira Silva Diretora

Diretora Ilce Maria Silveira Silva ilcemaria@revistafrigonews.com.br

Os veículos de comunicação especulam sobre os possíveis candidatos para assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mas uma coisa é certa: a maioria concorda com o nome da senadora Kátia Abreu - que acaba de ser reeleita para Confederação Nacional da Agricultura (CNA), como o mais cogitado. Para indicá-la, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, enfrentará a resistência da bancada do PMDB na Câmara, que indicou o atual titular da pasta, Neri Geller, e o senador Blairo Maggi (PR-MT), que dá sustentação a Geller. O Brasil vai continuar a crescer, com certeza, porém, as margens já estão mais apertadas e o segmento entra numa era nova... a de um crescimento mais sustentável. Seja Kátia Abreu ou outro o nomeado para a pasta, sabemos que o trabalho será intenso. E no meio de tantos problemas, o que mais preocupa e que exigirá maior atenção é o da logística: hidrovias, ferrovias, estradas, transporte aéreo. Que venha o novo responsável pelo ministério que cuida do Agronegócio! E que venha com muita disposição, persistência e conhecimento desse mercado para que possa, de fato, representar, corrigir, ajudar e promover a evolução do segmento.

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Jornalista Rosângela Bóccoli jornalista@revistafrigonews.com.br MTB 64.371/SP

A revista não se responsabiliza por conceitos ou informações em artigos assinados por terceiros.

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Índice 28 Pós-Eleições O que esperar do Agronegócio daqui pra frente

30 Ministério da Agricultura Kátia Abreu é a mais cogitada para ocupar a liderança do Mapa

34 OEA - Operador Econômico Autorizado Exportação é facilitada para pequenas e médias empresas

37 Novo aplicativo Consumidor poderá identificar alimentos com origem certificada e seus pontos de venda

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Detectores de Metais

Reportagem

Magnetec traznovidades com detectores de metais série PV300 para uso em conjunto com embutidoras e detector de metais para uso em linha de produtos prontos A Magnetec Indústria Eletroeletrônica é uma empresa focada na detecção de contaminantes metálicos nos mais diferenciados produtos, incluindo carnes in natura, embutidos, maturados e processados, onde o detector realiza a busca de possíveis contaminantes. Renato Muller - Magnetec A importância do uso de detectores de metais, segundo Renato Francisco Müller, diretor da Magnetec, é o efeito de uma dupla proteção, sendo a primeira proteção a que previne quebras de máquinas geradas pelos mais variados objetos metálicos, tais como peças de máquinas, porcas, parafusos, pontas de faca , lacres metálicos, etc., inseridos em produtos a serem processados. A segunda proteção, conforme informações de Müller, é a da marca do cliente, que passa a confiabilidade de que seu produto foi inspecionado e está livre de contaminantes metálicos. Ele nos informa que o perfil de empresas que adquirem detectores de metais é basicamente composto por indústrias relacionadas ao ramo alimentício, tais como frigoríficos e fabricantes de embutidos que identificaram um risco de contaminação por metais em sua própria linha ou aqueles que já tiveram problemas de contaminação metálica em seus produtos. “Em outros setores, tais como têxtil, borracheiro e petroquímico também são amplamente empregados os detectores de metais” – diz Renato.“Nos últimos anos, o

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mercado de detectores de metais teve uma grande expansão, pois existe uma preocupação crescente por parte das indústrias, relacionada ao risco de contaminação e ao impacto que isto pode trazer sobre o mercado e principalmente aos consumidores” – argumenta. Sobre as suas perspectivas para este mercado nos próximos meses, o diretor explica que invariavelmente sua perspectivas advêm do planejamento estratégico e do amplo Know-How de sua empresa. “Estamos engajados em incrementar as vendas ofertando novas e funcionais soluções em detecção de metais. Pelo fato de sermos também uma empresa certificada dentro de um sistema de gestão da qualidade, ISO 9001, temos uma visão que nos ajuda a entrar em sintonia com os clientes que necessitam de soluções para manutenção da excelência e da qualidade em seus processos industriais.” A Magnetec está trazendo novidades com detectores de metais série PV300 para uso em conjunto com embutidoras e detector de metais para uso em linha de produtos prontos, onde ocorre a inspeção com o produto pronto em sua embalagem final, mesmo que ela seja aluminizada.


Mercado de esteiras e correias transportadoras tende a crescer ainda mais Reportagem

A automação necessária para ganhar competitividade e aprimorar a logística das empresas

“Para a escolha de uma boa esteira, devem ser levados em consideração o material construtivo, a temperatura de trabalho, a capacidade de carga e o atendimento técnico do fornecedor da esteira”- Gerson Pilatti, Engmaq Gerson Pilatti é Diretor da Engmaq Máquinas e Equipamentos Industriais, que fornece Esteiras Modulares e Correias PU para o mercado e, na opinião dele, as esteiras viabilizam o atendimento das necessidades das empresas. “Para a escolha de uma boa esteira, devem ser levados em consideração o material construtivo, a temperatura de trabalho, a capacidade de carga e o atendimento técnico do fornecedor da esteira” – defende Pilatti. 08

Ele recomenda a manutenção preconizada pelas boas práticas de utilização como forma de garantir maior vida útil a esses equipamentos. Pela impressão do diretor, este mercado “está e continuará estável” A Frigomaq atende praticamente todos os tipos construtivos aplicados à indústria de alimentos, às sanitárias e não sanitárias e, pela análise de Arli Bazzo, seu Gerente Comercial, as esteiras e correias transportadoras dentro de uma empresa se justificam por elas serem parte


preferência, com partidas suaves em rampa” são os procedimentos que podem garantir maior vida útil a esses produtos conforme informações do gerente. “Está ocorrendo uma maior aplicação desses equipamentos na indústria, mas ainda existem muitas possibilidades para aumentar a utilização de transportadoras em correias, esteiras e outras” – garante Arli.

Reportagem

da logística interna, cumprindo papel no processo dos transportes internos: liberando mão de obra para agregar em atividades importantes. Por esse motivo, ele indica como elementos primordiais para uma boa escolha desses equipamentos primeiramente a aplicação, após sua concepção construtiva. “Manter o correto tensionamento, alinhamento e, de

“Está ocorrendo uma maior aplicação desses equipamentos na indústria, mas ainda existem muitas possibilidades para aumentar a utilização de transportadoras em correias, esteiras e outras” - Arli Bazzo, Frigomaq

Empresas buscam reduzir mão de obra e aumentar a competitividade de seus produtos A Adlin Plásticos Ltda dispõe de Esteiras Modulares Retas passo 50 e 25mm, Esteiras Curvas, Esteiras para Gyro Freezer e aplicações radiais e uma linha completa de Acessórios para todos os modelos, além de uma linha de completa de Correntes para Transporte. De acordo com Marthin Salai Stahelin, diretor da Adlin, os diferenciais dos produtos de sua empresa são sua produção somente com matéria-prima virgem e atóxica, e também por possuírem características que aumentam o desempenho e vida útil dos mesmos. Na visão dele, as esteiras e correias transportadoras de uma empresa promovem a alta competitividade. “As esteiras modulares tomam uma parte importante na automação das linhas pela facilidade de higienização, durabilidade, rapidez na manutenção.”

Para Stahelin, o fator que deve ser levado em consideração para a escolha de uma boa esteira ou correia transportadora o custo X benefício. Ele argumenta que é onde a Adlin vem hoje se destacando no mercado pela qualidade e durabilidade das suas esteiras modulares. “Antes de indicar um modelo de esteira modular ou material, nossa engenharia se certifica da aplicação, peso, condições de trabalho, etc. Essas informações auxiliam na indicação do melhor modelo/material para uma maior vida útil” - explica Marthin. Do ponto de vista do diretor, o mercado cada vez mais busca automação de linhas para ganhar competitividade, o que promove que o mercado de esteiras modulares venha crescendo a cada dia. “A tendência é de que para os próximos meses, este crescimento continue acentuado 09


devido a investimentos de grandes empresas buscando reduzir mão de obra e aumentar a competitividade de seus produtos” – avalia. A novidade da Adlin neste segmento é a Esteira Modular Acumuladora em Curva, produto desenvolvido e

patenteado pela empresa. “Esta esteira tem por benefício a possibilidade de acumulação em curva, o que remete a um ganho de espaço no lay out, bem como a facilidade de organização da linha sem danificar o produto do cliente” – finaliza Salai.

Reportagem

“A tendência é de que para os próximos meses, este crescimento continue acentuado devido a investimentos de grandes empresas buscando reduzir mão de obra e aumentar a competitividade de seus produtos”- Marthin Salai Stahelin, Adlin

Mercado exige alta produtividade, desempenho e praticidade no manuseio e empacotamento automatizado dos alimentos

Hamilton Braga Forbo Siegling

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Hamilton Braga é Supervisor de Marketing da Forbo Siegling Brasil Ltda, que oferece ao mercado Correias Transportadoras Homogêneas, Prolink, PVC, PU e Raspadores para limpeza de correias transportadoras. “Nossos diferenciais são que todos os produtos possuem certificados FDA e ou HACCP, além de podermos

confeccionar as correias com ambas as bordas seladas, tecnologia que somente a Forbo possui, nenhum outro fornecedor tem o equipamento para aplicar a selagem das bordas. Também realizamos em qualquer cliente do segmento de frigoríficos os serviços de colagens das correias Forbo sem nenhum custo adicional, ou seja, gratuitamente em um raio de 300 km de distância de qualquer dos centros de serviços que temos em várias localidades no Brasil” – enfatiza ele.


Reportagem

Na avaliação de Hamilton, as correias transportadoras são fundamentais para o processo em larga escala de produção, já que o mercado atual exige correias transportadoras atreladas a alta produtividade, exigindo desempenho e praticidade no manuseio e empacotamento automatizado dos alimentos. “De acordo com as necessidades que cada aplicação requer ou exige, é necessário saber qual é o desejo do cliente para ter total satisfação, levantamos todas as informações para inserir em nosso programa de cálculos onde definimos a correia ideal” – menciona o supervisor. Segundo ele, a garantia de maior vida útil a esses

“Para garantir maior vida útil aos equipamentos, também é preciso respeitar e seguir as orientações dos fabricantes e fornecedores para a utilização dos produtos”- Hamilton Braga, Forbo Siegling

equipamentos se dá desde a elaboração do projeto, para garantir a instalação das correias que envolvem os ajustes de alinhamentos dos roletes motorizados e movidos, os devidos tensionamentos e a constante limpeza das correias transportadoras. “Também é preciso respeitar e seguir as orientações dos fabricantes e fornecedores para a utilização dos produtos” - complementa. Questionado sobre o mercado atual de esteiras, Braga considera que o mercado está bem aquecido pelo fato do aumento do consumo de produtos semi-prontos, em que a demanda tem exigido mais dos fabricantes de alimentos. “Nós, da Forbo, acreditamos que a competitividade das principais empresas em conjunto com as inovações e lançamentos de novos produtos alimentícios acabam gerando a necessidade de desenvolver novos equipamentos ou equipar/adaptar melhorias com o objetivo de aumentar a produção nos equipamentos existentes, além da aquisição de novos conjuntos de equipamentos, o que irá promover solicitações de correias reservas para evitar paradas de produção por falta de correias transportadoras.” As novidades da Forbo são as Correias Homogêneas fabricadas em poliuretano e polyester, a linha Prolink Correias Modulares Plásticas para aplicações em processos de alimentos, como carnes, aves, peixes e laticínios, além da utilização em diversos ramos de produção de alimentos. Pelas informações de Hamilton, sua composição homogênea garante e evita proliferação de bactérias, alta 12

resistência a cortes e abrasão, impedindo a contaminação dos produtos fabricados com pedaços de plásticos provenientes de cortes e desgastes da correia transportadora. “Isso torna sua higienização fácil, rápida e eficiente, resultando em uma grande economia de água, mão de obra e tempo de limpeza das correias transportadoras. Fornecemos também o Raspador em PU aprovado FDA que promove a constante limpeza de correias transportadoras de PVC e PU, além de aumentar a vida útil das correias” conclui.


Já a Kaufmann fabrica Transportadores com o ambiente de trabalho. Normalmente, de Roletes Livres, Transportadores de ele nos diz, a vida útil de um transportador é Correia, Transportadores Flexíveis de muito longa, mas para garantir essa vida útil Rodízios e Roletes, Mesas de Esferas e é necessário que os usuários respeitem as Separadores de Mercadorias. normas de segurança como NR12, evitando De acordo com Giuseppe Corsi, sobre-esforços do equipamento. Engenheiro de Vendas da empresa, a “Mesmo que o Brasil esteja passando por principal característica e o diferencial da um momento complicado, com um baixo Kaufmann está no atendimento totalmente crescimento e recessão, o mercado de dedicado, sugerindo as melhores soluções fornecedores de equipamentos para do mercado em movimentação de movimentação e logística vem sendo um dos mercadorias. “ Trabalhamos com um menos afetados. Devido aos benefícios à sistema modular para facilitar a montagem população de baixa renda, a mão de obra Giuseppe Corsi - Kaufmann e principalmente reduzir os custos dos primária ou de baixa necessidade intelectual equipamentos” - assegura. foi valorizada. Com isso, as empresas estão, Pa ra o e n ge n h e i ro, a s e ste i ra s e co r re i a s cada vez mais, investindo em automação na transportadoras são elementos fundamentais para movimentação de mercadorias, acelerando muitos diversas áreas de uma empresa e, para uma boa escolha, é processos que antigamente eram realizados 'no braço' por necessário primeiramente que o usuário faça uma funcionários terceirizados ou até mesmo 'chapas' pesquisa de fornecedores que atendam outras empresas (trabalho informal para realização apenas daquele em seu ramo de negócio, ou até mesmo fornecedores serviço). Outro fator importante para os fabricantes de bem indicados no mercado. mercadorias é o incentivo do FINAME, que, através do Após essa pesquisa, é importante que o usuário BNDES, faz parcelamentos com juros subsidiados. Assim, forneça a maior quantidade de informações possíveis para o comprador, com a redução de custos que a esteira sobre a aplicação desejada, para que os fornecedores gera, muitas vezes é possível pagar esse parcelamento possam indicar o melhor equipamento nesse caso. sem nenhuma necessidade de gastos extras” – informa “Somente após essas indicações ele deve solicitar os Corsi. orçamentos, pois muitas vezes conseguimos usar um A Kaufmann tem uma nova proposta de separação de equipamento mais simples, sem utilização de motor, mercadorias utilizando equipamentos modulares, usando somente empregando a gravidade para a movimentação, o mais moderno sistema de visão, pelo qual será possível com custos muito reduzidos, principalmente os indiretos, acessar a etiqueta das mercadorias e tomar diversas como consumo de energia e manutenção” - orienta decisões dependendo somente dos dados incluídos nessa Giuseppe. etiqueta. O engenheiro afirma que para promover maior vida “Hoje, somos líderes na fabricação de transportadores útil, é importante utilizar o equipamento conforme indica para carga e descarga de veículos com mercadorias o projeto, nunca ultrapassando a capacidade de carga e fracionadas. Utilizando esses novos equipamentos, respeitando os tipos de mercadorias a serem poderemos fazer a separação de forma simples e rápida, transportadas. Também é necessário que o tipo de reduzindo e muito os custos de movimentação e material de fabricação do equipamento seja compatível armazenagem de mercadorias” – revela o engenheiro.

“Mesmo que o Brasil esteja passando por um momento complicado, com um baixo crescimento e recessão, o mercado de fornecedores de equipamentos para movimentação e logística vem sendo um dos menos afetados.” Giuseppe Corsi, Kaufmann

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Reportagem

Mercado para movimentação e logística é um dos menos afetados


Notícias

Transporte de animais Prazo de 180 dias (a partir de outubro) para implantar guia eletrônica Informações como espécie a ser transportada, origem e destino são transmitidas à base de dados única em até 24 horas As cidades brasileiras que ainda não aderiram ao Guia de Trânsito Animal Eletrônica (e-GTA) têm o prazo de mais 180 dias, a contar de 3 de outubro – quando a decisão foi publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) - para implantar a ferramenta. A GTA é o documento oficial e obrigatório para o transporte de animais no Brasil, exceto de cães e gatos, e também para o transporte de ovos férteis ou qualquer

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material de multiplicação animal. Na Guia estão contidas informações sobre a origem, o destino e a finalidade da viagem. Cada espécie animal possui uma norma específica para a emissão da guia de trânsito, que é feita mediante o cumprimento de condições sanitárias. A GTA é um importante instrumento de defesa agropecuária, pois auxilia o Serviço Veterinário Oficial na tarefa de evitar a introdução e a disseminação de doenças que possam colocar em risco a população ou causar


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prejuízos aos produtores. Apesar de muitas cidades já terem aderido ao modelo eletrônico, muitos criadores ainda têm as suas guias preenchidas manualmente. Com o prazo estabelecido pelo Mapa, o modelo deverá ser unificado completamente. O documento eletrônico contém dados sobre a carga a ser movimentada, tais como espécie, origem, destino,

quantidade por sexo e faixa etária, finalidade do trânsito, identificação do emitente e do local de emissão, e datas de emissão e validade. As informações são transmitidas à base de dados única, em até 24 horas após a sua emissão para atestar sua autenticidade. *Fonte: Baseado em matéria publicada pelo Portal Brasil e adaptada pela FrigoNews

Plataforma digital vai facilitar a criação de projetos sustentáveis na agropecuária Agrosustenta reúne informações sobre o Programa ABC e auxilia na elaboração dos projetos Produtores rurais e técnicos agrícolas terão mais facilidade na elaboração de projetos para o financiamento rural. A novidade é a plataforma digital Agrosustenta, desenvolvida pelo Instituto CNA, integrante do Sistema CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em parceria com a BASF. Por meio da assinatura de um convênio entre o Instituto CNA e a Secretaria de Desenvolvimento

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Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDC/Mapa), modelos de projetos desenvolvidos pelo Ministério da Agricultura poderão ser consultados no Agrosustenta. A plataforma tem por objetivo facilitar a avaliação dos modelos agropecuários sustentáveis que podem ser adotados nas propriedades rurais de todo o Brasil, permitindo a comparação entre eles e a elaboração de projetos de financiamento voltados para o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Ao reunir as informações sobre o tema no site www.agrosustenta.com.br, CNA, BASF e Mapa pretendem auxiliar produtores e técnicos a superarem

as dificuldades para elaborar projetos e estimular a adesão ao Programa ABC. A partir dos dados disponibilizados na plataforma e das características das propriedades rurais, quem acessar o site poderá selecionar os modelos sustentáveis mais indicados para cada realidade. Também será possível avaliar a viabilidade econômica dos projetos elaborados dentro dos critérios da linha de crédito do ABC, assim como a taxa de retorno da atividade. O Agrosustenta é a primeira ferramenta on line para a elaboração de projetos para o financiamento rural. O acesso à plataforma é gratuito e livre ao público em geral.

Entidades negociam convênio de estímulo à agregação de valor na avicultura e suinocultura Tentativa de apoio para a abertura do bloco europeu às exportações de carne suína do Brasil A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) iniciaram negociações junto à Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para a construção de um convênio de estímulo à agregação de valor na avicultura e na suinocultura do Brasil. O encontro aconteceu durante o SIAL - Salão Internacional de Alimentos (Salon International de l'Agroalimentaire, em Francês), em Paris (França). Os representantes da ABPA e Apex-Brasil debateram, por telefone, com o presidente da FINEP, Glauco Arbix, a construção de um convênio para estímulo à pesquisa e inovação nas empresas produtoras de aves, suínos e ovos brasileiras. "A agregação de valor é o caminho lógico para a expansão da pauta exportadora de aves e suínos do Brasil e a Apex-Brasil é uma grande apoiadora desta estratégia. Neste sentido, iniciaremos uma consulta às empresas

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interessadas para construir a viabilização desta proposta", defendeu Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA. Ainda no encontro, o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges, confirmou a renovação do convênio para a promoção das exportações brasileiras da avicultura e da suinocultura. O convênio prevê recursos para a promoção de ações especiais em diversos mercados estratégicos para as empresas exportadoras de aves e suínos, como participação em feiras, realização de campanhas especiais junto ao público consumidor e aos importadores, workshops e outras iniciativas gerenciadas pela ABPA. "No último convênio, estes recursos da Apex-Brasil foram decisivos para a realização de ações quase mensais em mercados com os mais variados perfis como Japão, China, França, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Coreia do Sul, Singapura, México e diversos outros", explicou Turra.


Representantes da ABPA, durante a SIAL, participaram de outro encontro na SIAL e buscaram o apoio da representante do órgão para a abertura do bloco europeu às exportações de carne suína do Brasil com a comissária da DG Sanco (Diretoria Geral para a Saúde e Consumidores da União Europeia), Berta Carol. Outros temas de interesse dos exportadores brasileiros de carne de frango e dos consumidores europeus também foram abordados no encontro, como legislações e outras questões. Para o evento SIAL, que tem visitantes dos cinco

continentes, a ABPA estruturou, em parceria com a ApexBrasil, uma grande ação focada na divulgação e na busca de novos negócios para as agroindústrias brasileiras. Em um espaço com mais de 420 metros quadrados, empresas exportadoras de carne de aves e suínos prospectam clientes e fecham negócios para mercados dos vários continentes pelo mundo e, para "encantar" os importadores com a qualidade e o sabor do produto brasileiro, centenas de quilos de carne de frango, em receitas especiais preparadas pelo Chef Marcelo Bortolon.

Pesquisa européia transforma alimentos desperdiçados em ração animal Projeto também valoriza necessidades específicas dos animais, como promoção de saúde ou prevenção de doenças O projeto NOSHAN, como foi batizado, irá transformar alimentos desperdiçados - frutas, vegetais e laticínios em particular - em ração animal, a baixo custo, e pouco gasto de energia. A equipe de pesquisa iniciou os trabalhos em

2012, acessando os dados de vários tipos de desperdício e construindo um banco de dados de potenciais ingredientes para ração. O projeto deve ser concluído em 2016 e, até lá, a equipe

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Obje vo: a abertura do bloco europeu às exportações de carne suína brasileira


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irá descobrir também as melhores tecnologias para extrair e aprimorar cada tipo de resíduo. O NOSHAN se apresentou ao setor agrícola europeu como uma oportunidade para atingir a sustentabilidade. Com a utilização de bio-resíduos, o setor agrícola reduz o seu impacto ambiental causado. Os processos desenvolvidos pelo projeto ajudarão o agronegócio a recuperar calorias contidas nos alimentos desperdiçados e energia gasta na produção do alimento,

além de reduzir de forma significativa o consumo de água. Ao reduzir a necessidade para a produção de ração separada, o projeto NOSHAN pode reduzir a competição entre empresas de alimentos e empresas de ração - ambas precisam de terra e água. O projeto também está trabalhando em ingredientes de alimentos funcionais derivados de resíduos alimentares que se destinam a necessidades específicas dos animais, como promoção de saúde ou prevenção de doenças.

Agricultura brasileira cresce com sustentabilidade Para diretor do Mapa, país deve melhorar logística e dar novo salto biotecnológico para se manter competitivo no mercado internacional de produtos agrícolas A agricultura brasileira é uma das mais competitivas do mundo devido ao aumento da produção nas últimas décadas, acompanhado pelo crescimento da produtividade sem aumento da área cultivada. Ao mesmo tempo, o país é um exemplo de inclusão social e sustentabilidade no campo, com uma legislação ambiental moderna e respeitada por governos e produtores. Essas foram algumas das conclusões da apresentação do diretor do Departamento de Assuntos Comerciais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Brasil, Benedito Rosa do Espírito Santo. Ele foi o conferencista do segundo encontro do ciclo de 20

videoconferências Políticas públicas nas Américas face à agenda pós-2015 de desenvolvimento, no dia 24 de outubro, organizado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). O diretor do Mapa ainda apontou outros fatores como o sistema de financiamento do setor, cuja legislação impõe exigibilidades bancárias “sem igual no mundo”; os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e a qualidade da mão de obra. “O sucesso também não seria possível sem a disponiblidade de terras e capital. Outros setores da economia brasileira nasceram com recursos da agricultura”, avaliou.


Segundo Benedito, ainda que o país tenha produtividade e sustentabilidade exemplares, persistem pontos importantes para se avançar. “Salvo algumas cadeias produtivas, há outras nas quais a agricultuta do Brasil não consegue competir”, afirmou. Ele cita os custos elevados com logística e a elevada burocracia como explicações possíveis para os entraves a uma ainda maior competitividade. “O custo da logística local está fora da curva internacional”, alertou. Outro fator apontado pelo conferencista foi a necessidade de novos avanços biotecnológicos para garantir que o país alcance novos ganhos substanciais no setor.

Ferrovia dará novo impulso às exportações A economista do United States Departament of Agriculture (USDA), Constanza Valdez, participou do debate desde Washington. Ela ressaltou a importância da pesquisa e da inovação para a agricultura brasileira. “O investimento no setor tem a ver também com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que investe em tecnologia desde os anos 70", lembrou. Constanza Valdes ainda frisou que há previsões que projetam o Brasil como o maior exportador de produtos agrícolas em 15 anos e o impacto que a ferrovia que, dentro de três anos, ligará Mato Grosso ao Pará terá na competitividade brasileira ao facilitar as exportações agrícolas para a Europa. A coordenadora da Unidade de Estudos Econômicos e Sociais da Secretaria de Agricultura, Ganadería y Pesca de Argentina, Maria Soledad Puechagut, ressaltou o papel do Zoneamento Agrícola, instrumento de política agrícola e gestão de riscos. O Zoneamento é estabelecido anualmente por portaria do Mapa e minimizar os riscos climáticos e permite a cada município identificar a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares. O outro debatedor foi o professor Rafael Navas, da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), que analisou o contexto histórico do desenvolvimento da agricultura nacional. Ele citou que as políticas agrícolas brasileiras surgiram entre as décadas de 40 e 50 do século passado, quando o país também se industrializava. “Decidiu-se que a agricultura era importante e necessitava de novas técnicas de produção direcionadas para as exportações”, disse. Navas ainda recomendou que o governo inclua o enfoque territorial e a agroecologia em políticas futuras. O ciclo Políticas Públicas nas Américas face à agenda pós-2015 de desenvolvimento é promovido pelas representações do Institudo Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Brasil e nos Estados Unidos. Serão realizadas 12 videoconferências para debater os impactos das políticas agrícolas de diferentes países das Américas nas economias dos países da região. *Fonte: IICA


Fique por Dentro

Iniciativa visa fortalecer alimentação sustentável a partir das Olimpíadas As dicas são priorizar pequenos e médios produtores, dar preferência a produtos orgânicos e escolher os que são provenientes de áreas não desmatadas. No Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, uma iniciativa lançada por órgãos governamentais e não governamentais pretende inserir nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, a preocupação com a alimentação sustentável que, além das vantagens à saúde, traz benefícios sociais, ambientais e econômicos. O projeto, chamado Rio Alimentação Sustentável, traz uma lista de recomendações que começam na hora da compra dos produtos. As dicas são priorizar pequenos e médios produtores do estado do Rio, dar preferência a produtos orgânicos e escolher os que são provenientes de áreas não desmatadas. Segundo o analista de Políticas Públicas da organização não governamental (ONG) WWF, Frederico Soares, os primeiros passos já foram dados e incluem obter um comprometimento do Comitê Olímpico Rio 2016 com o relatório lançado hoje. O objetivo é reunir entidades públicas e privadas em

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grupos de trabalhos sobre como organizar a cadeia produtiva desses produtos para atender a demanda do evento. "Vai ser fundamental um processo de transformação das cadeias de valor, porque hoje elas não têm condições de atender a uma demanda dessa escala. Temos um trabalho bastante árduo pela frente" - informa Soares. A iniciativa foi lançada na sede do Comitê Olímpico Rio 2016, no centro do Rio, em conjunto com o documento sobre alimentação na competição Taste of the Games (O Sabor dos Jogos). Além de ONGs como a WWF e a Planeta Orgânico, assinam a iniciativa órgãos como o Ministério do Meio Ambiente, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Sindicato de Bares e Hoteis do Rio de Janeiro (Sind-Rio). * Fonte: Agência Brasil


Justiça Federal restabelece exportação de miúdos e despojos de bovinos pelos ECD's Descumprimento da decisão acarretará em multa diária de R$ 100 mil A pedido da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), em decisão de 21 de outubro passado, o juiz da 8ª Vara Federal de Brasília, Francisco Alexandre Ribeiro, restabeleceu a permissão para a continuidade das exportações de miúdos e despojos de bovinos através dos Entrepostos de Carnes Derivados (ECD's) em operações compartilhadas com os pequenos e médios frigoríficos de todo o país. Estas operações estavam sendo travadas pela Instrução Normativa 10/2014 do Dipoa/SDA/Mapa, o qual estava exigindo e impondo dificuldades técnicas nestas operações para atender interesses corporativos dominantes. O Ministério da Agricultura exigia dos pequenos e médios frigoríficos, sem nenhum embasamento técnico, a obrigação de prévia habilitação para o comércio internacional. Pela sentença, o descumprimento da decisão pelo Ministério da Agricultura acarretará em multa diária de R$ 100 mil. Os miúdos e despojos de bovinos, que não são considerados consumíveis no Brasil, representam um mercado de US$ 300 milhões ao ano que está sendo alvo de uma disputa entre as grandes empresas exportadoras, que desejam dominar este mercado, e as ECD's. Eles são destinados principalmente ao mercado chinês, que não exige esta habilitação prévia para o comércio internacional, o que possibilitou a criação dos Entrepostos, empresas que adquirem estes subprodutos de pequenos e médios frigoríficos com inspeção federal (SIF) e que dão escala ao negócio, evitando que sejam descartados no meio ambiente e criando uma fonte de receita para pecuaristas, frigoríficos e o próprio país. Segundo a Abrafrigo, a recente decisão do Dipoa/SDA/Mapa, através da edição da Instrução Normativa 10/2014, estava burlando uma decisão anterior da Justiça Federal, o que foi reconhecido pelo juiz na sua sentença. O Dipoa, a mando da SDA, cujo diretor Dr. Rodrigo Figueiredo foi e continua sendo questionado pelos próprios Fiscais Federais Agropecuários, através da ANFFA-Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários, não age com isonomia e imparcialidade conforme determina a lei no âmbito do setor público, o que tem motivado decisões suspeitas largamente divulgadas na mídia, a exemplo da questão recente dos rótulos, onde a SDA e o Dipoa contrariam suas próprias normas. Como subsídio à decisão judicial, a Abrafrigo apresentou, inclusive, um trabalho realizado pela Faculdade Arthur Thomas que aponta a existências de antinomia nas normas editadas pela SDA/Dipoa, com falhas jurídicas e artigos contraditórios na sua elaboração, o que de forma tendenciosa dificulta sua interpretação e reduz a sua segurança jurídica. Este trabalho foi apresentado pelo médico veterinário e discente da Faculdade de Direito Arthur Tomas, Caetano Vaz dos Santos, e pelo Mestre em Direito Econômico e Sócio Ambiental da instituição, Clayton Santos do Couto. Na sua decisão, o juiz Francisco Alexandre Ribeiro determinou que a União, “por intermédio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SDA/Mapa) faça circular pelas Superintendências Federais de Agricultura e pelo SIGSIF, que a decisão judicial de 13.04.2014 isenta os pequenos e médios frigoríficos fiscalizados pelo próprio Mapa da prévia habilitação para o comércio internacional, não se lhes aplicando a IN 34/09”. 23


Frango faz Brasil denunciar Indonésia na OMC

Mercado Internacional

Depois de cinco anos de tentativas frustradas de acordo, exportadores brasileiros foram prejudicados O Brasil denunciou, no dia 16 de outubro, a Indonésia na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando bloqueio do país asiático às exportações brasileiras de carne de frango. O governo brasileiro vai acionar o Órgão de Solução de Controvérsias da OMC contra o país depois de cinco anos de tentativas infrutíferas de acordo, período no qual, exportadores brasileiros deixaram de ganhar dezenas de milhões de dólares. Para se ter ideia da importância econômica da disputa, basta ver o potencial do mercado da Indonésia, país que tem mais de 250 milhões de habitantes. A indústria indonésia só produz 900 mil toneladas de carne de frango por ano, cifra extremamente baixa, e o consumo per capita no país é de apenas 7,6 quilos de carne de frango por ano ante 45 quilos no Brasil. Para tentar obter efetiva abertura do mercado, o Brasil chegou a submeter aos indonésios, em 2010, a proposta de certificado sanitário internacional para carnes de frango in natura, de peru e de pato. A Indonésia não tomou nenhuma iniciativa para aprovar o certificado, e tampouco apresentou uma avaliação de risco indicando a existência de razões científicas para não aprová-lo, segundo o governo brasileiro. Apesar de pressões brasileiras em comitês técnicos da OMC, o governo de Jacarta manteve uma série de bloqueios que o Itamaraty considera inconsistentes com vários acordos da OMC e vão desde exigências sanitárias a procedimentos administrativos que impedem a obtenção de licença de importação por parte de clientes daquele

país. A barreira não tarifária alimenta temores do Brasil de que, mesmo com um certificado sanitário, as exportações d e f ra n g o a i n d a e n f r e n t a r i a m significativos entraves na Indonésia. A constatação é de que Jacarta parece não querer mesmo permitir a importação de carne de frango, congelada ou fresca. Uma nova legislação sobre política de preços e gestão de importações permite a imposição de restrições para gerir a oferta interna de "bens estratégicos", conceito que inclui carne de frango e outros produtos de frango. Há tempos que o governo brasileiro não acionava a OMC para derrubar obstáculos às suas exportações, apesar de frequentes ameaças tanto por parte de setores produtivos como do Itamaraty em direção de vários parceiros. A disputa agora é impulsionada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), presidida pelo exministro de Agricultura, Francisco Turra. A OMC dará prazo de 60 dias para o Brasil e a Indonésia ainda fazerem uma última tentativa de acordo. O passo seguinte será o Brasil pedir a instalação de um painel (comitê de três especialistas), num contencioso que pode demorar pelo menos 15 meses e pode terminar em autorização de retaliação contra os indonésios. O protecionismo da Indonésia está no radar de outros parceiros, como EUA e União Europeia, com crescentes exigências de conteúdo local numa série de produtos, o que afeta a entrada de bens estrangeiros em vários setores. *Fonte: Baseado em matéria publicada pelo Valor Econômico e adaptada pela FrigoNews

Rússia compra US$ 2,3 bilhões do agronegócio brasileiro Entre janeiro e setembro, as exportações do setor atingiram 2,965 milhões de toneladas, 3,5% superior em relação ao período do ano passado A Rússia já gastou US$ 2,30 bilhões com compras de produtos do agronegócio brasileiro de janeiro a agosto deste ano. Como comparação a refletir o incremento dos negócios neste ano, nos doze meses de 2013 as exportações do agronegócio para os russos totalizaram US$ 2,75 bilhões. Os dados são do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat). A comercialização mais intensa está sendo com as 24

carnes, o açúcar e o café. O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) acredita que o os negócios com os russos devem aumentar ainda mais nos próximos meses. A habilitação de plantas e o estabelecimento do fluxo de exportações para a Rússia deverão colocar esse país como um dos cinco maiores importadores de carne de frango do Brasil, segundo o presidente-executivo da


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Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. Conforme dados da ABPA, os embarques para a Rússia atingiram 20,9 mil toneladas em setembro (+291% em relação ao mesmo mês de 2013), gerando receita de US$ 51,7 milhões (+226,8%). De acordo com esses dados, os embarques de carne de frango (considerando frango inteiro, cortes, processados e salgados) totalizaram 359,1 mil toneladas em setembro, volume 18,9% maior na

comparação com o mesmo período de 2013. Em receita, a elevação foi de 23,8%, chegando a US$ 715,9 milhões. Entre janeiro e setembro, as exportações do setor atingiram 2,965 milhões de toneladas, resultado 3,5% superior em relação aos nove primeiros meses do ano passado. Em receita, houve queda de 1,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 5,879 bilhões registrados entre janeiro e setembro deste ano.

Para o Rabobank, Brasil continua um centro de investimento internacional no agronegócio O bom modelo de negócio e profissionalização do setor, apesar das dificuldades logísticas e complexidade tributária, favorecem o aumento nas transações com participação estrangeira O agronegócio continua atraindo o interesse e investimento de empresas estrangeiras. De acordo com dados consolidados pelo Rabobank, em 2013, 60% das transações de fusões e aquisições no país assessoradas e concluídas por esse banco foram realizadas com participação de companhias internacionais, principalmente as norte-americanas ou asiáticas. Em relação aos setores, 40% se referem a empresas de açúcar e etanol, 40% de grãos e 20% de proteína animal. Para o Rabobank, uma das razões que favorece o

aumento nas transações com participação estrangeira é o bom modelo de negócio e profissionalização do setor, apesar das dificuldades logísticas e complexidade tributária. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), no ano passado, aproximadamente 50% das transações de M&A no agronegócio brasileiro contaram com o envolvimento de investidores estrangeiros (relativas a empresas de proteína animal, bebidas, insumos, lácteos, grãos, açúcar e etanol, alimentos e mídia agrícola).

Paletes Durabilidade do material depende de seu uso e armazenagem A Stanplast é uma empresa voltada à transformação de polímeros pelo processo de rotomoldagem e fornece 72 modelos e medidas diferentes para atender diversos mercados, com capacidade de 300 a 1500 quilos. Estabelecida há 26 anos no mercado, oferece produtos que otimizam a logística nos processos de fabricação e armazenagem. JLS Camacho, do Comercial da empresa, aconselha a reeducação de manuseio dos paletes com operadores de empilhadeira como a manutenção mais adequada para aumentar a vida útil do material. “Não se deve arrastar os paletes, e sim levantar e descer sem arrasto” - observa. Para ele, os usuários, empresa comércio e distribuição, perceberam que a compra de paletes rotomoldados é

questão de custo/benefício e não somente caixa de imediato – e esse acontecimento revolucionou e aperfeiçoou este segmento. Na visão do profissional, os pré-requisitos que julga necessário para a escolha certa dos paletes/estrados é sempre a conta de custo X beneficio. “Se analisar somente a parte financeira, haverá obstáculo mas, como os paletes rotomoldados têm grande durabilidade, vale a pena!” – defende Camacho. Questionado sobre as novidades da Stanplast, JLS afirmou: “somente a evolução de design e melhoria na resistência mecânica do palete nesses 26 anos fabricando, haja vista que somos os primeiros a fabricar e comercializar paletes no Brasil pelo processo de rotomoldagem.”

“Não se deve arrastar os paletes, e sim levantar e descer sem arrasto” – JLS Camacho – Stanplast 26


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Pós Eleições Especialistas falam de suas impressões sobre o agronegócio e o próximo governo Capa

Aécio Neves foi o mais votado nas cem maiores cidades do agronegócio Pela avaliação de especialistas ouvidos pelo Portal norte-americano Agriculture.com, a reeleição da presidenta Dilma Rousseff não deve prejudicar o agronegócio no Brasil, embora Aécio Neves - que disputou a presidência com ela - tenha vencido a eleição nas cem maiores cidades do agronegócio com 52,4% dos votos válidos, contra 47,5% da candidata eleita. Os maiores PIBs agropecuários somam R$ 26,4 bilhões e reúnem 22,250 milhões de eleitores, 15% do total. De acordo com os especialistas questionados, o impacto no

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setor deverá ser menor em comparação com outros setores da economia. "O Partido dos Trabalhadores não ajuda, mas também não atrapalha sobretaxando produtores", avaliou o proprietário da consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Pacheco, comparando o governo brasileiro com o argentino. O cientista político Paulo Moura acredita que não deve haver grandes mudanças em termos de perspectivas para os Estados Unidos. "Os EUA não são uma prioridade para este governo. A prioridade


diplomática são os países do Mercosul, alguns países africanos e eventualmente o Oriente Médio. Eu só vejo um cenário diferente se a economia americana tiver um forte crescimento e o Brasil o vir como caminho para sair da recessão, comercializando bens com os americanos", disse o professor. "O agronegócio tem sido a locomotiva da nossa economia. Não seria inteligente intervir mais nele." O maior desafio será incluir a produção de alimentos

como programa crucial do novo governo e, para isso, a presidente eleita contará com um valioso documento como ponto de partida. Elaborado por especialistas de diferentes áreas, sob coordenação do ex-ministro Roberto Rodrigues (FGV-SP), o estudo Agronegócio Brasileiro 2013-2022 apresenta c i n co p i l a re s : D e s e nvo l v i m e nto S u ste ntáve l , Competitividade, Orientação a Mercados, Segurança Jurídica e Governança Institucional.

Carta de Abilio Diniz à presidente “Dilma, parabéns. Você venceu depois de uma difícil e tensa campanha, na qual vimos um Brasil dividido. O gosto da vitória é maravilhoso para quem lutou tanto, mas traz responsabilidades ainda maiores. Responsabilidades que você já assumiu no pronunciamento deste domingo (26). A campanha não precisava ser uma guerra, e o importante agora é tranquilizar o país. Foi isso o que você fez em seu discurso ao defender a união, o diálogo e um governo para todos. Como você ressaltou, os grandes entendimentos costumam surgir nos momentos em que as sociedades se encontram divididas. Agora é preciso transformar discurso em ação. O Brasil saiu da eleição tenso, emocionalmente abalado e preocupado com o futuro. Saiu falsamente rachado entre esquerda e direita, ricos e pobres, com sérias dúvidas sobre o papel da iniciativa privada diante de um Estado cada vez mais forte e intervencionista. Dilma, sei que você não está contente com a radicalização. Como vencedora, é você quem tem a condição de promover a nova união dos brasileiros. Essa responsabilidade é sua, mas é também de nós, empresários, e de todos os cidadãos. No seu discurso do domingo, você deixou claro que vai se esforçar mais e ouvir mais. É o momento de acreditarmos na sua vontade de unir o país. As divergências só aumentam a necessidade de entendimento e de diálogo, com canais abertos e uma imprensa livre. Eu a conheço há muitos anos. Sei o quanto você quer o bem de todos os brasileiros. Assim como eu sei, você precisa deixar que todos saibam. Comece mostrando de fato que governará para todos. Para os pobres e mais necessitados, mas também para os trabalhadores, a classe média, os empresários e a livre iniciativa. Só com um programa de união reacenderemos o motor que move a economia e gera empregos e renda. As dificuldades são circunstanciais. Temos condições de superá-las. Todos que produzem para o mercado de consumo

sabem como é importante um Brasil que cresce distribuindo renda, dando emprego e chance a todos. Isso atrai investimentos, impulsiona a economia e, sobretudo, ajuda a população. Não temos tempo a perder. É preciso realizar as reformas necessárias, principalmente a política e a tributária, combater duramente a corrupção e dar um choque de gestão no Estado. É preciso profissionalizar a administração, colocar pessoas certas nos lugares certos e reorganizar os processos. É inadiável também restituir a confiança do empresariado para ele voltar a investir. O próximo ciclo de crescimento virá pelo aumento dos investimentos, essencial para promover a produtividade e a competitividade. Nosso imenso mercado consumidor, nossa grande capacidade de exportar commodities e o espírito trabalhador e empreendedor dos brasileiros são pilares para a retomada. Mas será preciso melhorar a infraestrutura, o ambiente de negócios, a previsibilidade das regras e a produtividade. Para crescer no mundo globalizado, temos que qualificar o trabalhador e elevar sua produção média. Educação de qualidade é a chave do sucesso. A campanha política acabou, hoje é a vida real. Passado não se esquece, mas manda a sabedoria que se olhe com determinação para o futuro, pois é nele que vamos viver e construir. A agressividade eleitoral foi rejeitada pelos brasileiros, que querem o país focado na solução dos problemas. É preciso focar no muito que nos une, e não no pouco que nos separa. O Brasil não será cortado ao meio pela disputa política. Há muito em comum para construir um caminho produtivo que melhore a vida de todos. Escrevo esta carta autorizado pelo amor que tenho pelo Brasil e pelo desejo de poder contribuir para o desenvolvimento deste país. Quero poder sempre contar aos mais jovens o meu orgulho de ser brasileiro. Que Deus ilumine o nosso caminho. Bom governo.”

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Katia Abreu reeleita presidente do CNA e nome mais cotado neste momento para o Mapa

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Chapa única liderada por ela recebeu o apoio de 21 dos 22 participantes da eleição realizada por voto secreto, com um voto em branco Após conseguir um novo mandato para o Senado Federal pelo PMDB de Tocantins, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, foi reeleita para a presidência da entidade no triênio 2014/2017. A chapa única liderada por ela recebeu o apoio de 21 dos 22 participantes da eleição realizada por voto secreto, com um voto em branco. Kátia Abreu emitiu o seguinte comunicado à imprensa sobre sua reeleição na CNA: "O resultado da eleição desta quarta-feira, 15 de outubro, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), expressa de maneira enfática o desejo de continuidade da gestão da atual diretoria. Junto com a presidente, foram eleitos nove

diretores vice-presidentes, além do Conselho Fiscal e suplências. O tempo está sempre criando novos desafios e a CNA mantém-se atenta à pauta específica de proteção dos interesses dos produtores rurais. Entre os temas prioritários para o setor nos próximos anos estão uma política agrícola de longo prazo, as questões trabalhistas, a logística com foco nas hidrovias e ferrovias, a abertura de novos mercados via acordos internacionais e um novo modelo de registro de agroquímicos que garanta segurança com menos burocracia". Senadora Kátia Abreu - Presidente Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Kátia Abreu pode ser ministra da Dilma Logo que as eleições se concretizaram começaram os rumores sobre a reforma ministerial Com a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o segundo mandato começa com as especulações em torno dos nomes que ocuparão os 39 ministérios. Um dos nomes cotados é o da senadora Kátia Abreu (PMDB), que pode assumir a pasta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Há algum tempo, a senadora era considerada opositora de Dilma e uma pedra no calcanhar da presidente porém, recentemente, ela se enveredou para o lado da petista, mas não é a primeira vez que o nome da senadora entra na lista de ministériáveis. Em 2012, em plena luta para destravar a Medida Provisória do Código Florestal, Kátia Abreu surgiu como nome provável na barganha para aprovar a lei no Congresso, mas a nomeação não aconteceu. Mesmo assim, a lealdade de Kátia Abreu à presidente se manteve. Esse ano, a senadora se engajou pessoalmente na 30

campanha de reeleição da Dilma e elas apareceram juntas na propaganda eleitoral da TV. O apoio político foi recíproco: Dilma também apoiou a senadora e chegou a gravar um vídeo pedindo votos para ela. Kátia Abreu conseguiu ser reeleita, com 41.64% dos votos válidos (282.052 votos). A aproximação de Kátia e Dilma aconteceu há pelo menos 4 anos, foi durante a divulgação do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, em junho de 2012, que as duas apareceram trocando elogios em público. Em um discurso de 16 minutos, a senadora elogiou a Presidente Dilma e a Ministra Izabella Teixeira por permitirem costurar uma lei, o Código Florestal, que tirou os produtores rurais da ilegalidade. Muita coisa pode acontecer, as coisas podem mudar, mas Kátia Abreu até o presente momento, é a número um na fila para assumir o Mapa.


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Mapa publica Projeções do Agronegócio para 2023/24 Para as carnes bovina, suína e de aves, o estudo estima que a produção deverá aumentar em 7,9 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 30,3% O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), publicou no dia 26 de outubro a 5ª edição do periódico “Projeções do Agronegócio – Brasil 2013/2014 a 2023/2024 – Projeções de Longo Prazo”. O objetivo é indicar possíveis direções do desenvolvimento e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências dos principais produtos agropecuários. Realizado por especialistas do Mapa e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o relatório contém as projeções de 26 produtos que mais têm potencial de crescimento da produção nos próximos

anos são: algodão pluma, carne de frango, celulose, leite, açúcar, soja grão, carne suína e trigo. Para as carnes bovina, suína e de aves, o estudo estima que a produção deverá aumentar, em 2023/2024, em 7,9 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 30,3% em relação à produção de carnes de 2013/2014. De acordo com a AGE, entre as três carnes, a produção de carne de frango deverá ter o maior crescimento, (35,7%). Em segundo lugar estará a carne suína, com um crescimento de 31,7% na produção e, por último a carne bovina, com estimativa de crescimento de 22,8% em 2023/2024.

Porto de Porto Velho terá novos terminais a partir de 2014 O projeto que prevê a ampliação da capacidade de escoamento de grãos e outros produtos será viabilizado com investimentos de aproximadamente R$ 80 milhões Um projeto da iniciativa privada com o apoio do governo do estado de Rondônia prevê a transferência dos terminais portuários da capital para uma região mais próxima de Itacoatiara (PA) e ampliar a capacidade de escoamento de grãos e outros produtos. Atualmente, o porto de Porto Velho é a principal via de escoamento de grãos de Rondônia e parte da produção de soja e milho do noroeste de Mato Grosso até Itacoatiara que segue para a exportação. Viabilizado com investimentos de aproximadamente R$ 80 milhões pelo grupo Amaggi e um investidor individual (50% de cada), o chamado Complexo Portuário Rio Madeira estará localizado em Portochuelo, região a 18 quilômetros ao norte do atual porto. A previsão para conclusão da obra é final de 2014. Metade da estrada que liga a região noroeste do Mato Grosso até o Complexo já está asfaltada. Com isso, os investidores pretendem amenizar os principais problemas do escoamento na região. O primeiro deles é o trânsito intenso de caminhões em Porto Velho, já que o porto, operado pela empresa Soph, está dentro da cidade e provoca transtornos à população, além de desafogar o tráfego na BR-163de veículos que 32

conduzem os grãos para o escoamento pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Além disso, somente o terminal do grupo Amaggi, operado pela empresa Hermasa, vai duplicar sua capacidade de 2,5 milhões de toneladas para 5 milhões. A nova localização do porto também vai permitir encurtar em 8 quilômetros o curso das cargas pelo rio Madeira, que dificulta a navegação dasbarcaças carregadas nos períodos de seca. Durante a cheia, as barcaças levam de 3 a 4 dias para descer o rio até Itacoatiara, mas na seca um pouco mais. O Complexo Rio Madeira será formado por uma área de 100 hectares para o terminal público de Rondônia (o atual tem 60 hectares), 258 hectares da zona de processamento de exportação, que já tem licenciamento do Ministério do Comércio Exterior, uma empresa do Equador e uma parte do investidor individual. A demanda do mercado internacional é outro fator que pressiona o estrangulamento do porto. Em 2012, das 5 milhões de toneladas de cargas exportadas pelo porto público de Porto Velho, 2 milhões foram de milho e soja transgênica provenientes de Mato Grosso e outras 500 mil toneladas de soja convencional produzida em Rondônia. A


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Hermasa, que já opera no limite da capacidade, escoou pelo terminal privado cerca de 2,6 milhões de toneladas de grãos. O terminal portuário público de Porto Velho também iniciou um projeto para realizar a exportação de carnes. O porto terá capacidade de escoar 500 contêineres por mês e vai encurtar um terço do caminho deixando de sair pelos portos do Sul. Devido aos altos custos de frete para

Santos e Paranaguá, além das dificuldades com o transporte de cargas com a nova legislação dos caminhoneiros, a JBS já se comprometeu com o porto para escoar toda a produção das suas 10 plantas frigoríficas de Rondônia por lá. A ideia seria iniciar com 300 contêineres de carne por mês para Europa, Ásia e América. *Fonte: Baseado em matéria publicada por Globo Rural e adaptada pela FrigoNews

Receita quer facilitar comércio exterior Medidas para o setor exportador tem como foco principal agilizar o fluxo dos grandes exportadores, simplificar e permitir o acesso de pequenas e médias empresas que não exportam A Receita Federal trabalha para implementar duas medidas que podem facilitar a vida das empresas que operam no comércio exterior. Até o final do ano, o órgão quer fechar o modelo brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA) e dar início ao processo de simplificação do Recof - Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado. As medidas fazem parte do pacote anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o setor exportador, cujo foco é propiciar uma agilização do fluxo dos grandes exportadores e simplificar para permitir o acesso de pequenas e médias empresas que não exportam de maneira rotineira. A Receita iniciará ainda em 2014 a modernização do Recof, um regime que permite a importação de insumos com suspensão tributária para a produção de bens a serem exportados. As empresas habilitadas também recebem outras facilidades como operar na chamada linha azul da Receita, que garante o despacho aduaneiro mais rápido das importações porque não há checagem da carga no local, porém, há exigências para participarem do regime como um valor mínimo de exportação por ano, o que promove que somente grandes exportadores conseguem se 34

habilitar. A Receita quer reduzir o compromisso de exportação e simplificar o controle. O processo de instalação do OEA (Operador Econômico Autorizado) também terá início este ano, mas a implementação completa só ocorrerá no final de 2016. OEA é um conceito mundial que permite identificar, baseado num conjunto de critérios, operadores considerados de baixo risco. A programação também inclui a revisão do processo de habilitação da linha azul para ampliar o número de empresas que usam esse canal e, num segundo momento, a linha azul será incorporada ao OEA. Eles têm direito a um tratamento aduaneiro ágil, reduzindo ao máximo a intervenção da aduana e também permite que o país assine convênios de reconhecimento mútuo com outras nações, garantindo que as exportações brasileiras recebam tratamento agilizado no país de destino. O primeiro passo, que será dado neste ano, é definir o modelo brasileiro de OEA para permitir as primeiras habilitações. Serão empresas que já participam de um projeto piloto com a aduana dos Estados Unidos, operadores certificados que devem atender requisitos de segurança, como a não manipulação da carga.


Programa de Sanidade Avícola completa 20 anos

Avicultura

País é o primeiro no mundo a adotar o modelo de compartimentação avícola O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) completa, em 2014, 20 anos. Para atualizar os técnicos responsáveis pelo PNSA, o Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Animal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DSA/SDA/Mapa) realizou, na última semana de outubro, a reunião técnica "Sanidade Avícola: Fortaleza Nacional". O evento também teve por objetivo promover a interação entre o Serviço Veterinário Oficial (SVO) e demais atores da cadeia produtiva avícola, além de padronizar e harmonizar procedimentos do Programa entre os técnicos do SVO. Durante a reunião, foi assinada a Instrução Normativa nº 21, que estabelece as normas técnicas de Certificação Sanitária da Compartimentação da Cadeia Produtiva Avícola das granjas de reprodução, de corte e incubatórios, de galinhas ou perus, para a infecção pelos vírus da Influenza Aviária (IA) e da Doença de Newscastle (DNC). Em 2008, o Brasil solicitou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) apoio para o desenvolvimento de um

modelo de compartimentação para a cadeia produtiva avícola brasileira, visando à prevenção na Influenza Aviária e da Doença de Newcastle. Desde então, a equipe do DSA vem desenvolvendo o projeto em parceria com a Associação Produtiva de Proteína Animal (ABPA), iniciativa privada e agências estaduais de defesa sanitária. Com isso, foi definido um protocolo de medidas de biosseguridade a partir de fatores que estão relacionados ao risco de introdução e disseminação dos vírus de IA e da DNC no plantel avícola nacional, contidos na instrução normativa. A compartimentação é uma forma de certificar uma subpopulação animal com status sanitário diferenciado para uma ou mais doenças específicas, baseado em procedimentos de biosseguridade e não em zonas ou regiões territoriais. Este sistema de produção oferece garantias adicionais aos outros processos de certificação que já existem, como a regionalização, favorecendo a oferta de produtos avícolas e o comércio seguro entre os países, mesmo havendo eventuais surtos dessas doenças.

Programa de Sanidade Avícola De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, o PNSA vem evoluindo de forma crescente, buscando acompanhar a expansão da cadeia produtiva avícola e os avanços tecnológicos. "Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor e o maior exportador mundial de carne de frango, alcançando mais de 150 mercados consumidores", disse. O Programa foi criado em 1994, quando foram instituídas diversas normas e ações que contribuíram para regulamentar a produção avícola e salvaguardar o plantel avícola nacional. Os principais objetivos são prevenir, controlar ou erradicar as principais doenças de interesse em avicultura e saúde pública; definir medidas para a

certificação sanitária e fornecer produtos avícolas seguros para o mercado interno e externo.

Compartimentação avícola ganha norma no Brasil Modelo estabelece um rastreamento sanitário pleno da produção, permitindo gestões mais rápidas e efetivas em caso de crises sanitárias O Brasil é o primeiro país do mundo a criar uma legislação para a compartimentação da produção da avicultura. A Instrução Normativa, assinada em 21 de outubro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com a participação da Associação 36

Brasileira de Proteína Animal (ABPA), oficializa o modelo produtivo na avicultura nacional, estabelecendo diretrizes que devem ser seguidas para que a empresa ganhe o direito de ser considerada "compartimentada". A compartimentação traz uma nova perspectiva


produtiva. "Mais que um modelo, a produção compartimentada é 'grife' para as empresas que a adotarem, exatamente por representar um salto no status sanitário daquele núcleo produtivo. O Brasil é o único país hoje, no mundo, que tem este diferencial", destaca o presidenteexecutivo da ABPA, Francisco Turra.

Novo aplicativo ajuda brasileiros a encontrarem carne de frango com bem-estar animal certificado A organização norte-americana Humane Farm Animal Care (HFAC, ou em livre tradução Tratamento Humanitário dos Animais de Fazenda) tornou seu aplicativo de smartfone, disponível no Brasil e no Peru, para ajudar o consumidor a identificar os pontos de venda mais próximos onde possa adquirir alimentos com origem certificada pela HFAC. «O aumento da presença de produtos com selo 'Certified Humane' em supermercados nos EUA, Canadá, Brasil e Peru levou à atualização do aplicativo móvel gratuito da HFAC", informou a organização, por meio de comunicado. "O 'aplicativo', que foi lançado em 2012, agora inclui opções de idioma em português, espanhol e francês para os clientes em mais países da América do Sul e

América do Norte." A diretora executiva da HFAC, Adele Douglass, afirma que nos EUA, em um ano, o número de supermercados com produtos com selo Certified Humane dobrou devido ao aplicativo, enquanto o diretor de Operações para a América do Sul, Luiz Mazzon, notou que "o programa Certified Humane Brasil tem gerado muito interesse, igualmente, de consumidores e produtores. Os consumidores podem comprar frango e ovos nas lojas de todo o Brasil. No Peru, estamos muito satisfeitos em dizer que os consumidores podem adquirir ovos com selo Certified Humane". O aplicativo usa o GPS para identificar supermercados que oferecem produtos com o selo "Certified Humane" e os

Avicultura

sobre a gestão sanitária da produção. Dividindo cada núcleo de produção em compartimentos, o modelo estabelece um rastreamento sanitário pleno da produção, permitindo gestões mais rápidas e efetivas em caso de crises sanitárias. Com isto, reduzem-se os impactos econômicos gerados e se proporciona ainda mais segurança sanitária e credibilidade à cadeia


Avicultura

exibe em um mapa interativo. Para baixá-lo, vá até a App Store para iPhone ou do Google Play para Android e busque "Certified Humane". O programa Certified Humane é endossado por mais de

66 organizações humanitárias nos EUA e Canadá. Consumidores e produtores de carnes podem obter mais informações aqui sobre o selo no link: http://certifiedhumane.org/

Seis dicas para a boa relação entre avicultor e granjeiro Recomendações podem refletir na rentabilidade do negócio Para o consultor em Avicultura, Valmor Ceratto, mais do que o contrato de trabalho, o dono da granja deve estabelecer com seus granjeiros uma espécie de "contrato moral". Foi o que ele afirmou durante o Workshop de Avicultura Paranaense, em Foz do Iguaçu. Significa não só garantir as boas condições de trabalho, mas também que o funcionário se mantenha motivado. Ele relacionou seis recomendações que considera simples e que podem refletir na rentabilidade do negócio. 1) Fazer a escolha certa: para Valmor Ceratto, o bom profissional é aquele com "aptidão" comprometido com o bem estar dos animais alojados. "Criação de animais vai além das oito horas. Claro que ele não vai trabalhar as 24 horas por dia, mas deve ter uma atenção especial". Outro ponto é o avicultor priorizar a contratação de pessoas tipicamente do campo. "É mais fácil preparar tecnicamente quem já tem mais hábito com a lida do campo, normalmente em um faixa etária de 25 a 50 anos." 2) Conforto: é importante, de acordo com o consultor, que as acomodações para o granjeiro sejam confortáveis para ele e sua família. "Se o tratador receber uma visita na propriedade, ele não deve ter vergonha de convidar para entrar na casa dele. Mexe com a motivação e reflete na produtividade dele."

3) Rentabilidade: o granjeiro também deve ser estimulado "para que cresça junto com o avicultor e a agroindústria", diz Ceratto. Uma iniciativa pode ser a bonificação por metas na produção. "Que ela ganhe dinheiro também porque fica entusiasmada e permanece na propriedade. Um dos problemas da avicultura hoje é a rotatividade de granjeiros." 4) Otimização: fazer com que o granjeiro consiga cuidar de mais aves de um modo mais dinâmico. Significa, principalmente, planejar a granja de forma organizada. "Onde ele tenha as ferramentas no lugar certo, onde haja entradas e saídas de veículos próximas, para que não precise se deslocar muito do local de trabalho." 5) Promoção do bem-estar: dar condições ao granjeiro de promover o seu bem-estar com a família na sua moradia. "Ter uma hortinha, coisas que podem ser produzidas no sítio. Isso traz valor." 6) Clareza: o contrato de trabalho tem que ser claro, com total ciência de direitos e deveres de avicultor, granjeiro e agroindústria. "É a grande oportunidade de crescimento na avicultura brasileira. Tem um custo? Com certeza, mas a rentabilidade é maior", avalia o consultor. Fonte: Globo Rural

Estudo demonstra que galinhas de postura têm gosto musical Aves foram expostas a diversos estilos musicais, demonstrando preferência pelos galpões onde tocavam músicas clássicas Um estudo conduzido pela Universidade de Bristol, na Inglaterra revelou que todo tipo de música influencia as galinhas de postura. A pesquisa encomendada por uma empresa especializada no bem-estar aves, consistiu em colocar diferentes músicas nos diversos galpões onde as galinhas entravam para botar ovos e comparar os números obtidos e o resultado foi que as galinhas foram ao galpão com uma frequência 159% maior nas semanas musicais. As galinhas foram expostas a diversos estilos musicais,sendo monitoradas em cada situação e demonstrando preferência pelos galpões onde tocavam músicas clássicas de Beethoven, Bach e Mozart e deixaram 38

de lado aqueles transmitindo sons da Lady Gaga e do grupo One Direction, por exemplo. “O estudo mostrou que esses animais têm a habilidade não só de ouvir, mas de preferir determinados gêneros. O que ficou comprovado quando as galinhas trocavam de galpões, mas continuavam a ouvir música clássica em outras caixas", afirmou o Mark Clements, em sua coluna London Calling publicada no site Watt. A empresa que encomendou o estudo, lançou um álbum para “aumentar a felicidade, relaxamento e produtividade das galinhas”, que pode ser baixado no link https://soundcloud.com/happyeggs.


BRF é a maior empresa do Agronegócio

Agroindústria

Maior empresa do agronegócio brasileiro acentua estratégia de se aproximar do consumidor final e quer fortalecer marcas no mercado externo

Ao completar 80 anos, a BRF consolida sua liderança no setor de proteínas animais no Brasil e no mundo. Os números são expressivos. No ano passado, o Grupo BRF fechou o exercício com receita líquida de R$ 30,5 bilhões, valor 7% superior ao registrado em 2012. O lucro bruto cresceu 17,3%, para R$ 7,3 bilhões, enquanto o resultado líquido aumentou 38%, para R$ 1,1 bilhão. O diretor global de assuntos corporativos da companhia, Marcos Jank, comemora a premiação de maior empresa do agronegócio brasileiro, concedida pela revista Globo Rural, lembrando que a empresa atualmente é a sétima maior do mundo em valor de mercado e a maior do setor em produção. Ele relata que a estratégia da BRF é continuar crescendo principalmente fora do Brasil. O objetivo é chegar mais próximo do consumidor final, oferecendo produtos de maior valor agregado. "Nossa saída externa é levar carne brasileira para ser processada fora, como é o caso do recente investimento em Abu Dhabi, no Oriente Médio, cuja fábrica será inaugurada agora em novembro. Vamos realizar outros iguais. Para nós, é uma satisfação saber que somos a multinacional brasileira que mais tem perspectivas em proteína animal", argumenta. Jank afirmou que as prioridades da BRF são as economias emergentes, com destaque para as nações da Ásia e do Oriente Médio, além da Rússia. Nesses lugares, o aumento da renda per capita e o acelerado processo de urbanização estão levando ao aumento importante do consumo de proteínas. Ele observa que esses países têm enorme mercado e potencial para aprimoramento do sistema de distribuição, mas a produção primária está comprometida pela escassez de terras aráveis e de água, além de limitações climáticas. "Isso abre uma grande oportunidade para o Brasil, que é deixar de ser produtor de ração, como acontece hoje com a soja e o milho, para se tornar exportador de proteína animal. Quando a gente faz essa migração, sai de produtos que valem US$ 500 por tonelada para produtos que valem 42

de US$ 2 mil a US$ 5 mil por tonelada", afirma Jank. "São produtos que valem de quatro a dez vezes mais a tonelada." O principal desafio da BRF para os próximos anos, segundo o diretor, é chegar cada vez mais perto do consumidor e entender melhor a dinâmica dos mercados nos quais atua, para agregar valor aos produtos. Ele explica que essa prioridade leva a empresa a repensar estratégias, como é o caso dos investimentos em carne bovina, cujas unidades de abate foram repassadas para o frigorífico Minerva. "Vamos nos concentrar em proteínas de suínos e aves, mas vamos incrementar os produtos de maior valor adicionado, que nos levem mais próximo do consumidor no mercado internacional", diz Jank. Ele afirma que no mercado interno a empresa já está muito perto do consumidor, pois as marcas Sadia e Perdigão ocupam o primeiro e o segundo lugares em alimentos. A expectativa é replicar a experiência no exterior. A comemoração dos 80 anos da BRF teve como referência a instalação da primeira fábrica da companhia destinada à produção de proteína animal, em 1934 na cidade de Videira (SC). A unidade deu origem à Perdigão. A BRF surgiu em 2009, quando ocorreu a fusão com a Sadia, criada em 1944. A empresa atua nos segmentos de carnes, alimentos processados, lácteos, margarinas, massas, pizzas e vegetais congelados. Além das marcas Perdigão e Sadia, também é dona das linhas de produtos Qualy, Batavo e Elegê. A margarina Qualy é líder de seu segmento. Atualmente, a BRF opera 47 unidades em território brasileiro e outras dez no mercado externo. A empresa está entre as maiores empregadoras brasileiras, com mais de 100 mil funcionários. Os produtos fabricados pela empresa são exportados para 110 países. Os principais mercados são Oriente Médio, Extremo Oriente, Europa e Américas. *Fonte: publicada na revista Globo Rural e adaptada pela Frigonews


Grupo GTFoods lança linha IQF Agroindústria

Novidade traz praticidade aos consumidores. Empresa também renova rótulos da Mister Frango e Canção Alimentos Com o objetivo de apresentar inovações para o mercado, o Grupo GTFoods lança a linha IQF (Individual Quick Frozen), que apresenta cortes congelados individualmente, como o filé sassami e a coxinha da asa. A proposta é facilitar o dia a dia dos consumidores, que com essa versão tem a opção de descongelar uma quantia mínima na hora do preparo. “Estamos atentos às necessidades dos consumidores e o lançamento da linha IQF é uma das estratégias do GTFoods para ampliar a presença da marca no mercado” afirma o gerente nacional de Vendas do grupo, Merlin Machado. Além dos novos produtos, a empresa também divulga algumas mudanças. Na linha Mister Frango, as embalagens foram inteiramente

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reformuladas em conjunto com a repaginada da logomarca. Já na linha Hot Dog da Canção Alimentos, os rótulos ganharam um visual mais moderno. De acordo com Machado, os lançamentos oportunizam a maior participação e disseminação da marca nas gôndolas de supermercado, mercados atacadistas, entre outros. Com isso, a empresa espera conseguir atingir uma grande parcela das classes A, B e C.


JBS Foods retira pedido de registro de companhia aberta JBS Foods reinicia processo de IPO

A JBS Foods - subsidiária da JBS SA focada em carne suína, de frango e alimentos processados no Brasil- retirou o pedido de registro de companhia aberta feito à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no dia 20 de outubro, aparecendo na lista de requerimentos indeferidos pelo regulador do mercado. De olho numa oferta inicial de ações, o pedido da JBS Foods e, apesar de não haver impedimento para que o processo seja retomado, o movimento sinaliza que a empresa pode deixar para lançar ações no mercado apenas em 2015. No dia 21 de outubro, a JBS Foods reabriu o processo de sua oferta pública inicial (IPO), um dia após ter retirado seu pedido de registrar-se como uma empresa pública na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É a terceira vez que a subsidiária reiniciou sua busca de uma oferta de ações. A empresa não forneceu detalhes sobre as datas para o processo de IPO em sua última declaração pública, mas continua sendo possível que a JBS Foods faça sua estreia no mercado de ações da BM&F Bovespa antes de o ano terminar. Se os mercados reagirem favoravelmente à presidente eleita do Brasil, empresas como a JBS Foods, com um IPO em espera, podem exercer a oferta nos dois últimos meses do ano. Para lançar um IPO neste ano ou no início de 2015, a JBS terá de voltar a apresentar seus documentos sobre a JBS Foods com a informação financeira atualizada a partir do terceiro trimestre, que não estava na sua documentação anterior. O registro de companhia aberta para a JBS Foods estava em análise pela CVM em setembro, com a expectativa do mercado de que a empresa iria atrair entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,5 bilhões com a IPO. 46


Solução WEG reduz gastos em fábrica da JBS Couros Fique Sabendo

Modernização do sistema motriz gerou economia de 34% no consumo de energia elétrica no acionamento de fulões de curtimento de couros As exportações de proteína animal brasileira totalizaram quase US$ 10 bilhões em 2013. O número representa 4,1% das exportações totais do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). E o mercado segue com projeções positivas para 2014, já que no primeiro semestre as vendas cresceram 10% quando comparado ao mesmo período do ano passado. A JBS, referência mundial no processamento de proteína animal, buscou uma solução WEG para reduzir o gasto com energia elétrica e potencializar os resultados, por meio do aperfeiçoamento de processos, na unidade de couros de Cacoal/RO. Medições realizadas na empresa mostraram que os motores responsáveis pelo acionamento dos fulões de curtimento de couro consumiam muito mais energia do que o necessário para a aplicação. A solução encontrada através da troca de informações entre as áreas técnicas da WEG e da JBS foi a substituição

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dos motores antigos, por motores WEG de alta eficiência da linha W22 Premium acionados por inversores de frequência CFW11. O conjunto é responsável pelo acionamento dos equipamentos e permite o controle do processo. De acordo com dados do departamento de Engenharia e Manutenção da JBS Couros, com a substituição dos motores, aliado a repotencialização e o controle de

velocidade por meio dos inversores de frequência, houve uma diminuição de 34% de energia quando comparado aos equipamentos antigos. Além disso, o consumo de energia total caiu em média 13%. Com a solução fornecida pela WEG, a JBS terá o retorno do investimento em aproximadamente 14 meses e o conceito do projeto será expandido para as demais unidades JBS Couros.

SmartSet S106 Web Controlador de temperatura para câmaras frigoríficas Levando cada vez mais tecnologia e praticidade ao mercado, a Ageon lançou o SmartSet S106 Web, um controlador de temperatura destinado exclusivamente a câmaras frigoríficas de resfriados ou congelados que pode ser monitorado através da internet. Quando conectado ao sistema de monitoramento ArcSys, o SmartSet S106 Web pode ser acessado de qualquer lugar, a partir de qualquer dispositivo (computador, tablet ou smartphone) conectado à internet. Assim, permite a visualização e configuração de parâmetros e geração de relatórios em forma de gráficos ou tabelas. Ainda é capaz de enviar e-mails de alarme caso a temperatura saia da faixa programada, evitando assim, a perda de mercadoria. O SmartSet S106 Web possui entrada digital e relógio em tempo real para realização de degelos em horários programados. Com design diferenciado e painel frontal

com teclas de controle, possui display de 30 mm para melhor visualização à distância. Seu amplo espaço interno permite a instalação de componentes auxiliares como disjuntores e contatoras para configurá-lo como um quadro de comando completo. Mantém o último estado em caso de queda de energia e ainda permite a escolha da função dos relés, para maior controle das câmaras frigoríficas.

Mercado brasileiro representado na Pack Expo 2014 em Chicago Sunnyvale esteve presente na Pack Expo 2014, que aconteceu entre 2 e 5 de novembro, em Chicago

A Sunnyvale esteve na Pack Expo 2014, em Chicago, de 2 a 5 de novembro, com profissionais disponíveis nos estandes das empresas que representa no Brasil. As fabricantes representadas pela Sunnyvale no Brasil que marcaram presença no evento foram o Domino Printing, Foxjet, Anritsu, S+S, Witt Gas, Fuji e GreenLight. A presença dos executivos da Sunnyvale fortaleceu as relações das fabricantes internacionais com o mercado brasileiro e trouxe 48

possibilidade de novos negócios no país. “É o maior evento mundial para as empresas que representamos e os mercados em que atuamos. Estar lá foi importante para a Sunnyvale identificar investidores que buscam novos mercados e para quem já tem plantas no Brasil, além de poder estar frente a frente com as inovações e poder trazer isto para nossos clientes locais”, explica o diretor da Sunnyvale, Kleber Miranda.


embalagem, como Domino, Saccardo, Foxjet, Sic, Fuji, S+S e Anritsu, entre outras. No portfólio estão mais de 90 equipamentos para atender a todas as necessidades dos segmentos que atua, o que coloca a Sunnyvale como uma das líderes em seu segmento.

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A Sunnyvale atua há 36 anos na comercialização e fabricação de equipamentos para codificação industrial, inspeção de produtos acabados, equipamentos para embalagens e robôs de paletização. A empresa representa cerca de 20 marcas de ponta em tecnologia para área de

Soluções da Danfoss asseguram armazenamento de alimentos para 30 mil refeições diárias em Belo Monte

Câmaras frigoríficas são dotadas de unidades condensadoras semi-herméticas, unidades condensadoras herméticas, válvulas de expansão e válvulas solenoides da Danfoss A Danfoss forneceu um conjunto de soluções para as câmaras frigoríficas instaladas na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que produzirá 30 mil refeições por dia. Entre os componentes estão unidades condensadoras semi-herméticas, unidades condensadoras herméticas, válvulas de expansão e válvulas solenoides. A instaladora Cold Line Brasil, de Campo Grande e especializada na fabricação de câmaras frigoríficas, adotou os componentes da Danfoss para assegurar um sistema de armazenamento confiável e eficiente para estocar alimentos que serão utilizados na produção de refeições destinadas aos milhares de funcionários. “Optamos pela Danfoss nessa obra em função da nossa parceria e do desenvolvimento técnico dos equipamentos para operarem neste projeto em especifico”, comenta Stefano Facchin, Diretor Comercial da ColdLine. Gilberto Chiuzi, Diretor de Vendas para Rede de Distribuição da Danfoss, explica que a localização da obra pede produtos com confiabilidade, durabilidade, capacidade frigorífica e garantia na reposição de peças. “Fornecemos a gama completa de produtos para

refrigeração. A nossa experiência no segmento aliada a forte logística de nossos processos fez a diferença para esse projeto.” As câmaras frigoríficas do Núcleo RH, em Altamira, foram projetadas para armazenagem de 70 toneladas. Na cozinha do Sítio Belo Monte, principal canteiro da Usina, há outras câmaras projetadas para armazenagem de 580 toneladas entre armazenamento mensal, quinzenal, semanal e diário, para atender os 15 mil funcionários. Na cozinha do Sítio Pimental as câmaras frigoríficas têm 90 toneladas de capacidade entre congelados, resfriados e antecâmara. Por fim, as câmaras frigoríficas para o supermercado na Vila Residencial Belo Monte, que foram projetadas para armazenamento de frutas, laticínios, carnes, congelados e área de manipulação, têm capacidade total de armazenamento de 90 toneladas. A Usina Hidrelétrica de Belo Monte foi planejada para gerar 11.233 megawatts, ou seja, o correspondente a 40% do consumo nacional. Dezessete estados brasileiros utilizarão a energia produzida pela Usina a partir de 2015. 49


Mercedes AMG Petronas ganha o Campeonato de Construtores 2014 da FIA Formula 1 Fique Sabendo

A parceria de sucesso entre a ebm-papst e a equipe iniciou na temporada de 2014 A equipe Mercedes AMG Petronas ganhou o Campeonato Mundial de Construtores 2014 da FIA Fórmula 1. Parceira da equipe, a ebm-papst, especialista em motores e ventiladores, já deu sua contribuição para a Mercedes AMG Petronas vencer o campeonato em seu primeiro ano colaborativo. Ao assinar com a equipe, a ebm-papst tornou-se o primeiro grande parceiro a entrar na Fórmula 1 devido às novas diretrizes de eficiência introduzidas a partir 2014 no campeonato. O chefe da Mercedes-Benz Motorsport, Toto Wolff, comentou: "A Fórmula 1 é o pináculo da inovação automotiva. Como tal, tem o dever de ultrapassar os limites da tecnologia. As novas regras não só incentivam esta inovação, mas também tornam o esporte mais relevante para a direção em que a indústria do automobilismo está se dirigindo. Nossa parceria com a ebm-papst oferece não apenas a equipe com as melhores soluções disponíveis para operar nossos carros de corrida, mas também demonstra a importância de tecnologias novas e inovadoras dentro do esporte". A equipe de Nico Rosberg e Lewis Hamilton implementou perfeitamente o tema do novo regulamento da Fórmula 1 "eficiência é igual a desempenho", como o sucesso da equipe mostra claramente. As recentes vitórias dos dois pilotos no circuito da Rússia contribuíram para Mercedes AMG Petronas vencer o Campeonato. "Estamos muito satisfeitos que a Mercedes AMG Petronas ganhou o Campeonato Mundial de Construtores 2014 da FIA Fórmula 1 e que, como um Parceiro Oficial, podemos comemorar este sucesso com a equipe. A mudança para uma Fórmula 1 mais eficiente se encaixa perfeitamente com a nossa f i l o s o f i a G r e e n Te c h : eficiência através da tecnologia no estado da arte", explica Rainer Hundsdörfer, CEO da ebmpapst. "Afinal, os motores da Fórmula 1 agora alcançam os mesmos tempos de volta usando 30% menos energia". Vencedor d o P r ê m i o d e 50

Sustentabilidade Alemão em 2013 (GSA) na categoria "empresas mais sustentáveis da Alemanha", um dos prêmios mais prestigiosos de seu tipo na Europa – a ebmpapst foi reconhecida por seu excelente desempenho em sustentabilidade. A ebm-papst desenvolveu soluções off board para os carros híbridos Mercedes AMG Petronas F1 W05 que constantemente refrigeram os componentes sensíveis a temperatura para que voltem às condições ideais de operação entre as paradas - uma tarefa importante quando se trata de temperaturas externas de até a 40°C em corridas como Cingapura e Abu Dhabi. Além disso, a Mercedes AMG Petronas e a ebm-papst trabalham juntas para melhorar o ambiente de trabalho nos boxes em locais de Grande Prêmio, através de um inovador extrator de calor e soluções de refrigeração feitos sob medida. A equipe de Fórmula 1 e a líder em motores e ventiladores também trabalham juntas, a fim de melhorar a eficiência energética das instalações operacionais da equipe em Brackley (Inglaterra), além da realização de grupos de trabalho técnicos para compartilhar conhecimentos e melhores práticas sobre aerodinâmica. «Em termos de desenvolvimento de velocidade, ainda temos muito a aprender com o trabalho na Fórmula 1", destaca Rainer Hundsdörfer. "E, finalmente, os nossos clientes irão se beneficiar desta experiência."


Bombadur lança a nova ZMB ECO

A Bombadur lançou a ZMB ECO, uma bomba para recirculado de amônia a prova de vazamentos. Zero por cento de emanações de gases ao meio ambiente é a proposta da nova bomba, evitando assim, cheiro de amônia no ambiente laboral e no ecossistema.

Criadora do modelo ZM, utilizado em todos os frigoríficos do Brasil, a Bombadur possui experiência de 40 anos no mercado de gases industriais, o que a torna uma das empresas mais antigas do setor ainda em funcionamento. A tecnologia utilizada pela Bombadur para executar a difícil tarefa de evitar vazamentos consiste numa armadilha de captura de gases no cabeçal da bomba e o uso de um sistema de selo mecânico totalmente inovador que garante durabilidade 4 vezes maior do que o selo do modelo standard utilizado hoje em todos os frigoríficos. Se mesmo assim houver algum escape de gás, um sistema de devolução eletrônico, coleta o gás e o incorpora novamente ao recirculado. A maior vantagem da ZMB ECO é que por ser fabricada no Brasil, seu custo é 3 vezes menor do que as concorrentes importadas do Japão por exemplo, e a sua durabilidade superior em todos os aspectos, inclusive com peças de reposição ao alcance do usuário em horário comercial ou fora do horário pelo site do fabricante. Com este produto, a Bombadur se encaixa na faixa de empresas com preocupação ambiental e efetivamente contribui para o controle de emissão de gases ao meio ambiente.

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Nova tecnologia proporciona o fim dos vazamentos de NH³


ÍNDICE Novembro 2014

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Revista FrigoNews Edição n.69  

Os veículos de comunicação especulam sobre os possíveis candidatos para assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)...

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