Page 1

Edição 150 | Junho | 2021

Sua revista impressa e 100% digital

Brasil no mercado Halal de janeiro à maio foi exportado quase 800 mil t de frango Frigorífico Minerva marca presença nos EUA com a habilitação para exportar preparados

ESTEIRAS TRANSPORTADORAS POR DENTRO DO MERCADO FRIGORÍFICO

Segundo informações da FAO Importações globais de alimentos deverão bater recorde em 2021 1


2


Editorial Brasil: Melhora da vacinação e das projeções de crescimento são contínuas Ilce Maria Silveira Diretora

Administrativo e Financeiro financeiro@revistafrigonews.com.br Jornalistas Sheila Prates jornalista@revistafrigonews.com.br Direção de arte Alice C. Sampaio Assinatura assinatura@revistafrigonews.com.br Antônio Silva antonio@revistafrigonews.com.br Carla Carmello carla@revistafrigonews.com.br Luciano Graciano luciano@revistafrigonews.com.br Projeto Gráfico Figa | Design & Estratégia www.figadsgn.com

Redação e Publicidade (19) 4101-9494 Whatsapp (19) 99147-1173

Nesse 1º semestre foi destaque o desempenho das commodities exportadas e a expansão das empresas que são líderes setoriais, até mesmo em setores bastante afetados pela pandemia. Grande parte são empresas que têm robustez construída em décadas, e estão aproveitando a sua capacidade para acessar recursos no mercado financeiro, e investindo em aquisições, fusões e na digitalização das operações. De forma macro, isso se reflete em recordes consecutivos na arrecadação federal (R$ 142 bilhões em maio, +69,9% perante 2020), na balança comercial (US$ 10,4 bilhões em junho, +59,5% frente 2020) e no aumento da contratação em empregos formais (saldo de +280,7 mil em maio, segundo Caged/IBGE). Paralelo, o Ministério da Saúde indicou que até julho serão aplicadas 110 milhões de doses de vacina contra Covid-19 no país, sendo prevista a entrega de 464,6 milhões de doses entre julho e dezembro. Essa composição de fatores manteve em junho a redução do risco-país do Brasil e um fluxo no câmbio bem positivo, e principalmente, impulsiona revisões nas projeções de alta do PIB para acima de 5,25% em 2021.

3


4


5


NOSSOS DESTAQUES 26

Esteiras Transportadoras Por dentro do mercado para frigoríficos foto crédito Ibraflex

12

Mercado halal Os embarques para a Arábia Saudita, apesar dos embargos a algumas empresas do País, cresceram 57% em maio na comparação anual

14

Minerva habilitação para exportar preparados nos EUA

20 Segundo estimativa da FAO, importações globais de alimentos deverão bater recorde em 2021

6


7


INFORME PUBLICITÁRIO

FRIGOSTRELLA DO BRASIL

Nova sede marca nova etapa de crescimento da empresa

A Frigostrella, empresa fabricante de soluções para refrigeração em segmentos diversos, com ênfase no setor alimentício, completou este ano 43 anos de atuação. Como parte das comemorações, a empresa ganhou nova sede: “Estamos dando um novo passo em nossa história com uma planta de quase 7 mil m², que é três vezes maior do que a área onde estávamos”, comemora a CEO da Frigostrella, Patrícia Santos. “Devido ao nosso crescimento de mais de 150% nos 10 últimos anos, nossa fábrica em Cotia (SP) ficou pequena e defasada perante a demanda do mercado. Dessa forma, com novos objetivos como a expansão do campo fabril, do corpo administrativo, a modernização de maquinários tanto administrativo quanto na linha de produção, lançamentos de novos produtos e mais conforto para os nossos colaboradores, a mudança para um novo endereço foi inevitável”, acrescenta o Diretor de Desenvolvimento, Wellington Santos. Atuando desde maio último em Vargem Grande Paulista, a CEO conta que para atender com mais 8

modernidade tanto a parte de tecnologia, quanto a de infraestrutura, foram investidos cerca de 4,5 milhões de reais na nova instalação. “Contratamos uma empresa especializada para desenhar nossa linha de produção, a fim de aumentarmos a produtividade e diminuir eventuais perdas”, compartilha. Isso porque a empresa que está consolidada no mercado nacional e na América Latina, quer dar novos passos: “uma de nossas metas é a atuação em novos mercados, como o europeu”, conta Patrícia, que acrescenta que a empresa já atende a Alemanha, mas “queremos marcar presença mais fortemente no Velho Continente”, afirma. No quesito exportação a empresa já atende diversos países em quatro continentes - África, Américas, Ásia e Europa, como Angola, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Paraguai, Peru, Singapura, Uruguai e Venezuela. Mais Novidades - Além da nova sede, a empresa que tem em seu portfolio, bombas de amônia, máquinas de gelo em escamas e congeladores a placa


SERRA ELÉTRICA

de Fita para Dividir Carcaças de Bovinos Modelo ECF • Comando bimanual controlado por placa eletrônica NR 12, na qual requer que ambos os gatilhos sejam acionados simultaneamente.

Dados Técnicos Motor elétrico trifásico 220 / 380V - 60Hz Potência 3 HP - 2.237W Peso: 88,9 Kg

EMPRESA EM PROCESSO DE

CERTIFICAÇÃO

ISO 9001

(19) 3201-2766 www.BRASILFRIGO.com.br Av. Eng. Antônio Francisco de Paula Souza | 2302 | Vila Georgina | CEP. 13.043-670 | Campinas SP | Brasil 9


INFORME PUBLICITÁRIO de contato, prepara para este ano ainda o lançamento de três equipamentos, que devem impactar o mercado da Refrigeração, mas “por enquanto é sigilo”, expõe a CEO. Novidades também no parque industrial da Frigostrella, “num primeiro momento manteremos os equipamentos que possuíamos no local anterior, mas ainda em 2021 estudaremos a compra de alguns equipamentos como tornos, centros de usinagens, máquinas de solda, calandra, entre outras novidades”, adianta Patrícia. Já a gerente de Vendas, Márcia Lisboa complementa que a modernização nas linhas de produção, incluindo o investimento em automação permitirá acelerar a produção. “Apesar de estarmos vivendo um momento de crise econômica por conta da pandemia, nosso mercado, que está enquadrado nas atividades essenciais -, não parou. Assim, a mudança de estrutura nos permitirá ter mais agilidade e nos proporcionará evolução na modernização de nossos processos de forma a atender nossos clientes com a excelência que sempre tivemos”, enfatiza. Trajetória Ascendente – A linha do tempo da Frigostrella inicia-se em 1978, no bairro da Vila Santa Catarina, cidade de São Paulo, “Começamos num espaço de 500 m² com 18 funcionários”, relembra a Patrícia Santos. A empresa manteve-se naquele endereço até 1998, quando, devido ao seu crescimento, transferiu-se para Cotia, num espaço com 2 mil metros quadrados. “De 1998 até hoje muitas coisas mudaram, muitos objetivos foram traçados e alcançados e está na hora de alçar voos mais altos”, projeta Wellington, que traça um balanço da trajetória Frigostrella: “cada local foi importante para o amadurecimento da empresa, hoje participamos de grandes eventos dentro e fora do país, possuímos diversos representantes pelo mundo e já exportamos para 13 países. Com a nova fábrica certamente expandiremos nossos horizontes. Nossos desafios serão maiores, mas nossas conquistas também”, enfatiza. Atualmente, a Frigostrella possui um importante portfólio que atende a Refrigeração Comercial e Industrial. Com três certificações ISO - 9001, Qualidade; 14001, Gestão do Ambiente; e 45001, Saúde e Segurança Ocupacional; e um quadro com 70 colaboradores, as metas de crescer 40% até 2025, objetivando o crescimento de atuação em novos mercados compõem os desafios de se manter como a principal empresa de refrigeração customizada no Brasil e América do Sul, “buscando a consolidação ao redor do mundo”, finaliza a CEO, Patrícia Santos. 10

Patricia Santos | CEO

Marcia Lisboa | Gerente de vendas

Wellington Santos | Diretor de Desenvolvimento


11


MERCADO INTERNACIONAL

BRASIL EXPORTOU QUASE 800 MIL T DE FRANGO HALAL DE JANEIRO A MAIO

Os embarques para a Arábia Saudita, apesar dos embargos a algumas empresas do País, cresceram 57% em maio na comparação anual O Brasil exportou, nos primeiros cinco meses do ano, quase 800 mil toneladas de frango halal para países árabes e de origem muçulmana, informou a certificadora Cdial Halal, com base em dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em nota, a empresa comenta que os embarques para a Arábia Saudita, apesar dos embargos a algumas empresas do País, cresceram 57% em maio na comparação anual. “O mundo árabe tem uma grande importância para economia brasileira. É um mercado extremamente promissor e precisamos estreitar cada vez mais as relações bilaterais, para que este mercado se desenvolva com todo o potencial disponível. Precisamos de uma agenda positiva e traçar novas estratégias de cooperação para continuar com nossas exportações”, afirma o

gerente de Relações Internacionais da Cdial Halal, Omar Chahinea. Os dados citados pela empresa apontam que os principais destinos do produto halal neste ano foram a Arábia Saudita, com 206.926 toneladas; os Emirados Árabes, que compraram 117.138 toneladas; Iêmen, com 48.885 toneladas; Líbia, que adquiriu 39.127 toneladas; e o Kuwait, responsável por 36.086 toneladas no acumulado de 2021. “O total de frango halal exportado pelo Brasil é responsável por em média 40% das exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processados)”, acrescenta a empresa, que é a única certificadora halal da América Latina reconhecida pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes (EIAC) e do Golfo (GAC).

PRODUTORES DA ARGENTINA E GOVERNO NEGOCIAM SOBRE FIM DE VETO A EXPORTAÇÃO DE CARNE Produtores de carne da Argentina  continuarão negociando com o governo que visam a retirada de um veto de um mês às exportações de carne no país, anunciado em meados de maio, disse em comunicado o Conselho Agroindustrial (CAA) do país.

se reuniu com o presidente peronista Alberto Fernandez.

A suspensão, que visa conter a inflação no país, gerou críticas por parte de pecuaristas, que não concordam com a medida e em protesto paralisaram vendas de gado.

“Os representantes da CAA concordaram com autoridades nacionais em aprofundar a busca por políticas de consenso de longo, médio e curto prazo para corrigir a situação e incentivar o suprimento de alimentos, atendendo tanto o mercado doméstico quanto a demanda do mercado de exportação”, disse a entidade.

Líderes do setor rural afirmam que a suspensão de vendas pode ser retomada e incluir também negociações de grãos  se não houver avanço nas conversas com o governo.

Segundo o grupo, Fernandez  ” expressou a necessidade de uma solução rápida e um entendimento sobre o suprimento doméstico antes de retirar a medida de suspensão de exportações”.

Segundo o comunicado da CAA, Dardo Chiesa, coordenador da Mesa de Carnes, uma associação que representa dezenas de entidades do setor,

O governo e o setor de carnes falam sério sobre a busca por um acordo, segundo uma fonte do gabinete presidencial com conhecimento da reunião, que falou

12


MERCADO INTERNACIONAL sob a condição de anonimato devido à sensibilidade política do tema. “Foi importante o gesto deles de pedir uma reunião para buscar o diálogo. E também o gesto do presidente, que os recebeu quase de imediato”, disse a fonte. “Eles

concordaram em manter as conversa e buscar uma saída para o problema.” A Argentina é o quinto maior exportador global de carnes, com a maior parte dos embarques destinada à China.

AÇÃO DA BRF DISPARA APÓS NOTÍCIA DE QUE JBS AVALIA CONTRA-ATAQUE A MARFRIG As ações  da companhia de alimentos  BRF  (BRFS3) saltaram no início dos negócios na B3, após notícia de O Globo de que a rival JBS (JBSS3) estuda um contraataque à Marfrig (MRFG3) para supostamente avançar sobre o controle da dona das marcas Sadia e Perdigão. Procurada, a JBS disse que não comenta especulações de mercado. O movimento da JBS, maior produtora global de

carnes, ocorreria depois de a Marfrig ter se tornado recentemente a maior acionista individual da BRF, num movimento que surpreendeu o mercado. As ações da BRF desaceleravam os ganhos a 3,18%, negociadas a 28,84 reais. Na máxima, chegaram a 31,98 reais na máxima (+14,4%). JBS tinha elevação de 1,23% e Marfrig recuava 0,38%.

13


MERCADO INTERNACIONAL

MINERVA AMPLIA PRESENÇA NOS EUA COM HABILITAÇÃO PARA EXPORTAR PREPARADOS da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), conduzida sob parâmetros exigidos pelo Food Safety and Inspetion Servce (FSIS).

Dias depois da divisão de processados do Minerva Foods (BEEF3) ser certificada para fornecer para o grupo global YUM! (KFC, Pizza Hut, Taco Bell e Wingstreet), a tacada foi completada com a habilitação total para os Estados Unidos. A Minerva Fine Foods já pode exportar produtos cozidos e congelados. A unidade passou na inspeção do Ministério

Pela fábrica de Barretos (SP), principal centro do grupo, o terceiro maior de carne bovina brasileiro, e líder em exportações na América do Sul, combina diferentes processos de preparação, cozimento, congelamento e embalagem. Esta planta se junta a outras cinco de carne in natura habilitadas para fornecer aos americanos, Araguaína/ TO, Janaúba/MG, Paranatinga/MT, Palmeiras de Goiás/ GO e Barretos. Esta também já exporta aos EUA carne enlatada também.

ARGENTINA LIMITA EXPORTAÇÃO DE CARNE ATÉ O FINAL DO ANO PARA GARANTIR PREÇOS DOMÉSTICOS O governo da Argentina anunciou limitações às exportações de cortes de carne bovina amplamente consumidos no mercado interno para evitar aumentos no preço local da proteína. O anúncio ocorreu dois dias após o término da suspensão que o governo havia imposto por um mês a todos os embarques de carne, o que gerou um forte protesto do setor agrícola. “As exportações serão reabilitadas, mas até completarem 50% da média dos embarques do ano passado”, disse em coletiva de imprensa o ministro de Desenvolvimento de Produção da Argentina, Matías Kulfas.

14


45 anos Qualidade, Tradição e Sustentabilidade

(11) 5073-7764

99621-1939 | www.henzor.com.br | henzor@henzor.com.br 15


MERCADO INTERNACIONAL

ARGENTINA AUTORIZA EXPORTAÇÕES LIMITADAS DE CARNE BOVINA A Argentina decidiu flexibilizar a proibição às exportações de carne bovina, medida implementada no mês passado destinada a controlar a inflação. O governo fechou um acordo com frigoríficos como JBS e Marfrig Global Foods, permitindo que as empresas exportem até metade dos níveis do ano passado de alguns cortes de carne bovina, disse o ministro da Produção, Matías Kulfas, em conversa com repórteres na terça-feira. A medida é válida até agosto. “Estamos priorizando a renda dos argentinos”, disse Kulfas. O governo, acrescentou, também aumentou os controles dos preços domésticos e agora revisa os próximos passos para as políticas de longo prazo para a carne bovina. As restrições à carne bovina são um novo capítulo na difícil relação entre o governo argentino e pecuaristas, cujas exportações trazem dezenas de bilhões em moeda forte. Desde a posse há 18 meses, o governo já tentou nacionalizar uma exportadora de soja em crise e proibiu as exportações de milho, mas voltou atrás nas duas medidas. Por enquanto, a proibição às exportações não reduziu os altos preços da carne bovina como planejado. Em vez de caírem, os preços aumentaram em parte devido a uma greve de pecuaristas como protesto. Os preços em Buenos Aires subiram 76% em relação

16

ao ano anterior, de acordo com o instituto de carne bovina IPCVA, superando de longe a inflação geral. A proibição também elevou os preços futuros do boi gordo nos EUA. A Argentina é o quinto maior exportador de carne bovina do mundo, e grande parte do produto vai para a China, maior comprador de commodities. Outras restrições permanecem em vigor em meio à incerteza econômica na Argentina. A inflação está em 49%, e a pobreza aumenta quando o boom das commodities e a pandemia criam problemas semelhantes para diversos países. Até dezembro, os frigoríficos estão totalmente proibidos de exportar vários cortes de carne populares. A carne vermelha é um alimento básico na Argentina, que compete com o vizinho Uruguai como o maior consumidor per capita do mundo. Pecuaristas dizem que déficits fiscais e a política monetária frouxa são a principal causa da inflação, e não a competição dos mercados de exportação. Os embarques de carne bovina dispararam para níveis recordes sob a o governo de Alberto Fernández, depois de se recuperarem com as políticas favoráveis ao mercado de Mauricio Macri, que governou de 2015 a 2019. Com a suspensão parcial da proibição, a carne bovina da Argentina retornará ao mercado chinês, que responde por 75% das vendas do país no exterior.


MERCADO INTERNACIONAL

MARFRIG ADQUIRE TERRENO E CONFIRMA MOVIMENTO PARA ATUAR NO PARAGUAI da América do Sul. A intenção de construir uma unidade no país sul-americano já havia sido mencionada pela empresa, principalmente após a realização de uma parceria com a Associação Paraguaia de Produtores e Exportadores de Carne, anunciada em 2020. À época, a Marfrig disse que os investimentos no projeto poderiam chegar a 100 milhões de dólares. “As obras estão previstas para começar entre janeiro e fevereiro de 2022, com previsão de entrega para o próximo ano”, afirmou a companhia em comunicado à Reuters.

A Marfrig Global Foods (MRFG3) fez a aquisição de um terreno para a construção de uma unidade frigorífica na cidade Yby Yaú, no Departamento de Concepción, no Paraguai, disse a empresa em nota, marcando a entrada da companhia em mais um país

A expectativa é que a planta tenha capacidade para abater cerca de 1.200 cabeças de gado por dia e gere, aproximadamente, 6.000 empregos diretos e indiretos, contribuindo com a economia e desenvolvimento local. Atualmente, a Marfrig possui atuação global e seus produtos estão presentes em mais de 100 países. Além do Brasil, a companhia tem unidades de produção nos Estados Unidos, Argentina, Uruguai e Chile.

Solberg-magazine-thirdpage.pdf 1 1/30/2021 4:37:33 PM

SOLBERG

®

®

Filtração • Separação • Silenciadores

17


MERCADO INTERNACIONAL

MARFRIG E MINERVA RETOMAM EXPORTAÇÕES NA ARGENTINA COM LIMITES APÓS DECISÃO DO GOVERNO A Marfrig Global Foods (MSFG3) retomou parcialmente os embarques de  carne  bovina a partir das operações na Argentina, afirmou a companhia, após uma suspensão temporária do governo para baixar os preços locais. As vendas externas da concorrente  Minerva Foods (BEEF3), maior exportadora de carnes da América do Sul, também foram retomadas na Argentina, após um acordo com o governo, disse à Reuters uma fonte com conhecimento sobre o assunto na condição de anonimato. “A Marfrig confirma a retomada parcial das exportações de carne bovina na Argentina, segundo o decreto presidencial 408/2021”, disse a empresa.

Procurada, a Minerva não quis comentar. Quinto maior exportador de carne bovina do mundo, e importante fornecedor para a China, a Argentina suspendeu as exportações em meados de maio para conter o rápido aumento dos preços domésticas dos alimentos. O governo anunciou que os embarques seriam liberados, mas com limitações, no intuito de proteger o mercado local. *Fonte: Reuters

PECUARISTAS DOS EUA APOSTAM EM NOVAS FÁBRICAS DE CARNE APÓS PANDEMIA E ATAQUE À JBS Pecuaristas e investidores dos Estados Unidos estão destinando centenas de milhões de dólares à construção de novas fábricas de carne bovina, depois que o fechamento temporário de enormes unidades de abate no início da pandemia de Covid-19 deixou produtores sem ter para onde enviar animais prontos para serem transformados em carne Os pecuaristas, assim como o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), afirmam que o setor está muito consolidado e, dessa forma, depende de apenas alguns grandes processadores e de seus frigoríficos industriais. Quatro gigantes do setor – JBS USA, Tyson Foods, Cargill e National Beef Packing Company– são responsáveis pelo abate de 85% do gado engordado com grãos. As fábricas de carne de menor porte e “startups” têm o objetivo de fornecer aos pecuaristas locais mais espaços para o abate do gado, especialmente aquele criado para produção de carne de maior qualidade. Segundo elas, o aumento no número de plantas pode garantir que parte da produção seja mantida caso grandes instalações venham a fechar. As longas paralisações em alguns dos maiores abatedouros dos EUA devido a surtos de Covid-19 afetaram a produção de carnes na primavera de 2020 (no Hemisfério Norte), resultando na imposição de limites para as compras por 18

consumidores em supermercados e em uma redução nos estoques congelados, que os processadores ainda precisam reabastecer. Rusty Kemp notou a necessidade de mais capacidade de processamento após um incêndio em uma fábrica da Tyson Foods em Holcomb, no Kansas, em 2019, que levou os consumidores de carne a lutar por suprimentos e deixou produtores de gado sem ter para onde vender seu gado. Em seguida, ocorreram a pandemia e o ataque “ransomware” à JBS. Agora, Kemp planeja inaugurar no outono deste ano uma fábrica de carne bovina de 300 milhões de dólares no Nebraska. Em todo o país, pelo menos cinco novas instalações de processamento de tamanhos variados foram inauguradas ou têm planos de abertura após os choques de oferta vistos no início da pandemia. Considerando expansões em fábricas já existentes, incluindo uma da JBS, a capacidade de abate diário dos EUA deve aumentar em cerca de 5%, de acordo com cálculos da Reuters e dados do Instituto


19


MERCADO INTERNACIONAL Norte-Americano de Carnes. As condições de mercado são favoráveis para novos participantes. A oferta de gado é ampla, enquanto os preços da carne bovina e as margens de lucro dos frigoríficos dispararam devido

às fortes exportações e à demanda dos consumidores norte-americanos. *Fonte: Reuters

IMPORTAÇÕES GLOBAIS DE ALIMENTOS DEVERÃO BATER RECORDE EM 2021

Segundo estimativa da FAO, total chegará a US$ 1,7 trilhão, 12% mais que em 2020 A fatura mundial das importações de alimentos poderá atingir um novo recorde neste ano e alcançar US$ 1,715 trilhão, US$ 185 bilhões a mais do que em 2020. Essa alta de 12% mostra que as repercussões econômicas da pandemia não estão freando a demanda mundial nessa frente em 2021. A estimativa é da FAO, a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, e foi apresentada no Comitê de Agricultura da Organização Mundial do Comércio (OMC). A tendência confirma que o Brasil, um grande exportador de produtos agropecuários, continuará se beneficiando no comércio global. A FAO também aponta mudança no perfil das importações. No ano passado, o aumento da fatura foi atribuído principalmente ao avanço constante dos volumes comprados, sobretudo de produtos básicos. Para 2021

20

tanto os volumes importados continuam elevados como há uma alta nos custos unitários (preços internacionais e fretes). O índice de preços de alimentos da FAO chegou a 127,1 pontos em maio, 36,1 pontos (39,7%) mais que no mesmo mês do ano passado. A alta foi puxada por fortes valorizações das cotações de óleos, açúcar e cereais, além dos preços garantidos tanto de carnes quanto de produtos lácteos. Com a previsão de cotações internacionais “muito maiores” em 2021 e uma retomada significativa do crescimento da economia mundial, a expectativa é que a fatura de quase todos os produtos alimentares aumentará neste ano. *Fonte: Valor Econômico


A 1ª impressão é a que fica... então só pode ser GLPmaxx. Inigualável precisão, segurança e confiabilidade alemã!

Etiquetadora GLPmaxx 80/160 • Impressão por termotransferência (elimina o ribbon) • Velocidade de impressão 250mm/s • Permite acesso remoto para manutenção • Imprime códigos de barra 1D e 2D, data matrix e QrCode • Fontes UNICODE (para exportações) • Fácil desenho para layout de etiquetas • Memória interna de armazenamento • Conexões TCP/IP Ethernet, RS232, TTY

www.bizerba.com.br

Isto é Bizerba! Descubra as vantagens de contar com a tecnologia Bizerba Since 1866 The Open World of Finest Weighing Solutions Varejo varejo@bizerba.com.br

Serviço service@bizerba.com.br

Indústria industria@bizerba.com.br

21


FIQUE POR DENTRO

A QUEDA DE BRAÇO PELA BRF

O ano de 2021 tem sido marcado pelo grande número de operações de fusões e aquisições, mas nenhuma tem sido tão confusa quanto a atual disputa pela BRF, empresa que se encontrava aparentemente esquecida pelo mercado, longe de suas máximas de 2019 e início de 2020

Em questão de algumas semanas, a empresa saiu do esquecimento para ser notícia recorrente em veículos da imprensa dedicados ao mercado financeiro, estando envolvida numa disputa corporativa dramática que opõe a Marfrig  e a JBS, duas gigantes globais no setor de proteínas. Tudo começou na semana do dia 17 de maio, quando as ações da BRF, que oscilavam entre R$ 20 e R$ 21, dispararam e fecharam a semana aos R$ 26,93. Depois de muita indagação sobre o motivo da abrupta valorização, descobriu-se que a Marfrig vinha comprando ações da companhia por meio de uma corretora americana, sendo que a empresa, por meio de fato relevante, anunciou que já detinha 24% da BRF. Na semana seguinte, a Marfrig acelerou as compras e atingiu 31% do capital da BRF. Antes da aquisição das ações pela Marfrig, o capital da BRF encontravase bastante pulverizado, com os maiores acionistas sendo dois fundos de pensão que detinham, cada um, 9% da companhia. Essa estrutura pulverizada facilitou 22

a compra pela gigante do setor bovino. Para tornar a situação ainda mais complexa, diversos veículos de comunicação divulgaram que a JBS estaria trabalhando com um assessor financeiro para estruturar uma operação envolvendo outros sócios estratégicos a fim de comprar 100% da BRF, removendo assim a Marfrig do quadro de acionistas da empresa. Toda essa especulação vem sustentando as ações da BRF, que acumulam alta de mais de 35% no ano, oscilando entre R$29 e R$30.

O impacto dessa história no investidor O que isso significa para o investidor? Quais as perspectivas futuras desse imbróglio e qual deve ser o impacto dele para cada uma das ações envolvidas? Para se fazer essa análise, é preciso, em primeiro lugar, entender quais os possíveis cenários para a operação. A Marfrig anunciou que sua intenção ao investir na BRF é apenas a de ser um investidor passivo, sem a


FIQUE POR DENTRO intenção de interferir na gestão da companhia. No entanto, não acredito que essa seja, de fato, a postura que será mantida pela empresa no médio e longo prazo. Em primeiro lugar, o investimento da Marfrig na BRF foi bastante relevante em termos financeiros para a companhia. Para se ter ideia da dimensão do investimento, a participação de 31% da Marfrig na BRF vale mais de 7 bilhões de reais, mais da metade do valor de mercado da Marfrig. A compra somente foi possível devido ao ciclo extremamente positivo pelo qual a companhia vem passando, com sua operação National Beef nos EUA, responsável por mais de 70% da receita da companhia. Com um ciclo bovino favorável e a volta do foodservice na esteira da reabertura econômica americana, além de um nível depreciado do real, a empresa foi capaz de gerar bastante caixa nos últimos trimestres e reduzir sua alavancagem para menos de 2x do EBITDA, níveis extremamente confortáveis. Ao se aproximar a data da próxima assembleia geral de acionistas da BRF, em abril de 2022, é provável que

a Marfrig passe a adotar outra postura, com vistas a influenciar a gestão da companhia, ou mesmo propor uma fusão, como foi feito em 2019. Acreditamos que a fusão pode ser positiva, adicionando mais diversificação de receitas, combinando os ciclos de aves e bovinos, que costumam ser inversamente correlacionados no Brasil, e aumentando a previsibilidade de geração de caixa na BRF, tornando mais viável seu agressivo plano de expansão, que é um ponto sensível da tese de investimentos da companhia. A JBS, embora seja nossa top pick no setor, provavelmente teria dificuldades em levar adiante a proposta de fechar o capital da BRF. Sua posição como dona da Seara, principal concorrente da BRF no mercado interno, dificultaria a aceitação da aquisição pela JBS das marcas Sadia e Perdigão pelos órgãos reguladores. Acredito que a busca da JBS por sócios para a operação visa mitigar o potencial problema com o CADE, tornando a empresa apenas um entre vários investidores passivos que juntos, deteriam 100% da BRF.

23


FIQUE POR DENTRO Caso a operação se concretize, a Marfrig provavelmente teria um lucro significativo e rápido com o investimento na BRF. No entanto, é importante atentar para o fato de que o CADE já criou obstáculos para investimentos passivos entre empresas do mesmo setor no passado, como foi o caso envolvendo as empresas Usiminas e CSN. Além disso, devido aos recentes investimentos relevantes feitos pela JBS na Seara, que inclusive tem ganhado participação de mercado em cima da BRF, não acredito que o investimento na BRF faça tanto sentido para a JBS, pois seria difícil conciliar uma estratégia sem canibalização entre as duas empresas. Levando em conta este cenário, avalio que a Marfrig seja a melhor candidata para se juntar à BRF, uma vez que sua atuação é restrita ao segmento de bovinos. No entanto, a operação teria riscos significativos, haja vista que a Marfrig teria de se alavancar significativamente e/ou emitir ações, criando uma empresa mais arriscada do ponto de vista financeiro, sem contar as questões de concorrência com o CADE, já que a BRF é a maior cliente nacional da Marfrig.

O futuro da JBS Com relação à BRF, as ações já estão precificadas.

Além disso, em relação aos fundamentos, o preço de grãos, principal fator de custo da companhia, deverá continuar a pressionar as margens da empresa, uma vez que não há gatilhos para uma queda dos níveis atuais no curto prazo. Com as margens pressionadas e uma alavancagem próxima a 3x do EBITDA, vemos risco de a empresa não conseguir entregar os investimentos necessários para atingir seu ambicioso plano de metas para 2030. No entanto, especulações acerca de novos desenvolvimentos na disputa entre JBS e Marfrig pela BRF podem continuar influenciando as ações da BRF, que provavelmente oscilarão ao sabor das notícias que irão surgir. Com um início de ano agitado para o setor, não descartamos a possibilidade de esse imbróglio se estender e que novos desenvolvimentos e complicações surjam pelo caminho, influenciando o preço dos ativos do setor. Cabe ao investidor ter a disciplina de filtrar o que é sinal e o que é barulho, e fazer boas opções pautadas pelos fundamentos das empresas na hora de compor seus portfólios. *Fonte: Pedro Serra – Agro Times

TYSON FOODS ANUNCIA META DE EMISSÕES ZERO, MAS NÃO CUMPRE PROJETO NO SETOR AGRÍCOLA A Tyson Foods estabeleceu uma meta de zerar emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050, após não ter cumprido um prazo para melhorias em práticas agrícolas nos Estados Unidos, que fazia parte de um esforço anterior para cortes de emissões A nova meta do maior frigorífico dos EUA em termos de vendas representa a expansão de um objetivo anterior, que apontava para uma redução de emissões em 30% até 2030. Para atingir a emissão líquida zero, a Tyson disse que vai elaborar planos para que suas operações nos EUA utilizem 50% de energias renováveis até 2030. A empresa também pretende expandir um programa de checagem de práticas sustentáveis na produção de gado, entre outros passos. “Acreditamos que o progresso requer responsabilidade e transparência”, disse o diretor de 24

Sustentabilidade da companhia, John Tyson. Há três anos, a Tyson Foods havia se comprometido a melhorar as práticas ambientais em 2 milhões de acres (809.370 hectares) nos EUA até 2020. Até agora, porém, isso só ocorreu em 408 mil acres, segundo a companhia. A Tyson disse que agora planeja atingir sua meta de 2 milhões de acres até 2025. A empresa não possui fazendas para produção de grãos, mas conta com grande influência sobre o setor, já que é a maior compradora de milho da indústria de carnes norte-americana.


25


CAPA

POR DENTRO DO MERCADO DE ESTEIRAS E CORREIAS TRANSPORTADORAS PARA FRIGORÍFICOS

crédito Ibraflex

26


N

o segmento de frigoríficos, há diversas partes que demandam de toda a capacitação técnica e maquinários possíveis para um desempenho eficaz. Subestimar uma dessas partes é prejuízo na certa, por isso, é necessário estar sempre em busca do que há de melhor. Um exemplo é o caso das esteiras e correias transportadoras que exercem uma função importante dentro dos frigoríficos e exatamente por isso, precisam ser de excelente qualidade, proporcionando segurança, higiene, durabilidade, dentre outros quesitos. Para entender um pouco mais sobre o segmento de esteiras e correias transportadoras para frigoríficos, entrevistamos profissionais de grandes empresas do setor que atuam no Brasil e o resultado foi um material vasto com informações relevantes aos que atuam em frigoríficos, principalmente para os que são responsáveis por adquirirem esses equipamentos.

esteira Ibraflex

Saber escolher Independente do segmento, uma empresa não pode parar por quebra ou mau funcionamento de qualquer equipamento, por isso, escolher esteiras e correias transportadoras de qualidade evitam dores de cabeça e prejuízos. César Mondini, gerente de vendas da Retenfor Brecoflex, empresa que comercializa as correias transportadoras Breco, Brecoflex e Max Schlatterer Esband, todas importadas da Alemanha, comenta sobre o tema. “É essencial para qualquer segmento introduzir em seus processos e atividades, equipamentos e soluções que atendam às suas demandas em desempenho, durabilidade, sustentabilidade e suporte. A Retenfor preza pela parceria sustentável, agregando com o atendimento na sua linha de correias transportadoras, oferece suporte para análise e desenvolvimento de possíveis melhorias”. O Account Manager da Ibraflex - empresa que trabalha com esteiras modulares para as mais variadas aplicações e esteiras monolíticas (esteiras P.U) -, Aron Percio fala sobre a importância de uma escolha que seja focada na qualidade. “Sempre levamos em consideração alguns pontos para definir a qualidade de um equipamento ou uma boa escolha do equipamento. Esses pontos são: qualidade da matéria-prima e do atendimento, comprometimento e know-how do fornecedor. A importância sempre está relacionada à qualidade do produto final ou processo desejado pelo comprador.” Augusto Nascimento, gerente manager da Dgrande, que trabalha com produtos customizados para atender às necessidades de cada cliente com um

Ibraflex simulação

produto mais indicado para a sua aplicação, destaca os fatores que devem ser levados em consideração para a escolha de um bom equipamento. “O setor frigorífico é bem específico, pois o volume produtivo e as exigências sanitárias demandam um bom conhecimento de recursos e aplicações para viabilizar um bom equipamento. Materiais nobres como aços especiais, polímeros, tratamentos superficiais e acabamentos de qualidade, podem trazer aos frigoríficos produtos com a durabilidade e segurança que suas aplicações exigem. Produtos sem necessidade de lubrificação, resistentes a produtos químicos e água, são a receita primordial para o bom desenvolvimento do produto para este segmento”. “A escolha é feita por um bom desenvolvimento do layout, onde começa com a organização dos postos de trabalho. A escolha do equipamento (esteira) deve ter a espessura das laterais ideal para cada produto a ser transportado, para não haver torção da lateral e o equipamento se deteriorar. Os insumos usados e a forma construtiva garantem a maior durabilidade 27


C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

28


29


CAPA na cadeia, para se ter um bom equipamento, estas mesmas regras devem ser seguidas no fabricante com a escolha da matéria-prima de primeira qualidade, controle de lotes desde a compra até a entrega final, seguindo um controle rígido de qualidade de soldagem e profissionais capacitados para execução dos trabalhos”.

Vida útil

correias Retenfor

correias Retenfor

do mesmo”, explica Carlos E. Bernardi, diretor da Seven Industrial, empresa que trabalha com esteiras modulares e esteiras ease clean com fácil higienização. O diretor Higietec - empresa que atua com a fabricação de equipamentos para transporte industrial, atuando com os mais diversos modelos -, Igor Campos, também comenta sobre a importância de saber escolher um bom equipamento. “Essa escolha está ligada diretamente à especialidade do fabricante, aves, suínos, industrializados, bovinos, pescados, ovinos, entre outros. Para que estes cheguem à mesa do consumidor final adequadamente, o frigorífico segue inúmeras regras que são aplicadas 30

Uma das grandes dúvidas em qualquer setor industrial é se existem procedimentos que podem aumentar a vida útil de um equipamento. No caso dos frigoríficos, os questionamentos também ocorrem quanto às esteiras e correias transportadoras. O diretor da Higietec comenta sobre o tema. “Para a maior durabilidade do equipamento o ideal é realizar as indicações do fabricante em seu manual de operações e manual de manutenções, seguindo à risca o cronograma de manutenção preventivas e corretivas do equipamento, manter o limite de operação indicado pelo fornecedor e principalmente não colocar o equipamento em operação quando há riscos iminentes de quebra do mesmo, como rangidos, ruídos, desalinhamentos e outros indícios visuais”. Bernardi da Seven Industrial, afirma que com toda certeza é possível aumentar a vida útil de esteiras e correias transportadoras. “A manutenção do equipamento, suas revisões e até mesmo a higienização fazem com que seus equipamentos tenham uma melhor durabilidade. Trabalhamos com equipamentos de ponta, e matéria-prima de altíssima qualidade para garantir maior vida útil”. O gerente de vendas da Retenfor Brecoflex explica que a durabilidade também está atrelada a outros fatores. “Na relação correias versus desempenho, existe sempre a análise do momento e resultado esperado. Quanto mais exigirmos de uma parte do equipamento, maior será a possibilidade de resultados em produtos, porém com menor durabilidade desse equipamento. Em nossas visitas técnicas/comerciais ponderamos e apresentamos estas situações, a fim de fomentarmos que sempre haverá a necessidade de analisar o que se pretende ao final de um ciclo, ou seja, maior resultado no processo como um todo (produtos finais e equipamentos) ou somente uma das partes”.

Diferenciais Em um segmento onde que os clientes são exigentes, as empresas que fabricam e/ou comercializam esteiras e correias transportadoras precisam ter diferenciais. Mondini cita os da Retenfor Brecoflex. “Dentre os vários diferenciais, destacamos


a otimização de recursos, desenvolvendo produtos cada vez mais duráveis e, também em conjunto a isso, a preocupação e certificação com as medidas sanitárias exigidas pelo mercado”. “Nosso principal diferencial é a qualidade em cada detalhe da montagem de nossas esteiras, assim visando as boas normas de higiene”, afirma Bernardi da Seven Industrial. Percio da Ibraflex destaca os diferenciais da empresa. “A qualidade do produto, a agilidade da produção, o que traz por consequência uma entrega rápida, e elevados níveis de engenharia de aplicação”. “Nosso diferencial é a especialidade da empresa em realizar projetos personalizados de acordo com a necessidade de nosso cliente, aplicando a cada necessidade o produto adequado, não apenas visando a venda, mas otimizando processo e produtividade de nosso parceiro comercial”, afirma o diretor comercial da Higietec. Nascimento da DGrande também apresenta os diferenciais da empresa. “Oferecemos aos nossos clientes, modelos variados de correias transportadoras com revestimento específico para cada produto a ser transportado. Contamos também em nosso portfólio de produtos com transportadores de rolos de várias capacidades de carga tanto tracionados como livre, transportador de correntes com taliscas plásticas ou de aço carbono, inox. Temos hoje uma linha completa de produtos que podem ser aplicados em conjunto ou unitariamente”.

Mercado O mercado de esteiras e correias transportadoras vive um momento excelente segundo Percio da Ibraflex. “O mercado atual está altamente aquecido. As indústrias estão investindo pesado e injetando recursos para automatizar seus processos, aumentando consideravelmente sua produtividade. Podemos projetar uma melhora constante para os próximos meses/anos”. Mondini da Retenfor Brecoflex, também comenta sobre o momento atual. “Analisando este mercado, que tem diversos ofertantes e diversos materiais disponíveis, existe na Retenfor a preocupação de manter os materiais originais dos equipamentos, e também desenvolver soluções que otimizem a performance dos equipamentos. Mas, considerando tudo o que houve no último ano em relação à pandemia, acreditamos que serão várias as novas medidas e melhorias, no

CONTATOS:

31


CAPA curto e médio prazo, abrangendo o desenvolvimento das correias transportadoras”. Campos da Higietec analisa com otimismo o mercado em um futuro próximo. “Será cada vez mais emergente, como estamos com mais necessidade de ter o produto na mão com maior agilidade, este mercado é muito promissor”. Ainda no mesmo tema, Nascimento da Dgrande, explica. “Existe um mercado amplo de produtos, quando se tem domínio de técnicas que nos possibilitam entregar para o cliente não só um produto, um transportador, mas sim uma solução para cada necessidade. Atendemos ao nicho de mercado de “projetos especiais” onde sempre existe demanda, e como temos domínio na fabricação de um produto, experiência na aplicação em áreas diversas, sempre somos agraciados com oportunidades de apresentarmo-nos aos desafios dos clientes”.

Embalagens

Seven Industrial

As tendências e o próprio mercado do setor de embalagens também foram pautas da entrevista com profissionais do segmento de esteiras e correias transportadoras. O general manager da DGrande comenta “Com o constante aprimoramento do setor de embalagens e o crescimento exponencial do volume produtivo das embaladoras e ensacadoras, os transportadores sempre serão produtos indispensáveis para quem visa uma eficiência no deslocamento de seu produto de um ponto até o outro. Cada vez mais é exigido a presença deste tipo de produto na indústria, nos centros de distribuição, no fast-food até mesmo como linhas de produção, refirmando sempre a tendência do menor deslocamento do funcionário e consequentemente aumento de produtividade. O Advento do e-commerce, a crescente do comércio de importação e exportação, a necessidade uma melhor qualidade de trabalho aos operadores de máquinas, o crescimento do volume de produção, tudo isso contribui para a demanda deste produto”. “A tendência do mercado igual ao que a Seven Industrial atua, que é o mercado de processamento da carne os produtos, vem desde carne in natura até as fases de embalagem como primaria e secundária. Usar a tecnologia sempre para ter um bom transporte para manter as embalagens em perfeitas condições para o fornecedor e os clientes terem o melhor produto”, afirma Bernardi.

Novidades Seven Industrial

32

Lançamentos e novidades fazem parte de empresas que seguem inovando. Campos da Higietec


comenta. “Teremos duas novidades em 2021, dois equipamentos na linha de produtos, as embaladoras automáticas (HTEMA001) e as formadoras de caixas de papelão (HTFCP001). Produtos com previsão de lançamento para o mês de outubro”. Bernardi cita as novidades da Seven Industrial. “Estamos com um sistema de pesagem automático, pesa carne in-natura, pacotes, caixas e faz a auto soma no final do dia para saber qual foi a produtividade da linha e ter a informação de qual a média mensal produzida”. Percio da Ibraflex explica. “Sendo referência em empresa de tecnologia, sempre estamos atualizando nosso portfólio, tanto com tecnologias quanto com produtos novos. Também trabalhamos muito com soluções personalizadas para cada situação de aplicação, dessa forma, a todo momento temos produtos novos.” Mondini apresenta as novidades da Retenfor Brecoflex.“Para as correias transportadoras específicas do segmento, temos sempre as novidades dos fabricantes Breco, Brecoflex e Max Schlatterer Esband. E nos últimos meses apresentamos ao mercado: 1- correias para balanças dinâmicas (checadoras de peso), 2- correias para embaladoras verticais (VFFS), 3- correias especiais na linha de embutidos (formadoras e puxadoras), 4- correias dentadas Breco protect inertes à corrosão ou ferrugem (cabos de aço selados), 5- correias dentadas Breco green utilizando 37% de materiais renováveis e mantendo as características físicas”.

Esteiras DGrande

Esteiras DGrande

33


FIQUE POR DENTRO

CARNE GRÁTIS POR UM ANO É OFERECIDA PELA JBS DOS EUA EM SORTEIOS PARA VACINADOS A companhia de alimentos JBS afirmou que doará carne bovina, de porco e frango no próximo ano para 50 famílias dos Estados Unidos que participarem da vacinação nas clínicas patrocinadas pela empresa durante as próximas semanas A empresa afirmou que quase 70% de seus 66 mil funcionários dos EUA estão completamente vacinados, e espera que a doação de carne influencie os residentes das áreas rurais, não apenas os funcionários, a se vacinarem nas localidades em que a companhia opera. “Nós realizamos grande progresso, e as nossas taxas de vacinação estão muito mais altas do que nas comunidades que chamamos de lar”, afirmou o presidente-executivo da JBS nos EUA, André Nogueira. O sorteio para a doação de carne é o incentivo mais recente sendo oferecido por empresas e pelo governo para conquistar aqueles que estão hesitando em relação à vacinação. Ao redor do mundo, recompensas dos mais variados

tipos estão disponíveis para aqueles que se vacinarem. Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden provavelmente não irá conseguir cumprir a meta de 70% dos adultos receberem pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19 até 4 de julho, segundo representantes. A primeira rodada nas clínicas da JBS começa no sábado em Greeley, no Colorado, onde a empresa opera uma grande unidade de carne. No ano passado, seis trabalhadores da instalação morreram de Covid-19, e quase 300 foram infectados, de acordo com dados do estado. *Por Tom Polansek | Fonte: Reuters

+ + + + + + + + + + + +

+ + + + + + + + + + + +

34


35


36


FIQUE POR DENTRO

AURORA INVESTIRÁ R$ 140MILHÕES EM UNIDADES EM MATO GROSSO DO SUL Desembolsos ocorrerão nas plantas de São Gabriel do Oeste e de Maracaju A cooperativa Aurora investirá R$ 140 milhões na ampliação das suas unidades de São Gabriel do Oeste e de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do Estado. Em São Gabriel do Oeste, os desembolsos, de R$ 120 milhões, vão elevar o número de abates para 5 mil

suínos por dia e gerar mais 620 postos de trabalho. A previsão para a conclusão dos aportes é o segundo semestre de 2023. Os investimentos em Maracaju serão de R$ 20 milhões e devem ocorrer ainda neste ano, diz a nota da secretaria. *Fonte: Agrolink

MINERVA RECEBE SELO ENERGIA RENOVÁVEL DO INSTITUTO TOTUM

A Minerva Foods informou que é a primeira empresa brasileira a receber o Selo Energia Renovável em âmbito global, emitido pelo Instituto Totum O Selo Energia Renovável do Instituto Totum foi emitido em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e a Associação Brasileira de Energia Limpa (Abragel), para todas as unidades da Minerva no Brasil, disse a processadora de carne bovina em comunicado. O selo assegura a compra de certificados de energia renovável (I-RECs) pela Minerva Foods, com a chancela REC Brazil, permitindo à empresa zerar as emissões líquidas de gases causadores do efeito estufa provenientes da aquisição de energia elétrica consumida em 100% das operações no país. “Ao comprar os certificados em quantidade compatível

ACERTE NO ALVO SEJA UM ANUNCIANTE FRIGONEWS

com o consumo para fabricação de seus produtos, as unidades da Minerva Foods no Brasil certificam, de forma oficial, que são abastecidas com energia proveniente de geração eólica”, disse a companhia. A energia elétrica utilizada pela Minerva Foods para consumo de suas unidades industriais não emite CO2 e é gerada por usinas que atendem pelo menos 5 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). *Fonte: Carnetec

RETORNO EFETIVO DO INVESTIMENTO

FALE CONOSCO 19 | 4101-9494

37


38


FIQUE SABENDO

BOTAS DE SEGURANÇA PARA FRIGORÍFICOS A Kadesh Equipamentos Profissionais possui dois modelos de botas aprovadas para o uso em frigoríficos, uma com fechamento em velcro e outra com o cano totalmente fechado. As botas térmicas da Kadesh, fazem parte da linha Micro K e são confeccionadas em microfibra. Possuem forração térmica total do cabedal em lã sintética e contraforte em material termoativado. O solado é em poliuretano (PU) bidensidade, com sistema de absorção de impactos e desenho plantar rebaixado para melhor mobilidade ao caminhar. Os modelos para uso em frigoríficos oferecem proteção dos pés contra agentes abrasivos e escoriantes e contra agentes térmicos (frio). A biqueira pode ser em polipropileno ou true line, ou ainda, em aço, protegendo contra impactos (de 200J a 15KN) de quedas de objetos sobre os artelhos. Além disso, estas botas são resistentes a ambiente com influência de umidade, possuem propriedades antiderrapantes e resistência a óleo combustível.

As normas técnicas aplicáveis, que estes calçados foram aprovados, são: ABNT NBR ISO 20344:2015, ABNT NBR ISO 20347:2015 e ABNT NBR ISO 20345:2015.

Modelo B22242 CA 43975 (biqueira em PP ou true line) CA 44003 (biqueira em aço)

Modelo B21253 (fechamento em velcro) CA 43976 (biqueira em PP ou true line) CA 44002 (biqueira em aço)

39


FIQUE SABENDO

PIONEIRA NAS SOLUÇÕES DE MANEJO PARA FRIGORÍFICOS, BECKHAUSER OFERECE PORTFÓLIO COMPLETO COM FOCO NO BEM-ESTAR ANIMAL E HUMANO Box de atordoamento, desenvolvido a partir de convite e em colaboração com pesquisadores do Grupo ETCO, está presente na maior parte das plantas frigoríficas do Brasil

Precursora na criação do primeiro equipamento de contenção animal para abate humanitário no Brasil, a Beckhauser segue oferecendo ao mercado de frigoríficos soluções focadas no bem-estar animal e humano, que contribuem com a produtividade na operação da indústria. Dentre as soluções do portfólio de produtos da empresa está o Box de Atordoamento para abate humanitário, disponível em duas versões – uma para plantas de alto volume (acima de 300 animais/dia) e outra para plantas com volume de abate de até 300 animais/dia. Além de soluções para a condução dos bovinos, sem uso de choque na rampa préabate, nas versões de Condutor avulso, que pode ser combinado com porteiras automatizadas, e em caixa com chassi no modelo Move-Boi 2.0, que 40

permite também a instalação com balança para monitoramento do último peso do animal vivo. “Iniciamos nossos trabalhos de desenvolvimento de produtos para o setor em 2005, a partir de um convite do Prof. Mateus Paranhos da Costa, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Grupo ETCO), que, na ocasião, desenvolvia um trabalho em uma planta frigorífica, na cidade de Barretos (SP), e identificou que o problema mais grave era a falta de eficácia no atordoamento”, conta o presidente do Conselho da Beckhauser, José Carlos Beckheuser. A insensibilização do animal antes do abate é premissa para o atendimento às normas internacionais de bem-estar animal. No processo tradicional, com o animal apenas confinado em um corredor, porém sem mecanismos de contenção para limitação de movimentos, o operador possuía muita dificuldade em acertar o ponto correto do disparo para o atordoamento. Por conta disso, muitos bovinos eram levados para a sangria ainda conscientes, resultando em sofrimento para o animal e dificuldades operacionais para os trabalhadores. “Esse dado mostrou que era preciso ter uma contenção mais adequada para o animal, porém os equipamentos disponíveis eram todos de fora do país”, lembra ele.

Box de Atordoamento para abate humanitário A convite do Grupo ETCO, a Beckhauser iniciou, então, o trabalho de desenvolvimento de um equipamento que permitisse uma boa contenção do bovinos, tornando o processo de atordoamento mais efetivo e menos sujeito a erros, permitindo ao operador trabalhar com segurança e precisão. “No primeiro mês de abate com o Box, criado pela Beckhauser, a planta conseguiu elevar seu índice de eficácia no atordoamento – ou seja, o percentual de animais atordoados com um único


FIQUE SABENDO disparo – para o índice de 95% exigido por critérios internacionais, como o do American Meat Institute, por exemplo, que pauta boa parte das auditorias nos critérios de bem-estar animal para aprovação de plantas exportadoras”. Além de estar dentro dos padrões de auditorias internacionais, o Box de Atordoamento para abate humanitário Beckhauser gera benefícios também na produtividade, pois reduz o impacto do gargalo na produção. A redução na movimentação da cabeça dos animais em comparação com o convencional facilita a atuação do operador e, com a contenção bem feita, a eficiência do processo de atordoamento aumenta, melhorando a taxa de abate por minuto. O equipamento, que hoje está presente na maior parte das plantas frigoríficas exportadoras do Brasil, impacta, ainda, na qualidade da carne, minimiza o sofrimento do animal e o desgaste do trabalhador, uma vez que o bovino devidamente contido não tem espaço para se debater no interior do box, além de ter a queda suavizada pela contenção da parede móvel, o que gera uma redução de acidentes e contusões. Como afirma Paranhos “não foi difícil convencer o José Carlos a realizar investimentos para o desenvolvimento de um equipamento que ainda não tinha um mercado assegurado. Graças a essa visão progressista e corajosa, hoje as indústrias responsáveis pelo abate dos bovinos podem realizar esta operação com segurança e compromisso com a promoção do bem-estar animal, assegurando que eles estejam insensíveis no momento da realização do abate”.

Linha em evolução Depois, no contato com os clientes, a linha evoluiu para as outras soluções hoje disponibilizadas pela empresa, que visualiza boas oportunidades no desenvolvimento de melhorias para o manejo nas plantas frigoríficas. “Vemos um grande potencial de avanço no que se refere ao bem-estar animal e às boas práticas de manejo na indústria, que tem feito investimentos e buscas nesse sentido de forma bastante consistente, sobretudo nos últimos anos.”, destaca Mariana Beckheuser, presidente da Beckhauser. Em uma recente avaliação da evolução da linha, Mariana conta que o Conselho de sócios da empresa decidiu, em reconhecimento ao importante trabalho realizado pelo Grupo ETCO na difusão das boas práticas de manejo na pecuária brasileira, direcionar parte da receita obtida com a venda dessa linha

de equipamentos para frigoríficos, como doação ao Grupo. “O convite do ETCO em 2004 foi uma abertura de portas muito importante, pois nos fez enxergar o potencial que tínhamos para atender esse universo da indústria, dentro da nossa expertise em contenção bovina. São uma grande referência para nós no assunto bem-estar animal e entendemos a doação como uma forma de retribuir e também de apoiar a continuidade desse trabalho de estudos e pesquisas tão importantes para o avanço e o reconhecimento da importância e dos benefícios do bem-estar animal para a pecuária”, reconhece.

Sobre a Beckhauser A Beckhauser desenvolve e industrializa soluções para o manejo racional de bovinos, buscando oferecer ao mercado ferramentas que ajudem no desenvolvimento de uma pecuária sustentável – que aprimorem a produtividade no manejo e a qualidade dos resultados da produção, cuidando da segurança das pessoas e do bem-estar animal. A empresa vem, há anos, ditando tendências de inovação no segmento e oferece hoje um amplo portfólio de equipamentos de contenção manuais e automatizados, da fazenda ao frigorífico, além de parcerias com equipamentos de controle e pesagem eletrônica. Mais informações: www.beckhauser.com.br. 41


FIQUE SABENDO

EMPRESA DE MARCAÇÃO A LASER EM PEÇAS E MÁQUINAS AGRÍCOLAS CHEGA AO MERCADO BRASILEIRO

Gravomark nasce incorporando, no Brasil, a marca e as linhas de produtos da Gravotech, de origem francesa Esses produtos consistem nas máquinas a laser da linha Technifor; nas máquinas a laser e de gravação mecânica da linha Gravograph; e do software Type3, enumera o executivo, além de equipamentos de micropuncionamento. Tais soluções e produtos já eram fornecidos pela Gravotech no Brasil há mais de 20 anos. E, desde 2020, as três se constituíram em uma única marca - com o nome Gravotech, propriamente dito.

Ingrid Santos, gerente de operações da Gravotech na América Latina e Juliano Moura, que está no comando da Gravomark

O mercado de fornecimento de soluções e equipamentos para marcação e gravação destinados às indústrias brasileiras está ganhando um novo player. Trata-se da Gravomark, empresa recém-constituída e que adquiriu a filial, no Brasil, da Gravotech – multinacional que tem sede na França e atua em 35 países. A nova empresa agora é a distribuidora oficial das três linhas do grupo francês, de grande credibilidade no setor: a Gravograph, a Technifor e a Type3. A Gravomark vai operar a partir da estrutura física até então ocupada pela Gravotech, em São Paulo, e sua gestão estará sob comando do executivo Juliano Moura. A nova empresa nasce com uma equipe de dez colaboradores e com planos de expansão. “Seremos os distribuidores exclusivos no Brasil dos produtos Gravotech voltados ao setor industrial”, frisa Moura. 42

“São soluções e produtos já bastante consolidados no mercado nacional. Ou seja, são marcas referência no Brasil. Assim, essa trajetória é um dos maiores valores agregados com os quais nasce a Gravomark”, sublinha Moura, que acrescenta: “Somos novos; mas, como distribuidora exclusiva Gravotech para o setor industrial, nascemos grandes, com todo um ‘background’ de décadas”. Ainda segundo o executivo, entre os principais segmentos atendidos pela Gravotech no Brasil e que passam a ser o foco da Gravomark são as indústrias de peças, conjuntos soldados, acessórios e maquinário agrícola. O encerramento das atividades da filial da Gravotech no Brasil, delegando a atuação no mercado brasileiro a uma distribuidora especializada, faz parte de uma estratégia engendrada pela matriz do grupo, na França, desde antes da pandemia de Covid-19. É o que explica a executiva Ingrid Santos, gerente de operações da fabricante para a América Latina. “É uma decisão que tem o objetivo de melhorar o atendimento aos clientes das nossas linhas nos mais de 70 países onde a marca está presente. Por que, por meio dos distribuidores, com equipes maiores, especializadas, com conhecimento das especificidades do mercado local, teremos condições de ampliar o fornecimento das soluções e equipamentos Gravotech em cada país em que atuamos, assim como no setor industrial brasileiro”, assegura Ingrid Santos. “Há demanda, e conseguiremos ser muito mais ativos do que reativos”, projeta a gestora.


FIQUE SABENDO

NOVA LINHA EFAN DE TRIPAS PLÁSTICAS SUSTENTÁVEIS PARA A INDÚSTRIA CÁRNICA A linha de produto EFAN (tripas Viscofan ecologicamente corretas) produzidas pela Viscofan, líder mundial em tripas para produtos cárnicos, representa um importante pilar de seu compromisso com um mundo sustentável, de forma que o impacto ao meio ambiente seja reduzido ao máximo sem afetar o alto padrão de qualidade de nossos produtos. Ao trabalhar em forte colaboração com fornecedores de matériaprima e clientes, agora são oferecidas tripas plásticas certificadas que atendem a uma ou mais das seguintes propriedades: a) Redução de peso da tripa plástica sem afetar sua performance. b) Produzidas com matérias –primas que são atribuídas a recursos renováveis – chamados de plásticos de origem vegetal. c) Produzidas com matérias –primas que são atribuídas a reciclagem avançada de plásticos já utilizados (também conhecida como reciclagem química), plásticos já utilizados provenientes da indústria ou dos consumidores. O uso do plástico já está em discussão por um longo tempo. Predominantemente pelo fato do (micro) plástico exigir a redução do uso do plástico em geral. Entretanto, as embalagens plásticas para alimentos contribuem no enorme desafio de combater o desperdício de alimentos, ao mesmo tempo que apresentam menor emissão de carbono durante seu tempo de vida em comparação com outros materiais de embalagem. De acordo com o UNEP Food Waste Index Report 2021, cerca de 17% da produção global de alimentos foi desperdiçada no ano de 2019 (https://www.unep.org/resources/ report/unep-food-waste-index-report-2021). Além do benefício inerente das tripas plásticas de preservar os alimentos embutidos para obter um longo tempo de vida útil e assim, reduzir o desperdício de alimentos, a nova linha EFAN está ajudando na redução do uso de matérias-primas de origem fóssil e ao mesmo tempo evitando o

esgotamento dos recursos naturais bem como reduzindo o acúmulo de resíduos plásticos. Entre as várias linhas de pesquisa da Viscofan para redução da emissão de carbono de seus produtos mantendo o valor agregado para os negócios de processamento de carnes, EFAN é uma linha de produtos que reduz o impacto ao meio ambiente sem que ocorra a perda da conhecida alta qualidade das tripas Viscofan. Plásticos produzidos com matéria-prima de origem vegetal ou a partir de reciclagem química são, em nível molecular, iguais as suas versões de origem fóssil. Apenas a fonte da matéria-prima inicial que é alterada: de petróleo ou gás natural 43


FIQUE SABENDO para resíduos agrícolas ou plásticos utilizados, respectivamente. Por serem matérias-primas semelhantes podem ser alimentados nos mesmos reatores químicos que produzem os plásticos e manter as mesmas propriedades de seus equivalentes de origem fóssil, incluindo o mesmo nível de aprovação para o contato com alimentos. Portanto, as tripas plásticas produzidas com esses materiais se comportam da mesma maneira que as tripas convencionais produzidas com plástico de origem fóssil, porém com o incremento de sustentabilidade. A Viscofan está trabalhando com seus fornecedores e clientes para ser líder em tripas sustentáveis, expandindo rapidamente o número de tripas disponíveis que podem ser oferecidas sob a marca EFAN. Hoje, o fornecimento de matérias-primas de origem vegetal e reciclada quimicamente é limitado em comparação com as matérias-primas de origem fóssil. Além disso, os custos são maiores nesta fase inicial de consolidação da infraestrutura necessária para a geração dessa matéria-prima. No entanto, a Viscofan e seus fornecedores estão empenhados em apoiar o uso de materiais de origem vegetal e reciclados quimicamente para satisfazer essa crescente demanda. Assim como realizado com outras indústrias, a Viscofan também é certificada com uma contabilização do balanço de massa, garantindo que ao longo de toda cadeia de suprimentos apenas uma certa quantia de produtos de origem vegetal ou reciclados quimicamente podem ser vendidos, de acordo com a quantia de matéria-prima que foi adicionada no ínicio do processo. Dessa forma, esses produtos com baixa emissão de carbono e mais sustentáveis podem ser oferecidos ao mercado em quantidades crescentes, utilizando os equipamentos disponíveis enquanto ao mesmo tempo constrói-se a infraestrutura necessária para alcançar as capacidades de produção em escala mundial dessa matéria-prima. Para a certificação da do balanço de massa, a ISCC Sustainability and Carbon https://www.iscc-system.org/) 44

contabilização (International Certification, é um dos


FIQUE SABENDO

mais renomados programas de certificação de sustentabilidade, presente em diversas áreas da economia (agricultura sustentável, combustíveis de origem vegetal, etc.) e apoiado por um grande grupo de interessados, incluindo ONGs como a WWF. A planta produtora localizada em České Budějovice na República Tcheca é a primeira unidade da Viscofan (e a primeira fábrica de tripas plásticas no mundo) a obter a certificação ISCC+, que se adapta as companhias comprometidas com uma economia circular e uma bioeconomia. Em um futuro próximo, outras unidades da Viscofan também serão certificadas. Os esforços para termos negócios mais sustentáveis não param por aí. A Viscofan está continuamente trabalhando na otimização de seus produtos para reduzir a quantidade necessária de plásticos utilizados para cada kg de alimento embalado com suas tripas, através de pesquisa de novos materiais e otimização de processos para alcançar o equilíbrio entre proteção dos alimentos embutidos e emissão de carbono e minimização dos resíduos plásticos. A nova linha EFAN evidencia o grande compromisso da Viscofan em trabalhar duro para um futuro sustentável e em direção a uma economia circular na indústria das tripas pláticas por meio da colaboração de seus fornecedores e clientes. Esses novos produtos estão agora disponíveis para os clientes. Assista o video: https://www.youtube.com/ watch?v=vqOU253nr_M 45


NOSSOS ANUNCIANTES Dalpino ................................................ 02 dalpino.com.br Montemil ..................................... 04/05 montemil.com.br Cantrell Gainco ................................... 07 cantrellgaincom.com Brasilfrigo ............................................ 09 brasilfrigo.com.br Henzor ............................................ 11/15 henzor.com.br Bombadur ........................................... 13 bombadur.com.br Solberg ................................................ 17 solbergmfg.com Dufrio .................................................. 19 dufrio.com.br Lucas Trefilados ................................... 20 lucastrefilados.com.br Bizerba ................................................ 21 bizerba.com.br Frigostella ........................................... 23 frigostrella.com.br Expomeat ............................................ 25 expomeat.com.br

Facebook

@www.revistafrigonews.com.br

46

Retenfor ........................................ 28/29 retenfor.com.br Tinta mágica ........................................ 31 tintamagica.com.br Inebras ................................................. 31 inebras.com.br Versus .................................................. 33 versusbr.com.br Souzapina ........................................... 34 souzapina.com.br IBraflex ................................................ 35 ibraflex.com.br HP Embalagens.................................... 36 hpembalagens.com.br Mercoagro .......................................... 38 mercoagro.com.br Frigodata ............................................. 39 frigo-data.com.br Mecanica Klain .................................... 45 Klain.com.br Handtmann ......................................... 47 handtmann.com.br Edgetools ............................................ 48 edgetools.com.br

Fale Conosco 19 | 4101-9494

Instagram

@revista_frigonews

“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Apocalipse 3.11)


TECNOLOGIA DE ÚLTIMA GERAÇÃO PARA A PRODUÇÃO ARTESANAL

AS TENDÊNCIAS DA CARNE SÃO HANDT* MADE SUCESSO COM PRODUTOS DE TENDÊNCIA SNACKS TO-GO, SALGADINHOS, FINGERFOODS... Criar produtos modernos de tendência com Handtmann em uma variedade de formas. Com a mais recente tecnologia de enchimento a vácuo e dispositivos adicionais flexíveis como sistemas formação e corte ou cabeças de dosagem e porcionamento. Curioso? Então descubra mais em: www.handtmann.com.br

www.handtmann.com.br

NATIONALMANNSCHAFT PATROCINADOR OFICIAL DES FLEISCHERHANDWERKS EQUIPE NACIONAL DO AÇOUGUE (ALEMANHA)

47


48

Profile for Frigo News

Edição de Junho  

Edição de Junho  

Profile for frigonews
Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded