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Edição 143 | Novembro | 2020

Sua revista impressa e 100% digital

China Indústria chinesa inicia três complexos produtivos de suínos sustentáveis na Argentina China X COVID-19 Ministério da Agricultura do Brasil não foi comunicado por chineses sobre covid-19 em suíno exportado

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS COM O CRESCIMENTO, EXPECTATIVA É QUE 2021 SEJA AINDA MELHOR Austrália Queda de 28% é registrada nas exportações de carne bovina em outubro 1


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Editorial Exportação salvando o Brasil na pandemia Ilce Maria Silveira Diretora Ilce Maria Silveira Administrativo e Financeiro financeiro@revistafrigonews.com.br Jornalistas Sheila Prates jornalista@revistafrigonews.com.br Direção de arte Alice C. Sampaio Assinatura assinatura@revistafrigonews.com.br Antônio Silva antonio@revistafrigonews.com.br Carla Carmello carla@revistafrigonews.com.br Luciano Graciano luciano@revistafrigonews.com.br Projeto Gráfico Figa | Design & Estratégia design.figa@gmail.com

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Sem dúvida, o grande assunto dessa edição da FrigoNews é a exportação. Afinal, o mercado comemora o fato de as exportações estarem em alta. Porém, apesar de uma inquietação próxima ao final do primeiro semestre, quando a China chegou a suspender importações de vários frigoríficos brasileiros, para retomá-las pouco depois, o setor tem motivos para comemorar. A China, que teve seu rebanho devastado pela peste suína africana (PSA), nos dois últimos anos, continua sendo o principal comprador com 423,2 mil toneladas importadas de janeiro a outubro, 123% acima do registrado no mesmo período de 2019. Além disso, a Indústria Chinesa inicia três complexos produtivos de suínos sustentáveis na Argentina, o projeto envolverá um investimento de US $ 129 milhões e a criação de 360 empregos para cada um dos três empreendimentos. A Chancelaria da Argentina participa das negociações. E a China não para por ai. O Minerva e uma empresa chinesa estão prestes a constituir o maior centro de distribuição de carne no país asiático, a afirmação é da estatal chinesa Greenland Group, em um anúncio feito com pompa por ela no dia 1º de novembro. Positivismo em alta em 2021, a aposta na alta na produção global de carnes em 2021 será puxada pela carne suína, a produção global de carnes deve crescer em 2021, impulsionada principalmente pela carne suína, disse o Rabobank em resumo de relatório divulgado a clientes.

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NOSSOS DESTAQUES 26

Exportações: Mesmo em um ano atribulado devido pandemia, até aqui, o saldo é positivo e a expectativa é que em 2021, as exportações de carnes cresçam ainda mais

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Queda nas exportações A queda dramática observada nas taxas de abate à medida que o ano de 2020 chega ao fim se refletiu nas exportações de carne bovina da Austrália em outubro

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Covid-19 O governo da província chinesa de Shandong informou ter encontrado traços de covid-19 em uma embalagem de carne suína importada do Brasil

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Indústria chinesa inicia três complexos produtivos de suínos sustentáveis na Argentina O projeto envolverá um investimento de US $ 129 milhões e a criação de 360 empregos para cada um dos três empreendimentos. A Chancelaria da Argentina participa das negociações 4


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ARTIGO

A AVICULTURA 4.0 E O DESEMPENHO DAS AVES Por: Por Eric Culhari, especialista pHi-Tech da Phibro Saúde Animal, zootecnista e mestre em bioclimatologia e bem-estar animal

A agroindústria vem se tornando cada vez mais competitiva e isso fez crescer a necessidade por tecnologia, aumentando o controle e a eficiência do processo produtivo. Esses processos inteligentes trazem benefícios a diferentes setores da cadeia, desde os relacionados diretamente à produção até os que promovem melhores condições de trabalho para os operadores. Este tipo de movimento ajuda a fixar os trabalhadores no campo e promovem um movimento contrário ao êxodo rural, atraindo jovens para o campo. Empregando as tecnologias que fazem parte desse pacote chamado de “Avicultura 4.0”, estamos gerando uma quantidade de informações muito grande, com qualidade e velocidade incomparáveis aos processos anteriormente utilizados. Com a posse dessas informações, a tomada de decisão ocorre também de forma mais rápida e de maneira mais assertiva, melhorando não só o desempenho, mas a vida das aves como um todo. Tão importante quanto o desempenho, é pensarmos na vida dos animais que estamos criando. Aspectos como comportamento, nutrição e sanidade são avaliados para determinação do grau de bem-estar dos indivíduos de uma criação. Com a utilização de tecnologias como visão computacional, bio-acústica e outras daquele pacote 4.0, é possível monitorar as condições de bem-estar animal em tempo real, além de identificar problemas e encontrar soluções de maneira mais rápida, melhorando a qualidade de vida das aves. Dessa maneira, estamos produzindo alimentos de forma responsável e eficiente. Na avicultura este movimento anda a passos largos, promovendo a melhor utilização dos insumos, o maior controle dos processos e até mesmo a segurança alimentar. A avicultura 4.0 6

permite uma tomada de decisão mais ágil, evitando erros ou desperdícios – e com isso temos reduções significativas no consumo de energia, nos custos com manutenção, no melhor aproveitamento das matérias-primas e, consequentemente, aumento de produtividade. Com toda essa tecnologia, processos antes obscuros, como é o caso da vacinação intramuscular das matrizes, deixam de ser uma operação simples e passam a ser vistos como “Pontos Críticos de Controle”. Sistemas de gerenciamento do processo vacinal, como a pHi-Tech, permitem uma ação corretiva em tempo real e têm o smartphone como peça fundamental na comunicação entre o equipamento e os supervisores do processo, ou mesmo com os tomadores de decisão, visto que todas as informações são armazenadas em nuvem e podem ser acessadas pelos diferentes níveis da companhia. Este tipo de equipamento, permite a integração do processo vacinal às rotinas de monitoramento da granja, onde podemos, por meio de painéis de controle, perceber desvios e tomar decisões com base em dados coletados no campo. Toda esta tecnologia trouxe e continuará a trazer um aumento de desempenho e produtividade no campo. Atualmente, a conectividade ainda é um dos principais gargalos nas propriedades rurais, mas tudo isso é um caminho sem volta e, assim como a tecnologia, a conectividade será uma realidade em breve. *Fonte: Notícias Agrícolas/Phibro Saúde Animal


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FIQUE POR DENTRO

MINERVA E EMPRESA CHINESA ESTÃO PRESTES A CONSTITUIR O MAIOR CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CARNE NO PAÍS ASIÁTICO A terceira maior empresa processadora de carne bovina do País, a Minerva Foods, com receita de R$ 17,1 bilhões em 2019, pode estar prestes a construir o “maior centro de distribuição de produtos de proteína animal importados da China”

A afirmação é da estatal chinesa Greenland Group, em um anúncio feito com pompa por ela no dia 1º de novembro. A empresa é a possível parceira da Minerva Foods para um processo empresarial conhecido como joint venture, no qual duas companhias se juntam para criar uma terceira empresa. Se correr como a empresa chinesa informa em seu site, esse negócio pode movimentar importações de US$ 599,2 milhões (4 bilhões de yuan) nos próximos dois anos com potencial para alcançar US$ 1,5 bilhão (10 bilhões de yuan) na próxima década. A Greenland faturou US$ 37,06 bilhões (247,4 bilhões de yuan) em 2016 – o dado mais recente divulgado pela companhia. A estatal, além de lidar com negócios como logística e distribuição, também atua nos setores imobiliário, de infraestrutura, construção e financeiro, todas atividades locais.

Cerimônia do acordo os autoridades da china e do Brasil. Além da presença do presidente do Greenland Group, Zhang Yuliang, a cerimônia do acordo contou com a presença do cônsul geral do Brasil em Xangai, Le Sizhe, e por diversas autoridades chinesas, como o viceprefeito de Xangai, Zong Ming, o diretor da Comissão Municipal de Comércio, Hua Yuan, e o secretário do Partido do distrito de Qingpu, Zhao Huiqin. 8

Silêncio brasileiro Se por um lado houve a comemoração e cerimônia na China, por outro, a notícia não foi alardeada pela brasileira Minerva. Fontes ouvidas, dizem que o negócio está sob análise em uma “operação não vinculante”. O que caracteriza uma oferta não vinculante é quando uma das partes apresenta a primeira proposta, o que leva a crer que o negócio partiu da Greenland. Possivelmente, a Minerva está fazendo os últimos acertos, antes de formalizar a joint venture. “Ainda faltam alguns detalhes burocráticos para finalizar, mas a Greenland já anunciou”. O anúncio da Greenland foi feito dias antes do China International Import Expo (CIIE), uma das grandes feiras de importação no país asiático que começa no dia 5/11 e vai até a próxima o dia 10/11. Segundo a nota da estatal, a Minerva Foods é uma das grandes expositoras na feira. *Fonte: Portal DBO


FIQUE POR DENTRO

AUSTRÁLIA REGISTRA QUEDA DE 28% NAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA EM OUTUBRO A queda dramática observada nas taxas de abate à medida que o ano de 2020 chega ao fim se refletiu nas exportações de carne bovina da Austrália em outubro, que caíram 28,5% em comparação com o mesmo período do ano passado Os números do Departamento de Agricultura divulgados mostram que as exportações para todos os mercados no mês passado chegaram a 81.314 toneladas – uma melhora significativa em relação ao mês anterior, historicamente baixo, apesar do impacto dos feriados públicos em outubro -, mas 34.000 toneladas atrás do comércio de outubro do ano passado. Como os relatórios semanais de abate da Beef Central indicaram, tem havido um declínio gradual, mas persistente na atividade de processamento dos estados do leste desde o início de abril devido à oferta restrita de gado após dois anos de redução do rebanho

forçada pela seca. Sete meses atrás, as contagens de cinco estados ainda eram em torno de 140.000 cabeças por semana, mas desde meados de agosto, os abates semanais nos estados do leste foram em média em torno de 103.000 cabeças. No acumulado do ano, a Austrália já exportou 874.418 t de carne bovina resfriada e congelada – um déficit maciço de 135.000 t ou 13% no mesmo período de dez meses do ano passado. Essa lacuna inevitavelmente aumentará ainda mais nos próximos dois meses, porque o ano de 2019 terminou de forma excepcionalmente forte,

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FIQUE POR DENTRO impulsionado pela seca. A semana que terminou em 17 de dezembro do ano passado, por exemplo, produziu o abate de quase 165.000 cabeças nos estados do leste. As chuvas generalizadas da primavera, conforme previsto pelo BOM, apenas restringiriam ainda mais a oferta de gado, especialmente em Queensland, onde as condições estão secando rapidamente em muitas áreas.

A maioria dos mercados de exportação caiu bem em outubro, nas comparações anuais. O Japão continuou sendo o cliente de exportação mais importante da Austrália em volume e valor, como tem feito desde meados do ano. O comércio com o Japão no mês passado chegou a 22.371 t, um aumento de 9% em setembro, mas ainda 11% atrás de setembro do ano passado. Maior competição está sendo observada no Japão por parte dos exportadores dos EUA este ano, em parte devido ao aumento da produção dos EUA, bem como a implementação do Acordo de Comércio EUAJapão em janeiro, que viu as tarifas de importação de carne bovina dos EUA cair de 38,5 para 26,6% – o igual ao da Austrália. No acumulado do ano, as exportações da Austrália para o Japão alcançaram pouco mais de 221.000 t, queda de cerca de 9% em relação ao mesmo período de dez meses do ano passado. As exportações para os Estados Unidos continuaram caindo no mês passado, em parte devido ao movimento da moeda e à falta de competitividade de preços da carne bovina magra para moagem australiana e às crescentes exportações da América do Sul. O volume total nos EUA no mês passado foi de 14.486 t, queda de mais 9% em relação ao já baixo número de setembro, e uma enorme queda de 34% em outubro do ano passado, quando a Austrália ainda estava liquidando vacas reprodutoras em um ritmo furioso. Recentemente, em junho deste ano, as exportações australianas para os EUA atingiram mais de 26.000 t, uma vez que os EUA perderam grande parte de sua capacidade de abate de bovinos devido aos desafios da COVID nas fábricas de processamento de carne. As exportações acumuladas no ano contam uma história semelhante, com as exportações para os EUA desde janeiro agora em 187.000 t, queda de 11% em relação ao ano passado. A China apresentou uma mini-recuperação no volume da carne bovina australiana no mês passado, mas foi apenas porque o comércio foi fortemente impactado no mês anterior. 10

As exportações de refrigerados e congelados para a China em outubro alcançaram 12.640 t, um aumento de 21% em relação às 10.387 t de setembro, mas 59% a menos que em outubro do ano passado, quando a China ainda dominava o comércio exterior da Austrália, com 30.724 t. Fontes comerciais dizem que vários fatores estão em jogo na China, além do simples declínio na disponibilidade de carne bovina australiana: – Depois que o aumento das exportações acionou a cláusula de proteção do mercado Safeguard da China em junho, as tarifas sobre as exportações de carne bovina australiana para a China aumentaram para 12 por cento no restante de 2020, de 4,8 por cento no início do ano. Tarifas mais altas tornam a carne bovina australiana menos competitiva em relação a outros exportadores – Cinco grandes fábricas de carne bovina para exportação aprovadas pela China foram suspensas do comércio por questões de regulamentação/ documentação e, mais recentemente, reivindicações sobre resíduos químicos. – Competição extrema da carne bovina sulamericana mais barata. A Argentina, por exemplo, espera exportar incríveis 870.000 t de carne bovina para a China neste ano, representando 75% de todas as suas exportações para 2020. Esses volumes continuam apesar dos choques econômicos da pandemia de COVID-19 e da suspensão temporária de sete frigoríficos argentinos em agosto, após a detecção de casos de coronavírus entre os trabalhadores. – No acumulado do ano, as exportações australianas para a China alcançaram pouco mais de 168.000 t, abaixo das mais de 231.000 t nos mesmos dez meses do ano passado – uma queda de 27%. Em outros mercados, os resultados no mês passado foram mistos, mas geralmente refletiram o impacto da menor produção de carne bovina na Austrália. O comércio com a Coreia do Sul no mês passado atingiu 13.829 t, uma reviravolta substancial no comércio de setembro, quando a crescente pressão competitiva dos EUA viu o volume chegar a apenas 10.600 t. No acumulado do ano, a Coreia comprou pouco menos de 128.000 t, apenas um pouco abaixo do mesmo período do ano anterior. A Indonésia comprou 2.923 t, alta de 2% em relação ao mês anterior, mas 53% abaixo das exportações registradas em outubro do ano passado. Nos últimos dez meses, registrou-se um acumulado de 41.600 t no comércio de carne bovina, queda de 17% em relação ao ano anterior. Os desafios do COVID na Indonésia têm sido um fator significativo.


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FIQUE POR DENTRO A região do Oriente Médio continua lutando contra a pressão competitiva da carne barata da América do Sul, comprando 3.288 t da Austrália no mês passado, praticamente o mesmo que no ano passado. O comércio no ano civil atingiu 23.700 t, queda de 12% em relação ao ano anterior. Apesar de ser mercado de maior valor por quilo da Austrália, a União Europeia continua operando em um nível muito baixo para os padrões históricos, consumindo apenas 658 t no mês passado, queda de 30% em relação ao ano passado. No acumulado do ano, o comércio para a região da UE foi de 7.400 t – menos da metade do que era apenas quatro anos antes.

*Fonte: BeefPoint

GOIÁS COMEMORA O TÍTULO DE DETENTOR DO SEGUNDO MAIOR REBANHO BOVINO DO PAÍS Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás possui o segundo maior plantel de bovinos do País, com quase 22,8 milhões de cabeças. O fato foi comentado no TBC2, pela gerente de Inteligência de Mercado da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Juliana Dias Lopes. Na conversa no estúdio do telejornal, com os apresentadores Danuza Azevedo e Guilherme Rigonato, Juliana disse que a pesquisa do IBGE aponta um crescimento de 0,6% no rebanho goiano. “Isso é muito positivo. E é em decorrência, principalmente, da valorização do mercado. Quando a gente tem essa valorização, estimula o produtor a aumentar o seu investimento”, destacou a gerente.

Exportações Ela citou que a carne bovina é hoje uma commodity muito valorizada nos mercados interno e internacional. Informou que, em outubro último, as exportações de carne bovina goiana representaram mais de 30% das vendas externas do agronegócio goiano. Conforme Juliana Dias, algumas ações governamentais de apoio ao pecuarista goiano também contribuíram para Goiás conquistar o segundo lugar nacional no ranking do rebanho bovino. Entre elas, citou o acesso ao crédito mais barato do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO Rural). “A gente vem trabalhando para aumentar o número de produtores com acesso a esse crédito”, afirmou. A gerente comentou ainda o fato de o preço da carne bovina estar elevado para o consumidor brasileiro, devido à valorização do produto no mercado internacional. E respondeu a pergunta sobre atividade pecuária versus preservação do meio ambiente. *Fonte: Agrolink

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FIQUE POR DENTRO

ALTA NA PRODUÇÃO GLOBAL DE CARNES EM 2021 SERÁ PUXADA POR CARNE SUÍNA O crescimento da produção de carne suína na China é impulsionado pelo início da recuperação do setor após os impactos causados pela peste suína africana nos últimos anos. O banco espera forte crescimento para a produção de carne de frango do país e aumento marginal na de carne bovina. “Esperamos que a produção de carne suína da China tenha provavelmente uma forte recuperação em 2021, devido ao aprimoramento da biossegurança”, disse a analista do Rabobank, Chenjun Pan, em podcast divulgado pelo banco. Ela estima que a produção de carne suína na China deva crescer pelo menos 10% em 2021, podendo aumentar em até 20% se os surtos de peste suína africana durante o inverno no país, época em que os casos tendem a aumentar, forem limitados. A analista disse que a demanda chinesa por carne bovina deve continuar forte, apesar do aumento na produção e na disponibilidade de outras proteínas. “Acredito que a demanda por carne bovina é bem resiliente. Esperamos que a China continue a ter fortes importações de carne bovina no próximo ano”, disse ela. Após as disrupções causadas pela covid-19 na indústria global de carnes em 2020, com restrições em algumas unidades processadoras, no comércio internacional e na distribuição de produtos no segmento de food service, o Rabobank espera que 2021 seja um ano de recuperação.

A produção global de carnes deve crescer em 2021, impulsionada principalmente pela carne suína, disse o Rabobank em resumo de relatório divulgado a clientes. “Em 2021, antecipamos crescimento da produção na maioria das regiões, com a maior mudança ocorrendo na Ásia, onde os impactos da peste suína africana estão diminuindo”, disse o Rabobank em seu website. 14

Mas o setor de carnes global ainda deverá enfrentar desafios como altos custos nos preços de grãos. No Brasil, o banco espera crescimento da produção de todas as proteínas animais, num ritmo mais modesto que em anos recentes, com exportações impulsionando a produção enquanto a demanda doméstica continua fraca. *Fonte: CarneTec


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BALANÇA COMERCIAL DO AGRONEGÓCIO REGISTRA SUPERÁVIT RECORDE DE US$ 75,5 BI DE JANEIRO A OUTUBRO A balança comercial do agronegócio brasileiro registrou superávit recorde no acumulado de janeiro a outubro deste ano, com saldo de US$ 75,5 bilhões. A receita com exportação foi de US$ 85,8 bilhões, alta de 5,7% em comparação com igual período de 2019, informa a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. O volume exportado foi de 189,4 milhões de toneladas nos dez primeiros meses do ano, aumento de 12,4%. Os produtos mais vendidos no período foram soja em grãos (US$ 28 bilhões), carne bovina in natura (US$ 6,1 bilhões), açúcar de cana em bruto (US$ 6 bilhões), celulose (US$ 5 bilhões) e farelo de soja (US$ 5 bilhões). Estes produtos representaram 58,3% da pauta exportadora do agro brasileiro nos dez primeiros meses.

A China continua como o principal destino das vendas externas, com participação de 35,8%. União Europeia (16,2%), Estados Unidos (6,5%), Japão (2,4%) e Coreia do Sul (2,1%) completam o ranking dos cinco principais mercados no período de janeiro a outubro. As exportações em outubro passado tiveram queda de 6,2% em relação ao mesmo mês em 2019, totalizando uma receita de US$ 8,2 bilhões e superávit de US$ 7 bilhões. O total embarcado foi de 18,1 milhões de toneladas, redução de 3,2%. O açúcar de cana em bruto foi o produto mais exportado (US$ 1,1 bilhão em valores) e a China também foi o principal comprador dos produtos do agronegócio (26,5% do total). Os

lácteos

foram

destaque

entre

os

produtos analisados dentro do Projeto Agro BR, desenvolvido em parceria com a Apex Brasil para promover pequenos e médios produtores ao comércio internacional. As exportações em outubro de 2020 somaram US$ 8,5 milhões, 87,5% a mais do que no mesmo período do ano passado, principalmente pelo crescimento de vendas do leite modificado e do leite condensado. No acumulado de janeiro a outubro, o aumento nas vendas foi de 30% em receita (US$ 61,6 milhões) e 30,6% em volume (26,8 mil toneladas), puxado pelas exportações de leite modificado, leite em pó e creme de leite. *Fonte: Broadcast Agro

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GRUPO DE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL ATUALIZA GUIA AMBIENTAL PARA SETOR PRODUTIVO Em nota, o grupo informou que o lançamento da versão 2021 do Guia de Indicadores da Pecuária Sustentável (GIPS) será em janeiro, com 35 indicadores – a anterior continha 44 Segundo o presidente do Grupo, Caio Penido, que também é pecuarista em Mato Grosso, o GIPS passou

CONTATOS:

por reformulação para tornar a linguagem mais acessível, objetiva e para facilitar o preenchimento por parte dos pecuaristas. “O GIPS aponta quais indicadores devem ser melhorados e sugere como isso pode ser feito, com base na legislação brasileira, em protocolos de boas práticas e princípios globais de sustentabilidade, sendo um instrumento de gestão e mensuração para a pecuária“, explicou. Ele assegurou, ainda, que o programa é destinado tanto aos pecuaristas que acabaram de iniciar sua jornada, quanto aos que têm resultados para demonstrar. Os dados são confidenciais e os indicadores são aplicáveis a todos os elos da cadeia. “Mantivemos, na nova versão, cinco questões relacionadas à gestão, cinco para o princípio de comunidades, sete para trabalhadores, nove para meio ambiente e outras nove para cadeia de valor. Aproveitamos para englobar novos temas, como inovação e tecnologia no princípio de cadeia de valor, e controle produtivo no princípio de gestão”, acrescenta a consultora do GIPS, Stephanie Ferreira. *Fonte: BeefPoint

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FIQUE POR DENTRO

PRODUÇÃO DE CARNE DE QUALIDADE E USO DE ILPF SÃO DESTAQUES NO AGRO PELO BRASIL A discussão sobre o potencial da produção de carne de qualidade reuniu o supervisor de Protocolos de Rastreabilidade do Instituto CNA, Paulo Vicente Costa, o assessor do técnico Senar/BA, Luiz Raimundo Freire Sande, o instrutor do Senar/GO, Alexandre Rui Barbosa, e o engenheiro agrônomo, Marcos Palhares. Paulo Costa destacou que a carne de qualidade depende de manejo sanitário e nutricional e genética. Outra ferramenta fundamental é a rastreabilidade, cada vez mais valorizada pelos consumidores e decisiva para a conquista de mercados. A plataforma Agri Trace, sistema de protocolos de certificação de raças bovinas desenvolvido pela CNA para agregar valor à produção dos pecuaristas, é exemplo dessa tendência. Hoje, a ferramenta reúne 11 programas de qualidade de carne e dois protocolos de garantia da identificação de bovinos. “Temos um mercado fantástico para expansão de carnes gourmet dentro e fora do Brasil. Produzimos apenas 15 mil toneIadas por ano e ainda importamos 79 mil toneladas de países como a Argentina e o Uruguai. Precisamos demonstrar para o consumidor que nossos produtos, por meio desses protocolos, têm qualidade até mesmo superior que os nossos vizinhos”, afirmou ele. Apesar de ter o maior rebanho comercial do mundo e ser um grande exportador de carne “commodity” de excelente qualidade, o assessor técnico do Senar/BA também acredita que o Brasil deve investir na produção de cortes com maior marmoreio e maciez. “É uma carne diferenciada e com um consumo que chegou a aumentar 32% em alguns períodos. Cerca de 80% do nosso rebanho é Nelore e, mesmo não sendo uma raça de referência nessas características, sabemos que é possível conseguir animais de excelente qualidade, como já está acontecendo com muitos produtores”, disse Luiz Raimundo Freire Sande. Alexandre Rui Barbosa ressaltou a importância do melhoramento genético e da padronização 18


FIQUE POR DENTRO dos animais com foco no tipo de carne que se deseja produzir. Já Marcos Palhares citou a influência que a alimentação tem na quantidade e na qualidade da carne produzida. Para ele, uma das alternativas mais completas é a silagem de milho. ILPF – O uso da ILPF como tecnologia sustentável foi tema do debate com o assessor técnico do Senar, Mateus Tavares, o instrutor do Senar/GO, José Mateus Santini, e o zootecnista João Jorge Pieroni Tertius. Segundo Mateus Tavares, a técnica é uma das práticas preconizadas pelo Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) e traz benefícios ambientais e sociais como a intensificação da produção na mesma área e o incremento da renda do produtor. Atualmente, a ILPF está presente em mais de cinco milhões de hectares no Brasil, mas a transferência de tecnologia continua sendo o maior entrave para a sua expansão. “O produtor precisa saber como ele vai implementar da maneira correta e isso deve ser feito de forma profissional. O projeto ABC Cerrado trouxe uma informação importante: onde tivemos capacitação e assistência técnica, a implementação foi 11 vezes maior”, revelou.

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FIQUE POR DENTRO O instrutor do Senar/GO apontou a necessidade de adequação do sistema integrado para as características de cada propriedade. Conforme José Mateus Santini, os custos para a implementação da ILPF são mais altos na comparação com as técnicas convencionais e exige planejamento, conhecimento e maquinário apropriado. Outras vantagens da prática, citou João Jorge Pieroni Tertius, são melhoria da sanidade do solo e sua conservação, redução de pragas e doenças e aumento da matéria orgânica e da produtividade. Programação - A equideocultura para a saúde, esporte e lazer foi analisada pelo instrutor do Senar/ BA, Luverci Alves de Lucena, e pelo médico veterinário e instrutor do Senar/GO, João Francisco Godoi. Eles abordaram pontos como manejo nutricional e cuidados sanitários necessários com os animais. O Projeto Forrageiras para o Semiárido foi destaque em uma reportagem sobre o andamento das ações na unidade de referência instalada em Itapetinga. A iniciativa, desenvolvida pelo Sistema CNA/Senar e pela Embrapa, avalia o potencial produtivo e a adaptação das plantas forrageiras às condições climáticas do semiárido

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para a recomendação de novas fontes de alimento para o rebanho. O quadro AgroUp destacou o MIP 4.0, ferramenta em desenvolvimento para o manejo inteligente de pastagens de forma remota, e o Olho do Dono, um software para a pesagem de bois com câmera 3D digital no pasto, sem estresse dos animais. No Agro Mitos, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias Filho, e a assessora técnica da entidade, Ana Lígia Lenat, responderam perguntas sobre o uso de água na agropecuária e de hormônios na criação de frangos. A parte musical e a gastronomia também foram destaque. Os cantores Perilo Trajano e Cléber Sardinha, de Itapetinga, e as duplas Xavantinho e Bradoque e Zé Milton e Eduardo, de Ipameri, se apresentaram no Talentos da Nossa Terra. O quadro Do Rural à Mesa mostrou receitas de pão de mandioca e de geleia de pimenta. *Fonte: Notícias Agrícolas


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FIQUE POR DENTRO

APESAR DA PANDEMIA, PRODUÇÃO MUNDIAL DE CARNES RECUA APENAS 0,5% EM 2020

No segundo Food Outlook do corrente exercício, a FAO estima que a produção mundial de carnes de 2020 girará em torno dos 337,3 milhões de toneladas, recuando apenas meio por cento em relação a 2019. A nova previsão é menos pessimista que a de junho passado, ocasião em que os desdobramentos da pandemia de Covid-19 levaram a FAO a projetar uma redução próxima de 2%. De toda forma, este será o menor volume alcançado no triênio 2018/2020. Naturalmente, a maior redução continua recaindo sobre a carne suína. Porém, em índice bem menor que em 2019. No ano passado a queda foi estimada em quase 10%. Em 2020 projeta-se que recuará pouco mais de 4%. Mas é previsto, também, ligeiro recuo – de pouco mais de 1% – na produção de carne bovina. Devido – explica a FAO – a quedas na Índia, Austrália e Brasil, o que resultou em suprimentos apertados e, claro, na valorização do produto. Como está sendo prevista estabilidade na produção de carne ovina (menos de 5%

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do total mundial), somente a carne avícola (essencialmente, a de frango, pois a FAO individualiza a produção comercial de outras espécies de aves) tende a uma expansão no corrente exercício. No entanto, o índice de incremento previsto, pouco superior a 2,5%, corresponde quase à metade do registrado de 2018 para 2019. A ressaltar que a carne avícola se isola como a principal carne produzida no mundo. Em 2018 correspondeu a pouco mais de 37% da produção mundial (no volume total da FAO estão inclusas outras carnes não especificadas na tabela) e, neste ano, sua participação deve ultrapassar os 40% da produção total. Ainda que marginalmente, aumenta, também, a participação da carne bovina – de 20,92% em 2018 para 21,35% em 2020. Assim, cai apenas a participação da carne suína – de 35,33% para 31,22%, uma redução de quase 12% em apenas dois anos. *Fonte: BeefPoint (modificado)


MERCADO INTERNACIONAL

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DO BRASIL NÃO FOI COMUNICADO POR CHINESES SOBRE COVID-19 EM SUÍNO EXPORTADO De acordo com a agência Reuters, o governo da província chinesa de Shandong informou ter encontrado traços de covid-19 em uma embalagem de carne suína importada do Brasil. Não foi informado o nome da empresa brasileira responsável pelo produto. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a embalagem pode ter sido contaminada durante o transporte. Em nota, a entidade informou que está em contato com as autoridades brasileiras para apoiar a apuração do caso. “As informações divulgadas até aqui destacam que os traços de Covid-19 eventualmente encontrados estavam na embalagem do produto, o que indica que a contaminação deve ter ocorrido fora da unidade

produtora - por exemplo, em uma das várias etapas de transporte até a chegada ao destino”, destaca a ABPA, em nota. A entidade lembra ainda que não há evidências científicas de que a carne possa transmitir o vírus. Em agosto, autoridades municipais da cidade de Shenzen disseram que uma amostra de asas de frango congeladas exportada pelo Brasil testou positivo para o coronavírus. A situação fez as Filipinas barrarem as exportações de frango brasileiro para o país. *Fonte: Notícias agrícolas

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MERCADO INTERNACIONAL

URUGUAI NEGA DETECÇÕES DE COVID-19 EM VENDAS PARA A CHINA O ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Carlos María Uriarte, negou que seu país tenha sido detectado o coronavírus em qualquer carregamento que levasse carne para a China. Quando confirmou o caso do frigorífico Gorina, em La Plata, na Argentina, sobre o qual a China disse ter encontrado covid-19 na embalagem de carne de um cliente que trabalha em sua fábrica, o La Nación, com base em fontes com acesso às informações do Senasa, disse que algo semelhante havia acontecido com outros países, inclusive o Uruguai. “Até o momento, nenhuma carne de qualquer tipo foi detectada exportada do Uruguai infestada

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com covid-19”, disse Uriarte em sua conta no Twitter, após negar a versão. Após a reação do governante uruguaio, o La Nación voltou a consultar o Senasa, onde preferiu baixar o tom do assunto e evitou dar mais detalhes. Neste ano, o Uruguai já vendeu carne bovina ao mundo por US $ 1.255.303.496. Desse valor, para a China foram produtos cárneos por US $ 549.133.978.

*Fonte: El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint


MERCADO INTERNACIONAL

FRIGORÍFICOS DO CANADÁ E DA DINAMARCA SUSPENDEM VENDAS À CHINA Um frigorífico da Dinamarca e outro do Canadá decidiram interromper voluntariamente as exportações de carne suína para a China. A informação é da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês), segundo o Broadcast Agro. O órgão chinês não informou quais foram os motivos para a decisão e tampouco quando as remessas devem ser retomadas. A China intensificou nos últimos meses os critérios para a importação de proteína animal oriunda de diversos países, sob a alegação de que os alimentos poderiam estar contaminados por traços do novo coronavírus. Dentre as medidas adotadas, estava a orientação de que as empresas assinassem carta assumindo que seus produtos não tinham contaminação.

*Fonte: Suinocultura Industrial

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CAPA

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE CARNE CRESCEM E EXPECTATIVA É QUE 2021 SEJA AINDA MELHOR MESMO EM UM ANO ATRIBULADO DEVIDO PANDEMIA, ATÉ AQUI, O SALDO É POSITIVO E A EXPECTATIVA É QUE EM 2021, AS EXPORTAÇÕES DE CARNES CRESÇAM AINDA MAIS. ENTRETANTO, DIPLOMACIA COM A CHINA PREOCUPA O SETOR

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O

Por: Marcelo Rios

ano de 2020 trouxe abalos mundiais em todos os segmentos. No caso exportação da carne brasileira não foi diferente. Porém, apesar de uma inquietação próxima ao final do primeiro semestre, quando a China chegou a suspender importações de vários frigoríficos brasileiros, para retomá-las pouco depois, o setor tem motivos para comemorar. No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, as exportações de carne bovina brasileira cresceram 9% e chegaram a 1,65 milhão de toneladas. A receita é 16% maior que na mesma comparação, chegando a US$ 6,8 bilhões. O bom desempenho se deve em grande parte a demanda chinesa que importou 948.168 toneladas, proporcionando uma receita de US$ 4 bilhões. No mesmo período de 2019, o volume foi de 625.256 toneladas com uma receita de US$ 2,64

bilhões. Após a China e o estado de Hong Kong, outros grandes compradores foram Egito, Chile, Rússia, Arábia Saudita, Estados Unidos, Emirados Árabes e Filipinas. No segmento de carne suína, as notícias também são animadoras, pois em outubro, as exportações totais desse tipo de carne já tinham superado o total registrado em 2019. E em novembro, só nos primeiros 14 dias, o volume exportado praticamente igualou o de todo o mês de novembro do ano passado. Os números da Secretaria de Comercio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Economia, foram considerados como surpreendentes até mesmo pelos mais otimistas do setor. O valor pago pela tonelada também cresceu. Em novembro do ano passado, o preço era US$ 2.405 a tonelada, enquanto neste mês é US$ 2.480. A China, que teve seu rebanho devastado pela peste suína africana (PSA), nos dois últimos anos, continua sendo o principal comprador com 423,2 mil toneladas importadas de janeiro a outubro, 123% acima do registrado no mesmo período de 2019.

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CAPA A exportação de carne de frango também cresceu, mas a receita caiu 13%. De janeiro a outubro deste ano, foram exportadas 3,498 milhões, gerando uma renda de US$ 5,066 bilhões, contra 3,490 milhões e uma renda de US$ 5,820 bilhões no mesmo período de 2019. Apesar de podermos ressaltar que o dólar teve uma grande valorização no começo deste ano, os custos para o setor também se elevaram (especialmente os grãos). A expectativa do segmento é que no mês de novembro, mais 365 mil toneladas sejam exportadas e que o acumulado do ano chegue a 4, 2 milhões de toneladas. A China comprou 564 mil toneladas de carne de frango brasileira entre janeiro e outubro (24% a mais que no mesmo período de 2019). Outros países asiáticos também compraram mais, a Coreia do Sul, adquiriu 109,5 mil toneladas (+7%), e Singapura, 106,4 mil toneladas (+32%). Apesar de um aumento de custos de 100%, o gerente de mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) Luís Rua, acredita que mesmo 2020 sendo um ano atípico e com retrações em vários mercados internacionais, os números finais das exportações de carne de frango serão favoráveis em relação a 2019.

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Motivos para o crescimento Mesmo com a pandemia e o temor dos cancelamentos das exportações em um determinado momento, um dos motivos que explicam o crescimento da procura pela carne brasileira em 2020, foi a necessidade da China de comprar mais proteína animal, uma vez que seu plantel foi duramente impactado pela PSA. De janeiro a agosto, os chineses compraram 62,4% de toda carne bovina brasileira exportada. A alta do dólar ajudou nas exportações de carne brasileira e fez com que a rentabilidade dos produtores aumentasse, mas vale lembrar que a pecuária depende de diversos insumos importados, logo se ocorrem ganhos a mais na hora de vender, também há perdas na hora de comprar. Contudo, especialistas ainda apontam essa desvalorização do real como mais um dos motivos para o crescimento das exportações de carne mesmo em um cenário complicado como está sendo este da pandemia.

Momento turbulento No mês de julho, quando a China anunciou que suspenderia a importação de carnes de vários frigoríficos brasileiros, houve grande preocupação, afinal de contas, há anos, o país oriental é o maior comprador do Brasil. O motivo alegado era


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CAPA

a preocupação de que funcionários pudessem contaminar a carne com a covid-19 e o vírus chegasse ativo à mesa dos chineses. Entretanto, novas medidas de segurança, além da ausência de comprovação científica do risco de contaminação, levaram o governo chinês, pouco a pouco, a cancelar as suspensões e voltar a comprar a carne brasileira. Não fosse esse problema, analistas acreditam que o saldo positivo das exportações no segmento seria ainda mais favorável.

Expectativas para 2021 Segundo diferentes analistas do setor, a exportação de carne brasileira em 2021 deverá crescer. No caso da carne bovina, o banco holandês Rabobank acredita que haverá um novo recorde com alta de 5,5% em volume em relação a 2020. Caso a previsão seja confirmada, serão 2,6 milhões de toneladas saindo do Brasil. O Rabobank também aponta um crescimento nas exportações de carne suína de 6%, chegando a 1,2 milhão de toneladas embarcadas, o que fará com que pela primeira vez as exportações da proteína ultrapassem a marca de um milhão de toneladas. A China seguirá sendo o principal comprador, mesmo que consiga atenuar o problema com sua produção afetada pela PSA, os chineses ainda precisarão importar uma quantidade relevante desse tipo de carne em 2021. O banco projetou ainda um crescimento nas exportações de carne de frango de 1%, chegando a 3,93 milhões de toneladas. Importante destacar 30

que além da PSA, a China também enfrenta a gripe aviária, o que tem impactado a produção de frangos em diversas regiões do país. Diante disso, os chineses podem apresentar ainda uma demanda maior desse tipo de proteína. Apesar das boas projeções, analistas pedem cautela devido à pandemia. As incertezas sobre uma nova onda de covid-19 e a expectativa de vacinas eficazes podem aumentar ou diminuir o ânimo dos mercados, incluindo aí, as importações de carnes.

Falta de diplomacia preocupa setor Tradicionalmente, o Brasil sempre manteve boas relações políticas e comerciais com nações de todos os continentes, independente de ideologias políticas. Entretanto, declarações cada vez mais contundentes do presidente Jair Messias Bolsonaro, de membros do governo e até de familiares da autoridade máxima do Executivo, vêm desagradando à China, país que é simplesmente o principal destino das exportações brasileiras. Há meses, diversas lideranças do agronegócio brasileiro vêm perdendo o sono e insistem em pedir cautela ao governo na forma de tratamento dispensada à China. O ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli afirmou que não se pode ofender ninguém nem misturar política com comércio, e que é preciso de uma posição mais sadia e madura. Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, também critica os ataques à China por membros do governo, afirmando que o Brasil não ganhará nada com esse tipo de atitude,


apenas perderá. Apesar da preocupação, Neto não acredita que o governo chinês possa retaliar os produtos brasileiros e declarou que eles (autoridades chinesas) estão vendo que essas declarações intempestivas não têm apoio do nosso país e que o Brasil é mais do que esse governo. Entretanto, o exsecretário de produção do Ministério da Agricultura não descarta que possa gerar uma má vontade por parte do país oriental em futuros negócios com tantos ataques. Mas nem todos estão confiantes de que a falta de diplomacia brasileira não gerará prejuízo ao setor agropecuário. A cada nova postagem ou declaração ofensiva à China por parte do governo brasileiro ou de pessoas próximas, mais inquietação e incredulidade são demonstradas pelo segmento. Só para recordar, desde o começo da gestão Bolsonaro, diversos ataques e provocações foram feitos à China. Em abril deste ano, o então ministro da Educação, Abraham Weintarub ridicularizou o sotaque chinês e insinuou que a China iria se beneficiar propositalmente da crise mundial gerada pelo coronavírus. A embaixada chinesa se irritou e cobrou uma declaração oficial do governo sobre a fala do ministro. E neste mês de novembro, o deputado Eduardo Bolsonaro, que também é presidente da Comissão das Relações Exteriores da Câmara, relacionou a tecnologia chinesa do 5G à espionagem, o que gerou a nota mais dura até agora vinda do país oriental: “Acreditamos que a sociedade brasileira, em geral, não endossa nem aceita esse tipo de postura. Instamos essas personalidades a deixar de seguir a retórica da extrema direita norte-americana, cessar as desinformações e calúnias sobre a China e a amizade sino-brasileira, e evitar ir longe demais no caminho equivocado, tendo em vista os interesses de ambos os povos e a tendência geral da parceria bilateral. Caso contrário, vão arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil.” Nesse campo cada vez mais minado das relações exteriores, o setor agropecuário ainda teme por retaliações vindas da União Europeia, Argentina e até dos Estados Unidos, que após a vitória do democrata Joe Biden já foi alvo de ataques do presidente Bolsonaro, afirmando que não aceitará barreiras comerciais vindas do novo governo americano em virtude dos incêndios na Amazônia, chegando a usar expressão “quando acaba a saliva tem que ter pólvora”. A declaração voltou a preocupar exportadores e analistas de diferentes setores.

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MERCADO INTERNACIONAL

IMPORTAÇÕES DE CARNE DA CHINA PARECEM DISPARAR PARA RECORDE NA ESCASSEZ DE CARNE DE PORCO As importações de carne e vísceras em 2020 podem ultrapassar 9,5 milhões de toneladas, um recorde histórico, disse Wang Bin, diretor de departamento do ministério do comércio, em uma conferência sobre carne na China International Import Expo em Xangai, no fim de semana. A China é um grande impulsionador do comércio global de carne este ano, disse ele. A China comprou 8,2 milhões de toneladas de carne e vísceras nos primeiros 10 meses do ano, um aumento de 69% no ano, dados oficiais da alfândega mostraram no sábado. A China também está importando de mais países, incluindo os da Europa, o maior fornecedor do país, bem como dos Estados Unidos e da América do Sul, disse Wang. Wang vê um grande potencial para as importações de carne, mas a suspensão da produção por alguns processadores de carne no exterior ainda cria incerteza sobre o fornecimento no curto prazo, disse ele. A China também intensificou as inspeções de embarques de

carne e frutos do mar para o exterior para tentar evitar a potencial transmissão do coronavírus. Wang estimou que as importações de carne suína e miudezas podem atingir 3 milhões de toneladas em 2021, enquanto as importações de carne bovina e de carneiro podem chegar a cerca de 2 milhões de toneladas. A oferta doméstica de carne suína deve se recuperar aos níveis normais na segunda metade do ano que vem, já que as fazendas estão reconstruindo ativamente os rebanhos. O consumo de carne suína também pode aumentar significativamente no próximo ano, depois que os preços recordes afetaram a demanda, disse Wang. Os preços da carne suína na China caíram nos últimos dois meses. *Fonte: Notícias Agrícolas

INDÚSTRIA CHINESA INICIA TRÊS COMPLEXOS PRODUTIVOS DE SUÍNOS SUSTENTÁVEIS NA ARGENTINA

O projeto envolverá um investimento de US $ 129 milhões e a criação de 360 empregos para cada um dos três empreendimentos. A Chancelaria da Argentina participa das negociações O governador destacou o acordo bilateral existente entre a Argentina e a República Popular da China e garantiu que, “do Chaco iniciamos os primeiros passos para a realização de investimentos do país asiático em um modelo de desenvolvimento integrado tendo os produtores provinciais como parceiros locais estratégicos”. Capitanich ressaltou que cada um dos complexos vai demandar 32,3 mil toneladas de soja e 87,4 mil toneladas de milho por ano para alimentar os suínos. “É um volume que pode ser abastecido localmente sem transtornos, já que a província produz cerca de um milhão de toneladas 32

Junto com os investimentos chineses, também buscamos financiamento para os empresários locais associados a esta iniciativa”, antecipou ele após a assinatura do acordo com a empresa Feng Tian Food


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MERCADO INTERNACIONAL de milho por ano e 1,6 milhão de soja”, disse. Segundo a proposta do governo do Chaco, os três estabelecimentos estarão localizados em áreas estratégicas do território provincial: um no nordeste, outro no centro e o terceiro no sudoeste. A empresa Feng Tian Food tem linhas comerciais desenvolvidas entre os dois países e, a partir do instrumento firmado com a Província, passará imediatamente a desenvolver contatos diretos com investidores chineses, de acordo com o modelo de produção proposto pelo governador para chegar aos primeiros acordos que promovam esses investimentos. O Ministro da Produção, Indústria e Emprego, Sebastián Lifton, participou no encontro presidido pelo governador e empresários da FTF, após o qual destacou o impacto econômico positivo que o desenvolvimento da suinocultura terá na província. “Cada complexo será formado por cinco fazendas de 2.400 matrizes cada; um refrigerador de exportação;

uma usina de biodiesel; um biodigestor com geração de energia; e uma planta alimentar equilibrada ”, detalhou o responsável. Após a assinatura do acordo com a FTF, Capitanich e Lifton, e o chefe do Nuevo Banco del Chaco, Federico Muñoz Femenía, se reuniram - também em Buenos Aires - com o presidente do Banco de la Nación Argentina, Eduardo Hecker, perante quem levantaram a necessidade de financiamento para o desenvolvimento de suínos no Chaco. “O modelo proposto envolve a associação de investidores chineses a parceiros locais; Os bancos da República Popular da China financiarão seus investidores e os bancos locais financiarão os produtores que aderirem ao processo ”, acrescentou o ministro. *Fonte: Agrolink (modificado)

IMPORTAÇÃO CHINESA DE CARNE SUÍNA AVANÇA 80% EM OUTUBRO A China importou 330 mil toneladas de carne suína em outubro, segundo dados alfandegários, um aumento de 80,4% em relação ao ano anterior, já que o maior consumidor de carne do mundo continuou a estocar proteínas após uma queda em sua própria produção. A produção de carne suína da China caiu 19% no primeiro semestre do ano, depois que a peste suína africana devastou seu enorme rebanho de suínos nos últimos dois anos. As importações nos primeiros 10 meses do ano aumentaram 126,2%, para 3,62 milhões de toneladas, disse a Administração Geral das Alfândegas. As importações de outubro foram menores do que as 380 mil toneladas do mês anterior, com a recuperação da oferta chinesa pressionando os preços locais e deixando importadores mais cautelosos. O rebanho suíno da China cresceu 26,9% em

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outubro em relação ao ano anterior, de acordo com o Ministério da Agricultura. Os preços da carne suína caíram cerca de 28% desde o início de julho, para 36,7 iuanres (5,59 dólares) por quilo, embora ainda esteja muito acima dos níveis já alcançados antes do surto da doença. As importações de carne bovina em outubro aumentaram 12,2% ano a ano, para 170 mil toneladas, segundo os dados, com embarques acumulados de 1,74 milhão de toneladas no ano. A China tem sido o principal destino de carnes suína e bovina do Brasil neste ano. De janeiro a outubro, o Brasil exportou 423,2 mil toneladas de carne suína aos chineses, enquanto embarcou 684,7 mil toneladas de carne bovina ao país asiático, segundo dados do governo brasileiro. *Fonte: Reuters


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CARNE SUÍNA SE ACUMULA NA EUROPA ENQUANTO O VÍRUS E A PESTE SUÍNA REDUZEM AS VENDAS A Alemanha, o maior produtor da União Europeia, foi excluída dos principais mercados da Ásia desde que um surto mortal de vírus suíno começou em javalis em setembro. Isso está deixando um excedente no continente, assim como a última série de bloqueios da Covid-19 significa que os restaurantes estão vendendo menos schnitzel e salsicha Na Alemanha, os preços dos suínos caíram mais de 40% abaixo dos níveis de março e os preços da carcaça estão nos mais baixos desde 2016. Embora muitos carregadores europeus ainda estejam se beneficiando das importações recordes da China, as fábricas em alguns outros países também enfrentam restrições de exportação. Lentidão de processamento vírus relacionado também deixaram uma carteira de centenas de milhares de porcos em fazendas alemãs. Os fazendeiros alemães estão perdendo cerca de 60 euros (US $ 71) por animal, e alguns podem fechar as portas sem ajuda emergencial do governo, de acordo com a associação de criadores de porcos da Alemanha . Max Green, analista de gado da IHS Markit, disse que embora a China “esteja absorvendo grandes quantidades” de carne suína, “não é o suficiente para sustentar os preços”. A UE é o maior exportador de suínos do mundo. As restrições comerciais na Alemanha significam que os fazendeiros dinamarqueses estão vendendo menos animais jovens através da fronteira, onde muitas vezes são criados até o peso de abate. Os abatedouros do país funcionam nos fins de semana e procuram contratar novos trabalhadores para acompanhar o fluxo de suínos, de acordo com Jais Valeur, diretor-presidente do Danish Crown Group. Rupert Claxton, diretor de carnes da consultora Gira, disse que pode levar pelo menos seis meses para que a oferta e a demanda sejam sincronizadas. A China também instruiu os importadores a desinfetar todas as importações de produtos da cadeia de frio, adicionando complicações ao comércio. “Covid continua sendo uma desconhecida”, disse Claxton. “É muito difícil equilibrar algo que está sempre mudando.” As vendas podem se recuperar uma vez que os bloqueios aumentem e os restaurantes reabram. A demanda por exportações para a Ásia também 36

permanece forte, disse Valeur. O Departamento de Agricultura dos EUA prevê que o consumo de carne suína na UE suba 1,3% em 2021, após cair para o nível mais baixo em pelo menos duas décadas este ano. A demanda por carne suína provavelmente sofrerá menos com os bloqueios europeus do que outros alimentos como frango ou frutos do mar, que dependem mais de restaurantes e serviços de bufê, disse Justin Sherrard, estrategista de proteína animal do Rabobank. Ainda assim, os preços podem permanecer sob pressão, à medida que os vendedores procuram novos mercados de exportação ou procuram aumentar a demanda no varejo. “É justo dizer que há algumas nuvens cinzentas pairando sobre o mercado”, disse Sherrard. *Fonte: BeefPoint


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MERCADO INTERNACIONAL

CHINA DEVE CONTINUAR GUIANDO EXPORTAÇÕES DE CARNE SUÍNA DO BRASIL EM 2021, PROJETA O RABOBANK As compras da China, que ainda se recupera da peste suína africana (PSA, na sigla em inglês), devem continuar impulsionando as exportações e as margens do setor de carne suína do Brasil em 2021, projeta o Rabobank. O gigante asiático está começando a recuperar seu plantel de suínos, mas a produção ainda está bem abaixo do pico pré-PSA, e outros exportadores também têm sido prejudicados pela doença, como lembrou o analista Wagner Yanaguizawa. “A peste segue ativa na China, mesmo com queda nos casos. E também está no sudoeste da Ásia – Filipinas, Vietnã, Cingapura – e, também na Europa, especialmente na Alemanha”, disse ele no evento Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro 2021. Com isso, o Brasil, que ainda está livre da doença, ganha mais chance de exportar para os chineses.

A expectativa do Rabobank é que os embarques brasileiros subam 6% no ano que vem, para 1,2 milhão de toneladas. A produção deve subir 2,5%, para 4,2 milhões de toneladas; e o consumo doméstico deve avançar 1,2%. A produção de carne suína da China deve ter crescimento expressivo em 2021, de 12%, segundo o banco, para 42,6 milhões de toneladas. Mas mesmo assim, a demanda do país deve continuar forte, já que o avanço em 2021 será em comparação com um ano de 2020 muito fraco. “Este ano foi o de menor produção de carne suína da China dos últimos 16 anos. A queda foi forte”, diz Yanaguizawa. *Fonte: Portal DBO

CHINA VAI RETOMAR AS IMPORTAÇÕES DE CARNE SUÍNA DA BRF DE LAJEADO

A China vai retomar as importações de carne suína do frigorífico da BRF em Lajeado (RS). A planta estava com as exportações ao país asiático suspensas desde 4 de julho. O Ministério da Agricultura foi informado da decisão, mas o sistema do Serviço de Inspeção Federal (SIF) ainda não foi atualizado Alegando preocupação em relação ao novo coronavírus, os chineses bloquearam temporariamente as importações de carnes de plantas de diversos países nos últimos meses. A unidade gaúcha da BRF, que registrou diversos casos de covid-19 entre funcionários, foi uma das barradas - a planta chegou a ser interditada por decisão judicial, por um breve período. “Após inspeção das autoridades chinesas, foi possível comprovar o comprometimento que todos nós da BRF sempre tivemos com a saúde e a segurança dos nossos colaboradores e dos nossos produtos”, afirmou, em comunicado, Bruno Ferla, VP Institucional, Jurídico e de Compliance da BRF. A empresa conta com 14 habilitações para exportar para a China (dez de aves, três de suínos e uma de miúdos de suínos). No mês passado, os chineses já haviam 38

reabilitado a unidade da companhia em Dourados (MS). Além da fábrica brasileira, a China restaurou o registro de um frigorífico dinamarquês de carne suína. Ao mesmo tempo, Pequim informou a suspensão, por uma semana, da aceitação da declaração de importação de produtos bovinos da empresa argentina Ecocarnes S.A a partir de amanhã, 1º de dezembro. No mês passado, a China também já havia autorizado a retomada das importações de produtos de um frigorífico da Marfrig no Brasil que ficou bloqueado temporariamente. Agora, no total, quatro plantas brasileiras, de diferentes companhias, continuam suspensas. *Fonte: Suinocultura Industrial


FIQUE SABENDO

SUNNYVALE COMPLETA 42 ANOS VENCENDO DESAFIOS E TRAZENDO ALTA TECNOLOGIA PARA O MERCADO NACIONAL Em outubro, a Sunnyvale, umas das maiores empresas provedora de soluções de automação para linhas industriais e varejo da América Latina, completou 42 anos

Fundada em São Paulo, a empresa conta hoje com escritório na Vila Olímpia (capital paulista) e fábrica em Itaquaquecetuba (SP), onde também fica seu centro técnico. Especialmente neste ano, as comemorações por mais de quatro décadas de atuação no mercado tem um perfil especial. Segundo Claudia Nishikawa, diretora geral da Sunnyvale, os desafios da pandemia e as consequentes readequações obrigaram a empresa a remodelar algumas estratégias de negócios, sem perder o foco no cliente. “A maior parte de nossa equipe segue em home office e muitos de nossos clientes ficaram realmente receosos em investir no início da pandemia. Diante desse cenário, tivemos que rapidamente encontrar alternativas para manter nossos serviços em nível de excelência, tanto atendendo nossa base de clientes, quanto na prospecção de novas oportunidades e novas parcerias”, salienta Claudia. Equilibrando a segurança e saúde dos colaboradores e a necessidade de manter ativos todos os setores da empresa, a Sunnyvale chega à comemoração de seus 42 anos colhendo bons frutos. Além de manter o maior portfólio de representadas e soluções em equipamentos para automação industrial, a companhia também assiste ao reaquecimento do mercado e está preparada para abraçar novas oportunidades. “Nunca deixamos de investir e de passar além”, frisa Claudia. “Todos os nossos colaboradores tiverem uma papel essencial nestes meses, sobretudo no início da pandemia, quando as mudanças mais profundas foram feitas. Por isso, gostaria de dedicar este aniversário de 42 anos especialmente a eles e, claro, a nossos clientes, que seguem confiando em nossos serviços e em nossas tecnologias.” Aliás, segundo a diretora, o sólido investimento em

serviços e pós-vendas foi um dos grandes diferenciais para a empresa se destacar em um cenário controverso. “Somos uma empresa que comercializa equipamentos, mas há alguns anos também temos investido muito para nos tornarmos referência em serviços. Isso quer dizer que nossos clientes e parceiros podem contar com atendimento ágil, estoque de peças e consumíveis e venda consultiva, fatores que realmente têm agregado muito valor à marca Sunnyvale ao longo de seus 42 anos”, diz.

Segmentos e aquecimento Para João Fortes, diretor comercial da Sunnyvale, o amplo mercado atendido pela empresa – desde companhias do segmento industrial considerado essencial como farmacêutico, cosmético, alimentício, higiene e outros, incluindo também o setor varejista – é um diferencial único, juntamente com soluções líderes em tecnologia em codificação, automação e embalo de produtos, tornando-a um parceiro com estrutura sólida. “Desde sua fundação, o Sr. Luiz Nishikawa sempre teve o zelo de escolher parceiros de ponta, com tecnologias consagradas, para trazer ao mercado nacional. Isso foi fundamental para construir a sólida reputação da Sunnyvale ao longo de décadas. Marcas como Domino, Anritsu, Fuji, Foxjet, Minibea, Digi, SIC, Witt, entre outras, são verdadeiras parceiras que ajudaram a construir estes 42 anos de história e sucesso”, salienta João. O diretor comercial destaca, ainda, que, apesar da retração de investimentos de alguns mercados, vários segmentos seguiram aquecidos, e, outros, estão retomando rapidamente suas atividades. “Sem dúvidas, a Sunnyvale é a empresa que está mais bem preparada para dar suporte integral aos clientes neste novo momento de aquecimento, seja por meio de seu portfólio de soluções, seja pelo suporte técnico e pósvenda. Queremos, acima de tudo, ajudar no crescimento sustentável de nossos clientes. Este é nosso foco.” 39


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PLÁSTICOS NOVEL AMPLIA PORTFÓLIO E LANÇA EMBALAGENS COM PROTEÇÃO ANTIMICROBIANA As soluções atendem os setores alimentício, hospitalar e farmacêutico, aumentando a segurança no uso de embalagens retornáveis

Fabricante de soluções plásticas relacionadas ao transporte e à logística de produtos, a Plásticos Novel investe em uma nova linha de soluções, com proteção antimicrobiana. O lançamento busca agregar mais segurança para os produtos e as respectivas cadeias de consumo dos setores alimentício, hospitalar e farmacêutico. Ensaios realizados pela fabricante indicaram que as embalagens 40

com a proteção antimicrobiana tiveram uma redução de até 99% na atividade de microrganismos. A tecnologia utilizada nesse processo é um ativo de prata fabricado por uma empresa brasileira, que é aplicado no momento da transformação do polímero, seja por extrusão, injeção, sopro etc. O ativo de prata atua contra uma vasta gama de bactérias (gram positivas/ negativas), fungos e vírus, além de ser o metal menos tóxico para o organismo humano. “A pandemia da Covid-19 acentuou a necessidade de atenção à biossegurança, visando proteger a vida humana e o entorno dela. A decisão de lançar essa nova solução busca atender à necessidade dos clientes por embalagens mais seguras desde a origem do produto, como é o caso dos alimentos, favorecendo a qualidade de toda a cadeia produtiva”, explica a Coordenadora de Vendas e Marketing, Camila Chaves. Os segmentos hospitalares e farmacêuticos também são beneficiados com os lançamentos da Plásticos Novel, tornando a intralogística e a logística de medicamentos, vacinas e insumos mais seguros. No transporte de animais vivos, a executiva detalha o exemplo das gaiolas plásticas para movimentação de aves. Mesmo com o processo de higienização nos abatedouros, as gaiolas sem proteção do ativo de prata continuam com elevadas concentrações de microrganismos. Ao serem reutilizadas, acaba-se criando um ciclo de contaminação, oferecendo riscos na saída do produtor até a chegada ao abatedouro. “É importante observar que a gaiola e os demais lançamentos da Novel evitam que as embalagens disseminem a contaminação, levando-a para animais saudáveis. Caso um animal já venha contaminado, ele levará esses microrganismos consigo. Nós enfatizamos isso para que os clientes tenham clareza da segurança dos nossos produtos, no transporte de animais saudáveis, reduzindo os riscos de contaminação cruzada”, ressalta Camila Chaves. Homologado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Food and Drug Administration


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FIQUE SABENDO (FDA), a tecnologia do polímero agrega mais segurança ao ciclo de vida das embalagens plásticas e retornáveis, sem comprometer a duração da vida útil ou os seus processos de reciclagem. Inicialmente, a Plásticos Novel disponibiliza mais de 10 soluções com a proteção antimicrobiana.

Como atua a solução? O ativo tem como base o metal prata, atuando de forma física e não química nas superfícies. A principal vantagem desse aspecto é que não há risco de tornar os contaminantes mais resistentes, como acontece com uso dos antibióticos, por exemplo. Isso significa que o ativo age de três formas nas células bacterianas, causando a ruptura da membrana celular, a inativação enzimática e a não replicação do DNA (em inglês, Ácido Desoxirribonucleico), evitando a alimentação e a reprodução dos microrganismos. As novas embalagens mitigam os riscos de contaminação no processo de logística e não fazem a remediação de um animal que saiu contaminado do produtor. Análises contratadas em laboratório pela Novel estimam que mais 600 microrganismos sejam banidos das superfícies com o uso desse ativo.

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DANFOSS OTIMIZA PERFORMANCE EM INSTALAÇÕES DE REFRIGERAÇÃO INDUSTRIAL COM SEU NOVO SISTEMA INTELIGENTE DE PURGA IPS8 Com o objetivo de oferecer mais eficácia e segurança na refrigeração industrial, a Danfoss lança seu Purgador de Ar IPS8, projetado para remover gases não condensáveis de sistemas de refrigeração industrial com amônia. Este recurso ajuda a otimizar a capacidade de refrigeração e a eficácia do sistema, garantindo alta performance operacional. O modelo IPS8 garante praticidade em sua instalação e manutenção. A unidade do purgador é um sistema de refrigerante R452A autocontido, integralmente soldado e controlado eletronicamente, com funcionamento independente do sistema principal e com apenas uma conexão de flange com a planta de amônia.

Sistema automático viabiliza melhor performance do sistema A unidade opera automaticamente em ciclos de 24 horas, verificando a presença de gases não condensáveis; quando presentes, a unidade remove estes gases. Munido de um controlador da plataforma MCX da Danfoss, o Purgador de Ar recebe informações de todos os sensores instalados na unidade e aplica algoritmos para calcular quando, como e por quanto tempo os gases não-condensáveis serão eliminados. O controlador comunica todos estes parâmetros por meio do sistema Modbus RTU, pelo qual os operadores podem monitorar o desempenho de forma remota, para um fácil controle dos dados do ciclo de purga.

Tecnologia empregada no equipamento garante eficiência energética e segurança

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O consumo de energia da unidade de purga é reduzido quando comparado a outras unidades existentes no mercado devido à operação apenas sob demanda. Além disso, o IPS8 realiza um autodiagnóstico de operação da unidade e do sistema para interrupção e desligamento, caso identifique algum problema de funcionamento.


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BUSCH APOSTA EM TREINAMENTOS ONLINE JUNTO AOS CLIENTES Empresa promoveu encontros virtuais com foco em manutenção para a LANXESS e a Multivac, reforçando a presença junto aos clientes mesmo à distância Assim como muitas empresas, a Busch, multinacional alemã que é referência mundial em tecnologia de vácuo e pressão positiva, precisou reinventar os seus processos durante a pandemia da Covid-19, a fim de atender às recomendações de segurança. Uma das mudanças recentes neste sentido foi a adaptação do Treinamento de Manutenção Preventiva, que acontecia anteriormente na unidade de Jarinu (SP), para o formato online. A primeira edição do treinamento neste novo modelo aconteceu recentemente com a participação da Multivac, uma das líderes mundiais na produção de máquinas para embalagem. Com uma parceria global de fornecimento, os equipamentos da empresa contam com tecnologia de vácuo Busch, o que torna a capacitação sobre manutenção ainda mais importante para o pleno funcionamento das operações. O treinamento em questão foi ministrado por Roberto Paiva, responsável pelo Suporte Técnico da Busch, e contou com a participação do corpo técnico da Multivac. Ao longo do workshop, Paiva reforçou o papel da manutenção preventiva em potencializar o funcionamento e estender a vida útil dos equipamentos Busch, bem como os serviços de pós-vendas que a multinacional alemã oferece, tanto na oficina interna, quanto na planta dos clientes finais, com a finalidade de garantir máxima eficiência. “Mais uma vez, a Busch atendeu e ultrapassou as nossas expectativas. Enviamos nossa equipe aos treinamentos da fabricante constantemente. Com a pandemia da Covid-19, tivemos esse canal presencial interrompido, mas prontamente a Busch se adaptou para nos atender plenamente no formato online”, disse Robson Privitera, Gerente Nacional de Serviços da Multivac e um dos 46

Treinamento Online

participantes do treinamento. Posteriormente, foi a vez dos colaboradores da LANXESS, empresa de especialidades químicas, de participarem do webinar “Os desafios da manutenção 4.0”, conduzido pelos especialistas


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Treinamento presencial, antes da pandemia

Ewerton Garberi, responsável pela área de Field Service da companhia, e Lucas Soares, responsável pela Oficina da Busch do Brasil. Ambos os profissionais possuem mais de 10 anos de experiência no segmento de vácuo industrial. Durante o encontro online, que contou com a participação de 20 funcionários de Engenharia e Produção, os profissionais da Busch apresentaram a estrutura de ambas as áreas e explicaram o que deve ser levado em consideração na hora de realizar as manutenções preditivas, preventivas e corretivas nas bombas de vácuo. Além disso, foi destacado que, em primeiro lugar, todo equipamento deve iniciar a operação de maneira adequada, o que passa pela correta instalação e startup. Segundo Paulo Ruela, Engenheiro de Manutenção da LANXESS, o conteúdo apresentado foi muito relevante para aprimorar o conhecimento da companhia sobre bomba de vácuo, bem como sobre as tecnologias existentes para essa aplicação na era da indústria 4.0. “Foi possível conhecer mais sobre a Busch, sobre os processos e cuidados preventivos para a manutenção de uma bomba de vácuo e as atividades do serviço de pós-venda”, complementou. A LANXESS conta com cerca de 6 bombas de vácuo da marca Busch, que são utilizadas em laboratórios e nos processos produtivos para fabricação de Uretanos e Plásticos de Engenharia de Alta Performance. “Os equipamentos apresentam 48

performance ideal para nosso processo e são de alta confiabilidade. Além disso, o Pós-vendas da Busch sempre atendeu nossas necessidades para compra de peças, serviços de startup e assistência técnica”, finalizou Ruela.

Sobre a Busch (https://www.buschvacuum.com/br) Com matriz em Maulburg, na Alemanha, a Busch é uma das maiores fabricantes mundiais de bombas e sistemas de vácuo e pressão positiva, presente em 43 países. Fundada em 1963 pelo Dr. Eng. Karl Busch, com a Visão de fazer melhor, mais fácil e com maior produtividade, a empresa preza pela excelência no relacionamento de longo prazo com os clientes. Oferece tecnologia de ponta, integrando uma equipe internacional com atendimento local, composta por especialistas de engenharia e uma assistência técnica treinada para levar a melhor solução às necessidades dos clientes. Muito além do rigoroso controle de qualidade, a filosofia da Busch de contínuo desenvolvimento e inovação se estende a todas as áreas, que vão desde a preocupação com o meio ambiente, passando pela segurança industrial, até a ética nas negociações. Possui uma ampla atuação em diversos segmentos industriais, entre eles: Indústria de Alimentos e Bebidas, Hospitalar, Automotiva, Farmacêutica, Plásticos, Química, Biocombustíveis, Energia Elétrica e Eólica e Estações de Tratamento de água e efluentes.


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NOSSOS ANUNCIANTES Taesa .................................................. 02 taesa-gi.com Henzor ........................................... 05/11 henzor.com.br Bracol .................................................. 07 fujiwara.com.br Lucas Trefilados ................................... 09 lucastrefilados.com.br Bauko .................................................. 12 baukomovimentacao.com.br HP Embalagens ............................... 13/21 hpembalagens.com.br Bizerba ................................................. 15 bizerba.com.br Inebras ................................................. 17 inebras.com.br Tinta mágica ........................................ 17 tintamagica.com.br Klainox ................................................. 18 klain.com.br Crecton ................................................ 19 crecton.com.br Gail ....................................................... 20 gail.com.br Mettler Toledo .................................... 23 mt.com Frigostrella........................................... 24 frigostrella.com.br

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Frigodata.............................................. frigo-data.com.br Brasilfrigo ............................................ brasilfrigo.com.br Itatripas ............................................... itatripas@yahoo.com.br AIS ....................................................... AIS.com.br Tritec ................................................... tritec.ind.br Bettcher .............................................. bettcher.com.br Bry-Air ................................................. bryair.com.br JC Montagem ...................................... jcmontagemfrigorifica.com.br Tripama ............................................... tripama.com.br Dalpino ................................................ dalpino.com.br Belton ................................................. belton.com.br Expomeat ............................................ expomeat.com.br Handtmann ......................................... handtmann.com.br Edgetools ............................................ edgetools.com.br

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