{' '} {' '}
Limited time offer
SAVE % on your upgrade.

Page 1

Edição 133 | Janeiro | 2020

Sua revista impressa e 100% digital

Início de ano promissor nas exportações de carne de frango Foram registrado desempenho promissor ao alcançarem a marca diária de 16.238 toneladas Friboi investe R$ 70 milhões Operação de novo frigorífico em MT são iniciadas

MERCADO DA CARNE BOVINA CELSO RICARDO, FAZ UMA AVALIAÇÃO REAL SOBRE O MERCADO

Grupo Empresarial Handtmann adquire a Inotec 1


Venha nos visitar! Meat Business Days

11. – 12.01.2020 Karlsruhe, Alemanha

Quanto compreende o seu software de carne? O nosso compreende bastante. Processos específicos da indústria, integração de

máquinas e equipamentos, monitoramento e

relatórios, rastreabilidade, otimização de receitas,

Com uma solução completa, o sistema

integra ERP, FACTORY ERP e MES. E os padrões das melhores práticas já estão incluídos.

gerenciamento de qualidade e muito mais. O sistema CSB é o software de negócios para a indústria da carne.

2

Você quer saber exatamente

por que os líderes da indústria apostam na CSB?

www.csb.com


Editorial 2020 – NOVAS ESPERANÇAS E NOVOS INVESTIMENTOS Ilce Maria Silveira Diretora Diretora Ilce Maria Silveira Administrativo e Financeiro financeiro@revistafrigonews.com.br Jornalistas Sheila Prates Márcia Ebinger jornalista@revistafrigonews.com.br Direção de arte Alice C. Sampaio

“2019 foi um ano difícil” – esta foi a impressão da maioria. Mas há uma expectativa bem positiva para 2020, quando se espera um início da retomada econômica, o aumento do consumo de alimentos e do volume das exportações de carnes, com maiores oportunidades no mercado externo e interno. Acreditamos em medidas concretas para a retomada do crescimento. O mercado externo está sinalizando um maior volume de necessidade dos produtos brasileiros e as entidades do segmento frigorífico demonstram positivismo e esperança numa melhora absoluta e em nosso diferencial sanitário, o que nos deixa em vantagem em relação a outros países. E para reflexão – “ Alguns dizem que os períodos de crise são os que nos preparam para tudo o que vier pela frente...portanto, que venha 2020!

Assinatura assinatura@revistafrigonews.com.br Antônio Silva antonio@revistafrigonews.com.br Carla Carmello carla@revistafrigonews.com.br Projeto Gráfico Figa | Design & Estratégia design.figa@gmail.com

Redação e Publicidade (19) 4101-9494 Whatsapp (19) 99147-1173

3


NOSSOS DESTAQUES 26 Mercado da carne bovina Avaliação real sobre o mercado é positivo, afirma Celso Ricardo

06

Grupo empresarial Handtmann adquire a Inotec A aquisição ainda está sujeita à liberação da Bundeskartellamt (Autoridade de Concorrência Alemã)

10

Friboi - 70 milhões em investimentos Operação de novo frigorífico em MT são iniciadas

22

Carne de frango Foram registrado desempenho promissor ao alcançarem a marca diária de 16.238 toneladas

4


SERRA ELÉTRICA

de Fita para Dividir Carcaças de Bovinos Modelo ECF • Comando bimanual controlado por placa eletrônica NR 12, na qual requer que ambos os gatilhos sejam acionados simultaneamente.

Dados Técnicos Motor elétrico trifásico 220 / 380V - 60Hz Potência 3 HP - 2.237W Peso: 88,9 Kg

EMPRESA EM PROCESSO DE

CERTIFICAÇÃO

ISO 9001

(19) 3201-2766 www.BRASILFRIGO.com.br Av. Eng. Antônio Francisco de Paula Souza | 2302 | Vila Georgina | CEP. 13.043-670 | Campinas SP | Brasil 5


DESTAQUE

GRUPO EMPRESARIAL HANDTMANN ADQUIRE A INOTEC

O Grupo Empresarial Handtmann com sede em Biberach, Alemanha, assume o Grupo Inotec. As duas empresas assinaram o contrato de compra correspondente. A aquisição ainda está sujeita à liberação da Bundeskartellamt (Autoridade de Concorrência Alemã). Pela cooperação mais estreita, a Handtmann e a Inotec se beneficiam de melhores chances de crescimento, podendo, além disso, abrir novas indústrias. Não está planejada uma mudança no número de empregos em conexão com a aquisição A divisão Sistemas de enchimento e porcionamento com a Albert Handtmann Maschinenfabrik GmbH & Co. KG desenvolve, produz e comercializa sistemas de enchimento e de porcionamento, utilizados, entre outros, para a fabricação de embutidos. E isso com muito sucesso: atualmente, a empresa está representada com 11 filiais de assistência e venda e 60 parceiros de distribuição no mundo inteiro. As instalações são produzidas em Biberach, Alemanha. Contando com 800 colaboradores, a divisão da Handtmann Sistemas de enchimento/porcionamento faturou um valor superior a 200 milhões de euros em 2019. No grupo dos alvos principais, a indústria de processamento de carnes, a empresa ocupa a posição de liderança no mercado mundial. Mas também em outras indústrias alimentícias, como, por exemplo, a de produtos de panificação, a Handtmann Maschinenfabrik conquista cada vez mais clientes.

A Inotec amplia a oferta de serviços da divisão Sistemas de enchimento/porcionamento A Handtmann pretende aumentar mais ainda este sucesso num trabalho conjunto com a Inotec. A Inotec é líder mundial na tecnologia de mistura e emulsificação bem como de máquinas de amarração no processamento de produtos alimentícios. O Grupo Inotec ocupa cerca de 270 pessoas em quatro locais em Reutlingen (Baden-Württemberg), HerzebrockClarholz (Westfália do Norte), Hluk (República Tcheca) e Saverne (França). O grupo faturou um valor anual superior a 30 milhões de euros em 2019. 6

No futuro, a Inotec fará parte da divisão Sistemas de enchimento e porcionamento da Handtmann, em que o empreendimento manterá a sua forma atual. Por isso, nenhuma mudança no número de empregos está planejada em conexão com a aquisição. A direção comercial atual da Inotec irá continuar a gerir as operações da empresa.

Clientes exigem linhas de produção prontas para uso Na indústria alimentícia, os mercados, clientes e a concorrência estão sujeitos a mudanças muito rápidas. Em especial, deve ser observado que, na área de máquinas processadoras de alimentos, as empresas estão se fundindo, a fim de poder oferecer aos seus clientes uma gama mais ampla de produtos de uma só fonte. Aqui as empresas têm chances muito promissoras que oferecem soluções completas. “Em conjunto com a Inotec, no futuro poderemos oferecer linhas de produção completas de uma só fonte e tudo isso numa combinação exclusiva dentro do nosso ambiente de concorrência. A aliança “Best Brand” entre a Handtmann e a Inotec trará grandes benefícios às duas empresas na conquista de novos clientes e de projetos no mundo inteiro, abrindo perspectivas de crescimento muito positivas para nós”, disso está convicto Thomas Handtmann, o gestor do empreendimento.

Planejada estreita cooperação de vendas Outro motivo para a cooperação estreita no


A LATICRETE INTERNATIONAL Inc.: 100 países, 3 gerações, 1 missão! Há mais de 60 anos, a multinacional LATICRETE International, fornece tecnologia, produtos e serviços no mercado de construção em todo o mundo. No Brasil, a LATICRETE Solepoxy é especialista em revestimentos industriais e decorativos, aliando o que existe de melhor em produtos e instalação.

REVESTIMENTOS URETANO • Rápida liberação da área • Espessura entre 2 e 6mm • Agentes fungicidas e antibacterianos

• Alta resistência química • Indicado para áreas úmidas • Resistente à choque térmico

• Longa durabilidade • Resistência à abrasão • Acabamento fosco

IDEAL PARA: INDÚSTRIA FRIGORÍFICA, ALIMENTOS E BEBIDAS, COZINHAS INDUSTRIAIS E MAIS!

@laticretesolepoxy

laticretesolepoxy.com.br

7


DESTAQUE

A administração das duas empresas está muito satisfeita com a assinatura do contrato e vê a cooperação de modo muito positivo (da esq. p/ a dir.): Hermann Hahn (Handtmann), Miroslav Domlatil (Inotec), Frank Gekeler (Inotec), Holger Schwenk (Inotec), Thomas Handtmann (gestor do empreendimento), Harald Suchanka (Handtmann), Birgit Scheu (Inotec), Adrien Dessert (Inotec), Karl Keller (Handtmann) e Jan Straňák (Inotec)

futuro são as melhores oportunidades de vendas. “Já desde 2017, existe uma cooperação de vendas bemsucedida entre a Handtmann e a Inotec nos EUA e Canadá e, desde o ano passado, também na Rússia. Resultaram disso experiências muito positivas para as duas empresas. Sob a égide do Grupo Empresarial Handtmann, teremos acesso a uma rede internacional de vendas. A fusão nos dá a possibilidade de apresentar a nossa empresa como um fornecedor de grande porte em nível mundial, firmando assim a nossa posição do melhor modo possível”, acrescenta Frank Gekeler, gerente e co-fundador da Inotec. As duas empresas se complementam de modo ideal: os sistemas de enchimento e porcionamento da Handtmann se agregam perfeitamente aos produtos da Inotec, resultando disso linhas completas prontas para uso. Também no que se refere à cultura, filosofia dos produtos e qualidade, a Handtmann e a Inotec estão no mesmo nível. “As duas empresas estão próximas uma da outra não somente na localização física, mas também na sua cultura. As duas empresas são precursoras no desenvolvimento de produtos 8

novos e inovadores e líderes de mercado com os mais altos padrões de qualidade. Colocamos altas exigências às nossas soluções e produtos”, explica Thomas Handtmann.

Forte crescimento também oferece chances aos colaboradores Em seu todo, as duas empresas esperam um crescimento rápido e intenso, um ganho de imagem para as duas marcas estabelecidas Handtmann e Inotec bem como, resultante disso, maiores fatias de mercado, maior influência sobre o mercado e melhor acesso a novos mercados. Isso oferece também segurança para o futuro e possibilidades de desenvolvimento para os colaboradores de ambas as empresas. “Estamos nos alegrando muito com uma cooperação mais estreita com a Handtmann e estamos convictos de que este é um passo muito importante para ambas as empresas”, afirma Frank Gekeler. *Fonte: Handtmann


9


FIQUE POR DENTRO

FRIBOI INVESTE R$ 70 MILHÕES E INICIA OPERAÇÃO DE NOVO FRIGORÍFICO EM MT Outros R$ 154 milhões em obras serão inaugurados ao longo do primeiro trimestre Outros investimento Em 2019, a Friboi investiu na modernização de equipamentos e na implantação de projetos para permitir um melhor fluxo de produção em suas unidades.

A Friboi iniciou a operação de uma nova unidade em Mato Grosso, no município de Brasnorte, com capacidade inicial para processar 500 animais por dia. A empresa investiu mais de R$ 70 milhões na aquisição e construção da planta e gerou, inicialmente, cerca de 300 empregos diretos na cidade. “Acreditamos no potencial de Brasnorte, que trará ainda mais relevância para a nossa operação de bovinos em Mato Grosso”, disse Renato Costa, presidente da Friboi. Segundo ele, a empresa construiu uma planta excelente, com equipamentos e fluxos de trabalho modernos. Também investiram em treinamentos de alta qualidade para a mão de obra local, com foco em segurança do trabalho. “Continuaremos investindo nos próximos anos em todas as nossas plantas, o que reafirma o compromisso de longo prazo da Companhia com o Brasil”, completa o executivo. Esta é a primeira etapa dos investimentos na fábrica de Brasnorte, que futuramente terá capacidade de produção e escopo de atividades maiores, com a geração de outros 900 empregos no município. Conforme a companhia, o objetivo inicial da operação é atender à demanda do mercado interno. 10

A empresa ativará um túnel contínuo de congelamento em Barra do Garças (MT), que trará mais agilidade para a operação, além do aumento da capacidade em Mozarlândia (GO). Ainda em janeiro e em março, entram em operação duas novas linhas de hambúrguer em Campo Grande (MS), que dobrarão sua capacidade de produção. E em fevereiro, a empresa dará início a um segundo turno de trabalho na unidade de Senador Canedo (GO) para atender à crescente demanda global por proteína animal – 350 novos postos de trabalho foram abertos na cidade. Os aportes somam mais de R$ 154 milhões. A Friboi conta com 45 mil colaboradores no Brasil, com unidades de negócios em 55 cidades, sendo responsável pela geração de mais 180 mil empregos indiretos.

Sobre a Friboi A Friboi está há quarenta anos no mercado e é uma unidade de negócios de carne bovina da JBS. A empresa mantém no mercado as marcas Friboi, Maturatta Friboi, Do Chef Friboi, Reserva Friboi, 1953 Friboi e Swift Black. Hoje o grupo está presente em mais de 150 países e, atualmente, conta com 37 unidades produtivas em todo o Brasil. *Fonte: O Livre


Ferramentas para Bovinos e Suínos USSS-1/2 Atordoador Penetrante Pneumático

USSS-1 Atordoador Penetrante Pneumático

JC IVA Esfoladora Pneumática

50G Guilhotina Hidráulica para Corte de Chifres

Modelo PAS Type C Atordoador Penetrante

Buster IX Serra de Fita, para Separação de Carcaças

USSS-2A Atordoador não Penetrante Pneumático

FORNECEMOS FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS PARA APLICAÇÕES EM SALAS DE ABATES E DESOSSAS NA INDUSTRIA FRIGORÍFICA

Modelo PAS Type P Atordoador Penetrante

Buster X Serra de Fita, para Separação de Carcaças de Suínos

LLP-1 Extratora Hidráulica Para Retirar Banha Rama (Unto)

3HD Alicate Hidráulico Para Desnucar Suínos

Jarvis Do Brasil Ferramentas Industriais Ltda.

Rua James Clerk Maxwell, 620 - Condomínio Techno Park Cep13069-380 - Campinas, SP - Brasil Fone: (19) 3283-9100 Jarvis Lider mundial em equipamentos para processamento de carnes Fax: (19) 3283-9112 Ver equipamentos e informações em nosso website

E-mail: jarvis@jarvis.com.br; Website: www.jarvis.com.br 11


FIQUE POR DENTRO

WESLEY BATISTA FILHO ASSUME O COMANDO DA SEARA carreira como trainee nos EUA, ele passou pela área de exportação de carne bovina no Brasil. Além de ter comandado os negócios no Paraguai, Uruguai e Canadá. Em 2017, após a delação envolvendo a JBS, o Batista Filho voltou ao Brasil para assumir o cargo de presidente da plataforma América do Sul. Na época, ele estava à frente do negócio de carne bovina dos EUA, o mais importante do conglomerado. De acordo com fontes, nesse caminho o jovem empresário ruma em direção ao comando do grupo controlado pelo pai e o tio, Joesley Batista.

Investimentos

Wesley batista Filho

A Seara, empresa brasileira do ramo alimentício e controlada pela JBS, está sob nova direção. O novo executivo da Companhia, é Wesley Batista Filho. Aos 28 anos, Batista Filho estava em preparação para assumir o cargo desde fevereiro do último ano, disse um executivo da JBS ao jornal Valor Econômico. Dessa forma, o processo foi conduzido por Joanita Karoleski, que comandava a companhia até então. Nessa etapa de preparação, ele passou a acompanhar o dia a dia da Seara detalhadamente. Isso porque o setor de avicultura é um desafio para o executivo, mais familiarizado com as operações de bovinos. Apesar disso, Batista Filho possui longa experiência no grupo, já que desde o início da

12

A missão de Batista Filho envolve comandar uma companhia que cresce rapidamente. Isso porque o negócio de alimentos processados, aves e suínos receberá a maior parte dos R$ 8 bilhões que a companhia pretende injetar até 2024. Para isso os produtores integrados terão de investir R$ 5 bilhões nas granjas de aves e suínos no intuito de ampliar a capacidade de produção. A intenção é que isso ajude a companhia a ampliar os abates de frango no Brasil, de 4,3 milhões de cabeças diárias para aproximadamente 5 milhões. Atualmente, os 30 abatedouros de aves da Seara têm capacidade para processar 5,2 milhões de aves. Já a concorrente BRF pode abater mais de 6,5 milhões. Vale destacar ainda que o grupo JBS fez aquisições na Europa e fortaleceu a Seara com a compra da paulista Marba. Além disso adquiriu os ativos de margarina da Bunge. Contudo, o negócio de R$ 700 milhões depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


13


FIQUE POR DENTRO

PIF PAF PLANEJA MAIS QUE DOBRAR PRODUÇÃO DO FRICASA EM ATÉ UM ANO E MEIO, DIZ CEO

Atuando com conectores para as mais diversas aplicações, das mais simples às mais exigentes, os profissionais da área elétrica podem procurar na Techno do Brasil a solução ideal para todas as suas necessidades de conexão muito bem posicionada no mercado, reconhecida, moderna, com pessoas muito bem preparadas, todos os departamentos, só nos deparamos com pessoas de uma formação muito boa, com bastante experiência.

Quais os planos para a unidade? Temos um plano estratégico para a própria Pif Paf bastante forte, temos perseguido esse objetivo de forma muito disciplinada. O nome do jogo é expansão, é crescimento. Não posso dar detalhes dos números, mas a ideia é mais que dobrar a produção em até um ano a um ano e meio.

Rodrigo Coelho | CEO da Pif Paf

“O Fricasa é uma empresa muito bem posicionada no mercado”, diz Rodrigo Coelho em entrevista exclusiva CEO da Pif Paf desde outubro do ano passado, Rodrigo Coelho fala com bastante cautela sobre a aquisição da Fricasa Alimentos, confirmada no começo desta semana. A sobriedade com que fala sobre o futuro, no entanto, inspira confiança e antecipa um futuro bastante promissor. Leia abaixo a entrevista concedida por telefone por Coelho ao JMais nesta semana.

Por que o interesse pelo Fricasa? A gente tem um sonho antigo de ter uma operação em Santa Catarina, por ser uma referência na suinocultura. Quase um terço da produção nacional está em Santa Catarina, 80% das exportações no Sul. Pesquisamos atrás de frigoríficos na região e encontramos o Fricasa. Nos aproximamos mais e (o frigorífico) despertou nosso interesse, por conta de várias características. Muito próximo ao PR, centro da região sul, próximo aos portos. Dentro da cidade, o Fricasa é uma empresa 14

Para ampliar a produção o frigorífico precisará de mais integrados. Como se dará essa expansão? Temos um plano a ser desenvolvido a quatro mãos com a equipe atual agropecuária do Fricasa. Existe um interesse de vários produtores da região, e também continuaremos com parcerias importantes com outros produtores. Temos um plano a ser desenvolvido ao longo dos próximos anos.

Há uma grande perspectiva da abertura do mercado chinês para a carne suína brasileira neste ano. Esse fator influenciou na decisão da Pif Paf? Sim. Não foram os fatos mais importantes, já era um plano antigo. Em todos os investimentos que fizemos nos últimos anos, sempre olhamos a longuíssimo prazo. A China tem ajudado o setor, mas não foi o fator decisivo. Temos objetivo de aumentar as exportações, e o Fricasa também será uma plataforma para ampliarmos e expandirmos nossas exportações, mas também vislumbramos a penetração no mercado interno.

Até porque este mercado é de alta volatilidade…


FIQUE POR DENTRO Exatamente, vemos isso acontecer com frequência. Existe uma volatilidade constante, o câmbio também influencia, não queremos depender somente das exportações. Acreditamos que a combinação entre mercado interno e externo reduza riscos. Vamos aumentar as exportações, mas dentro de um plano que comporta o mercado interno também.

Assim que feito o anúncio da compra do Fricasa pela Pif Paf, surgiram rumores de demissões, principalmente no setor administrativo da empresa aqui em Canoinhas. Há essa previsão? Entramos nessa operação também pela qualidade das pessoas que trabalham no Fricasa. Tivemos contato com muitos deles. É muito difícil manter uma empresa com produtos tão bons sem bons funcionários. Nossa previsão é de crescimento, gerando muitas oportunidades aos colaboradores. Trabalhamos a questão da meritocracia. Queremos que as pessoas cresçam. Não há plano de corte de pessoal. 

Quantos novos postos de trabalho devem ser criados? Com certeza, mas não consigo dizer qual será o

número, porque o plano de expansão passa por uma série de etapas. Vamos analisar os processos. Vai depender de uma série de definições e dependendo de todas essas análises vamos ver quantas pessoas vamos precisar dentro desse processo de expansão. Com mais produtos, precisaremos de maior logística.

Como se dará a administração do Fricasa a partir de agora? Temos uma área corporativa em Belo Horizonte. A diretoria fica lá, onde se mantém a sede da empresa. Temos nas várias fábricas que temos hoje, várias funções administrativas. Pela capacidade e perfil das pessoas que a gente tem encontrado no Fricasa, não temos motivo nenhum para fazer uma grande mudança, acho que vai gerar oportunidade para quem trabalha aqui até de trabalhar em outras fábricas nossas.

O senhor pode revelar dados financeiros da compra do Fricasa? São sigilosos. Há cláusula de confidencialidade no contrato.   *Fonte: Jmais

15


FIQUE POR DENTRO

FRIBOI INVESTE R$ 11 MILHÕES EM LINS PARA AUMENTAR ABATES EM 30%, DIZ JBS A Friboi, unidade de negócios de carne bovina da JBS, está investindo R$ 11 milhões em sua unidade em Lins (SP) para ampliar o abate em cerca de 30% a partir de março, informou a companhia em nota. Os recursos fazem parte dos R$ 8 bilhões que a JBS investirá no Brasil de 2020 a 2024, conforme anunciado anteriormente. “A produção adicional

será destinada aos principais mercados globais. A empresa criará 150 postos de trabalho na cidade, em complemento aos mais de 7 mil colaboradores do complexo industrial da JBS em Lins”, diz o comunicado. Fonte: Estadão Conteúdo

INFLUENZA AVIÁRIA ATINGE PAÍSES PRODUTORES E IMPACTA PREÇOS NO BRASIL

Surtos de Influenza Aviária de alta patogenicidade tem atingido países com produções avícolas importantes. São os casos de China, Polônia e Índia. No território chinês, o surto foi detectado em um grupo de 150 cisnes na região oeste de Xinjiang O vírus identificado foi o H5N6 - considerado altamente patogênico pelos organismos de saúde. O caso levou ao abate sanitário de 15 animais doentes e outros 15 morreram em virtude da doença. Já na Índia, o vírus que foi reportado em uma fazenda é do sorotipo H5N1 e matou 15.426 aves. Ainda não se sabe a origem do vírus e medidas de segurança estão sendo tomadas pelas autoridades do país. Na Polônia o caso é mais grave e tem deixado o país em alerta. Isso porque houve três surtos confirmados em 31 de dezembro de 2019 em fazendas comerciais. Mais de 42.000 perus estavam nesses locais. Já no, um 4º surto foi relatado em uma fazenda com 65 mil galinhas poedeiras. A Polônia é o maior produtor de aves da União Europeia e quase metade da carne produzida é exportada. 16

Os produtores de aves de médio e pequeno porte de Las Lagunas, Moca, na República Dominicana também denunciaram que milhares de galinhas poedeiras e frangos de corte foram mortos, afetados pela influenza aviária, por isso exigem uma intervenção rápida do governo para evitar que a situação piore. Outros destaques foram as análises sobre os preços de frangos e suínos no Brasil em 2019. Nas granjas paulistas a ave terminada teve um aumento médio de 17,3%, em valores nominais, frente a 2018. No atacado, em igual período, a valorização foi de 19,8%. Em relação à carne suína, nas granjas de São Paulo, os preços recebidos pelos suinocultores ficaram em média 34,8% maiores em 2019 frente ao ano anterior. No atacado, em igual comparação, a alta foi de 35,2%. O principal responsável por isso foi o avanço das


17


FIQUE POR DENTRO exportações brasileiras para a China, que sofre com o surto de Peste Suína Africana. Na Colômbia, para apoiar os produtores e mitigar os efeitos negativos causados pelas variações climáticas que ocorrem no início do ano, como geadas recorrentes em departamentos como Boyacá e Cundinamarca e as altas temperaturas em outras regiões do país, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Andrés Valencia Pinzón, informou que serão realizados dias de normalização do portfólio com o Banco Agrário da Colômbia nos municípios afetados. Além disso, ele anunciou o lançamento de um programa de alimentação bovina, que inicialmente possui US$ 8 bilhões. E as autoridades de Bali na Indonésia proibiram as companhias aéreas de doar alimentos para fazendas de suínos, como fizeram até agora, por medo de serem infectados pela peste suína africana. Lembrando que foi justamente assim que a PSA chegou ao Brasil em 1978.

PREÇO DA CARNE VAI RECUAR EM 2020, MAS SERÁ MAIOR DO QUE O REGISTRADO ATÉ SETEMBRO, DIZEM FRIGORÍFICOS

Associação fala em um ‘ponto de equilíbrio’ no valor da carne bovina a partir do ano que vem, com apetite chinês estabilizado, mas ainda em patamar elevado A associação que representa os frigoríficos exportadores de carne bovina (Abiec) disse que os preços da proteína em 2020 devem diminuir em relação a outubro e novembro, mas seguirão mais caros em relação ao período de janeiro e setembro.

“Eu acho que (na média) nós não vamos retroagir nos preços da arroba e nem no preço de carne”, disse o presidente da Abiec, Antônio Camardelli

18

“Não vai ficar nos patamares do momento de oscilação maior (outubro e novembro), mas não vai voltar aos preços ortodoxos de antes. Vai encontrar um ponto de equilíbrio”, completou.

Exportação recorde A associação afirma que 25% da produção brasileira de carne bovina deste ano será vendida ao exterior, uma situação inédita no setor. A média histórica está entre 20% e 22%. Com o resultado, 75% do que foi produzido ficou no mercado interno. Com dados preliminares para dezembro, a venda de carne de boi para o exterior deve chegar a 1,82 milhão de toneladas, alta de 11,7% em relação a 2018. Em receita, o valor alcança US$ 7,45 bilhões (+13,3%).


19


FIQUE POR DENTRO

Levando em conta apenas o mês de dezembro, a estimativa da associação é que o volume de exportação seja o segundo maior do ano, alcançando 185,3 mil toneladas, atrás apenas das 197,5 mil toneladas de outubro.

Apetite chinês As exportações para China subiram 39,5% até novembro, chegando a 410,4 mil toneladas contra 294,2 de 2018. Em valores, ficou 59,75% maior, saltando para US$ 2,17 bilhões contra US$ 1,36 bilhão do ano passado. Para Camardelli, a venda de carne bovina para os chineses já teria aumentado naturalmente este ano por conta do grande volume de frigoríficos autorizados este ano (22), mas que a crise de peste suína africana no país foi um “agravante” no processo. O dirigente afirmou que, para 2020, as vendas para China devem ser de 600 mil toneladas, o que representaria um aumento em torno de 30% em relação a 2019. Mesmo com o número maior, a previsão da Abiec é de que as exportações para o país asiático vão girar em torno de 50 a 60 mil toneladas por mês, sem picos de vendas como os que ocorreram neste fim de ano. 20

“Esse ‘soluço’ de outubro, novembro e dezembro proporcionou esse desajuste (de preços). A expectativa é que haja uma acomodação de demanda e volumes”, diz Camardelli. “Os preços também já sinalizaram uma diminuição da China. A expectativa é que ainda haja uma ‘zona cinzenta’ até o ano novo chinês, depois se estabilize”, completa o presidente da Abiec. Uma comitiva do setor de inspeção sanitária da China (GACC, na sigla em inglês) virá ao Brasil para ajudar os frigoríficos a entenderem os questionários do país e facilitar a habilitação de novas plantas. A Abiec disse que não deverá haver a autorização de novos frigoríficos na visita.

Setor projeta novo recorde em 2020 Para 2020, a estimativa do setor é que o ritmo de crescimento das exportações se mantenha e gere um novo recorde. A projeção é de que o volume negociado suba 13%, chegando 2,06 milhões de toneladas, com faturamento de US$ 8,5 bilhões (+15%). A manutenção dos mercados atuais e aumento de vendas para a Rússia, Irã e abertura de novos mercados, como os Estados Unidos justificam essa expectativa.


FIQUE POR DENTRO

Acordo UE-Mercosul A Abiec também informou como deverão ficar as cotas de importação de carne bovina do Brasil dentro do acordo entre União Europeia e Mercosul, anunciado em junho e que ainda aguarda aprovação dos parlamentos de todos os países envolvidos.

Veja os efeitos do acordo para o agronegócio No pacto, o bloco sul-americano terá direito a exportar com taxação menor 99 mil toneladas de carne, sendo 55% resfriada e 45% congelada. Na divisão, o Brasil terá direito a exportar 42,5% da cota, na frente de Argentina (29,5%), Uruguai (21%) e Paraguai (7%). Somando a Cota Hilton, de 10 mil toneladas de cortes especial sem tarifas que o Brasil tem direito, os frigoríficos do país terão possibilidade de vender 52 mil toneladas de carne bovina em condições mais competitivas.

Embargo dos EUA à carne in natura Sobre a manutenção do veto dos Estados Unidos à carne bovina in natura do Brasil, a Abiec acredita que os americanos devem dar uma resposta definitiva até o fim do primeiro trimestre de 2020. Camardelli disse que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, apresentou todos os esclarecimentos dos frigoríficos brasileiros ao governo americano em novembro, quando ela visitou o país. Porém, ainda não há uma nova data de inspeção das indústrias brasileiras de carne. 21


MERCADO INTERNACIONAL

INÍCIO DE ANO PROMISSOR NAS EXPORTAÇÕES DE CARNE DE FRANGO Os embarques de carne de frango in natura do primeiro decêndio de 2020 (mais exatamente, do período de 2 a 10 de janeiro, com sete dias uteis) registraram desempenho promissor ao alcançarem a marca diária de 16.238 toneladas, volume 37% superior ao de um ano atrás, em janeiro de 2019. É verdade que, em relação a dezembro passado (quando o produto in natura exportado registrou o maior volume dos últimos 16 meses) paira, no momento, uma redução de 5,5% na média diária. Mas ainda que permaneça no restante do mês, esse índice será minimizado, pois janeiro corrente tem um dia útil a mais que o mês anterior. A realidade é que, computados os embarques dos primeiros sete dias úteis deste mês, o total embarcado soma 113,7 mil toneladas, resultado excepcional em se tratando de janeiro, mês em que, normalmente, é registrada uma das menores exportações de cada exercício.

Projetado para a totalidade do mês (22 dias úteis), os embarques atuais sinalizam volume mensal da ordem de 357 mil toneladas, apenas 1% a menos que em dezembro e 37% a mais que em janeiro do ano passado, mês também com 22 dias úteis. O desempenho do setor é promissor, igualmente, em termos de preço. Pois o preço médio alcançado na abertura do ano, da ordem de US$1.690/t, se encontra perto de 5% e de 8% acima do que foi registrado, respectivamente, em dezembro passado e em janeiro de 2019. Mantidos no restante de janeiro o volume e o preço atuais, o primeiro mês de 2020 será encerrado com uma receita cambial que supera novamente os US$600 milhões mensais e que pode se colocar como o melhor resultado financeiro do setor nos últimos 18 meses.

EXPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA ARRANCA NA 5ª MARCHA

Confira para janeiro as previsões de um mercado que já está pagando 8% acima de um ano atrás As exportações de carne bovina in natura referentes aos sete primeiros dias úteis de janeiro contabilizaram um volume total de 55,48 mil toneladas e uma receita de US$ 285,49 milhões, segundo informa a consultoria Agrifatto, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária registrada ficou em 7,92 mil toneladas, alta de 11,87% em relação à média do mês anterior, e aumento de 70,22% frente ao desempenho do mesmo período de 2019. 22

O valor médio por tonelada registrou-se em US$ 5.146,10, alta de 1,91% em relação a dezembro/19, e valorização de 7,86% quando comparado com o valor médio de janeiro/19. Projeções preliminares deste mês apontam para 150 mil toneladas enviadas até o final de janeiro, estima a Agrifatto. *Fonte: Portal DBO


MERCADO INTERNACIONAL

EXPORTAÇÕES DE CARNE NAS PRIMEIRAS SEMANAS DE JANEIRO SURPREENDEM E PODEM ENCERRAR O MÊS COM NÍVEIS ACIMA DE 170 MIL TONELADAS

No entanto, demanda interna ainda é uma incógnita e mercado só terá maior definição a partir da última semana de janeiro Nos primeiros sete dias úteis de janeiro, o volume exportado de carne bovina in natura surpreendeu a todos já foram embarcadas 55,5 mil toneladas de carne bovina in natura, conforme a Secretária de Comércio Exterior (SECEX). As expectativas de mercado apontam que o mês pode encerrar com um total exportado acima dos 170 mil toneladas. Segundo o Analista da AgroAgility, Gustavo Figueiredo, os dados das exportações mostraram que o ritmo de negócios não está lento como muitos comentavam. “A média diária ficou ao redor de 7,9 mil toneladas e se esse percentual continuar nas próximas semanas vamos ter um aumento de 17% frente ao mês anterior e 70% na comparação anual”, comenta. A pressão baixista nos preços está sendo influenciada pelo mercado interno, na qual muitas indústrias estão negociando com cautela. “Os frigoríficos que atendem ao mercado interno é os que estão com mais receio de alongar as programações de abate. Então, eles vão tirando o pé para ver o que acontece”, relata. O analista explica que não é o excesso de oferta que está contribuindo para a queda nas referências, mas a falta de vontade dos frigoríficos de alongar as escalas de abate. “O que eu acredito é que quando tiver uma necessidade urgente de alongar as programações os frigoríficos vão sofrer para recompor as escalas neste preço mínimo”, diz Figueiredo. O analista explica que não é o excesso de oferta que está contribuindo para a queda nas referências, mas a falta de vontade dos frigoríficos de alongar as escalas de abate. “O que eu acredito é que quando tiver uma necessidade urgente de alongar as programações os frigoríficos vão sofrer para recompor as escalas neste preço mínimo”, diz Figueiredo. Atualmente, os negócios para o boi gordo em São Paulo estão ocorrendo ao redor de R$ 190,00/@ a R$ 200,00/@. Figueiredo ressalta que a mudança no

indicador Esalq/B3 está mostrando mais a realidade do mercado, já que o calculo é feito por ponderação. “Estamos vendo que essa mudança foi benéfica para o mercado e vai ser favorável ao longo de 2020”, aponta. *Fonte: Notícias Agrícolas

23


MERCADO INTERNACIONAL

EXPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA CRESCE QUASE 22% EM MT EM 2019; AUMENTO É ATRIBUÍDO À ABERTURA DO MERCADO CHINÊS Rebanho também cresceu cerca de 11%, alcançando o número de 30,34 milhões de cabeças de gado Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apontam que as exportações de carne bovina aumentaram quase 22%, em 2019. De acordo com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o aumento se deve à abertura do mercado chinês à carne produzida no estado. No total, foram produzidas 428,11 mil toneladas, um incremento de 21,89% em comparação com 2018. . A média mensal do que foi exportado para o bloco formado por China e Hong Kong foi a que mais aumentou. Foi 34,54%, em relação ao ano anterior. Esse grupo foi responsável pela importação de 157 mil toneladas, ficando à frente dos países do Oriente Médio, que somaram 153 mil toneladas. Além das vendas externas terem se ampliado, o rebanho também cresceu cerca de 11%, alcançando o número de 30,34 milhões de cabeças de gado.

A região norte permanece com o maior rebanho dentro do estado, com 5,55 milhões de cabeças. Isso representa 18,29% do total estadual. Entretanto, os municípios da região centro-sul ampliaram o número de cabeças em 122,19%, chegando a 4,56 milhões de animais. Em 2019, foram abatidos 5,6 milhões de cabeças de gado, um desempenho 5,24% superior ao registrado no ano anterior. A região com maior volume de abate foi a oeste, com 1,23 milhões de animais. Na sequência vem o sudeste, com aproximadamente 1 milhão de abates. No entanto, a região Noroeste foi a que apresentou maior aumento no número de abates, com uma média mensal de 14,67%.

EMBORA EXPORTAÇÕES PARA PAÍS CONTINUEM A CRESCER RAPIDAMENTE, RÚSSIA ESTÁ DIMINUINDO DEPENDÊNCIA DO MERCADO ESTRANGEIRO Entre janeiro e novembro de 2019, as importações russas de carne e derivados comestíveis do Brasil aumentaram 97,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior e atingiram as 157,1 mil toneladas. Em termos monetários, as importações brasileiras cresceram mais de 2,6 vezes, chegando aos US$ 453,7 milhões, segundo a agência de notícias SeaNews TCBT. 24


MERCADO INTERNACIONAL Assim, o Brasil é agora o segundo maior fornecedor de carne para Rússia, atrás apenas a Bielorrússia. Quando o assunto é carne suína, porém, o Brasil ultrapassou todos os outros países e ocupou o primeiro lugar em volume de vendas à Rússia, seguido por dois outros países latino-americanos: Chile e Argentina. O elevado crescimento das importações brasileiras se deve principalmente ao levantamento, pelo Rosselkhoznadzor (Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia), das restrições sobre nove frigoríficos brasileiros. Eles receberam permissão para voltar a fornecer carne à Rússia em novembro de 2018. A Rússia proibiu o fornecimento de carne suína e bovina do Brasil em 1 de dezembro de 2017, devido à repetida detecção do hormônio ractopamina, substância usada como suplemento alimentar para acelerar o crescimento de animais, sobretudo de sua massa muscular, e reduzir os custos de produção. A medida seguiu a legislação russa, que proíbe o uso de ractopamina e outros estimulantes para crescimento e engorda de animais, bem como a importação de produtos que contenham essas substâncias.

Crescimento em contexto de declínio geral Segundo a agência SeaNews TCBT, no total, entre janeiro e novembro de 2019, a Rússia importou 627,8 mil toneladas de carne e derivados comestíveis, em um valor de US $ 1,6 bilhão, ou seja, 8,4% a menos do que no ano anterior. Em termos monetários, as importações caíram 12,7% em relação ao mesmo período de 2018. A Rússia está importando principalmente carne bovina na atualidade. Em 2019, o país adquiriu 259,2 mil toneladas da commodity, no valor de US$ 889,7 milhões, o que representa uma queda de 17,9%. O custo médio por quilo de carne foi de US$ 3,4. O único tipo de carne cujas importações mostraram considerável crescimento, principalmente devido à intensificação da cooperação com os frigoríficos brasileiros, é o suíno. O volume de carne suína importada cresceu 41,7%, chegando a 75,4 mil toneladas, no valor de US$ 229,9 milhões.

*Fonte: Reuters

25


CAPA

MERCADO DA CARNE BOVINA PARA O ANO DE 2020

26


O

ano de 2020 tem tudo para ser O ANO para A CADEIA PRODUTIVA DA CARNE BOVINA BRASILEIRA. Na realidade, se pudessemos fazer uma avaliação real sobre os últimos 15 anos de mercado da carne bovina no mundo, o Brasil teria um somatório de anos muito favoráveis e positivos para o negócio carne bovina, tanto em produtividade como faturamento. Mas com relação ao ano de 2020, o que precisa ser feito para que de fato, esse ano, entre para a história do país como o ANO da proteína animal? Existem alguns aspectos ligados as operações que compõem o negócio carne bovina que precisam ser entendidos, estudados, explicados, planejados e fomentados corretamente para poder fazer desse setor tão importante para o Brasil, um setor ainda mais competitivo, produtivo, lucrativo e sustentável. Na realidade, o primeiro passo para o desenvolvimento real do setor é entender como funciona de fato a cadeia produtiva da carne bovina, precisamos sair dos escritórios e gabinetes e andar pelo Brasil. Existem duas realidades, a que a mídia promove e a que nós, profissionais do setor vivemos. O Brasil teve inúmeros avanços junto ao negócio carne bovina, isso é fato. Mas praticamente 80% desse desenvolvimento esta nas mãos de poucos, e se alguém achar que estou exagerando, convido para fazermos uma viagem pelo Brasil, para mostrar na prática o que esta acontecendo junto a pecuária de corte, frigoríficos e mercados. O Brasil precisa urgentemente, achar o ponto de equilíbrio entre a capacidade de produção real de carne bovina (pecuária de corte e frigoríficos) e a capacidade de consumo dos mercados (internos e externos), para começar a buscar uma sustentabilidade nos preços de compra e venda, mantendo uma margem lucro de negócio real, capacitando frigoríficos e pecuaristas a desenvolverem um planejamento estratégico focado nos investimentos nas empresas e propriedades rurais, possibilitando assim desenvolver um ciclo de produção capaz de sustentar financeiramente os negócios e melhorar a capacidade produtiva de cada operação. Mas voltando para os aspectos que precisamos estar atentos para que o ano de 27


CAPA 2020 seja o ano da carne bovina brasileira, temos que ter de fato um real conhecimento e entendimento de todas as operações que compõem o setor, que são: China, Mercado Externo, Mapa, Mercado Interno, Pecuária de Corte, Indústrias e Comercialização.

China Esse mercado para o ano de 2020, poderá ser o mercado para volume de carne comercializada, isso é fato. Mas com relação aos preços, não vejo condições desse mercado promover a suba, inrreal, no preço da @ do boi vivo como foi em 2019. Tenho relações profissionais nesse país, e desde o ano passado, internamente já se comentava que a China estava mexendo muito com o mercado, a partir dos preços pagos pela carne bovina no mundo. E a prova esta que, no início de outubro de 2019 os preços dispararam, porém, com a mesma velocidade tiveram a sua queda. Já no final de 2019, o mercado da China já estava comercializando carne bovina com U$ 2.000,00/tonelada a menos em alguns produtos. Containers parado no porto de Shanghai e outros que ainda estavam nos navios, começavam a entrar em renegociação de preços. Então, a China segue sendo um importante mercado para a carne

28

bovina brasileira, com preços de comercialização interessantes, porém, incapazes de elevar o preço da @ do boi gordo aos patamares alcançados no final de 2019.

Mercado Externo Existe um estudo (ONU) que nos mostra que nesse atual momento, o mundo possui mais de 8 bilhões de habitantes e que até o ano de 2050, o mundo terá uma população entre 10 a 15 bilhões de pessoas. Também nesse estudo, foi comentado e mostrado que existem alguns países que apresentam grande potencialidade para sustentar a necessidade de alimento do mundo que são, baseados em três aspectos chaves para essa condição que são: terra disponível para a agricultura, número de habitantes urbanos e capacidade hídrica. Segundo a ONU, os países são os seguintes: Estados Unidos, Rússia, Índia, China e Brasil. Os dois primeiros, já demonstram uma capacidade irregular de produção de alimentos, devido a fatores climáticos. A Índia, possui extensão territorial, porém, o desenvolvimento tecnológico e de pesquisas não fazem desse país, um grande produtor de alimentos. Sobram apenas a China e o Brasil. E o que estamos fazendo para sermos de


29


CAPA fato uma referência na produção de alimentos, em especial de carne bovina? Técnicamente falando, muito pouco. Hoje, na minha visão, o Brasil, não precisa se preocupar com o mercado externo especificamente. Precisamos melhorar a nossa representatividade (marketing) junto a esse mercado urgentemente, porém, devido a alta demanda de carne bovina que o mundo vem tendo e os problemas internos que nossos maiores concorrentes vem passando (Estado Unidos e Austrália), o mercado mundial, naturalmente vai procurar o Brasil. Mas de que adianta, abrirmos novos mercados, com potencial de compra se não temos de fato nas mãos o controle e entendimento do que mais importa para produzir carne bovina que é a matéria prima? O Brasil hoje, pode muito bem dobrar a sua capacidade produtiva de carne bovina, aumentar a produção para o mercado externo, sem causar o caos no mercado interno. E como isso é possível? Simples, precisamos achar o equilíbrio de produção e fomentar a cadeia como um todo, pequenos, médios e grandes, pecuaristas e frigoríficos.

Mapa

da carne bovina. Precisamos evoluir sempre, e essa evolução só vai acontecer se, o setor produtivo da carne bovina brasileira e o Mapa começarem a trabalhar como parceiros, buscando o entendimento do que o mercado mundial esta exigindo quando o assunto é carne bovina e o que o setor da carne bovina brasileira precisa fazer para atender essas exigências. Durante os meus 25 anos de atuação junto ao setor, pude constatar que o assunto exportação assusta muitos empresários do setor. Muitos empresários do setor, relacionam exportação com alto custo e isso não é verdade. Se melhorarmos as informações internas, podemos dobrar a nossa capacidade produtiva rapidamente e aumentar a nossa representatividade junto ao mercado mundial. E quando o assunto é representatividade, o Brasil, precisa melhorar o marketing da carne bovina brasileira frente ao mercado mundial. Não estou me referindo a empresas, sindicatos ou associações, estou me referindo a marca brasil. Precisamos mostrar ao mundo de forma constante a qualidade da carne bovina brasileira, que tem no animal criado a pasto, o seu diferencial na qualidade e no sabor da carne bovina quando comparado com nossos maiores concorrentes. Na realidade precisamos explorar o que temos de melhor, que é a produção de carne bovina oriunda de animais criados a pasto.

Mercado Interno

O Ministério da Agricultura tem um papel fundamental nesse processo evolutivo que o setor produtivo da carne bovina esta precisando. Quando o assunto é exportação, o Mapa precisa criar programas a nível nacional para mostrar que exportação não é nenhum bixo de sete cabeças e que esta ao alcance de todos. O Mapa, juntamente com a Embrapa Pecuária de Corte, precisa oferecer aos pequenos e médios pecuaristas, condições para que haja um melhoramento genético do rebanho de corte. Precisamos oferecer cursos para melhorar o manejo dos animais nas propriedades rurais. Se tivermos um manejo adequado nas propriedades rurais, vamos conseguir melhorar o ganho de peso e a qualidade da carne. E na minha visão, o Mapa precisa buscar se aproximar mais da cadeia produtiva 30

O mercado interno consome, praticamente, 75% de toda a carne bovina produzida no Brasil. Número alto, porém, esse mercado vem apresentando mudanças de comportamentos interessantes ao longo dos últimos 10 anos, que ainda não foram entendidas e percebidas por muitas indústrias frigoríficas no Brasil. O mercado interno brasileiro não vai deixar de consumir carne bovina, porém, esse mercado esta cada vez mais distinto para o consumo. Existe hoje no Brasil, três tipos de mercados para a carne bovina in natura (cortes), cada qual com suas características, volumes, preços e valor agregado. São eles: mercado de commodities, cortes com classificação e mercado para cortes especiais. Cada mercado possui os seus resultados, rendimentos, valor agregado e público. Mas as empresas frigoríficas ainda não entenderam que, para cada mercado existe um tipo de operação, de matéria prima, de investimento e retorno. Não podemos em hipótese alguma generalizar e também atender os três tipos de mercado com a mesma matéria prima e com a mesma operação. Cada mercado possui as suas exigências e características e os frigoríficos


precisam entender e atender esses mercados da forma como eles estão disponibilizando os seus produtos para os seus clientes específicos. Também quero deixar bem claro aqui que, o mercado interno brasileiro para a carne bovina não é soberano, mas sim, específico. não existe uma tabela que determina preços, mas sim uma concorrência e oferta de produtos por mercado. Se seus custos atendem o mercado de commodities, por exemplo, e você esta satisfeito com o seu resultado, ótimo, mas não existe adequação de preço de uma empresa com a sua concorrência, porque cada unidade produtora possui os seus custos operacionais e os frigoríficos precisam adequar os seus custos aos resultados comerciais.

Pecuária de Corte Esse é o setor que precisa de mais atenção hoje dentro da cadeia produtiva da carne bovina. Não existe possibilidade alguma hoje, dos frigoríficos de bovinos formarem escalas de abate, apenas focando no aspecto volume. É preciso buscar na compra

dos animais para o abate, a adequação do animal com o planejamento comercial. O aproveitamento precisa ser bem próximo do 100%. Rendimento, produtividade de carne, qualidade, custos, aproveitamento, etc…, são alguns dos resultados que precisam ser visualizados e controlados diariamente para que o resultado entre compra e venda, seja o positivo. Mas a pecuária de corte brasileira, vive muito de aparências. A realidade, quando andamos pelo Brasil é bem diferente. Vou citar aqui, três exemplos apenas, que vão te mostrar que temos muito ainda para melhorar.

1º Taxa de desfrute Não podemos criar programas pontuais e status de grande produtor de genética para corte, usando apenas os resultados dos grandes pecuaristas. Precisamos analisar o Brasil como um todo e somente a partir dos resultados gerados, vamos poder ter uma análise real do setor. A taxa de desfrute no Brasil esta na marca de 19%, enquanto os nossos maiores concorrentes, Estado Unidos e

31


CAPA

Austrália estão com 33% e 30% respectivamente. Quanto mais carne os animais abatidos produzirem, menores serão os custos para pecuaristas e frigoríficos, consequentemente, maiores serão os resultados.

2º Rebanho Quem sabe de fato, quantos bovinos compõem o rebanho bovina brasileiro de corte? Precisamos urgentemente ter o número específico, para podermos ter a ideia de quanto podemos produzir por estado ou região, para somente a partir dai, ter a ideia de quais mercados podemos atender, com base nas suas exigências e volume. Existem inúmeros polígrafos e documentos explicativos, mas os mesmo não estão batendo com a realidade da pecuária de corte.

3º Qualidade do rebanho No ano de 2019, tivemos problemas de ofertas de animais para o abate, além é claro do período da entresafra. Precisamos começar a desenvolver relatórios e números REAIS e colocar essas informações a disposição de todos para somente a partir daí, criar programas para fomentar a Pecuária de Corte corretamente, fazendo com que os pecuaristas possam melhorar suas propriedades rurais, com melhores investimentos com base 32

no giro, garantindo assim melhores resultados e consequentemente, uma sustentabilidade dos seus negócios. Você sabe que hoje no Brasil, as escalas de abate, são compostas e média por 25% de animais com o acabamento ideal para o abate? Será que não existe possibilidade para melhorarmos esse resultado? Eu garanto que sim.

Indústrias frigoríficas Com relação ao processo de transformação (boi vivo e carcaça) o Brasil possui uma condição muito favorável. Mas é preciso que se diga que, em termos de igualdade de concorrência e oportunidade de negócios junto ao mercado externo, as desigualdades são enormes. O Brasil precisa urgentemente controlar o número de unidades de abate (oferta de matéria prima versus número de abatedouros) para poder começar a ter ideia do que precisa ser feito para podermos ter o equilíbrio que precisamos ter entre os preços de @ e preço de venda da carne bovina. Não existe mais espaço para o surgimento de novos frigoríficos no Brasil. A matéria prima ou seja, o boi vivo, não consegue mais atender as demandas de abate no Brasil, tendo em vista que existe um outro mercado em crescimento (que para mim é muito importante para o pecuarista), que é o da exportação de gado vivo e que reduz ainda mais a oferta de animais para abate no país. O


CONECTORES ELÉTRICOS Impermeáveis contra o pó, água, vapores e pressões

Nós fornecemos 30 anos de experiência em tecnologias de desenvolvimento e produção em termoplástico, conforme as normas e regulamentos elétricos e mecânicos internacionais, respeitosos das expectavivas de qualidade, confiabilidade e economia

Soluções à prova d’água (IP 68) Resistente à temperaturas altas/ baixas (-40 +125) Proteção contra a pressão de água (IP69K) Alta confiabilidade em processo industrial Menor tempo de instalação e substituição 03

+55 41 98717 7000 | mario.adinolfi@sales.techno.it www.technodobrasil.com.br

33


CAPA Brasil precisa agora, é fomentar essas empresas que estão em funcionamento no país, de forma correta, fazendo com que cada unidade consiga se manter em operação constantemente ao longo dos meses e dos anos, reduzindo ao máximo a ociosidade, e somente a partir daí, avaliar novas possibilidades de negócios para esses fins. As indústrias que hoje estão em operação no país, possuem capacidade, qualidade e volume para atender os mercados mais exigentes do Brasil e do mundo, porém, se não tivermos matéria prima suficiente, o que vamos conseguir é criar mais uma vez o caos junto ao mercado de compra do boi vivo e da venda da carne.

Comercialização (vendas) Esse é o setor que precisa de atenção, mais até que o setor de compra de gado junto aos frigoríficos brasileiros. As empresas do setor precisam entender que, os pecuaristas são parceiros dos frigoríficos, e como tal, precisam não somente verder seus animais para o abate, mas sim entender como a operação como um todo, funciona. Enquanto isso não ficar entendido e colocado em prática, as diferenças

34

vão existir, os negócios não “seram” bem feito e os resultados pós abate, seram sempre abaixo do esperado. O setor comercial de vendas dos frigoríficos de bovinos, precisam trabalhar com planejamento de venda. Sem esse horizonte formado, teremos apenas tiradores de pedidos e não vendedores. Eu preciso saber quem é meu público alvo, o seu consumo e a minha necessidade de produção para atender esse consumidor. Agora você sabe me dizer quantos frigoríficos no Brasil hoje, trabalham dessa forma? Posso garantir que são poucos. O cliente busca atenção, atendimento diferenciado e pontualidade nas entregas. E essas três situações apenas, são difíceis de ser atendidas pelos frigoríficos. Vender (ou tirar pedidos por telefone é fácil), porém abre portas para que o concorrente ganhe seu espaço e você não tenha a próxima venda. O setor comercial de vendas, precisa sair da empresa, acompanhar o seu cliente, entender a sua necessidade e preencher espaços no estabelecimento do seu cliente, diminuindo brechas para que o seu concorrente conquiste o seu espaço. O mercado da carne existe, é real e esta a disposição de todos, o negócio vendas, não esta assim tão ruim como muitos estão comentando. o que esta faltando é mais atenção, entendimento, capacidade e ousadia junto as áreas comerciais dos frigoríficos brasileiros. Como falei no início desse texto, o negócio carne bovina no brasil tem tudo para ter o melhor ano da história, devido as grandes projeções comerciais junto ao mercado externo e ao controle e equilíbrio sobre as operações internas no país. Se a exportação de carne bovina apresentar resultados melhores, o mercado interno terá mais oportunidades de comercialização, mas se não tivermos o controle e conhecimento sobre a disponibilidade de matéria prima em volume e qualidade para atender essa demanda, vamos acabar criando um novo caos interno, jogando fora a grande possibilidade de melhorarmos as condições gerais desse setor que é responsável por alavancar as condições econômicas no Brasil. Precisamos entender na prática como funciona e o que esta faltando para aumentarmos e melhorarmos a produção de carne bovina no Brasil. O Brasil precisa parar urgentemente de tomar decisões apenas com base em relatórios e dentro de escritórios e gabinetes, nada vai mudar. Precisamos trabalhar com foco no equilíbrio e estabilidade (oferta e procura) dentro das operações para podermos fortalecer e crescer de forma ordenada a cadeia produtiva da carne bovina brasileira.


35


MERCADO INTERNACIONAL

MINERVA (BEEF3) RECEBE HABILITAÇÃO DE EXPORTAÇÃO À ARÁBIA SAUDITA A Minerva S.A. (BEEF3), líder na América do Sul na exportação de carne bovina, comunicou ao seus acionistas e ao mercado em geral, que recebeu autorização para exportar carne bovina para à Arábia Saudita, no Oriente Médio. Conforme o comunicado, a autoridade saudita SFDA-Saudi Food & Drug Authority habilitou duas plantas de abate localizadas no Paraguai para exportação de carne bovina. As plantas possuem capacidade de abate de 2.200cabeças/dia.

Adicionalmente, a Companhia já havia recebido autorização para exportar carne bovina à Arábia Saudita, só que desta vez por meio de duas plantas no Uruguai, as quais detêm capacidade total de abate de 2.300 cabeças/dia. Com aproximadamente 34 milhões de habitantes, a Arábia Saudita se destaca como um dos principais mercados consumidores de carne Halal no mundo. *Fonte: Eu quero investir

EXPORTAÇÃO DE CARNES EM SC TEM DESEMPENHO RECORDE EM 2019

O Estado de Santa Catarina teve o melhor desempenho da história na exportação de carnes em 2019, com embarque total de 1,7 milhão de toneladas, alta de 11% ante 2018, informou em nota a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural do Estado. O faturamento cresceu 19,4% na comparação com o ano anterior e atingiu US$ 3,12 bilhões. Os destaques foram os embarques de carne suína e de frango, que bateram recorde e foram o segundo melhor resultado em 22 anos, respectivamente. Os ganhos com as exportações desses produtos foram o que sustentaram a alta geral dos embarques do Estado, segundo avaliação do analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), 36

Alexandre Giehl, que consta no documento. O volume de carne suína embarcada em 2019 alcançou 411,3 mil toneladas, gerando um faturamento 31% maior que o do ano passado, de US$ 856,6 milhões. Santa Catarina é o maior produtor nacional de suínos e exporta para mercados competitivos no mundo, tendo a China como um grande destino. No último ano, os chineses aumentaram as compras do Estado em 88,9%. Já a carne de frango, principal produto exportado pelo Estado, teve 1,2 milhão de toneladas embarcadas, com um faturamento superior a US$ 2,2 bilhões. Os principais compradores são Japão, China e Emirados Árabes. Santa Catarina exportou, ainda, 3,7 mil toneladas de carne bovina; 15,6 mil toneladas de carne de peru e 3 mil toneladas de patos e marrecos. “Para 2020, a expectativa é que se tenha resultados significativos nas exportações de carne suína, já que a produção chinesa continua sob sério impacto da peste suína africana. No caso da carne de frango, a principal aposta é na ampliação da importância do mercado interno, principalmente pela alta nos preços da carne bovina, que deve estimular a migração de parte dos consumidores para opções menos onerosas”, explicou o analista. *Fonte: Isto é dinheiro


Powered by

a

4 edição

TASTE OF TECHNOLOGY

Feira Internacional de Fornecedores para as Indústrias de Carnes e Proteína Animal

NOVA DATA

26-28 Maio 2020

Expotrade Convention Center Curitiba-PR, Brasil

Processamento | Tecnologia de Embalagens Refrigeração | Segurança Alimentar Ingredientes | Logística | Serviços

PARTICIPE DA FEIRA ESSENCIAL PARA O SETOR DE CARNES E PROTEÍNA ANIMAL www.anutecbrazil.com.br Apoio

Organização do Congresso

Organização

37


MERCADO INTERNACIONAL

ESTADO LIDERA RANKING COMO MAIOR EXPORTADOR DE TILÁPIA EM 2019 Principal destino da proteína no último ano foi os Estados Unidos é o Paraná com apenas 2,7% do faturamento anual do país, mesmo tendo aumentado consideravelmente sua participação no mercado de peixes no ano passado. O principal destino da proteína no último ano foi Estados Unidos, responsável por mais de 90% da aquisição de filés de peixes frescos, refrigerados ou congelados, seguido por Canadá, Japão, Equador, Argentina e Chile. “É o peixe mais produzido no estado e no Brasil, representando quase 89,4% da produção de peixes em MS”, avalia o analista técnico do Sistema Famasul, Juliano Bastos.

Produção

Mato Grosso do Sul se consolidou como maior exportador de carne de peixe em 2019. No ano passado foram 901 toneladas enviadas ao mercado externo, o que representa 85,6% do total exportado no país, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Conforme a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), o volume em toneladas exportadas subiu 32% no ano passado. O Estado aumentou em 26% o faturamento com a venda do peixe ao mercado externo, na comparação de 2019 com 2018. Segundo o levantamento, o faturamento brasileiro com as exportações de carne de peixe somaram U$ 5,6 milhões em 2019, sendo o Mato Grosso do Sul responsável por 94,3% do total. O segundo no ranking 38

A tilápia é a responsável pelos números positivos sendo a principal espécie produzida no Brasil. De acordo com a Semagro, o forte desempenho de Mato Grosso do Sul se deve à política de atração de investimentos, como as indústrias Geneseas e Tilabrás, empreendimentos da Costa Leste. Localizada em Aparecida do Taboado, a Geneseas tem 90% da produção destinada ao mercado externo. A empresa atingiu a marca de 5.100 toneladas de filé de tilápia produzidas e inaugura a duplicação da unidade nos próximos meses, podendo chegar a abater 100 mil unidades por dia. A indústria da Tilabrás, em Selvíria se encontra em fase de obras. O frigorífico de peixes Mar e Terra em Itaporã foi vendido ao grupo Paturi Piscicultura Agroindustrial, com planos de expansão da unidade. A Semagro entregou também um certificado de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI) para a Samak pescados, que pretende elevar a produção para 7 mil quilos por dia, em Angélica. De acordo com o secretário Jaime Verruck, estes são frutos da política de desenvolvimento pautada na atração de empresas. “Nos últimos anos investimos no aumento da piscicultura por acreditar na importância de diversificar a economia e temos bons resultados, como este, que demonstram um setor estruturado, forte e com potencial para continuar crescendo”, afirma. *Fonte: Correio do Estado


39


MERCADO INTERNACIONAL

BALANÇA COMERCIAL: EXPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA CONGELADA DISPARA QUASE 150% Na segunda semana de 2020, o saldo da balança comercial brasileira foi positivo em US$ 14 milhões. Apesar do número pouco expressivo, o que chamou a atenção foi o aumento da exportação de carne bovina congelada. A despeito da falta de produto no mercado interno, que pressionou os preços para cima, impactando na inflação – as carnes subiram 18,06%, contribuindo individualmente no IPCA de dezembro com 0,52%; o índice da inflação oficial ficou em 4,31% no ano -, a carne bovina congelada teve um aumento de 149,2%, com US$ 22,61 milhões na média diária, em comparação com as primeiras duas semanas de 2019.

Saldo De forma consolidada, o superávit de US$ 14 milhões é resultado de exportações no valor de US$ 3,458 bilhões e importações de US$ 3,444 bilhões. Juntando as duas primeiras semanas do ano, as exportações somam US$ 6,351 bilhões e as importações, US$ 4,573 bilhões, possibilitando um saldo ainda mais positivo, de US$ 1,778 bilhão.

Ano a ano Na comparação entre as duas primeiras semanas de janeiro de 2020 com as duas primeiras de 2019, as médias das exportações chegam a num acréscimo de 10,4%, saindo de US$ 822,04 milhões (2019) para US$ 907,22 milhões (2020). Por sua vez, as importações tiveram queda de 12,3% na comparação entre as médias até a segunda semana de janeiro de 2020: US$ 653,23 milhões, ante US$ 744,9 milhões das duas primeiras semanas de janeiro de 2019. O saldo da média diária de 2020, até aqui, é de US$ 253,98 milhões. Entretanto, comparando-se este período com a média de janeiro de 2019, houve queda de 0,4% na corrente de comércio.

Exportações No acumulado até a segunda semana do mês atual, comparando com igual mês do ano anterior, 40

o desempenho dos setores pela média diária mostrou uma queda de 0,3% (US$ 0,34 milhões) na agropecuária; e crescimentos de 30,3% (US$ 56,72 milhões) e 5,1% (US$ 26,71 milhões) em Indústria Extrativa e crescimento e em produtos da Indústria de Transformação, respectivamente. A carne bovina congelada está inserida no setor de Indústria de Transformação, bem como os álcoois monohídricos acíclicos, aviões e outros veículos aéreos, de propulsão mecânica (alta de 170,2%, com aumento de US$ 12,89 milhões na média diária); óleos de petróleo, exceto óleos brutos (alta de 58,2%, com aumento de US$ 12,30 milhões na média diária) e ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (alta de 72,3%, com aumento de US$ 10,66 milhões na média diária). Todos essas exportações ajudaram no saldo positivo da balança comercial.

Importações No acumulado até a segunda semana de janeiro, comparando-se com o mesmo período de 2019, o desempenho dos setores pela média diária apontou queda importante de 21,1% (US$ 3,77 milhões) de importações agropecuárias; uma queda ainda mais acentuada na Indústria Extrativa (77,7% ou US$ 35,43 milhões); e queda de 7,8% (US$ 52,59 milhões) em produtos da Indústria de Transformação. Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado apresentou uma queda de 100,0% (menos US$ 1,30 milhões na média diária); cevada, não moída, e minérios de cobre tiveram a mesma queda (menos US$ 0,74 milhões e menos US$ 1,44 milhões, na média diária, respectivamente). *Fonte: Eu Quero Investir


41


MERCADO INTERNACIONAL

CHINA VOLTARÁ A COMPRAR CARNE BOVINA DO BRASIL COM PREÇOS ATRATIVOS De acordo com o analista de mercado Leandro Bovo, as notícias de possíveis renegociações sobre o preço da proteína não tiveram impacto no mercado interno

A BRF, companhia mundial de alimentos, divulgou um comunicado dizendo que não está fazendo nenhum tipo de renegociação de contratos com o mercado chinês. Segundo nota da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes, como não possui acesso a negociação de contratos entre clientes e empresas não deve se manifestar sobre o tema. Diante das notícias sobre as renegociações de preços, a consultoria Radar Investimentos afirmou que o efeito foi limitado no mercado. “Essa notícia não é muito nova, desde a virada do ano isso já era esperado, com informação da China de que o estoque no porto estava maior, e que os importadores de certa forma estavam incomodados”, afirmou o analista Leandro Bovo.

às ações das indústrias, que registraram quedas significativas, mas elas foram muito rápidas em desmentir essas supostas renegociações nos preços”, explicou Já para no mercado de boi gordo, de acordo Bovo, a notícia não se mostrou relevante. ” O mercado físico já estava ciente desse assunto desde o fim de 2019. Para os próximos meses a expectativa é de que a China volte a negociar carne bovina do Brasil, não com os mesmos preços praticados entre novembro a dezembro, mas ainda sim com preços atrativos para o pecuarista. Isso porque o Brasil é um dos poucos que consegue atender essa demanda e com qualidade no produto”, enfatizou Bovo.

“O impacto dessa notícia foi mais forte em relação

*Fonte: Canal Rural

Soluções de impressão para sua embalagem

vendas@mastec.com.br Fone.:(11) 3683-5251 .:(11) 9 5729-1281

www.mastechtecnologia.com.br 42


43


FIQUE SABENDO

SKG ABRE FÁBRICA EM VALINHOS DE PRODUTOS PARA CORTES EM FRIGORÍFICOS Com inauguração de fábrica e fechamento de novas parcerias, SKG busca virar a solução para o mercado de cortes de proteína animal em frigoríficos Buscando uma nova posição no mercado brasileiro de cortes de proteína animal em frigoríficos no Brasil, a SKG inaugura sua fábrica de serra fitas e firma parceria para a produção de máquinas de afiação. Essa é uma guinada nos negócios da empresa, que é a maior distribuidora de itens de corte para frigoríficos e agora parte para a produção de produtos próprios. Localizada em Valinhos, no interior de São Paulo, a nova fábrica de serra fita da SKG foi desenvolvida em parceria com a Munkfors, empresa sueca que figura entre as líderes mundiais no segmento. Wagner Huber,  gerente de operações na SKG, diz que “esta parceria é estratégica e alia a experiência da  Munkfors  na produção de serra fita com o  know how  da SKG no entendimento das demandas do mercado brasileiro e atendimento aos clientes, reforçando inclusive a entrada da marca sueca no cenário nacional”.

Da esquerda para a direita: Gustavo Martins e Wagner Huber, da SKG, com facas da Tramontina: empresa passa a comercializar itens da marca para frigorífico

44

Segundo Huber, na primeira etapa do projeto, as lâminas serão produzidas na Suécia e finalizadas na fábrica do Brasil, permitindo uma customização de acordo com a necessidade dos clientes. Como serra fitas são utilizadas em diferentes tarefas dentro de um frigorífico, existe uma demanda específica para cada produto. “Cada aplicação exige uma dentição e uma liga metálica diferente. Nosso vendedor técnico vai até o frigorífico, identifica a demanda do cliente, realiza testes e define qual será a melhor serra fita para aquele corte”, reforça Wagner Huber. Outro diferencial da SKG é com relação à durabilidade das lâminas trazidas da Suécia. Normalmente uma serra fita tem capacidade para 350 a 450 cortes de carcaça bovina, enquanto que alguns modelos de serra fita Munkfors pode chegar à 1.000 cortes, o que atende a demanda diária de um grande frigorífico.  “Como as lâminas são descartáveis, isso geraria uma enorme economia para esses frigoríficos, não só com o produto em si, mas no tempo destinado à substituição das serras durante o corte”, afirma Huber. Contando com um equipe formada por engenheiros e técnicos experientes, a fábrica da SKG é altamente tecnológica e possuirá capacidade de produção é de até 2.500 serras ao dia ao fim da primeira etapa do projeto junto a Munkfors.  Além da produção de serra fitas, a SKG lança também sua marca própria voltada a soluções completas em todo o sistema de afiação: a Zênite, desenvolvida com parceiros estratégicos, inclusive com a Datec, do grupo Soma Sul e que possui expertise na construção de máquinas e projetos de automação. “O objetivo aqui é fornecer ao mercado máquinas de afiação que atendam frigoríficos de pequeno, médio e grande portes. No caso dos frigoríficos de grande porte, projetamos um “robô afiador”, que consiste em uma máquina automatizada para afiar facas e lâminas sem a intervenção manual de pessoas”,  explica o gerente de operações da SKG.


45


FIQUE SABENDO E por último, a SKG passa a oferecer ao mercado frigorífico novas marcas de facas, através de parcerias com a Tramontina, Starrett e Mundial. “Nosso foco é fazer com que essas marcas, que já são conhecidas dos consumidores brasileiros, cheguem também aos frigoríficos, a partir de linhas mais profissionais. Estaremos fornecendo nosso conhecimento inclusive para o aperfeiçoamento de facas a partir do feed back que recebemos de nossos clientes”, diz o gerente de operações da SKG.

“Essa mudança de patamar faz a empresa traçar planos mais ousados. No momento, o foco é o mercado de corte de proteína animal em frigoríficos com a solidificação da Munkfors no mercado nacional. Mas, o objetivo próximo é alcançar o mercado de corte em açougues, inclusive com novos parceiros comerciais, além do mercado de corte em madeiras e o mercado de corte de aço e outros metais”, afirma Gustavo Martins, sócio-diretor da SKG.

INTEGRAÇÃO ENTRE MÁQUINAS, PROCESSOS E PESSOAS REPRESENTA A NOVA LOGÍSTICA 4.0 Por Por Jefferson Castro Gerente de produto da Atech

A digitalização da Logística deve oferecer às empresas novas formas de se conectar em rede e automatizar sua cadeia de suprimento, extraindo mais valor. Neste cenário, automação e inteligência são peças fundamentais, e a Logística 4.0 integra e coordena de maneira otimizada máquinas, processos e também as pessoas. Uma gestão eficiente, baseada em dados confiáveis, simplifica os processos relacionados à entrada e à saída de insumos e de produtos, além de criar uma nova forma de relacionamento das empresas com seus clientes e parceiros, fornecedores, agentes logísticos, varejistas e outros stakeholders que fazem parte dessa cadeia. Essa digitalização abrange todos os elos da cadeia logística, entrega cada vez mais dados em tempo real, gerando novos insights, oferecendo mais transparência, flexibilidade e confiabilidade. É neste cenário que entram os sistemas de monitoramento e rastreamento conectados, capazes de realizar transações praticamente imediatas e transparentes, e as ferramentas alinhadas ao conceito de internet das coisas, que capturam, rastreiam e garantem fidelidade da informação desde a coleta de dados até sua entrega para os softwares de gestão, garantindo ainda mais visibilidade dos processos logísticos de forma integrada, com altos níveis de rastreabilidade – desde a produção até a entrega do produto final. A gestão da cadeia logística das empresas fica mais fácil na medida em que aumentam a automação dos processos e a colaboração entre os diferentes 46

elos da cadeia, e esse nível de integração de sistemas de ponta a ponta, entre soluções e processos de supply chain de todos os parceiros, além de agregar inteligência, é fundamental para garantir visibilidade total, minimizando os riscos de erro de processamento e maximizando o nível de produtividade, além de ampliar a disponibilidade de equipamentos, melhorar a programação do transporte de material, aperfeiçoar o uso das informações para o desenvolvimento de rotas mais inteligentes e garantir a conformidade com normas regulamentadoras. Neste contexto, processos logísticos de alta performance vão se basear em estratégias de orquestração e manutenção, em que as máquinas vão fazer o trabalho pesado, orquestradas por plataformas de gestão logística poderosas, e a manutenção das máquinas também vai se basear em dados e inteligência por meio de poderosas plataformas de gestão de ativos.

Automação e inteligência: as tecnologias que estão transformando a logística

“Tecnologias disruptivas estão transformando todos os setores da indústria e o relacionamento com as marcas – a Internet das Coisas é apenas o início. ”

A automação na logística não é algo novo, já na década de 60 falávamos de Automated Storage


FIQUE SABENDO and Retrieval System - AS/RS, os famosos armazéns automatizados. O que muda agora é que a automação está muito conectada com a robotização, que, junto aos veículos autônomos, transformam processos e geram mais agilidade, visibilidade e confiabilidade em toda a cadeia. Nos armazéns e Centros de Distribuição, por exemplo, empilhadeiras e AVGs são “dirigidos” por sistemas que contam também com Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina para operar com segurança em ambientes com muitas pessoas e onde a origem e o destino das movimentações são variáveis, uma operação mais complexa e que já vai além do processo apenas de armazenagem e que conecta diferentes máquinas e sistemas. Com mais automação e mais dados do processo, caberá a nós tomarmos decisões com base em dados,

e contaremos com soluções de Advanced Analytics com insights em tempo real baseados nos dados produzidos ao longo da cadeia, avaliando os cenários de demanda e confiabilidade dos ativos, uma vez que estas serão as nossas principais funções: orquestrar a cadeia para evitar rupturas e garantir o desempenho das máquinas. Orquestração de máquinas, processos e decisões suportados por inteligência artificia, oferecendo uma capacidade mais ampla de automação: esses avanços são apenas o início, e apenas a integração de sistemas logísticos de ponta a ponta vão garantir que os negócios estejam preparados para suportar essa e as próximas gerações da indústria na governança de processos logísticos globais, em que transações praticamente imediatas e transparentes de ponta a ponta vão ser itens básicos para garantir a competitividade.

J.A. EQUIPAMENTOS EXPÕE NOVAS TECNOLOGIAS NA MERCOAGRO 2020 A J.A. Indústria e Comércio de Máquina está sediada em Chapecó (SC) e atua com as indústrias de processamento e industrialização de produtos cárneos, entre eles frangos, bovinos, suínos e peixes. A empresa é uma das expositoras da Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne – Mercoagro que ocorrerá em setembro de 2020. Fundada no fim da década de 1990, a J.A. Tecnologia em Equipamentos Industriais tem um objetivo em mente: oferecer soluções efetivas, tecnológicas e inovadoras aos seus clientes. Ao longo desses 20 anos, a expertise adquirida é refletida na garantia de qualidade oferecida em seus produtos, no investimento em inovação e na praticidade de aplicação. Seu corpo técnico é qualificado e certificado constantemente na sua área de atuação: mecânica industrial, na qual se consolida no mercado nacional como empresa referência em equipamentos e serviços para industrias de processamento e industrialização de produtos cárneos. A empresa oferece equipamentos de alta

performance, desenvolvido dentro das Normas Regulamentadoras NR12, NR10, NR17. Todos os equipamentos solicitados são altamente analisados pelo Departamento Técnico de Engenharia para atender a real necessidade do cliente. Dessa maneira, oferece soluções customizadas que garantam assertividade e rentabilidade no processo. De acordo com a diretora da empresa, Ivanete Matte, a avaliação da última Mercoagro foi positiva. “Participamos da edição em 2018, ficamos satisfeitos pela organização da feira e muito felizes com a grande presença de visitantes, visto que o cenário político e econômico passava por um momento conturbado, dando sinais que o evento não teria grandes proporções de visibilidade. Mas na contramão da “crise”, o evento foi um sucesso, com todos os estandes e espaços comercializados e, sem dúvida, uma grande visibilidade e reencontro com nossos clientes e novos parceiros que firmamos”.

47


FIQUE SABENDO

DANFOSS ABRE INSCRIÇÕES PARA TREINAMENTO DE REFRIGERAÇÃO APLICADA DE JANEIRO Treinamento é feito no laboratório da Danfoss e inclui aulas teóricas e práticas refrigeração aplicada, formando, certificando profissionais.

reciclando

e

Ao matricular-se para o treinamento, o aluno tem direito a um pacote completo, que inclui todo o material, como apostilas, jalecos, pen drive com catálogos, caneta e bloco de anotação; coffee breaks; almoços e palestras de parceiros do setor.

O próximo treinamento de refrigeração aplicada da Danfoss acontece de 27 a 31 de janeiro, das 8h às 17h, no laboratório da multinacional, em Osasco, que foi reformado para inclusão de equipamentos e aplicações para novos módulos de treinamento mais avançados. Com duração de 40 horas e lecionado por Amaral Gurgel, o treinamento mais aclamado da empresa passou recentemente por uma revisão e promove conhecimento teórico e prático sobre a área de

Ao final do treinamento, os participantes recebem certificado fornecido pela Danfoss e sentem-se mais seguros ao prestar serviços de instalação e seleção de componentes em sistemas de refrigeração. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas no site https:// treinamentodanfoss.com.br/. No site também está disponível a programação de treinamento até maio.

Serviço Treinamento de refrigeração aplicada De 27 a 31 de janeiro, das 8h às 17h Laboratório Danfoss Rua Américo Vespúcio, 85, Vila Menck, Osasco (SP) Inscrições: https://treinamentodanfoss.com.br/

BETTCHER INDUSTRIES, INC. ANUNCIA A NOMEAÇÃO DE TIM SWANSON COMO NOVO CEO A Bettcher Industries, Inc. (“Bettcher”), desenvolvedora e fabricante líder de equipamentos inovadores para operações de processamento de alimentos, serviços alimentícios, industrial, médico e outras, anunciou que Tim Swanson se juntou à Bettcher como seu CEO. Swanson também se tornou membro do Conselho de Administração da Bettcher. Tim Swanson irá suceder a Don Esch, que se aposentou no final do ano de 2019 depois de ter atuado como CEO da Bettcher desde outubro de 2014. Don Esch continuará atuando como membro do Conselho de Administração da Bettcher. 48

Tim Swanson vem para Bettcher depois de estar no Grupo Barnes, onde atuou como presidente da unidade de negócio global de componentes de engenharia. Antes disso, ele passou 10 anos na Illinois Tool Works (ITW), ocupando cargos de gerência geral nos segmentos automotivo global e soldagem. Na ITW, os negócios de Tim se concentraram na criação de valor por meio da inovação e da proximidade com o cliente para alcançar um crescimento acima do mercado. Tim começou sua carreira na Whirlpool Corporation. “Tim é um executivo talentoso com uma história


FIQUE SABENDO Sobre a Bettcher Industries, Inc. Sediada em Birmingham, Ohio, a Bettcher Industries, Inc. [www.bettcher.com] é uma desenvolvedora e fabricante líder de equipamentos inovadores para operações de processamento de alimentos, serviços alimentícios, industriais, médicos e outras.

Tim Swanson | CEO Bettcher

demonstrada de impulsionar o crescimento, a inovação e a excelência operacional em negócios globais líderes de mercado”, disse o presidente do conselho, Peter Taft. “Estamos acolhendo um novo líder que abraçará a cultura e os recursos que contribuíram para o sucesso histórico da Bettcher, ao mesmo tempo em que traz as habilidades para guiá-lo no próximo capítulo de crescimento e expansão”. “Estou satisfeito e tranquilo por ser um líder tão comprovado e capaz”, disse Don Esch, ex-CEO e atual diretor. “O histórico impecável de Tim e perspectivas perspicazes me dão uma tremenda confiança em sua capacidade de liderar a Bettcher durante esse período transformador e emocionante para a empresa, seus funcionários e seus clientes”. “Dentro da família de negócios Bettcher, vejo uma empresa que coloca seus clientes e funcionários em primeiro lugar e tem uma rica herança em agregar valor por meio da inovação de produtos”, disse Tim Swanson, CEO da Bettcher. “Estou ansioso para estender nossa reputação líder de mercado em nível global, aproveitando nosso portfólio diferenciado de produtos e adquirindo novos recursos que atendam às necessidades dos clientes. Estou emocionado por fazer parte da equipe Bettcher. “ Tim se formou na Universidade Tecnológica de Michigan, onde obteve um diploma de bacharel em engenharia mecânica e um mestrado em gerenciamento de operações.

Fundada em 1944, a Bettcher foi pioneira no desenvolvimento de Trimmers, máquinas elétricas manuais raspadoras e cortadoras, para operações de processamento de carne e hoje continua sendo o fabricante mundial dominante dessas ferramentas inovadoras. Mais recentemente, através do crescimento orgânico e aquisições seletivas, a empresa expandiu sua linha de produtos para incluir uma ampla gama de equipamentos e sistemas que maximizam o rendimento e a produtividade da carne em plantas de processamento de carne e aves. No início deste ano, a Cantrell Machine Company, notável desenvolvedora e fabricante de equipamentos de primeiro e segundo processamento de aves, foi adquirida e passou a fazer parte das operações em expansão do Grupo Poultry.

49


NOSSOS ANUNCIANTES CSB-System .............................................. 02 csb.com Brasilfrigo ................................................. 05 brasilfrigo.com.br Laticrete – Solepoxy ................................. 07 laticretesolepoxy.com.br Soccorro ................................................... 09 soccorro.com.br Jarvis ........................................................ 11 jarvis.com.br Dalpino ..................................................... 13 dalpino.com.br Crecton ..................................................... 15 crecton.com.br Henzor ................................................. 17/19 henzor.com.br Inebras ..................................................... 21 inebras.com.br Tinta mágica ............................................. 21 tintamagica.com.br Itatripas .................................................... 23 itatripas@yahoo.com.br

Facebook

@www.revistafrigonews.com.br

50

Klainox ..................................................... klain.com.br Busch ....................................................... buschdobrasil.com.br Techno do Brasil ...................................... technodobrasil.com.br Tecnofrigorifico ........................................ tecnofrigorifico.com.br Anutec ..................................................... anutecbrazil.com.br Mercoagro ............................................... mercoagro.com.br Expomeat ................................................. expomeat.com.br Mastec ..................................................... mastecstore.com.br Figa | Design & Estratégia ....................... design.figa@gmail.com Handtmann .............................................. handtmann.com.br Edgetools ................................................. edgetools.com.br

Fale Conosco 19 | 4141-9494

25 29 33 35 37 39 41 42 49 51 52

Instagram

@revista_frigonews

“Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos; guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso” (Provérbios 3.21)


VALORIZAÇÃO PARA A SUA PRODUÇÃO DE CARNE PICADA

ASSIM SE PROCESSA CARNE PICADA COM MAIS LUCRATIVIDADE ch

Porcionador de carne picada com máxima precisão de peso

ch

Novíssima tecnologia de pesagem com controle 100% (para redução de desperdícios)

ch

Suporte digital com base em soluções inteligentes

51


52

Profile for Frigo News

Janeiro 2020  

Janeiro 2020  

Profile for frigonews
Advertisement