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Edição 129 | Setembro | 2019

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Marfrig e BRF Forte alta após China liberar exportação de carnes

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Editorial Eventos e mais eventos, feiras e mais feiras marcaram o mês de setembro e nesta edição da FrigoNews você poderá ler informações sobre tudo o que aconteceu. Além disso, outras matérias serão do seu interesse: Ilce Maria Silveira Diretora Diretora Ilce Maria Silveira Administrativo e Financeiro financeiro@revistafrigonews.com.br Jornalistas Sheila Prates Márcia Ebinger jornalista@revistafrigonews.com.br Direção de arte Alice C. Sampaio Assinatura assinatura@revistafrigonews.com.br Antônio Silva antonio@revistafrigonews.com.br Carla Carmello carla@revistafrigonews.com.br Projeto Gráfico Figa | Design & Estratégia

- Na matéria sobre Logística e Armazenagem você saberá como recursos tecnológicos aumentam a produtividade com o uso da logística. - Na seção de Mercado Internacional está, dentre outras, a importante informação de que o Ministério da Agricultura corrigiu, no início de setembro, dados de 3 das 25 plantas que foram habilitadas à exportação de carne para China. - Na seção Fique Sabendo uma de nossas abordagens trata de que o uso de ácidos orgânicos na suinocultura pode contribuir com prevenção de bactérias patogênicas, como a salmonela, além de melhorar o desempenho no campo. - Com acesso aos mercados mais exigentes do mundo, Santa Catarina amplia exportação de carnes e chega a um faturamento de US$ 2 bilhões em 2019 – essa é uma das notícias que está na seção Fique por Dentro. - Há ainda uma matéria sobre a peste suína africana - o vírus foi identificado no Brasil em 1978, no Rio de Janeiro, e foi erradicado em 1984. Porém, é bom estar atento aos sinais da doença e aos impactos que ela tem causado no mundo. Tudo isso e muito mais! Boa leitura!

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NOSSOS DESTAQUES 26 Frigorífico Itabom Qualidade e sabor são vantagens competitivas da empresa que chega a produzir mais de 6 mil toneladas por mês de produtos derivados de frango

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Marfrig e BRF As unidades autorizadas a exportar para a China incluem 17 de carne bovina, 6 de carne de frango, uma de carne de porco e uma de carne de asininos

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Logística e Armazenagem A expansão e a revolução que a tecnologia causou em vários segmentos nos últimos anos contribuiu para melhorar os resultados do setor logístico

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Mayekawa do Brasil Empresa apresenta inovação com tecnologia Microcanal e aumento de portfólio com a linha de compressores semi-herméticos da Frascold, renomada marca europeia 4


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PESTE SUÍNA

A PESTE SUÍNA AFRICANA E OS DESAFIOS DOS CRIADORES BRASILEIROS O vírus foi identificado no Brasil em 1978, no Rio de Janeiro, e foi erradicado em 1984. Porém, é bom estar atento aos sinais da doença e aos impactos que ela tem causado no mundo A peste suína africana (PSA) é uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus composto por DNA fita dupla, pertencente à família Asfarviridae. A doença não acomete o homem, sendo exclusiva de suídeos domésticos e asselvajados (javalis e cruzamentos com suínos domésticos). A PSA tem sido observada desde o início do século 20 no sul e leste africanos e inicialmente era caracterizada pelos aspectos clínico-patológicos semelhantes à peste suína clássica (PSC). No entanto, posteriormente foi observado que as duas enfermidades são distintas. A suspeita inicial da enfermidade baseia-se principalmente na observação dos sinais clínicos de doença hemorrágica. Porém, o uso de técnicas laboratoriais, como as moleculares, é imprescindível para a confirmação do diagnóstico. Em setembro de 2018, o vírus da PSA foi detectado em suínos de subsistência na China e na Romênia e em javalis na Bélgica. Nestes surtos, a fonte comum de infecção foram restos de alimentos contendo produtos não cozidos, derivados de suínos, contaminados com o vírus. A PSA é uma doença de notificação obrigatória aos órgãos oficiais nacionais e internacionais de controle de saúde animal, com potencial para rápida disseminação e com significativas consequências socioeconômicas. Não existe vacina ou tratamento para PSA.

E o Brasil, como fica? Quando em setembro de 2018, o vírus da peste suína africana (PSA) foi identificado em suínos de subsistência na China, o mercado mundial entrou em pânico. Afinal, uma doença altamente contagiosa e que não tem cura nem tratamento poderia ter um efeito devastador no país que tem o maior rebanho (cerca de 428 milhões de cabeças, mais da metade da população de suínos do mundo), a maior produção (54 milhões de toneladas de carne no ano passado, mais que a soma 6

dos outros nove maiores produtores mundiais), o maior consumo (55 milhões de toneladas de carne, 18 vezes maior que no Brasil, quinto no ranking mundial) e a maior importação (1,56 milhão de toneladas). No Brasil, o vírus foi identificado em suínos de subsistência que haviam sido alimentados com restos de alimentos contaminados com o vírus de um voo proveniente de Portugal. O fato aconteceu em Paracambi, no Rio de Janeiro, em 1978. A PSA foi erradicada e o Brasil é considerado livre da doença desde 1984. O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Luizinho Caron, explica que o vírus da PSA tem o potencial de se disseminar rapidamente e ser extremamente resistente à inativação. A principal via de transmissão


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PESTE SUÍNA é pelo contato direto entre suínos infectados ou através da ingestão por esses animais de produtos de origem suína contaminados com o vírus (esta tem sido frequentemente a via pela qual o vírus se disseminou por longas distâncias). “Outra via de transmissão, mas menos comum, com exceção de países na África, é por carrapatos, quando estes sugam o sangue de suínos infectados e depois se alimentam de outros suínos”, explica o pesquisador. “O impacto da introdução da PSA nos Estados Unidos foi estimado em US$ 16,5 bilhões apenas no primeiro ano de surto. Uma avaliação superficial da introdução do vírus na população de suínos do Brasil mostra que o prejuízo ficaria em torno de US$ 5,5 bilhões, baseado no número de suínos abatidos por ano. Porém, fica difícil estimar os custos para o cenário brasileiro, devido às particularidades da produção e diferenças nos sistemas de vigilância e monitoria”, diz a pesquisadora e chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella. Uma vacina já está em desenvolvimento pelo USDA, órgão da agricultura do governo norte-americano. Mas, enquanto ela não é aprovada e comercializada, em casos de surtos da doença o abate sanitário dos animais e a destinação adequada das carcaças são obrigatórios. Não há números oficiais, ao menos divulgados, mas se estima que o abate de animais na China por causa da peste suína africana já chegou a dezenas de milhões.

Prevenção da entrada do vírus no Brasil O Brasil tem um sistema de vigilância das síndromes hemorrágicas que inclui a realização de testes laboratoriais para PSA como diagnóstico diferencial de Peste Suína Clássica (PSC). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) implementou cuidados nas fronteiras e na importação de produtos agrícolas e alimentos de países onde a PSA está ocorrendo. “A prevenção em países livres da doença, como o Brasil, depende de políticas de importação rigorosas, garantindo que nem os suínos vivos infectados nem os produtos de origem suína oriundos de países ou regiões afetadas pela PSA sejam introduzidos nessas áreas livres”, diz Janice Zanella, chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, lembrando que a Embrapa “tem o papel de fornecer informações sobre a doença, seu controle e os impactos na cadeia produtiva de suínos, subsidiando a tomada de decisão dos órgãos competentes”. Ela explica que não existem pesquisas suficientes sobre a PSA no país porque é uma 8

doença exótica para a suinocultura nacional. “Mas a Embrapa Suínos e Aves tem pesquisas lideradas pela pesquisadora Virgínia Santiago em monitoramento de javalis e suídeos asselvajados na zona livre de peste suína clássica, o que pode embasar estudos e análises de risco para a PSA”, diz. A analista da Embrapa Suínos e Aves Danielle Gava diz que, caso ocorra um surto no país, as ações de controle da doença incluem o abate sanitário rápido de todos os suínos; a eliminação adequada de carcaças e limpeza e desinfecção completas das instalações; a designação da zona infectada, com controle de movimentação e trânsito dos suínos; e uma pesquisa epidemiológica detalhada, com rastreamento de possíveis fontes de infecção e de disseminação, além da vigilância da zona infectada e da área circundante.

Medidas de controle para evitar a PSA no Brasil • Políticas de importação rigorosas de suínos vivos e de produtos de origem suína de países ou regiões afetadas pela PSA. • Descarte adequado (que inclui o tratamento térmico) de resíduos de alimentos de aeronaves, navios ou veículos provenientes de países com ocorrência da PSA. • Não alimentar suínos com produtos cárneos de origem suína, oriundos de restos da alimentação humana. • Treinar veterinários e produtores para reconhecer a doença. • Caçadores que tenham participado de atividades de caça em países com ocorrência da PSA não devem trazer subprodutos da caça para o país. • Os casos suspeitos devem ser reportados ao Serviço Veterinário Oficial Estadual. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem um Laboratório Oficial, o Lanagro, em Minas Gerais, com capacidade para diagnóstico da PSA.

*Fontes: Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (setembro/2019) e UOL, Notícias da Agropecuária (setembro/2019).


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MERCADO INTERNACIONAL

INTERNATIONAL FISH CONGRESS: PEIXE PANGA PRODUZIDO NO BRASIL PODE AJUDAR NO CRESCIMENTO DA PISCICULTURA BRASILEIRA Foz do Iguaçu sedia maior evento de aquicultura da América Latina Martinho Carlos Colpani Filho, da ABCPanga. O Internacional Fish Congress, aconteceu entre os dias 17 e 19 de setembro, no Maestra Grand Convention, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, em Foz do Iguaçu, no Paraná. “Para crescer, a piscicultura brasileira precisa melhorar os índices na cadeia produtiva”, afirma o conferencista. Para ele, o crescimento da indústria vietnamita nos últimos anos é um exemplo de que isso também é possível no Brasil. “No International Fish Congress mostramos o que já foi feito, índices de viabilidade econômica e caminhos que estamos seguindo com o PangaBR”, disse Colpani Filho. O International Fish Congress tem o apoio do Sebrae e contou com mais de 700 inscritos. O Brasil é um dos maiores fornecedores de proteína animal do mundo. Apesar de estar entre as lideranças na produção e exportação de frango, suínos e bovinos, o país está longe de ocupar essa posição na piscicultura. A chave para avançar pode estar na criação de espécies com excelentes respostas zootécnicas e econômicas para a cadeia produtiva. Uma dessas espécies é o Panga que, com janela de produção de apenas seis meses - entre alevino e o abate - rende, a cada quilo, pelo menos 400 gramas de filés. “A criação do panga no Brasil tem se mostrado muito viável, porém, temos um longo caminho pela frente. O sucesso desta cadeia pode substituir importações de mais de 50 mil toneladas por ano de panga e colocar o país na disputa de um mercado muito cativo para este pescado em nível internacional”, afirma o ex-ministro da Pesca, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Presidente do IFC, Altemir Gregolin. O International Fish Congress (IFC) destaca a “Produção do Peixe Panga no Brasil - Indicadores de resultados e viabilidade econômica” com o especialista 10

Sobre o Evento Com o lema “Das águas ao consumo”, o evento teve o apoio das principais entidades do setor Abipesca (Associação Brasileira da Indústria da Pesca), PeixeBR, Associação Brasileira da Piscicultura, Sindipi (Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca), Abrapes (Associação Brasileira de Fomento ao Pescado), ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), CNA/Senar, Abras (Associação Brasileira de Supermercadistas), ABCC (Associação Brasileira dos Criadores de Camarão), Conepe e Aquabio. As discussões tiveram o apoio da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e MAPA, através da Secretaria da Aquicultura e Pesca. Entre os apoiadores estiveram ainda BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, Adapar, Emater, Sanepar, Copel e Agência de Fomento do Paraná. O evento teve ainda o apoio científico da Unila, Unioeste, UFFS, Univali, Instituto Federal Paraná - Campus Foz do Iguaçu e Copacol.


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MERCADO INTERNACIONAL

ESTADO DO MT DEVE AUMENTAR EM 40% AS VENDAS DE CARNE PARA A CHINA

Frigoríficos de Lucas e Guarantã habilitados O setor frigorífico de Mato Grosso espera um incremento de pelo menos 40% nas exportações a curto prazo, após a habilitação de sete unidades do estado para venda ao mercado chinês. A habilitação abrange seis frigoríficos de carne bovina e um de carne suína e de frango. No abate bovino, são duas unidades da Marfrig (em Várzea Grande e Tangará da Serra), a Naturafrig (Barra do Bugres), a Vale Grande de Matupá, a Agra (Rondonópolis) e o Frigorífico Redentor, em Guarantã do Norte. No abate de suínos e frango, a unidade habilitada foi a de Lucas do Rio Verde. Em todo o Estado, apenas uma planta era habilitada pela China para exportação, a JBS em Barra do Garças, cuja capacidade de abate diária é de 2.500 animais. Com a habilitação das outras seis unidades, a capacidade total de abate apto ao mercado chinês mais do que triplica, passando a 9.540 animais por dia. O volume corresponde a mais da metade do total abatido em Mato Grosso atualmente, que chega a 17 mil animais/dia. 12

No caso da carne suína e de frango, a capacidade da unidade de Lucas do Rio Verde é de 110 mil suínos e 7 milhões de aves por mês. De acordo com o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso e Rondônia (Sindifrigo), Jovenino da Cruz Borges, o comércio de carne suína com a China é muito promissor, uma vez que o país é grande consumidor do alimento e, recentemente, sofreu com a ocorrência da peste suína e não está importando dos Estados Unidos. Nenhuma unidade do estado era habilitada até então nesses segmentos, embora 80% da carne suína produzida em Mato Grosso já fossem destinadas ao mercado externo, especialmente a Rússia. Porém, Jovenino ressalta que o comércio com a Rússia é incerto, pois está sujeito a constantes alterações nas regras, ora sendo liberado, ora suspenso. *Fonte: Agronoticias


MERCADO INTERNACIONAL

MARFRIG E BRF TÊM FORTE ALTA APÓS CHINA LIBERAR EXPORTAÇÃO DE CARNES Frigoríficos tiveram unidades entre as 25 liberadas no Brasil para vender ao país asiático As unidades autorizadas a exportar para a China incluem 17 de carne bovina, 6 de carne de frango, uma de carne de porco e uma de carne de asininos. “Para nossa surpresa, a China anunciou a habilitação de duas de nossas plantas para exportação”, disse Pedro Parente, presidente da BRF, durante apresentação do Fórum Exame. As ações dos frigoríficos brasileiros já vinham sendo beneficiadas diante da perspectiva de maior demanda pela China. No ano, BRF acumula alta de 75% e Marfrig, de 69%. Os dois frigoríficos desistiram recentemente de uma eventual fusão, anunciada em maio. Se tivesse

sido levada adiante, o resultado seria uma empresa de cerca de 35 bilhões de reais em valor de mercado. Até então, 64 unidades estavam habilitadas a exportar para a China, sendo 9 da BRF (entre aves e suínos); 21 da JBS (bovinos, suínos e aves); 3 da Marfrig (bovinos e outros tipos) e 1 unidade de bovinos do Minerva, segundo o governo. As empresas já podem exportar imediatamente. Com a decisão do órgão de sanidade chinês, o número de plantas habilitadas passa para 89. No caso da Marfrig, foram liberadas a vender carne bovina para a China as unidades de Tangará da Serra e Várzea Grande (MT). Já a Minerva disse que foram

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MERCADO INTERNACIONAL habilitadas as unidades de Rolim de Moura (RO) e Palmeiras de Goiás (GO), com capacidade total de abate de 3.500 cabeças/dia.

Maior demanda por carne brasileira Após o surto de gripe suína africana na China, a indústria passa a contabilizar os efeitos de uma maior demanda do gigante asiático por produtos brasileiros. O país lida com problema de oferta ao ver suas criações atingidas pela doença, que tem atingido diversas regiões produtoras da China, maior consumidor mundial do produto. A representatividade da China no setor de proteína animal brasileiro passou de 8% do total dos embarques, em 2005, para 26% neste ano, atingindo 46% em segmentos como suínos. *Fonte: Exame

FRIGORÍFICO MINERVA VAI EXPORTAR CARNE BOVINA PARA A CHINA MAPA recebeu comunicação oficial de liberação

A China, gigante asiática que tem forte demanda por proteína animal, anunciou a importação de carne de mais 25 frigoríficos brasileiros, sendo 17 de bovinos, 6 de frango e um de suínos. Agora, são 86 os frigoríficos brasileiros credenciados a exportar para os chineses e 14

as plantas autorizadas são BRF, Marfrig e Minerva. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Porto Velho, Luiz Cláudio Pereira, o Luiz Cláudio da Agricultura, disse que das duas unidades do grupo Minerva inseridas no processo autorizativo uma é a de Rolim de Moura, no interior de Rondônia. “A notícia me traz satisfação pessoal porque em 2005 ajudei a levar o Minerva para Rolim de Moura, quando desempenhava o cargo de secretário estadual de Agricultura, no governo Ivo Cassol. Luiz Cláudio recorda que convidou o empresário Antônio (in memorian) e seu filho para conhecerem Rolim de Moura, que na época tinha Mileni Mota como prefeita. “Ela nos recebeu muito bem e até propôs doar terreno para a implantação da indústria”. Os empresários escolheram uma área próxima ao Rio Bamburro, na RO 010, onde se instalaram. “O Minerva de Rolim de Moura gera milhares de empregos e com o credenciamento de exportação para a China vai fortalecer ainda mais a cadeia produtiva de carne bovina na Zona da Mata”, avaliou Luiz Cláudio.


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MERCADO INTERNACIONAL

AGRICULTURA CORRIGE DADOS DE 3 DAS 25 PLANTAS HABILITADAS À EXPORTAÇÃO PARA CHINA O Ministério da Agricultura corrigiu no início de setembro, dados de 3 das 25 plantas que foram habilitadas à exportação de carne para China O Serviço de Inspeção Federal (SIF) 112 trata do Frigorífico Rio Maria, em Rio Maria, no Pará, e não da Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados de Gurupi, como havia sido informado anteriormente. O SIF 664 é da Cooperativa Central Aurora Alimentos, em Mandaguari, no Paraná, e não no Pará, com havia sido informado anteriormente. O SIF 4490 é da Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos, em Matupá (MT), e não no Pará, como havia sido informado. Segundo o Ministério da Agricultura, BRF, Minerva e Marfrig têm, cada uma, duas unidades autorizadas. Já a JBS, que também é negociada na B3, não teve novas plantas aprovadas. Veja a lista completa e já com as correções, com número do SIF:

Carne Bovina 93 – Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados de Gurupi – Gurupi (TO); 112 – Frigorífico Rio Maria – Rio Maria (PA); 411 – Frigorífico Redentor – Guarantã do Norte (MT); 431 – Minerva – Palmeira de Goiás (GO); 791 – Minerva S/A – Rolim de Moura (RO); 941 – Barra Mansa Comércio de Carnes e Derivados Ltda – Sertãozinho (SP); 1440 – Agroindustrial Iguatemi Eirelli – Iguatemi (MS); 1751 – Marfrig Global Foods – Tangará da Serra (MT); 1811 – Naturafrig Alimentos Ltda – Barra do

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Bugres (MT); 2015 – Marfrig Global Foods – Várzea Grande (MT); 2437 – Masterboi Ltda – São Geraldo Araguaia (PA); 2583 – Frigol – Água Azul do Norte (PA); 3215 – Plena Alimentos S.A. – Paraíso do Tocantins (TO); 3941 – Agroindustrial de Alimentos S.A. – Rondonópolis (MT); 3974 – Naturafrig – Rochedo (MS); 4490 – Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos – Matupá (MT); 4554 – Mercúrio Alimentos – Castanhal (PA).

Frango 664 – Cooperativa Central Aurora Alimentos – Mandaguari (PR); 802 – Coasul Cooperativa Agroindustrial – São João (PR); 926 – Rio Branco Alimentos S.A. – Visconde do Rio Branco (MG); 1860 – Gonçalves e Tortola S.A. – Paraíso do Norte (PR); 3515 – BRF – Lucas do Rio Verde (MT); 4087 – Granjeiro Alimentos Ltda – Rolândia (PR).

Suínos 3515 – BRF S.A – Lucas do Rio Verde (MT).

Asininos 46 – Nordeste Pecuária, Indústria e Comércio Ltda – Amargosa (BA).


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MERCADO INTERNACIONAL

EQUADOR ABRE O MERCADO DE BOVINOS VIVOS PARA O BRASIL O Ministério da Agricultura recebeu comunicação das autoridades do Equador informando da aceitação do Certificado Zoosanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de bovinos vivos, concluindo, assim, negociações para a abertura daquele mercado, iniciadas em 2014. O Brasil exportou, em 2018, 535 milhões de dólares em bovinos vivos, para todos os continentes, além de 6,5 bilhões de dólares em carne bovina. A exportação de animais vivos diversifica a pauta exportadora brasileira e oferece uma alternativa para os produtores rurais de todo o país. O avanço do Brasil no mercado de bovinos vivos é um testemunho do alto padrão genético e da qualidade dos animais brasileiros e um reconhecimento da confiança internacional na defesa agropecuária brasileira. *Fonte: Mapa

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LOGÍSTICA

LOGÍSTICA E ARMAZENAGEM: AUMENTE SEU LUCRO COM NOVAS TECNOLOGIAS

Como recursos tecnológicos aumentam a produtividade com o uso da logística? Por Marlene de Souza (Gestão) e Equipe AIS

A expansão e a revolução que a tecnologia causou em vários segmentos nos últimos anos contribuiu para melhorar os resultados do setor logístico. É possível observar essas mudanças, tanto o aumento da produtividade quanto o incremento da lucratividade. A transformação do negócio para o mundo digital possibilita a gestão de ponta a ponta, por meio de um ecossistema que integra pessoas, tecnologias

e inovação. Ser digital já é obrigação no panorama corporativo, se fosse para fazer uma alusão, seria a transição do “Velho para o Novo Mundo”. Diversos benefícios podem ser obtidos com a implementação de ferramentas para automatizar as atividades. A emissão de documentos de frete, por exemplo, tem expressiva relevância, pois trata de registros da prestação de serviço e do recolhimento de impostos, fundamental para garantir que todas as informações estejam corretas e assim evitar as penalidades junto aos órgãos de fiscalização.

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LOGÍSTICA A utilização de rastreamento por meio de aplicativos proporciona maior segurança aos motoristas e também da carga durante o trajeto. Isso possibilita o acompanhamento do itinerário tanto pela transportadora como pelo cliente e fornece estimativas precisas da data da entrega. Existem ferramentas que otimizam o processo de remessa com roteirização que estabelecem a rota ideal até os destinatários. Como resultado, é possível aproveitar melhor o espaço no veículo, reduzir o consumo de combustível e controlar o volume de entregas realizadas. Os sistemas de gestão integrada contribuem para o acompanhamento dos resultados da operação e fornecem relatórios para substanciar a tomada de decisão por parte dos gestores. A excelência nos processos de logística e armazenagem representa um diferencial competitivo que as empresas do setor devem aspirar e se esforçar para obter. Seu principal objetivo é tornar a cadeia de suprimentos tão eficiente quanto possível. Portanto, para fazer com que a operação logística seja bemsucedida, é necessário viabilizar a qualidade dos produtos, a automação de processos, o gerenciamento

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do transporte e a agilidade na entrega, o que garante que a demanda dos clientes seja atendida conforme especificado no fechamento do negócio.

O uso da armazenagem na logística A armazenagem nas operações logísticas adquire cada vez mais importância dentro do setor. Isso porque tal prática envolve decisões chave para definir a estrutura de serviços essenciais a uma empresa. A atividade serve para melhorar o equilíbrio entre demanda e oferta. Além disso, a redução dos custos de armazenamento resulta diretamente em um aumento nos lucros da companhia e benefícios para o consumidor final. Quando um mercado é estável, as organizações até podem sobreviver sem gerenciar seus ativos com eficiência, mas a crescente instabilidade nacional e internacional traz inúmeras oportunidades e ameaças para as empresas, que precisam ser mais produtivas se quiserem se manter competitivas, por isso, a importância da armazenagem na otimização dos processos logísticos. Vale lembrar que, o mundo tecnológico vem evoluindo e as empresas estão passando por verdadeiras revoluções pois precisam


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LOGÍSTICA se adaptar aos novos modelos comerciais, em que a tecnologia deve fazer parte, devem realizar uma análise de todo o cenário atual com ferramentas que possibilitem que os gestores enxerguem os caminhos a serem seguidos.

O que é um processo de armazenagem? Trata-se do ato de armazenar diferentes tipos de mercadorias da melhor forma possível. A otimização da ação ocorre com base no peso, na estrutura, na validade e em outros fatores relevantes do produto. Para garantir o aproveitamento correto de todas as mercadorias, evitando que fiquem obsoletas ou sofram constantes avarias, é implementada a política de inventário no processo de armazenagem, essa função controla fisicamente e mantém todos os itens inventariados. Ao projetar a estratégia de armazenagem, o sistema de administração do depósito e o modelo de armazenamento devem ser definidos de maneira coordenada, como por exemplo a disposição do armazém que deve possibilitar o menor esforço para seu funcionamento e para que isto aconteça precisam ser minimizados: - o espaço utilizado, aproveitando ao máximo o volume de armazenamento disponível; - o tráfego interno, que depende das distâncias a percorrer e da frequência com que os movimentos ocorrem; - os riscos - deve-se considerar que boas condições ambientais e de segurança aumentam a produtividade do pessoal significativamente e também deve ser o mais flexível possível em termos de estrutura e implementação, para que possa se adaptar às necessidades de evolução ao longo do tempo. O armazenamento não é uma entidade isolada e independente do restante das funções da empresa. Consequentemente, seu planejamento deve seguir a política geral e ser inserido no plano corporativo, para constar nos objetivos do negócio, haja vista que é por meio do processo de armazenagem que a empresa consegue definir locais para a movimentação de mercadorias, otimizando todo o fluxo o que é bastante importante para as operações do negócio. Os locais centralizados facilitam o recebimento, a preparação e o envio de produtos aos consumidores. Para uma empresa ter um depósito próximo da saída e chegada de veículos, como rodovias e portos, é imprescindível para o recebimento de mercadorias de fornecedores e o envio aos clientes. A seguir detalhamos como funciona e qual a importância do sistema de gerenciamento de armazém para o processo logístico. 22

Sistema de gerenciamento de armazenagem Trata-se do sistema que determina os critérios para selecionar o material que deve sair do armazém para atender a uma solicitação específica. O correto gerenciamento afeta diretamente o período de permanência dos produtos no local. Uma das práticas mais difundidas nesse sistema é o First In, First Out (FIFO), no qual o primeiro produto que chega ao armazém tem prioridade para sair. Além disso, tal gerenciamento tem a função de dirigir a administração do local, bem como de colocar em prática o que foi decidido na gestão da produção. Veja o exemplo: o depósito abrigará o que foi pedido em relação à compra e/ou será fabricado após o planejamento de lançamento, mantendo a armazenagem alinhada às instruções do controle de qualidade. Isso permitirá as saídas de acordo com a fabricação ou o serviço comercial. Para se obter todos estes controles é necessário um sistema simples, porém robusto e eficiente, desenvolvido para atender todas as áreas do processo de armazenagem, e, em se tratando de sistema, nada melhor do que o Módulo armazenagem do sistema APIS (AIS) que atende as necessidades gerais de um armazenamento, inclusive, tem controle por meio de etiquetas, códigos de barra e RFID, que auxilia e muito o controle de estoque, seja a nível de recepção de mercadorias, saídas de produtos, produção, controle de espaço disponível para alocação de espaços para armazenar novos produtos. Com o sistema APIS - “Módulo Armazenagem” – controla-se pallet inteiros (no sistema de controle acima referenciado), assim se obtém um melhor controle e separação dos itens do armazém. A este sistema pode-se agregar o Módulo Dashboard (Sistema APIS) onde o Cliente tem as atualizações do estoque e espaço dentro do armazém em tempo real, tendo o controle total e dinâmico das informações do seu estoque, do espaço livre e assim sabendo qual o melhor momento para produzir ou adquirir novos produtos.

Eficácia do serviço e seus benefícios Um bom sistema de controle de armazéns e essencial para se ter um estoque suficiente para lidar com as necessidades normais de suprimentos e assim poder atender aos pedidos mesmo que seus fornecedores estejam atrasados e é com um sistema eficiente que a armazenagem garante que a empresa possa fazer isso com maior segurança.


LOGÍSTICA Com um bom sistema para gerenciar a armazenagem raramente a empresa terá que resolver problemas com o fornecimento de mercadorias, tendo total controle para não perder uma venda ou um cliente a longo prazo por não ter conseguido cumprir o serviço. Os benefícios que o “Sistema APIS de armazenagem” traz ao cliente são inúmeros e tratase de algo essencial para que o cliente possa atingir a almejada margem de lucro. As soluções do Sistema APIS de armazenagem, permitirá ao cliente conquistar este e outros objetivos. A AIS Tecnologia e Sistemas Inteligentes para Frigoríficos, Distribuidoras e Armazéns tem a expertise dos processos e independente de qualquer decisão adotada pela empresa, temos o conhecimento das regras gerais e dos princípios éticos que devem

ser respeitados ou levados em consideração, pois trata-se de um grande benefício para uma empresa que quer processos rápidos, práticos e eficientes, fazendo com que os produtos cheguem com maior rapidez aos Clientes. Assim a capacidade de otimizar as operações conforme necessário, permite que as empresas de um modo geral aproveitem os ciclos e as oportunidades em novos mercados e segmentos. Finalizando, o armazenamento permite economia de escala (escalonar as operações sem um aumento significativo nos custos). A armazenagem nas operações logísticas é um fator primordial para o sucesso de qualquer negócio, não se trata de algo simples, mas, se trabalhado corretamente traz resultados consideráveis.

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FIQUE POR DENTRO

GESTORA SALIC, MAIOR ACIONISTA DA MINERVA FOODS, TROCA PRESIDENTE Maior acionista do frigorífico brasileiro Minerva Foods, a Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic), gestora ligada ao reino da Arábia Saudita, substituiu seu presidente-executivo. O saudita Sulaiman Al Rumaih assumiu o posto de Matt Jansen, que estava à frente da gestora desde abril de 2018. As razões da saída de Jansen, que ficou apenas um ano e quatro meses na Salic, não ficaram claras. Em nota, a Salic informou apenas que o executivo deixou a gestora para buscar “novos desafios”. Seu substituto, no entanto, é mais ligado ao reino. Al Rumaih comandou o conglomerado saudita Tamimi e a estatal saudita de eletricidade SEC. No período em que ficou à frente da Salic, Jansen participou do aumento de capital privado de cerca de R$ 1 bilhão na Minerva. Foi por meio dessa operação, feita para reduzir as elevadas dívidas da empresa brasileira, que a Salic se tornou a principal acionista da companhia, com 32,9% superando a fatia da família Vilella de Queiroz. Nos últimos meses, a Salic também despontou como uma das principais interessadas nos ativos da BRF no Oriente Médio.

Em julho, Jansen conversou com o Valor sobre a estratégia da Salic. “Três pilares norteiam nossos investimentos: proteína animal, fazendas e cadeia de suprimento. E não adianta termos apenas bons retornos financeiros. Temos responsabilidades sobre as questões de segurança alimentar da Arábia Saudita”, disse o executivo. Na ocasião, o americano, que fez carreira na trading agrícola americana Archer Daniel Midlands (ADM) e teve curta passagem pela estatal chinesa Cofco, descartou a possibilidade de fechar o capital da Minerva, que chegou a ser aventada no último ano. Ao Valor, Jansen também reiterou a intenção da Salic de participar da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Athena, subsidiária da Minerva, na bolsa do Chile. A Athena reúne os negócios da Minerva na América do Sul (excluindo Brasil). Na Minerva, Jansen exercia a função de vicepresidente do conselho de administração. *Fonte: Valor Econômico

ATAQUE DA MOSCA-DO-ESTÁBULO VIRA PROBLEMA PARA CRIADORES DO INTERIOR DE SP Insetos prejudicam a produtividade da pecuária e podem até matar os animais A mosca-do-estábulo virou um problema para pecuaristas de Teodoro Sampaio, no  oeste de São Paulo. O inseto irrita os animais e pode até matar parte do rebanho. O veterinário Adair Cristóffano explica que a mosca cria feridas nos animais e isso prejudica a saúde deles. Além disso, o rebanho não consegue comer direito. Um dos problemas que podem causar a presença da mosca é um subproduto da cana-de-açúcar chamado vinhaça. Quando ela é dispensada no ambiente em quantidade acima da permitida, o inseto encontra 24

condições perfeitas para a reprodução. O ataque da mosca do estábulo é tão grave que, na propriedade do criador Cláudio Cano, duas vacas e um cavalo morreram. Como os produtos químicos mais comuns usados para combater os insetos não fazem muito efeito, o pecuarista tem utilizado detergente líquido no dorso do animal, nas patas e em áreas mais atacadas pelas moscas. *Fonte: Globo Rural


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DÓLAR ALTO PODE BENEFICIAR AÇÕES DE FRIGORÍFICOS E MINERADORAS Com a valorização da moeda americana em agosto, papéis da Marfrig, JBS e BRF figuraram entre as maiores altas da Bolsa O dólar atingiu o valor máximo do ano no início de setembro e, mesmo com as recentes quedas, analistas do mercado acreditam que o preço da moeda ainda está alto. No último mês, a escalada da tensão comercial e dados macroeconômicos negativos elevaram a taxa de câmbio em 8,72%. A variação impactou a Bolsa e empresas que possuem receitas em dólar viram suas ações subirem nesse período.  Em agosto, os papéis da  Marfrig,  JBS  e  BRF  estiveram entre as maiores altas do  Ibovespa  e avançaram 25,94%, 19,04% e 14,16%, respectivamente. Parte dessa valorização também se deve à peste suína na China, que aumentou a importação de carne suína para atender à demanda interna.

*Fonte: Exame

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CAPA

ITABOM

É UM DOS MAIORES FRIGORÍFICOS DE FRANGO DO ESTADO DE SÃO PAULO E ESTÁ EM PLENA EXPANSÃO 26


Q

ualidade e sabor são vantagens competitivas da empresa que chega a produzir mais de 6 mil toneladas por mês de produtos derivados de frango. Com uma extensa linha de produtos refrigerados e congelados de alta qualidade à disposição do consumidor e uma trajetória que já soma 30 anos, Itabom vem conquistando o reconhecimento na avicultura nacional. O complexo industrial do frigorífico Itabom está situado em Itapuí, interior de São Paulo, com 14.000m2 de área construída, além da fábrica de farinha e óleo, e da planta fabril de ração animal. Promissora e em plena expansão, a marca quer investir no lançamento de novos produtos rentáveis e extensões de linha para se consolidar ainda mais no mercado. A empresa cresceu exponencialmente no último ano e estima um crescimento de 2 dígitos em 2019, superior ao crescimento do próprio mercado. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de carne de frango, com mais de 12 milhões de toneladas anuais, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Tudo isso graças a tecnologia e as boas práticas de qualidade de empresas

comprometidas com o consumidor e com a qualidade de seus produtos. “Temos pleno controle da alimentação das aves, exigindo boas condições sanitárias na criação. O tratamento é feito de acordo com as normas de Bio Segurança com gerenciamento de veterinários e técnicos de campos nas granjas. Por isso garantimos um produto com mais sabor e qualidade”, explica Nicola Armellini, executivo de Marketing da empresa. A Itabom distribui seus produtos para todo o Estado de São Paulo e está presente nas melhores redes de supermercados, atacados, açougues e em estabelecimentos especializados com linhas de frangos inteiros, cortes, interfolhados, miúdos, embutidos e temperados, resfriados ou congelados. “Oferecemos produtos leves, saudáveis e práticos que foram pensados para proporcionar mais saúde e sabor para os brasileiros, facilitando seu dia a dia”, comenta Nicola.

Produtos congelados e resfriados O frango Itabom é rico em proteína, vitaminas, minerais e livre de gorduras trans. Na linha de frangos inteiros da marca estão inseridos produtos In Natura 27


CAPA e temperados, nas versões resfriada ou congelada. Os cortes de frango são os mais procurados pelos consumidores. Os produtos podem ser consumidos assados, fritos, ensopados ou empanados, além de serem ideais para preparar diversas receitas. São destaques de nossa linha de produtos, os recém lançados Cortes de Frangos Temperados Resfriados, Frangos a Passarinho, diversos cortes das Asas, Coração, etc. A partir do próximo mês estaremos no mercado com o Frango Festivo, perfeito para ocasiões especiais e para Ceia de Natal, com um tempero especial! A embalagem vem com alça e rede para transporte. A linguiça com cortes nobres do frango é outro sucesso da marca. Após degustações no ponto de venda a taxa de compra pelo consumidor final chega a 80%. A Itabom também investe no desenvolvimento de receitas para divulgar aos consumidores, com ideias de preparos de diferentes pratos para variadas ocasiões. O tempero utilizado na linha de Frangos Temperados é um grande diferencial da marca. Ele é elaborado com insumos de altíssima qualidade e desenvolvido a partir de uma pesquisa de mercado para atender o gosto e os desejos dos consumidores.

Responsabilidade Social Itabom também é conhecida por preocuparse com o Meio Ambiente durante todo o processo produtivo e para isso investe em projetos de sustentabilidade e responsabilidade social. Uma das práticas de preservação é a utilização de combustíveis renováveis na Caldeira de Biomassa, 28

como sobras de madeira, para produzir vapor e aquecer a água empregada na produção. “Para o aproveitamento sustentável da água, temos o Flotador que separa a gordura da água através da ação de microbolhas. A água é encaminhada para três lagoas de tratamento, que ocupam a área de 1 hectare, e que realizam um processo bioquímico e de decantação, e só depois é devolvida ao meio ambiente.” Preservar também é preocupação da Itabom. A empresa mantém 120 mil m² em Área de Preservação Permanente nas margens da hidrovia Tietê-Paraná em parceria com a ONG Bica de Pedra. Entre outras iniciativas, essa parceria permitiu o plantio de mais de 35.000 mudas de árvores nativas no município de Itapuí e nas margens da hidrovia Tietê-Paraná. “Contribuímos também com o reflorestamento das matas nativas e manutenção dos mananciais hídricos da região. Junto com ONGs e escolas locais, promovemos mutirões de reflorestamento, grupos de trabalhos e palestras, visando a inserção de crianças e adolescentes em ações de conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente”. Recentemente, a Itabom implantou o Projeto Preservar, cujo objetivo é promover e incentivar ações em prol da sociedade e meio ambiente que demonstrem o compromisso da Itabom com a sustentabilidade e minimização dos impactos ambientais. Através do Projeto Preservar, em parceria com a prefeitura local, a Itabom recolheu dentre os munícipes e destinou adequadamente 461 lâmpadas e 54 quilos de pilhas e baterias, na última campanha realizada em 2018. “Para este ano, a expectativa é dobrar o volume de arrecadação.” O Projeto inclui ainda iniciativas entre os colaboradores, estimulando-os a trocarem óleo de cozinha usado por produtos Itabom. Vale ressaltar que um litro de óleo contamina um milhão de litros de água. Tão importante quanto preservar e recuperar o meio ambiente é não poluir a natureza, e a Itabom investe em processos e equipamentos destinados ao tratamento de efluentes e dos gases resultantes dos processos industriais, que retornam à natureza sem risco de poluição e respeitando todas as leis vigentes. “Valorizamos a cidadania como forma de construir uma sociedade mais responsável, participativa e justa, e prioriza parcerias com instituições que compartilham dos mesmos valores”.


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Aparência do produto melhorada

Redução de desgastes e custos de manutenção

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CAPA

Linha de frangos inteiros Um dos produtos mais procurados pelos consumidores, o frango inteiro Itabom é ideal para refeições em família e ocasiões especiais. Suculentos e saborosos, eles são apresentados com e sem miúdos nas versões resfriado, congelado e sem miúdos (carcaças) temperados.

Linha para churrasco Paixão nacional, o churrasco vai bem em qualquer época do ano. nessas ocasiões, produtos e ingredientes de qualidade fazem toda a diferença. Que tal conhecer os produtos Itabom que podem ser utilizados para churrasco e já garantir o programa do final de semana? Para o churrasco os produtos mais procurados são as Tulipas (Meio das Asas) Temperadas Resfriadas, as Tulipas (Meio das Asas) Congeladas In Natura, o Coração, as Coxinhas das Asas Temperadas Resfriadas, as Coxinha das Asas Congeladas In Natura e as Asas Congeladas. O filé de coxa está sendo muito utilizado na preparação de churrasco também, por ser um corte muito macio. A linguiça com cortes nobres do frango é outro sucesso da marca.

Asas de Frango: produtos práticos e que podem ser consumidos assados, fritos, ensopados ou empanados Entre os itens dessa linha destaca-se a Asa Resfriada Itabom. Preparada com a qualidade garantida pela empresa, ela é uma boa opção para servir em churrascos ou como aperitivos. Pequenas e 30

saborosas, elas podem ser servidas de várias formas, mas são bastante apreciadas como aperitivo. Outro destaque da marca são as Asas Congeladas Itabom, assim como as Coxinhas das Asas Congeladas Itabom, práticas e fáceis de preparar. Um dos cortes mais especiais dessa linha é o Meio das Asas Congelado Itabom, também destaque como aperitivo. Basta descongelar! Na linha de temperados resfriados, Itabom apresenta o Meio das Asas, corte nobre e com sabor irresistível. O tempero utilizado é um grande diferencial da marca. Ele é elaborado com insumos de altíssima qualidade e desenvolvido a partir de uma pesquisa de mercado para atender o gosto e os desejos dos consumidores.

Novidade no portfólio Itabom lançou recentemente o SASSAMI congelado em embalagem de 5kg, um dos cortes mais nobres do frango e que é hoje, um dos mais procurados pelos consumidores que apreciam um produto saboroso e de excelente qualidade. Com alto potencial de giro, o produto está presente nos principais atacados e varejos de todo o Estado. O Sassami é versátil e pode ser consumido em diversas refeições e ocasiões. “Oferecemos produtos que foram pensados para proporcionar mais saúde e sabor para os brasileiros, facilitando seu dia a dia, além de sempre oferecer ao mercado as embalagens mais adequadas para cada canal de vendas. Investimos em expansão industrial, P&D, marketing e trade continuamente para seguir crescendo e nos aproximarmos cada vez mais de nossos clientes e consumidores”, afirma Nicola Armellini.


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A VIRADA DA JBS

Depois de superar a mais grave crise de reputação da história, a companhia vive seu melhor momento, com recorde de faturamento e rentabilidade, além de alta de 150% no valor de suas ações neste ano. Sob o comando de Gilberto Tomazoni, ex-BRF, a empresa, que vai fechar o ano com receita superior a R$ 190 bilhões, quer se consolidar como uma gigante global de alimentos O silêncio das ruas e a vida tranquila dos 14 mil moradores da cidade de Brooks, no interior do Estado de Alberta, no Canadá, contrastam com o frenético ritmo de produção da fábrica da JBS nos arredores do município. A unidade, comprada pela companhia brasileira em 2014, abate mais de 4,2 mil animais por dia, abastece cerca de 80% do mercado local e exporta

para Estados Unidos, Ásia e Europa. De lá saem, por exemplo, 2,4 milhões de hambúrgueres diariamente, além de cortes dignos de capa de revista de gastronomia de raças como angus, hereford e simental, entre muitas de genética europeia. Nos corredores e nas linhas de produção da fábrica, com seus 4,8 mil funcionários, se misturam 80 nacionalidades e pouco

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FIQUE POR DENTRO mais de cem idiomas e dialetos. Do lado de fora, o entra-e-sai de caminhões sinaliza que a planta está em sua plena capacidade. “Estamos girando a fábrica com 100% de nossa capacidade, dentro dos limites seguros de produção”, afirmou Celio Fritche, gerentegeral da unidade. “Cerca de cinco mil produtores rurais canadenses abastecem nossa planta, considerada uma das melhores em produtividade em todo o mundo”, acrescentou o presidente da JBS Canada Beef, David Colwell. A fábrica da JBS em Brooks simboliza o momento que a companhia atravessa globalmente. Depois de superada a mais grave crise de imagem desde sua fundação há quase 70 anos, a JBS contabiliza números recordes. Seu valor de mercado, que recuou para R$ 16,3 bilhões, em maio de 2017, mais que quintuplicou para os atuais R$ 82,5 bilhões. Naquele ano, a empresa perdeu cerca de R$ 3,5 bilhões em valor de mercado, ao expor o envolvimento de Joesley Batista, dono da companhia, em casos de corrupção. Durante o processo de delação premiada do empresário, a ação da companhia na bolsa de São Paulo foi a R$ 5,98, em 22 de maio de 2017. Em 5 de setembro deste mês, fechou a R$ 30,24, a máxima histórica. Nos oito primeiros meses deste ano, as ações subiram 150%. Desde que a delação premiada dos irmãos Batista derrubou o Ibovespa, a ação se valorizou quase 290%. E os bons números estão em trajetória de alta. O faturamento, de R$ 181,7 bilhões em 2018, é estimado em R$ 191,9 bilhões para este ano. “A JBS viveu um pesadelo. Na noite em que o escândalo se tornou público, ninguém dormiu”, disse o sócio da Alaska Investimentos, Ney Miyamoto, ao relembrar em encontro com empresários em São Paulo o episódio do vazamento do áudio de diálogo entre Joesley e o então presidente Michel Temer. A virada da JBS, capitaneada pelo CEO global, Gilberto Tomazoni, ex-presidente da BRF, passa não só pelo script de expandir a presença em mercados consumidores importantes, mas por uma cartilha de mudança de cultura. O objetivo, segundo o executivo, é converter uma empresa de carnes em uma gigante global de alimentos, com marcas mais conhecidas e rentáveis – a JBS já é, aliás, a segunda maior empresa de alimentos do mundo, atrás apenas da suíça Nestlé. “O processo de transformação da companhia segue a cartilha de investir em inovação, montar o melhor time possível, buscar excelência em todos os processos de produção e ter a obsessão de sermos, o tempo todo, os melhores nos mercados em que atuamos”, afirmou Tomazoni. 32

A empolgação do CEO da JBS ficou visível durante o JBS Day, evento realizado na bolsa de Nova York (Nyse), na primeira semana deste mês. Acompanhado por Wesley Batista Filho, presidente das operações da JBS na América do Sul, e Guilherme Cavalcanti, CFO do grupo, Tomazoni se reuniu com investidores e analistas de bancos internacionais. Graças à forte redução do endividamento nos últimos anos, o mercado dá como certa a abertura do capital da JBS também na bolsa americana no primeiro semestre de 2020. A empresa, no entanto, não revela sua estratégia ou prazos. “O que posso dizer é que a JBS está muito bem posicionada para aproveitar a alta do consumo global de proteína”, disse Tomazoni. “Vamos crescer na geografia e onde nós estamos, para ganhar sinergia e escala. A população mundial vai aumentar em 2,8 bilhões de pessoas até 2050, o que deve demandar uma alta de 70% na produção de proteína.” Desde abril, todas as operações da JBS estarão em conformidade com os requisitos de auditoria e compliance sob a lei contábil americana Sarbanes-Oxley, segundo afirmaram executivos da JBS em teleconferência durante o resultado trimestral da companhia. Além de suprir a crescente demanda global por proteína e alimentos, a JBS está focada em agregar valor às suas marcas. No Brasil, esse processo já está em curso com a Seara, líder em aves e suínos, adquirida por R$ 5,8 bilhões da Marfrig, em 2013. “Não adianta tentar concorrer com produtos da base do mercado, acreditando que é possível manter a rentabilidade assim. Baixar preço é fácil, mas isso não traz resultados no longo prazo”, disse Tomazoni. “O mercado está favorável, temos um time experiente e estamos no melhor momento da nossa história. Nosso objetivo é expandir em margem e faturamento, com foco na excelência operacional, inovação e com crescimento orgânico e inorgânico”, acrescentou.

O plano de gourmetizar suas marcas inclui fortalecer os negócios com carnes pouco consumidas pelos brasileiros, especialmente de animais da raça angus, que hoje representa menos de 2% das vendas totais


FIQUE POR DENTRO do mercado brasileiro. A ideia é ampliar a presença de etiquetas como Maturatta, 1953 (ano de fundação da companhia), Black e Swift no varejo. A mesma tática vale para os mercados da Austrália, Europa e Estados Unidos, onde domina a marca Pilgrim´s. Outra importante frente de negócio é a carne vegetal. Desde maio, a JBS produz e vende seu próprio hambúrguer vegetal com sabor, textura e aparência de carne. A novidade, chamada de Incrível Burger, uma divisão da Seara Gourmet, é produzida com ingredientes como soja, beterraba, alho e cebola. A companhia também possui outra opção no segmento, lançada anteriormente, o Hambúrguer Mix de Cogumelos. “Nós produzimos aquilo que as pessoas querem consumir. Se a tendência de parte dos consumidores é substituir a proteína animal pela vegetal, vamos fazer”, diz Tomazoni. “Nosso produto, por meio de nossas avaliações de degustação às cegas, tem se mostrado muito superior que o da concorrência”, afirmou. A revolução vegana e vegetariana tem levado não apenas as pessoas a reduzirem o consumo de proteína animal, como também instigado os consumidores a saber a origem dos produtos que ingerem e qual é o impacto da cadeia produtiva para o meio ambiente. Com a busca incessante por uma alimentação saudável, gigantes do mundo da alimentação devem voltar, cada vez mais, esforços para esse tipo de consumidor. “Estamos observando a inserção de todas as marcas grandes nesse mercado. A JBS, a Marfrig e a BRF estão olhando possibilidades para esse público. Eles têm uma rede de distribuição desenvolvida e já sabem trabalhar com produtos refrigerados. Do ponto de vista comercial é algo que faz bastante sentido”, diz Maria Alice Narloch, analista de pesquisas da consultoria Euromonitor. “Todos querem experimentar esses produtos à base de plantas. Alguns por curiosidade, outros por estilo de vida”, acrescenta Cristina Souza, diretora-executiva e fundadora da GS&Libbra, consultoria de estratégia e gestão em foodservice. 33


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SANTA CATARINA ALCANÇA FATURAMENTO DE US$ 2 BILHÕES COM EXPORTAÇÃO DE CARNES EM 2019 Com acesso aos mercados mais exigentes do mundo, Santa Catarina amplia exportação de carnes e chega a um faturamento de US$ 2 bilhões em 2019 Carro chefe das exportações catarinenses, o agronegócio aumentou em 20,2% os embarques de carne suína e de frango este ano, gerando receitas 25,6% maiores. De janeiro a agosto, Santa Catarina vendeu 909,2 mil toneladas de carne de frango para o mercado externo - isso representa 33,4% de todo volume exportado pelo país e um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2018. Ao longo do ano, o estado ampliou os embarques para mercados importantes como Japão (+6,3%), China (+13,7%), Emirados Árabes (+46,2%) e Arábia Saudita (+32,3%), chegando a um faturamento de US$ 1,58 bilhão. “As exportações do agronegócio catarinense vêm numa crescente. Mercados importantes estão aumentando as compras e a tendência é de que essa onda continue no restante do ano. O cenário internacional é muito favorável para Santa Catarina, um estado que investe muito na saúde dos animais, na defesa agropecuária e que é reconhecido pela qualidade dos seus produtos. Essa é uma conquista de todos os catarinenses”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Carne suína As exportações de carne suína também mantém o crescimento ao longo do ano. De janeiro a agosto, Santa Catarina respondeu por 57,7% dos embarques nacionais - totalizando 266 mil toneladas, um aumento de 20,5% em relação ao ano anterior. A China, principal mercado de Santa Catarina, responde por 41,8% do faturamento com as exportações de carne suína em 2019. O estado já embarcou 104,8 mil toneladas com destino ao gigante asiático e a tendência é de que esse volume aumente ainda mais. “O setor segue com boas expectativas para este ano, uma vez que a China deve continuar aumentando suas importações de proteínas de origem animal, em função da drástica redução no rebanho suíno causada pelo surto de Peste Suína Africana que o país atravessa. Nesse cenário, o Brasil, e em especial Santa Catarina, possui condições de atender parte dessa demanda adicional, tendo em vista a competitividade dos seus produtos e as boas condições sanitárias da produção animal”, explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl. Além da China, outros compradores seguem ampliando as importações. O Chile, por exemplo, já adquiriu 29,9 mil toneladas da carne suína catarinense este ano - 46,6% a mais do que no mesmo período de 2018. O estado também retomou as exportações para a Rússia e os volumes já chegam a 7,5 mil toneladas. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). *Fonte: Portal do Agronegócio

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CARNE DE FRANGO: DISPONIBILIDADE INTERNA APARENTE AUMENTA QUASE 5% NO ANO A disponibilidade interna aparente de carne de frango nos oito primeiros meses de 2019 aumentou 4,71% em relação a idêntico período de 2018 Deduzido do potencial de produção estimado (base: alojamento de pintos de corte divulgado pela APINCO) os volumes mensalmente exportados (dados da SECEX/ME), conclui-se que a disponibilidade interna aparente de carne de frango nos oito primeiros meses de 2019 aumentou 4,71% em relação a idêntico período de 2018, superando ligeiramente a marca de 6,820 milhões de toneladas. Como assim? – indagarão os que acompanham mais atentamente a evolução desse indicador. A pergunta é pertinente, pois no fechamento do primeiro semestre as estimativas indicavam redução – ressaltando: redução – de praticamente 1% na disponibilidade interna. De que maneira explicar a reversão ocorrida em apenas um bimestre (julho/agosto)? É verdade que o potencial de produção do bimestre apresentou índice de expansão de 8% em relação a julho/ agosto de 2018. Mas, aqui, não houve um incremento real no volume produzido: a base do ano passado é que foi baixa (greve dos caminhoneiros). Assim, o aumento apontado na disponibilidade aparente decorre, exclusivamente, da queda nas exportações. Que – pelos dados da SECEX/ME – sofreram redução de quase 150 mil toneladas no bimestre, recuando mais de 17% em relação a julho/agosto do ano passado. Em função desse fraco desempenho, a oferta interna aparente – quase 1% menor no fechamento do primeiro semestre – aumentou 23% no bimestre julho/ agosto, fazendo com que o acumulado em oito meses apresentasse aumento de 4,71%. Mas – agora somos nós que levantamos a indagação – dá para acreditar? A verdade é que os cálculos (estimativas) estão corretos, mas a realidade é diferente. E se alguém se lembra, a ABPA mencionou que “questões burocráticas” foram responsáveis pelos fracos resultados 35


FIQUE POR DENTRO das exportações em agosto. Ou seja: o volume até agora exportado parece estar sendo maior que o apontado pelos números oficiais. Em resumo, deve estar ocorrendo aumento na disponibilidade interna, visto que os preços alcançados pelo frango abatido já não se sustentam como em meses

anteriores. Porém, o incremento registrado deve ser bem inferior ao sugerido pelos números levantados a partir das informações oficiais. *Fonte: Avisite

JBS SEM FRONTEIRAS: COLABORADORES DE FRIGORÍFICOS DE DIVERSAS REGIÕES DO PAÍS SE MUDAM PARA O CANADÁ Em sua 5ª edição, o programa JBS Sem Fronteiras conta com a participação de colaboradores das áreas de corte e desossa

O Brasil é um dos principais exportadores de carne bovina do mundo e essa vocação natural levou o país a se tornar um dos principais formadores de mão de obra altamente especializada no setor. Atenta a esse cenário, a JBS, maior empresa de proteína animal do mundo, desenvolveu o JBS Sem Fronteiras, um programa que cria oportunidades para que seus colaboradores levem a expertise nacional em áreas de corte e desossa para a unidade da Companhia em Brooks, localizada na província de Alberta, no Canadá. Neste ano, foram selecionados 16 profissionais de diferentes partes do Brasil, de estados como Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina. Inicialmente voltado para colaboradores da Friboi, em 2019 a seleção também foi estendida para a Seara, unidade

de negócios de aves, suínos e industrializados da JBS. O objetivo do JBS Sem Fronteiras é que os colaboradores brasileiros ajudem os colegas canadenses a aprimorar os seus conhecimentos, favorecendo a produtividade e entregando um produto final ao consumidor com ainda mais qualidade. E a receita tem dado certo: neste ano o programa chega à sua 5ª edição, já tendo levado outros 60 colaboradores para o país da América do Norte. Assim que chegam ao Canadá, a JBS presta todo o suporte à inclusão social dos participantes. Por um determinado período de tempo, recebem aulas de inglês para que possam se habituar à nova fase de vida com maior facilidade. *Fonte: JBS

EMBRAPA MOSTRA LINHAS GENÉTICAS DE SUÍNOS NA EXPO CONCÓRDIA A Embrapa Suínos e Aves participou da programação agropecuária da Expo Concórdia com o macho reprodutor suíno MS115, o “suíno light”, e a fêmea suína MO25C. O atendimento no Setor Agropecuário foi feito no estande móvel, que funcionou em uma van especialmente adaptada para eventos. O veículo foi repassado em um convênio com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e é utilizado em ações de transferência de tecnologia e de capacitação de públicos específicos. 36

O público também assistiu a três palestras técnicas gratuitas no auditório do Espaço Agro: • “Rotas tecnológicas para destino de carcaças de animais mortos nas granjas”, com o técnico Paulo Baldi. • “Linhas genéticas de suínos da Embrapa”, com o técnico Nilson Woloszyn. • “Rotas tecnológicas para destino de carcaças de animais mortos nas granjas”, com o analista Evandro Barros.


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MARFRIG AMPLIA PRODUÇÃO EM PROMISSÃO Cerca de 400 funcionários serão admitidos para atuar no segundo turno da área de desossa da planta

A Marfrig Global Foods, uma das companhias líderes globais em carne bovina e a maior produtora de hambúrguer do mundo, acaba de abrir 400 vagas para a área de desossa em sua planta em Promissão, no estado de São Paulo. O novo turno da operação se deve ao aquecimento das exportações para o mercado chinês. Recentemente a Marfrig também recebeu a habilitação de mais duas unidades para atender a China, sendo elas, Tangará da Serra e Várzea Grande, ambas no estado do Mato Grosso. Com isso, a Marfrig passou a ter onze unidades com permissão de exportação para o país asiático, sendo cinco no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina. “Somos a empresa com maior número de plantas habilitadas para a China na América do Sul. Temos hoje onze plantas aprovadas para exportar para esse mercado e isso comprova nossa eficiência operacional e nos permite aumentar a quantidade de produto disponível para esse mercado”, diz Miguel Gularte, CEO da operação América do Sul da Marfrig Global Foods. *Fonte: Marfrig Global Foods

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DANFOSS INVESTE R$ 1 MILHÃO NA MODERNIZAÇÃO DAS LINHAS DE MONTAGEM DE UNIDADES CONDENSADORAS

Líder global no fornecimento de tecnologias que atendem à crescente demanda da cadeia produtiva de alimentos, eficiência energética, soluções favoráveis ao clima e infraestrutura moderna, a Danfoss está investindo na modernização das linhas de montagem de unidades condensadoras em sua fábrica de Osasco, na Grande São Paulo. Com investimento de R$ 1 milhão, a modernização consiste na adoção de tecnologias de ponta. As linhas de montagem contam agora com tecnologia para testar todos os parâmetros de funcionamento e os controles de segurança. Também foi adotada na linha de montagem da fábrica de Osasco a tecnologia de segurança elétrica, que checa todo o comando elétrico das unidades condensadoras, garantindo em sua totalidade a conformidade com as especificações. Além disso, outra tecnologia implementada é a de checagem eletrônica de todos os seus componentes e a verificação se todos estão de acordo com a especificação. “A Danfoss é é a primeira montadora de unidades 38

condensadoras no Brasil a contar com estas tecnologias de manufatura. Com esse investimento, também passamos a armazenar em nuvem todos os parâmetros de todas as unidades condensadoras montadas na fábrica de Osasco, o que nos permite rastreá-los após a venda”, explica Fernando Pereira Rosa, gerente de operações da Danfoss. Inaugurada há 20 anos, a linha de montagem de unidades condensadoras da Danfoss no Brasil conquistou a marca de 300 mil máquinas montadas. Responsável por 10% do negócio de Danfoss Cooling, a linha atende a América Latina e também Filipinas. Atualmente tem em torno de 25 operadores e capacidade de montar três mil máquinas por mês em apenas um turno de trabalho. Referência de montagem no Grupo Danfoss, com os melhores índices em Qualidade e Produtividade, a linha brasileira monta as unidades condensadoras Optyma™ Commercial, Optyma™ Slim Pack e Optyma™ Semi-Hermética.


FIQUE SABENDO

KEMIN DESTACA ESTRATÉGIA NUTRICIONAL PARA CONTROLE DE PATÓGENOS NA SUINOCULTURA DURANTE O IV ENCONTRO ABRAVES –SP Uso de ácidos orgânicos na suinocultura pode contribuir com prevenção de bactérias patogênicas, como a salmonela, além de melhorar o desempenho no campo

Uma estratégia nutricional para a prevenção de bactérias patogênicas na suinocultura, como a salmonela, por exemplo, foi um dos destaques da Kemin durante o IV Encontro Técnico Abraves – Regional São Paulo, que aconteceu dia 10 de setembro, no auditório do IZ (Instituto de Zootecnia), em Nova Odessa, no interior de São Paulo. Um composto de ácidos orgânicos pode contribuir com maior segurança na cadeia produtiva, desde as fábricas de ração até os animais, defendeu a médica veterinária gerente de produtos para monogástricos da Kemin na América do Sul, Cherlla Romeiro. “O Sal CURB é um aditivo utilizado para manter as rações ou os ingredientes das rações livres de salmonela por até 21 dias”, disse a especialista. 39


FIQUE SABENDO De acordo com ela, a segurança na alimentação dos animais e o controle de patógenos na ração são essenciais na redução de riscos de biosseguridade. “Violações na biosseguridade podem afetar a segurança alimentar, a confiança do consumidor e podem levar à perda de desempenho e rentabilidade no campo”, salientou. Patrocinadora do evento, a empresa participou com sua equipe técnica para esclarecer dúvidas em relação a medidas de biosseguridade abrangentes com a finalidade de proteger o plantel brasileiro da entrada de patógenos, além de contribuir com uma melhor eficiência produtiva dos animais. A executiva destaca a importância do encontro

realizado pela Abraves – Regional São Paulo (Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos), para a divulgação de informações relevantes e maior capacitação profissional na suinocultura. “Acreditamos que iniciativas regionais, como este evento realizado pela Abraves – SP é uma maneira eficiente de levar conhecimento mais próximo dos produtores”, encerrou.   Outras informações sobre esta estratégia nutricional estão disponíveis no link https://www.kemin.com/sa/pt/ products/salcurb?utm_source=various_portals&utm_ medium=press_release&utm_campaign=pr&utm_ term=solutions&utm_content=salcurb&utm_bu=kasa.

OS DESAFIOS DA INDÚSTRIA PARA REDUZIR O AÇÚCAR DE ALIMENTOS SEM PERDER O SABOR Tecnologia da Kerry oferece soluções de alto desempenho e custo efetivo, entregando a percepção de dulçor esperada pelos consumidores

Uma das consequências da alimentação com excesso de açúcar é a obesidade. Atualmente reconhecida como uma preocupação global, a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, hipertensão, diabetes e até mesmo alguns tipos de câncer. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no mundo, 39% dos adultos estão acima do peso e 13% são obesos. Na América Latina os números são ainda mais alarmantes, 58% das pessoas estão acima do peso e 23% são obesas. Nos maiores países da região, Brasil e México, os levantamentos apontam que 50% e 64% da população, respectivamente, estão na faixa do sobrepeso ou da obesidade. 40

A fim de orientar a população, a OMS recomenda que o consumo de açúcares livres seja menor que 10% do total de calorias ingeridas diariamente, o que equivale a 50 gramas de açúcar por dia. Essa ingestão é composta tanto pelo açúcar de mesa como pelo utilizado na preparação de refeições e também pelos açúcares utilizados nas fórmulas dos alimentos processados, além dos açúcares naturalmente presentes no mel, nos xaropes, nos sucos de frutas e nos concentrados de sucos de frutas. Segundo o Ministério da Saúde, os brasileiros consomem, em média, 80 gramas de açúcar por dia. Desse consumo, 64% é adicionado ao alimento durante as refeições e 36% está presente nos produtos industrializados. Diante dos impactos na saúde da população, a redução do açúcar é uma preocupação e uma tendência mundial. Ela também é impulsionada por mudanças de estilo de vida e comportamento do consumidor, pressão de organizações internacionais, questões tributárias do governo, campanhas de saúde e até a estratégia de imagem das próprias marcas. Na última década, governos de vários países instituíram medidas para controlar o açúcar


FIQUE SABENDO proveniente de alimentos processados. Em 2018, diversas categorias da indústria de alimentos do Brasil, dentre elas a ABIA - Associação Brasileira de Indústria de Alimentos e Bebidas -, assinaram um acordo com o Ministério da Saúde e a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária - para reduzir 144 mil toneladas de açúcar dos alimentos industrializados até 2022 no país. No Chile, as medidas foram ainda mais incisivas, incluindo, entre outras ações, a adoção de rótulos com alertas em alimentos com excesso de sal, açúcar e gorduras. Seguindo este exemplo, o México busca estabelecer regulamentações mais rígidas. Em 2014, o governo instituiu um imposto sobre o açúcar e, em agosto de 2019, a Secretaria de Saúde afirmou que endurecerá a regulamentação do mercado de alimentos processados e promoverá alimentos mais saudáveis nas escolas. Os principais pontos dessa estratégia, que serão incorporados em alguns meses no Programa Setorial de Saúde, incluirão uma nova rotulagem frontal de advertência em bebidas e alimentos processados, além de uma rigorosa regulamentação publicitária. Para impulsionar o mercado com o desenvolvimento de produtos nutricionalmente melhores atrelados ao seu portfólio Taste & Nutrition, em 2018, a Kerry realizou um estudo proprietário em seis países da América Latina, O Consumidor e o Rótulo Limpo, com o intuito de ouvir diretamente dos consumidores o que eles entendem por esse termo utilizado pela indústria, mas também para saber o que eles desejam encontrar nos produtos que consomem. Com base no resultado, ficou clara a importância das ações implementadas, uma vez que para 34% dos consumidores o atributo ‘reduzido em açúcar’ é um dos claims procurados na etiqueta dos produtos. Além disso, consumidores de todas as áreas pesquisadas afirmaram que o açúcar é um dos ingredientes que eles analisam ao ler a tabela nutricional: Brasil 69%, Guatemala 67%, Colômbia 65%, México e Costa Rica 64%, Argentina 51%. Mas é ao buscar o equilíbrio entre menos açúcar e a manutenção do sabor nos produtos que a indústria encontra um dos maiores desafios dos últimos anos. Segundo Alexandre Matos, Diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Kerry na América Latina, a manutenção das características

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FIQUE SABENDO iniciais quando se reduz esse ingrediente não é uma ação simples. “O açúcar possui propriedades fundamentais na formulação, como, por exemplo, a textura e a consistência do produto, a sensação e o preenchimento dos sentidos na boca e, claro, o nível de dulçor e perfil aromático que proporciona”, destaca Matos. Apesar das dificuldades, ele afirma que a indústria está fazendo o seu papel. No caso da Kerry, o cientista conta que inúmeros estudos e pesquisas são realizados para conseguir encontrar tecnologias eficazes para a necessidade dos clientes e para a demanda dos consumidores, oferecendo opções que agradam ao paladar. “Trabalhamos com uma linha de aromas naturais que auxilia na redução de até 40% de ingredientes indesejáveis como o açúcar e o sal. Uma solução comprovadamente eficaz”, reforça ele. A linha de aromas naturais denominada TasteSense™ Sweet modula e otimiza o perfil sensorial geral dos produtos, permitindo chegar a alimentos e bebidas nutricionalmente melhores sem alterar o sabor, mantendo assim a aprovação dos consumidores. A empresa oferece esse tipo de solução desde que a demanda e interesse do consumidor por alimentos mais nutritivos começou a mudar. De acordo com Roberta Viglione, gerente de Marketing da Kerry, devido ao modelo de negócio e ao compromisso em oferecer inovação constante aos clientes, além dos estudos e pesquisas, a Kerry também acompanha as movimentações do mercado e, por isso, afirma que há alguns anos o setor de bebidas, um dos que mais utilizam açúcar na formulação, tem reduzido o teor médio do ingrediente a nível global. A executiva comenta que um estudo encomendado à Mintel apontou que em 2014 o teor médio de açúcar em bebidas açucaradas na América Latina era de 7,6% e que em 2018 esse número caiu para 5,63%. Em proporções diferentes, outras regiões também seguiram a mesma tendência, mas com altos níveis de obesidade, a indústria na América do Norte parece estar liderando esse movimento, uma vez que apresenta os teores mais baixos da atualidade – 5,82%, sendo que quatro anos antes já apresentava percentuais inferiores aos demais - 6,58%. Um pouco mais lenta está a mudança nas demais regiões. A área que compreende o Oriente Médio e África é a que possui os níveis mais altos 42

– 9,24% sendo que em 2014 apresentava 10,17%. Na Ásia Pacífico, a redução foi de 9,51% para 8,72% no mesmo período. Enquanto isso, na Europa a mudança foi de 7,92% em 2014 para 7,29 % em 2018. Ao analisar a região Latina, podemos perceber porque, junto à América do Norte, o mercado local também tem puxado essa mudança no setor de bebidas. No Chile, país com o maior número de ações governamentais para a redução do açúcar, o teor médio do ingrediente em bebidas açucaradas reduziu de 13,43% para 3,89%. Já no México, os níveis passaram de 6,72% para 6,2% e no Brasil de 5,6 % para 4,37%, todos com comparações de 2014 para 2018. De igual forma, esse mesmo estudo mostra que nesse mesmo período foi registrado o aumento de lançamentos de produtos que destacam a ausência ou o baixo teor de açúcar na embalagem. Novamente, a América do Norte está a frente com 15% a mais de lançamentos com esse foco. A região é seguida por América Latina e Europa, ambos com 13% a mais, e Oriente Médio, África e Ásia Pacífico, que aumentaram em 7% e 6%, respectivamente. Segundo Viglione, a conclusão que a Kerry chega ao analisar todos esses dados, e a orientação que tem dado aos seus clientes, é que atualmente, produtos vencedores são aqueles que além de usar menos açúcar na fórmula, também oferecem perfis balanceados, são indulgentes e apresentam sensações amigáveis ao consumidor. Um desafio e tanto, mas que a Kerry está preparada para entregar aos seus clientes.

Soluções para a adequação da indústria De acordo com a Kerry, os processos utilizados pela companhia permitem desenvolver soluções de alta performance e custo efetivo. TasteSense™ Sweet apresenta desempenho de modulação superior, gosto limpo e não tem sabor residual, entregando a percepção do dulçor e o sabor preferido pelos consumidores. Alguns diferenciais apresentados são a tendência Clean Label (Rótulo Limpo), já que a linha foi desenvolvida com aromas naturais, a funcionalidade de uso em diversos mercados e o foco nutricional, pois a formulação é mais amigável para o consumidor. A tecnologia pode ser aplicada em bebidas, panificação, sorvetes e lácteos. O portfólio é flexível e oferece soluções líquidas e em pó.


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FIQUE SABENDO

BSB APRESENTOU NOVIDADES NA EXPOMEAT 2019 Os lançamentos e as principais novidades das marcas que compõem o portfólio da BSB – uma das maiores empresas da América Latina em produção, importação e comercialização de Equipamentos de Proteção Individual – foram expostos na segunda edição da Expomeat – Feira Internacional de Processamento e Industrialização de Aves, Bovinos, Ovinos, Suínos e Pescado, no Pavilhão de Exposições Anhembi em São Paulo. Durante os três dias de evento, o público pode conferir o que há de mais moderno e inovador no mercado de EPIs. Destaque para as linhas de botas impermeáveis produzidas em PVC: Atlantis e Gran Atlantis da marca Fujiwara e Acqua Fort e Acqua Lev da marca Bracol, que apresentam elevado teor nitrílico e são altamente resistentes ao sangue, gordura animal, fungos e bactérias e ambientes refrigerados. A linha Acqua Fort conta com forração térmica, ideal para ambientes frios, e têm opcionais como palmilha e biqueira de aço, que aumentam a proteção do trabalhador dependendo de seu ambiente de exposição. Possuem Certificado de Aprovação (C.A.) emitido pelo Ministério do Trabalho e atendem as normas ABNT NBR ISO 20344, 20345 e 20347. Os visitantes também puderam conferir o lançamento da Fujiwara: o modelo HBE destinado ao mercado frigorífico. Confeccionado em microfibra, tem fechamento em velcro, isolamento térmico e solado bidensidade, que proporciona mais leveza e flexibilidade ao caminhar. Além de ser lavável e hidrofugado, protege contra agentes químicos, sujeiras, óleos, sangue e gorduras. Disponível do 33 ao 46, possui Certificado de Aprovação (C.A.), atende todas as normas de segurança da ABNT NBR ISO 20347, 20344 e 20345 e também oferece biqueira em composite como opcional. A programação contou, ainda, com seminários realizados no Meat Show, voltados a profissionais e especialistas da indústria da carne. O seminário “NR 36: O gerenciamento de riscos para frigoríficos e soluções para proteção dos pés”, foi ministrado por Luis Augusto de Bruin, especialista em Direito Trabalhista e Previdenciário, professor em cursos de formação em Técnicos de Segurança do Trabalho, consultor de empresas e representante da BSB. 44


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Para Separação de Quartos Dianteiros

Para Corte de Esterno

Para Dividir Carcaças

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Aspirador Vapor / Vácuo

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Estimulador Elétrico de Baixa Voltagem

Elastrador Pneumático Para Reto de Bovinos

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Serra Pneumática

Cortadora Pneumática

Extratora Hidráulica

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CONFIANCELOG REFORÇA EQUIPE COM NOVO GERENTE COMERCIAL Para assumir a posição de gerente Comercial, a Confiancelog contratou, no mês de julho, Sidney Honorato da Silva. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Metodista, ele possui mais de 10 anos de experiência em armazenagem frigorificada, tendo passado por empresas como Cefri, Arfrio e Superfrio também como gerente Comercial. Antes de ingressar na cadeia do frio, Sidney também trabalhou nas

empresas Dr. Oetker e Nestlé, como Key Account. De acordo com Fernanda Bianco, gerente de Marketing e Governança Corporativa, Sidney Honorato veio para somar ainda mais à equipe. “O Sidney tem uma grande bagagem profissional no segmento e chega em um momento estratégico de expansão das nossas operações. Estamos otimistas e felizes com a contratação”, finaliza.

MAYEKAWA DO BRASIL PARTICIPA DA FEBRAVA COM OPÇÕES EXCLUSIVAS PARA REFRIGERAÇÃO INDUSTRIAL E COMERCIAL Mayekawa apresenta no evento inovação com tecnologia Microcanal e aumento de portfólio com a linha de compressores semi-herméticos da Frascold, renomada marca europeia

Consolidada na Refrigeração Industrial, em que é uma das empresas de referência e líder, a Mayekawa do Brasil participa de mais uma edição da Febrava Feira Internacional de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar, que acontece de 10 a 13 de setembro, no São Paulo Expo, repleta de novidades. 46

Para começar apresenta dois lançamentos da linha de Unidade Resfriadora de Líquidos (chiller) com Condensação a Ar e Tecnologia Microcanal e, além deles, a multinacional japonesa  aumenta o seu portfólio e oferece nova linha de compressores semiherméticos do tipo alternativo e parafuso, fabricados pela Frascold, renomada e consolidada marca europeia.


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FIQUE SABENDO

Chilers – No caso dos chillers sua aplicação é diversificada atendendo diferenciados processos, como Sistemas de Climatização; Indústrias de Alimentos, Bebidas, Farmacêutica, Laticínios, Plástico; entre outras, também o segmento Médico-Hospitalar. Possuem alta performance, mesmo com design compacto. De fácil instalação (um dia), operação e manutenção, o equipamento necessita de baixa carga de Fluido Refrigerante (atua com Propano e Amônia). Sua filtragem do ar de condensação é realizada através de telas laterais, removíveis e laváveis. De baixo nível de ruído, atua em circuito 100% fechado, que faz com que substitua tranquilamente as torres de resfriamento, gerando economia de até 90% de água e reduzindo as paradas para tratamento químico e limpeza dos trocadores. Projetado para aplicação comercial com engenharia industrial. Frascold – Já sobre a nova linha de compressores semi-herméticos do tipo alternativo e parafuso, o diretor comercial da Mayekawa do Brasil, Silvio Guglielmoni destaca que “a Frascold é marca líder de mercado, sua tecnologia está presente no mundo com experiência de 80 anos e o Grupo Mayekawa conta com quase 100. Ou seja: são duas empresas consolidadas, atuantes, destacadas no que fazem e líderes em seus segmentos e juntas oferecem um amplo portfólio de produtos e soluções baseado em ótima performance e sustentabilidade, como 48

geração de eficiência energética e uso de fluidos naturais”. E acrescenta “A Mayekawa vê na Febrava uma ótima oportunidade de compartilhar com o mercado a parceria com a Frascold, que aumenta a versatilidade da nossa extensa linha de produtos”. A aplicação do Frascold é ideal para soluções de pequeno a médio porte, que necessitem de refrigeração como, transportes, marítima; resfriadores de líquidos e de processos; fabricação farmacêutica; bombas de calor entre outros. Compactos, com baixo nível de ruído, alta eficiência e baixo custo operacional tornam os compressores semi-herméticos Frascold a escolha ideal. “Esta linha de compressores vem equipada com o sistema de proteção mais avançado do setor e possui garantia padrão de dois anos”, informa Guglielmoni. Os compressores semi-herméticos padrão, do tipo reciprocante variam de 0,5 a 80 hp e são projetados com desempenho, confiabilidade e eficiência. Esta linha de produtos consiste em 8 séries compostas por 86 modelos. Todos os modelos também são compatíveis com o revolucionário sistema de controle de capacidade tipo Cabeçote de Sucção Reduzida (em inglês Reduced Suction Head ou RSH) e são adequados para uso em inversores de frequência. Vale o destaque de que a Frascold é membro da ASERCOM (Association of European Refrigeration Component Manufacturers), entidade que garante a precisão e a confiabilidade do desempenho do compressor e definiu o procedimento para medir o desempenho dos compressores e seu processo de certificação, garantindo que o desempenho publicado corresponde àquele realmente medido com referência à norma europeia EN12900.

Sobre a Mayekawa do Brasil Empresa fabricante líder no segmento de equipamentos e soluções completas para todo o sistema de Refrigeração Industrial, a Mayekawa do Brasil é também fabricante dos compressores Mycom®. Há 51 anos de atividades no Brasil, a empresa está localizada no município de Arujá (SP), desde 2008, numa área com 100.000m², que congrega seus quase 300 colaboradores entre fábrica e escritório. A Mayekawa do Brasil possui 16 filiais e conta com uma área especializada em serviços e assistência técnica para todas as regiões do País. Fundada em 1924, em Tóquio, no Japão, o Grupo Mayekawa está presente em todos os continentes com fábricas e escritórios de negócios.


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