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Edição 126 | Junho | 2019

Sua revista com marketing 100% digital

BRF estuda fusão com a Marfrig Viabilidade do acordo será avaliada nos próximos 90 dias

Peste suína africana Desafio do Brasil é manter animais livres da doença letal e sem cura

FRIGORÍFICO SÃO JOÃO 70% DOS ANIMAIS ABATIDOS NO FRIGORÍFICO, SÃO DO PROGRAMA NOVILHO PRECOCE

Exportações Em maio Santa Catarina obteve alta de 51% na carne suína 1


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Editorial Ilce Maria Silveira Diretora

Diretora Ilce Maria Silveira Administrativo e Financeiro financeiro@revistafrigonews.com.br Jornalistas Sheila Prates Márcia Ebinger jornalista@revistafrigonews.com.br Direção de arte Alice C. Sampaio Assinatura assinatura@revistafrigonews.com.br Antônio Silva antonio@revistafrigonews.com.br Carla Carmello carla@revistafrigonews.com.br Projeto Gráfico Figa | Design & Estratégia

É sempre bom dar boas notícias. E uma das boas notícias que temos nesta edição é que o Estado de Santa Catarina obteve alta de 51% nas exportações de carne suína. O Estado tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo, o setor agropecuário é o carro chefe da sua economia e vem gerando emprego e renda ao longo de toda a cadeia produtiva. A alta nas exportações mostra que este é o caminho certo, mas com certeza ainda há grandes desafios e oportunidades pela frente. Nesta edição também fazemos alguns alertas importantes e um deles é a matéria detalhada que fizemos sobre a peste suína africana (PSA). Foi em setembro de 2018 que o vírus da doença foi identificado em suínos de subsistência na China e o mercado mundial entrou em pânico. A prevenção, em países livres da doença, como o Brasil, depende de políticas de importação rigorosas, garantindo que nem os suínos vivos infectados nem os produtos de origem suína oriundos de países ou regiões afetadas pela PSA sejam introduzidos nessas áreas livres. Saiba muito mais sobre o assunto da página 32 em diante. Também abordamos o sucesso do Frigorífico São João que, no próximo ano, vai completar 70 nos de existência. Programas especiais de qualidade têm sido o diferencial e todos eles estão apresentados na matéria de capa. Além de tudo isso você vai poder se informar sobre assuntos dos mercados nacional e internacional, economia, novidades em tecnologia e equipamentos, e muito mais. Boa leitura!

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NOSSOS DESTAQUES 26 Frigorífico São João Tornou-se referência em carne de qualidade, com incentivo à produção de carnes

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Carne suína Santa Catarina obteve alta de 51% nas exportações

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Peste suína africana Não afeta humanos, mas Brasil tem desafio de manter animais livres da peste

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BRF Dona da Sadia e da Perdigão estuda fusão com a Marfrig

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ESTUFAS

AS TÃO IMPORTANTES ESTUFAS! Diante da importância deste equipamento para os produtores de carnes em geral, conversamos com a Incomaf, que desponta no mercado nacional na fabricação de estufas, estando equiparada às principais marcas reconhecidas mundialmente As principais funções de uma estufa são o cozimento, defumagem e desidratação dos produtos alimentícios. Essas três principais funções devem ser executadas de forma homogênea, sem apresentar variações de temperatura, cor e umidade relevantes entre os diversos pontos desde a frente até o fundo, desde a parte mais baixa e a parte mais alta dos carros. Esse equilíbrio interno das estufas ajuda seus usuários a terem mais segurança nos seus processos bem como a ter padronizações de receitas e produtos. O diretor da Incomaf, Fabiano Babichi de Gois, explica que a empresa trabalha com estufas com gabinetes completamente construídos de aço inox e estufas com gabinetes construídos de alvenaria. No caso das que são construídas com gabinetes em aço inox, elas podem já seguir montadas da fábrica até o descarregamento feito no cliente com guindaste. As que utilizam gabinetes de alvenaria recebem o projeto de execução civil a ser feito pelo comprador e depois os técnicos montadores da Incomaf fazem a montagem de todo o conjunto aéreo térmico e outros itens do equipamento. As duas versões têm a mesma eficiência. Com o embarque da estufa montada da fábrica, é possível colocá-la em funcionamento em até 3 dias. Esses detalhes da montagem fazem toda diferença porque o correto funcionamento da estufa está diretamente relacionado à infraestrutura que vai gerar todas as necessidades que o equipamento requer para o seu perfeito trabalho, desde instalações elétricas, linha de ar comprimido, rede de água e principalmente rede de vapor que deve fornecer vapor de qualidade e com a pressão necessária para o funcionamento da máquina. Fabiano destaca que “também são muito importantes o sistema de coleta de condensado, tubulações do sistema de exaustão e a correta manutenção e operação da máquina. A aliança de todos esses pontos 6

importantes e a aquisição de equipamentos fabricados com projeto que permita que a máquina trabalhe de forma a atingir a plena equalização interna garantirá ao seu usuário uma grande rentabilidade, pois a estufa é uma das principais máquinas dentro de um frigorífico diretamente ligada ao resultado final da empresa”.

Vida útil É perfeitamente possível prolongar a vida útil de uma estufa. Como em qualquer outro equipamento, este fator está diretamente relacionado à forma com que as pessoas envolvidas em seu processo lidam com suas tarefas do dia a dia. Isso vai desde o usuário da máquina, da pessoa que a carrega, dos responsáveis pela higienização e dos responsáveis pela sua manutenção elétrica e mecânica. É possível encontrar no mercado equipamentos de vários anos que parecem e funcionam como novos


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ESTUFAS e ao mesmo tempo, podemos encontrar no mercado equipamentos novos, mas que parecem de longa data. Tudo vai depender do cuidado que os colaboradores que estão relacionados em suas operações têm com o equipamento. O diretor da Incomaf, conta que “as máquinas seguem com as instruções de uso, manutenção e limpeza. Seguem também com as instruções de como devem ter as suas infraestruturas preparadas para recebê-las, bem como com toda a demanda que o equipamento requer para seu funcionamento. Na entrega técnica das estufas os operadores de todos os níveis que estarão envolvidos com as operações das estufas recebem treinamento de técnicos especializados. Desta forma, basta seguir com a prática de tudo que foi ensinado e com as instruções recebidas para que o equipamento funcione da melhor e mais longa forma possível. As estufas fabricadas pela Incomaf carregam consigo a qualidade e robustez que já é conhecida pelo mercado em seus outros equipamentos”.

“É perfeitamente possível prolongar a vida útil de uma estufa. Como em qualquer outro equipamento, este fator está diretamente relacionado à forma com que as pessoas envolvidas em seu processo lidam com suas tarefas do dia a dia.”

Fabiano Babichi de Gois também comenta que este é um mercado que está em constante evolução. Obviamente ainda hoje é possível encontrar quem utilize do processo de defumação com fumeiros totalmente artesanais, sem controle de temperatura, controle de umidade e controle de exposição do produto no processo de letalidade (pasteurização). Porém, com os equipamentos atuais, aliados com as novas ofertas de tecnologia nacional e internacional, os fabricantes de estufas podem projetar e construir equipamentos avançados, automáticos. São aparelhos que a partir de uma pressão no botão “start” do painel de comando, iniciam o processamento da receita do produto e o terminam sem que haja a necessidade de nenhuma interferência do operador, de forma padronizada, segura e lucrativa. “Processos que antes 8

levavam horas e de forma descontrolada, hoje em dia têm seu tempo reduzido sem nenhum prejuízo à qualidade final do produto. Além disso, a estufa é um dos, se não o principal, equipamentos ligados ao resultado final da empresa, que podem lhe garantir a padronização da perda (quebra) do produto oferecendo assim ao empresário investidor uma realidade palpável em seus ganhos, pois um equipamento desequilibrado e sem controle, fará com que boa parte do ganho da empresa se perca no ralo ou na exaustão com altos índices de quebra”, sinaliza.

Normas e legislações Todos os equipamentos fornecidos no Brasil, sejam eles importados ou nacionais, estão sujeitos ao cumprimento de diversas normas de construção, operação e segurança. Fabiano alerta para o fato de que sem esses cumprimentos da legislação os equipamentos tornam-se perigosos para o uso dentro dos frigoríficos, portanto, “é de suma importância que ao negociar uma estufa, o comprador esteja completamente atento a esses pontos”. Porém, tão importante quanto as normas de construção e operação, hoje em dia um dos maiores vilões dos usuários de estufas é o atendimento às exigências do MAPA que requer o atendimento pleno do processo de cozimento no tempo e temperatura regulatório para segmento de produto. Fabiano relata que “praticamente todas as empresas estão tendo de se adequar para atendimento à essa norma, sem a qual, determinados produtos não podem ser fabricados e disponibilizados para o mercado e consumidor final. Não basta atingir a temperatura de letalidade


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ESTUFAS (pasteurização), é preciso atingi-la e mantê-la por um tempo mínimo determinado pelo órgão fiscalizador e de forma homogênea na estufa. Ao utilizar as estufas fabricadas pela Incomaf, todas essas normas, sejam elas construtivas ou operacionais, estão garantidas”.

Novidades e diferenciais Segundo o diretor da Incomaf, “nossas estufas se diferem das suas concorrentes nacionais principalmente, e não somente, na equalização interna da temperatura da câmara que, em vazio, é menor de 1 grau de ponta a ponta, mesmo naquelas estufas de grande porte tal como a de 12 carros. Falando em equilíbrio de temperatura interna, quando a estufa está completamente carregada podemos ter variações de até 2 graus, todavia, essa variação normalmente 10

está relacionada à carga térmica e massa dos produtos carregados no equipamento. Como exemplo e para tornar a compreensão mais clara, podemos citar temperatura diferente entre carros quando a estufa é carregada, variação de calibre ou espessura do produto sendo processado no mesmo instante, entre outros fatores”. Para Fabiano, “essa vantagem da mínima variação detectada em nossos equipamentos, sejam em vazio ou com produto, se deve ao exclusivo sistema de ventilação e troca térmica desenvolvido pela equipe de engenharia de nossa empresa”. No quesito controle e automação da estufa, a Incomaf conta que está lançando no mercado o mais moderno programa de monitoramento, controle e otimização de curvas dos processos de cozimento, defumagem e desidratação que existe. Trata-se do sistema RCF. Fabiano Babichi de Gois explica que “nele utilizamos tecnologia de ponta, atendendo aos mais diversos requisitos e normas, podendo ser conectado aos recursos da Indústria 4.0. Utilizamos um CPU de alta capacidade de processamento que aliado ao hardware ultramoderno e ao software desenvolvido pela equipe da Incomaf, propicia ao usuário da estufa controle amplo e seguro de todas as funções e parâmetros da estufa”. Sobre o desenvolvimento de um software eficiente, Fabiano lembra que somente conhecimentos de engenharia teórica da equipe não são suficientes para a criação de um algoritmo final inovador. “A Incomaf conta com uma equipe com muita experiência de campo. Nosso sistema não se limita somente a um controlador para estufas, ele também é um otimizador de processos e curvas com o qual é possível ajustar os parâmetros da receita de cozimento em pontos jamais atingidos por um painel de comando. Paralelamente ao desenvolvimento do sistema RCF, desenvolvemos nosso exclusivo aplicativo supervisório, capaz de monitorar os processos em tempo real, gerar relatório e informar o estado do equipamento em até 12 estufas, simultaneamente, através do protocolo Ethernet. Os relatórios gerados pelo nosso aplicativo são criptografados e aptos para o cumprimento das obrigações perante o MAPA no que tange aos processos executados em nossas estufas com o alcance e comprovação dos passos de letalidade requeridos para cada produto a ser processado”, informa. Com isso, a Incomaf visa facilitar o entendimento e o aprendizado do operador com uma interface de controle intuitiva, já que as habilidades de cognição variam de pessoa para pessoa. Buscando longevidade e confiabilidade em seu sistema, a empresa fechou uma sólida parceria com líderes de mercado de automação avançada: OMRON e Elipse.


SEGURANÇA ALIMENTAR

FOODCAP OFERECE SISTEMA SUSTENTÁVEL DE ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE ALIMENTOS REFRIGERADOS Empresa neozelandesa traz soluções de ponta para manuseio, embalagem e transporte de carnes, entre outros alimentos perecíveis A FoodCap, empresa neozelandesa que desenvolve sistemas sustentáveis para armazenamento e transporte de alimentos refrigerados, tem ampliado suas ações no Brasil. Recentemente, o CEO da companhia, Julian Beavis, esteve no país, durante a APAS Show - feira de alimentos, bebidas, higiene, limpeza, equipamento e tecnologia para supermercados, realizada em São Paulo, em maio. De acordo com Beavis, a empresa “busca solidificar e ampliar suas relações com o mercado brasileiro,

mostrando aos comerciantes do país como a tecnologia aplicada ao setor resulta em uma operação mais inteligente, eficiente e lucrativa”. “Podemos armazenar e transportar alimentos refrigerados de maneira inteligente e sustentável, garantindo segurança alimentar para os consumidores e viabilidade comercial para os empresários”, completa Julian Beavis. Durante a feira de varejistas, a equipe da FoodCap apresentou ao público, entre empresários e outros expositores, produtos e soluções para a redução de

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SEGURANÇA ALIMENTAR custos em processos que envolvem grandes volumes de alimentos perecíveis, além da promoção de práticas sustentáveis no manuseio, armazenamento e empacotamento de carnes, bem como de outros alimentos resfriados.

antigo de embalagem e transporte que, em geral, utiliza sacos de plástico, caixas de papelão e os paletes de madeira para separação. O transporte é todo feito em um único recipiente. A segurança alimentar, dessa forma, é garantida pela FoodCap, que assegura baixos níveis microbianos por conta do ambiente de armazenamento anaeróbico, com baixas flutuações de temperatura e potencial reduzido de contravenções de higiene e contaminação cruzada, pois há limitado contato humano com o produto. Com vida útil de seis anos, as cápsulas da FoodCap são confeccionadas a partir de material reciclável, gerando grande economia de custos. Os frigoríficos podem retorná-las para a empresa - essa logística reversa permite 100% da sustentabilidade do sistema.

Mercado brasileiro A presença da FoodCap no concorrido mercado brasileiro tem o apoio da New Zealand Trade & Enterprise (NZTE) agência global de fomento de negócios do governo da Nova Zelândia. O objetivo da NZTE é oferecer suporte para que as empresas do país possam gerar alianças estratégicas e fomentar relações comerciais internacionalmente. Por meio de uma rede de 55 escritórios, a NZTE conecta os empreendimentos da Nova Zelândia ao mundo, compartilhando oportunidades, conhecimento, experiência e contatos. Para mais informações, acesse: www.nzte.govt.nz.

Cápsula substitui sacos plásticos e caixas de papelão

Tecnologia das cápsulas promove segurança alimentar Há mais de 40 anos no mercado, a empresa da Nova Zelândia oferece sistema modular, escalonável, cientificamente certificado e comercialmente aprovado. O processo de embalagem de peças com até 160 quilogramas é realizado a vácuo, em cápsulas que mantêm a temperatura ideal do produto, evitando oscilações que possam trazer riscos para a qualidade da carne. As cápsulas podem comportar carnes com ou sem osso de diferentes espécies, como bovinos, suínos, aves e caprinos. Elas ainda substituem o processo 12


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SUBPRODUTOS

SUBPRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL A Haarslev oferece soluções completas para este mercado

A principal função dos subprodutos é gerar a matéria-prima para alimentação animal com alto valor proteico. O produto gerado pelo processamento do subproduto é amplamente utilizado na indústria de pet food e em aquafeed. Com mais de 100 anos de experiência ao redor do mundo, as indústrias Haarslev produzem equipamentos para o processamento de coproduto animal para indústrias de proteína, pet food, pescados, óleo, proteção ambiental e biodiesel ao redor do mundo. A Haarslev é uma empresa que oferece soluções completas, criando valores para seus clientes, desenvolvendo, projetando e fornecendo processos tecnológicos, para o processamento de coprodutos animais. As soluções Haarslev vão desde o recebimento da matéria-prima até sua expedição no formato de farinhas e óleo. Neste processamento inclui-se o correto tratamento dos gases provenientes do processo. Orlando T. Guelfi, diretor de vendas da empresa, afirma que “oferecemos ao mercado nosso know-how assegurando e garantindo a melhor proteção ao investimento dos nossos clientes, uma operação contínua e otimizando a lucratividade de todos eles. Nosso foco é o cliente e por isso possuímos uma equipe altamente especializada, nossa estrutura permite atendermos os nossos mais de 100 clientes em toda a América do Sul em 24 horas”. O mercado brasileiro é um dos cinco maiores produtores de proteína animal no mundo com alto padrão de exigências nas demandas ambientais e regulatórias, somado a isto o vasto território geográfico brasileiro requer uma logística eficiente para atender as necessidades dos clientes com relação a prazo, custo e qualidade. Para Orlando, diante deste quadro, o maior desafio da Haarslev é continuar atendendo estas necessidades de modo eficiente, superando cada vez mais a expectativa dos clientes. Certamente o mercado está ficando mais profissional e para as empresas continuarem competitivas em um ambiente cada vez mais globalizado, é necessário estar sempre atualizado em relação aos equipamentos e profissionais qualificados. Também é evidente que o mercado exige produtos de melhor qualidade, a custos operacionais e energéticos cada vez menores. A Haarslev acredita que a tendência de consolidação já existente no mercado frigorífico, esteja acontecendo 14

também no mercado de rendering. “Em poucos anos vamos ter menos players no mercado, porém muito maiores”, destaca Orlando Guelfi. “Grandes grupos mundiais estão buscando oportunidades para investir no Brasil e o mesmo processo aconteceu na Europa e Estados Unidos poucos anos atrás”, arremata. Para finalizar suas considerações, Orlando destaca que “todos os produtos têm um valor agregado bastante alto, transformamos um ‘lixo’ com alto poder de contaminação em um produto rentável e com alto valor agregado. Além disso, é bom lembrar que a Haarslev, sendo uma empresa global, sempre está se atualizando seguindo as tendências mundiais do mercado de proteína animal. Garantimos a tecnologia desenvolvida pela Haarslev em qualquer um dos continentes, possuímos soluções e opções para todo tipo de investimentos e necessidades. Trabalhamos com qualquer tipo de processamento animal ficando à escolha do cliente o melhor processo para seu tratamento, como baixa temperatura, via mista, via seca contínua, e também dispomos dos processos convencionais de batelada, hidrolisadores contínuos de penas etc.”.


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MERCADO INTERNACIONAL

EM MAIO SANTA CATARINA OBTEVE ALTA DE 51% NAS EXPORTAÇÕES DE CARNE SUÍNA Maior produtor nacional de carne suína e com acesso aos mercados mais competitivos do mundo, Santa Catarina segue ampliando sua presença no cenário internacional. Em maio, o faturamento com os embarques de carne suína passou de US$77,9 milhões, uma alta de 51% em relação ao mesmo mês de 2018. Os bons resultados ao longo do ano colocam Santa Catarina como responsável por quase 60% das exportações brasileiras do produto em 2019. “Hoje, Santa Catarina tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo, o setor agropecuário é o carro chefe da nossa economia, gerando emprego e renda ao longo de toda a cadeia produtiva. A alta nas exportações mostra que estamos no caminho certo, porém temos grandes desafios e oportunidades pela frente”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa. Em maio, Santa Catarina obteve um excelente resultado com as exportações de carne suína. Foram mais de 37,8 mil toneladas embarcadas, 39,8% a mais do que no ano anterior. A venda de produtos com maior valor comercial e o aumento nos preços da carne suína no mercado internacional fazem com que o crescimento no faturamento seja ainda maior: as receitas geradas pelos embarques passaram de US$ 77,9 milhões, 51% a mais do que em 2018.

Acumulado do ano De janeiro a maio deste ano, Santa Catarina respondeu por 60% das exportações brasileiras de carne suína. Foram 167 mil toneladas embarcadas, gerando receitas de US$ 319,8 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2018, o crescimento foi de 40,4% no volume e de 34% no valor.

Principais mercados Em maio, os maiores compradores do produto catarinense foram China, Hong Kong, Chile, Rússia e Argentina, que juntos respondem por 80% das receitas obtidas. O crescimento nas exportações de Santa Catarina se deve à ampliação de importantes 16

mercados, algumas altas passam de 100%, como é o caso do Chile (101,9%), Uruguai (120,4%) e Japão (428,3%) - um dos mercados mais exigentes do mundo. No último mês, China e Hong Kong foram responsáveis por quase 60% do total exportado por Santa Catarina.

Cenário mundial Segundo relatório divulgado em junho pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a contaminação com peste suína africana já levou à eliminação de 3,4 milhões de suínos em diversos países da Ásia. A situação mais crítica é a da China, onde já foram detectados 138 focos da doença em 32 províncias, incluindo a região de Hong Kong. Os casos de peste suína africana na China, Vietnã, Coreia do Norte e Camboja estão transformando o mercado da suinocultura mundial. “Isso traz uma grande oportunidade para o agronegócio brasileiro, que é fornecer alimento para esses países, principalmente para a China; porém exige de todos nós um cuidado ainda maior com a vigilância agropecuária para que uma doença como essa não chegue ao Brasil”, ressalta o secretário. O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, explica que os impactos da doença podem ser ainda maiores do que aqueles levantados pela FAO. “Outras instituições apresentam um cenário muito mais grave associado à essa doença. Segundo estimativas não oficiais, a China já teria eliminado cerca de 20% de seu rebanho, algo sem precedentes na história da suinocultura chinesa e mundial. Alguns especialistas chegam a falar no maior surto de doença animal já ocorrido no planeta”, explica. *Fonte: Sec. de Agricultura de SC


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MERCADO INTERNACIONAL

EXPORTAÇÕES DE FRANGO TOTALIZAM 381,1 MIL TONELADAS EM MAIO, APONTA ABPA Por Allan Ravagnani

As exportações de carne de frango (in natura e processada) aumentaram 14,4% em maio, na comparação com o mesmo período de 2018 e totalizaram 381,1 mil toneladas embarcadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita de embarques em maio foi 27,3% superior ao quinto mês de 2018, com US$ 658,9 milhões. No acumulado de janeiro a maio, as vendas de carne de frango alcançaram 1,659 milhão de toneladas, número 3,6% maior que no mesmo período do ano passado, com 1,601 milhão de toneladas. Com este desempenho, o setor gerou receita de US$ 2,766 bilhões, saldo 6,3% maior que os US$ 2,602 bilhões gerados nos cinco primeiros meses de 2018. Segundo a ABPA, as vendas para a China foram

o grande destaque do mês. Principal destino das exportações brasileiras (14,7% do total exportado no mês), o país importou 54,8 mil toneladas em maio, volume 49% superior ao efetivado no mesmo período do ano passado. “O efeito gerado no mercado pela crise sanitária no país asiático impulsionou as importações, o que gerou efeitos, também na rentabilidade do mercado, com elevação de preços médios”, afirmou o presidente da entidade, Francisco Turra. Outro destaque do mês, as vendas para os Emirados Árabes Unidos chegaram a 30,7 mil toneladas em maio (8,2% do total), saldo 49% acima do realizado no mesmo período do ano passado. A União Europeia também expandiu suas importações. Ao todo, foram 26,2 mil toneladas em maio (7% do total), volume 26% acima do realizado no quinto mês de 2018.

EUA COBRAM TARIFAS DE 25% DAS IMPORTAÇÕES CHINESAS VIA PORTOS

Os Estados Unidos começaram a cobrar taxas de importação mais altas, em torno de 25%, sobre bens chineses que chegam ao país através dos portos, em uma escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o que abre a porta para uma resposta do governo chinês. O presidente americano, Donald Trump, impôs o aumento das taxas aos produtos chineses no dia 10 de maio, mas havia permitido um prazo adicional para os carregamentos marítimos que haviam deixado a China até esta data. O governo americano estabeleceu o limite de 1.o de junho para o uso da taxa alfandegária anterior, que era de 10%. A partir dessa data, o imposto passou aos 25% anunciados. O aumento inclui diversos setores, como eletrodomésticos, móveis, produtos de iluminação e modens e roteadores para internet. 18

A China começou a aplicar taxas adicionais a uma lista de importações, em resposta às ações americanas, que ficam entre 20% e 25% sobre mais da metade dos 5.140 produtos americanos listados pelas autoridades chinesas. Antes disso, taxas de 5% a 10% já tinham sido implementadas. Não há novas rodadas de negociações programadas entre os dois países, desde que o último encontro, no dia 10 de maio – mesmo dia em que Trump anunciou as novas barreiras – terminou em impasse. O presidente americano acusou a China de romper um acordo para encerrar a disputa comercial ao voltar atrás em compromissos acordados em meses de negociação, o que o governo chinês nega. *Fonte: Reuters


MERCADO INTERNACIONAL

CHINA REABRE MERCADO Em comunicado enviado a ABRAFRIGO, a Ministra da Agricultura Tereza Cristina anunciou que a China, o mais importante importador do produto, acaba de reabrir o seu mercado para a carne bovina brasileira.

Entidades assinam memorando do Programa Carne Legal A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), assinaram um memorando de entendimento para esclarecer e trazer segurança jurídica aos produtores no âmbito do programa Carne Legal, no Bioma Amazônia. A assinatura, na sede da CNA, reuniu também o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Fortunato Bim, e o procurador da República e coordenador do Grupo de Trabalho da Amazônia Legal no Ministério Público Federal (MPF), Rafael da Silva Rocha.

No memorando, que trata do cumprimento dos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC’s), as entidades esclarecem que a proibição de adquirir, transportar ou comercializar produtos de origem animal se limita apenas à área embargada e não atinge o que é produzido no restante da propriedade rural fora do embargo. A proibição também não deve atingir outras fazendas de mesmo domínio do produtor autuado. O documento assinado pelas entidades também orienta o produtor rural a apresentar um laudo técnico, baseado em Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), de acordo com as normas vigentes e sob orientação do MPF, para reestabelecer junto ao frigorífico a comercialização de gado bovino produzido nas áreas das propriedades que estão fora do embargo. Uma das justificativas para a assinatura do memorando é que a interpretação dos TAC´s provoca prejuízos econômicos, sociais e ambientais dentro da cadeia produtiva de carne bovina amazonense, além de

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MERCADO INTERNACIONAL prejudicar a recuperação do eventual passivo ambiental. Para o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Pessoa Salazar, o documento corrige uma distorção histórica do setor, além de beneficiar produtores e viabilizar a abertura de novas indústrias no bioma Amazônia. “O produtor e o

frigorífico estão no mesmo barco querendo remar na mesma direção. Temos que sempre discutir e solucionar problemas de interesse comum, como esse”. *Fonte: Abrafrigo

FAO APONTA 3,638 MILHÕES DE ANIMAIS ABATIDOS PELA PESTE SUÍNA NA ÁSIA Número representa um incremento de 300 mil animais em relação ao levantamento anterior A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou que 3.638.592 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). O número representa um incremento de 300 mil animais em relação ao levantamento anterior da organização. Os dados foram contabilizados até 14 de junho. Segundo a FAO, o balanço da entidade compila informações extraídas dos órgãos federais dos países. A revisão para cima no volume de animais descartados em virtude da infecção com o vírus deve-se à elevação no número de casos identificados no Vietnã, que passou de 2,2 milhões de suínos para 2,5 milhões de suínos. No país, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local, a epidemia atingiu mais duas províncias, totalizando 56 regiões afetadas pela doença desde 19 de fevereiro. A situação mais crítica, em termos de extensão, permanece sendo a da China, onde foi detectado um novo foco da doença, somando 139 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Desde

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a identificação do surto, em agosto do ano passado, 1,133 milhão de animais foram eliminados, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. A Coreia do Norte permanece com um foco da doença identificado, desde 23 de maio, afetando uma província e levando à eliminação de 77 animais. Quanto à Mongólia, desde o primeiro caso detectado em 15 de janeiro, 11 surtos foram notificados em seis províncias e em uma cidade, levando à eliminação de 3,1 mil animais. No Camboja, 2,4 mil animais foram descartados, com um foco detectado em uma província, em 2 de abril. Nesses países, os números se mantiveram em relação ao balanço anterior. Os dados da FAO divergem das estimativas de mercado, por contabilizarem somente os números divulgados pelos órgãos oficiais de cada país. *Fonte: Estadão Conteúdo


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MERCADO INTERNACIONAL

CHINA SUSPENDE IMPORTAÇÃO DE CARNE SUÍNA DE TERCEIRA EMPRESA CANADENSE País é um dos maiores compradores da proteína canadense. Em 2018, o Canadá exportou mais de 280 mil toneladas de carne suína para a China A China suspendeu temporariamente a importação de carne suína da empresa canadense Frigo Royal, segundo um porta-voz da ministra da Agricultura do país, Marie-Claude Bibeau. Com a nova suspensão, até o momento, três fábricas canadenses estão proibidas de exportar o produto para o país asiático. Segundo a autoridade canadense, agentes alfandegários chineses identificaram vestígios de um aditivo alimentar, a ractopamina, em uma carga de carne suína congelada. A ractopamina é proibida na China, disse o porta-voz, mas é permitida pelo departamento de segurança alimentar do Canadá. De acordo com ele, a exportação de outros produtos de carne canadense continua normalmente. Representantes chineses da embaixada de Ottawa não se pronunciaram sobre o assunto. A Frigo Royal também não comentou a suspensão. O embargo acontece duas semanas após o governo canadense ter alertado produtores e processadores de

carne do país sobre a vigilância mais rigorosa da China em relação às inspeções da proteína exportada ao país asiático. Autoridades afirmaram que a China averiguaria todas as cargas originadas no Canadá. A medida foi adotada por Pequim após produtos de carne suína importados do país norte-americano serem apreendidos com rotulagem inadequada. A China é um dos maiores compradores da proteína canadense. Em 2018, o Canadá exportou mais de 280 mil toneladas de carne suína para a China. A medida ocorre em meio ao imbróglio diplomático entre os dois países, após a prisão da diretora financeira da companhia chinesa Huawei a pedido do governo dos Estados Unidos. Depois deste fato, Pequim interrompeu as compras de sementes canadenses de canola e intensificou as inspeções de produtos agroalimentares do país nas últimas semanas, como a soja e as carnes. *Fonte: Portal DBO

MINISTÉRIO CONFIRMA CASO “ATÍPICO” DE VACA LOUCA EM MATO GROSSO O Ministério da Agricultura confirmou a ocorrência de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), a doença conhecida como “mal da vaca louca”, em Mato Grosso O caso já foi notificado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e, segundo o ministério, o status sanitário do Brasil para a doença não será alterado. Em nota, o ministério esclareceu que a enfermidade pode, esporadicamente, se desenvolver de maneira espontânea em animais mais velhos - a vaca contaminada tinha 17 anos - , e que o caso em questão não está relacionado à ingestão de alimentos contaminados. 22

“Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não há, portanto, risco para a população”, afirmou o Ministério da Agricultura.


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MERCADO INTERNACIONAL O ministério informou, ainda, que a propriedade onde estava o animal foi interditada e que investigações foram iniciadas imediatamente após o alerta do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA/MT), no início de maio. E que todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência da OIE no Canadá. “Não é nada que nos assuste. Era um animal velho, ou seja, que pode apresentar a doença, e não há risco para a saúde humana ou de animais”, disse o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da

Agricultura, José Guilherme Leal. “Agimos rápido, estamos fazendo tudo de forma transparente e como preconiza a OIE. Não há justificativa técnica para que haja impacto para as exportações brasileiras de carne bovina”, acrescentou Leal. Ele ainda afirmou que, antes de serem enviadas as provas para análise laboratorial fora do Brasil, testes feitos por laboratórios da rede do ministério deram positivo para a doença da vaca louca. Por fim, o ministério informou que, em mais de 20 anos de vigilância para a doença, o Brasil registrou somente três casos de EEB “atípica” e nenhum caso de EEB clássica.

BRASIL VOLTA A EXPORTAR CARNE BOVINA PARA A CHINA A China vai retomar as importações de carne bovina do Brasil que estavam suspensas desde o dia 3 de junho, por conta da notificação de caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), detectado em Mato Grosso do mercado chinês. A ministra reafirmou que vai continuar negociando um novo protocolo com as autoridades sanitárias chinesas. A doença foi constatada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não houve, portanto, risco para a população.

A China é o único país, entre os importadores do Brasil, que tem protocolo sanitário que exige a suspensão temporária das importações de carne quando detectado caso atípico de EEB. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, foi quem recebeu a notícia da reabertura 24

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) encerrou o pedido de informações complementares do Brasil sobre o caso, o que mostrou que não há risco sanitário. As exportações de carne bovina continuaram normalmente para os demais países. *Fonte: MAPA


MERCADO INTERNACIONAL

CHINA DIZ QUE É POSSÍVEL RESULTADO POSITIVO DE NEGOCIAÇÕES COM EUA “A China disse que resultados positivos podem ser alcançados por meio das negociações comerciais com os Estados Unidos”, disse o porta-voz do ministério de Relações Exteriores chinês, Lu Kang, em coletiva de imprensa regular. Ao ser questionado se a China está otimista sobre as conversas sino-americanas, Lu disse que não pode julgar, mas que a história de 40 anos de relações diplomáticas entre os dois países provou repetidamente que as diferenças econômicas e comerciais podem ser resolvidas com diálogo. “No entanto, o diálogo e a consulta devem basearse no respeito mútuo, na igualdade e no benefício mútuo. Se ambos os lados puderem seguir essa atitude, o resultado será definitivamente positivo”, de acordo com o porta-voz. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que conversou ao telefone com o presidente

chinês, Xi Jinping, e confirmou a reunião entre eles no Japão, durante o G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes). Lu afirmou que, no telefonema, Xi expressou sua vontade de se reunir com Trump para “trocar pontos de vista sobre questões fundamentais relativas ao desenvolvimento das relações sino-americanas”. Quanto às conversas específicas, ele disse que “os líderes vão se reunir de acordo com seus próprios desejos e vão falar sobre o que eles quiserem falar”. “Um acordo não é apenas do interesse dos dois povos, mas atende às aspirações do mundo inteiro”, acrescentou o porta-voz. As informações são da Agência CMA. *Fonte: Rodrigo Ramos / Agência SAFRAS

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CAPA

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO SUCESSO DO FRIGORÍFICO SÃO JOÃO UMA HISTÓRIA DE FAMÍLIA PARA BENEFICIAR MUITAS OUTRAS FAMÍLIAS 26


F

oi com coragem e visando um futuro melhor, que no dia 2 de dezembro do ano de 1950, o casal João Espindola e Erna Kohler Espindola, juntamente com seus filhos Maria de Lourdes, Maria Marilia, Laércio José e Marlene Terezinha, deixaram a cidade de Jaraguá do Sul-SC com destino a Barra Velha-SC, em uma carroça puxada a cavalo. Ali se iniciou um pequeno negócio de abate de bovinos e suínos, e foi também a cidade onde nasceram os filhos Ademar, Esmael e João. Cinco anos mais tarde, em 2 de dezembro de 1955, mudaram-se todos para São João do Itaperiú, norte de Santa Catarina, onde nasceram os filhos Maria Madalena, Maria Magalia e Maria do Carmo, e onde se estabeleceram definitivamente. Em dezembro de 1962 o Sr. João Espindola veio a falecer e, com muita dificuldade, mas também muito trabalho e garra, a Sra. Erna, juntamente com seu filho Laércio continuaram trabalhando com o abate de bovinos e suínos, sempre buscando um futuro próspero, sólido e grandioso. E foi assim que, em 1º de dezembro de 1974, foi fundado o Frigorífico São João, empresa que se tornou o que sonharam seus fundadores: PRÓSPERA, SÓLIDA E GRANDIOSA.

Certificações O que se vê é que após 69 anos de existência, o Frigorífico São João se tornou referência em carne de qualidade. Ele incentiva a produção de boa carne, vinda de animais jovens e bem terminados, através do pagamento diferenciado aos produtores. Em parceria com o Governo do Estado de Santa Catarina, através da CIDASC, participa do Programa Novilho Precoce, que retorna ao produtor uma percentagem do valor pago pelo frigorífico pelo rebanho. O Programa da marca Novilho Super Precoce, criado e administrado pelo Frigorífico São João aumenta o retorno para animais que passaram no Programa Novilho Precoce, e que possuem um melhor terminamento e conformidade de carcaça. Em junho de 2017, foi lançada a marca “Do pasto da Fazenda São João”. Bois castrados, com média de 5 anos de idade, 100% pasto, ou seja, foram criados 5 anos somente comendo capim, o que acentua o sabor da carne de uma forma incrível, aliado a uma maciez impressionante. Em 2019 o Frigorífico São João criou a marca BLACK 1950, programa interno de seleção das melhores carcaças abatidas, que tem como foco acabamento de gordura,

precocidade e marmorização das peças. É o 1º frigorífico do Brasil a receber o Certificado da ABCD, Associação Brasileira de Criadores Devon - raças britânicas que se destacam por produzir marmoreio interno das fibras, critério muito valorizado pelos consumidores mais exigentes dos cortes prime, pois proporcionam maior maciez, suculência e sabores inigualáveis. Leia mais sobre todos esses programas no final desta matéria.

“O que se vê é que após 69 anos de existência, o Frigorífico São João se tornou referência em carne de qualidade. Ele incentiva a produção de carne de qualidade, vinda de animais jovens e bem terminados, através do pagamento diferenciado aos produtores. ”

A ponta da linha Hoje, o Frigorífico tem 300 colaboradores e abate uma média de seis mil cabeças por mês, todas provenientes de dentro do estado de Santa Catarina, único estado brasileiro livre de aftosa sem vacinação, e também o único da federação onde 100% dos animais são brincados e rastreados. O pecuarista tem um papel fundamental para a empresa, por isso o Frigorífico São João criou bonificações que podem chegar até mais 13,5% do valor base, para os criadores que entregam animais com alta qualidade.

O passo a passo de todo processo O diretor comercial da empresa, Ricardo Faria, conta que o Frigorífico tem carretas próprias que vão até os produtores coletar os animais. “Quando eles chegam ao frigorífico ficam nos currais por 24 horas para dieta hídrica, com aspersores de água, que ajudam a relaxar os músculos depois do transporte. No dia seguinte vão para o abate. Temos uma média de 250 animais por dia e temos capacidade de alocar 1500 animais em nossas câmaras frias. Após o abate as carcaças ficam 24 horas gelando, para diminuir o PH e fazer a maturação natural das fibras”, detalha. Além de abater, o São João tem parceria com um frigorífico de Mato Grosso do Sul que envia 100 cabeças todos os dias, que são utilizadas para desossa. “Optamos por trazer animais do Mato Grosso do Sul por causa do 27


CAPA padrão das carcaças que exigimos, que são animais com média de 280 quilos, bois castrados e com cobertura mínima de 3mm de gordura. Fizemos a escolha por estes animais porque em Santa Catarina não existem criadores com grandes volumes, o que dificulta a padronização das peças desossadas”, acrescenta Ricardo Faria.

anteriormente, temos a certificação da Associação Brasileira de Criadores de Devon, que mantem aqui no frigorífico um veterinário certificando os animais britânicos dessa raça. Esta classificação também bonifica os produtores em até 13,5%. Por fim, temos a marca BLACK 1950, que classifica os melhores animais abatidos no Frigorífico São João, categoria onde somente os melhores animais são selecionados, na sua maioria de raças europeias, com conformidade de carcaça, capa de gordura integral e mínima de nível 3 e a busca constante por marmoreio entre as fibras”, explica Ricardo. A logística do Frigorífico São João é própria e conta com 28 caminhões, 18 vendedores, entre internos e externos, que atendem todo o leste catarinense da divisa do Paraná até a divisa com o Rio Grande do Sul.

“Hoje, o Frigorífico tem 300 colaboradores e abate uma média de seis mil cabeças por mês, todas provenientes de dentro do estado de Santa Catarina, único estado brasileiro livre de aftosa sem vacinação, e também o único da federação onde 100% dos animais são brincados e rastreados. ”

Um governo consciente O governo do estado de Santa Catarina, através da CIDASC, tem o programa Novilho Precoce, que bonifica os pecuaristas em até 3,5%, se passarem em alguns requisitos, como idade e camada de gordura, como vimos acima. Hoje, 70% dos animais abatidos no Frigorífico São João são classificados dentro deste programa. Além disso, para animais que tenham melhor acabamento de gordura e idade de até 2 anos, o Frigorífico São João bonifica o pecuarista em mais R$ 0,20 por quilo. Ricardo Faria explica que “temos a marca Novilho Super Precoce onde os animais que passaram na classificação CIDASC, que além de idade e gordura mínima de 3mm, têm conformidade de carcaça, recebem a bonificação da CIDASC e até mais 10%, ou seja, podem receber 13,5% de bonificação”. “Detalhando um pouco mais o que falamos 28

O diretor comercial da empresa, Ricardo Faria, relata que “este ano começamos a construir uma nova planta de 14.000 m², onde poderemos dobrar o número de animais abatidos e buscaremos a inspeção federal para expandir nossos negócios dentro e fora do Brasil”.


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CAPA Leia aqui detalhes sobre o Programa Novilho Precoce, Marca Novilho Super Precoce, Marca Black 1950 e Carne Certificada Devon.

Programa Novilho Precoce O governo do Estado de Santa Catarina, através da CIDASC, criou o Programa de Apoio à Criação de Gado para Abate Precoce, um programa de incentivo aos produtores de Novilhos Precoces. Veja como funciona: Para receber este incentivo, o Produtor deve ser cadastrado no Programa e abater seus animais em um estabelecimento credenciado no Programa. Quando o produtor comercializar seu gado precoce ele deve informar o número do seu cadastro no programa, na Nota Fiscal e no GTA (Guia de Transportes Animal). Um veterinário devidamente treinado e credenciado no Programa Novilho Precoce e na Cidasc, avalia se os animais estão dentro dos parâmetros de classificação exigidos pelo Programa do Novilho Precoce, que são: - Idade: os animais devem ter idade máxima de 30 meses. Esse parâmetro é verificado na GTA e confirmado com a averiguação da dentição dos animais na hora do abate; - Acabamento de gordura: os animais devem possuir acima de 1 milímetro de gordura; - A conformação de carcaça expressa o desenvolvimento das massas musculares. Carcaças convexas e arredondadas, representam maior desenvolvimento muscular e carcaças côncavas menor. Para classificação do lote, o mesmo deve ter 50% mais 1 de animais enquadrados nos parâmetros informados acima, caso contrário o lote é desclassificado. O que define a quantidade total do lote é a sua documentação (Nota Fiscal e GTA). O valor do incentivo concedido pelo Estado de Santa Catarina ao produtor de Novilho Precoce está informado no Art. 16 do Anexo 2 do RICMS/

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SC, que diz o seguinte: - 3,5% no caso de animais com até 2 (dois) dentes incisivos permanentes; - 2,8% no caso de animais com até 4 (quatro) dentes incisivos permanentes. O valor total do incentivo é repassado pelo frigorífico ao produtor todo último dia útil do mês, através de depósito em conta bancária, no mesmo nome em que foi emitida a nota fiscal e o GTA. Após feito o depósito, é enviado por e-mail, de forma individual, o Relatório de Tipificação de Carcaça Precoce, juntamente com o comprovante do pagamento.

Marca Novilho Super Precoce Em março de 2013 o Frigorífico São João criou a marca Novilho Super Precoce, que oferece aos produtores uma bonificação exclusiva, a título de reconhecimento pela qualidade dos animais fornecidos ao Frigorífico São João. Essa bonificação é agregada ao valor total do gado abatido que deverá ser depositado no dia do vencimento acordado. Na Nota Fiscal de Entrada (contra-nota) é destacado no campo de observações o valor dessa bonificação. A bonificação da marca Super Precoce tem como meio de custeio o repasse do diferencial de preço na carne vendida aos nossos clientes, que exigem carne de qualidade e pagam preço diferenciado por ela. A classificação da marca Super Precoce é feita por um funcionário do Frigorífico São João, devidamente treinado e com bastante experiência no ramo de carne. Os critérios de avaliação da marca Super Precoce são independentes de raça e levam em consideração todos os critérios de Tipificação do programa Novilho Precoce, ou seja, para ser classificado como Super Precoce o animal tem que ser classificado como Precoce.


Não existe quantidade mínima para classificação da Marca Novilho Super Precoce. Além desses critérios o classificador avalia rigorosamente a qualidade da carcaça verificando os seguintes itens: - Cobertura de gordura uniforme em toda a carcaça; - Preenchimento de carcaça; - Costela menos curvada e mais grossa; - Coxa grossa, redonda, bem cheia; - Filé grosso e bem preenchido; - Paleta bem preenchida.

Marca Black 1950 O Frigorífico São João criou a marca BLACK 1950, que tem como foco a seleção das melhores carcaças abatidas no frigorífico, com valorização da precocidade, do terminamento de gordura e principalmente do marmoreio obtido nestas carcaças, este programa é custeado pelo Frigorífico São João. A classificação dos animais é realizada por um certificador / veterinário devidamente treinado pelo Frigorífico São João, com base nos critérios abaixo: - Animais de raças diversas; - Novilhas e novilhos castrados até 4 dentes; - Cruzamento com raças leiteiras não são aceitos em qualquer grau; - Acabamento de gordura: animais são classificados com padrão de gordura uniforme (grau 3), necessariamente bem distribuída em toda a carcaça; - Conformação da carcaça: não são aceitos animais com conformação côncava. CRITÉRIO: Individual, cada animal. DIFERENCIAIS: Considera-se castrado somente o animal com castração cirúrgica ou com burdizzo; animais inteiros não são classificados neste programa.

Carne Certificada Devon O Frigorífico São João foi o 1º frigorífico do Brasil a receber a credencial para abate e distribuição da Carne Certificada Devon, em abril de 2017, que é administrado pela Associação Brasileira de Criadores de Devon e custeada pelo Frigorífico São João. A classificação dos animais é realizada por um Certificador devidamente treinado pela ABCDevon (Associação Brasileira de Criadores de Devon). Os critérios de avaliação da Carne Certificada Devon são: - Animais da raça Devon (puros); - Animais oriundos de cruzamento com genética Devon, com raças zebuínas ou europeias desde que mantenham 50% de genética Devon; - Em todos os cruzamentos o técnico certificador da ABCDevon poderá desclassificar o animal cujo fenótipo não apresente as características de referência com o determinado grau de sangue aceito; - Cruzamento com raças leiteiras não serão aceitos em qualquer grau de sangue; - Acabamento de gordura: animais serão classificados com padrão de gordura uniforme (grau 3), necessariamente bem distribuída em toda a carcaça; - Conformação da carcaça: não são aceitos animais com conformação côncava. Serão considerados Machos Castrados, independentemente do método de castração, aqueles animais que não apresentem características de machos inteiros na carcaça. Animais inteiros só são classificados se forem dente de leite, com padrão de gordura uniforme (grau 3), necessariamente bem distribuída em toda a carcaça. Animais Castrados e Fêmeas são classificados até 04 dentes, com padrão de gordura uniforme (grau 3), necessariamente bem distribuído em toda a carcaça.

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PESTE SUÍNA

PESTE SUÍNA AFRICANA Desafio do Brasil é manter animais livres da doença letal e sem cura, mas que não afeta humanos

Quando em setembro de 2018 o vírus da peste suína africana (PSA) foi identificado em suínos de subsistência na China, o mercado mundial entrou em pânico. Afinal, uma doença altamente contagiosa e que não tem cura nem tratamento poderia ter um efeito devastador no país que tem o maior rebanho (cerca de 428 milhões de cabeças, mais da 32

metade da população de suínos do mundo), a maior produção (54 milhões de toneladas de carne no ano passado, mais que a soma dos outros nove maiores produtores mundiais), o maior consumo (55 milhões de toneladas de carne, 18 vezes maior que no Brasil, quinto no ranking mundial) e a maior importação (1,56 milhão de toneladas). O motivo do temor? A peste suína africana é uma doença altamente contagiosa e que não tem cura nem tratamento. Ela acomete suínos e javalis, mas não causa efeitos em humanos. O vírus da PSA foi identificado pela primeira vez na África, no início do século 20, e se estima que chegou à Europa em 1957 por meio de restos de alimentos servidos em aviões contendo produtos derivados de suínos contaminados com PSA. No Brasil, o vírus foi identificado em 1978 em suínos de subsistência, em Paracambi, no Rio de Janeiro. A PSA foi erradicada e o Brasil é considerado livre da doença desde 1984. “A PSA é causada por um vírus DNA. Já foram identificados 24 genótipos diferentes desse vírus. A maioria é altamente virulenta, ocasionando taxas de mortalidade elevadas”, diz o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Luizinho Caron. Ele explica que o vírus da PSA tem o potencial de se disseminar rapidamente e ser extremamente resistente à inativação. A principal via de transmissão é pelo contato direto entre suínos infectados ou através da ingestão por esses animais de produtos de origem suína contaminados com o vírus (esta tem sido frequentemente a via pela qual o vírus se disseminou por longas distâncias). “Outra via de transmissão, mas menos comum, com exceção de países na África, é por carrapatos, quando estes sugam o sangue de suínos infectados e depois se alimentam de outros suínos”, explica o pesquisador. Doença de notificação obrigatória aos órgãos oficiais nacionais e internacionais de controle de saúde animal, a PSA tem potencial para rápida disseminação e drásticas consequências socioeconômicas. “O impacto da introdução da


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PESTE SUÍNA PSA nos Estados Unidos foi estimado em US$ 16,5 bilhões apenas no primeiro ano de surto. Uma avaliação superficial da introdução do vírus na população de suínos do Brasil mostra que o prejuízo ficaria em torno de US$ 5,5 bilhões, baseado no número de suínos abatidos por ano. Porém, fica difícil estimar os custos para o cenário brasileiro, devido às particularidades da produção e diferenças nos sistemas de vigilância e monitoria”, diz a pesquisadora e chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella. Uma vacina já está em desenvolvimento pelo USDA, órgão da agricultura do governo norteamericano. Mas, enquanto ela não é aprovada e comercializada, em casos de surtos da doença o abate sanitário dos animais e a destinação adequada das carcaças são obrigatórios. Não há números oficiais, ao menos divulgados, mas se estima que o abate de animais na China por causa da peste suína africana já chegou a dezenas de milhões.

Onde o vírus surgiu e como se espalhou pelo mundo? O vírus se estabeleceu há muito tempo em um ciclo silvestre no leste e no sul da África, envolvendo transmissão entre os suídeos selvagens africanos e uma espécie de carrapato. Depois de sua introdução em suínos domésticos no Quênia, nos anos 1920, a PSA disseminou-se para a maioria dos países da África Subsaariana. Em 1957, a doença foi introduzida em Portugal por meio de restos de alimentos de aeronaves contendo produtos derivados de suínos contaminados com PSA. A doença permaneceu endêmica na Espanha e em Portugal desde aquela época até meados da década de 1990, espalhandose posteriormente para outros países europeus (Itália, França, Holanda, Bélgica, Malta) e para a América do Sul e o Caribe. No Brasil, o vírus foi identificado em suínos de subsistência, em Paracambi, no Rio de Janeiro, em 1978, que haviam sido alimentados com restos de alimentos contaminados com o vírus de um voo proveniente de Portugal. A PSA foi erradicada em todos esses países, inclusive do Brasil, que é considerado livre. Em 1982 o vírus foi introduzido na Sardenha (Itália), onde permanece endêmico. Em 2007, a PSA surgiu e se espalhou na Geórgia, sudeste da Europa e Rússia. Em 2014 a PSA alcançou a Europa (Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia) e Ucrânia; em 2016, a Moldávia; e em 2017, a República Tcheca e a 34

Romênia. Em setembro de 2018, o vírus da PSA foi detectado em suínos de subsistência na China e na Romênia, e em javalis na Bélgica. A partir desta data, até agora, a doença já se espalhou por outros países, como Hungria, Mongólia, Vietnã, Camboja e Hong Kong.

Transmissão do vírus da PSA A PSA é transmitida principalmente pelo contato direto entre suínos infectados e suscetíveis (domésticos ou asselvajados, como os javalis) ou através da ingestão de produtos de origem suína contaminados com o vírus. “Carcaças de animais infectados que morrem e ficam no ambiente são fontes importantes de transmissão e resultam em outras formas de dispersão do vírus e da doença”, explica a pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Virgínia Santiago Silva. Na Europa, o ciclo de infecção mais comum detectado é o de suínos que se infectam ao ingerir produtos cárneos de origem suína contaminados com o vírus da PSA, como salames e embutidos, oriundos de restos da alimentação humana. Após alguns dias, os animais iniciam a eliminação viral por meio das secreções e excreções. Além disto, o vírus persiste no sangue e nos tecidos após a morte, tornando-se fonte de infecção para outros suínos. “O vírus é estável em um amplo intervalo de temperaturas, não é inativado pela refrigeração e nem pela maturação da carne. Pode permanecer infeccioso por 11 dias nas fezes, por meses na medula óssea, por 15 semanas na carne refrigerada e congelada, e entre 3 e 6 meses em presuntos e embutidos curados não cozidos ou defumados”, diz Virgínia.

Sinais clínicos O período de incubação da doença em geral é de 4 a 19 dias e sua severidade está relacionada a diferentes fatores. “Vai depender, por exemplo, da virulência da estirpe viral, da via e dose de infecção e do status imune do animal hospedeiro”, diz a pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Rejane Schaefer. Rejane explica que em sua forma aguda a doença se caracteriza por vermelhidão e hemorragias na pele; anorexia; apatia; cianose e falta de coordenação motora dentro de 24-48 horas antes da morte; aumento da frequência respiratória; vômitos; diarreia (por vezes sanguinolenta); e secreções oculares. “Nesses casos, a taxa de mortalidade


PESTE SUÍNA geralmente se aproxima de 100%”, diz. “Já estirpes menos virulentas ocasionam sinais clínicos leves e muitas vezes inespecíficos, como febre ligeira, apetite reduzido, depressão, sinais respiratórios e aborto, que podem ser confundidos com muitas outras enfermidades em suínos e podem não levar à suspeita de PSA”, diz a pesquisadora. É importante o diagnóstico diferencial rápido, pois os sinais clínicos podem não ser tão acentuados no início. Animais que se recuperam de infecções se tornam portadores do vírus e se transformam em grandes problemas do controle da doença.

Diagnóstico e inativação do vírus O diagnóstico do vírus inclui técnicas moleculares e deve ser realizado em laboratórios oficiais com amostras de linfonodo, rim, baço, pulmão, sangue e soro. As técnicas de diagnóstico mais frequentemente utilizadas para a detecção e identificação do vírus da PSA são a imunofluorescência direta, teste de hemadsorção e PCR. Para programas de controle e erradicação da PSA é indicado o teste de ELISA para detecção de anticorpos. “O vírus é inativado, por exemplo, se exposto por 30 minutos a temperatura de 60ºC, por solventes que rompem seu envelope lipídico e por desinfetantes à base de amônia quaternária ou hipoclorito de sódio quando aplicados em superfícies de plástico, concreto ou aço por 10 minutos, desde que não haja sangue ou suco de carne sobre estas estruturas”, resume Danielle.

Prevenção da entrada do vírus no Brasil O Brasil tem um sistema de vigilância das síndromes hemorrágicas que inclui a realização de testes laboratoriais para PSA como diagnóstico diferencial de Peste Suína Clássica (PSC). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) implementou cuidados nas fronteiras e na importação de produtos agrícolas e alimentos de países onde a PSA está ocorrendo. “A prevenção em países livres da doença, como o Brasil, depende de políticas de importação rigorosas, garantindo que nem os suínos vivos infectados nem os produtos de origem suína oriundos de países ou regiões afetadas pela PSA sejam introduzidos nessas áreas livres”, diz Janice Zanella, chefegeral da Embrapa Suínos e Aves, lembrando que a Embrapa “tem o papel de fornecer informações sobre a doença, seu controle e os impactos na cadeia produtiva de suínos, subsidiando a tomada

de decisão dos órgãos competentes”. Ela explica que não existem pesquisas suficientes sobre a PSA no país porque é uma doença exótica para a suinocultura nacional. “Mas a Embrapa Suínos e Aves tem pesquisas lideradas pela pesquisadora Virgínia Santiago em monitoramento de javalis e suídeos asselvajados na zona livre de peste suína clássica, o que pode embasar estudos e análises de risco para a PSA”, diz. A analista da Embrapa Suínos e Aves, Danielle Gava diz que, caso ocorra um surto no país, as ações de controle da doença incluem o abate sanitário rápido de todos os suínos; a eliminação adequada de carcaças e limpeza e desinfecção completas das instalações; a designação da zona infectada, com controle de movimentação e trânsito dos suínos; e uma pesquisa epidemiológica detalhada, com rastreamento de possíveis fontes de infecção e de disseminação, além da vigilância da zona infectada e da área circundante.

Medidas de controle para evitar a PSA no Brasil • Políticas de importação rigorosas de suínos vivos e de produtos de origem suína de países ou regiões afetadas pela PSA. • Descarte adequado (que inclui o tratamento térmico) de resíduos de alimentos de aeronaves, navios ou veículos provenientes de países com ocorrência da PSA. • Não alimentar suínos com produtos cárneos de origem suína, oriundos de restos da alimentação humana. • Treinar veterinários reconhecer a doença.

e

produtores

para

• Caçadores que tenham participado de atividades de caça em países com ocorrência da PSA não devem trazer subprodutos da caça para o país. Os casos suspeitos devem ser reportados ao Serviço Veterinário Oficial Estadual. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem um Laboratório Oficial, o Lanagro, em Minas Gerais, com capacidade para diagnóstico da PSA. *Fonte: Embrapa

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BRF, DONA DA SADIA E DA PERDIGÃO, ESTUDA FUSÃO COM A MARFRIG Viabilidade do acordo será avaliada nos próximos 90 dias e, se vingar, a nova empresa deve chegar à liderança em diversos segmentos do setor alimentício A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, iniciou conversas para uma fusão com a Marfrig. A viabilidade do negócio será avaliada nos próximos 90 dias, podendo ser estendida por mais 30 dias. Se o negócio vingar, a nova empresa poderá alcançar a liderança em diversos segmentos, com foco de crescimento no mercado brasileiro e o Halal (destinado a países islâmicos). “A companhia também espera que a transação reduza a exposição aos riscos setoriais e gere sinergias, em virtude do equilíbrio e complementariedade de produtos, serviços e diversificação geográfica com relevância no Brasil, Estados Unidos, América Latina, Oriente Médio e Ásia”, explicou a BRF em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O comunicado, assinado pelo vice-presidente de Finanças Lorival Nogueira Luz, explica que o memorando de entendimentos não permite que as companhias negociem com outras empresas durante o período das avaliações econômicas. A expectativa é de que a fusão possa reduzir o nível de endividamento. A companhia ainda informou que, nesta nova empresa, os atuais acionistas da BRF teriam uma participação de 84,98% e os da Marfrig, 15,02%. O preço de partida para a fusão será a média das cotações dos últimos 45 dias. Apesar dessas premissas, a estrutura do que pode vir a ser a nova empresa não está definida. “Não há qualquer tipo de estrutura societária definida para a combinação, a qual pode incluir a consolidação dos ativos das duas companhias e de suas bases acionárias em uma nova sociedade, visando, inclusive, a diminuição do custo de capital da companhia combinada”, completa o comunicado. Caso a transação seja confirmada, ela terá que ser aprovada pelos acionistas, além das autoridades regulatórias. As ações da BRF fecharam em alta de 0,97% e as da Marfrig, estáveis. O fato relevante foi divulgado após o encerramento dos negócios na B3. 36


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POR QUE AS GIGANTES DO SETOR DE ALIMENTOS BRF E MARFRIG QUEREM SE JUNTAR? A principal razão para as fabricantes de alimentos BRF e Marfrig estudarem uma fusão, segundo plano divulgado pelas duas empresas, é financeira. Esqueça picanhas, sobre-coxas ou hambúrgueres. A principal razão para as fabricantes de alimentos BRF e Marfrig estudarem uma fusão, segundo plano divulgado oficialmente pelas duas empresas, é financeira. EXAME ouviu executivos, analistas e investidores para entender as motivações da união que criaria um gigante com 28 bilhões de reais de valor de mercado. A fusão vai ajudar a BRF a cumprir mais rapidamente a meta de reduzir a sua dívida, que atualmente é de 22 bilhões de reais, o equivalente a 7 vezes os ganhos operacionais. Diminuir a alavancagem é uma das

principais missões de Pedro Parente, que no ano passado assumiu a liderança do conselho de administração da companhia dona das marcas Sadia e Perdigão colocando fim a uma dura briga de acionistas. Desde abril de 2018, Parente tenta consertar os erros de gestão que levaram a BRF a registrar em 2016 o seu primeiro prejuízo anual da história, de 372 milhões de reais – ano passado, novo prejuízo, de 4,4 bilhões de reais. Apesar de todos os esforços, a BRF ficou a 800 milhões de reais de cumprir a meta de vender 5 bilhões de reais em ativos até o final de 2018 para abater a dívida. E os resultados vêm reagindo lentamente: a empresa registrou prejuízo de 1 bilhão de reais no período de janeiro a março deste ano, o terceiro

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FIQUE POR DENTRO trimestre consecutivo de perdas. Se concretizada a fusão, a companhia resultante teria endividamento de 3,7 vezes os ganhos operacionais, com receita total de cerca de 80 bilhões de reais. Ajudaria para a conta o fato de a Marfrig ter, no final de março, um endividamento menor, de 2,7 vezes a geração de caixa. “A nossa primeira impressão é de que a BRF pode se tornar uma empresa mais saudável. A transação poderia trazer uma melhora na nota de crédito da empresa e redução de despesas financeiras no futuro”, os analistas do banco Credit Suisse escreveram em relatórios a clientes. Do lado operacional, entretanto, sobram dúvidas. A operação surpreendeu porque significa uma forte guinada nas estratégias que as duas empresas vinham adotando. Ainda tentando reorganizar a sua longa e complexa cadeia produtiva, que junta uma operação agropecuária com uma industrial, a BRF dizia nos últimos meses que pretendia focar no que sabia fazer melhor, criar frangos e porcos, e simplificar as suas operações. Uma volta ao essencial, como seus executivos não cansavam de repetir. Esse processo de reorganização está apenas no meio. Na Marfrig, o plano era acelerar a expansão internacional. Com a transação, as duas companhias vão reincorporar atividades das quais haviam se livrado porque não se encaixavam bem nos seus negócios. Por alguns anos, analistas do mercado financeiro especularam sobre a possibilidade de uma fusão entre a BRF e a produtora de carne bovina Minerva, a terceira maior do país. A BRF chegou a deter uma participação de 6% na Minerva, sua mais importante fornecedora de carne bovina, mas a ideia de uma união nunca se materializou. Em 2009, a Marfrig comprou a produtora de frangos, suínos, embutidos e pratos prontos Seara da americana Cargill por 900 milhões de dólares. Por causa do alto endividamento e com dificuldade para integrar as operações, vendeu a Seara quatro anos depois para a JBS por 5,8 bilhões de reais. No final do ano passado, em meio aos esforços para reduzir o seu endividamento, a BRF vendeu para a Marfrig a sua subsidiária argentina de carne bovina QuickFood e uma fábrica de hambúrgueres, almôndegas e quibes bovinos em Mato Grosso. A BRF e a Marfrig também fizeram uma parceria para distribuir juntas esses produtos em quiosques nos supermercados. Foi então que as duas produtoras de alimentos começaram 38

a conversar sobre a possibilidade de se unirem definitivamente. Para a Marfrig, a fusão é a chance de dar o salto global que a empresa tanto ensaiou e deixou escapar quando vendeu a Seara. Depois de anunciar a venda de unidades na Europa e na Tailândia, a BRF vê na Marfrig a oportunidade de ganhar terreno nos Estados Unidos e no restante da América Latina, onde a sua potencial nova sócia é bem forte. Essa diversificação geográfica ajuda a companhia a diminuir riscos e amortecer eventuais perdas de receita quando enfrenta alguma dificuldade específica em determinada operação. No ano passado, por exemplo, unidades produtoras de frango da BRF foram impedidas de vender para a Europa por causa de questionamentos de qualidade decorrentes da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, que investigava a falsificação de laudos sanitários. O mercado de carnes e derivados está sempre sujeito a imprevistos. O da vez é a peste suína na China, que favorece essa operação ao aumentar a demanda do país asiático por carne importada. “Estima-se que leve pelo menos dois anos para a matriz suína se recuperar na China”, diz Illan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. A disparada neste ano de quase 50% no preço do milho, a principal base da ração animal, também pode ser mais bem enfrentada por uma empresa com maior poder de negociação com os fornecedores. Como as fábricas devem continuar separadas, já que os processos de processamento de frangos, suínos, bovinos, peixes e frutos do mar – que a Marfrig produz no Chile – são muito diferentes, as possibilidades de ganhos com a integração de operações são limitadas. As maiores oportunidades aparecem nas áreas administrativas, de marketing, distribuição e comercialização, e na compra de insumos. Mas nada que incite um otimismo entre analistas. “Temos opinião mais cautelosa aqui por conta da falta de sinergia vista nas últimas transações do setor, como a compra da Seara pela Marfrig e a fusão da Sadia com a Perdigão”, Thiago Duarte e Henrique Brustolin, analistas do banco de investimentos BTG Pactual, escreveram em relatório a clientes. O grau de aprendizado da BRF e da Marfrig com as suas recentes agruras vai determinar o sucesso ou fracasso da nova tentativa. Os acionistas da BRF não estão exatamente otimistas. *Fonte: Exame


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MARFRIG VAI ELEVAR EM 85% A PRODUÇÃO DE HAMBÚRGUERES NO MT Indústria pretende produzir, até o fim do ano, 5,5 mil toneladas mensais do produto A Marfrig Global Foods informou, em nota, que pretende aumentar a capacidade mensal de produção de hambúrgueres do complexo de Várzea Grande, MT, das atuais 3 mil toneladas para 5,5 mil toneladas até o final deste ano. A mudança representará um crescimento de quase 85%. A unidade produziu 2,5 mil toneladas de hambúrguer em abril e passou a produzir 3 mil toneladas em maio último. “A companhia está investindo em três novas linhas de produção de hambúrguer”, justificou o

CEO da operação América do Sul da Marfrig, Miguel Gularte. A Marfrig assumiu as operações do Complexo Industrial de Várzea Grande em abril deste ano. O complexo inclui um frigorífico com capacidade de abate de 2 mil cabeças/dia, adquirido da Minerva, e a unidade de processamento de carne, comprada da BRF no fim do ano passado. *Fonte: Portal DBO

PREÇO DA CARNE DE FRANGO DEVE TER ALTA NO MS No atacado a cotação média dos últimos cinco meses de 2019 subiu 21,4%

O preço da carne de frango em Mato Grosso do Sul deve subir no primeiro semestre deste ano. É o que projeta a Unidade Técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS. De acordo com a Federação, no atacado a cotação média dos cinco meses de 2019 valorizou 21,4% – registrando R$ 5,39 o quilo contra os R$ 4,44 de igual período do ano passado. “O desempenho positivo na ponta atacadista poderá refletir em melhor remuneração para o avicultor”, diz a analista técnica da Federação, Eliamar Oliveira. Em relação a oferta da matéria-prima, a economista destaca que no estado houve uma

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redução no acumulado do ano. “O relatório do Mapa mostra queda entre janeiro e maio deste ano em relação ao ano anterior, saindo de 69 milhões para mais de 66 milhões de aves”.


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INSCRIÇÕES NO PROGRAMA DE EFICIÊNCIA DE CARCAÇA DA MINERVA VÃO ATÉ AGOSTO Mais de 200 pecuaristas já se cadastraram Encerram no final de agosto as inscrições para o Programa de Eficiência de Carcaça (PEC), uma iniciativa da Minerva Foods junto à Phibro Animal Health com o intuito de apoiar produtores e reconhecer as melhores práticas de eficiência pecuária. Segundo a companhia, os pecuaristas de Goiás e Tocantins terão até o dia 31 de agosto para se inscreverem no PEC, por meio do site https://portal.minervafoods.com/ programa-eficiencia-de-carcaca. Conforme comunicado, até o momento mais de 200 pecuaristas já se cadastraram no programa. A Minerva conta que o programa foi desenvolvido com o objetivo de compartilhar conhecimento técnico e apresentar novas tecnologias para a produção de carne de qualidade superior, na qual o programa propicia maior integração de toda a cadeia produtiva. 42

“Essa iniciativa de aproximação do pecuarista com a indústria permitirá ampliar as oportunidades dos produtores. Os critérios de avaliação da padronização da produção consideram a uniformidade do lote, peso padronizado, acabamento adequado, menor idade e pH adequado da carne”, diz a nota. Apresentado em outubro de 2018, o Programa de Eficiência de Carcaça (PEC) pretende ser ampliado pela companhia para pecuaristas de outras regiões em que a empresa atua até o próximo ano. De acordo com a Minerva, nesta edição os participantes serão reconhecidos e premiados pelos melhores conjuntos de carcaças, dentro de quatro categorias (PEC Grand Prix, PEC Ouro, PEC Prata e PEC Bronze).


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JBS ANTECIPA PAGAMENTO DE R$ 2,7 BI EM DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS A JBS (JBSS3) comunicou que concluiu o pagamento de R$ 2,7 bilhões relacionados ao pagamento de parte das dívidas reguladas pelo Acordo de Normalização entre a companhia e as instituições financeiras do Brasil. Com isso, a empresa espera reduzir o acúmulo de dívidas e, consequentemente, de

despesas, além de estender o prazo médio de pagamento para 6,1 anos. O resto do saldo de dívidas agora ficou em R$ 6,3 bilhões. As instituições que faltam receber o pagamento são: Banco do Brasil (BBAS3), Banco da China, Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11).

INVESTIGAÇÃO DA J&F ENTRA NA RETA FINAL

As investigações internas feitas pela J&F Investimentos no âmbito do acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) serão concluídas até o fim do ano. A holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista terminou as apurações na Âmbar, Eldorado Brasil, Banco Original e Flora. Nas companhias mais importantes do grupo - JBS, Seara e a própria J&F -, as investigações estão na reta final.

“Acho que neste ano terminamos”, disse, em entrevista ao Valor, o diretor de compliance da J&F, Emir Calluf. As investigações tiveram início há um ano e meio, e resultaram em um volume “enorme” de dados. “Foram mais de 600 pessoas entrevistadas e 200 terabytes de dados”. Até agora, as investigações custaram cerca de R$ 105 milhões aos cofres da J&F. Desse total, R$ 90 43


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milhões foram gastos no ano passado. As apurações, a cargo de escritórios de advocacia especializados, envolvem uma série de outras empresas, o que torna o procedimento caro. Para ter acesso ao conteúdo de um computador, por exemplo, a investigação precisa de um cartorário (responsável por garantir que o conteúdo foi capturado corretamente). Além disso, o escritório responsável pelas apurações contrata uma empresa de análise forense (normalmente, grandes firmas de auditoria como EY, Delloite, KPMG e PwC). Por fim, há uma terceira empresa cuja função (“shadow”) é acompanhar paralelamente o andamento das investigações. “Isso tudo é registrado em uma cadeia de custódia para saber que essa cadeia não foi quebrada. Passa por softwares complexos que conseguem detectar se algo foi deletado”, explicou Calluf, enfatizando a complexidade da tarefa. Segundo ele, os resultados das apurações incluindo os dados brutos - são entregues ao MPF, que pode utilizar as informações para embasar inquéritos já abertos ou iniciar novas investigações. No caso da J&F, os principais interlocutores no MPF são os procuradores da força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos investimentos de fundos de pensão de companhias estatais. Mas esse não é o único ponto de contato da J&F com o MPF, disse Calluf. Com os resultados das apurações, a J&F também municia os procuradores do Paraná responsáveis pela Operação Carne Fraca. Em seu acordo de delação premiada, Wesley Batista, então presidente da JBS, prometeu dar detalhes sobre uma mesada mensal de até R$ 20 mil paga a fiscais. À época, o empresário alegou que o objetivo do ‘mensalinho’ era pagar “horas-extras” para os fiscais. De acordo com o diretor de compliance da J&F, 44

os documentos referentes a esse anexo da delação do empresário estão sendo entregues, mas não há uma lista específica com os nomes dos fiscais e agentes sanitários que receberiam ilegalmente. A “lista do Wesley” chegou a atemorizar o Ministério da Agricultura. Em Brasília, representantes do governo chegaram a dizer que ela incluiria 200 pessoas. “Nós continuamos colaborando com as investigações da Carne Fraca, porque elas são extensas, no Brasil todo. Mas não tem lista. Obviamente que a nossa justiça é lenta e as coisas demoraram, mas a colaboração continua. Apesar de não aparecer, ela é constante”, afirmou ele. “Além de municiar o MPF a partir das investigações internas, a J&F segue estruturando seu programa de compliance. Para isso, a holding investiu, desde o ano passado, cerca de R$ 90 milhões”, disse Calluf. Agora em junho, a J&F também fará o pagamento da quarta parcela de seu acordo de leniência. Com isso, a holding terá pago R$ 200 milhões da multa total de R$ 10,3 bilhões. Ao Valor, o diretor de compliance da J&F defendeu a manutenção da validade do acordo de leniência. Segundo ele, uma decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), já indicou que a leniência é independente da delação premiada, na contramão do que o MPF argumentou recentemente. Como a delação premiada dos irmãos Batista e outros dois executivos (Ricardo Saud e Francisco de Assis) ainda pode ser rescindida, os procuradores do MPF indicaram que a própria leniência poderia ser rescindida. Para Calluf, seria estranho rescindir a leniência da holding tendo em vista que três dos delatores da J&F não tiveram a colaboração contestada. *Fonte: Valor Econômico


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MCDONALD’S LANÇA PRIMEIRO SANDUÍCHE CRIADO EM UM REALITY SHOW O McDonald’s apresentou o ParmaMelt, nova opção da Linha Signature. É o primeiro sanduíche da rede criado em um programa de televisão. A dona da receita é a jovem chef brasileira Raissa Ribeiro, vencedora do reality show “A Grande Causa”, patrocinado pela marca e exibido no canal FoodNetwork. Além de Raíssa, participaram do programa os chefs Santiago Palma (Argentina), Salvador Orozco (México) e Andrés Prieto (Colômbia). O sanduíche criado por ela será vendido em 1.500 restaurantes do McDonald’s no Brasil, México, Colômbia e Argentina. Como parte da iniciativa, além de dar a oportunidade a uma jovem profissional, a rede também fará uma doação a instituições que trabalham para que os jovens na América Latina possam ter mais oportunidades de trabalho no futuro: Instituto Ayrton Senna (Brasil),

Aldeias Infantis SOS (Colômbia e México) e Fundação Sí (Argentina). O ParmaMelt é composto por: carne 100% bovina, pão brioche, maionese de ervas, alface americana, picles, presunto tipo parma e um delicioso Cheddar Melt suave. O novo sanduíche, bem como todos os outros da companhia, levam ingredientes cuidadosamente selecionados, em parceria com fornecedores renomados e certificados, o que garante a qualidade, sabor, segurança alimentar e integridade dos produtos entregues às mãos do cliente. A McOferta do ParmaMelt será vendida a partir de R$ 29,90 (1 carne) ou a partir de R$32,90 (2 carnes). *Fonte: Mundo do Marketing

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NOVO CONTROLADOR DA DANFOSS FACILITA ACESSO A APLICAÇÕES DE CO2 PARA VAREJISTAS DE PEQUENO PORTE Custo operacional reduzido • Eficiência energética • Pacote de segurança • Segurança alimentar

CO₂ facilitado • Não requer conhecimento abrangente de CO₂ • Configuração mais rápida com menos potencial de falha • Boa visão geral do serviço com status e controle manual O novo controlador AK-PC 572 MiniPack da Danfoss oferece uma solução de pacote completo para varejistas de pequenas lojas, que desejam se beneficiar do uso de CO₂ como refrigerante. Embora compacto e econômico, a novidade inclui grande parte da tecnologia contida no controlador do pacote AK-PC 781 – um produto conhecido por mais de uma década de confiabilidade comprovada em aplicações de CO₂. O AK-PC 572 MiniPack também torna o uso do CO₂ muito mais acessível, mesmo para aqueles que têm pouca ou nenhuma experiência com o fluido. A solução da Danfoss contém toda a funcionalidade essencial de um controlador de CO₂, mas com complexidade reduzida e facilidade de uso. O controlador da Danfoss vem com um assistente pré-configurado, aperfeiçoado para a configuração rápida e simples de sistemas CO₂. Características e benefícios do AK-PC 572 MiniPack:

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• Ferramenta de programação para PC para teste e serviço rápido de FAT

Solução de hardware econômica • Hardware dedicado para MiniPack • Requer pouco espaço no painel elétrico

Design do rack integrado • Controle de capacidade com velocidade variável e Bitzer Ecoline com desacoplamento de cilindros (controle Danfoss de CRII) • Simples de integrar com sistema de aquecimento separado

Solução flexível • Booster com até 5 compressores ou grupo de sucção simples • Controle do gascooler e do tanque de líquido • Recursos opcionais, como recuperação de calor, descarga de gás quente e injeção de líquido


FIQUE SABENDO

SCHMERSAL PLANEJA AUMENTAR EM 15% INVESTIMENTO NO BRASIL EM 2019 Multinacional alemã líder mundial em sistemas de segurança para máquinas industriais, a Schmersal fechou 2018 com crescimento de 6,5% no Brasil e a expectativa para 2019 é um aumento de 12% na operação brasileira. “Nossa projeção é de que, em quatro anos, o volume de negócios na América Latina duplique”, comenta Rogério Baldauf, diretorsuperintendente da Schmersal. Para 2019, a companhia projeta ainda um aumento de 15% nos investimentos, comparado com o ano anterior. “Planejamos investir principalmente no desenvolvimento de novos produtos, em máquinas para a produção e em softwares de gestão”, acrescenta Baldauf.

Reconhecimento - A empresa figura pelo 7º ano consecutivo entre as “Melhores Empresas para Trabalhar - Brasil”. Na 22ª edição da pesquisa realizada pelo Great Place to Work®, a Schmersal conquistou o 2º lugar na categoria Médio Porte – Multinacionais, que contou com 35 empresas premiadas. Além de estar presente no ranking das melhores empresas para trabalhar no Brasil, a Schmersal conquistou pelo segundo ano consecutivo posição no ranking das 50 melhores empresas para trabalhar na América Latina na categoria “Pequenas e Médias Empresas” (de 50 a 500 funcionários). A empresa ficou em 20º lugar da 13ª lista anual das Melhores Empresas da América Latina do Great Place to Work®. 47


FIQUE SABENDO

FÓRUM TECNOCARNE ABRE ESPAÇO PARA TEMAS DE RELEVÂNCIA DO SETOR DE PROCESSAMENTO DE PROTEÍNA ANIMAL Evento oferecerá apresentações sobre tendências e perspectivas, que auxiliarão na tomada de decisão e planejamento da indústria A 14ª edição da TecnoCarne será realizada entre os dias 06 e 08 de agosto, no São Paulo Expo. E pela primeira vez, a feira que é referência do setor da indústria de processamento de proteína animal da América Latina, promove o Fórum TecnoCarne, com o objetivo de oferecer aos visitantes palestras e debates sobre temas de destaque no mercado nacional e internacional. Nos dois primeiros dias da feira, o Fórum reunirá as principais lideranças do setor, no mezanino do São Paulo Expo, com o objetivo de ser um ambiente em que a indústria se atualize sobre o cenário político econômico mundial e os seus impactos no negócio, além de apresentar novas tecnologias e aplicações na cadeia produtiva. “O Fórum TecnoCarne é um espaço para que os representantes das principais indústrias do setor de processamento de carne se encontrem e possam, de maneira democrática, debater as oportunidades e desafios da atividade, bem como tenham a oportunidade de conhecer as tendências para o crescimento da cadeia brasileira”, afirma o diretor do evento, Hermano Pinto. Dentre os temas que serão trabalhados durante o Fórum está Indústria 4.0, com foco na apresentação das novas tecnologias para o setor; a participação da indústria brasileira no mercado internacional, incluindo os números e oportunidades para a exportação de carne; novidades quanto à legislação, enfatizando as novas regulamentações e dificuldades para certificação; as mudanças na segurança do trabalho e os impactos na indústria, além de análises para redução de custos e aumento da produtividade. “Contaremos também com a presença de altos executivos da indústria de processamento, que participarão do Fórum como ouvintes e também apresentando cases práticos de sucesso, que servirão 48

como norte para a tomada de decisões a favor do setor”, enfatiza o diretor. A programação completa do Fórum TecnoCarne está disponível em https://www.tecnocarne.com.br/ pt/forum-tecnocarne/Programacao.html. As inscrições podem ser feitas antecipadamente pelo site do evento www.tecnocarne.com.br, por e-mail priscila.c.nunes@informa.com ou pelo telefone (11) 4632-0467.

Ciclo de palestras O evento oferece também um espaço dedicado a difundir e promover a troca de informações entre os elos do setor, por meio de palestras gratuitas, promovidas em paralelo a programação da feira. Para participar do Ciclo de Palestras os interessados devem se dirigir ao local, antes do início de cada apresentação. O acesso é livre até a capacidade limite do auditório.

Canal de informação Desde 2017, a TecnoCarne conta com seu Canal Digital, que oferece durante todo o ano conteúdo exclusivo e gratuito sobre assuntos de relevância para o mercado de processamento de proteína animal. Acesse o Canal Digital TecnoCarne https://digital.tecnocarne.com.br/


FIQUE SABENDO

SENADO APROVA PROJETO QUE OBRIGA ALERTA SOBRE SÓDIO, AÇÚCAR E GORDURA EM RÓTULOS; TASTESENSE™, DA KERRY, É SOLUÇÃO PARA FABRICANTES SE ADEQUAREM Produto permite que fabricantes reduzam sal e açúcar mantendo as características de sabor O Senado aprovou, recentemente, o Projeto de Lei (PL) 2.313/2019, que obriga a indicação da composição nutricional nas embalagens de produtos com alto teor de açúcar, sódio e gorduras. A medida estabelece que as mensagens de advertência devem ser claras, destacadas, legíveis e de fácil compreensão, na parte frontal da embalagem. O projeto segue agora para votação final na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). Com os desafios de adequação enfrentados pelos fabricantes, a indústria já conta com soluções de alta performance para desenvolver produtos mais saudáveis e saborosos. Desde 2017, a Kerry, líder em Taste & Nutrition, trouxe para a América Latina uma linha de moduladores de sabor sob a marca TasteSense™, que ajuda que os fabricantes a melhorarem suas receitas por meio da redução de sal e açúcar e, ao mesmo tempo,

mantenham as características de sabor. O produto restaura a experiência sensorial com o objetivo de satisfazer as expectativas buscadas nos alimentos e bebidas de hoje pelo consumidor, que se mostra mais consciente sobre doenças como hipertensão e diabetes a cada dia. A linha TasteSense™ é composta por aromas naturais que ajudam a reduzir o açúcar e o sal em até 40% sem comprometer o sabor, dependendo do tipo de aplicação. Além de proporcionar o benefício do rótulo limpo, o TasteSense™ pode ser aplicado em bebidas alcoólicas e não alcoólicas, culinários, molhos, sopas, caldos, snacks, lácteos, panificados e pratos prontos. Para mais informações e entrevista com especialistas, entre em contato: Fernanda Fahel: fernanda@prconsultingamericas. com / 11 3078-7272

MINERTHAL ANUNCIA A CONTRATAÇÃO DE NOVO DIRETOR DE VENDAS

Albino Rotta Filho reforça o time e vem com a missão de expandir território e equipe comercial A Minerthal, uma das mais tradicionais fabricantes de suplementos para bovinos de corte e leite do Brasil, anuncia a contratação de um novo Diretor de Vendas. Quem ocupa o cargo a partir de agora é Albino Rotta Filho, que terá entre os seus desafios a missão de ampliar a equipe comercial e de potencializar a participação da empresa no mercado nacional. O novo Diretor de Vendas da Minerthal é formado em Administração de Empresas pela FAE (Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino) de São João da Boa Vista (SP) e possui mais de 30 anos

de experiência na área comercial, tendo consolidado sua carreira no agronegócio em empresas de saúde e nutrição animal. “É uma honra poder integrar o quadro de colaboradores de uma empresa como a Minerthal, que possui anos de tradição, é genuinamente brasileira, consolidada e respeitada no mercado pela qualidade dos seus produtos. Espero contribuir com meu trabalho e experiência, de forma significativa, para que possamos alcançar patamares ainda mais altos”, ressalta Filho. 49


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Edição de junho de 2019  

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