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Edição 125 | Maio | 2019

Sua revista com marketing 100% digital

China x EUA

China diz que concorda com os EUA em continuar negociações comerciais

JBS compra processadora de carne suína Segundo o grupo, a unidade está localizada na cidade de Saberi/RS

IFFA 2019 TRADIÇÃO E TECNOLOGIA DE MÃOS DADAS

Índia Brasil inicia exportação de carne de frango in natura 1


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Editorial Ilce Maria Silveira Diretora

Diretora Ilce Maria Silveira Administrativo e Financeiro financeiro@revistafrigonews.com.br Jornalistas Sheila Prates Márcia Ebinger jornalista@revistafrigonews.com.br Direção de arte Alice C. Sampaio Assinatura assinatura@revistafrigonews.com.br Antônio Silva antonio@revistafrigonews.com.br Carla Carmello carla@revistafrigonews.com.br Projeto Gráfico Figa | Design & Estratégia design.figa@gmail.com

Redação e Publicidade (19) 4141-9494

O mês de maio chegou e, com ele, veio também a realização da sempre esperada IFFA – a feira número 1 da indústria de carnes, que acontece a cada três anos. O evento teve lugar de 4 a 9 de maio, em Frankfurt, Alemanha, e reuniu as principais empresas do setor frigorífico, que apresentaram seus produtos mais recentes. O foco da feira esteve nas soluções para a produção segura, eficiente e econômica de carne. Fornecedores apresentaram um amplo espectro de produtos para empresas de grande a pequeno porte, desde operações industriais de processamento de carne até açougueiros individuais. Um resumo, em termos de números, do que aconteceu por lá está nas seguintes informações: - Participaram cerca de 67 mil visitantes de 149 países. - 70% de visitantes internacionais. - 1.039 expositores de 49 países. - 62% dos expositores eram de outros países. - 120 mil metros quadrados de espaço para exposições. Acompanhe tudo sobre a IFFA 2019 nesta edição da FrigoNews. Leia também sobre os detalhes das negociações comerciais que estão ocorrendo entre China e Estados Unidos. As declarações ligeiramente mais otimistas foram feitas depois que ambos os lados intensificaram sua guerra comercial, com a China anunciando detalhes de novas tarifas contra importações dos EUA, após a decisão dos EUA de tarifar importações chinesas. Além de tudo isso, temos, nesta edição, várias novidades nas seções de mercado internacional, fique por dentro e fique sabendo. Boa leitura!

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NOSSOS DESTAQUES 26 IFFA 2019 De 4 a 9 de maio as principais empresas do setor frigorífico apresentaram seus produtos mais recentes Foto: Mayekawa do Brasil

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Exportação Brasil inicia exportação de carne de frango in natura

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Duelo comercial China diz que concorda com os EUA em continuar negociações comerciais

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Grupo BRF Inscrições para programa de estágio com vagas no Paraná já estão abertas

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A BOMBA DE VÁCUO AUTORREGULÁVEL AJUDA A POUPAR ENERGIA Como fornecedora completa, a EG Fleischwarenfabrik Dieter Hein GmbH & Co. KG produz uma vasta gama de especialidades de carne e salsichas para clientes em toda a Europa e nos EUA

Na qualidade de empresa com consciência ambiental, ela sempre se empenhou em produzir com eficiência energética e preservando os recursos. Por esta razão, a empresa já centralizou, há alguns anos, o suprimento de vácuo para suas máquinas de embalar, aproveitando assim o enorme potencial da economia de energia. A Dieter Hein é a primeira processadora de carnes da Alemanha a usar a nova bomba de vácuo R 5 RA 0760 A PLUS da Busch em seu sistema central de vácuo, permitindo que a empresa poupe ainda mais energia. Além disso, esta bomba de vácuo está pronta para a Indústria 4.0, equipada com um controle de pressão incorporado e um CLP. A história da Fleischwarenfabrik Dieter Hein 6

começou há mais de 80 anos, com um açougue em Görlitz fundado pelo mestre açougueiro Georg Hein. Seu filho Dieter Hein continuou a tradição, abrindo uma pequena loja em Osnabrück, em 1961. O passo seguinte no desenvolvimento da empresa foi a inauguração da atual fábrica de carnes em Hasbergen, nos arredores de Osnabrück, em 1975. Em 1996, uma segunda fábrica foi aberta em Görlitz. Como fornecedora completa, a Dieter Hein produz cortes frios de carne para atacadistas, fabricando desde alimentos de conveniência prontos para servir – como almôndegas, hambúrgueres de carne kebab e bacon fatiado crocante – a produtos especiais para delicatessen, como carne crua, carne fria, presunto, carnes assadas, peru e muito mais. Os mais de 300 funcionários da fábrica em Hasbergen trabalham em três turnos, sendo o terceiro turno responsável pela limpeza. O produto é embalado utilizando um total de nove máquinas de termoformagem automáticas. Estas unidades estão ligadas a um suprimento de vácuo central, totalmente automatizado e com funcionamento sob demanda. A unidade de bombeamento a vácuo gera o vácuo grosseiro para pré-evacuação das câmaras de embalagem a 45 milibar. As válvulas de controle ativam uma unidade de bombeamento a vácuo fino assim que o sistema gera 45 milibar, momento em que um segundo processo de evacuação começa a reduzir as condições no embalamento a um nível de vácuo de 3 a 4 milibar. Um terceiro módulo de vácuo gera o vácuo para a termoformagem da película de base na estação de cada máquina de embalar. Em um esforço para reduzir ainda mais o consumo de energia, Thomas Pelke – como chefe de manutenção – e Bernd Wörner – chefe da divisão de


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INFORME PUBLICITÁRIO energia – decidiram testar a nova bomba de vácuo de palhetas rotativas R 5 RA 0760 A PLUS (Fig. 2) da Busch. Apresentada a especialistas comerciais na feira IFFA, em Frankfurt/Main, esta bomba de vácuo possui, como padrão, um motor de frequência controlada e uma unidade de controle integrada. O sensor de pressão mede permanentemente o nível de vácuo na entrada da bomba de vácuo. Como resultado, o R 5 0760 A PLUS pode responder rapidamente a qualquer mudança na demanda, ajustando a velocidade de bombeamento às necessidades existentes. O intervalo de controle estende-se de 35 a 60 hertz, equivalente a uma velocidade de bombeamento de 440 a 760 metros cúbicos por hora. A nova bomba de vácuo foi integrada ao suprimento de vácuo central no fim de 2018, substituindo a bomba de vácuo de palhetas rotativas não regulada com uma velocidade de bombeamento de 630 metros cúbicos por hora. Instalada há mais de 20 anos, essa bomba era responsável pela manutenção do vácuo grosseiro do sistema. A nova bomba de vácuo não foi ligada à unidade de controle de suprimento de vácuo central, uma vez que é autorregulável. O sistema de controle foi programado utilizando a tela integrada, embora isso fosse restrito à definição do nível de vácuo necessário para 45 milibar. Foram necessárias apenas algumas semanas de funcionamento para que os benefícios desta bomba de vácuo inteligente pudessem ser notados. No sistema central de vácuo anteriormente instalado, o vácuo grosseiro tendia a falhar quando várias máquinas de embalar precisavam repentinamente de uma maior velocidade de bombeamento e a bomba de vácuo já havia sido desligada porque o nível de vácuo necessário tinha sido atingido. Como resultado, a bomba de vácuo não regulada tinha de ser reiniciada primeiro e, consequentemente, levava mais tempo a atingir a velocidade máxima de bombeamento de 630 metros cúbicos por hora. A nova R 5 RA 0760 A PLUS mantém uma velocidade de 35 hertz. A esta velocidade, a bomba de vácuo consome cerca de 60% a 70% da potência nominal do motor de 18,5 quilowatts, enquanto mantém também o nível de vácuo definido. Assim, se a velocidade de bombeamento aumentar repentinamente (por exemplo, se várias máquinas de embalar forem ligadas ao mesmo tempo para operar na mesma velocidade), a R 5 PLUS reage imediatamente e pode aumentar a produção em até 120% até que a demanda tenha sido atendida. A tela de 7,5 polegadas permite que Bernd Wörner continue a acompanhar os dados gravados a qualquer 8

momento. Wörner notou que, em média, a R 5 PLUS funciona com apenas 60% de sua capacidade. Ela consome somente 60% a 70% da potência nominal do motor em energia elétrica, pois mantém o nível de vácuo definido. Com base nisso, o motor da bomba de vácuo consome de fato cerca de 6 a 8 quilowatts. Este número é mostrado diretamente na tela – uma característica particularmente útil quando se deseja obter o máximo de economia de energia durante a operação sem um impacto negativo na qualidade da embalagem ou no tempo de ciclo. A empresa consegue também analisar os dados registrados durante um longo período uma vez que os dados são armazenados permanentemente no CLP integrado. Os dados podem ser impressos em tabelas ou gráficos a qualquer momento. Assim que colocaram a bomba em operação, Bernd Wörner notou também outro benefício: “a bomba é praticamente silenciosa”. Mais precisamente, a bomba de vácuo gera um nível de ruído de apenas 70 dB(A) na velocidade máxima. Como gestor de energia da Dieter Hein, Bernd Wörner está muito satisfeito com os resultados do teste. Além de poupar ainda mais energia, esta bomba de vácuo permite que a empresa reaja especificamente às necessidades energéticas das máquinas de embalar, além de registrar dados permanentemente no CLP integrado e vincular esses dados ao CLP das máquinas de embalar ou à unidade de controle do CLP. Para saber mais acesse: vendas@buschdobrasil. com.br


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TECNOCARNE

EVOLUÇÃO DAS EMBALAGENS DE CARNES TRAZ FUNÇÕES QUE VÃO ALÉM DO SIMPLES EMBALAR Indústria de processamento de proteína animal poderá conhecer as novidades do setor na 14ª edição da TecnoCarne, em São Paulo

A forma como a carne é embalada e oferecida nos mercados atualmente passou por um grande processo de evolução nos últimos anos, quando a embalagem deixou de ter uma única função, que vai além do que apenas embalar e proteger o produto. Com um público cada vez mais exigente, em busca de qualidade e benefícios para a saúde, a procura é maior por alimentos frescos e mais naturais. Frente a esta demanda do mercado, as empresas especializadas do setor passaram a focar seus investimentos em pesquisas e novas tecnologias. O fracionamento de carnes é responsável pela conquista de novos adeptos e movimentação da indústria de embalagens, que cresceu 1,96%, em 2017, segundo estimativas da Associação Brasileira de Embalagem (Abre). Assim, os consumidores têm optado por alimentos embalados, o que facilita a compra, diminui as filas nos açougues, bem como reduz a necessidade de manipulação dos produtos. Com este cenário do mercado, passou-se a investir cada vez mais em processos tecnológicos que prolongam o tempo de prateleira dos produtos. Segundo o estudo “A mesa dos Brasileiros”, divulgado em parceria entre Fiesp e Ciesp sobre o comportamento de consumo do brasileiro, em 2017, 38% dos entrevistados responderam que não se importam em pagar mais por um produto industrializado que apresente uma embalagem prática. Na mesma pesquisa, o item é considerado um dos mais importantes na decisão de compra para 5% dos brasileiros. Essa mesma porcentagem deve aumentar 10

na próxima década, alcançando 8%. “O mercado tem passado, nos últimos anos, por mudanças importantes de conceito, que levaram o setor industrial a se reinventar, por meio de pesquisas e inovações que atendam as demandas, preservando e valorizando a qualidade do que é oferecido ao consumidor final. Para isso é importante que o empresário invista em equipamentos e tecnologias de embalagens dos produtos e tornem seu negócio atraente aos olhos do mercado”, afirma Hermano Pinto, diretor da TecnoCarne, feira de referência do setor da Indústria de Processamento de Proteína Animal da América Latina, que será promovida entre os dias 6 e 8 de agosto, no São Paulo Expo. Dentre as tecnologias de embalagens que têm ganhado destaque no mercado está a que utiliza a técnica de atmosfera modificada. No processo, a atmosfera existente é substituída por uma mistura de gases compostos por dióxido de carbono, nitrogênio e oxigênio. O recurso prolonga a data de validade do alimento, mantém a qualidade e protege do contato manual e transporte do produto. Outra tecnologia muito vista na comercialização de carne fresca é o uso das embalagens a vácuo, que acondicionam peças inteiras e também pequenas porções. Com o uso dessa técnica, o produto não tem contato com o oxigênio, responsável pela oxidação dos lipídeos e necessário para o crescimento microbiano.

TecnoCarne traz novas tecnologias para embalagens Novas tecnologias de embalagens de proteína animal, com equipamentos e processos, poderão ser conhecidas de perto durante a 14ª edição da TecnoCarne. A feira é


TECNOCARNE realizada a cada dois anos, pela Informa Exhibitions, e tem por objetivo oferecer soluções para que todos os processos da indústria sejam 100% eficazes. Assim, mais de 300 marcas nacionais e internacionais estão confirmadas para a edição deste ano e prometem trazer o que há de mais moderno e tecnológico para o processamento de carne bovina, suína, aves e peixes.

Fórum inédito O evento realizará pela primeira vez o Fórum TecnoCarne, que oferecerá aos visitantes da feira palestras e debates sobre temas de destaque no mercado nacional e internacional, como: Indústria 4.0 – Novas tecnologias; Participação da indústria brasileira no mercado internacional; Cenário político econômico atual e seus impactos na indústria processadora; Legislação – Novas regulamentações e Dificuldades para certificação; Mudanças na Segurança do Trabalho e impactos na indústria; Redução de custos e aumento de produtividade; entre outros assuntos.

Canal de informação Desde 2017, a TecnoCarne conta com seu Canal Digital, que oferece durante todo o ano conteúdo exclusivo e gratuito sobre assuntos de relevância para o mercado de processamento de proteína animal. Acesse o Canal Digital TecnoCarne https://digital. tecnocarne.com.br/

Sobre a TecnoCarne Promovido pela Informa Markets, o evento ocorre a cada dois anos. Para esta edição, mais de 300 marcas nacionais e internacionais vão trazer o que há de mais inovador no mercado, em busca de oferecer alta qualidade e produtividade na indústria de processamento de carnes bovina, suína, aves e peixe. A TecnoCarne terá uma grande variedade de equipamentos e soluções para frigoríficos e empresas varejistas, atacadistas, indústria processadora de alimentos, distribuidoras, abatedouros e ao agronegócio. Durante a TecnoCarne, mais de 15 mil visitantes, de 25 países, são esperados para acompanhar de perto as oportunidades de negócios em toda a cadeia produtiva animal com soluções em Ingredientes e Aditivos, Embalagens e Tripas, Refrigeração, Logística, Produtos e Serviços, Rastreabilidade, Softwares, Paletes, Transporte e Armazenagem, Tratamento de Efluentes e Higienização, Máquinas, Equipamentos e Acessórios, Automação Industrial e Comercial, e Reciclagem de subprodutos de origem animal. 11


MERCADO INTERNACIONAL

BALANÇA COMERCIAL TEM SUPERÁVIT DE US$ 3 BILHÕES NO INÍCIO DE MAIO Resultado, divulgado pelo Ministério da Economia, leva em consideração dados contabilizados até começo do mês de maio. No ano, saldo positivo soma US$ 19,41 bilhões

O Ministério da Economia informou que a balança comercial registrou superávit de US$ 3,027 bilhões no começo de maio. O resultado foi contabilizado até a primeira semana de maio. Quando as exportações superam as importações, o resultado é de superávit. Quando acontece o contrário, o resultado é de déficit. De acordo com o governo, as exportações no período somaram US$ 8,034 bilhões (alta de 24,7% na comparação com maio de 2018). As importações, ainda segundo o governo, totalizaram US$ 5,007 bilhões (aumento de 13,3% na mesma comparação). Nas exportações, houve aumento nas vendas de produtos manufaturados (+36,6%), semimanufaturados (+28,8%) e, também, de produtos básicos (+23%). Nas importações, aumentaram os gastos com cereais e produtos da indústria da moagem (+96,8%), adubos e fertilizantes (+39,0%), químicos orgânicos e inorgânicos (+25,7%), equipamentos mecânicos (+18,1%), equipamentos eletroeletrônicos (+16%).

Acumulado do ano De acordo com o Ministério da Economia, até a primeira semana de maio, a balança comercial registrou superávit de US$ 19,411 bilhões na parcial deste ano. Embora o saldo acumulado do ano seja positivo, houve queda de 7,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o superávit chegou a US$ 20,982 bilhões. De acordo com o governo federal, no acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 80,183 bilhões – média diária de US$ 900 milhões (queda de 2,3% na comparação com o mesmo período do ano passado). As importações, ainda segundo o governo, somaram US$ 60,772 bilhões no acumulado de 2019 – média diária de US$ 682 milhões (queda de 0,8% em relação ao mesmo período de 2018). 12

Ano de 2018 e projeções No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 58,3 bilhões. Com isso, o saldo positivo, assegurado principalmente pela exportação de produtos básicos, ficou 13% abaixo do de 2017. A expectativa do mercado financeiro para este ano é de nova queda do saldo comercial. Segundo pesquisa realizada pelo Banco Central na semana passada, a previsão para 2019 é de um saldo positivo de US$ 50 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior. O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 40 bilhões para este ano, com exportações em US$ 247 bilhões e importações no valor de US$ 207 bilhões. O Ministério da Economia estima um superávit (exportações menos importações) que some US$ 50,1 bilhões neste ano, com US$ 245,9 bilhões de exportações e US$ 195,8 bilhões de compras do exterior. *Fonte: G1


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MERCADO INTERNACIONAL

BRASIL INICIA EXPORTAÇÃO DE CARNE DE FRANGO IN NATURA PARA ÍNDIA

Estima-se que o consumo de carne de frango na Índia continuará crescendo a uma taxa de 7 a 8% ao ano quantidade chega a 44,6 kg/ano, enquanto a média mundial fica em 11,9 kg/ano.

Mercado

A autoridade sanitária da Índia aprovou a primeira permissão de importação para carne de frango in natura brasileira, desde o acordo sanitário firmado entre os dois países, em 2008. O anúncio foi feito pela ministra do Mapa, Tereza Cristina, e destacado pelo presidente Jair Bolsonaro, em publicação no Twitter. De acordo com o Mapa, a carne de frango é a proteína animal mais consumida na Índia e estima-se que esse mercado vá continuar crescendo a uma taxa de 7 a 8% ao ano. O crescimento se deve aos novos padrões de consumo moldados por maior urbanização e pelo aumento da renda da classe média. A expectativa do governo brasileiro é que as importações indianas aumentem na medida da expansão do mercado. Ainda assim, o consumo per capita de carne de frango na Índia ainda é relativamente baixo, de apenas 3,5 quilos/ano. No Brasil, essa

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De acordo com o presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra, as lideranças do setor trabalharam muito para alcançar o mercado indiano e esperam pelo seu crescimento. “Fizemos várias missões para lá. É uma nação com 1,2 bilhão de bocas e, praticamente, 400 mil já saíram do vegetarianismo e estão consumindo proteína animal. Mas consomem pouco. Há, sem dúvida, chance de crescer e melhorar, é um mercado complicado, mas é uma boa notícia”, disse. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional de Brasília, Turra explicou que o Brasil precisa continuar investindo na sanidade e fiscalização para garantir a qualidade do produto e fidelizar os mercados internacionais. De acordo com ele, entretanto, o grande consumidor da carne de frango brasileira é o mercado interno. Das 13 milhões de toneladas de proteína produzidas ao ano no país, 9 milhões de toneladas são consumidos aqui. A partir da medida anunciada, todas as plantas frigoríficas registradas no SIF (Serviço de Inspeção Federal) podem exportar carne de frango in natura para a Índia, desde que observados os requisitos acordados. Em 2018, os principais destinos da carne de frango brasileira foram Arábia Saudita (US$ 805 milhões), China (US$ 800 milhões) e Japão (US$ 722 milhões). *Fonte: O Globo


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MERCADO INTERNACIONAL

UE E MERCOSUL TENTAM AVANÇAR EM ACORDO, E SETOR DE CARNE NA FRANÇA PROTESTA Acordo entre blocos está em discussão há quase 20 anos A União Europeia (UE) reiterou no início de maio sua vontade de alcançar um acordo comercial com os países do Mercosul, que tem um novo capítulo esta semana em Buenos Aires. O acordo está em discussão há quase 20 anos. A UE “está comprometida a avançar decididamente na conclusão das negociações sobre acordos de livrecomércio ambiciosos e equilibrados com o Mercosul e o Chile”, afirma uma declaração dos 28 países do bloco. Os europeus e os países do Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - iniciaram em 1999 a negociação deste acordo comercial que estagnou novamente em 2018, apesar de ambas as partes garantirem que estavam na reta final. Os negociadores-chefes estão reunidos para ver “como avançar”, disse uma fonte europeia, afirmando que eles também devem abordar quando realizar a próxima rodada de negociações. A última aconteceu em março. A reunião ocorre em plena campanha das eleições para o Parlamento Europeu no bloco. Neste contexto, o setor de carne na França, dos criadores de gado até os açougueiros, expressou sua preocupação em uma carta aberta à Comissão Europeia diante da possibilidade de Bruxelas chegar a um acordo comercial com os quatro países. “Como não ficarmos preocupados quando a Comissão Europeia parece mais decidida a alcançar um acordo com o Mercosul, ou a retomar as negociações comerciais com os Estados Unidos - o que significa oferecer a nossos cidadãos cada vez mais carne que não cumpre as normas ambientais, sanitárias e de bem-estar que impomos a nós mesmos -, do que a proteger a saúde dos consumidores e a sustentabilidade das nossas atividades?”, questionou o presidente da Interprofissional da Carne (Interbev), Dominique Langlois. Ele ainda demonstrou preocupação com os sinais 16

“negativos e contraditórios” enviados pela Europa sobre a soberania alimentar do continente e da luta contra o aquecimento global. “Embora devesse oferecer a seus setores os meios para produzir, processar e comercializar localmente”, a Europa “prefere submeter” os produtores e processadores a uma “concorrência internacional desleal, com grandes volumes de carne que não cumpre nenhuma norma”, acrescenta Langlois. Além disso, ele critica a “estigmatização da carne vermelha”, enquanto o setor pecuário francês “se comprometeu” em favor de “comer melhor”. Sobre um possível acordo entre a UE e o Mercosul, o secretário do Comércio Exterior do Brasil, Lucas Ferraz, disse à agência Bloomberg em 8 de maio que um acordo comercial “nunca esteve tão próximo”. “Fizemos mais progressos em quatro meses do que em 20 anos”, garantiu. A França, que sempre defendeu seus agricultores, não bloqueia mais as concessões sensíveis no setor agrícola para abrir as fronteiras da UE aos produtos sul-americanos, acrescentou. Em sua opinião, é o Brasil que deve concluir os trabalhos técnicos para avançar. No cenário mais otimista, citado pela Bloomberg, um acordo de princípio poderia ser alcançado nesta semana durante uma rodada de negociações em Buenos Aires ou, na falta deste, em junho, após as eleições europeias. O acordo UE-Mercosul, que está em discussão há quase 20 anos, é o maior já assinado pelos europeus. As negociações, que pareciam estar prestes a se materializar nos últimos meses, colidiram com as divergências entre o Brasil e a UE, especialmente em termos de acesso de carne e açúcar aos países da UE e ao setor automotivo. *Fonte: Por France Presse


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MERCADO INTERNACIONAL

CHINA DIZ QUE CONCORDA COM OS EUA EM CONTINUAR NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS

Trump disse na véspera que se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, e que espera que suas discussões sejam “muito proveitosas” A China e os Estados Unidos concordaram em continuar conversando sobre sua disputa comercial, disse o governo chinês, depois de o presidente norteamericano, Donald Trump, ter afirmado achar que as discussões recentes em Pequim terão sucesso. As declarações ligeiramente mais otimistas foram feitas depois que ambos os lados intensificaram sua guerra comercial, com a China anunciando detalhes de novas tarifas contra importações dos EUA, após a decisão dos EUA de tarifar importações chinesas. O gabinete do representante de Comércio dos EUA disse que planeja realizar uma audiência pública no mês de junho sobre a possibilidade de adotar tarifas de até 25% em mais US$ 300 bilhões em importações da China. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, e que espera que suas discussões sejam “muito proveitosas”. A perspectiva de a economia global ser afetada por uma disputa mais acirrada entre EUA e China preocupou os investidores e levou a uma forte venda generalizada nos mercados acionários na última semana. Mas a China não será intimidada, acrescentou ele. “Esperamos que os EUA não julguem mal a situação e não subestimem a determinação da China em proteger seus interesses.” Fontes ouvidas disseram que as negociações entraram em colapso depois de a China ter tentado retirar compromissos de um esboço de acordo sobre mudanças em suas leis para permitir novas políticas em questões como proteção da propriedade intelectual e transferências forçadas de tecnologia. 18

Geng disse que a China mostrou sinceridade ao enviar uma delegação de alto nível aos EUA para discussões, e que a China permanece calma diante da pressão.

“Meu entendimento é de que a China e os EUA concordaram em continuar buscando discussões relevantes. Quanto à maneira, acho que isso depende de mais consultas entre ambos os lados”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, sem dar mais detalhes.

Bolsas da China voltam a cair O mercado acionário chinês voltou a recuar. Os mercados, entretanto, conseguiram se recuperar das mínimas em meio a expectativas de que os dois lados acabem alcançando um acordo. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,64%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,69%. Ambos os índices entraram e saíram do território positivo durante a sessão. *Fonte: Por Reuters


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MERCADO INTERNACIONAL

EXPORTAÇÃO DE CARNE DE FRANGO DO BRASIL TEM ALTA DE 2% EM FEVEREIRO Em valores, houve aumento de 6,3% sobre 1 ano atrás, diz associação. Aumento da demanda da China e da Coreia do Sul puxou o crescimento

As exportações de carne de frango do Brasil somaram 316,9 mil toneladas em fevereiro, alta de 2,2% frente a igual período do ano anterior, com o impulso das compras da China, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a associação, os números representam tanto exportações do produto in natura quanto processado. O país é o líder mundial no setor. Em valores, as vendas ao exterior totalizaram US$ 526 milhões em fevereiro, um aumento de 6,3% em relação a 1 ano antes. “O principal destaque do mês é a China, que assumiu a liderança entre os destinos das exportações brasileiras em fevereiro”, aponta a ABPA. As importações chinesas cresceram 11% ante o mesmo mês do ano anterior, chegando a 38,8 mil toneladas e superando a Arábia Saudita, que ainda lidera no acumulado do ano. No fim de janeiro, os árabes barraram a importação de 5 frigoríficos brasileiros.

Coreia do Sul A associação também destaca um avanço das compras da Coreia do Sul, que importou 24% a mais que em fevereiro passado, após autorizar exportações 20

de mais 4 frigoríficos brasileiros --número que chegou a 9 no fim do mês, segundo o Ministério da Agricultura. “A situação sanitária em países da Ásia, como é o caso da China, decorrente de focos de peste suína africana, pressionaram a demanda por diversas proteínas em grandes mercados daquela região”, comentou Francisco Turra, presidente da ABPA. “Graças a isso, a receita geral das exportações brasileiras apresentou melhor nível de elevação que o saldo em volumes.”

Bimestre No 1º bimestre, as exportações de frango somaram 598,7 mil toneladas, queda de 6,6% em relação a igual período de 2018, ainda segundo a ABPA. A receita das exportações nos 2 primeiros meses de 2019 foi de US$ 979,1 milhões, 3,6% menor do que em janeiro e fevereiro de 2018, mesmo com alta de 5% na demanda do mercado chinês. Os chineses importaram 12,4% do total da carne de frango vendida pelo Brasil no bimestre, o equivalente a 72,5 mil toneladas, ficando levemente abaixo da Arábia Saudita, que adquiriu 74,7 mil toneladas (12,8%). O Japão é o terceiro maior comprador (10%).


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MERCADO INTERNACIONAL

APÓS REUNIÃO EM PEQUIM, BRASIL ESPERA HABILITAÇÃO DE 78 FRIGORÍFICOS Tereza Cristina e administrador-geral das Aduanas da China, Ni Yuefeng, fecharam envio de informações sobre estabelecimentos brasileiros dentro de uma semana Após reunião da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o administrador-geral de Aduanas da China, Ni Yuefeng, o Brasil tem expectativa de 78 frigoríficos receberem autorização para exportar ao mercado chinês. Na reunião, em Pequim, ficou fechado que, dentro de uma semana, a equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irá encaminhar às autoridades chinesas informações finais sobre os estabelecimentos (carnes bovina, suína e de aves), já que os formulários preenchidos pelas empresas estão sendo revisados pelo Mapa. “Estamos preparados para ampliar a nossa oferta de proteína animal com qualidade ao mercado chinês sem deixar de cumprir os requisitos sanitários previstos no nosso protocolo bilateral”, disse a ministra.

Habilitação contínua Os dois países também irão estudar processo contínuo de habilitação das empresas, principalmente do setor de carnes. A delegação chinesa pediu agilidade na resolução de pendências dos registros para exportação de pescados e pera. Em troca, o Brasil quer vender melão. “Quero aumentar substancialmente a confiança mútua nos nossos respectivos sistemas sanitários de inspeção e de quarentena para que novas habilitações de estabelecimentos ocorram de maneira célere e simplificada no futuro”, acrescentou Tereza Cristina. Ni Yuefeng informou que, no segundo semestre, um comissário virá ao Brasil para trabalhar constantemente com o governo federal e empresas nas questões sanitárias e de quarentena. O comissário ficará na embaixada chinesa para facilitar a diálogo com a equipe do ministério. Em visita em 2018, técnicos chineses vistoriaram 11 frigoríficos - um foi reprovado e dez tiveram de fornecer informações adicionais. Para o encontro em Pequim, 22

solicitaram ao Brasil a lista dos estabelecimentos autorizados a vender para a União Europeia, que totalizam 33. Além dessa lista, a comitiva brasileira levou dados sobre estabelecimentos inspecionados, mas que não são habilitados para a União Europeia; lista de produtores de suínos habilitados para outros mercados exigentes como Estados Unidos e Japão e produtores de bovinos, aves e asininos habilitados para outros mercados exigentes com exceção da União Europeia.

Exportadores de carnes O vice-presidente e diretor de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que a meta é buscar o processo contínuo de habilitação dos frigoríficos. “Celebrar a vitória de construir um método. Não adianta selecionar só alguns”, afirmou Santin, que integra a comitiva brasileira na China. O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafigo), Péricles Salazar, avaliou que as negociações foram conduzidas com “maestria” pela ministra. Ele sugeriu maior interação entre o ministério e o setor para o preenchimento dos formulários, a serem enviados ao governo chinês. Para a ministra, a reunião com o chefe da Aduana foi um sucesso. “Saio satisfeita com o encaminhamento. Se fecharmos datas, prazos e metodologia, será mais fácil para nós e para eles”, destacou.

FAO Tereza Cristina reiterou apoio do Brasil ao viceministro da Agricultura do país, Qu Dongyu, candidato para o comando da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). “O Brasil vai anunciar seu voto para o candidato da China à presidência da FAO”, destacou. A eleição deve ocorrer durante conferência da organização, em Roma, em junho.


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MERCADO INTERNACIONAL

EXECUTIVOS DE JBS E PILGRIM’S PRIDE VÃO ENFRENTAR JULGAMENTO SOBRE ACORDO COM MOY PARK Acionistas minoritários da Pilgrim’s Pride dizem ter sido prejudicados quando empresa comprou a Moy Park, em 2017 Um tribunal dos Estados Unidos decidiu que executivos da JBS e da subsidiária norte-americana Pilgrim’s Pride terão de se submeter a julgamento sobre um processo de acionista que questiona a compra da Moy Park em 2017. Sediada na Irlanda do Norte, a processadora de carne de aves Moy Park também era uma subsidiária da JBS. Acionistas minoritários da Pilgrim’s processaram executivos da companhia, incluindo membros do conselho indicados pela controladora, depois da aquisição de US$ 1,3 bilhão. Os acionistas afirmam que a Pilgrim’s foi forçada pela JBS a fazer a compra da Moy Park em condições não favoráveis, prejudicando

os acionistas minoritários. O processo afirma que a JBS tinha necessidade urgente de caixa na época. A controladora da empresa, J&F Investimentos, foi multada em mais de US$ 3 bilhões como consequência das investigações da operação Lava Jato. A data do julgamento não foi definida. A JBS não pode comentar o assunto de imediato. Em um comunicado na época da aquisição da Moy Park, a Pilgrim’s Pride afirmou que o negócio tinha sido aprovado por uma comissão independente que “recebeu total autoridade” sobre todos os aspectos da transação.

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CAPA

IFFA 2019

TRADIÇÃO E TECNOLOGIA DE MÃOS DADAS DE 4 A 9 DE MAIO AS PRINCIPAIS EMPRESAS DO SETOR FRIGORÍFICO APRESENTARAM SEUS PRODUTOS MAIS RECENTES, NA IFFA - A FEIRA NÚMERO 1 DA INDÚSTRIA DE CARNES. O FOCO ESTEVE NAS SOLUÇÕES PARA A PRODUÇÃO SEGURA, EFICIENTE E ECONÔMICA DE CARNE. FORNECEDORES APRESENTARAM UM AMPLO ESPECTRO DE PRODUTOS PARA EMPRESAS DE GRANDE A PEQUENO PORTE, DESDE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS DE PROCESSAMENTO DE CARNE ATÉ AÇOUGUEIROS INDIVIDUAIS

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ais de mil empresas de cerca de 50 países, incluindo todos os líderes de mercado, apresentaram inovações e tendências orientadas para o futuro para toda a cadeia de processamento da indústria de carnes, na IFFA 2019, que aconteceu de 4 a 9 de maio, em Frankfurt, Alemanha. A IFFA é passagem obrigatória para fabricantes de máquinas e equipamentos para processamento e embalagem de carne e produtos cárneos. O momento atual e o ritmo de inovação dos expositores andam de mãos dadas com muitos produtos sendo lançados no mercado mundial. Ao todo, os visitantes da feira chegam a Frankfurt vindos de cerca de 140 países diferentes. A visão geral do desenvolvimento em todo o setor ajuda a indústria de processamento de carne a tomar suas decisões de investimento em novas tecnologias e revela novos conceitos e estratégias para o futuro de suas próprias empresas. Por seis dias, a IFFA mostrou como o setor pode se adequar para o futuro. Da indústria inteligente, embalagens e alimentação segura, chegando às maiores expectativas sobre a qualidade da carne, os expositores da IIFA ofereceram respostas para todas as demandas do setor de processamento de carne em todos os seus níveis. E tudo isso dentro de um excelente ambiente para negociações e investimentos. A IFFA mostrou mais uma vez que não é apenas uma das feiras comerciais mais antigas, mas também, acima de tudo, o ponto de encontro global do setor. Sete em cada dez visitantes eram de fora da Alemanha. “O clima nos salões, nos stands de exposições e nos corredores foi fantástico ”, resumiu Wolfgang Marzin, presidente e diretor executivo (CEO) da Messe Frankfurt. “Ao mesmo tempo, a IFFA é o ponto de encontro da família do setor de processamento de carnes - a indústria da carne, os fabricantes de máquinas, as empresas de embalagens, os fornecedores de especiarias, o comércio e os açougues. Muitas dessas empresas estão nas mãos da mesma família há gerações e a IFFA é onde elas se encontram para moldar o futuro a cada três anos”.

Isso também foi confirmado pelos resultados de uma pesquisa realizada pela Messe Frankfurt. Noventa e seis por cento dos visitantes profissionais deram à IFFA uma classificação positiva. Do lado do expositor, também houve um excelente eco com um nível geral de satisfação de 92%.

Bem-vindo ao futuro – inovações apresentadas pela IFFA Como força motriz do setor, a tecnologia coloca seu foco na fábrica inteligente de carnes. Soluções de automação e software tornam a produção e os processos mais inteligentes. A segurança alimentar continua sendo um assunto importante, com o objetivo de substituir as atividades manuais por processos automáticos. Neste contexto, os expositores mostraram, por exemplo, o porcionamento totalmente automático e colocação de bifes ou cortes a frio em materiais de embalagem usando alimentadores ou robôs industriais. Também são importantes no campo das embalagens as soluções inteligentes para proteger carne e produtos cárneos em que o foco está na conservação de recursos e sustentabilidade em termos de eficiência energética de máquinas e cadeias de processo, bem como embalagens neutras ao clima. Todos os novos desenvolvimentos e melhorias no setor de engenharia mecânica são projetados para garantir o processamento seguro, higiênico, econômico e embalagem eficiente de produtos cárneos. As empresas estão trabalhando em inúmeras soluções para aumentar a segurança alimentar, melhorar a eficiência dos recursos, otimizar os processos de produção e integrar soluções digitais. Em resumo, as perspectivas para os fornecedores da indústria de carne são positivas, com a produção mundial de carne sinalizando que deverá crescer 5% ao ano até 2027. Perguntados sobre o assunto, 85% dos visitantes consideram as perspectivas econômicas positivas e classificam a situação atual da indústria como satisfatória a boa. 27


CAPA Frigoríficos tradicionais marcam presença com qualidade, originalidade e processamento O significado da presença da carne na sociedade continua sendo considerado fundamental. Os produtores tradicionais satisfazem as expectativas dos consumidores oferecendo produtos regionais e de qualidade. Acompanhando essa tendência estão novas carreiras, como o “sommelier de carne”. Conceitos inovadores de vendas, como lojas on-line, ideias inteligentes de fornecimento de refeições e comunicação com clientes por meio das mídias sociais estão tornando o comércio dos fornecedores apto para o futuro. Além disso, habilidades artesanais do mais alto nível foram vistas nas competições internacionais de qualidade da Associação Alemã de Açougueiros (DFV). Os estagiários também tiveram a oportunidade de demonstrar seus talentos na competição internacional de jovens açougueiros, na qual os melhores profissionais de seis países competiram entre si.

A Ulma Packaging participou da IFFA 2019 com a seguinte proposta: “Estamos fortemente comprometidos em minimizar o impacto no meio ambiente, reduzindo a quantidade de embalagens exigidas pelas nossas soluções, mantendo os benefícios em termos de segurança, preservação de produtos a longo prazo, redução do desperdício de produtos e uso de materiais mais recicláveis e compostáveis. #ULMAweCare inclui várias áreas de pesquisa e desenvolvimento, como a redução de embalagens, o uso de filmes mais finos, a incorporação de materiais recicláveis e compostáveis, como papelão ou celulose, e o uso de plásticos monomurais para facilitar processos de reciclagem. Tudo isso garantindo soluções flexíveis, com altos índices de produtividade e sem comprometer a higiene do processo para cumprir com todos os regulamentos e recomendações.”

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O desafio: falta de pessoal qualificado Os fabricantes de máquinas e o comércio de açougueiros têm um desafio em comum: a escassez de pessoal qualificado e problemas de treinamento. As empresas devem investir mais em tecnologia de digitalização, automação e robótica para simplificar todas as etapas de processamento de carne - tais soluções para empresas de todos os tamanhos e tipos foram vistas na IFFA. Isto foi confirmado por 95% dos visitantes que disseram estar muito satisfeitos com a gama de produtos e serviços que foram oferecidos na feira. “Na feira internacional IFFA, em Frankfurt, a Marel apresentou 20 novas soluções que abrangem a cadeia de valor de processamento da carne, estabelecendo padrões de flexibilidade, eficiência, segurança dos alimentos, rastreabilidade e diversidade de produtos. Os visitantes do stand da Marel receberam insights de como os processadores de carne podem encontrar maneiras mais inteligentes de abordar os desafios atuais da produção de alimentos.” - Marel

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CAPA Uma viagem para o futuro: da exposição comercial à principal feira do mundo A IFFA foi realizada pela primeira vez há 70 anos como uma exposição que acompanhava a conferência da Associação dos Talhantes da região onde moram americanos, em Frankfurt, e se desenvolveu ao longo das décadas transformando-se na principal feira do mundo para o setor internacional de carnes. Em 2019, 70% dos visitantes comerciais eram de fora da Alemanha - os dez principais países visitantes estrangeiros foram a Rússia, Holanda, Espanha, Itália, Polônia, China, Ucrânia, EUA, Áustria e Austrália. Um crescimento especial foi registrado na América Latina (+ 31%) e no Leste Europeu (+ 15%). Wolfgang Marzin, presidente e diretor executivo (CEO) da Messe Frankfurt comenta que “a IFFA deste

“A IFFA é uma das principais feiras do segmento, se não for a principal. Muito importante para o desenvolvimento da Frigostrella onde analisamos o mercado europeu e descobrimos novas tecnologias. Em relação à última edição, deu uma diminuída, mas nada que afeta a qualidade da feira. Pensamos seriamente em expor nossos produtos em 2022.” – Frigostrella

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ano foi completamente nova: foi realizada pela primeira vez em um novo cenário na seção oeste de nosso Centro de Exposições e está comemorando seu septuagésimo aniversário. A partir de uma pequena exposição comercial na Alemanha do pós-guerra, tornou-se a maior feira do mundo para o setor internacional de carnes e hoje está maior do que nunca”.

IFFA, mais e mais internacional A IFFA é distinguida pelas melhores classificações em termos de internacionalidade de expositores e visitantes: 62% das empresas que participaram da IFFA deste ano estão sediadas fora da Alemanha. O crescimento do espaço de exibição ocupado vem principalmente por causa da Europa. Oito dos dez maiores países expositores aumentaram seu espaço de exposição em percentuais de dois dígitos, especialmente Espanha, Dinamarca, Polônia e França. Além disso, as empresas norte-americanas aumentaram seu espaço de apresentação em nada menos que 43%. A maior nação de expositores é a Alemanha, com 393 empresas.

“A Handtmann marcou forte presença na IFFA 2019. Com um stand de mais de 1800m², tivemos a satisfação de colocar à disposição de nossos clientes o que há de mais moderno no mercado de embutideiras e sistemas de automação para linhas de calabresa, linguiças frescas e salsicha. Apresentamos toda a família de sistemas Formadores (FS) com destaque para o sistema de formação de hambúrgueres e almôndegas FS520. Destacamos também o nosso lançamento checkweigher WS910 para pesagem dinâmica em nossa linha de carne moída. A Handtmann também dedicou um setor do stand para apresentar toda a linha de comunicação inteligente - Handtmann Digital Solution. Mostramos todas as tecnologias para comunicar nossos equipamentos com a rede do cliente, facilitando todo gerenciamento de produção, controle de produção, controle de manutenção e operação de nossos equipamentos, permitindo várias funcionalidades, sendo uma delas o acesso e controle remoto de nossos equipamentos. Para quem não conseguiu nos visitar na IFFA 2019, apresentaremos estas novidades na Tecnocarne 2019. Venha nos visitar, será um prazer recebê-lo em nosso stand na rua E, stand 051.” – Handtmann.


Fatos e números da IFFA 2019

IFFA, os expositores mostraram uma seção de tecnologia de embalagem relevante, indo da ​linha de embalagem, rotulagem e materiais de embalagem até a pesagem, tecnologia de medição e teste. Os líderes de mercado, incluindo Bizerba, Espera, Flexopack, Ishida, Krehalon, Mettler Toledo, Multivac, OSC Wipotec, Flexíveis Schur, Sealpac, Ulma, Variovac e VC999, apresentaram seus últimos produtos no Hall 11.

Inovações no processamento de carne

Empresas importantes dos segmentos de automação e TI, como o CSB System, a igus, a Jumo, a Rittal, a Scott Automation & Robotics e a Winweb, também expuseram na IFFA.

- Cerca de 67 mil visitantes de 149 países. - 70% devisitantes internacionais. - 1.039 expositores de 49 países. - 62% dos expositores eram de outros países. - 120 mil metros quadrados de espaço para exposições. - A próxima IFFA será realizada de 14 a 19 de maio de 2022. Nos pavilhões 8, 9 e, pela primeira vez, no Hall 12.0, os fornecedores de máquinas e equipamentos para abate, desmembramento e processamento, incluindo fervura, defumação, torrefação e panificação, apresentaram seus mais recentes produtos e inovações. Os visitantes puderam ter contato com um extenso leque de empresas do setor de carnes de todos os tamanhos. As empresas que fizeram apresentações no segmento de abate e desmembramento incluíram, por exemplo, Bettcher, EFA, Freund, Frontmatec, Haarslev, Jarvis, JWE Baumann, Marel e Renner. O segmento de processamento esteve representado por muitos líderes de mercado internacionais, incluindo empresas como Fessmann, GEA Food Solutions, Grasselli, Handtmann, JBT, Metalquimia, Sistema Poly-clip, Provisur, Risco, Schröter, Seydelmann, Treif, Vemag e Weber.

Embalagem inteligente e tecnologia de pesagem A contínua popularidade de artigos de conveniência e take-away está estimulando a demanda por produtos embalados de carne e salsicha e, na

O toque final: especiarias e vendas Expositores de especiarias, aditivos e tripas para confecção de produtos alimentícios à base de carne se mudaram para o novo Salão 12, inaugurado no ano passado. Especificamente, eles apresentaram seu espectro de produtos no Hall 12.1. Entre as empresas que participaram estavam, por exemplo, a Almi, a Devro, a Frutarom, a Hydrosol, a Meat Cracks, a Moguntia, a Naturin Viscofan, a PCF Atlantis-Pak, a Peter Gelhard, a RAPS e a Viskase. No Hall 12.0, os visitantes encontraram as “vendas - tudo para o açougue”, além dos estandes da Associação Alemã de Açougueiros (Deutscher Fleischer - Verband - DFV) e da Cooperativa Central do Comércio Alemão de Açougueiros, o espectro completo que gira em torno de vendas e montagem de lojas. As empresas que fizeram apresentações incluíram Aichinger, BFM Ladenbau, Kramer, Ladenbau Hanke e Schrutka-Peukert.

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CAPA

DIGITALIZAÇÃO E AUTOMAÇÃO SÃO FATORES DE SUCESSO NA INDÚSTRIA DE CARNE A CSB-System AG está muito satisfeita com os resultados da IFFA deste ano. A feira líder da indústria internacional de carne realizou-se de 4 a 9 de maio em Frankfurt e a CSB se representou sob o lema “Digitalize e automatize o seu negócio”. A CSB mostrou como as empresas de carne podem usar tecnologias digitais e soluções de automação para agregar valor A CSB apresentou inúmeras inovações e extensões no seu portfólio de ERP: O novo Basic ERP, desenvolvido especialmente para empresas de menor porte e açougueiros, o Factory ERP para as plantas de produção de grupos de empresas e a solução completa Industry ERP. A feira confirmou a tendência de que empresas de carne menores estão investindo cada vez mais em sistemas ERP - também porque as exigências dos legisladores, varejistas de alimentos e consumidores estão aumentando. Isso leva a uma maior demanda pelo CSB Basic ERP, que oferece às empresas de menor porte processos de melhores práticas e cobre todos os requisitos da indústria e do mercado na versão padrão. “O software pode ser implementado muito rapidamente, usado convenientemente na nuvem e ampliado a qualquer momento e adaptado a novas circunstâncias sem grande esforço. E os requisitos do retalho alimentar para garantia de qualidade, rastreabilidade e EDI estão abrangidos. Desta forma, facilitamos ao máximo a digitalização das empresas”, diz Hermann Schalk, diretor de vendas. Este grande vínculo com a prática da CSB Basic ERP foi premiada com o Prêmio Fleischer Handwerk.

Tecnologias de automação em uso industrial A CSB abriu novos caminhos na automação de processos na IFFA. Entre outras coisas, foi apresentado um classificador para a etiquetagem automática de preços e a recolha de encomendas de produtos de carne, desenvolvido em conjunto com a Espera, um fabricante líder de sistemas de etiquetagem. Utilizando um modelo de armazém, a CSB demonstrou como as empresas de carne podem combinar software e tecnologia de automação para melhorar a gestão de armazém de produtos de carne 32

e torná-la mais eficiente. Com o processamento de imagem industrial, a CSB apresentou uma futura tecnologia em uso prático na feira: O novo CSB Unit Recognition, por exemplo, pode identificar caixas vazias rápidamente e automaticamente e o CSB Image Meater permite a classificação mecânica e não invasiva de meias-carcaças de suínos.

A digitalização precisa de um parceiro com experiência internacional Para lidar com grandes projetos de digitalização ou novos projetos de construção na indústria de carnes, as empresas estão procurando um parceiro de TI com experiência internacional - este é um dos principais resultados que a CSB está tirando da IFFA. Além de visitantes de quase todos os países europeus, muitos convidados internacionais vieram ao estande da CSB, especialmente dos países asiáticos e do continente americano. Não importa se se trata da construção de novas plantas ou da clássica otimização de processos e redução de custos: muitos produtores querem um parceiro de TI que possa implementar projetos em diferentes países devido à sua própria internacionalidade.

Conclusão positiva A CSB tira uma conclusão muito positiva da feira: “Nosso objetivo era apresentar novas soluções e abordagens concretas para a digitalização e automação de pequenas, médias e grandes empresas de processamento de carne no nosso estande, mas também com nossos parceiros. E foi exatamente isso que conseguimos”, afirma Sarah Vanessa Kröner, membro do Conselho de Administração da CSB.


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JBS TEM LUCRO DE R$ 1 BILHÃO NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2019 O número representa um aumento em relação aos R$ 506 milhões do mesmo período do ano anterior e aos R$ 563 milhões do último trimestre de 2018 A JBS informou que teve um lucro de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019 - um aumento em relação aos R$ 506 milhões do mesmo período do ano anterior e aos R$ 563 milhões do último trimestre de 2018. A receita líquida da empresa subiu 11% na comparação com o ano anterior, para R$ 44 bilhões. No entanto, na comparação com o último trimestre de 2018, houve queda de 6%. A maior parte das vendas globais nos primeiros três meses de 2019, com 75% do total, foram realizadas nos mercados domésticos onde a JBS atua. Os outros 25% foram ganhos com exportação.

“Os reflexos do aumento de importação pela China ainda são incipientes neste primeiro trimestre, mas tudo indica que devem se intensificar daqui para frente”, comentou em nota o presidente da empresa, Gilberto Tomazoni. Já a dívida líquida aumentou 7%, de R$ 45 bilhões para R$ 48 bilhões. Em dólares, no entanto, a dívida caiu 8%, de US$ 13 bilhões para R$ 12 bilhões. *Fonte: G1

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MINERVA FOODS FICA COM EBITDA DE R$ 328 MILHÕES NO 1T19

A Minerva Foods, exportadora de carne bovina in natura e seus derivados na América do Sul e que atua também no segmento de processados, apresentou os resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2019 (1T19). Entre os destaques, a companhia atingiu receita bruta de R$ 3,975,3 bilhões, representando elevação de 6% em relação ao 1T18. As exportações alcançaram 61% de sua receita bruta, consolidando a Minerva na posição de líder exportadora de carne bovina na América do Sul, com 20% de participação de mercado na região. Dentro do total da receita bruta da companhia neste 1T19, a Divisão Indústria Brasil foi responsável por 44% (R$ 1,8 bilhão); a Divisão Athena Foods, que concentra a operação das plantas da Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia, além da distribuição no Chile, Paraguai, Colômbia e Argentina, contribuiu com 39% (R$ 1,5 bilhão); e a Divisão Trading concentrou os 17% restantes (R$ 675,8 milhões). Nos últimos doze meses encerrados em março, a receita bruta da Companhia totalizou R$ 17,5 bilhões. Já a receita líquida apresentou elevação de 5,6% no 1T19, em comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 3.727,6 milhões. O Ebitda ajustado do 1T19 atingiu R$ 328,8 milhões, 15% acima do Ebitda do 1T18, com a margem de 8,8% no trimestre, 70% superior à margem do 1T18. No LTM – 1T19, o Ebitda totalizou R$ 1,6 bilhão, com margem de 9,7%. Pelo quinto trimestre consecutivo, o fluxo de caixa livre foi positivo, após despesas financeiras, Capex e capital de giro, totalizando R$ 42,4 milhões no 1T19, que, no acúmulo dos últimos 12 meses, representa R$ 743,4 milhões. A alavancagem financeira, medida pelo múltiplo dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 34

meses, foi de 3,8 vezes, considerada estável em relação ao 4T18. O resultado líquido ajustado foi de R$ 12,9 milhões no 1T19, excluindo os efeitos não-caixa, como apuração do imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), bem como itens não recorrentes, como o impacto da variação cambial e do hedge cambial. Entre outros destaques da companhia, houve a conclusão da recompra do saldo remanescente de US$75 milhões dos bonds perpétuos, em abril de 2019, e que será reconhecido no 2T19.

Mercado As perspectivas positivas para os exportadores de carne bovina da América do Sul, em 2019, decorrentes do desequilíbrio entre a oferta mundial e a crescente demanda internacional, seguem propiciando oportunidades aos produtores da região, considerando que o continente sulamericano é responsável por cerca de 35% da exportação mundial de carne bovina, dos quais a Minerva concentrou, aproximadamente, 20% desse volume no 1T19. “Seguimos confiantes em nosso modelo de negócio, buscando maximizar as oportunidades de mercado”, afirma o presidente da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, diante do cenário favorável, que considera as perspectivas de aumento da demanda por carne bovina, em razão do surto de febre suína africana, na China e em parte da Ásia, e da expectativa de acesso a novos mercados, como a retomada dos Estados Unidos para a carne brasileira e a abertura do mercado da Indonésia para a América do Sul.


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MARFRIG REVERTE PREJUÍZO E FECHA NO AZUL NO 1º TRIMESTRE GRAÇAS A PREÇOS MAIS ALTOS Frigorífico lucrou R$ 4 milhões no período, contra perda de R$ 247 milhões um ano antes A companhia de alimentos Marfrig passou do prejuízo para o lucro no primeiro trimestre, apoiada sobretudo em melhores preços nas operações da América do Norte, embora o volume global de produção tenha caído. Segunda maior produtora de carne bovina do mundo, a Marfrig anunciou que teve lucro líquido continuado de R$ 4 milhões no período, ante prejuízo de R$ 247 milhões um ano antes. No conjunto, a receita líquida consolidada somou R$ 10,1 bilhões de janeiro a março, montante 7,6% superior ano a ano, embora o volume de abate de bovinos tenha caído 0,9% na mesma comparação. No relatório, a companhia atribuiu o resultado ao aumento de receitas da operação América do Norte e à depreciação do real em relação ao dólar, “que compensou a menor receita líquida na operação América do Sul”. O resultado operacional da empresa medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ajustado da operação continuada foi de R$ 571 milhões, mais que o triplo dos R$ 182 milhões de igual etapa de 2018. A margem Ebitda ajustada subiu 0,4 ponto, para 5,7%. Em termos totais, o Ebitda da empresa no período foi de R$ 649 milhões, alta de 322%. O resultado financeiro, negativo em R$ 380 milhões, ainda foi melhor do que no trimestre imediatamente anterior, também deficitário, mais em R$ 607 milhões. O resultado foi divulgado no modelo proforma, considerando os resultados da operação da Nacional Benef, comprada em junho de 2018 e da Quickfood, em janeiro passado. A Marfrig fechou março com índice de alavancagem medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, de 2,76 vezes, um aumento de 0,38 vez na medição sequencial.

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BB INVESTIMENTOS ELEVA PREÇO-ALVO DA JBS PARA R$ 24 O BB Investimentos elevou o preço-alvo das ações da JBS (JBSS3) para R$ 24,00, com avaliação Outperform, como resultado do balanço do primeiro trimestre divulgado pela companhia. Para a equipe, a empresa realmente tem se beneficiado de sua diversificação geográfica e continuará nessa trajetória de crescimento. Os analistas acreditam que o surto de peste suína africana trará oportunidades significativas não só para a carne suína, mas também para as indústrias de aves e carne bovina. Assim, levando em conta que a JBS produz essas três proteínas animais em todo o mundo, eles enxergam a empresa bem posicionada para capturar valor a partir do cenário positivo para a demanda internacional pela frente. Outro ponto positivo levantado pelo BB-BI ficou para o processo de desalavancagem da empresa. A dívida líquida/EBITDA alcançou 3,2x no trimestre e a JBS manteve níveis confortáveis mesmo diante da valorização do dólar, o que corrobora o compromisso da companhia em melhorar a gestão de passivos e a estrutura de capital. Com isso, a equipe revisou o modelo para incorporar o cenário positivo acima mencionado e a expectativa para EBITDA 19E chegou a R$ 16 bilhões, superior em

5% à estimativa anterior, enquanto que a alavancagem foi para 2,6 x 19E. O BB-BI destacou pontos que podem afetar o desempenho da companhia no curto prazo e levar a uma nova revisão nas estimativas: aumento maior do que o esperado nas exportações resultante da reabertura de mercados e/ou novos mercados que beneficiam as unidades do Brasil; e da propagação da peste suína africana na China; uma racionalização consistente da indústria avícola no Brasil, permitindo novos aumentos de preços na Seara; e qualquer crescimento inorgânico, retornando ao radar após a melhoria da estrutura de capital observada na JBS. Os riscos negativos envolvem: quaisquer embargos e questões geopolíticas; (recuperação mais lenta do que o esperado da economia brasileira, impactando a estratégia de volumes e preços; maior preço dos grãos com impacto adverso na margem nas unidades de aves e suínos; e multas e/ou provisões maiores do que o esperado decorrentes de questões de governança que a JBS está envolvida. *Fonte: Por Investing.com

JBS PASSA A TER O MAIOR VALOR DE MERCADO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, COM R$ 57BI Empresa obteve lucro líquido de R$ 1,092 bilhão nos três primeiros meses de 2019 A JBS se tornou a companhia do agronegócio brasileiro com maior valor de mercado, R$ 57 bilhões. A informação foi fornecida pela própria empresa, após a alta de 8,36% no Ibovespa, quando as ações JBS ON encerraram o dia a R$ 21,39, máxima histórica. Antes, quem ocupava a primeira posição era a Suzano, acrescenta a JBS. A JBS publicou o resultado trimestral, que apresentou lucro líquido de R$ 1,092 bilhão nos três primeiros meses de 2019. Já o Ebitda ficou em R$ 3,191 bilhões, resultado foi considerado neutro por analistas. 36

O otimismo de investidores se deve, em parte, aos efeitos da peste suína africana, que vem causando grandes perdas nos plantéis de suínos da China. Com isso, espera-se um aumento na demanda por proteínas de outros países produtores. O CEO Global da companhia, Gilberto Tomazoni, afirmou em teleconferência: “Já estávamos vendo aumento de consumo de proteína na Ásia. Agora, se soma a isso a questão da peste suína africana, que deve afetar a necessidade de importação adicional de proteína por esses mercados”.


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GRUPO BRF ABRE INSCRIÇÕES PARA PROGRAMA DE ESTÁGIO COM VAGAS NO PARANÁ A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, abriu inscrições para mais de 200 vagas no programa de estágio 2019. Com oportunidades direcionadas a alunos em diferentes níveis de formação, o programa contempla desde candidatos que cursam o ensino médio profissionalizante até o último semestre da graduação superior. O programa tem duração de até 2 anos com oportunidades que abrangem tanto áreas do processo produtivo quanto áreas administrativas e corporativas, sempre acompanhado por um gestor direto, com treinamentos de liderança, convivência em um ambiente adequado, com os instrumentos necessários para plena formação profissional e crescimento pessoal. Todos os candidatos aprovados terão acesso a inúmeros treinamentos e participarão de um acompanhamento por meio de análises formais. As vagas disponíveis estão espalhadas por diversos estados, sendo eles Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso

do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. As inscrições vão até 09 de junho pelo site Vagas. com. A previsão é que os candidatos aprovados ingressem na BRF em julho de 2019 com uma bolsaauxílio acima da média de mercado. “Valorizar profissionais desde os seus primeiros passos e investir no desenvolvimento de suas carreiras são premissas que fazem parte da cultura BRF em todo o mundo”, afirma Weliton Roberto Shalabi, Head Global de Recrutamento e Transformação de RH. Para ele, o programa tem um objetivo maior: “Queremos capacitar jovens para formar a nova geração de líderes da companhia”, afirmou o executivo. Para mais informações acesse: https://www.vagas.com. br/vagas/v1885747/programa-de-estagio-brf-2019.html *Fonte: Da Redação Bem Paraná com assessoria

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JBS COMPRA PROCESSADORA DE CARNE SUÍNA NO RS POR R$ 235 MILHÕES Segundo o grupo, a unidade vai contribuir com a estratégia da empresa no processamento de suínos e produtos preparados, incluindo presunto, linguiça e bacon A JBS anunciou que fez acordo para comprar uma processadora de carne suína no Rio Grande do Sul por R$ 235 milhões. O acordo foi acertado com a Adelle Indústria de Alimentos e a unidade comprada está localizada na cidade de Seberi. A JBS não informou de imediato a capacidade da processadora. A conclusão da operação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo a JBS, a unidade vai contribuir com a estratégia da empresa no processamento de suínos e produtos preparados, incluindo presunto, linguiça e bacon. “A planta, uma das mais modernas do Brasil, está localizada em uma região reconhecida pela sua relevância na produção de suínos no país”, disse Joanita Karoleski, presidente da unidade Seara. A fábrica comprada foi inaugurada em 2015. Segundo informações da Adelle, a instalação tem capacidade de abate de 2 mil cabeças por turno.

Pagamento Como forma de pagamento, a JBS entregará à Adelle o Frigorífico Frederico, localizado em Frederico Westphalen (RS), abatendo R$ 80 milhões do valor da transação. Além disso, R$ 115 milhões se referem a dívidas da Adelle que serão assumidas pela JBS. E R$ 40 milhões serão pagos em moeda corrente. *Fonte: Suinocultura Industrial

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FRIGORÍFICO MONDELLI TEM OFERTA DE COMPRA POR R$ 196,4 MILHÕES

Grupo Alliz, sediado em Boituva, deposita R$ 49,1 milhões em juízo; administrador concordou com proposta, mas credores podem pedir impugnação

O Frigorífico Mondelli pode ser adquirido pelo Grupo Alliz, de Boituva (SP), por R$ 196,4 milhões. A oferta foi formalizada em audiência na 1ª Vara Cível do Fórum de Bauru pela controladora da marca, a família Zanchetta. O juiz substituto Marcelo Andrade Moreira fez o registro da proposta, incluindo o prazo de 24 horas para o depósito judicial dos 25% iniciais, ou R$ 49,1 milhões. O processo pode receber impugnações. A proposta de compra do frigorífico bauruense tem a concordância do administrador judicial. A audiência contou com representantes do Ministério Público Estadual (MP), de advogado dos credores, do Sindicato da Alimentação e

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do Jurídico Municipal. A oferta de compra foi realizada em nome da Zanchetta Alimentos. A empresa integra o Grupo Alliz, especializado em abate, indústria de ração e transporte na área de proteína branca (frango). O grupo tem frigorífico consolidado em área de 420 mil m2, em Boituva. O juiz que presidiu a audiência de abertura da proposta determinou a publicação no Diário Oficial Eletrônico. Há 48 horas a partir da publicação para eventuais impugnações da oferta, com base na Lei de Falência (11.101/2005). O depósito judicial do sinal de R$ 49,1 milhões independe de impugnações. Não há previsão de impugnações pelo principal credor. O advogado Thiago Munaro, que defende os interesses do credor Charles Marc Henry Léguille, disse que a orientação preliminar não é pela impugnação. “Vamos discutir o caso. O valor da proposta atende ao edital. A priori devemos ingressar com manifestação de esclarecimento a respeito do pagamento do ativo circulante, de R$ 75 milhões, deixado pelo Charles Léguille quando saiu da gestão. A oferta de R$ 196,4 milhões pela planta é um bom preço para o caso concreto, com outras 12 parcelas do restante. Na falência há a venda da Fazenda Santo Antonio, por R$ 33 milhões, e agora a proposta de R$ 196,4 milhões. Não há interesse em impugnar”, informou Munaro.


FIQUE POR DENTRO Mas um dos acionistas vai pedir impugnação. Constantino Mondelli Júnior adiantou que vai apresentar o pedido para vários pontos. “Vou impugnar pela atualização do ativo de R$ 75 milhões desde a origem, esclarecer qual o procedimento em relação aos trabalhadores, se terão de ser demitidos e readmitidos em caso de homologação da venda, qual o procedimento de transferência do negócio, como será feito o pagamento do passivo de R$ 56 milhões e de outros R$ 104 milhões de dívidas com o Fisco (impostos, previdência, FGTS e outros), como fica a avaliação não realizada da marca e se a sede será objeto de arrendamento ou outra forma de pagamento. Isso tudo porque a oferta diz respeito a quanto vale o negócio em si (valuation). E ainda tem de definir a questão de quatro recursos judiciais pendentes”, adiantou o acionista. Cada acionista tem um advogado representante. Mondelli Júnior representa a si próprio, como advogado.

Para o Sindicato da Alimentação, o negócio é bom para todos. “A proposta realizada é muito boa para o trabalhador, para a cidade e para os negócios do setor. O Grupo Alliz é muito forte, uma potência na área de proteína branca, com consolidação em indústria de ração, transportadora própria e abate de frango. Ajustada a gestão na área de carne vermelha com compartilhamento da rede que eles já possuem com frango, é um negócio bem promissor. O município poderá recolher ICMS valioso e o valor é elevado, os postos de trabalho são de 610 funcionários para uma produção efetiva hoje de 700 bois abatidos, desossados e embalados por dia. Uma produção a pleno vapor. A questão é a impugnação”, comenta o diretor sindical Antonio Carlos de Oliveira Matheus. *Fonte: JCNet

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DESENVOLVENDO A MATURAÇÃO INTELIGENTE DA CARNE COMO UMA ESTRATÉGIA DE VALOR AGREGADO A oferta consistente de produtos de carne saudáveis e de alta qualidade para os consumidores – os usuários finais dos produtos – é fundamental para o sucesso contínuo da indústria da carne. Muitos estudos descobriram que os consumidores estão dispostos a pagar preços altos por produtos de carne com qualidade ao consumo garantida, um termo frequentemente chamado de “sabor” pelos consumidores. A produção de carne de alta qualidade é um processo complicado de várias etapas, que pode ser visto como um processo de cadeia de valor. Cada etapa individual, desde a produção de animais vivos até o processamento pós-abate, pode contribuir para afetar a qualidade final da carne. As práticas de processamento de carne pósabate, particularmente a maturação, têm um impacto profundo no estabelecimento da qualidade ao consumo através de várias mudanças bioquímicas e fisiológicas que ocorrem durante a maturação. Isso também poderia sugerir que a maturação simples pode ser mais adaptada para maximizar seus impactos positivos nos atributos de palatabilidade, identificando e aplicando parâmetros específicos da maturação, denominados “maturação inteligente”. A maturação inteligente pode ser definida como um amplo sistema conceitual de processamento pós-abate para atingir os resultados de qualidade da carne. O objetivo final da maturação inteligente é levar a um desenvolvimento de estratégias de modelo inovadoras para fornecer consistentemente produtos de alta qualidade e valor agregado.

Maturação muscular específica As percepções gerais do “sabor” dos produtos de carne fresca que os consumidores consideram de alta qualidade estão associadas aos três atributos 42

primários de qualidade alimentar – maciez, suculência e sabor. Entre esses atributos sensoriais, a maciez foi identificada como o principal fator que afeta a satisfação dos consumidores e, portanto, determina se os consumidores repetirão a compra de carne. Melhorias notáveis na qualidade ocorrem através da ação de sistemas proteolíticos inerentes à carne durante um processo prolongado de maturação. Em particular, o principal determinante da maturação pósmorte prolongada é a melhora significativa da maciez da carne. A esse respeito, a maturação é amplamente praticada pela indústria global de carnes. A maturação úmida é o método mais predominante, em que os cortes são embalados a vácuo e mantidos entre -1 e 3°C por vários dias a semanas para criar a qualidade desejada. O recente relatório da Pesquisa Nacional de Carne Bovina 2015 constatou que o tempo médio de maturação de bifes em estabelecimentos de varejo foi de 25,9 dias, com uma tendência crescente de aumento do tempo de maturação, mesmo até 102 dias. A maturação prolongada, no entanto, afeta adversamente a estabilidade oxidativa, o que resulta em substancial descoloração superficial da carne e potencialmente ranço. A descoloração da superfície da carne fresca durante a exibição no varejo é um grande desafio de qualidade e perda de alimentos na indústria da carne. Os consumidores dependem fortemente de uma cor de carne vermelho-cereja para determinar o frescor da carne – e rejeitam cortes de carne que parecem de cor marrom-avermelhada. Músculo individual em locais anatomicamente e fisiologicamente distintos em uma carcaça bovina apresenta características metabólicas e bioquímicas diferentes e, consequentemente, diferente estabilidade de cor. Assim, o desenvolvimento de sistemas de


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ARTIGO maturação específicos do músculo que especificam períodos de maturação ideais para diferentes músculos seria benéfico para minimizar os defeitos de qualidade relacionados à oxidação, maximizando os impactos positivos do envelhecimento nas características de qualidade ao consumo. É possível que isso possa ser alcançado utilizando detecção de qualidade baseada em biomarcadores (com tecnologias omics emergentes) e/ou sistemas de detecção não destrutivos para prever atributos de qualidade da carne (por exemplo, maciez) no pós-morte precoce para permitir a adaptação do processo para otimizar a qualidade alimentar do produto final de carne.

Maturação a seco otimizada A maturação a seco (dry-aged) é um processo tradicional no qual os cortes são armazenados sem material de embalagem sob uma condição refrigerada controlada por várias semanas. Os atributos de qualidade melhorada (sabor em particular) foram documentados em artigos científicos, produzindo determinantes descritivos únicos associados à maturação a seco.

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ARTIGO A maturação a seco é um processo caro, pois acompanha a maior perda de produto (devido à perda de umidade e encolhimento) e o custo intensivo de tempo e mão de obra associados aos processos de maturação. No entanto, embora caro, há um interesse crescente e demanda dos consumidores para este tipo de produtos “premium” naturalmente de valor agregado no nicho de mercado. A maturação a seco é praticada há décadas como um processo tradicional de açougue, mas, curiosamente, os regimes ótimos de maturação a seco (como temperatura, umidade, velocidade do ar e períodos de maturação) para garantir atributos de palatabilidade de alta qualidade não foram claramente determinados. Um estudo recente comparou vários fatores de maturação a seco e seu impacto subsequente sobre os atributos de qualidade de carne de lombo de boi, concluindo que a maturação a seco pode ser capitalizada através da identificação de condições ótimas de maturação para melhorar consistentemente os atributos de qualidade da carne. Além disso, pesquisadores da Universidade de Purdue determinaram que a maturação a seco em condições controladas poderia melhorar os atributos de qualidade de consumo do lombo bovino. Essa observação indica que a maturação inteligente por meio da maturação a seco otimizada também pode ser usada como um processo natural de agregação de valor para aumentar o valor geral de uma variedade de cortes de carne, incluindo algumas carnes frescas inferiores e/ou subutilizadas.

Congelamento O congelamento está entre os métodos mais populares e eficientes de armazenamento a longo prazo da carne. No entanto, a deterioração da qualidade associada ao congelamento/ descongelamento é frequentemente observada, principalmente devido à ruptura celular e destruição das fibras musculares causadas por crio-dano extracelular. Em particular, a deterioração da qualidade da carne associada ao armazenamento congelado prolongado e/ou congelamento repetido da carne pode ocorrer devido à remoção osmótica da água, desnaturação da proteína e subsequente oxidação (lipídio e proteína) e/ou danos mecânicos pela formação de cristais de gelo. A este respeito, os consumidores percebem que a carne refrigerada não congelada tem melhores 46

atributos de qualidade alimentar do que a carne congelada e descongelada. No entanto, estudos recentes constataram consistentemente que os efeitos adversos do congelamento na qualidade da carne podem ser diminuídos pela maturação adequada da carne antes do congelamento, aproveitando os efeitos benéficos da maturação nas características de qualidade da carne. Tem sido relatado em vários estudos que a diferença de qualidade na maciez entre a carne somente maturada (nunca congelada) e congeladadescongelada pode ser eliminada pela maturação antes do congelamento. Também foi observada uma melhoria significativa na capacidade de retenção de água da carne maturada e descongelada. Além disso, os consumidores também não encontraram diferenças na aceitabilidade da qualidade global da carne entre a carne congelada e descongelada (carne bovina, cordeiro e carne de veado) e a carne somente com idade baseada na avaliação sensorial da carne cozida. Essas observações sugerem que a maturação inteligente oferece uma oportunidade para a indústria de carnes fornecerem produtos de alta qualidade para o mercado “premium” durante todo o ano sem comprometer os atributos de qualidade da carne afetados pelo congelamentodescongelamento. O tempo de maturação adequado e suficiente da carne congelada maturada depende do músculo/espécie e depende das condições de processamento pós-abate. Portanto, a identificação de regimes ótimos de processamento de maturação/ congelamento/descongelamento deve ser garantida para maximizar os impactos positivos da maturação antes do congelamento dos atributos de qualidade da carne. Artigo de Brad Kim, Ph.D., professor assistente do Laboratório de Ciências da Carne e Biologia Muscular do Departamento de Ciências Animais da Universidade Purdue, traduzido e adaptado pela Equipe BeefPoint.

Referência 1. Kim, Y.H.B., D. Ma, D. Setyabrata, M.M. Farouk, S.M. Lonergan, E. Huff-Lonergan e M.C. Caçar. (2018) Compreender os processos bioquímicos pós-morte e os fatores de envelhecimento pós-colheita para desenvolver novas estratégias de envelhecimento inteligente. Meat Science, 144, 74-90.


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GRUPO DANFOSS CRESCE 6% NO 1º TRIMESTRE DE 2019

A Danfoss continua a impulsionar o crescimento e um alto nível de investimentos no primeiro trimestre de 2019. As vendas do Grupo Danfoss cresceram 6%, totalizando 1,563 bilhão de euros, correspondendo a um crescimento de 3% em moeda local. A Danfoss continuou a se beneficiar da forte demanda na América do Norte, enquanto outras partes do mundo mostraram mais volatilidade - incluindo a China, com uma demanda moderada que foi, no entanto, parcialmente compensada por um bom momento na Europa e na Índia. Já os lucros (EBIT) totalizaram 160 milhões de euros, o que é igual ao primeiro trimestre do ano passado. A margem EBIT foi de 10,3%. “Tivemos um bom começo para o ano. Como esperado, as taxas de crescimento em alguns dos setores que atendemos diminuíram desde o quarto trimestre do ano passado. Nossas soluções inovadoras e eficientes em energia nunca foram tão relevantes. Portanto, continuamos a fortalecer nossos negócios principais e aumentar nossos investimentos em inovação. Além disso, continuamos nossos altos investimentos na criação de uma forte plataforma de eletrificação e digitalização. Esta é a nossa maneira de avançar e alimentar o crescimento futuro”, afirma Kim Fausing, presidente e CEO. No primeiro trimestre, a Danfoss aumentou em 11% seus investimentos em inovação, totalizando 68 48

milhões de euros, o equivalente a 4,4% das vendas. A Danfoss também firmou um contrato de fusão com a empresa americana UQM Technologies, líder em tecnologia de sistemas de propulsão elétrica e híbrida para ônibus, caminhões, veículos fora-deestrada e embarcações marítimas. Além disso, em abril, a Danfoss expandiu sua participação acionária na empresa finlandesa Leanheat, especialista líder em inteligência artificial, tornando edifícios e redes de aquecimento urbano mais inteligentes e eficientes do ponto de vista energético. “Vemos uma demanda crescente por soluções mais sustentáveis. Como um parceiro de tecnologia líder, adicionamos novas tecnologias de ponta à nossa já ampla gama de soluções para permitir que nossos clientes criem posições competitivas. Um exemplo está no off-highway e no marine, em que, por meio de aquisições direcionadas, fortalecemos nossa oferta de eletricidade. A Leanheat agrega competência em software e inteligência artificial para ganhar uma posição mais forte no mercado, por meio de soluções mais inteligentes e eficientes em termos de energia para edifícios e redes de aquecimento”, afirma Fausing. Principais números do primeiro trimestre de 2019: • As vendas cresceram 6%, somando 1,563 bilhão de euros (1º trimestre de 2018: 1,474 bilhão de euros), correspondendo a um crescimento de 3% em moeda local. • O lucro operacional (EBIT) totalizou 160 milhões de euros (1º trimestre de 2018: 166 milhões). A margem EBIT foi de 10,3% (1º trimestre de 2018: 11,3%). • O lucro líquido do período foi de 110 milhões de euros (1º trimestre de 2018: 113 milhões). • Os gastos com inovação aumentaram 11%, totalizando 68 milhões de euros (1º trimestre de 2018: 61 milhões), correspondendo a 4,4% das vendas (1º trimestre de 2018: 4,1%).

Perspectivas para 2019 confirmadas Para 2019, a Danfoss espera expandir ou manter sua participação de mercado, enquanto aumenta a rentabilidade medida como margem em comparação com o nível de 2018, após investimentos contínuos em digitalização e eletrificação.


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Edição Maio 2019  

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