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Edição 124 | Abril | 2019

Sua revista com marketing 100% digital

O bem-estar animal Empresas investem em processos cada vez mais adequados às exigências legais para o abate

REFRIGERAÇÃO ECONOMIA E MEIO AMBIENTE EM ALTA

Cooperativa Central Aurora Terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes do Brasil completa 50 anos

Carne suína Exportações cresceram 8,9% em março 1


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Editorial Ilce Maria Silveira Diretora

Diretora Ilce Maria Silveira Administrativo e Financeiro financeiro@revistafrigonews.com.br Jornalistas Sheila Prates Márcia Ebinger jornalista@revistafrigonews.com.br Direção de arte Alice C. Sampaio Assinatura assinatura@revistafrigonews.com.br Antônio Silva antonio@revistafrigonews.com.br Carla Carmello carla@revistafrigonews.com.br

A área de refrigeração está focada em economia e no meio ambiente. Este é o tema de nossa matéria de capa e entrevistamos vários fornecedores do setor para detalhar aspectos importantes na hora da escolha dos produtos certos. Além disso, várias abordagens dão uma visão ampla das necessidades e novidades em refrigeração. Noticiamos a realização da primeira edição da ANUFOOD Brazil. O evento foi considerado um sucesso e recebeu a visita da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, além do secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira. A Feira contou com expositores nacionais e internacionais que foram divididos em dez categorias. Saiba mais lendo a matéria completa nesta edição. Meio ambiente e cuidados com a natureza de uma forma geral são temas que estão impactando a sociedade como um todo. Em nosso setor não é diferente e nessa edição da FrigoNews abordamos o bem-estar animal e o abate humanitário. Também comemoramos aqui o aniversário de 50 anos da Aurora Alimentos. Trata-se do terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes no Brasil. Os festejos começaram em abril e só terminarão no dia 23 de novembro. Acompanhe estas e muitas outras novidades. Boa leitura!

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NOSSOS DESTAQUES 26 Refrigeração O setor de refrigeração está no meio de um período de transição para modelos mais sustentáveis e responsáveis com sistemas de menor impacto ambiental

Foto: Mayekawa do Brasil

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Aurora Alimentos 50 anos de história

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Anufood Primeira edição da feira reuniu visitantes qualificados em rodadas de negócios internacionais

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Autocontrole Programa trará avanços importantes para a proteína animal do Brasil

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Solução Dräger para

NR36

Trabalhos com Amônia

A amônia na refrigeração é eficaz, reduz os custos da operação e, de modo geral, é segura. Entretanto, não é possível prevenir completamente que vazamentos aconteçam. Com um sistema de detecção de gases e proteção respiratória adequados podese reduzir o risco de parar a produção, proteger a saúde dos funcionários e economizar segundos que fazem a diferença em casos de emergência. Conheça os kits Dräger que cumprem com os requisitos previstos na NR 36. PARA INFORMAÇÕES ADICIONAIS: WWW.DRAEGER.COM.BR E TEL.: +55 11 4689-4900

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BEM-ESTAR ANIMAL

O BEM-ESTAR ANIMAL E O ABATE HUMANITÁRIO

Empresas investem em processos cada vez mais adequados às exigências legais para o abate A história nos conta que o bem-estar dos animais de produção em geral teve início na Inglaterra, após a publicação do livro Animal Machines (Máquinas Animais), da escritora e jornalista Ruth Harrison, que denunciou as precárias condições produtivas da época. Os maus-tratos sofridos pelos animais geraram um forte clamor popular, forçando o governo a criar um comitê formado por pesquisadores e professores em resposta à sociedade. Em 1965, liderado pelo Professor Roger Brambell, o comitê publicou uma espécie de marco fundamental para o bem-estar animal. Mas a história também conta que, muito antes de 1965, em 10 de julho de 1934, o Brasil publicou o Decreto 24.645, estabelecendo as primeiras medidas de proteção animal. Porém, por conta das dificuldades tecnológicas, foi apenas nos anos 2000 que de fato o tema passou a avançar com mais consistência técnica e científica na indústria de alimentos. E foi assim que o setor frigorífico viu, em pouco tempo, os requisitos para o abate humanitário ocuparem o mesmo espaço e relevância das já tradicionais ferramentas de qualidade e segurança de alimentos. Lenoir Carminatti, engenheiro da Fluxo Equipamentos Eletrônicos, analisa que nas instalações dos clientes da empresa existe uma forte fiscalização voltada para o abate humanitário. “Desde o Sistema de Inspeção Federal que está no dia a dia do processo, observando o cumprimento de todas as normas legais, tem também as visitas de auditorias de clientes e auditorias de entidades do bem-estar-humanitário. Além disso, quando o abate é para atender clientes de abate halal, sempre há uma equipe própria responsável por acompanhar todas as etapas do processo que são exigidas pelos conceitos religiosos desse tipo de abate”, explica. “Procuramos atender às necessidades atuais e nossa empresa fabrica equipamentos para insensibilização que atendem ao bem-estar humanitário e o abate halal. Tudo é desenvolvido para que nossos clientes possam realizar seus abates atendendo a todos as legislações”, detalha Carminatti. 6

O complexo de abate humanitário da empresa envolve uma equipe de 15 pessoas que trabalham no desenvolvimento, na fabricação e na instalação dos equipamentos dentro dos abatedouros. “Os técnicos responsáveis pelo desenvolvimento e os técnicos instaladores devem conhecer profundamente a legislação. Até porque muitas vezes temos que orientar os clientes para o uso correto dos mesmos e aplicação da insensibilização seguindo as exigências legais e também religiosas em alguns casos”, completa o engenheiro da Fluxo.

Mercado Carminatti diz que a empresa tem observado que o mercado está mais otimista que nos últimos anos. “Em alguns segmentos ainda um pouco tímido, mas com certeza com boas perspectivas de retomada de crescimento”, explica. “Nossa empresa sempre está desenvolvendo inovações para aplicar em nossos produtos, sempre com o objetivo de atender todas as exigências legais e religiosas e ainda conseguir o melhor resultado no que diz respeito a qualidade da carne”, destaca o engenheiro. Ele ainda acrescenta que “atualmente temos nossos novos modelos de equipamentos que conseguem o melhor desempenho do mercado, possuem tecnologia que conseguem aplicar as correntes elétricas necessárias aos animais de tal forma que garantam os objetivos desejados na insensibilização, atuando de forma muito eficaz na parte neurológica dos animais e ao mesmo tempo esta forma de corrente e controle aplicados, atuam de maneira mais branda na parte muscular, possibilitam o máximo de aproveitamento na qualidade da carne”. A Fluxo tem novidades. “Estamos ofertando a nossos clientes um novo formato de trabalho que chamamos de ‘Solution’. Neste formato, fornecemos todos os equipamentos e, acima de tudo, um trabalho de ajuste e treinamento dos operadores e garantimos um resultado com eficácia na insensibilização e também nos resultados de qualidade. Nesse formato ‘Solution’ cobramos um valor mensal pelo fornecimento do


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BEM-ESTAR ANIMAL serviço juntamente com todos os equipamentos em forma de locação”, explica Carminatti.

Contenção Seguindo essa linha de abate humanitário, Fernando Santana, supervisor da Linha Frigorífica da Beckhauser, fabricante de equipamentos de contenção, explica que a empresa trabalha no desenvolvimento de equipamentos para indústria de processamentos de carne bovina com intuito de melhorar o procedimento no momento do abate. “Um dos nossos equipamentos, o Box de Atordoamento, faz o trabalho de contenção do animal para que seja realizada a insensibilização com mais eficácia e dentro dos padrões exigidos pelas diretrizes do bem-estar animal. O equipamento atende às normativas vigentes, seja em abate halal ou convencional”, conta Santana. “Temos também o Box Econômico de Atordoamento com acionamento pneumático para bovinos com capacidade de 300 animais/dia. O equipamento é ideal para atender os frigoríficos com menor escala”, acrescenta Fernando Santana que também relata que “visando a melhora contínua dos nossos produtos, o Box de Atordoamento Hidráulico Beckhauser foi atualizado com as novas pistolas de insensibilização”. Para melhorar ainda mais o processo a Beckhauser também desenvolveu a Porteira Automática para a seringa de abastecimento, corredor que conduz os animais ao Box de Atordoamento. Santana explica que o equipamento divide e controla o fluxo dos animais

com mais eficácia, deixando-os menos reativos. “A Porteira Automática pode ser acionada por apenas um operador, por meio de comandos pneumáticos ou hidráulicos, o que causa menor estresse para os animais e oferece maior segurança ao operador”.

AURORA INAUGURA MODERNA UNIDADE DE DISSEMINAÇÃO DE GENES (UDG) EM CHAPECÓ Bem-estar animal é o princípio orientador da Unidade de Disseminação de Genes (UDG II) da Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo industrial de alimentos cárneos do Brasil – inaugurada no início de abril, em Linha Tomazzelli, em Chapecó - SC. A UDG II permitirá ampliar em 67% a produção de sêmen do complexo agroindustrial, adotando o que há de mais avançado em genética suína. A unidade absorveu investimentos da ordem de 17 milhões de reais. O ato inaugural foi presidido pelos diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice8

presidente), Marcos Antônio Zordan (diretor de agropecuária), na companhia dos presidentes das cooperativas filiadas, do vice-prefeito Élio Cella, do gerente de produção de suínos Valdir Schumacher e do coordenador de desenvolvimento genético Evandro Nottar. O padre Domingos José Dias e o pastor Altair Boita ministraram a bênção inaugural. O presidente Mário Lanznaster destacou que o investimento foi necessário para manter o programa de expansão da produção de suínos da Aurora. O coordenador de desenvolvimento genético Evandro Nottar detalhou a complexidade


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BEM-ESTAR ANIMAL da gestão e da operação da produção de sêmen. O vice-prefeito Élio Cella discorreu sobre a importância da Aurora na economia regional. O diretor de agropecuária Marcos Zordan destacou que a UDG II atende aos requisitos da legislação europeia de bem-estar animal. A boa alimentação é uma das prioridades, mediante controle da qualidade e potabilidade da água e o fornecimento de nutrição balanceada. Os reprodutores estarão alojados em instalações climatizadas, com pressão positiva e filtro de ar, impedindo a entrada de agentes patogênicos, mantendo a biosseguridade e o bem-estar dos animais. Este moderno sistema de climatização foi desenvolvido para garantir ar na temperatura ideal ao conforto animal, devidamente filtrado e na quantidade adequada para atender a necessidade dos animais gerando conforto térmico. As densidades na granja foram ajustadas de acordo com as condições ambientais, de manejo e comportamento dos animais. Os pavimentos e pisos foram construídos de forma a evitar e/ou minimizar lesões, com área útil mínima destinada a cada animal igual ou superior a 6 metros quadrados. Os embarcadouros foram construídos de forma a minimizar lesões e estresse no manejo com os animais, garantindo o manejo seguro, facilitando a movimentação para o embarque e desembarque e o trabalho das pessoas envolvidas no processo. As instalações foram planejadas com fundos e laterais das baias com as grades vazadas, permitindo o contato entre os indivíduos e respeitando o comportamento social dos suínos. O cuidado com a saúde do plantel é outro ponto central, assegurado pela presença de médico veterinário. Com isso, busca-se o correto manejo dos animais, a sanidade e a prevenção de doenças, com o diagnóstico e tratamento (quando necessário). “Queremos as melhores condições de bem-estar para os animais”, sublinha o diretor. Para isso, a equipe de profissionais será treinada e capacitada de acordo com as boas práticas de produção e bem-estar animal.

composição de diferentes raças, fornecidos pelas maiores empresas de genética suína do mundo, como Agroceres PIC, DB Danbred e Topigs Norsvin. A UDG II passará a produzir 10.500 doses/semana ou 45.500 doses/mês. Os reprodutores, antes de ingressarem no galpão principal da unidade, serão recebidos no galpão de quarentena que possui o mesmo sistema de climatização e biosseguridade. Ali, por um período de 30 dias, serão monitorados diariamente objetivando garantir que não são portadores de nenhuma doença ou agente infeccioso. Uma equipe de 13 profissionais trabalhará na UDG II, com o suporte de um médico veterinário e responsável técnico. O acesso ao local será rigorosamente restrito com uso de arco de desinfecção, escritório para controle de entrada de pessoas, barreira sanitária (banho de funcionários e visitantes) e quarentena obrigatória. O complexo UDG II, que ocupa uma área de 272 hectares, é constituído por arco de desinfecção, três residências para moradores, prédio administrativo, área de lazer e lavanderia, laboratório, central de coleta e processamento de sêmen, área de quarentena, vestiário de quarentena, galpão de serviços, composteira, casa de maravalha, central de lixo, sala de painéis elétricos, geradores de energia, cabine de medição de energia, reservatórios de água, cisterna e lagoas de dejetos.

Estrutura A UDG II tem área total construída de 4.266,09 m² e abrigará 300 machos doadores dentro das melhores condições de bem-estar animal. Os doadores são machos híbridos, resultado da

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Presidentes das 11 cooperativas filiadas a Aurora Alimentos participaram da inauguração da nova UDG


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MAYEKAWA

MAYEKAWA CONVIDA IMPRENSA Foi com este tema que a Mayekawa do Brasil abriu suas portas para uma coletiva com a imprensa segmentada O evento teve lugar no dia 28 de março, na sede da empresa, em Arujá, São Paulo. Na oportunidade a imprensa segmentada compareceu e participou de um welcome coffee, uma visita acompanhada à fábrica, uma coletiva de imprensa com a participação da diretoria da empresa e um brunch de despedida. Muitas novidades foram apresentadas e todos os procedimentos da empresa foram apresentados contando com a participação de funcionários de cada setor. Em 2018 a Mayekawa do Brasil completou 50 anos de operação no país com trajetória sólida e se consolida como uma das empresas líderes de mercado na Refrigeração Industrial, promovendo tecnologia e soluções em equipamentos para segmentos diversos. Para 2019, importantes lançamentos estão programados, com destaque para os Sistemas de Refrigeração, com tecnologia diferenciada e de alta performance, como o funcionamento de plantas de refrigeração industrial na área de alimentos com a exclusiva aplicação CO2 Brine. Pioneira na implantação do sistema CO2 Brine em uma nova fábrica de alimentos, a empresa, que prioriza instalações com baixa carga de fluidos refrigerantes, bem como o uso de fluidos naturais, propôs a instalação de sistemas de refrigeração indireta que utilizassem CO2 Brine para o resfriamento ou congelamento dos produtos – e que também pode ser utilizado em sistemas de climatização. Nesse caso, a carga de amônia foi reduzida, utilizando-se CO2 como fluido refrigerante secundário (Brine), otimizando a eficiência energética e diminuindo o nível de toxidade, aumentando, assim, a segurança operacional do Sistema de Refrigeração. Foi por essa e outras ações que a Mayekawa empresa fundadora do Grupo Mayekawa, no qual faz parte a Mayekawa do Brasil – recebeu no início desse ano, o prêmio Accelerate Japan, que tem por objetivo reconhecer as empresas estabelecidas no Japão que se destacaram no avanço das tecnologias de refrigerante natural no ano de 2018. E além da inovação, sustentabilidade e eficiência 12

energética fazem parte da estratégia global da empresa. Os sistemas de refrigeração fornecidos pela Mayekawa do Brasil contam com a tecnologia Natural Five, em que são utilizados cinco refrigerantes naturais: amônia (NH3), dióxido de carbono (CO2), água (H2O), hidrocarbonetos (HC) e ar, aplicados em sistemas de aquecimento, secagem, abastecimento de água quente, ar condicionado, refrigeração e congelamento. Outros lançamentos estão previstos para acontecerem neste ano durante feiras e eventos, onde a Mayekawa do Brasil participará, tanto em agendas nacionais quanto internacionais. São eventos renomados em vários segmentos, o que indica forte atuação no mercado. Entre os principais produtos da empresa estão compressores, chillers, sistemas de refrigeração, reservatório de termo acumulação e equipamentos especiais. Além disso, oferece aos clientes serviços de treinamento, manutenção, automação e venda de peças de reposição. Com foco em inovação, uma equipe altamente capacitada formada por engenheiros, técnicos e pesquisadores trabalha na busca pelo desenvolvimento de produtos e soluções de ponta no cenário tecnológico mundial.


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RASTREABILIDADE

SISTEMA RASTREABILIDADE, SEUS CONCEITOS E BENEFÍCIOS Habilidade de reconhecer através de um código numérico qual a identidade de uma mercadoria e as suas origens

Por Renato Luiz Pinto Analista de desenvolvimento AIS Automação

A rastreabilidade é um conceito que surgiu devido à necessidade de saber onde um produto se encontra na cadeia logística, sendo também muito usado em controle de qualidade. Este conceito representa a capacidade de traçar o caminho da história, aplicação, uso e localização de uma mercadoria individual ou de um conjunto de características de mercadorias, através da impressão de números de identificação. Ou seja a habilidade de identificar através de um código numérico qual a identidade de uma mercadoria e as suas origens. Em um mercado cada vez mais exigente e preocupado com a qualidade de processos, serviços e produtos, a rastreabilidade torna-se indispensável para qualquer tipo de produção, uma vez que ela representa a possibilidade do consumidor conhecer os detalhes de cada etapa envolvida na obtenção dos produtos, a origem das matérias-primas e insumos utilizados e identificar os possíveis perigos relacionados. A Rastreabilidade é um instrumento fundamental quando a mundialização dos mercados comerciais 14

torna muito difícil a identificação da origem das matérias-primas e das circunstâncias em que se realiza a produção dos alimentos. Esta indicação permite ainda, no caso de surgir um problema de saúde pública, identificar todo o lote contaminado e, se necessário, retirá-lo do mercado, bem como definir a responsabilidade de cada um dos participantes na produção. Permite, assim, uma intervenção rápida por parte das autoridades competentes. A rastreabilidade também é reconhecida como uma forma de alcançar vantagem competitiva (auxilia na conquista de futuros contratos de projetos semelhantes ou na redução de custos futuros reutilizando informações rastreadas). Possuem uma política de desenvolvimento bem definida, com procedimentos e metodologias para o uso da rastreabilidade padronizada. Nesse grupo, a rastreabilidade é uma ferramenta necessária para monitorar alocação de recursos e usos, que auxiliem as decisões gerenciais e a possibilidade de análise de impacto. A associação do DIA ao animal permite estender essa associação a todos os produtos derivados desse animal. Esse rastreamento permite acompanhar todos os processos do frigorífico desde o abate até a venda do produto. As informações do animal são confirmadas através das análises das peças em cada processo. Episódios de crises ocorridos, como a encefalopatia espongiforme bovina (“doença da vaca louca”, ocorrida na Europa) e a febre aftosa, afetaram o comércio severamente e reafirmaram a necessidade de melhorar os métodos para o rastreamento de animais vivos, bem como seus derivados. Inicialmente foram promulgados textos legislativos para aplicar tais melhorias na União Europeia e posteriormente abrangidos por todo o mercado.

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RASTREABILIDADE Bovinos e Bubalinos (SISBOV) é um sistema criado e mantido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), um sistema brasileiro de identificação bovina e bubalina, que consiste na certificação de um conjunto de ações adotadas que caracterizam a origem, a sanidade e a segurança do alimento.

Sistema APIS A AIS Tecnologia & Sistemas oferece um controle completo de rastreabilidade de animais, através de seu sistema modular APIS. Com rastreamento de todo o ciclo de produção, desde a compra de animais até a venda, conforme as normas internacionais.

O programa de rastreabilidade SISBOV é um conjunto de leis, normas e instruções, normativas publicadas pelo governo para garantir o acesso do produto brasileiro aos mercados internacionais. A adesão ao SISBOV não é obrigatória, porém, a partir da análise detalhada e da compreensão das diversas vantagens envolvidas na implementação desse sistema, grande parte dos produtores interessados na comercialização de carne ao mercado externo e mesmo na comercialização e crescimento dentro do mercado interno, vem optando pela adesão ao SISBOV. Os procedimentos necessários para certificação SISBOV são: 1. Cadastro do Estabelecimento Rural Aprovado (ERAS); 2. Identificar todos os animais da propriedade; 3. Vistoria ERAS; 4. Inserção de Novos Animais após a propriedade se tornar um ERAS; 5. Registros na Propriedade; 6. Registro de toda movimentação de animal.

“O sistema APIS nos fornece segurança, agilidade e confiabilidade na rastreabilidade da cadeia bovina. Foi a escolha certa da empresa para garantir a perfeita execução dos processos sanitários exigidos pelo mercado internacional” Francisco Mateus Martins Bessa, Gerente de Tecnologia da Informação Mondelli Alimentos

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Possui controles tais como cadastro e importação de D.I.A., cadastro de GTA, leitura de brincos, relatórios de exportações, controle de PH, mapeamento de câmaras de abate, geração de documentos, controle de qualidade de acordo com o mercado destino e todos os demais controles exigidos para os diferentes mercados. O sistema APIS valida a compra dos animais, as informações de produtores, embargo ou não de fazendas, conferência da entrada do animal pela leitura do D.I.A. e da G.T.A., as informações de mercado destino e do lote da programação de abate através da leitura de brincos dos animais. Ratifica a habilitação da carcaça através da análise feita pela classificação – conformação, acabamento, idade do animal, sexo e raça. Controla análises de D.I.F., processos de armazenagem, e câmaras frias por mercado. Faz conferência de PH correspondente à classificação, controle de embarques, inclusive por coletores. Valida critérios e características específicas para cada habilitação, atendendo todos os tipos de mercados: MI, LG, LE, OM, Hilton, Chile, HQB, UE, China e Países Árabes. Possibilitando fazer o processo reverso da origem da peça – ou seja o rastreamento.


Vion com rastreabilidade até ao brinco O processador de carne Vion Convenience consegue rastrear os produtos de carne bovina com precisão até ao brinco. Isso é possível graças a um registro de dados operacionais minuciosos. CSB-Traceability controla e documenta todas as etapas de processamento.

“Com CSB-Traceability documentamos toda a cadeia logística. Nas nossas instalações, o fluxo de mercadorias está consistentemente ligado ao fluxo de informações. Isso permite-nos rastrear os nossos produtos de forma transparente desde o fornecedor ao cliente e desde o cliente ao fornecedor. Tudo isto em menos de uma hora”, explica o diretor de produção Dirk Kirchner. Para garantir a rastreabilidade completa a qualquer momento, os dados são transferidos eletronicamente de uma etapa de processamento para a seguinte: desde a entrada de mercadorias a produção e embalagem, ao comissionamento e à expedição.

Fatos

• Vion Convenience GmbH • Subsidiária da Vion Food Germany • Fabricante de carne fresca para embalar, carne picada, carne orgânica e especialidades de conveniência • Sazonalmente até 380 colaboradores • 180 produtos • www.vionfood.de

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AURORA

AURORA ALIMENTOS COMPLETA

50 ANOS

O terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes do Brasil chegou aos 50 anos de fundação com uma marca formidável A Cooperativa Central Aurora Alimentos – o terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes do Brasil – chegou aos 50 anos de fundação com uma marca formidável: tornou-se uma comunidade produtiva formada por mais de 100 mil famílias espalhadas por cerca de 300 municípios brasileiros. Os festejos do cinquentenário iniciam dia 12 de abril e encerram em 23 de novembro. Nesse cálculo estão os mais de 28.000 empregados 18

diretos da Aurora, as 65.500 famílias rurais cooperadas que formam a base produtiva no campo e os 10.200 colaboradores das 11 cooperativas agropecuárias que a constituem, totalizando 104.000 famílias. Em uma época em que as políticas de desenvolvimento não chegavam ao campo e ao produtor rural era destinado o incipiente papel de fornecedor de matérias-primas baratas para a indústria de transformação de outras regiões,


AURORA Bodanese teve lucidez suficiente para romper com essa estrutura de dependência. No comando da Coopercentral e da CooperAlfa, projetou a instalação do parque agroindustrial das próprias cooperativas para processar carnes, grãos e leite. A Coopercentral Aurora Alimentos é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 11 cooperativas agropecuárias, sustenta 28.000 empregos diretos e tem uma capacidade de abate de 20 mil suínos/dia, 1 milhão de aves/dia e um processamento de 1,5 milhão de litros de leite/ dia. Mantém oito unidades industriais de suínos, sete unidades industriais de aves, seis fábricas de rações, 13 unidades de ativos biológicos (incluindo granjas, incubatórios e unidade de disseminação de genes), 16 unidades de vendas e a sede central (matriz). As oito unidades industriais de suínos são: Indústria Aurora Chapecó (SC), Frigorífico Aurora Chapecó (SC), Frigorífico Aurora São Miguel do Oeste (SC), Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (MS), Frigorífico Aurora Sarandi (RS), Frigorífico Aurora Chapecó II (SC), Frigorífico Aurora Erechim (RS) e Frigorífico Aurora Joaçaba (SC). As sete plantas para processamento de aves são: Frigorífico Aurora Maravilha (SC), Frigorífico Aurora Quilombo (SC), Frigorífico Aurora Erechim (RS), Frigorífico Aurora Abelardo Luz (SC), Frigorífico Aurora Guatambu (SC), Frigorífico Aurora Xaxim (SC) e Frigorífico Aurora Mandaguari (PR). As seis fábricas de rações estão instaladas em Chapecó (SC), Erechim (RS), Cunha Porã (SC),

Guatambu (SC), Xaxim (SC) e Mandaguari (PR). As duas unidades armazenadoras de grãos estão instaladas em Chapecó (SC) e em São Gabriel do Oeste (MS).

Cooperativas A Coopercentral Aurora é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 11 cooperativas agropecuárias: Cooperalfa (Chapecó/ SC), CooperA1 (Palmitos/SC), Coopercampos (Campos Novos/SC), Copérdia (Concórdia/SC), Auriverde (Cunha Porã/SC), Cooperitaipu (Pinhalzinho/SC), Coasgo (São Gabriel do Oeste/MS), Coopervil (Videira/ SC), Cocari (Mandaguari/PR), Colacer (Lacerdópolis/ SC) e Caslo (São Lourenço do Oeste/SC). Através da Fundação, a Aurora Alimentos desenvolveu uma ampla política de responsabilidade social, implementando – somente em 2018 – 1.803 ações de natureza educativa, cultural, ambiental e social, beneficiando 135.181 mil pessoas. Em 2018, a receita bruta com vendas da Cooperativa alcançou R$ 9,1 bilhões, um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior. O mercado interno representou 76% das receitas e, o mercado externo, 24%. O reconhecido padrão de qualidade Aurora em suinocultura foi garantido pelos exitosos programas mantidos na base produtiva rural, como o Leitão Ideal, Destaques de Suinocultura (premiação dos melhores resultados zootécnicos), Coleta Segura e Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRSA), além do programa

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AURORA de melhoramento genético de fêmeas. No setor de lácteos, a Aurora recebeu de dez cooperativas agropecuárias filiadas o volume de 502 milhões de litros de leite, volume 3,52% superior ao ano anterior. A industrialização manteve-se praticamente estável (-1%) e totalizou 230,3 mil toneladas de leites UHT, bebidas lácteas, leite em pó, creme de leite, queijos, requeijão e soro em pó. No exercício findo, a Aurora Alimentos investiu R$ 188 milhões para a ampliação e contínua modernização de unidades industriais: implantação do terceiro turno no Frigorífico Aurora Chapecó I (R$ 42,7 milhões); incremento de linguiças cozidas e curados na Indústria Aurora Chapecó (R$ 31,8 milhões), aquisição de máquinas desossadoras de pernas no Frigorífico Aurora Guatambu (R$ 16,9 milhões) e de máquinas desossadoras de coxas Mayekawa no Frigorífico Aurora Mandaguari (R$ 8,4 milhões), e incremento de linguiças cozidas e mortadelas no Frigorífico Aurora Chapecó II (R$ 6,6 milhões). O desempenho econômico da ampla estrutura produtiva da Aurora produziu salutares efeitos sociais nas comunidades. Nos quase 300 municípios onde atua nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul – diretamente ou através de suas cooperativas filiadas, a Aurora dinamizou a economia regional. Gerou R$ 1 bilhão 243 milhões em

ICMS, R$ 3 bilhões 583 milhões em valor adicionado na atividade agropecuária, R$ 2 bilhões 811 milhões na atividade industrial e R$ 1 bilhão 101 milhões em remuneração e encargos sobre a folha de pagamento. No decorrer do exercício, a Cooperativa Central Aurora Alimentos foi distinguida por diversos prêmios, entre eles, Top Of Mind 2018, Personalidade de Vendas da ADVB/SC para o presidente Mário Lanznaster, 500 Maiores do Sul do Brasil da Revista Amanhã, Empresa Cidadã ADVB/SC 2018, 67ª maior empresa do País do ranking Melhores e Maiores da Revista Exame.

Novo mandato O presidente Mário Lanznaster foi reeleito em janeiro para mais um mandato de quatro anos, ao lado de Neivor Canton (vice-presidente) e Marcos Antonio Zordan (secretário do Conselho e diretor de agropecuária). O presidente destaca que a orientação “é prosseguir investindo no aumento da produção e no desenvolvimento de novos produtos para permanecer entre as melhores companhias de alimentos do mundo”. Lanznaster assinala que, em razão de sua natureza cooperativista, a Aurora, ao tempo em que busca a eficiência produtiva e o sucesso econômico, cumpre importante papel social.

AURORA INAUGURA A SEGUNDA UNIDADE DE DISSEMINAÇÃO DE GENES (UDG) EM CHAPECÓ A Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo industrial de alimentos cárneos do Brasil – inaugura no início de abril a segunda Unidade de Disseminação de Genes (UDG II) que permitirá ampliar em 67% a produção de sêmen do complexo agroindustrial. Adotando o que há de mais avançado em genética suína, a UDG II absorveu investimentos da ordem de 17 milhões de reais e está localizada na Linha Tomazzelli, em Chapecó. O ato inaugural será presidido pelos diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vicepresidente), Marcos Antônio Zordan (diretor de agropecuária) e Leomar Somensi (diretor comercial). Sete anos atrás, a empresa inaugurava a UDG I, no Distrito de Marechal Bormann, também em Chapecó, que continua em plena operação. A nova unidade 20

começou a ser construída em março de 2018 e fica conclusa em abril deste ano, data em que a Aurora completa 50 anos de fundação. A UDG II tem área total construída de 4.266,09 m² e abrigará 300 machos doadores dentro das melhores condições de bem-estar animal. Na unidade UDG I estão alojados 372 machos que, somados aos 300 machos da nova unidade, perfaz um conjunto de 672 machos, o que representa um aumento superior a 80% no plantel fornecedor de material genético. Os doadores são machos híbridos, resultado da composição de diferentes raças, fornecidos pelas maiores empresas de genética suína do mundo, como Agroceres PIC, DB Danbred e Topigs Norsvin. Atualmente, a UDG I produz 13.850 doses por semana ou 60.000 doses mês, volume levemente acima do


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AURORA ideal. Por isso, com a inauguração da segunda unidade, a produção dessa primeira UDG será realinhada para 12.700 doses por semana ou 55.000 doses por mês. Simultaneamente, a UDG II passará a produzir 10.500 doses/semana ou 45.500 doses/mês. Conjugadas, as duas unidades de gens gerarão 100.000 doses mensais, o que representa um incremento de 67%. Aproximadamente 185.000 fêmeas suínas poderão ser inseminadas com essa produção de sêmen, o que representa 80% do plantel de fêmeas da base produtiva da Aurora, no campo. Uma equipe de 13 profissionais trabalhará na UDG II, com o suporte de um médico veterinário e responsável técnico. O acesso ao local será rigorosamente restrito com uso de arco de desinfecção, escritório para controle de entrada de pessoas, barreira sanitária (banho de funcionários e visitantes) e quarentena obrigatória. O complexo UDG II, que ocupa uma área de 272 hectares, é constituído por arco de desinfecção, três residências para moradores, prédio administrativo, área de lazer e lavanderia, laboratório, central de coleta e processamento de sêmen, área de quarentena, vestiário de quarentena, galpão de serviços, composteira, casa de maravalha, central de lixo, sala de painéis elétricos, geradores de energia, cabine de medição de energia, reservatórios de água, cisterna e lagoas de dejetos.

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A coleta e o envase ocorrem em duas fases: semiautomatizada e automatizada. A semiautomatizada emprega materiais estéreis e descartáveis garantindo higiene da coleta e a nãocontaminação. Na fase automatizada são empregados modernos equipamentos para análise, diluição e envase das doses. Ambas asseguram o alto padrão e a qualidade das doses de sêmen que serão utilizadas pelos produtores. Devidamente acondicionado, o material genético será distribuído aos produtores do sistema Aurora através de veículos climatizados, com rastreamento e controle de temperatura, assegurando a qualidade das doses até o produtor. A maioria das cooperativas filiadas utilizará esse sêmen (algumas possuem suas próprias centrais de inseminação) e as doses serão entregues aos produtores a custo acessível, pois parte do valor será subsidiado pela Aurora.

Operação Os 300 reprodutores estarão alojados em instalação climatizada, com pressão positiva e filtro de ar com objetivo de impedir a entrada de agentes patogênicos. Os reprodutores, antes de ingressarem no galpão principal da unidade, serão recebidos no galpão de quarentena que possui o mesmo sistema de climatização e biosseguridade. Ali, por um período de 30 dias, serão monitorados diariamente objetivando garantir que não são portadores de nenhuma doença


AURORA ou agente infeccioso. Neste período também serão treinados para coleta de sêmen. Após essa monitoria e a liberação pelo médico veterinário, os animais serão transferidos para o galpão principal para iniciar sua produção de doses de sêmen. Os machos mais novos (até doze meses de idade) serão coletados uma vez por semana. Após esta idade já podem ser coletados com mais frequência: duas vezes por semana ou até três coletas em duas semanas em machos com mais tempo na unidade. A UDG II trabalhará com reposição de animais de 60% ao ano. Dessa forma, permanentemente serão introduzidos doadores de melhor valor genético objetivando a melhoria contínua dos indicadores zootécnicos dos produtores, cooperativas filiadas e Aurora. O sistema de coleta é semiautomatizado em modernos manequins de coleta, um sistema fechado impedindo a entrada de agentes contaminantes no material ejaculado durante a coleta. Em seguida, o material é transferido ao laboratório em perfeitas condições para ser avaliado com um moderno software e sistema computadorizado: é o CASA, sigla

em inglês que significa Sistema Computadorizado de Análise Espermática. Esse sistema automático avalia de forma precisa a cinética individual de cada espermatozóide em face da apresentação detalhada de diferentes parâmetros. Isso é de grande relevância frente à determinação do potencial de fertilidade do macho doador. Após a avaliação da qualidade dos espermatozóides e sua concentração, realiza-se a diluição com diluentes de última geração, que garantirão proteção e nutrição às células espermáticas com até seis dias de vida útil. O acondicionamento das doses acontece em modernas envasadoras automatizadas, preparando com agilidade e segurança as doses de sêmen que serão utilizadas pelos produtores. Após o envase as doses são armazenadas em câmeras ou salas com temperaturas específicas. Finalmente, serão destinadas às granjas de produção de leitões em carros climatizados, com rastreamento e controle integral de temperatura, garantindo a qualidade das doses em todas as etapas de coleta, análise, envase e transporte. *Fonte: MB Comunicação

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MERCADO INTERNACIONAL

EXPORTAÇÕES DE CARNE SUÍNA CRESCERAM 8,9% EM MARÇO Foram enviadas ao exterior 47,4 mil toneladas ante 45,9 mil em fevereiro As exportações de carne suína in natura cresceram 8,9% no mês de março. Foram enviadas ao exterior 47,4 mil toneladas. Com 21 dias úteis o mês registrou uma média diária de 2,5 mil toneladas. Quanto ao mesmo período de 2018 o crescimento foi maior, chegando a 7%, visto que em março do ano passado a média diária de embarques foi de 2,3 mil toneladas. Em relação ao preço, em março foram pagos em média US$ 2045,20 por tonelada, somando no mês US$ 97 milhões. A média de preço foi 3,5% maior que em fevereiro quando era pago por tonelada US$ 1975,40. Já em relação a março de 2018, o produto teve desvalorização de 2,6%, visto que no período a média do preço pago era de US$ 2099,90 por tonelada.

Resultados gerais da balança comercial No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 18,120 bilhões. Sobre março de 2018, as exportações

registraram queda de 1,0%, e em relação a fevereiro de 2019, aumento de 17,1%, pela média diária. As importações totalizaram US$ 13,130 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações apresentaram aumento de 5,1%, e de 9,5% sobre fevereiro de 2019, pela média diária. No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 31,250 bilhões. Sobre igual período do ano anterior registrou-se crescimento de 1,5%, pela média diária. O saldo comercial do mês apresentou superávit de US$ 4,990 bilhões, valor 22,3% inferior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018, US$ 6,420 bilhões. *Fonte: Suinocultura Industrial

CHINA COMPRA MAIOR VOLUME SEMANAL DE CARNE SUÍNA DOS EUA DESDE 2013 O recorde anterior havia sido em julho de 2014, quando a China comprou 31 mil toneladas A China comprou 77,7 mil toneladas de carne suína dos Estados Unidos na semana encerrada em 4 de abril, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em relatório semanal de vendas externas. É a maior venda em uma semana para o gigante asiático desde que o USDA começou a relatar as exportações de carne suína, em março de 2013 - o recorde anterior havia sido em 31 de julho de 2014, quando a China 24

comprou 31,2 mil toneladas. A negociação parece confirmar a especulação de que a peste suína africana continua a ter forte efeito negativo na população de suínos da China, com o país precisando comprar o produto norte-americano mesmo com uma tarifa retaliatória de 62% sobre ele. Os futuros de suínos na Bolsa Mercantil de Chicago (CME, na sigla em inglês) abriram em alta de mais de 3%.


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CAPA

REFRIGERAÇÃO ECONOMIA E MEIO AMBIENTE EM ALTA

O SETOR DE REFRIGERAÇÃO ESTÁ NO MEIO DE UM PERÍODO DE TRANSIÇÃO PARA MODELOS MAIS SUSTENTÁVEIS E RESPONSÁVEIS COM SISTEMAS DE MENOR IMPACTO AMBIENTAL

Q

uando o assunto é refrigeração não há dúvida de que a busca é sempre por instalações mais eficientes e que consumam pouca energia. Além disso, empresas sérias como a Danfoss destacam que um sistema de refrigeração industrial deve considerar três pontos fundamentais: eficiência energética, segurança e redução de emissões. Para Enri Tunkel, gerente de marketing da empresa, alguns critérios devem ser levados em consideração para a escolha do melhor sistema de refrigeração. “A busca pela eficiência energética está diretamente relacionada à redução de custos operacionais. O custo da energia vem subindo nos últimos anos. Por esta razão, as empresas devem buscar soluções que possam maximizar a eficiência dos processos, ao mesmo tempo em que reduzem o consumo de energia”, comenta. 26

Tunkel ainda sinaliza que a segurança é tema recorrente em refrigeração industrial. “Como a amônia é o refrigerante mais utilizado neste mercado, há uma constante preocupação com medidas preventivas de segurança, tanto dos funcionários quanto dos produtos, para que não haja vazamentos e contaminações. É cada vez maior a conscientização da necessidade da instalação de detectores de gases e da correta manutenção de válvulas de segurança, por exemplo”, destaca. Quanto à redução das emissões, as empresas estão cada vez mais empenhadas em aumentar sua conscientização ambiental, buscando ter processos “limpos” e que não contribuam para o aumento do efeito estufa e nem da poluição. Para Tunkel, a utilização de refrigerantes naturais, como a amônia e o CO2, contribui muito neste sentido. A Danfoss também se preocupa com a vida útil dos equipamentos, com sua manutenção e conservação


adequadas. Enri Tunkel explica que a operação segura de válvulas, bem como de toda a instalação frigorífica, é uma preocupação constante para a Danfoss. Ele conta que “além dos mecanismos internos de vedação das válvulas, investimos muito na capacitação dos usuários. Todos os passos da operação são foco de nossa preocupação, desde a pré-instalação, passando pela operação e a manutenção. Sempre reforçamos a importância de um processo de instalação limpo, para evitar a contaminação do sistema e a quebra de componentes. Nossa equipe técnica treina os funcionários dos clientes para que todo o processo operacional no dia a dia também seja seguro. Com relação à manutenção, reforçamos a necessidade de que sejam realizadas manutenções preventivas e oferecemos kits de manutenção para que as válvulas estejam sempre oferecendo sua melhor performance”.

como os detectores de gás da Danfoss, e capacitação de pessoal quanto à operação do sistema e cuidados com a manutenção, que deve ser preventiva e constante.

“Um sistema de refrigeração industrial deve considerar três pontos fundamentais: eficiência energética, segurança e redução de emissões.” Enri Tunkel, Danfoss

A Danfoss é uma das mais tradicionais fornecedoras de válvulas automáticas, manuais e demais controles para o mercado de refrigeração industrial. Muitos destes produtos foram desenvolvidos para permitir uma maior automatização das instalações, o que aumenta a segurança. “São válvulas automáticas, mecânicas ou eletrônicas, controladores de nível eletrônicos, detectores de vazamento de amônia e outros gases, válvulas de segurança, visores de nível e, também, toda uma gama de produtos para controles manuais das instalações”, lista Tunkel. Sobre o funcionamento dos equipamentos, Tunkel detalha que os produtos foram desenvolvidos para trabalhar com pressão de até 52 bar e temperaturas que variam de -60°C a +150°C. “Além disso, foram projetados para trabalhar eficientemente com amônia, CO2 e outros futuros refrigerantes de alta pressão, garantindo uma solução confiável, segura e ecologicamente correta”. Tunkel reforça que as medidas de segurança para sistemas de refrigeração com amônia independem do porte das instalações. É imprescindível a adoção de controles, sistemas de monitoramento de vazamentos,

Enri Tunkel |Gerente de marketing LAM de Refrigeração Industrial da Danfoss

Sobre as regras voltadas para este setor, a ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), por meio de seus associados e comitês técnicos, é quem mais contribui para a formalização de normas. Ainda há muito a ser feito e as melhores práticas em outros países precisam ser difundidas no Brasil. O IIAR (International Institute of Ammonia Refrigeration) pode contribuir muito para o desenvolvimento destas normas, pois tem uma preocupação genuína com a educação nesta indústria e já desenvolveu ou ajudou a desenvolver muitas das normas vigentes no mercado mundial. A Danfoss, através de seu gerente de marketing, acredita que há oportunidades de melhoria no que tange à fiscalização. De acordo coma empresa, muitas plantas antigas funcionam de forma ineficiente em termos de segurança e performance por falta de investimentos. 27


CAPA “Com uma fiscalização mais abrangente e com maior constância, muitos processos considerados inseguros poderiam e deveriam ser revistos”, salienta Enri Tunkel. Novas tecnologias É visível que há uma tendência de substituição crescente de processos manuais por processos automatizados em todas as áreas, e com essa não é diferente. Com relação à refrigeração industrial, há diversos processos onde a automação está presente: no degelo automático de câmaras e túneis de resfriamento, controle modulante de nível em separadores de líquido e monitoramento de vazamentos, são alguns exemplos. Na Danfoss esta automação está totalmente alinhada aos três pontos fundamentais já citados acima: eficiência energética, segurança e redução de emissões. Enri Tunkel conta que também se começa a cogitar o uso mais abrangente de refrigerantes naturais, além da amônia. Um exemplo seria o CO2 que é muito eficiente em baixas temperaturas. E, com relação a amônia, crescem os estudos para implantação de sistemas com baixa carga de amônia. Os cuidados com o meio ambiente também são lembrados pela Danfoss que analisa que muitas empresas não tomam decisões em investimentos focados no meio ambiente por livre e espontânea vontade - é mais por pressão da fiscalização ou de seus clientes. “Há exceções, empresas que já são conscientes, mas ainda são minoria. Atualmente, as mudanças climáticas representam um enorme desafio para o mundo e exigem trabalho e investimento direcionados e de longo prazo. Como líder global no fornecimento de tecnologias e produtos que reduzem o consumo de energia e reduzem a emissão de CO2, é normal que a Danfoss busque a redução do impacto ambiental de suas próprias atividades. A Danfoss iniciou diversos projetos para ajudar na redução do seu próprio consumo de energia e no combate às mudanças climáticas”, comenta Enri Tunkel.

“Com relação à refrigeração industrial, há diversos processos onde a automação está presente: no degelo automático de câmaras e túneis de resfriamento, controle modulante de nível em separadores de líquido e monitoramento de vazamentos, são alguns exemplos.” Enri Tunkel, Danfoss

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Economia No que tange à refrigeração industrial, o maior impacto em função do atual momento econômico seria, de acordo com análise da Danfoss, a redução ou o adiamento de investimentos em novas plantas e/ou expansões. Porém, Enri Tunkel sinaliza que o que se percebe, desde o final de 2017, “é que muitos clientes deixaram de esperar por ações por parte do governo e passaram a investir em suas instalações, mesmo que de forma discreta. Porém, as decisões de investimento são mais lentas e o que não é considerado essencial é postergado”. Ainda segundo ele, “apesar da economia estar caminhado a passos mais lentos, a Danfoss vem crescendo nos últimos anos. O tempo de maturação de novos projetos e de liberação de financiamentos está mais longo do que no passado recente. Mesmo assim, a empresa tem visto suas vendas crescerem em função do reconhecimento dos benefícios que seus produtos proporcionam aos processos de seus clientes. As perspectivas para os próximos meses são de melhora gradual do mercado de refrigeração industrial, mesmo que ainda num ritmo lento”.

Novidades A Danfoss apresenta a nova linha de detectores fixos de gás para aplicações de refrigeração industrial. Enri Tunkel explica que “os novos detectores digitais de gás não são apenas compatíveis e precisos, mas também são muito mais fáceis e intuitivos de se trabalhar, desde a especificação inicial até a operação de longo prazo. A novidade é baseada em uma plataforma digital que oferece múltiplas opções de comunicação e integração para melhorar a confiabilidade operacional, facilitar a calibração e os procedimentos de manutenção que permitem alta eficiência de serviço e conformidade normativa”. Além disso, a Danfoss conta que também foi lançada a válvula solenoide ICSH com abertura em duas etapas, dedicada à linha de gás quente e que garante uma injeção segura e controlada desse gás em dois passos nos evaporadores durante o degelo para evitar impactos de pressão/choque hidráulico no sistema de refrigeração.

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CAPA O que interessa ao mercado O Diretor Geral da Mipal Indústria de Evaporadores, Antônio Cláudio Montiani Palma, acredita que o mercado leva em consideração, para a escolha de um sistema de refrigeração, fatores como “marca, confiança, segurança, tecnologia, conceito da empresa no mercado e reconhecimento internacional, atendimento, seriedade no relacionamento, assistência técnica e engenharia voltada à customização de projetos de acordo com a necessidade de cada cliente”. Para ele o mercado evolui com a expectativa de aumento de qualidade de vida e com o índice de confiança da população. “Esses dois fatores, com as recentes mudanças, estão em crescimento, mas numa velocidade aquém da desejada, em virtude das dificuldades na transição do novo Governo. No caso da Mipal, estamos vivenciando um crescimento neste mercado, o que atribuímos à confiança na nossa marca e na ampla aceitação da tecnologia Intense, presente nos novos evaporadores e condensadores que produzimos - uma tecnologia que promove alta performance com níveis altíssimos de eficiência energética”, conta.

“O mercado evolui com a expectativa de aumento de qualidade de vida e com o índice de confiança da população.” Antônio Cláudio Montiani Palma, Mipal

Antônio Cláudio Montiani Palma|Diretor Geral da Mipal Indústria de Evaporadores

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A responsabilidade de preservar e conservar produtos de valor alto é levada a sério pela Mipal. “Pelo lado interno, a empresa tem que assumir esta responsabilidade voltada para maior longevidade através de seus processos, protegendo o investimento do cliente. Existe uma pressão de preços em função da situação econômica atual, mas existem economias que levam a pagar caro por esta escolha. Há também a questão dos projetistas e instaladores, que são cada vez mais exigidos em busca de atualização. De nada adianta se ele pegar um produto sem conceito no mercado. Podem fazer o máximo para uma qualidade de instalação adequada, mas o resultado depende da qualidade do produto escolhido. Há também a questão da necessidade do preparo adequado e treinamento para quem vai operar e realizar a manutenção dos equipamentos”, destaca o CEO. Analisando o mercado e suas alterações, Antônio Cláudio comenta que desde 1996, com o início das mudanças na utilização dos gases refrigerantes clássicos, “estamos vivendo até hoje mudanças que obrigam a constante evolução dos fabricantes e o investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia”.

Outra questão que também vem recebendo extremo cuidado nos últimos anos é com relação ao meio ambiente. O diretor geral da Mipal destaca que esta é também uma prioridade da empresa. “Trata-se de uma conscientização intrínseca da empresa a preocupação com o meio ambiente e o futuro do planeta. Em qualquer parte do mundo é inadmissível um produto que seja feito sem este critério”.

“O mercado quer marca, confiança, segurança, tecnologia, conceito da empresa no mercado e reconhecimento internacional, atendimento, seriedade no relacionamento, assistência técnica e engenharia voltada à customização de projetos de acordo com a necessidade de cada cliente.” Antônio Cláudio Montiani Palma, Mipal

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CAPA Uma análise do mercado A utilização de um sistema de Refrigeração Industrial é indispensável para qualquer setor da indústria. Em princípio, ela se constitui por sistemas que têm por finalidade o congelamento ou resfriamento de produtos e, também, o controle de temperatura de ambientes ou processos industriais diversos. Para a Mayekawa do Brasil, o setor de refrigeração está no meio de um período de transição para modelos mais sustentáveis e responsáveis com sistemas de menor impacto ambiental relacionado a novas aplicações de fluidos refrigerantes, além do progresso em termos de novas tecnologias de equipamentos para transferência de calor contribuindo de forma significativa para a redução do consumo de energia elétrica. Atualmente é de essencial importância que os produtos do setor apresentem em seu funcionamento comprovada redução de impactos ambientais e eficiência energética. Silvio Guglielmoni, diretor comercial da Mayekawa, explica que a empresa leva à sério estas questões, fazendo da redução do uso da energia um compromisso. Ele salienta que “reduzindo o uso da energia, reduzimos o impacto no meio ambiente e assim contribuímos com a preservação do nosso planeta. Isso aliado ao seguimento das normas ambientais, o que faz toda a diferença no resultado final”. Dentro dessa nova perspectiva, Guglielmoni destaca que “uma tendência para os novos sistemas de refrigeração são os equipamentos plug & play de média e grande capacidade para instalações industriais. O conceito Mayekawa de sistemas plug & play denominado USAT busca a otimização dos sistemas de refrigeração, com baixa carga de fluido refrigerante e totalmente montada em fábrica, projetado como uma solução integrada de geração de frio. Todo o sistema oferece instalações simples e rápidas para conectar-se a indústria e iniciar sua operação com significativa redução de trabalho em obra. A produção do sistema plug & play USAT é concluída em fábrica antes mesmo do local estar pronto para receber os equipamentos reduzindo o cronograma de obra”. Ele acrescenta que “os usuários finais podem economizar substancialmente no investimento inicial bem como nos custos de operação e manutenção optando por sistemas de refrigeração plug & play USAT-Mayekawa”. Como economia é um assunto em alta, o diretor comercial da empresa orienta que embora a vida útil do equipamento seja afetada por uma ampla variedade de fatores, desde o projeto do sistema que deverá ser executado por uma empresa que possua 32

tecnologias eficientes, os procedimentos de instalação e posteriormente o monitoramento das condições de manutenção, podem auxiliar para o prolongamento dos ciclos de vida útil do equipamento e melhorar a eficiência operacional.

“Atualmente é de essencial importância que os produtos do setor apresentem em seu funcionamento comprovada redução de impactos ambientais e eficiência energética.” Silvio Guglielmoni, Mayekawa

Silvio Guglielmoni | Diretor comercial da Mayekawa

Guglielmoni dá boas dicas sobre esse assunto e menciona alguns exemplos que podem fazer a diferença: 1. Projeto e Fabricação - É imprescindível que os produtos adquiridos sejam confiáveis, com qualidade,


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CAPA durabilidade e eficiência energética reconhecidas. A Mayekawa do Brasil há 50 anos cria soluções completas para a Refrigeração Industrial, como a fabricação do equipamento, o desenvolvimento do projeto na planta e a execução da obra, sendo reconhecida como uma das empresas líderes no segmento. 2. Instalação - Tubulações e controles instalados de forma incorreta podem modificar a passagem do ar e dos fluídos refrigerantes, e o resultado é a baixa eficiência do equipamento e o consequente aumento no consumo energético, portanto a escolha de profissionais qualificados no momento da instalação também coopera na performance e longevidade dos equipamentos instalados. 3. Fluidos refrigerantes - Os fluidos refrigerantes são substâncias utilizadas para transferência de calor sendo responsáveis pelo funcionamento do sistema de refrigeração. A decisão sobre qual refrigerante deve ser usado em um sistema de refrigeração é baseada nos principais critérios de segurança, performance termodinâmica e além disso, não deve ter um impacto significante sobre o meio ambiente. Atualmente, vários projetos mostram que os sistemas que operam com refrigerantes naturais são particularmente eficientes e favoráveis ao meio ambiente. A escolha de um fluido correto e eficiente evita diretamente que o sistema apresente um consumo desnecessário de energia elétrica. 4. Manutenção - O sistema de refrigeração, depois de instalado, também necessita de manutenção. Periodicamente, deve-se realizar medidas preditivas, preventivas e corretivas, para o funcionamento correto do sistema. Por estes e outros motivos, a Mayekawa do Brasil possui um departamento especializado e focado em assistência técnica, com técnicos e profissionais habilitados que atendem e promovem todo o tipo de suporte para qualquer necessidade de seus clientes. Além dele, a empresa mantém 16 filiais que cobrem todo o território nacional, pois fabricar, projetar e instalar não faria sentido se não houvesse uma continuidade, como a manutenção, garantindo maior vida útil aos sistemas e equipamentos. Meio Ambiente Em outubro de 2016, os Estados Partes do Protocolo de Montreal decidiram, na 28ª Reunião das Partes ocorrida em Kigali, Ruanda, pela aprovação de uma emenda que inclui os hidrofluorcarbonos (HFCs) na lista de substâncias controladas pelo Protocolo. Os HFCs não causam danos à camada de ozônio, porém apresentam elevado impacto ao sistema 34

climático global, e vêm sendo utilizados no segmento de refrigeração há décadas como alternativas em substituição aos CFCs e HCFCs.

O Brasil terá até 2045 para cumprir a meta de reduzir o uso dos HFCs a 20% dos níveis utilizados na média dos anos 2020-2022. Este acontecimento tem alterado de maneira significativa, atualmente, os conceitos de projetos e fabricação de equipamentos do setor para uma adequação antes mesmo dos prazos máximos estipulados pelos programas das Nações Unidas-ONU. Com essa temática em mente, Silvio Guglielmoni destaca que tanto a Mayekawa do Brasil quanto o Grupo Mayekawa têm na sustentabilidade e eficiência energética competências que fazem parte de sua estratégia global, sendo pilares fundamentais em todos os projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos e soluções oferecidos aos clientes. Ele frisa que “os sistemas de refrigeração fornecidos pela Mayekawa


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CAPA do Brasil contam com a tecnologia Natural Five®, em que são utilizados cinco refrigerantes naturais: amônia (NH3), dióxido de carbono (CO2), água (H2O), hidrocarbonetos (HC) e ar, aplicados em sistemas de aquecimento, secagem, abastecimento de água quente, ar condicionado, refrigeração e congelamento”.

“O Brasil terá até 2045 para cumprir a meta de reduzir o uso dos HFCs a 20% dos níveis utilizados na média dos anos 2020-2022.” Silvio Guglielmoni, Mayekawa

Esta iniciativa, juntamente com outras ações, fez com que a fundadora do Grupo Mayekawa, no qual faz parte a Mayekawa do Brasil, recebesse no início desse ano, o prêmio Accelerate Japan, que tem por objetivo reconhecer as empresas estabelecidas no Japão e que se destacaram no avanço das tecnologias de refrigerante natural no ano de 2018. A cerimônia de premiação foi realizada durante a conferência anual ATMOsphere Japan 2019, que em sua 3ª edição continuou a discussão crescente sobre oportunidades para refrigerantes naturais no Japão, reunindo representantes do governo, usuários finais, fabricantes nacionais e estrangeiros e outros especialistas. A Mayekawa foi a única empresa vencedora na categoria Inovação do Ano, agraciada por ter desenvolvido sistemas de refrigeração operando com CO2 Brine.

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A multinacional japonesa vem mesmo apostando em tecnologia diferenciada e de alta performance, como o funcionamento de plantas de Refrigeração Industrial na área de alimentos com a exclusiva aplicação CO2 Brine, que prioriza instalações com baixa carga de fluidos refrigerantes, bem como o uso de fluidos naturais. O supervisor comercial da Mayekawa do Brasil, Ricardo César Santos, explica que o sistema de CO2 Brine foi desenvolvido inicialmente pelo Grupo Mayekawa, ou seja, é a companhia que detém globalmente o pioneirismo e a expertise neste sistema. “Ao não bombear amônia para os evaporadores de ar forçado nos espaços refrigerados, utiliza-se uma pequena carga de amônia na sala de máquinas no estágio primário do ciclo de refrigeração para rebaixar a temperatura do CO2 para congelados (-30 °C) e resfriados (-10 °C). O CO2 é bombeado para os evaporadores de ar forçado como um fluido secundário. Através da aplicação da solução Mayekawa com CO2 Brine, conseguimos obter uma redução significativa aproximada de 90% da carga de Amônia (NH3) de 3.000 para 280 quilos com aplicação do CO2. Também reduzimos a pressão de projeto em aproximadamente 60% de 120 (bar) do sistema CO2 convencional para 40 (bar) no sistema CO2 Brine Mayekawa, mitigando consideravelmente riscos operacionais, além de aumentar a eficiência energética dos sistemas”, informa. Além do Brasil, a multinacional japonesa já aplicou o conceito de CO2 Brine em outros países da América Latina, sendo: dois projetos no Equador e um na Argentina. Na Ásia, o Grupo Mayekawa também está presente em mais de 500 instalações de refrigeração industrial, utilizando o CO2-Brine, tornando-se referência nesta solução.

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PRESENÇA DE PÚBLICO QUALIFICADO MARCA 1ª EDIÇÃO DA ANUFOOD BRAZIL Primeira edição da feira reuniu visitantes qualificados em rodadas de negócios internacionais Corredores cheios e grande volume de visitantes de todo o Brasil. Assim foi a primeira edição da ANUFOOD Brazil - Feira Internacional Exclusiva para Alimentos e Bebidas, que trouxe para o país e para São Paulo um modelo que é referência em eventos para a indústria de alimentos em todo o mundo. A ANUFOOD é inspirada na ANUGA, realizada há mais de um século na Alemanha - e assim como sua versão original, foi organizada e promovida pela Koelnmesse. O evento de negócios aconteceu no São Paulo Expo, entre os dias 12 e 14 de março, e reuniu 7.395 visitantes e 200 marcas expositoras de 20 países. Entre

os compradores presentes, representantes de grandes redes como Grupo Casino, Carrefour, Walmart, Grupo St. Marché e redes regionais de todos os estados brasileiros. O evento atendeu a compradores buscando bons negócios tanto para o mercado interno quanto para exportações. “É impossível não definir esta primeira edição como um sucesso. As atrações estiveram cheias, entre elas nosso congresso, em parceria com a FGV – Fundação Getúlio Vargas. Estamos felizes também com a Rodada de Negócios, organizada em parceria com a Promoex e o patrocínio da MSC, com compradores internacionais.

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ANUFOOD

Foram mais de 1.000 reuniões realizadas. Esse é um projeto muito importante, que será ampliado na próxima edição. Conseguimos trazer mais de 40 compradores internacionais”, diz o diretor-geral da Koelnmesse, Cassiano Facchinetti. Ao longo de sua programação, a ANUFOOD Brazil também recebeu a presença da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, e Gustavo Junqueira, Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, que já confirmaram seu apoio e compromisso para as próximas edições. Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (GV Agro) avalia que a feira “é extraordinariamente importante para o Brasil. Nosso país é conhecido no mundo inteiro, hoje, como um grande distribuidor de alimentos. Mas isso vai muito mais do que commodities agrícolas. É preciso agregar valor. E mostrar ao mundo que o Brasil tem uma rede de alimentos sólida, competitiva, eficiente e com produtos sustentáveis. Isso é essencial. E a ANUFOOD é isso: uma vitrine da tecnologia industrial do Brasil que o mundo inteiro está conhecendo”. A ANUFOOD recebeu apoio de outras entidades relevantes para o setor. Percival Maricato, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) também comemorou o resultado da feira. “Fomos surpreendidos com o alcance da feira, com a intensidade, com a visitação, com o comparecimento nas palestras 38

que estamos fazendo. Fiquei maravilhado com nosso estande em que centenas de pessoas circularam. É um encontro que dinamiza o mercado, que traz informação, traz opções para os proprietários dos estabelecimentos de alimentação fora do lar, e não poderia ter sido melhor. O estande está lotado, as palestras que estamos fazendo não estão cabendo mais pessoas no auditório. Além disso, conseguimos trazer vários ônibus do interior, todos cheios com potenciais compradores, empresários do setor de bares e restaurantes”. Para Luis Madi, diretor institucional do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos), que organizou o Seminário Alimentos 2030, “a ANUFOOD Brazil possibilitou um espaço importante para o debate de propostas positivas e viáveis para o setor de alimentos e bebidas. Também tivemos a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, e do secretário estadual de Agricultura, Gustavo Junqueira, que mostra o apoio dos governos Estadual e Nacional à iniciativa. Foi um sucesso e já vamos começar a organizar a ANUFOOD 2020”. “A ANUFOOD Brazil foi excelente em mostrar todos os players da cadeia produtiva de alimentos. Proporcionou três dias de conteúdo relevante para profissionais da área e consumidores, e o espaço de estandes estava rico na diversidade de produtos, conteúdos e demonstrações práticas, além de expor uma variedade de empresas estrangeiras. Certamente, o evento gerou um ambiente bastante propício e estimulador para investimentos e realização de


14a FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA PARA A INDUSTRIA DA PROTEÍNA ANIMAL

A REFERÊNCIA da indústria de PROCESSAMENTO da proteína ANIMAL

Promoção e Realização

06-08

DAS 13H ÀS 20H SÃO PAULO EXPO - SP | BRASIL

AGOSTO

2019

/TECNO.CARNE TECNOCARNE.COM.BR 39


ANUFOOD negócios”, afirma João Dornellas, presidente da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos).

Dez setores em uma única feira As marcas expositoras nacionais e internacionais foram divididas em dez setores – Agrifoods; Meat; Chilled & Fresh Food; Dairy; Drinks & Hot Beverages; Fine Food; Bread & Bakery; Organic; Sweets & Snacks; e Food Service, além dos pavilhões temáticos da Argentina, Alemanha, Países Árabes, entre outros. Marcelo Proença, diretor Global da Marfrig avalia que “é muito positivo que a Marfrig esteja participando da ANUFOOD Brazil, acho que é o casamento perfeito, já que a feira é de alimentos e bebidas e a Marfrig está passando por um momento excelente. O primeiro dia foi ótimo. A ANUFOOD é uma feira que tem tudo a ver com a companhia. Nossos clientes vieram nos prestigiar e a expectativa é que a ANUFOOD e a Marfrig dividam um calendário positivo também nas próximas edições”. Para uma das maiores produtoras de alimentos do país, a BRF, a presença também era garantida. “Estamos acostumados a participar de feiras internacionais, inclusive da Anuga” – conta Gerson Mantovani, diretor de FoodService da companhia – “e temos certeza do 40

protagonismo que o Brasil tem no mercado das Américas, e do que essa feira pode se tornar no futuro. A ANUFOOD atingiu seus objetivos. Sabemos que é a primeira edição e tem seus desafios, mas estamos dentro, para construir uma feira cada vez maior e queremos com certeza estar nas próximas edições. Tivemos uma feira bastante movimentada, com muitas visitas dos mercados das Américas, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai”. O balanço foi positivo também para a M. Dias Branco, de acordo com o diretor de Exportação César Reis. “A feira é uma maneira boa de encontrar novos clientes, mostrar nossa marca e, posteriormente, desenvolver um contato qualificado para negociação. Nós participamos da Anuga há muitos anos e já temos contato com o pessoal da Koelnmesse. É uma empresa de muito respeito e com ótima reputação, então quando trouxeram esse evento ao Brasil, já tínhamos a certeza da qualidade”. “Viemos com muita expectativa para essa primeira edição, e muita gente interessada passou pelo nosso estande, principalmente pelos nossos produtos de panificação congelados” – relata o gerente comercial da Bimbo, Pablo Garcistegui - “já estamos entrando em contato com distribuidores para atendermos aos comércios menores que se interessaram, como restaurantes, hotéis, padarias e todo esse tipo de cliente. Vamos oferecer também aos supermercados, para comprarem em grande quantidade. O balançou da feira foi bem positivo, nós oferecemos degustação de nossos produtos e o mais elogiado foi o nosso pão. O mais importante é que percebemos um ambiente de negócios muito aberto”. “Somos uma companhia alemã com quatro fábricas, produzindo um amplo leque de salsichas e alimentos afins. Começamos a explorar o mercado sul-americano no ano passado para entender se os produtos alemães eram interessantes para essa região” - explica o CEO de Vendas da Wolf, Markus Dietl, empresa presente no pavilhão da Alemanha - “por enquanto, a ANUFOOD tem sido o lugar ideal para checar se podemos conseguir clientes. O Brasil é ideal para nós pois o brasileiro gosta de carnes, gosta de linguiças, salsichas e isso é interessante. Nós já participamos da ANUGA a cada dois anos, e essa foi a melhor forma de vir para o Brasil, por meio da Koelnmesse. É por isso que viemos, e esperamos voltar em 2020”. Mario Panhotta, gerente comercial da expositora Cooxupé diz que “a feira é um canal interessante, apesar de ser a primeira edição, para nos apresentarmos ao mercado e termos acesso mais rápido a potenciais compradores. O público é bem focado, vem para conhecer e buscar negócios. Entre nossos destaques


A Fispal Tecnologia é o principal evento para quem é da indústria de alimentos e bebidas e busca soluções, novas tecnologias e tendências. O evento conta com cerca de 440 expositores e mais de 2.000 horas de conteúdo de ponta com profissionais que são referência no setor.

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Promoção e Organização

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ANUFOOD estão cafés gourmet e o café torrado e moído. Estamos mostrando nossa história de mais de 60 anos em cafés”. Apesar de pequeno, chamava atenção também o estande da EcoNut, produtora de castanha-do-pará orgânica. “O que tem de original no nosso trabalho é o fato de que nossa empresa domesticou essa espécie de castanha, e trabalhamos apenas com castanha plantada em nossa fazenda, no Amazonas” – diz Sérgio Vergueiro, sócio da EcoNut – “ela é conhecida no mundo inteiro, e tem uma característica: é a maior fonte de selênio em toda natureza. Seguimos o protocolo orgânico, demanda do moderno mercado de alimentos. A feira é uma iniciativa muito inteligente, e oportuna. O mercado de alimentos cada vez mais está exigente, e o Brasil precisa acompanhar isso. Temos recebido gente que nunca esperávamos receber e que talvez nunca tivessem pensado em nosso produto”.

Rodada de Negócios Durante os três dias da ANUFOOD, a Rodada Internacional de Negócios promoveu encontros comerciais entre empresários do setor da indústria nacional de alimentos e bebidas com fornecedores de diversos países, entre eles Estados Unidos, Argentina, China, Qatar e Emirados Árabes. Segundo Patrício Cintra do Prado, diretor da Promoex, responsável pela organização das rodadas, das 1.500 reuniões pré-agendadas, mais de 70% foram concretizadas. “O retorno que tivemos dos participantes foi bastante positivo e superou as nossas expectativas”, conta Prado. A estimativa é que os negócios gerados fiquem entre U$ 10 e U$ 15 milhões. Paulo Leone, importador de produtos brasileiros nos Estados Unidos, diz que percebeu um perfil de produtores diferentes na ANUFOOD. “Conversamos com várias empresas, em média 50. Encontramos aproximadamente 10 com potencial de produto, de preço e condições para exportação”, comemora Paulo Leone, CEO da MasterGate. A 1ª edição da ANUFOOD Brazil teve o patrocínio do Banco Fator, apoio da Danone, e foi organizada em parceria com a FGV Projetos, unidade de assessoria técnica da Fundação Getúlio Vargas, dedicando o devido espaço a toda diversidade das atividades relacionadas ao agronegócio e à indústria alimentícia e de bebidas.

Depoimento dos expositores Sooro – Gil Cláudio Santos Cibantos | gerente de marketing A feira estava muito boa. Fizemos contatos de qualidade, e a diretoria está contente. Esperamos 42

retornar no ano que vem. Muitos investidores estrangeiros vieram conhecer nossos produtos, pessoas interessadas em exportação. Grupo Dallas - Dyrlene Ferrugem, diretora comercial Quando fomos convidados pela equipe da Koelnmesse a participar da ANUFOOD Brazil, a ideia de trazer uma feira semelhante com as internacionais foi o que nos atraiu. A feira foi extremamente movimentada, as pessoas vieram realmente para fazer negócios, e não apenas para fazer uma visita social. Fizemos muitos contatos novos, muita gente de fora e a feira está extremamente organizada. As agendas da rodada de negócios foram super bem organizadas, com muita pontualidade. Todas as pessoas que marcaram estavam presentes. Quem veio realmente é do ramo, e veio para fechar negócio. É o que a gente mais espera em uma feira. SL Alimentos - Roberta Meneghel – diretora financeira Estamos buscando a participação no mercado internacional, então a ANUFOOD foi uma possibilidade de acessar o mercado latino-americano. Foi uma escolha estratégica já que conhecemos outros eventos, como a Anuga. Tivemos muitos visitantes do Uruguai, Peru, Equador, e também de outros países. A feira esteve bem movimentada para uma primeira edição, foi bem interessante, com um nível elevado de empresas participando e um matchmaking muito eficiente. Sttutgart - Frank Norman Hirt - gerente de marketing A empresa é especializada em produtos da Alemanha. Somos importadores e já estamos no mercado há 25 anos, e nosso foco na feira é demonstrar nossas novidades. Temos uma linha bem interessante de produtos naturais, e novidades na nossa linha de produtos tradicionais - cervejas, chocolates e biscoitos. A ideia foi recepcionar nossos clientes e conquistar novos. O primeiro dia foi bem intenso com contatos bem interessantes e qualificados, e realmente isso nos surpreendeu. Para uma primeira edição da feira era uma aposta, obviamente, e inclusive fomos uma das primeiras empresas a fechar contrato. Era uma dúvida que tínhamos, mas logo no primeiro dia foi bastante positivo. Sempre visitamos a Anuga, na Alemanha, é a principal feira que visitamos internacionalmente, conhecemos a qualidade do organizador, que é a Koelnmesse, e sem dúvida isso foi determinante para nos motivar a participar da ANUFOOD. A 2ª ANUFOOD Brazil será realizada de 09 a 11 de março de 2020, no São Paulo Expo.


FIQUE POR DENTRO

AUTOCONTROLE TRARÁ AVANÇOS IMPORTANTES PARA A PROTEÍNA ANIMAL DO BRASIL, DEFENDE A ABPA “Considerado prioridade pela Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, o Programa de Autocontrole é um importante avanço para o setor produtivo”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. O programa oficial de autocontrole, defendido pelo setor produtivo, tem como objetivo permitir às agroindústrias demonstrar que seus produtos cumprem os requisitos sanitários exigidos pela legislação, sob a auditoria do Ministério. “É de interesse da empresa garantir a qualidade dos produtos. Dizer o contrário é leviano. Elas adotam diversas ferramentas e processos com este objetivo. A vigilância do governo continuará ativa, mas a visão de controle será substituída pela garantia mais abrangente, com envolvimento das agroindústrias e do governo” defende.

Turra lembra que o Brasil também é inspecionado pelos países importadores. “São mais de mil missões privadas e oficiais para avaliar o produto brasileiro. Por ser líder em carne de frango e um dos principais em carne suína, os países inspecionam com ‘lupa’ as importações vindas do Brasil. E, mesmo assim, o país segue sólido em suas exportações, o que comprova a eficiência dos controles adotados pelas agroindústrias”, ressalta. A ministra Tereza Cristina inaugurou na semana passada os debates sobre o sistema no Grupo Permanente de Autocontrole, com participação dos setores público e privado. A ABPA é representada no grupo pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). *Fonte: Redação SafraES (ABPA)

“HAMBÚRGUERES ALTERNATIVOS NÃO PASSAM DE MODISMO” Especialista faz uma lista das dietas que um dia estiveram na moda e prevê vida curta no consumo de hambúrgueres vegetais Recentemente, a gigante em alimentos Nestlé e a rede de fast-food Burger King anunciaram a decisão de começar a produzir hambúrgueres vegetarianos. Na visão do norte-americano Gregory Bloom, um técnico em qualidade que trabalha na linha de abate de unidades de produção de carne bovina nos Estados Unidos, a atual onda das proteínas à base de vegetais e das chamadas carnes artificiais produzidas em laboratórios não passam de mais “um dos muitos

modismos alimentares”. Segundo Bloom, essa mania que hoje chama a atenção de um grande número de pessoas no mundo, assim como muitas outras que já perpetuaram no passado recente, tende a “desaparecer” das dietas preferenciais dos consumidores. “Estamos apenas no meio de outra moda de dez anos”, diz Gregory Bloom, em artigo publicado pelo portal norte-americano Meatingplace.

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FIQUE POR DENTRO

Para reforçar a sua teoria, Bloom listou algumas das dietas de “moda passageira” do século passado: 1820 – Lord Byron populariza a “Dieta do Vinagre e da Água”, que envolve beber água misturada com vinagre de maçã. 1930 – A “Dieta da Grapefruit” (também conhecida como a Dieta de Hollywood) é criada. O plano popular exigia comer toranja (fruto também chamado de jamboa, laranja-melancia, laranja vermelha, entre outros nomes) em todas as refeições. 1950 – A dieta da “sopa de repolho” prometia a perda de 10 kg a 15 kg em uma semana. 1975 – Um médico da Flórida criou a “Cookie Diet”, um plano em que você come biscoitos feitos com uma mistura de aminoácidos. 1985 – Harvey e Marilyn Diamond publicaram a “Fit for Life”, que proibia carboidratos complexos e proteínas de serem consumidos durante a mesma refeição. 1988 – A “Dieta Líquida”: Oprah Winfrey

caminhou até o set de seu show, puxando dramaticamente uma carroça cheia de gordura para representar os 67 quilos que ela perdeu nessa dieta moderna. 1992 – Robert C. Atkins, MD, publicou o “Dr. Atkins ‘New Diet Revolution`”, um plano de alta proteína e baixo teor de carboidratos. 2000 – Gwyneth Paltrow promove a “Dieta Macrobiótica”, uma dieta japonesa restritiva baseada em grãos integrais e vegetais. “Essas dietas”, diz o especialista norteamericano, “são apenas uma pequena parte dos modismos alimentares do século passado. Há simplesmente muitos outros para listar”, ressalta Gregory Bloom. “De tempos em tempos, sempre surge algo de ‘novo’ que tem a pretensão de ser um atalho para a saúde ideal. Mas as manias sempre vão desaparecer; não temos nada a temer com esses modismos atuais; pode vir!”, conclui o especialista. *Fonte: DBO Rural

MATO GROSSO PRODUZ 46% DA CARNE BOVINA DO CENTRO-OESTE Estado foi responsável por 18% da oferta total de carne bovina no país em 2018 O Mato Grosso respondeu por 46% da produção total de carne bovina do Centro-Oeste no ano passado, com uma oferta de 1,39 milhão de toneladas, crescimento de 8,7% sobre 2017, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Líder na produção nacional, o Estado foi responsável por 18% da oferta total de carne bovina no país em 2018. Do montante produzido no ano passado no Mato Grosso, 19,5% foram exportados para outros países, ou 44

271,96 mil toneladas, principalmente para Hong Kong e China (33%), Irã (15%) e Egito (13%). Comparando com o ano anterior, os embarques de carne in natura do Estado subiram 2%, em volume, e alcançaram receita anual de US$ 1,12 bilhão. “Esses incrementos novamente demonstram que o Mato Grosso está mais produtivo, dado que a idade de abate dos animais só cai, as áreas das pastagens também têm diminuído e a produção de carne só aumenta”, enfatiza a equipe de analistas do Imea.


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FIQUE SABENDO

RANDON AMPLIAM CRESCIMENTO COM RECEITA LÍQUIDA 45% MAIOR EM 2018 Impulsionou o crescimento a retomada do mercado de transporte no Brasil, que produziu cerca de 48,7 mil semirreboques e 105,5 mil caminhões As Empresas Randon encerraram o exercício de 2018 com crescimento acentuado na maior parte das linhas de negócios, o que ocupou patamares próximos da totalidade da capacidade de produção da Companhia. Também houve ampliação das operações fora do Brasil, além do crescimento das exportações diretas, fatores que integram o objetivo estratégico de expansão internacional e de aumento de competitividade. Com isso, a empresa obteve aumento de 45,1% na receita líquida consolidada, chegando a R$ 4,3 bilhões. Diante deste cenário, as Empresas Randon registraram em 2018 uma receita bruta total de R$ 6 bilhões, 43,4% superior à obtida em 2017. No exercício, o EBITDA consolidado foi de R$ 559,8 milhões, 81,6% superior a 2017 e margem EBITDA de 13,1% (10,5% em 2017). O lucro líquido consolidado foi de R$ 151,7 milhões, com margem líquida de 3,6% - em 2017, o lucro líquido foi de R$ 46,7 milhões, com margem líquida de 1,6%. “O desempenho de 2018 consolida o crescimento iniciado no ano anterior, conquistado porque mesmo na crise promovemos a readequação de processos e de estruturas organizacionais, investimos em modelos de negócios robustos e diversificados. Com isso, quando o mercado reaqueceu, estávamos prontos para atender a demanda. Chegamos aos 70 anos com a solidez necessária para seguirmos conectando pessoas e riquezas para gerar prosperidade”, declara o presidente das Empresas Randon, David Randon. Os resultados do último trimestre de 2018, quando a receita bruta total somou R$ 1,7 bilhão, também contribuíram para o bom desempenho do ano. A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,2 bilhão no período, um acréscimo de 42,1% em relação ao mesmo trimestre de 2017, no qual havia somado R$ 853,2 milhões. Já o EBITDA consolidado do quarto trimestre foi de R$ 124,6 milhões e margem EBITDA de 10,3% (9,2% no quarto trimestre de 2017). Nos últimos três 46

meses de 2018, o lucro líquido consolidado totalizou R$ 35,4 milhões, com margem líquida de 2,9%. Em 2018, a Divisão Autopeças representou 50,8% das receitas totais da Companhia, seguida por 45,3% da Divisão Montadoras e 3,8% da Divisão de Serviços Financeiros. Ao final de 2018, os produtos com maior participação na receita das Empresas Randon foram semirreboques (39,3%), materiais de fricção (25,8%) e eixos e suspensões (9,3%).

Exportações As vendas para o exterior em 2018 totalizaram US$ 182,3 milhões, aumento de 17,3% sobre 2017 (US$ 155,4 milhões). As exportações das Empresas Randon representaram 15,7% da receita líquida consolidada do exercício, enquanto em 2017 a participação foi de 16,8%. A maior expansão aconteceu na exportação de semirreboques, que obteve crescimento de 49,9%, com destaque para o mercado chileno, que representou mais da metade das vendas ao mercado externo da Randon Implementos. Em volume total exportado, a Fras-le se destacou, aproveitando, principalmente, o bom momento da economia dos Estados Unidos, cuja demanda foi crescente ao longo do ano e responsável por 47,3% das exportações da empresa. No total exportado pela Companhia em 2018, Mercosul e Chile tiveram parcela mais relevante e representaram 42,4% das exportações, enquanto para o NAFTA foram 31,7% das exportações totais.

Divisão Montadoras Em 2018, a Divisão Montadoras representou 45,3% do total da receita líquida consolidada da Companhia (R$ 1,9 bilhão). A Randon Implementos vendeu para o mercado brasileiro 17.079 semirreboques, aumento de 69,5% em comparação a 2017 (10.075 unidades). As vendas de semirreboques para os mercados interno e


da fabricação e comercialização de veículos rebocados, também vende vagões ferroviários e veículos especiais (retroescavadeiras, minicarregadeiras e caminhões fora-de-estrada).

Divisão Autopeças A Divisão Autopeças em 2018 respondeu por 50,8% da receita líquida consolidada da Companhia, somando R$ 2,2 bilhões. Se em 2017 as exportações foram o principal fator para o crescimento da produção de caminhões, em 2018 foi o mercado brasileiro que reagiu e respondeu por grande parte do aumento dos volumes. Foram produzidas, no período, 105.534 unidades, crescimento de 27,1% em comparação a 2017 (83.044 unidades). O mercado interno respondeu por 72,0% das vendas em 2018, aumento de 9,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Foram emplacadas no Brasil 75.987 unidades, 46,3% a mais que em 2017 (51.941 unidades). A divisão ampliou a relevância das receitas geradas no exterior, principalmente por meio das novas operações na Argentina, Uruguai e Índia. Além disso, as plantas industriais nos Estados Unidos e China estão apresentando bom desempenho. Com isso, as receitas oriundas do exterior chegaram a US$ 78,9 milhões em 2018, contra US$ 53,0 milhões em 2017.

Divisão Serviços Financeiros

externo em todas as plantas da companhia somaram 20.960 unidades em 2018, crescimento de 59,8% em relação ao ano de 2017 (13.117 unidades). A Randon Implementos é a maior fabricante de reboques e semirreboques da América Latina e está entre as maiores do mundo. Possui três fábricas no Brasil, nas cidades de Caxias do Sul-RS, Chapecó-SC e AraraquaraSP e uma unidade para distribuição de peças em Linhares-ES. No exterior, há uma unidade fabril em Rosário, na Argentina e outra em Lima, no Peru. Além

A Divisão de Serviços Financeiros da Companhia, representada pelas empresas Randon Consórcios e Randon Investimentos (Banco Randon), respondeu por 3,8% da receita líquida consolidada. Esses negócios são meios de sustentação de vendas, e dão acesso a crédito e financiamentos de produtos para os clientes das Empresas Randon. No caso da Randon Consórcios, em 2018 foram vendidas 14.306 cotas de consórcios, crescimento de 4,8% em relação às cotas vendidas em 2017 (13.651 unidades). Já o Banco Randon atua como suporte às vendas das Empresas Randon, ofertando alternativas de financiamento direcionado a clientes e fornecedores das Empresas Randon.

Investimentos Em 2018 os investimentos consolidados somaram R$ 335,1 milhões (R$ 216,0 milhões em 2017). Deste total, R$ 137,4 milhões foram investimentos de manutenção e ampliação fabril e R$ 197,6 milhões na aquisição da nova controlada indireta, a Fremax, e das joint ventures Randon Perú e ASK Fras-le. 47


FIQUE SABENDO

DANFOSS LANÇA APP PARA DETECTAR DEFEITOS NAS VÁLVULAS SOLENOIDES Instaladores e técnicos de serviço em todo o mundo trabalham de maneira mais inteligente e rápida todos os dias usando o Danfoss CoolApps Toolbox, uma coleção de aplicativos móveis projetados exclusivamente para ajudá-los em suas tarefas diárias. Agora, a Danfoss apresenta mais uma ferramenta útil: o Magnetic Tool, um aplicativo simples, porém avançado, que aproveita o poder do hardware do smartphone para transformálo em um detector de campo magnético de precisão. Até agora, técnicos tiveram que confiar em uma variedade de ferramentas para detectar defeitos nas válvulas solenoides para garantir que estão funcionando corretamente. O Magnetic Tool não só é mais conveniente, como também é mais preciso. O aplicativo fornece informações detalhadas sobre o campo magnético da bobina AC ou DC em uma válvula solenoide e pode indicar a direção de rotação de certos

tipos de motores. O novo Magnetic Tool pode ajudar os usuários a documentar o processo de reparo e instalação, fotografando o componente defeituoso e compartilhando-o com o proprietário do sistema. O aplicativo Magnetic Tool já está disponível globalmente para download no iTunes App Store e no Google Play Store.

JOHNSON CONTROLS FORNECE SOLUÇÕES INTEGRADAS EM SEGURANÇA E PROTEÇÃO A FOGO PARA INDÚSTRIAS ALIMENTÍCIAS A gestão da segurança e climatização em uma fábrica de alimentos e bebidas impacta diretamente nos custos e no conforto dos trabalhadores. Qualidade e climatização do ambiente, sistemas de proteção contra incêndios, acesso e sistema de vídeo vigilância (CFTV) são itens fundamentais para o funcionamento seguro de uma planta industrial. A Johnson Controls, líder global em soluções de eficiência energética e tecnologia para edifícios, implanta soluções que operam de forma integrada, proporcionando economia, confiabilidade e segurança aos clientes na sua operação. A automação no sistema de ar condicionado (que inclui controle de temperatura, umidade e filtragem do ar de cada ambiente) garante que o manuseio dos produtos seja feito dentro dos parâmetros adequados 48

de cada alimento. “A ventilação deve ocorrer de maneira adequada, de forma que a área interna tenha sempre pressão positiva, ou seja, o ar deve ser mantido no ambiente e com pouca quantidade saindo pela exaustão. Já a exaustão não deve ser maior do que o ar que entra no ambiente, com o objetivo de evitar contaminação externa. O ar interno em circulação deve ser filtrado e com controle de temperatura e umidade”, explica Fernando Baratella, executivo de contas da Johnson Controls. A solução da Johnson Controls para automação no sistema de HVAC e de integração multiplataforma é o Metasys. A ferramenta tem exibição termográfica das condições de temperatura, tela gráfica para monitoramento e controle do ambiente por meio de animações de fácil compreensão. Assim, permite


FIQUE SABENDO

que os operadores monitorem mais facilmente as condições da instalação usando uma interface intuitiva, em tempo real, por meio de smartphones e tablets. A integração de múltiplos sistemas permite a unificação de multisistemas independentes em uma única plataforma de gestão. O recurso de “Dash Board” torna possível a operação comparável com outros ambientes similares de mercado por meio de dados estatísticos e gerenciáveis, sendo este recurso vital para o mapeamento da eficiência local ou de multisites em um só Sistema Supervisor. Na parte de proteção de incêndio, o sistema de detecção e alarme de incêndio é composto por detectores que captam um princípio de incêndio e informam rapidamente, por meio da central de alarme, para que o combate seja efetuado. O combate ao incêndio pode ser automatizado (sprinklers, gás, geradores de espuma) e existem diversos tipos de detectores (fumaça, temperatura, aspiração, barreira linear), que são dimensionados de acordo com o risco oferecido em cada ambiente. De fabricação própria, o SIMPLEX, tem como principal diferencial a UL e a FM Global, duas das mais importantes certificações americanas em segurança de produtos e gestão de riscos. As atualizações futuras têm baixo custo, sistemas de áudio evacuação e telefones de emergência integrados, gerenciamento e controle de fumaça, alto nível para redes, múltiplas tecnologias e conectividade, interface com protocolos abertos. Para monitorar toda a planta há o sistema de CFTV, que tem uma série de vantagens, desde a proteção perimetral, monitoramento de processos, circulação de pessoas, prevenção de furtos e controle de acessos. É

possível dimensioná-lo de forma que o monitoramento ocorra desde o recebimento da matéria-prima até o produto acabado, evitando possíveis desvios. “Além disso, é possível ainda parametrizar análises de vídeos nas câmeras para determinar cercas virtuais e localizar objetos abandonados, por exemplo. O CFTV colabora ainda para melhor projeção da área operativa, prevenção de perdas e saúde e segurança”, acrescenta Baratella. A Johnson Controls opera as principais marcas de primeira linha do CFTV do mercado, o que permite integrá-las e atender a qualquer necessidade que o cliente possa demandar. A companhia tem também sua linha própria de CFTV, a ILLUSTRA, que faz parte do rol de grandes marcas do mercado, com todos os modelos de câmeras existentes adequadas a qualquer tipo de ambiente. O grande diferencial da empresa está na capacidade de projeto do sistema, definição da melhor solução, dimensionamento, implantação, integração entre todos os sistemas e capacitação do cliente na operação.

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Alta produção com capacidade de 250 porções/ minuto através de múltiplas linhas Precisão máxima de peso Produção totalmente automática de uma ampla variedade de formas Primeira classe em qualidade do produto Tempos de conversão rápidos

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Edição de Abril 2019  

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