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Edição 112 | Abril | 2018

Sua revista com marketing 100% digital

BRASIL LIVRE DA AFTOSA Preservação ambiental do Brasil comprovada Mapa lança plataformas virtuais ABC e Webambiente

Ameaça nas exportações para a Arábia Saudita Alegação de que procedimentos não cumprem os preceitos do Islã

UM MARCO NA HISTÓRIA DA PECUÁRIA Otimização na fiscalização de carga agropecuária para exportação Novo sistema será adotado para produtos de origem animal 1


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Editorial Brasil Livre da Aftosa Ilce Maria Silveira Diretora

Diretora Ilce Maria Silveira Administrativo e Financeiro financeiro@revistafrigonews.com.br karina@revistafrigonews.com.br Jornalista Rosângela Bóccoli jornalista@revistafrigonews.com.br Direção de arte Alice Sampaio arte@revistafrigonews.com.br Assinatura assinatura@revistafrigonews.com.br Antônio Silva antonio@revistafrigonews.com.br Carla Carmello carla@revistafrigonews.com.br Rose Bóccoli rose@revistafrigonews.com.br Projeto Gráfico Umbrella & Garoa Design umbrella.garoa@gmail.com

Nova condição sanitária marca a história da pecuária brasileira no cenário mundial De 2 a 5 abril, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) celebrou a Semana “Brasil Livre da Febre Aftosa” em comemoração aos esforços de todos os órgãos oficiais de defesa sanitária do país, dos produtores e da indústria pecuária para erradicar a doença do território nacional. Para comemorar o marco na história da pecuária brasileira, foi lançado o selo e carimbo comemorativos dos correios “Brasil Livre da Aftosa”. As ações empreendidas para eliminar a doença do rebanho brasileiro serão solenemente reconhecidas na 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, em Paris, de 20 a 25 de maio, cujo encontro reunirá delegados de 181 países. Na ocasião, o Brasil receberá o certificado internacional de zona livre de Febre Aftosa, abrangendo os estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará, alcançando toda a extensão territorial brasileira. A partir de maio de 2019, o Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021, e o país inteiro seja reconhecido pela OIE como país livre de Aftosa sem vacinação até maio de 2023. O Brasil segue na luta contra a Febre Aftosa em busca de um país livre da doença. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) tem como estratégia principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Se chegamos até aqui, com certeza, vamos além.

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NOSSOS DESTAQUES 26 Brasil Livre da Aftosa: um marco na história da pecuária Vacinação contra Aftosa começa em 1º de maio

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Sauditas proíbem choques elétricos em frangos e ameaçam exportações do Brasil Eles alegam que o procedimento não cumpre os preceitos do Islã

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Sistema otimiza fiscalização de carga agropecuária para exportação Desenvolvido na USP, sistema será adotado pelo Mapa a partir de abril para produtos de origem animal

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Mapa lança plataformas virtuais ABC e Webambiente Novos softwares comprovam a preservação ambiental no Brasil

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CALDEIRAS

BUSCA POR EQUIPAMENTOS DE ALTA PERFORMANCE, PELO USO EFICIENTE DE ENERGIA ELÉTRICA E MENOR DEPENDÊNCIA DE OPERADORES Tendência: alternativas aos combustíveis fósseis e a biomassa são opções atrativas “Vivemos em um mundo em que os recursos naturais devem ser preservados, portanto, temos a obrigação de construir equipamentos cada vez mais eficientes. Uma caldeira de alta eficiência significa menos consumo de combustível, menos emissões de poluentes e até mesmo menos recursos aplicados na construção da mesma. O projeto deve ser integralmente de acordo com norma de reconhecimento internacional (Ex: ASME - em inglês: ASME Boiler & Pressure Vessel Code – BPVC - é uma padronização da Sociedade dos Engenheiros Mecânicos dos Estados Unidos - American Society of Mechanical Engineers - que regulamenta o projeto e a construção de caldeiras e vasos de pressão), com emprego de componentes de alta qualidade, assegurando uma operação confiável e com baixo custo de manutenção” – esta é a opinião de Alberto Crespo, Gerente de Vendas da Alfa Laval Ltda. Para ele, a operação deve ser dentro dos limites para os quais o equipamento foi projetado, fazendo uso da fonte enérgica prevista no projeto: estes são os cuidados essenciais durante a utilização do equipamento para o sucesso do trabalho. Na visão de Crespo, é adequado que se tenha atenção e cuidado ao tratamento de água da caldeira, sendo esta a principal fonte de problemas e redução da vida útil da caldeira. “ Atualmente, estão disponíveis sistemas de controle automático dos principais parâmetros relacionados ao tratamento d’água, reduzindo a dependência da operação”, declara. Uma tendência atual, segundo o gerente, é a busca do mercado por alternativas aos combustíveis fósseis e a biomassa, tornando-se uma opção bastante atrativa. De acordo com ele, se por um lado os custos com biomassa são menores, por outro, os custos de aquisição do sistema completo (caldeira, sistema de alimentação, sistema de estocagem) são maiores quando comparáveis aos das caldeiras a combustíveis fósseis. O espaço para instalação de uma caldeira a biomassa é significativamente maior e os aspectos ambientais também devem ser levados em consideração, pois as agências de controle ambiental dos estados ditam diversas regras que, dependendo do local da instalação, podem ser mais ou menos rígidas. Em suma, o investimento inicial em uma caldeira à 6

biomassa é superior mas, ao longo do tempo, certamente haverá ganhos de economia em combustível. É esperado uma significativa redução no preço do gás natural a partir do término dos contratos de fornecimento de gás natural com a Bolívia, o que seria um alívio para as empresas e, ao mesmo, para o meioambiente. Na avaliação dele, esse mercado e seus equipamentos evoluíram nos últimos anos através da busca por equipamentos de alta performance, do uso eficiente de energia elétrica e da menor dependência de operadores. Do ponto de vista de Alberto, a consciência e preocupação com o meio ambiente por parte dos fabricantes e clientes deste mercado ainda não é, em geral, um fator motivador na escolha de uma caldeira ou fornecedor.


CALDEIRAS “A legislação é antiga e não está mais alinhada com os limites de emissões praticados na Europa ou EUA, por exemplo. Com raras exceções, não havendo uma demanda legal, poucas empresas estariam dispostas a investir em caldeiras com menor nível de emissões e, em consequência, os fabricantes não desafiados. Atualmente, dispomos de queimadores de ultra-baixa emissão de óxidos de nitrogênio, mas os mesmos são somente aplicados em caldeiras a serem exportadas”, explica. O gerente de vendas da Alfa Laval justifica isso pela principal norma aplicada às caldeiras em operação ser a NR-13, cuja fiscalização se dá através do Ministério do Trabalho. Conforme informações dele, quanto a projeto, fabricação e controle de qualidade, o código ASME é o mais difundido no Brasil, mas com pouquíssimos fabricantes certificados e nenhuma fiscalização. Muitas empresas não qualificadas, ainda pela impressão dele, colocam no mercado caldeiras de baixa qualidade, o que representa elevado risco para usuários e empresas. “Nosso último lançamento é uma caldeira para recuperação de energia – Aalborg Micro, para aplicação em motores a gás ou diesel, que através da recuperação do calor contido nos gases de escape, produz vapor ou água quente”, finaliza.

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RASTREABILIDADE

A NECESSIDADE TOTAL DE TRANSPARÊNCIA NA SUA CADEIA DE SUPRIMENTO Os cinco passos para a rastreabilidade Por Marcus Goulart*

Bactérias no leite, fipronil em ovos, peças de plástico em carne picada: se houver risco de recall, as empresas precisam saber exatamente a quem foram fornecidos quais produtos. Assim, as empresas de produtos alimentares obtêm total transparência na sua cadeia de suprimento.

Definir objetivos

Apenas um bom conceito de rastreabilidade, com objetivos claramente definidos, contribui para o sucesso. As empresas devem, em primeiro lugar, identificar o estado atual das suas operações, identificar lacunas e definir o que desejam – ou até precisam – alcançar com a rastreabilidade. Trata-se de segurança alimentar, recalls mais rápidas ou objetivos de marketing? Quais os padrões de qualidade que são particularmente importantes? Existem novas leis ou regulamentos que devem ser cumpridos? É precisamente nesta área que as exigências e desejos individuais das empresas diferem muito. Além disso, surgem novos desenvolvimentos, que são gerados pelo comércio ou pelos consumidores, tais como novos selos de qualidade. Tudo isto deve ser estrategicamente planejado e conceitualmente levado em consideração. A equipe de projeto deve, portanto, ser composta por diferentes efetivos com diversas competências que tenham, em conjunto, uma visão geral sobre as operações. Um possível elenco poderia ser composto por funcionários da TI, departamentos de produção, bem como pela garantia de qualidade e pela administração. Nesta fase, é igualmente importante que o parceiro de software esteja envolvido.

Definir tamanhos do lote A qualidade da rastreabilidade depende da definição e do tamanho do lote. É evidente que os lotes mais pequenos e mais homogêneos permitem um rastreamento mais direcionado. No entanto, os pequenos lotes também implicam mais trabalho no que diz respeito ao registro de dados e, consequentemente, ao aumento dos custos. 8

Por conseguinte, no que respeita a definição ou diferenciação de lotes, os especialistas aconselham chegar a um compromisso entre a gestão de riscos individual por um lado, e a rentabilidade por outro. Uma prática frequentemente eficaz e internacionalmente comprovada é a formação de lotes diários ou de lotes mais pequenos. As extensas recomendações gerais não são muito úteis, pois as diferenças estruturais e organizacionais nas empresas são muito grandes.

Registrar os dados certos nos lugares certos A organização da rastreabilidade torna-se complicada sempre que forem misturados diferentes lotes de matérias-primas de fornecedores diferentes na produção de produtos alimentares. Aqui, surgem novos lotes que, por sua vez, são gerenciados pela tecnologia de dados e transmitidos para as próximas etapas de produção ou embalagem. Portanto, é importante instalar pontos de registro de dados de TI em todos os pontos relevantes do processo operacional, a fim de registrar e processar as informações online. Se são usados dispositivos terminais móveis, PCs ou leitores fixos de código de barras, depende das condições espaciais da empresa, bem como do seu conceito individual do fluxo de material. O fator decisivo é que os dados são registrados diretamente no processo, uma vez que esta é a única maneira de obter uma prova completa sobre que lote e quais ingredientes foram utilizados no produto alimentar acabado. Isto inclui também a documentação de quantidades de retrabalho, tal como a sobra do produto, que retorna ao processo de produção. Outra vantagem: graças ao registro e à verificação dos dados em todos os níveis de produção, os problemas podem ser rapidamente identificados ou mesmo evitados antes de existirem quaisquer perturbações no processo.

Usar dados e criar um valor acrescentado

Cada sistema de rastreabilidade é tão bom quanto a qualidade dos dados. E mais, no final, o que importa é que os dados sejam analisados e visualizados por um software. Só então os processos de recall podem


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RASTREABILIDADE

ser organizados e automatizados de forma eficiente, o que já é exigido parcialmente por leis, regulamentos e auditorias. Além disso, as empresas podem, com uma ferramenta de documentação, cumprir a obrigação de fornecer provas, demonstrando com um simples clique, que os atributos indicados nos seus produtos estão a ser cumpridos. É precisamente isto que está a tornar-se cada vez mais importante: por exemplo, quando se trata de apresentar informações válidas sobre as emissões de CO2 durante a produção. A importância dos sistemas de rastreabilidade continuará seguramente a crescer no futuro. Nos países de língua alemã, muitas empresas já fornecem os seus dados aos sistemas de informação do consumidor, como fTrace, mynetfair ou ATC. Presumivelmente, estes ou bancos de dados semelhantes desempenharão também um papel importante a nível internacional. Então, a rastreabilidade não só fornecerá um valor fundamental para a venda, mas se tornará um prérequisito básico para poder fazer negócios. 10

E por último: os sistemas de rastreabilidade também oferecem grandes oportunidades para otimizar os processos de forma a se beneficiar economicamente deles. Otimização de compra, informações atuais sobre o inventário, bases de planejamento seguras, avaliações e estatísticas significativas, cálculos exatos de lotes atuais – tudo isto resulta num ganho para as empresas.

Rastreabilidade completa com CSB Traceability no produtor de carne e salsichas Wolf Uma documentação transparente das vias de comercialização e processamento de matérias-primas e produtos não é só juridicamente vinculativa, mas também um investimento na credibilidade e imagem. Além disso, trata-se também de segurança econômica e minimização de riscos: o aumento do comércio global de produtos agrícolas e produtos alimentares requer sistemas de segurança. Uma boa gestão de recall baseada em um sistema de informação de lotes pode evitar grandes perdas financeiras numa situação de emergência.


RASTREABILIDADE Mesmo no caso do produtor de carne e salsichas Wolf, a rastreabilidade completa dos produtos desempenha um papel importante por esses motivos. A Wolf aposta na solução de rastreabilidade do especialista em ERP alemão para a indústria de produtos alimentares CSB-System. Todas as matériasprimas recebidas são identificadas com um rótulo do produto gerado pelo software de ERP. Este rótulo de entrada de mercadorias contém, entre outras informações, o número e a designação do artigo, a data da entrada, a quantidade, o local de armazenamento, o fornecedor e o número do lote. No processamento subsequente do lote como parte do processo de produção, o número do lote é registrado através de dispositivos terminais móveis. A partir deste momento, os dados de entrega de todas as matérias-primas processadas estão inseparavelmente ligados ao respectivo lote de produção. Uma vez que a produção da Wolf é realizada com base em “lotes de produção”, os produtos acabados podem ser claramente atribuídos a uma produção. A rastreabilidade é assegurada pela atribuição dos lotes de matérias-primas às formulações guardadas no CSB-System e pelo rastreamento completo do lote de

produção durante todo processo de produção até o produto embalado. Uma vez que os sistemas de afixação de preços e os sistemas de rotulagem obtêm as suas informações através do CSB-System, os dados de rastreabilidade nas embalagens individuais podem ser codificados em códigos de barras 2D (QR, Data Matrix, etc.). Ao mesmo tempo, esses dados são transferidos para a plataforma da Internet “mynetfair”. Nesta plataforma, os consumidores finais podem identificar rápida e facilmente, através do smartphone ou PC, as informações de rastreabilidade de cada produto, digitalizando ou fotografando o código. Na Wolf, a rastreabilidade é possível tanto “downstream” como também “upstream”. Isto significa que tanto os fornecedores das matérias-primas usadas, como também os consumidores finais, podem ser identificados com um simples clique. CSB-Traceability em uso na Wolf, em vídeo: https:// www.youtube.com/watch?v=Q3ZgZh3RLto *Marcus Goulart é o responsável de vendas na CSB-System para os países de língua portuguesa. Ele é a pessoa de contato para as empresas da indústria de carne e produtoras de salsichas.

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MERCADO INTERNACIONAL

SAUDITAS PROÍBEM CHOQUES ELÉTRICOS EM FRANGOS E AMEAÇAM EXPORTAÇÕES DO BRASIL Eles alegam que o procedimento não cumpre os preceitos do Islã

Segundo comunicado do Ministério da Agricultura do Brasil, a Arábia Saudita pretende aplicar regras mais rígidas para o abate halal de frangos nos países exportadores e, para isso, a Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos argumenta que o procedimento padrão de atordoar os frangos antes do abate, por meio de choques elétricos que os deixam inconscientes, não cumpre os princípios do Islã. Os preceitos do abate halal requerem que os animais estejam vivos ao terem o pescoço cortado e a Arábia Saudita agora exige que as descargas elétricas sejam eliminadas a partir de abril. A mudança aumentará o desperdício de carne no processo de abate devido às asas quebradas pela resistência dos animais durante o abate. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a perda de rendimento chegaria a 30% com os novos procedimentos. Representantes do governo e da indústria do Brasil se reuniram com autoridades da Arábia Saudita para apresentar evidências de que as aves ainda estão vivas após receberem choques na tentativa de convencer o país a rever sua decisão. “Os choques não matam, apenas sensibilizam para que a morte aconteça sem que os animais sintam”, disse o Presidente da ABPA, Francisco Turra. O Brasil pediu mais tempo para discussões ou pelo menos para que os produtores se ajustem, mas os importadores têm 12

sido relutantes, acrescentou. “Como envolve um tema religioso, essa é uma questão delicada para eles.” A Arábia Saudita, que no ano passado elevou uma tarifa aplicada às importações de carne de frango, é a maior compradora do frango brasileiro. Em 2017, as aquisições do país ultrapassaram 591.000 toneladas, 14% das exportações brasileiras, segundo dados do governo. Representantes do governo e da indústria do Brasil participaram de discussões com a Organização de Padronização do Conselho de Cooperação do Golfo (GSO, na sigla em inglês) sobre os novos procedimentos para a produção de carne halal. Até lá, as empresas dispostas a exportar para a Arábia Saudita terão que proibir choques no processo de abate. O governo da Arábia Saudita informou ao Mapa que a Autoridade Geral de Alimentos aprovou solicitação brasileira de estender o prazo até o dia 1º de maio para que estabelecimentos do país exportem carnes de aves ao país. O país discutirá com o ministérios brasileiro a melhor forma de abate de aves que se adequa ao método halal, previsto na religião islâmica.

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MERCADO INTERNACIONAL

MISSÃO BRASILEIRA APRESENTA ESTUDOS TÉCNICOS SOBRE ABATE DE FRANGO PARA SAUDITAS Autoridades sauditas e os importadores demonstraram preocupação com a produção local e falaram sobre a necessidade de investimentos do setor produtivo brasileiro

O Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki e comitiva, reuniram-se, no dia 26 de março, com o Diretor da Organização de Padrões do Golfo (GSO), Sufian Al-Irhayim, e representantes do órgão de regulação saudita, ligado ao Grupo do Golfo, que estabelece os padrões sanitários, tecnológicos e religiosos para o consumo de produtos no país. No caso do consumo de proteína animal, o GSO determina quais procedimentos devem ser obedecidos no abate halal, exigência para que possa ser processado o alimento de origem animal aos muçulmanos. Durante a reunião foram apresentados estudos técnico-científicos para subsidiar alterações na regulamentação sobre a insensibilização de frangos, que envolvem aspectos técnicos e religiosos. A alteração da norma 993 do GSO está sendo discutida e, segundo o Al-Irhayim, deve ocorrer até final de junho de 2018. Tal medida é necessária para permitir regras claras para o cumprimento de requisitos de certificação halal. Apesar de não ser requisito de certificação controlado pelo Mapa, por intermédio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o ministério tem colaborado com a elaboração de estudos científicos, em conjunto com universidades sobre o tema, como medida de apoio aos certificadores e empresas brasileiras para garantir o cumprimento dos requisitos religiosos necessários à exportação. 14

Para alinhar os procedimentos adotados no abate, foi estabelecido um canal direto de discussão entre GSO, o Mapa e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entidade que congrega as empresas de abate de frango no Brasil. A perspectiva brasileira é que as novas regras, a serem deliberadas pelo Conselho do Golfo, contemplem os modernos mecanismos tecnológicos de abate e sua conformidade com o requisito técnico e religioso do país árabe. Segundo o ministro da Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentes (SFDA), Hisham Al Kadhey, órgão que fiscaliza os alimentos, as regras atuais deverão ser cumpridas até que novos procedimentos sejam adotados. Ele anunciou que deverá enviar fiscais ao Brasil para acompanhar o cumprimento das exigências de seu país. A Arábia Saudita é o principal destino das exportações de frango brasileiras, no valor de mais de US$ 1 bilhão. Na pauta do agronegócio, também são destaque as vendas brasileiras de açúcar, carne bovina, os produtos de soja e o milho. As autoridades sauditas e os importadores demonstraram preocupação com a produção local e expuseram a necessidade de investimentos do setor produtivo brasileiro na Arábia Saudita. Novacki destacou a disposição brasileira na cooperação técnica e transferência de tecnologia para fortalecer a produção saudita e destacou o papel da Embrapa, que contribuiu de forma decisiva para o sucesso da produção agropecuária no Brasil. Além disso, foi reforçado o compromisso do Brasil com a segurança e qualidade dos produtos brasileiros, que atendem mais de 180 países. O Secretário ressaltou que o “Brasil alimenta mais de 1,4 bi de pessoas em todo o mundo, e não conseguiria isso sem uma produção sustentável, com responsabilidade social e com qualidade indiscutível”. No encontro com integrantes do Ministério da Agricultura da Arábia Saudita, foi confirmada a visita de uma delegação ao Brasil em maio de 2018 para certificar as exportações de gado vivo.


MERCADO INTERNACIONAL

MARROCOS ABRE MERCADO PARA GENÉTICA DE PERUS DO BRASIL Subvenção ao seguro rural na modalidade pecuário promoverá crescimento da atividade O Marrocos abriu seu mercado para o setor de genética avícola do Brasil, destaca a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a partir de informação recebida do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A abertura vale para o setor de perus, para os segmentos de ovos férteis e animais de 1 dia. “O Brasil já é uma consolidada plataforma de exportação de genética de frangos e ovos. A oportunidade aberta para o setor de perus amplia a capacidade de embarques em um segmento de altíssimo valor agregado”, analisa Francisco Turra, Presidente-Executivo da ABPA.

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MERCADO INTERNACIONAL

ÁFRICA DO SUL AUTORIZA IMPORTAÇÃO DE FARINHA DE SANGUE DO BRASIL País também será o novo destino das exportações de colágeno bovino brasileiro As autoridades sanitárias do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca da África do Sul (DAFF) anunciaram a aprovação do Certificado Sanitário Internacional das exportações brasileiras de farinha de sangue de aves para alimentação animal. O Brasil tem um grande potencial de crescimento na África do Sul com relação às exportações de produtos para alimentação animal. Atualmente, os principais fornecedores para o mercado sul-africano são a União Europeia, Estados Unidos e China. Em 2017, o Brasil exportou mais de US$ 3 milhões de rações para animais à África do Sul, e mesmo assim, ocupa apenas 2% do mercado sul-africano, que importou mais de US$ 143 milhões em 2017, demonstrando a importância da inserção brasileira nesse mercado. A indústria de reciclagem animal brasileira retira do ambiente aproximadamente 12 milhões de toneladas de subprodutos de origem animal por ano. “Se esse material

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não fosse reciclado”, explica Jesulindo Nery de Souza Junior, da Embaixada do Brasil em Pretória, “representaria um grande risco sanitário e ambiental. Porém, com as modernas tecnologias, os subprodutos são reciclados de forma limpa e segura, gerando gorduras, cálcio, fósforo e proteínas, contribuindo de forma decisiva para a sustentabilidade da cadeia de produção de cárneos”. O país sul-africano também será o novo destino para exportações de colágeno bovino para consumo humano. O colágeno é uma proteína única, além de suas propriedades tecnológicas, como formação de gel e estabilização de gordura, também tem propriedades nutricionais, com teor de proteína acima de 98%, sendo ainda um produto não alergênico. O colágeno pode ser usado como matériaprima para a fabricação de produtos como remédios e cosméticos, mas também é muito utilizado na indústria alimentícia, principalmente na produção de embutidos.


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MERCADO INTERNACIONAL

INTENSIFICAÇÃO DAS VENDAS A PAÍSES AFRICANOS AJUDA A ELEVAR EXPORTAÇÃO DE CARNE SUÍNA Em 2018, a África do Sul já adquiriu 59% mais carne do que todo o ano passado, quando importou 3,1 mil toneladas Embora Hong Kong e China tenham sido os principais mercados responsáveis pelo bom resultado das saídas brasileiras de carne suína em março, a intensificação das vendas para países africanos, como Angola e África do Sul, contribuiu para impulsionar os embarques do período. De janeiro a março de 2018, a África do Sul já adquiriu 59% mais carne do que todo o ano passado, quando importou 3,1 mil toneladas. Apenas em março, segundo a Secex, os embarques ao país sul-africano somaram 1,07 mil toneladas,

mais que o dobro do mês anterior e 4,5 vezes acima do de janeiro. Para Angola, os embarques alavancaram de 1,3 mil toneladas em fevereiro para 4,3 mil toneladas em março. Quanto ao mercado interno, de acordo com pesquisas do Cepea, com as vendas de carne no atacado ainda em ritmo lento, frigoríficos seguem adquirindo novos lotes de animais vivos de forma cautelosa, cenário que mantém os preços do suíno enfraquecidos em muitas regiões.

BRASIL DECIDE INGRESSAR NA OMC CONTRA RESTRIÇÕES DA UE À IMPORTAÇÃO DE AVES O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciou no dia 17 de abril, que irá recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia que está descredenciando frigoríficos da BRF como exportadores de carne de aves para países do bloco econômico. A decisão foi tomada no retorno da viagem que realizou à Bruxelas, onde defendeu a autoridades, como o comissário para a Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia, Phil Hogan, a sanidade do produto brasileiro. De acordo com ele, trata-se de guerra comercial da UE. “Estão aproveitando para nos tirar do mercado em nome da sanidade, o que não é verdadeiro”, afirmou. A decisão de suspender parte das exportações de apenas três frigoríficos havia sido tomada pelo próprio Mapa depois que a Polícia Federal realizou operação envolvendo análises laboratoriais que atendiam à BRF, mas deverá se estender a todos os estabelecimentos da empresa, por iniciativa da UE. Maggi lembrou que a preocupação com a presença de salmonella, alegada no bloco, não tem justificativa técnica, uma vez que é possível 18

exportar cortes de frango in natura para os países da comunidade europeia, com proibição para apenas dois tipos da bactéria, desde que seja paga tarifa adicional de 1.024 euros por tonelada. O ministro destacou medidas adotadas pelo ministério para retirar qualquer influência política e dar maior transparência aos processos de fiscalização de um ano para cá. O Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, disse que, apesar da União Europeia ter aumentado para 100% a inspeção da carne de aves desde março do ano passado, o índice de alertas sobre a presença de salmonella está no mesmo nível de um ano atrás, quando apenas 20% da carga era avaliada. Rangel declarou que, uma vez que a carne de frango não é consumida crua, a presença de salmonella não implica em risco à saúde humana. Controles sobre presença de salmonella nas carnes de aves são estabelecidos pelo Mapa desde 2003 seguindo padrões internacionais, mediante o Programa de Redução de Patógenos, Monitoramento Microbiológico e Controle de Salmonella em carcaças de frangos e perus.


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MERCADO INTERNACIONAL

CHINA CONTINUA AMPLIANDO SUAS IMPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA BRASILEIRA E JÁ CONCENTRA QUASE 50% DA MOVIMENTAÇÃO TOTAL País também será o novo destino das exportações de colágeno bovino brasileiro que entram pela cidade estado de Hong Kong, efetuou compras de 171.249 toneladas no trimestre o que representou 46,1% das exportações brasileiras. Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre de 2017 as vendas para aquele mercado representavam 35,8%. O mês de março seguiu os resultados dos dois primeiros meses do ano e também foi muito bom para a carne bovina brasileira no mercado internacional. A comercialização atingiu 148.904 toneladas e a receita US$ 590,2 milhões, crescimento respectivo de 20% e 21% sobre março de 2017.

Com o mercado chinês se aproximando cada vez mais de representar 50% das exportações de carne bovina in natura e processada, o comportamento das vendas do produto brasileiro no mercado internacional vem mantendo, em 2018, um ritmo de crescimento que não se verificava há vários anos. Segundo informações da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados finais de movimentação de março divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX, mesmo sem contar com clientes tradicionais como a Rússia, o primeiro trimestre de 2018 foi encerrado com vendas de 393.083 toneladas que representaram um faturamento de US$ 1,589 bilhão para o país, ou seja: crescimento de 19% em quantidade e de 21% na receita em relação a 2017, quando o país exportou 331.253 toneladas que renderam US$ 1,299 bilhão. Segundo a Abrafrigo, o mercado chinês, através das importações diretas pelo continente somadas às 20

Depois da China, o Egito, outro cliente importante, voltou as compras de maneira muito forte, com movimentação de 47.842 toneladas contra apenas 15.004 toneladas em março de 2017. O Chile também ampliou suas importações de 12.592 toneladas em março de 2017 para 23.888 toneladas em março de 2018. De acordo com informações da Abrafrigo, os resultados no mercado internacional hoje constituem importante válvula de escape para compensar a queda das vendas no mercado interno, que não vem apresentando recuperação desde que foi deflagrada a Operação Carne Fraca da Polícia Federal no início de 2017. A Operação da PF também continua refletindo até hoje em queda de vendas para os países integrantes da União Europeia e para os Estados Unidos. No entanto, para o mercado russo, que já chegou a ser o maior importador da carne bovina brasileira, há perspectivas de reabertura das importações ainda no primeiro semestre de 2018, o que pode melhorar ainda mais o desempenho do país nos próximos meses.


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MERCADO INTERNACIONAL

SISTEMA OTIMIZA FISCALIZAÇÃO DE CARGA AGROPECUÁRIA PARA EXPORTAÇÃO Desenvolvido na USP, sistema será adotado pelo Ministério da Agricultura a partir de abril para produtos de origem animal

Escola Politécnica - USP | Foto: Marcos Santos

Um projeto desenvolvido com a participação da USP vai facilitar o trabalho dos fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na gestão de cargas destinadas para exportação. Isso graças a uma concepção baseada em gerenciamento de riscos concebida por pesquisadores do Grupo de Automação Elétrica em Sistemas Industriais (Gaesi) da Escola Politécnica (Poli) da USP. O Sistema Hiperintegrado de Vigilância Agropecuária (Shiva) começa a funcionar a partir do próximo dia 1º de abril e vai permitir ao ministério ter 22

um controle maior sobre a qualidade dos produtos exportados, além de estar integrado ao Portal Único de Comércio Exterior. Coordenador Técnico do grupo, o engenheiro Vidal Augusto Zapparoli Castro Melo conta que, por falta de ferramentas como a proposta, os fiscais do Ministério precisavam verificar pelo menos a documentação de 100% de todas as cargas direcionadas para exportação. “É humanamente impossível fazer um gerenciamento de riscos baseado apenas em documentos em papel e na capacidade cognitiva das pessoas. Mas, quando o processo permite o armazenamento eletrônico de dados sobre qualquer tipo de operação e coloca algoritmos de aprendizado de máquina para funcionar, o computador tem uma capacidade enorme de realizar cruzamentos, de memorizá-los e de encontrar padrões de comportamento que a cognição humana é incapaz de alcançar”, destaca Melo. Entre os critérios que serão analisados pelo gerenciamento de risco estão os dados históricos do exportador, o tipo de produto que está sendo exportado, o país de destino e a documentação declarada sobre a carga. “É uma gama de dados que pode ser cruzada para verificar o risco apresentado. Dependendo do resultado, o sistema classifica a carga de acordo com as cores verde, amarelo, vermelho e cinza”, esclarece Vidal Melo. Os dados sobre os exportadores já estão disponíveis via Portal Único de Comércio Exterior, criado pelo governo federal, e em processo de implantação, que é o meio pelo qual os exportadores do país declaram suas operações de exportação para anuência dos órgãos de controle – o próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; o Exército; a Receita Federal; a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outros.

Funcionamento e ações de acordo com a cor de classificação Um software robô desenvolvido no âmbito do projeto acessa os dados da carga de exportação via


MERCADO INTERNACIONAL Portal Único e os transfere para o Shiva que, por sua vez, fará o gerenciamento de risco e a classificação da carga. Cargas classificadas como verde apresentam risco baixíssimo e o fiscal não tem necessidade de se preocupar. Um exemplo seria um exportador que há dez anos realiza exportações e, ao longo desse tempo, todas as vezes em que seus contêineres foram inspecionados não foi encontrada nenhuma irregularidade. A classificação amarela indica algum problema com a documentação da carga. Por exemplo, o número do certificado sanitário é inexistente e o fiscal e o exportador precisariam verificar o motivo da incongruência de dados. A classificação vermelha indica para o fiscal a necessidade de abertura do contêiner para inspeção. “O Ministério passou para nós uma fórmula que foi inserida no sistema de gerenciamento de risco para que ele automaticamente sorteie algumas cargas e as classifique como vermelhas”, esclarece o pesquisador. Por fim, classificação cinza ocorre quando já foi constatado anteriormente algum problema muito grave e é necessária uma investigação mais a fundo daquelas operações. Por exemplo: denúncia de tráfego de drogas em determinada carga e o ministério precisa trabalhar em conjunto com a Polícia Federal naquele caso. No cronograma de implantação do Shiva, a data

de 1º de abril é para os produtos de origem animal. A previsão é que em 1º de maio sejam incluídos os pescados e em 1º de julho alguns produtos a granel de origem vegetal, como soja e milho. Além do Mapa e do Gaesi, o Projeto Shiva contou com a participação de pesquisadores e técnicos do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, da Receita Federal e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA Brasil). O Shiva é a evolução de um conceito anterior criado pelo Gaesi chamado Canal Azul. Desenvolvido entre 2011 e 2013, o Canal Azul previa a digitalização de todos os processos de exportação, desde a saída dos produtos da empresa exportadora até a chegada aos portos, por meio de um guichê eletrônico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Gaesi é coordenado pelo professor Eduardo Mario Dias, da Poli. O grupo atua na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de automação e gestão de processos, e é voltado principalmente ao campo da automação, do desenvolvimento e da gestão portuária e aeroportuária, da logística, do rastreamento de cargas, da mobilidade urbana e das cidades inteligentes.

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MERCADO INTERNACIONAL

REDUÇÃO DE PRAZO E DE CUSTO Benefícios diversos

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, destaca que, a partir de agora, o processo para exportação de carnes será mais ágil, inteligente e eficiente, garantindo importante redução de prazos e custos para o exportador, sem prejuízo do controle fundamental exercido pelo ministério.

Entre os benefícios do novo Portal estão a eliminação de documentos; redução em 60% no preenchimento de informações; redução de 40% do prazo médio para a operação de exportação; integração com a Nota Fiscal Eletrônica (NFE); automatização da conferência de informações, entre outras melhorias.

“Fomos desafiados a repensar nosso modelo de trabalho e hoje estamos entregando a prestação de um serviço de melhor qualidade à sociedade brasileira. Direcionaremos os esforços das nossas equipes para as situações que efetivamente representarem risco”, explicou o ministro.

O Portal Único de Comércio Exterior é a principal iniciativa de desburocratização e facilitação do comércio exterior brasileiro. O Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, destaca que já foi possível reduzir em mais de 40% os prazos médios de exportação por meio do Novo Processo de Exportações.

O Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, prevê que até o fim do ano, o Portal estará disponível para as demais cadeias exportadoras do agronegócio. “Mais de 300 mil operações de fiscalização já passam a contar com um fluxo mais célere e menos burocrático. Novas funcionalidades estão sendo desenvolvidas para atender todas as exportações do agronegócio”.

“O Portal vem promovendo uma profunda simplificação e racionalização dos procedimentos para as operações de exportação”, afirma Marcos Jorge. Para o Secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, “o Mapa é um órgão fundamental para o comércio exterior brasileiro e nosso parceiro em iniciativas de facilitação de comércio. Trata-se de uma entrega de extrema relevância para os exportadores”.

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CAPA

BRASIL LIVRE DA AFTOSA:

UM MARCO NA HISTÓRIA DA PECUÁRIA

NOVA CONDIÇÃO SANITÁRIA ACONTECE MAIS DE UM SÉCULO DEPOIS DO PRIMEIRO REGISTRO DA DOENÇA EM TERRITÓRIO NACIONAL, NA REGIÃO DO TRIÂNGULO MINEIRO 26


O

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou a Semana Brasil Livre da Febre Aftosa de 2 a 5 de abril para celebrar o esforço de todos os órgãos oficiais de defesa sanitária do país, dos produtores e da indústria pecuária para erradicar a doença do território nacional.

para eliminar a doença do rebanho brasileiro serão solenemente reconhecidas na 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, em Paris, França, de 20 a 25 de maio. O encontro reunirá delegados dos 181 países membros e contará com a presença de chefes de estado e ministros de agricultura.

No dia 5, o Presidente Michel Temer e o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, participaram, na sede da Embrapa em Brasília, da cerimônia e do lançamento do selo dos Correios em comemoração à nova condição sanitária do Brasil em relação à Febre Aftosa. Também foram promovidas sessões solenes no Senado Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O Brasil então receberá o certificado internacional de zona livre de Febre Aftosa com vacinação, abrangendo os estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará. Com isso, o processo de implantação de zonas livres de Febre Aftosa alcança toda a extensão territorial brasileira e o país torna-se Livre da Febre Aftosa.

As ações empreendidas ao longo da história

Michel Temer participará da reunião anual da OIE nos dias 22 e 23 de maio, e o ministro Blairo Maggi

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CAPA receberá a certificação no dia 24 de maio, a ser entregue pela Diretora Geral Monique Eloit. No Brasil, o próximo passo será a última etapa de erradicação da doença, com ampliação da zona livre de Febre Aftosa sem vacinação, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Para isso, será fundamental fortalecer os serviços veterinários, a vigilância e a prevenção da doença, e as parcerias público-privadas. A partir de maio de 2019, o Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021, e o país inteiro seja reconhecido pela OIE como país livre de Aftosa sem vacinação até maio de 2023.

BRASIL REFORÇA VIGILÂNCIA APÓS NOTIFICAÇÃO DE FOCO DE AFTOSA NA FRONTEIRA A ocorrência está localizada cerca de 600 Km da fronteira mais próxima, no estado do Amazonas, sendo uma região de densas florestas e sem ocupação pecuária O Diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, Guilherme Marques, informou que o Mapa emitiu alerta às Superintendências Federais de Agricultura do Amazonas e de Roraima para reforçar a fiscalização e vigilância na região de fronteira internacional. O reforço foi adotado devido ao foco de Aftosa registrado em 15 animais já sacrificados e provenientes da Venezuela, conforme o Instituto Colombiano Agropecuário (ICA). Marques garantiu que “a situação está sob controle e não representa risco sanitário para o Brasil”. Além disso, a região já é tratada com atenção especial pelo serviço veterinário brasileiro, devido ao histórico de ocorrências da Febre Aftosa. O ICA informou ainda que o confisco dos animais foi realizado em um posto de controle administrado pelo Exército, quando o gado era transportado em caminhão com destino à Tame, no departamento de Arauca, ambos localizados na Colômbia. O ICA notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre a situação, que deve alterar o status sanitário da Colômbia em relação à Febre Aftosa. Até agora, a Colômbia mantinha uma zona de contenção não livre da doença, devido às ocorrências no país em 2017, e o restante do país era reconhecido pela OIE como zona livre com vacinação. O departamento de Arauca está incluído dentro da zona de contenção estabelecida pelo ICA. 28

Em relação ao Brasil, a ocorrência está localizada cerca de 600 Km da fronteira mais próxima, no estado do Amazonas, sendo uma região de densas florestas e sem ocupação pecuária. A parte de maior importância para a sanidade animal fica na região de Pacaraima, em Roraima, cerca de 1.200 Km da região de ocorrência da doença na Colômbia. A fronteira do Brasil com a Venezuela também é caracterizada por presença de densas florestas e áreas acidentadas, praticamente sem ocupação pecuária. Nesta região, a ocupação pecuária é muito baixa do lado venezuelano e não há histórico de focos de Febre Aftosa nos últimos anos. Assim mesmo, o serviço veterinário oficial do Brasil, exercido pelo Mapa e pela Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR) atuam de forma permanente para a prevenção de ingresso da doença. Além das estruturas de fiscalização do Mapa, a Polícia Federal, Receita Federal e ADERR fazem vigilância permanente para evitar ingressos de animais e mercadorias que possam representar riscos de veiculação de doenças. Está implantada uma zona de proteção definida pelo Mapa que conta com medidas específicas de vigilância, como: identificação individual dos animais; vacinação oficial de todo o rebanho duas vezes ao ano; vigilância ativa de propriedades e controle do trânsito de ingresso e egresso de animais e produtos de risco.


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CAPA

VACINAÇÃO CONTRA AFTOSA COMEÇA EM 1º DE MAIO Exportação de vacinas pode ser alternativa da indústria a partir do ano que vem

Em maio, a maioria dos estados brasileiros e o Distrito Federal começam mais uma etapa de vacinação contra Febre Aftosa. O Mapa alerta ser muito importante que o criador continue imunizando o rebanho, conforme o calendário oficial de vacinação de cada estado. O rebanho brasileiro soma 218 milhões de animais entre bovinos e búfalos. Todo o rebanho de bovinos e búfalos, de todas as idades, deverá ser vacinado, com exceção dos estados do Acre, Espírito Santo e Paraná, que imunizarão apenas os animais de até 24 meses. Em novembro, a maioria dos estados vacinará os animais de até 24 meses. A Coordenadora da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, Eliana Lara Costa, explica que o produtor deve continuar a aplicar a vacina na região da tábua do pescoço, debaixo do couro do animal (região subcutânea), observando os cuidados das boas práticas de vacinação, fundamentais para o sucesso da imunização. “O Brasil está livre da Febre Aftosa, mas continua sendo obrigatório vacinar os bovinos e búfalos conforme o calendário de vacinação oficial de cada estado”, reafirma Eliana Costa. O calendário está disponível no site do Mapa. O Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, avalia que a exportação de vacinas, principalmente para a China, será uma alternativa de mercado para as

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indústrias brasileiras colocarem sua produção, quando o Brasil iniciar a retirada gradual da vacinação contra a Aftosa, a partir de maio do próximo ano. As indústrias produzem cerca de 300 milhões de doses anuais de vacinas contra a doença. “É importante manter as fábricas desses produtos pujantes porque elas fizeram altos investimentos para atingirem a qualidade e eficácia que têm atualmente”, completou Rangel. Ele explicou que falta construir um protocolo de manipulação de vírus exóticos, não autorizados no Brasil até o momento, pelo risco biológico que oferecem. A proibição poderá acabar, pois a Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) aponta como necessária à formação de um banco de antígenos, estratégicos para utilização em caso de reintrodução da Aftosa em qualquer um dos países da América do Sul. A instalação do Banco Regional de Antígenos/Vacinas contra a Febre Aftosa (Banvaco), apoiada pelo Brasil, também poderá demandar parte da produção nacional. Estimativas apontam que o estoque estratégico de antígenos (matéria-prima da vacina) deve ser suficiente para produzir de 10 a 15 milhões de doses, para atender eventuais emergências sanitárias (focos de doenças). Os Estados Unidos e o Canadá já demonstraram interesse em participar da implantação do banco.


AGROINDÚSTRIAS

ABÍLIO DINIZ DEIXA A BRF E DEFENDE CAUTELA NA MUDANÇA DE GESTÃO Conselho de Administração da empresa indica o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan para substituir Diniz O empresário Abílio Diniz, também Presidente do Conselho de Administração da BRF, se retira da batalha orquestrada pelos fundos de pensão Petros e Previ para mudar a administração da companhia. Os fundos ficaram furiosos com o resultado da empresa, que teve prejuízo de 1,1 bilhão de reais em 2017. O anúncio, feito após dois dias de reuniões, é uma grande derrota para Diniz, que se juntou à empresa em 2013, após comprar uma parte relevante das ações por meio da sua empresa de investimentos, a Península Participações. O Conselho da BRF aceitou formar uma lista alternativa de indicações para a presidência e outros membros do conselho, a ser apresentada em assembleia-geral no dia 26 de abril, depois que importantes acionistas, como os fundos de pensão Previ e Petros, pediram a saída de Diniz e outras mudanças no órgão. A empresa teve um prejuízo de R$ 1 bilhão no ano passado, em decorrência de perdas por causa da operação Carne Fraca, que apontou supostas propinas para que fiscais sanitários fizessem vista grossa a problemas na qualidade das produções. O escândalo causou fechamento de fábricas,

restrições de exportação e uma crise geral no gerenciamento da empresa. Em novembro, a BRF escolheu um novo CEO, José Drummond, para liderar uma reforma da companhia, em substituição a Pedro Faria, que chegou a ser preso temporariamente no curso das investigações. Diniz chegou ao grupo depois que sua família vendeu grande parte da Companhia Brasileira de Distribuição para o grupo francês Casino. Ele também é um grande acionista do grupo varejista Carrefour e membro do conselho da empresa na França e no Brasil. O Conselho de Administração da BRF indicou o exministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, para substituir Abílio Diniz como presidente do órgão. Ele é acionista da BRF e ex-presidente da Sadia, comprada pela Perdigão em 2009 para a formação da empresa atual, líder mundial em produção de proteína animal. Furlan também foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no governo do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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AGROINDÚSTRIAS

MARFRIG GLOBAL FOODS COMPRA EMPRESA DE CARNE BOVINA NOS EUA POR MAIS DE R$ 3 BILHÕES COM 51% DA NATIONAL BEEF, A MARFRIG TERÁ O CONTROLE ACIONÁRIO DA EMPRESA AMERICANA E SERÁ A SEGUNDA MAIOR EMPRESA DE CARNE BOVINA DO MUNDO Empresa terá acesso a mercados como Japão e Coreia do Sul

A Marfrig Global Foods anunciou, no dia 9 de abril, a compra de 51% da norte-americana National Beef Packing Company, quarta maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos, por US$ 969 milhões, o equivalente a R$ 3,2 bilhões. Para manter a dívida em níveis saudáveis, a empresa prevê a venda a Keystone Food. Com a operação, a Marfrig passará a ser “a segunda maior processadora de carne bovina do mundo”, com uma plataforma global de produção e um faturamento consolidado de R$ 43 bilhões. A aquisição ainda está sujeita à aprovação do BNDES, que detém 33,74% das ações da companhia através da BNDESPar, sua divisão de investimentos em empresas. Com sede em Kansas City, no estado do Missouri, a National Beef tem capacidade de abate de 12 mil cabeças de gado ao dia e possui duas unidades de processamento, que respondem por cerca de 13% da capacidade total de abate do mercado americano. A empresa exporta para 40 países, incluindo o Japão e a Coreia do Sul, mercados atualmente fechados às exportações de carne brasileira. A operação, segundo a Marfrig, visa consolidar sua força no segmento de carne bovina e melhorar os indicadores de alavancagem financeira da empresa. A aquisição será integralmente financiada pelo banco 32

Rabobank e a empresa declarou que vai tomar dois empréstimos ponte, no valor total de US$ 1 bilhão, que serão pagos com a receita da venda da Keystone. A National Beef, que faturou no ano passado US$ 7,3 bilhões, ou R$ 24,3 bilhões, é controlada pela holding de investimento norte-americana Leucadia National Corportation desde 2011, com 79% de participação. A Marfrig disse que espera concluir a aquisição até o fim do primeiro semestre deste ano. Atualmente, a Marfrig está presente em 12 países com as divisões Beef e Keystone. A divisão Beef é a segunda maior operação de carne bovina no Brasil, atrás da JBS, e líder em processamento de bovinos no Uruguai. Com 31 plantas no Brasil, no Uruguai e no Chile, a divisão Beef tem capacidade de processar até 4,7 milhões de cabeças de gado. Já a divisão de alimentos processados Keystone opera 19 unidades produtivas nos Estados Unidos, na China, na Malásia, na Tailândia, na Coreia e na Austrália. Juntas, essas unidades totalizam um volume de vendas de cerca de 1 milhão toneladas de alimentos por ano. A Marfrig registrou em 2017 prejuízo de R$ 461 milhões e receita líquida de R$ 19,33 bilhões, o que faz da companhia a 18ª maior empresa não financeira do país entre as listadas na Bovespa. A companhia teve um crescimento rápido entre 2006 e 2010, período em que fez mais de 40 aquisições no Brasil e no exterior. Parte dessas compras foi financiada com a emissão de dívidas, o que fez com que a alavancagem financeira (relação entre dívida e geração de caixa da empresa) disparasse. Nos anos seguintes, a empresa teve de se desfazer de negócios comprados no passado para amortizar a dívida, entre as empresas vendidas, estão a Seara e a Moy Park, compradas pela JBS. *Fonte: Baseado em informações publicadas pelo G1, Reuters e O Globo e adaptadas pela FrigoNews


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AGROINDÚSTRIAS

MARFRIG AMPLIA PARCERIA COM O HOSPITAL DE AMOR Pecuaristas agora podem doar R$ 1,00 por animal abatido pela companhia ao hospital, ampliando assim a parceria existente entre a Marfrig e o Hospital de Amor que, desde dezembro de 2017, recebe mensalmente 8 toneladas de carne bovina Montana

do câncer que são realizados na entidade de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria entre a Marfrig e o Hospital de Amor faz parte das ações vinculadas ao movimento de expansão e reposicionamento da marca Montana que, além da linha Premium, já existente e direcionada ao preparo de churrasco, passou a ter a linha Dia a Dia, voltada ao mercado de altos volumes e ao consumo cotidiano. De acordo com Henrique Prata, Presidente do Hospital de Amor, a economia gerada pela parceria com a Marfrig tem ajudado a reduzir o déficit operacional de mais de 21 milhões de reais mensais em um momento de crescimento da instituição.

Em parceria com o Hospital de Amor, a Marfrig Global Foods, já doou para a instituição 24 toneladas de carne bovina da marca Montana. Desde dezembro de 2017, a companhia tem fornecido a carne necessária para suprir o consumo diário do hospital, tendo atendido neste período 16 mil pessoas por mês. Ao todo, foram mais de 48 mil pessoas beneficiadas pela iniciativa. Outra novidade é que o pecuarista poderá contribuir com o programa “O Agro contra o Câncer”. Na prática, isso significa que todos os pecuaristas parceiros da Marfrig poderão doar R$ 1,00 por animal abatido para o hospital, o que colaborará com a manutenção dos tratamentos, prevenção e diagnóstico precoce 34

Criada no início dos anos 2000 pela dupla de cantores sertanejos Chitãozinho e Xororó, a Montana, na época, foi direcionada principalmente ao mercado premium, com cortes embalados a vácuo de acordo com a necessidade de cada cliente. Em 2006, a marca foi adquirida integralmente pela Marfrig Global Foods, que levou a marca para o mercado internacional. Com 8 cortes na linha Premium, a Montana expande seu portfólio por meio da criação da linha Dia a Dia, que tem 72 cortes e passa a oferecer produtos para o mercado de altos volumes, o maior segmento de consumo. Para marcar a nova fase da Montana, logotipo e embalagens foram redesenhados e um slogan foi criado – “É boa demais”. Além da Montana, a divisão Beef da Marfrig é dona das marcas Bassi, uma das primeiras do segmento premium no Brasil, Marfrig e outras.


AGROINDÚSTRIAS

AURORA CONCEDERÁ FÉRIAS COLETIVAS EM JUNHO EM ABELARDO LUZ (SC) A Cooperativa Central Aurora Alimentos vai dar férias coletivas à unidade de abate e de processamento de aves de Abelardo Luz (SC), no período de 1º a 30 de junho deste ano. A planta abate 33,5 milhões de frangos por ano, o que representa 13,4% do abate total da Aurora. Segundo a empresa, a decisão foi tomada por causa do “difícil momento que vive o setor de produção de proteína animal no Brasil desde agosto do ano passado”. A empresa informa que não está prevista a demissão de trabalhadores. A companhia relata que começa a adotar procedimentos para reduzir a produção. Em nota, a cooperativa declarou que muitas indústrias avícolas brasileiras foram desabilitadas a exportar para a Europa desde o último bimestre de 2017.

A cooperativa cita também o embargo da Rússia, que abrange as proteínas suína e bovina. “A conjugação desses dois episódios produz o efeito de oferta excessiva e deterioração de preços”, diz. A Aurora aponta a alta do preço do milho como um fator negativo. “Um dos principais insumos da avicultura industrial, passa por um período de retenção especulativa”. A cooperativa afirma que as dificuldades do setor e o alto preço do milho força as agroindústrias a obter o produto no exterior para a manutenção dos quase 520 milhões de aves alojadas em todo o país. A Aurora Alimentos informa, ainda, que avalia se haverá necessidade de colocar uma segunda planta industrial em regime de férias coletivas.

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*Fonte: Baseado em informações divulgadas pela Reuters e 䰀䤀堀䔀䤀刀䄀匀 䌀伀刀吀䤀一䄀 䐀䔀 倀嘀䌀 adaptadas pela FrigoNews

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AGROINDÚSTRIAS

INICIATIVAS DA MINERVA REFORÇAM COMPROMISSO COM A SUSTENTABILIDADE Laço de Confiança com os pecuaristas através de relacionamento ético e transparente A Minerva Foods mantém forte os avanços do compromisso público da companhia com a pecuária sustentável. Firmado em 2009, este compromisso envolve questões importantes para a sociedade, como a preocupação com o desmatamento, trabalho escravo e ocupação de áreas embargadas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), terras indígenas ou unidades de conservação. Na empresa, não faltam iniciativas com foco em sustentabilidade. Um deles é que o volume de compra de gado da Minerva Foods em fazendas monitoradas no Bioma Amazônia é de 100%, sendo que o monitoramento por mapas georreferenciados nesta região saltou de 92% para 99,9% de 2016 para 2017 (o monitoramento dos outros 0,01% ocorre por coordenadas geográficas). Outro exemplo importante é que, em março, foram divulgados os dados da primeira auditoria sobre a assinatura dos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), assinado há quase dez anos por frigoríficos com o Ministério Público Federal (MPF) que envolve o compromisso de não adquirir gado, carne ou couro em áreas com desmatamento no Pará, também no Bioma Amazônia. No estudo, com base em Guias de Transporte Animal (GTAs) e notas fiscais de 26 frigoríficos

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e curtumes que, juntos, possuem 38 unidades no estado, a Minerva se destacou com o melhor resultado por não serem identificadas na companhia compras com indícios de irregularidades. “Os excelentes resultados da Minerva no Bioma Amazônia são indicadores do comprometimento de toda a equipe da companhia, desde os compradores até os profissionais de sustentabilidade, com todos os stakeholders, como agentes públicos, acionistas, mercado, comunidade, entre outros”, comenta Taciano Custódio, Gerente Executivo de Sustentabilidade da empresa. Outra iniciativa importante da Minerva com foco no relacionamento ético e transparente com os pecuaristas no processo de compra de gado é o programa “Laço de Confiança”, pelo qual a empresa compartilha conhecimentos técnico e prático e disponibiliza ferramentas que contribuem para o desenvolvimento da pecuária, como, por exemplo, a série de palestras “Falando de Pecuária” e o programa de apoio aos pequenos produtores “@+ Lucrativa”. “A Minerva acredita na qualificação de toda a cadeia produtiva da carne para garantir sustentabilidade, menos riscos e mais produtividade para todos”, ressalta o Gerente de Compra de Gado da empresa, Fabiano Tito Rosa.


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AGROINDÚSTRIAS

MAGGI DIZ QUE AINDA NÃO HÁ DEFINIÇÃO SOBRE FIM DO EMBARGO À BRF Suspeita de adulteração de laudo sobre a presença de salmonela na carne de frango levou à investigação contra a BRF e embargo a plantas exportadoras da empresa O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse no dia 5 de abril, após a cerimônia de Erradicação Plena da Aftosa no Brasil e do Lançamento do Selo Brasil Livre de Aftosa -, que não há qualquer definição sobre o fim do embargo imposto pelo governo às unidades da BRF para exportar para União Europeia e outros destinos com regras mais rigorosas sobre a presença de salmonela na carne de frango.

A investigação apura se a BRF teria adulterado laudos sobre os índices de salmonela em seus produtos para garantir o acesso a determinados mercados. A BRF anunciou férias coletivas de algumas unidades, cuja decisão considera a necessidade de adaptações no planejamento de produção, “em decorrência de ajustes para atender à demanda”.

BRF CONCEDE FÉRIAS COLETIVAS PARA UNIDADES DE CAPINZAL (SC), MINEIROS E RIO VERDE (GO) E CARAMBEÍ (PR) Exportações para União Europeia estão suspensas por desdobramento da operação Carne Fraca A BRF informou que, “devido à necessidade de ajustes no planejamento de produção”, concederá férias coletivas, a partir do dia 7 de maio, a todos os colaboradores do abate de aves da unidade de Capinzal, em Santa Catarina. “Após 30 dias, a operação será retomada normalmente”, diz a empresa em nota. A ação ocorrerá somente no processo de abatedouro de aves. Todas as demais atividades do complexo fabril funcionarão normalmente. No último dia 12, a BRF também anunciou férias por 30 dias, para 497 colaboradores da linha de produção de perus da unidade de Mineiros (GO), em virtude de uma readequação de layout, segundo a empresa. As férias estavam planejadas desde o ano passado, diz a BRF. Além disso, outros 623 colaboradores da linha de frango saíram de férias nesta mesma data por dez dias, mediante compensação. “O motivo é que a área passará por uma adaptação para ampliar a capacidade da linha de corte”, diz a empresa. 38

A empresa concederá férias coletivas de 30 dias a 3,5 mil funcionários também nas unidades produtivas de Rio Verde (GO) e Carambeí (PR), elevando o total de empregados afetados por medidas de ajuste de produção para cerca de 7 mil. O ajuste de produção da carne de frango segue a decisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de 16 de março, que interrompeu temporariamente a produção e certificação sanitária dos produtos de aves da BRF exportados do Brasil para União Europeia, em desdobramento de nova fase da operação Carne Fraca, que investiga irregularidades na análise sanitária de produtos alimentícios. De acordo com a empresa, as férias abrangem os funcionários da linha de abate de aves da planta de Rio Verde (2.300 pessoas) e todos os funcionários da linha de produção de Carambeí (1.200 pessoas).


NOTÍCIAS

MAPA LANÇA PLATAFORMAS VIRTUAIS ABC E WEBAMBIENTE, EM PARCERIA COM A EMBRAPA E O MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Novos softwares comprovam a preservação ambiental no Brasil

As plataformas virtuais ABC – Agricultura de Baixo Carbono –, que monitora as emissões de gases de efeito estufa –, e a Webambiente, com soluções tecnológicas e serviços para fazer cumprir o Código Florestal brasileiro foram lançadas no dia 28 de março, em Brasília. As duas ferramentas foram desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério do Meio Ambiente. O Ministro Blairo Maggi disse que “o Brasil está muito à frente dos demais países na questão da preservação ambiental. Essas duas ferramentas comprovam o que está acontecendo nas propriedades rurais”. Maggi explicou que agora será possível responder de forma inequívoca aos questionamentos sobre as ações do Brasil no desenvolvimento de uma agricultura sustentável.

A Plataforma ABC é mais uma ferramenta digital a ser utilizada pelo governo federal na execução da Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC) e do Plano Setorial para Consolidação de uma economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), lançado em 2010. A Plataforma WebAmbiente, via internet, agrega informações sobre os biomas brasileiros classificados em módulos de cadastro de áreas, diagnóstico interativo, espécies nativas indicadas e seu potencial econômico, técnicas e modelos disponíveis (viveiros, mudas, cursos) análise de custos e biblioteca digital. As duas plataformas são consideradas fundamentais para viabilizar o Plano ABC e o Novo Código Florestal, assim como cumprir os compromissos assumidos na 15ª Conferência das Partes (COP-15), realizada em dezembro de 2009, em Copenhague e, posteriormente, na 21ª Conferência do Clima (COP-21), em dezembro de 2015, em Paris.

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A NOVA PLATAFORMA E O PLANO ABC Webambiente e as propriedades rurais

O Presidente da Embrapa, Maurício Lopes, explicou que não se faz pesquisa in loco nas propriedades rurais de um país gigantesco como o Brasil, já que existem métodos científicos por amostragem que podem modelar e calcular os impactos do Plano ABC. “A plataforma ABC identificará regiões do Brasil que são representativas das diferentes condições de produção”, afirmou Lopes. “Levantará os dados e fará uma modelagem para o Brasil todo e assim, em 2020, estaremos plenamente aptos para mostrar em qualquer ambiente internacional os impactos reais da política pública do chamado plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC).” A plataforma já estava prevista na formulação original do plano ABC, com a estruturação de uma rede

de laboratórios iniciada em 2013 e concluída em 2016. “Estamos lançando agora a governança”, explicou o presidente da Embrapa, “porque essa é uma plataforma que envolve muitas instituições trabalhando de forma integrada e, desde agora, até 2020, teremos de levantar dados e informações que demonstrem o impacto do plano ABC. Ao longo desses anos, o Brasil aplicou recursos, estimulou os nossos produtores a incorporarem tecnologias como a integração lavourapecuária, lavoura-pecuária-floresta e fixação biológica de nitrogênio. Agora nós temos que demonstrar que essas tecnologias aplicadas produziram ganho na redução da emissão de carbono e tornaram nossa agricultura mais sustentável.” A plataforma Webambiente já está acessível nos sites do Ministério do Meio Ambiente e da Embrapa. Segundo Juliana Ferreira Simões, Secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, a Webambiente é muito fácil de usar e serve para apoiar o produtor na recomposição e recuperação de locais degradados de reserva legal e de Área de Proteção Permanente (APP). “A plataforma informa como o produtor rural pode trabalhar a área para fazer reconstrução, sugere as melhores tecnologias e também indica as melhores e mais adequadas espécies para recomposição da reserva legal e da APP”, informou ela.

PESQUISA QUER TRAÇAR PRIORIDADES DA PECUÁRIA DE CORTE BRASILEIRA Iniciativa inédita tem o objetivo de caracterizar as prioridades da pecuária de corte no Brasil Disponibilizada para acesso público oficialmente desde a primeira semana de abril, a enquete quer conhecer a opinião de produtores rurais, empresários, consultores, técnicos, pesquisadores, professores, estudantes e demais atores da cadeia sobre as principais demandas e problemas atuais do setor. A iniciativa visa auxiliar no direcionamento de estratégias de pesquisa, transferência de tecnologia e 40

divulgação de informações para os públicos de interesse. Além dos dados para conhecer o perfil do entrevistado, a pesquisa navega por diversos temas que vão ajudar a contextualizar essas demandas, como saúde e bem-estar animal, nutrição animal e forrageiras, melhoramento animal, gestão e sistemas de produção e ciência e tecnologia da carne. Os resultados da pesquisa também podem ser


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Serra de Fita para Bovino SFVI

Tesoura Hidráulica para Mocotó TCM-4

Serra de Chifres SCH-1

Serra de Fita para Suínos SFS VII

Tesoura Hidráulica para Chifre TCH-3

Serra de Dianteiro – OND2

Serra de Fita para Bovinos e Suínos SFU-X

Desnucadeira para Suínos DS-1

Serra de Fita para Suínos SFS IX SUPER SPEED

Serra de Peito SP1

Insensibilizador para Suínos INS1

Serra de Fita para Dianteiros SFD Serra Circular SC 3 L

Ganchos S Espinhéis e Gancheiras

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NOTÍCIAS segmentados, gerando informações das prioridades por região, estado ou por perfil do participante. A pesquisa vai ajudar a aprimorar o conhecimento a respeito de demandas tecnológicas em importantes áreas da pecuária de corte. Trata-se de uma iniciativa da Embrapa, através das Unidades Embrapa Pecuária Sul e Embrapa Gado de Corte, Unipampa e NESPro/UFRGS. A enquete vai ser enviada via WhatsApp e e-mail

para grupos variados de pessoas ligadas à pecuária de corte. Os interessados em participar também podem acessá-la no portal Embrapa, através do link http:// labegen.cppsul.embrapa.br/pesquisa/. Para responder a pesquisa é necessário um tempo médio inferior a 5 minutos. Uma primeira análise será feita no dia 31 de maio de 2018 e os entrevistados interessados que informarem seu e-mail receberão o resultado do levantamento.

MAPA LANÇA CARTILHA SOBRE APROVEITAMENTO DE RESÍDUOS DA PRODUÇÃO DE BOVINOS DE CORTE E LEITE Publicação orienta a reduzir emissão de gases de efeito estufa, gerar renda e diminuir gastos na produção O Mapa lançou uma cartilha sobre o aproveitamento econômico dos resíduos bovinos de corte e leite com o objetivo de auxiliar o produtor a gerar renda a partir dos resíduos e diminuir os custos de produção, bem como reduzir os efeitos na atmosfera de gases como o metano. O estudo promovido pelo Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: Geração de valor na produção intensiva de carne e leite”, como parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), coordenado pelo ministério com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), identificou e selecionou as tecnologias de produção sustentáveis passíveis de serem implantadas nas condições de produção de bovinos de corte e leite em sistemas intensivos brasileiros. A pesquisa contemplou as tecnologias de gestão racional da água e dos alimentos, implantação de biodigestores, geração de energia elétrica por meio do uso do biogás produzido pelos dejetos, compostagem mecanizada e também o sistema de compost barn (cama de serragem). As atividades descritas no estudo priorizam

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o aproveitamento econômico dos resíduos e o consequente aumento de renda dos pecuaristas. O material também contém informações que estimulam o uso adequado do biofertilizante gerado pela atividade. O material foi produzido por consultores que, durante o ano de 2017, mapearam as alternativas sustentáveis e economicamente viáveis de tratamento dos dejetos. As tecnologias são preconizadas pelo Plano ABC. Os técnicos percorreram os principais estados produtores de bovinos de leite e corte em sistemas intensivos, centros de pesquisas e propriedades modelos em tratamento de resíduos. O conteúdo também apresenta uma análise de viabilidade econômica das tecnologias de tratamento de dejetos de bovinos mitigadoras de emissões de gases de efeito estufa. Os processos tecnológicos consistiram na geração de energia elétrica a partir do biogás produzido dos dejetos de bovinos, tratados em biodigestores e na compostagem dos dejetos e produção de biofertilizantes. A cartilha está disponível em versão digital no site do ministério.


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FIQUE POR DENTRO

FAPESP CONTEMPLA QUATRO INSTITUTOS DA APTA COM INVESTIMENTO TOTAL DE R$ 49,765 MILHÕES Objetivo é modernizar os Institutos de pesquisa do estado e contemplar a aquisição de equipamentos modernos

Quatro Institutos de pesquisa ligados à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foram contemplados na chamada “Desenvolvimento Institucional de Pesquisa dos Institutos de Pesquisa no Estado de São Paulo”, realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). No total, serão aplicados R$ 49,765 milhões em propostas apresentadas pelo Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto de Zootecnia (IZ). Além de recursos de capital e custeio, o valor inclui apoio da FAPESP por meio

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de bolsas de Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) e de Pesquisa no Exterior (BPE), Auxílio à Pesquisa – Pesquisador Visitante, além de recursos dos programas de Equipamento Multiusuário (EMU), Políticas Públicas, Pesquisa em Parceira para Inovação Tecnológica (PITE) e Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes. “O objetivo é modernizar os Institutos de pesquisa do estado. Além de contemplar a aquisição de equipamentos modernos, o edital deu grande ênfase à capacitação de pessoal de alto nível científico e tecnológico, capaz de utilizar esses equipamentos adequadamente”, diz José Goldemberg, Presidente da FAPESP. “Os planos de desenvolvimento institucional em pesquisa apresentados pelos Institutos estão ligados a quatro dimensões: capacidade de criar novos conhecimentos, acessar conhecimento do exterior, interagir com instituições referências na área, principalmente internacionais, e criar capacidade de inovação em diversas áreas. Esperamos que essa nova modalidade de recurso, oriundo da FAPESP, tenha muito êxito e possa se tornar ferramenta de apoio aos institutos de pesquisa do estado”, afirma Orlando Melo de Castro, Coordenador da APTA. Para o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, a aprovação dos projetos mostra a capacidade técnica dos Institutos. “Esse recurso será fundamental para dinamizar os Institutos, que desenvolverão projetos inovadores, uma recomendação do governador Geraldo Alckmin”, diz.


FIQUE POR DENTRO

AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS E INVESTIMENTOS EM BOLSAS DE PESQUISA NACIONAIS E INTERNACIONAIS O plano de desenvolvimento institucional do IAC receberá investimentos de R$ 13,250 milhões. O objetivo é aprimorar as condições de pesquisa e o desenvolvimento de produtos e processos direcionados às cadeias agrícolas, com impactos diretos na geração de ciência e pacotes tecnológicos para o setor de produção. O recurso será utilizado para a aquisição de equipamentos, serviços e investimentos em bolsas de pesquisa nacionais e internacionais. O IB será contemplado com R$ 11,731 milhões para investir em três áreas: genômica aplicada às sanidades animal, vegetal e proteção ambiental; inovação tecnológica em sanidade animal; e controle biológico. Para isso, o instituto pretende implantar uma Unidade Laboratorial de Genômica e Bioinformática, Unidade de Inovação Tecnológica em Sanidade Animal e Unidade de Inovação em Controle Biológico. A ideia é que o instituto esteja apto, a médio e longo prazo, para implantar competências em análises de bioinformática aplicadas à pesquisa genômica em sanidade animal, vegetal e ambiental e se consolidar como referência no diagnóstico molecular de doenças, pragas e parasitas de plantas e animais. Segurança e saudabilidade de alimentos e inovação em produtos e processos foram as duas áreas estratégicas definidas pelo ITAL em seu plano de desenvolvimento institucional,

contemplado com R$ 13,164 milhões. A área de segurança e saudabilidade de alimentos terá foco na investigação da contaminação química e redução da contaminação microbiológica dos alimentos e melhoria de aspectos nutricionais. A área de inovação em produtos e processos abordará o desenvolvimento de ingredientes, novos produtos, processos e formulações, materiais e embalagens e produtos e ingredientes obtidos a partir do aproveitamento de resíduos da indústria de alimentos. No caso do ITAL, parte dos investimentos será voltada à melhoria da capacidade analítica dos laboratórios do instituto para análise de alimentos e de embalagens que requerem mais sensibilidade e seletividade, devido a complexidade dos produtos e a natureza das contaminações, a fim de que a pesquisa científica consiga acompanhar os desafios atuais da geração de conhecimento. O IZ receberá investimento de R$ 11,665 milhões para desenvolver pesquisas em três áreas estratégicas: produção sustentável de carne, produção sustentável de leite e sistemas integrados de produção agropecuária. A aplicação dos investimentos da FAPESP potencializará o desenvolvimento das ações de pesquisa já em andamento.

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CARGILL ABRE VAGAS PARA PROGRAMAS DE ESTÁGIOS DE ENSINO SUPERIOR E NÍVEL TÉCNICO Novo processo de seleção amplia diversidade na empresa e traz mais oportunidades para estudantes A Cargill está com 43 vagas abertas para o Programa de Estágio 2017, sendo 18 para estudantes do Ensino Superior e 27 para Nível Técnico. Os interessados no Programa de Estágio de Ensino Superior devem ter formação prevista para o período de julho de 2018 a dezembro de 2019, nas áreas de Administração, Comércio Exterior, Contabilidade, Direito, Economia, Engenharias e Psicologia. As vagas são para trabalhar nas unidades de Ilhéus (BA), Goiânia (GO), Castro (PR), Uberlândia (MG), Mairinque (SP) e São Paulo (SP). O valor da bolsa auxílio varia de acordo com o período e a região e a empresa oferece assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale alimentação ou refeitório no local e auxílio transporte. As inscrições ficam abertas até o dia 6 de novembro pelo site www.novostalentoscargill.com.br

Para o preenchimento das vagas de Nível Técnico, a Cargill fechou parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). São oportunidades para estudantes de cursos técnicos em Alimentos, Elétrica, Eletrônica, Eletromecânica, Química, Mecânica, Segurança do Trabalho, Meio Ambiente residentes de Primavera do Leste (MT), Paranaguá (PR), Ponta Grossa (PR), Porto Velho (RO), Barreiras (BA), Santarém (PA), Uberlândia (MG), Goiânia (GO) e Mairinque (SP). Os candidatos podem realizar seus cadastros por meio do site www.vagas.com.br até dia 31/10. O valor da bolsa auxílio varia de acordo com o período e a região e a empresa oferece assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale alimentação ou refeitório no local e auxílio transporte.

CARGILL MUDA PROCESSO DE ESTÁGIO EM PROL DA DIVERSIDADE No último ciclo do Programa de Estágio, a Cargill empregou diversas mudanças em seu processo seletivo. Com o objetivo de ter uma maior diversidade entre os estagiários, em linha com as diretrizes locais e globais, foi possível a contratação de 40,1% de mulheres e 15% de estudantes de faculdades com classificação inferior a cinco ou quatro estrelas, segundo avaliação do MEC.

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Para isso, ficou definido que os candidatos não poderiam apontar onde estudam nos currículos nem para os recrutadores durante a entrevista final. Isso fez com que fosse possível promover uma independência em relação ao aluno e a reputação das universidades. Com isso, os recrutadores puderam focar nas habilidades apresentadas pelo estudante. “Queremos trazer uma nova personalidade para o corpo de funcionários da Cargill e, por meio dessas mudanças, acreditamos que ficará mais fácil buscarmos profissionais que tenham as habilidades e competências que vão ao encontro da filosofia e da cultura da Cargill”, afirma Daniella Camara, Gerente de Talent Acquisition da Cargill no Brasil.


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REDE DE SUPERMERCADOS COMEMORA OS BENEFÍCIOS DO GERENCIAMENTO REMOTO Monitorar à distância suas câmaras frias permitiu ao Grupo Mig, de Santa Catarina, obter uma maior eficiência no controle das instalações

Reduzir as perdas e garantir a qualidade dos seus produtos são objetivos importantes para qualquer lojista. E não é diferente para o Grupo Mig, rede catarinense de supermercados que resolveu investir no gerenciamento remoto das suas instalações. Há seis anos, a equipe técnica da empresa buscou na tecnologia a solução para as questões que vinha enfrentando e resultavam em prejuízos com mercadorias. O Grupo, que já utilizava os controladores da Full Gauge Controls, passou a usar também o Sitrad, software de gerenciamento remoto desenvolvido pela empresa. Com isso, foi possível eliminar as perdas causadas pelas oscilações no fornecimento de energia elétrica. O Grupo Mig foi criado em 1976, na cidade de Mafra, em Santa Catarina. Hoje, a rede conta com sete lojas, entre supermercados e atacados, localizadas em cidades catarinenses e também no Paraná. Todas as filiais utilizam o Sitrad, além do Centro de Distribuição da marca, no qual o

sistema é responsável pelo controle das câmaras frias. “Antigamente tínhamos problemas pelos mais variados motivos, muitos deles ligados à instabilidade do fornecimento de energia na nossa região”, destaca o Coordenador de Serviços do Grupo Mig, Adriano Kowalski. Um episódio, no qual o gerenciamento remoto teve papel crucial, foi quando ocorreu a queima de uma bobina solenóide em uma ilha de congelados. A oscilação na eletricidade aconteceu durante a noite e o sistema enviou um alarme para a equipe técnica, que se deslocou imediatamente até o supermercado. “O problema ocorreu em uma estação de peixes, que continha mais de R$ 10mil em mercadorias, mas resolvemos tudo rapidamente e nada se perdeu”, ressalta. Para Kowalski, a facilidade de configuração do Sitrad e sua confiabilidade são duas grandes vantagens do sistema. O software está disponível gratuitamente para download em www.sitrad.com.br, e se destaca também por sua fácil operação e pela clareza com que disponibiliza os dados ao cliente. Além de evitar perdas, Kowalski salienta o benefício de poder receber os alarmes em qualquer dispositivo (computador, tablet ou celular) que esteja conectado na Internet. “Aqui usamos o smartphone para tudo, trabalhamos em parceria com a área de refrigeração e é muito bom termos a informação disponível na palma da mão”. O Grupo Mig ganha aumentando a eficiência da sua operação: respondendo com agilidade a qualquer imprevisto, reduzindo perdas e garantindo a qualidade do produto que chega ao consumidor final.

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SOLUÇÕES DA BASF PARA NUTRIÇÃO ANIMAL SÃO DESTAQUE NO SIMPÓSIO BRASIL SUL DE AVICULTURA

A BASF participou da 19ª edição do Simpósio Brasil Sul de Avicultura, apresentando seu amplo portfólio de ingredientes de Nutrição Animal que apoiam o produtor no desafio da criação de aves. Enzimas e glicinatos da companhia estiveram entre as soluções que melhoram o crescimento, a produtividade e a sustentabilidade para o setor avícola. O Simpósio foi realizado de 10 a 12 de abril, em Chapecó, Santa Catarina. “O Simpósio é uma ótima oportunidade para a troca de informações e a aproximação com os produtores”, considera Marcos Pontes, Coordenador de Vendas para Nutrição Animal da BASF. “Sabemos que a escolha dos ingredientes que farão parte da nutrição das aves é importante aliada para melhorar substancialmente diversos aspectos da avicultura. São ferramentas valiosas e confiáveis para redução dos custos de alimentação, para a otimização da produção e com possibilidade de proteção ambiental. O bemestar do animal também é contemplado com esse equilíbrio nutricional”, explica. Uma das principais inovações da BASF é a tecnologia de fitase para rações, Natuphos® E, que torna mais eficiente o aproveitamento de nutrientes dos alimentos. A enzima natural garante uma melhor utilização do fósforo e de outros nutrientes importantes, como aminoácidos e minerais, diminuindo a necessidade de adicionar outras fontes de fósforo e, consequentemente, reduzindo os custos com a alimentação. A enzima também promove menor excreção de nutrientes não digeridos, reduzindo o acúmulo de matéria orgânica em decomposição e garantindo menor impacto no meio ambiente. 48

A carboidrase Natugrain®TS também melhora a absorção de nutrientes valiosos para as aves porque auxilia na digestão dos polissacarídeos não amiláceos (PNAs) – componentes praticamente indigestíveis encontrados em alimentos usados nas rações. A solução também melhora as condições gerais de higiene, a qualidade da cama de frango e o bem-estar animal, além dos significativos ganhos na conversão alimentar. Com isso, há ganhos importantes em sustentabilidade e também produtividade, tornando a produção mais rentável. O Natugrain® TS, tem excelente estabilidade no premix. E para reforçar o sistema imunológico, garantir melhor qualidade de carcaça e de ovos, proporcionando maior saúde e bem-estar ao animal, podem ser adicionados à ração os glicinatos, microminerais essenciais para a vitalidade e produtividade. A linha de glicinatos da BASF abrange cobre, ferro, manganês e zinco. Sua alta solubilidade em água e biodisponibilidade garantem um alto nível de fornecimento de microminerais às aves, além de reduzir a quantidade desses elementos excretados no meio ambiente. Indicados para todos os tipos de misturas, os glicinatos da BASF são inodoros e sua fluidez e estabilidade facilitam a distribuição homogênea em todos os tipos de alimentação animal. Além destas soluções, a BASF oferece uma ampla gama de ingredientes com o objetivo de ajudar na produção de alimentos nutritivos, seguros e acessíveis, com economia de recursos. A empresa trabalha em conjunto com seus clientes para identificar as principais alavancas para uma cadeia de valores mais sustentável na indústria de alimentos e rações para animais.


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TECUMSEH INAUGURA NOVO ESCRITÓRIO PARA ATENDER O MERCADO DO ORIENTE MÉDIO A Tecumseh Products Company LLC, empresa global fabricante de compressores e unidades condensadoras, inaugurou seu novo escritório em Dubai no último dia 4 de março. Este escritório irá atender os clientes do Oriente Médio e regiões próximas composto por equipes de vendas e suporte técnico. A Tecumseh está localizada do edifício Jafza 1, na área de livre comércio Jebel Ali Free Zone, em Dubai. Nesta região serão atendidos os seguintes países: Jordânia, Líbano, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita (KSA), Catar, Emirados Árabes Unidos (UAE), Oman, Paquistão e Sri-Lanka. O Presidente e CEO da Tecumseh, Doug Murdock, comentou sobre este grande feito. “Estamos confiantes em expandir nossa presença regional composta por times

globais. Temos como meta expandir nossa presença no mercado oferecendo o portfólio de produtos e fortalecer a presença da marca Tecumseh regionalmente como um líder global que oferece os melhores compressores e unidades condensadoras do mercado.” A marca Tecumseh é reconhecida mundialmente pela excelência de seus produtos, agora com a inauguração do escritório em Dubai, os clientes poderão contar com um atendimento local especializado. “A Tecumseh continua a construir suas alianças estratégicas de vendas e provê suporte técnico e de produtos localmente através de nossa rede estabelecida de OEM’s e distribuidores regionais”, disse Johan Gouws, Diretor Gerente para a Tecumseh do Oriente Médio.

INDUKERN E UNISINOS CELEBRAM PARCERIA Acordo técnico-científico vai unir conhecimento e tecnologia

O curso de Engenharia de Alimentos da Unisinos e a Divisão de Ingredientes Alimentícios da Indukern firmaram um acordo de parceria técnico-científica. Para celebrar esse momento, foi realizado um evento na Unisinos com a presença de clientes estratégicos, representantes do Mapa e professores da Escola Politécnica da Unisinos. A parceria entre a instituição e a empresa tem como principal objetivo unir conhecimento, tecnologia e profissionais, com o foco 100% voltado ao mercado brasileiro de carnes processadas. Como parte do acordo, foram realizados investimentos na plantapiloto, já existente na Universidade (Usina Piloto de Carnes e Derivados), como por exemplo, a instalação de equipamentos com a mais recente tecnologia. “Estamos muito satisfeitos com as novas possibilidades que se abrirão com a assinatura desse acordo. É uma grande conquista e uma parceria estratégica para a Indukern”; comenta Albert Adroer, Diretor da Divisão de Alimentação da Indukern. “Temos como objetivo agregar cada vez mais valor aos nossos clientes. E investimentos como esse, em pesquisa e desenvolvimento, vão melhorar significativamente os serviços técnicos que podemos oferecer ao mercado local”, completa.

Na planta-piloto será possível desenvolver novos alimentos junto aos clientes, testar novos ingredientes, novas formulações, além de explorar soluções exclusivas da Indukern em produtos locais. “Estamos constantemente trabalhando em ações relacionadas à excelência acadêmica. Esse é um desafio constante da coordenação e do colegiado do curso. A parceria vai oportunizar aos alunos vivenciar situações reais, buscando soluções na área de desenvolvimento de novos produtos do setor cárneo. Estão previstas atividades conjuntas envolvendo os professores, alunos e profissionais da empresa”, declara a Coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos da Unisinos, Janice da Silva. Durante o evento foi conduzida uma mesa-redonda para discutir os desafios técnicos da indústria de carnes no Brasil. Participaram da mesa, o Chefe de Produtos de Origem Animal/ SFA-RS – Mapa, Leonardo Werlang Isolane a professora do curso de Engenharia de Alimentos da Unisinos, Daiana de Souza. Em seguida, os participantes realizaram um tour pelas instalações da planta-piloto de carnes do curso de Engenharia de Alimentos, incluindo degustação de produtos cárneos processados, fabricados no local. 49


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Edição Abril 2018  
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