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Freshwater News Últimas notícias da Freshwater Action Network Fevereiro 2010 Nº. 16

ESPECIAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS: Fim desapontador nos debates sobre as mudanças climáticas FAN faz lobby para a água nas negociações sobre mudanças climáticas Uma perspectiva latino-americana Negociações sobre as mudanças climáticas em Barcelona E muito mais…


BEM-VINDO À EDIÇÃO DE FEVEREIRO DA FRESHWATER NEWS Nesta edição lançamos um olhar profundo sobre os assuntos das mudanças climáticas e da água, após as decepcionantes negociações em Copenhagen. O que Copenhagen significa para o nosso trabalho e para onde vamos a partir daqui? Descubra isso e mais lendo nossos artigos nas páginas 4 e 5, assim como as perspectivas regionais da FANSA e FANAS.

REUNIÃO DO CONSELHO ADMINISTRATIVO E SEGUNDA OFICINA SOBRE COMUNICAÇÕES GLOBAIS Estes encontros aconteceram no fim de janeiro na Costa Rica, onde o Conselho Administrativo concentrou-se em pactuar a estratégia da FAN (leia mais na página 3). O evento contou também com uma oficina sobre dinâmica das comunicações, desenvolvendo e compartilhando habilidades, conhecimento, boas práticas e nosso plano sobre comunicações globais.

A MAIOR FILA DE BANHEIRO DO MUNDO A Maior Fila de Banheiro do Mundo é um evento de mobilização em massa e uma tentativa de Recorde Mundial que irá reunir milhares de ativistas de todo o mundo, para exigir uma mudança real na primeira Reunião Especial sobre Saneamento e Água, em Washington DC, no dia 22 de abril de 2010. Essa é uma oportunidade fantástica para participar de uma atividade global que une todos os nossos membros em solidariedade. O sucesso está na mobilização das comunidades e das ONGs. Então, por favor, participe! www.worldtoiletqueue.org/

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Com um novo e excitante ano à frente, iremos analisar alguns dos assuntos que estão por vir, assim como avaliar alguns dos sucessos de 2009. Não se esqueçam de conferir a brilhante opinião da nossa vencedora da competição de redação, uma garota de 15 anos, Auroni Semonti Khan, que nos dá sua opinião sobre a PEPSI e o direito à água.

ATUALIZAÇÃO DO GUIA DO BANCO MUNDIAL A FAN está conduzindo o desenvolvimento de um Guia para o Banco Mundial com o apoio de pesquisadores regionais, para que organizações da sociedade civil entendam e se relacionem melhor com o Banco Mundial; isso e outros aspectos do diálogo em andamento serão discutidos nas Reuniões de Primavera do Banco Mundial, em abril próximo.

VENCEDOR DO CONCURSO DE FOTOGRAFIA O vencedor do concurso de fotografia dessa edição é Women lining up for water in Darfur (Mulheres enfrentando filas para obter água em Darfur), de Anil Dutt Vyas. Com os eventos extremos de secas e enchentes mais freqüentes devido às mudanças climáticas, infelizmente essa pode ser uma cena comum nos próximos anos, a não ser que nos mobilizemos para combater a crise da água.

INSIDE THIS ISSUE: Estratégia da FAN – analisando nossos caminhos futuros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 Alguns destaques de 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 FAN faz lobby para a água nas negociações sobre mudanças climáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Final decepcionante dos debates sobre as mudanças climáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Pepsi e o Direito à Água – opinião do leitor. . . . . . 5

ATUALIZAÇÃO SOBRE O SEGUNDO FUNDO PARA A TRANSPARÊNCIA (GTF)

Atualizações Regionais da ANEW: . . . . . . . . . . . . 6,7

A segunda atualização do GTF foi desenvolvida: veja o suplemento neste informativo ou faça online o download de uma cópia. Ele contém as últimas notícias da iniciativa, assim como um perfil sobre o parceiro da GTF, a Gram Vikas, que trabalha com melhorias de qualidade sustentáveis para comunidades rurais pobres e marginalizadas em Orissa, Índia.

Atualizações Regionais da FAN MEX. . . . . . . . . 11,12

Atualizações Regionais da FANAS. . . . . . . . . . . . . . 8 Atualizações Regionais da FANCA . . . . . . . . . . . 9,10

Atualizações Regionais da FANSA. . . . . . . . . . . 13,14 Contatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Membro em foco: Vitae Civilis, Brasil. . . . . . . . . . . 16


A ESTRATÉGIA DA FAN – ANALISANDO NOSSOS CAMINHOS FUTUROS setembro de 2008. Um esboço foi detalhado e um texto completo sobre a reunião está sendo elaborado. Agora que temos uma estratégia e uma estrutura definidas, o próximo passo é criar um plano operacional, no qual o secretariado e o Conselho Administrativo vão trabalhar.

O primeiro documento sobre a estratégia da FAN foi o impulso inicial da Reunião do Conselho Administrativo que ocorreu no fim de janeiro na Costa Rica. O documento estratégico mapeia o rumo de nosso trabalho nos próximos cinco anos e considera como nossa estrutura organizacional pode mudar.

Suas opiniões são bem vindas, Então, por favor, visite o sitio do FAN para ver o relatório completo e contate Joe Gomme para comentários e sugestões.

O Presidente do Conselho, Ramisetty Murali, disse: “Esse é um momento muito motivador para a FAN, o momento de realmente avaliar onde estamos, como podemos causar o máximo impacto e decidir para onde iremos a partir da visualização de onde gostaríamos estar em cinco anos. Estamos pensando grande e uma estratégia ambiciosa e inspiradora foi traçada.”

Os documentos para referência estão em inglês, espanhol e francês em nosso website. www.freshwateraction.net/strategy FAN

A idéia de criar um plano estratégico veio na Reunião inaugural do Conselho Administrativo, em Amsterdã, em

ALGUNS DESTAQUES DE 2009 Kolleen Bouchane

de apreciação na ANEW

Joseph Halder, Guy Howard, assessor político do DFID com s no evento em ONG das Fórum , ação Inform e Apoio Chefe de Barcelona

dade civil na Semana

Rev Kenney com as exigências da socie da Água na África

FANCA

FANSA

Encontro da SACOSA

N no Sri Lanka, nove

mbro de 2009

AGM Ceridwen Johnson

FAN recebe um prêmio

Equipe da FANCA en

trevista um oficial da

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FAN DEFENSORES PARA A ÁGUA EM NEGOCIAÇÕES SOBRE MUDANÇA CLIMÁTICA

A reunião abordou a relação entre a água e as mudanças climáticas no contexto da subsistência, da terra, ecossistemas, gestão transfronteiriça, energia e gênero, encorajando os negociadores a considerarem o papel crucial que a água tem no combate às mudanças climáticas. A reunião também foi planejada para fornecer apoio a decisões de Copenhagen que claramente reconhecessem a importância da água nesse contexto. Após os debates, a GPPN produziu um relatório que delineia detalhadamente o papel fundamental da água na mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

FAN

Os membros da FAN se juntaram a defensores e peritos em água do governo, agências intergovernamentais e ONGs de todo o mundo na penúltima rodada de negociações sobre mudanças climáticas em Barcelona em novembro.

diversas culturas, experiências, interesses e preocupações. “Naturalmente serão consumidos muito tempo, energia e dinheiro para convencer aqueles que estão comprometidos em resolver o enigma das mudanças climáticas com uma alternativa mais viável, já que afeta nossos valores intrínsecos, nosso consumismo, nosso estilo de vida de desperdícios, que são, em minha opinião, fatores primordiais responsáveis pela mudança climática”. Joseph Halder, do Fórum da Organização Não-Governamental pelo Saneamento e Suprimento de Água Potável (NGO Forum for Drinking Water Supply and Sanitation), Bangladesh, foi um dos dois principais palestrantes na sessão sobre “Água e Subsistência: Implicações sobre os serviços de distribuição de água e saneamento e alívio da pobreza”, enquanto Lucrecia Pisky da Agua del Pueblo (ADP) Guatemala, representou comunidades indígenas e fez parte de um podcast sobre os desafios de gênero, água e mudanças climáticas.

Joseph Halder, Fórum da ONGs, Professor Oweyegha Afunaduula da Associação Nacional de Ambientalistas Lucrecia Pisky, Agua del Pueblo, e Ceridwen Johnson, FAN, no Dia da Os três membros da FAN tentaram Profissionais (National Association of Água em Barcelona convencer as delegações de seus Professional Environmentalists) em governos durante a semana. Você pode Uganda, que foi um participante chave nos debates sobre adaptação baseada no enfoque ecossistêmico ter acesso aos debates (foram ao ar originalmente e desenvolvimento sustentável disse: pela ONU) e ler seus respectivos relatórios em nosso sitio virtual. Leia sobre os planos da FANSA para “O encontro me deu uma enorme oportunidade para desenvolver um entendimento sobre mudanças interagir com uma grande variedade de pessoas, de climáticas na página 14.

MENSAGENS POLÍTICAS IMPORTANTES PARA A ÁGUA NO CONTEXTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS • Compreender e gerenciar os impactos das mudanças climáticas no ciclo hidrológico é vital para alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio. • O gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos é uma ação adaptativa fundamental. • Coordenação,cooperação regionais e transnacionais são necessárias para uma adaptação efetiva. • Adaptação baseada no enfoque ecossistemico traz resistência às mudanças climáticas. • Medidas tomadas no setor da energia para mitigar as mudanças climáticas devem levar em conta o uso da água e a sua disponibilidade. • A adaptação às mudanças climáticas por meio do gerenciamento dos recursos hídricos deve levar em consideração o papel de grupos particulares e usuários. • Responder aos impactos das mudanças climáticas por meio do gerenciamento da água exige recursos 4


FIM DECEPCIONANTE NOS DEBATES SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS As cuidadosas negociações que ocorreram envolvendo 193 países, durante duas semanas, em dezembro de 2009, terminaram sem o tratado vinculativo e ambicioso sobre mudanças climáticas que o mundo mais precisa. Ao invés disso, terminou com o Acordo de Copenhagen, um acordo não-vinculante muito mais fraco que falta conteúdo vital necessário para mitigar os sérios impactos das mudanças climáticas. “Sem dúvida, Copenhagen foi um fracasso,” disse o membro do FANSA e Diretor Executivo do Centro por Justiça Ambiental no Sri Lanka, Hemantha Withanage, que freqüentou os debates. “A justiça não foi feita. Ao atrasar certas medidas, países ricos estão lançando milhões de pessoas pobres rumo à fome, sofrimento e perdas de vidas.”

negociadores têm um mandado para continuar a trabalhar no texto existente. Então, com um pouco de esperança, o trabalho conduzido no texto detalhado não será perdido. Está claro que a comunidade da água deve aumentar a pressão sobre os governos nacionais para que passem a priorizar a água e as mudanças climáticas durante os próximos debates que irão ocorrer na Alemanha e no México este ano. Assim, pretende-se assegurar uma solução justa, satisfatória e sensata para a problemática da mudança do clima.

A Rede de Políticas Públicas Globais (GPPN) estava fazendo esforços para enfatizar a importância da água nas negociações rumo à Copenhagen, fazendo um lobby pesado para que a água constasse no documento final. Conseguiram bons progressos; e bons textos foram desenvolvidos, reconhecendo a importância em priorizar o gerenciamento da água e o papel que as organizações da sociedade civil podem ter ao implementar e monitorar a adaptação em escala local e nacional. Entretanto, o processo multilateral foi cancelado nas últimas horas por uma tentativa de impor uma solução por parte de algumas poucas nações; e virtualmente nenhum dos textos que foram negociados chegou a constar no acordo final. Os

14 junho de 1992 O tratado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC) é acordado no Dia da Terra para estabilizar a emissão de concentrações de gases de efeito estuda na atmosfera.

1992

Fevereiro de 2005 O Protocolo de Quioto entra em vigor sete anos após o acordo.

Para mais informações, visite GPPN: http://gppn.stakeholderforum.org Você pode encontrar mais informações sobre a UNFCCC: http://unfccc.int Leia o blog do Hemantha http://hemanthawithanage.blogspot.com/ 1-12 de junho de 2009 Primeiro debate para esboçar novos textos em reuniões em Bonn. A Gerente de Comunicações da FAN, Ceridwen Johnson, participa da sessão do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre Ação Cooperativa de Longo-Prazo (AWG LCA).

Dezembro de 2007 A Conferência sobre mudanças climáticas em Bali resulta em um novo acordo para combater mudanças climáticas assim que o protocolo de Kyoto expirar em 2012.

2005

2007

3 de novembro de 2009 A FAN participa do ‘Dia da Água’, um evento que aborda a água juntamente com as negociações das Mudanças Climáticas. Ocorreu em Barcelona, com representantes da Guatemala, Bangladesh e Uganda. 7 de dezembro – 18 de dezembro de 2009 Debates terminam com um tratado não-vinculante sobre mudanças climáticas.

2009

29 de novembro – 10 de dezembro de 2010 Nova meta para que o Protocolo entre em vigor.

2010

PEPSI E O DIREITO A ÁGUA – UMA OPINIÃO Em resposta ao nosso concurso de textos Pepsi reconhece o direito à água: Mudança positiva ou golpe publicitário? O texto vencedor de nossa competição de redação é um texto reflexivo e provocador, escrito por Auroni Semonti Khan, de 15 anos. Olhemos o estado atual do meu país, Bangladesh. Vemos pessoas em pé, em longas filas, somente esperando para buscar água, mesmo antes do sol nascer. Para algumas pessoas, a água acaba antes que chegue a sua vez. Está claro que queremos que o direito a água seja reconhecido. Acho que essa é uma ótima iniciativa da Pepsi. É um exemplo para outros negócios, para que sejam responsáveis sobre o uso da água. Muitos estão cientes sobre os problemas da água, mas quantos agem para combatê-los? Bem, a Pepsi age e isso é uma mudança positiva. A responsabilidade que uma marca favorita demonstra no que se refere ao gerenciamento dos recursos hídricos irá inspirar muitos clientes da Pepsi ao redor do mundo para que os mesmos façam algo.

Mas a Pepsi não pode ajudar sozinha. Os governos deveriam se envolver também. Deveriam promover indústrias que estejam comprometidas e sejam responsáveis em relação ao seu consumo de água. Dessa forma, outras empresas irão seguir o exemplo, e haverá um impulso nacional por um gerenciamento sustentável da água. Repito, somente criar políticas não vai resolver. As políticas precisam ser implementadas. Deveria haver mecanismos reguladores responsáveis e fortes, que monitorem o uso da água em empresas, também. Então devemos reconhecer o esforço da Pepsi pois outros vão aprender a partir disso e seguirão o exemplo. Caso contrário, vamos começar a beber Pepsi quando a água acabar. Auroni é a filha de Laboni Shabnam, DISHARI, membro da FANSA, Bangladesh.

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REPRESENTANTES NA NOVA AGM NOVA ASSEMBLÉIA GERAL: UM EVENTO VIBRANTE EM 2009 REVIEW AND PLANNING

Diretores recém eleitos para a Diretoria da ANEW tomaram posse formalmente na 2ª Assembléia Geral da ANEW em Maseru, Lesotho. Cada membro da diretoria possui um conjunto de habilidades e experiência do setor que certamente beneficiarão toda a rede.

A reunião, em outubro, congregou peritos em saneamento e água de 40 países da África e teve a participação de mais de 90 membros da ANEW, assim parceiros globais, FAN, WaterAid e End Water Poverty. Os primeiros dois dias do encontro abordaram as conquistas da ANEW, com membros relatando suas experiências e participando de discussões sobre temas chave. O terceiro dia tratou do novo plano estratégico, de cinco anos da ANEW, que foi aprovado pelos membros presentes ao evento. Para saber mais sobre a AGM da ANEW e ver fotos do encontro, visite o sitio virtual da ANEW: www.anewafrica.net/

ANEW BOARD MEMBERS • Prof. Edward Kairu -Presidente edward.kairu@majinaufanisi.org • África Central Bathermy Tsafack Tagny bathermy@yahoo.fr Ngoma Antel Mireille mireille_antel@yahoo.fr • Região África do Leste Dr Cox Moses Sempebwa – Tesoureiro grassland@mtninternet.co.ug Nyanzobe Malimi Hamisi nyanzobem@yahoo.co.uk

Boniface Mwihaki

• Região África do Norte Essam Adly Nada –Vice Presidente e.nada@aoye.org Fatma Zerouati samahamira@hotmail.com • Região África do Sul Felix Monggae ceo@kcs.org.bw Khumbuzile Zuma khumbu@mvula.co.za • Região África do Oeste Malick Gaye endarup@yahoo.fr Patrick Apoya patrickapoya@yahoo.com

Representantes na AGM da ANEW

SEGUNDA SEMANA DA ÁGUA NA ÁFRICA: A SOCIEDADE CIVIL EXIGE AÇÃO! Novembro passado, ANEW participou do fórum da Semana da Água na África, em Joanesburgo, África do Sul, que reuniu mais de 20 participantes de todas as regiões do continente. Muito do trabalho árduo foi realizado bem antes do início do evento durante um encontro consultivo da sociedade civil organizado pela ANEW. O encontro da sociedade civil, que foi logisticamente apoiado pelo Mvula Trust, reuniu membros da sociedade civil para avaliar o progresso alcançado pelos governos nas questões relativas a água e saneamento, e identificar demandas de ações para a segunda Semana da Água na África. Os grupos da sociedade civil presentes renovaram seu comprometimento em criar oportunidades para o engajamento dos cidadãos, para que opinem sobre políticas, práticas e programas. Também se comprometeram em monitorar o progresso do governo em relação à implementação de compromissos e programas que têm por objetivo alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio sobre a água e saneamento. Na Semana da Água, a ANEW emitiu um comunicado durante a conferência principal convocando os governos e patrocinadores a honrar com seus compromissos relativos à água e saneamento, para fortalecer o envolvimento dos cidadãos no planejamento, no processo decisório e no monitoramento. 6


SEGUNDO ANO DO EU WATER FACILITY PROGRAM (FUNDO DA COMUNIDADE EURÓPEIA PARA ÁGUA) GERA FRUTOS Kolleen Bouchane

O programa da ANEW financiado pelo Pelo Fundo da Comunidade Européia para Água (EU Water Facility Program (EUWF), que tem por objetivo aprimorar as capacidades de militância das organizações da sociedade civil africanas no setor de água e saneamento, acaba de iniciar seu terceiro ano. No seu início, o projeto centrou-se em fortalecer a estrutura da ANEW, recrutando pessoal e fundando escritórios. Mas após seu lançamento, uma das primeiras atividades da ANEW foi conduzir uma avaliação sobre a capacidade da sociedade civil Africana em se envolver na militância. O relatório resultante identifica lacunas e um programa de “Training of Trainers” (ToT ou capacitação para Elizabeth Wamera, da Organização Água para Saúde do Quênia (em inglês KWAHO) no treinamento de multiplicadores) foi desenvolvido. treinadores

Na verdade, foi uma oficina de capacitação de instrutores, em Nairobi em julho de 2009, que lançou o programa. Participantes dessa oficina disseminaram seus aprendizados ao dar treinamento em defesa de direitos em âmbitos regionais e nacionais para os demais membros da ANEW. Esse ano haverá muito mais atividades sub-nacionais, já que aqueles que fizeram o treinamento disseminarão ainda mais seus conhecimentos nas redes locais em todos os 17 países participantes do projeto. Esperamos que o número de membros da ANEW aumente por meio do desenvolvimento de estratégias de defesa de direitos e que estes participem na formulação das políticas em âmbito nacional, e que influenciem as agendas continentais e regionais. “O treinamento em defesa de direitos sobre a água é uma boa iniciativa para as organizações da sociedade civil e estou pronto para treinar meus colegas na África do Oeste,” disse Yacouba Traore, de Burkina Faso. Um manual de treinamento desenvolvido pela ANEW irá ajudar a apoiar a disseminação do conhecimento. O manual será traduzido em diversas línguas para que se torne acessível a toda equipe. Isso ocorre devido a um pedido dos membros de Ruanda, que desejam ter o manual traduzido em Kinyarwanda para um treinamento em âmbito nacional. O programa EUWF terminará no fim de outubro de 2010. O esforço todo aplicado ao projeto vai resultar no fortalecimento da rede da sociedade civil africana, o que prova seu valor nas bases. Estamos à procura de novos parceiros e existentes para apoiar a continuação do trabalho valioso. Membros qualificados e interessados em participar do treinamento devem contatar seus coordenadores regionais ou o centro nacional.

PLANOS ANIMADORES PARA A ANEW O plano estratégico de cinco anos da ANEW, que estabelece suas prioridades para o futuro, foi lançado após consultas intensivas.

estabelecer um mecanismo de coleta de informações que permita que todos os membros absorvam experiências locais, regionais e nacionais.

Seu trabalho estará focado em quatro áreas principais:

Fortalecimento da rede ANEW irá construir e fortalecer mecanismos de colaboração pelos quais a sociedade civil africana possa influenciar as políticas e práticas de gerenciamento integrado de recursos hídricos e saneamento. Irá também fortalecer mecanismos para a participação de seus membros no governo e no programa da ANEW, desenvolver uma estrutura mais representativa e aumentar e fortalecer parcerias e alianças com atores estratégicos.

Militância A estratégia de militância nos âmbitos regionais, continentais e globais irá centrar-se em coordenar a sociedade civil para influenciar os governos e outros intervenientes, acelerando a formulação e implementação das importantes políticas sobre a água. A ANEW também irá promover a importância da água, do saneamento e do gerenciamento de integrado dos recursos hídricos na África nas decisões globais. Construção de conhecimento e disseminação É vital que a sociedade civil tenha o conhecimento necessário para engajar-se de forma eficaz. ANEW vai desenvolver uma estratégia de gerenciamento e desenvolvimento de conhecimento. A rede facilitará as pesquisas, documentação das melhores práticas e

Comunicação Na área da comunicação, a ANEW vai fortalecer a troca de conhecimentos e os mecanismos de diálogo. Esses mecanismos vão ajudar a apoiar a sociedade civil, para que influenciem a política de gerenciamento integrado de recursos hídricos e saneamento, assim como mobilizar os cidadãos africanos a exigirem e alcançarem seus direitos à água e saneamento. 7


FRESHWATER ACTION NETWORK – SOUTH AMERICA (FANAS) Par os membros do FANAS, a 15º Conferência das Partes da Convenção de Mudanças Climáticas foi o evento mais aguardado do ano. Havia grandes esperanças de que seu resultado fosse um acordo justo para as camadas mais pobres do mundo, que mais sofrerão com os efeitos negativos provocados pelas mudanças climáticas, e que a importância dos assuntos relativos à água no combate às mudanças climáticas fosse reconhecida. Organizações não-governamentais e alguns países, incluindo Bolívia e Uruguai, tentaram ampliar a pauta para incluir discussões sobre a água durante o encontro de duas semanas. Infelizmente, não tiveram sucesso. Pouco foi dito a respeito

da água na reunião oficial, cujo assunto principal foi a emissão de carbono. Isso foi bastante decepcionante para a FAN, cujos membros trabalharam arduamente para encorajar os líderes nacionais presentes nos eventos anteriores a Copenhagen, incluindo o Dia da Água que ocorreu em Barcelona. Entretanto, no Klimaforum – a contraparte global da sociedade civil da conferência oficial da ONU, que ocorreu em paralelo com o evento principal – houve amplo debate sobre a água. Uma proposta de plataforma climática e da água foi discutida e uma Declaração Oficial sobre o Clima e a Água foi emitida em Copenhagen. www.klimaforum09.org/ Declaration?lang=en

A famosa trilha para Machu Picchu, uma região perto das geleiras que estão diminuindo cada vez

A ÁGUA E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMÉRICA DO SUL As mudanças climáticas vão fazer com que condições extremas sejam cada vez mais comuns. Na América do Sul, temperaturas globais maiores, juntamente com mais fenômenos do El Nino, podem causar mais secas e derretimento de geleiras nos Andes, fato que ameaça o suprimento de água das comunidades nas montanhas . No decorrer de 2009, condições climáticas extremas foram testemunhadas na América Central, com os furacões, na Colômbia, com chuvas torrenciais e deslizamentos, e na porção central da Argentina, com uma grande seca. “Na América Latina, sinais de um clima mais quente já surgem tanto em locais de altitude como ao nível do mar,” disse German Rocha, Coordenador Regional da FANAS. “O efeito mais visível das mudanças climáticas poderia ser a deterioração do ecossistema nos Andes, onde geleiras em derretimento ameaçam o suprimento futuro de água para comunidades nas montanhas. Além disso, os danos aos recifes de corais e da costa do Golfo do México têm sido algo preocupante faz tempo. Ações eficazes para combater esses impactos do clima devem ser tomadas o quanto antes.”

NOTÍCIAS SOBRE A REDE Após as oficinas de desenvolvimento da rede, ocorridas em Brasília e em Bogotá, a terceira reunião regional será realizada no final de fevereiro no Peru para fortalecer a rede localmente e para discutir o plano de ação da FANAS. O relatório sobre o encontro em Brasília já se encontra em nosso sítio e o relatório sobre o encontro de Bogotá estará online em breve. O sítio da FANAS foi atualizado e agora está disponível em espanhol, português e inglês. Os membros da FANAS são bem vindos caso queiram nos informar sobre o que suas organizações estão realizando, assim as atualizações podem ser disponibilizadas online. Por favor, enviem um e-mail à Joana Bezera, rsamericana@gmail.com 8

A FANAS está desenvolvendo um novo logotipo, visite nosso sítio eletrônico a partir do início de fevereiro.

Joana Bezerra

A ÁGUA E AS NEGOCIAÇÕES SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS – UMA PERSPECTIVA LATINO-AMERICANA


FRESHWATER ACTION NETWORK – CENTRAL AMERICA FANCA FAN NA AMÉRICA CENTRAL A TODO VAPOR! O trabalho da FANCA na América Central continua a se aprofundar e fortalecer. Nunca antes a rede esteve tão envolvida em tantas iniciativas. Desde oficinas nacionais e regionais até influenciar os processos decisórios nos mais altos níveis, a FANCA conseguiu se estabelecer solidamente como a voz principal para a sociedade civil, no que se refere ao gerenciamento da água na América Central. Os resultados dos apoios institucionais oriundos do Fundo de Transparência Governamental do DFID, assim como da concessão estratégica do DFID e da WaterAid também se espalharam pela rede, consolidando sua presença em todos os países.

Algumas das principais conquistas foram as aprovações de algumas leis propostas que irão beneficiar comunidades, com mais projetos de lei no processo de aprovação. Com o apoio da FANCA, federações e associações de sistemas comunitários de abastecimento de água também foram fortalecidos e consolidados, membros foram capacitados, a visibilidade da comunidade de gerenciamento de água aumentou e seus princípios foram incorporados a políticas regionais e nacionais. Leia mais sobre algumas das atividades nas quais membros da FANCA têm estado engajados nos últimos meses.

SUCESSO DO GTF NA AMÉRICA CENTRAL O segundo encontro regional do Fundo pela Transparência Governamental ocorreu em novembro na América Central. Durante esse encontro, membros das organizações puderam compartilhar o trabalho realizado em cada um dos países, assim como as lições aprendidas durante o primeiro ano do projeto. Entre os aspectos positivos do projeto temos o apoio dado para o fortalecimento do trabalho da FANCA e a forma com a qual ele permitiu que os membros da rede se reunissem e juntassem forças durante as atividades do projeto. FANCA

ESTABELECENDO A LEI NA COSTA RICA De outubro a dezembro a FANCA, a Aliança pela Água e a Comissão pelo Fortalecimento do Setor ASADAS (COFORSA) coordenaram cinco encontros regionais e uma reunião nacional apoiada pela APDE e financiada pela IUCN e Aliança pela Água na Costa Rica. As reuniões incluíram 200 participantes de grupos da comunidade de gerenciamento de água e aproximadamente 335 participantes de grupos de gerenciamento de aquedutos. Juntamente com os responsáveis pelas decisões, eles analisaram o projeto de lei sobre Aquedutos Públicos, assim como as ações tomadas pela Comissão pelo Fortalecimento do Setor ASADAS (COFORSA). A idéia era influenciar e convencer os responsáveis locais pelas decisões sobre sua importância para que o projeto fosse aprovado.

Um dos encontros que discutiram o projeto de lei sobre aquedutos comunitários e as propostas feitas pela COFORSA

PRIMEIRA ASSEMBLÉIA NACIONAL DA FANCA EM EL SALVADOR FANCA El Salvador realizou sua primeira assembléia nos escritórios do ANDAR em El Salvador, em Outubro de 2009, para compartilhar novidades com seus membros sobre o trabalho realizado no decorrer do último ano. Também analisaram os processos e desenvolvimento que levaram ao reconhecimento internacional do acesso à água como sendo um direito humano e a importância de liderarem um processo para restabelecer esse princípio básico na Associação de Acordos da América Central, assim como no projeto de lei sobre Recursos Hídricos de El Salvador. 9


TRANSPARÊNCIA E CAPACITAÇÂO DE RESPONSABILIDADE Aproximadamente 500 pessoas participaram de dez oficinas conduzidas em sete comunidades entre agosto e dezembro de 2009, como parte do projeto do Fundo pela Transparência Governamental em Honduras. As oficinas apresentaram as comunidades às atividades do Fundo e as encorajaram a criar seus próprios comprometimentos, assumindo a visão, os objetivos e as atividades do fundo. Também desenvolveram suas capacidades para exigir uma responsabilidade integrada, garantir administração mais transparente e um processo de governança mais efetivo.

AVANÇOS NAS LEIS DO COMITÊ DE SANEAMENTO E ÁGUA

O Projeto busca dar legalidade aos comitês de água e saneamento, para que possam receber fundos de organizações nacionais e internacionais de financiamento para manutenção e expansão, assim como outros trabalhos.

Um encontro nacional dos membros do Comitê da Água e Irrigação foi realizado em agosto em Chelatenango, Guatemala, para fortalecer o conhecimento dos comitês e comunicar as mudanças feitas no Manual da Comunidade sobre Água e Gerenciamento dos Sistemas de Água e Saneamento. Foi organizado pela Associação Agua del Pueblo e teve representantes de 60 comitês de água potável de várias municipalidades e departamentos.

PROJETO DE USINA DE TRATAMENTO DE ÁGUA NA COSTA RICA ESTÁ A A Fundação de Desenvolvimento Urbano (FUDEU), organização que sedia o secretariado regional da FANCA, está instalando uma estação de tratamento de água no Norte de Barras del Colorado, com financiamento da Aliança pela Água através de um acordo entre a Associação de Desenvolvimento Barras del Colorado e FUDEU. Melissa Pineda

Em 25 de novembro de 2009, a Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Assembléia Nacional finalizou uma análise de observações feitas para o Projeto de Lei Especial dos Comitês de Água e Saneamento e apresentou a aprovação do Projeto no Congresso.

FORTALECENDO O GERENCIAMENTO COMUNITÁRIO DA ÁGUA NA GUATEMALA

FANCA

EL NIÑO CAUSES SEVERE DROUGHT IN HONDURAS Oficiais ambientais estão prevendo grandes secas em Tegucigalpa e outras cidades em Honduras devido ao El Niño – o padrão climático que ocorre pelo Pacífico tropical, de forma cíclica, a cada 5 anos, aproximadamente. As duas represas que abastecem a capital de Honduras, Los Laureles and La Concepcion, estão com 50% de suas capacidades, fato que já resultou no racionamento de água, desde novembro do ano passado, em Tegucigalpa, onde comunidades mais vulneráveis estão tendo que pagar $1.10 por tanques contendo 100 galões (380 litros). FANCA

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O Comitê Regional da FANCA se reuniu em novembro, em San Jose, Costa Rica.


FRESHWATER ACTION NETWORK – MEXICO FAN MEX Mario Martínez - engenheiro, membro da FAN MEX e porta-voz daqueles que lutam contra o projeto de mineração - participou do último Fórum Mundial da Água em Istambul para falar sobre a poluição da água. Um ativista incansável, Mario visita comunidades afetadas por projetos de mineração para aconselhar e ajudar em suas lutas. Qual a história da mina San Xavier? Estamos na cidade de San Pedro, que seria declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO. A cidade está localizada na base da montanha San Pedro e foi fundada no século XVI, quando os espanhóis encontraram ouro e decidiram explorá-lo – uma atividade que adentrou o século XX. Em 2006, San Pedro ainda era uma cidade calma cuja principal atividade econômica era a agricultura e um pouco de turismo. Mas recentemente, a companhia de mineração Canadense Metallica Resources começou a explorar ouro e prata em 290 hectares nas proximidades da montanha. Qual o impacto disso nos recursos hídricos? Espera-se que as atividades mineradoras ocorram durante um período de oito anos e vai resultar em um poço de 250 metros de profundidade e com um quilômetro de diâmetro. O projeto de mineração San Xavier está localizado a 12 quilômetros da capital do estado, San Luis Potosi, que possui uma população de 1.5 milhões de pessoas. A única fonte de água que supre essa área deserta é um aqüífero que já foi explorado e fornece água para aproximadamente 40% da população do estado. Entretanto, este aqüífero também é essencial para a atividade mineradora. De acordo com estudos sobre o impacto ambiental, a mina de San Xavier usa 25 toneladas de explosivos diariamente para escavar 80.000 toneladas de rocha. Quase 40% do material obtido é, então, tratado com uma solução feita de 16 toneladas de cianeto de sódio, combinado com 32 milhões de litros de água. Isso vai perdurar por oito anos. Os ácidos lixiviados têm um efeito devastador, pois são dissolvidos na água e transportados pela água da superfície rumo aos lagos e rios. Isso resulta em acidificação e contaminação desses recursos hídricos – mesmo aqueles que estão localizados longe da fonte original de poluição. No fim, o projeto de mineração San Xavier vai deixar quase 180 milhões de rochas de cianeto saturado expostos à mercê dos elementos e dos ventos. Leva 267 dias para que o cianeto disperse na atmosfera, tempo o qual ele causa impacto direto sobre a saúde, assim como indiretamente através da péssima qualidade da água e poluição do solo.

Como você vem conduzindo essa luta? Nossa luta começou com a criação de um grupo que engloba peritos, advogados, historiadores e cientistas. Até o momento, vencemos todas as disputas legais, incluindo o cancelamento de várias licenças de mineração. Mas toda vez a Metallica Resources recebe uma nova licença pelo Departamento de Meio Ambiente. Eles mudaram o seu nome em várias ocasiões como um método para evitar disputas legais e atualmente são Mario Martínez - engenheiro, conhecidos comoNew membro do FAN MEX e porta-voz Gold inc.

Ceridwen Johnson

ENTREVISTA: MARIO MARTÍNEZ

daqueles que lutam contra o projeto de mineração - falando no Fórum Mundial da Água em Istambul, 2009.

A última, emitida em 2006, foi cancelada por uma lei em 2009. Entretanto, essa mina não cessou suas operações. As batalhas legais, que vencemos muitas e muitas vezes, não os impediram de prosseguir com as operações. Temos enfrentado uma forte campanha na mídia, orquestrada pela companhia de mineração, fato que corrompeu as autoridades, como é o caso dos projetos de mineração que estão em pleno funcionamento no México. Mesmo autoridades de esquerda têm fornecido licenças aos interesses canadenses, tal qual em Zacatecas, onde o maior projeto de mineração com poço aberto está a caminho. Em Oaxaca, 29 grandes projetos de mineração são apoiados pelo governo. Estamos criando redes para reunirmos os afetados – tal qual REMA (ver http://rema.codigosur.net) – e informar a população. Mas é uma tarefa desafiadora, especialmente devido às autoridades que, por um lado emitem as licenças, mas por outro lado falham em obedecer às sentenças dadas pela justiça. Gostaríamos de ver redes como a FAN, que tem acesso a plataformas internacionais, atrair a atenção das pessoas para a corrupção e contaminação massiva dos recursos hídricos que as companhias estão promovendo na América Latina.

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WILD 9 – 9º CONGRESSO MUNDIAL DE ÁREAS SILVESTRES EM MERIDA, YUCATAN Como a água é um assunto transversal, um grande número de membros da FAN MEX compareceu ao World Wilderness Congress 9 (Congresso Mundial de Areas Silvestres em várias áreas), inclusive como facilitadores de oficinas, em mesas redondas, grupos de trabalho ou simplesmente como ouvintes. O evento produziu dois documentos importantes: Message from Mérida (Mensagem de Merida; e o primeiro acordo internacional pela conservação da vida silvestre. Messagem de Merida é um chamado global à ação para criar uma estratégia integrada em áreas de vida silvestre e conservação da biodiversidade e para abordar as mudanças climáticas. O primeiro acordo internacional pela conservação da vida silvestre foi elaborado e assinado em conjunto pelos governos do México, Canadá e Estados Unidos.

O Segundo Fórum da Comunidade de Gerenciamento da Água ocorreu em Chilpancingo, Guerrero, no dia 26 de setembro de 2009. O evento contou com um número recorde de representantes de projetos comunitários, advindos de diversos estados mexicanos, assim como representantes de comunidades de usuários de água da Costa Rica e nosso colega da FANCA, Andrés Mora. O evento nos deu a oportunidade de melhorar nosso conhecimento sobre o gerenciamento de água através do compartilhamento de nossas experiências de boas práticas e como lidar com conflitos ao defender os recursos. O evento resultou em uma declaração defendendo o gerenciamento comunitário de água como sendo um elo essencial na cadeia de gerenciamento de aqüíferos e bacias hidrográficas com uma abordagem social, que tem sido minimizada pelo sistema de distribuição e gerenciamento de água governamental. Para acesso à versão completa da declaração (em espanhol), visite as páginas da FAX MEX do sitio virtual. Nathalie Seguin

Entretanto, enquanto as consequências reais ainda estão por vir, algumas das resoluções acordadas são significantes por afetar recursos hídricos no México. A resolução 12 reconhece que, “a área da ‘floresta de água’ no centro do México é uma área selvagem de extrema prioridade, pois 20 milhões de pessoas dependem de seus recursos.”

SEGUNDO FÓRUM DA COMUNIDADE DE GERENCIAMENTO DA ÁGUA

Recomenda-se que tanto as autoridades federais quanto as estaduais respeitem a Área Prioritária de Conservação, promovendo seu gerenciamento sustentável, e considere revogar autorizações para construção de uma rodovia. Recomendase, também, a inserção dos Direitos da Natureza em cada constituição dos estados, assim como a revisão das políticas de exploração de madeira e de agricultura. Horacio Bonfil, diretor do Fundo da Bacia do Valle de Bravo, ficou impressionado com a antropofobia (medo de pessoas) que parece estar presente, até certo ponto, nas palestras do Wild 9. “Enquanto o crescimento populacional e o uso de recursos naturais certamente exercem um papel chave na deterioração do meio ambiente, somente com a ajuda das pessoas que habitam essas regiões é que podemos dar passos firmes rumo à garantia da sustentabilidade,” disse Horacio. “As pessoas são parte do problema, mas também devem ser parte da solução.”

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Um altar feito para a abertura do fórum sobre água comunitária como parte da cerimônia tradicional para os elementos e para o milho


FRESHWATER ACTION NETWORK – SOUTH ASIA (FANSA) TRADICIONAL ABERTURA DOS ENCONTROS NO SRI LANKA NA 3ª CONFERÊNCIA SUL-ASIÁTICA SOBRE SANEAMENTO EM COLOMBO FANSA continua a pressionar os Governos do Sul da Ásia para que honrem seus compromissos feitos na declaração final da 3ª SACOSAN, a “Declaração de Dehli”, que reconhece o acesso ao saneamento e águas segura como um direito básico e cria um comprometimento dos estados para fortalecer a colaboração regional e promover o monitoramento independente.

organizações da sociedade civil, objetivando influenciar a quarta conferência, agendada para ocorrer em fevereiro de 2011, no Sri Lanka. Os participantes discutiram como garantir uma participação mais inclusiva e significante das organizações da sociedade civil na 4ª SACOSAN levantando questões importantes para que o governo do Sri Lanka considere.

A FANSA sentiu-se satisfeita em ser convidada para participar da à sessão inaugural da reunião regional, ocorrida em agosto de 2009. A ICWG fornece um espaço onde atores de alto nível se encontram para traçar o progresso sobre o alcance do saneamento no Sul da Ásia (SACOSAN). Fansa vê seu papel como o de um “cão de guarda” para melhorar a transparência no setor. Eles objetivam continuar a apoiar os membros e monitorar ações, analisar o progresso e identificar obstáculos ou áreas com pouco progresso, e dar sugestões para lidar com esses assuntos.

Muito do trabalho da FANSA sobre a próxima conferência será feito antes do encontro, pois a experiência de conferências anteriores mostra que o processo do trabalho preparatório cria um maior impacto.

A FANSA está comprometida em fazer o acompanhamento do que ficou estabelecido na 3ª SACOSAN. Após o sucesso da pré-reunião da sociedade civil no ano passado, a FANSA tem tido um papel importante ao fazer com que seus membros estejam cientes da declaração e a traduziu em diversas línguas para que alcance organizações comunitárias locais. Após uma série de encontros em âmbito nacional para analisar a Declaração de Delhi, a FANSA uniu forças com WSSCC, WaterAid e EWP para realizar um encontro no Sri Lanka, em novembro de 2009. Essa reunião ocorreu um ano após a 3ª SACOSAN reunindo grandes representantes das organizações da sociedade civil para analisarem o progresso obtido desde a 3ª SACOSAN, identificar os setores com atrasos e planejar os rumos futuros para as

“Já que as delegações oficiais do Nepal e Bangladesh tinham sido consultadas e convencidas bem anteriormente [em 2008], elas foram receptivas aos nossas propostas para conferência,” diz Murali Ramisetty, coordenador da FANSA. A FANSA já começou a trabalhar com os funcionários do governo de Sri Lanka e, graças ao continuo estímulo e trabalhos preparatórios, em 2011, organizações da sociedade civil sob a bandeira da FANSA, WSSCC e WaterAid devem ter uma participação mais significativa e a vantagem de uma recepção positiva dos funcionários do governo do Sri Lanka. Em 2011, a mídia também se envolverá previamente para ajudar a conscientizar as pessoas e pressionar o governo para que seja responsável com os compromissos do SACOSAN. Para acesso ao relatório completo da reunião e os planos para a 4ª SACOSAN, visite nosso sítio no endereço www.fansasia.net

NEGOCIAÇÕES SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM BARCELONA: UMA VISÃO DE BANGLADESH Em novembro de 2009, o membro da FANSA Bangladesh, Joseph Halder, participou das negociações sobre mudanças climáticas em Barcelona, assim como do Dia da Água – evento que ocorreu simultaneamente para juntar esforços para que os resultados de Copenhagen, reconhecessem claramente a importância da água no combate às mudanças do clima. Prakash Amatya, Oficial de Comunicações Regionais da FANSA, conversou com Haçder sobre sua oportunidade em apresentar as perspectivas locais de Bangladesh nas sessões, sobre as perspectivas globais do assunto e sobre sua participação no podcast. Eu sou uma vítima dos impactos causados pelas mudanças climáticas,meus parentes são vítimas assim

como meus compatriotas, Então eu tentei partilhar minha história quando conhecia novas pessoas durante a conferência onde quer que eu estivesse, seja em um corredor ou em uma sessão. Já que sou de Bangladesh e estou lidando com os assuntos sobre mudanças climáticas diretamente com o Fórum das ONGs, pintei um cenário para os elaboradores de políticas globais e os atores relevantes sobre os impactos que as mudanças climáticas causam na água e na subsistência, problemas que Bangladesh está atualmente enfrentando. Como um membro da FAN, eu defendo o espírito do direito das pessoas à água quando participo das sessões nas negociações e no evento do Dia da Água.

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OFICINAS SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS A FANSA está elaborando uma série de oficinas em âmbito nacional e treinamento sobre mudanças climáticas para garantir que aqueles mais vulneráveis aos efeitos negativos do clima estejam atentos aos perigos e possam desenvolver a capacidade de adaptação. As oficinas, que ocorrerão na Índia, Bangladesh, Paquistão e Nepal, irão reunir membros da FANSA que já estão trabalhando com peritos em estratégias de adaptação, assim eles podem compartilhar experiências. Os participantes vão ver modelos apropriados e disponíveis, sucessos em diferentes mecanismos de lidar com o problema e ferramentas e metodologias para avaliar os impactos e a adaptação. Os participantes vão trabalhar para entender e avaliar o impacto das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos, criando estudos de caso locais e identificando condições onde apoio para adaptação é necessário, assim como desenvolvendo planos apropriados para ações de advocacy. A primeira oficina, que irá reunir participantes da região, acontecerá em Nepal, em março de 2010, e será patrocinado pela UN Habitat. Para saber mais, contate Prakash Amatya no e-mail prakashamatya@yahoo.com

PROGRESSO DA FANSA NAS REGIÕES A FANSA tem feito progressos substanciais no último ano em termos de desenvolver uma estrutura democrática a nível regional, e ser reconhecida como uma rede de responsabilidade eficiente. Graças ao Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, FANSA tem apoio financeiro para fortalecer a rede através de uma abordagem tripla de ação de Militancia, Capacitação da Sociedade Civil Organizada e fortalecimento institucional/rede. Sastry, Coordenador Regional do FANSA, dá uma atualização do ano: A FANSA tem assumido um papel chave e eficaz no processo pós 3ª SACOSAN e está estabelecida como liderança em termos de direito à água e ao saneamento na região com programas de treinamentos locais. Também se tornou uma parceira da Estrutura para a Ação Global e membro do grupo interino central, que governa a Estrutura para Ação Global, assim como membro de gestão do comitê da campanha ‘Acabar com a pobreza hídrica’ (End Water Poverty). tem havido muito progresso em âmbitos nacionais, também. Na Índia, a FANSA tem se responsabilizado por um processo amplo e democrático para criar uma comunidade forte com 10 divisões, cada uma com seus próprios comitês consolidando suas próprias experiências.

Finalmente, o encontro do comitê de gestão da FANSA Bangladesh ocorreu em 26 de dezembro de 2009, onde eles revisaram o orçamento e plano de ação para a contabilidade do ano 2009-10. 14

Lajana Manandhar, Coordenadora da FAN do Nepal e Diretora do Lumanti, retornou de uma reunião da Slum Dweller International Board em Joanesburgo com algumas observações valiosas sobre as condições da água e saneamento para as pessoas pobres da África do Sul. Após a reunião, Lajana teve a oportunidade de fazer uma excursão a campo para visitar uma favela e testemunhar as condições de saneamento. Entre a frágil estrutura e os preocupantes níveis de segurança e desigualdade, ela constatou que os banheiros químicos como soluções temporárias para o problema do saneamento. Pouco depois de nos acomodarmos em um hotel de três estrelas na cidade, nos informaram que faltaria água das 9 às 17 horas, pois o fornecimento estava sem manutenção. No dia seguinte, Ramesh Singh, presidente da Action Aid International, nos levou a uma grande favela próxima a uma mina abandonada de ouro, onde fomos escoltados por muitos seguranças. O município estava instalando “banheiros químicos” na favela, que consistem de uma garrafa de químicos adicionados a um fosso que serve como latrina. Os químicos ajudam a acelerar a decomposição do sólido, tornando o meio ambiente livre de odor e moscas. Já que a decisão sobre tornar esse sistema permanente não tinha sido tomada, a municipalidade adotou esse método como uma medida temporária A comunidade formou uma rede para lutar coletivamente contra a ameaça de despejo que eles enfrentam. Como resposta à pergunta de Man Prasad Limbu, sobre se eles já viram mudanças em suas vidas após o fim do sistema de apartheid, ele prontamente recebeu um ‘Não’. Mais tarde, aprendi, ao falar com uma família local que, mesmo com o fim do apartheid, a economia ainda é predominantemente controlada por pessoas brancas da África do Sul, apesar de um grande crescimento das classes médias [negras]. Infelizmente, embora a Constituição possua boas normas para melhorar a situação no país, estas ainda não foram sentidas pelas pessoas. Lumanti

No Nepal, ocorreu uma convenção nacional em setembro de 2009, nomeando um comitê nacional de 13 membros, chefiado por Lajana Manandhar, Diretora do LUMANTI. O Nepal tem subdivisões em quatro regiões.

JOHANNESBURG – UMA VISÃO DE KATHMANDU

Lajana visitando uma favela em Johannesburg


Un foro de intercambio de aprendizajes y experiencias Una plataforma para el diĂĄlogo y la infl uencia Un enlace entre el nivel local y global una red de generadores de cambios

Freshwater Action Network o Red de Acción del Agua (FAN) Freshwater Action Network o Red de Acción del Agua (FAN) Danielle Morley Secretário Executivo Provisório Ceridwen Johnson Gestor de Comunicações Marc Faux Responsável pelo Financiamento Kolleen Bouchane Responsável pela Ação de Militância e Aprendizagem Isabella Montgomery Responsável pela Informação e Comunicações James Love Assistente Administrativo e de Comunicações Freshwater Action Network, 2nd Floor, 47 - 49 Durham Street, London SE11 5JD, United Kingdom    

+44 20 7793 4509 +44 20 7793 4545 fan@freshwateraction.net www.freshwateraction.net

Rede da Sociedade Civil Africana para a à gua e o Saneamento (ANEW) Jamillah Mwanjisi Secretária Executiva Josephine Mukandanga Funcionário Regional de Comunicações C/o Maji na Ufanisi, Theta Lane, off Lenana Road, Hurlingham, P.O. Box 58684 - 00200, Nairobi, Kenya    Skype 

+254 20 2727107/8 +254 20 2726332 jamillah@anewafrica.net anewafrica.comms www.anewafrica.net

Freshwater Action Network – AmÊrica Central (FANCA) Jorge Mora AndrÊs Mora

Coordenador Regional Responsåvel pela Comunicação Regional

P.O. Box 1852-2050, Costa Rica    

+ 506 2280-6516 + 506 2281-3290 fancaregional@gmail.com www.fanca.co.nr

DISEĂ‘OS : Bill Crooks

Freshwater Action Network - MĂŠxico (FANMex)

Nathalie Seguin Coordenadora Regional Nuevo Leon 217, Colonia EscandĂłn, CP 06070 MĂŠxico DF MĂŠxico   

+52 55 52640524 info@fanmexico.net www.fanmexico.net

Freshwater Action Network - America del Sur/ do Sul (FANAS) German Rocha Coordenadores Regionais Ninon Machado Joana Carlos Bezerra Responsåvel pela Comunicação Regional c/o Instituto Ipanema, Rua Serafim Valandro, n.6/304 – Botafogo, CEP: 22260-110, Rio de Janerio, Brazil  

+55 21 2527 8747 fanas@freshwateraction.net

Freshwater Action Network – Sul da à sia (FANSA) Ramisetty Murali G M Sastry Prakash Amatya

Responsåvel pelas Convocaçþes Coordenador da FANSA Responsåvel pela Comunicação Regional

C/o. Modern Architects for Rural India (MARI), H.No.18-f-499, Behind Ekasila Park, Balasamudram, Hanamkonda, Warangal-506 001 (ap), India      

+91-870-2552928 convenor@fansasia.net coordinator@fansasia.net prakasha@mos.com.np fansasia@gmail.com www.fansasia.net

Freshwater News, o Boletim impresso da FAN Ê produzido duas vezes por ano e inclui notícias do secretariado da FAN, de membros da FAN e das redes regionais da FAN. Enviamos uma cópia a todos os nossos membros e associados, mas tambÊm se pode baixar a versão em PDF em inglês, francês, espanhol e a partir desta edição tambÊm em Português do nosso website: www.freshwateraction.net

Chefe de redação: Isabella Montgomery - Editor de texto: David Matthews Colaboradores: Prakash Amatya, Joana Bezerra, Andres Mora, Laurenne Jimenez, Ceridwen Johnson, Nathalie Seguin & Josephine Mukandanga 15 Agradecimentos ao MinistÊrio Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID) pelo apoio a esta edição


MEMBRO DA FAN EM FOCO: VITAE CIVILIS Joana Bezerra

A parceria da FANAS, Vitae Civilis – o Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz – ONG brasileira que trabalha para uma sociedade sustentável.

Diretor do Vitae Civilis Rubens Born

Vitae Civilis, que em latim significa “para a sociedade civil”, refere-se ao compromisso do instituto de fortalecer a cidadania e as organizações da sociedade civil.

Trabalha com cinco pilares básicos: justiça social; conservação ambiental e integridade; diversidade; democracia e viabilidade econômica. Sua missão é de criar uma “sociedade civil engajada no governo da sustentabilidade social e ambiental nas esferas locais, nacionais e globais.” Desde sua criação em 1989, tem promovido diálogos inter-setoriais sobre as políticas, economia, práticas individuais ou institucionais que são relevantes para alcance da sustentabilidade social e ambiental. O Vitae Civilis realiza pesquisas por meio de metodologias participativas. Atua em estudos e discussões públicas, sobre medidas e alternativas que combatam os efeitos das mudanças climáticas. Como parte desse trabalho, vem atuando no acompanhamento das negociações das mudanças climáticas globais, com o objetivo de se desenvolver políticas para todos os países, em conformidade com os princípios da Convenção Quadro das Nações Unidas e Protocolo de Quioto.

O Vitae Civilis envolve-se em parcerias que definam ações e iniciativas específicas para desenvolvimento sustentável através de interação, capacitação e fortalecimento de redes e organizações de sociedade civil. O Vitae Civilis é membro fundador da FAN Freshwater Action Network. Representou o Brasil na FAN, no Fórum Mundial da Água em Quioto. Participou do último Fórum Mundial da Água em Istambul, apoia os trabalhos da rede e em suas atividades promove o nome da FAN. www.vitaecivilis.org.br/

PROJETO EM FOCO: CONEXÕES DA ÁGUA A Vitae Civilis acresita que o acesso universal à água e ao saneamento são direitos humanos. Trabalhando rumo a essa visão, o Vitae Civilis envolve pessoas e instituições para promover o uso da água responsável e o seu tratamento por meio de diversas abordagens, incluindo conservação de bacias hidrográficas, recuperação de ecossistemas degradados e participação ativa nas decisões tomadas em fóruns (particularmente nos Comitês de Bacias Hidrográficas). Desde 1994, o Vitae Civilis tem trabalhado com gerenciamento integrado da água, saneamento ambiental e limpeza dos rios em cidades e regiões metropolitanas com o projeto “Water Connections: establishing currents of citizenship in defence of headwater areas.” (Conexões da Água: estabelecendo correntes de cidadania em defesa das áreas das nascentes)

Joana Bezerra

Sua meta é estabelecer diálogos e elos entre os atores relevantes , e aumentar a influência da sociedade civil sobre as instituições do governo envolvidas nos processos decisórios. Através do programa, “Land of Waters, Diversity of Lives” (Terra das Águas, Diversidade de Vidas), a Vitae Civilis visa facilitar o gerenciamento integrado dos serviços e recursos ambientais em diferentes áreas urbanas e rurais. Vitae Civilis foi um dos membros da FANAS que esteve presente no Fórum Mundial da Água em Istambul em 2009. Cristina Orpheo, então gerente, disse: “Foi fantástico participar do Fórum Mundial da Água e ver todos engajados em debater assuntos que são cruciais nos dias de hoje.”

Cristina Orpheo – Então Vitae Civilis com o Coordenador regional da FANAS, German Rocha. Membro da FANAS, Vera Catalão, no Fórum Mundial da Água em Istambul.


Freshwater News February 2010 - Portuguese