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Considerações Finais O filósofo Herder, pelo conjunto de sua obra, provocou um ponto de inflexão na história do pensamento ocidental, já na segunda metade do século XVIII. Suas ideias ganharam repercussão notadamente quando do generalizado desencanto por parte dos intelectuais com os rumos tomados no pós Revolução Francesa, a qual teria sido simbolizada como o ápice da racionalidade iluminista. Em muitos casos, tal desencanto deu lugar à apostasia. A fé na Razão seria abalada. Herder aportou ao pensamento noções como nacionalismo, historicismo e o Volksgeist, o espírito do povo. Provocou o encontro de um itinerário diferente do que se tinha traçado até então que era o classicismo, o racionalismo e a onipotência do método científico. Como adversário dos iluministas, desacreditou que a realidade estaria passível de ser ordenada em termos de leis universais, eternas, objetivas e inalteráveis e que estas leis poderiam ser descobertas através de pesquisa científica, bastando para isso o método apropriado. Desacreditou, por conseguinte, que serviriam como moldes para todos os povos em tempos e lugares diferentes. Compartilhando com Berlin a compreensão de que, a partir dessas recusas assinaladas, ao referido filósofo pertence o mérito de ter dado vida nova à noção dos modelos e do crescimento social, dando importância ao que é intangível e ao imponderável, inaugurando um corpo teórico que deu margem ao desenvolvimento dos problemas culturais. Desta forma, suas concepções são um convite à prática educativa.

REFERÊNCIA ALBUQUERQUE Jr. Durval Muniz. A Invenção do Nordeste e Outras Artes. São Paulo: Cortez Editora, 5ª ed., 2011. ALENCAR, Manuel Carlos Fonseca de. Brasil, país de letras e sons: análise de o nosso cancioneiro de José de Alencar. In. História e Cultura. Fortaleza, v. 2. N. 3 p.117-135, jan-jul 2014.

Redescrições - Revista online do GT de Pragmatismo, ano VII, nº 1, 2016

Revista Redescricoes ano VII, n2, 2016  
Revista Redescricoes ano VII, n2, 2016  
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