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Conferências do Estoril discutem desafios globais A segunda edição das Conferências do Estoril, com o tema "Desafios Globais, Respostas Locais", começa hoje com foco nas transformações no mundo árabe e na crise do euro. Até sexta-feira, cinco conferências e quatro painéis constituem o essencial do programa desta edição da iniciativa bienal, que decorre no Centro de Congressos do Estoril. O economista Nouriel Roubini, que previu a crise financeira de 2008, profere hoje a primeira conferência do encontro internacional, com uma comunicação sobre "A Crise Financeira Internacional e a Zona euro".

Sala cheia para o arranque das Conferências do Estoril Na sessão de abertura das Conferências do Estoril, que começaram hoje, Carlos Carreiras, Presidente da C â m a r a Municipal de Cascais, afirmou que "a ignorância está na origem de todos os males do mundo. As Conferências do Estoril são o nosso contributo à escala local para promover p o n t o s d e encontro de culturas, tradição e diálogo".

«Para

Miguel

Pinto

Luz,

Ve r e a d o r

das

Actividades

Económicas

e

da

Juventude,

principal mentor das Conferências, "é chegada a hora de premir o gatilho das ideias". A sessão de abertura foi ainda marcada pelas declarações de Pauline Van der Meer Mhor, Presidente da Universidade Erasmus, Roterdão, para quem "a mudança da Europa visando a competitividade deve ser conduzida pela política e liderança". Por seu lado, Lawritz B. Holm-Nielsen, manifestou o seu apoio veemente às Conferências do Estoril "por promover a troca de ideias. Precisamos de encontrar soluções comuns para problemas que nos afectam a todos.

No discurso de abertura, Howard Dean, político americano, ex-Governador de Vermont e antigo presidente do Comité Democrático nacional dos EUA, salientou o seu optimismo em relação à actual conjuntura a nível europeu: "A União europeia é o mais importante esforço de união entre países das ultimas décadas. O Euro é uma excelente ideia. Tem de continuar. O desafio é encontrar um equilíbrio a longo prazo para a Europa e para a zona Euro".


As Conferências não acabam, o trabalho começa já amanhã Na despedida da edição de 2011, Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais fez questão de salientar: “as Conferências do Estoril não acabam. Nem aqui, nem agora, nem hoje. A partir de amanhã, começaremos a trabalhar nos contributos que nos deixaram. Lançaremos uma nova edição dos prémios. Daremos vida às ideias e materializaremos as propostas. Trabalharemos com as universidades nacionais e internacionais, novas e melhores formas de fazer chegar estas mensagens aos decisores de amanhã”. E se a palavra era passar a mensagem, o autarca deu o mote para a exibição do filme “What the Finns need to know (about Portugal), divertido repositório da importância estratégica de Portugal no mundo através dos séculos, bem como da solidariedade demonstrada com a Finlândia, em 1940.

Muito concorrida pelo público que marcou presença em larga escala nos três dias das Conferências do Estoril, a tarde de 6 de Maio arrancou com a bemdisposta “Glotalk: Ligação num Mundo Globalizado”, por Salem Samhoud para se centrar logo a seguir no tema “Globalização e Políticas Internas”, apresentado por um conjunto de oradores dos vários cantos do mundo: Europa, China, Brasil, África do Sul. Mohamed ElBaradei, Prémio Nobel da Paz, encerrou a edição de 2011 das Conferências do Estoril com a sua visão sobre a Revolução Egípcia e o Futuro do Médio Oriente, não sem que antes Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, anunciasse a edição de 2013 desta iniciativa de reflexão sobre desafios globais. Entre ideias como a necessidade de antecipação de situações de crise e da manutenção do equilíbrio interno associado à paz no m u n d o, o u a importância de minimizar vulnerabilidades criando parcerias à escala global, muitas foram as opiniões expressas e

Larry King falou ontem

Com o objetivo de criar um ponto de reflexão e debate de nível internacional, as Conferências do Estoril 2011 trazem a Portugal as

experiências relatadas. “Os desafios locais são importantes mas é preciso antever os problemas para impedir que ocorram”, referiu Roberto Macedo, assessor da Faculdade de Economia da FAAP e antigo secretário de Política Económica do Ministério da Fazenda (Brasil). De uma forma divertida lembrou: “o Brasil já perdeu a conta das vezes em que teve de recorrer ao FMI; hoje contribui para lá e isso é uma forma de ajudar Portugal”. Victor Gao, director da Associação Nacional Chinesa de Estudos Internacionais, apresentou o caso da China que, em contra-ciclo, regista crescimento económico e desvendou parte daquela que considera a solução: “Como continuar a crescer e sobreviver? Com equilíbrio interno e paz no mundo”. Matlotleng Matlou, CEO do Africa Institute of South Africa, mostrou-se contra a ganância, o egoísmo, o nacionalismo e a intolerância: “esperança e justiça em vez de medo”, clamou. Por seu lado, Jordi Pujol, Fundador e Presidente do Centre d'Éstudis Jordi Pujol e antigo presidente do governo da Catalunha, defendeu que se tem de “recorrer aos nossos valores para que a Europa consiga sobreviver”. Com uma perspectiva interventiva e responsável, Salem Samhoud deixou aos participantes nas Conferências do Estoril um desafio para reflexão pessoal: “uma vez que o crescimento ou desenvolvimento da sociedade depende do desempenho

m a i s c o n c e i t u a d a s individualidades de universidades, centros de i n v e s t i g a ç ã o e desenvolvimento, organizações internacionais e não governamentais. O destaque vai para Mohamed ElBaradai, prémio nobel da paz; Nouriel Roubini, um economista conhecido pela precisão das suas previsões; Larry King, famoso entrevistador; e Mia Couto, reconhecido escritor moçambicano. Larry King, considerado um dos melhores entrevistadores da história da televisão norte-

americana e líder de audiências durante 25 anos, com o seu programa na CNN, esteve ontem (5 de Maio) nas Conferências do Estoril 2011 para falar sobre "O Futuro da Democracia face aos Desafios Globais". A conferência foi moderada por Mário Crespo. O "Sr. dos Suspensórios", desde 1985, entrevistou mais de 50 mil individualidades de distintas áreas e que marcaram a história mundial neste quarto de século. Admitiu estar com um novo projeto na manga, em que vai dar espaço à sua veia de comediante.

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