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Cachoeiro de Itapemirim - ES

Ano 16 - N°99 - Novembro / Dezembro de 2013

Celebrando o Natal A Doutrina Espírita é o Consolador que, cumprindo a promessa de Jesus, traz o conhecimento que faz o homem saber de onde vem, para onde vai e por que está na Terra; ameniza a dureza das provações, porque acende em cada coração a luz da esperança; desperta em cada um o sentimento de religiosidade natural que prescinde de dogmas, templos e hierarquia sacerdotal para se externar. Por isso os espíritas, que nos esforçamos por praticar a moral cristã, somos espíritascristãos e celebramos também a festa do Natal, mas o fazemos com simplicidade, lembrando o sentindo do Natal e a mensagem de Jesus, evitando o consumismo exagerado e os excessos da mesa tão comuns nesta época. Que possamos reunir nossa família, neste Natal, e buscar a oração como culminância de nossa celebração, dizendo como Emmanuel: “Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranquilidade e a alegria, como bênção de todos. É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece: - Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam...!”

Mudanças e Reformas “E o verbo se faz carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória.” João, 1:14 Comemora-se no dia 25 de Dezembro o nascimento de Jesus Cristo, data magna da cristandade. Procurar palavras para exaltar essa data e pura perda de tempo, pois tudo o que possamos pensar de sublime, já foi dito e escrito. Contudo, falta a humanidade aventura inexcedível de travar os conhecimentos de sua imorredoura mensagem a respeito deste grande dia, pois o homem em seu comportamento deixa muito a desejar. Mais um ano que passa, e nós preocupados com as mazelas do dia-a-dia, nas dificuldades do cotidiano, esquecendo-nos muitas vezes, do abraço fraterno, da palavra de ânimo, o sorriso, o aperto de mão, sempre deixando o egoísmo fazer morada em nossas almas, lembrando-nos somente daqueles que necessitam de nós ou que nos são caros, quando o ano está por terminar. Nesses dias, como por encanto, aparente mudança se faz em todos, tornamonos mais afáveis, tolerantes, procurando auxiliar a todos que necessitam e esquecendo, ainda que por pouco tempo, antigos ressentimentos. Passando esta grande data, tudo volta a ser como antes, e voltamos a ser os mesmos, presos ao nosso cotidiano materialista, a usarmos outra vez, no ano seguinte as falsas promessas, as mesmas palavras, as mesmas frases, retornando a invigilância habitual. É tempo de mudanças, que a partir de agora cada dia seja um novo dia, de paz, amor, compreensão, auxílio aos que necessitam, que ocorra em cada um de nós verdadeira reforma íntima, e que neste 25 de Dezembro, as palavras e frases, sejam autênticas, provindas do fundo do coração, para que sejamos mais humanos, e possamos executar a máxima da Doutrina Espírita: “Fora da Caridade não há Salvação”.

Adiuso da Rocha Coelho


NATAL Que o Natal, não seja um objeto

comercial, mas seja um momento de reflexão, fazendo a seguinte pergunta? Porque que o Sr. Jesus Cristo esvaziou-se da Glória Divina e veio a este mundo, nascido de mulher? Que a mensagem deste Natal seja a Mensagem do Renascer - Jesus nascendo nos corações dos homens. Que Deus de Amor e Bondade, abençoe a todos e nos guarde e nos conceda a PAZ. Adiuso da Rocha Coelho

O que você está fazendo da sua vida? Um homem morreu. Ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele. E Deus disse: - Bem, filho, hora de irmos. O homem assombrado perguntou: - Já? Tão rápido? Eu tinha muitos planos... - Sinto muito, mas é o momento de sua partida. - O que tem na maleta? Perguntou o homem. E Deus respondeu: - Os teus pertences… - Meus pertences? - Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro? - Esses nunca foram seus, eram da terra. - Então são as minhas recordações? - Elas nunca foram suas, elas eram do tempo. - Meus talentos? - Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias. - Então são meus amigos, meus familiares? - Sinto muito, eles nunca pertenceram a vocë, eram do caminho. - Minha mulher e meus filhos? - Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração. - É o meu corpo. - Nunca foi seu, ele era do pó. - Então é a minha alma. - Não! Essa é minha. Então, o homem cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia... Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse: - Nunca tive nada? - É assim cada um dos momentos que você viveu foram seus. A vida é só um momento... Um momento só seu. Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade. Que nada do que você acredita que lhe pertence o detenha... Viva o agora! Viva sua vida! E não se esqueça de SER FELIZ, é o único que realmente vale a pena! As coisas materiais e todo o resto pelo que você luta fica aqui. Valorize àqueles que valorizam você, não perca tempo com alguém que não tem tempo para você. Colaboração: Liliane Beiriz Monteiro Gullo Cachoeiro de Itapemirim - ES

PAULO DEPOIS DA LUZ 3ª VIAGEM MISSIONÁRIA IX

Que deseja o Sinédrio de mim? - pergunta Paulo. Tiago explica que os israelitas desejavam que ele se retratasse. Comparecesse aos rituais, que se fazem necessários juntamente com outros judeus e fizesse os votos de Narizeu, demonstrando assim que continuava judeu e filho de Abraão. E Tiago pediu com muita insistência que Paulo se submetesse a tal humilhação, pois a Casa do Caminho custearia todas as necessidades materiais de todos os que junto com ele fariam os rituais. De maneira bastante cristã, Tiago tocou o coração valioso de Paulo, que havia se distanciado há muito das formas, dos ritos e dos ensinos de Moisés. Conversaram por longo tempo ainda sobre a divulgação dos ensinos de Jesus. Tiago falava dos seus sofrimentos e suas dificuldades junto aos Sacerdotes e Paulo de suas passagens pelos gentios, longe de pensar que todo o Sinédrio havia planejado para Paulo, uma ardilosa armadilha, a fim de humilhado, sentenciá-lo e exterminálo, conseguindo assim que a nova doutrina também ficasse finalizada. No dia seguinte, Paulo e alguns companheiros se fizeram presente na Igreja de Jerusalém. Depois do cerimonial, o Sinédrio obriga a Paulo a se explicar o que ele fez com inexcedível cautela. Os judeus não aceitaram seu trabalho junto aos gentios, pois havia abolido a circuncisão para o ingresso na nova doutrina. Os sacerdotes exigiam que Paulo fizesse os votos de Narizeu junto a outros jovens paupérrimos para que todo o povo pudesse vê-lo como filho de Abraão. Para pacificar a igreja nascente junto aos fariseus, contra sua vontade Paulo aceitou o desafio. Era uma humilhação. Este ato causou grande repercussão em Jerusalém. Os fariseus desejavam outra condenação já que Paulo se fazia obediente e humilde às suas ordenações. Mas, apesar de tudo, os ódios ficaram mais pertinazes e até mesmo sangrentos. No momento da oração junto aos companheiros dos rituais aos votos, os sentimentos exacerbados da turba farisaica vieram à tona. Palavras de condenação injustificáveis. Ameaças e gritarias do povo incitado pelo Sinédrio levaram a violência corporal, arrastando-o para o grande pátio (justamente onde Estevão por sua ordem havia sido apedrejado) prendendo ao tronco para o crime fatal. Paulo não oferecia a mínima resistência aos socos e bofetões. Deixara-se levar pelas lembranças amargas de “ontem”. E as pedradas surgiram juntamente com os doestos que espumavam dos lábios cruéis de seus patrícios. O sangue começava a escorrer. A situação tornou-se extremamente grave e insuportável. Amigos que o conheciam e presenciavam a cena buscaram as autoridades romanas de imediato, alegando a injustificável atitude dos fanáticos. Os soldados se organizaram por ordem do comando superior e atendendo ao pedido dos amigos dispersaram a multidão e libertaram Paulo debaixo de inconformações e disputas. Paulo salvo da morte fora levado para a Torre Antonia escoltado, pelo soldados romanos em meio a enfurecida multidão que o acompanhava pedindo a morte do prisioneiro. Ao ser levado para sua cela, cansado, abatido, ferido e ensanguentado, Paulo pediu ao soldado para deixálo falar ao seu povo. Continua no próximo número... Amariles Galvani


O Destino do Professor Rivail

Allan Kardec

Expediente

Era primavera em Paris. Naquela tarde o renomado Prof. Rivail fazia uma breve retrospectiva de sua vida. Sentado na poltrona, de olhos fechados, em cadenciado solilóquio, revia suas tantas experiências no campo das ciências e das experimentações. Desde a longínqua infância vivida na Rua Sale, 76 em Lyon, tinha por costume levar sua mente sempre ocupada com as razões e fórmulas estruturais do universo. As dimensões infinitas deslumbravam o menino. Gostava de ver o céu. As estrelas cintilantes eram convite constante para sonhos intergalácticos e, de todas as constelações, aquela de Órion lhe chamava particularmente a atenção. A imensidão do espaço e do tempo, o tempo no espaço e o espaço no seu tempo, faziam borbulhar no espírito do pequeno Hippolyte um misto de conjecturas e recordações indefinidas e inexplicáveis. As pradarias e florestas do Condado de Rhone não lhe eram estranhas. Soube que aquela região, em outros tempos, se chamara “Gália”. A velha Lyon era Lugdunum. Esses nomes, definitivamente, lhe eram muito familiares. Consultou seu relógio. Ainda havia tempo. A reunião estava marcada para as 20 horas. Fechou os olhos novamente e seu viu a caminho da escola em Yverdum. As portas de um mundo fantástico de conhecimentos exequíveis lhe foram abertas pelo inesquecível e tão querido professor Pestalozzi, cujas lições didáticas maravilhosas eram ofuscadas pelo amor que a despendia às criaturas. Naquela escola suíça conheceu o que poderia ser real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático. E foi assim que o jovem lionês se tornou também admirador do pensamento positivista e de Auguste Comte. Seu caráter reto, sua lucidez e sua mente brilhante lhe renderam o posto de sub-mestre. Ajudava diretamente os professores nas tarefas de pesquisa, traduções e instruções aos alunos novatos. Os proveitosos oito anos, Yverdum transformaram Hippolyte Rivail em um Instituteur (mestre das escolas primárias e secundárias) e Chef d’ Institution (diretor escolar). Diplomado, veio viver em Paris.. Mas de trinta anos se passaram. E ali ele estava, agora, olhando os telhados de ardósia do casario opaco, que se enquadrava na janela, envolto pelo entardecer. Por mais de trinta anos havia exercido o magistério como um sacerdócio. Buscava a natureza das coisas, estudava a complexidade do mundo e da vida, passava tudo pelo crivo da razão, elaborava um resumo prático e transmitia os mais variados temas em linguagem clara e concisa. Há mais de trinta anos estudava o magnetismo animal a partir das experiências de Mesmer e Puyseúr. Sabia ser possível a magnetização de qualquer objeto e fazê-lo se movimentar ativado por esse fenômeno. Sim. Isso era possível. Mas como explicar os fatos relatados há alguns meses pelo Sr. Carlotti? Entusiasmado, o amigo corso lhe afirmara que, em reuniões programadas para esse fim, mesas giravam e levitavam, e que além de se movimentarem respondiam às mais variadas indagações.

Não. Isso não era possível. Houvera tratado o assunto que assolava toda Paris com respeito, mas sem nenhum interesse, visto que sua razão tratava o tema como sendo uma história fabulosa. Porém, há poucos dias, o Sr. Fortier lhe havia falado sobre o andamento daquelas reuniões. O caráter grave, frio e calmo do velho amigo lhe induziu a fazer uma análise daquele fenômeno, até então desconhecido. Não foi necessário nenhum esforço para persuadilo a participar de uma dessas experiências na casa da Sra. Plainemaison, onde a Sra. Roger seria magnetizada pelo Sr. Carlotti, e através da qual haveria a comunicação de um espírito. A honradez e a dignidade dos envolvidos em tais experimentações eram subsídios suficiente para a certeza de que aquilo estava acima de simples e inconsequentes brincadeiras de sarau. O endereço estava bem memorizado: Rue GrangeBatelière, 18. Era maio de 1855. O Prof. Rivail não estava apreensivo nem ansioso, mas tinha uma leve pressentimento de que sua vida mudaria. Era um fim de tarde de primavera. Pela última vez consultou o relógio. Estava na hora. De pé ajeitou a gravata. Na mão esquerda o chapéu. Puxou suavemente a porta e saiu caminhando, rumo certo, pelas ruas de Paris. Paulo Henrique Bueno - Carmo do Rio Claro - MG Extraído via Internet Colaboração: Domingos Cocco

Equipe Responsável: Redator: Adiuso da Rocha Coelho Editoração: Fred Design Impressão: Heliograf Colaboradores deste número:

Amariles Galvani Domingos Cocco Frédéric Decatoire

Liliane Beiriz Monteiro Gullo Paulo Henrique Bueno

Caixa Postal 147 - CEP 29.300-970 - Cachoeiro de Itapemirim - ES

Impressão: Heliograf (28) 3521-7042

Editoração: FRED Design (28) 3522-0775

fredericmsn@hotmail.com


ISSO TAMBÉM PASSA Quando estiveres passando por momentos difíceis, lembre-se de que eles irão embora. Que irão passar. Lembre-se que está passando por isso por algum motivo. E quando estiveres muito feliz, Não deixe tudo para trás e se deixe levar, Porque esses momentos também irão passar e momentos difíceis também virão de novo. E é exatamente disso que a vida é feita: “MOMENTOS”. Momentos os quais temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado. Por algum motivo nunca esquecendo do mais importante: NADA É POR ACASO. Absolutamente nada. Por isso temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível. A vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser.

Aconteceu.. virou notícia 1

Francisco Cândido Xavier

Frases

“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Confúcio

A peça teatral “MÃOS ENFERRUJADAS” foi apresentada dia 19/10/2013 no TEPRC pelo grupo de Teatro Espírita Convicção (TEC) da cidade de Anchieta-ES.

“Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. Abraham Lincoln

Aconteceu.. virou notícia 2

“A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se acha”. Allan Kardec

Escalas de Reuniões TEPRC Reuniões Doutrinárias: Domingo Horário: 19:30 hs Reuniões de Evangelização: DIJ (Infância e Juventude) Sábado a partir das 14:00 hs Estudo Sistematizado: Sábados às 14:00 hs. Obs. Temas e Palestrante afixado no Mural... (As reuniões de tratamento e mediúncias são privativas)

Rua Matheus Condes, nº 65 Bairro Amaral Cachoeiro de Itapemirim - ES

Em junho 2013, aconteceu o Seminário “Em Busca da Saúde Integral” apresentado pelo palestrante Wilson Ayub. Veja na foto alguns dosparticipantes!

Aconteceu.. virou notícia 3

A Jornada Espírita de Cachoeiro de Itapemirim, realizada nos dias 23, 24 e 25 de Outubro, cujo tema versou sobre Evangelho de Jesus Ontem, Hoje e Sempre.


Boletim espírita 99  
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