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O Fundamento Básico -- Jackson Peterson Dzogchen, Zen e Mahamudra, todos tentam apontar o Fundamento de Ser sempre-presente através de suas várias metodologias. Todos se referem a este Fundamento Básico de Ser como o Dharmakaya ou Corpo da Verdade Absoluta. Não é um estado relativo ou dependente. Simplesmente "é" o que é. Fora deste Fundamento de Ser uma consciência secundária surgiu. É esta consciência secundária que está aprisionada em sua própria teia contraída de ilusões como determinada pelas suas construções conceituais ou pensamentos sozinhos. A substância deste aparente casulo-de-teia é "pensamento" como expressado através de pensar e conceitualizar. É como uma entidade mental aprisionada em seu próprio sonho. É esta pseudo-entidade que busca sobrevivência e liberdade de seu sofrimento auto-imposto. Entretanto, nosso Fundamento de Ser é Conscientização imutável, como espaço senciente sem centro ou borda. É um estado de "ser[sendo]" que não evolui ou "torna-se". A consciência secundária aparece nesta Consciência fundacional principal como imagens aparecem num espelho prístino e imaculado. O objetivo do Dzogchen, Zen e Mahamudra é apontar e diferenciar a consciência secundária do imutável Fundamento de Ser, nossa Natureza Verdadeira (Dharmakaya). Uma vez apontada com sucesso, uma mudança ocorre onde o complexo-mente secundário desmorona e o imutável Fundamento de Ser permanece sozinho com suas sabedorias que tornam-se plenamente autoconhecidas espontaneamente. É como se a identidade mudasse de ser mero reflexos no espelho, identificando-se como sendo o espelho em si. É como isto, e é de tirar o fôlego em sua revelação de claridade total e liberdade expansiva. Engajar-se em conceitualizar, pensar, preocupar autocentrado, buscar, e devanear é estar perdido em reflexões. A consciência secundária está sempre num estado agitado de "tornar-se", enquanto que o Fundamento Básico de Conscientização é simplesmente uma condição de "ser[sendo]" que imutavelmente sempre "é". Este estado de "ser" é sempre presente; como o espelho [onde] os reflexos estão presentes sempre vindo e indo. Identificar este já plenamente presente "estado de ser" é o que cada mestre destas tradições devem estar tentando apontar impiedosamente em todas as oportunidades possíveis. Isto é a verdadeira compaixão auto-surgida em ação. O que está sendo apontado é a presença de um padrão "cognoscente de consciência" que não tem pensamentos, problemas, agendas ou assuntos seus particulares. Aqueles que aparecem nela como reflexos, aparecem num espelho sem afetar o espelho em si de nenhuma forma. A mudança repentinamente da identidade imaginária para a verdadeira identidade é o "caminho direto" através do qual nenhuma entidade percorre o "tornar-se" alguma outra coisa ou nova [coisa]. É um salto quântico virtual onde quem pula desaparece e uma identidade diferente aparece no mesmo lugar. Essa verdadeira identidade estava sempre lá, nunca foi notada. Os reflexos não podem ver o espelho devido a sua total transparência e vaziez.


Desista do "projeto de iluminação" completamente e simplesmente "seja" o vazio, cognoscência padrão que é sempre livre de pensar, conceitualizar e devanear. O espelho não pensa para saber. Unicamente os reflexos são os pensamentos, conceitos e crenças que agitam e bloqueiam a clareza cognitiva. Tome um momento numa sala bem iluminada ou ao ar livre, feche seus olhos e observe a luz em suas pálpebras fechadas e translucidas. Geralmente é uma cor alaranjada brilhante ou fosca. Em seguida, observe que há uma consciência presente que está percebendo a luz. Essa consciência que está na experiência da luz, conhecendo-a, é o imutável Fundamento de Ser que é sempre presente. É sua identidade Verdadeira que é sempre quem e o que você é. Não pode ser produzida, melhorada ou danificada. Quando o corpo morre essa consciência permanece intocada. Não é pessoal porque "personalização" é tão somente pensamentos sobre um personalidade imaginária. Não tem história e nunca teve mudança. Simplesmente "é". Agora que você foi introduzido na sua Identidade Verdadeira, repousará como é em completa paz e tranquilidade ou a mente permanecerá agitada e continuará a buscar uma solução "melhor" e conceitualmente um remédio mais agradável? Jackson Peterson - Uma boa prática preliminar Uma boa preliminar é compreender o papel do intelecto e "pensamento" na criação de sofrimento: Vamos olhar o "intelecto" um pouco como é usado nos ensinamentos Dzogchen e Mahamudra e nos ensinamentos de Buda também. Intelecto é considerado um processo de análise. Algum conceito é examinado. Intelecto pode apenas examinar conceitos, que é sua linguagem de programação. Ele não pode funcionar fora de sua programação. Sua programação é inerentemente defeituosa porque seus processos são baseados num modelo de sujeito/objeto, dualismo. Seu mecanismo de eu-mente para navegar seu mundo imaginário. Nestas tradições Tibetanas "intelecto" faz parte de "sem", a mente do eu cármico. É o motorista da experiência samsárica. Levar o intelecto a ir fora de operação, permite sabedoria surgir. Sabedoria não é parte da programação, pelo contrário, é parte do "sistema operacional". O núcleo do intelecto é "conceitualizar" ou conceber ideias. Aqui está o que Buda diz sobre este núcleo da função do intelecto: O Buda: MN 140 Dhātuvibhaṅga Sutta: "'Ele tem sido silente onde as correntes do conceber não fluem. E quando as correntes de conceber não fluem, ele diz ser um sábio em paz.' Assim foi dito. Com referência ao quê foi dito? Monge, "Eu sou" é uma concepção. "Eu sou isso" é uma concepção. "Eu serei" é uma concepção. "Eu não serei" ... "Eu serei possuído de forma" ... "Eu serei sem forma" ... "Eu serei percepção" ... "Eu serei não-percepção" ... "Eu serei nem-percepção-não-nem-percepção" é uma concepção. Conceber é uma doença, conceber é um câncer, conceber é uma flecha. Por ir além de toda concepção, monge, ele diz ser um sábio em paz.


Além disso, um sábio em paz é não nascido, não envelhece, não morre. É sem agitação, e é livre de ânsia. Não tem nada pelo qual nasceria. Não sendo nascido, como poderia envelhecer? Não morrendo, como poderia ser agitado? Não sendo agitado, por que durará? Então, foi em referência a isto que foi dito, 'Ele tem sido silente onde as correntes do conceber não fluem. E quando as correntes de conceber não fluem, ele diz ser um sábio em paz.'" Nagarjuna: "O que a linguagem descreve é não-existente. O que o pensamento descreve é nãoexistente. As coisas não surgem nem dissolvem, simplesmente como em Nirvana." "Pensamento é escravidão; a incomensurável abertura da conscientização vazia é liberdade." Mestre Dzogchen Nyoshul Khenpo Vamos dar uma olhada no que dois mestres Dzogchen tem a dizer, começando com Chokyi Nyima Rinpoche e, em seguida, Longchenpa. Ele diz em seu livro: Estado Desperto Presente e Fresco "Desista de pensar em alguma coisa, sobre o passado, o futuro ou o presente. Permaneça livre-depensamento, como uma criança." "Talidade inata é não-obscurecida, o momento que você não é apanhado em pensamento presente." "Aquilo que nos impede de estar cara a cara com o verdadeiro Buda, o estado natural da mente, ó o nosso próprio pensamento. Ao que parece bloqueia o estado natural." "Rigpa, o Estado Natural, não é cultivado em meditação. O estado desperto não é um objeto do intelecto. Rigpa é além do intelecto e conceitos." "Este é o Budadarma real, não fazer uma coisa. Não pensar em nada. Como Saraha disse, "Tendo abandonado totalmente pensador e o que é pensado, permaneça como uma criança livre-depensamento." "Pensamento é delusão." "Quando pegos em pensamentos estamos deludidos. Ser livre de pensamento é ser livre." "Essa liberdade consiste em como ser livre de nosso pensamento." "Enquanto a teia de pensamento não dissolver, repetidamente haverá renascimento em e as experiências dos seis reinos (de sofrimento)." "O método: Mas se você quer ser totalmente livre de pensamento conceitual só há um caminho: através do treinamento em estado desperto livre-de-pensamento. (rigpa)." "Despir a conscientização ao seu estado desnudo." "Se você deseja obter a liberação e iluminação onisciente, você precisa ser livre de pensamento conceitual." "Sendo livre de pensamento é liberação." "Isto não é um estado que está longe de nós, estado desperto livre-de-pensamento realmente existe juntamente com cada pensamento, inseparável dele... mas o pensamento obscurece ou oculta essa


realidade inata. Estado desperto livre-de-pensamento (o estado natural) é imediatamente presente no exato momento que o pensamento dissolve, o momento que desaparece, se desfaz, desmorona." "Simplesmente suspenda seu pensamento dentro do estado de não-apego do estado desperto: essa é a visão correta." Longchenpa disse: "Um Buda com uma mente pensante é um ordinário ser senciente (nãoiluminado), mas um ser senciente sem uma mente pensante (sem) é um Buda." DZOGCHEN SIMPLIFICADO, de Jackson Peterson Traduzido para o português por Rafael Roldan, a pedido de Eduardo Carvalho Muitos que não tem nenhuma transmissão formal anterior de Dzogchen geralmente se indagam sobre como começar. Dzogchen é um ensinamento muito direto que não requer toda a sorte de preliminares complicadas. Qualquer um pode ter beneficio logo no começo. Vamos dar início! Há dois aspectos que precisamos esclarecer logo no começo.: consciência e experiência. A consciência é aquilo que sabe que uma experiência está ocorrendo. Sem consciência você seria um zumbi. Experiencias são as “características” que definem o momento de consciência desperta. A consciência não é “algo” material, mas o assunto experienciado é algum tipo de aparência sendo conhecido, seja como sensorial ou como “interno” (mental ou emocional). Dzogchen orienta a atenção da pessoa para a consciência em si, não para uma experiência ou aparência. Ao trazermos nossa atenção suave, mas consistentemente para nossa consciência em si, uma profundidade de infinita riqueza se revelará. Toda a sabedoria ou iluminação que buscamos surgirá dessa profundíssima penetração da consciência em si mesma. Nenhum outro método, pratica ou aprendizado são necessários. Não encontraremos a iluminação dentro das aparências do pensamento, da lógica ou da experiência energética. A consciência em si é a iluminação quando totalmente autorrevelada. Para começar.: perceba que você está consciente. Note esse fato. Tendo notado sua própria presença de consciência cognitiva, apenas perceba seus pensamentos, sentimentos e percepções sensoriais como elas são; mas note também aquilo que é vividamente cognoscente. Seja apenas a testemunha a experimentar sem julgamento, opinião, rótulos ou enveredando por pensamentos a respeito da experiência. Esse é o primeiro passo. Pratique apenas esse testemunho por várias semanas. Em seguida, perceba a sensação ou noção de “ser uma testemunha”, ser aquilo que está testemunhando e consciente. Isso aparece como “Eu estou consciente”. Perceba a porcão “Eu sou” como sendo apenas uma experiência que pode ser testemunhada, mas a consciência em si não pode ser objetificada e testemunhada. Quando a consciência que testemunha se libera da testemunha como o sujeito que está testemunhando e, ainda assim, a consciência está vividamente presente e desperta, essa é nossa


consciência primordial que nunca muda. Descanse nela, embora nenhum “eu” esteja presente para fazer “isto”. Descansando como essa consciência nua que não leva assunto algum à mente, relaxe como essa claridade vívida. O que quer que ocorra aos sentidos ou à mente, deixa tudo como está e relaxa em seu estado nativo de consciência vívida e desperta. Sua consciência aguçada guiará suas ações na vida com grande precisão. Não há instruções mais avançadas. Aqui está uma antiga citação de um Tantra, ou escritura fundamental, da Grande Perfeição, chamada de “As Joias Empilhadas”. Ele resume completamente o método único da prática de Dzogchen. “Quando alguém descansa no estado natural sem concentração, o entendimento se manifesta naquela mente individual, sem que alguém tenha que ensinar todas as palavras pelas quais a mente entenda esses significados. Quando esse entendimento desponta na mente, tudo que é imanifesto e todas as aparências sensoriais, que em si mesmas não envolvem conceitos, são vistas como naturalmente puras” (do Precioso Tesouro de Longchenpa, publicado em inglês pela Padma Publications com o título Precious Treasury) Kalu Rinpoche: “A mente se apruma no estado de consciência aberta, não há um direcionamento da mente. A pessoa não está olhando para dentro procurando nada. A pessoa está simplesmente deixando a mente descansar em seu estado natural. A natureza vazia, limpa e desimpedida da mente pode ser experimentada se pudermos descansar num estado não-elaborado de consciência aberta sem distração e sem se perder a fagulha da consciência”. Um Atalho --Jackson Peterson Em algum quarto iluminado ou enquanto lá fora é dia, sente-se e feche seus olhos. Observe a cor de suas pálpebras fechadas. Muitas vezes é uma cor vermelho alaranjada ou uma cor semelhante. Apenas observe a cor por um momento. Em seguida, enquanto olha a cor, note a conscientização que está experienciando a cor. Parece um pouco atrás dos olhos, olhando para frente para a luz. Observe que a conscientização não tem forma real ou materialidade. Parece uma consciência observadora viva. Em seguida, cubra seus olhos completamente com as mãos e observe a escuridão. Novamente, observe a "conscientização" que está observando a escuridão. Observe como essa conscientização é idêntica a conscientização que estava observando a luz alaranjada nas pálpebras. Para aprimorar mais esta observação, alterne, com olhos cobertos e apenas as pálpebras fechadas, um e outro: luz alaranjada e escuridão, luz alaranjada e escuridão, alternando até que esteja absolutamente certo de que a conscientização que observa permanece a mesma "conscientização observadora ou cognoscente" em ambas as circunstâncias.


Agora abra os olhos e reconheça a mesma conscientização que está percebendo o mundo exterior. Feche seus olhos novamente e observe a luz alaranjada nas pálpebras. Alterne, com olhos abertos e então feche várias vezes enquanto percebe que a consciência observadora permanece inalterada, independente do objeto da visão. Quando esta imutável conscientização observadora é reconhecida com perfeita certeza, em seguida, observe a mesma conscientização observadora durante a presença e ausência de pensamentos. A conscientização é sempre estável, apenas mudam as percepções de objetos ou assuntos, mas não esta imutável consciência observadora. Novamente, quando surge a perfeita certeza com relação a presença da imutável conscientização observadora: observe o mesmo com todas as emoções, sentimentos, sensações e percepções, assim também com o mentalmente fabricado "eu" sentindo. Quem está observando o "eu" sentindo? Note que a conscientização que está observando o "eu" sentindo não é a mesma que o "eu" sentido. Nosso "estado natural" é esta imutável conscientização observadora e cognoscente, não o cenário mudando. Se esta claridade diminui, comece pelo início do exercício novamente. O re-reconhecimento da imutável conscientização observadora se tornará novamente imediata e facilmente reconhecida. Não é que vocês "tenham" uma cognoscência, uma capacidade de conscientização observadora, mas sim vocês "são" UNICAMENTE esta indefinível consciência cognoscente. Não tem localização no espaço ou no tempo e não tem substância material, e não requer manutenção ou reparação. É o único padrão constante. Apontando o que é conhecido subitamente no Dzogchen - Jackson Peterson Você não pode "vir a ser" o espelho imutável como "consciência pura". O que é feito em termos de práticas, meditação e inquisição interior, nunca fará com que um reflexo venha a ser um espelho. O pensamento de ser "alguém" é um reflexo. A sensação de ser um "buscador" é um reflexo. Não importa que práticas ou esforços o "alguém" como um "buscador" se engaje, nunca transformará o "buscador", assim como um reflexo nunca se tornará um espelho. O que acontece é um súbito clarão e aquele clarão de percepção pertence a sabedoria do espelho, não ao reflexo. Você é unicamente o espelho. Nada pode afetar sua natureza. É o contexto espacial de toda experiência como conteúdo onde todas as experiências são meros reflexos. Pensamentos são reflexos vazios. As memórias são reflexos vazios. O eu é um reflexo vazio. Sua "identidade pessoal" é um reflexo vazio. Seu si-mesmo sofredor é um reflexo vazio. Identificações são reflexos vazios. Apegos são reflexos vazios. Carma é reflexo vazio. Vasanas são reflexos vazios. Qualquer estado mental é um reflexo vazio. Emoções são reflexos vazios. Sensações são reflexos vazios. Percepções são reflexos vazios. O corpo é um reflexo vazio. A vida é um reflexo vazio. O universo é um reflexo holográfico 3D vazio. Para o espelho, todos os reflexos são igualmente vazios e não podem afetar o espelho de nenhuma forma.


Não pode ser mais perfeito do que isso! Comentário do Capítulo 53 por Namkhai Norbu a partir do Kunje Gyalpo: "O capítulo discute a condição "imutável" e diz que todos os fenômenos habitam nele, ou seja, na condição original, onde nenhuma mudança jamais ocorreu. Mas então, de onde surgiu o dualismo? O único exemplo possível é novamente aquele do espelho e os reflexos. Se o reflexo se altera, isso não significa que o espelho também deve fazer o mesmo. Para o espelho, nada jamais muda, pois não tem nenhuma intenção e nunca sofre alteração. Se o espelho reflete uma divindade primorosa, não sente nenhum prazer, se reflete algo terrível, não sente nenhum desprazer. Porque nunca "modificou-se", nunca entrou em movimento: sua condição tem a qualidade da reflexão, e os reflexos manifestam-se através do princípio dualístico da interdependência. Qualquer definição, de ser ou não ser, qualquer análise filosófica elaborada, refere-se aos reflexos e acontecem na esfera dos reflexos e nunca na condição do espelho." "Então, feiura ou beleza, condição positiva ou negativa, céus ou infernos ou transmigração não afetam de nenhuma forma a natureza subjacente da consciência que é o estado do espelho em si." Namkhai Norbu "Consciência (rigpa) permanece como o aspecto que está consciente, sob quaisquer circunstâncias, e então ocorre naturalmente, sem transição ou mudança. Por este motivo, isto deve ser entendido em última análise como efetivação da Talidade. Longchenpa "Como existe apenas esta observação pura, aí será encontrada uma claridade lúcida sem alguém estando aí que seja o observador; somente uma consciência nua manifesta está presente. (Esta consciência) é vazia imaculadamente pura, não sendo criada por coisa alguma." Karma Lingpa "Não importa o que as circunstâncias ou quais mundos nos encontramos, somos sem nenhuma expectativa ou mudança. Somos simplesmente o que somos, o Estado Natural que é como um espelho. É claro e vazio, e ainda reflete tudo, todas as existências possíveis e todos os tempos-devida possíveis. Mas nunca muda e não depende de qualquer outra coisa." Bön Lopon Tenzin Namdak Jackson Peterson, livro "A Dita Natural de Sendo": "Questão: existe um método ou aplicação daquilo que tem compartilhado aqui que possa ajudar a reduzir um sentimento total de inquietação e descontentamento? Resposta: Todas as várias causas de descontentamento e inquietação são causadas por nossas crenças como encorporada em nossos pensamentos. Imagine neste momento se todas suas crenças sobre tudo desaparecessem repentinamente e sua mente tornou-se livre-de-pensamento. Desde que sua mente é livre-de-pensamento, você não pode ter quaisquer preocupações ou problemas na mente. Você não teria conceito de relativo ou absoluto. Você não teria conceito de si-mesmo ou outro. Você não teria conceito de escravidão ou liberação. Você não teria nenhum sentimento de "buscando". Você não teria nenhum sentimento de "unidade" ou separação. Você não teria nenhum conceito de sofrimento ou liberação. Enquanto permanecer neste momento de presença total, além da mente-pensante, nada poderia perturbar seu sentimento de paz e serenidade. No entanto, você está totalmente vivo e alerta para o quê está acontecendo e age instintivamente como envolvido na dança."


Será que um ser com reconhecimento de rigpa têm livre arbítrio ou escolha? -- Jackson Peterson Se não, por que não? Se sim, como assim? Sem a rotulação mental, nomeação, ou conceitualização definindo alguma percepção ou experiência cognitiva, como o universo e o mundo interior pareceria na experiência direta? Repleto de Paz? --Jackson Peterson "A natureza da mente é comparável ao oceano, ao céu. O movimento incessante das ondas na superfície do oceano nos impede de ver suas profundezas. Se mergulharmos, não há mais ondas, é apenas a imensa serenidade das profundezas. A natureza do oceano é imutável. Olhe para o céu. Por vezes, é claro e transparente. Em outras ocasiões, as nuvens se acumulam e modificam a percepção que temos dele. No entanto, as nuvens não mudam a natureza do céu. A mente não é nada se não a natureza totalmente livre. Permanecemos na simplicidade natural da mente, que está além de todos os conceitos. " Tulku Pema Wangyal Rinpoche O pensamento: "algo está errado" é a única coisa errada. Quando esse pensamento desaparecer e antes do próximo pensamento surgir; este é o amplo espaço aberto de nirvana. Nenhum si-mesmo: Quando estamos dormindo à noite, o caráter ou a nossa identidade parece no sonho estar frequentemente amedrontada e que está tentando escapar de algum perigo, fugindo ou por alguma estratégia. Mas quando acordamos aquela identidade-de-si-mesmo não sobrevive na consciência desperta como sendo [existindo] num estado mais desperto; mas logo aquela entidade desaparece pois o subconsciente já não está projetando-a. Nunca teve uma existência passada, presente ou futura. Era pura imaginação fictícia. Mas não é percebido que quando despertamos de manhã, o subconsciente cessa de criar aquela identidade-de-si-mesmo unicamente para começar a criar e projetar a identidade-de-si-mesmo fictícia que acredita, independente de estarmos em consciência desperta. Sua presente projeção de identidade-de-si-mesmo (subconsciente) durante o estado desperto nunca teve existência no passado, presente ou futuro. É uma ficção completa, tanto quanto a identidadede-si-mesmo onírica. O "você" que a mente acredita ser real e autônoma com livre-arbítrio e poder de escolha, não existe e nunca teve existência alguma mais que a onírica identidade-de-si-mesmo. Quando a mente subconsciente subitamente vê que esta crença ficcional é uma suposição equivocada, cessa de gerar a identidade-de-si-mesmo pessoal. O Buda se referiu a esta cessação da identidade-de-si-mesmo fictícia como "despertar". Mas é o curioso despertar na qual ninguém despertou e ninguém foi liberado! O que resta é simplesmente mencionado como "nirvana", um estado de super-clareza onde ficções não estão presentes.


--Jackson Peterson Bardo é autoprojeção. É idêntico a sonhar durante a noite. É tudo ilusão. Um Dzogchenpa não entra em seu bardo. Descansam como Luz Clara do Dharmakaya como de costume. --Jackson Peterson A Natureza não-dualista da conscientização Observe quando olhar para sua própria qualidade de conscientização que a conscientização que você está olhando é idêntica à conscientização que é consciente deste olhar. --Jackson Peterson Qual é a Única Causa de sofrimento e insatisfação? A corrente única de pensamentos presente na mente. Pode encontrar quem julga ser uma "coisa" existente? Se não, então seu sofrimento e insatisfação foi resolvido. --Jackson Peterson Se você permanece totalmente presente como um bebê recém-nascido sem nunca julgar experiências interiores ou exteriores de nenhum modo, como podem estar lá insatisfação ou sofrimento emocional? --Jackson Peterson Não é que você seja uma pessoa que tem experiências, mas em vez a percepção de "sendo uma pessoa" é apenas uma experiência. E mais; a percepção de sendo "uma pessoa tendo experiências" é também apenas uma experiência. E as experiências em ambos os casos a ninguém pertencem. --Jackson Peterson Chegando ao ponto Com os olhos abertos, observe a conscientização presente simplesmente olhando. Essa "conscientização presente simplesmente olhando" é o Absoluto ou Natureza de Buda ou Mente de Luz Clara. � Não poderia ser mais perto. Preciso dizer mais? --Jackson Peterson De outro trecho: A coisa mais importante a saber é que não há si-mesmo senão que o inventou e que é ficção. --Jackson Peterson Nenhum Dharma exigido


Sem energização ou engajar-se em qualquer forma de atividade mental; Observe como não há nada de errado. Jackson Peterson É tão contraintuitivo abrir seus olhos e reconhecer que o mundo 3D que aparenta "ver", não é visto pelos olhos, mas é uma projeção mental em tempo real produzido pelo cérebro/mente. --Jackson Peterson Ondas de Experiência Tal como as ondas são as características naturais e inseparáveis do oceano em si-mesmo, as aparências e experiências são as características naturais e inseparáveis da conscientização. Você não pode colocar as ondas de um lado e colocar o oceano do outro. Da mesma forma você não pode colocar experiências de um lado e conscientização no outro. Experiências são os contornos e texturas da conscientização em si-mesma. --Jackson Peterson De outro trecho: "Vocês NÃO são um corpo/mente. Um corpo/mente é simplesmente um campo de sensações temporárias. Vocês são o contexto consciente no qual o corpo/mente aparece, como um reflexo num espelho imutável." --Jackson Peterson Como apontada na mais antiga instrução Dzogchen via Vairocana e Nubs Sangye Yeshe: "Repousase como conscientização na própria condição natural não-conceitual livre de todos os tópicos e de pensar sobre tópicos." Assim como nós perceptualmente ouvimos e vemos antes de definições e decisões surgirem na percepção nua, notamos também que a conscientização é consciência crua antes de definições e julgamentos surgirem. Repouse como essa conscientização primordialmente vazia que está presente antes das atividades mentais começarem. Este é o espaço de nirvana verdadeiro. --Jackson Peterson No #Dzogchen todos os fenômenos são mantidos como-são. Não há nenhum esforço para reduzir algum "desconforto" ou dissolver um pouco a energia "presa". É sempre perfeito "tal-como-é". Por favor olhe para "quem" é que está executando o circo de tentar corrigir, modificar ou "melhorar" isto ou aquilo. O domador de circo está sempre na dinâmica auto-egóica. Jackson Peterson No #Dzogchen não temos designações conceituais tais como conduta, carma ou uma entidade para experienciar construções imaginárias de melhor ou pior. É tudo aparência/vazia sem duração. Com nenhuma possível duração, não existe tempo para alguém existir ou para alguma ação cármica ocorrer e dar frutos. Nada surgiu, nem surgirá. Quando poderia?


--Jackson Peterson É cada momento O que está procurando na sua busca pela verdade última é exatamente o que sua experiência atual é. E isso implica todas as experiências passadas, atuais e futuras. Nada está escondido. Está tudo à vista exatamente como o que sua condição imediata e experiência já é. Não-dualidade não deixa segunda opção. Isto é visto quando todas as experiências são vistas como sendo igualmente vazias (como nuvens sem duração), no entanto esse aspecto vazio é visto em si mesmo sendo a verdade última aparecendo como experiência neste momento. Não é de qualquer maneira obscurecida, porque mesmo obscurecimento é igualmente [experiência vazia]! --Jackson Peterson As pessoas podem notar que muitas vezes questiono um comentário com minha indagação "qual quem?" ou "que quem?" "Quem" está praticando? "Quem" está meditando? "Quem" está tentando realizar ou estabilizar? O apontamento a cada vez é sobre a claridade que surge, que percebe; que pensamentos e imagens "sobre" um eu como uma pessoa é ficção, porque nenhuma pessoa como um "eu" foi encontrada. Apenas pensamentos falando sobre algum auto-eu era encontrado. Vendo isso, uma enorme liberação ocorre à medida que a mente vê que nenhum si-mesmo pessoal nunca existiu, apenas pensamentos e sentimentos sobre alguém. Isto é o que continuo apontando: não existe "eu" e nunca houve um si-mesmo pessoal que sofre ou alguém que se beneficie de alguma prática. Existem apenas correntes de pensamentos individuais que implicam em que uma entidade real está lá. Somente os pensamentos estão lá, mas não a entidade descrita. Vendo isto, é a liberação final em que ninguém foi liberado! Observe a mente e pensamentos até desacelerar o suficiente ao ponto em que é visto claramente (por ninguém). Vê? � --Jackson Peterson Dzogchen Simplificado Muitos que não tem transmissão formal prévia Dzogchen muitas vezes se perguntam como começar. Dzogchen é um ensinamento muito direto que não requer todos os tipos de preliminares complicadas. Qualquer um pode ter benefício desde o início. Vamos começar! Há dois aspectos que precisamos esclarecer desde o início: conscientização e experiência. Conscientização é aquilo que reconhece que uma experiência está acontecendo. Sem conscientização você seria um zumbi.


Experiências são as "características" que definem o momento consciente. Conscientização não é uma "coisa" material, mas o assunto experienciado é algum tipo de aparência sendo conhecida; seja como sensorial ou como "interna" (mental ou emocional). Dzogchen orienta a própria atenção para conscientização em si-mesma, não para uma experiência ou aparência. Através de trazer nossa atenção levemente mas consistentemente com a nossa conscientização em si-mesma, uma profundidade de riqueza infinita será revelada por si-mesma. Toda a sabedoria ou iluminação que buscamos surgirá dessa profundidade profunda de conscientização em si-mesma. Nenhum outro método, prática ou aprendizagem são necessários. Não vamos encontrar iluminação dentro das aparências de pensamento, lógica ou experiência energética. Conscientização em si-mesma é iluminação quando totalmente autorrevelada. Para começar: note que você está consciente. Note esse fato. Tendo notado sua própria presença de conscientização cognoscente, apenas note seus pensamentos, sentimentos e percepções sensoriais tal como são, mas note também aquilo que é conhecido vividamente. Seja apenas a testemunha para experiência sem julgamento, opinião, rotulação ou engajamento em pensar sobre a experiência. Esse é o primeiro passo. Pratique apenas este testemunhando por várias semanas. Em seguida, note o sentido de "sendo uma testemunha", aquilo que é testemunhado e consciência. Isso aparece como "eu sou consciente". Note que a parte "eu sou" é apenas uma experiência que pode ser testemunhada, mas o testemunhando em si-mesmo não pode ser objetivado e testemunhado. Quando a conscientização testemunhante se mantém livre da testemunha como um assunto que está testemunhando, conscientização ainda é vividamente presente e desperta; isso é nossa conscientização primordial que nunca muda. Descanse como isso, ainda que nenhum si-mesmo esteja presente para "fazer" isso. Descansando como essa conscientização nua que não leva nenhum assunto à mente; relaxe como essa vívida claridade. Tudo o que ocorre para os sentidos ou a mente, apenas deixe tudo como-é e relaxe em seu estado nativo de vívida e desperta conscientização. Sua conscientização intensificada guiará suas ações na vida com grande precisão. Não há mais instruções. Aqui está uma citação antiga de um Tantra fundamental da Grande Perfeição, ou texto escrito, chamado "O Amontoado de Joias". Resume completamente o método único da prática Dzogchen. "Quando alguém repousa no estado natural sem concentração, compreensão manifesta-se naquela mente individual, sem que alguém tenha que ensinar todas as palavras pela qual a mente entende esses significados. Como este entendimento desponta na mente, tudo que é não-manifesto e todas as aparências sensoriais, que em si-mesmas implicam não conceitos, são vistas como sendo naturalmente pura. (De Longchenpa Precioso Tesouro, Publicações Padma.) Kalu Rinpoche:


A mente está pronta no estado de conscientização nua, não há direcionamento para a mente. Ninguém está procurando dentro por qualquer coisa; ninguém está procurando fora por qualquer coisa. Está simplesmente deixando a mente descansar em seu próprio estado natural. A natureza da mente vazia, clara e desimpedida pode ser experienciada se nós podemos descansar num estado não-artificial de conscientização nua sem distração e sem que a centelha da conscientização seja perdida." --Jackson Peterson Quem ou o quê desperta? Até que a mente subconsciente, cesse de projetar auto-identidade, várias estratégias e manobras continuarão a se manifestar como apego egoico pelo nirvana derradeiro. O "buscador" é esta dinâmica de apego personificada. Diz "vou parar a busca, e simplesmente relaxarei" também é uma manobra executada pela identidade subconsciente. Há ainda uma entidade imaginária na mente que é "não buscar", mas aquela entidade está agora ativamente "relaxando" como uma estratégia de esperança. A situação é definida da mesma forma com meditador ou "praticante". Aquela entidade que está ativamente meditando é uma projeção da identidade subconsciente formada de amontoados de condicionamento passado e memória. Não há nenhuma entidade real que busca, medita ou desperta; ao contrário o subconsciente de repente cessa de projetar aquele imaginário "eu" ou auto-entidade. Isso resolve tudo. É a mesmo como quando num sonho à noite com um cenário aterrorizante e de repente se "desperta". Aquela identidade de sonho não "despertou" de verdade, mas em vez disso o subconsciente cessou de sonhar ou projetá-lo. Mas não é notado que nossa identidade diurna atual é também simplesmente mais uma projeção subconsciente de condicionamento passado e memória; no entanto, também agora incluindo percepções físicas sensoriais. Não há nenhuma auto-identidade "eu" conforme definida pela memória, experiência e condicionamento; as projeções subconscientes ou sonhos na consciência desperta. É esta identidade sonhada que busca iluminação, que sofre, e que busca liberação do sofrimento. A maioria dos professores falam para esta identidade imaginária "eu" como se fosse um "ser" real que precisa de ajuda e liberação. Então, esta entidade imaginária tenta seguir as instruções do professor com vários graus de esforço. Um buscador buscando com esforço é tão imaginário como um buscador repousando em total relaxamento. Ambos são igualmente entidades imaginárias. O segredo está em como conseguir que o subconsciente cesse de projetar esta identidade diurna "eu" completamente. Então não há nenhum buscador e nenhuma entidade "eu" que sofre. Então não há um "eu" para tentar estabilizar um estado de "não-eu". Mas, o "eu" não pode manejar esta projeção assim como que deveria unicamente ser aprofundado o "eu" dinâmico naquela ação. O "eu" não é nem um pouco volitivo. A resolução vem somente através da mais elevada ou profunda sabedoria que não é conteúdo subconsciente. Esta sabedoria é chamada "prajna", que então imediatamente se torna "jnana". Não é


parte do cenário do sonho diurno. É a Sabedoria de Luz Clara de nossa Verdadeira Natureza brilhando como Consciência Pura. Esta "Sabedoria de Luz Clara" é desencadeada pela entrada de certo conhecimento ou informação no continuum-da-mente ativa e deve atingir a mente subconsciente sempre presente; o projetor da própria identidade auto-eu. Isso é semelhante a estar num quarto escuro e ver uma "cobra" enrolada no chão. A mente está projetando a ideia de "cobra" que provoca medo e ansiedade. Mas quando acendemos as luzes e vemos que era apenas um pedaço de corda enrolada, a "cobra" que nunca existiu, mas ainda assim causou medo e ansiedade, desaparece totalmente. Da mesma forma nossa mente subconsciente engana nosso corpo físico, pensamentos, memórias e emoções para ser um "eu". Não existe um real "eu" pessoal lá. Pela investigação de nossa atividade mental, a "luz" de nossa verdadeira consciência ilumina o ambiente mental tal que o "eu" é visto como uma suposição equivocada, tal como era a suposição de uma "cobra". Então e só então, a mente subconsciente sendo um "eu" cessa. Isto é o quê nirvana é. A realização da natureza vazia do "eu" é uma sabedoria chamada "prajna". Então imediatamente o "eu" é substituído pelo que sempre esteve presente mas não foi notado por causa do conteúdo do "eu" distraído, agora conhecido através da sabedoria chamada "jnana", gnosis ou rigpa. Prajna é a sabedoria da vaziez e jnana é a sabedoria da "Natureza Verdadeira" ou Mente de Buda conhecendo a si mesma. O caminho mais fácil para tudo isto ser realizado é buscar um professor cuja mente é autoiluminada como descrito acima. Você pode pedir para eles descreverem do quê "iluminação" ou "despertar" se trata. A maioria pensa numa entidade ou auto despertar depois do refinamento, purificação e a própria realização. Mas isso é como esperar a cobra "realizar" que é apenas um pedaço de corda! -- Jackson Peterson A Ausência de uma Pessoa Genérica Parece que um dos maiores erros dentro de nossa percepção cognitiva é acreditar que há um contínuo e imutável "eu-si-mesmo" para quem vários estados emocionais aparecem. Como em alguns dias "eu" tenho sentimentos tristes. Ou "eu" tenho sentimentos alegres. Ou às vezes ansiedade e medo "me" atormentam. Em todos os casos parece que há um "eu" constante que experimenta várias emoções vindo e indo, com o "eu" sendo simplesmente uma testemunha para o interminável fluxo de visitantes. No entanto em nossos sonhos à noite quando estamos temerosos, é óbvio que não existe um "eu" independente lá tendo sentimentos temerosos; em vez, o subconsciente está criando um "eu temeroso". Entretanto num sonho o subconsciente está criando aquele momento de experiência subjetiva numa "só peça" como o si-mesmo COM características; assim como o cenário de sonho. Não cria primeiro árvores e em seguida adiciona suas cores e folhas depois, mas é tudo de uma vez. Da mesma forma, não cria primeiro "você" e então adiciona emoção para um "você" genérico quando o sonho continua. Você e seu estado emocional no sonho são criados como um "si-mesmo emocionalizado". Então, não há um desnudo si-mesmo genérico que simplesmente modifica a roupagem emocional.


É o mesmo durante nossa vida diária. Não há um si-mesmo genérico ou "eu" que tenha condições diferentes internas, psicológicas ou emocionais que vem e vão como visitantes desta autoidentidade estática. Em vez disso, o subconsciente gera um "eu triste" ou um "eu temeroso" ou um "eu raivoso" ou um "eu entediado", etc, tudo como uma "só peça". Não há um "eu" livre permanente na qual vários pensamentos, emoções, e percepções aparecem "para [ele]". Qualquer "eu si-mesmo" é uma projeção subconsciente de condicionamentos, memória e imaginação. O "eu" e seus estados emocionais são não-duais. O estado emocional, memórias, e pensamentos sobre identidade são o que definem o "eu" atual. Retire esses distantes e não haverá um "eu" restante "para ter" experiências. Nunca houve um "eu" real independente lá além dessa imaginação, tal como a pessoa que você "parecia" ser em seu último sonho noturno. Então, "ego" é simplesmente a qualidade de quão autocentrado o "eu" está sendo gerado. Não existe "eu" que tenha um ego separado. Não há entidade ou "eu" que experimenta o sofrimento; em vez o subconsciente gera e projeta um "eu sofredor" [como] personagem de desenho animado na consciência desperta. O "eu" atual não "experiência" seus vários traços cármicos, mas em vez o "eu" atual É os traços cármicos. O cidadão de samsara bem como o "buscador" diligente da iluminação, são igualmente projeções mentais sendo projetadas exatamente como os traços cármicos descrito baseado em originação dependente. Sem qualquer "eu" si-mesmo ou identidade, quem você é? Quero dizer realmente, quem você é? --Jackson Peterson [É necessário a mistura dzogchen com vajrayana?] Talvez a razão "Por que"? Eu nunca poderia imaginar enquanto ao longo dos últimos 37 anos que tenho estudado Dzogchen, parecia haver tão poucos alunos ou mesmo professores que realmente pareciam ter se tornado livre de busca e sofrimento samsárico; embora afirmando ser praticantes Dzogchen consistentes. Penso que a razão apenas ocorreu-me: é porque eles estavam misturando a visão mais eficaz de Dzogchen com as práticas de nível inferior ou seja, Vajrayana. Os primeiros textos Dzogchen originais, autênticos registrados descrevem um muito anti-tântrico, anti-prática, e anti-Vajrayana postura. Não há ambiguidade sobre isso. O tantra raiz Dzogchen "Kunje Gyalpo" deixa isso bem claro. Os posteriores Nying Thig Tantras e textos realmente misturam Dzogchen original e Varayana, irremediavelmente assim. E esse é o única Dzogchen sendo promovido hoje. Esse é o problema. Eu acredito que os Lamas que compuseram os textos Tantras Nying Thig estavam muito preocupados com os riscos políticos muito reais de um Dzogchen que não foi totalmente incorporado na polêmica conservadora Vajrayana. A visão original e mais antiga Dzogchen era esta: receber primeiro uma "introdução directa" à primordialmente presente, pura consciência rigpa; um tipo de consciência que está plenamente presente em todos os estados mentais e emocionais. Está sempre presente como o espaço vazio, exceto este "espaço vazio" é permanentemente consciente com potenciais infinitos.


Uma vez que a mente reconhece claramente essa consciência primordialmente perfeita, então simplesmente repousa nessa consciência primordial. As instruções eram claras: não se envolver em qualquer atividade pensamento ou conceituação. Não tente ser consciente deste estado, apenas seja. Não tente mantê-lo. Não tente analisá-lo. Não se envolva em qualquer prática, permaneça completamente relaxado livre de toda intenção deliberada. Permanecer nesse estado absolutamente claro que é como o intervalo "entre o último pensamento e antes do próximo surgir". A partir deste equilíbrio perfeitamente fundamentado, espontaneamente, as sabedorias de rigpa surgirão naturalmente. Mas só se completamente "livre-de-pensamento", e uma condição relaxada "livre-detarefa", é permitido ficar sem intromissão, interferência da atividade conceitual. Isso é Nãomeditação. Este é o único caminho correto do Dzogpa Chenpo Atiyoga. Quando misturamos este caminho com vários rituais, orações, sadhanas, técnicas de meditação, meditações de piedade, acumulação de virtude, estudos analíticos, ou qualquer outra prática que se desviou da "mente clara sem nenhum tópico". Uma vez que misturar os caminhos acima ou fazer alguma atividade prática, perdemos o estado de relaxamento natural que irá revelar a sabedoria de rigpa, se deixado em seu próprio estado de autoperfeição. Temos de deixá-lo sozinho e desistir de toda a tentação de se intrometer, ajustar, prolongar ou a estabilizar. Deixe a consciência "como é" e não "se envolva" pensando e imaginando. Esse é o método. Então, eu recomendo quando se é um praticante Dzogchen real, desista de todas as outras práticas e buscas com esforço. No entanto, é absolutamente crítico que esteja corretamente determinado que o seu estado primordial real de rigpa foi realmente apontado e plenamente e com rigor reconhecido. Isso pode ser conversado com um professor que reconheceu [rigpa]. (Nós esperamos!) Quando a sabedoria de rigpa surge pela primeira vez não requer verificação. É esta certeza total que é uma característica da sabedoria de rigpa manifestando-se como a sua própria-natureza. Quando é reconhecida sem dúvida, então você é obrigado a ajudar os outros a reconhecer o mesmo quando solicitado. Essa é a nossa única linhagem verdadeira de rigpa. Você irá falhar se você misturar visualizações graduais e Dzogchen. A visão gradualista polui e torna a visão Atiyoga "além de causa e efeito" ineficaz e em conflito. Um ponto de vista é sobre o alucinante e interminável "tornar-se" e o outro é sobre reconhecer a perfeição do imediato "ser". Qualquer um está qualificado à ser ensinado Dzogchen sem preliminares anteriores. Dzogchen é um caminho completo em si mesmo e é independente de todas as religiões, filosofias e tradições (por Namkhai Norbu). Como apoio recomendo obter todas os quatro excelentes traduções de Chris Wilkinson dos primeiros Tantras e textos de instrução Dzogchen por Vairocana. Especialmente recomendo o texto de instrução pessoal que Vairocana escreveu para um estudante. http://www.amazon.com/Beyond-Secret-Vairocan…/…/ref=asap_bc… Jackson Peterson [Praticante e mestre Dzogchen] O Espelho Uma analogia favorita usada nos ensinamentos #Dzogchen é a analogia de um espelho.


Um espelho é simplesmente o próprio vidro transparente e claro, o espaço onde os reflexos parecem aparecer, residir e desaparecer. Quando surgem reflexos embora pareçam surgir de dentro do vidro límpido, eles não condicionam ou modificam o vidro límpido de nenhuma forma. Para que o vidro límpido possa ser reconhecido como vidro límpido incondicionado, nós não temos que consertar algum dano causado pelos reflexos anteriores primeiro. Os reflexos anteriores nunca condicionam ou mancham o vidro límpido de alguma forma para começar. Reflexos nunca permanecem no vidro. Então, qualquer tentativa para primeiro remover obscurecimentos causados pelos reflexos anteriores seria completamente ilógico, fútil e um completo desperdício de tempo e energia. Então, por que nós consideramos que algum tipo de purificação ou conserto de nossa imutável "consciência pura" é útil, benéfica ou requerida? Como um espelho, nossa imutável "consciência pura" simplesmente reflete as aparências sem nunca ter sido condicionada por elas. Fazer práticas de meditação implica que algo está faltando em nosso estado atual de "consciência pura" que nós sempre somos. Essa "sensação de que algo está faltando" ou essa "sensação de que algo precisa ser consertado" ou essa "sensação de necessidade de alívio", todos são apenas a corrente de pensamentos vazios "refletidos" aparecendo em nossa imutável "consciência pura". E isso também é verdade para todos os pensamentos, emoções, sensações e percepções. Eles todos são igualmente reflexos vazios aparecendo momentaneamente no espelho da consciência. Da mesma forma essa sensação de "continuidade de si-mesmo" ou "eu" é também apenas reflexos da corrente de pensamentos aparecendo na imutável e incondicionada "consciência pura". Olhando na natureza dos reflexos, nada pode ser encontrado sendo permanente, sólido ou fixo. Qualquer definição ou descrição sobre o próprio espelho são apenas mais pensamentos vazios refletidos aparecendo na imutável "consciência pura". O espelho em si não pode ser encontrado. Apenas relaxe e "reflita" sobre isso um pouco... Subitamente se tornará límpido cristal. Jackson Peterson Uma prática simples Para aqueles que ainda não tem clareza sobre o Estado Natural, isto pode ajudar: Encontre um lugar confortável. Suponha que você é um espelho e observe todos os pensamentos, intenções, senso de si mesmo, imagens, sonhos, emoções, sentimentos, sensações e percepções como os reflexos que aparecem na sua consciência como um espelho. No princípio faça isso com os olhos fechados. Você não está tomando nenhuma posição subjetiva a respeito do que quer que apareça. Não é necessário nenhum esforço porque você está apenas percebendo livre de julgamentos. Se ocorrerem julgamentos apenas perceba os julgamentos que ocorrem. Depois de algum tempo reconheça como todas os reflexos revelam sua vaziez desaparecendo. A seguir perceba a natureza vazia de suas percepções, o próprio espelho. As formas como os reflexos que aparecem são a natureza formativa vazia do próprio espelho.


O vazio dos reflexos é idêntico ao vazio do espelho. O potencial criativo do espelho aparece como seus reflexos, vazio ainda vividamente claro. Não faz sentido falar de um espelho sem reflexos. Também é sem sentido ver reflexos existindo independentemente de um espelho. Sem reflexos onde podemos encontrar o espelho da consciência? Com reflexos, onde podemos encontrar o espelho da consciência? Onde está o observador dentro dos reflexos? Ponderando o significado um pouco, continue a prática. Procedendo assim, isto pode revelar a natureza vazia e não-dual da consciência e de toda a experiência. Ver a natureza vazia de todos os pensamentos, histórias e emoções alivia o núcleo do sofrimento. Ver a natureza vazia de nossa consciência essencial revela a Luz Clara da Percepção Primordial aparecendo como reflexos de nossa experiência. Jackson Peterson #dzogchen

Jackson Peterson 2015  

Seleta de postagens traduzidas de JP em 2015

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