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ANO XXIX- Nº. 339 Mês de Dezembro de 2010

O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO Publica-se na última semana de cada mês

Registo de Imprensa - Nº 108771

Mensário Regionalista Fundador: DOMINGOS ALVES DIAS

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS Castelo Branco TAXA PAGA

Depósito Legal Nº. 4032/84

Director JOSÉ FAIA P. CORREIA

Número Avulso: 0,80

Redacção: Avª. Almirante Reis, Nº. 256 - 1º. esqº. 1000-058 LISBOA - casacvvrodao@sapo.pt - www.ccvvrodao.no.sapo.pt - Telem. 967 018 215 - NIB: 003500630008193433011

29 Anos ao serviço do nosso Concelho

Homenagem inquestionável

O PEDRO JÁ TEM A CADEIRA DE QUE NECESSITAVA

Isabel Alçada, ministra da Educação, inaugurou a Biblioteca José Baptista Martins

O

Textos e Fotos Mendes Serrasqueiro

A

ministra da Educação, Isabel Alçada, procedeu, dia 1 de Dezembro, à inauguração oficial da Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão, uma obra importante para a região, que já estava em funcionamento há cerca de dois anos. A justificar o extraordinário valor que esta biblioteca representa para o concelho, o acto público foi acompanhado pelas forças vivas da região e pela população em geral que quis testemunhar o enorme apreço em que foi tido o introdutor da primeira biblioteca municipal no concelho de Vila Velha de Ródão. Ao tempo e durante três mandatos a liderar com a mais alta competência a edilidade municipal, o Insp. Baptista Martins ficou na história como o grande “responsável” pelo desenvolvimento de uma região que praticamente nada tinha.

Natal chegou mais cedo para o Pedro Piçarra, pois a cadeira que lhe conferirá a autonomia possível já chegou, adquirida com a verba conseguida na Festa organizada para o efeito e o que faltava para perfazer o valor total dispendido completado por dádivas diversas e pelos depósitos realizados por vários beneméritos. O Pedro, a sua família e a comissão angariadora agredecem com um grande BEM HAJA.

BOAS FESTAS a todos os homens e mulheres de boa vontade

“Banco Alimentar” em Vila Velha de Ródão Personalidade impoluta que nasceu em Fratel viveu toda a sua vida adorando a família e o “seu rio Tejo, sempre de si tão perto”… Assim se recordou, ao longo de uma tarde de grande

... e foi entrevistada pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão

homenagem póstuma, este vulto do Ensino e da Cultura, que quis trabalhar e trabalhou muito pelo concelho onde nasceu e sempre viveu nos seus últimos anos de vida.

Cont. Pág. 6

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firma comercial “Frescos & Companhia”, de que são gerentes em Vila Velha de Ródão António Pequito e esposa, também colaborou na Campanha Nacional contra a fome, conseguindo recolher dos seus clientes 238 kgs. de mercadorias alimentares diversas. A recolha foi feita no seu mini-mercado pelos jovens Iolanda Tavares, João Ricardo Gouveia, Pedro Ribeiro e André Nuno Pequito, os quatro voluntários desta campanha de solidariedade que se vêem na gravura. O valor apurado atingiu o patamar dos objectivos para esta acção desenvolvida na sede deste concelho MS

Liga Portuguesa contra o Cancro, do concelho de Vila Velha de Ródão

Mais de dois mil Euros a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro

Pág. 11

Pagamento de assinaturas

Editorial Pág. 2

AOS SENHORES ASSINANTES Pág. 3 DO NOSSO JORNAL

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É NATAL Fabião Baptista Pág. 3


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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

DEZEMBRO DE 2010

Crónicas de um paraíso à beira do Tejo… José Emílio Ribeiro

Editorial 1.

Partilho da opinião que a cultura é o motor do desenvolvimento, pelo que considero que, inaugurar oficialmente uma Biblioteca no nosso concelho, é muito mais do que mera formalidade, representando, isso sim, o desejo de ultrapassar as dificuldades da interioridade. Ou seja, é um acto de inteligência de quem decide. Saber que esse espaço não é apenas uma caterva de prateleiras onde se empilham livros, e vem dando provas de dinamismo que a todos cativa, sobretudo os mais novos, é uma bênção que ficamos a dever ao empenho de quem a dirige e nela trabalha. Dar a essa mesma Biblioteca o nome do maior vulto da cultura de que há memória no nosso concelho é um farol que se acende para as gerações futuras mas, também, um ato de justiça ao grande mestre que foi o Professor José Baptista Martins.

2. O Pedro já tem a cadeira que lhe irá proporcionar alguma autonomia, o que mostra que a solidariedade não é uma palavra vã para quantos entendem que o Natal é sempre quando mulheres e homens de boa vontade quiserem. 3. Afinal somos um povo de gente solidária: aí está o Banco Alimentar a testemunhá-lo. 4. Um Feliz Natal e um Bom Ano de 2011 é o que desejo aos nossos estimados leitores e a todos os nossos colaboradores que, em regime de voluntariado e mercê da boa vontade, contribuem para que o Jornal possa chegar mensal e pontualmente até onde haja um conterrâneo nosso que goste da sua terra. (jfaiacorreia@gmail.com)

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esde muito cedo me habituei a lidar com pessoas portadoras de alguma deficiência, quer física, quer intelectual, sempre tentei manter com elas um relacionamento como se de outra pessoa normal se tratasse. Adorava mesmo vê-las superarem-se, as pequenas vitórias eram para eles grandes vitórias. Numa das minhas empresas trabalhou durante largos anos, mesmo sem ser um trabalhador efectivo, um indivíduo portador de trissomia 21 (Mongolismo) ao qual sempre nos uniu uma forte amizade, que era aliás partilhada por todos os outros trabalhadores e também pelos muitos clientes que tínhamos. Foi com alguma emoção, mas muita satisfação que assisti na SIC, a 22 Novembro, à divulgação de um trabalho feito por uma pessoa que sofre de paralisia cerebral, Paulo Condado, o que não o impediu de obter uma formatura a nível superior. Fez um programa informático - o EASY VOICE - que transforma a palavra escrita num computador em palavra de viva voz, dando assim a possibilidade aos portadores desta deficiência, de fazer chamadas telefónicas. O que mais me sensibilizou foi a forma convicta com que ele afirmou: “ Eu tenho apenas dificuldade em falar, no resto sou em TUDO normal”. Que grande lição me (nos) deu! O Paulo é um vencedor, o exemplo vivo de que não há impossíveis quando se quer de verdade. Eu senti-me pequeno e vulnerável porque me queixo e me deixo abater quando algo não me corre bem, mesmo com coisas de somenos importância. O pensamento voou-me pró Fratel, lembrei-me primeiro do Carlitos e da sua dor, das lágrimas que me rolaram pelas faces enquanto gritava, escrevendo, então para o jornal do Núcleo de Juventude, palavras de revolta pelo seu sofrimento, que chegara ao fim nessa altura. Foi com um choque tremendo que dei pela existência do seu irmão, o Pedro, o mesmo problema, o mesmo sofrimento,

deixem-me voltar a “gritar”, como escreveu o poeta Augusto Gil; «mas as crianças Senhor, porque lhes dais tanta dor, porque padecem assim?». Corre por aí na NET um vídeo sobre a guerra do ultramar, mais propriamente na Guiné feito pela televisão Belga, com imagens que são desde logo anunciadas como muito fortes e chocantes. Recebi-o já de diversas procedências, tanto de antigos camaradas, como de amigos sabedores de que fui combatente numa das frentes desta guerra, mas em Angola. Um dia destes mostrei este vídeo a uma das minhas filhas, quis que soubesse um pouco do que se passou nesta guerra, avisei-a de que havia cenas de muita violência e chocantes, mas gostaria que ela as visse e, assim fizemos. Fui-lhe explicando as imagens, a saída para o mato, os perigos, as precauções a tomar… o filme ia correndo, deu-se o ataque, são morteiradas do inimigo, há mortos, há feridos, o operador continua a filmar, mostra a cara dos sobreviventes, ouvem-se os gritos de dor dos feridos, vou-lhe explicando: aquilo é a cara da raiva, do medo, da coragem… ela olha as imagens e vai-me olhando; não há mais palavras até o filme acabar. Então olhou-me e deu-me um beijo sem dizer nada; senti que uma lágrima lhe bailava nos olhos. Finalmente a pátria reconheceu o meu esforço, recebi a mais alta condecoração por tudo o que passei, valeu a pena esperar todo este tempo para ver reconhecidos todos os sacrifícios porque passou a minha juventude. Sacrifícios são o que nos continuam a pedir todos os dias em nome desta pátria nossa amada, mas tantas vezes atraiçoada… Estamos no mês do Natal, quantos não vão ter como presente um sapatinho cheio de nada? Pior que isso, quantos não estão em risco de dentro em breve não terem mais sapatos e, tal como nos primórdios do século passado ter de andar descalços? Natal tempo de festa, passagem de ano tempo de folia, mas com esta crise, quem tem vontade de festas ou de folia?

"O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO" Propriedade e editor: Casa do Concelho de Vila Velha de Ródão Nº Registo Pessoa Colectiva: 502 377 003 - Registo de Imprensa: Nº108771 - Depósito Legal: Nº. 4032/84 Director: José Faia P. Correia (jfaiacorreia@gmail.com) - Presidente da Direcção da Casa do Concelho: Elísio Carmona (elisio.carmona@sapo.pt) Composição: João Luis Gonçalves Silva (fozjoaoluis@gmail.com). Impressão: Jornal Reconquista - Castelo Branco Colaboradores: Alexandra Fernandes, Ângelo M. Duarte Ribeiro, Ana Martins Camilo, António Fernando Martins, António Silveira Catana, Elísio Carmona, Emílio B. Pereira Costa, Fabião Baptista, Joaquim Dias Caratão, Jorge Manuel Cardoso, José Carlos Belo, José Emílio Ribeiro, Luis Ribeiro Pires Correia, Manuel Antunes Marques, Mendes Serrasqueiro, Mónica Santo, e O. Sotana Catarino. Sede, Redacção e Administração: Av. Almirante Reis, 256 - 1º. Esqº. - 1000-058 LISBOA - Tel.: 218 494 565 N.B. - Toda a correspondência deverá ser enviada para a redacção. As opiniões expressas nos textos publicados em "O Concelho de Vila Velha de Ródão" apenas reflectem os pontos de vista dos seus autores. Assinatura anual:• Território nacional - 8,5 € •Estrangeiro -11 € - Tiragem mensal: 1 500 ex.

Faço apenas votos para que consigamos suportar o próximo ano em paz e harmonia, que sejamos capazes de alcançar as metas a que todos nos propusemos, mas que essas metas sejam alcançadas com o sacrifício mesmo de todos e não só à custa dos mesmos do costume, é que esses começam a estar mais que fartos e a perder a paciência… Façam pois o favor de serem felizes, na medida do possível, bom ano de 2011.

Dezembro de 2010 jemilioribeiro@gmail.com

Caro Conterrâneo e Amigo Sr. Manuel João Estrela O meu bem haja pela carta que dirigiu ao Director e, muito particularmente, pela frontalidade de que fez uso. O nosso estimado leitor tem inteira razão: o Jornal não tem apontado os erros… nem tem chamado a atenção das coisas que vão ficando por fazer… e assim… às vezes parece um órgão da Câmara Municipal. Reconhecemos, eu e o Presidente da Direcção da Casa do Concelho, proprietária e editora do Jornal, a lacuna que nos aponta, mas, apesar dos nossos esforços, não temos conseguido eliminá-la. Para obviar o que poderá parecer alguma promiscuidade, mas porque acreditamos que os nossos leitores, sobretudo os que vivem longe, gostam de saber como vai o Concelho, cedemos à Câmara uma página da inteira responsabilidade da mesma. Outro tanto acontece com o Agrupamento de Escolas. Ou seja, somos completamente independentes. E, porque não repetir, também isentos. Quem, então, poderá ajudar-nos a ultrapassar as nossas limitações, como a lacuna atrás referida? Os nossos leitores ou qualquer pessoa que goste do nosso Concelho, por exemplo. E porque não as forças políticas na oposição, que conhecem esta nossa total disponibilidade? Uns e outras, no entanto, têm de assumir a responsabilidade daquilo que escrevem, porque sem esta não há liberdade. Fique, porém, a certeza de que, comigo como director, o Jornal será sempre um posto de observação livre ao serviço do nosso Concelho. Estimado leitor, agradeço, por último, a forma simpática como se refere ao nosso trabalho e a lisura com que se nos dirigiu, mesmo criticando. Os melhores cumprimentos O Director

AGÊNCIA FUNERÁRIA DA PÓVOA Manuel de Oliveira, Lda Assistência Técnica especializada em todos os serviços fúnebres Funerais - Cremações -Transladações - Artigos Religiosos

Escritório: Travessa da Palmeira, 1

Restaurante "O JÚLIO"

2620 PÓVOA DE SANTO ADRIÃO

de: Júlio Marques de Almeida

Tel. Permanente: 21 937 27 60 - Fax: 21 937 62 24 Residência: 21 982 15 54

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DEZEMBRO DE 2010E

É NATAL

AOS SENHORES ASSINANTES DO NOSSO JORNAL

Fabião Baptista “Já bem pouco há-de durar, quem ao Natal não chegar...”

É

assim que o povo se expressa, na sua saborosa filosofia, quando estamos, como agora, a poucos dias do NATAL, da Festa da Fraternidade, do convívio com as famílias, do perdão, das ternurentas amizades, da troca de presentes, do altruísmo, das ruas iluminadas com motivos natalícios. O NATAL, este ano, parece que está a ser vivido, de maneira menos esfuziante, menos entusiástica. Aqui, em Castelo Branco, as ruas, que nos anos anteriores, por esta época, já se apresentavam profusamente iluminadas, com artísticas e vistosas ornamentações, cheias de feérica exuberância e colorido, este ano têm uma iluminação modesta, mesmo paupérrima, quase pífia, o que bem denota a crise financeira em que o país está mergulhado. A música, os anúncios luminosos, publicitando mercadorias e eventos, a gritaria musical, tão própria de épocas natalícias, tudo diminuiu drasticamente. Mas, o pior de tudo isto, é que se pressagia que esta crise financeira se vá agravar, ainda mais, e de maneira desmesurada, no ano que aí vem, com redução do poder de compra, com mais cortes salariais, com o garrote do fisco a imperar de maneira desalmada, com o desemprego a subir, de modo assustador e com o défice das contas públicas a aumentar ainda mais do que já está. É pois tudo isto que está a tornar este Natal tão descolorido, tão triste e tão apreensivo. Mesmo assim, indiferente a estas contrariedades e conjecturas sinistras, já armámos o nosso presépio e, como também é habitual, também já instalámos a árvore de Natal, em plástico, na sala. Como de costume, lá pusemos as bolas coloridas, as gambiarras de luzes multicolores e tremeluzentes, bruxuleando sem cessar, de maneira fascinante e fantasmagórica. Criou-se um ambiente festivo, um clima natalício. Na vidraça da janela, onde a chuva tamborila sem parar, um anjo luminoso, de cores radiosas. Olho para tudo isto. Para o Menino, sobre fulvas palhas, rosado e mudo, rodeado de inertes imagens de pastores, cordeiros, um tocador de gaita de foles, um homem com um feixe de lenha, às costas, o burro e a vaquinha, o anjo e a estrela e, como figuras imprescindíveis, lá estão os três reis magos (Baltazar, Belchior e Gaspar), que segundo a lenda vieram do Oriente, para adorar o Deus-Menino, trazendo ouro, incenso e mirra. Mesmo assim, não consigo deixar de pensar na crise que assola Portugal e que me está a fazer minguar a débil reforma, bem como está a fazer decrescer os vencimentos de todos os trabalhadores da função pública, corpos administrativos e forças armadas. Não me sai da memória, esta legião de desempregados, que não pára de crescer, essa ineficácia governativa que não é capaz de superar esta crise económica e inverter a situação... Olho de novo para o Presépio. Lá está o Menino, indiferente a tudo, sempre a sorrir, para tudo e para todos. Não consigo deixar de meditar na razão de ser do Seu nascimento, despojado

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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

de todo o conforto. Aquele menino veio ao mundo, envolto na mais dresprezível pobreza, na miséria, embora anunciado pelas escrituras e pelos profetas, pelos anjos e pelas estrelas, trazendo consigo um sonho novo, uma nova filosofia de vida, uma outra teoria doutrinária, uma ternura cúmplice, uma Missão Divina, para transformar o mundo, num mundo melhor, mais fraterno, justo e humano, conseguindo até vencer a própria morte. O mundo de então agitou-se, ao aperceber-se do Seu nascimento. O próprio Herodes o quis aniquilar de imediato, dando-lhe a morte. Mas o Menino, levado por Maria e José, soube fugir ao furor facínora dos que o queriam matar. E assim cresceu, brincou, estou crente que amou também, foi vilipendiado, ultrajado, martirizado, traído, supliciado e por fim, indignamente dependurado numa cruz, onde veio a morrer, para depois ressuscitar esplendorosamente. Com o seu singular nascimento, uma marca imperecível ficou, um sinal indelével assinalou a Sua vinda ao mundo, algo que me é difícil de compreender, mas que tem feito, ao longo dos séculos, que as cidades, vilas e aldeias, se animem e vistam de luzes, todos os anos e nos corações haja mais concórdia, desejos de paz e amor, de felicidade e de carinho. Ele ali está. Um menino de barro ou porcelana, todo nu, ao relento, reclinado sobre fulvas palhas, um bonito bébé de cara redonda, a sorrir, que nos olha contemplativamente e talvez com uma certa surpresa, parecendo que me pergunta, qual a razão porque o deixei, um ano inteiro, fechado numa caixa de cartão. E eu, digo-lhe baixinho, que frequentemente chamei por Ele, pedi a Sua divina intercepção, para as minhas angústias, para as minhas dúvidas, para o meu desespero, por ainda ver tanta pobreza à minha volta. Mas Ele não deixa de me sorrir. Se calhar não entende as minhas apreensões. Se calhar já está cansado de eu tantas vezes o invocar, de chamar por Ele, na minha vida diária, de me lamentar. Este parece que é o primeiro Natal da minha já longa existência terrena, que vejo deste modo. Mas é NATAL. Basta olhar para a minha sala. Por isso mesmo, queria desejar, a todos Vós, leitores amigos, que tenhais umas Festas Natalícias muito felizes, cheias de prosperidades e com muita saúde, alegria, bem-estar e projectos concretizados, sem haver sonhos adiados. Que nos Vossos lares haja muita ternura cúmplice, muitas filhoses, broas de mel, tudo envolto em venturosas e prósperas felicidades.

1 - Temos registado, com agrado, que muitos assinantes têm efectuado o pagamento da sua assinatura por transferência bancária para a nossa conta da CGD. Alertamos uma vez mais que devem identificar o valor da transferência com o nome da pessoa que recebe o jornal, pois só desse modo poderemos registar o pagamento na nossa listagem. Têm surgido alguns valores na nossa conta bancária sem qualquer identificação ou apenas identificados por JOSÉ, por exemplo. Como temos dezenas de assinantes com este nome, torna-se impossível registar o pagamento. 2 - Informamos também que, apesar dos nossos avisos e do envio de circulares a dar conta do atraso no pagamento das assinaturas, muitos casos temos ainda com alguns anos por liquidar, sem que tenhamos suspendido o envio do jornal. Em Dezembro deste ano, a situação do pagamento das assinaturas era como consta no mapa publicado a seguir. Referimos que o porte pago aos CTT pelo envio do jornal, é, actualmente, o nosso segundo maior encargo, logo a seguir à edição do jornal. Assim sendo, informamos os senhores assinantes com o pagamento devido desde 2008 que, a partir do próximo mês de Janeiro de 2011, deixaremos de lhes enviar o nosso Jornal. No caso de darem pela falta mas pretenderem continuar a recebêlo, terão que nos contactar nesse sentido.

BALANÇO DO REGISTO DE PAGAMENTOS (Dezembro 2010) Jornal “O Concelho de Vila Velha de Ródão” · · · · · · · ·

Ano de 2011 ou superior pago 2010 - Pago 2009 - Último ano pago 2008 - Último ano pago 2007 - Último ano pago 2006 - Último ano pago 2005 ou anteriores Revenda, permuta, oferta TOTAL:

36 441 260 120 75 42 74 66 1 114

VERMUM

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ealizou-se no passado dia 11 de Dezembro de 2010 o convívio anual dos amigos do Vermum. Mais uma vez nos juntamos todos no Restaurante do “J”, onde nos foi servido um excelente almoço. Todos temos a agradecer a simpatia com que

nos recebeu a D. Manuela, ajudada pela sua colaboradora D. Maria da Luz. Foi uma tarde diferente do habitual, muito agradável e bem passada. Onde por momentos esquecemos os problemas das nossas vidas. Até São Pedro padroeiro da nossa freguesia nos quis

brindar com uma tarde de sol. Termino desejando ao Sr. Director, colaboradores e assinantes deste nosso jornal um Santo Natal e que o Ano Novo de 2011 seja melhor que 2010. Maria Fernanda Delgado Mendes

XVIII Jornadas de Educação Ambiental 28 a 30 de Janeiro

A

Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) vai organizar as XVIII Jornadas de Educação Ambiental, de 28 a 30 de Janeiro de 2011, em Idanha-a-Nova, na Escola Superior de Gestão do IPCB. Para tanto conta com o apoio do Município de Idanha-a-Nova, do Geopark Naturtejo e da Escola Superior de Gestão do IPCB. A ASPEA é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1990, e tem como principal objectivo o desenvolvimento da Educação Ambiental no ensino formal e não formal. Estas jornadas estão acreditadas com 0.6 créditos para Educadores de Infância e Professores do ensino Básico e Secundário e, como tal, apresentam-se, também por isso, de muito interesse para aqueles agentes do ensino. No site da ASPEA (http://www.aspea.org) pode ser descarregar o programa, bem como a ficha de inscrição respectiva.


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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

Vila Velha de Ródão

DEZEMBRO DE 2010

Motu Proprio

Festa de Natal dos Trabalhadores Municipais

por Octávio Catarino

ALTERNATIVA BOLIVARIANA Mesmo que em tempo de contenção a edilidade municipal não se dispensou de alegrar o Natal dos filhos dos trabalhadores da Câmara Municipal, proporcionando-lhes uma bonita festa durante a qual houve divisão de prendinhas entre as crianças e os adultos. Primeiro, o “lanche ajantarado” muito bem servido pelo inconfundível “Abílio” do Restaurante Telheiro, de Castelo Branco, que foi do agrado de todos os que encheram os salões da Casa de Artes e Cultura (CAC). Por sua vez,

os mais pequenitos, bem recebidos pelo “ternurento” Pai Natal, saltaram depois de contentes com os presentes que este ano lhes foram distribuídos, com destaque para os telemóveis que, para alguns, terá sido o seu primeiro sonho! Foi, de facto, bonito de se ver tanta alegria entre os homens e mulheres do amanhã… Mas a tudo isso seria ainda acrescentada uma atracção internacional que veio de Espanha, de S. Vicente de Alcântara, terra vizinha de “nuestros hermanos”

que para esta simpática festa enviou vinte graciosas e bonitas bailarinas “a sevilhana” e um “guapito” bailarino que preencheram um espectacular quadro de música e bailado espanhol, que encheu de cor, ritmo, alegria e salero o palco do auditório da CAC. E, para além do mais, houve na festa um convívio entre autarcas e famílias, o que continua a constatar-se, na linha da continuidade, que se reconhece no elevado grupo dos trabalhadores da Câmara Municipal e suas famílias.

Mais de dois mil Euros a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro Nos dias 30 e 31 de Outubro, o Grupo de Apoio à Liga Portuguesa contra o Cancro, do concelho de Vila Velha de Ródão voltou a realizar um trabalho muito meritório na recolha de donativos

a favor desta causa que resultou nos seguintes valores: 2.365,70 €. O coordenador, João Mendes, agradece, por nosso intermédio, a quantos quiseram colaborar no peditório

deste ano, reconhecimento que envolve o presidente do Núcleo Regional do Centro e todos os que contribuíram, desejando que a receita obtida no concelho possa ajudar tão nobre missão.

Iniciativas do Quiosque da Vila O “Quiosque da Vila”, agora com gerência de Cristina Pires, iniciou às sextas-feiras no salão de festas da Estalagem “Portas de Ródão” uma série de programas recreativo-musicais, propondo-se trazer a Vila Velha de

Ródão alguns artistas do music-hall nacional. A começar apresentou, nada mais nada menos, do que o excelente vocalista Paulo Ribeiro, da “Banda Lusa” e, naturalmente, logo aconteceu o primeiro sucesso.

O “Concelho de Vila Velha de Ródão” aqui estará a noticiar os próximos eventos que, efectivamente, merecem apoio sobretudo pelo arrojo da iniciativa Mendes Serrasqueiro

ALMOÇO DE PRIMOS NATURAIS DE SARNADINHA

O

sistema capitalista actual está moribundo depois de provocar a actual crise económica, à escala global, só comparável à de 1929… Enraizado que está nos países capitalistas/neoliberais e democráticos (?) que sofrem as consequências das suas próprias políticas expansionistas e consumistas sem regras, não procuram alternativas ao modelo actual, antes pelo contrário se ajuizarmos o que se vai passando por diversos países onde os eleitores são chamados a escolher novos governos. Vão saindo reforçadas as forças políticas ideologicamente mais à direita, com excepção da Grécia, o que me leva a concluir com aquela máxima dos tempos do PREC em que alguns partidos mais extremistas eram acusados de defender “quanto pior melhor”… Mas há uma interrogação que, para já, deixo no ar: as desigualdades vão agravar-se, os apoios sociais aos que efectivamente precisam por razões de estrutura familiar, debilidades diversas ou deficiente escolaridade têm os dias contados? Lutemos para que tal não aconteça! Afinal, está em construção uma alternativa na América Latina ao modelo capitalista vigente, trata-se da Alternativa Bolivariana expressa num documento que me chegou às mãos e que foi produzido para a 5ª. Cimeira das Américas. Há neste documento matéria que deveria merecer alguma atenção dos nossos economistas bem-falantes e político, mas não…eles estudaram quase todos pela cartilha liberal que é responsável pela gritante desigualdade na distribuição da riqueza e pela crise que está ai! Vejam só, até o FMI já veio dizer que a crise actual tem mais a ver com deficiente distribuição da riqueza produzida no mundo… Um exemplo do pensamento neoliberal dos nossos economistas, gestores ou comentadores, com poucas excepções, que aparecem no pequeno ecrã e nas rádios a botar palavra, a dizer mal disto e daquilo, a dar conselhos e a distribuir moral a torto e a direito… “Ele”, o exemplo, foi ministro, mas antes foi gestor de uma influente instituição pública, contribuindo para aprovação de uma Norma Interna que lhe deu direito a uma reforma de milhares de euros mensais, mesmo tendo trabalhado apenas seis anos na Instituição. Continua a trabalhar como professor, gestor, analista, comentador…porque não tem idade para a “reforma”! Este Senhor teve até o desplante de criticar a própria Igreja por esta condenar com veemência situações como a que acabo de descrever. Querem outro exemplo do status quo a que nos conduziu o capitalismo “moderno”? Todos os media, ditos de referência, estão hoje nas mãos dos grandes grupos económicos! Alguém é capaz de apontar um que seja, em Portugal, por exemplo, obra de jornalistas apenas como aconteceu no passado? Mas os jornalistas continuam a ser independentes na sua acção. Pois… Dirão, “este” está a ser radical de mais na sua análise, até porque há bons exemplos em publicações integradas nos tais grupos. Talvez, mas aqui como no resto do mundo, aliás, muito poucos resistem ao primeiro dos valores de quem dirige as economias: o lucro, sem preocupações sociais! Bem, voltando ao documento que referi atrás, “Alternativa Bolivariana”, transcrevo integralmente o seu nº 10, com o qual me identifico, mesmo achando que há exageros programáticos de alguns líderes da região: Os serviços básicos de educação, saúde, água, energia e telecomunicações têm de ser declarados direitos humanos e não podem ser objecto de negócio privado nem ser mercantilizados pela Organização Mundial do Comércio. Estes serviços são e devem ser essencialmente públicos de acesso universal.

Cumprida a tradição, os “primos” reuniram-se no seu habitual almoço do ano. Trocaram-se, prendas, experiências e devaneios. Também presente o espírito do Natal Beirão. Contamos voltar a reunir para o próximo ano; Assim nos dê Deus, vida e saúde. Silvério Dias

Que esta quadra natalícia nos inspire e nos dê a força que há em cada um de nós para sermos mais humanos, logo solidários com os mais fracos… FELIZ NATAL!


DEZEMBRO DE 2010E

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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

O Concelho de Vila Velha de Ródão -

Notícias da Câmara Municipal

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Drª. Ana Martins Camilo

Exposição “No tempo da implantação da República - Venda de Natal promove quadros da vida rural“ recorda passado em Vila Velha artesanato de Vila Velha de Ródão de Ródão

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o âmbito das comemorações do centenário da Implantação da República, a Biblioteca Municipal assinalou esta data, no dia da Inauguração da Biblioteca Municipal José Baptista Martins, a 1 de Dezembro de 2010, com a abertura de uma exposição documental que reúne documentos e imagens de Vila Velha de Ródão dos anos de 1908 a 1912. A exposição revela aspectos pouco conhecidos das nossas populações e dos seus modos de vida. Nesta pesquisa ficámos a conhecer comerciantes, artesãos, ou responsáveis políticos bem como a altura em que se fizeram determinadas obras públicas, a forma como as populações defendiam os seus direitos e reclamavam a criação de uma escola, ou a implantação do descanso semanal, e a reparação dos caminhos e das estradas e a segurança das barcas do Tejo. A investigação de conteúdos foi da responsabilidade da Dra. Maria José Martins (professora aposentada da Escola Superior de Educação de Lisboa) que realizou a pesquisa, a partir das actas da Câmara ao longo dos anos de 1908 a 1912 e também de jornais regionais e locais. A produção foi

coordenada pela bibliotecária da Biblioteca Municipal, Dra Graça Batista. Ao promover esta acção não faltaram respostas ao convite lançado à população para que cedesse informações, documentos escritos, fotografias e objectos. A exposição foi aberta ao público no dia da Inauguração da Biblioteca Municipal José Baptista Martins, a 1

de Dezembro de 2010, coincidindo com a sessão solene do dia 1º de Dezembro de 1910, para (segundo a Acta) “comemorar a data gloriosa da Independência Nacional de 1640 e festejar a Bandeira Nacional” Tal como há 100 anos, a Banda de Fratel esteve presente e tocou “A Portuguesa” e o tema da “Maria da Fonte”.

Em Vila Velha de Ródão

Autarquia e EDP inauguram Miradouro das Portas do Almourão

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os dias 2, 3, 6 e 7 de Dezembro a autarquia promoveu, no edifício da Câmara Municipal, uma mostra de artesanato local alusivo à época natalícia. Os artigos de artesanato à venda foram feitos, no âmbito do ateliê de Trapologia do Centro de Formação Artística Manuel Cargaleiro, pelas mãos das artesãs Maria do Céu Marques, Cesaltina Pires e Laurinda Feijão. Estes trabalhos de trapologia e tapeçaria revelam técnicas tradicionais e formas modernas, aliadas à criatividade baseada em aspectos relevantes do concelho de Vila Velha

de Ródão, entre eles o rosmaninho, a flor de esteva e a azeitona. As artesãs têm um objectivo comum: revitalizar a tradição e preservar o artesanato local, ensinando a sua arte a quem queira aprender, através do atelier de Trapologia/Tapeçaria. Com este tipo de iniciativas a autarquia continua a apostar na recuperação, requalificação e desenvolvimento da actividade artesanal, com base num projecto de sustentabilidade económica e social para a região, invertendo assim as tradicionais tendências de desertificação.

Desfile de Moda na Casa de Artes e Cultura do Tejo

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o dia 14 de Dezembro teve lugar, na Foz do Cobrão, o acto inaugural do Miradouro que vislumbra o Monumento das Portas do Almourão a montante da Aldeia de Xisto da Foz do Cobrão. Trata-se de uma obra promovida pela autarquia de Vila Velha de Ródão com o apoio da EDP e que vem dar destaque à região das Portas de Almourão, situada entre Sobral Fernando -Proença-a-Nova e a Aldeia do Xisto Foz do Cobrão em Vila Velha

de Ródão, correspondente à garganta do rio Ocreza. Neste acto inaugural foi descerrada a placa que simboliza a obra realizada seguida de um passeio pelo miradouro onde ficou mais que evidente a beleza da paisagem e a especificidade da biodiversidade deste território. No Centro de Interpretação da Foz do Cobrão antes das intervenções formais aconteceu uma prova de azeite e a mostra de outros produtos locais. No âmbito da inauguração do Miradouro das Portas do Almourão

usaram da palavra, Maria do Carmo Sequeira, presidente da autarquia de Ródão, António Castro, do conselho de administração da EDP- Produção, Armindo Taborda, em representação da Governadora Civil do distrito de Castelo Branco, Jorge Gouveia, da AEAT e Madalena Martins, da Quercus do distrito. A partir desta data o Monumento das Portas do Almourão, e toda a sua envolvente e biodiversidade podem ser visitadas e apreciadas por quem visita a aldeia de xisto da Foz do Cobrão.

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o passado dia 27 de Novembro, a autarquia de Vila Velha de Ródão e a Associação Comercial e Industrial de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão promoveram a II edição do TEJO FASHION na Casa de Artes e Cultura do Tejo. O nome deste evento está directamente ligado a todo o cenário natural que envolve o concelho de Vila Velha de Ródão, pois foi o rio Tejo que serviu de mote e fez nascer, aquela que foi a 1ª edição do Tejo Fashion. Este evento contou com a participação de 50 modelos, e teve o

apoio das lojas Cantinho da Moda, Modas Mizé, Olho Rústico, Revolution, Zaza Boutique, Espaço Moda, Modisa Boutique, Petit Patapon, SemiBreve, Lda, Ateliê de trapologia de Ródão, dos cabeleireiros Mila, Nova Imagem de Olga Dias e das esteticistas Sandra Correia e Toque de Beleza. Durante a iniciativa o grupo musical Tons de Fado estreou-se em palco e preencheu os momentos de pausa do desfile.

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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

DEZEMBRO DE 2010

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Isabel Alçada, ministra da Educação, inaugurou a Biblioteca José Baptista Martins

Isabel Alçada que se fez acompanhar pela Directora Regional da Educação, Helena Libório, foi recebida pela presidente da Câmara Municipal, Maria do Carmo Sequeira, pelo staf das autarquias, por Alzira Serrasqueiro, governadora civil do distrito, Hortense Martins, deputada pelo Círculo Eleitoral de Castelo Branco, e por outras individualidades, entre as quais a família de Baptista Martins. A bênção do edifício foi feita pelo rev. Padre António Escarameia, pároco local que num breve comentário religioso disse que uma inauguração de um edifício deste tipo é sempre um sinal mais de esperança, considerando as bibliotecas como um Ginásio do Espírito, onde crianças, jovens, adultos e idosos, encontram os valores necessários para a construção de

um relacionamento com a natureza, com os irmãos e com Deus. Para o “nosso” Inspector Baptista Martins, que foi e continua a ser uma referência do concelho e a quem este edifício é dedicado, o sacerdote formulou um voto de saudade, de reconhecimento e de eterno descanso. Seguiu-se o descerramento da placa inaugural pela ministra, escutando-se, em fundo, a centenária Banda de Música de Fratel, por curiosidade, também uma das realizações que o homenageado sempre apoiou. Isabel Alçada visitou depois todos os serviços instalados na biblioteca, escutando explicações prestadas pela bibliotecária Graça Baptista. No final realizou-se no auditório da Casa de Artes e Cultura do Tejo, a sessão solene.

Maria do Carmo Sequeira “Equipamento cultural, diferenciador e vital”

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epois de cumprimentar a ministra da Educação, a presidente da autarquia envolveu na sua saudação as entidades oficiais, a que se juntariam ainda as seguintes individualidades: Prof. Rui Jacinto, Técnico Superior do Centro de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), Comendador Joaquim Morão, presidente da Câmara de Castelo Branco, os familiares de José Baptista Martins – seus filhos Maria José e José Nuno, seus netos, Marta Cabral, Pedro e João Quintanilhas, o escultor José Simão, entre outras personalidades e muitos amigos da Política, da Cultura e da Educação que Maria do Carmo Sequeira disse ter a honra de ter nas cerimónias da inauguração oficial da nova Biblioteca Municipal e, simultaneamente, na homenagem ao Inspector José Baptista Martins, cujo nome foi dado ao novo edifício, construído a partir da primeira biblioteca oficial de Vila Velha de Ródão, então já fundada pelo autarca José Baptista Martins, que

esteve instalada no edifício do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento (CMCD), uma das primeiras obras de Baptista Martins, inaugurada em 1984 pelo Presidente da República General Ramalho Eanes. Esta nova biblioteca já se encontra em funcionamento desde há dois anos mas, segundo referiu a autarca, “… aconteceu assim, como também assim se passa com outras obras que se fazem, que têm que ser colocadas disponíveis para a população e só depois são inauguradas quando a oportunidade surge”. Sempre com o nome do antigo presidente como mote do seu discurso, a autarca rodense referiu que na nova biblioteca o seu acervo bibliotecário atinge agora perto de dez mil monografias e três mil documentos de audiovisuais e desde a abertura das novas instalações, em Setembro de 2008, a Biblioteca Municipal José Baptista Martins, (BMJBM) já teve mais de vinte cinco mil utilizadores, incluindo muitas crianças de

A presidente no uso da palavra estabelecimentos de ensino locais e regionais. A BMJBM integra hoje a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. Faz empréstimos domiciliários, documentos em vários suportes, acções de formação em línguas estrangeiras, ateliers didácticos, palestras, feiras do livro, apresentação de novos livros e, sobretudo, faz a promoção da leitura. Maria do Carmo Sequeira continuou o seu discurso sublinhando que em conjunto com a CACT este novo complexo já se tornou um equipamento cultural, diferenciador e vital para o concelho. Como se edificam obras importantes A presidente da Câmara, talvez respondendo a possíveis interrogações, esclareceu como se tornaram possíveis duas realizações importantes e oportunas para o desenvolvimento do concelho. “A nossa Biblioteca Municipal foi construída porque foi possível assinar um Contrato Programa com o Instituto da Biblioteca e do Livro que nos financiou em 50% do edifício”. O mesmo aconteceu – referiu com a Casa de Artes e Cultura do Tejo. com candidatura ao Programa Interreg, quando na altura era presidente da CCDR o Prof. Rui Jacinto. E a concluir - “Foi com muitas destas vontades que se tornou possível construir o complexo – Casa de Artes e Cultura do Tejo/ Biblioteca José Baptista Martins”

“Sem Educação e Cultura não há Desenvolvimento - Disse, várias vezes, José Baptista Martins Ainda sobre a vida e a obra do homenageado, a presidente, que foi sua conterrânea e “discípula” na vida académica e autárquica, prosseguiu no seu discrso evidenciando profundo conhecimento do notável currículo de Baptista Martins. Descreveu mais algumas passagens de quem “… foi seu Mestre do Ensino e da Cultura” dizendo que ele foi também um republicano convicto e um educador modernista. Por isso, salientou, “… inauguramos, em simultâneo, a exposição (No tempo da Implantação da República - Quadros da Vida Rural), para que as novas gerações se apercebam da coragem necessária a homens como ele foi, nomeadamente para lutar contra o analfabetismo e a baixa escolaridade”. A oradora lembrou que a este propósito era habitual escutar, muitas vezes, de Baptista Martins: uma expressão que lhe ficou célebre: “Sem Educação e Cultura não há Desenvolvimento”… Sobre Vila Velha de Ródão, como referiu Maria do Carmo Sequeira, “… Baptista Martins, em toda a sua vida, defendeu a sua região, a sua terra de coração. Conhecia as potencialidades do concelho e acreditava na possibilidade de nele se construir uma terra desenvolvida e igualitária, sem perda daquilo que nos é mais

precioso - a nossa identidade – o Tejo, como algumas vezes lhe ouvimos”. Já no final da sua homenagem, a presidente rodense recordou mais uma asserção da autoria de um Homem que modificou muito da vida social em Vila Velha de Ródão e que, não raras vezes, terminava as suas intervenções com esta citação: “Navegar (O Tejo) é preciso! E ele (o Tejo), aqui tão perto”… A autarca não encerraria a sua fluente oração sem abordar outros temas, outras iniciativas do Professor, falando, então, do seu importante apoio à Arqueologia e à Arte Rupestre, que reuniu com ele nomes marcantes como os de Leite de Vasconcelos, Luís Raposo, António Carlos Silva e António Salvado. Em 1984, recordou a presidente, foi organizada uma exposição pioneira e de tal modo original que reflectiu um trabalho demorado e cuidado a partir da década de 70 pelos especialistas que investigaram profundamente o concelho. Foi, ainda, de Baptista Martins – lembrou a presidente da autarquia, “… a ideia da primeira exposição sobre

Arqueologia e Arte Rupestre, cuja concepção reuniu aqueles nomes marcantes. Foi uma exposição, de tal modo original, que atingiu enorme impacto nacional, também por ser coincidente com a inauguração oficial do CMCD que reflectiu o trabalho de investigação ao longo de dezenas de anos. Foram estudos que revelaram Ródão como um território de aprendizagem e de revivificação do passado, desde os tempos mais remotos. E foi graças a este homem que incentivou sempre este precioso trabalho, que somos hoje conhecidos para além das fronteiras do nosso país, graças a uma personalidade do Ensino e da Cultura. a quem o concelho de Vila Velha de Ródão e o País muito ficaram a dever”. Seguiu-se a projecção de um interessante filme sobre a vida e a obra de José Baptista Martins, um importante documento que chegou a emocionar os presentes. As intervenções feitas no filme, nomeadamente pelos filhos do homenageado Maria José e José Nuno Martins e pelo coronel José Faia Correia, valorizaram esse excelente trabalho que, no final, foi muito aplaudido.

Ministra da Educação - Um Equipamento Cultural que nos orgulha “Para mim é uma honra e uma grande alegria em participar nesta inauguração oficial da vossa biblioteca municipal, neste ano em que comemoramos o Centenário da Implantação da República”. Depois de considerar Vila Velha de Ródão “um lugar maravilhoso”, a ministra da Educação enalteceu “este espaço, este auditório, esta abertura sobre o Tejo, em suma a biblioteca que inaugurámos, destacando a forma como conceberam este equipamento cultural e educativo, que é um motivo que vos orgulha a todos, e que orgulha todos os portugueses, pelo facto de no nosso país se realizarem obras como esta”. Isabel Alçada sublinhou a emoção que a tocou e que teria tocado a todos, nomeadamente sobre o que se vê e sobre o que o filme exibido testemunha e que coloca aos olhares de todos, alguns pontos do trabalho e da personalidade do Professor José Baptista Martins, que “… foi um grande presidente de Vila Velha de Ródão”. A titular da pasta da Educação manifestou depois o seu apreço pela exposição “A Implantação da República – Quadros da Vida Rural”, que

teve como decoradora de muito mérito Maria José Martins, certame que esteve integrado nesta jornada, verdadeiramente cultural e de homenagem ao pai da decoradora. No ecran puderam ver documentos a partir do Município com imagens e fotografias, e alguns registos de pessoas que marcaram aquele período nacional. Propriamente quanto à homenagem a Baptista Martins, Isabel Alçada disse que a obra por ele realizada como autarca é influência de uma pessoa que se dispôs a abraçar a causa pública como prioridade de vida, deixando uma obra valiosa à comunidade a que pertenceu. Não menos relevante – referiu a ministra – foi a actividade de Baptista Martins no campo da Educação, acentuando que o nosso país ficou a dever-lhe muito e, de uma forma muito especial, pela sua acção pioneira nas Tecnologias Educativas. No fim da sessão, ministra e sua comitiva, a família do homenageado e as individualidades que participaram nas cerimónias, foram obsequiados com um beberete ao qual também se

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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

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associou parte da população do concelho. A tarde foi depois encerrada ao som dos acordes do grupo local “Modas de Ródão. Uma palavra de muito apreço para a habitual colaboradora do jornal “O Concelho de Vila Velha de Ródão”, Ana Martins Camilo, pela elegância e grande profissionalismo como se desempenhou das funções de apresentadora da sessão solene.

Isabel Alçada no uso da palavra

Distinção na homenagem: Governadora Civil, Ministra, Presidente da Câmara

Testemunhos António Carmona, presidente da Assembleia Municipal - José Baptista Martins foi ao longo da sua vida profissional, enquanto pedagogo e político, um visionário. Na Educação o seu papel fundamental não foi só o de fundador da Telescola mas, também, destacando-se pela sua implementação em todo o território nacional. Com o instrumento educativo permitiu dar resposta à democratização e consequente massificação do ensino, sobretudo em regiões do Interior. Sobre Baptista Martins político: “… a sua visão deixou-nos a obra e o rumo a seguir, sobretudo no desenvolvimento do concelho e no seu grande combate à desertificação, adoptando políticas integradas de valorização do património natural, cultural e edificado, investindo fortemente em projectos que garantem ainda hoje a qualidade de vida da população”… Prof. Rui Jacinto, do CDRC – Falou da visão estratégica que conheceu do homenageado para o desenvolvimento de Vila Velha de Ródão. “A Educação foi a sua verdadeira paixão e o Centro Municipal de Cultura, que criou, foi o fulcro dos processos de desenvolvimento regional em que se envolveu. Foi um pedagogo da cidadania com um espírito de missão”… Joaquim Morão – Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco – “Baptista Martins foi um homem à frente do seu tempo. Entre outras realizações criou a “ADRACES” para o desenvolvimento rural deste distrito e, como em tudo que fez, soube sempre definir e implementar”. Joaquim Morão louvou a Câmara de Vila Velha de Ródão por saber homenagear os seus melhores… João Quintanilhas Martins, um dos netos de Baptista Martins – Adivinhando-se a sua inteligência e já uma segura sobriedade, o jovem Martins proferiu uma oração emocionada. Agradeceu, em nome da Família, a homenagem prestada ao avô …

Celulose do Tejo, SA - Empresa de Celulose Unidade Fabril que trabalha para o desenvolvimento de Vila Velha de Ródão e do País

Aos nossos Clientes, Trabalhadores e Amigos desejamos

Feliz Natal Próspero Ano Novo

Pároco na bênção da Biblioteca


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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

DEZEMBRO DE 2010

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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

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FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO JUNTA DE FREGUESIA DE

VILA VELHA DE RÓDÃO JUNTA DE FREGUESIA DE

SARNADAS deseja-vos um

Feliz Natal e Bom Ano 2011

Agora nas novas instalações temos um espaço em condições mais funcionais para atender sempre bem e melhor, os nossos Munícipes, como gostamos

Votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo


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DEZEMBRO DE 2010

Feliz Natal e Bom Ano 2011 São os votos da Direcção da Casa do Concelho e do jornal

Boas Festas Feliz Natal e Próspero Ano Novo

“O Júlio” Churrasqueira – Pratos Regionais Estrada Nacional,18 – Vila Velha Ródão Jornais, Revistas, Jogos da Santa Casa

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Alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão Entrevistam Isabel Alçada, Ministra da Educação

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o passado dia 1 de Dezembro, à margem da inauguração da Biblioteca Municipal José Baptista Martins, dois alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão tiveram a oportunidade de realizar uma breve mas interessante entrevista a S. E. a Ministra da Educação, Drª Isabel Alçada. A Srª Ministra falou aos alunos do seu dia-a-dia, da sua experiência enquanto escritora da série Uma Aventura, da sua vivência enquanto Ministra da Educação, dos motivos pelos quais aceitou este cargo e, finalmente, da Biblioteca que inaugurou oficialmente. Alguns destaques da entrevista: Alunos – “Porque decidiu aceitar o cargo de Ministra da Educação?” Isabel Alçada – “Porque sempre me interessei muito por tudo o que diz respeito à Educação e no momento em que me convidaram, achei que podia ajudar a que a Educação fosse ainda melhor. Eu acho que a Educação no nosso país já é muito boa! Às vezes isso não se diz. As pessoas muitas vezes vêem o lado mais negativo das

coisas, mas se olharmos bem para as nossas escolas como são hoje, para a forma como os professores trabalham, para o que se faz na aula, nós vemos que temos uma educação boa. Eu pensei que poderia ajudar a

melhorá-la.” […] Alunos - “Acha que todos os professores a consideram uma boa ministra?” Isabel Alçada – “Eu sei que todos os meus alunos me consideravam uma boa profes-

sora! (Risos) Eu acho que sei o que é ensinar, o que é educar, porque me envolvi sempre muito no trabalho. Procuro sempre dar o meu melhor, mas sobre o facto de ser boa ministra, as outras pessoas é que

podem fazer esse juízo.” […] Alunos – “O que pensa da biblioteca que foi hoje inaugurada?” Isabel Alçada – “Em primeiro lugar, a biblioteca é linda! Em segundo lugar, é uma

biblioteca contemporânea e possui todos os recursos que são precisos para funcionar bem. Em terceiro lugar, é uma biblioteca aberta, em todos os sentidos. Aberta aos leitores, pois a sua vocação é atrair e formar leitores. Tem recursos: livros, vídeos, jogos, música, jornais… Tem uma atmosfera e um ambiente fantásticos! Tem uma dinâmica e um ambiente que se vê nos projectos que oferece e que levam a que as pessoas se sintam naturalmente atraídas. É provável que aqueles que ainda não têm a certeza se gostam de ler ou que ainda não gostam de ler possam encontrar aqui o prazer de ler. A vossa biblioteca é uma biblioteca magnífica, é uma biblioteca do século XXI que deve orgulhar qualquer comunidade que a tenha, seja em que país for, seja em que zona do mundo for, é uma biblioteca de uma comunidade muito desenvolvida.” A versão completa da entrevista será publicada no jornal Gente em Acção (Jornal do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão) no final do corrente mês. Este poderá ser consultado em www.anossaescola.com/rodao.

Parámos todos na…”Passagem_de_nível”

“Passagem_de_nível”, peça representada por uma turma PIEF do Agrupamento de Escolas do Teixoso, com a colaboração da companhia de teatro covilhanense ASTA e o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, passou pela Casa de Artes e Cultura do Tejo, na passada sexta-feira, dia 10 de Dezembro, a convite do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão. Esta iniciativa surgiu no âmbito do projecto Parlamento dos Jovens, cujo tema para este ano é “Violência em meio escolar”. Todos os alunos dos segundo e terceiro ciclos, acompanhados pelos

professores, assistiram à representação depois de uma breve apresentação sobre o projecto Palco PIEF. Primeiro, ouvimos; depois… depois fez-se silêncio, porque não se cantou o fado, mas assistiu-se ao desenrolar de muitos fados: fados-destinos que se cruzam nas margens da Escola; fadossonhos que aí adormecem, entorpecem e se perdem; fadosabandonos com portas fechadas e dedos, como facas, apontados… Foram representações, através de linguagens várias, de histórias de vida… histórias como as de tantos meninos que desistiram de o

AGENDA DO MÊS DE JANEIRO 2011 Visita ao Centro de Ciência Viva e Canil intermunicipal de Proença-a-Nova – 5 de Janeiro Demonstração de jogos matemáticos – 7 de Janeiro Concurso Nacional de Leitura (fase local) – 12 de Janeiro Visita de estudo ao Geopark – 13 de Janeiro

Parlamento dos Jovens: Processo eleitoral e sessão escolar – 13 e 14 de Janeiro Torneio interturmas de Basquetebol – dia 19 de Janeiro Dia da Escola Electrão - 27 de Janeiro

ser enquanto passavam pela escola e que esta nem sempre soube ver… Em silêncio, assistimos ao que de bom pode ser feito na escola: criar laços e afinidades, sonhar, construir e partilhar projectos…com o melhor da natureza humana: a autenticidade! Em silêncio, confirmámos que a escola ainda consegue inventar novas portas para aqueles que já nem pareciam procurá-las. Em aplausos, agradecemos!

ESCOLA ELECTRÃO Nós somos uma Escola electrão! Traga para a Escola aqueles pequenos electrodomésticos que quer deitar fora! Entregue-os até 26 de Janeiro na Escola-sede do Agrupamento. Nós comprometemo-nos a enviá-los para reciclagem!


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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

NATAL, HOJE É NATAL JESUS NASCE NATAL DE PARA TODA A MENINO POBRE Hoje é dia de Natal! Já repicam os sinos HUMANIDADE Sinto, na alma Há raios intensos de luz

Poetas do nosso Concelho

Repicar de sinos Quando, na calma Recordo, os meninos Que fomos, então Felizes, com migalhas Vivendo o serão Na espera das vitualhas Próprias da Consoada. Momentos d!encanto O muito, era nada Mas sem pranto; Prenda que se pedia Lá estava, presente Como numa magia Tornada ciente. Era pobre, tal como nós Não havia para mais... Além da ternura de avós E muito, muito amor, dos pais. Que melhor, pelo Natal Alguém podia ansiar?! Seja este, tão igual E nos faça recordar... Com votos de Santo Natal, do .Silvério Dias

NATAL EM DEZEMBRO Em Dezembro é sempre Natal Sempre a vinte e cinco de Dezembro Porque não é Natal Quando eu me lembro? O próximo Natal que houver Será quando eu quiser. Aqueles Natais longínquos De noites longas Com imensas fogueiras A crepitar O cheiro a resina verde A madeira molhada Era assim a noite da consoada. A fogueira principal No largo da aldeia Onde todos se juntam Porque afinal Sempre é Natal. Maria da Conceição Gonçalves

Entoam-se louvores e hinos Ao nascimento de Jesus Hoje é dia de Natal! O Céu se uniu à Terra P’los ares anjos a cantar Com voz harmoniosa e bela Glória a Deusa vêm dar Hoje é dia de Natal! Vida que em vida se gera Neste Mistério Encarnado Cristo vem à nossa Terra Por Deus é enviado Hoje é dia de Natal! A mensagem se anuncia De justiça e verdade De amor, paz e alegria Valores nobres d’Humanidade Hoje é dia de Natal! Vamos junto do presépio Contemplar o Deus Menino Neste ambiente gélido Bafejado p’la vaca e burrinho Hoje é dia de Natal! No coração se faz fogueira Ponhamos o sobreiro nas praças Como é tradição da Beira E todos se aproximem das brasas Hoje é dia de Natal! A festa é da Família É partilha com os pobres Recordando os que partiram Em anos anteriores Hoje é dia de Natal! Será sempre que o homem queira Viver este ideal Com o mundo que o rodeia Hoje é dia de Natal! Hoje é dia de Natal! Recordo tempos passados Junto dos pais, irmãos e avó Em nossa casa, em Fratel Se faziam filhós e nógados Com calda de açúcar e mel Hoje é dia de Natal! P’ra chegar à minha aldeia No tempo viajo com pressas À Missa do Galo quero ir Ao Beija Menino assistir E a todos desejar Boas Festas!

Jesus, Filho de Deus Nascido da Virgem Maria Deu à humanidade alegria Tornando-Se um dos seus Os Profetas anunciavam A vinda de um Messias O povo contava os dias Para verem o que desejavam Jesus, enfim, nasceu Deixou poderosos perturbados Os humildes aliviados O que esperavam aconteceu Tal como naquela altura Há quem não aceite Jesus Embora O vejam na cruz Não O olham com ternura A todos, sem excepção Sejam pobres ou abastados Analfabetos ou letrados Jesus ama como irmão Os seus ensinamentos São de recta intenção São de amar de coração Sem os menores ressentimentos Como seria bom viver Num mundo sem maldade Sem sinismo e crueldade Que pena tal acontecer!

CRÓNICA DOS LUSÍADAS piquininos

É NATAL 1 Jesus nasceu em Belém Debaixo duma alpendurada Morreu em Jerusalém Reza a Escritura Sagrada 2 Apregoando o Perdão A Justiça e o Bem Para a nossa Salvação Jesus nasceu em Belém 3 Com um destino tão nobre De roupa vestiu de nada O seu berço foi tão pobre Debaixo duma alpendurada 4 Apregoou muito o Amor E a Esperança no Além Da morte sentiu a Dor Morreu em Jerusalém 5 Todos nós somos iguais Disse numa voz arrojada Os Bons serão Imortais Reza a Escritura Sagrada Manuel Antunes Marques manuel.antunes.marques@gmail.com

Há quem prefira a matéria Dinheiro em primeiro lugar Há quem prefira roubar Do que ser pessoa séria Jesus, volve para nós Teu doce e terno olhar Ensina-nos a rezar P’ra chegar junto de Vós Jesus, livra-nos do mal Que haja paz na humanidade Não haja tanta maldade Concedei-nos feliz Natal Santo Natal para os meus amigos e também para os meus inimigos. Luis Pires Ribeiro Correia

João Eduardo Tavares Ribeiro

QUANDO LISBOA ERA MUITO LONGE Lembra-nos de ouvir dizer Na nossa aldeia beiroa Que ninguém devia morrer Sem ir uma vez a Lisboa. À despedida na estação Ao ir o comboio apanhar Víamos como saudação Lenços brancos a acenar.

Quem, fazendo pela “vidinha” Se mudava para aquela zona Só à sua terra vinha À festa e pela azeitona.

Com a A23, actualmente E veiculo próprio, muita gente Há uma diferença colossal Nos outros meios houve melhoria E, ir a Lisboa, hoje em dia É uma viagem normal.

José Correia Dias

FABRICO DE PÃO DE TRIGO, CENTEIO E MILHO BOLOS DE PASTELARIA, BOLOS FINTOS, DE CANELA, BROAS DE MEL, BISCOITOS E BORRACHÕES

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É NATAL Luzes, figuras às cores Não longe, um arraial... Gente dançando, cantores Mas tudo isto, oh senhores Desculpem, não levem a mal Mas isto não é Natal!... Doces, flores, brinquedos Festa rija sem igual... Bailes e muitos folguedos Em delírios muito ledos Tudo vale, tudo é venal Mas isto não é Natal!... Um pobre velho, na praça Cheio de frio glacial Toca e dirige chalaça À muita gente que passa Que nem sequer dá por tal Mas isto não é Natal!... Canções sonoras, nas ruas Dão música celestial Passam jovens, quase nuas A todos se insinuam Um sentimento carnal Mas isto não é Natal!... Discotecas, “boîtes”, bares Eles e elas, tudo igual Dançam, baloiçam aos pares Como canoas nos mares Em dia de vendaval Mas isto não é Natal!...

Com prazer bebe-se vinho Por taças de vidro ou cristal Corre o álcool, de mansinho Pondo tudo em desalinho Em “orgia” bestial Mas isto não é Natal!... NATAL, esse há só um O que se deu em Belém... Como esse mais nenhum Ao de hoje nada comum A não ser ter mãe também... E ser pobre, sem vintém Dessa pobreza nos vem Toda a festa de Natal Mas não é deste Natal Que o mundo agora tem Que eu desejo afinal Neste dia de Natal... Quero festa e alegria Muita saúde e folia E lares abençoados. E que Jesus dê às crianças Mil e uma aventuranças E Natais aconchegados Sem na terra haver drogados Lares de jovens destroçados E militares mutilados Em guerras despedaçados Neste dia sem rival Neste dia sem igual NESTE DIA DE NATAL!... Fabião Baptista


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haja

DEPRESSÃO – tratamento

SAÚDE

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PRODUTOS DIET OU PRODUTOS LIGHT?

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iante de uma prateleira repleta de produtos diet e light, a confusão pode aparecer, afinal em que realmente eles se diferenciam? A confusão mais comum é comer um alimento diet pensando que contém menos calorias e não irá provocar aumento de peso. Porém, a eliminação de um ou mais nutrientes que caracteriza o produto diet não significa, necessariamente, diminuição de calorias. Alimento Diet Um alimento diet é aquele isento de determinado nutriente, como o glúten, o açúcar, o sódio, o colesterol ou a gordura, por exemplo. São produtos que foram desenvolvidos, em sua essência, para atender a grupos

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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

específicos. Os produtos com a inscrição diet também podem ser utilizados em dietas de emagrecimento e reeducação alimentar; mas vale lembrar que nem sempre a isenção de uma substância implica em redução de calorias. Alimento Light A definição de alimento light deve ser aplicada nos produtos que apresentem redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias comparado com o alimento convencional. Assim, o alimento light não é, necessariamente, indicado para pessoas que apresentem algum tipo de doença como diabetes, colesterol elevado, celíacos ou fenilcetonúricos. Se, o alimento light apresentar eliminação do

Mónica Santo - (Dietista) nutriente, por exemplo, açúcar (iogurte light), poderá ser consumido pelos diabéticos. Para que não exista confusão é importante que se leia os rótulos com muita atenção. Compare os produtos light e diet com os alimentos convencionais. É muito importante verificar se eles atendem às suas necessidades.

o mês de Outubro escrevemos o seguinte nesta mesma rubrica do nosso Jornal: A depressão é um problema muito frequente. É importante reconhecer os seus sintomas para a poder tratar. Ora é sobre o tratamento que vamos escrever neste número, até porque a depressão é um problema cada vez mais frequente em Portugal, com tendência a agravar-se em períodos de futuro incerto como o que estamos a viver, face à crise económica que estamos a atravessar no nosso País Por isso se se sentir deprimido, ou se conhecer alguém que esteja, os conselhos que se seguem são para si! Um primeiro conselho que é fácil de seguir: a actividade física regular, como a marcha rápida, durante meia hora, todos os dias, é, só por si, uma boa ajuda para curar a depressão. No entanto, outros tipos de actividade física como nadar, andar de bicicleta, dançar, fazer ginástica também ajudam… Convém escolher uma modalidade de que goste e que possa integrar no seu programa de vida diário, incluindo que possa praticar na área da sua residência

ou onde está a passar férias. Não pode é parar. Pela sua saúde! Falar sobre aquilo que sente também ajuda muito. Desabafe com os seus familiares e amigos, com quem se sente à vontade! Não guarde os sentimentos tristes dentro de si. Por vezes pode ser útil conversar com um psicólogo, de forma regular. Ele pode ajudar a lidar com os seus sentimentos e pensamentos. Se a sua depressão for grave ou mesmo moderada, é provável que o seu médico já lhe tenha receitado um ou mais antidepressivos. Mas, atenção, os antidepressivos não conseguem, só por si, alterar as suas circunstâncias. No entanto, ajudam muito a controlar os sintomas de tristeza, a irritabilidade, a falta de energia e a insónia, permitindo-lhe funcionar normalmente e lidar melhor com as circunstâncias adversas. Um antidepressivo demora 2 a 4 semanas a fazer efeito, por isso, não deixe de os tomar antes de passar esse tempo! Por outro lado, mesmo que já se esteja a sentir bem, deve continuar a tomar o antidepressivo, pelo

Alexandra Fernandes (Directora de Internato Complementar de Medicina Geral e Familiar)

menos durante mais de seis meses, para evitar recaídas. Note o seguinte: os antidepressivos não são calmantes, por isso não tenha medo de ficar dependente. Quando o medicamento já não for necessário o seu médico ensina-lhe como parar. Há muitos antidepressivos diferentes. Por isso, se não se estiver a dar bem com um, o seu médico encontrará outro mais apropriado. Lembre-se: a depressão é frequente e pode ser grave… mas tem tratamento! O seu médico de família pode ajudá-lo!

Contin. da Pág. 5

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Notícias da Câmara Municipal

Jogos Olímpicos

Museu Francisco Tavares Proença Jr.

Exposição Arte Rupestre do Vale do Tejo em Castelo Branco

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e 26 de Novembro a 12 de Dezembro, a exposição Arte Rupestre do Vale do Tejo, apresentada pelo Município de Vila Velha de Ródão, esteve patente ao público no Museu Francisco Tavares Proença Jr. Esta acção integra-se nas Comemorações do Centenário do Museu em dupla homenagem: ao arqueólogo Francisco de Tavares Proença Jr., pioneiro nas descobertas arqueológicas do concelho de Ródão, e aos arqueólogos, geólogos e outros especialistas que, ao longo de dezenas de anos, têm investigado profundamente a região. Todo o trabalho de investigação destes especialistas revela um território de elevada riqueza cultural sendo assim premente a sua preservação e valorização. A exposição Arte Rupestre do Vale do Tejo divulga a riqueza e complexidade da arte lítica pré-histórica das “pedras” do Tejo e seus afluentes. Descreve o Complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo, os seus principais núcleos, as técnicas e motivos, o seu enquadramento arqueológico, o espólio que restou do que António Martinho Baptista classifica como o maior complexo peninsular de arte rupestre holocénica […] engolido [em 1974] pelas águas de uma pequena barragem que crismada foi com o nome de uma das suas principais estações rupestres: Fratel. A exposição Arte Rupestre do Vale do Tejo apresentou ainda o projecto do Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo, e o profundo envolvimento da autarquia de Ródão na criação de um espaço marcante que valorize este importante património cultural, levando-o ao conhecimento do grande público com a dignidade que lhe é reconhecida.

ROSA MOTA - Em vésperas de consagração – *David Sequerra

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á no prometedor “prólogo” de 2011, o poderoso COI (Comité Olímpico Internacional), sob o comando do Doutor Jacques Rogge, prepara-se para completar o seu elenco de elite que anda à roda de 100 elementos, distribuídos pelos 5 Continentes, englobando personalidades de excepcional valia. De momento, o mais antigo “cardeal” do esmerado “colégio olímpico” é o brasileiro Dr. João Havelange, convicto amigo de Portugal, o grande impulsionador da FIFA (futebol mundial) nas últimas décadas do século XX. Nadador de excelência olímpica em 1936 (há 74 anos!), João Havelange faz parte do COI desde 1963 e completou recentemente 95 anos de idade. Ao longo de 2010, o representante do COI junto do Comité Português, o Eng. Fernando Lima Belo, pediu escusa de continuidade, sem que tal envolva a garantia plena de sucessão, muito embora o COP (Comité Olímpico Português) não perdesse tempo em propor para Lausanne a figura de Rosa Mota, campeã olímpica de Seoul-1988, de notabilíssima

actividade na promoção de ideais olímpicos. Para preenchimento de uma reduzida dúzia de vagas no Plenário do COI surgiram perto de 300 candidaturas de mais de uma centena de países, com o registo de outros campeões olímpicos da estirpe de Rosa Mota. A decisão vai ser dificílima, mas tem pleno cabimento a esperança de Portugal continuar a ter representação no COI, como sempre tem acontecido. Sob múltiplos aspectos, a nossa Rosa Mota congrega razões de sobra para ser eleita: o título de Seoul, a idade própria

(ainda distante dos 50), o domínio muito razoável do Inglês, a simpatia natural, o reforçado prestígio na Ásia que tem visitado várias vezes e o peso do seu antecessor, Eng. Lima Belo. Tudo somado, levanos a crer que 2011 nos trará consigo a boa notícia da eleição de Rosa Mota para o Comité Olímpico Internacional, melhorando a percentagem de elementos do sexo feminino naquele areópago de âmbito mundial. Se tal acontecer, não deixaremos de solicitar ao nosso magnífico Director e meu bom amigo Coronel Faia Correia, um

espaço extra para saudar vivamente um tal sucesso. E até nem julgo impossível – longe disso! – influenciar Rosa Mota para repetir a presença em Vila Velha de Ródão, como já aconteceu, com agrado geral. Fica prometido, enquanto esperamos uma boa prenda pós-natalícia, já em 2011: a eleição de Rosa Mota. Antecipados parabéns!

*Membro da Academia Olímpica Ex-Secretário Geral da Academia Olímpica de Portugal


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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

Implantação da Republica em Portugal Joaquim Baptista Caratão

N

o 2º texto alusivo a este facto da Historia de Portugal e no Cap. V (O Veredicto) publicado neste jornal no passado mês de Outubro escrevi a certa altura: Manuel Buiça, (Natural de Bouçais, Valpaços, tinha trinta e dois anos era professor primário e tinha dois filhos de tenra idade). Na edição deste jornal, referente ao mês de Novembro, junto ao ultimo texto sobre este facto, o Exmo Srª Fabião Baptista em titulo (Mais uma achega Histórica) entendeu corrigir-me relativamente à origem do regicida Manuel Buiça, afirmando que este seria natural de Vinhais e tendo nascido em 1876. Toda a bibliografia por mim consultada confirma o que escrevi. De facto, Manuel Buiça nasceu em Bouçais, Concelho de Valpaços, Distrito de Vila Real em 30 de Dezembro de 1876, onde viveu até aos quatro anos de idade, sendo então levado para Vinhais onde cresceu e foi

educado antes de seguir para o serviço militar. Assim reitero a minha afirmação sobre este facto como também mantenho o que escrevi em que Manuel Buiça alvejou com o 1º tiro o rei D. Carlos na base do pescoço, causando-lhe certamente uma morte repentina tendo ainda tempo para alvejar com um tiro na cara o Príncipe Real, esta bala trespassou a cabeça do Príncipe Luís Filipe saindo-lhe pela nuca como escrevi, sendo também verdade que o príncipe foi levado com sinais de vida para o Arsenal da Marinha onde expirou. No caso da naturalidade de Manuel Buiça existe um documento que causou algumas interrogações, mas que ninguém duvida foi por ele escrito e assinado em 28 de Janeiro de 1908, do qual possuo uma cópia que passo a transcrever: « Manuel dos Reis da Silva Buiça, viúvo, filho de Augusto da Silva Buiça e de Maria Barroso, residente em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoais, concelho

de Valpassos, districto de Vila Real (Trás-os-Montes); fui casado com D. Herminia Augusta da Silva Buiça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D.Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa, viúvo. Ficaram-me da minha mulher dois filhos, a saber: Elvira, que nasceu a 19 de Dezembro de 1900, na rua de Santa Marta , numero… rez do chão e que não está ainda baptisada nem registada civilmente e Manuel que nasceu a 12 de Setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria, numero quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa, no dia onze de Outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano José Correia, casado, empregado no comercio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem commigo e com a avó materna nas Escadinhas da Mouraria, 4, 4º andar, esquerdo. Minha família vive em Vinhaes para onde se deve

participar a minha morte ou o meu desapparecimento, caso se dêem. Meus filhos ficam pobríssimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos princípios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu comungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos. Lisboa em 28 de Janeiro de 1908. Manuel dos Reis da Silva Buiça. Reconhece a minha assignatura o tabelião Motta, rua do crucifixo, Lisboa». Pelos factos descritos entendo ser pertinente a reposição clara sobre a verdade destes acontecimentos, consciente que sobre estes factos, muitas versões foram escritas, porém algumas não tiveram o rigor desejado por motivos, políticos, humanos, entre outros. Pareceu-me ainda, que o reparo feito foi extemporâneo e desajustado do conceito. Por mim encerro este assunto, ciente do que ficou escrito.

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Velha de Ródão ASSEMBLEIA GERAL

CONVOCATÓRIA Nos termos do Artº 24 alínea C dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral desta Associação Humanitária, a reunir em Sessão Ordinária no próximo dia 28 de Dezembro (terça-feira), pelas 20.00 horas, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1 – Eleição dos Corpos Sociais para o biénio 2011/ 2012 2 – Outros pontos de interesse para a Associação

Se não houver número legal de sócios à hora indicada, a Assembleia terá início uma hora depois e funcionará com o número de associados presentes. Vila Velha de Ródão, 10 de Dezembro de 2010 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Joaquim Conceição Lopes

SENHORES ASSINANTES: Tem-nos sido solicitado, por alguns assinantes, o NIB da conta bancária da Casa do Concelho de Vila Velha de Ródão - proprietária do jornal - para efectuarem o pagamento da assinatura do jornal ou quotas da Casa do Concelho por transferência bancária. Poderão efectuá-lo para a conta Nº 003500630008193433011. Será necessário indicarem o primeiro nome e pelo menos um dos sobrenomes para identificarmos o assinante na nossa listagem e anotar o respectivo pagamento. Em alternativa poderão dar-nos conhecimento da transferência através do endereço da Casa do Concelho: casacvvrodao@sapo.pt . Informamos ainda os nossos assinantes que o valor da assinatura para o ano de 2009 é de 8,50 Euros, para território nacional e de 12,50 Euros para o estrangeiro. Trata-se de um ajustamento devido, essencialmente, ao aumento dos portes com o envio do Jornal, como resultado do corte total do subsídio que recebíamos do Instituto da Comunicação Social. Contamos com a compreensão dos nossos assinantes, tanto mais que o valor da assinatura e de alguns anúncios são a única receita do nosso Jornal. O pagamento das respectivas assinaturas, e dos anúncios publicados periódicamente ou para publicação, poderá ser efectuado aos nossos colaboradores nos seguintes locais: • Vila Velha de Ródão: Mota & Barreto Cont. Ldª - Tel: 272 545 553 • Sarnadas de Ródão: Emílio B. Pereira da Costa - Tel:272 997 793 • Perais: Maria Dias Belo Carepo - Telem: 962 788 650 • Fratel : António Fernando Martins - Tel: 272 566 124 • Lisboa: Envio de cheque ou vale postal para: Casa do Concelho de Vila V. A Direcção de Ródão - Av. Almirante Reis, 256 – 1º Esq. - 1000-058 – Lisboa (Neste caso, a Fact.ª / Recibo será enviada posteriormente)

NECROLOGIA FRATEL Faleceu no passado dia 30 de Novembro, na sua residência em Cacém, a Sr.ª Leopoldina Pereira, de 95 anos de idade, natural de Juncal, freguesia de Fratel. Era viúva de João Francisco Lourenço, natural de Gardete, localidade para onde foram viver após o casamento. A falecida era mãe de Raquel Maria Francisco, solteira, e de Carminda Maria Pereira, casada com José Esteves Rodrigues, nosso assinante, com quem vivia no Cacém desde 1991. Foi sepultada no cemitério do Cacém no passado dia 1 de Dezembro. A Direcção do nosso Jornal apresenta sentidos pêsames a toda a família enlutada. Faleceu no passado dia 23 de Novembro, Maria Pires Lourenço, de 72 anos de idade, casada com Manuel Luís Paulino. natural e residente em Fratel. O seu funeral, que constituiu grande manifestação de pesar, realizou-se no dia seguinte para o cemitério de Fratel. Agradecimento Sua família, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como desejaria, vem por este meio agradecer, muito sensibilizada, a todas as pessoas que se dignaram apresentar-lhe as suas condolências, bem como a quantos participaram na Eucaristia por sua intenção e que acompanharam a sua ente querida à sua última morada. A todos o nosso bem-hajam.

FOZ DO COBRÃO Faleceu no pretérito dia 27 de Novembro, Maria da Piedade Mendes Ribeiro, de 70 anos, natural de Sarnadinha e residente na Amadora. A extinta deixa viúvo Luis Ribeiro Pires, natural de Foz do Cobrão. O funeral realizou-se com grande acompanhamento para o

cemitério desta localidade. Agradecimento Seu marido, filhas, netos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, como era seu desejo, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que se interessaram pelo estado de saúde da sua ente querida e/ou a acompanharam à última morada. Bem-Hajam.

PROFESSOR JOAQUIM DIAS BELO Missa de 2º ano de eterna saudade Seus familiares participam que será celebrada Missa pelo seu eterno descanso no próximo dia 16 de Janeiro (Domingo), pelas 09,00 horas, na Igreja Paroquial de Sarnadas de Ródão. Desde já se agradece a todas as pessoas que participarem na celebração.

ASSEMBLEIA GERAL

CONVOCATÓRIA Nos termos do artigo 18º do capítulo III do regulamento interno, Fernando dos Santos Roma, presidente da Assembleia Geral da Associação Desportiva e de Acção Cultural Sarnadense, convoca a Assembleia Geral a reunir pelas 20 horas do dia 15 de Janeiro de 2011 na sede social com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Ponto prévio; 2. Discussão e aprovação do relatório de contas da gerência anterior; 3. Eleição de novos corpos gerentes; 4. Informações da direcção. 5. Património De acordo com o artigo 21º, considera-se legalmente constituida a Assembleia Geral desde que estejam presentes à hora marcada pelo menos 30 sócios da colectividade ou então, uma hora depois seja qual for o número de sócios presentes. Sarnadas de Ródão, 15 de Dezembro de 2010


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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

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JornalDezembro2010  

jornal do concelho de vila velha de ródão, fratel

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