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Ano XXVI - # 245 - Setembro/Outubro de 2021

NESTA EDIÇÃO PIX SAQUE E PIX TROCO ESTARÃO DISPONÍVEIS A PARTIR DE 29 DE NOVEMBRO

15 LIÇÕES DA PANDEMIA PARA FOMENTAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTAS CRESCEM 1,2% E INDICAM RETOMADA

PORQUE SER UM ASSOCIADO CDL É VANTAJOSO PARA A SUA EMPRESA


EDITORIAL AS EXPECTATIVAS DO VAREJO PARA O ÚLTIMO TRIMESTRE DE 2021. Somos otimistas! Essa é a nossa melhor característica! Em um momento de tamanha instabilidade, a esperança e otimismo foram os sentimentos que embasaram nossa visão em horizontes mais promissores para nossos negócios. Podemos afirmar que em meio a todo o caos que vivenciamos nestes quase dois anos, vencemos! Agora caminhamos para o encerramento de mais um ano com expectativas elevadas para aquela que é a data mais esperada pelo varejo: o Natal! Depois de um longo período de isolamento social, o avanço da vacinação no Brasil volta a estimular o contato social. Mesmo que ainda envolto em uma série de cuidados sanitários para diminuir o contágio pelo vírus, a imunização favorece a proximidade das pessoas que se encontrarão imbuídas do “Espírito Natalino”, o que reforçará os sentimentos de fraternidade, união e de amor entre todos. Uma das formas de demonstrar tais sentimentos é presenteando àqueles que estão próximos, daí a importância do varejo estar preparado para atender as demandas desses consumidores. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reviu de 4,5% para 4,9% a projeção para o crescimento do varejo em 2021. A princípio pode parecer que seja um índice modesto, porém diante de tudo o que vivenciamos nestes tempos de pandemia, é um avanço considerável, se observarmos que em 2020 foi registrada uma variação de 1,2%, ou seja, teremos um incremento de quase 400% no indicador que será concretizado até o final do ano. O trimestre será impulsionado incialmente pela “Semana da Criança” em outubro, pela “Black Friday” em novembro e encerrando o ano com as “Comemorações Natalinas” em dezembro. Outra previsão otimista está no crescimento de todas as áreas econômicas, por conta de uma demanda que ainda se apresenta de forma reprimida, porém mais equilibrada. Considerando as atuais condições em que nos encontramos no que concerne a um maior controle da proliferação do Coronavírus, atribuída em grande medida aos avanços da vacinação da população, espera-se um crescimento muito mais equilibrado. Especialistas alertam ainda para as variáveis que podem impactar essa realidade que são renda-emprego e créditoinflação, que ainda se mostram conflitantes no cenário atual. Em se tratando das variáveis renda-emprego é esperado um crescimento do número de contratações temporárias no comércio para atender ao movimento de final de ano, com uma previsão de mais de 94,2 mil pessoas recrutadas, segundo a CNC e se comparado ao ano passado é um

crescimento de 10%. A consequência de tais contratações refletirá no crescimento da renda da população e no poder aquisitivo dessas pessoas, que devolverá parte destes recursos para as aquisições de final de ano, movimento cíclico importante e necessário para que o comércio continue reagindo. A pandemia impactou não somente o comportamento do consumidor, que ficou ainda mais exigente e seletivo, como também desequilibrou as cadeias produtivas e ocasionou a elevação nos preços de alguns insumos. As variáveis créditoinflação dependem de ações assertivas dos órgãos competentes e governamentais visando equalizar a relação demanda x oferta. O governo ao disponibilizar linhas de crédito atrativas incentiva a circulação de recursos e a aquisição de estoques pelos lojistas com variações que agradem os consumidores. Outra maneira de utilização das linhas de crédito diz respeito ao investimento em tecnologias e inovações nas empresas, para atender ao público que está cada vez mais conectado e dependente de um mercado virtual. Para a discussão de tais alternativas de crescimento econômico e o impacto para o varejo participamos do Fórum Nacional do Comércio, promovido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. O evento contou com a participação de autoridades nacionais nas áreas de desenvolvimento e crescimento econômico, além de palestrantes de renome internacional. A temática do evento se propôs a discutir a digitalização do comércio e dos serviços e o debate de políticas públicas que possam garantir a adequação dos pequenos e médios negócios à nova realidade consumidora que se fortaleceu no mundo contemporâneo. Desta forma, antenados com as perspectivas do mercado e preparados para atender de maneira satisfatória consumidores cada vez mais dispostos a voltar a normalidade, é que poderemos chegar ao final de 2021 com satisfação e alegria em nossos corações. Nós da CDL teremos, ao fim desta jornada, a certeza de poder afirmar: até aqui fizemos nosso melhor e estamos prontos para enfrentar tudo o que vier pela frente, porque somos uma entidade forte e buscamos no associativismo e no agregamento de ideias, as raízes para avançarmos cada vez mais, fortalecendo o nosso lema que “Juntos somos mais fortes!”


SEMANA BRASIL ACONTECEU DE 03 A 13 DE SETEMBRO

A edição da “Semana Brasil 2021” aconteceu entre os dias 3 e 13 de setembro, com o objetivo de unir diversas empresas de comércio e de varejo do país para celebrar, juntamente com a população, a nossa pátria e a retomada do crescimento da economia. Criada em 2019, a Semana Brasil é baseada em três pilares: colaboração, otimismo e oportunidade. Neste ano, veio com o slogan “Vamos em frente, com cuidado e confiança”, com o objetivo de celebrar a Independência do Brasil, realçando o sentimento de patriotismo e

estimulando um maior aquecimento da economia, após os severos impactos da pandemia do novo coronavírus, por meio de promoções e ofertas no comércio. Com base no resultado das últimas duas edições do evento, a que se encerrou no último dia 13/09, foi ainda mais relevante, pois aconteceu em um momento de recuperação do crescimento do país. As ofertas especiais oferecidas durante o período do evento contribuíram diretamente para a retomada da economia.


renda em nossa cidade e região. Filiada à CDL desde sua fundação, oferece o cartão de compras para os seus colaboradores como forma de adiantamento, ciente de que poderá ser usado em supermercados, postos de combustível, farmácias, entre outros. O cartão CDL é visto como um suporte aos colaboradores que precisam fazer compras à vista e não têm dinheiro disponível. “Beneficia todos de modo geral, não é necessário disponibilizar do dinheiro de maneira imediata, não há custos adicionais e movimenta a economia valorizando o comércio local”, afirmou Jaildo.

CARTÃO DE COMPRAS CDL: QUEM USA, APROVA! O cartão CDL tem como objetivo Fomentar o desenvolvimento do comércio local com o aumento das vendas e disponibilizar aos usuários dos estabelecimentos associados, alternativas de compras de forma segura e simples. Resultando em um fortalecimento e fidelização de clientes para o comércio de Montes Claros. O cartão CDL não tem anuidade, é aceito em diversos estabelecimentos, facilita o dia a dia da empresa e traz comodidade para os usuários, pois os valores das compras é descontado na folha de pagamento. Além disso, melhora o relacionamento com o colaborador, que é beneficiado, uma vez que, o cartão funciona como uma antecipação salarial. A empresa Ekipcar Som e Acessórios sabe bem disso! Fundada em 1995 pelo Sr. Jaildo Rodrigues Batista, atua no segmento de som e acessórios para veículos, contribui há mais 26 anos para a geração de emprego e

Givanido Santana, atuante na área de mecânica da Ekipcar há mais de 20 anos, conta com o cartão CDL para realizar suas compras do mês, “Eu adquiri o cartão assim que entrei na empresa, e utilizo todos os meses para fazer compras em supermercados, é uma mão na roda”, concluiu. Descomplicado e rápido! O cartão CDL é a escolha certa para o empresário que busca diferentes estratégias para beneficiar seus colaboradores. Ficou interessado? Então entre em contato com nosso agente comercial através do número 3690-1915.


CDL ALERTA SOBRE NOVO GOLPE QUE VEM OCORRENDO poderá evitar prejuízos e muita dor de cabeça. É muito importante conferir o email de origem do boleto, porque normalmente o nome que aparece é o mesmo do remetente oficial, mas o email é desconhecido, normalmente tem nome e domínio desconhecido (conferir o que vem antes após o “@”) para constatar se é da empresa credora. FICA O ALERTA DA NECESSIDADE DE CONSULTAREM AS EMPRESAS CREDORAS PARA SE CERTIFICAR DA AUTENTICIDADE DO DOCUMENTO.

O comércio em Montes Claros está às voltas com mais uma fraude, agora com boletos/duplicatas, o que lhe tem causado dores de cabeça e prejuízos financeiros. A informação é que diversas empresas foram vítimas do golpe na cidade, especialmente no comércio. Preocupada com a situação, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) alerta a população, sobretudo os empresários, para que fiquem atentos ao receber boletos e antes de efetuar o pagamento conferir todos os dados dos fornecedores, e se houver qualquer dúvida faça confirmação com os mesmos. O Presidente da CDL, empresário Ernandes Ferreira, externou apreensão com a situação, que considera grave, frisando que os fraudadores têm enviado vírus de captura de dados para os computadores das empresas e esses vírus capturam os boletos recebidos por e-mail antes que

estes caiam nas caixas de entradas; alteram os boletos com outros dados bancários, gerando um código de barra falso e reenviam para a caixa de entrada. Quando recebe os boletos, o financeiro da empresa confere apenas o valor, muitas vezes pela confiança que tem nos fornecedores, e ao pagar o boleto, o valor nunca chega aos verdadeiros donos. Outro mecanismo utilizado pelos golpistas é enviar e-mail com o novo boleto oferecendo vantagens para quitá-los, como por exemplo, descontos de 10 a 20% para pagamento antecipado ou pagamento em dia, que se for efetuado, será creditado em contas dos golpistas. Para evitar cair nessa fraude, recomendase que nos boletos recebidos sejam conferidos todos os dados, como data de emissão do boleto, valor, banco e código do cedente, principalmente. Confirme esses dados com o credor/fornecedor, assim,

“Somente depois que fizerem as consultas às empresas credoras e tiverem a certeza da autenticidade do documento é que os devedores devem quitá-los”, argumenta o presidente da CDL ao garantir que diversas pessoas foram vítimas desse golpe nos últimos dias em Montes Claros. Por conta disso, insiste, é preciso que todos fiquem em estado de alerta permanente, porque os golpistas estão sempre prontos para agir e causar mais dores de cabeça ao comércio, principalmente, como também a outros setores da economia. “Temos que redobrar a atenção! Estar mais atentos para que não caiamos nesse golpe, que repito, já fez várias vítimas em Montes Claros”, sustenta Ernandes Ferreira. A CDL está levando o fato ao conhecimento da Polícia Civil, com pedido de investigações, para tentar identificar os responsáveis pelas fraudes, para que sejam indiciados em inquérito, processados e condenados.


físico quando assim o desejar, pois os saques poderão ser feitos em diversos locais (padarias, lojas de departamento, supermercados, etc.) e não apenas em caixas eletrônicos. Não haverá cobrança de tarifas para clientes pessoas naturais (incluindo empresários individuais) por parte da instituição detentora da conta de depósitos ou da conta de pagamento prépaga para a realização do Pix Saque e/ou do Pix Troco para até oito transações mensais.

PIX SAQUE E PIX TROCO ESTARÃO DISPONÍVEIS A PARTIR DE 29 DE NOVEMBRO O Banco Central irá implementar no próximo dia 29 de novembro mais dois produtos da Agenda Evolutiva do Pix: o Pix Saque e o Pix Troco. Os novos produtos foram definidos pelo Banco Central no último dia 24 de agosto, em reunião de sua Diretoria Colegiada, que aprovou alterações no Regulamento do Pix. O Pix Saque permitirá que todos os clientes de qualquer participante do Pix realizem saque em um dos pontos que ofertar o serviço. Estabelecimentos comerciais, redes de caixas eletrônicos (ATMs) compartilhados e participantes do Pix, por meio de seus ATMs próprios, poderão ofertar o serviço. Para ter acesso aos recursos em espécie, basta que o cliente faça um Pix para o agente de saque, em dinâmica similar à de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code mostrado ao cliente ou a partir do aplicativo do prestador do serviço. No Pix Troco, a dinâmica é praticamente idêntica. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser realizado durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o Pix é feito pelo valor total (compra + saque). No extrato do cliente aparecerá o valor

correspondente ao saque e ao valor da compra. A oferta dos dois novos produtos da agenda evolutiva do Pix aos usuários da ferramenta é opcional, cabendo a decisão final aos estabelecimentos comerciais, às empresas proprietárias de redes de ATMs e às instituições financeiras que possuem seus próprios ATMs. O limite máximo das transações do Pix Saque e do Pix Troco será de R$ 500,00 durante o dia, e de R$ 100,00 no período noturno (das 20 horas às 6 horas). Haverá, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do Pix trabalhem com limites inferiores a esses valores caso considerem mais adequado aos seus fins.

BENEFÍCIOS A adoção do Pix Saque e do Pix Troco tem potencial para trazer benefícios para toda a sociedade: cidadãos, pequenos lojistas e estabelecimentos comerciais como um todo. O cidadão passará a contar com mais alternativas disponibilizadas pelo Pix e com mais opções de acesso ao dinheiro

Para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do Pix Saque e do Pix Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com a sua instituição de relacionamento. A instituição de relacionamento do usuário sacador é quem fará o pagamento dessa tarifa. O uso do serviço será totalmente gratuito para o cliente final pessoa física até 8 operações por mês. A oferta do serviço diminuirá os custos dos estabelecimentos com gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os estabelecimentos ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços (“efeito vitrine”). Para o Sistema Financeiro Nacional (SFN), as melhorias representam um incentivo constante à digitalização e à redução de custos nas operações, e ainda estimula a competição, ao facilitar a oferta de serviço de saque por fintechs e instituições digitais, nivelando condições concorrenciais. O Pix Saque e o Pix Troco se atêm às estritas normas de segurança do serviço – o prestador de serviço de saque deverá avaliar a necessidade de estabelecer limites transacionais aos agentes de saque, de acordo com dados como perfil, localização, horários e outros critérios de segurança, por exemplo. Além disso, o Pix Saque, quando ofertado, deve estar disponível para todos os clientes de qualquer instituição participante do Pix. Com a adoção do Pix Saque e do Pix Troco, o Banco Central espera continuar a incentivar a digitalização da sociedade nos sistemas financeiro e de pagamentos, como prevê a Agenda BC#, na sua dimensão competitividade.


A VISITAÇÃO TURÍSTICA DO PARQUE ESTADUAL DA LAPA GRANDE Aconteceu no último dia 12 de agosto de 2021, numa proposição do vereador Aldair Fagundes, a primeira audiência pública promovida pela Câmara dos Vereadores de nossa cidade, para discutir a relevância e estruturação da visitação turística do Parque Estadual da Lapa Grande.

setor turístico. Acredita-se que ao se investir no turismo local, haverá a alimentação de toda a cadeia produtiva que relaciona-se com o setor de forma direta ou indireta, gerando crescimento e desenvolvimento para toda a cidade de Montes Claros.

O evento contou com a participação de diversas autoridades, que participaram de forma presencial e on-line e que validaram a importância da iniciativa e temática discutidas, especialmente a ênfase dada ao potencial turístico de nossa cidade, focando nos atrativos do Parque Estadual da Lapa Grande, riqueza natural incomensurável e biodiversidade ecológica de grandes proporções, cuja visibilidade poderá ampliar a atuação turística da nossa cidade, cuja vocação natural é o turismo de negócios.

Ressalta-se ainda o apelo social que as estratégias de incremento à visitação ao Parque Estadual da Lapa Grande poderão trazer, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população que habita nas proximidades do parque e, que poderão valer-se do potencial turístico e da presença dos visitantes, para desenvolvimento de atividades produtivas que possam suprir suas necessidades.

Presente na audiência, o Presidente da CDL, Ernandes Ferreira da Silva, no uso da palavra mencionou a satisfação com a realização desse evento, porque é a oportunidade que a Entidade precisava para dar voz a pleitos antigos dos associados, que solicitaram, num levantamento de demandas, um maior incremento econômico e social no

Como encaminhamento importante da audiência pública, o vereador proponente solicitou que fosse encaminhada uma cópia da ata do evento para a Assembleia Legislativa, visando a mobilização dos deputados estaduais, com vistas a destinação de emendas parlamentares que possam assegurar a execução de obras de infraestrutura de toda ordem, com foco no asfaltamento das vias de acesso ao parque.


4 CUIDADOS QUE AS EMPRESAS DEVEM TER COM O FIM DO Bem O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (Bem) chegou ao fim sem prorrogação. Lançado no ano passado como uma das medidas de enfrentamento à crise econômica gerada pela pandemia de covid-19, o programa beneficiou cerca de 10 milhões de trabalhadores por meio de acordos com quase 1,5 milhão de empresas. Neste ano, desde quando foi reeditado em abril, mais de 2,5 milhões de trabalhadores obtiveram a garantia provisória de emprego mediante acordo com cerca de 633 mil empregadores. Considerando as duas edições da medida, foram realizados o total de 3,07 milhões de acordos, sendo 1,3 milhão para suspensão de contrato (42,2%) e 1,77 milhão para redução da jornada (57,8%). O setor de Serviços respondeu por 50,3% dos acordos, seguido pelo Comércio (24,62%) e Indústria (22,26%). Em 2020, quase metade dos acordos celebrados englobou a suspensão dos contratos de trabalho. O setor de serviços – um dos mais atingidos pela pandemia – respondeu por mais da metade dos acordos celebrados.

A Medida Provisória (MP) 1045/2021 – que reeditou o BEm – teve duração de 120 dias, encerrada no dia 25/08. A partir do dia 26/8, a jornada normal ou o contrato de trabalho devem ser retomados nos moldes anteriores à pandemia firmados entre as partes. No entanto, as empresas que aderiram ao programa ainda devem observar algumas determinações da MP 1045/2021. O BEm permitiu a suspensão dos contratos ou a redução de jornada de trabalho e salário nos percentuais de 25%, 50% ou 70%, por meio de acordos entre patrões e empregados. Ficou a cargo do governo o pagamento mensal ao trabalhador do benefício emergencial, que correspondia a uma porcentagem da parcela do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido. Na prática, um trabalhador que teve redução de 25% do salário recebeu 25% do valor do seguro-desemprego que teria direito, e assim sucessivamente. No caso da suspensão temporária dos contratos de trabalho, o governo pagou 100% do valor do seguro-

desemprego – limite de até R$ 1.911,84 (teto) – ao empregado de empresas com receita bruta de até R$ 4,8 milhões. Em empresa com receita acima deste patamar, o trabalhador recebe 70% do valor do seguro e 30% do salário. O benefício é pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Obrigações em vigência Apesar de o BEm ter terminado sem prorrogação, as empresas ainda têm algumas obrigações previstas na MP 1045/21. Conheça os pontos que o seu negócio deve considerar: 1 – Fim do benefício: as empresas devem encerrar os acordos feitos com os funcionários, seja de redução de jornada e salário, seja de suspensão dos contratos, e terão que voltar à jornada normal e ao contrato anterior à pandemia. 2 – Estabilidade: os funcionários têm direito à estabilidade pelo mesmo período em que tiveram a relação de trabalho alterada – a não ser que sejam demitidos por justa


causa. Então, por exemplo, um trabalhador que teve o contrato suspenso por 60 dias, além de ter tido o direito de permanecer no emprego durante esse prazo, terá mais 60 dias de estabilidade após o restabelecimento da relação contratual. O mesmo vale para a redução de jornada e de salário, ou seja, se a redução ocorreu por três meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. 3 – Demissão sem justa causa: o empregador que dispensar o funcionário sem justa causa durante o período de estabilidade provisória, terá que arcar com indenização que varia de 50% a 100% do salário, a depender do caso: • 50% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 25% e inferior a 50%; • 75% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 50% e inferior a 70%; • 100% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, nas hipóteses de redução de jornada de trabalho e de salário em percentual superior a 70% ou de

suspensão temporária do contrato de trabalho. 4 – Após a estabilidade: após o período de estabilidade provisória, as empresas que decidirem demitir os funcionários devem pagar normalmente as verbas rescisórias e indenizatórias – aviso prévio, multa do FGTS, férias vencidas e proporcionais, 13º proporcional, 40% de multa do FGTS –, com os mesmos valores previstos antes da adesão ao programa do governo. Já os trabalhadores que não fizeram acordos previstos no BEm podem ser dispensados normalmente.

Prorrogação Tramita no Congresso Nacional texto substitutivo da MP 1045/2021, de autoria do deputado Christino Aureo (PP-RJ), que prorroga o prazo do programa, se aprovado pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal. O substitutivo já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, há cerca de vinte dias, e foi remetido ao Senado, onde aguarda análise. A versão aprovada também permite que o BEm seja reeditado em futuras situações de emergência de saúde pública ou de estado de calamidade.

MP 1046/2021 Também terminou na última

semana a vigência da MP 1046, que trata da flexibilização das leis trabalhistas. Com isso, não podem ser mais aplicadas a antecipação de férias e a implementação do home office, entre outras regras previstas na MP, sem necessidade de alterar o contrato de trabalho do profissional.

Com o fim da validade da MP 1046/2021, as empresas não podem mais: Teletrabalho: estabelecer o home office sem alterar o contrato de trabalho. Férias: antecipar férias por meio de acordos individuais; pagar o adicional de 1/3 após o fim das férias; dar prioridade aos trabalhadores no grupo de risco da covid-19; e adiar as férias dos profissionais da área de saúde. Férias coletivas: convocar as férias coletivas sem comunicar antecipadamente o Ministério da Economia ou o sindicato. Feriados: antecipar feriados federais, estaduais e municipais. FGTS: postergar o depósito dos 8% do FGTS mensal.


15 LIÇÕES DA PANDEMIA PARA FOMENTAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS A relevância das pequenas e médias empresas para a sociedade tornou-se mais flagrante desde o começo da pandemia da Covid-19, a partir de março do ano passado. Isto porque foi acentuado o contraste entre a capacidade das PMEs de gerar empregos e valor para a economia, e a dificuldade de sobreviver em um contexto de medidas de isolamento restritivas e digitalização acelerada do mercado. Neste cenário, diferentes políticas públicas surgiram ao redor do mundo para dar suporte aos empreendedores e, assim, promover o crescimento das economias locais. Algumas medidas tiveram resultados positivos, enquanto outras não conseguiram atingir o impacto esperado. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) analisou políticas públicas para PMEs em 32 países, incluindo o Brasil, ao longo de doze meses desde o início da pandemia. Em abril, a OECD divulgou um relatório com 15 lições do período para garantir, por meio de medidas governamentais, o crescimento sustentável do empreendedorismo daqui para frente. As lições elencadas pela organização tratam, de forma geral, de três desafios para o setor. O primeiro é apoiar medidas para evitar uma crise de liquidez entre as PMEs, minimizando efeitos colaterais negativos. O segundo é garantir que o fim gradual do apoio emergencial não crie uma crise de solvência das PMEs. E o terceiro é introduzir políticas eficazes que

promovam a recuperação das PMEs no momento de retomada econômica. Veja, a seguir, um resumo das quinze lições desenvolvidas pela OECD. 1. Garantir a simplicidade e velocidade na entrega de medidas de apoio às PMEs, especialmente no meio digital. Diversos países foram ágeis no desenvolvimento de programas de suporte ao empreendedorismo no início da pandemia, diminuindo a burocracia para acessá-los por meio de aplicativos e sites de órgãos públicos. Tais medidas se refletiram em um melhor desempenho do setor nos meses em que o isolamento social foi mais intenso. Continuar com a mesma velocidade e simplicidade para acessar programas de suporte é fundamental, desde que associado a transparência e responsabilidade fiscal. 2. Medidas de suporte devem focar nas empresas que mais precisam. O universo das PMEs é muito amplo, tanto em relação ao tamanho dos negócios quanto ao setor de atuação. E o impacto da pandemia em cada segmento deste universo também é distinto. Em alguns países, os programas de apoio acabaram sendo destinados, em grande parte, para empresas que não precisavam de tanto suporte, ou ainda para negócios nãolucrativos e com baixa possibilidade de gerar empregos.


Como o capital disponível para programas emergenciais é finito, políticas públicas devem ser mais assertivas do que generalizadas.

revistas. Isto porque certas empresas ineficientes precisam “morrer” para que outras, mais produtivas, tomem o lugar.

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Garantir o acesso de startups a programas de apoio para pequenas empresas. Nem todo país tem uma definição clara do que é uma startup e o que diferencia das demais empresas. Por isso, muitas startups não conseguiram se enquadrar nos programas de apoio, já que diversas não são lucrativas ou existem há pouco tempo. No entanto, o caráter inovador desse ecossistema é essencial na saúde da economia a longoprazo, e, portanto, também devem estar no foco das políticas públicas.

9. Garantir que programas de retomada econômica sejam modelados de acordo com as particularidades das PMEs. Diversos países já anunciaram pacotes de incentivo para a retomada da economia no póspandemia. No entanto, muitos têm foco em questões como sustentabilidade, eficiência energética e inovação – áreas que englobam todo o ecossistema empresarial, mas principalmente as grandes corporações. Tais pacotes são importantes, mas devem ter complementos que foquem nos problemas específicos dos pequenos empreendedores.

4.

Priorizar grupos de empreendedores vulneráveis nas políticas públicas. A pandemia COVID-19 atingiu as minorias e as mulheres empreendedoras de forma desproporcional. As razões incluem que essas empresas tendem a se concentrar nas indústrias mais afetadas pela pandemia, têm reservas financeiras relativamente pequenas e acesso limitado a diferentes fontes de financiamento.

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8.

Repensar a relação entre o governo e os autônomos. Profissionais autônomos, segundo dados da OECD, costumam estar às margens das políticas públicas, estão espalhados por diversos setores da economia e, normalmente, compõem a base da pirâmide econômica. Ou seja, ao mesmo tempo que se destacam como um dos grupos mais necessitados de suporte na pandemia, são também o maior desafio de aproximação para o governo. Evitar o superendividamento das PMEs. Desde o início da pandemia, os governos distribuíram apoio em grande escala, principalmente na forma de financiamento de dívida para aliviar as restrições de liquidez das PMEs. Embora esse suporte tenha sido necessário para enfrentar a crise de liquidez das PMEs, um grande número de empresas provavelmente terá dificuldade para pagar suas dívidas, especialmente aquelas que continuam a contrair dívidas para sobreviver. A principal lição de política pública é explorar medidas para lidar com a escassez de liquidez e, ao mesmo tempo, não aumentar a alavancagem dos beneficiários. Desenvolver estratégias responsáveis para a saída da crise. Eventualmente, os programas de apoio emergencial às empresas serão finalizados. No entanto, isto precisa ser feito de forma responsável para evitar a falência de negócios viáveis. Governos precisarão criar trilhas que diminuam, de forma gradativa, os programas de apoio, ao mesmo tempo que garantam a sustentabilidade dos negócios. Retomar o processo de Destruição Criativa na economia. Destruição Criativa é um conceito econômico que trata a falência de certas empresas como algo positivo para a evolução do capitalismo. Nesse sentido, medidas protetivas aos negócios e ao emprego, estabelecidas durante a pandemia, devem, gradativamente, ser

10. Digitalização deverá estar ainda mais presente nas políticas públicas. A lacuna entre as grandes corporações e as pequenas empresas aumentou durante a pandemia muito por conta da diferença de maturidade digital entre os dois segmentos. Apesar de muitas PMEs já terem começado o processo de digitalização, ainda é fundamental ter esta temática embarcada nos pacotes de suporte ao empreendedorismo daqui para frente. 11. Resiliência deve ser o objetivo das políticas públicas. Acesso a financiamento, digitalização e capacitação são pontos fundamentais dos programas de suporte ao empreendedorismo. Mas o fim a ser atingido com tais medidas é a resiliência. Este conceito ganhou relevância durante a pandemia e vai continuar em alta, já que continuaremos a lidar com a imprevisibilidade e a volatilidade do mercado por alguns anos. 12. Avaliar o sucesso das medidas de apoio ao empreendedorismo. A pandemia pode ser considerada um “teste de estresse” para as políticas públicas voltadas a PMEs. Ou seja, os resultados obtidos neste período de alta complexidade servem para desenvolver medidas de suporte mais assertivas e eficientes para o período de retomada econômica. 13. Estruturar governança nos órgãos públicos. A agilidade com que medidas de suporte às PMEs foram estabelecidas em alguns países comprova a efetividade da coordenação entre diferentes níveis de governo e órgãos públicos. Neste sentido, a lição é que isso se torne regra, com modelos de governança bem estruturados . 14. Aproximar PMEs da tomada de decisão. A inclusão de PMEs e empreendedores nas consultas sobre políticas de suporte e recuperação econômica é importante para levar em consideração suas perspectivas e particularidades. 15. Monitorar novos desafios e oportunidades. Mesmo mais de um ano depois da pandemia, ainda existem aspectos que podem ser considerados novidades no contexto das pequenas e médias empresas. O contínuo acompanhamento das mudanças econômicas e sociais é essencial para desenvolver programas de suporte efetivos e fomentar o empreendedorismo.


AGILIDADE E EMPATIA: O QUE OS CLIENTES ESPERAM DE UM BOM ATENDIMENTO O isolamento social levou o canal digital para o primeiro lugar na vida dos consumidores. É o que aponta o relatório anual de tendências da experiência do cliente realizado pela Zendesk. O material leva em consideração pesquisas com clientes, agentes, líderes de atendimento ao cliente e compradores de tecnologia. No total, participaram mais de 90 mil empresas em 175 países com presença da companhia. Os dados mostram que 65% dos clientes querem comprar de empresas que ofereçam transações online rápidas e fáceis. A referência, nesse sentido, é a Amazon: 49% dos respondentes deram as melhores notas para o atendimento da empresa. Ao mesmo tempo, os valores que a empresa carrega influencia na escolha dos consumidores. Cerca de 54% dos entrevistados querem comprar de empresas que priorizam a diversidade, a equidade e a inclusão em suas comunidades e locais de trabalho. Quando o assunto é responsabilidade social, o número sobe para 63%. Fora isso, 49% querem que os agentes de atendimento tenham empatia. Compreender esse comportamento é de vital importância para não perder clientes. Até porque a tolerância para experiências negativas é baixa. Na média global, 50% dos clientes afirmam que mudariam para um concorrente caso tivessem uma experiência ruim. No Brasil, esse número sobe para quase 80%, o maior registrado pelo estudo. Entre as gerações, a mais propensa a buscar alternativas caso não goste do atendimento é a Geração X seguida dos Baby Boomers e, por último, as Gerações Y e Z.

No caso de mais de uma experiência negativa, 80% dos respondentes mudariam para um concorrente. No Brasil, o número chega aos 85%. Neste caso, os primeiros a procurar outra alternativa são os Baby Boomers. Enquanto a experiência digital aumentou, o consumidor também esteve mais aberto a novas experiências. Durante a pandemia, 31% dos entrevistados afirmaram que compraram de uma nova empresa e 84% pretende continuar comprando. Para o relacionamento, a premissa é a mesma: 64% dos clientes usaram um novo canal de suporte e 73% planejam continuar usando. Diversos canais digitais foram utilizados pela primeira vez por esse público, como e-mail, formulários de contato e chat. O destaque ficou para as mensagens em texto (via redes sociais ou WhatsApp), canal preferido das gerações Y e Z. A

conveniência fica em evidência e exige manejo das empresas. Posição estratégica A percepção de que a experiência do cliente se tornou um assunto mais importante agora do que um ano atrás ficou em destaque com metade dos respondentes. Em âmbito mundial, o Brasil lidera essa percepção (com quase 80% de concordantes), seguido de México e Índia. Entre os gestores de experiência do cliente, 63% dizem que sua empresa está priorizando o assunto há mais de um ano em seu negócio. O dado pode até ser positivo, mas o estudo mostra que a teoria e a prática ainda estão em conflito. Entre os entrevistados, a maioria dos agentes de atendimento não tem acesso aos tipos mais comuns de dados dos clientes, como histórico de pedidos, status recente do pedido e até mesmo dados pessoais.


controle do valor base para realizar a segmentação dos que participaram. Um dos modos de segmentação é ao u s a r a f e r r a m e n t a Fa c e b o o k Business, o primeiro passo é a opção “Escolha uma origem de Público Personalizado” e marcar “site”. É preciso que o Pixel do Facebook esteja instalado no site.

COMO CRIAR UM PÚBLICO SEMELHANTE QUALIFICADO *Diego Santana é empreendedor especialista em anúncios para ECommerce. Com bacharelado em Administração na Cruzeiro do Sul, atualmente é Gerente de tráfego na Gestor de Performance Pode-se comparar vendas on-line com o ato de criar arte. São tantas possibilidades e cada desafio é uma nova etapa. As situações mais interessantes são quando o cliente pede ajuda para elevar as vendas e é preciso estratégias que funcionem para determinado negócio, seja pela experiência de mercado e cases, seja para tentar caminhos que não se

limitem em investir mais em mídia tradicional e que se mostram importantes e com números expressivos de conversão. Muito além de públicos semelhantes, a base de eventos pode se tornar mais qualificada ao criar um público personalizado, com atributos que possuam aderência ao valor do ticket médio ou maior para conseguir trazer um aprendizado eficiente para as campanhas. A questão é: quando o evento traz um público baseado em valor, no entanto, para mensurar os resultados, a organização consegue um maior e melhor

Após isso, em “evento”, deve-se selecionar o modelo que se adequa aos objetivos pretendidos como o “purchase”, por exemplo, que é o máximo qualificado para criar base de público. Na mesma página, em “refinar”, é preciso clicar em “Valor agregado”. Ao abrir uma nova barra, é necessário escolher “Média de Value maior ou igual” e depois digitar o ticket médio do site. Na próxima etapa, é preciso criar um público lookalike daquele gerado anteriormente, assim a ferramenta vai entender que é necessário trazer pessoas com as qualidades desejadas e um ticket médio maior. Assim, pessoas com gostos e comportamentos em comum podem chegar ao site com maiores chances de conversão. Feito isso, é momento de vender! Fonte:https://cndl.org.br/varejosa/c omo-criar-um-publico-semelhantequalificado/


CONHEÇA OS MEIOS DE PAGAMENTOS MAIS USADOS PELOS BRASILEIROS NA PANDEMIA Os meios de pagamento são tão importantes quanto os produtos e serviços que serão oferecidos pelo negócio. Quanto mais possibilidades de pagamentos sua empresa disponibilizar, maior a quantidade de clientes que poderá atender. Esta variedade é importante, sobretudo, para as lojas virtuais, que não têm limite geográfico para a concorrência. Agora, quais serão os métodos mais utilizados pelos brasileiros? Segundo pesquisa divulgada e realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae, os meios de pagamentos digitais ganharam força durante a pandemia da Covid-19. As modalidades de pagamento mais utilizadas pelos brasileiros são: dinheiro (71%), PIX (70%), cartão de débito (66%) e cartão de crédito (57%). “Os números oficiais sobre o PIX, divulgados pelo Banco Central do Brasil, mostram uma adesão muito rápida a esse meio de pagamento. Segundo a autoridade monetária, o número de usuários que já fizeram ao menos uma transação por PIX está próximo de 80 milhões – vale lembrar que essa novidade ainda não completou nem um ano de operação”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa. De acordo com o levantamento, 83% dos usuários preferem o PIX por sua rapidez e praticidade. Ao serem questionados por qual motivo usam o PIX, 62% responderam que o valor é transferido na hora; a rapidez e praticidade foi mencionada por

57%; e a gratuidade de taxas e tarifas citada por 42%. O PIX é muito usado para a transferência de saldos para amigos e parentes (88%), seguida de pagamento de serviços (40%); de compras pela internet (26%) e de alimentos (18%); restaurantes (17%); e consultas médicas (12%). Confira mais dados da pesquisa Meios de Pagamento, que podem ajudar você a escolher os melhores métodos para o seu negócio: Lojas físicas: nas compras em lojas físicas, os cartões de débito (32%) e crédito (30%) e o dinheiro (25%) são os meios mais utilizados. Essas lojas recebem a maior parte do pagamento à vista (66%). Lojas virtuais: Já o cartão de crédito é o preferido nos pagamentos de compra online (52%), sendo que 53% das vendas são a prazo. Contas de consumo: o dinheiro é o meio mais utilizado para pagamentos de contas de consumo (32%). Pandemia: 67% dos entrevistados relataram mudanças nas formas de pagamento em decorrência da pandemia, sendo que 45% passaram a fazer mais pagamentos de forma online (incluindo transferências e PIX), 23% passaram a utilizar mais o cartão de crédito, 21% passaram a utilizar o cartão de débito e 5% passaram a utilizar mais dinheiro. Para 33%, não houve mudança – nesse caso, podendo haver consumidores que já adotavam práticas que foram recomendadas durante a pandemia.

Carteiras digitais e aproximação: considerando os consumidores que costumam utilizar cartões e carteiras digitais – cartão de crédito, cartão de débito, Paypal, Pag Seguro, Moip, PicPay, Mercado Pago, Samsung Pay, Apple Pay, etc. -, mais da metade (59%) já fez pagamentos por aproximação. A rapidez e a praticidade foi o principal motivo, citado por 53% dos que usaram a tecnologia. A comodidade de não precisar digitar a senha também pesou, mencionada por 39%. O cartão físico foi o principal meio de pagamento por aproximação, citado por 91% dos consumidores que já usaram a tecnologia. Smartphone e smartwatch foram citados por, respectivamente, 18% e 4%. QR Code: 18% dos internautas mencionaram o costume de usar o QR Code para pagamentos. Entre esses consumidores, a rapidez e a praticidade foram os motivos mais apontados para o uso, citadas por 63%; e 31% indicaram a alta aceitação nos estabelecimentos. Entre os que não costumam pagar através de QR Code, 25% acreditam que a maioria dos estabelecimentos ainda não aceita esse tipo de pagamento e 20% têm dificuldades de saber como funciona. Quais as vantagens de cada meio de pagamento Como o levantamento mostra, os meios de pagamento vêm se multiplicando e os consumidores querem que as empresas acompanhem o ritmo das mudanças, facilitando as compras.


ESTRATÉGIAS DE PRODUTOS PARA O SEU E-COMMERCE Sempre avaliamos que, para se destacar no cenário de e-commerce, uma empresa precisa fazer o algo a mais. Vender flores pode ser commoditie, mas vender flores de um jeito que agregue valor é uma arte, não para poucos, mas para quem enxerga isso. Todos os produtos podem ser vendidos de uma forma diferente, que encante o consumidor, pois no fim do dia, seja o produto que for, consumidor sem encantamento é apenas mais uma pessoa que passou pela sua loja e provavelmente nunca mais voltará. Um varejo existe justamente para servir à clientela com qualidade. Caso o consumidor visite o ponto de venda, mas não se depare com o que estava procurando, certamente migrará para a concorrência – ou escolherá o produto da marca concorrente. Com um mix maldefinido, varejo e indústria perdem vendas. Precisa estar, primeiro de tudo, no DNA da empresa fazer diferente. Isso não vem da alta gestão apenas, é preciso que todos sejam ouvidos. É preciso também ter a cabeça aberta para saber que nem todas as ideias vão dar certo, mas ficar parado é muito pior. Vender flores, muitos fazem, mas quais empresas pensaram em agregar outros produtos e criar kits exclusivos para quem compra? Flor é um ato de amor e

carinho, comprada normalmente para celebrar um aniversário, uma conquista, uma data especial, um momento único. Flores e chocolates são uma tradição de décadas, mas será que é apenas com chocolate que flores combinam? O poder de conhecer a fundo o consumidor, e a internet permitiu expandir isso, é fundamental para ampliar a mente e pensar que é possível vender flores com pelúcias, bebidas, semijoias, cesta de café da manhã, bolachas e até brinquedos. E por quê? Bem a pergunta é: e por que não? Julio Ribeiro, um dos maiores publicitários da história da propaganda nacional, fundador de uma das mais tradicionais agência de propaganda, a Talent, dizia que “mais empresas fecharam por não inovar do que as que tentaram inovar”. Julio, que faleceu em 2018, tinha razão. O mix de produto tem tudo a ver com essa frase, pois inovar não é criar o novo iPhone, mas sim fazer algo de uma forma diferente.

O e-commerce, ainda hoje, é uma inovação. Ter um grande leque de opções deve ser o foco das marcas. A teoria da Cauda Longa, de Chris Anderson, mostra que há os produtos hit, os mais buscados, e os de nicho, menos buscados. Entretanto, há sempre alguém que busque o que você vende, claro. Os seus produtos hit, como rosas em uma floricultura, por exemplo, terão mais buscas do que produtos muito segmentados. No marketplace, as marcas poderão ter mais espaço para esse mix variado de produtos, pois há uma grande tendência de, em breve, todas as lojas serem markeplace no Brasil, ampliando o leque de produtos e consequentemente a busca pela sua loja, atingindo quem procura tanto os produtos hit como os de nicho, porém ter algo que diferencie seu site da concorrência é fundamental, por isso é preciso estar sempre atento ao que pode ser oferecido nas lojas.


SETEMBRO AMARELO - MÊS DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO Setembro Amarelo é o mês dedicado à prevenção do suicídio. Trata-se de uma campanha, que teve início no Brasil em 2015, e que visa conscientizar as pessoas sobre o suicídio, bem como evitar o seu acontecimento. É nesse mês que no dia 10 se comemora o dia mundial de prevenção do suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 32 pessoas se suicidam por dia no Brasil, o que significa que o suicídio mata mais brasileiros do que doenças como a AIDS e o câncer. O assunto é envolto em tabus, por isso, a organização da campanha acredita que falar sobre o mesmo é uma forma de entender quem passa por situações que levem a ideias suicidas, podendo ser ajudadas a partir do momento em que as mesmas são identificadas. As situações que levam a esse fim podem surgir de quadros de depressão, bem como do consumo de drogas. Origem do Setembro Amarelo O Setembro Amarelo começou nos EUA, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. Mike era um rapaz muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Por conta disso, ficou conhecido como "Mus-

tang Mike". Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte. No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas. Dentro deles tinha a mensagem "Se você precisar, peça ajuda.". A iniciativa foi o estopim para um movimento importante de prevenção ao suicídio, pois os cartões chegaram realmente às mãos de pessoas que precisavam de apoio. Em consequência dessa triste história, foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio, o laço amarelo. Prevenção As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já pensou em suicídio. Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos suicidas se tornem realidade. A primeira medida preventiva é a educação. Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu,

havia medo de se falar sobre o assunto. De uns tempos para cá, especialmente com o sucesso da campanha Setembro Amarelo, essa barreira foi derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção. Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil. Surge então um outro desafio: falar com responsabilidade, de forma adequada e alinhada ao que recomendam as autoridades de saúde, para que o objetivo de prevenção seja realmente eficaz.. A ajuda pode vir de um amigo, parente, colega de trabalho ou escola, professores, ou alguém que está próximo a quem precisa e também dos voluntários do CVV, que são treinados para conversar com pessoas que estejam passando por alguma dificuldade e que possam pensar em tirar sua vida. Para conversar com um voluntário, basta ligar para o telefone 188, gratuito, que funciona 24 horas. Também é possível mandar um e-mail ou falar pelo chat, que podem ser acessados pelo site www.cvv.org.br. Produzimos alguns vídeos, em parceria com a UNICEF, para divulgarmos a importância da Prevenção. Todos podem utilizá-los!.


OUTUBRO ROSA: ENTENDA A IMPORTÂNCIA DESSA CAMPANHA Outubro rosa é uma campanha que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Essa campanha teve início nos Estados Unidos, em 1990. No Brasil, o movimento começou apenas em 2002. O câncer de mama é um problema de saúde pública mundial, sendo a segunda principal causa de morte em mulheres por câncer no mundo. No Brasil, esse tipo de câncer é o que mais mata. Dentre os sintomas, podemos destacar a presença de nódulos e alterações na pele que recobre as mamas. Esse tipo de câncer apresenta alguns fatores de risco, como idade avançada, história familiar e hábitos de vida. O diag-

nóstico é realizado por meio de exames de ultrassom, mamografia e biópsia. O diagnóstico precoce, obtido por meio de exames de rotina, é a melhor chance de detectar a doença no início com possibilidades mais assertivas de cura. A mamografia, recomendada a partir dos 40 anos para mulheres que não tenham histórico familiar da doença, é o melhor exame para detectar o tumor no estágio inicial. O câncer de mama não é uma doença totalmente prevenível – em função da multiplicidade de fatores relacionados ao seu surgimento e ao fato de que vários deles não são atitudes modificáveis. De modo

geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles que podem ser mudados com a adoção de hábitos saudáveis: • praticar atividade física; • alimentar-se de forma saudável; • manter o peso corporal adequado; • evitar o consumo de bebidas alcoólicas; • evitar o uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal. A mamografia é o principal método diagnóstico para detectar precocemente o câncer de mama. Visite regularmente um médico especialista. O cuidado não pode parar.


VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTAS CRESCEM 1,2% E INDICAM RETOMADA Foi divulgada esta semana, a edição d e s e t e m b r o d o Pa n o r a m a d o Comércio, relatório mensal da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) que compila os principais dados econômicos e sociais relacionados ao comércio. Segundo o relatório, depois do recuo observado em junho de 2021, o comércio voltou a registrar um resultado positivo no mês de julho. O avanço das vendas do varejo foi de 1,2% na comparação com o mês imediatamente anterior, aponta o

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado reforça o cenário de retomada do setor. Num horizonte de tempo maior, isso fica ainda mais evidente: no acumulado de 12 meses, o comércio varejista registra avanço de 5,9%, enquanto o varejo ampliado registra alta de 8,4%. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, em agosto de 2021, a confiança do comércio registrou leve recuo, mas ainda segue acima dos 100 pontos, indicando prevalência do otimismo. O setor segue, adema-

is, abrindo vagas formais de trabalho. O resultado de julho de 2021 foi, segundo o CAGED, recorde neste ano: 74,8 mil vagas foram criadas pelo comércio. Considerando todos os setores da economia, mais de 308 mil vagas foram criadas em julho. No âmbito macroeconômico, o avanço recente da inflação e a queda do PIB do segundo semestre servem de alerta para os riscos ainda presentes no cenário. O Produto Interno Bruto recuou 0,1% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior.


V FÓRUM NACIONAL DO COMÉRCIO RECEBEU MINISTROS, DEPUTADOS, SENADORES E ESPECIALISTAS EM DEBATE SOBRE O VAREJO PÓS-PANDEMIA Evento reuniu em Brasília as principais lideranças do setor de comércio e serviços para discutir os rumos do setor e do Brasil Nos dias 28 e 29 de setembro Brasília abrigou o maior encontro do varejo do Brasil. o V Fórum Nacional do Comércio, organizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) reuniu formadores de opinião, empresários, dirigentes, políticos e especialistas do mercado para debater os desafios e expectativas para o setor no póspandemia. O evento, que é realizado a cada dois anos pela CNDL, deu espaço para autoridades políticas e especialistas do mercado traçarem o cenário que se abre no país com o avanço da vacinação, as pautas em tramitação no Congresso e que ainda serão apresentadas pelo poder Executivo. Com o tema ‘Transformações: política e comércio no póspandemia”, o evento aconteceu em um formato híbrido: online, com transmissão ao vivo nas redes sociais da CNDL; e presencial, para um público restrito, no Ballroom do Hotel Royal Tulip Alvorada, em Brasília (DF), onde foram adotados todos os protocolos de saúde e segurança. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o encontro foi uma oportunidade do setor buscar os caminhos corretos para o novo momento do país. “Acreditamos que estamos em um novo momento. Queremos buscar soluções que agilizem o processo de digitalização do comércio e serviços, alternativas de maior acesso ao crédito para o desenvolvimento do setor e políticas públicas que garantam a adaptação dos pequenos e médios empresários para essa nova realidade”, explica José César. Entre as autoridades e palestrantes convidados, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, a ministra da Secretaria do Governo, Flávia Arruda, o presidente do Sebrae Nacional,

Carlos Melles, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, os deputados Efraim Filho (DEM-PB), presidente da Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCS), e Darci de Mattos (PSD-SC), que foi relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, a deputada Bia Kicis (PLS-DF), que é presidente da CCJ, o senador Roberto Rocha, relator da Reforma Tributária no Senado, a PEC 110/19, entre outros representantes do governo federal. O evento contou ainda com a VP de Marketing Global e Inovação da Alpargatas, Fernanda Romano; a CEO do Radar Governamental, Juliana Celuppi; a presidente da Abrig, Carolina Venuto; a presidente do IRELGOV, Suelma Rosa; o especialista em Varejo Marcos Gouvêa, o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzar


SISTEMA CNDL SUGERE ALTERAÇÃO NA LEI QUE DETERMINA TELETRABALHO PARA GESTANTES Lei que permite afastamento das gestantes durante a pandemia pode gerar revés para mulheres no mercado de trabalho *Especial para a Varejo SA “A lei pode acabar gerando um problema social grave de insegurança para as mulheres no país”, avalia Frank Sinatra A recente promulgação da Lei 14.151/21 – que trata do afastamento das gestantes das atividades de trabalho presencial durante a emergência de saúde pública de Covid-19 –, além de ter gerado dúvidas e preocupação para muitos empregadores, lançou foco sobre um possível revés para a situação das mulheres no mercado de trabalho. De acordo com o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra, a Lei não contemplou nenhuma contrapartida viável para os empregadores. Setores empresariais como o comércio, por exemplo, que já vêm amargando sérios prejuízos com a pandemia, nem sempre terão condições de adotar as medidas previstas na legislação. “O teletrabalho não se aplica a qualquer cargo e profissão e, nesse sentido, a Lei não estipula nenhuma compensação para os empregadores, que simplesment e t êm que arc ar sozinhos com o ônus. Isso pode acabar gerando um problema social grave de insegurança para as mulheres no país, refletindo em perda de espaço no mercado de trabalho”, observa Sinatra. Dessa forma, a FCDL-MG e a CNDL entendem como urgente a alteração

da Lei, sobretudo que viabilize uma contrapartida por parte do Governo, de modo que o ônus imposto pela legislação não recaia totalmente sobre o empregador. O afastamento poderia se aplicar nos casos em que a atividade seja compatível com o trabalho remoto. Na impossibilidade de teletrabalho, o empregador proporcionará à funcionária um ambiente seguro, seguindo todos os protocolos sanitários exigidos, assim como já vem sendo praticado.

Medidas provisórias 1045 e 1046 podem se aplicar às gestantes? Publicadas no dia 27 de abril deste ano, as medidas provisórias nº 1.045 e 1.046 restituíram diversas ações para combater os impactos da pandemia no setor trabalhista. A primeira delas (MP 1.045) recria o Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda, permitindo novamente que os empregadores reduzam a jornada

de trabalho e o salário de seus funcionários, ou mesmo que suspenda o contrato, pelo período máximo de 120 (cento e vinte) dias. Segundo a assessora jurídica da FCDL-MG, Sara Sato, há entendimentos de que a suspensão do contrato poderia ser aplicada às empregadas gestantes. Contudo, deve haver consentimento da trabalhadora e a remuneração deve ser garantida. Existe ainda a possibilidade de antecipação de férias, prevista na MP 1.046. As férias podem ser concedidas mesmo àquelas empregadas que ainda não completaram o período aquisitivo, desde que avisadas com dois dias de antecedência. Esta medida não depende de concordância da empregada. Importante: nos dois dias que antecedem as férias, a funcionária deve permanecer em casa. Uma terceira medida seria o afastamento previdenciário das gestantes de atividades insalubres, previsto no § 3º, do art. 394-A, da CLT.


O dispositivo diz que quando não for possível o afastamento da gestante de trabalho em local insalubre, a gravidez será considerada de risco, o que ensejará afastamento e a percepção de salário-maternidade pelo INSS.

Entenda os impactos da Lei 14.151/21 para o empregador • O primeiro ponto a ser observado é que a empregada gestante deverá ser afastada do trabalho presencial durante o período de emergência em saúde pública. Portanto, a primeira medida a ser tomada pelo empregador, independentemente de qualquer outra, é o imediato afastamento da gestante do trabalho presencial; • O direito ao afastamento da gestante é irrenunciável. Desta forma, não cabe nenhum ajuste para que a empregada permaneça trabalhando presencialmente, mesmo que seja sua vontade expressa; • Outra questão importante é o fato de que a empregada deve permanecer à disposição em seu domicílio, em regime de teletrabalho; • Nos casos em que o trabalho remoto não seja possível, a empregada deve permanecer em sua residência, ainda que não desempenhe qualquer função; • Finalmente, a questão da remuneração. O empregador deve garantir à funcionária gestante afastada a integralidade de sua remuneração, incluindo salários e comissões. A ressalva é quanto aos chamados salários condição (insalubridade, periculosidade, adicional noturno). Estes podem ser suprimidos durante o período de afastamento; • Vale transporte e vale alimentação: durante o período de afastamento, o auxílio concedido a título de vale transporte ou qualquer outra que indenize o deslocamento da funcionária poderá ser suspenso. No entanto, o vale

alimentação é devido por dia efetivamente trabalhado. Mesmo permanecendo em seu domicílio, a gestante ficará à disposição do empregador, inclusive nos casos em que não desempenhe qualquer atividade. Desta forma, recomenda-se o pagamento do auxílio alimentação, com a suspensão do pagamento do vale transporte ou verba correspondente (auxílio combustível, por exemplo).

Projeto disciplina afastamento de empregadas grávidas do trabalho Se não for possível o trabalho a distância, contrato poderá ser suspenso temporariamente, com garantia de benefícios

poderá suspender temporariamente o contrato de trabalho da grávida, que passará a receber o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (Bem). Previsto na Medida Provisória 1045/21, o benefício é uma complementação do salário, pago pelo governo, baseado no valor do seguro-desemprego que a empregada teria direito se demitida. O projeto estabelece ainda que o empregador poderá adotar, para a gestante afastada, outras medidas trabalhistas previstas na MP 1046/21. Entre eles, antecipação de férias, banco de horas e adiamento do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Fonte: Agência Câmara de Notícias O Projeto de Lei 2058/21 institui regras para o teletrabalho de empregadas gestantes afastadas do serviço presencial em decorrência da pandemia de Covid-19. O texto tramita na Câmara dos Deputados. A proposta é do deputado Tiago Dimas (Solidariedade-TO) e altera a lei que garantiu o trabalho remoto para as gestantes durante o período de emergência de saúde pública (Lei 14.151/21). Para Dimas, o afastamento precisa ser disciplinado para evitar que o ônus da medida recaia apenas sobre o empregador e também para evitar a não contratação de mulheres.

Benefício Pelo projeto, as empregadas afastadas ficarão à disposição para exercer as atividades em casa, por meio de teletrabalho ou outra forma de trabalho a distância. Gestantes vacinadas contra a Covid-19 não terão direito ao trabalho remoto. Caso a função não possa ser exercida remotamente, o empregador

Tramitação O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Agência Câmara de Notícias

Aprovada urgência para projeto que regulamenta teletrabalho de gestantes A Câmara dos Deputados aprovou em 15 de julho o regime de urgência para o Projeto de Lei 2058/21, que disciplina as atividades de teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho a distância de empregadas gestantes. O projeto foi apresentado pelo deputado Tiago Dimas (Solidariedade-TO) e muda a Lei 14.151/21. Com o regime de urgência, o texto pode ser votado nas próximas sessões do Plenário. Fonte: Agência Câmara de Notícias


PORQUE SER UM ASSOCIADO CDL É VANTAJOSO PARA A SUA EMPRESA: • Representação dos interesses dos lojistas diante do poder público. • Assessoria Jurídica, acompanhamento de processos trabalhistas e consultas jurídicas nas áreas: trabalhista, cível e defesa do consumidor. • Acesso exclusivo aos produtos SPC, você tem maior controle nas compras em cartão de crédito, garante o armazenamento e emissão de notas fiscais eletrônicas e a segurança do ressarcimento, garantido pela CDL, para os cheques sem fundo. • Disponibilização de ferramentas que melhoram o desempenho em vendas com a análise de crédito de seus clientes, realizando operações com maior segurança, diminuindo o índice de inadimplência e fidelizando consumidores. Além da participação em eventos promocionais para aquecer as vendas. • Administração e a legalização do estagiário na empresa, visando garantir os aspectos legais e técnicos do programa de estágio. • Participação de campanhas de valorização do comércio.

• Organização e realização de cursos, palestras, treinamentos em áreas importantes para o comércio. • Proteção do CNPJ do seu negócio contra fraudes. Oferece monitoramento 24 horas por dia em qualquer alteração realizada no seu CNPJ com alerta via e-mail e SMS, evitando constrangimentos diante de fornecedores, clientes e parceiros. • Diminuição da inadimplência com a inclusão de dados do inadimplente ao sistema SPC, com envio de notificação e recuperação de crédito. • Com a Certificação Digital, você pode assinar documentos com a mesma validade da assinatura manuscrita. Ou seja, mais segurança

na troca eletrônica de documentos com garantia jurídica, reduzindo custos operacionais e evitando perdas de informações importantes. • Utilização de ferramentas adequadas que permitem o associado ter acesso a dados exclusivos sobre o mercado, antecipando ações estratégicas para conquistar novos clientes e alavancar as suas vendas. É possível identificar e localizar potenciais clientes através do CPF, CNPJ, razão social e telefone. A CDL tem a resposta que você precisa para o seu negócio, seja ele micro, pequeno ou grande. SEJA UM ASSOCIADO CDL MONTES CLAROS


NÃO FIQUE DE OLHO NO RETROVISOR Você já reparou por que o para-brisa do carro é grande, enquanto o retrovisor é pequeno? Há uma resposta lógica para isso, mas há também uma resposta filosófica. A lógica é por uma questão simples de segurança, pois aquele que está dirigindo precisa ter uma visão ampla do que está à sua frente. Assim, evita e prevê situações de risco que podem levar a prejuízos ou tragédias. O retrovisor pouco se olha, mas também é importante porque nos dá clareza do que já vivenciamos e passamos. Então, o para-brisa está para o futuro enquanto o retrovisor para o passado. Entretanto, não poucos de nós tem o hábito de vivermos com os olhos voltados para o passado e, com isso, perdemos a oportunidade de vivenciarmos o presente e vislumbrarmos o futuro. Há cerca de pouco mais de um ano e meio atrás vivemos um dos piores momentos da economia em nosso país. O mundo era assolado pela chegada de um inimigo desconhecido e comum e que, em poucas semanas, as avalanches de notícias pessimistas varreram o noticiário. A tragédia provocada por um vírus desconhecido e letal trouxe o medo, a ansiedade e a paralisia que refletiram de imediato em um dos setores mais ativos da nossa economia: o comércio. O comércio, como um todo, viu-se em meio a uma crise sanitária que

impediu o funcionamento da maioria dos estabelecimentos, trazendo forte impacto negativo nas vendas, o que gerou resultados desastrosos e tamanha insegurança a ponto de não termos muitas perspectivas para continuarmos olhando para o parabrisa a nossa frente. Com o passar dos dias o pessimismo se tornou geral e, aquilo que inicialmente parecia passageiro, se firmou por meses e muitos acreditavam que logo chegaríamos ao fundo do poço. Foram dias difíceis, disso ninguém duvida. Porém hoje, o horizonte que se abre é extremamente otimista. As pesquisas realizadas pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com o SEBRAE apontam perspectivas bastante positivas onde se estima que aproximadamente cerca de 105 mil novas vagas de emprego serão abertas até o final deste ano. São índices que se aproximam a 2019, período pré-pandemia. O avanço da vacinação, o pleno funcionamento do comércio, a economia se estabilizando, a demanda reprimida de consumo somada a retomada dos serviços são fatores que têm provocado acentuado otimismo trazendo esperança para os empresários e a clara oportunidade de trabalho para aqueles que se encontram desempregados ou que buscam uma melhor readequação no emprego.

É verdade que o setor ainda se recupera das consequências de um ano difícil, mas eis que surge um horizonte promissor e animador e que traz um alento positivo diante de tantas notícias negativas que pairavam sobre o setor. Portanto é hora de pararmos de olhar apenas para o retrovisor. Não devemos desprezá-lo, mas apenas considerá-lo para que compreendamos melhor o presente. Filosoficamente falando, o retrovisor é referência, mas não é direção. O para-brisa à nossa frente continua grande e transparente e devemos manter os olhos fixos nele e aproveitarmos as grandes e boas oportunidades que certamente virão. Alexander Sousa Silva Assessor Jurídico - CDL Montes Claros


to da compra pode ser importante para o orçamento em um momento em que o desemprego segue elevado e o consumidor deve evitar compromissos financeiros de longo prazo”, afirma. A data representa a última festa comemorativa antes do Natal e, por isso, dá ao mercado de consumo as primeiras impressões de como será o desempenho das vendas no final do ano.

DIAS DAS CRIANÇAS 72% dos consumidores planejam ir às compras no Dia das Crianças; data deve movimentar R$ 10,93 bilhões no varejo, apontam CNDL/SPC Brasil A expectativa de consumo para o Dia das Crianças deste ano reforça a tendência de uma recuperação gradual do varejo. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais aponta que 72% dos brasileiros devem ir às compras no Dia das Crianças. A expectativa é de que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,93 bilhões. Se por um lado, a alta intenção de presentear anima o mercado varejista, por outro, a expectativa de gasto do consumidor é cautelosa. De acordo com o levantamento, entre os entrevistados que vão comprar presentes, mais de um terço (36%) pretende gastar o mesmo valor que no ano passado e 31% têm a intenção de gastar menos. Já 23% pretendem gastar mais do que no Dia das Crianças de 2020. Em média, os consumidores pretendem comprar 2,19 presentes (número que aumenta entre as mulheres). No total, o consumidor deve desembolsar R$ 200 com os presentes. A maioria pagará os produtos à vista (82%) e 38% planejam pagar parcelado. As principais formas de pagamento serão: dinheiro (45%), cartão de débito (38%) e cartão de crédito parcelado (36%). Entre os que irão dividir o pagamento das compras, o número médio de parcelas será de 4 prestações. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, “o pagamento integral no momen-

“Há muitas expectativas em relação ao Dia das Crianças, porque pode sinalizar um Natal com crescimento nas vendas. A retomada das atividades e o avanço da vacinação dão esperança ao setor, que conta com o aumento das vendas para compensar as perdas dos últimos dois anos causadas pela pandemia”, explica o presidente da CNDL. Economizar é razão para 33% dos que vão frear gastos na data De acordo com a pesquisa, as dificuldades impostas pela crise são as principais razões para aqueles que se planejam para gastar menos. Entre os que pretendem gastar menos este ano, 33% pretendem economizar, 29% estão com o orçamento apertado, e 18% citam as dificuldades do cenário econômico, como a inflação elevada e economia instável. A pesquisa aponta ainda que entre os que não pretendem dar presentes, 34% não possuem crianças na família ou no círculo de amigos que queiram presentear, 18% vão priorizar o pagamento de dívidas, e outros 18% não têm o costume. 71% consideram que os produtos estão mais caros este ano se comparados ao ano passado. Já entre os que vão deixar de presentear porque estão sem dinheiro, desempregados ou não vão encontrar o filho, 74% citam a influência dos impactos da pandemia do coronavírus. “A alta da inflação e o grande número de desempregados no país contribuem para a sensação de insegurança e cautela por boa parte dos consumidores, por isso o varejista deve investir em promoções, kits e propostas de presentes mais baratos para aproveitar a data e impulsionar as vendas”, destaca Costa. Dentre a parcela minoritária de entrevistados que irá gastar mais (23%), as principais razões são: o desejo de comprar um presente melhor este ano (44%), o aumento dos preços dos produtos (35%) e a intenção de comprar mais presentes (29%). Bonecas, roupas e jogos serão os

presentes mais procurados. Internet será o principal local de compra De acordo com os consumidores entrevistados, os presentes mais procurados são: bonecas/bonecos (41%), roupas e/ou c a l ç a d o s ( 3 5 % ) , j o g o s d e t a b u l e iro/educativos (32%) e avião/carrinho de brinquedo (20%). Pelo segundo ano consecutivo da pesquisa, a internet será o principal local de compras (37%), seguida pelo shopping center (33%) e lojas de rua/bairro (23%). Entre os que realizarão as compras pela internet, 79% devem utilizar os sites, 70% os aplicativos e 20% o Instagram. O levantamento aponta ainda que os fatores que mais influenciam os consumidores na escolha do estabelecimento que pretendem comprar são: preço (69%), localização (46%), e diversidade de produtos (43%). Já os principais fatores considerados na hora da compra do(s) presente(s) são: qualidade do presente (25%), o preço (18%), as promoções e descontos (16%) e o desejo do presenteado (16%). “O crescimento das vendas online é uma realidade e o varejo precisa se adaptar. Quem não tem um site, pode utilizar as redes sociais e o WhatsApp para atender o seu público. Estratégias multicanais de vendas são cada vez mais necessárias e o empresário não pode perder a oportunidade da data, que é sempre um importante momento de vendas para o setor”, acrescenta José César da Costa. 33% dos consumidores pretendem comprar mesmo com contas em atraso A pesquisa revela ainda que muitos dos compradores estão com orçamento apertado. De acordo com os entrevistados, 24% costumam gastar mais do que podem com as compras do Dia das Crianças. Entre os que vão presentear nesta data, 7% pretendem deixar de pagar alguma conta para comprar o(s) presente(s) e 33% estão atualmente com alguma conta em atraso, sendo que 63% destes estão com o nome sujo. Ainda que esse comportamento impulsivo seja bastante presente, a maioria (79%) pretende fazer pesquisa de preço antes de comprar o(s) presente(s). O principal local de pesquisa será a internet (76%), sobretudo os sites/aplicativos (65%), enquanto 70% farão pesquisa de preço offline, principalmente em lojas de shopping (41%) e lojas de rua (40%).

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CDL Setembro e Outubro 2021  

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