Issuu on Google+

BackPackers Edição Especial - R$ 5,90

conheça

Machu Picchu e volte outro

Guia de viagem super prático !!! se hospede em Cuzco... caminhe na trilha inca... e conheça o famoso Trem da

15

morte

dicas super acessórios

que não poderão faltar em sua mochila

Viajaremos pelo tempo e descobriremos juntos tudo sobre a famosa civilização inca. Desde o auge até a queda desse magnífico império.

google earth possibilita a vista de machu picchu por fotos de satélite!


CHECK-IN

Escolha sua mochila

Conheça todos os tipos de mochilas cargueiras existentes hoje no mercado.

Acessórios

Nós lembramos de todos os acessórios importantes aqui para você não esqueceder de nada na sua hora de embarque!

Machu Picchu Primórdios Auge do Império Declínio da Civilização

Guia de Viagem

Fique ligado em todas as nossas dicas e otimize sua viagem aos Andes. Escolha as melhores rotas e conheça os costumes da região.

Entrevista

Monique Brasil a mochileira do ano! Visitou mais de dez países e nos contou em detalhes as experiências que obteve em cada uma dessas viagens . Expediente

Esta publicação experimental é resultado de um projeto do trabalho interdisciplinar das matérias de Design Gráfico, Pesquisa em Publicidade, Fotografia, Tratamento Digital de Imagens, Redação e Linguagem Publicitária e Arte e Editorial, do segundo semestre do curso de Tecnologia em Produção Publicitária das Faculdades Integradas - UNICESP. UNICESP - Instituto Científico de Ensino Superior e Pesquisa QE 11 Área especial C/D Guará I-DF CEP 710206-21 Redator/Esditor: Francisco Brasil


Como escolher a sua mochila? Qual a capacidade deve ter minha mochila para viagens de fim de semana? E para um trekking na montanha ou Caminho de Santiago de Compostela? Seria grande, pequena ou média?

?

?

?

Com ou sem compartimentos? Com portagarrafinha, local para guardar o sistema de hidratação ou fitas externas para prender casaco e capa de chuva?

Ficou difícil, não? Calma, essas são algumas questões que surgem quando vamos comprar uma mochila. O principal é saber qual será o uso da mochila para depois entender o que cabe dentro do modelo. Em atividades como trekking, por exemplo, em que a pessoa carrega dia após dia o peso da mochila em suas costas, o peso da mochila não deve ultrapassar mais de 15% de seu peso corporal. Este é um dos motivos porque primeiro analisamos o uso e depois o que colocamos dentro. Outras características não menos importantes são o uso de portagarrafinhas laterais, de barrigueiras com bolsos, local interno para acomodar o sistema de hidratação, fitas compressoras, entre outros. Deve-se pensar o que faz diferença para você durante uma caminhada de um dia, uma travessia de uma semana ou mesmo durante o dia em um centro urbano. Seria um porta-garrafinha para água? Ou uma barrigueira que tivesse bolso para guardar chaves? Esses detalhes fazem diferença quando você precisa de acessos rápidos ou divisórias internas para guardar um saco de dormir, por exemplo.

Tamanho da mochila O tamanho das mochilas é indicado pela capacidade em litros: Passeio de um dia pela Patagônia com uma mochila de 30 litros. Foto: Bia Boucinhas

10 a 25 litros - mochilas peque-

nas, para atividades de um dia, uso diário ou para ir na escola, faculdade e ao trabalho.

30 a 45 litros - mochilas médias, Mochila cargueira grande é ideal para grandes expedições. Foto: Louise Chin/ Lost Art

para viagens de fim de semana ou para atividades esportivas que exigem quantidade média de equipamentos.

50 a 90 litros - mochilas cargueiras, para grandes viagens ou atividades com transporte de equipamentos em quantidade.

Fique atento: mochilas grandes Mochila de ataque média para um dia de barco no Vietnã. Foto: Ana Elisa Salvatore. Embaixo, a equipe Lobo da Curtlo.

demais para pouca carga ou mochilas pequenas para cargas em excesso podem comprometer seu conforto. Pense sempre qual será o uso para não ficar descontente com o tamanho. obs: Todas as ilustrações de mochilas e alguns acessórios são pertencentes a Curtlo.


Capacidade : 10 litros Tecido: Cordura 500D Características: Hidratação / Barrigueira destacável / Porta capacete. Indicação de uso: Corrida de aventura / Hiking / Escalada / Bike / Uso diário

Capacidade: 35 litros Tecido: Cordura 500D Características: Porta chaves / Hidratação / Porta Capacete . Indicação de uso: Trekking / Hiking / Escalada.

Capacidade: 45 + 15 litros Tecido: Velox Cordura Características: Porta chaves Indicação de uso: Trekking e Viagem

Kit S.O.S

Capacidade: 60 + 15 litros

Capacidade: 75 + 15 litros

Tecido: Velox Cordura

Tecido: Velox Cordura

Características: Porta chaves / Porta bastão / Porta piqueta / Costado CFS

Caracteríscticas: Porta chaves/Porta bastão/ Porta piqueta/Costado CFS

Indicação de uso: Trekking e Viagem

Indiação de uso: Trekking e Viagem

Mesh Organizer Desenvolvido para transportar roupas dentro da mochila ou mala, de maneira prática e com mínimo peso, em dois tamanhos: um para roupas intimas e meias e outro maior para camisas ou camisetas.


Câmera digital

Bolsa para dinheiro e documentos

Óculos

Laterna

Canivete multifunções

Bússula

Isolante Térmico com capa

Pochete

Reservatório de Água

Barraca Boné

Garrafa d’água

Chapéu Frontier

Blusa e Calça Térmica Fogareiro


Machu Picchu Machu Picchu, em quíchua Machu Pikchu, “velha montanha”, também chamada “cidade perdida dos Incas”, é uma cidade pré-colombiana ainda muito bem conservada, devido est ar localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Essa cidade foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti (governante do Império Inca e seu primeiro imperador, entre os anos de 1438 e 1471). O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, devido à sua original localização, características geológicas e também devido à sua descoberta tardia em 1911.

Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores e com encaixes com pouco espaço entre as rochas. Existe duas enormes áreas: a agrícola, formada por terraços e recintos aonde amarzenavam os alimentos; e a outra urbana, onde se destaca a zona sagrada com vários templos e maosoléus reais.

Machu Picchu foi classificado como Patrimônio mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido ao turismo desenfreado por ser um dos pontos históricos mais visitados do Mundo.

Como de costume dos Incas, essas grandes escadarias foram construídas por toda parte, pois propiciavam uma irrigação homogênia em suas lavouras, otimizando a colheita.


culo XV sob Pachacuti. Entre as suas realizações culturais está a arquitetura, a construção de estradas, pontes e engenhosos sistemas de irrigação.

Expansão do Império

Existem diversas teorias sobre a real função da cidade, porém a mais aceita acadêmicamente afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca, no caso de ataque. Em 7 de Julho desse ano, em Lisboa, no estádio da Luz, o monumento foi eleito e considerado oficialmente como uma das 7 maravilhas do Mundo.O império Inca se estendeu em sua totalidade da Colombia ao Chile e teve seu centro no Peru. Local que é hoje visitado por viajantes de todas as partes do mundo e faz parte do imaginário dos backpackers (mochileiros) brasileiros. Os mais experientes já deram suas mochiladas por Machu Picchu; os de primeira viagem estão planejando sua ida à talvez mais visitada rota na América do Sul.

nas guerras, para o transporte de bens e outros propósitos. Esta troca de populações (manay) acabou promovendo a troca de informações e propagação da cultura Inca. Todo o Império Inca foi unido por excelentes estradas e pontes.

O imperador Pachacuti foi o homem mais poderoso da antiga América já que enviou várias expedições para conquista de terras. Quando os oponentes se rendiam eram bem tratados mas quando resistiam havia pouca clemência. Com as conquistas, Pachacuti acrescentava não apenas mais terras ao seu domínio como guerreiros sob seu comando.

Sendo talentoso diplomata, antes das invasões, Pachacuti enviava mensageiros para expor as vantagens de os povos conquistados se unirem pacificamente ao império Inca. O acordo proposto era de que, se os dominados cedessem suas terras, manteriam um controle local exercido pelos dignatários locais que seriam tratados como nobres do Império e os seus filhos seriam educados em troca da integração ao Império e plena obediência ao Inca. Os incas tinham um exército muito bem treinado e organizado. Quando os incas conquistavam um lugar, o povo era submetido a tributação pela qual prestavam serviços designados pelos conquistadores. Os incas encorajavam as pessoas a se juntarem ao Império e quando isto ocorria eram sempre bem tratadas. Serviços postais eram então estabelecidos por mensageiros (chasquis) que entregavam mensagens oficiais entre as maiores cidades. Notícias também eram veiculadas pelo sistema Chasqui na velocidade de 125 milhas por dia. Os incas As origens do Império Inca também promoviam a mudança de Os incas expandiram o seu contropopulações conquistadas como lo a quase toda região dos Andes, parte da criação a “Rodovia Inca”, na América do Sul. A civilização que foi idealizada para ser usada inca alcançou o seu apogeu no sé-

Conquista

Atahualpa estava em viagem quando Francisco Pizarro e seus homens encontraram o seu acampamento. Pizarro enviou um mesageiro a Atahualpa perguntando se podiam se reunir. Atahualpa concordou e se dirigiu ao local onde supostamente iriam conversar e quando lá chegou, o local parecia deserto. Um homem de Pizarro, Vicente de Valverde interpelou Atahualpa para que ele e todos os incas se convertessem ao cristianismo, e se ele recusasse, seria considerado um inimigo da Igreja e de Espanha. Como era esperado, Atahualpa discordou, o que foi considerado razão suficiente para que Francisco Pizarro atacasse os incas. O exército espanhol abriu fogo e matou os soldados da comitiva de Atahualpa e, embora pretendesse matar o Inca, aprisionou-o, pois tinha planos próprios. Uma vez feito prisioneiro, Atahualpa não foi maltratado pelos espanhóis, que permitiram que ele ficasse em contacto com seu séquito. O imperador inca, que queria libertar-se, fez um acordo com Pizarro. Concordou em encher um


Francisco Pizarro. quarto com peças de ouro e outro um com peças de prata em troca da sua liberdade. Pizzaro não pretendia libertar Atahualpa mesmo depois de pago o resgate porque necessitava de sua influência naquele momento para manter a ordem e não provocar uma reação maior dos incas que acabavam de tomar conhecimento dos espanhóis. Além disto, Huáscar ainda estava vivo e Atahualpa, percebendo que ele poderia representar um governo fantoche mais conveniente para a dominação por Pizarro, ordenou a execução de Huáscar. Com isto, Pizarro sentiu a frustração de seus planos e acusou Atahualpa de doze crimes, sendo os principais o assassínio de Huáscar, prática de idolatria e conspiração contra o Reino de Espanha, sendo julgado

culpado por todos os crimes condenado a morrer queimado. Já era noite alta quando Francisco Pizarro decidiu executar Atahualpa. Depois de ser conduzido ao lugar da execução, Atahualpa implorou pela sua vida. Valverde, o padre que havia presidido o processo propôs que, se Atahualpa se convertesse ao cristianismo, reduziria a sentença condenatória. Atahualpa concordou em ser batizado e, em vez de ser queimado na fogueira, foi morto por estrangulamento no dia 29 de agosto de 1533. Com a sua morte também acabava a “existência independente de uma raça nobre”. A morte de Atahualpa foi o começo do fim do Império Inca.A instabilidade ocorreu rapidamente. Francisco Pizarro nomeou Toparca, um irmão de Atahualpa, como regente fantoche até a sua inesperada morte. A organização inca então se esfacelou. Remotas partes do império se rebelaram e nalguns casos formavam alianças com os espanhóis para combater os incas resistentes. As terras e culturas foram negligenciadas e os incas experimentaram uma escassez de alimentos que jamais tinham conhecido. Agora os incas já haviam aprendido com os espanhóis, o valor do ouro e da prata e a utilidade que antes desconheciam e passaram a pilhar, saquear e ocultar tais símbolos de

riqueza e poder. A proliferação de doenças comuns da Europa para as quais os incas não tinham defesa se disseminaram e fizeram o seu papel no morticínio de centenas de milhares de pessoas. O ouro e a prata tão ambicionados por Pizarro e os seus homens estava em todo o lugar e nas mãos de muitas pessoas, subvertendo a economia com a enorme inflação. Um bom cavalo passou a custar $7000 até que, por fim, os grãos e gêneros alimentícios acabaram mais valiosos que o precioso ouro dos espanhóis. A grande civilização inca, tal como conhecida, já não existia. Após a conquista espanhola O Império Inca foi derrubado por menos de duzentos homens e vinte e sete cavalos. Pizarro e os espanhóis que o seguiram oprimiram os incas tanto material como culturalmente, não apenas explorando-os pelo sistema de trabalho de “mitas” para extração da prata potosí, como reprimindo as suas antigas tradições e conhecimentos. No que se refere à agricultura, por exemplo, o abandono da avançada técnica agrícola inca acabou instalando uma persistente era de escassez de alimentos na região. Uma parte da herança cultural foi mantida, tratando-se das línguas quíchua e aimará, isto porque a Igreja Católica escolheu estas línguas nativas como veículo da evangelização dos incas, daí passarem a escrevê-las com caracteres latinos e ensiná-las como jamais ocorrera no Império Inca, fixando-as como as línguas mais faladas entre as dos ameríndios. Mais tarde, a exploração opressiva foi objeto de uma rebelião cujo líder Tupac Amaru considerado o último inca, acabou inspirando o nome do movimento revolucionário peruano do século XX, o MRTA, e o movimento uruguaio dos Tupamaros. .


Guia Machu Picchu Quanto custa uma viagem de 15 dias para MachuPicchu ? Orçamento sugeridos para esta viagem por pessoa: Orçamento econômico por terra: US$ 400 Orçamento médio por terra: US$ 500 a U$ 600 Orçamento aliviado por terra: US$ 700 ou mais. Orçamento com aéreo ida e volta não

Documentos exigidos -Passaporte. -Comprovante de vacina contra a febre amarela (pode tomar em qualquer aeroporto internacional - não se esqueça de pedir o comprovante internacional).

Localização da cidade Localizada no sudoeste do Peru (a 112Km a noroeste da cidade de Cuzco). São cerca de 3:30h em trem de Cuzco a Águas Calientes, daí mais 8km até Machu Picchu.

Não é exigido visto para brasileiros.

sairá por menos de US$ 1.100

Chegando em Cuzco Na viagem tradicional não pode faltar o boliviano Trem da Morte. Chegando em Corumbá (MS), o mochileiro segue até Puerto Quijarro para tomar o trem para Santa Cruz de la Sierra. De lá pode partir para La Paz e pegar um avião para Lima

(capital peruana) ou seguir rumo à Copacabana (na Bolívia), localizada na margem oriental do Lago Titicaca. Do outro lado está a peruana Puno de onde é possível seguir para Cuzco e Machu Picchu.

Trem da Morte Caso você nunca tenha viajado, nem nunca viajaria em um trem de subúrbio, o Trem da Morte não é para você, caso contrário vá sem medo e aprecie as maravilhosas paisagens. Os cuidados dentro do trem serão os mesmos usados nas viagens de qualquer trem de subúrbio. Guardar o dinheiro o mais rente possível do corpo, não dormir ou caso esteja com duas ou mais pessoas, alternar o


tempo de sono com a vigília das bagagens e evitar os alimentos oferecidos dentro do trem, você não quer passar mal dentro do trem. Pois os vendedores são uma atração a parte, te oferecerão de tudo. Nada industrializado, tudo é de fabricação caseira. O trem parte do vilarejo de Quijarro (fronteira Brasil / Bolivia) e vai até a Santa Cruz de la Sierra(Bolivia). Para saber preço e horário é só conferir o site da empresa Companhia Oriental, responsável pela linha.

Pago para visitar a cidade? Sim, por incrível que pareça. Valor de US$ 20, lembrem-se os estudantes pagam meia (mas mostre a carteirinha de identificação).

Clima e temperatura O clima da região é semiseco e frio. Chuvoso durante o verão (dezembro a março) Ensolarado entre maio e setembro, porém não são raros dias de chuviscos. Temperatura: Máxima : 27 graus Mínima : 11 graus (já houve casos em chegar a 4 graus centígrados)

www.fcosa.com/tarifas.htm

Curiosidades Diz à lenda que a capital do Império Inca, Cuzco, foi fundada por Manco Cápac y Mama Ocllo, filhos do deus Sol, que sairam do Lago Titicaca com a missão de buscar um lugar que fosse o centro de um grande reinado. Já sobre Machu Picchu, numa visão menos “lúdica”, há suposições de que tenha sido criada para conquistar a floresta ou proteger o império de quem viesse dela, isso no século XV e sua construção se atribui ao inca Pachacutec. Em 1911 (d.C) o professor americano Hiram Bingham descobriu a maravilha peruana.

Onde se hospedar em Cuzco? O albergue mais barato com uma reserva para uma semana, o total fica US$ 28 e a reserva sai por apenas US$ 2,80 + a taxa de reserva de US$2, total US$ 4,80 para ficar despreocupado com hospedagem em . Site: www.reservations.bookhostels.com/mochilabrasil.com.br

Livros a respeito Machu Picchu Na Trilha da Aventura Autor: Sérgio Motta Editora: Ediouro www.sergiomotta.com.br Guia Criativo para o viajante independente na América do Sul. www.oviajante.com.br


Monique Brasil Idade: 23 anos. Graduação: Ciência Política-UnB Profissão: Servidora Pública. Perfil: Se considera uma mulher independente, aventureira e cidadã do mundo. Viajou para mais de 10 países diferentes e possui todas as dicas que necessitamos antes da nossa primeira viagem!

Monique, porque você acabei indo meio que sem querer, sem decidiu se tornar mo- conhecer praticamente ninguém dos meus companheiros. Mesmo assim, chileira? Porque é a forma mais fácil e barata de viajar e conhecer o mundo. Além da total liberdade de construir o seu roteiro, escolher a hospedagem, decidir o tempo de estada em cada lugar. Tudo isso e muito mais apenas de acordo com sua preferência. Ser mochileira representa ser livre!

ela foi maravilhosa. Já na minha última conquista, pois é assim que eu vejo uma viagem como essa, fui a Europa com 2 primas e 1 amiga. Conhecemos 10 paises (Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha, Suíça, Itália e Grécia). Nessa vez, a experiência anterior foi muito válida e o roteiro foi pensado e repensado várias vezes. Diferentemente da primeira viagem, onde íamos ao lugar ou pais que parecia mais atrativo no momento, nessa Eurotrip cada dia foi planejado meticulosamente, até os horários dos trens já estavam decididos. Resumindo, as duas viagens, diferentes em essência e estilo, foram inesquecíveis e únicas. Uma sendo mais ruts e outra mais cultural.

Por quais países você se aventurou neste estilo Quais foram os lugares de viagem? Bom, muitos. Preciso de um tempo mais especiais, que se torpra contar (risadas). Na minha primei- naram inesquecíveis ra viagem, com estilo ruts, eu visitei para você, de todas essas 6 paises da América do Sul (Bolívia, viagens? Peru, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai). Éramos um grupo composto por 10 estudantes da UnB (Universidade de Brasília) em busca do espetacular Machu Picchu. Nessa viagem

O que mais me marca, em qualquer viagem, é a arquitetura. Sou fascinada por grandes e misteriosas construções. Por isso, vou citar alguns lugares, conhecidos por mim, que todas as pessoas


têm que ir antes de morrer. O primeiro na lista, é Machu Picchu. Além da espetacular construção no meio do nada, ela está aqui do lado do Brasil e com qualquer pequena economia já se é capaz de viver essa maravilhosa viagem. Segundo é Paris. Só quem conhece compreende o que são o Louvre e a Torre Eifel. Depois de horas rodando nesse imenso museu você descobre que não conseguirá ver tudo. Então decide terminar o dia vislumbrando as luzes mágicas da enorme Torre Eifel. Terceiro é o Vaticano. Ninguém precisa ser religioso para saber apreciar a beleza e a grandeza do lugar. Os detalhes cunhados em cada parede e pintura são surpreendentes. Ahh! Não posso esquecer das grandes arquiteturas de Deus, quer dizer, da natureza. A mais impressionante pra mim foi o Salar de Uyuní, na Bolívia. Um lugar maravilhoso coberto totalmente por sal que é um ótimo lugar para tirar fotos com perspectivas. Por lá, existe um hotel feito com paredes de sal do próprio salar. É claro que existem outros lugares tão interessantes quanto esses. Mais a minha pequena lista já é uma boa sugestão!

Em quais desses países você se sentiu mais bem acolhida pelos habitantes locais?

Por mais incrível que pareça, os mais receptivos foram os Argentinos! (risadas). Além de serem super caloroso, eles são muito interessados com o que acontece com o Brasil, sendo até muitas vezes, mais informados do que muitos conterrâneos. Os peruanos são também muito gentis e prestativos, como turista, você recebe muitos mimos da parte deles. Eu e minhas amigas recebemos cortesias gratuitas para boates, drinks (também de graça), em

Cuzco. Tal tratamento é ótimo para mochileiros com pouca grana que querem se divertir como eu (risadas). Com relação aos europeus, os belgas são os mais prestativos (oh... gracinha eles). Assim que chegamos em Bruxelas, fomos procurar um hotel. Os cidadãos nos abordavam e perguntavam se queríamos ajuda, nos davam informações quanto à direção dos hotéis com a maior paciência do mundo. Algumas pessoas até fizeram questão de nos levar aos respectivos endereços. Os portugueses também são ótimas pessoas, provavelmente pela nossa identidade cultural. No lado Oposto, os paises mais difíceis para mim foram o Chile a França. O primeiro, pela sua falta de hospitalidade, provavelmente porque não visitamos, na época, cidades muito turísticas onde dizem que a receptividade com o estrangeiro é melhor. E o segundo por causa principalmente da língua, eles privilegiam somente o francês e ignoram os outros idiomas. Como eu sou melhor no inglês e um desastre no francês fui mal recepcionada por eles, assim como mil outros turistas que passa pela mesma situação. Tentei várias vezes me comunicar em inglês, mas eles teimavam e respondiam sempre em francês. É dose!

E quanto as dificuldades, o que mais te preocupou em suas viagens?

A principal preocupação em uma viagem é se o dinheiro vai dar! (risadas) Por isso, a organização é essencial. Planeje bem os seus gastos e não tenha medo de levar comida e kits na sua mochila (como sopas, barras de cereal, panela, garrafa etc). Porque com certeza você irá precisar. Então, a minha dica é que você seja realista com seu objetivo, mochileiro viaja para conhecer novos lugares e pessoas, o quanto mais melhor, e não para trocar o guarda-roupa ou voltar cheio de bugigangas. Até porque isso não cabe na sua mochila (risadas). As demais dificuldades dão para tirar de letra, é só seguir os conselhos de toda mãe; seja educado sempre, respeite os outros (e o seu país) e cuidado com lugares muito cheios ou muito vazios.


Qualquer coisa, sempre existe uma embaixada ou um consulado brasileiro para ajudar turistas perdidos ou com problemas.

Dentro do Brasil encontramos costumes dos mais variados. Em suas andanças o que te chamou mais atenção nas culturas e nas tradições?

Dentre as culturas mais fascinantes que conheci, a dos índios bolivianos e peruanos são as mais marcantes. Eles são muito diferentes, falam até hoje a sua língua original, o Quéchua, além do espanhol. Vestem roupas com cores fortes e vibrantes. No lado europeu, os mais culturalmente diferentes são os holandeses, o seu principal meio de transporte é a bicicleta, muitos moram em um barco-casa e além de terem uma liberdade excepcional com relação ao sexo e às drogas. Existem varios sexyshop e cafeterias que vendem cigarros e bolos de maconha! São coisas bem comuns por lá (risadas). Sem falar das vitrines-motéis que existem no centro de Amsterdã,onde garotas de programa apresentam os seus produtos.

Alimentação, comeu de tudo ou ficou só nos sanduíches?

Em assuntos gastronômicos não sou uma boa referência. Sou bastante receosa em experimentar comidas não usuais, por exemplo: Você comeria uma sopa feita a partir de feto de Alpaca (espécie de Lhama), que é muito comum no Peru?Você beberia uma espécie de suco esquisito, com coloração amarela provavelmente feito à base de milho, que é freqüentemente oferecido por meninos nas viagens do trem da morte na Bolívia? Pois é, nem eu me arrisco. Sendo

assim prefiro prevenir um dano ao meu estômago, porque uma doença gastro-intestinal não é nada aconselhável nesse estilo de viagem (risadas). Porém, eu posso falar muito bem de alguns pratos, bebidas e sobremesas que pude me dar o luxo de pagar. Entre elas estão a famosa paella española, um tipo de risoto com frutos do mar; e a deliciosa sangria também muito comum na Espanha que é uma mistura de vinho, gasosa, laranja, açúcar... Agora o inesquecível foi o sorvete comprado na principal praça de Córdoba (Argentina), era maravilhoso! No momento eu não lembro qual era o nome da sorveteria, mas era extremamente delicioso. Ah! Outra lembrança inesquecível é a macarronada veneziana! Você além de escolher todos os complementos que vão junto com a macarronada e o tipo de molho, há um detalhe especial, ela é feita na hora por um lindo italiano moreno e sarado! (risadas). Mas, no geral, um mochileiro normalmente come sanduíche ou comidas de acampamento, facilmente preparadas em uma panelinha em cima de um fogareiro. Apenas quando existe possibilidade (grana), algumas maravilhas culinárias são prestigiadas.

Monique, você já possui novos planos de viagem?

Claro! Mochileiro que se preze, monta os planos da sua próxima viagem, quando está terminando a última. Parece um ciclo vicioso, ou melhor, virtuoso. O meu futuro projeto é uma viagem por algum país africano. Porém para tanto, preciso resolver alguns assuntos pessoais. Ter raízes profundas é muito importante para qualquer pessoa, principalmente para um viajante. O viajante é um dos principais representantes de seu país, pois ele, ao percorrer o mundo, acaba


expondo e ensinando a sua cultura e costumes. Torna-se assim, uma espécie de exemplo de sua pátria. Sempre carrego as coisas boas do Brasil para os outros paises e sinto saudosismo da minha terra natal (falta do arroz e feijão insubstituíveis, amigos, família...). Viagem para mim significa reflexão. Ao voltar para casa, entendendo-me melhor e amo ainda mais o meu país.

Quais são as suas dicas para quem deseja se tornar um mochileiro?

Além de todas as dicas que eu já dei, quero falar de mais um ponto muito importante: Mochileiro não pode ter medo de viver e aproveitar a vida.

O Google Earth (inicialmente conhecido como Keyhole) é um programa desenvolvido e distribuído pelo Google cuja função é apresentar um modelo tridimensional do globo terrestre, construído a partir de fotografias de satélite obtidas em fontes diversas. Desta forma, o programa pode ser usado simplesmente como um gerador de mapas bidimensionais e fotos de satélite ou como um simulador das diversas paisagens presentes no Planeta Terra. Com isso, é possível identificar lugares, construções, cidades, paisagens, entre outros elementos. E por meio dele podemos viajar direto para Machu Picchu, sem escalas e sem levantar da cadeira e curtir a imensidão dessa grandiosa construção. É visivel todas as trilhas que existem na cidade, as ruínas e os imponentes alpes andino. O programa oferece diversas opções de ângulos para a visualização das paisagens. O Google Earth é um sucesso! Por isso, não perca essa chance de conhecer o mundo inteiro em apenas um click!

Qualquer pessoa em qualquer idade pode, com um pouco de vontade e dinheiro, mochilar, mesmo que seja aqui mesmo no Brasil. Basta ter o espírito livre e a organização necessária. Parece uma antítese, mas não é. Uma viagem legal tem que ser minimamente organizada. Ela depende tanto do planejamento quanto da coragem, principalmente quando você visita um país estrangeiro. Um mito é pensar que apenas jovens podem fazem esse tipo de viagem. Acredite se quiser, conheci israelenses com quase 50 anos carregando mochilas mais pesadas que a minha, o que comprova a minha opinião. Algumas pessoas colocam a culpa no trabalho, que não os deixam realizar tal estilo de viagem. Como contra-argumentação, posso dizer que: ambas as viagens que eu fiz foram realizadas em apenas 35 dias, que é um pouco a mais do período normal de quaisquer férias. Então, não há desculpa! Como disse, ser mochileiro é a maneira mais fácil e barata para conhecer o mundo. Pé na estrada meu povo!


BackPackers - Guia para mochileiros