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A GEOGRAFIA MUNDIAL

Trabalho realizado por: Diogo Abreu, 9ºA, Nº7 Duarte Madeira, 9ºA, Nº9 Francisco Borges, 9ºA, Nº11 Sebastião Beirão, 9ºA, Nº29


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Índice Capa- 1 Índice- 2 Artigos de Diogo Abreu- 3 a 21 Circulação Geral Da Atmosfera- 4 Erupções Vulcânicas- 5 Chuvas Frontais- 9 Clima Desértico Quente- 11 Clima Tropical Húmido- 12 Clima Equatorial- 13 Secas- 17 Influência da altitude na temperatura- 18 Deslizamento de Terra- 20 Artigos de Duarte Madeira- 22 a 32 Trombas de água- 23 Chuvas de relevo- 24 Clima Desértico Quente- 24 Aquecimento Global- 25 Ciclone tropical- 26 Incêndios Florestais- 27 centros de Baixas pressões- 28 Centros de altas pressões- 29 Chuvas convectivas- 30 Taiga- 31


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Artigos de Francisco Borges- 33 a 44 Energia das ondas e das marés- 34 Energia Geotérmica- 36 O Efeito de Estufa natural- 37 Clima Frio Continental ou Clima subpolar- 38 Desflorestação- 39 Processos de libertação de energia- 40 Chuvas ácidas- 41 Redução da camada do ozono- 42 Maremotos ou Tsunamis- 43 Chuvas convergentes- 44 Artigos de Sebastião Beirão- 45 a 56 Clima tropical seco- 46 Clima temperado mediterrâneo- 47 Clima temperado marítimo- 48 Clima temperado continental- 49 Clima Polar- 50 Energia Solar- 51 Sismos- 53 Floresta Equatorial- 54 Biocombustível- 55 Energia Nuclear- 55 Bibliografia- 57


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Circulação Geral Da Atmosfera A circulação geral de larga escala do ar na troposfera é originada por o aquecimento desigual da superfície do solo. As diferenças de temperatura dos pólos e do equador, da terra e do mar vão originar movimentos do ar que são muito importantes no tempo meteorológico. À latitude 35º graus norte e sul, a superfície da terra recebe maior radiação do aquela que perde. Já nos pólos a quantidade de radiação absorvida é menor do que aquela que se perde. Se o calor, não fosse transportado do equador para os pólos o equador tornava-se cada vez mais quente. Se o frio não fosse transportado dos pólos para o equador, os pólos tornavam-se mais frios. A atmosfera é um grande agente de transporte de calor e a seguir está o oceano que transporta grande parte do calor terrestre. Entre as mais importantes células de circulação global atmosféricas encontram-se a: -Célula de Hadley circulação no plano vertical-meridional (sul-norte) -Célula de Walker - circulação no plano vertical-zonal (oeste-leste) Essas células de circulação podem ser observadas nos campos médios anuais e suas posições médias determinadas a partir de médias temporais de longos períodos (i.e., de vários anos e tipicamente para períodos de 30 anos). As circulações atmosféricas são movimentos fechados do escoamento atmosféricos provocados pela conservação de massa que constringe o movimento geral da atmosfera e pelas forças de pressão e empuxo como


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observadas da superfície da Terra, cuja observação é feita em um referencial em rotação.! A aplicação dos conhecidos teorema de Bjerknes mais a equação de conservação de massa permite solucionar o escoamento atmosférico em diferentes escalas de movimento. A circulação atmosférica pode referir-se à circulação da brisa marítima e terrestre, que é um fenómeno de meso escala, como também pode se referir ao escoamento médio anual de grandeescala, como é o caso das circulações de Hadley e Walker, associadas às ocorrências dos fenómenos de “El Niño e La Niña”.

Erupções Vulcânicas A erupção vulcânica é um fenômeno da natureza, geralmente associado à extravasação do magma de regiões profundas da Terra na superfície do planeta. As camadas de rochas formadas por erupções magmáticas são chamadas de "derrames", pois a rocha se espalha e solidifica-se na superfície do globo. A lava arrefecida gera normalmente um óptimo solo para plantação. Existem diferentes tipos de erupção vulcânica, diferindo na proporção e tipo de material expelido e na violência dessa expulsão.

Tipos De Erupções A Erupção Havaiana A erupção havaiana é um tipo de erupção efusiva, sem descarga de gases, com magma basáltico de baixa viscosidade e temperaturas muito elevadas na chaminé vulcânica, ocorrendo caracteristicamente em hotspots mas também próximo de zonas de subducção. As erupções havaianas, assim denominadas por serem características dos vulcões no Havai, podem ocorrer ao longo de falhas ou fissuras, como aconteceu na erupção do Mauna Loa no Havai em 1950. Também podem ocorrer numa chaminé central, como na erupção de 1959 na cratera Kilauea Iki do vulcão Kilauea, Havai. Nas erupções em fissuras, a lava brota de uma fissura na zona rift de um vulcão


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e escorre pela encosta, juntando-se a outras correntes de lava. Nas erupções centrais, uma fonte de lava é ejectada a várias dezenas de metros de altura. Neste caso, a lava pode concentrar-se em pequenas crateras formando lagos de lava, ou formar cones, ou ainda alimentar rios de lava que escorram pela encosta. Há produção muito baixa de cinza vulcânica, o que as torna relativamente seguras de observar e por isso populares para os turistas.

A Erupção Estromboliana O nome provém do vulcão da ilha de Stromboli, na Sicília. Na erupção estromboliana brotam cinzas, gases, pequenos fragmentos de rocha quente (bombas vulcânicas, lapilli), que formam arcos luminosos no céu. Os fragmentos de lava combinam-se para formar rios de lava que escorrem pela encosta. Ocorrem explosões pouco violentas causadas pela acumulação de bolsas de gases, que sobem mais rapidamente que o magma que as rodeia. Tipicamente, a tefra encontra-se em incandescência quando é expulsa da chaminé, mas a sua superfície arrefece e toma uma coloração escura ou negra, podendo solidificar significativamente antes de atingir o solo. A tefra acumula-se na vizinhança da chaminé, formando um cone de cinza. A cinza é o produto mais comum, havendo também tipicamente uma menor parte de cinza vulcânica mais fina. Os rios de lava são mais viscosos, logo mais curtos e espessos, que nas erupções havaianas. Os gases dissolvidos coalescem em bolhas que tomam dimensões suficientes para se elevarem através da coluna magmática, libertando-se no topo e enviando magma pelo ar. Existe libertação de gases vulcânicos em cada episódio eruptivo, por vezes com intervalos de apenas minutos. As bolhas de gases podem formar-se a profundidades até três quilómetros, sendo de difícil previsão.


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Erupção Pliniana A erupção pliniana é associada à erupção do Monte Vesúvio em 79, descrita por Plínio o Novo, erupção essa que matou o seu pai Plínio, o Velho e soterrou as cidades de Pompeia e Herculano em cinza vulcânica. Na erupção pliniana, brotam fragmentos de rocha, lava viscosa e uma coluna de fumaça e gás. É usualmente o tipo de erupção mais poderoso. Erupções plinianas de grande intensidade, como as que ocorreram a 18 de Maio de 1980 no Monte Santa Helena ou a 15 de Junho de 1991 em Pinatubo nas Filipinas, podem enviar cinzas e gases vulcânicos a vários quilómetros de altitude, até à estratosfera, e a cinza resultante pode afectar áreas a centenas de quilómetros de distância na direcção dos ventos. São características distintas deste tipo de erupção a ejecção de grandes quantidades de pedra-pomes e fortes erupções contínuas de gases. Erupções plinianas curtas podem durar menos de um dia. Eventos mais longos podem durar desde alguns dias a vários meses. As erupções mais prolongadas iniciam-se com a produção de cinza vulcânica ou fluxos piroclásticos. A quantidade de magma que brota pode ser tão grande que o topo do vulcão pode colapsar, formando uma caldeira. Pode haver deposição de cinza muito fina em áreas extensas. São frequentemente acompanhadas de forte ruído, como aquele produzido em Krakatoa.

Erupções Subglaciares As erupções subglaciares ocorrem debaixo de gelo ou glaciares, podendo causar inundações e lahars e originar hialoclastite e pillow lava ("lava em almofada"). Apenas cinco erupções deste tipo ocorreram no presente. Algumas erupções subglaciares são provocadas por um tipo de vulcão subglaciar, o tuya. Os tuyas na Islândia são denominados "montanhas mesa" devido aos seus topos


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planos. O tuya Butte, na Colômbia Britânica, é um exemplo deste tipo de vulcão. Não é bem conhecida a termodinâmica das erupções subglaciares. Os escassos estudos publicados indicam que existe uma quantidade apreciável de calor retido na lava, sendo que uma unidade-volume de magma consegue derreter dez unidades-volume de gelo. A velocidade a que o gelo é derretido é, no entanto, ainda inexplicada e é uma ordem de magnitude maior em erupções reais que em modelos de previsão.


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Chuvas Frontais Chuva é um fenómeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas d'água no estado líquido sobre a superfície da Terra. A chuva forma-se nas nuvens. Nem todas as chuvas atingem o solo, algumas evaporam-se enquanto estão ainda a cair, num fenómeno que recebe o nome de virga e acontece principalmente em períodos/locais de ar seco. A chuva tem papel importante no ciclo hidrológico. A quantidade de chuvas é medida usando um instrumento chamado pluviómetro, de funcionamento simples: a boca de um funil de área conhecida faz a colecta das gotas de chuva e as acumula em um reservatório colocado abaixo do funil. Um observador vem no tempo de amostragem (1 vez por dia, 4 vezes por dia etc), e com uma pipeta com escala graduada, mede o volume de água acumulado no período. Por exemplo, ele pode ter medido que caiu 25 mm por metro quadrado nas últimas 24 horas. Para maior precisão no registo das alturas de chuvas utiliza-se um aparelho denominado de pluviógrafo que registar num gráfico as alturas de precipitações em função do tempo. A este gráfico denomina-se pluviograma.

Medidas Da Chuva O sistema usado na medição de chuva é bem simples, compreende em medir a altura da área alagada (em qualquer unidade métrica) em concordância com o tempo, geralmente usam o dia inteiro (com 24 horas) mas dependendo da intensidade, usam-se a hora inteira ou até mesmo minutos em casos de ciclones ou tromba de água. 25mm de chuva colectado em um recipiente (aberto) qualquer por hora ou uma polegada/hora é média de precipitação medida para determinada região. Nota: o recipiente deve ter paredes verticais com fundo plano, nivelado na horizontal, não importando que (o fundo) seja cilíndrico, quadrado ou rectangular.


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Como o sistema métrico de comprimento tem equivalência em outras unidades prevalece o Sistema Internacional de Unidades de Medida para medir a taxa de precipitação expressa em unidades do SI, nesse caso dada em: (kg/m!/s).!


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Clima Desértico Quente As principais características do clima desértico são: a pequena quantidade de chuvas e a grande amplitude térmica. Ocorre tanto em áreas tropicais como em áreas temperadas: norte da África (Saara), Oriente Médio (Neguev), oeste dos EUA e norte do México (Sonora), litoral do Chile e do Peru (Atacama), Austrália (Gibson), sudoeste da África (Calaári) e noroeste da Índia (Tar). Clima desértico também pode ser conhecido como clima árido. Clima quente e muito seco, com índices pluviométricos inferiores a 250mm anuais. Devido à aridez, de dia a temperatura chega a 45 °C e a noite -5 °C. Clima desértico geralmente ocorre em latitudes entre 15° e 30º e é caracterizado pela baixa pluviosidade que dá aos locais de clima desértico sua fisionomia característica, com solo árido e flora esparsa e seca. O clima desértico pode ser dividido em duas categorias diferentes de acordo com a amplitude térmica e a localização que conferem características diferentes aos dois climas: o clima desértico quente e o clima desértico frio. Seja qual for, o clima desértico apresenta alta amplitude térmica tanto anual quanto diurna. Ou seja, por se localizarem em regiões de alta pressão a insolação durante o dia é muito intensa o que eleva a temperatura facilmente, chegando a até 50 °C em alguns lugares. Durante a noite ocorre o inverso. O calor irradia muito rápido e a temperatura cai drasticamente. Mas com uma diferença, nas regiões desérticas quentes a temperatura nunca fica abaixo de 0 °C, já nas frias, pode ficar abaixo de 0 °C a qualquer momento, podendo até nevar. Outra diferença entre os climas desérticos quentes e frios é a localização. Os primeiros são encontrados geralmente na costa ocidental dos continentes chegando até o litoral (mas nunca até o litoral oriental), enquanto o frio é encontrado apenas no interior dos continentes em regiões limitadas por altas montanhas


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O clima desértico quente é encontrado nas regiões: Norte do México, Norte da África (deserto do Saara), Sudoeste dos EUA, Arábia, Irã, Paquistão, interior da Austrália, Sudoeste da África do Sul, litoral do Peru e Chile. O clima desértico frio é encontrado na: Mongólia (deserto de Gobi), Turquestão, na Grande Bacia do Oeste dos EUA e nas Montanhas Rochosas.

Clima Tropical Húmido O clima tropical húmido é um dos "subclimas" do clima tropical. Clima tropical é a designação dada aos climas das regiões intertropicais caracterizados por serem megatérmicos, com temperatura média do ar em todos os meses do ano superior a 18° C, não terem estação invernosa e terem precipitação anual superior à evapotranspiração potencial anual. Nas regiões de clima tropical a amplitude térmica diária é maior que a amplitude térmica anual da temperatura média, isto é, entre o mês mais frio do ano.

Clima Tropical De Monção Ocorrência de um período do ano em que o índice de chuvas é muito elevado. Ocorre principalmente na região leste do continente africano e sul da Índia.

Clima Tropical De Altitude Típico de regiões de altitudes elevadas (serras e regiões montanhosas). As temperaturas são semelhantes às do clima subtropical. O índice pluviométrico mensal é abaixo de 60 mm. Ocasionalmente, ocorrem geadas nestas regiões. No Brasil, podemos citar a região de “Serra da Mantiqueira” como exemplo de clima tropical de altitude.


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Vegetação A vegetação deste clima apresenta três formas principais: -floresta galeria, ou floresta húmida, muito semelhante à floresta equatorial, mas menos densa e húmida e mais baixa; -savana alta, constituída por bosques com árvores de copa larga e alguma vegetação herbácea, alta e densa; -savana baixa, com árvores cada vez mais baixas e vegetação herbácea menos densa e mais baixa. -no Brasil essa vegetação recebe o nome de cerrado, tem árvores baixas, casca grossa, raízes profundas.média anual de pluviosidade 3004/m

Clima Equatorial Clima equatorial é dos tipos climáticos das regiões intertropicais utilizado no sistema de classificação do clima de Köppen.! Para classificar o clima das zonas geográficas caracterizadas pela elevada temperatura média do ar; entre 24º C e 27º C, com média


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mensal sempre superior a 18º C e pela alta pluviosidade (superior 2 000 mm de precipitação total anual e precipitação média mensal superior a 60 mm em todos os meses do ano). As generalidades das regiões de clima equatorial encontram-se concentradas numa faixa de 5º de latitude em torno da linha do Equador, razão que justifica a atribuição da designação de equatorial dada ao tipo. A dinâmica da atmosfera nestas regiões é dominada pela presença da Zona de Convergência Intertropical e pelo predomínio de fenómenos do tipo convectivo, produzindo precipitação intensa em geral associada a trovoadas durante o período mais quente do dia (início da tarde). A convergência dos ventos alíseos, a elevada evaporação e as altas temperaturas, assegurando humidades absolutas elevadas, permitem o transporte atmosférico de grandes massas de vapor de água, assegurando que mesmo nas regiões continentais afastadas dos oceanos a humidade relativa do ar se mantêm elevada e a capacidade de geração de precipitação convectiva é elevada durante todo o ano. Nestas regiões é comum a precipitação média anual situar-se entre 3 000 e 3 500 mm anuais, na sua quase totalidade de origem convectiva. Em consequência, nas regiões de clima equatorial não existe uma estação seca definida e a temperatura do ar é elevada durante o ano inteiro, com uma amplitude térmica anual inferior a 4º C e uma amplitude térmica diária inferior a 10º C. Em consequência da elevada precipitação, temperatura e humidade, o bioma característico das regiões de clima equatorial é a floresta equatorial, uma formação vegetal marcada pelo predomínio de um denso estrato de grandes árvores perenifólias a que se associa uma grande variedade de epífitas, trepadeiras e espécies tolerantes ao assombramento.

A Biodiversidade A biodiversidade destas florestas é das mais elevadas da Terra, assim como a sua biomassa por área, o que leva a que a maior parte dos nutrientes disponíveis esteja capturado na biomassa viva, sendo a rápida decomposição um mecanismo essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico destas formações.!!


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A Vegetação Em consequência da elevada precipitação, temperatura e humidade, o bioma característico das regiões de clima equatorial é a floresta equatorial, uma formação vegetal marcada pelo predomínio de um denso estrato de grandes árvores perenifólias a que se associa uma grande variedade de epífitas, trepadeiras e espécies tolerantes ao assombramento. A biodiversidade destas florestas é das mais elevadas da Terra, assim como a sua biomassa por área, o que leva a que a maior parte dos nutrientes disponíveis esteja capturado na biomassa viva, sendo a rápida decomposição um mecanismo essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico destas formações.

A Agricultura A agricultura nestas regiões é em geral difícil já que os nutrientes, uma vez destruído o coberto florestal, são rapidamente lixiviados pela elevada precipitação. Ainda assim, cultiva-se a mandioca, juta, arroz, com áreas crescentes a serem ocupadas por plantações para produção de óleo de palma para biocombustível.

Principais Áreas Geográficas As regiões de clima equatorial mais extensas localizam-se nas bacias do rio Congo, na África, e do Amazonas, na América do Sul. Outras regiões com extensões importantes são as ilhas da Insulíndia, a costa oriental da América Central e Madagáscar. A abundância de água leva a que se situem nas regiões de clima equatorial os dois rios mais caudalosos do planeta: o rio Amazonas e o rio Congo. Em África, a região de clima equatorial estende-se desde o Golfo da Guiné para o interior do continente, mas não atinge o Corno de África (Somália, Djibuti, Quénia e Etiópia), sendo esta zona uma excepção, já que ali a monção impede o desenvolvimento das chuvas de convecção, criando um clima desértico de grande aridez, degenerando por completo o clima


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equatorial que pela latitude em teoria ali deveria existir. Em seu lugar aparecem chuvas escassas e temperaturas do ar muito superiores, criando um bioma totalmente diverso do existente em regiões de latitude semelhante.!! Outra singularidade do continente africano é o aparecimento de pequenas manchas de clima equatorial em regiões relativamente afastadas do equador, como seja a parte ocidental da ilha de Madagáscar. Nas Américas Central e do Sul também se encontram pequenas manchas de clima equatorial em zonas relativamente afastadas do equador, nomeadamente na Península do Yucatán e em algumas zonas da Guatemala, Belize e região oriental do Panamá. Estas zonas são por vezes consideradas como tendo clima sub-equatorial, já que ali se verificam 3 meses de estação relativamente seca, mas ainda assim com chuvas abundantes que são compensadas no resto do ano. Na Ásia as regiões de clima equatorial situam-se exclusivamente no arquipélago Indonésio e no sul da Península de Malaca. Nessas regiões também surgem florestas extensas, mas o terreno acidentado e a situação de insularidade impede o desenvolvimento de grandes rios, ao contrário do que sucede em África e na América do Sul.


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Secas A seca ou estiagem é um fenómeno climático causado pela insuficiência de precipitação pluviométrica, ou chuva numa determinada região por um período de tempo muito grande. Existe uma pequena diferença entre seca e estiagem pois estiagem é o fenómeno que ocorre num intervalo de tempo ou seja a estiagem não é permanente, já a seca é permanente. Este fenômeno provoca desequilíbrios hidrológicos importantes. Normalmente a ocorrência da seca se dá quando a evapotranspiração ultrapassa por um período de tempo a precipitação de chuvas. A diminuição do volume de água no Mar de Aral é considerada um dos maiores desastres ambientais e humanos da história, que produziram uma situação de seca. As secas podem ser geradas pelos mais diversos fenómenos climatológicos, em função disto, criou-se uma tipologia da seca: -Seca permanente: É caracterizada pelo clima desértico, onde a vegetação se adaptou às condições de aridez, inexistido curso de água. Estes só aparecem depois das chuvas que via de regra são fortíssimas tempestades. Este tipo de seca impossibilita a agricultura sem irrigação permanente.!! !"Seca sazonal: A seca sazonal é uma particularidade de regiões onde o clima

é semi-árido. Nestas a vegetação reproduz-se porque os vegetais adaptados geram sementes e morrem em seguida, ou mantém a vida em estado latente durante a seca. Nestas regiões os rios só sobrevivem se a sua água for oriunda de outras regiões onde o clima é húmido. Este tipo de seca possibilita o plantio desde que em períodos de chuvas, ou por irrigação. -Seca irregular ou variável: A seca irregular pode ocorrer em qualquer região onde o clima seja húmido ou sub-úmido e caracterizado por


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apresentar variabilidade climática do ponto de vista estatístico. Estas são secas cujo período de retorno é breve e incerto. -Seca "invisível": De todos, este tipo de seca é o pior, pois a precipitação não é interrompida, porém, o índice de evapotranspiração é maior que o índice pluviométrico causando um desequilíbrio da humidade regional. Este desequilíbrio gera uma redução da humidade do ar que por sua vez aumenta o índice de evapotranspiração, que por sua vez realimenta a perda de humidade subterrânea para a atmosfera, que devolve esta em forma de chuva, que porém não é suficiente para aumentar a humidade do solo.!!

Influência da altitude na temperatura A altitude exerce grande influência sobre a temperatura. O calor é irradiado para "cima", e a ipedloucura4aquece-se por irradiação. Quanto maior a altitude, mais rarefeito torna-se o ar, ocorrendo também menor irradiação e, por conseqüência, menores temperatura.. O contrário ocorre em altitudes baixas. Assim, podemos concluir que quanto maior for a altitude menor será a temperatura e quanto menor for a altitude a temperatura também será menor. Isso porque a cada 180m de altitude, em média, temos uma diminuição da ordem de 1°C. A altitude, portanto, compensa a latitude. O relevo, além de influenciar na variação da temperatura em função dos perfis altimétricos, também influencia na medida em que sua disposição pode facilitar, desviar ou até impedir a passagem de uma massa de ar. A AMPLITUDE TÉRMICA É a diferença entre as máximas e as mínimas temperaturas de algum lugar. Podemos aferir a amplitude térmica por dia, por mês ou por ano. AT = T. MÁXIMA – T.MÍNIMA A amplitude térmica varia em função de dois fatores: a) Distância do mar Maritimidade – A presença de uma grande massa líquida nas proximidades de um local funciona como um regulador térmico, fazendo que as diferenças térmicas entre o inverno e o verão sejam mais constantes.


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Continentalidade – Uma região, quando encaixada mais para o ipedloucura6do continente, apresenta oscilação térmica mais pronunciada, comparada à variação do litoral, em função da perda maior de temperatura entre o verão e o inverno. b) Latitude: Em virtude da forma praticamente esférica (geóide) da Terra, da inclinação do seu eixo (23° 27) e do ipedloucura3de translação, a região equatorial recebe uma intensidade luminosa quase constante o ano inteiro. Já nas regiões polares, isso não acontece. No verão, para cada hemisfério, a intensidade luminosa é maior; no inverno, é menor.

Tornados Um tornado é um fenómeno meteorológico que se manifesta como uma coluna de ar que gira de forma violenta e potencialmente perigosa. Sendo um dos fenómenos atmosféricos mais intensos que se conhece, os tornados se apresentam sob várias formas e tamanhos, mas geralmente possuem um formato cónico, cuja extremidade mais fina toca o solo e normalmente está rodeada por uma nuvem de pó e outras partículas. A maioria dos tornados conta com ventos que chegam a velocidades entre 65 e 180 quilómetros por hora, mede aproximadamente 75 metros de altura e translada-se por vários metros, senão quilómetros, antes de desaparecer. Os mais extremos podem ter ventos com velocidades de até 480 km/h, medir até 1,5 km de altura e permanecer no solo, percorrendo mais de 100 km de distância. Entre os diferentes tipos de tornados estão os landspouts, os tornados de vórtices múltiplos e as trombas marinhas. Tornados são observados em todos os continentes, excepto na Antártida. No entanto, a grande maioria dos tornados no mundo ocorrem na "Alameda dos Tornados" ou, em inglês, Tornado Alley, uma região dos Estados Unidos, embora possam ocorrer quase em qualquer lugar na América do Norte. Eles também ocorrem ocasionalmente no centro-leste e sul da Ásia, nas Filipinas, no norte e centro-leste da América do Sul, África do Sul, noroeste e sudeste da Europa, oeste e sudeste da Austrália e Nova Zelândia. Os tornados podem ser detectados através de radares de impulsos Doppler, assim como visualmente, por caçadores de tempestades. A escala Fujita é utilizada para medir a intensidade dos tornados, avaliando-os pelos danos


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causados, mas tem sido substituída em alguns países por uma nova versão da escala, a escala Fujita melhorada (em inglês, Enhanced Fujita Scale). Um tornado F0 ou EF0, o mais fraco da categoria, danifica árvores, mas não estruturas de grande porte. Já um tornado F5 ou EF5, o mais forte da categoria, consegue arrancar edificações de suas fundações e podendo danificar seriamente os arranha-céus. Existe ainda a escala TORRO, que vai do T0, para tornados extremamente fracos, ao T11, para os tornados mais intensos.!!

Deslizamento de Terra Um deslizamento de terra é um fenómeno geológico que inclui um largo espectro de movimentos do solo, tais como quedas de rochas, falência de encostas em profundidade e fluxos superficiais de detritos. Embora a acção da gravidade sobre encostas demasiado inclinadas seja a principal causa dos deslizamentos de terra, existem outros factores em acção: !

A erosão causada pelos rios, glaciares ou ondas oceânicas cria encostas demasiado inclinadas. !

As encostas de rocha e solo

são enfraquecidas por via da saturação com água proveniente do degelo ou de grandes chuvas. Sismos criam levam à falência frágeis.

tensões que de encostas

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Erupções vulcânicas produzem depósitos de cinzas soltas, chuvas fortes e fluxos de detritos. !


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Maquinaria, o tráfego, explosões e mesmo trovões causam vibrações que podem accionar a falência de encostas frágeis.

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O excesso de peso por acumulação de chuva ou neve, deposição de rochas ou minérios, pilhas de resíduos ou criado por estruturas feitas pelo homem podem também acumular tensões sobre encostas frágeis até à sua falência. Aluimento - Em geologia, chama-se aluimento a um tipo de deslizamento de terras sobre outro local de menor altitude, que pode ser provocado pelo avanço dos glaciares, por chuva intensa ou por um terramoto. Este fenómeno pode dar-se tanto em terra como no fundo dos oceanos. !

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E T R DUA

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A R I E MAD


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Trombas de água Tromba de água ou tromba marinha, é um fenómeno meteorológico semelhante aos tornados que se forma sobre o mar ou sobre massas de águas interiores de grande extensão. Consiste na formação de um vórtice intenso, visível sob a forma de uma coluna, que gira rapidamente em volta de si mesma, ligando a superfície da água à base de uma nuvem cumuliforme. A tromba de água eleva na sua base grande quantidade de borrifos de água, que projecta em todas as direcções. O fenómeno é mais frequente nas regiões tropicais, mas pode, também, ser encontrado nas regiões de latitude média. A expressão tromba de água é por vezes mal utilizada para designar uma tempestade de grande intensidade. Ainda que a definição popular de uma tromba de água seja a de um tornado sobre a água, cientificamente o assunto é bem mais complexo. Apesar de ambos os fenómenos possuírem uma estrutura similar, o processo de formação e as consequências são diferentes. Embora a formação de uma tromba de água seja em geral determinada pelas mesmas condições que levam ao aparecimento de tornados, as trombas de água são menos intensas do que os tornados, estando condicionadas à ocorrência de condições de forte instabilidade do ar sobre o mar ou sobre lagos de média ou grande dimensão. As trombas de água são fenómenos frequentes nos oceanos tropicais. No dia 14 de Abril de 2010, ocorreu, no rio Tejo, uma Tromba de água. A água elevou-se até aos céus e esta Tromba de Água demorou cerca de quinze minutos e alarmou bastantes pessoas.


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Chuvas de relevo Chuvas de Relevo ou Chuvas Orográficas são chuvas que se formam quando uma massa de ar que vem do mar, seca e húmida, encontra um obstáculo, é obrigada a subir, atingindo o ponto de saturação e precipitando. Esta chuva por vezes precipita também do lado oposto do mar, como por exemplo de uma montanha que esteja junto ao mar. São comuns no litorar do Panamá, em Santa Catarina e no estado de São Paulo.

Clima Desértico Quente Clima Desértico Quente, com índices pluviométricos inferiores a 250mm anuais. Devido à aridez, de dia a temperatura chega a 45 °C e a noite pode atingir os -15 °C. As principais características do clima desértico são a pequena quantidade de chuvas e a grande amplitude térmica. Ocorre tanto em áreas tropicais como em áreas temperadas como por exemplo no Norte de África (Saara), no Médio Oriente, no Oeste dos EUA, no Norte do México, no Litoral do Chile e do Peru (Atacama), na Austrália, no Sudoeste de África (Kalahari) e também no Noroeste da Índia. Clima desértico também pode ser conhecido como clima árido.


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Aquecimento Global Aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra que ocorre desde meados do século XX e que deverá continuar no século XXI. Segundo o Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (2007), a temperatura na superfície terrestre aumentou 0,74 (± 0,18) °C durante o século XX. A maior parte do aumento de temperatura observado desde meados do século XX foi causada por concentrações crescentes de gases do efeito estufa, como resultado de actividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e a desflorestação. O escurecimento global, uma consequência do aumento das concentrações de aerossois atmosféricos que bloqueiam parte da radiação solar antes que esta atinja a superfície da Terra, mascarou parcialmente os efeitos do aquecimento induzido pelos gases de efeito de estufa. Modelos climáticos referenciados pelo IPCC projectam que as temperaturas globais da superfície provavelmente aumentaram no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. A variação dos valores reflecte o uso de diferentes cenários de futura emissão de gases estufa e resultados de modelos com diferenças na sensibilidade climática. Apesar da maioria dos estudos ter o seu foco no período até o ano 2100, espera-se que o aquecimento e o aumento no nível médio das águas do mar continuem por


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mais de um milénio, mesmo que as concentrações de gases estufa se estabilizem. Um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo aumento no nível médio das águas do mar, mudanças em padrões de precipitação resultando em enchentes e secas Espera-se que o aquecimento seja mais intenso no Árctico, e estaria associado ao recuo das calotes geladas e do gelo marinho. Outros efeitos prováveis incluem alterações na frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos, extinção de espécies e variações na produção agrícola. O aquecimento e as suas consequências variarão de região para região, apesar da natureza destas variações regionais ser incerta. Outra ocorrência global concomitante com o aquecimento global que já se verifica e que se prevê continuar no futuro, é a acidificação oceânica, que é também resultado do aumento contemporâneo da concentração de dióxido de carbono atmosférico.

Ciclone tropical Ciclone tropical é um sistema tempestuoso caracterizado por um sistema de baixa pressão, por trovoadas e por um núcleo morno, que produz ventos fortes e chuvas torrenciais. Este fenómeno meteorológico forma-se nas regiões trópicas, onde se constitui uma parte importante do sistema de circulação atmosférica ao mover calor da região equatorial para as latitudes mais altas. Um ciclone tropical alimenta-se do calor libertado quando ar húmido sobe e o vapor de água associado condensa. Os ciclones tropicais são alimentados por formas diferentes de libertação de calor do que outros fenómenos ciclónicos, como os ciclones extra-tropicais, as tempestades de vento europeias e as baixas polares, permitindo a sua classificação como sistemas de núcleo morno.


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Estes ciclones são chamados de “tropicais” porque se formam quase que exclusivamente em regiões trópicas e também por se originarem de massas de ar tropicais marítimas. Estes sistemas são chamados de 'ciclones' devido a sua natureza ciclónica. No hemisfério norte, os ciclones tropicais giram em sentido anti-horário e no hemisfério sul giram em sentido horário. Dependendo de sua localização geográfica e de sua intensidade, os ciclones tropicais podem ganhar vários outros nomes, tais como furacão, tufão, tempestade tropical, tempestade ciclónica, tropical depressão ou simplesmente ciclone. Os ciclones tropicais produzem ventos fortes e chuvas torrenciais. Estes sistemas também são capazes de gerar ondas fortes e a Maré de tempestade, uma elevação do nível do mar associada ao sistema.

Incêndios Florestais Incêndio florestal é todo fogo sem controlo que incide sobre qualquer forma de vegetação, podendo ser tanto provocado pelo homem (provocado ou por negligência), ou por causa natural (como descargas eléctricas - raios) Muitas vezes é confundido com as queimadas controladas, que se tratam de uma prática agropecuária ou florestal onde o fogo é utilizado de forma racional e circunscrito, actuando como um factor de produção ou no manejo de combustível seco (vegetação)para evitar a propagação de incêndios florestais. O comportamento do fogo em um incêndio florestal, ou seja, como se comporta o fogo no terreno em que está a ser afectado (forma, velocidade,


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direcção, energia calórica liberada, dinamismo de coluna convectiva) depende de características da área afectada, representadas pelos seguintes factores: topografia, meteorologia e combustíveis.

As perdas ocasionadas pelo fogo anualmente no mundo são imensas. Os incêndios voluntários (pirómanos) ou não, ocasionam grandes gastos tanto em recursos como em vidas humanas, e semeiam a destruição de lugares naturais que demoram muito tempo a regenerar-se.

centros de Baixas pressões Baixas Pressões – Estas podem ter dois tipos de origem:

Térmica – o aquecimento do ar, devido ao contacto com uma superfície muito quente, torna-o mais leve e este eleva-se. Esta situação é frequente ocorrer no Verão (onde as temperaturas são mais elevadas) e no interior dos continentes (ausência do efeito amenizador do mar – Oceano);

Dinâmica – a subida do ar é provocada pela convergência do mesmo vindo de direcções opostas (ver caso das baixas pressões equatoriais, devido à convergência dos ventos alísios).


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Centros de altas pressões Altas Pressões – estas podem ter dois tipos de origem: Térmica – o arrefecimento do ar, quando contacta uma superfície muito gelada, torna-o mais denso e não sobe. Esta situação é frequente ocorrer no Inverno (onde as temperaturas são mais baixas) e no interior dos continentes

(ausência

do

efeito

amenizador do mar); Dinâmica – resulta do movimento descendente do ar frio que se encontra a maiores altitudes.

Chuvas convectivas Chuvas convectivas são também chamadas de chuvas de verão na região Sudoeste do Brasil e são provocadas pela intensa evaporação -transpiração de superfícies húmidas e aquecidas (como florestas, cidades e oceanos tropicais). O ar ascende em parcelas de ar que se resfriam de forma praticamente adiabática (sem trocar calor com o meio exterior) durante sua ascensão. Precipitação convectiva é comum no verão brasileiro, na Floresta Amazónica e no Centro Oeste. Na região Sudeste, particularmente sobre a Região Metropolitana de São Paulo e sobre a Região Metropolitana do Rio de Janeiro também ocorrem tempestades convectivas associadas a entrada de brisa marítima ao final da tarde com graves consequências sobre as centenas de áreas de risco ambiental. Estas chuvas também são


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conhecidas

popularmente

como

pancadas

de

chuva,

aguaceiros..

Taiga A Taiga, do, também conhecida por Floresta de coníferas, ou ainda floresta boreal, é um bioma comumente encontrado no norte do Alasca, Canadá, sul da Gronelândia, parte da Noruega, Suécia, Finlândia, Sibéria e Japão. No Canadá, usa-se o termo floresta boreal para designar a parte meridional desse bioma, e o termo taiga é usado para designar as áreas menos arborizadas a sul da linha de vegetação arbórea do Árctico. Em Portugal e no Brasil, o termo taiga é geralmente usado para designar as florestas russas, enquanto que se usa floresta boreal ou floresta de coníferas para as dos restantes países. Nela, os abetos e os pinheiros formam uma densa cobertura, impedindo o solo de receber luz intensa. A vegetação rasteira é pouco representada. O período de crescimento dura em média 8 meses e as chuvas são pouco frequentes. Trata-se da zona mais setentrional em que as árvores e as espécies que delas necessitam podem sobreviver. É uma região biogeográfica subárctica setentrional e seca, na qual as formas de vida vegetal principais são larícios, abetos, pinheiros e espruces, que estão adaptadas ao clima frio. Também ocorrem algumas árvores de


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folha larga, nomeadamente vidoeiros, faias, salgueiros e sorveiras. Os pauis e as plantas a eles associadas também são comuns nesta zona, que ocupa a maior parte do interior do Canadá e do norte da Rússia. A taiga assemelha-se à tundra, porém tem um tipo de vegetação um pouco mais rico.


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FR

!

O C S I A NC

S E G BOR


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Energia das ondas e das marés Energia das ondas A energia das ondas consiste na transformação da energia resultante

do

movimento

cíclico das massas de água para

produção

de

energia

eléctrica. Uma onda de 3 metros de altura contém pelo menos 25 KW de energia por metro de frente. O difícil é transformar eficientemente toda essa energia em electricidade. Os dispositivos desenhados até hoje são em geral de baixo rendimento e a maioria usa o mesmo princípio: a onda pressiona um corpo oco, comprimindo o ar ou um líquido que move uma turbina ligada a um gerador. Neste tipo de energia, a energia cinética e potencial das ondas é aproveitada através de uma turbina em alto mar que converte esta energia em energia eléctrica.

Energia das marés

A energia das marés não é mais do que o aproveitamento dos desníveis de água que resultam das subidas e descidas do nível da água. A superfície do oceano oscila entre pontos altos e baixo, chamados marés. Elas podem também criar ondas que movem uma velocidade


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até 18m por minuto. Os oceanos constituem 70% da superfície da terra e são os maiores colectores e armazenadores de energia solar do planeta. A energia térmica dos oceanos é uma tecnologia que converte radiação solar em energia eléctrica.

Vantagens e desvantagens da energia das ondas e das marés

Vantagens: É uma energia renovável; Não produz qualquer tipo de poluição. Não requer material muito sofisticado.

Desvantagens: As instalações não podem interferir com os cursos de navegação e devem ser capazes de resistir a tempestades marítimas. As instalações devem ser fortes o suficiente para resistir a tempestades mas sensíveis o suficiente para obterem energia das marés. Instalações de potência reduzida; Requer uma geometria da costa especial e com ondas de grande amplitude. Baixo rendimento; O fornecimento de energia não é contínuo; São necessárias amplitudes de marés superiores a 5 metros para que este tipo de energia seja rentável;


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Energia Geotérmica A energia geotermal é a energia obtida a partir do calor proveniente da Terra, mais precisamente do seu interior. Devido a necessidade de se obter energia

elétrica

maneira

mais

de

limpa

uma e

em

quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de aproveitar esse calor para a geração de eletricidade.. Para

gerar

vapor

é

electricidade elevado

para

o a

superfície terrestre onde faz girar uma turbina de um gerador eléctrico. Assim tornam-se desnecessárias caldeiras que usam carvão ou gás natural.

Vantagens: •

É uma energia renovável;

Possui diversas utilizações.

Desvantagens: •

Energia de baixo rendimento;

Energia que está limitada a zonas de actividade tectónica;

Libertação de gases para atmosfera, como o sulfureto de hidrogénio e o dióxido de carbono, que são poluentes e corrosivos.


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O Efeito de Estufa natural Como todos sabemos o Sol liberta uma quantidade de luz (radiação Ultravioleta)

e

calor

(radiação

infravermelha), mas nem todo o calor que é enviado para a terra é recebido. Cerca de 24% da energia solar

nem

chega

a

chegar

à

pois

é

superfície

terrestre

reflectida

pelas

nuvens

na

troposfera,

sendo

outros

6%

reflectidos também pela superfície terrestre. Outros 23% da energia inicialmente emitida pelo Sol ficam retidos na atmosfera e nas nuvens, ou seja, são absorvidos. Pois assim, fazendo as contas só 47% da radiação infravermelha é que chega à superfície terrestre. Esses 47% de energia solar são reflectidos pela superfície terrestre, mais concretamente pela radiação terrestre, em direção ao espaço. Porém a atmosfera, mais concretamente o dióxido de carbono (CO2), o vapor de água e os aerossóis, retém essa energia e reenviam-na de volta para a Terra para a superfície terrestre fazendo com que esta não arrefeça durante a noite, ou seja, o período em que um dos Hemisférios, Norte ou Sul, não recebe energia solar. Radiação Terrestre: radiação de grande comprimento de onda emitida pela Terra.


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Clima Frio Continental ou Clima subpolar (Fair Banks - Alaska) As temperaturas médias mensais são baixas, não ultrapassando os 15ºC no Verão. No Inverno as temperaturas médias mensais são sempre negativas, atingindo valores inferiores a -20ºC. A amplitude térmica anual é muito elevada. Existem duas estações: o Verão e o Inverno. O clima frio continental é caracterizado por registar Invernos muito prolongados e frios, e o Verão, curto, concentra a maior parte das precipitações.

Desflorestação Desflorestação é o processo de desaparecimento de florestas, fundamentalmente causada pela atividade humana. A desflorestação é diretamente causada pela ação do homem sobre a natureza, principalmente devido à destruição de florestas para a


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obtenção de solo para cultivos agrícolas e pela extração da indústria madeireira. Uma consequência da desflorestação é o desaparecimento de absorventes de dióxido de carbono, reduzindo-se a capacidade do meio ambiente em absorver as enormes quantidades deste causador do efeito estufa, e agravando o problema do aquecimento global. Para tentar conter o avanço do aquecimento global diversos organismos internacionais propõem o reflorestamento, mas essa medida é apenas aceite pelos ecologistas, pois estes acreditam que a recuperação da área desmatada não pode apenas levar em conta apenas à eliminação do gás carbónico, mas também a biodiversidade de toda a região.

Processos de libertação de Energia ! Radiação Terrestre: é a radiação infravermelha libertada pela Terra durante um período de 24 horas por dia, mas mais sentido durante a noite por neste período de tempo a Terra não receber energia solar.


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! Evaporação/Condensação: a evaporação é um processo que consome calor, que fica alojado no vapor de água, sob a forma de calor latente. Quando ocorre a precipitação, parte desse calor é libertado sob a forma de calor sensível. ! Convecção: perda de calor quando o ar rouba calor ao solo e o transfere para

a

parte

superior

da

troposfera. !

Reflexão

ou

Albedo:

percentagem de energia reflectida em relação ao total de energia recebida. O albedo depende da cor do corpo, da rugosidade e da inclinação

dos

raios

solares.

Quanto maior a inclinação dos raios solares, maior o albedo. ! Condução: consiste na perda de energia através do contacto entre as diferentes partículas do ar.

Chuvas ácidas A chuva ácida é a designação dada à chuva, ou qualquer outra forma de precipitação atmosférica, cuja acidez é substancialmente maior do que a dissociação do dióxido de carbono (CO2) atmosférico dissolvido na água precipitada. A principal causa daquela acidificação é a presença na atmosfera terrestre de gases e partículas ricos em enxofre e azoto

reactivo

atmosférico fortes.

no

produz

Assumem

meio ácidos

particular


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importância os compostos azotados gerados pelas altas temperaturas de queima dos combustíveis fósseis e os compostos de enxofre produzidos pela oxidação dos carvões e petróleos. Os efeitos ambientais da precipitação ácida levaram à adopção de medidas legais restritivas da queima de combustíveis ricos em enxofre e obrigando à adopção de tecnologias de redução das emissões de azoto reactivo para a atmosfera. Em resultado dessa acidez natural, o limite para se considerar a precipitação como ácida é em geral um pH inferior a 4,5 (a 20 °C), o que corresponde a precipitação que contém concentrações de um ou mais ácidos fortes e que pela sua acidez causa efeitos negativos sobre as plantas, os organismos vivos aquáticos e as estruturas construídas e equipamentos com os quais entre em contacto.

Redução da camada de ozono A camada de ozono estratosférico é um filtro com uma espessura reduzida, mas que é vital à vida no nosso planeta, porque impede que as radiações ultravioletas atinjam a superfície da Terra. Devido ao aumento da concentração atmosférica de compostos de cloro e flúor artificiais, constituintes de um produto denominado de clorofluorcarboneto utilizado em frigoríficos e ares condicionados, têm aparecido buracos na camada de ozono. Com o aumento da incidência destas radiações poderá existir um aumento dos casos de cancro de pele, aumento de problemas oftalmológicos, destruição do plâncton dos oceanos e ruptura das cadeias alimentares. Uma forma de resolver este problema é diminuir a produção de clorofluorcarbonetos, também o recente alargamento do número de compostos químicos sujeitos a controlo, a criação de um fundo multilateral capaz de ajudar os países em desenvolvimento a efectuarem um


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esforço na sua aplicação e a possibilidade da troca de tecnologias entre os países com graus de desenvolvimento diferentes são razões para poder existir um bom futuro.

Maremotos ou Tsunamis Um tsunami é uma série de ondas de água causada pelo deslocamento de um grande volume de água. Tsunamis ocorrem frequentemente no Oceano Pacífico.

Ultimamente recebemos notícias do mais recente terramoto no Japão, que ocorreu às 14:46 hora local, de 11 de Março deste ano (2011), que alcançou uma magnitude de 9,0 na escala sismológica de magnitude de momento (MW), teve epicentro 130 km a leste de Sendai, no mar e ao largo da costa oriental da Região de Tohoku, na ilha de Honshu, Japão, e a 700 km da capital. Trata-se do mais forte sismo a atingir o Japão nos últimos 140 anos. De acordo com Agência Nacional de Polícia, foram confirmados 9 737 mortos e 16 501 desaparecidos. Apesar destes desastrosos números, os japoneses voltaram a impressionar o mundo conseguindo voltar a um dia a dia normal em menos de uma semana conseguindo mesmo ao fim de 6 dias já terem esta estrada abaixo fotografada totalmente reparada. ! ! ! ! ! ! ! !


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Chuvas convergentes Chuvas convergentes: Neste tipo de chuvas, o que obriga o ar a subir é a convergência ventos. Convergência significa aproximação. Ou seja, existem ventos que se aproximam e, em vez de "chocarem" um com o outro, o que estiver mais quente sobe depois arrefece e dá-se a condensação e finalmente

ocorrendo

a

precipitação.


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à I T S A B E S

O Ã R I E B O


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Clima tropical seco O clima tropical seco ocorre nas regiões envolventes aos desertos quentes. Cobrem extensas áreas na América do Norte, América do Sul, África, Ásia central e meridional e Austrália. O clima tropical seco tem apenas Duas estações a seca e a húmida, sendo a estação seca mais prolongada que a estação húmida. A temperatura é irregular, tem períodos muito quentes durante a estação seca (com temperaturas médias acima dos 30ºC), na estação húmida a temperatura tem tendência a ser mais baixa, embora raramente passe abaixo dos 20ºC. A amplitude térmica anual é, por isso, mais elevada, mas ainda consideradamente baixa. A precipitação é muito irregular, pois as duas estações (seca e chuvosa) estão muito bem marcadas no tempo. Na estação chuvosa (neste caso a mais curta) a quantidade de precipitação mensal é muito elevada, enquanto que nos meses da estação seca que é a mais longa, a precipitação pode ser nula. As formações vegetais deste clima são a Savana e a Estepe Tropical. A Savana é constituída por ervas altas salpicada por árvores e por tufos de arbustos, as folhas das árvores e dos arbustos são pequenas e duras e por vezes transformadas em espinhos. A Estepe Tropical contem ervas rasteiras salpicadas por arbustos dispersos e espinhosos, também existem animais como as raposas, os antípodes, cobras, lagartos, águias, insectos e muitos mais.


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Clima temperado mediterrâneo O clima temperado mediterrâneo existe no Sul da Europa , no Norte de África (em torno do Mar Mediterrâneo), na Califórnia (Estados Unidos Da América), no Chile, na parte mais meridional da África do Sul e no Sul e Sudoeste da Austrália. Neste tipo de clima já existem quatro estações: Primavera, Verão, Outono e inverno. No início da primavera dá-se uma progressiva subida das temperaturas até a chegada do verão altura em que as temperaturas se mantem mais ou menos constantes. No verão as temperaturas chegam a atingir os 40ºC especialmente nos messes de Junho e de Julho. Nos messes de outono acontece o contrário daquilo que acontece na primavera ou seja, dá-se uma descida progressiva das temperaturas e começam a chegar as primeiras chuvas. No inverno e a época das chuvas e na qual as temperaturas são baixas mas raramente chegam a ser negativas. A amplitude térmica anual e moderada.


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Clima temperado marítimo Nas regiões que tem um clima temperado marítimo, o verão é fresco, as temperaturas média mensal varia entre os 15ºC e os 20ºC devido à ação moderadora do mar. Quanto ao inverno, as temperaturas são moderadas, geralmente, superiores a 5ºC.Nestas regiões a amplitude térmica anual é baixa. Em relação à precipitação é abundante e distribui-se de uma forma regular ao longo ao longo do ano, embora se registem os valores mais elevados durante o outono e inverno, não existem messes secos. Existem quatro estações o verão, a primavera, o outono e o inverno. Este clima ocorre na faixa litoral dos continentes nas latitudes médias sendo exemplo o Noroeste dos Estados Unidos, a parte meridional da América do Sul e até o noroeste da europa desde a Galiza até ao Sul da Escandinávia.


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Clima temperado continental Os Países um clima tempera que manifestam do continental, tem um verão relativamente quente e quente mas pelo contrário o inverno é muito frio e longo, isto deve-se ao facto de não existir a ação moderadora do oceano. As temperaturas podem chegar a ser inferiores a 15ºC. Mas a amplitude térmica anual é elevada devido aos verões quentes, a ATA poderá chegar aos 30ºC. Ao longo do ano não chove muito mas, quando chove é principalmente nos meses de verão, durante o inverno quando existe e frequentemente sob a forma de granizo ou de neve, não há meses secos. Este clima tem quatro estações. Este clima esta localizado em zonas com uma latitude média, na América do Norte, Europa e Ásia Central.


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Clima Polar O clima polar apenas existe nas regiões polares do Ártico e da Antártida (zonas brancas da figura). Durante todo o ano as temperaturas são negativas durante quase todo o ano apenas nos messes de Junho, Julho, Agosto e Setembro as temperaturas podem não ser negativas, ainda assim não passam do 5ºC, mesmo assim há casos em que as temperaturas só não são negativas num dos messes do ano. Neste tipo de clima a chuva aumenta com a temperatura ou seja chove mais nos messes em que a temperatura e mais elevada, no verão, chove mais, mas sempre que chove é em forma de neve. Devido a localização destas regiões durante seis messes e sempre de dias e nos outro seis messes e sempre de noite este fenómeno ocorre devido a obliquidade dos raios solares, ao facto de a Terra ser achatada nos polos e ao movimento de translação da Terra em torno do Sol.


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Energia Solar A energia proveniente do sol, tem o nome de energia solar. Esta energia, pode ser utilizada de duas formas, de forma passiva ou de forma ativa. Quando é utilizada para o aquecimento de edifícios, através de adaptações ao nível da construção estamos a utiliza-la de forma passiva, por outro lada se a utilizarmos com colectores ou painéis solares colocados em locais de alta exposição solar, estamos a utiliza-la de uma forma ativa, ao receber a radiação solar transformando-a em energia elétrica que é armazenada numa bateria que está ligada a um conversor. Na forma passiva pode ser utilizada apenas virando as casas para o sol e na forma ativa com painéis solares para produzir eletricidade e aquecer a água. A maior central fotovoltaica do mundo, está em terreno Português, é a central de Amareleja no conselho de Moura, podendo abastecer cerca de 30 mil lares, o equivalente a 93GWh/ano. Esta central pode evitar a emissão de cerca de 86 mil toneladas de dióxido de carbono. A maior central fotovoltaica em meio urbano do mundo será instalada no Mercado Abastecedor da

Região

de

Lisboa

com

uma

potência

total

de

6 MW, o que corresponde ao consumo de três mil lares. A empresa Sonae também pretende instalar um milhão de metros quadrados de painéis solares em algumas das suas instalações comerciais, o que corresponderia a um total muito superior ao parque fotovoltaico de Moura. Um projeto piloto inovador será instalado no TagusPark com produção de 500 kW.


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Para além da produção de eletricidade, também existem coletores solares para aquecimento de água. Este processo de aquecimento de água é essencialmente usado por particulares. Entre os grandes utilizadores destaca-se o edifício sede da Caixa Geral de Depósitos com 1600 m! de coletores solares, com uma potência de 4 MWh/dia (167 kW). Este calor é usado para o aquecimento de água e climatização deste edifício onde trabalham cerca de 5000 pessoas. Este investimento evita a emissão de 500 toneladas de CO2 por ano. Estima-se que estejam já instalados em Portugal cerca de 300 mil m! de coletores solares, o que corresponde a 30% do estipulado pelo governo para 2010. Os particulares também podem instalar paneis fotovoltaicos no telhado das suas casas mas o problema, é o grande investimento inicial que se tem de fazer devido à instalação destes paneis ser dispendiosa. Mas por outro lado este investimento pode ser compensado pois é possível que um particular venda a energia produzida à rede elétrica nacional, a REN, obtendo assim lucros a longo prazo, também deixa de ter de pagar a conta da eletricidade ao fim do mês visto que a eletricidade passa a ser produzida de forma verde e sem gastos, apenas o gasto inicial.

Temos de passar a pensar mais nas gerações futuras e contribuir desta forma para um planeta mais verde!!!


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Sismos Um sismo é uma vibração brusca da terra, resultante do movimento das placas tectónicas, das erupções vulcânicas. Este movimento é causado pela libertação rápida de grandes quantidades de energia sob a forma de ondas sísmicas. Os sismos são vulgarmente designados por terramotos, no entanto este termo aplica-se apenas a grandes sismos, sendo que para os pequenos sismos é costume usar o termo abalo sísmico ou mesmo tremor de terra. Os sismos podem classificar-se em três tipos: Sismos de afundamento, Sismos tectónicos e Sismos vulcânicos.!"#$%$&'()*+,%-$.$/ Foco ou Hipodentro é o nome que se dá ao local, em profundidade, onde ocorreu a falha ou o movimento que deu origem ao sismo. O hipocentro é o local na vertical do hipocentro, neste local é onde o sismo tem maior intensidade e também é onde ele se sente primeiro. A energia que um sismo liberta propaga-se através de ondas sísmicas. Em países como por exemplo Portugal ocorrem sismos todos os dias, mas nós não os sentimos, apenas são detectados pelos sismógrafos, um aparelho que regista os movimentos da superfície terrestre do local onde se encontra, ao registo feito pelo sismógrafo dá-se o nome de sismograma. A quantidade de energia libertada no foco de um sismo, a magnitude, é determinada por uma escala, a escala de richter. Se o hipodentro de um sismo for no oceano para além de se poder sentir em terra o sismo muitas das vezes, a seguir ao sismo, ocorre um tsunami, ondas gigantes que se aproxima da costa a velocidades elevadíssimas e que à medida que se aproximam da costa perdem velocidade e ganhão altura, como exemplo temos o caso recente que ocorreu no Japão.


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Floresta Equatorial A floresta equatorial localiza-se, tal como o nome indica, na zona do equador, como tal o tipo de clima aqui presente é o clima equatorial. As elevadas temperaturas, a forte humidade do ar e a elevada precipitação são a razão pela qual a vegetação nas zonas equatoriais se desenvolve tão bem. Este tipo de floresta é muito densa, por isso os habitantes locais, muitas das vezes, chamam-lhe de “inferno Verde”. A razão pela qual esta floresta é tão densa, deve-se ao facto de as plantas que aqui vivem crescerem em competição pelas luz solar, luz esta que é indispensável a realização da fotossíntese. Isto leva a que existam vários extratos ou andares, em cada andar existem determinadas espécies de plantas. Aqui as árvores tem normalmente 40m de altura mas por vezes podem atingir os 60m de altura, existem algumas espécies que se utilizam destas árvores para alcançarem a luz solar, um exemplo disso é por exemplo as lianas, algumas delas chegam a atingir os 200m de comprimento, mas por vezes estas lianas enrolam-se tanto nas árvores que chega a um ponto em que estas morem estranguladas. Com estas condições ambientais, existe muita vida animal mas não animais de grande porte porque a vegetação e muito densa e eles não conseguem passar. Nas árvores existem alguns mamíferos como por exemplo macacos, jaguares, preguiças e até esquilos, imensos repteis e como seria de esperar muitos pássaros !"#


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quase sempre coloridos como tucanos, (eu já tive o prazer de ver um destes lindíssimos pássaros mesmo em cima da minha cabeça no meio da floresta e sem dúvida que é um dos mais belos que já vi e que provavelmente verei em toda a minha vida) e araras. Já ao nível do solo existe uma grande quantidade de insectos já nos rios quase sempre lamacentos e com águas turvas abitam entre os quais as famosas piranhas e também as enguias elétricas.


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Biocombustível Biocombustível é o combustível de origem biológica não fóssil, Normalmente é produzido a partir de uma ou mais plantas, todo o material orgânico gera energia, mas o biocombustível é fabricado em escala comercial a partir de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, a soja, o coqueiro, o milho, a beterraba ou mesmo as algas. Existem cerca de 11 tipos de biocombustível, o etanol produzido a partir da biomassa, o éster metílico e ou etílico, produzido a partir de óleos vegetais ou animais, o biogás produzido através da biomassa, o metanol produzido também através da biomassa, o éter dimetílico, o bio-ETBE, o biocombustíveis sintéticos hidrocarbonetos, o hidrogénio, o bio-óleo e o óleo vegetal. Mas destes os principais são a biomassa, o bioetanol, o biodiesel e o biogás.

Energia Nuclear A energia nuclear é a energia libertada numa reação nuclear, ou seja, em processos de transformação núcleos atômicos. Alguns isótopos de certos elementos apresentam a capacidade de se transformarem em outros isótopos ou elementos através de reações nucleares, emitindo energia durante esse processo. Baseia-se no princípio da equivalência de energia e massa (observado por Albert Einstein), segundo a qual durante reações nucleares ocorre transformação de massa em energia. Foi descoberta por Hahn, Straßmann e Meitner com a observação de uma fissão nuclear depois da irradiação de urânio com neutrões. A tecnologia nuclear tem a finalidade de aproveitar a energia nuclear, convertendo o calor emitido na reação em energia elétrica. Isso pode acontecer controladamente num reator nuclear ou descontroladamente


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numa bomba atômica. A reação nuclear é a modificação da composição do núcleo atômico de um elemento, podendo transformar-se em outro ou outros elementos. Esse processo ocorre espontaneamente em alguns elementos. O caso mais interessante é a possibilidade de provocar a reação mediante técnicas de bombardeamento de neutrões ou outras partículas. Existem duas formas de reações nucleares: a fissão nuclear, onde o núcleo atômico subdivide-se em duas ou mais partículas; e a fusão nuclear, na qual ao menos dois núcleos atômicos se unem para formar um novo núcleo. Este tipo de energia pode ser usada como alternativa ao petróleo porem da fusão ou fissão do urânio provem resíduos tóxicos e perigosos para a saúde humana e se por algum motivo, acontecer algum problema com o reator nuclear esse problema pode dar origem a uma explosão nuclear.


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Bibliografia WikipĂŠdia Google http://www.citi.pt/citi_2005_trabs/antonio_carvalho/Tipos%20de%20Cli mas.htm#Climas_Temperados http://pedrotildes.home.sapo.pt/climas.pdf http://www.slideshare.net/Eduardo1/sismos http://clientes.netvisao.pt/carlhenr/7ano1.htm

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