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História do Surf

Não se sabe exatamente em que momento se deu a origem do surfe, sabe-se porém que esta prática de deslizar sobre as ondas há muito tempo já era praticada pelos povos polinésios.

Windsurf Seguindo ao sabor dos ventos, singrando as ondas, manobrando sobre elas, cortando a água em alta velocidade ou simplesmente velejar calmamente curtindo o momento.


Sumário

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Um pouco sobre a história do surf mundial

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O surfista brasileiro Gabriel Medina vence a Gold Coast Quicksilver Pro, na Austrália

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História do windsurf


Um pouco sobre a história do surf mundial Não se sabe exatamente em que momento se deu a origem do surfe, sabe-se porém que esta prática de deslizar sobre as ondas há muito já era praticada pelos povos polinésios, eles que povoaram praticamente todas as ilhas do oceano pacífico, além do litoral pacífico das américas. Os primeiros relatos do surfe dizem que este foi introduzido no Havaí pelo rei polinésio Tahíto. Outros relatos dão conta de que muito antes dos havaianos, antigos povos peruanos já se utilizavam de uma espécie de canoa, confeccionada de junco, para deslizar sobre as ondas. O primeiro relato concreto da existência do esporte foi feito pelo navegador James Cook, que descobriu o arquipélago do Havaí e viu os primeiros surfistas em ação. Utilizavam-se inicialmente pranchas de madeira confeccionadas para deslizar nas ondas do mar, as pranchas eram fabricadas pelos próprios usuários que acreditava-se que ao fábricar sua própria prancha se transmitia todas as energias positivas nela e ao praticar o “esporte” se libertava das energias negativas, porem os primeiros praticantes desse esporte acreditavam que sua pratica seria na verdade um culto ao espírito do mar em sua cultura original. Na época, o navegador gostou do esporte por se tratar de uma forma de relaxamento, mas as igrejas protestantes desestimularam por mais de cem anos a prática de surfe. O reconhecimento mundial veio com o campeão olímpico de natação e pai do surfe moderno, o havaiano Duke Paoa Kahanamoku. Ao vencer os jogos de 1912, em Estocolmo, o atleta disse ser um surfista e passou a ser o maior divulgador do esporte no mundo. Com isso o arquipélago e os esportes passaram a ser reconhecidos internacionalmente.

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Na década de 1950 o esporte popularizou-se na costa oeste dos E.U.A., tornando-se uma mania entre os jovens, principalmente nas praias do estado da Califórnia. Durante as décadas de 70 e 80 o esporte espalhou-se por todo o mundo, dando início ao profissionalismo e campeonatos tendo dinheiro como prêmio. A Austrália é o país com o maior número de campeões mundiais. A organização do campeonato mundial é responsabilidade da ASP Associação de Surfistas Profissionais, o atual campeão mundial é Mick Fanning. No Brasil, as primeiras pranchas, então chamadas de “tábuas havaianas”, chegaram pelas mãos de turistas e funcionários de companhias aéreas. Sabe-se que, no Brasil, o esporte foi desenvolvido e começado em Santos, com nomes como Thomas Rittscher Júnior, Margot Rittscher, Osmar Gonçalves e João Roberto Suplicy Hafers. Gonçalves era filho de um exportador de café bem-sucedido, que lhe trouxe dos E.U.A. uma revista chamada Popular Mechanic. Um dos artigos ensinava como fazer uma prancha. Foi o que Osmar fez com a ajuda dos amigos João Roberto Suplicy Haffers e Júlio Putz entre Dezembro de 1938 e Janeiro de 1939. A prancha tinha 3,60 metros e pesava oitenta kg. Em 1952, um grupo de cariocas, liderado por Paulo Preguiça, Jorge Paulo Lehman e Irencyr Beltrão, começou a descer as ondas em Copacabana, com pranchas de madeirite. O esporte começava a popularizar-se. As primeiras pranchas de fibra de vidro, importadas da Califórnia, só chegaram ao Brasil em 1964. Em 15 de Julho de 1965, foi fundada a primeira entidade de surfe do país - a Asso-

ciação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro. Esta organizou o primeiro campeonato em Outubro daquele ano. No entanto, o surfe só seria reconhecido como esporte pelo Conselho Nacional de Desportos em 1988. Em 1989, o shaper carioca Henry Lelot e amigos, fundaram a Feserj - Federação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro - na época, a segunda Federação de Surfe do país. Atualmente, a entidades responsáveis pela organização no esporte no país são a Confederação Brasileira de Surfe (CBS) - filiada ao COB e há anos presidida pelo paranaense Juca de Barros, e a Associação Brasileira dos Surfistas Profissionais (ABRASP), sendo que o campeonato nacional denominado circuito SuperSurfe. Muitos recursos são utilizados para saber como estão as ondas, especialmente a internet , onde o surfista pode conferir ao vivo, através de sites especializados, as ondas de todo o litoral brasileiro e mesmo do exterior, através das câmeras nas praias. Pode-se também conferir os mapas e gráficos de previsão de ondas, para se programar uma viagem para a prática do surfe, garantindo assim que a viagem seja proveitosa. Este recurso só foi possível com o advento da internet, no final do século 20, antes disso, os surfistas faziam as suas viagens para surfar frequentemente sem saber como estavam as condições do mar, muitas vezes se deparando com condições adversas à prática do surfe. Outras vezes os surfistas permaneciam por longos períodos nas praias de surfe, para poder assim esperar pelas condições favoráveis à prática do surfe, desta forma porém, muitas vezes não podiam realizar outras atividades, como trabalhar ou estudar, assim o surfista tinha a sua imagem muitas vezes associada a de um desocupado, ou


O surfista brasileiro Gabriel Medina venceu, no dia 11 de março, da Gold Coast Quicksilver Pro, na Austrália, primeira das onze etapas do circuito mundial de surfe profissional (WCT).

Storm, Miguel Pupo, 21 anos, paulista de Itanhaém radicado na praia de Camburi, litoral norte de São Paulo, terminou a etapa em oitavo lugar. Com esses resultados, o Brasil tem pela primeira vez três surfistas entre os dez primeiros do ranking mundial. E outros quatro até o 25º lugar: Jadson Foi a primeira vitória de um brasileiro, André, 24 anos, de Natal-RN (13º), e Filipe e a segunda de um estrangeiro, desde a Toledo, 18 anos, paulista de Ubatuba; AleMas fatores novos e importantes levam o inclusão desta etapa no WCT. Em 2004, o jo Muniz, 24 anos, argentino com cidadamundo do surfe a desconfiar de que, dessa americano Michael Mick Lowe venceu em nia brasileira que vive em Bombinhas-SC; vez, as praias da belíssima costa douraGold Coast. Fora isso, só deu Austrália. e Raoni Monteiro, 31 anos, carioca radida australiana abrigaram algo mais do cado em Saquarema-RJ, esses três últimos que um mero triunfo do acaso. Garotão Além do primeiro lugar de Medina, Adri- empatados na 25ª posição. Dos 34 surfistas paulistano criado na praia de Maresias, ano de Souza, o Mineirinho (apesar do da primeira divisão atual do WCT, sete são São Sebastião, litoral norte paulista, 20 apelido, paulista do Guarujá radicado em brasileiros. anos, fala mansa e pausada, jeitão suave de Florianópolis-SC), 27 anos, outro brasileimenino bem educado e pinta de galã de ro muito respeitado no circuito, terminou banda teen, Medina é uma das principais a etapa em terceiro lugar. Perdeu a semifiestrelas da atual geração do surfe profisnal para Parko mas, antes disso, fez bonito: sional brasileiro. derrotou por duas vezes ninguém menos do que o americano Kelly Slater, lenda viva Uma fornada reconhecida por rivais, e fenômeno maior do esporte, onze vezes técnicos, especialistas, veículos de comucampeão mundial do WCT, considerado o nicação e fãs de todo o mundo como a Pelé do surfe, o maior atleta das pranchas melhor produzida pelo Brasil na história. em todos os tempos. Em 2013, Mineirinho Por isso, recebeu no meio um nome de venceu a terceira etapa do campeonato, batismo bonito e sugestivo: The Brazilian a de Bells Beach, em Torquay, Victoria, Storm – A Tempestade Brasileira. também na Austrália.

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E m outros tempos, essa vitória seria encarada como praticamente todas as outras de brasileiros na história. Assim: uma zebraça na semana em que os deuses do esporte decidiram, por capricho, boicotar americanos, australianos, sul-africanos, portugueses, franceses e todos os outros eternamente favoritos.

son, o Parko, 32 anos, um dos nomes mais fortes do surfe na atualidade. Não foi seu único feito na etapa. Para chegar à decisão, o brasileiro derrubou também o atual detentor do título, o também australiano Mick Fanning.

Medina venceu na final o campeão do mundo de 2012, o australiano Joel Parkin-

Para completar a festa brazuca em Gold Coast, outra jovem promessa da Brazilian


Windsurf: duas artes num mesmo esporte Seguindo ao sabor dos ventos, sin-

grando as ondas, manobrando sobre elas, cortando a água em alta velocidade ou simplesmente velejar calmamente curtindo o momento, o windsurf oferece uma gama imensa de possibilidades para quem o pratica. O equipamento é basicamente uma prancha, com uma vela para captar o vento, que pode realizar manobras, até aéreas. O windsurf é um esporte de vela típico que permite variações mais radicais e próximas do surf. De acordo com o documentário “The Windsurfing Movie” (inglês), filme de John DeCesare e Jace Panebianco, EUA 2008, foi Tom Blake, que ficou famoso por sempre tentar diversas inovações no surf. Tom, fez a primeira experiência de união entre vela e surf, incorporando uma vela a sua prancha longboard, nomeando a novidade de Sailboard, em23 de março de 1935, na ilha de Oahu, Havaí. Apesar de promissora, a ideia na foi bem aceita e nada foi feito para alavancar o esporte. Anos mais tarde, já na década de 60, o casal Newman e Naomy Darby tentou algo

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parecido, ao unir uma vela a uma canoa, seguindo o desejo de Naomy em unir o esporte do marido, velejar, ao seu, a canoagem. Dessa vez a idéia tinha um custo alto e também não foi bem aceita. Finalmente, em 1967, na Califórnia, o engenheiro espacial, Jim Drake, e seu amigo surfista, Hoyle Schweitzer, tentaram a mesma idéia, mas com um conceito diferente. Eles uniram uma vela à prancha de modo que se poderia mudar sua posição e usar o movimento da vela para mudar a direção da prancha, sem precisar de um leme, ganhando assim a característica do surf, do praticante ficar em pé na prancha, diferente das embarcações a vela em que o atleta passa mais

tempo sentado direcionando o leme. les desenvolveram uma vela que se unia a uma prancha através de um mastro articulado, que também possuía uma barra horizontal, conhecida com retranca, onde uma pessoa poderia se apoiar para ficar de pé dos dois lados da vela. A idéia funcionou e os dois registraram o invento o nomeando o como windsurf , em português surf com vento ou prancha a vela.



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