Issuu on Google+

O FUTEBOL PARA LER COM TODA A MAGIA DO DEZ

“TERCEIRO TRIUNFO”

Nº32


“No dia em que perder a tranquilidade mal será” Paulo Bento, treinador


24/01/13

geral@jornaldez.com


SPORTING - BEIRA-MAR

FINAL À HITCH


24/01/13

HCOCK Texto: Francisco Baião Fotos: Getty Images

c

aro leitor, vou começar a história do Roíam-se as unhas em Alvalade e, afinal, último Sporting 1-0 Beira Mar pelo o falhanço de Wolfswinkel era agora fim: tido como decisivo. Chamado a bater a grande penalidade, Rúben Ribeiro atira Sexta-feira, 19 de janeiro de 2013, o e… Rui, o Patrício, devolvia a defesa de Estádio de Alvalade vivia o terceiro Rui Rego, segurando a bola e a vantagem jogo da era Jesualdo Ferreira e quando do Sporting. Acabaria aqui a emoção do tudo apontava para um final de jogo jogo? Não, ainda haveria tempo para Rui tranquilo (com a tranquilidade que um Patrício, pouco mais que um espetador resultado de 1-0 e com uma equipa como em todo o encontro, voltar a ser a do Sporting desta temporada pode decisivo, ao parar uma dupla iniciativa oferecer), eis que, a partir do minuto 89’, de Batatinha já no quarto minuto de o jogo se torna electrizante, os adeptos desconto, garantindo, em definitivo, o do Sporting passam de um estado de triunfo da equipa de Alvalade. quase euforia para quase depressão e novamente euforia e soltaram um O Sporting chegava a este encontro suspiro de alívio quando o árbitro Cosme com duas vitórias consecutivas e com Machado decidiu, depois de já ter sido dois jogos seguidos sem sofrer golos e protagonista, terminar a partida. procurava, ante o Beira-Mar, elevar essa marca para três e continuar a fugir aos Aos 88 minutos de jogo, Capel, sempre últimos lugares do campeonato. Jesualdo ele a remar contra o mundo, arrancou repetia o onze de Olhão, com Patrício na na direita caindo na área aveirense, baliza, Miguel Lopes na lateral direita, alegadamente travado por Jaime. O Insúa no lado esquerdo da defesa e uma jogador do Beira-Mar é expulso e o dupla de centrais formada por Rojo e Sporting beneficia, com o resultado em Boulahrouz. O meio-campo foi entregue 1-0, de uma oportunidade de ouro para a Adrien e Rinaudo, na parte central e, fazer o 2-0 e terminar, logo ali, o encontro. para as alas, o técnico leonino chamou Chamado a converter o segundo penalti Capel e Jeffrén. Na frente o holandês da temporada, o holandês Wolfswinkel Wolfswinkel continuava a ter o apoio de não faz muito melhor do que na primeira Labyad. ocasião que teve, há algumas semanas, frente ao Nacional da Madeira, e O Sporting começou a partida à procura desperdiça a ocasião. Desta feita, ainda do golo mas, ao contrário do jogo assim, o holandês acertou na baliza, mas frente ao Olhanense, a equipa sentiu Rui Rego, com uma palmada, evitou que o dificuldades em criar grandes lances de tiro do holandês terminasse no fundo das perigo para a baliza contrária e, ao fim redes do Beira-Mar. Estávamos com 1-0, do primeiro quarto de hora, apesar do em cima do minuto final, provavelmente domínio absoluto, só por duas vezes não seria um falhanço muito grave. Puro a equipa conseguiu incomodar os engano. aveirenses. A partida chegaria mesmo ao intervalo sem golos e com o Beira-Mar No minuto seguinte, num lance em que, tal a começar a acreditar que poderia levar como na penalidade a favor do Sporting, alguma coisa de Alvalade. parece não haver motivos para castigo máximo, era o Beira-Mar a beneficiar de A segunda parte começaria com o um pontapé da marca dos 11 metros, com Sporting mais perigoso e com Jesualdo o árbitro a entender que Miguel Lopes a mexer na equipa, trocando Jeffrén por tinha carregado Batatinha pelas costas. Carrillo, que seria decisivo para a vitória


SPORTING - BEIRA-MAR

da equipa da casa. Nem foram precisos dez pelo menos, a subida ao sétimo lugar, por troca minutos em campo para o peruano do Sporting, com os vimaranenses, que ocupam a sexta a procurar recuperar o tempo perdido, voltar posição com mais dois pontos que os leões. aos grandes momentos que o tornaram famoso na época passada e que levaram os adeptos leoninos a esperar grandes coisas do extremo para a temporada que decorre. Servido por Labyad - segundo jogo consecutivo a assistir os colegas para golo -, Carrillo pegou na bola na direita, correu para o centro e, com um daqueles remates que parecem ter olhos, colocou a bola no ângulo da baliza de Rui Rego que, apesar do voo, não chegaria à bola. Em desvantagem no marcador, o Beira-Mar começou a procurar a baliza contrária com mais frequência mas raros foram os momentos de aflição para a defensiva leonina até aos momentos finais da partida, anteriormente relatados. O Sporting terminava, assim, a primeira volta do campeonato, com 18 pontos e na oitava posição, encurtando para apenas três a diferença para o 5º lugar (que dará acesso à Liga Europa), mas também com apenas quatro de avanço sobre a linha de água e com um saldo de golos negativo, tendo marcado apenas 14 (menos de um por jogo) e sofrido 16 (mais de um por jogo). Na próxima jornada, a primeira da segunda volta, o Sporting receberá o Vitória de Guimarães e, em caso de novo triunfo, que seria o quarto, garante,


SPORTING - BEIRA-MAR

24/01/13


FC PORTO - PAÇOS FERREIRA

“IZMAYLOV JÁ M


24/01/13

MARCA” Texto: Nuno Almeida Fotos: Getty Images

Apesar da chuva e do frio, a noite de sábado passado foi de festa para os portistas, não só pela vitória, mas também porque El Comandante celebrou o seu 32º aniversário e teve cerca de 23 mil pessoas – a pior assistência da época do Estádio do Dragão - a cantar-lhe os parabéns, mais uma prova do carinho dispensado pelos adeptos dos bicampeões nacionais a Lucho Gonzalez. Num jogo de sentido único, que opôs 2º e 4º classificados da Liga, o F.C. Porto impôs um ritmo elevado e realizou uma exibição personalizada e bastante convincente, dando poucas hipóteses ao Paços de Ferreira de ambicionar o que quer que fosse, resultando assim na segunda derrota sofrida pela equipa da capital do móvel, a primeira fora de casa. A outra derrota dos castores foi frente ao outro primeiro classificado, o que demonstra bem a qualidade desta equipa.

João Moutinho a espalhar a classe que já lhes é habitual. Na defesa, destaque para mais uma excelente exibição de Mangala, que continua a ganhar “peso” na equipa e que levanta a dúvida sobre a dupla de centrais a utilizar quando Maicon estiver totalmente apto a voltar à equipa. Apesar das inúmeras tentativas, o jogo foi para intervalo empatado a zero, muito por culpa do desacerto dos seus avançados, em particular de Jackson Martinez que, apesar de uma boa exibição e dos vários remates à baliza, não conseguiu marcar o seu golo da praxe. Mas o empate deviase principalmente a uma perdida incrível de Otamendi, que rematou ao lado da baliza quando se encontrava já dentro da pequena área.

A segunda parte começa praticamente com o primeiro golo do F.C. Porto, onde Alex Sandro -mais uma exibição de grande nível – ao tentar cruzar uma bola, engana o guarda-redes adversário, Os pacenses entraram em campo com fazendo-lhe um chapéu que, mesmo sem objectivo de dificultar ao máximo a vida querer, resultou num golo de belo efeito. dos dragões, tentando controlar o sector mais forte dos homens da casa, o meio Este golpe de sorte teve o condão de campo, com André Leão e Luiz Carlos quebrar as forças que ainda restavam a exercerem grande pressão sobre os ao Paços de Ferreira e permitiu ao F.C. “artistas” Lucho e Moutinho. Porto gerir o jogo com maior facilidade, onde a maior dificuldade para Helton Com James ainda lesionado, o F.C Porto foi manter-se quente, uma vez que teve apresentou o mesmo onze que, na última pouquíssimo trabalho durante todo o jornada, empatara no estádio da Luz, jogo. com Defour a jogar sobre o lado direito do meio campo e aparecendo muitas Aos 60 minutos, surge a primeira vezes como extremo direito. E até foi grande ovação da noite, quando Vítor ao internacional belga que pertenceu Pereira lançou em jogo o internacional a primeira oportunidade de golo, ao russo Marat Izmaylov, para o lugar do cabecear ligeiramente por cima da baliza desinspirado Varela, que realizou mais de Cássio uma bola cruzada do lado uma exibição muito descolorida. esquerdo do ataque dos dragões. O ex-Sporting retribuiu os aplausos, Os outros três elementos do meio campo ao assinalar da melhor maneira o seu dos azuis e brancos exibiram-se ao nível primeiro jogo no Dragão com a camisola habitual, com Fernando a limpar tudo do F.C.Porto, aos 78 minutos, marcando o que havia para limpar e com Lucho e o seu primeiro golo azul-e-branco num


bom remate cruzado, após bela jogada de Kelvin, na Luz, tinham ficado um pouco abaixo das que tinha entrado cinco minutos antes para o expectativas da exigente massa adepta do clube. lugar de Steven Defour. Com a conquista dos três pontos, os dragões Apesar da derrota, o Paços Ferreira mostrou ser colocaram-se no primeiro lugar do campeonato uma equipa bem organizada e bem orientada, - ainda que à condição - ficando à espera do que provando assim que o surpreendente 4º lugar o Benfica iria fazer na deslocação a Moreira de que ocupa, não é fruto do acaso, mas sim de Cónegos. Mesmo que os encarnados vencessem muito trabalho e empenho. o Moreirense, o F.C Porto com um jogo a menos, continuaria a depender apenas de si próprio para Para o F.C. Porto esta vitória representou uma se manter no primeiro lugar, tendo para isso que espécie de reconciliação com os seus adeptos, vencer o jogo no Estádio do Bonfim, frente ao já que as últimas exibições, exceptuando o jogo Vitória de Setúbal.


24/01/13

A próxima jornada, a primeira da segunda volta, tem como grande ponto de interesse um Sporting de Braga – Benfica e, em caso de uma “escorregadela” das águias, o F.C. Porto (que só joga dois dias depois) pode aproveitar para se isolar na liderança da Liga. Para tal, terá de pontuar no seu jogo no Estádio do Dragão, frente ao Gil Vicente, equipa que, na primeira volta, arrancou aos campeões nacionais um empate a zero. Igual resultado já daria exclusividade no primeiro lugar, mas Vítor Pereira e a sua equipa não deverão estar a pensar em menos do que uma vitória.


MOREIRENSE - SL BENFICA

“ ASSALTO AO MINHO EM DOIS ACTOS” Texto: Eduardo Pereira Fotos: Getty Images


24/01/13

Ao terceiro jogo em Moreira de Cónegos, o Benfica voltou a ser superior e, debaixo de um autêntico dilúvio, repetiu o resultado do embate para a Taça de Portugal naquele mesmo estádio. Salvio e Lima fizeram os golos da noite e deixaram a equipa na melhor posição possível para abordar o jogo de Braga, que se prevê uma autêntica prova de fogo ao carácter deste Benfica. Sem Garay, lesionado, e sem Bruno César, agora ao serviço dos sauditas do Al Ahli, Jorge Jesus vê-se privado de duas peças habituais nas manobras da equipa, mas essa tem sido, afinal, a sina de um grupo que cedo perdeu Javi e Witsel e que, ainda assim, chega a meio da prova em acesa discussão pelo primeiro lugar.

Na segunda parte, talvez percebendo que era inútil esperar pelo fim da chuva para resolver o encontro, o líder do campeonato ganhou vantagem aos 48 minutos, num remate cruzado de Salvio que Ricardo Andrade não foi capaz de travar. Desta vez, ao contrário do jogo para a Taça de Portugal, a reacção do Moreirense ficou no tinteiro e o Benfica só não fez o segundo mais cedo porque Florent cortou, em cima da linha, mais um remate de Salvio que levava o selo de golo. O extremo argentino foi perdulário mas Lima não esteve pelos ajustes, ao minuto 71, ‘picando’ tranquilamente a bola sobre o guardião adversário para fazer o 0-2. Com o jogo praticamente decidido, Jesus até já tinha começado a rodar a equipa, lançando Ola John para o lugar de Gaitán e trocando Cardozo por Rodrigo. Mais tarde, também André Almeida entrou em campo, por troca com Lima, não tanto para ajudar Matic a fechar os caminhos para a sua baliza, mas dando ao sérvio mais liberdade para se imiscuir em lances de ataque. O ex-jogador do Chelsea teve mesmo uma soberana ocasião para fechar o jogo com chave de ouro, mas o remate acabou por sair centímetros ao lado da baliza do Moreirense e, pouco depois, João Capela mandava toda a gente para os balneários pela última vez.

Olhando para a lista de indisponíveis do conjunto benfiquista, era fácil adivinhar que o eixo da defesa ia voltar a contar com Luisão. O ‘girafa’ rendeu Garay, que tem sido, de longe, um dos melhores homens do Benfica de toda a temporada, e fê-lo com a qualidade a que sempre habituou o seu público, formando com Jardel uma dupla intransponível para os homens do Moreirense. É certo que os axadrezados do Minho são, por estes dias, portadores da lanterna vermelha da Liga, mas nem por isso Ghilas deixa de ser um perigo para as redes contrárias, como bem o demonstrou no primeiro lance do jogo. Artur ficou em dívida para com o poste direito da sua baliza. Esta vitória do Benfica assume especial importância por ter sido alcançada na semana Perante tamanho arrojo da equipa da casa, e em que as contas do calendário voltaram a estar sabendo-se que o Benfica tem conseguido, de equilibradas, deixando o F.C. Porto de ter um jogo forma mais ou menos consistente, resolver os em atraso. Qualquer outro resultado em Moreira problemas com que se tem deparado ao longo de Cónegos, nesta delicada altura, poderia ter tido do campeonato, esperava-se que este encontro efeitos psicológicos devastadores na preparação viesse a ter mais emoção do que aquela que da visita ao Municipal de Braga (sábado, pelas os 90 minutos vieram a oferecer. O primeiro 20h15). O terreno dos “Guerreiros” tem sido, por tempo foi equilibrado, mais por culpa de alguma si só, ambiente inóspito de sobra para Jorge inoperância dos cinco elementos dianteiros Jesus, nos jogos em que o Benfica participa. Em dos encarnados do que propriamente por uma 2008/09, quando o técnico orientava o Sp. Braga, inesperada pressão avassaladora do Moreirense os encarnados venceram por 3-1, com golos de - que, diga-se, nunca chegou a existir. Do nulo Cardozo, Di María e Urreta. Depois disso, e já de registado ao intervalo deduzia-se unicamente águia ao peito, Jesus continuou a coleccionar que o Benfica não tinha produzido o suficiente resultados negativos na “pedreira”, tendo mesmo para trocar as voltas à defensiva minhota, apesar sido afastado de uma final da Liga Europa. O de Maxi, Luisão, Jardel, Melgarejo e Matic estarem melhor que alcançou foi um empate a uma bola, a dar conta do recado sem grandes sobressaltos. na época passada, que não chega para equilibrar


as contas: tudo somado, desde 2009/10, o Benfica foi derrotado em Braga por três vezes e empatou outra, o que se traduziu em oito pontos perdidos na corrida ao título nacional. Os encarnados sabem, porém, que o que não tem remédio, remediado está e que não vencer em Braga nem sempre significa perder o campeonato. De facto, na primeira temporada da “Era Jesus”, a turma lisboeta saiu da capital do Minho vergada a uma derrota por 2-0, mas acabou mesmo por festejar a conquista do seu 32° titulo. Nesse ano, o seu eterno rival, o F.C. Porto, também deixou três pontos na cidade dos arcebispos mas, na actual temporada, a história está a ser diferente. Os dragões venceram os arsenalistas por dois golos sem resposta e continuam bem vivos na luta pelo primeiro lugar, lançando a “batata quente” para o lado dos encarnados, que não têm outra opção que não a de ganhar, se quiserem também eles provar que têm estofo de campeão. Apesar da lesão de Garay, no decorrer da passada semana, e da transferência de Bruno César para o Al Ahli da Arábia Saudita, Jorge Jesus parece poder continuar a contar com “ovos” de sobra para cozinhar a “omelete” de que mais gosta. Assim, o típico 4-1-3-2 do Benfica deverá ser composto por Artur, Maxi, Jardel, Luisão,Melgarejo, Matic,

Salvio, Enzo Pérez, Gaitán, Cardozo e Lima, havendo ainda nomes como Ola John, André Almeida, Rodrigo e André Gomes para a segunda vaga da estratégia com que o técnico espera levar de vencida o Sp. Braga. Se necessário for, Jesus poderá ainda jogar o joker dessa espécie de reforço que é Pablo Aimar, depois de ter ficado sem efeito a sua já quase certa saída para o Médio Oriente.


24/01/13


ANÁLISE

“LIGA ZON SAGRES: A PRIMEIRA


24/01/13

A VOLTA À LUPA” Texto: Eduardo Pereira Fotos: Getty Images

A

pós as 15 primeiras jornadas. É aqui que se traça a linha que separa as duas metades da Liga Zon Sagres, ocasião propícia à realização de um balanço sobre o que tem sido o desempenho dos 16 clubes que disputam o principal escalão do futebol nacional. Há, desde logo, duas notas fundamentais: por um lado, o equilíbrio quase perfeito entre o campeão Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica e, por outro, a tenebrosa prestação do Sporting Clube de Portugal, que só agora somou as suas duas primeiras vitórias consecutivas na prova. O caso do Sporting será, eventualmente, o factor de maior estupefacção e incredulidade, não só entre as hostes leoninas, como também entre todos aqueles que minimamente se interessam por futebol no nosso país. Vencedor do campeonato nacional por 18 vezes, o Sporting parecia ter terminado a travessia do deserto no ano 2000, quando alcançou o título depois de 16 longas temporadas sem conhecer o sabor da vitória. A verdade, porém, é que Alvalade não assiste a uma festa do título há já 11 anos e tudo aponta, de forma bastante clara, para que 2013 não traga boas notícias. Eliminado da Taça de Portugal, da Taça da Liga, da Liga Europa e a 21 (!) pontos de distância do primeiro classificado, o ‘leão’ teve de esperar pela chegada de Jesualdo Ferreira para começar a ver uma ligeira claridade ao fundo do túnel. O experiente técnico tem pela frente a missão de varrer os cacos, arrumar a casa e tentar preparar terreno para que a época de 2013/14 traga mais motivos de satisfação à massa adepta verde e branca, órfã, por estes dias, do legado de Peyroteo, Travassos, Jesus Correia, Albano e Vasques. Nada preocupados com o desalento leonino, Benfica e F.C. Porto dedicaram a primeira volta a demonstrar que, salvo o ocasional imprevisto, não há concorrência à altura para eles, com excepção de... eles próprios. O clássico da Luz terminou com um empate a dois golos e com 20 minutos que ficarão na memória do futebol luso como dos mais intensos e empolgantes alguma vez vividos em jogos desta natureza. O equilíbrio de forças e argumentos é notável, a todos os níveisl: se o Benfica tem Cardozo, o F.C. Porto responde com Jackson; se o F.C. Porto tem Fernando, o Benfica dá o troco com Matic; onde James aparece a criar desequilíbrios, Lima arrasta os defesas em força e velocidade.


ANÁLISE

Apenas Moutinho parece ser uma unidade ímpar, já que o médio português, aliando o seu poder de fogo na meia distância à tremenda capacidade de desenhar o jogo, não encontra correspondente à altura no plantel encarnado. No sector intermédio, Aimar é um portento de técnica e visão de jogo e Bruno César era dono de um forte pontapé, mas o camisola 8 dos dragões reúne doses generosas de ambos, deixando os defesas desorientados na decisão entre fechar linhas de passe ou inviabilizar o remate directo. Ainda assim, nem Moutinho chegou para desequilibrar o clássico - ou, numa perspectiva mais abrangente, para fazer pender a Liga, até agora, para o lado dos portistas.

rapidamente verificamos que esta primeira volta teve também outros pontos de interesse bastante curiosos. Alguns dir-se-ão, até, inesperados, como o atraso de 10 pontos que o Sp. Braga leva para o primeiro lugar, algo que não tem sido habitual, nos últimos anos, para os lados da velha Bracara. O futebol praticado pela equipa de José Peseiro não reune consenso entre os adeptos e o certo é que, pouco a pouco, o fosso para os da frente foi crescendo e as competições europeias ficaram só para recordação. Atrás de si, a quatro pontos de distância, os arsenalistas têm um sensacional Paços de Ferreira, equipa com orçamento reduzido e que conta com apenas nove estrangeiros no grupo de trabalho. Jogando um futebol pragmático e que demonstra conhecer Começando a descer na tabela classificativa, os limites das suas capacidades, os pacenses


24/01/13


ANÁLISE têm vindo a consolidar o lugar “europeu” que ocupam e não dão mostras de grande desgaste: nunca perderam por duas vezes consecutivas e registam apenas duas derrotas em toda a prova. Inevitavelmente, diante de Benfica e F.C. Porto... Rio Ave, Vitória de Guimarães e Estoril são os senhores que se seguem, no que à classificação diz respeito. Os vilacondenses têm estado a realizar uma época bastante positiva, encontrando-se envolvidos na luta por uma posição de acesso às competições europeias e tendo sido dos poucos que não perderam diante dos dragões. A saída do goleador João Tomás foi uma perda importante para a formação de Nuno Espírito Santo e pode vir a condicionar a segunda volta da turma da foz do Ave, que tem à espreita um V. Guimarães em consistente recuperação de terreno de forma consistente, depois de um arranque de temporada bastante sofrível. O mesmo se pode dizer do Estoril Praia que, tendo partido de trás para a frente, ocupa um sétimo lugar que está provavelmente para lá do que as previsões mais optimistas do técnico Marco Silva poderiam almejar. O clube da linha de Cascais tem a particularidade de ter marcado em todos os jogos que realizou em sua casa e encontra-se em igualdade pontual com os leões de Alvadade e do Funchal - leia-se, Marítimo. Os madeirenses estão, até agora, alguns furos abaixo do lugar alcançado na temporada passada (5º) e têm tido uma prestação muito irregular. Às constantes subidas e descidas não será alheio o facto de a equipa de Pedro Martins ter o pior ataque da Liga, com apenas 13 golos apontados. Os insulares terão, por isso, de fazer pela vida para evitar surpresas vindas da linha de água, que está quatro pontos mais abaixo. Igual tarefa têm Académica, Gil Vicente e Nacional, cujo rendimento também não tem sido brilhante. Os ‘estudantes’ até cometeram a “proeza” de roubar pontos ao Benfica, à quarta jornada, mas daí em diante não têm facilitado a vida ao técnico Pedro Emanuel, que terá, porventura, vivido o momento alto da época a 8 de Novembro, com a vitória sobre o Atlético de Madrid para a Liga Europa. Essas contas pertencem, contudo, a um outro rosário e, no que ao campeonato diz respeito, terá de se trabalhar muito, em Coimbra, para evitar que o fim de temporada fique, este ano, ligado à luta pela manutenção. Em Barcelos, história semelhante: o Gil Vicente travou o F.C. Porto logo na primeira jornada (0-0), mas revelou-se impotentes para repetir o feito diante de Benfica, Sporting ou Sp. Braga (derrotas com todos eles). Pelo meio, Paulo Alves apenas viu a sua equipa triunfar por três vezes, estando em igualdade pontual com o Nacional, que não tem conseguido fazer da Choupana o temível reduto que foi, em tempos não muito distantes. Manuel Machado rendeu Pedro Caixinha em finais de Outubro mas não tem sido bem sucedido na missão de dar perfil ascendente à trajectória traçada pela sua formação na competição maior do futebol nacional. Por outras palavras, não parece haver forma de fazer o Nacional subir na tabela. Os alvinegros somam 15 pontos, o que lhes dá uma vantagem de apenas um sobre Beira-Mar, Olhanense e Vitória de Setúbal, que formam, tecnicamente, o primeiro conjunto de “aflitos”. Aveirenses e algarvios têm tido indicadores muito semelhantes, somando ambos três vitórias, cinco empates e sete derrotas. Em Olhão, o “chicote” já estalou, esta época, com Manuel Cajuda a ocupar o cargo deixado em aberto por Sérgio Conceição, ao passo que, em Aveiro, a confiança em Ulisses Morais mantém-se, apesar de o Beira-Mar ter passado grande parte do tempo na última posição da prova. Em Setúbal, que ontem acabou por ser palco da última partida primeira volta (vitória do F.C. Porto por 3-0 sobre o Vitória local), a situação não é animadora mas José Mota parece continuar a ser a aposta da direcção para manter o Vitória na Liga Zon Sagres. A tarefa será, contudo, bastante árdua, se se tiver em conta o facto de que, na primeira volta, os sadinos têm o pior registo de golos sofridos, 31, número que ultrapassa largamente a soma entre Benfica e F.C. Porto: 19. A fechar as contas, o Moreirense parece ter, também, algo de inexplicável na temporada que está a protagonizar. Se, por um lado, tem feito algumas exibições agradáveis, mesmo diante de equipas de calibre superior (recorde-se, por exemplo, a eliminação do Sporting da Taça de Portugal), por outro revela-se incapaz de materializar as boas iniciativas que vai tendo, como comprova o facto


24/01/13

de contar com uma só vitória, sobre o Nacional, na já longínqua segunda jornada. Nabil Ghilas, possante avançado franco-argelino e irmão de Kamel Ghilas, ex-Vitória de Guimarães, tem dado nas vistas com exibições muito interessantes, mas os sete golos que apontou, até ao momento, foram insuficientes para dar ao Moreirense um lugar mais confortável na Liga Zon Sagres. Com oito pontos amealhados e a concorrência directa já a seis de distância, os minhotos podem bem ser a primeira equipa a dizer adeus à principal divisão do futebol português neste ano de 2013. Para trocar as voltas ao destino, têm agora pouco menos de quatro meses. 15 jornadas.


CAN

CAN: Perdeu-se o Perfume Selvagem Texto: Bruno Miguel Espalha Fotos: AP

C

omeçou no passado fim-de-semana a CAN (Taça das Nações Africanas) de 2013, na África do Sul. Nos jogos disputados até ao momento em que escrevo esta crónica, a percentagem de empates é abismal, registando-se quatro em seis jogos. Há alguns anos atrás, quando se falava em CAN, todos os amantes de futebol sabiam que iria ser quase um mês de futebol jogado a alta velocidade, com poucas preocupações tácticas e sobretudo com muitos golos. Esta CAN está a ser o exacto oposto.

constituído família na Europa e África estava ainda muito atrasada no desenvolvimento económico e social. Adoptaram os usos e costumes europeus para se poderem integrar numa sociedade em rápido desenvolvimento mas mantiveram latentes as características originais dos povos africanos; alegria, impetuosidade, espírito de aventura e um carácter despreocupado. Este contexto histórico e cultural fornece um termo de comparação para o panorama actual. Só existem em África dois países que nunca foram colónias: a Libéria, que se formou com a chegada de escravos libertados dos Estados Quando os europeus chegaram a África e a Unidos, e a Etiópia. colonizaram quase por completo, tentaram impor os seus usos e costumes aos nativos. Adicionalmente, África nunca deixou de ser um continente muitos deles ainda foram comercializados como exportador de recursos humanos, mas actualmente escravos para os países dos seus colonizadores. Após estes são-no de livre vontade. Os que partem, o final da escravatura muitos deles optaram por não procuram na Europa melhores condições de vida regressar aos seus países de origem pois já tinham e aí constituem família. Os que já nasceram na


24/01/13

Europa enraízam os usos e costumes europeus mas Com efeito, o único país presente na CAN que não muitos nunca perdem o apego pela Mãe África. foi colonizado é a Etiópia. A Etiópia apenas foi anexada pela Itália durante um período da Segunda Esta situação é perfeitamente visível olhando para Guerra Mundial, entre 1936 e 1941. Conforme os jogadores convocados por todas as selecções mencionado anteriormente, a Etiópia é também o para a CAN 2013. Dos 368 jogadores presentes na país com mais jogadores a actuarem na Liga local competição, 247 (67,12%) jogam no estrangeiro. (20) e com menos jogadores a actuarem na Europa Desses 247 atletas, 183 jogam em clubes europeus (1). Curiosa a relação entre História e Desporto, ou seja 49,72% dos jogadores presentes na não é? competição actuam na Europa. Esta percentagem Este êxodo em massa para o continente europeu ultrapassaria facilmente os 50% caso Senegal, transporta-nos para outra problemática derivada Camarões e Egipto se tivessem qualificado para a da CAN se jogar a meio da época desportiva. Os competição. clubes ficam privados de alguns dos seus activos mais valiosos durante mais de um mês e numa No entanto, ter muitos jogadores a actuar na fase bastante crucial da época. A Liga Francesa é a Europa não é sinónimo de sucesso na prova. O que mais contribui para a CAN, com 55 jogadores, último país maioritariamente exportador a vencer logo seguida da Premier League e da Liga Belga. a competição foram os Camarões, no já longínquo Não podemos olvidar o facto de grande parte dos ano de 2002. Daí para a frente Tunísia, Egipto, por países presentes nesta edição da CAN serem extrês vezes, e Zâmbia foram os vencedores. Como colónias destes 3 países. medida de comparação a campeã Zâmbia tem apenas 4 dos seus jogadores a actuar na Europa e Não me parece que contribua para a verdade a Tunísia tem 7 jogadores no continente europeu. desportiva o facto dos clubes se verem privados O Egipto não se qualificou mas a maioria dos seus dos seus melhores jogadores durante um período seleccionáveis jogam na liga local. tão longo de tempo a meio da época desportiva. Adicionalmente, a CAN realiza-se durante o Como curiosidade estatística, o Burkina Faso tem período de transferências de Inverno, o que muitas os seus 23 convocados a actuar fora do país logo vezes motiva os clubes a contratarem jogadores seguido pela Costa do Marfim com 22 (21 na Europa) para colmatarem as ausências temporárias e e de Cabo Verde (20 na Europa). O país que menos após o regresso dos seus atletas ficam com um jogadores tem a actuar fora do país é a Etiópia com excedente em termos orçamentais e de plantel e 3 atletas (1 na Europa), seguido da África do Sul com jogadores desmotivados. com 7 atletas (todos na Europa) e de Angola com 9 Por todos os motivos referidos anteriormente a atletas (8 na Europa). CAN está, para mim, a perder os seus encantos. Os jogadores, pressionados por quem lhes paga o


CAN

ordenado, não se entregam à competição de alma e coração com medo de se lesionarem colocando em perigo as ambições desportivas do seu empregador. Muitos deles, nascidos e criados na Europa, filhos de emigrantes, mas que por estarem tapados por colegas de maior valor na selecção do país que os acolheu ou por respeito às suas raízes, escolhem representar uma nação africana. No entanto, formados e moldados ao estilo europeu, não compreendem na perfeição a génese do futebol africano e tornam o jogo lento, pouco ritmado e tentam replicar aquilo que aprenderam nos seus clubes. Esquecem-se que ao seu lado não têm os seus colegas de equipa habituais, mas sim companheiros de selecção que provêm de campeonatos muitas vezes totalmente díspares no nível competitivo e no modelo de jogo. É de saudar o facto da Confederação Africana de Futebol ter alterado a calendarização da prova de forma a não coincidir com anos de Mundial o que obrigaria os jogadores da sua Confederação a um esforço desajustado podendo acabar a época com mais de 80 jogos nas pernas. Infelizmente, a europeização da CAN está a retirar a beleza e o perfume selvagem do futebol africano. Deixámos de ver aqueles jogos electrizantes, com emoção até ao final, sem grandes preocupações defensivas ou tácticas. Não mais iremos ver jogos com a espectacularidade daquele Angola-Mali de 2010 em que Angola vencia por 4-1 aos 79 minutos e o Mali ainda conseguiu empatar o jogo com dois golos no período de compensação. É pena.


24/01/13

“Jogamos como uma galinha sem cabeça.” John Toshack


La Liga

“AFINAL O BARCELONA TAMBÉM PERDE” Texto: Francisco Baião Fotos: AP

Disputou-se, no último fim-de-semana, entre sexta e segunda-feira, a vigésima jornada da Liga Espanhola, a primeira da segunda volta, marcada pela também primeira derrota do Barcelona para a competição e por uns 45 minutos iniciais de luxo do Real Madrid, que arrasou o Valência por 0-5. A jornada arrancou na sexta-feira com a vitória do Espanyol sobre o Maiorca por 3-2, num jogo que opunha o 15º ao 18º classificado, separados por apenas um ponto. Tratava-se de um encontro importante para estes dois clubes, que têm andado na corda bamba entre os lugares de permanência e de despromoção. A equipa da casa voltou a contar com um Simão Sabrosa em bom plano (está a atravessar uma bela fase) e, desta feita, também Rui Fonte foi titular, embora tenha alinhado apenas na primeira parte. Simão abriu o ativo aos 16’, na cobrança de um livre direto, mas o Maiorca (com Nunes a cumprir os 90 minutos) chegaria ao intervalo a vencer, fruto de golos de Giovanni dos Santos e de Javi Márquez. Para sábado estavam agendadas quatro partidas que terminariam com dois triunfos caseiros (um deles, o 3-2 da Real Sociedad sobre o Barcelona) e dois empates. Aliás, registe-se que só o Real Madrid conseguiu vencer fora de portas, nesta jornada. O primeiro encontro de sábado colocou frente-a-frente Granada (17º) e Rayo Vallecano (5º), duas equipas com objectivos bem diferentes: o Granada procurava fugir aos últimos lugares, enquanto o Rayo Vallecano tentava reforçar a sua posição europeia). Seriam os homens da casa a somar os três pontos, ao vencerem por 2-0. Com este resultado, o Granada subiu ao 16º posto, enquanto o Rayo caiu para a sexta posição. Depois seria a vez da Real Sociedad (9º) receber o líder incontestado Barcelona e, se olhássemos para o marcador à meia hora de jogo, longe estaríamos de imaginar que seria esta a partida que viria a marcar a primeira derrota do Barcelona esta temporada para o campeonato, depois de uma primeira volta onde apenas cedeu um empate, frente ao Real Madrid. O Barcelona começou no ritmo e na eficácia habitual e, aos 25’, Messi e Pedro já tinham feito um golo cada, colocando o resultado em 0-2. No entanto, ainda na primeira parte, a defensiva do Barcelona voltaria a sofrer golos (já leva 23 e é apenas a quarta


24/01/13

melhor da prova), com Chori Castro a reduzir para 1-2 aos 41’. Se o jogo estava em aberto no final da primeira parte, mais ficou quando, aos 56’, Piqué recebeu ordem de expulsão, deixando os catalães em inferioridade numérica. Pouco depois, o mesmo Chori Castro empatava a partida e seria já em período de descontos que Agirretxe, entrado poucos minutos antes, daria o golpe de misericórdia, consumando a primeira derrota do Barcelona que soma, após o empate em casa frente ao Málaga, para a Taça do Rei, o segundo jogo consecutivo sem vencer. Os catalães vêm, assim, a sua vantagem sobre o segundo classificado reduzida para oito pontos. Logo depois começava o Getafe – Sevilha, embate entre 10º e 13º e que terminaria empatado a uma bola, com os golos a surgirem no final da primeira parte, marcando primeiro os forasteiros por Reyes e empatando, logo de seguida, Colunga para os da casa. As equipas continuam separadas por três pontos mas o empate permitiu que o Sevilha subisse ao 12º posto e implicou a queda do Getafe para a 11ª posição. O sábado terminaria com mais um empate a uma bola entre o sexto classificado Málaga (em queda de forma) perante o Celta (16º), numa partida em que os portugueses Duda e Eliseu começaram no banco, tendo Duda entrado nos últimos dez minutos de jogo. O próximo adversário do FC Porto na Liga dos Campeões chegou ao intervalo em vantagem, fruto de um golo de Demichelis, cabendo a outro argentino, Augusto Fernández, o golo do empate à entrada para o último quarto de hora de jogo. Ainda assim, o Málaga conseguiu recuperar a quinta posição, com mais um ponto que o Rayo, enquanto o Celta não evitou a queda para um perigoso 17ª lugar, o primeiro acima da linha de água. Para domingo estavam agendados mais quatro encontros que terminaram com três triunfos caseiros e uma vitória categórica do Real Madrid, em Valência, por 0-5, com exibição de gala na primeira parte. Para a parte da manhã estava marcado o confronto entre os dois últimos classificados do campeonato, com o lanterna vermelha Osasuna a receber o Deportivo. Os homens da Corunha chegavam a este encontro depois de um triunfo e um empate com o novo técnico Domingos Paciência mas, ao terceiro jogo, surgiu mesmo a primeira derrota e a consequente descida, novamente, ao último posto. Com os portugueses Zé Castro, Sílvio, André Santos, Bruno Gama e Pizzi entre os titulares (Diogo Salomão e Nélson Oliveira ficaram no banco, com este último a entrar aos 54’ para o lugar de André Santos), o Deportivo perdeu, por 2-1, naquela que foi a quarta vitória do Osasuna no campeonato, deixando os galegos a três pontos da salvação, num posto ocupado pela outra equipa galega, o Celta.


Seguiu-se o Valladolid – Saragoça, respectivamente 11º e 12º, duas equipas a meio da tabela e com dois portugueses habitualmente titulares. Sereno voltou a somar os 90 minutos pelos da casa, assim como Postiga nos forasteiros. O Valladolid venceu por 2-0, com um golo em cada metade, resultado que deixa a equipa da casa no 10º lugar e o Saragoça no 13º. Mais tarde, seria a vez do Atlético Madrid bater o Levante por 2-0 numa partida que punha frente a frente o 2º e o 7º classificados do campeonato, com os colchoneros, sabendo da derrota da véspera do Barcelona, a terem uma rara oportunidade de encurtar a distância para o líder. Foi com um golo em cada parte, e apesar da lesão de Falcao (que ficou em branco) que o Atlético Madrid (onde Tiago voltou a ser titular) somou mais três pontos, diminuindo para oito a diferença para a liderança e mantendo em sete a vantagem sobre o Real. O domingo terminaria precisamente com o confronto entre o oitavo classificado, Valência, e o terceiro, Real Madrid, e o resultado final de 0-5 fez lembrar a espectacular época blanca de 2011/12, em que os merengues espalhavam magia nos relvados por onde passavam. Com Coentrão e Ronaldo no onze e Carvalho no banco, o Real Madrid teve uma primeira parte simplesmente arrasadora, com Di Maria e Ronaldo a fazerem dois golos cada, isto depois de Higuaín ter inaugurado o marcador aos 9’. O tridente ofensivo, acompanhado de perto por uma exibição de gala de Özil, pareceu um vendaval para a defensiva contrária, onde alinhava Ricardo Costa (João Pereira não foi convocado). Esta foi a primeira jornada em que o Real Madrid conseguiu ganhar terreno ao Barcelona, mas a diferença de 15 pontos não deixa grandes esperanças aos merengues. A jornada terminaria na passada segunda-feira, com o jogo entre o 4º (Bétis) e o 14º (Athletic Bilbau), com o resultado final a cifrar-se numa igualdade a um bola, que resulta no atraso do Bétis na luta pelo terceiro lugar, estando agora a cinco pontos do Real Madrid. A próxima jornada acontece já este fim-de-semana, também entre sexta e segunda, com destaque para os encontros Real Madrid - Getafe, Barcelona - Osasuna e Athletic Bilbau – Atlético Madrid. 1º 2º 3º 4º 5º

Barcelona (55 pontos) Atlético Madrid (47 pontos) Real Madrid (40 pontos) Bétis (35 pontos) Málaga (32 pontos)


24/01/13


Serie A

“UN’OPINIONE ROSSONERA” Texto: Tiago Soares Fotos: AP

Introdução Alguns dos leitores do Dez já se aperceberam de que este vosso cronista tem uma ligeiríssima inclinação para os lados do “clube mais titulado do Mundo”. Desde pequeno que me acostumei a reverenciar as camisolas “rossoneras” - talvez por ter crescido e aprendido a gostar de futebol ao ver jogar o Milan de Sacchi e Capello: campeões de tudo, equipas frias com jogadores incríveis como o trio holandês Rijkaard, Gullit e van Basten, bem como figuras míticas do futebol mundial como foram (e são) Baresi, Costacurta, Maldini, Albertini, Boban, Savicevic... Fruto desta paixão “milanista”, os artigos sobre a Serie A serão, a partir de agora, um pouco mais crónicas (com óculos “rossoneri”) do que meras descrições do que foram as jornadas. Milan: vitória sobre o Bolonha e mercado de Inverno Como sabem, o Milan tem tido uma época conturbada. A equipa começou muito, muito mal, tendo conseguido até o pior início de campeonato dos últimos 70 anos e estava, à partida para esta jornada, com nove vitórias, quatro empates e sete derrotas para a Serie A, que a deixavam no sétimo lugar da classificação. Já foi eliminada da Taça de Itália (pela arqui-rival Juventus) e, na Champions, tem agora encontro marcado contra o todo-poderoso Barcelona. Esta semana, a equipa “rossonera” recebeu em sua casa o Bolonha e, recorde-se, o San Siro tem sido o palco de algumas das mais sofríveis exibições desta época, com quatro derrotas em onze partidas disputadas. A primeira parte foi a de um jogo mastigado, lento e sem rasgo, com a posse de bola a pertencer principalmente ao Milan mas com a equipa a criar apenas uma oportunidade, à passagem da meia-hora, com um cruzamento de Constant (belíssimo jogo!) a encontrar Pazzini, que cabeceou para uma bela defesa de Agliardi. Na segunda parte, o Milan continuou a controlar, com o meio-campo


24/01/13

ofensivo a cargo de Niang e Boateng (outras figuras deste jogo) a criar algumas jogadas de qualidade que esbarravam com a bem estruturada defesa da equipa visitante. Felizmente, Alegri não colocou Robinho em campo e, assim, as chances da equipa milanesa vencer aumentaram em flecha, tendo Pazzini assumido o estatuto de goleador. O primeiro golo, aos 65 minutos, decorreu de uma recepção de bola na área e um remate que embateu no defesa contrário Antonsson, ludibriando Agliardi; o segundo (aos 82 minutos) foi uma obra de arte: cruzamento da direita, recepção magistral da bola por Pazzini, finta ao adversário colocando-lhe a bola por cima e remate em vólei e de primeira. Vale a pena ver e rever. Para alguma apreensão das bancadas, Mexès demonstrou estar num baixo momento de forma, ao colocar o esférico na própria baliza no minuto 84, após um remate de cabeça de Pasquato. A vitória, no entanto, é inquestionável e merecida, pois o Milan foi a única equipa que fez por vencer. Entretanto, durante a semana e já após a resolução dos dossiers Alexandre Pato (transferido para o Corinthians) e Robinho (fica no Milan...), o presidente executivo Galliani confirmou estar a tentar dois reforços para Janeiro: Kaká e Balotelli. Se o regresso do primeiro é algo que o Milan anseia praticamente desde que o brasileiro saiu para o Real Madrid, não deixa de ser uma surpresa o italiano Balotelli estar na lista de prioridades da equipa milanesa. Tendo em conta que é uma equipa em renovação e rejuvenescimento, é uma contratação que faz sentido – mas terá Allegri o que é preciso para lidar com o “troublemaker” Balotelli? Já agora, o que considerar dos rumores do interesse do Milan em Lampard e no regresso de Beckham? A não perder as cenas dos próximos capítulos...


Juventus: vitória e consolidação da liderança Como bom “rossonero” que sou, aqui me confesso: tenho um ódio de estimação pela Juventus. No entanto, devo reconhecer que têm feito uma boa época, estando a dominar claramente a Serie A e tendo a “sorte” de, quando fraquejam, contarem sempre com a falta de “killer instinct” dos perseguidores. Entrando nesta jornada com apenas dois pontos de avanço sobre Nápoles (ver explicação mais à frente) e Lázio, a Juventus venceu a Udinese por 4-0 e conseguiu aumentar novamente a vantagem sobre os seus perseguidores. Pogba marcou dois golos (o primeiro é um golaço e o segundo um golaço é...) e demonstrou como a sua contratação ao Man. United foi acertada, tornando-se a figura maior do fim-de-semana. Antonio Conte espera ainda adicionar maior poder de fogo a esta equipa com a (quase confirmada) contratação de Llorente, do Athletic Bilbao, em mais uma boa movimentação dos “bianconeri” no mercado. Inter: empate em Roma Segunda confissão do dia: tenho um outro ódio de estimação pelo Inter. A equipa de Stramaccioni tem feito um melhor trabalho do que a maior parte esperava, principalmente tendo em conta o perfil jovem de um treinador que pouco havia provado até hoje. Neste fim-de-semana, o Inter empatou em Roma, num jogo tradicionalmente difícil a que se podem adicionar, no caso deste fim-de-semana, os adjectivos “quezilento” e “emocionante”. O 1-0 para a equipa romana surgiu aos 22 minutos, num pénalti após suposta falta de Ranocchia sobre Bradley (não parece haver motivos para tal), com Totti a marcar sem hipóteses de defesa para o especialista Handanovic. Os “nerazzurri” chegaram ao empate ainda antes do intervalo pela sua revelação da época – Rodrigo Palacio, a aproveitar uma jogada de insistência de Guarin pela direita. Na segunda parte, a Roma esteve mais no controlo do desafio, mas nenhuma equipa conseguiu fazer funcionar o marcador, tendo o Inter mantido o quarto lugar e a Roma descido para o sétimo posto. Entretanto, a equipa milanesa “despachou” Sneijder para o Galatasaray, num negócio que se arrastava há algum tempo. Final de uma novela que um jogador da classe do holandês talvez não merecesse.


24/01/13

Os outros: Nápoles, Lazio e Fiorentina Noutras notícias, o Nápoles viu, durante a semana passada, ser aceite o pedido de recurso, pela Corte de Justiça da federação italiana de futebol, relativo ao alegado caso de viciação de resultados. Além dos dois pontos devolvidos, os “partenopei” viram também anulada a multa imposta na sequência do caso, de 70 mil euros, e as suspensões de seis meses aplicadas aos jogadores Paolo Cannavaro e Gianluca Grava. Foi, no entanto, a única boa notícia da semana para a equipa napolitana, pois empatou em Florença (1-1, com o golo da Fiorentina a ser um dos maiores brindes da época, obra de De Sanctis) e atrasou-se na perseguição à líder Juventus. Jogo bem disputado entre duas equipas do top-cinco da classificação italiana, com hipóteses em ambas as balizas e bastante agradável de seguir. A Lazio empatou a duas bolas em Palermo e atrasou-se também. Começou melhor o jogo a equipa “laziale”, com um cabeceamento de classe de Floccari aos dez minutos de jogo; já na segunda parte, o avançado teve um segundo golo mal anulado e, pouco depois, o Palermo deu a volta ao jogo, com golos de Arévalo e Dybala. Hernanes empatou o jogo com um penalti, aos 85 minutos, trazendo maior justiça ao resultado. Por fim, referência ao Siena, de Neto, que venceu a Sampdoria (1-0) e mantém-se na luta para não descer de divisão. Classificação: 1 Juventus (48 pontos) 2 Nápoles (43 pontos) 3 Lazio (43 pontos) 4 Inter (39 pontos) 5 Fiorentina (36 pontos)


Premier League

VILLAS-BOAS VOLTA A TRAVAR UNITED Texto: Pedro Pinto Fotos: AP

A chuva, as tempestades, o mau tempo obrigaram os portugueses a ficarem por casa durante este fim-de-semana. Aqueles que tinham electricidade acabaram por não sofrer assim tanto pois a Premier League fez companhia com a 23ª jornada, que acabou por dar mais entusiasmo ao campeonato inglês. O Tottenham de André Villas-Boas não deixou o Manchester United fugir de White Hart Lane com os três pontos, resultado que aproximou o Manchester City da liderança, fruto de uma vitória dos citizens diante do Fulham. Destaque ainda para a vitória do Chelsea em casa contra o Arsenal e para o atropelo do Liverpool ao Norwich. Bom fim-de-semana para ficar por casa. Até ao último minuto houve o risco de não se realizar o jogo grande da jornada entre o líder e o quarto classificado mas nem a neve impediu os Red Devils e os Spurs de entrarem em campo para mais uma demonstração da imprevisibilidade e espectacularidade do futebol inglês. 1-1 foi o resultado final do encontro entre United e Tottenham mas tudo parecia encaminhado para uma vitória dos forasteiros até que Clint Dempsey deixou White Hart Lane em erupção, com um golo já muito perto do apito final. A equipa da casa até entrou melhor mas foi o United que, aos 18 minutos, inaugurou o marcador. Tom Clerverley recebeu um passe de Danny Welbeck, centrou de forma perfeita e Robin Van Persie correspondeu com o 18º golo da temporada, colocando a turma de Alex Ferguson na frente. Até ao final da primeira parte, o United tentou asfixiar o Tottenham e marcar o segundo golo mas David de Gea é que teve de parar uma iniciativa de Jermanie Defoe para preservar a liderança. Chegava a segunda parte, continuava a tempestade de neve mas chegava uma outra, também ela branca: o futebol ofensivo dos Spurs. Defoe voltou a assustar logo no reatamento mas, aos 51 minutos, Dempsey desperdiçou uma oportunidade de ouro, depois de uma grande jogada de Moussa Dembelé. Wayne Rooney saltou do banco para tentar sentenciar o encontro e foi protagonista numa suposta grande penalidade não marcada sobre o avançado inglês e que deixou Sir Alex Ferguson em fúria. Em Portugal diz-se que quem não mata, sofre. E foi exactamente esse o caso quando De Gea socou de forma desastrada para Lennon, o responsável pela assistência para Dempsey, que, desta feita, não foi perdulário e empatou o encontro. Os Spurs festejavam o empate e o United não conseguia repor a vantagem de 7 pontos face ao Manchester City.


24/01/13

Bem mais descansada foi a tarefa dos citizens, em casa, contra o Fulham. Aos 2 minutos, o criativo David Silva já festejava ao primeiro golo e foi com calma que, mesmo entre alguns tropeços durante o resto do encontro, o médio espanhol voltou a fazer o gosto ao pé na segunda parte, cortando assim a desvantagem para a frente do campeonato para cinco pontos. E foi realmente desde início que tudo se começou a desenhar, mesmo sem Agüero e Nasri de regresso mas no banco de suplentes. O ex-Benfica Giorgos Karagounis errou o passe, lançou o ataque dos campeões em título e viu Dzeko sair disparado até assistir Silva, com o espanhol a não ter quaisquer problemas em confirmar o primeiro golo da partida. O problema é que os citizens adormeceram, os adeptos foram na toada e o Fulham entrou na partida, embora sem concretizar as ameaças em perigo real - um grande cruzamento de Damien Duff, não correspondido da melhor forma, foi o lance de maior pânico para a defesa dos azuis de Manchester. Os 22 jogadores foram para o descanso e, aos 63 minutos, entrou Nasri para substituir o lesionado Zabaleta. Do outro lado, Kieran Richardson também saía lesionado, mas o golpe fulcral da partida surgiu aos 69’, quando o médio francês deixou em Carlos Tévez, que fez uma assistência genial para David Silva pôr termo a quaisquer hipóteses que o Fulham ainda tivesse. O domínio do City foi claro até ao apito final mas tal não se traduziu em golos nem no hat-trick de Silva, claramente o homem-dojogo. Vitória confortável para os campeões em título, enquanto continuam a perseguição ao United no topo da classificação. Neste momento, cinco são os pontos que separam os rivais de Manchester e já se jogaram 23 jornadas. Venha daí mais um final entusiasmante como na temporada passada... Nós não nos importamos. Outro estádio onde a neve decidiu marcar presença foi Stamford Bridge, o palco que acolheu o histórico e sempre entusiasmante embate entre Chelsea e Arsenal. Muito se lutou no relvado londrino mas foram os blues a saírem vitoriosos por 2-1 diante dos gunners, consistentes na sua inconsistência - parece uma contradição mas é realmente verdade, especialmente ao ver os extremos de genialidade e mediocridade em que a equipa de Arsène Wenger tem tocado nesta temporada.


Martin Atkinson apitou para o início da partida, os adeptos sentavam-se e, talvez antes de alguns chegarem, já estava 2-0. Corriam 16 minutos de jogo e já o Chelsea tinha criado uma margem de segurança perante uma equipa do Arsenal perfeitamente desorientada. Abou Diaby não tinha ritmo para aguentar o meio-campo dos blues, Bacary Sagna parecia um jogador a menos e o Chelsea aproveitava. Aos seis minutos, Mata aproveitou o desleixo de Sagna, recolheu o lançamento longo de Azpilicueta e não teve problemas em bater Szczesny para abrir o activo. O espanhol, juntamente com Eden Hazard e Oscar, continuava permanemente a ameaçar a unidade defensiva do Arsenal, pelo que foi com naturalidade que chegou o 2-0. Até foi Ramires a sofrer a falta dentro da grande área mas o marcador foi, pois claro, Frank Lampard, agora já a apenas 7 golos de se tornar o mais goleador da história do Chelsea. Sabem quem é que se juntava à partida na segunda parte? O Arsenal. Sim, o Arsenal finalmente entrava no jogo e, aos 58 minutos, Theo Walcott reduziu para 1-2, já depois de Mertesacker, o próprio Walcott e Giroud terem ameaçado chegar ao golo. Uma finalização de qualidade a passe fantástico de Santi Cazorla, que relançava a partida. Enquanto Fernando Torres não conseguia fechar a partida, o Arsenal pressionava, tentava chegar ao empate mas Gary Cahill foi imperial já perto do fim, com Walcott a cheirar o golo mais uma vez. Contas feitas, os gunners voltaram a perder e agora encontram-se a quatro pontos do Everton, que está na quinta posição, e a sete do Tottenham, logo acima. Já o Chelsea continua a lutar para manter o terceiro posto na perseguição aos clubes de Manchester.


24/01/13

Nota ainda para a super exibição do Liverpool diante do Norwich, para recuperarem do desaire por 2-1 diante do Manchester United. Foi de forma peremptória e enfática que a equipa de Brendan Rodgers despachou o 13º classificado por 5-0, com uma prestação que não deixa margem para dúvidas. Henderson, Suarez, Sturridge, Gerrard e Sterling foram os marcadores de serviço perante um Norwich expectante e impotente perante o poder de fogo dos homens da cidade dos Beatles. Classificação: 1º 2º 3º 4º 5º

Manchester United (56 pontos) Manchester City (51 pontos) Chelsea (45 pontos) Tottenham (41 pontos) Everton (38 pontos)


MIÚDO MARAVILHA

OMAR ADBULRAHMAN Texto: Bruno Sol Pinto Fotos: google.com

No coração do Médio Oriente, não se pense que o futebol é algo que passa ao lado. Com contas bancárias recheadas e paixões platónicas por “velhotes” craques europeus, também podem existir pequenos diamantes árabes que, por uma razão ou por outra, nunca vingam totalmente. Recentemente apareceu um jogador que quer quebrar com este facto: Al Amoodi Abdul-Rahman Omar. Na Europa é conhecido como Omar Abdulrahman e a sua alcunha árabe é Amoory. Para quem acompanhou os recentes Jogos Olímpicos de Londres, este é um nome que, apesar de difícil, não lhe é estranho. Com o número 15 nas costas da camisola, Abdulrahman espalhou magia a cada passo e deixou muitos olheiros boquiabertos com tamanha qualidade. Nasceu em Riade (Arábia Saudita), no ano de 1991. Começou a jogar no modesto Hwary Riyadh, mas desde cedo chamou a atenção dos melhores clubes do país, como o Al Hilal. Dificuldades com o processo de naturalização da família levaram Abdulrahman a continuar na Arábia. Só em 2008 é que o craque chegou a acordo com o Al Ain dos Emirados Árabes Unidos. Naturalizou-se por aquele país e começou a brilhar nos relvados locais. Através da selecção dos Emirados tem atraído muitos clubes e, um dos mais falados, foi o Benfica. Com um pé esquerdo abençoado pelos deuses e uma capacidade de último passe simplesmente fenomenal, a Arábia parece curta para tanto talento. Último interessado: Manchester City!


24/01/13

“O que hoje é verdade, amanhã é mentira” Pimenta Machado, ex-presidente do Vitória de Guimarães


INTERNET

EDITORIAL Coordenação: Carlos Maciel e Francisco Baião Editor Chefe: Francisco Baião

facebook.com/jornaldez

Direcção de arte e maquetização: Carlos Maciel

twitter.com/jornaldez

Redação: Tiago Soares, Bruno Miguel Espalha, Pedro Martins, Bruno Sol Pinto, Pedro Pinto, João Silva, Carlos Maciel, Francisco Gomes da Silva, Francisco Baião, Eduardo Pereira, Pedro Vinagreiro, Nuno Almeida, José Lopes

http://www.jornaldez.com

Publicidade: Ricardo Sacramento

O Jornal Dez não se faz responsável da opinião dos seus colaboradores.

Féher, nove anos depois


Edição 32