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Escola Secundária do Restelo

Disciplina: Língua Portuguesa Professora: Vera Veiga

Francisco Vasconcelos 21/12/12

10º D Nº 12


Nome do Autor: Herman Melville Título da obra: Moby Dick Editor: Relógio D’Água Editores Local e data: Lisboa, 2005

Informações sobre o autor : Nasceu a 1 de agosto de 1819 em NY nos EUA e faleceu no mesmo local a 28 de setembro de 1891, com 72 anos.

Após a morte do pai, em 1832, teve de ajudar a manter a família (então com oito crianças). Assim, trabalhou como bancário, professor e agricultor. Em 1839, embarcou como ajudante no navio mercante St. Lawrence, com destino a Liverpool e, em 1841, no baleeiro Acushnet, a bordo do qual percorreu quase todo o Pacífico. Quando a embarcação chegou às ilhas Marquesas, na Polinésia francesa, Melville decidiu abandoná-la para viver junto aos nativos por algumas semanas. As suas aventuras como "visitante-cativo" da tribo de canibais Typee foram registadas no livro Typee, de 1846. Ainda em 1841, Melville embarcou no baleeiro australiano Lucy Ann e acabou por se unir a um motim organizado pelos tripulantes insatisfeitos pela falta de pagamento. O resultado foi que Melville foi preso em uma cadeia no Tahiti, da qual fugiu pouco depois. Todos esses acontecimentos, apesar de ocuparem menos de um mês, são descritos em seu segundo livro Omoo, de 1847. No final de 1841, embarcou como arpoador no Charles & Henry, na sua última viagem em baleeiros, e retornou a Boston como marinheiro, em 1844, a bordo da fragata United States. Os dois primeiros livros renderam-lhe muito sucesso de crítica, público e um certo conforto financeiro. Em 4 de agosto de 1847, Melville casou com Elizabeth Shaw e, em 1849, lançou seu terceiro livro, Mardi. Da mesma forma que os outros livros,Mardi inicia-se como uma aventura polinésia, no entanto, desenvolve-se de modo mais introspetivo, o que desagradou o público já cativo. Dessa forma, Melville retomou à antiga fórmula literária, lançando duas novas aventuras: Redburn (1849) e White-Jacket (1850). Nos seus novos livros já era possível reconhecer o tom visivelmente mais melancólico, que adotaria a seguir. Em 1850, Melville e Elizabeth mudaram-se para Arrowhead, uma quinta em Pittsfield, Massachusetts (atualmente um museu), onde Melville conheceu Nathaniel Hawthorne, a quem dedicou Moby Dick, publicado em Londres, em 1851. O fracasso de vendas de Moby Dick e de Pierre, de 1852, fez com que o seu editor recusasse o manuscrito, hoje perdido, The Isle of the Cross.


Síntese do conteúdo: A ação começa na América do Norte numa pequena ilha de nome Nantucket, que faz parte do estado de Massachusetts, no ano de 1856, no século XIX. A personagem principal, o narrador chama-se Ismael. Ismael é um rapaz estrangeiro com um fascínio pelo mar principalmente com a atividade da caça à baleia. Uma noite, Ismael hospeda-se numa estalagem com o nome “Spouter Inn”, onde fica alojado no mesmo quarto que um arpoador canibal da Polinésia, Queequeg era o seu nome. Partilhando o mesmo sonho, os dois tornam-se amigos e decidem tentar a sua sorte numa embarcação de nome “Pequod”, que, era constituída por ossos de baleia, onde recebem a primeira caraterização de Ahab, o capitão do baleeiro, um homem grandioso mas pouco cristão. Antes de embarcarem um homem estranho chamado Elias, prevê desastres para eles durante a viagem, dizendo que quando a viagem acabar todos morreram à exceção de um. A tripulação é composta por Starbuck, o primeiro imediato, um homem bastante prático, Stubb o segundo imediato, tem uma atitude mais descontraída e jovial. O terceiro imediato é Flask, que possui uma postura mais combativa. O resto da tripulação é composta principalmente por marinheiros tipicamente americanos, havendo alguns tipos diferentes, tais como os outros arpoadores, o índio Tashtego e o africano Daggoo. E lá embarcaram Ismael e Queequeg à procura de baleias para fazer óleo para as lamparinas das casas americanas, mas, o capitão permanece isolado dentro da sua cabine. Passado alguns dias Ahab finalmente revela-se à tripulação dizendo a intenção principal, era matar uma baleia em especial, uma baleia branca gigante de nome Moby Dick que lhe tina tirado um membro, a perna esquerda. Depois de apanhar um cachalote, Stubb também mata uma baleia branca. Embora não esteja na programação do navio, o Pequod persegue uma baleia branca por causa dos bons presságios associados a ter juntas num mesmo barco as cabeças de um cachalote e de uma baleia branca. Stubb e Flask discutem rumores sobre Ahab ter vendido sua alma a Fedallah. O Pequod encontra-se com um navio alemão, o Jungfrau, que desesperadamente necessita de óleo. Competem por uma grande baleia, e o Pequod consegue arpoá-la. Entretanto, a carcaça da baleia começa a afundar quando o Pequod tenta amarrá-la e são obrigados a abandoná-la. A seguir, o Pequod encontra um grande grupo de cachalotes e fere vários, capturando apenas um. Vários dias após o encontro com o Rosebud um outro baleeiro, Pip, um jovem negro, entra em pânico quando o seu bote estava a caçar uma baleia e atira-se ao mar, emaranhando-se na corda do arpão. Stubb repreende-o furiosamente por sua covardia e diz que ele será abandonado no mar se fizer isso novamente. Quando Pip repete seu gesto, Stubb mantém sua palavra e Pip só sobrevive porque um bote próximo o resgata. Como consequência do trauma, Pip enlouquece.


O navio seguinte com o qual o Pequod se encontra é uma embarcação britânica chamada Samuel Enderby. Eles têm notícias sobre Moby Dick, mas um dos tripulantes, o Dr. Bunger, previne Ahab a se manter afastado da baleia. Mais tarde, a perna de Ahab quebra-se e é necessário que o carpinteiro a conserte. Ahab trata o carpinteiro com desdém. Quando Starbuck descobre que há uma fenda no casco, ele vai até a cabine do capitão para dar a notícia e sugestões. Ahab discorda da opinião de Starbuck e fica tão enfurecido que chega a apontar-lhe um mosquete. Embora Ahab avise Starbuck que existe apenas um Deus no mundo e um capitão no Pequod, o imediato diz que ele não será um perigo para Ahab, pois Ahab já é um perigo suficiente para si mesmo. Ahab acaba aceitando o conselho dado por Starbuck. Queequeg fica muito doente com febre e parece estar à beira da morte. Pede como último desejo uma canoa para servir como seu ataúde. O carpinteiro mede Queequeg e constrói o seu caixão. No entanto recupera, afirmando ter desejado sua própria cura. Guarda o ataúde e utiliza-o como uma arca. Ao atingir o Oceano Pacífico, Ahab ordena que Perth, o ferreiro, forje um arpão para ser usado contra Moby Dick. Perth prepara o arpão, conforme ordenado. Ahab então exige que ele seja temperado com o sangue dos seus arpoadores pagãos, e afirma batizar o arpão em nome do Diabo. No dia seguinte, Pequod mata quatro baleias e naquela noite Ahab sonha com carros fúnebres. Ele e Fedallah almejam matar Moby Dick e sobreviver ao combate, e Ahab proclama sua própria imortalidade. Ahab precisa decidir entre uma rota tranquila, passando pelo Cabo da Boa Esperança e de volta para Nantucket, e uma rota difícil em perseguição a Moby Dick. Ahab tranquilamente decide continuar sua busca. O Pequod em breve depara-se com um tufão na sua viagem pelo Pacífico e, durante a tormenta, a bússola do navio desmagnetiza-se. Quando Starbuck sabe disto, ele vai até a cabine do capitão para avisá-lo, e encontra-o adormecido. Na manhã seguinte ao tufão, Ahab corrige o problema com a bússola, a despeito do ceticismo da tripulação, e o navio prossegue a sua jornada. Ahab descobre que Pip tinha enlouquecido e oferece a sua cabine para o pobre rapaz. O Pequod encontra-se com mais um navio, o Rachel, cujo capitão, Gardiner, conhece Ahab. Ele pede a ajuda ao Pequod para procurar o seu filho, que pode estar perdido no mar, mas Ahab recusa secamente quando descobre que Moby Dick está por perto. O último navio encontrado pelo Pequod é o Delight, um barco que tinha enfrentado recentemente Moby Dick e ficado quase destruído. Antes de finalmente achar Moby Dick, Ahab relembra aquele dia quase quarenta anos atrás quando ele tinha arpoado sua primeira baleia, e lamenta a solidão destes anos no mar. Ele admite ter perseguido a sua presa mais como um demônio do que como um homem. A luta contra Moby Dick dura três dias. No primeiro dia, Ahab avista pessoalmente a baleia, e os botes remam na sua direção. Moby Dick ataca e afunda o bote de Ahab, mas ele sobrevive ao ataque e é recolhido pelo bote de Stubb. Apesar dessa tentativa fracassada em derrotar a baleia, Ahab persegue-a novamente no dia seguinte.


No segundo dia, acontece uma nova derrota, muito semelhante à anterior. Desta vez, Moby Dick quebra a perna de marfim de Ahab, enquanto Fedallah morre afogado ao ser preso pela linha do arpão e arrastado para o mar. Depois deste segundo ataque, Starbuck critica Ahab, dizendo-lhe que a sua perseguição é ímpia e ofensiva a Deus. Ahab declara que o combate entre ele e Moby Dick está imutavelmente decretado, e que a atacará novamente no dia seguinte. No terceiro dia do ataque a Moby Dick, Starbuck entra em pânico por ceder às exigências de Ahab, enquanto este diz que alguns navios saem dos seus portos e jamais retornam, aparentemente admitindo a futilidade da sua obsessão. Quando Ahab e sua tripulação chegam até Moby Dick, Ahab finalmente acerta a baleia com o seu arpão, mas ela novamente vira o bote de Ahab. A baleia investe furiosamente contra o Pequod, que é duramente golpeado e começa a afundar. Num ato aparentemente suicida, Ahab lança seu arpão em Moby Dick, mas fica emaranhado na linha e mergulha no oceano com ela. Somente Ismael sobrevive ao ataque, estando num dos botes destruídos, consegue agarrar-se ao caixão de Queequeg, acabando por ser resgatado pelo Rachel, que navegava à procura do filho do capitão.

Citações: “ Chamem-me Ismael”--- Pág. 29 “ "Prefiro embarcar com um canibal sóbrio do que com alguém civilizado e bêbado." Todas as velas, as lamparinas e todas as tochas que queimam por este mundo”...“diante de tantos santuários, queimam por glórias nossas!”.


Comentário:

Escolhi o “Moby Dick” de Melville, como leitura integral porque já tinha ouvido falar muito bem desta obra e despertou-me a curiosidade. Assim, desloquei-me a uma biblioteca e requisitei-o, quando cheguei ao fim do livro estava fascinado com a sua história. À medida que ia lendo, fiquei a conhecer como é que no século XIX se caçavam as baleias, as suas caraterísticas físicas, o traçado da sua rota no mar do Sul e alguns pormenores da história da América do Norte. Cada personagem tinha alguma caraterística física ou psicológica que a diferenciava dos outros como o capitão Ahab e a perna de marfim, Starbuck, sendo um homem bastante prático, Stubb ao ter uma atitude mais descontraída e jovial, Flask, o que possui uma postura mais combativa e os arpoadores que tinham todos diferentes nacionalidades: Queequeg da Polinésia, Tashtego da América do Sul e Daggoo de Africa. Com a leitura integral desta obra percebi que o sentimento de vingança e ódio só servem para o ser humano se autodestruir, como acontece com Ahab na história, procurando unicamente a vingança cega contra a baleia branca que lhe tirou uma perna, levando à sua morte e dos seus marinheiros. Considero, este livro, uma obra fantástica, emocionante, que me deixou agarrado à história do princípio ao fim.

Moby Dick  

ficha de leitura

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