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Notícias do ténis AELTC / TIM CLAYTON

EDIÇÃO ONLINE | JULHO 2019

Very British!

CIF, Jamor e CT Estoril recebem Mundiais de Veteranos


ESCREVER HISTÓRIA warming up

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o All England Lawn Tennis and Croquet Club, em Londres, João Sousa voltou a escrever mais uma página que entra na história pessoal do tenista vimaranense como na do ténis português. A presença do número um português na atualidade nos oitavos de final, quarta ronda, de Wimbledon demonstrou, mais uma vez, a fibra de João Sousa, um dos esteios da seleção na Taça Davis é capaz. No ano passado, João Sousa também jogou a quarta eliminatória no Open dos Estados Unidos, a quarta prova do Grand Slam do ano, acabando por ser vencido apenas pelo número um mundial, o sérvio Novak Djokovic. Nunca antes um tenista português tinha atingido os oitavos de final de uma prova do Grand Slam. Poderia dizer que já não há adjetivos para João Sousa, mas não acredito que assim seja. O tenista tem muitos factos históricos e muitos mais terá no futuro, tenho essa convicção e a certeza que muitos têm o mesmo pensamento. Muitas vezes referi-me à qualidade do ténis português. Quero voltar a ela para afirmar que, indiscutivelmente, não se resume aos intérpretes. Em Wimbledon, um torneio de grande tradição, também as classes dos treinadores e da arbitragem portuguesas estiveram presentes, espalhando o perfume do ténis português. É justo aqui associar Frederico Marques aos feitos de João Sousa. O treinador (e amigo) tem uma longa ligação ao tenista, que tem produzido muitos frutos. Frederico Marques tem estado presente em todas as horas, muitas de sabor amargo, desde o crescimento de João Sousa no circuito profissional até à afirmação do vimaranense. O conhecimento que o técnico tem do seu atleta, das suas ambições e das suas capacidades, está na base do sucesso. Quando João Sousa, com 15 anos de idade, trocou Guimarães por Barcelona, levava essa ambição e uma grande capacidade para ser potenciada. O treinador leu bem João Sousa e formou com o tenista uma dupla com muitos frutos. Também para a história ficarão os prestigiados Mundiais de Veteranos, em equipas e individuais, que vão realizar-se pela primeira vez em Portugal. Mais de meio milhar de tenistas vão atuar no CIF, no Jamor e no Clube de Ténis do Estoril. O ténis português está em alta!

Federação Portuguesa de Ténis Rua Ator Chaby Pinheiro, 7A — 2795-060 Linda-a-Velha Tel.: 214 151 356 | Fax: 214 141 520 | geral@fptenis.pt | www.tenis.pt

EDIÇÃO ONLINE Direção: Vasco Costa | Coordenação: José Santos Costa

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS

VASCO COSTA Presidente da Federação Portuguesa de Ténis


MILLEN

winner

MILLENNIUM ESTORIL OPEN UNITED PRESS / JOSÉ RASQUINHO

AELTC / TIM CLAYTON

JOÃO SOUSA

GONÇALO OLIVEIRA FOI O TENISTA PORTUGUÊS QUE JOGOU MAIS TORNEIOS NOS CIRCUITOS PROFISSIONAIS JOÃO SOUSA ATINGIU A QUARTA RONDA NA RELVA NATURAL DO ALL ENGLAND TENNIS AND CROQUET CLUB

NUNO BORGES E FRED GIL, NO FINAL DA DECISÃO NO CT SETÚBAL

ESPLENDOR NA RELVA DE WIMBLEDON JOÃO SOUSA JOGOU OS OITAVOS DE FINAL EM WIMBLEDON, A TERCEIRA PROVA DO GRAND SLAM DO ANO. NO ANO PASSADO, O NÚMERO UM PORTUGUÊS NA ATUALIDADE E O MAIS COTADO DE SEMPRE TINHA ATUADO NA QUARTA RONDA DO OPEN DOS ESTADOS UNIDOS. FOI A RONDA MAIS AVANÇADA QUE UM REPRESENTANTE DO TÉNIS PORTUGUÊS ATINGIU EM MAJORS FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS

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AELTC / TIM CLAYTON

 JOÃO SOUSA E RAFAEL NADAL ENCONTRARAM-SE PELA PRIMEIRA VEZ EM ENCONTROS DE PROVAS DO GRAND SLAM

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ais um feito singular. João Sousa jogou os oitavos de final no quadro principal de singulares em Wimbledon, a terceira de quatro provas do Grand Slam do ano. Apenas o espanhol Rafael Nadal travou o número português. O trajeto de João Sousa na relva natural do All England Tennis and Croquet Club, em Londres, começou com o britânico Paul Jubb, 431.º no mundo na altura. Vitória do vimaranense, em quatro partidas, concluídas com 6-0, 6 -3, 6-7 (8) e 6-1. Seguiu-se Mario Cilic, 18.º no mundo, que, há pouco mais de um ano, se posicionou em terceiro no ranking ATP. O croata, campeão do Open dos Estados Unidos em 2014, foi vergado com um triplo 62 e João Sousa igualava o máximo pessoal em Wimbledon, registado em 2016 — a terceira eliminatória. Pela frente, outro tenista britânico, Daniel Evans, nos 16 avos

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AELTC / SIMON BRUTY

MILLENNIUM ESTORIL OPEN

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Pela segunda vez, João Sousa apurouse para uma quarta ronda numa prova do Grand Slam, depois de ter sido o primeiro português a consegui-lo, no ano passado, no Open dos Estados Unidos. Em Flushing Meadows, quarta prova do Grand Slam de cada temporada, só o número um no mundo, o sérvio Novak Djokovic, logrou o triunfo sobre o tenista português mais cotado de sempre. Nos oitavos de final em Wimbledon, o adversário do tenista português foi o espanhol Rafael Nadal, atual número dois mundial e vencedor em Wimbledon por duas vezes, em 2008 e 2010. Foi o primeiro embate entre os dois tenistas ibéricos em eventos de categoria major. O sonho de João Sousa em Wimble-

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de final do único major disputado em relva natural. João Sousa travou uma luta intensa com Evans, 61.º mundial, que começou por vencer a primeira partida. O português, 69.º naquela altura, reagiu e venceu os dois sets seguintes, mas não conseguiu evitar uma quinta partida. O resultado acabou por pender para o tensita vimaranense, por 4-6, 6-4, 7-5, 4-6 e 6-4, depois de três horas e 56 minutos. «Muito orgulhoso» com mais um registo histórico, João Sousa, que admitiu ter sido difícil a vitória sobre Evans, referiu que a passagem aos oitavos de final em Wimbledon constituía «um sonho realizado». O tenista nascido em Guimarães aludiu ao ambiente, com um «público incrível».

JOÃO SOUSA CUMPRIMENTA DAVID EVANS, DEPOIS DE UMA DURA BATALHA DE QUASE QUATRO HORAS

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MILLENNIUM ESTORIL OPEN

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PEDRO SOUSA É UM DOS TENISTAS QUE INTEGRAM A SELEÇÃO NACIONAL PARA A VIAGEM AO LONGÍNQUO CAZAQUISTÃO

classificação. Os treze lugares ganhos permitiram-lhe a reentrada no top 60, para ocupar a 56.ª posição. O tenista minhoto é o tenista português com mais presenças em quadros principais em singulares de provas do Grand Slam [ver informação sistematizada nas páginas seguintes]. Desde 2012, com a estreia em Roland Garros, que João Sousa tem atuado nos quadros principais de provas do Grand Slam. São já 27 eliminatórias, mais do que Nuno Marques jogou.

NA RELVA NATURAL DE WIMBLEDON, JOÃO SOUSA IGUALOU A PRESENÇA NUMA QUARTA RONDA DE UM EVENTO DO GRAND SLAM

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GASTÃO ELIAS FESTEJA A VITÓRIA SOBRE A ÁFRICA DO SUL, EM OUTUBRO, NO CIF, DESPEJANDO CHAMPANHE SOBRE JOSÉ VILELA, ANTIGO SELECIONADOR NA TAÇA DAVIS

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BRAGA 2019 FERNANDO AELTCOPEN / SIMON CORREIA BRUTY

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don — jogou no quadro principal de singulares pela sexta vez — terminou com o triunfo de Nadal, por triplo 6-2. «Não há muita coisa a dizer. O ’Rafa’ esteve muito bem. Fez um encontro incrível e demonstrou o porquê de ser um dos melhores jogadores da atualidade e da história. Nadal esteve demolidor e aniquilou por completo as minhas armas e a estratégia que tinha», afirmou João Sousa, de 30 anos, treinado por Frederico Marques. Apesar da eliminação perante o recém campeão de Roland Garros, a terceira prova do Grand Slam do ano, João Sousa manifestou contentamento pela campanha em Wimbledon. «Estou muito contente por ter chegado mais uma vez a uma quarta ronda de um torneio do Grand Slam. Em Wimbledon, joguei a um bom nível e fiz bons encontros. E fiz história. É sempre bom deixar o nome de Portugal na história do ténis e é um orgulho para mim», salientou o tenista português, que, com 15 anos, radicou-se em Barcelona, para integrar a academia BTT (Barcelona Ténis Total). João Sousa sublinhou que «é um orgulho» por, conjuntamente com «a equipa técnica», fazer «um bocadinho parte da história de Portugal». Com a presença na quarta eliminatória em singulares em Wimbledon, onde se apresentou na 69.ª posição na hierarquia mundial, João Sousa — 28.º no ranking ATP, em 26 de maio de 2016 —subiu na


FERNANDO CORREIA

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OPEN DA AUSTRÁLIA

PORTUGUESES NOS MAJORS Na relva natural de Wimbledon, João Sousa atingiu a quarta eliminatória, igualando o feito no Open dos Estados Unidos, no ano passado. Antes do tenista vimaranense ter estabelecido mais um recorde, apenas Fred Gil conseguiu ganhar dois encontros em provas do Grand Slam. Foi em 2010, no Open dos Estados Unidos, a quarta prova do Grand Slam de cada temporada. Em femininos, Michelle Larcher de Brito jogou por duas vezes a terceira eliminatória em majors, a primeira em 2009, com apenas 16 anos, em Roland Garros. Em 2013, em Wimbledon, Michelle Larcher de Brito venceu a russa Maria Sharapova, a terceira na hierarquia mundial na altura, logrando inscrever o nome na terceira ronda. Nestas páginas, recorda-se os registos dos tenistas portugueses — apenas com presenças em quadros principais e com um mínimo de dois triunfos — em provas do Grand Slam.

JOÃO SOUSA

NUNO MARQUES

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1988 1989 1989 1990 1991 1995 1996 1997 1999 2008 2009 2010 2011 2012

2.ª eliminatória 1.ª eliminatória 3.ª eliminatória 3.ª eliminatória 1.ª eliminatória 2.ª eliminatória 3.ª eliminatória

1.ª eliminatória 1.ª eliminatória 2.ª eliminatória 1.ª eliminatória

1.ª eliminatória 1.ª eliminatória

FRED GIL

1989 1991 1993 1991

1.ª eliminatória 1.ª eliminatória 1.ª eliminatória

JOÃO CUNHA E SILVA

2008 2009 2011 2012

FONTE: ATP

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2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

RUI MACHADO

1.ª eliminatória 1.ª eliminatória


ROLAND GARROS 1.ª eliminatória 2.ª eliminatória 1.ª eliminatória 2.ª eliminatória 2.ª eliminatória 2.ª eliminatória 1.ª eliminatória 1.ª eliminatória

WIMBLEDON

1.ª eliminatória 1.ª eliminatória 3.ª eliminatória 1.ª eliminatória 1.ª eliminatória 4.ª eliminatória

OPEN ESTADOS UNIDOS 3.ª eliminatória 2.ª eliminatória 1.ª eliminatória 3.ª eliminatória 1.ª eliminatória 4.ª eliminatória

1.ª eliminatória 1.ª eliminatória 1.ª eliminatória 2.ª eliminatória 1.ª eliminatória

1.ª eliminatória

1.ª elimnatória 2.ª eliminatória

1.ª eliminatória 1.ª eliminatória 2.ª eliminatória 1.ª eliminatória 3.ª eliminatória 1.ª eliminatória

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AELTC / TIM CLAYTON

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schedule

FRED GIL CONTINUA A SOMAR TÍTULOS NO CIRCUITO PROFISSIONAL

PELA PRIMEIRA VEZ EM PORTUGAL OS CAMPEONATOS DO MUNDO DE VETERANOS, COLETIVO E INDIVIDUAL, VÃO REALIZAR-SE NA PRIMEIRA METADE DE AGOSTO

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nirão os campeões individuais. Nunca antes ocorreu em Portugal semelhante evento da modalidade, o que obrigou a Federação Portuguesa de Ténis a repartir o Campeonato do Mundo em Equipas (seis torneios, com os nomes de tenistas que se distinguiram por venceram provas do Grande Slam) pelos concelhos de Lisboa, Oeiras e Cascais. No CIF, nove courts recebem os encontros da Fred Perry Cup (+50

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s courts de pó de tijolo do CIF, do Jamor e do Clube de Ténis do Estoril vão receber os Campeonatos do Mundo em Veteranos, nos escalões de +50, +55 e +60 anos, em masculinos e femininos. De 4 a 9 de agosto, 130 seleções, entre as quais seis representações portuguesas [ver páginas 18 e 19], discutirão os títulos em equipas. A partir de 10 até 17 do mesmo mês, os 586 tenistas, de 33 nacionalidades defi-

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D.R.

FERNANDO CORREIA

BRAGA OPEN 2019

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de agosto, na Estufa Fria, no Parque Eduardo VII, em Lisboa. O Campeonato do Mundo em Equipas prolonga-se até 9 de agosto, mas a ITF admite que possa estender-se por mais um dia, se as condições climatéricas forçarem a que a prova não termine na data programada. Paulo Cardoso será o juiz árbitro do Campeonato do Mundo Equipas, enquanto Marco Romão, Dino Almeida e Jorge Cardoso formam a equipa de árbitros. José Santos Costa é o diretor do torneio e Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis e membro do Comité de Veteranos da ITF, e Carol Clay são os representantes da federação internacional. O staff da ITF destacado para os Mundiais de Veteranos em Portugal é constituído por Matt Byford (manager ITF Seniors), Hayley Iveson (team

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anos, em masculinos), enquanto a Maria Esther Bueno Cup (o mesmo escalão, em femininos) decorre no Clube de Ténis do Estoril, com oito campos de terra batida. No Complexo Desportivo Nacional do Jamor, com 25 courts, realizam-se a Austria Cup (+55 anos, em masculinos), a Maureen Connolly Cup (+55 anos, em femininos), a Von Cramm Cup (+60 anos, em masculinos) e a Alice Marble Cup (+60, em femininos). O Campeonato do Mundo terá um recorde de equipas participantes — 130 selecionados, 74 em masculinos e 56 em femininos. A cerimónia de abertura do evento realiza-se em 3 de agosto, no Jamor, no final da tarde, depois das habituais reuniões com os capitães das seleções, com início às 14.30 horas. O jantar oficial está marcado para 7

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DOMINGUES CONSAGRADO CAMPEÃO, LADEADO POR VASCO COSTA E RICARDO RIO, PRESIDENPAULO TRAVASSOS TE DA CÂMARA MUÉ UM DOS NICIPAL DETENISTAS BRAGA LUSOS QUE VAI JOGAR NOS MUNDIAIS

REGISTO As seleções participantes no Campeonato do Mundo em Portugal viajam dos quatro quadrantes do globo. Austrália e Nova Zelândia são as nações mais longínquas que estarão em Portugal. A maioria dos mais de 30 países representados no Campeonato Mundial que vai correr nos concelhos de Lisboa, Oeiras e Cascais é da Europa.


PORTO OPEN

VI Open Baía de Setúbal


ITF SENIORS TENNIS DOMINGUES CONSAGRADO CAMPEÃO, LADEADO POR VASCO COSTA E RICAR-

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lead), Sophie Baggs e Lizzie Clark (ambas coordenadoras). É precisamente a 10 do próximo mês que começa o Campeonato do Mundo Individual de Veteranos, nos courts de terra batida do CIF e do Jamor (a partir de 15, todos os encontros). Mais de meio milhar de tenistas na disputa dos títulos mundiais nos escalões de +50, +55 e +60 anos. Com portugueses em todos os escalões, os mais de 500 tenistas inscritos no Campeonato do Mundo Individual serão divididos em quadro de 128 entradas em singulares, em masculinos e femininos, e de 64 em duplas e pares mistos, igualmente nos dois géneros. O Campeonato do Mundo Individual inicia-se com as provas em singuFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS

lares, em masculinos e femininos, e pares mistos das categorias de +50, +55 e +60 anos. O torneio completa-se com a disputa dos quadros de consolação em singulares, em masculinos e femininos, nos três escalões do ténis em veteranos. No dia seguinte ao início das provas individuais, 11 de agosto, começam os torneios em pares masculinos e femininos, nas categoria de +50, +55 e +60 anos. O Campeonato do Mundo Individual tem também José Santos Costa como diretor da prova. Marco Romão desempenhará as funções de juiz árbitro, coadvujado por Dino de Almeida e Jorge Cardoso serão os árbitros.

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EM PORTUGAL, O MUNDIAL EM EQUIPAS VAI TER UM RECORDE DE SELEÇÕES PARTICIPANTES. NA FOTO, AS EQUIPAS DE AUSTRÁLIA E ÍNDIA

PROGRAMA Se o número de inscrições para o Campeonato do Mundo Individual exceder 128 em qualquer quadro (em masculinos e femininos), realiza-se fase de qualificação. Os quadros serão divulgados a 9 de agosto e a ordem de encontros para o primeiro dia da competição, 10, será emitida em 7.


AS CORES PORTUGUESAS Portugal vai participar no Campeonato do Mundo em Equipas de Veteranos, nos escalões de +50, +55 e +60 anos, com seis seleções, três em masculinos e igual número em femininos. Em +50 anos, a seleção nacional masculina vai competir no CIF, na Fred Perry Cup, enquanto a feminina atuará no Clube de Ténis do Estoril, na Maria Esther Bueno. No Jamor, os selecionados portugueses de +55 anos vão discutir a Austria Cup (masculinos) e Maureen Connolly Cup (femiminos). No escalão de +60 anos, Portugal jogará na Von Cramm Cup (masculinos) e na Alice Marbel Cup (femininos).

+50 ANOS FEMININOS

Paula Falcão («capitã») Isabel Pinto Paula Silvestre Deolinda Duarte +50 ANOS MASCULINOS

Nuno Delfino («capitão») Vasco Graça Pedro Martins Nuno Mota

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+55 ANOS MASCULINOS +55 ANOS FEMININOS Conceição Vinha («capitã») Luísa Gouveia Paula Zoio Isabel Costa

Paulo Travassos («capitão») Sotero Rebelo Jorge Almeida João Freitas

+60 FEM

Isab Mar Con Carm


bel Eça («capitã») garida Araújo nceição Novo mo Santos

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0 ANOS MININOS

+60 ANOS MASCULINOS Vítor Pereira («capitão») José Pereira Manuel Sousa Gil Reis

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tie-break

VIAGEM AO PASSADO DO TÉNIS NO PAÍS PATENTE NO MUSEU NACIONAL DO DESPORTO, A EXPOSIÇÃO DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA REPORTA-SE DE 1875 ATÉ AO PRESENTE

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camisola que João Sousa envergou na conquista do título de campeão individual no Millennium Estoril Open, em 2018, é a peça mais marcante da exposição «O Ténis em Portugal», patente de terça-feira a sábado, das 10 às 17 horas, no Museu Nacional do Desporto, no Palácio Foz, nos Restauradores, em Lisboa. Raquetas, bolas e publicações, entre mais material, são outras das peças expostas que remetem para uma viagem ao passado. A mostra, organizada

por Norberto Santos, é promovida pela Federação Portuguesa de Ténis, com o apoio do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ). Em painéis profusamente ilustrados com documentos de inegável valor intrínseco, a exposição «O Ténis em Portugal» revela os factos mais significativos das origens do ténis, em finais do século XIX, até aos nossos dias, passando em revista os acontecimentos mais importantes da modalidade no país. FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS

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LOUSADA TÉNIS ATLÂNTICO

PORTO OPEN


A TENNIS EUROPE JUNIOR SCHOOL PREPARA OS SUB-14, SUB-16 E SUB-18 PARA A VIDA PROFISSIONAL NO TÉNIS

passing-shot

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A UNIVERSIDADE DOS MAIS NOVOS

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TENNIS EUROPE

GO!PHOTO STUDIO / FILIPE BRÁS

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criada este ano, com o objetivo de preparar os jovens tenistas para o ténis profissional. Inspirado na Universidade ATP, em Miami, o programa da Tennis Europe é um conjunto de cinco módulos: introdução, anti-doping, a famí-

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m Most (República Checa), Moscovo (Rússia) e Klosters (Suíça), tenistas das seleções nacionais de sub-14, sub-16 e sub-18 participantes nos Campeonatos Europeus Individuais, entre os quais portugueses, tiveram uma abordagem à Tennis Europe Junior School. Nos campeonatos da Europa de sub-14 (Most), de sub-16 (Moscovo) e de sub-18 (Klosters), a organização que congrega associações europeias, entre as quais a Federação Portuguesa de Ténis, realizou sessões especiais de apresentação da Tennis Europe Junior School, o primeiro programa para tenistas dos escalões de sub-14 e sub-16, também extensível aos pais dos jovens. O programa educacional está disponível na internet, em língua francesa, russa e espanhola, vídeos com informações e conselhos de elementos das instituições que gerem o ténis, assim como de tenistas de top nos circuitos profissionais, treinadores, agentes e responsáveis por materiais. A Tennis Europe Junior School foi

TENNIS EUROPE JUNIOR SCHOOL NO EUROPEU DE SUB-18

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TENNIS EUROPE

acrescentou o responsável da Tennis Europe. Portugal esteve representado nos Campeonatos da Europa Individuais de sub-14, sub-16 e sub-18 e os tenistas portugueses frequentaram sessões especiais da Tennis Europe Junior School, integradas nos programas das três competições europeias, cada uma com centenas de tenistas. Em Most, o selecionado nacional do escalão de sub-14, capitaneada por Joana Roda foi constituída por Adriana Pellizzari, Isabel Gonçalves, Luís Miguel Saraiva e José Luís Kendall. O coletivo português no Campeonato Europeu Individual de sub-16, em Moscovo, com Vítor Ferreira como «capitão», foi constituído por Mariana Campino, Matilde Jorge, Miguel Gomes e Henrique Rocha. Em Klosters, Madalena Andrade, Joana Baptista, Tomás Luís e Henrique Rocha representaram Portugal no Campeonato Europeu Individual de juniores, no qual Miguel Sousa foi o «capitão» da formação portuguesa.

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lia do ténis, agenciamento e patrocínios e, a fechar, a disciplina Tennis Integrity. Aos jovens tenistas são dados conceitos, explicações e conselhos que os prepararam para a vida profissional no ténis. Abordam-se os mais diversos aspetos relacionados com o profissionalismo, incluindo media training, saúde, nutrição, fitness, tática e mesmo o planeamento de planos de viagem. Thomas Hammerl, CEO Tennis Europe, esteve no recente Campeonato Europeu Individual de juniores, em Klosters, na Suíça, para realizar uma apresentação do programa educacional. «Educação e digitalização são dois tópicos extremamente importantes», notou Thomas Hammerl, que interveio perante mais de centena e meia de tenistas do escalão de sub-18, em masculinos e femininos, acompanhados dos selecionadores nacionais. «É a nossa obrigação apoiar as gerações jovens na educação fora do court assim como desenvolver as capacidades dentro do campo»,

TENNIS EUROPE REALIZOU SESSÕES ESPECIAIS NO DECORRER DOS CAMPEONATOS EUROPEUS INDIVIDUAIS DE SUB-14, SUB-16 E JUNIORES

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MARCO DE CANAVESES E SETÚBAL NO OUTONO O CIRCUITO NACIONAL DE TÉNIS EM CADEIRA DE RODAS TERÁ DUAS PROVAS EM OUTUBRO

wheelchair tennis

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MOMENTUM PHOTOGRAPY / ÂNGELO LEITE

GO!PHOTO STUDIO / FILIPE BRÁS

Leitão (vice-campeão nacional em título, enquanto o detentor do cetro de campeão é Jean Paul Melo). Carlos Leitão, do Clube de Ténis de Pombal, venceu o Circuito TCR 2 — Jamor, o Circuito TCR 3 — Jamor e o Circuito TCR 4 — Jamor. O Circuito TCR 1— Jamor teve como campeão João Sanona, do Clube de Ténis de Setúbal.

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m outubro, o circuito nacional de ténis em cadeira de rodas visita Marco de Canaveses, no norte, e Setúbal, no sul. O Torneio Cadeira de Rodas Marco III, em piso duro, vai decorrer em 12 e 13, enquanto o Torneio Bocage em Cadeira de Rodas, que será também disputada em superfície rápida, realizar-se-á no fim de semana de 26 e 27. A prova do Clube de Ténis é a seguinte ao Campeonato Nacional de Ténis em Cadeira de Rodas/Taça Angelini Farmacêutica, que terá um prize Money de dois mil euros a distribuir pelos tenistas participantes. O circuito nacional de ténis em cadeira de rodas vai ter mais duas provas a seguir aos torneios do Clube de Ténis do Marco e do Clube de Ténis de Setúbal. Tratam-se do Circuito TCR 5 e Circuito TCR 6. O Circuito TCR 5 decorrerá no Porto, no Club Sportivo Nun’Álvares, em 16 e 17 de novembro. De 30 desse mês a 1 de dezembro, o Jamor receberá o Circuito TCR 6, que tem sido dominado por Carlos

CARLOS LEITÃO, VICE-CAMPEÃO NACIONAL EM TÍTULO, TEM DOMINADO O CIRCUITO TCR

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DE NOVO NO AREAL NO PÓPULO beach tennis

EM AGOSTO, A PRAIA DO PÓPULO, PRÓXIMA DE PONTA DELGADA, VOLTA A RECEBER PROVA DO CIRCUITO NACIONAL DE TÉNIS DE PRAIA

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Ana Catarina Alexandrino revalidou o título conquistado em 2018, ao lado de Margarida Costa Corrêa, em Campeonato Nacional de Ténis de Praia sem a participação de Manuela Cunha.

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praia do Pópulo, nas imediações de Ponta Delgada, recebe no próximo mês mais uma prova do circuito nacional de ténis de praia. O Torneio Pópulo vai decorrer no segundo fim de semana de agosto, 10 e 11. Organizado pelo Clube Kairós, com o apoio da Associação de Ténis dos Açores, o Torneio Pópulo será reservado a pares masculinos, femininos e mistos, estando abertas as inscrições até 7 de agosto. A prova na praia açoriana realiza-se depois do Campeonato Nacional de Ténis de Praia, com um prize Money de dois mil euros. Pela primeira vez, os pares masculinos, femininos e mistos campeões nacionais foram consagrados no arquipélago dos Açores. A dupla formada por Manuela Cunha e Ana Catarina Alexandrino sagrou -se campeã nacional pela terceira vez, Aço- depois da final com Vera Pyrrait e Victoria Ribeiro.


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ITF BEACH TENNIS 

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tas tinham sido campeões nacionais em pares mistos pela primeira vez em 2017. O Torneio Pópulo sucede também ao Torneio Ponta Delgada, uma prova que decorreu em finais do pretérito mês de junho. Em setembro próximo, a praia do Pópulo será palco do Torneio ATA (Associação de Ténis dos Açores), organizado igualmente pelo Clube Kairós. O Torneio ATA está calendarizado para 14 e 15, aberto a pares masculinos, femininos e mistos.

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Em pares masculinos, Pedro Maio e Henrique Freitas conquistaram o quinto título nacional. Nos últimos cinco anos, o par, que habitualmente integra a seleção nacional, foi campeão nacional. Bruno Carvalho e Simão Medeiros foram vice-campeões nacionais na praia do Pópulo. Em pares mistos, Manuela Cunha e Henrique Freitas foram os campeões, enquanto Victoria Ribeiro e Pedro Maio terminaram na qualidade de vice-campeões. Manuela Cunha e Henriques Frei-

PEDRO MAIO E HENRIQUE FREITAS FORAM CAMPEÕES NACIONAIS NOS AÇORES


FERNANDO CORREIA

CARLOS SANCHES

CÉSAR COUTINHO MINISTRA FORMAÇÃO

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flash-interview

Victoria Ribeiro

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Pedro Felner

ITF BEACH TENNIS

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FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS


«ENORME SATISFAÇÃO» HÁ DEZ ANOS, PEDRO FELNER FOI O «CAPITÃO» DE PORTUGAL NAS CONQUISTAS DE CAMPEÃO E VICE-CAMPEÃO DO MUNDO DE SUB-14

O ténis de praia é... o único desporto que me fez querer ser desportista.

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E

m agosto, completar-se-á três anos que Victoria Ribeiro começou a praticar ténis de praia. Desde então, não mais parou e, no início deste mês, foi chamada pela primeira vez à seleção nacional, para viajar para Moscovo e representar Portugal no Campeonato do Mundo em Equipas.

Até ao momento, a minha maior alegria no ténis de praia foi... ter tido a oportunidade de ir com a seleção portuguesa ao ITF World Team Championship e termos feito um bom resultado.

E a maior tristeza no ténis de praia foi… uma desilusão causada anteriormente, mas que mesmo assim não me fez desistir deste desporto.

O que mais gosto no ténis é… o ambiente que se respira e envolve este desporto na praia.

Se eu mandasse no ténis… haveria mais espaços onde praticar a modalidade, inclusive cobertos, o que limita o aparecimento de mais jogadores e a sua evolução, criando a oportunidade de haver mais escolas para promover a modalidade.

O que mais detesto no ténis de praia… são os dias de vento.

Em Portugal, o ténis de praia… é difícil de praticar e evoluir.

Para mim, treinar é… um esforço gratificante.

Um português ou uma portuguesa no top 10 do ranking mundial de ténis de praia seria… histórico.

Jogo ténis de praia porque… me produz uma enorme satisfação.

O sucesso significa… alcançar os meus objetivos. No ténis de praia, quero atingir… o melhor nível possível.

Um bom treinador é… uma pessoa que consegue tirar o máximo partido dos seus atletas.

Depois de vencer um encontro… respiro fundo e descontraio.

O meu torneio preferido é … o ITF Beach Tennis World Championship

CARREIRA Victoria Ribeiro é atleta do Duna Guincho Sports/ Clube D. Carlos I, em Cascais. É campeã regional de pares mistos em título e atingiu as meias-finais do Campeonato Nacional de Ténis de Praia do ano passado. Neste ano, na praia do Pópulo, próximo de Ponta Delgada, foi consagrada vice-campeã nacional em pares femininos, conjuntamente com Vera Pyrrait. Nos Açores, Victoria Ribeiro e Pedro Maio foi também vice-campeã em pares mistos, ao lado de Pedro Maio. No início deste mês, a filha do também praticante Filipe Ribeiro integrou a seleção nacional que voltou a participar no Campeonato do Mundo em Equipas, em Moscovo. Victoria Ribeiro, Manuela Cunha, Pedro Maio e Henrique Freitas levaram Portugal ao 11.º lugar na geral.

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