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Notícias do ténis EDIÇÃO MENSAL ONLINE

ABRIL 2012

Esta newsletter foi escrita no âmbito do novo Acordo Ortográfico.

A seleção de Portugal inicia na sexta-feira Santa, 6 de abril, o confronto com Israel, da segunda eliminatória do Grupo I da Zona Europa/África da Taça Davis. Quem vencer a ronda em Ramat Hashron, cidade a norte de Tel Aviv, inscreverá o nome no sorteio de 11 de abril do “play-off” de acesso ao Grupo Mundial. O currículo de Israel na prova é impressionante, mas não o suficiente para atemorizar Frederico Gil, Rui Machado, João Sousa e Gastão Elias. O “capitão” Pedro Cordeiro acredita na vitória. A missão é possível.


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FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS

A família do ténis está a aumentar EDITORIAL

Temos o Ténis. O juvenil com os seus programas de deteção de talentos, o circuito Smashtour e circuitos promovidos pelas Associações, que são a base do crescimento da modalidade. Se tiver oportunidade passe num clube onde esteja a decorrer uma destas provas de sub-10, sub-9 e sub-7, espante-se e delicie-se a ver a qualidade de jogo desses tenistas. Vale a pena. Temos o Ténis em Cadeira de Rodas, com várias ações e circuito nacional, que, das várias modalidades da família tenística, é a única que também se joga num campo de ténis, e em que a diferença é que a bola pode ter dois ressaltos. Quando vir uma ação de ténis em cadeira de rodas não se acanhe e peça para experimentar, os nossos tenistas de pronto lhe cedem a cadeira e a raqueta. Vai ver que tem de ser muito dotado para conseguir jogar. Temos o Ténis de Praia, com características únicas de ambiente, ele é a praia e o sol, os equipamentos, um clima de descontração e convívio fantástico, uma competição

séria, com circuito nacional e internacional nas maravilhosas praias de toda a nossa costa. O campo é semelhante ao de volei, com rede a 1,70 m de altura, raquetas curtas, bola de ténis soft. Vale a pena experimentar, é muito divertido e atlético. E a família aumentou, pois há cerca de um ano que temos um novo membro na nossa família, o Padel. As origens do Padel remontam a finais do séc. XIX como sendo uma modalidade derivada do ténis, adaptada a ser jogada nos navios que atravessavam o Atlântico. Nos anos 20 do séc. XX aparece nas ruas de Nova Iorque, já com a designação de Paddle Tennis e com uma variante de Platform Tennis, jogado com pequenas raquetas de madeira e sendo o campo montado em cima de um estrado de madeira por causa da neve, rodeado por rede de capoeira, em que as regras eram as do ténis, havendo só um serviço e a bola podia ser jogada depois de bater na rede que envolve o campo. Nos anos 40, aparece em Inglaterra o Padder modalidade com característi-

cas e regras também derivadas do ténis e semelhantes às do padel. Nos anos 60 temos conhecimento de um programa de desporto escolar na Checoslováquia para desenvolvimento do ténis, destinado a jovens de 6 anos, em que a designação era Padel Tennis por ser jogado com raquetas pequenas de madeira em campo de reduzidas dimensões e rede mais baixa. Os grandes impulsionadores a nível mundial são os países da América do Sul e Espanha. Entre nós aparece há cerca de uma década, mas só agora começa a ter expressão. Já existem cerca de 100 campos espalhados por todo o país. O Padel é uma modalidade onde qualquer jogador, quer tenha jogado ténis ou não, tem grande facilidade em alcançar sucesso imediato na sua prática. O jogo é disputado em pares, o que torna o fator social muito atrativo, muito competitivo e divertido. Se passar por um clube que tenha Padel experimente, vai ver que fica cliente. (Continua na página 10)

EDIÇÃO ONLINE Direção: José Corrêa de Sampaio. Coordenação: José Santos Costa

Federação Portuguesa de Ténis Rua Actor Chaby Pinheiro, 7A — 2795-060 Linda-a-Velha Tel.: 214 151 356

Fax: 214 141 520

geral@fptenis.pt

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FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS

Uma missão possível na Terra Santa A seleção de Portugal inicia nesta SextaFeira Santa o confronto com Israel, em Ramat Hashron, cidade a norte de Tel Aviv. Em disputa nesta segunda eliminatória do Grupo I da Zona Europa/África da Taça Davis está um lugar no “Playoff” de acesso ao Grupo Mundial, em Setembro. Israel classifica-se em 11.º lugar e Portugal em 39.º, mas, como sustenta o “capitão” Pedro Cordeiro, o “ranking” não significa muito. Apesar de a equipa israelita ter sido semifinalista no Grupo Mundial, em 2009, não atemoriza a formação portuguesa, formada por Frederico Gil, Rui Machado, João Sousa e Gastão Elias. Este último regressa à seleção, r e nde nd o Le on ar do Ta v a res (suplente), que esteve quase três meses afastado da competição devido a lesão. A última presença de Elias na Taça Davis data de setembro de 2008, no confronto com a Ucrânia, em Dnipropetrivsk. Pedro Cordeiro acredita na valia dos portugueses e nem o fator casa assusta. “Os jogadores portugueses já estão habituados a esses ambientes”, referiu. Portugal e Israel ficaram isentos na

RUI MACHADO, um dos esteios de Portugal, apresenta-se em Ramat Ashron restabelecido de uma lesão num pulso

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FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS

... primeira ronda e em aberto nesta eliminatória está um lugar no lote de 16 seleções, que, a 11 de abril, estarão no sorteio do “play-off” de acesso ao Grupo Mundial, fase final programada para setembro. Frente a Portugal, Israel apresentase com Dudi Sela, o mais cotado tenista israelita da atualidade (61.º), e Amir Weintraub (201.º) nos encontros de singulares e os especialistas em pares Jonathan Erlich e Andy Ram, respetivamente 43.º e 44.º no “ranking“ mundial de duplas. Portugal soma oito triunfos e tem apenas duas derrotas nos últimos dez confrontos da Taça Davis: com a Suíça (5-0) de Roger Federer, em 2011, e com a Ucrânia (5-0), em 2008. Nos restantes embates, a equipa de Pedro Cordeiro venceu Tunísia e Chipre (2008); Chipre e Argélia (2009); Dinamarca, Chipre e Bósnia-Herzegovina (2010); e Eslováquia (2011). Se vencer Israel, Portugal repetirá a presença no “play-off” de acesso ao Grupo Mundial. Apenas por uma vez, a equipa portuguesa disputou o acesso à elite na Taça Davis. Foi em 1994, no Porto. Primeiro, a equipa de José Vilela venceu a Grã-Bretanha, por 4-1, mas Nuno Marques, João Cunha e Silva, Emanuel Couto e Bernardo Mota foram incapazes de ultrapassar a Croácia, que fechou a eliminatória com 4-0.

Vantagem para Israel O último embate entre Portugal e Israel ocorreu entre 30 de abril a 2 de maio de 1993, no CIF, no Grupo I, com João Cunha e Silva e Nuno Mar-

JOÃO SOUSA soma oito presenças na Taça Davis

ques a não conseguirem evitar um desaire por 3-2. José Santos Costa, atual secretário geral da Federação Portuguesa de Ténis, era o “capitão” de Portugal. Nos restantes confrontos, Israel também levou a melhor sobre Portugal, ambos os compromissos realizados do Estádio Nacional, na Cruz Quebrada. Em 1969, Israel venceu Portugal por 4-1.

A equipa portuguesa, com Pedro Vasconcelos como “capitão”, era formada por João Lagos, Alfredo Vaz Pinto, João Roquette e Olívio Silva. Três anos antes, no primeiro confronto entre as duas nações na Taça Davis, a mesma seleção portuguesa perdeu por 3-2, atingindo o derradeiro encontro de singulares com um empate 2-2. No entanto, João Lagos não conseguiu ultrapassar o israelita Eleazar Davidman, em três partidas.

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FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TÉNIS

A representação lusa FREDERICO GIL

RUI MACHADO

Nasceu a 24 de março de 1985, em Lisboa. “Ranking” ATP: 84.º (singulares)/148.º (pares). Estreou-se na Taça Davis em 2004 e já conta com 18 eliminatórias jogadas. Tem 16 vitórias e nove derrotas em singulares, enquanto em pares soma 10 triunfos e sete desaires. Eliminatórias jogadas: Suíça -Portugal (5-0) e PortugalEslováquia (4-1), em 2011; Portugal-Bielorrússia (3-2), Portugal-Chipre (5-0) e Portugal-Dinamarca (4-1), em 2010; Portugal-Argélia (5-0) e Chipre-Portugal (3-2), em 2009; Portugal-Chipre (5-0) e Portugal-Tunísia (4-1), em 2009; Holanda-Portugal (50) e Geórgia-Portugal (3-2), em 2007; Portugal-Marrocos (3-2) e LuxemburgoPortugal (4-1), em 2006; Portugal-Eslováquia (4-1), Portugal-Argélia (3-2) e Portugal-Estónia (4-1), em 2005; Sérvia e MontenegroPortugal (5-0) e Portugal-

Nasceu a 10 de abril de 1984, em Faro. “Ranking” ATP: 101.º (singulares)/263.º (pares). Jogou na Taça Davis pela primeira vez em 2003. Tem um total de 19 eliminatórias, atuando em 24 encontros de singulares (11 vitórias e 13 derrotas) e em apenas um embate em pares (perdeu). Eliminatórias que jogou: Suíça-Portugal (5-0) e Portugal-Eslováquia (4-1), em 2011; Portugal-Bielorrússia (3-2), Portugal-Chipre (5-0) e Portugal-Dinamarca (4-1), em 2010; Portugal-Argélia (5-0) e Chipre-Portugal (32), em 2009; UcrâniaPortugal (5-0), PortugalChipre (5-0) e PortugalTunísia (4-1), em 2008; Holanda-Portugal (5-0) e Geórgia-Portugal (3-2), em 2007; Luxemburgo-Portugal (4-1), em 2006; PortugalEslováquia (4-1), PortugalArgélia (3-2) e PortugalEstónia (4-1), em 2005; Sérvia e MontenegroPortugal (5-0) e PortugalTunísia (3-2), em 2004; África do Sul-Portugal (5-0), em 2003.

Tunísia (3-2), em 2004.

GASTÃO ELIAS regressa à seleção em Israel

JOÃO SOUSA

GASTÃO ELIAS

Nasceu a 30 de março de 1989, em Guimarães. “Ranking” ATP: 171.º (singulares)/410.º (pares). Estreou-se na Taça Davis em 2008. Contabiliza oito participações. Em singulares, venceu cinco encontros e perdeu três. Eliminatórias que jogou: Suíça-Portugal (5-0) e Portugal-Eslováquia (4-1), em 2011; Portugal-Bielorrússia (3-2) e Portugal-Chipre (50), em 2010; PortugalArgélia (5-0) e ChiprePortugal (3-2), em 2009; Ucrânia-Portugal (5-0) e Portugal-Chipre (5-0).

Nasceu a 24 de novembro de 1990, nas Caldas da Rainha. “Ranking” ATP: 215.º (singulares)/632.º (pares). Estreou-se na Taça Davis em 2007. Tem quatro presenças nas eliminatórias Ucrânia-Portugal (5-0) e Portugal-Tunísia (4-1), em 2008, e Holanda-Portugal (5 -0) e Geórgia-Portugal (3-2), em 2007. Jogou três singulares e venceu um e também três pares, com um único triunfo.

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Os números de Portugal na Taça Davis Ano de estreia de Portugal na Taça Davis: 1925 Anos jogados: 56 Melhor resultado na Taça Davis: “play-off” de acesso ao Grupo Mundial, em 1994 Atual posição de Portugal no “ranking”: 39 RENATA DE JESUS DUARTE preside à direção da Associação de Ténis de Leiria, um elenco com quatro mulheres e três homens

Tenista com mais eliminatórias jogadas na Taça Davis: João Cunha e Silva (30), registando 37 vitórias e 40 desaires Tenista que jogou mais anos: João Cunha e Silva (16) Tenista mais jovem a atuar na Taça Davis: Nuno Marques (16 anos e 65 dias) Tenista mais velho a atuar na Taça Davis: José Roquette (38 anos e 344 dias) Encontro mais longo numa eliminatória: quatro horas e 30 minutos, no embate entre Gonçalo Nicau e o marroquino Rabie Chaki, em setembro de 2006. O africano venceu por 4-6, 6-3, 1-6, 6-3 e 12-10

Eliminatória mais longa: 16 horas e 45 minutos, no confronto entre Portugal e Argélia (3-2), em julho de 2005 “Tie-break” mais longo: 30 pontos (16-14), no encontro entre Frederico Gil e o bielorusso Amer Delic, em setembro de 2010. Gil venceu por 6-3, 6-4, 67 (14), 3-6 e 9-7 Partida final mais longa: 38 jogos (20/18), no encontro entre Nuno Marques e o jugoslavo Nenad Zimonjic , em julho de 1998. Venceu Marques por 3-6, 6-0, 26, 6-3 e 20-18

Maior número de jogos numa eliminatória: 70 jogos, no encontro entre Nuno Marques e Nenad Zimonjic, em julho de 1998. Marques triunfou por 3-6, 6-0, 2-6, 6-3 e 20-18 Maior número de jogos numa partida: 38 jogos, no encontro entre Nuno Marques e Nenad Zimonjic, em julho de 1998. Marques triunfou por 3-6, 6-0, 26, 6-3 e 20-18 Maior número de jogos numa eliminatória: 248, no confronto entre Portugal e Jugoslávia, em julho de 1998

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Winners Gil em destaque no sítio ATP Frederico Gil foi destaque do sítio ATP na internet, a propósito do Masters 1.000 Miami, nos Estados Unidos. O lisboeta, atual número um português, acabara de vencer o brasileiro Thomaz Bellucci, com os parciais de 6-3 e 6-4, e garantira a passagem à segunda ronda do quadro principal de singulares. Um triunfo sobre um tenista mais bem cotado, que mereceu o destaque na “homepage”. O desempenho de Frederico Gil foi realçado no texto da referência ao português, o primeiro português a jogar os quartos de final de um torneio de categoria Masters 1.000. Foi no ano passado, em Monte Carlo, no Mónaco. O escocês Andy Murray foi o único a conseguir travar o português no torneio monegasco de terra batida. Gil também foi notícia juntamente com Rui Machado. Pela primeira vez na história do Estoril Open, o mais importante torneio português, integrado no calendário ATP World Tour 250, dois portugueses tiveram entrada direta no quadro principal de sin-

Recorde-se que Frederico Gil alcançou a final do Estoril Open em 2009, depois de ter vencido Rui Machado nos quartos de final. No encontro de atribuição do título no pó de tijolo do Jamor, Frederico Gil não conseguiu ultrapassar o espanhol Albert Montañes, mas o luso vendeu cara a derrota. Com a presença na final, Frederico Gil tornou-se no primeiro português a jogar uma final de um torneio do ATP World Tour, precisamente

em solo pátrio, perante uma numerosa assistência, que lhe dispensou forte apoio. Gil, presentemente o único português com presença entre os cem tenistas mais bem cotados na hierarquia mundial, já revelou que o Estoril Open— de 28 de abril a 6 de maio — é um dos seus torneios preferidos e a prova organizada pela João Lagos Sports está na calendarização desta temporada do tenista residente em Sintra.

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Um paraíso virtual e «um russo maluco» As redes sociais constituem poderosos meios de comunicação. Não só ligam virtualmente as pessoas, como se transmite um sem-número de emoções, sentimentos, preocupações e desabafos. Conteúdos que nos transportam para outras geografias, tornando esta aldeia global mais pequena, e que nos obrigam a refletir e a vivenciar os momentos descritos. Jaime Oncins, o treinador brasileiro de Gastão Elias, tem um blog (http:/ jaimeoncins.blogspot.pt). Já aqui se falou nele. Recuperamos mais uma história deliciosa, em Guadalupe, nas Caraíbas. Uma história que nos leva a um lugar paradisíaco que está a leste do paraíso e a um “russo maluco”, Alexander Kudryavtsev, primeiro de dois adversários de Gastão Elias no torneio Challenger daquela colónia francesa. Eis o trecho que respigámos, com a devida vénia: “Bela piscina e um mar azul transparente a sua frente. O serviço péssimo, o pessoal sempre de mau humor, te atendem fazendo cara feia o tempo todo. Comida, esquece, se você estiver fora do horário, ou seja depois das duas da tarde só vai comer outra vez as oito, entre duas e oito não há comida, nem um pobre de um misto quente. Vamos ao jogo. Hoje, ele [Gastão Elias] tinha pela frente um russo,

Kudryatsev, com certeza ele saiu de algum hospício para jogar. Eu tenho mais de trinta anos de ténis , sempre quando vem um russo você já imagina que vem mais um doido. O Safin perto desse e criança. O cara [Kudryatsev] tem alguns parafusos a menos, com certeza se fosse em um mecânico teria de fazer

uma revisão geral. O cara tem um potencial incrível pena que e completamente de outro planeta. Só da míssil , dos dois lados , joga andando, tem uma esquerda maravilhosa a direita religiosa, só Deus sabe onde vai. Na verdade, acho que até Ele tem dúvida”.

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Winners Francisco Dias: a 500 metros da Casa Branca Francisco Franco Dias, 19 anos, reside atualmente nos Estados Unidos, onde estuda, na Universidade George Washignton, cuja equipa de ténis integra. Pela terceira vez nesta temporada, Francisco Dias já foi o “Rookie of the Week” (caloiro da semana) do torneio universitário norteamericano e figura, presentemente, na 100.ª posição no “ranking” da competição. Com uma bola de estudo, “Kiko” mora a 500 metros da Casa Branca e tem como vizinhos no mesmo quarteirão o Banco Mundial e o FMI. Em entrevista ao programa Portugueses no Mundo, na RDP Internacional, Francisco Dias, a residir em Washington desde setembro, admitiu que “a experiência tem sido boa” e que nunca esperava. “É um ambiente novo, a que tive de me adaptar, uma língua diferente, uma moeda diferente, uma cultura diferente. Não creio que tenha sido difícil a adaptação, foi uma questão de tempo. Aqui, a vida é bastante fácil e as pessoas são muito simpáticas e querem sempre

ajudar”, referiu o jovem português, a cursar Gestão de Empresas na Universidade de Washington, pela qual optou para prosseguir também a carreira de ténis. “Com os vários resultados que fui tendo, alguns treinadores de universidades tentaram recrutar-me e tive a ver as ofertas. Decidi-me por esta universidade em Washington”, recordou. Campeão nacional de sub-16 e sub-18 em 2008, campeão nacional sub-18 em 2010 e medalha de bron

ze no Europeu em 2010, Francisco Dias salientou que queria estudar e continuar a jogar ténis. “Para continuar o meu sonho a jogar ténis, tinha de investir muito dinheiro, que não existia, ou então agarrava uma oportunidade destas e tinha uma licenciatura, o que é bom”, disse. Francisco Dias disse que tinha “saudades da família”, mas reconheceu que ter optado pelos estudos em Washington “foi a decisão mais certa” da vida dele. “Tenho a universidade paga e as viagens pagas para torneios no estrangeiro”, declarou, considerando “Washington uma cidade super importante, mas não muito grande”, com “grandiosidade” pela história. “É um mundo num espaço pequeno”, disse o vizinho do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que transita pela rua de Francisco Dias “duas vezes por semana”. “É uma sensação de segurança viver em Washington, perto da Casa Branca. Quando Obama passa na minha rua, são 30 carros de serviços secretos . Ainda sinto que estou num filme”, notou.

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A família do ténis está a aumentar (Continuação da página 2)

Mas a família do ténis não são só as suas modalidades. São as treze Associações Regionais, os mais de trezentos Clubes e os seus jogadores e praticantes. Infelizmente não se sabe quantos somos, porque só temos a contabilidade dos que entram em competições oficiais. Gostávamos de vos conhecer, jogadores de Ténis, de Ténis em Cadeira de Rodas, de Ténis de Praia, de Padel. Gostávamos de ter a noção de grandeza desta família. Para tal, só precisamos que todos se filiem nos seus clubes Sabendo quantos somos, poderemos melhorar e implementar Não pergunte o que a sua modalidade pode programas interessantes fazer por si, mas o que você pode fazer pela sua modalidade. para todos.

PEDRO COSTA MACEDO Vice-presidente da direção.

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Reflexões sobre o modelo competitivo da Taça Davis «TIE-BREAK»

CARLOS FIGUEIREDO Jornalista

Seria muito agradável poder colocar o “Portugalzinho” logo a seguir aos colossos, mas isso ficará para mais uma década ou mais...

Quando Dwight Davis ofereceu a famosa “saladeira” que lhe coubera numa prenda de aniversário, supostamente, estava longe de pensar a evolução daquele que seria o seu troféu particular. Para os mais jovens que não estejam a par de todos os pormenores, esclareceremos que esse troféu começou a disputar-se precisamente no ano de 1900. E, quem pensar desavisadamente numa hegemonia importante da França ou da Espanha ou mesmo da Suécia, relembrarei que os grandes “comilões” foram os Estados Unidos e a Austrália, que, juntos, totalizaram 60 triunfos na Taça Davis. Entretanto, é bom lembrar que, depois dessas duas nações, e cavado que foi o fosso, surgiram França e Grã-Bretanha, ambos com nove vitórias cada uma. A nossa vizinha Espanha, mais fresca na memória dos adeptos mais jovens, ainda tem à sua frente na lista mundial a Suécia, com sete “saladeiras”. Espanha que resolveu comandar o segundo pelotão, ou seja, individualidades como Rússia, com dois êxitos e, depois com um, Croácia, Checoslováquia, Itália e Sérvia. Seria muito agradável para o cronista poder colocar o “Portugalzinho” logo a seguir aos colossos, mas isso ficará para mais uma década, duas ou três…

Sentimo-nos, porém, no direito de “protestar” contra os regulamentos ultrapassados desse troféu por equipas nacionais e que se baseia principalmente numa “dose de cavalo”, em termos de jogos metidos à força num simples fim de semana. Além disso, desaparece o fator equipas mais forte, se repararmos a prova é disputada à melhor de cinco “sets” e, geralmente, numa altura da época em que as eliminatórias se tornam cada vez mais “pesadas” do ponto de vista físico e, por tabela, animicamente. Se a Taça Davis é uma competição com base na melhor equipa, torna-se discutível que basta ter no seu seio um super jogador, como foi o caso não muito distante de um Boris Becker na Alemanha ou de um John McEnroe nos Estados Unidos, que, além do mais, podiam limitar os gastos a dois jogadores por equipa: McEnroe, por exemplo, garantia para os Estados Unidos os dois pontos na prestação individual, mais o ponto do par. Tal como Becker na Alemanha. Acontecia, também, frequentemente que o decisivo jogo de pares se tornava de uma lentidão enervante, ocupando todo o segundo dia, com a respetiva frustração para o espetador, que passava a fazer contas várias vezes sobre a validez da deslocação ao recinto do combate. Um abraço para todos!

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Associações Regionais AÇORES AVEIRO LEIRIA

ALGARVE

ALTO ALENTEJO

CASTELO BRANCO LISBOA

SETÚBAL

MADEIRA VILA REAL

COIMBRA PORTO VISEU


NT - Abril 2012