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RELATÓRIO DE GESTÃO REFERENTE AO EXERCÍCIO DE 2014


Relatório de Gestão – Exercício de 2014

1. INTRODUÇÃO Passados trinta e três anos desde a primeira descrição da SIDA, ainda se verifica, em Portugal, um atraso nas áreas de Educação Cívica, Educação para a Saúde e para a Sexualidade. Ainda que se tenha verificado um aumento na literacia, na população em geral, no que respeita ao tratamento da SIDA e de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis estamos muito aquém dos resultados já alcançados na maioria dos países da União Europeia. Verifica-se, ainda, na sociedade portuguesa o estigma e situações de descriminação face aos seropositivos e respetivas famílias. Por outro lado, o baixo nível educativo e as fracas capacidades económicas dos portugueses, aliado ao facto da crise instaurada no nosso país, veio dificultar, ainda mais, o acesso ao tratamento de alguns dos utentes sinalizados em alguns hospitais de referência uma vez que não se deslocam às consultas de rotina, não fazem o levantamento da medicação anti retrovírica, agravando por isso o seu estado de saúde. Por outro lado, verifica-se que a adesão à realização dos testes de dete ção das diversas IST’s (VIH; VHB, VHC) também são pouco frequentes e segundo os dados da Direção Geral de Saúde (2013) uma em cada três pessoas estará infetada sem disso ter conhecimento. Embora sejam positivas e bastante relevantes, todas as iniciativas de combate a esta problemática continua a ser a prevenção primária a arma mais poderosa para fazer face a esta epidemia à escala mundial. A missão fundamental desta Fundação tem sido e contínua a ser a mobilização da Comunidade na luta contra a SIDA, sendo, a par do apoio a seropositivos, doentes com SIDA e seus familiares, a intervenção na área preventiva uma aposta chave, tal como a educação para a saúde. A Fundação tem e continuará a ter como meta a promoção da qualidade de vida dos seus utentes e a redução do impacto do VIH/Sida na Comunidade Portuguesa. A Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a SIDA” continuou, durante o ano de 2014, envolvida no cumprimento de um conjunto de atividades educativas de formação/informação e de divulgação que foram pensadas com o objetivo de consolidar projetos e dinâmicas de trabalho nas áreas de promoção da saúde, educação em sexualidade e prevenção da infeção do VIH/sida e outras IST’s, bem como a problemática de substâncias psicoativas através da assinatura de compromisso 2


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com o FNAS (Fórum Nacional do Álcool e da Saúde). Foi colocado o enfoque na concretização das metas e objetivos constantes do Plano Anual de Atividades para 2014, nomeadamente a continuidade dos projetos e atividades de prevenção e intervenção que vinham sendo desenvolvidos pela FPCCSIDA e promoveram-se outros, em resposta a novas solicitações, adaptando-os sempre aos novos contextos sociais. Para a sua concretização foi imprescindível o apoio do Ministério da Educação e Ciência, do Ministério da Saúde, das Autarquias locais e respetivos bancos de voluntariado, das Faculdades Públicas e Privadas, Institutos e Escolas de Ensino Superior e dos jovens voluntários(as), nossos parceiros na implementação e desenvolvimento do Projeto Nacional de Educação pelos Pares. A implementação, por parte da Fundação, do Plano de Formação Científica e Pedagógica para jovens Universitários teve, mais uma vez, a colaboração de Hospitais e Instituições do Ensino Superior, dado que houve a colaboração de especialistas das áreas da Saúde, Bioética, Educação, Psicologia, Direito e Intervenção Social. Foi, também, tido em conta a matriz global do PNEP e a especificidade dos projetos desenvolvidos a nível regional. Desenvolveram-se diversas iniciativas junto dos jovens voluntários(as) do Ensino Superior Universitário e Politécnico como forma de formação e preparação da sua intervenção junto dos colegas mais jovens no âmbito da “Educação pelos Pares”. Estas ações incidiram no desenvolvimento de competências pessoais e sociais e no aprofundamento de conhecimentos, sobre as determinantes socioculturais e epidemiológicas da infeção VIH/SIDA e de outras Infeções Sexualmente Transmissíveis. Paralelamente, a Fundação fez formação como forma de promoção da saúde sexual e reprodutiva, bem como a defesa dos direitos humanos. Esta formação tinha como destinatários os docentes do ensino básico e secundário nos domínios da educação para a saúde, sexualidade e prevenção da infeção VIH/Sida; a sensibilização de pais e encarregados de educação para a prevenção de adições e comportamentos sexuais de risco; o desenvolvimento de competências de agentes educativos que lidam com jovens e adultos em situações de vulnerabilidade social e com maior probabilidade de contraírem infeção pelo VIH, nomeadamente monitores, educadores dos Centros Educativos e guardas prisionais.

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Como entidade promotora da reflexão e partilha entre especialistas, a FPCCSIDA fez a divulgação de propostas e recomendações dirigidas aos sistemas jurídico-político, de saúde e de educação, nomeadamente: as IV Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas da Infeção VIH/SIDA cujo tema foi “Prevenção, Educação, Tratamento e Não Discriminação em Contexto de Austeridade” e as V Jornadas Nacionais de Educação pelos Pares – “Saúde, Sexualidade e Educação”. Pela importância que assume a prevenção dos comportamentos de risco e de redução de vulnerabilidades em jovens adolescentes, nos diferentes contextos em que vivem e frequentam o sistema escolar, a Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a Sida” procurou com a sua intervenção nas escolas, no âmbito do Projeto Nacional de Educação pelos Pares, proporcionou uma melhor integração do trabalho educativo e mais escolhas informadas ao nível da saúde, sexualidade e estilos de vida. O programa de desenvolvimento de competências pessoais e sociais “Sexualidade e Prevenção da infeção VIH/Sida” conta com o apoio do Ministério da Educação e Ciência, desenvolvendo-se em 35 Escolas Básicas e Secundárias das áreas educativas de Lisboa, Porto, Coimbra e Setúbal, com a responsabilidade e supervisão das equipas do Centro de Aconselhamento e Orientação de Jovens da Fundação. As Delegações Regionais de Lisboa, Coimbra e Porto desenvolveram ainda, com o apoio da Direção Geral de Reinserção Social e do Ministério da Saúde, projetos de ação em Centros Educativos, Lares de Acolhimento e Estabelecimentos Prisionais. A Delegação Regional da Madeira, com o apoio do Governo Regional, desenvolveu diversos projetos de intervenção, ajustados a públicos e contextos sociais diversificados. Em harmonia com a sua missão institucional, a Fundação deu continuidade às ações de Apoio Psicossocial, de Reinserção Socioprofissional e de Apoio Jurídico a pessoas infetadas e/ou afetadas pelo VIH/Sida. No quadro da prossecução do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção VIH/Sida, a Fundação desenhou planos de ação para dar cumprimento a alguns dos seus objetivos, submetendo a candidatura, 16 projetos no total, das Delegações de Setúbal, Coimbra, Lisboa e Porto. A Câmara Municipal de Coimbra não transferiu ainda as verbas em atraso, ao abrigo do Protocolo de colaboração com a Fundação, conforme havia sido prometido. 4


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Pelo exposto conclui-se que em termos financeiros, foi possível garantir a sustentabilidade dos recursos mínimos necessários à execução das ações previstas, embora se tenham verificado algumas dificuldades orçamentais que foram ultrapassadas com uma gestão que se revelou eficiente e eficaz. A Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a SIDA” agradece a todos os seus colaboradores e colaboradoras, o empenhamento, o profissionalismo e o espírito de cooperação e solidariedade. Uma palavra especial aos jovens que abraçaram o Voluntariado na Fundação apoiando a implementação dos diversos projetos, com uma qualidade reconhecida a nível nacional. Finalmente, e mais uma vez, um agradecimento aos Membros dos Órgãos Sociais da Fundação, pela confiança que em nós depositaram, e em especial aos colegas do Conselho de Administração por todo o seu empenhamento, ajuda e sempre boa vontade, fundamentais para o desenrolar das atividades desta Fundação.

Dra. Filomena Frazão de Aguiar Presidente do Conselho de Administração

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2. ÁREA ADMINISTRATIVA – RECURSOS HUMANOS

Com a aprovação do Conselho de Administração, os vencimentos dos trabalhadores da Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a Sida” foram suportados pelas verbas atribuídas aos projetos, com exceção do vencimento da Diretora-Geral, responsável pela gestão de recursos humanos e financeiros, a nível nacional, que também desempenha as funções de psicóloga clinica, dando continuidade às consultas de apoio psicológico aos utentes que seguem a sua consulta desde 1996, na delegação de Coimbra. Os projetos da Fundação abarcaram as áreas da Prevenção, da Formação e do Apoio Psicossocial. Foram apresentados a vários concursos e entidades no sentido de se obter apoio financeiro para a sua execução: i) ao Memorial Trust da Fundação Rockefeller; ii) à Fundação Calouste Gulbenkian iii) Programa Gilead Science; iv) Pompidou Prevention Prize; v) ao Ministério da Educação e Ciência; vi) AHF Europe; vii) entidades locais e regionais; viii) bem como às Autarquias que se situam na área geográfica das diferentes Delegações da Fundação. Algumas atividades da Fundação foram realizadas com o apoio de subsídios atribuídos por Mecenas. Outras desenvolveram-se ao abrigo de Protocolos de colaboração com Autarquias ou ao abrigo do quadro do Contrato-Programa com a Região Autónoma da Madeira, através da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, que este ano não atribuiu o subsídio ainda. Os protocolos de colaboração com várias instituições do ensino superior universitário e politécnico, visando a realização e supervisão de Estágios Curriculares de Mestrados, foram cumpridos com sucesso, integrando-se as atividades dos estagiários e estagiárias nas delegações e nos Centros de Aconselhamento e Orientação de Jovens desta Fundação. Esta colaboração permitiu alargar o âmbito estratégico de ação e reforçar o apoio ao desenvolvimento do Projeto Nacional de Educação pelos Pares, bem como aos restantes novos projetos no âmbito do apoio direto a infetados pelo VIH e SIDA a séniores e seus familiares e na implementação da consulta psicológica a casais homoxessuais, vítimas de violência doméstica.

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3. ANÁLISE DA SITUAÇÃO ECONÓMICA-FINANCEIRA

No exercício de 2014, a Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a SIDA” manteve uma rigorosa política de controlo de custos, mantendo em curso projetos adequadamente financiados, e apoiados no protocolo de colaboração nomeadamente: - Mais Afetos, Menos Discriminação - Câmara Municipal de Coimbra; - Espaço Família – Câmara Municipal de Setúbal e Misericórdia de Setúbal; - Em Tempo de SIDA, Educar para a Vida – Câmara Municipal de Coimbra; - Conhecer a SIDA, decidir pela Vida – Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Oeiras; - Sexualidade e Prevenção VIH/SIDA – Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Câmara Municipal de Coimbra, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Oeiras e Câmara Municipal do Porto; - Vida Segura – ADIS Setúbal (Desenvolvimento deste projeto em Coimbra com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra); - Entre Famílias com a Diferença – Educação para o Tratamento - ADIS Setúbal (Desenvolvimento deste projeto em Coimbra com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra).

Evolução dos Rendimentos

Evolução dos Rendimentos entre 2012 e 2014: EVOLUÇÃO DOS RENDIMENTOS RÚBRICA Subsídios, doações e legados à exploração Outros rendimentos e ganhos Juros e rendimentos similares TOTAL

2012

2013

Variação

2014

2012/2013

Variação 2013/2014

118.878,28

125.199,89

5,3%

101.365,01

-19,0%

150.863,59 94,60 269.836,47

73.855,19 0,00 199.055,08

-51,0% -100,0% -26,2%

51.260,47 0,00 152.625,48

-30,6% 0,0% -23,3%

Os Rendimentos em 2014 baixaram 46.430€ tanto por via dos Subsídios, pois além da Fundação ter continuado os projectos enumerados no ponto 3 deste relatório, apenas 7


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o projecto “Vida Segura – ADIS Setúbal” continuou a ser subsidiado em 2014, como por via dos Outros Rendimentos, que englobam as ofertas de serviços prestados pelos fornecedores.

Evolução dos Gastos

Evolução dos Gastos entre 2012 e 2014: EVOLUÇÃO DOS GASTOS RÚBRICA Fornecimento de Serviços Externos Gastos com o Pessoal Amortizações Outros gastos e perdas Juros e gastos similares TOTAL Resultado Liquido

2012

2013

216.364,92 151.654,61 46.235,83 36.551,84 3.502,77 3.502,59 2.674,72 913,31 770,94 660,90 269.549,18 193.283,25 287,29

5.771,83

Variação Variação 2014 2012/2013 2013/2014 -29,9% 101.572,32 -33,0% -20,9% 49.676,05 35,9% 0,0% 0,00 -100,0% -65,9% 128,09 -86,0% -14,3% 6,48 -99,0% -28,3% 151.382,94 -21,7%

1909,1%

1.242,54

-78,5%

Os Gastos em 2014 baixaram 41.900€, principalmente, na rúbrica dos Fornecimentos e Serviços Externos devido à redução nas despesas dos projectos, e na rubrica das Depreciações/Amortizações uma vez que os bens se encontram totalmente amortizados.

2011

2012

2014

171.797,70

174.067,71

175.310,25

Os Fundos Patrimoniais subiram por via do resultado positivo de 1.243€ apresentado no ano 2014.

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4. DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL

A Fundação tem vindo progressivamente a implementar uma série de procedimentos de administração geral nas áreas do planeamento, gestão financeira, informática e recursos humanos na Sede e nas suas Delegações, bem como nos 10


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Centros de Aconselhamento e Orientação de Jovens, rentabilizando de uma forma eficaz e prática os seus parcos recursos.

5. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS

A Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a SIDA”, Organização Não Governamental integrada na Comunidade, desenvolveu um Plano de Intervenção, ajustado à realidade social nacional, conjugando esforços com as seguintes entidades: Ministério da Saúde (através da Direção Geral de Saúde – Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida); Ministério da Educação e Ciência; Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Câmaras Municipais, empresas e Mecenas individuais. Desenvolveu ações de Formação e Prevenção, de Apoio Psicossocial a pessoas infetadas e afetadas pelo VIH/SIDA, promovendo ainda ações de Solidariedade. No domínio da Formação salientam-se a Formação Científica e Pedagógica das BUI - Brigadas Universitárias de Intervenção em Lisboa, Coimbra, Porto, Setúbal e Funchal, bem como a Formação em Teatro-Debate para os grupos TUI – Teatro Universitário de Intervenção (Porto e Setúbal). Realizaram-se várias ações de formação dirigidas a docentes, técnicos de educação e saúde, técnicos de ação social, pais e encarregados de educação e jovens, sobre comportamentos de risco, sexualidade e prevenção das infeções sexualmente transmissíveis. No domínio do Apoio a pessoas seropositivas e seus familiares, as ações visaram a promoção da reintegração social e profissional, tendo a Fundação sido aprovada para um estágio ao abrigo do programa “Vida-Emprego” e também, sempre que se justificou, a atribuição de bens materiais, angariados pelo grupo de Voluntários desta Fundação. Salienta-se a importância do apoio a mães infetadas pelo VIH, concretizado na realização da Festa de Natal 2014, no Porto, cujos destinatários foram crianças infetadas e afetadas pelo VIH e SIDA, internadas ou a frequentar os serviços de Infeciologia dos Hospitais de São João e Santo António do Porto. Na área da prevenção, investiu na Educação para a Saúde e sexualidade de jovens estudantes em diferentes contextos: Universidades, Escolas Básicas e 11


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Secundárias, bairros camarários, Estabelecimentos Prisionais, Centros Educativos e Centros de Acolhimento Temporário de Jovens e Mães Adolescentes. São referências, nesta área, o Projeto Nacional de Educação pelos Pares, com implementação a nível nacional do Programa “Sexualidade e Prevenção do VIH/Sida”; os Projetos “Conhecer a Sida, Decidir pela Vida”, desenvolvidos nos bairros camarários e em meio prisional, na cidade de Lisboa, Porto e Conselho de Oeiras e os projetos “Mais Afetos, Menos Discriminação” e “Em Tempo de Sida Educar Para a Vida”, desenvolvidos em Coimbra; os projetos “Juventude Sem Riscos” e “ Prevenir Hoje, Amanhã pode ser Tarde”, desenvolvidos na Região Autónoma da Madeira. Ainda no âmbito da Prevenção, salienta-se a importância dos Projetos “ Crescer a Saber” e “C.S.I. – Comportamento Seguro e Informado”, desenvolvido na Madeira. Nas outras delegações salienta-se a realização de sessões pontuais, bem como os programas de educação em sexualidade de curta duração realizados em diversas escolas. Em Setúbal foram dinamizadas atividades referentes ao Projeto “ A Saúde na minha Escola” e verificou-se a participação em alguns workshops sobre a prevenção do vírus da Sida, a discriminação e o estigma. Por outro lado, são desenvolvidos diversos projetos de desenvolvimento de competências pessoais e sociais como por exemplo os Projetos “Sexualidade Saudável”, destinado a pessoas portadoras de deficiência e o “Teatro do Oprimido” para reclusos, ambos desenvolvidos na Delegação do Porto. Na Delegação da Madeira foram desenvolvidos os Projetos “Crescer a Saber” e “Menino ou Menino”. Foram desenvolvidos outros projetos de intervenção que se revelaram de grande interesse e importância na prevenção da infeção do VIH/Sida e destes destacam-se: “Programa Operacional Potencial Humano – Cidadania, Inclusão e Desenvolvimento Social – qualificação de pessoas com deficiência e incapacidades”; “Projeto Vida Segura”; “Projeto Entre Famílias com a Diferença – Educação para o tratamento”; Projeto “ A Brincar…Aprende-se!” e “Ações de Informação – Roteiros Escolas na Luta Contra a Sida”. Outras campanhas de prevenção foram desenvolvidas e das quais se salientam a comemoração do dia “Dia dos Namorados”, o Dia Internacional do Preservativo – “o amor é a melhor proteção”, Festa dos Santos Populares, “Semana do Teste VIH/SIDA”, inauguração de um mural alusivo á prevenção do VIH no Porto; exposição “30 anos de 12


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Sida, 20 anos de Luta pela Vida”; “Diga sim à Prevenção, diga não à Discriminação”; Projeto “Há noites Assim”; Campanha “Em busca da qualidade de vida”, entre outras. Não menos importante foi a participação da Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra Sida” em ações de caracter institucional e socio cultural tais como a participação em diversas reuniões, eventos, comunicações e conferências promovidas por outras instituições de reputação local e nacional, bem como a produção de materiais científicos, de prevenção e divulgação da atividade da FPCCSIDA. De realçar a organização das IV Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas de Infeção VIH e SIDA, subordinada ao tema “Novos Problemas do VIH e SIDA” em parceria com o Centro de Direito Biomédico da Universidade de Coimbra e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Salienta-se, ainda, o comportamento e supervisão de estágios curriculares e de mestrados e a assistência psicológica, social e ético-jurídica que foi levada a cabo pela FPCCSIDA durante o ano de 2014, com um aumento significativo na população mais jovem e nos séniores. Todas as atividades realizadas em 2014 e aqui referidas em síntese, bem como outras de caráter mais pontual, encontram-se detalhadamente descritas no Relatório de Atividades de 2014 atestando o papel de relevo que a Fundação assume na Luta Contra a SIDA, no quadro dos princípios e valores da Educação para a Saúde, Sexualidade e Direitos Humanos.

6. AGRADECIMENTOS

A Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a SIDA” agradece a todas as instituições e pessoas que colaboraram diretamente ou criaram condições favoráveis à realização dos seus projetos e atividades ao longo de 2014. Sem o seu apoio seria difícil a Fundação cumprir com os compromissos e levar a cabo a sua missão. De destacar o estabelecimento das seguintes parcerias e apoios:  32 SENSES Academy;  ABBVie Pharmaceutical;  ACES do Alentejo Litoral; 13


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Administração Regional de Saúde de Coimbra; Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT); Administração Regional de Saúde do Centro; Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral; Agrupamento de Centros de Saúde dos Conselhos de Setúbal, Palmela, Barreiro, Moita, Montijo, Sesimbra, Seixal, Almada e Alcochete; APPACDM; Arte Branca; Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM); AXA Seguros; Banco Alimentar da Madeira; Belcinto; Cabeleireiro Alcino Lima; Câmara Municipal de Coimbra; Câmara Municipal de Grândola; Câmara Municipal de Lisboa; Câmara Municipal de Oeiras; Câmara Municipal de Palmela; Câmara Municipal do Porto; Câmara Municipal de Setúbal; Casa Bacelar; Casa Bahia; Casas de acolhimento temporário onde se desenvolvem projetos COAJ Centro Comunitário Music@rte; Centro de Direito Biomédico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; Centro de Recursos Sociais da Câmara Municipal do Porto; Centro de Saúde de Fernão de Magalhães em Coimbra; Centro Educativo Olivais da DGRS; Centro Educativo Navarro Paiva (Benfica); Centro Educativo de Santo António (Porto); Centro Educativo Padre António Oliveira (Caxias) Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; Comissão Social da Junta de Freguesia da Estrela; Confeitaria Frei Tuck Porto; Confeitaria Leça; Confetil; Plano Nacional de Saúde e o VIH e Sida; Direção Geral de Reinserção Social; Direção Geral dos Serviços Prisionais; 14


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 Direção Geral de Reinserção Social – Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo e Paços de Ferreira;  Disney;  El Corte Inglês;  Empresa Delta;  Escola Superior de Educação de Coimbra;  Escola Superior de Educação de Setúbal;  Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian;  Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Politécnico do Porto;  Escola Superior de Saúde de Setúbal;  Escola Superior de Tecnologias de Lisboa;  Escolas, docentes e alunos envolvidos no PNEP;  Estabelecimento Prisional de Coimbra;  Estabelecimento Prisional de Setúbal;  Estabelecimento Prisional do Funchal;  Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa;  Faculdade de Direito da Universidade do Porto;  Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa;  Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa;  Faculdade de Medicina da Universidade do Porto;  Faculdade de Motricidade Humana;  Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa;  Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto;  Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra;  Federação Portuguesa de Columbofilia;  Florista Romeira Roma;  Florista Tina;  Formadores da componente técnico-científica;  Fundação Manuel António da Mota;  Fundação Porto Social;  Fundação PT;  Gallo  Gedepa;  Governo Regional da Madeira;  Gilead Sciences;  Haity;  Hospital Pediátrico de Coimbra;  Hotel Tivoli Lisboa;  Hotel Plaza Lisboa;  Hotel Tryp Coimbra; 15


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Infarmed; Instituto Politécnico de Leiria; Instituto Universitário da Maia; Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas; Investimentos Habitacionais da Madeira – cedência do espaço; J.B. Fernandes Memorial Trust – Fundação Rockfeller; JATinteiros; Jerónimo Martins; JF Ramos Confeções; Jornal de Noticias; Jovens Voluntários do ensino superior dos BUI e TUI; Jovens das BEI; Junta de Freguesia da Ajuda; Junta de Freguesia da Estrela; Junta de Freguesia da Penha de França; Junta de Freguesia de Benfica; Junta de Freguesia de Santa Engrácia; Lar Especializado de Infância e Juventude de Baguim do Monte Leiripantone; Luís Onofre; Maria Vaidosa; Matutano; Mc Donalds; Metro do Porto; Ministério da Educação e Ciência; Ministério da Saúde; Novarroz; Novotel; Padaria Luanda; Padaria Ribeiro; Paez; Pastelaria Lusitana; Pastéis de Belém; Paula Salgado; Paulo Brandão; Pimenta Rosa; Porto Editora; Quiksilver; Restaurante Piquenique; 16


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Santa Casa da Misericórdia de Setúbal; Sapataria Prudêncio; Sapatos Savana; Secretaria Regional dos Assuntos Sociais; Segurança Social da Madeira; Sociedade Portuguesa de Medicina Interna; Sonae MC; Sonopão; Tonerecicla; Tuna do Porto; TVU: Televisão da Universidade (Porto); União de freguesias de Aldoar, Nevogilde e Foz do Douro; Universidade de Aveiro; Universidade de Coimbra; Universidade do Porto; Universidade Fernando Pessoa do Porto; Universidade Lusíada do Porto; Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; Xuz.

Lisboa, 27 de Março de 2014

O Conselho de Administração da F.P.C.C.SIDA

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