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edição 08 / janeiro 2017

Prontos para a retomada do crescimento da economia Mesmo com todas as adversidades de 2016, o setor de seguros e o Grupo Fox Regulação e Auditoria se manteve em crescimento. O ano de 2017 traz consigo toda a esperança de tempos promissores, com a melhora da economia, a estabilidade da política, e devemos ter mais crescimento. Estamos preparados com um time forte e unidos aos melhores profissionais do setor. Entrevistas exclusivas:

Carlos Magnarelli, presidente da Liberty Seguros

Francisco Cauby Vidigal Filho (o Kiko), presidente da Sompo Seguros


Almoรงos de Negรณcios / Cursos e Treinamentos / Workshops / Simpรณsios e Congressos


editorial Prontos para a retomada do crescimento da economia Mesmo com todas as adversidades de 2016 na política e na economia, o Grupo Fox Regulação e Auditoria se manteve em franco crescimento. Foi nesse ano que aconteceu a criação da nova empresa do grupo, a Haüptli Advogados Associados, com atuação especializada em direito securitário. Foi também quando as duas empresas se mudaram para novas e modernas instalações no edifício Casa das Caldeiras Empresarial, no bairro da Pompeia. Iniciamos o ano de 2017 com pé direito ao publicar esta nova edição da revista Fox News, que precisou estar mais encorpada, com 40 páginas, para receber tantas contribuições de tão renomados executivos do mercado de seguros e afins. Uma enorme satisfação trazer duas entrevistas exclusivas concedidas por presidentes de seguradoras, o Carlos Magnarelli, da Liberty; e o Francisco Cauby Vidigal Filho, Kiko, da Sompo. Além desses, também nos prestigiam diversos profissionais, corretores de seguros, seguradores e prestadores de serviços, seja escrevendo ricos artigos ou contribuindo com informações para matérias. 2017 traz consigo toda a esperança de tempos promissores, com a melhora da economia, com a estabilidade da política, e devemos ver o mercado de seguros e o Grupo Fox, que cresceram mesmo na dificuldade, deslanchar ainda mais. Estamos preparados com um time forte e unidos aos melhores profissionais do setor, como vocês podem ver nas próximas páginas. Paulo Rogério Haüptli Boa leitura!

Alexandre Massao

Sócios do Grupo Fox Regulação e Auditoria

Produção Fox News Thaís Ruco - jornalista responsável - MTb 49.455 thais@thaisruco.com.br Felix Ryu - projeto gráfico - Teckel Design felixryu@ig.com.br

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sumário 03 05 06 08 09 10 11 12 13 14 16 18 19 20

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Editorial Prontos para a retomada do crescimento da economia Divulgação Grupo Fox e Haüptli Advogados expõem seus serviços durante 4º Simpósio ExpoCIST Sindicância Nova modalidade de fraude usa troca de motorista para desvio de carga Regulação Sindicância de property e tentativas de fraudes em danos elétricos Entrevista Profissionalismo japonês e relacionamento brasileiro Vendas online Corretor e tecnologia: parceria que vai alavancar o setor de seguros Assessorias de seguros Atuação das assessorias e o futuro da distribuição de seguros Gestão de riscos Fraude na saúde suplementar

Prevenção Parceria entre Zurich e Fox aprimora sistema para inibir ação dos fraudadores Entrevista Diversificação de portfólio e bom atendimento para ganhar mercado Regulação Fraudes no seguro de automóvel no estado do RJ

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Sistemas A tecnologia da informação em prol do mercado de seguros Gestão de riscos Os desafios da produção globalizada e a complexidade dos riscos associados Garantia A “nova” Lei de Licitações e o Seguro Garantia Gerenciamento de riscos Benchmarking e mitigação de riscos na cadeia de abastecimento internacional Vendas Como buscar alternativas de negócios no mercado de seguros, mantendo o otimismo em alta Transportes Por que o Seguro de Transporte é essencial para a economia? Inteligência emocional Aconteça o que acontecer, continue respirando Contratações Médico atua nos departamentos de Vida e DPVAT para orientação no momento da indenização Evento Grupo Fox e Haüptli Advogados celebram ano de sucesso Outra leitura Aquilo que importa

Direito securitário Quem receberá a indenização securitária em caso de falecimento do segurado? Tecnologia Conheça as tendências do mercado segurador até 2030 Seguro de crédito para pessoas jurídicas Sem luz no final do túnel: e agora?

edição 08 - janeiro 2017


divulgação Grupo Fox e Haüptli Advogados expõem seus serviços durante 4º Simpósio ExpoCIST Pela quarta vez consecutiva o Grupo Fox participou com um estande no evento anual do CIST (Clube Internacional de Seguros de Transportes). Desta vez, no 4º Simpósio ExpoCIST, o espaço foi dividido com a Haüptli Advogados Associados, empresa do grupo, fundada em 2016, com foco em direito securitário. O Grupo Fox, que tem 22 anos de atuação, expôs no evento um vídeo contando toda sua história. Hoje, a empresa de sindicância faz as investigações de todos os ramos de seguros, e também a parte de SOS, de atendimento nas estradas para caminhoneiros em tombamentos de cargas. Já a empresa jurídica atua nas recuperações de bens, ações de fiança locatícia, reintegrações de posse, em todos os ramos de seguros, e, além disso, tem uma empresa de vistoria de property, que verifica o estabelecimento, risco de incêndio, faz a vistoria do local com especialistas e os profissionais que irão legislar e regular o sinistro. Quem visitou o estande pôde conferir todos os serviços realizados pelas empresas, inclusive os cursos in company para seguradoras, e retirar brindes, além da revista Fox News, que é feita para clientes e parceiros.

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sindicância Nova modalidade de fraude usa troca de motorista para desvio de carga É cada vez mais comum as empresas serem vítimas de desvio de cargas, na modalidade estelionato com falsificação de documentos e identidade. Neste caso, o transportador solicita para motorista agregador coletar mercadorias no embarcador, porém não são adotadas as cautelas necessárias, assim o estelionatário consegue os dados pessoais do motorista e do seu cadastrado, desta maneira é liberado. O estelionatário "monta" uma cédula de identidade, CNH e documentos do caminhão que tiveram suas placas trocadas, ou seja, fazendo uso daquelas do veículo liberado do motorista que teve sua documentação falsificada, inclusive obtém documento de coleta. A seguir, se dirigem à empresa proprietária da carga e retiram o material se passando por alguém que não são, até porque muitas vezes a contratação é maior, até mesmo dos ajudantes.

Paulo Rogério Haüptli é sócio-diretor do Grupo Fox de Regulação e Auditoria, titular da Haüptli Advogados Associados, professor de treinamentos contra fraude no seguro, e diretor de sindicância do CIST.

para todos os clientes.No mundo inteiro o fenômeno das fraudes em seguros é considerado um problema relevante e extremamente atual.

Fraude em transportes

Segundo estudo da FenSeg, os ramos mais afetados são os de automóvel e transportes, respectivamente com 13,6% e 11,7% de fraudes. O resultado é extremamente conservador, provavelmente devido ao fato que muitas empresas ainda não têm sistemas eficientes de detecção de fraudes e por esta razão forneceram dados incompletos. Existem algumas outras estimativas de mercado, que possivelmente estejam mais próximas da verdade, apontando para um volume de fraudes na casa de 25 a 30% dos sinistros pagos, ou seja, algo entre R$ 4 e 5 bilhões.

A fraude é um problema que acontece em todos os ramos de seguros, mas com grande incidência no de transportes. O contrato de seguros estabelece a boa-fé entre as partes, e por sua característica do mutualismo, todos colaboram com a construção do capital utilizado para cobrir a indenização de uma eventualidade. Assim, a fraude é um ato doloso que traz prejuízo para as seguradoras e encarece o produto de seguro

Especialistas trabalham firmemente na identificação da fraude para não haver despesas indevidas. No patamar que as fraudes ao seguro de transporte chegaram, é preciso estar munido de técnicas para a preservação do mercado, por isso o Grupo Fox de Regulação & Auditoria conta com especialistas que ministram o curso in company, em seguradoras, “Identificando a fraude no sinistro de transportes”.

O embarcador desavisado e sem nenhuma cautela entrega a mercadoria ao estelionatário que desaparece com a carga. Este é um problema muito sério no mercado, que acarreta em dezenas de sinistros diários com esta modalidade de delito.

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regulação Sindicância de property e tentativas de fraudes em danos elétricos Durante anos realizamos diversos trabalhos de sindicância de sinistro no ramo de Property e, especialmente, nas reclamações de danos elétricos observamos elevado índice de tentativas de fraudes. Segurados mal-intencionados reclamam vários itens na suposta ocorrência de dano elétrico, os quais já foram objetos de sinistros em congêneres, na maioria das vezes apoiados por empresas de assistência técnica que emitem laudos com textos convincentes que se ajustam perfeitamente às exigências das apólices. O grande problema e fato gerador que normalmente as seguradoras não dão a devida importância e, que sustenta a continuidade das fraudes, são os salvados. Eles nem sempre são retirados das dependências do segurado após a indenização, o que dará oportunidade para serem utilizados outras vezes em novas reclamações, gerando lucro aos fraudadores e prejuízos indevidos às companhias de seguros. Os itens são variados, entre os quais: motor de portão elétrico, equipamentos de CFTV, computadores, TVs, videogames, DVD players, e freezers. Portanto, é fundamental que as seguradoras retirem seus salvados, ainda que considerados sucatas. Isso não acabará com as fraudes, mas diminuirá as incidências e não deixará aquela sensação de que é fácil fraudar.

Alexandre Massao é sócio-diretor do Grupo Fox Regulação e Auditoria

Caso real No extremo sul do país, mais precisamente no município de São Borja, no Rio Grande do Sul, famoso por ser a última morada de alguns ex-presidentes dessa república e pelas drásticas condições climáticas, também reside um fraudador contumaz. Proprietário de cinco residências de padrão modesto e uma loja de eletroeletrônicos usados, o indivíduo se especializou em fraudar o seguro. Devido ao fato de serem comuns ocorrências de tempestades na região, ele encontrou uma forma de reclamar danos elétricos nos seguros residenciais, utilizando equipamentos com defeitos oriundos do estoque de sua loja, assim como laudos técnicos produzidos pelos amigos das assistências. No caso em questão encontramos os mesmos salvados reclamados em seguradoras diferentes, reforçando a ideia de que as companhias devem se preocupar com a remoção dos seus salvados.

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entrevista Profissionalismo japonês e relacionamento brasileiro Francisco Caiuby Vidigal Filho, conhecido por todos no mercado de seguros como Kiko, Diretor-Presidente da Sompo Seguros, fala com exclusividade à revista Fox News sobre as mudanças após a integração das operações da Yasuda e da Marítima e a nova grande seguradora que se formou no Brasil. Fox News – Quem é a Sompo Seguros, na operação mundial? Kiko – A Sompo é uma companhia global criada no Japão há 128 anos. Naquele Pa í s é u m a m a rc a estabelecida e a maior seguradora no ramo nãovida. Com uma economia estabilizada e com as características populacionais observadas no Japão, a companhia decidiu há um tempo expandir sua atuação no exterior. Vários estudos de mercado foram feitos e os investimentos foram acontecendo. Hoje a Sompo atua nos cinco continentes e em 32 países e o Brasil está entre suas principais operações. Além disso, a companhia reconhece o potencial de economias emergentes como o Brasil e Turquia, por exemplo, como operações com real potencial de crescimento. E realmente o são. Mesmo com os recentes resultados da economia do nosso país, o setor de Seguros vai apresentar crescimento e a Sompo Seguros também. Fox News – O que muda com a conclusão do processo de integração da companhia com o grupo global de origem japonesa, formando a Sompo Seguros no Brasil? Kiko – O processo de mudança começou antes mesmo da mudança da marca. Com a integração das operações da Yasuda e Marítima investimos em tecnologia, processos e pessoas para e s t a r m o s preparados para a atuar de forma cada vez mais a s s e r t i v a , p r o v e n d o serviços de qualidade aos clientes, sempre em parceria com os corretores de seguros. Os dois anos recentes

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foram de preparação para, enfim, apresentarmos ao mercado a Sompo Seguros, uma companhia global, japonesa de origem, mas com um DNA bem brasileiro. Fox News – Qual a importância do mercado brasileiro para a empresa? Kiko – O Brasil está entre as principais operações da Sompo H o l d i n g s f o r a d o J a p ã o . Te m o s u m m e r c a d o e m desenvolvimento que ainda tem muito a crescer se considerarmos a participação da área de Seguros no PIB do País. Fox News – Quais investimentos do grupo no país? Kiko – Vimos investindo significativamente no capital humano e em tecnologia para preparar a companhia para a mudança de marca e dinamizar ainda mais o crescimento projetado para 2020. A Sompo conta com o primeiro sistema de gestão criado especificamente para setor de seguros da América Latina. Sua implementação trouxe benefícios em t e r m o s d e a g i l i d a d e n a c o n c l u s ã o d e p ro c e s s o s e atendimento, entre outros fatores. Na área de capital intelectual, já em 2015 trouxemos executivos e especialistas de diversas áreas que contribuíram para que a companhia já alcançasse o índice de crescimento bastante significativo em 2016. Alguns ramos, como o de Transportes, por exemplo, agiram na contramão do que se vê no mercado, e cresceram exponencialmente no último ano. Fox News – A nova identidade faz parte do plano de expansão no país? Quais as metas de crescimento? Kiko – A nova identidade coloca a Sompo Seguros alinhada às estratégias globais da companhia. Entre todas as operações da Sompo no mundo essa foi a primeira ocasião em que a marca


antiga deixa de existir por completo para que a nova marca passasse a ser adotada. Para isso, fizemos um processo estruturado que envolveu uma equipe significativa da companhia, desde técnicos, área administrativa e até os executivos. Nossa equipe viajou mais de 18,5 mil quilómetros em encontros com mais de 5 mil corretores de seguros e representantes de entidades do segmento. Também investimos numa campanha de comunicação que ainda está no ar e em iniciativas por meio dos canais oficiais da companhia, como site, redes sociais etc. E as ações de comunicação ainda seguem no ar e terão continuidade. Nós temos definidos um Planejamento Estratégico que orienta nossas ações e objetivos de negócios com a meta que pretendemos alcançar em 2020. Então começamos 2016 já colocando em prática uma série de ações. Temos uma meta audaciosa de crescimento da ordem de 15% ao ano. Para quem lê esses dados, principalmente num período como o que o Brasil passa atualmente, a impressão é de que a meta é realmente audaciosa. Para isso, já vimos implementando muitas novidades. Uma delas é o incremento do leque de produtos. Fox News – Com a entrada da Sompo, a companhia passa a atuar em novos ramos? Quais são os segmentos de atuação da Sompo no Brasil, e quais os carros-chefes? Kiko – A Sompo já atuava em todos os ramos de seguros gerais no Brasil e também em Seguro Saúde, que é a única operação da companhia nessa área. O que temos planejado são novos produtos com objetivo de atender a públicos específicos. Só em 2016, a companhia lançou os produtos: Auto Supremo e Caminhoneiro Seguro (Automóvel), Vida Top Mulher (Vida), Seguros Empresariais (Escolas e Clínicas e Consultórios), Siga Bem Seguro (Transportes). Já a Sompo Saúde criou um novo conceito no mercado de Seguro Saúde e lançou planos de Seguro Saúde Empresarial – Acesso, Clássico, Estilo e Supremo – em modalidades que contemplam o segmento empresarial, a partir de duas vidas. Os produtos visam atender as empresas que buscam fornecer benefícios de qualidade no atendimento médico hospitalar para seus colaboradores e respectivos dependentes. Por meio do novo serviço, pacientes podem ter o direito de realizar determinados procedimentos de alta complexidade com equipes especializadas de centros médico hospitalar de referência, mesmo se esses serviços não estiverem na rede específica do segurado. Fox News – A Sompo conta com área interna para regulação de sinistros e combate a fraudes, ou também atua com empresas especializadas? Qual a importância deste trabalho? Nesta área, a operação brasileira pode ensinar a operação global (por termos mais problemas de fraudes/ roubos)? Kiko – A questão de combate à fraude é tratada com muita seriedade pela companhia. Contamos com um Programa de Compliance e uma área específica para tratar do assunto. Nós contamos áreas internas para regulação de sinistros com equipes especializadas em cada ramo de produto e também contamos com empresas parceiras que atuam nessa frente, mas que adotam procedimentos de atuação seguindo critérios estabelecidos segundo nossos padrões. Dessa maneira temos condições de ter ampla cobertura e agilidade de atuação em cada processo. A operação brasileira já tem levado expertise em encontros com nossos pares da companhia já realizados no Japão e em outros países asiáticos, no Oriente Médio e Europa. Profissionais do Brasil já passaram temporadas em outros países também. Da mesma forma, o inverso também acontece. Nos encontros internacionais são feitas muitas trocas de ideias e

passamos a conhecer mais como funciona o setor de seguros em outros mercados. Também somos apresentados a soluções interessantes implementadas em outros países para demandas semelhantes às que temos aqui. Fox News – A empresa fundada por sua família (Marítima Seguros) tinha como grande marca ou diferencial o bom atendimento a corretores de seguros. Isso permanece com a nova gestão? Kiko – É importante ressaltar que esse, inclusive, foi um dos valores cruciais do interesse da Sompo Holdings pela Marítima Seguros. A política de Portas Abertas estabelecida na Marítima continua a existir. Nossa proximidade com os parceiros corretores de seguros é essencial para que sempre estejamos atentos às demandas e oportunidades do mercado. São eles que atuam na linha de frente e indicam muitas das necessidades de seus clientes. Com isso, podemos estabelecer tendências e definir a melhor forma de atuação para cada oportunidade que surgir. Fox News – Em termos gerais, no que a operação global aprende com os brasileiros? Kiko – Como afirmei antes, atuar dentro de um grupo com atuação global, faz com que nossa equipe esteja integrada e tome conhecimento sobre as melhores práticas e soluções utilizadas no mundo para cada ramo do seguro. O que fazemos dentro do grupo, em essência, é compartilhar. Compartilhamos know how, experiências, tendências e diferentes prismas sobre o negócio de Seguros no mundo a fim de estarmos sempre prontos para viabilizar a prestação de serviços de melhor qualidade no setor de seguros. Fox News – O que os brasileiros podem aprender com a cultura japonesa na área de seguro? Kiko – Os japoneses são bastante sérios e muito bons para contribuir em metodologias e implementação de processos. Com isso, agregamos muito do know how deles à nossa operação. Um aspecto interessante é que o japonês quando adquire a confiança em seu interlocutor, ele confia plenamente. Estabelecermos um relacionamento com a matriz de confiança e respeito mútuo. E isso permitiu que muitas das estratégias que estabelecemos e compartilhamos com nossos pares trouxessem resultados bastante profícuos, não só para a companhia, mas também para o mercado de seguros.

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vendas online Corretor e tecnologia: parceria que vai alavancar o setor de seguros No atual cenário de inovação, com a aparição das insurtechs, o desafio é tornar a convivência pacífica e prazerosa entre dois importantes “atores” do setor de seguros: corretores e tecnologia. O desafio agora é juntar ambos. E lanço aqui uma sementinha com o lançamento da thinkseg e de sua comunidade social que reunirá seguradoras, corretores e consumidores em uma plataforma online. Fazendo isso acontecer em parceria, nasce a figura do “corretor digital” e um novo, mais amplo e justo mercado de seguros. Agora, falando especificamente sobre uma peça bem importante em meio a toda essa discussão, o corretor de seguros. Como fica esse sujeito bem intencionado, que tanto sabe sobre o assunto, que contribuiu e muito ainda tem por fazer pela indústria de seguros, frente às novidades envolvendo tecnologia para “modernizar o seguro”?

André Gregori é CEO da Thinkseg. Em 2010, iniciou o negócio de seguros do BTG Pactual, criando desde o zero a BTG Pactual Seguridade que alcançou o valor de mercado de aproximadamente R$ 3,2 bilhões até 2016, quando Gregori deixou o Banco para se dedicar ao projeto da primeira seguradora totalmente mobile no Brasil, a thinkseg. Antes de passar pelo BTG Pactual, já havia iniciado a Fator Seguradora, permanecendo nela até 2010, quando se tornou a empresa mais rentável do grupo Fator

importante para o ensino. O que mudou foram as possibilidades, o entorno, o acesso à informação. Inovar é apenas parte do ritmo na história da humanidade e tudo o que queremos é oferecer ao cliente algo que faça sentido, que seja mais prático, personalizado. E a tecnologia pode ser associada para permitir tudo isso. Afinal, a era das massas, dos processos sempre iguais e dos clichés está ficando para trás e, cada vez mais, podemos ver exemplos de sucesso neste sentido no dia a dia, novidades que chegaram, impactaram, mas passaram a ser amplamente utilizadas. Estar aberto ao novo e entender como caminhar junto, ser parceiro, é a postura que o profissional atualizado precisa ter para sobreviver a esse mundo tão competitivo que estamos vivendo agora. Apenas criticar ou ter medo da novidade não a faz deixar de existir ou acontecer. Talvez, apenas o torne parecido com todos aqueles que na história da inovação tentaram impedila, com medo de ficar pra trás.

Muito se fala sobre a obrigatoriedade do corretor de seguros na cadeia produtiva do setor. Na verdade, o que é obrigatório é o recolhimento de corretagem ou de contribuição junto à Escola Nacional de Seguros. Eu acredito que a obrigatoriedade é muito mais mercadológica do que legal, pois cabe ao corretor de seguros o trabalho de “tradutor” e “defensor” dos produtos de seguro junto ao cliente final. Além disso, ele costuma ser a pessoa que está sempre à disposição, com seu celular em mãos, para melhor atender o usuário final.

E é exatamente isso o que está acontecendo com a proposta de “modernizar o seguro”, associando tecnologia para permitir um produto novo. No Brasil, a postura do mercado não é diferente daquela que assistimos por parte dos taxistas frente ao Uber recentemente, quando ele despontou no Brasil. Ou de quem se opôs à luz elétrica há algumas décadas, porque não queria que acendedores de velas nas ruas perdessem seus empregos, com medo da inovação. Isso é pura falta de comunicação! Quem falou que não precisa de corretor de seguros? Mais à frente discorro sobre o "precisar". Para que a parceria – tecnologia e corretor – seja possível, precisa haver uma comunicação efetiva e transparente. Aliás, mais do que isso, precisa haver concessões de ambos os lados. Fazendo um paralelo, é como se o Uber voltasse no tempo e, antes de sair operando, chamasse os taxistas para criar um produto que fosse melhor para o cliente comum. Quem não gostaria de tal prática?

A tecnologia vai inovar o atendimento do corretor aos consumidores “digitais”. Ao caminhar lado a lado com o corretor, a tecnologia criaria um efeito multiplicador incrível, pois esses agentes, trabalhando em parceria, fariam o mercado crescer, pelo menos, 10 vezes mais em um curto espaço de tempo.

A minha visão é de que isso é possível, porque se tem algo que eu aprendi em minha vida é que “nada é impossível”, quando se quer que dê certo.

A inclusão da tecnologia no dia a dia do trabalho do corretor não significa que deixaremos de lado o humano, que não precisaremos mais dele. Pelo contrário! Quando o computador surgiu e começou a se disseminar, assistimos ao receio de que professores fossem substituídos por máquinas, mas isso não aconteceu e o profissional continua sendo extremamente

O desafio é grande, o mercado maior ainda. E, no final do dia, não podemos esquecer de uma peça essencial, que muitas vezes fica de lado em todas essas discussões: o cliente. Nós devemos ouvi-los, só que para isso é preciso limpar os ouvidos. Pensar no cliente é, a meu ver, uma forma de melhorar ou de mudar o mundo. E eu acredito que, juntos, podemos todos trabalhar por esse objetivo. É meu sonho!

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assessorias de seguros Atuação das assessorias e o futuro da distribuição de seguros Em um cenário que exige que o atendimento ao consumidor seja cada vez mais amplo, ágil e assertivo, o corretor de seguros, como principal canal de distribuição dos produtos do mercado, deve estar atento às crescentes demandas para essa profissão. A qualificação constante, por exemplo, é um fator que deve fazer parte da agenda dos corretores, visto que o consumidor cada vez mais exige informações embasadas e úteis para concretizar um negócio. Além desses relevantes desafios, um fator de impacto para o corretor de seguros é o acesso aos produtos das seguradoras. Dessa maneira, a atividade das assessorias de seguros está intimamente ligada ao apoio para os negócios dos corretores. Outra colaboração das assessorias de seguros é a maior facilidade para que corretores tenham acesso a informações sobre produtos, serviços e ferramentas de comercialização e esclarecimento de dúvidas de forma mais agilizada. Com isso, os corretores podem focar exclusivamente o atendimento às demandas de seus segurados. A atuação das assessorias de seguros também é importante para auxiliar as seguradoras no atendimento aos corretores, antes não atingidos por questões geográficas e de logística. Por conta disso, as assessorias são um importante braço comercial da seguradora no atendimento ao corretor e uma ponte para facilitar o acesso desse profissional aos produtos das seguradoras. O fato de a assessoria de seguros trabalhar simultaneamente como prestadora de serviços para os corretores parceiros e representante - semelhante a uma sucursal - das seguradoras não gera conflitos para sua atuação, já que a função desse canal é assessorar, otimizando assim a relação entre seguradoras e corretores. Isso estabelece, portanto, algo benéfico tanto para corretores quanto para seguradoras, pois a

Marcos Colantonio é presidente da Associação das Empresas de Assessoria e Consultoria de Seguros do Estado de São Paulo (Aconseg-SP)

assessoria conduz os interesses de ambos. Uma demanda atual para os corretores é a diversificação de carteiras. Se no passado o automóvel, carro-chefe na comercialização de seguros, era o maior foco dos profissionais, atualmente os corretores também devem estar atentos às oportunidades de negócios em produtos como Vida, Residencial, Empresarial, entre outros. Além disso, é necessário aproveitar as possibilidades de vendas para os clientes que já pertencem à carteira. Nesse sentido, a assessoria de seguros auxilia os corretores parceiros com esses desafios, uma vez que essas empresas têm expertise em variados seguros e transmitem o conhecimento ao corretor. Aliás, a diversificação de carteiras é um dos principais pleitos das assessorias atualmente. Nos últimos anos, o trabalho das assessorias de seguros se consolidou no mercado. Para se ter uma ideia, quando esse canal surgiu, houve uma comparação equivocada às plataformas, ou seja, como uma ameaça ao corretor, o oposto ao intuito desse canal, que atua como elo entre corretores e seguradoras. Essa percepção, felizmente, mudou, pois hoje o trabalho das assessorias de seguros é reconhecido e valorizado pelo setor. É importante ressaltar que as assessorias são geridas, em sua maioria, por ex-executivos de seguradoras. Dessa maneira, o DNA da gestão está inserido nessas empresas. Atualmente, existem assessorias de seguros em todo o País. Para juntar forças à atuação das localizadas no Estado de São Paulo, no ano de 2004 foi fundada a Associação das Empresas de Assessoria e Consultoria de Seguros do Estado de São Paulo (Aconseg-SP). Ao todo, na capital e interior de São Paulo, 26 assessorias são associadas à Aconseg-SP. Ao longo de sua trajetória, a entidade consolidou-se com iniciativas como qualificação às associadas, incentivo à venda cruzada e relacionamento entre as seguradoras e assessorias, o que, consequentemente, beneficia os corretores que atuam em parceria com esse canal.

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gestão de riscos Fraude na saúde suplementar Josafá Ferreira Primo é corretor de seguros, gestor de riscos e diretor Técnico da APTS

urgências e emergências com foco em mal súbitos e de agravantes significativos à saúde do beneficiário. Alguns meses depois, analisando os relatórios da operadora, percebi que a utilização na conta daquele cliente havia aumentado significativamente, e especificamente por conta de um atendimento, e que pelo visto era algo gravíssimo. Solicitei as contas médicas e, analisando, entendi que o segurado havia amputado um membro em decorrência de um acidente de moto.

Não se preocupe se a realidade que se apresenta for mais intensa que a cena que nós já vivenciamos, afinal o autoengano é tema de livros e manuais de sucesso, e ainda vislumbra sua incapacidade de ser honesto. Recebi uma ligação em uma manhã de domingo de um segurado que não conhecia, mas sabia que era de uma conta de seguro saúde grupal que está na minha carteira há anos. Ele me questionou se a operadora de saúde suplementar seria capaz de identificar se ele, o funcionário, havia utilizado o plano de saúde em um pronto socorro, em uma situação de urgência. Eu, com muita calma e de forma bem técnica, sem ser piegas ou chato, disse que sim, explicando os motivos. Questionei se de fato havia necessidade de estar no pronto atendimento, uma vez que ele não havia deixado claro quais os motivos que o levaram ao referenciado, e se estava tudo bem com ele, ou se necessitava de mais esclarecimentos. “Não, obrigado, agora já foi eu resolvi. Acho eu fiz a melhor opção”, disse, e simplesmente desligou o telefone, sem nem se quer se despedir e agradecer. Isso me intrigou, e muito, principalmente porque havíamos, literalmente, ajustado as utilizações e as contas médicas da empresa, o que nos ajudou a diminuir drasticamente as utilizações desnecessárias, o que refletiu em um saldo muito positivo na sinistralidade dessa carteira.

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É bom que entendam que os referenciados para pronto atendimento estão à disposição e preparados para atender

Marquei uma visita na empresa e fui apresentar meu parecer, e frisar que seria importante que também providenciássemos a entrada no seguro de vida, se é que o funcionário já não havia solicitado. A empresa ficou “triste” porque se tratava de um funcionário que estava há anos na casa, de uma competência e atitudes serenas, comprometido com seu trabalho. Para minha surpresa, entrou pela porta um rapaz segurando uma caixa com documentos e um laptop, tinha uma mochila nas costas, parecia um historiador prestes a embarcar em uma viagem de exploração em alguma montanha longínqua e, pela sua cara de tristeza, a pior de suas missões. Pois bem, os dois membros superiores e inferiores inteiros, e que denotavam uma capacidade atlética do funcionário. A decisão ficou por conta da empresa, mesmo pedindo a minha opinião do que deveriam fazer nesses casos, me isentei quanto à relação empregador e empregado. Fiz os levantamentos financeiros e devolvemos o dinheiro para a operadora, que prontamente nos enviou um documento mencionado o envolvimento do corretor e a colaboração da empresa em função das reservas do mutualismo e que havia retirado da futura análise o parecer da evolução do sinistro na carteira. A fraude: emprestar a carteirinha para um familiar ou amigo. Os envolvidos: prestador e médicos. A situação: falta de compreensão de um sistema perfeito de mutualismo. Atitude da empresa: reeducar a todos e demonstrar as finalidades de um sistema de saúde suplementar muito bem gerido e que sempre presou pelo bom senso das partes, seguradora, segurado e corretor. Objetivo: perenidade das relações entre os envolvidos e o compromisso da gestão que sempre dependerá de um posicionamento muito bem definido e acertado de ambas as partes. Conclusão: o sistema respeita quem dele se beneficia, mas julga e pune aqueles que ainda não fazem parte e tentam de alguma forma levar vantagens.


prevenção Parceria entre Zurich e Fox aprimora sistema para inibir ação dos fraudadores O conceito de fraude propriamente dito: “aquele que com a intenção de receber uma indenização de seguro, simula um sinistro, pois sem este não teria direito ao recebimento desta” é de fácil assimilação para entendimento por qualquer pessoa seja profissional da área securitária, ou qualquer outro seguimento. Durante muito tempo, a inibição da ação de fraudadores nos seguros de automóveis foi perseguida pelas seguradoras, mas, nos últimos anos, as companhias conseguiram uma mudança significativa nestas ações, ao aprimorarem e intensificarem seus métodos para impedir esses atos delituosos. Para combater as fraudes, a Zurich mantém um departamento de Prevenção e Combate a Fraude o qual é responsável pela avaliação e analise de sinistros duvidosos. “Esse departamento atua ainda em ações importantes internamente, sendo uma delas o treinamento de todos os envolvidos no processo de sinistro com desenvolvimento de expertise de análise de sinistros duvidosos. Temos ainda um sistema próprio de identificação por regras parametrizadas, o qual nos possibilita em analise automática indicar sinistros tendenciosos à irregularidade”, esclarece o coordenador de Prevenção e Controle da Zurich Seguros no Brasil, Jonas Luiz do Carmo. As parcerias com as reguladoras de sinistros também colaboram na busca por evidencias nos sinistros duvidosos. E é justamente nesta ação que a parceria da Zurich com o Grupo Fox tem conquistado avanços nos últimos tempos. “Procuramos sempre trabalhar com as melhores empresas reguladoras de sinistros do mercado, que buscam corresponder à política de ética funcional e operacional, preservando sempre o nome da Zurich, e que principalmente trate da melhor forma o nosso cliente. Hoje, temos prestadores designados em todos os Estados, sendo a Fox uma de nossas parceiras com atuação em alguns deles, o que nos proporciona tranquilidade quando falamos em seriedade e excelência de prestação de serviço”, comenta o coordenador. Carmo lembra ainda que a tecnologia aplicada nos veículos e seus sistemas modernos de segurança e monitoração ajudam na precificação, mas não são suficientes para eliminar a ação dos fraudadores. “As companhias que possuem os departamentos de Prevenção e Combate a Fraude não podem deixar de ter o auxilio dos softwares de i d e n t i f i c a ç ã o a p a r t i r d e re g r a s p a r a m e t r i z a d a s e

pontuações, sendo estas fundamentais para um bom resultado de identificação, contudo, nunca se deve desprezar a ação de analise do técnico em sinistro”, comenta. “Afinal, assim como temos a modernização ao nosso lado, temos que saber até que ponto ela é vulnerável, pois é a partir das brechas que o fraudador vê a oportunidade para fraudar”, complementa. Graças a estas medidas, hoje, o mercado segurador encontra-se em um dos melhores cenários de Combate a Fraude, avalia o coordenador da Zurich. “Temos um forte vinculo entre as seguradoras nunca visto em outro momento, e temos ainda o apoio da CNseg e da FenSeg, as quais b u s c a m e m s e u s relacionamentos trazer cada vez mais a aproximação com as principais autoridades do país e também com a sociedade em campanhas publicitárias com intuito de conscientização de que fraude em seguro também é crime”, adverte. Dentro das modalidades delitivas financeiras, a fraude em seguros só perde para a evasão fiscal, comenta Carmo. “Apontar o valor de perda financeira nas fraudes poderia cair em variáveis de ramo e produto e não chegaríamos a um valor exato. Prefiro entender a perda maior quando da ação fraudulenta que é ocasionada não é só da seguradora, mas também da própria sociedade, pois quem paga por aquele sinistro indiretamente são todos que, no decorrer de um determinado período, contribuíram com os pagamentos dos prêmios devido ao contrato de mutualidade”, avalia. Carmo explica que, para efetuar o pagamento devido das indenizações, a Zurich pauta suas ações e procedimentos regimentados através de procedimentos e políticas departamentais. “Para que isso seja possível temos um departamento de Governança e Qualidade de Sinistros, o qual monitora todos os procedimentos para que essas políticas sejam cumpridas podendo, dessa forma, identificar possíveis sinistros com pleitos duvidosos sendo merecedores de analise pelo departamento de prevenção”, diz. Apesar dos percalços, o coordenador da Zurich acredita “que ao seguir no caminho em que a política de tolerância zero à fraude será cumprida em todas as companhias, a ação dos fraudadores se enfraquecerá, refletindo, dessa forma, na melhor administração da carteira de seguros do País”, finaliza.

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entrevista Diversificação de portfólio e bom atendimento para ganhar mercado Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros, com exclusividade à revista Fox News, faz um balanço da operação da empresa e apresenta perspectivas para o novo ano, bem como as apostas da companhia para continuar crescendo. Fox News – Como foi o ano de 2016 para a Liberty? Como conseguiu passar pelos períodos de adversidades? Carlos Magnarelli – A companhia vem atuando em três principais frentes estratégicas: oferta de um portfólio diversificado, entrega de atendimento excepcional a clientes e canais, e criação de experiência excepcional para nossos funcionários. Na primeira frente, trabalhamos para oferecer produtos totalmente adequados às necessidades dos consumidores. Lançamos recentemente novos produtos para o segmento residencial: Liberty Home Office e Liberty Apartamento. Já para a linha de automóveis lançamos o Liberty Auto Essencial - primeiro produto da seguradora voltado para casos de indenização integral por roubo, furto, colisão ou incêndio. Para pequenas empresas desenvolvemos novos produtos de nichos empresariais como o Liberty Farmácias, Liberty Perfumarias e o Liberty Organizações Religiosas, além disso lançamos um novo seguro para o segmento de transportes, o Transporte Fácil. Na segunda frente, entendemos que cada atendimento conta. Por isso, desde o desenho dos nossos processos e níveis de serviço até o treinamento das nossas equipes, a voz do cliente e corretor sempre está presente. Temos, por exemplo, corretores conselheiros com os quais cocriamos e validamos soluções para melhorar nosso negócio, cada vez trazendo mais valor para o mercado. Finalmente, criamos um clima de trabalho onde as pessoas se sentem ouvidas e engajadas. Nosso modelo de gestão, o Liberty Management System (LMS), que incentiva os funcionários a pensar em soluções e inovações, tanto na sua área quanto para toda a companhia, e está baseado na capacidade de trazer ideias de todos os funcionários para promover a melhoria contínua. Este modelo tem funcionado bem, como comprova a nossa pesquisa de clima, cujo percentual subiu 7% em relação a 2015. No que diz respeito às adversidades, no caso do nosso carro chefe, que são os seguros auto, podemos dizer que a Liberty Seguros tem performado bem tanto em vendas como em rentabilidade e acima da média do mercado. Fox News – Quais as perspectivas para 2017? Magnarelli – Estamos em um momento bastante desafiador. Em momentos como esse, o público – tanto clientes quanto corretores - exige ainda mais das empresas, especialmente na área de serviços. Por isso, o foco no atendimento excepcional a clientes e corretores seguirá sendo uma das nossas principais diretrizes, pois acreditamos que este tem sido um dos principais ingredientes para o nosso sucesso.

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Adicionalmente, parte da expansão do nosso portfólio tem sido direcionado a colocarmos no mercado produtos mais acessíveis. O Liberty Auto Consciente e o Liberty Auto Essencial são exemplos disso, pois são seguros com excelente custo/benefício, ideal para quem busca uma opção aos seguros convencionais. O Liberty Auto Consciente, por exemplo, é um seguro cobre danos materiais e corporais causados a outras pessoas ou empresas, ou seja, caso o segurado se envolva em uma colisão, os custos dos danos ao outro veículo ou pessoas estão cobertos. O produto também disponibiliza assistência 24 horas e serviços como guincho e chaveiro. O aquecimento do mercado de veículos usados também tem aumentado a procura por esse produto, que pode ser uma opção para clientes que buscam um seguro simplificado para o segundo veículo da família, por exemplo. Seguir fomentando a cultura interna de melhoria contínua e trabalhar para oferecer produtos cada vez mais inovadores também faz parte dos nossos planos. Fox News – Quais ramos são foco da Liberty? Magnarelli – Temos investido na diversificação do nosso portfólio, sempre buscando oferecer alternativas de produtos acessíveis e adequados às necessidades dos nossos clientes. Em 2016, por exemplo, lançamos produtos em diversos ramos:


Residência (com o Liberty Apartamento e o Liberty Home Office), Auto (com o Liberty Auto Essencial), PMEs (Liberty Farmácias, Liberty Organizações Religiosas e Liberty Perfumarias) e Transporte (Transporte Fácil). Fox News – A seguradora vem apostando em produtos segmentados. Qual a importância de atuar dessa forma? Magnarelli – Um bom exemplo é o dos produtos para pequenos e médios empreendedores. Somos reconhecidos pela especialização em produtos e investimos constantemente na customização de soluções para os nossos clientes. Buscamos as necessidades dos empresários e criamos coberturas e serviços que os ajudam a garantir a continuidade dos negócios em caso de algum incidente ou ocorrência. Nossos produtos foram criados a partir de pesquisas realizadas com clientes de diversos setores. Para conseguir oferecer soluções de seguros adequadas temos que entender a operação de cada segurado como um todo, desde a entrada da matéria-prima, armazenamento, sistemas protecionais e de que forma um acidente afetaria a operação da empresa, por quanto tempo e se há algum plano de contingência e emergência. Cada empresa tem uma necessidade específica, em função de vários fatores como localidade, atividade exercida e seus pontos críticos, considerando as diversas fases do processo industrial como o armazenamento, expedição, fornecedores, manutenção e tipo de construção. Fomos pioneiros na criação de produtos e soluções voltadas para pequenos empreendedores. Por ter estudado o comportamento, os anseios e necessidades dos nossos clientes tivemos muita facilidade para criar os produtos que oferecemos hoje aos segurados. Eles são soluções completas e com coberturas específicas que visam a tranquilidade dos pequenos empresários. Também é importante mencionar que outro exemplo de diversificação de portfólio está nos produtos de Auto e Residência, que têm sido cada vez mais adequados às necessidades dos clientes. Podemos destacar, por exemplo, os lançamentos do Liberty Auto Essencial – voltado para casos de indenização integral - e do Liberty Apartamento – destinado aos segurados que moram neste tipo de imóvel. Fox News – A Liberty também tem um produto de auto simplificado, para atender à demanda enquanto não sai o seguro auto popular? Magnarelli – Temos dois produtos voltados para veículos mais antigos ou para quem tem maior dificuldade em arcar com o valor do seguro completo. Temos o Auto Consciente, um produto com cobertura para terceiros e assistência 24 horas, com aceitação para veículos até 25 anos e preço muito mais acessível. Recentemente lançamos o Auto Essencial, que oferece ao segurado mas reposição do valor da tabela FIPE em caso de indenização integral do veículo por colisão ou roubo/furto, além de poder contar também com as opções de assistência 24 horas e alguns outros serviços. Fox News – Qual a importância dos corretores de seguros para a empresa? Magnarelli – Uma das nossas diretrizes é oferecer um atendimento excepcional, não só para os clientes, mas também

para os nossos corretores. Afinal, eles formam um dos principais elos da nossa cadeia de valor e por isso, é fundamental que eles estejam próximos à Liberty Seguros, conheçam o nosso portfólio e nossos objetivos. Uma das maneiras que encontramos para estreitar este relacionamento, por exemplo, foi a criação do Programa Conexão, que oferece um pacote de ações com o objetivo de reconhecer a parceria entre a seguradora e os corretores. No primeiro ano do programa, o Programa Conexão beneficiou mais de seis mil corretores, com capacitações, prêmios e ações. Foram mais de 2.000 corretores capacitados com os treinamentos da plataforma de conhecimento Sabe Tudo, 1.300 foram premiados em ações do programa e 2.600 corretores viveram momentos especiais juntos com a Liberty Seguros.Vamos continuar fortalecendo este relacionamento, sempre reconhecendo o trabalho e a parceria dos corretores. Fox News – Como funciona o programa da Liberty em que todos os colaboradores contribuem com melhorias para a empresa e o atendimento a clientes? Magnarelli – Temos investido no empoderamento dos nossos funcionários, como parte de um modelo de gestão que busca a melhoria contínua, foco no cliente e eficiência. Ao todo, 13 mil melhorias já foram identificadas nos últimos três anos e metade delas, implementadas em todas as áreas da companhia. Um exemplo interessante de como incentivamos o engajamento dos funcionários e a melhoria dos processos é o Vá Ver, que estimula os funcionários a conhecer melhores práticas de outras áreas da companhia e até em outras empresas, e pensar como elas poderiam ser aplicadas no seu ambiente de trabalho. Também acreditamos que é muito importante criar espaços onde as pessoas se sintam livres para pensar criativamente. Por isso, introduzimos o encontro Cenários Futuros, que reúne funcionários de todas as áreas e de diferentes níveis hierárquicos e os convida a produzir insights sobre determinadas tendências. Depois de serem apresentados a um determinado tema, eles participam de workshops de co-criação, onde podem experimentar na prática técnicas de inovação e criação. Nos Cenários Futuros, os funcionários são, principalmente, estimulados a pensar em soluções norteadas a partir dos conceitos de empatia, colaboração e experimentação. Outra maneira que encontramos para incentivar o clima de inovação foi por meio de Desafios ou concursos de Inovação que engajam todas as equipes. O objetivo dessas iniciativas é estimular uma postura de colaboração entre os funcionários, além de contribuir com os desafios da companhia. Em 2015 tivemos 76 projetos inscritos, e em 2016 quase 100. Os projetos foram avaliados por um comitê formado por mim e meu staff, que demonstra o envolvimento de toda a companhia com o processo de inovação. O desafio estimulou os funcionários a conhecer melhor o negócio da Liberty, além de estimular a troca de ideias entre todas as áreas. Na Liberty Seguros, acreditamos que mais do que nunca, é fundamental acompanhar o dinamismo do setor e da sociedade, estando abertos a mudanças, experimentando mais, arriscando e nos mantendo preparados para nos adaptar rapidamente a qualquer situação. Isso é parte não só da essência do mercado de seguros, mas da vida dos nossos consumidores, parceiros e funcionários, material humano que é centro do nosso trabalho.

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regulação Fraudes no seguro de automóvel no estado do RJ Para ter uma visão ampla, no ano de 2015, do total em valores de sinistros ocorridos em todos os ramos de seguros, com exceção de saúde suplementar, capitalização e previdência complementar, foram pagos cerca de R$ 32,79 bilhões, sendo que desse total, R$4,50 bilhões representou suspeita de fraude. No mesmo ano, especificamente o ramo de automóveis, o mais popular dos seguros no Brasil, pagou o total de R$ 19.926,5 milhões em sinistros, sendo 11,7% em suspeita de fraude, em valores, representaram cerca de R$ 2.324,1 milhões (dados SQF - Sistema de Quantificação da Fraude Relatório Completo – 2015). O Estado do Rio de Janeiro possui uma frota de automóveis que ultrapassa a marca de 6 milhões e, se considerarmos apenas a capital, temos um número que supera os 2,6 milhões de automóveis (dados IBGE – 2015). Numerosos também são os dados estatísticos referentes ao total de roubos e furtos de automóveis em todo o Estado, conforme o accountability demonstrado no período compreendido de janeiro a dezembro de 2015 (dados públicos do ISP-RJ Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro). Vejamos: ESTADO DO RJ PERÍODO jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 Total

ROUBO 2874 2494 2861 2690 2451 2254 2425 2322 2417 2500 2611 3136 31035

FURTO 1593 1334 1521 1321 1432 1333 1381 1390 1419 1388 1455 1377 16944

Em 2015, a Minuto Seguros realizou uma pesquisa indicando que cerca de 31,3%, representava a proporção da frota de veículos do Estado do Rio de Janeiro estando segurada. A partir desse dado, somando os números de roubos e furtos no ano de 2015, temos um total de 47.979 veículos roubados e furtados, desse total, cerca de 15.000 veículos estariam proporcionalmente segurados, sendo parte dessa frota envolvida em suspeita de fraude. Especialistas do ramo segurador estimam que cerca de 30% dos sinistros de automóvel são fraudes, porém não há estudos efetivos que comprovem tal índice. Cabe ressaltar que nessa pesquisa em particular, consideramos apenas a soma de roubos e furtos de veículos, que não foram computados os acidentes automobilísticos e certamente haveria um aumento considerável em relação aos números apresentados relativos a fraudes.

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Paulo Barros é bacharel em Direito e pósgraduado em Segurança Pública, Cultura e Cidadania pela UFRJ, coordenador da base RJ do Grupo Fox.

Papel da polícia no combate as fraudes Estado do RJ Em julho de 2015 ocorreu uma mega operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do RJ, em conjunto com a Coordenadoria de Inteligência Polícia Militar, a fim de cumprirem 72 mandados de prisão, dos quais foram presas 49 pessoas suspeitas de participarem de fraudes no seguro de automóveis no Estado do Rio de Janeiro. Entre os presos estavam três policiais militares e um vereador do município de Valença (RJ). Segundo as investigações, os criminosos compravam os veículos de segurados e eram vendidos para outros Estados da federação, principalmente para comércios de ferro velho. Todos os envolvidos no esquema criminoso foram indiciados por associação criminosa, furto e/ou roubo, falsa comunicação de crime ou estelionato por conta de fraudes aplicadas contra empresas seguradoras, além de adulteração de sinal de identificação de veículo automotor (Jornal O Globo - 2015). Sabemos que ainda é pouco, que há necessidade de aprimorar trocas de informações entre seguradoras e órgãos policiais, uma parceria público-privada mais efetiva que poderia diminuir consideravelmente os prejuízos causados por fraudadores que vão totalmente na contramão da máxima que regula os contratos de seguro, que é a boa fé entre as partes. O exemplo de parceria público-privada no Estado do Rio de Janeiro que deu certo são os Pátios Legais, criados através de convênio entre o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro, a CNseg, a Secretaria de Segurança e o Detran. O Pátio Legal centraliza o recolhimento dos veículos recuperados em face de roubos ou furtos, na Capital e Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, segurados ou não, que são levados para grandes depósitos com infraestrutura para o bom atendimento ao cidadão. Alguns números a respeito de recuperação de veículos por parte da polícia:


ESTADO DO RJ PERÍODO jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 Total

RECUPERAÇÃO DE VEÍCULO 735 507 548 481 559 566 542 486 536 661 684 920 7225

Ocorre que este excelente exemplo de parceria público-privada se materializa na consequência dos atos criminosos e o que se busca é justamente a prevenção. Acreditamos que as trocas de informação, em muitas delas sigilosas por parte das seguradoras e dos órgãos policiais, ainda são um entrave para uma efetiva prevenção, a fim de reduzir as fraudes nos seguros de automóveis, seja por parte de oportunistas ou de quadrilhas especializadas. Além disso, o Estado do Rio de Janeiro apresenta características bem peculiares, sua capital e a região metropolitana possuem muitas áreas de risco, onde favorecem a ação de fraudadores que nesses locais se escondem, dificultando o trabalho de investigação policial. N e s s e c e n á r i o , a s f r a u d e s p re c i s a m s e r c o m b a t i d a s incansavelmente por parte das seguradoras, um trabalho nada fácil, daí a importância de empresas especializadas em regulação e auditoria de seguro, com sindicantes que saibam pesquisar informações de acesso público em órgão policiais e que conheçam bem as peculiaridades de um Estado como o Rio de Janeiro, principalmente sua capital e região metropolitana.

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direito securitário Quem receberá a indenização securitária em caso de falecimento do segurado? O pagamento da indenização securitária, via de regra, é feito ao beneficiário da apólice. A dúvida surge quando o segurado acaba por falecer. Questiona-se: quem receberá a indenização? A esposa? Os filhos? Os pais? As seguradoras, com seu corpo jurídico, acabam por agir dentro dos termos da lei. E você, sabe quem tem direito de receber a indenização do seguro? Não? Pois então vamos esclarecer suas dúvidas. O Código Civil Brasileiro em seu artigo 1.829 trata da sucessão legítima na seguinte ordem: Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; III - ao cônjuge sobrevivente; IV - aos colaterais. Os descendentes, ascendentes e o cônjuge são considerados herdeiros necessários pelo nosso ordenamento jurídico brasileiro. Assim, a lei estabelece que, em caso de morte do segurado, os filhos e o cônjuge, casado sob o regime de comunhão parcial de bens, são os legítimos herdeiros, e, portanto, a indenização deve ser paga a estes. Se o segurado não tinha filhos, os ascendentes (pais do segurado) concorrem com o cônjuge. Se os ascendentes do segurado também não forem vivos, o cônjuge se torna o único herdeiro, e na ausência desses os

Drª Melissa Zanini é advogada sócia da Haüptli Advogados & Associados. Tem 13 anos de experiência em Ressarcimento Administrativo e Judicial, atuou nas seguradoras Porto Seguro e HDI Seguros na área de jurídico contencioso.

colaterais, que não são herdeiros necessários, sendo estes os irmãos, tios, sobrinhos ou primos do segurado que veio a falecer. Ao cônjuge sobrevivente, para que que seja reconhecido o seu direito sucessório em caso de recebimento de indenização, deverá obedecer a regra prevista no ordenamento jurídico, em seu artigo 1.830 que dispõe: Art. 1.830. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente. A fim de resguardar seus direitos, a seguradora solicita aos familiares que estão pleiteando o recebimento da indenização securitária quais documentos necessários em caso de morte do segurado devem ser entregues, sendo certo que, nesse caso, imprescindível se faz a abertura do processo de inventário. Não é aconselhável que se faça o pagamento da indenização sem a abertura do inventário, pois não se sabe se o falecido deixou mais herdeiros, e se estes estão cientes do falecimento do Segurado. Havendo a abertura de inventário, pode a seguradora depositar o valor da indenização nos autos do inventário, sendo que, caberá ao juiz, decidir para quem liberar o valor da indenização securitária, e como será partilhado o valor. Exceção à regra, temos o seguro de vida, que não pode ser tratado como herança, isso porque, o segurado, antes de falecer pode indicar quem será o seu beneficiário, caso ocorra a sua morte, e para isso, não precisa ser nenhum dos herdeiros acima indicados em nosso ordenamento jurídico. E o nosso Código Civil Brasileiro é claro em seu artigo 794 que dispõe: Art. 794. No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital estipulado não está sujeito às dívidas do segurado, nem se considera herança para todos os efeitos de direito.

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E caso o segurado indique um dos herdeiros, o valor do seguro de vida não faz obrigatório ser informado no inventario do “de cujus”, sendo que dessa forma não será necessário o pagamento do ITCM, e esta indenização não está sujeita a compor o pagamento de dívidas deixadas pelo falecido. Na dúvida, sempre consulte um advogado.


tecnologia Conheça as tendências do mercado segurador até 2030 Durante meus mais de 30 anos de carreira, tenho percebido que as seguradoras não passaram incólumes pela revolução tecnológica, que vem mudando as relações entre consumidores e empresas. Vivemos hoje em uma realidade na qual há, cada vez mais, uma procura por novas formas de oferecer produtos e serviços por meio do menor número possível de toques numa tela de celular. Diante deste cenário, precisamos pensar, diariamente, em como transformar um mercado tradicionalmente burocrático como o segurador em um segmento apto a oferecer soluções que mesclem segurança, agilidade e facilidade, para alcançar e fidelizar cada vez mais nossos clientes. Nesse contexto, a minha experiência me permite apontar 4 caminhos essenciais, que acredito que devem nortear as principais seguradoras do mundo em sua busca por inovação nas próximas décadas: 1. O efeito Millenium na modernização das aplicações Mais do que nunca, é preciso voltar o nosso olhar para essa geração. Nas próximas décadas, serão bem-sucedidas as companhias de seguros que conseguirem conquistar a geração Millenium, que tem como principal característica o interesse de se comunicar e interagir com seus prestadores de serviços via mundo digital. Contraditoriamente, muitos dos sistemas e funcionalidades utilizados por corretores, atualmente, foram feitos para atender os fluxos operacionais de uma seguradora que ainda precisa de muita interação humana, ou seja, não foram pensados em modelos digitais. Sempre reforço que, em poucos anos, as seguradoras que irão se destacar serão as mais inovadoras. É preciso, urgentemente, renovar a comunicação com os clientes nesse mercado. É imprescindível pensar em novas formas de interação que forneçam respostas imediatas e precisas por meio de Aplicativos Mobile e Internet, deixando um pouco mais o papel de lado. A geração Millenium já tem nos forçado positivamente a mudar nossa filosofia na hora de desenhar e desenvolver aplicações – e é chegado o momento de pensarmos em serviços rápidos e que rodem em qualquer lugar. 2. Um novo olhar para as redes sociais É fato. Não dá mais para fugir dos modelos de Relacionamento com Clientes que acontecem pelas redes sociais, dispositivos móveis e Internet, sempre no modelo de visão 360° e em tempo real. Se o cliente está navegando neste mundo digital, deve conseguir acessar seu seguro, ou sua seguradora, ou seu corretor. Deve ter acesso a todas as suas informações sem entraves ou dificuldades. Precisamos fortalecer DBM, CRM e Customer Services, ao mesmo tempo, sem esquecer que atendimentos telefônicos e pessoais continuarão existindo. É difícil pensar nisso sem se colocar efetivamente no lugar do cliente digital e do corretor, que sempre buscam pela autonomia. Há, nesse sentido, vários modelos que podem ser disponibilizados e aprimorados para implantar esse novo paradigma. Em termos de corretor e parceiros, precisamos

Adilson Ignacio Lavrador é diretor de Operações e Tecnologia da Tokio Marine Seguradora

cada vez mais disponibilizar serviços como IoT- Internet das Coisas- (conectividade), serviços na Nuvem, integração de dados (troca de informação rápida e simples), entre outros. Melhorar o relacionamento e pensar nisso de uma forma digital é garantir negócios para o futuro. 3. Internet das Coisas no mercado segurador O oferecimento de serviços e a avaliação de riscos mediante a coleta de dados de consumidores já são amplamente utilizados por companhias como Netflix e Google. A tendência para as próximas décadas é que esse tipo de tecnologia seja adotado também por empresas ligadas a setores tradicionalmente menos ligados à tecnologia. Uma seguradora norte-americana, por exemplo, recentemente analisou os dados de seus clientes e chegou à conclusão de que os homens casados na faixa dos 30 anos tinham pouquíssimas chances de reincidir no chamado DUI (dirigir sob efeito de álcool), na medida em que esse tipo de infração tende a trazer problemas domésticos. A empresa utilizou a informação para oferecer a renovação de seus seguros de automóvel a preços reduzidos para consumidores com esse perfil. Existem muitas tecnologias para começarmos a pensar e precisamos estudá-las mais profundamente para conseguir explorar todas as possibilidades fornecidas pela Internet das Coisas (IoT). 4. Não vire as costas para as startups Por último, mas não menos importante, há uma série de eventos voltados para tecnologia em que são apresentadas soluções de startups para todos os segmentos. É importante que o mercado segurador se mantenha avaliando possíveis parcerias que possam agregar valor aos processos, sejam eles tecnológicos ou operacionais, como serviços diferenciados para Corretores e Clientes. Para sobreviver às próximas décadas, é necessário explorar, de alguma forma, toda essa tecnologia inovadora que se apresenta por meio das diversas empresas que estão começando, pois ainda existe muita inteligência não explorada. Bom, acredito que chega a ser redundante dizer que, sem monitoramento efetivo, disponibilidade, capacidade e agilidade em fornecer informações em tempo real, nada do que foi dito acima tem muito sentido. Para se adaptarem às necessidades dos consumidores nas próximas décadas, as seguradoras têm que ter ambientes computacionais que garantam isso e capacidade de processar informações de forma assertiva e qualitativa. Difícil, mas é um desafio que pode ser vencido.

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seguro de crédito para pessoas jurídicas Sem luz no final do túnel: e agora? Nos últimos 87 anos, o mundo foi assolado por cinco grandes crises – iniciadas pelo crash da bolsa de Nova Iorque, em 1929 e, por último, pela crise do crédito imobiliário em 2008/2009. O Brasil foi diretamente afetado por todas e atualmente vive uma crise interna, sem precedentes, iniciada em 2014. Quando isso acontece, os agentes financeiros se retraem para novas concessões de crédito e na renovação, muitas vezes, pedem mais garantias ou reduz a exposição em 25% ou 50%, levando os fornecedores de bens, produtos e serviços inverterem o seu papel para financiadores de crédito, aumentando substancialmente sua exposição nas vendas financiadas, tanto na liberação de mais prazo de pagamento, quanto no aumento de limite de crédito. Diante do agravamento da crise, todos os ativos possam por fortes oscilações afetando amplamente a economia, gerando um efeito dominó com a interrupção da cadeia de pagamentos a fornecedores e demais credores. Com isso, o portfolio de clientes jurídico do corretor de seguros corre um sério risco de inadimplência de seus compromissos, seja por mora simples ou insolvência. Gerando, inclusive, o cancelamento ou interrupção de pagamento de várias apólices de seguros vigentes, ocasionando também a redução de faturamento e a sobrevivência do corretor de seguros. Face ao exposto, o que nós corretores de seguros, devemos fazer para minimizar esses impactos e perpetuar novos clientes diante da crise vigente ou vindouras? O seguro de crédito, por meio da gestão imparcial de crédito, tem como uma de suas finalidades antecipar tais eventos, com a redução ou a exclusão de limites de créditos dos clientes mais vulneráveis, bem como validar e perpetuar os

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Marcelo Finardi é corretor de seguros, especialista em seguros financeiros para o mercado doméstico e à exportação.

clientes de melhor qualidade. Independentemente das crises e de seus impactos, deve-se levar em consideração que as empresas com estratégias de médio e longo prazo, com gestão de crédito e com carteira de clientes saudáveis jamais deixarão de ter crédito farto, com custos menores e prazos maiores. Isto porque a carteira de recebíveis dessas empresas, doméstica ou de exportação, será sempre elegível como garantia em operações de crédito bancário, via desconto de recebíveis – duplicatas ou cambiais, com ou sem direito de regresso. São quatro os pilares de abrangência de cobertura: Análise de crédito da carteira, monitoramento constante, cobrança dos créditos inadimplentes e o principal que é a indenização dos créditos cobertos, consolidando assim a rentabilidade da empresa e retorno ao acionista/cotista. Uma dica para quem é corretor de seguros e que quer preservar sua carteira de clientes, para que possa sobreviver ao próximo evento e contar o que aconteceu, fora da listagem de empresas em insolvências. Ofereça uma cotação de seguro de crédito, sem compromisso, para a carteira de recebíveis de seus clientes junto às seguradoras que operam neste mercado.


sistemas A tecnologia da informação em prol do mercado de seguros Quando um corretor de seguros verifica uma fala sobre a comercialização de apólices na venda online, se questiona de imediato: onde se encaixa o profissional nesse processo? Essa reflexão é natural, porque uma série de fatores vem contribuindo com o setor, que avança na conquista da agilidade na geração dos contratos. A categoria possui seu mérito e é de suma importância deixar bem claro que “Seguro, só com corretores de seguros!” Cooperativas e intermediários não são protagonistas nesse contexto, muito menos coadjuvantes. A tecnologia é uma ferramenta facilitadora, que passou a proporcionar maior capacidade de planejamento estratégico para as empresas, com o intuito de aumentar o interesse por produtos em diversos ramos. Seguradoras, corretoras e organizações que prestam serviços para o segmento andam de mãos dadas com a Tecnologia da Informação. Como fazer uma cotação sem um sistema? Dá para imaginar esse entrelace, em pleno século XXI? O mercado segurador busca o sucesso no mundo digital em todos os aspectos. Através dessa interação, poderá ser mais reconhecido o contato e a procura, desde a emissão da apólice e até o aviso de sinistro, apenas com alguns cliques. Se equipar com as mais modernas e atuais ferramentas e mídias que surgem no cotidiano é fundamental no acompanhamento dos processos de negociações entre corretoras, seguradoras e empresas prestadoras de serviços. Há espaço para ousar, sem deixar de considerar alguns fatores que levam qualidade de vida e segurança a quem adquire um contrato, tendo sistemas ágeis e

Rafael Sciancalepre é diretor Executivo do Grupo ADMSEG e atua com tecnologia para o mercado de seguros há 23 anos.

descomplicados, contando com uma equipe de suporte para treinamento presencial e atendimento imediato, auxiliando em todos os processos administrativos da sua empresa. Planejar, conhecer e empreender. O aumento na demanda da comercialização de apólices pela internet não implica na diminuição da atuação dos corretores de seguros. Basta o profissional ter um sistema que atenda suas necessidades, desde a cotação de um seguro novo, independente de ser um endosso ou uma renovação, e ao mesmo tempo ter a organiz ação dos dados dos s eus negóci os em um software, que só agrega para o ambiente corporativo. Quantas solicitações de orçamentos são enviadas por email ou via aplicativos de comunicação direta? As corretoras que protegerem seus clientes dando suporte no atendimento e agregar os avanços da tecnologia passarão a atender também as necessidades do segurado, através do meio eletrônico. Quando citamos o caso do seguro de automóvel, percebemos o excesso de informações que são emitidas para o início da cotação. Muitos questionários possuem mais de 20 perguntas, que vão desde o chassi do carro até o percurso feito por quilometragem do veículo. Os sistemas estão presentes nas o rg a n i z a ç õ e s e m d i ve r s o s s e t o re s , independente do seu tamanho. Empresas de pequeno, médio e grande porte necessitam não só de um PC ou um notebook, mas de agilidade na geração de contratos na venda de produtos ou serviços. Quando mencionamos o setor de seguros, sabemos que é preciso administrar a negociação com os c l i e n t e s , t e n d o a i n t e r f a c e e n t re a corretora com as seguradoras. As companhias sem os parceiros de negócios fecham as portas! O corretor precisa do produto a ser oferecido através da seguradora para subsistência. E a tecnologia se interliga nessa interface, sabendo que um não sobrevive sem o o u t r o . Te m o s a c o n s c i ê n c i a q u e trabalhamos como verdadeiros facilitadores na tecnologia da informação entre corretores e seguradoras. E claro, estamos sempre ao dispor!

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gestão de riscos Interdependência entre plantas Os desafios da produção globalizada e a complexidade dos riscos associados

No mundo globalizado em que vivemos, as organizações são formadas por complexas combinações de recursos, interdependentes e inter-relacionados, que devem perseguir os mesmos objetivos e cujo desempenho pode afetar, positivamente ou não, a estrutura operacional como um todo. A economia global considerava que as economias locais seriam decompostas e, posteriormente, rearticuladas em sistemas de transações, operando em um plano internacional. Foi assim que chegamos à expressão “Fábrica Global”, que reflete a ideia de que a produção e o consumo se globalizaram de tal maneira que cada etapa do processo produtivo seja desenvolvida em um país diferente, de acordo com as vantagens e possibilidades de lucros que oferece. Atualmente, a grande empresa transnacional pode conceber um produto nos Estados Unidos, desenvolver seu projeto na Europa ou na Índia, fabricar os componentes na Coréia do Sul, realizar a montagem no México e, finalmente, comercializálo em todos os continentes. A despeito da complexidade desse cenário e, ao contrário do que muitos temiam, algumas empresas brasileiras tornaram-se parceiras ativas do processo de globalização, d e s e n vo l ve n d o va n t a g e n s c o m p e t i t i va s p ró p r i a s e transformando-se também em multinacionais. Já outras, inseriram-se nesse contexto de “economia globalizada”, obtendo ou fornecendo bens de consumo, bens de capital ou

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Alfredo Chaia, responsável pela área de Engenharia de Riscos da AIG Seguros e sócio-fundador do CIST (Clube Internacional de Seguros de Transportes), e um dos autores do livro “Análise de Risco Parametrizada Manual Prático de Gestão de Riscos e Seguros”.

componentes para outros mercados. O Brasil integrou-se à economia mundial e passou a ser importante para o restante do mundo, ao passo que o mundo se tornou importante para nós. Por outro lado, esse movimento ainda não cumpriu a promessa de criar um mercado livre de fronteiras à circulação de produtos e pessoas; mas já mostrou que a interdependência de instalações em diferentes locais incorpora riscos que antes não eram percebidos, além de explicitar implicações muito mais amplas do que se poderia imaginar. Com essa premissa, as cadeias de suprimentos tornam-se cada vez mais complexas à medida que novas tecnologias são introduzidas no mercado, o que torna a gestão de possíveis vulnerabilidades ainda mais difícil. Não obstante a isso, os sistemas de infraestrutura são mais tortuosos, com


complicadas redes de inter-relacionamento, dependências e interdependências, e vulnerabilidades associadas, podendo desencadear impactos em cascata. A “dependência” existe quando qualquer subsidiária de um mesmo grupo economico se integra à rede de negócios e gestão, e o desligamento repentino de uma linha de produção chave produz efeitos em outra propriedade ou processo do grupo. A interdependência está presente quando a operação é gerenciada por outro parceiro de negócio, podendo criar uma perturbação na capacidade normal de produção nas instalações que seguem daquele ponto. Esse conceito reflete a relação entre várias instalações operacionais ou de produção que devem continuar ativas para que a empresa possa produzir e vender o componente final ou os produtos acabados aos clientes. Em geral, há quatro maneiras de classificar uma interdependência, são elas: Matéria-prima, Componentes & Subconjuntos, Serviços e Infraestrutura Central. Um exemplo de estratégia de produção largamente utilizada nas indústrias é o modelo “Just In Time”, que tenciona o melhor retorno sobre investimento, reduzindo estoque e custos contábeis associados. Esse sistema de negócios é projetado em torno dos níveis de estoque mínimos e se concentra fortemente em logística, garantindo que peças, componentes e materiais cheguem onde e quando necessários. Entretanto, muitas variáveis podem colocar a organização em risco elevado, frente à uma interrupção direta ou contingente, na qual qualquer rompimento na cadeia global pode criar relevantes impactos financeiros.

prevenir danos causados pelas inundações. O sismo e tsunami de Sendai de março /2011 (designado oficialmente Grande Terremoto do Leste do Japão) registrou magnitude de 8,9 MW com epicentro ao largo da costa doJapão, e provocou ondas de tsunami de mais de 10 m de altura, que atingiram o Japão e diversos outros países. No Japão, as ondas percorreram mais de 10 km em direção ao interior. Ambos os fenômenos interromperam cadeias de abastecimento de diversas indústrias ao redor do mundo. Todos nós recordamos as severas consequências indiretas referentes aos danos causados aos fabricantes de automóveis e eletrônicos. A magnitude das perdas foi surpreendente, incluindo casos extremos de estruturas que foram afetadas mesmo estando preparadas com planos de contingência. A extensão da ruptura mostrou como cadeias de produção fortemente interconectadas estão operando atualmente, e como os fabricantes muitas vezes permanecem vulneráveis quando dependem de fontes únicas de suprimento. Eis a economia globalizada. Um mundo conectado, complexo, brilhante e, sim, interdependente.

Vamos lembrar o terremoto japonês e as inundações na Tailândia ocorridos em 2011. As inundações na Tailândia em Julho 2011 foram consequência das chuvas da monção, seguidas por três tempestades tropicais, que provocaram a subida do nível médio de água dos rios, fazendo com que rios como Chao Phraya e Mekong transbordassem. Foram implementados sistemas de controle de drenagem, incluindo barragens múltiplas, canais de irrigação e bacias de detenção de inundação, todavia insuficientes para

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garantia A “nova” Lei de Licitações e o Seguro Garantia O Seguro Garantia, produto do Grupo Financeiro da lista de seguros editada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), foi criado nos Estados Unidos da América ainda no século XIX, com o intuito de minimizar os prejuízos do governo em virtude do inadimplemento dos particulares nos contratos públicos. Em nosso país, foi institucionalizado num primeiro momento pelo Decreto-Lei nº 73/1966, ocasião em que passou a ser “obrigatório” aos incorporadores e construtores de imóveis, ressalvadas as suas demais particularidades já editadas no período pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a qual foi concomitantemente instituída. A partir deste momento, iniciou-se a comercialização de um dos produtos securitários de maior importância ao mercado segurador. Se por um lado, o Seguro Garantia era inicialmente contratado apenas por “construtores e incorporadores”, com a evolução de nossa economia e as diversas alterações políticolegislativas vivenciadas nas décadas de 70 e 80, o produto ganhou enorme destaque e passou a avançar ainda mais nos diversos setores de produção.

Dr. Bruno Lacerda Gusmão é sócio da Haüptli Advogados Associados

Por outro lado, todo o esforço dos agentes seguradores e das autoridades ao longo de décadas na construção e desenvolvimento do Seguro Garantia pode ser agora aniquilado, caso alguns “projetos de lei” que pretendem implementar o setor de seguros e retomar o crescimento de nossa economia sejam efetivamente aprovados pelo Congresso Nacional. O problema da corrupção sistêmica no Brasil embora antigo, veio à tona com os procedimentos que “desmantelaram” o chamado Mensalão em 2005, bem como posteriormente com o Petrolão (Operação Lava Jato) a partir do ano de 2009.

A referida evolução foi possível graças as modificações normativas levadas a efeito pelas circulares editadas pela Superintendência de Seguros Privados, bem como com o advento da Lei de Licitações (Lei nº 8.666/1993) e mais recentemente com as portarias da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), as quais implementaram a utilização do Seguro Garantia em parcelamentos e execuções fiscais.

Embora no presente artigo não se pretenda discutir o cerne da questão e nem mesmo louvar ou depreciar os diversos posicionamentos políticos que revestem tais escândalos, não se pode questionar o fato de que a economia do país declinou ao mesmo tempo em que avançaram as ordens de busca e apreensão e de prisão.

Como dito, o referido arcabouço legislativo possibilitou a evolução do seguro e a sua respectiva aceitação em processos construtivos, na prestação de serviços, em importações, processos judiciais, dentre outras obrigações contratualmente pactuadas, do que se compreende a sua clara e evidente taxa de crescimento médio de 20% (vinte por cento) ao ano.

Ao mesmo tempo, surgiram em nosso Congresso Nacional diversos projetos de lei os quais possuem as mais diversas finalidades, todos segundo seus autores, com o precípuo intuito de fomentar a economia e possibilitar a retomada do crescimento de nosso país. Entre os referidos projetos, podemos destacar os seguintes:

PROJETO Projeto de Lei do Senado n. 559/2013

Projeto de Lei da Câmara dos Deputados n. 6037/2016

Projeto de Lei do Senado n. 274/2016

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AUTOR

PARTIDO

FERNANDO BEZERRA COELHO

PSB/PE

JOÃO ARRUDA

CÁSSIO CUNHA LIMA

EMENTA

SITUAÇÃO

Institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências (NOVA LEI DE LICITAÇÕES).

Aprovado no Senado em 13/12/2016 encaminhado para a Câmara dos Deputados.

PMDB/PR

Dá nova redação e acrescenta parágrafo único ao art. 27, do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados (PROCEDIMENTOS DE EXECUÇÃO DE PRÊMIOS E RESSARCIMENTOS DE INDENIZAÇÕES)

Aguardando Designação de Relator na Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

PSDB/PB

Dispõe sobre o seguro garantia de execução de contrato na modalidade segurado setor público, determinando sua obrigatoriedade em todos os contratos públicos de obras e de fornecimento de bens ou de serviços, de valor igual ou superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), alterando a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 para estabelecer o limite de cobertura do seguro garantia em 100% (cem por cento) do valor do contrato, além de prever outras providências.

CCJ do Senado, aguardando designação do Relator.

Circular SUSEP nº 535/2016, datada de 28 de abril de 2016.

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Circulares SUSEP nº 8/1982 – 26/1989 – 4/1997 – 214/2002 – 232/2003 – 477/2013.


Neste ponto, merece destaque o Projeto de Lei do Senado n. 559/2013, o qual prevê a criação de uma “nova lei de licitações”, a qual procura estabelecer normas mais rígidas para a contratação de obras e serviços pela Administração Pública, em clara e evidente “contrapartida” do Congresso Nacional aos escândalos acima mencionados. O referido texto foi aprovado no plenário do Senado no último dia 13 de dezembro de 2016, seguindo agora para a apreciação pela Câmara dos Deputados. Sobre o assunto, importante registrar que o referido projeto vem causando extrema preocupação aos principais agentes do mercado segurador, uma vez que pretende alçar o “Seguro Garantia” a qualidade de garante da ética e dos bons costumes e não menos importante, como artífice primordial ao bom funcionamento da máquina pública. Explicamos o fundamento da referida assertiva. O referido projeto, assim como outros acima transcritos, pretendem majorar os valores de garantia aos contratos públicos, em percentuais que variam de 30% (trinta por cento) a 100% (cem por cento). Ora, aos que atuam costumeiramente nesta área é de notório conhecimento que os percentuais de Seguro Garantia atualmente praticados em nosso país muitas vezes não são suficientes a retomada e finalização das obras e serviços contratados. Por outro lado, preocupa-nos o fato de que a Administração Pública pretende obrigar o mercado segurador a garantir 100% (cem por cento) dos valores contratados, pois estamos tratando de uma medida semelhante a entrega de um veículo segurado ao motorista embriagado. Isso porque a Administração Pública brasileira não possui atualmente as condições mínimas em assumir a seguridade integral de seus contratos. O Mensalão e o Petrolão são claros e evidentes fundamentos deste entendimento. O chamado “risco Brasil” permanece inconteste em nossos 3

noticiários diariamente. No mais, importante registrar que o referido projeto ainda pretende instituir a figura do “agente segurador fiscalizador”, mais uma jabuticaba difundida pelo nosso Congresso Nacional, vez que o texto do PL nº 559/2013 pretende posicionar a Seguradora como agente fiscalizador e auditor dos contratos firmados pela Administração Pública. Ao nosso ver, trata-se de mais uma medida desvinculada de qualquer critério razoável ou justificativa plausível. Antes de preocupar-se com os percentuais de garantia ou com a função da Seguradora no contrato público, cumpriria a Administração Pública adotar medidas mais severas na fiscalização dos contratos por intermédio dos órgãos constitucionalmente instituídos para tanto, ou seja, por meio do Ministério Público (federal e estadual), do Tribunal de Contas da União e dos Tribunais de Contas dos Estados. Estas medidas certamente teriam um impacto muito maior do que a simples majoração das garantias contratuais e/ou da transferência de obrigação de fiscalização dos contratos públicos aos agentes seguradores. O Senado brasileiro aprovou o referido projeto de lei sem antes racionalizar a questão, sem preocupar-se com a efetividade das medidas, sem preocupar-se com a raiz de todo o problema envolto nas quebras contratuais e nos prejuízos eventualmente causados aos cofres públicos. Não se deveria neste momento centrar o problema na finalidade do produto (Seguro Garantia), mas no real motivo das inúmeras quebras contratuais diariamente detectadas no âmbito da Administração Pública. Ao aprovar medidas como o PL nº 559/2013, entendemos que o Congresso Nacional mais uma vez encontra-se desprovido de qualquer conexão com os problemas e anseios da sociedade, figurando como mero artífice de seus próprios interesses, os quais são constantemente modificados em nosso país, diante das incertezas e intempéries que pairam sobre as nossas principais instituições.

Artigo 56 da Lei nº 8.666/1993 – atualmente os percentuais são de no máximo 10% (dez) por cento do valor dos contratos.

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gerenciamento de riscos Benchmarking and mitigating of risks in the international supply chain

Benchmarking e mitigação de riscos na cadeia de abastecimento internacional

Jan-Oliver Mollien é responsável por Riscos de Engenharia em Seguros Industriais da HDI-Gerling Tradução: Danilo dos Santos Lima, tradutor e colaborador do Grupo Fox Today's International Supply Chains are like our “blood vessels” feeding the organisms of our economy, industry, which are driven by multinational organizations and in doing so are intrinsically tied to our modern life. It's nothing new, but the economic drumbeat and its independencies increased extremely! “Just in Time” or “Warehouse on Wheels” are slogans we can find on daily media when talking about our globalized world. It is the hard and true n a t u r e o f o u r b u s i n e s s w o r l d t o d a y, e l o n g a t e d workbenches in overseas, machines and spare parts from one side of the world and commodities from the other side are running around the globe non-stop. Emerging risks threaten transport insurance policies, which come along with our shrinking business world, can be defined in two principle terms:

Hoje a Cadeia Logística internacional são como os nossos "vasos sanguíneos" alimentando os organismos da nossa economia e indústria, que são movidos por organizações multinacionais e, ao fazê-lo, estão propriamente ligados à nossa vida moderna. Não é nada novo, mas a participação econômica e suas independências aumentaram extremamente! "Just in Time" ou "Warehouse on Wheels" são gírias que podemos encontrar na mídia diária quando falamos sobre o nosso mundo globalizado. É a natureza dura e verdadeira do nosso mundo de negócios de hoje, mesas de trabalho alongadas no exterior, máquinas e peças de um lado do mundo e mercadorias do outro lado estão correndo ao redor do mundo sem parar. Riscos emergentes ameaçam apólices de seguro de transporte, que vêm encolhendo junto com nosso mundo empresarial, pode ser definido em dois termos principais:

1. The longer the distances cargo has to be in transit, the longer is the exposition time and there are more heterogenic risks with the cargo.

1. Quanto mais tempo as distâncias de carga tiverem em trânsito, maior é o tempo de exposição e há mais riscos diferentes com a carga.

2. The further away and with less frequency the cargo will be transported from the hometown there will be less experience for the companies.

2. Quanto mais longe e com menos frequência a carga será transportada a partir da cidade natal haverá menos experiência para as empresas.

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The second term includes a “hidden drawback” because frequent transports in one single region can have very high risks without knowledge. This becomes especially true when there have been no claims, because many industries want to save money on shipping charges which are often interlinked to cost intensive additional fees which are usually not booked when they have a claimless track record. This circumstance could change rapidly with multiple claims or with claims due to heavy impacts. If claims are within a Supply Chain, it can be compared to wounds in animate beings. For example, when blood vessels are cut, it hurts, but when the aorta cut it brings the animate being in a life-threatening situation. There are many examples known, especially from consumer electronics business sector where production lines needed to stop because of missing components like processors, chips or motherboards. At perception, our own environment risks are usually well known. In optimal situations, risks are well under control. How can risks be benchmarked in an efficient way in foreign regions without any or low claim records? The answer is both simple and complex at the same time: Data Modeling. But what data sources have to be combined or sorted? We have to first describe and to define the general pillars of transport risk modeling. Which risks are threatening the insured interests and how can they be clustered? When for example, green Robusta Coffee will be purchased from Brazil and delivered to Russian Federation or Smart Phone components purchased from the Republic of China and delivered to Canada or Copper from Chile purchased from Germany, obviously the risks penetrating the cargo during transport are obviously different. What complicates the risk modeling in the modern multimodal Supply Chain are there extreme differences in peril during the entire transport. Usually this kind of transports is divided into pre-carriage, main leg/voyage and on-carriage. While pre-/ and on-carriage are mostly carried out by truck and/or train, the main leg is more vessel and/or airplane related. Perils of the sea are different than perils of inland transportation. With inland transportation, theft risks will dominate. During main leg, outside of pirate hazard areas, main risk shifts from theft to stresses caused by heavy sea and to salty water contamination of cargo. Thus, benchmarking of multimodal transports must be split in three basic pillars – Cargo, Means of Transportation and Environment/ Adjacencies. Cargo: Every Cargo has its proper vulnerability given by its nature. These vulnerabilities are called Cargo Risk Factors [CRF] and should give an idea of what hazards the cargo has to be protected. These CRF are Variation in Humidity/Temperature, Mechanical Stresses, Bio Activity, Chemical Reactivity and Human Risks (Theft, Wrong Handling, and Inventory Losses). While Bananas have a very high Bio Activity and temperature vulnerability (Chill Factor), Consumer Electronics are more theft-prone and without any Bio Activity.

O segundo termo inclui uma "desvantagem escondida" porque os transportes frequentes numa única região podem ter riscos muito elevados sem conhecimento. Isso se torna especialmente verdadeiro quando não houve reivindicações, porque muitas indústrias querem economizar dinheiro em taxas de envio que são muitas vezes interligados a custos adicionais intensivos que geralmente não são registrados quando eles têm um histórico de reclamação. Esta circunstância poderia mudar rapidamente com reivindicações múltiplas ou com reivindicações devido aos grandes impactos. Se as reivindicações estão dentro de uma cadeia de seres humanos, ela pode ser comparada a feridas em seres humanos. Por exemplo, quando os vasos sanguíneos são cortados, dói, mas quando a aorta cortar ela traz o ser humano em uma situação de risco de vida. Existem muitos exemplos conhecidos, especialmente do setor de consumo de eletrônicos onde as linhas de produção precisavam parar por causa de componentes em falta como processadores, chips ou placa-mãe. Na percepção, nossos próprios riscos ambientais são geralmente bem conhecidos. Em situações ótimas, os riscos estão bem sob controle. Como os riscos podem ser comparados de forma eficiente em regiões estrangeiras sem nenhuma ou baixo registros de reivindicação? A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo: Modelagem de Dados. Mas quais fontes de dados têm de ser combinadas ou classificadas? Primeiro temos de descrever e definir os pilares gerais da modelagem de risco de transporte. Quais são os riscos que ameaçam os interesses segurados e como eles podem ser agrupados? Quando por exemplo, o Café Robusta verde será comprado no Brasil e entregue à Federação Russa ou componentes Smart Phone comprados da República da China e entregues ao Canadá ou Cobre comprados da Alemanha, obviamente os riscos de entrar a carga durante o transporte são diferentes. O que complica a modelagem de risco na cadeia de suprimentos multimodal moderna são as diferenças extremas de perigo durante todo o transporte. Normalmente este tipo de transporte é dividido em pré-transporte, perna principal/viagem e transporte. Enquanto a pré-carga e o transporte são realizados principalmente por caminhão e / ou trem, a perna principal é mais navio e / ou avião relacionados. Os perigos do mar são diferentes dos perigos do transporte terrestre. Com o transporte terrestre, os riscos de roubo dominarão. A operação principal, fora das áreas de risco dos piratas, o principal risco muda de roubo para estresses causados por mar pesado e à contaminação de água salgada na carga. Assim, o benchmarking dos transpor tes multimodais deve ser dividido em três pilares básicos: Carga, Meios de Transporte e Meio Ambiente / Adjacências.

Means of transportation: Similar to cargo, every means of transportation has inherent risks during transit, called Vehicle Risk Factor [VRF]. These depend on freight holds and vehicle conditions as well as medium (road, rail, sea and air). For example it's easier to rob a pallet of cell phones from a truck than from a hold of an airplane at an altitude of 10.000m. The risk of corrosion of cold rolled steel coils by salty water is higher on an ocean going vessel than on a train passing dry hinterland.

Carga: Cada Carga tem a sua própria vulnerabilidade dada pela sua natureza. Essas vulnerabilidades são chamadas de Fatores de Risco de Carga [CRF] e devem dar uma ideia dos perigos que a carga tem de ser protegida. Estes CRFs são variação na umidade / temperatura, estresses mecânicos, atividade biológica, reatividade química e riscos humanos (roubo, manuseio errado e perdas de estoque). Enquanto as bananas têm uma alta bioatividade e temperatura vulnerável (sensação térmica), produtos eletrônicos é mais propensa a roubos e sem qualquer bioatividade

Environment: At first glance this issue may seem to be the trickiest part of transport risk calculation, due to missing

Meios de transporte: Semelhante à carga, todos os meios de transporte têm riscos inerentes durante o trânsito,

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denominado Fator de Risco do Veículo [VRF]. Estes dependem de cargas e condições do veículo bem como médio (rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo). Por exemplo, é mais fácil roubar um pallet de telefones celulares de um caminhão do que de um porão de um avião a uma altitude de 10.000m. O risco de corrosão de bobinas de aço laminadas por água salgada é maior em uma embarcação oceânica do que em um trem que no interior é seco. Ambiente: À primeira vista, esta questão pode parecer a parte mais difícil do cálculo do risco de transporte, devido à falta de experiência de riscos em países estrangeiros. Mas temos bancos de dados disponíveis do Banco Mundial, NASA e / ou CIA Fact Book, que fornecem inúmeras informações atualizadas, podem ser usados para modelar os riscos individuais de cada país. Portanto, indicadores como industrialização, condições rodoviárias, risco de criminalidade, clima e muitos outros riscos podem ser utilizados para extrair as informações necessárias e desenvolver os Fatores de Risco Ambiental [ERF].

experience of risks in foreign countries. But we have available data pools from World Bank, NASA and/or CIA Fact Book, which provide innumerous up-to-date information, can be used to model individual country risks. Therefore, indicators like industrialization, road conditions, crime risk, climate and many other risks can be used to extract the necessary information and develop the Environment Risk Factors [ERF]. Normally, every international transport has to be subdivided into three parts: pre-carriage, main leg/voyage and on-carriage. For every single transport section a Transport Risk Factor [TRF] has to be calculated; it is the sum of the three basic pillars of transportation, mentioned, above, for example TRF on-carriage = CRF + VRF + ERF. Based on these results, individual loss prevention measures can be extracted, automatized and tailor made. These algorithms have to be developed to benchmark every single risk. For example CRF (here: for theft risk) should be explained as follow: There is a relation assumed between values per volume (m³) of cargo, corrected by brand awareness (e.g. Blue Chip Enterprises, Trendy Brands), which all have to be set in relation to BIP per capita; including correction factors for individual market demand and black market retail possibility to adjust section calculation (for example, cardiac pacemakers are very expensive due to low volume, but not easy to liquidate on black market because of strict regulations in cardiology clinics). Theses calculated CRF will then be adjusted in relation to Means of transportation and the Environment. We called Environment Risk Factor in the beginning the “trickiest part” for the risk calculation. To make it easier some hypothesizes have to be developed and defined as principle terms. The following principle terms are developed to approach possible theft risk as one of the hazards of the ERF: 1. Every society has a certain percentage “x” of criminals. The higher the resident density rate of an area is the more criminals are living in absolute number per km².

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Normalmente, cada transporte internacional tem de ser subdividido em três partes: pré-transporte, perna principal / viagem e transporte. Para cada secção de transporte, tem de ser calculado um fator de risco de transporte [TRF]; A soma dos três pilares básicos de transporte, mencionados acima, por exemplo TRF on-carriage = CRF + VRF + ERF. Com base nesses resultados, as medidas individuais de prevenção de perdas podem ser extraídas, automatizadas e feitas sob medida. Estes algoritmos têm de ser desenvolvidos para avaliar cada risco individual Por exemplo, o CRF (aqui: para o risco de roubo) deve ser explicado da seguinte forma: Existe uma relação assumida entre os valores por volume (m³) de carga, corrigidos pelo reconhecimento da marca (por exemplo, Blue Chip Enterprises, Trendy Brands), Que todos devem ser estabelecidos em relação ao BIP por habitante; Incluindo fatores de correção para a demanda do mercado individual e a possibilidade de varejo no mercado negro para ajustar o cálculo da seção(Por exemplo, os marca-passos cardíacos são muito caros devido ao baixo volume, mas não são fáceis de liquidar no mercado negro devido a regulamentações rigorosas em clínicas de cardiologia). As teses calculadas serão então ajustadas em relação aos Meios de Transporte e Meio Ambiente. Chamamos de Fator de Risco Ambiental no início a "parte mais complicada" para o cálculo do risco. Para facilitar, algumas hipóteses têm de ser desenvolvidas e definidas como termos principais. Os seguintes termos principais são desenvolvidos para abordar o possível risco de roubo como um dos perigos do ERF: 1. Toda sociedade tem uma certa porcentagem "x" de criminosos. Quanto maior a taxa de densidade residente de uma área, mais criminosos vivem em número absoluto por km². 2. Taxa de ocupação da prisão reflete a relação do número esperado de criminosos dentro de uma sociedade em contraste com pessoas verdadeiramente presas. Quanto maior a taxa de ocupação prisional, mais criminosos tem um país.


2. Prison occupation rate reflects relation of expected numbers of criminals within a society in contrast to truly arrested people. The higher the prison occupation rate is the more criminals a country has. 3. Transparency international ranking is also important. The lower the transparency of a country there is more likelihood of criminal elements. 4. Correction factors like education-, unemployment rate and cross age of a society will help to get closer to the ERF. The overall education and the age of the society are inversely proportional to theft risk. Older people usually have less physical ability; low educated people usually are poorer and are thus prone to make “fast money”. The higher unemployment rate is related to low social security. As mentioned in the beginning, individual risk can be determined by “Data Modeling”. For every Cargo Group, every Means of Transportation and every Environment, algorithms have to be developed, like in the example given for theft risk. After calculation, a risk factor for every single Risk during transit (for all three sections: on-carriage, main leg and pre-carriage), what is the benefit for all of the in transport involved parties like Forwarders, Consignee/Supplier, and Insurances? I guess consignee is looking for best Customer relation and has huge interests that Purchaser is satisfied, which includes that merchandise will be received in good condition and in time. Forwarder offers transport service and wants to satisfy his client by good service as well, which means he wants to deliver merchandise in good condition and in time. Insurance, depending on what is agreed in the policy, takes over all the risks of damage, loss and delay of merchandise during entire transit, what transfers principally the interests of all parties to insurance. This show the interests of all parties are the same. Loss prevention measures costs money and the Risk Factor provides the companies an indicator how much money they have to allocate to minimize the risks. Depending on the Risk Factor companies can/have to adjust their loss prevention measures to protect their assets. High Risk Factors means the transport needs more protection, if this will be accomplished it the premium of insurance may not change. If for example a truck with car radios transported from Brazil to Japan, it will be overkill to order armed escort of the vehicle in Japan during on-carriage, while in Brazil it could be necessary depending on value of shipment during precarriage. On the other hand loss prevention measures against earthquakes in Brazil are not necessary while in Japan this risk is daily present. Thus, in Japan it could be recommended not to store pallets of car radios during stock-in-transit in upper level of high racks of unknown warehouses. This short example illustrates how important it is to calculate the risks and to validate them in detail. The next frontier is made loss prevention measures for every single transport section. This kind of Benchmark-RiskMitigating-System respects both targets – safe deliver of cargo and minimizing economic burden. Latter will be especially true in the long term – it helps to keep and expand market shares by customer satisfaction and to stabilize insurance premiums by low loss ratio.

3. O ranking da visibilidade internacional também é importante. Quanto menor a visibilidade de um país, há mais probabilidade de elementos criminosos. 4. Os fatores de correção, como a taxa de educação, a taxa de desemprego e a idade avançada de uma sociedade, ajudarão a aproximar-se do ERF. A educação geral e a idade da sociedade são inversamente proporcionais ao risco de roubo. As pessoas mais velhas geralmente têm menos habilidade física; As pessoas com baixo nível de instrução geralmente são mais pobres e, portanto, p r o p e n s a s a f a z e r "d i n h e i r o r á p i d o" . A t a x a d e desemprego mais elevada está relacionada com a baixa segurança social. Como mencionado no início, o risco individual pode ser determinado por "Modelagem de Dados". Para cada grupo de carga, cada meio de transporte e cada ambiente, algoritmos têm de ser desenvolvidos, como no exemplo dado para o risco de roubo. Após o cálculo, um fator de risco para cada risco individual durante o trânsito (para as três seções: transporte, perna principal e pré-transporte), qual é o benefício para todas as partes envolvidas no transporte, como transitórios, consignatário / fornecedor e seguros? Eu acho que destinatário está procurando a melhor relação com o cliente e tem enormes interesses se o comprador está satisfeito, o que inclui que a mercadoria será recebida em boas condições e no tempo. Agentes de transportes oferece serviço de transporte e quer também satisfazer seu cliente por um bom serviço, o que significa que ele quer entregar mercadoria em boas condições e no tempo. Seguros, dependendo do que é acordado na política, assume todos os riscos de danos, perda e atraso de mercadoria durante todo o trânsito, o que transfere principalmente os interesses de todas as partes para o seguro. Esta mostra que os interesses de todas as partes são os mesmos. Medidas de prevenção de perdas custam dinheiro e o Fator de Risco fornece às empresas um indicador de quanto dinheiro eles têm para alocar para minimizar os riscos. Dependendo do Fator de Risco, as empresas podem ter que ajustar suas medidas de prevenção de perdas para proteger seus ativos. Fatores de risco alto significa que o transporte precisa de mais proteção, se isso for realizado, o prémio de seguro não pode mudar. Se por exemplo um caminhão com rádios transportados do Brasil para o Japão, será exagerado encomendar a escolta armada do veículo no Japão durante o transporte, enquanto no Brasil pode ser necessário dependendo do valor da expedição durante o pré-transporte. Por outro lado, não são necessárias medidas de prevenção de perdas contra terremotos no Brasil, enquanto no Japão este risco está presente diariamente. Assim, no Japão, poderia ser recomendado não armazenar palhetes de rádios em estoques de armazéns desconhecidos no nível superior das prateleiras. Este pequeno exemplo ilustra como é importante calcular os riscos e validá-los em detalhe. A próxima fronteira é feita medidas de prevenção de perda para cada seção de transporte único. Este tipo de BenchmarkSistema de Mitigação de Risco respeita ambos os objetivos entrega segura de carga e minimiza os encargos económicos. O último será especialmente verdadeiro a longo prazo - que ajuda a manter e expandir as quotas de mercado por satisfação do cliente e para estabilizar os prémios de seguro por baixo índice de perda.

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vendas Como buscar alternativas de negócios no mercado de seguros, mantendo o otimismo em alta Não se fala em outro assunto no país, que não seja a crise econômica. Tempos difíceis, expectativas de baixo crescimento, a pressão com o trabalho aumenta e se o corretor de seguros se deixar levar pelo pessimismo, o clima é de hostilidade. O ano difícil para a economia e para a maioria dos negócios pode se tornar uma porta aberta oferecendo novas oportunidades. Entre deixar o clima negativo tomar conta e reagir para reverter, depende de cada um de nós. Ao depararmos com o noticiário, percebemos as quedas bruscas de comercialização em diversos segmentos. Lembrem-se que quando falamos de seguro, podemos vender sonhos, segurança e até mesmo uma esperança no que diz respeito a saúde financeira dos nossos clientes. O processo de gestão de vendas pode se manter, ao enxergarmos uma alternativa no que oferecer aos nossos segurados. Sempre que me pego analisando o poder aquisitivo de uma empresa ou de uma pessoa, me faço o seguinte questionamento: O corretor vende seguros ou analisa o perfil do seu cliente, para saber o que oferecer quando tratamos de amenizar os aborrecimentos do cotidiano? Nem sempre encontramos profissionais dispostos a pesquisar o que o setor oferece de melhor. O acúmulo de carteira para vender só um tipo de ramo de seguro já está obsoleto. Esqueçam a didática do vender só auto, só vida, só saúde. Quem quer vender e vencer, precisa alçar novos voos e aprender a ouvir o seu cliente, para chegar a conclusão do que ele precisa. No processo de vendas, a atitude positiva ajuda os profissionais a se destacarem e a colherem frutos quando a crise passa. Manter a motivação não é nada complicado, quando tudo está bem. Do que adianta uma atitude positiva, se a mesma não passa só de uma mera checagem nos e-mails, num

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Aimoré Maia é professor Universitário, corretor de seguros, Administrador de Empresas e proprietário da AMX Seguros e Benefícios.

determinado aplicativo e na quantidade de leads gerados em um dia? Ei, vai trabalhar! Para os que sabem vender, a antiga tática do quem tem um telefone, tem tudo, ainda está em alta! Qual cliente não gosta de ser lembrado no dia do seu aniversário? Quem não gosta de obter um desconto? Qual o verdadeiro significado do benefício para o corretor de seguros? O segurado satisfeito te indicando para outras pessoas ou expandir seus negócios tendo os mesmos clientes cadastrados e lembrar que eles existem, só na hora da renovação do contrato de apólice? São perguntas que todo corretor precisa fazer e analisar qual a sua meta como profissional. É hora de manter o foco não só nas vendas e nas tendências tecnológicas. É preciso saber o que o seu cliente quer, de verdade. Na atual conjuntura, o seguro de automóvel não é prioridade. Mal está dando para pagar a conta de luz e o colégio dos filhos. O receio de todos é ficar desempregado. Na primeira tentativa desse cliente se negar em obter uma apólice de Vida, Saúde, seja lá qual ramo for, alguém se lembrou de oferecer um seguro que cubra suas despesas em caso de uma possível perda de renda? É onde quero chegar! Antes de comercializar e pensar em comissões gordas, analise antes o bem-estar do seu segurado. Faz bem para a saúde mental dele, e para a sua saúde financeira. Pensem nisso!


transportes Por que o Seguro de Transporte é essencial para a economia? O Seguro de Transporte de Mercadorias não pode ser ignorado pelo setor produtivo sob pena de perdas econômicas consideráveis. As atividades de produção e circulação normalmente estão sujeitas ao transporte seja qual for o modal utilizado. Entre os riscos mais frequentes estão colisão, tombamento, roubo, quebra, incêndio e derrame, entre outros. Guia de Seguros Em qualquer ramo do comércio ou indústria, sempre que são compradas ou vendidas mercadorias, o Seguro de Transportes representa um importante ato de gestão empresarial. Mas a sua contratação precisa ser imediata, a tempo de evitar grandes prejuízos. Os principais interessados na aquisição dessa modalidade de seguro são: Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ

O proprietário da carga; O credor hipotecário; O transportador; O administrador de eventual crédito.

Muitas vezes, o proprietário da mercadoria não contrata o seguro por acreditar que o responsável pela integridade da c a r g a s e j a o t r a n s p o r t a d o r. U m g r a v e e n g a n o . A responsabilidade de quem faz o translado, para os efeitos do seguro de Responsabilidade Civil, existe apenas em caso de culpa, isto é, de envolvimento direto no dano. Sinistros decorrentes de casos fortuitos ou de força maior isentam o transportador de qualquer responsabilidade, não exigindo, portanto, reembolso ao proprietário da carga.

Cylmey Nunes de Oliveira é profissional de mercado atuando há 28 anos.

carga no navio. Free on Board ou FOB (Livre a Bordo): O vendedor se responsabiliza pela contratação do transporte e do seguro da mercadoria até sua colocação a bordo do navio, o que inclui despesas com içamento e arrumação da carga. Cabe ao comprador arcar com o transporte e o seguro a partir deste ponto (mercadoria a bordo). Cost And Freight ou CFR (Custo e Frete): O vendedor é responsável pela contratação do transporte até o porto de destino, e do seguro da mercadoria até sua colocação a bordo, o que inclui despesas com içamento e arrumação da carga. Por essa modalidade, é o vendedor quem contrata o frete até o porto de destino, cabendo ao comprador à responsabilidade pelo seguro do porto de embarque até o destino final, e pelo transporte da carga do porto de chegada até o destino final. Cost, Insurance And Freight ou CIF (Custo, Seguro e Frete): Prevê a obrigatoriedade de o vendedor providenciar o transporte e o seguro até o porto de destino.

Existem ainda convenções internacionais a que os transportadores estão sujeitos. Essas regras podem acarretar reembolsos inferiores aos valores das mercadorias transportadas, o que resultará em prejuízo para o dono da carga, em caso de dano imputado à responsabilidade do transportador. Para reduzir a responsabilidade desse prejuízo, deve-se buscar a proteção através do Seguro de Transportes.

Guia de Seguros

É o tipo de contrato de compra e venda que define se a responsabilidade pela aquisição do seguro é do vendedor ou do comprador da mercadoria, salvo negociação diferente entre as partes.

A carteira de seguros de Transportes é formada por um amplo conjunto de proteções para viagens nacionais e internacionais e cobrem riscos relacionados com os bens transportados e com a responsabilidade civil dos transportadores da carga.

Os principais tipos de contratos de compra e venda de mercadorias, utilizados nas viagens internacionais, em especial nos seguros marítimos, são em termos gerais:

Os seguros de Transportes podem ser subdivididos em subramos, em função do meio de transporte utilizado: marítimo, terrestre, fluvial (ou lacustre) e aéreo. Para a classificação é considerado o meio de transporte principal, mesmo quando existem percursos preliminares e/ou complementares efetuados por outras vias.

Works ou EXW (A partir do Local da Produção): O vendedor entrega a mercadoria ao importador em seu estabelecimento, cabendo, então, ao comprador providenciar o transporte e contratar o seguro. Free Alongside Ship ou FAS (Livre no Costado do Navio): A obrigação do vendedor termina quando a carga é colocada ao lado do navio, no porto de embarque. A partir deste momento, o comprador deve arcar com todos os custos e riscos de perdas e danos das mercadorias, inclusive de colocação e arrumação da

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Como proteger a carga nos contratos de compra e venda

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O Contrato de Seguro de Transportes é, na maioria das vezes, posterior a dois outros: Ao Contrato de Compra e Venda (representado pela Nota Fiscal);

Ao Contrato de Transportes de Mercadorias (representado pelo Conhecimento de Embarque). Para transportar a mercadoria, o comprador e/ou vendedor, quando não é ele próprio o transportador, realiza um Contrato


de Transporte (Conhecimento de Embarque). O Contrato de Transporte, por sua vez, pode dar lugar a um terceiro contrato: o Contrato de Seguros, cujas condições são registradas na apólice e em averbações. Este pode ser realizado mesmo que não haja Contratos de Compra e Venda e/ou o Contrato de Transportes. É o caso do transporte de mercadorias feito em veículos do proprietário da carga sem que haja emissão de conhecimento de embarque. Os documentos normalmente utilizados em um contrato de Seguro de Transportes são: proposta, apólice, endosso, averbação e fatura ou conta mensal. A esses, acrescenta-se ainda o Certificado de Seguro, usado em Seguros de Transportes Internacionais – Exportações. Este Certificado, que tem a finalidade de provar a contratação do seguro junto a bancos financiadores, compradores das mercadorias ou terceiros com algum interesse nos bens, obedece a um modelo padronizado e, para o caso de sinistro, é acompanhado de instruções de procedimentos em português e inglês. O que pode ser contratado Transportadas Apólices e Coberturas Guia de Seguros 1. Tipos de Apólices e de Pagamento de Prêmio: 1.1. Apólice Avulsa: é aquela emitida para cobrir um único embarque. - Forma de Pagamento do Prêmio: à vista, antes do início do risco. 1.2. Apólice de Averbação: destina-se a cobrir diversos embarques, sendo estes comunicados à Seguradora por meio de formulário ou eletronicamente, denominada averbação. - Forma de Pagamento do Prêmio: faturamento mensal com prazo de até 30 dias a contar da data da emissão da fatura. 1.3. Apólice Ajustável: emitida com base na estimativa anual de embarques, sendo ajustada ao final de vigência com base nos embarques efetivamente realizados na operação. - Forma de Pagamento do Prêmio: parcelamento fixo em até 7x com vencimentos consecutivos. 1.4. Seguros Especiais: poderão ser estudados outros tipos de apólices especiais, conforme características dos riscos a segurar, mediante estudo prévio. 2. Tipos de Coberturas Básicas usuais: 2.1. Cobertura Básica - Ampla A: 1. Riscos Cobertos: 1.1 A presente cobertura garante ao Segurado os prejuízos que venha a sofrer em consequência de todos os riscos de perda ou dano material sofrido pelo objeto segurado, descrito na apólice ou averbações, em consequência de quaisquer causas externas, exceto as previstas na Cláusula Prejuízos não Indenizáveis. 1.2. O Seguro cobre ainda: a) sacrifício de avaria grossa e despesas de salvamento, ajustadas ou determinadas de acordo com o contrato de afretamento, a lei, e/ou usos e costumes aplicáveis, que as regulem e que tenham sido incorridas para evitar perdas ou danos provenientes de qualquer causa, exceto as previstas

na Cláusula de Prejuízos não Indenizáveis; b) despesas que o Segurado venha a ser obrigado a pagar ao transportador por força da Cláusula de “Colisão por Ambos Culpados”, constantes do contrato de afretamento, como se fossem prejuízos indenizáveis por este seguro. Em caso de reclamação do transportador com base na referida Cláusula, o Segurado deverá notificar a Seguradora que terá o direito, às suas próprias expensas, de defendê-lo contra tal reclamação. c) despesas de remessa quando, como resultado da ocorrência de risco coberto pelo seguro, o trânsito segurado terminar em porto ou local que não seja aquele a que se destina o objeto segurado. A S e g u r a d o r a re e m b o l s a r á q u a i s q u e r d e s p e s a s extraordinárias devidas e razoavelmente incorridas com descarga, armazenagem e remessa do objeto segurado para destino originalmente previsto. c.1) o disposto na alínea acima não se aplica a despesas de avaria grossa ou de salvamento, assim como não abrange as despesas resultantes de culpa, insolvência ou inadimplemento financeiro do Segurado ou seus empregados. 2.2. Cobertura Básica - Restrita B: 1. Riscos Cobertos: 1.1. Esta cobertura garante ao Segurado os prejuízos que venha a sofrer em consequência de perdas e danos materiais causados ao objeto segurado descrito na apólice e averbações, exclusivamente por: a) incêndio ou explosão; b) encalhe, naufrágio ou soçobramento do navio ou embarcação; c ) c a p o t a g e m , a b a l ro a m e n t o , t o m b a m e n t o o u descarrilamento de veículo terrestre; d) inundação, transbordamento de cursos d'água, represas, lagos ou lagoas, durante a viagem terrestre; e) desmoronamento ou queda de pedras, terras, obras de arte de qualquer natureza ou outros objetos, durante a viagem terrestre; f) colisão ou contato do navio, embarcação, aeronave ou veículo de terra com qualquer objeto externo que não seja água; g) queda e/ou aterrissagem forçada da aeronave devidamente comprovada; h) descarga em porto de arribada; i) terremoto, erupção vulcânica ou raio; j) carga lançada ao mar ou varrida pelas ondas; k) entrada de água do mar, lago ou rio no navio, embarcação, veículo, “container”, furgão (“liftvan”) ou local de armazenagem; l) perda total de qualquer volume durante as operações de carga e descarga do navio ou embarcação; m) perda parcial decorrente de fortuna do mar e de raio. 1.2. O Seguro cobre ainda: a) sacrifício de avaria grossa e despesas de salvamento, ajustadas ou determinadas de acordo com o contrato de afretamento, a lei, e/ou usos e costumes aplicáveis, para evitar perdas ou danos provenientes de qualquer causa, exceto as previstas na Cláusula de Prejuízos não

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Indenizáveis; b) despesas que o Segurado venha a ser obrigado a pagar ao transportador por força da Cláusula de “Colisão por Ambos Culpados”, constante do contrato de afretamento, como se fossem um prejuízo indenizável. Em caso de reclamação do transportador com base na referida Cláusula, o Segurado deverá notificar a Seguradora que terá o direito, às suas próprias expensas, de defendê-lo contra tal reclamação; c) despesas de remessa quando, como resultado da ocorrência de risco coberto, o trânsito segurado terminar em porto ou local que não seja o mesmo a que se destina o objeto segurado. A Seguradora reembolsará por quaisquer despesas extraordinárias devidas e razoavelmente incorridas com descarga, armazenagem e remessa do objeto segurado para destino originalmente previsto. c.1) o disposto na alínea acima não se aplica a despesas de avaria grossa ou de salvamento e não abrange despesas resultantes de culpa, insolvência ou inadimplemento financeiro do Segurado ou seus empregados. 2.3. Cobertura Básica - Restrita C: 1. Riscos Cobertos: 1.1. Esta cobertura protege o Segurado contra os prejuízos que venha a sofrer em consequência de perdas e danos materiais causados ao objeto segurado exclusivamente por: a) incêndio ou explosão; b) encalhe, naufrágio ou soçobramento do navio ou embarcação; c ) c a p o t a g e m , a b a l ro a m e n t o , t o m b a m e n t o o u descarrilamento de veículo terrestre; d) colisão ou contato do navio, embarcação, aeronave ou veículo de terra com qualquer objeto externo que não seja água; e) queda e/ou aterrissagem forçada da aeronave devidamente comprovada; f) descarga em porto de arribada; g) carga lançada ao mar; h) perda total de qualquer volume durante as operações

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de carga e descarga do navio ou embarcação; i) perda total decorrente de fortuna do mar, de raio e de arrebatamento pelo mar. 1.2. O Seguro cobre ainda: a) sacrifício de avaria grossa e despesas de salvamento, ajustadas ou determinadas de acordo com o contrato de afretamento, a lei, e/ou usos e costumes, para evitar perdas ou danos provenientes de qualquer causa, exceto as previstas na Cláusula de Prejuízos não Indenizáveis; b) despesas que o Segurado venha a ser obrigado a pagar ao transportador por força da Cláusula de “Colisão por Ambos Culpados”, constantes do contrato de afretamento, como se fossem prejuízos indenizáveis por este seguro. Em caso de reclamação do transportador com base na referida Cláusula, o Segurado deverá notificar a Seguradora que terá o direito, às suas próprias expensas, de defendê-lo contra tal reclamação. c) despesas de remessa quando, como resultado da ocorrência de risco coberto, o trânsito segurado terminar em porto ou local que não seja aquele a que se destina o objeto segurado. A Seguradora reembolsará ao Segurado por quaisquer despesas extraordinárias devidas e razoavelmente incorridas com descarga, armazenagem e remessa do objeto segurado para destino originalmente previsto. c.1) o disposto na alínea acima não se aplica a despesas de avaria grossa ou de salvamento e não abrange as despesas resultantes de culpa, insolvência ou inadimplemento financeiro do Segurado ou seus empregados. Guia de Seguros 3. Duração dos Riscos: 3.1. O seguro de transportes vigora a partir do momento em que a mercadoria deixa o armazém ou local de armazenagem no lugar de início do trânsito, continua durante o seu curso ordinário e termina: a) com a sua entrega no armazém do Consignatário, outro armazém ou outro lugar de estocagem no destino indicado no seguro;


b) com sua entrega em qualquer outro armazém ou lugar de estocagem antes ou no destino indicado, que o Segurado tenha escolhido para: b.1) armazenamento diferente do usado no curso normal do trânsito; ou b.2) colocação ou distribuição. c) ao fim de 60 (sessenta) dias depois de completada a descarga da mercadoria segurada no porto de destino final; ou d) ao fim de 30 (trinta) dias depois de completada a descarga da mercadoria segurada no aeroporto final de descarga; ou e) ao fim de 30 (trinta) dias após a chegada do veículo terrestre à fronteira entre países, nos casos de viagens internacionais; ou f) com a venda ou transferência de direitos sobre o objeto segurado, antes do término da viagem, salvo estipulação em contrário; ou g) com o fato que primeiro ocorrer dentre as possibilidades previstas nas alíneas anteriores. 3.2. Se, após a descarga do navio, da aeronave ou do veículo, mas antes do término do seguro, a mercadoria tiver que ser entregue a outro destino que não seja aquele coberto pelo seguro, embora permaneça sujeito à terminação, não se prorrogará além do início do trânsito para esse outro destino. 3.3. O seguro continuará em vigor durante demora, desvio, descarga forçada, reembarque ou transbordo, fora do controle do Segurado, e durante qualquer variação de viagem concedida aos armadores ou fretadores do navio pelo contrato de afretamento. 3.4. Se, por circunstância alheia ao Segurado, o contrato de transporte terminar em porto, aeroporto ou local que não seja o destino informado, ou se a viagem terminar antes da entrega da mercadoria como previsto, o seguro também terminará, a menos que seja imediatamente comunicado à Seguradora e que seja requerida a continuação da cobertura. Nesse caso o seguro permanecerá em vigor, sujeito ao pagamento de prêmio adicional exigido pela Seguradora, até que: a) a mercadoria seja vendida e entregue em porto, aeroporto ou local, salvo entendimento em contrário, até expirarem 60 (sessenta) dias, depois de completada a descarga da mercadoria do navio, em tal porto ou local ou 30 (trinta) dias depois de completada a descarga da mercadoria da aeronave, ou 30 (trinta) dias após a chegada do veículo terrestre à fronteira entre países, nos casos de viagens internacionais, ou o que primeiro ocorrer; b) se a mercadoria for enviada dentro do período de 60 (sessenta) dias, nos casos de viagens marítimas, ou 30 (trinta) dias, nos casos das viagens aéreas e terrestres (ou de qualquer prorrogação que for concordada), até sua chegada ao destino. 4. Procedimentos em Caso de Sinistros e Obrigações do Segurado: 4.1. Em caso de sinistro coberto, o Segurado, seus empregados e agentes obrigam-se a cumprir as seguintes disposições: a) dar imediato aviso à Seguradora, por escrito, 0800 ou email, sobre todo e qualquer sinistro, inclusive declaração de avaria grossa, mesmo que o fato seja público e notório; b) independentemente das medidas legais e

administrativas a que está sujeito, tomar todas as providências para defesa, salvaguarda e preservação do objeto segurado, bem como para minorar as consequências do sinistro e, ainda, agir em conformidade com as instruções que receber da Seguradora. Os eventuais desembolsos decorrentes das providências acima e as despesas ou custos de salvamento devidos a terceiros serão de responsabilidade da Seguradora, na proporção do valor segurado, desde que se trate de sinistro coberto. c) instruir seu pedido de indenização com os documentos comprobatórios da causa, natureza e extensão da perda ou dano material sofrido pelo objeto segurado; d) assegurar que todos os direitos contra transportadores, depositários ou terceiros estejam devidamente preservados e exercidos. A Seguradora reembolsará o Segurado por quaisquer despesas que tenham sido efetuadas de maneira correta e razoável no cumprimento de tal obrigação. e) havendo indícios de perdas, avarias, violação, falta de peso ou qualquer outra forma de dano às mercadorias seguradas, deverá ser feita a vistoria para a constatação do montante da perda, roubo ou avaria. No caso de avaria ou falta em mercadorias importadas, e com o fim da Vistoria Aduaneira, resta à alternativa da Vistoria Particular, que sempre foi uma pratica comum e muito utilizada pelas seguradoras, onde todos os envolvidos na importação são convocados através de notificações. Nestas circunstâncias, o importador é autorizado a nacionalizar suas mercadorias e não perde o direito ao recebimento de sinistro coberto, a menos que haja obtido expressa dispensa desta providência por parte da seguradora. A vistoria será realizada em conjunto com o Comissário de Avarias da Seguradora, transportador e entidade responsável que detiver a guarda ou custódia das mercadorias. Nos casos de mercadorias importadas, a Seguradora não se responsabiliza por despesas normais ou extraordinárias com guarda, vigilância, capatazias e armazenagens que venham a incidir sobre o objeto segurado, salvo no caso em que essas despesas sejam direta e exclusivamente decorrentes de vistoria particular. f) agir com razoável presteza em todas as circunstâncias que estiverem sob seu controle. Medidas tomadas pelo Segurado ou pela Seguradora com o objetivo de salvar, proteger ou recuperar o objeto segurado não serão consideradas como renúncia ou aceitação de abandono, nem de outro modo prejudicarão os direitos de qualquer parte. 4.2. O Segurado deverá também comunicar à seguradora: a) as circunstâncias que possam influir na aceitação do seguro ou na fixação da taxa do prêmio; b) toda e qualquer alteração das informações contidas na proposta de seguro e toda circunstância que possa influir no estado do risco, alterando-o, modificando-o ou ampliando-o, e ainda toda circunstância cujo conhecimento possa ser útil para a seguradora atuar, por ações diretas ou mediante orientações, a fim de evitar a caracterização de sinistro ou o agravamento dos riscos.

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inteligência emocional Aconteça o que acontecer, continue respirando Onde você está? Para onde pensa que vai? O que vai buscar “lá”? Você tem certeza? Já estudou o caso? Mediu as consequências? A quem quer agradar? Quantas vezes quis não querer? Quantas vezes festejou? Quantas vezes agradeceu o que recebeu? Quantas vezes reclamou que não tem que ser assim e quantas vezes fez diferente? O que está esperando? O que mais precisa perder para entender? Ainda aqui? Busque seu caminho, comece a viagem agora, solte as amarras do ontem, viva o hoje e não espere o amanhã. Solte o grito da garganta, inove, renove, invente, persista, não desista. O que queria? Pare de sonhar baixo e sonhe mais alto, aja, realize e tenha novos sonhos, faça o mundo girar. Seja você o que quer nos outros, se olhe no espelho, elogie, critique, mas continue... Não pense que será um dia perfeito, aceite, se aceite, perdoe... Confie em você, faça parte, receba as pessoas... Abra os braços... Sinta o calor humano...

Carlos Serpeloni é palestrante, escritor, máster em PNL (programação neurolinguística), CEO e head trainer na Dharma Treinamentos

Seja honesto, seja leal, honre seu nome, lute por amor, corresponda... Sinta o cheiro do ar, ouça os pássaros, alimente os bichos... Solte-os. Veja o lado bom, veja tudo, imprima em você, decore um texto, cante, dance, grite... Seja igual ou diferente, dependerá de quem olhar, não deixe de mudar... Seja original, balance o berço... Continue respirando... Respire... Respire... Um abraço, Carlos Serpeloni

Titãs, treinamento comportamental de alto impacto “Oitenta por cento das pessoas não estão plenamente felizes”, acredita o especialista em PNL (programação neurolinguística), Carlos Serpeloni. Para ele, geralmente as pessoas não encontram a felicidade porque procuram nos aspectos exteriores, nas coisas, no dinheiro, quando na verdade ela está nos aspectos interiores, dentro de si, na mente, no inconsciente, no espírito, na alma. “O grande problema é o modelo de felicidade”, declara. “Não se iluda: a quantidade de dinheiro e bens materiais, seu cônjuge, seus filhos, sua família, sua beleza, as viagens, o emprego, a posição social, tudo isso é sim importante, desde que você entenda o valor disso. Tudo isso faz parte de uma vida plena e feliz. Mas o equilíbrio é muito importante, ter harmonia, manter tudo em constante satisfação”. Outra crença muito forte que ele quer desmistificar é que uma pessoa é feliz em uma área ou em outra, que não se pode ter satisfação no todo. “Isso é uma grande besteira que colocam em nossas cabeças, você pode e merece ser feliz em todas as áreas de sua vida, esse é o grande propósito de existirmos como humanidade, seres viventes e conscientes”, diz. Um dos cursos comportamentais oferecidos pela empresa de Serpeloni é o Titãs, um treinamento comportamental de alto impacto, que visa transformar a vida das pessoas nas áreas física, mental, espiritual, social, profissional, financeira e familiar, proporcionando maior controle emocional e autoestima.

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Estivemos no treinamento, que tem duração de três dias, em um hotel em Mairiporã. É preciso estar lá para entender o turbilhão de emoções que é propositalmente provocado pela equipe da Dharma Treinamentos. Altos momentos de raiva, que o fazem querer desistir, mas que são colocados para ensinar a dominar emoções. Disso parte para momentos de carinho, amor, com referências a familiares, ao passado, à infância, a boas lembranças. Uma das principais lições que trouxe do treinamento foi a de manter a calma diante de um problema, e pensar que: “O problema parece grande, mas é porque estou pequeno. Preciso me fortalecer”. Vale a pena conferir o treinamento.


contratações Médico atua nos departamentos de Vida e DPVAT para orientação no momento da indenização Dr. Robinson Seabra faz parte da assessoria médica do Grupo Fox e vem auxiliando as equipes de analistas dos departamentos de Vida e DPVAT na busca de melhor compreensão sobre a evolução das doenças, diagnósticos e nexo de causalidade, de forma a contribuir com a correta tomada de decisão no momento da indenização. “Em medicina se estabelecem critérios que definem a morte se tratando de um processo evolutivo e que possibilitam que seja realizada uma pesquisa profunda e uma observação apurada da sintomatologia clínica, hábil e ensejar um diagnóstico com certeza e segurança. É com base nisso que a Fox vem trabalhando para prover a veracidade dos fatos nos sinistros de vida nos quais é contratada para realização de auditoria”, afirma o médico.

“Muitas doenças já préexistentes nem sempre são relatadas no momento de contratação e, através de estudos clínicos, podemos diagnosticar a real causa morte ou alguma patologia que contribuiu. Por exemplo, a HAS é uma patologia que atinge 24,3 % da população adulta no Brasil, e a diabetes, que atinge cerca de 11,9 milhões de pessoas, na faixa etária de 20 a 79 anos, nem sempre é mencionada no ato da contratação”.

evento Grupo Fox e Haüptli Advogados celebram ano de sucesso Mesmo com todas as adversidades de 2016 na política e na economia, o Grupo Fox Regulação e Auditoria se manteve em franco crescimento. Neste ano foi criada a nova empresa do grupo, a Haüptli Advogados Associados, com atuação especializada em direito securitário. Foi também quando as duas empresas se mudaram para novas e modernas instalações no

edifício Casa das Caldeiras Empresarial, no bairro da Pompeia. A confraternização, uma festa à fantasia, reuniu colaboradores e familiares das duas empresas comandadas pelo sócio Paulo Rogério Haüptli, no Buffet Finesse, na Pompeia, dia 02 de dezembro.

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outra leitura Aquilo que importa No mundo moderno, praticamente todo mundo tem muitas interações com muita gente. Desde a época da escola, percorremos um caminho longo e contínuo no qual conhecemos, aprendemos, escutamos, amparamos ou simplesmente convivemos com as mais diversas pessoas. No entanto, nesse universo de interações interpessoais, muita coisa se perde pelo caminho, ou não se fixa dentro de nós, seja no cérebro ou na alma, da maneira como foi concebida para tal. Exemplificando: eu nunca parei para calcular quantas horas passei na faculdade, mas vou tentar fazer isso agora. Assumindo que eu tinha umas três horas de aula por noite, cinco noites por semana e mais quatro horas de aula aos sábados, após quatro anos de curso eu poderia estimar um total de 2.560 horas – não levei em contas as aulas que matei ou as horas a mais que passei na faculdade estudando para as provas ou fazendo aqueles trabalhos intermináveis... Pois bem, dessas 2.560 horas afirmo que são poucas, muito poucas as quais eu me lembro fielmente ou mesmo aquelas que eu posso afirmar que são importantes no meu dia-a-dia. Mas algumas foram marcantes, tanto para o bem quanto para o mal. Havia um professor de Programação Orientada a Objeto que era um verdadeiro terror dos alunos, mas conhecia como ninguém a matéria que ensinava. Foram as palavras dele que eu lembrei em uma reunião de trabalho em que eu estava, num grande banco, quando eu decidi que não iria mais trabalhar com o meu gerente na época, simplesmente por ele não saber o que estava fazendo e estar pedindo ao time para programar de uma maneira totalmente não produtiva. Exatamente como o meu professor me ensinou a NÃO fazer. Voltando um pouco mais no tempo, me recordo de algumas aulas ou frases de alguns professores do ginásio ou colegial como se tivesse vivido aquilo na semana passada e não há mais de 20 anos. Confesso que não lembro os nomes deles, mas lembro do ensinamento, o que entendo ser o mais importante na profissão de educador. Bom, para mim esse conceito se aplica a tudo: tente se lembrar de todas as broncas ou sermões que você escutou dos seus pais. Impossível, né? Mas com certeza tem aquela frase, aquela lição que está tatuada no seu coração, que você aplica praticamente todos os dias e que com certeza você vai passar para os seus filhos também. E como eu entendo que esse conceito é universal nas nossas vidas, é impossível estar no mundo corporativo por tantos anos sem carregar alguns momentos preciosos aprendidos com

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Luciana Miliauskas Fernandes, formada em Processamento de Dados, trabalha atualmente com Controles Internos e Auditoria. Seu hobby é escrever, de tudo um pouco, mas adora mesmo ser uma crítica informal de cinema, que é quando tem a chance de buscar e analisar as curiosidades da Sétima Arte.

superiores ou colegas. Para mim talvez o exemplo mais forte seja quando assumi uma posição de liderança, afinal eu não tinha a menor ideia de como agir, já que a partir daquele momento eu teria que avaliar, gerenciar e orientar pessoas que até outro dia estavam ao meu lado. No meio do pânico que senti na época, selecionei no meu arquivo de memórias posturas e comportamentos de líderes com os quais eu convivi e que foram fundamentais para o meu crescimento. Por um tempo, eu fui uma “imitadora” desses líderes, na esperança de fazer algo de bom para outras pessoas como eles fizeram comigo também. Depois de algum tempo liderando os mais diversos times, é claro que fui desenvolvendo meu próprio modelo de liderança, que embora seja próprio, foi construído a partir da colagem de todos os aqueles momentos-chave que trago desde a infância. Basicamente, eu ponho de lado aquilo que me fez mal e aplico aquilo que me fez bem. E depois de alguns anos nessa corda bamba, é simplesmente maravilhoso perceber que talvez, só talvez, você mesmo possa ter passado algum ensinamento ou ter proporcionado algum momento chave na vida de alguém. Foi o que aconteceu comigo há alguns meses – uma pessoa que trabalhou comigo por mais ou menos três anos saiu da companhia na qual trabalho e enviou aquele email mais ou menos padrão, agradecendo as oportunidades, desejando sucesso a todos etc. Eu respondi o email dessa pessoa, desejando sorte, sucesso e muitas realizações. E para minha surpresa e júbilo, ela me retornou o email, dizendo que comigo tinha aprendido a ser uma profissional de verdade, e que ela iria levar isso com ela para o resto da vida. Bom, não sou uma pessoa que chora no ambiente profissional. Mesmo quando há um motivo pessoal muito forte, me escondo no banheiro e deixo cair uma ou duas lágrimas, é o máximo que me permito. Mas nesse dia, quando li aquele email, eu me emocionei, e muito. Tanto quanto estou emocionada agora, escrevendo este texto, pois agora sei que deixei algo que importa na vida de alguém. O que me leva a concluir é que sim, vale a pena.


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Revista FOX News 08  

Revista FOX News 08 "Prontos para a retomada do crescimento da economia"

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