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edição 07 / setembro 2016


VEM AÍ O MAIOR EVENTO DO MERCADO DE SEGUROS DE TRANSPORTES DO BRASIL

24 de Novembro de 2016 Hotel Tivoli Mofarrej SP Patrocinadore j confirmad

APOIO INSTITUCIONAL

REALIZAÇÃO

APOIO MÍDIA


editorial Com inovações, buscamos desenvolvimento constante O Grupo Fox tem vivido uma de suas melhores fases em 2016. Após 21 anos de história, estamos mantendo o crescimento, ainda que o cenário econômico nacional não esteja se apresentando favorável. Acreditando na força da equipe, focamos na qualidade da prestação de serviços, obtenção de novos clientes, diversificação e inovação nos trabalhos (como os novos cursos in company para qualificar profissionais e a ampliação da assessoria jurídica), conseguimos empreender e nos desenvolver. Retribuímos a dedicação dos nossos funcionários oferecendo uma nova sede muito mais estruturada e confortável, e que já conta com espaço para outras expansões que prevemos, em serviços e contratações de profissionais. Nesta edição trazemos um pouco da nossa

recém-inaugurada sede e dos novos colaboradores, como prova de que estamos investindo forte e constantemente na melhoria e ampliação dos nossos atendimentos, havendo ou não a retomada do crescimento da economia. Apresentamos nossos profissionais e serviços também em artigos técnicos publicados por alguns de nossos advogados. E, mais uma vez, pudemos contar com a colaboração de tantos executivos qualificados de empresas e entidades parceiras do Grupo Fox, levando informações importantes para quem atua no mercado de seguros. Pessoas com metas triunfam porque sabem exatamente onde querem chegar. O pensamento cria e o desejo atrai! Boa leitura!

Paulo Rogério Haüptli

Alexandre Massao

Sócios da Fox Regulação & Auditoria

Produção Fox News Thaís Ruco - jornalista responsável - MTb 49.455 thais@thaisruco.com.br Felix Ryu - projeto gráfico - Teckel Design felixryu@ig.com.br


sumário 03 05 05 06 08 10 11 12 13 14 15 16 18 18 19 20

Editorial Com inovações, buscamos desenvolvimento constante Fox na mídia Avaliando trabalho das oficinas de reparos rápidos Treinamentos Grupo Fox leva novos cursos in company a seguradoras Fiança locatícia Como alugar uma casa sem fiador

Entrevista Evolução contínua e gradual no mercado brasileiro Economia Seguro está pronto para a retomada do crescimento Transportes A importância da regulação do sinistro para o processo de ressarcimento Garantia O seguro garantia e o relatório final de regulação do sinistro Empresarial Seguros PME por nichos para os clientes de linhas pessoais alavancam carteira Direito Securitário Ressarcimento no ramo de automóvel

Transportes Seguradoras e os Incoterms

Capa Novas e modernas instalações refletem momento de crescimento do Grupo Fox

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Tecnologia O desafio digital chega às seguradoras brasileiras Transportes Cadastro e consulta de documentos como ferramenta na operação logística Regulação Fraudes no seguro garantia

Riscos cibernéticos Gestão de riscos no varejo eletrônico: muito além da proteção do ambiente virtual Saúde suplementar Saúde em tempos díspares

Marítimo Prevenção de sinistro de carga em container

Liderança Virar o jogo na hora certa: o desafio dos líderes

Tecnologia O meio de pagamento no mercado segurador

Pensamentos Sabe que profissional é esse?

Apoio Fox incentiva eventos de qualificação do CIST

Comunicação Levar o conhecimento de seguros para além de nossos muros é desafio de todos do setor Outra leitura O ballet

Equipe Com novas contratações, Grupo Fox está cada vez maior e mais qualificado Seguradora Especialização oferece vantagens no atendimento Corretores Diálogo para promover percepção do momento e evoluir Crédito O p o r t u n i d a d e s d o s e g u ro d e c ré d i t o doméstico e à exportação

edição 07 - setembro 2016


fox na mídia Avaliando trabalho das oficinas de reparos rápidos O diretor e sócio do Grupo Fox, Alexandre Massao , foi entrevistado em matéria do programa Auto Esporte, da TV Globo, para analisar o trabalho de diferentes oficinas em rápidos reparos automotivos. A reportagem foi ao ar em 15 de maio de 2016.

https://globoplay.globo.com/v/5025639/

treinamentos Grupo Fox leva novos cursos in company a seguradoras Entre os meses de julho e agosto de 2016, o Grupo Fox realizou três novos cursos in company em seguradoras. Por motivo de confidencialidade do contrato, não podem ser divulgados os nomes das seguradoras nem imagens dos treinamentos, mas ocorreram em grandes empresas, que utilizam os serviços de regulação de sinistro do Grupo Fox, e querem preparar a equipe interna para este segmento. O curso “Property – Fraudes mais comuns” foi apresentado para 18 profissionais de uma seguradora. O “Subscrição de seguro garantia” teve a participação de seis profissionais de outra companhia. Já o curso “Subscrição de property com ênfase em isopainel”, por tratar de um tema muito específico, reuniu três profissionais de mais uma seguradora. Os três cursos foram ministrados pelo sócio-diretor Paulo Rogério Hauptli. “Levamos os cursos in company ensinando de forma pratica e técnica como identificar fraude em seguro de property na vistoria de regulação, e compartilhando técnicas de

subscrição em diversos ramos que podem melhorar o risco para a seguradora”, defende Paulo Rogério Hauptli.


fiança locatícia Como alugar uma casa sem fiador Nos tempos atuais, a garantia na locação de imóveis residências ou comerciais não está mais restrita ao depósito/ caução. No mercado imobiliário hoje encontramos diversas modalidades de garantia para a concretização do contrato de locação, que garante o locador em caso de eventual inadimplência do locatário. Abaixo, seguem os diversos modos que permitem ao locador e locatário a finalização do contrato de locação sem a presença do fiador. 1) Caução - Pode ser feita com bens móveis, nesse caso deve ser devidamente registrada no cartório de títulos e documentos, e em caso de bens imóveis, deverá ser averbada à matricula do respectivo imóvel, no Cartório de Registro de Imóvel onde se encontra matriculado o bem. - Em dinheiro, desde que não ultrapasse a soma de três meses de aluguel, devendo o valor ser depositado uma conta poupança. Ao final do contrato de locação este valor deve ser devolvido ao locatário devidamente corrigido e atualizado, desde que não existam débitos pendentes por parte do inquilino, podendo ser abatido do valor do depósito os débitos em aberto.

2) Seguro Fiança O locatário paga o prêmio que varia de um a dois aluguéis e meio para uma seguradora. A variação do valor do prêmio ocorre de acordo com as garantias contratadas e exigidas pelo proprietário, que além dos aluguéis, pode incluir IPTU, condomínio, pinturas internas e externas, multas por atraso, entre outras de acordo com o produto de cada companhia seguradora. Temos também variação no preço de seguradora para seguradora, perfil socioeconômico. Essa modalidade de garantia tem suas vantagens: primeiro porque não precisa pedir favor a um terceiro, segundo porque o custo é um pouco menor e você pode parcelar o valor do prêmio em até 10 vezes. No seguro fiança, o segurado/ beneficiário é o proprietário do imóvel e não o inquilino/ locatário. A desvantagem: no fim do contrato você não recebe o valor que pagou do prêmio de volta. Vale ressaltar que ocorrendo inadimplência por parte do


locatário, a seguradora pagará o segurado/ proprietário e,

posteriormente, realizará a cobrança amigável ou judicial de todos os valores e despesas que tiver do locatário/ devedor. No mais a escolha pela corretora e a seguradora é do locador/ proprietário. O seguro fiança hoje é o mais procurado pelos locadores e imobiliárias, pois além do custo/ benefício ser melhor, garante ao locador o recebimento dos débitos, e até mesmo avarias do imóvel. 3) Fiador profissional É forma muito arriscada, para todas as partes, principalmente para o proprietário, que poderá receber documentos falsos como garantia ou o imóvel dado como garantia já estar vinculado a um ou mais imóveis. O fiador profissional, por sua vez, cobra em média um mês de aluguel, e em caso de inadimplência do locatário, pode arcar com prejuízo superior ao valor que recebeu. O inquilino/ locatário pode cair em golpes aplicados no mercado, com falsos fiadores, e pode acabar perdendo o dinheiro, não tendo como se precaver de possíveis fraudes. O fiador profissional não é proibido por lei, mas é uma das opções mais arriscadas. 4) Cessão fiduciária / Cessão de direitos em fundo, aplicações ou capitalização

Paulo Rogério Haüptli é bacharel em Direito, professor universitário, diretor do Grupo Fox e titular da Haüptli Advogados & Associados

De todas as espécies de garantia no contrato de locação, essa é a menos conhecida. Foi instituída pela Lei nº 11.196/05 e é regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É confeccionado um Termo de Cessão Fiduciária com uma via do contrato de locação, em favor do Locador/Proprietário, a propriedade resolúvel das cotas. Nesse caso, se o inquilino/ locatário se tornar inadimplente, o locador requisitará a transferência das quotas quantas forem necessárias para a quitação da dívida. O pedido de transferência das quotas para o locador, não extingue o direito desse de propor a devida ação de despejo em face do locatário. Capitalização não é uma aplicação financeira como muitos gerentes de bancos afirmam, mas uma modalidade de seguro, onde uma parte vai aplicar valores e outra parte irá concorrer a prêmios, ou seja, se não ganhar o prêmio por mais que aplique vai sempre receber menos que a tradicional poupança; essa modalidade não está bem clara no nosso ordenamento jurídico, mas está sendo utilizada, nas garantias para locação de imóveis, e vem ganhando força, podendo se tornar uma grande aliada no setor imobiliário. 5) Pagamento de aluguéis adiantados: Esse modo de garantia é proibido pela Lei nº 8.245/91, podendo ocorrer apenas em dois casos, conforme preceitua o artigo 48 da referida lei, são eles: nos casos de locação para temporada e nos casos de ausência de garantias de locação, sendo que neste caso, o locador poderá exigir do locatário o recebimento antecipado não só do aluguel, mas também dos demais encargos do imóvel, até o 6º dia útil do mês vincendo. Nesse caso, só pode o Locador cobrar o mês a vencer, não sendo permitida a cobrança de todo o período de locação. Como subscritor, ainda sou favorável ao seguro fiança, que pode ser pago em até 10 vezes em algumas seguradoras. Sendo um bom pagador, poderá pagar um valor menor.


entrevista Evolução contínua e gradual no mercado brasileiro O presidente da AXA Seguros no Brasil, Philippe Jouvelot, fala com exclusividade à Fox News sobre a recente atuação da empresa, ressaltando o desafio de ganhar mercado no País. Fox News – Por que a AXA investe no mercado brasileiro, apesar do momento turbulento de nossa economia? Philippe Jouvelot – A AXA tem convicção de que o mercado brasileiro de seguros apresenta um enorme potencial de crescimento rentável e está aqui porque acredita que pode contribuir de forma efetiva para seu desenvolvimento. Atualmente o Brasil é o maior mercado de seguros na América Latina e é fundamental para c o m p a n h i a s internacionais que querem expandir seus negócios na região. A participação do seguro no PIB nacional tem avançado ano após ano, mas ainda é baixa – pouco mais de 3% em comparação com países europeus e da América do Norte, que contam com mercados mais maduros e, portanto, com curvas mais modestas de crescimento. Por fim, nos últimos anos, o mercado de seguros brasileiro tem apresentado taxas de crescimento de dois dígitos, bem acima do crescimento médio da economia. É esperado que esse ritmo de crescimento se mantenha nos próximos anos. Fox News – Com quais ramos a AXA está operando no Brasil? Quais as principais carteiras? Philippe Jouvelot – A operação da AXA no Brasil está organizada em quatro linhas de negócios: Riscos Patrimoniais, Responsabilidades, Seguros de Vida e

Parcerias em Afinidades. Todos os tipos de empresas – de start-ups a grandes corporações multinacionais – estão contempladas em nossas ofertas. A escolha por esses ramos está amparada no potencial de crescimento, rentabilidade e especialmente na nossa capacidade de oferecer inovação. A oferta de produtos será incrementada ao longo do tempo. Faltam apenas algumas coberturas secundárias. Estamos construindo uma base sólida que nos permitirá incorporar inovações nas ofertas. A busca pela inovação é uma marca do grupo em todo o mundo. Aqui não é diferente. O nosso plano prevê uma evolução contínua e gradual, isso significa que fazemos o básico muito bem feito e seguimos evoluindo, sempre em


busca de nos diferenciarmos da concorrência. Somos norteados pela ideia de que deve ser fácil fazer negócios conosco. Isso está relacionado à habilidade e ao profissionalismo de nosso time, mas também porque temos sistemas ágeis e eficientes. Fox News – O que mudou na Axa com a aquisição da carteira de grandes riscos da SulAmérica? Existe apetite para novas aquisições? Philippe Jouvelot – Para a AXA, essa aquisição representou uma aceleração em um mercado core para o Grupo, agregando um excelente time à companhia e garantindo um passo significativo na direção da ambição da AXA para o Brasil. A AXA tem planos e compromisso de longo prazo com o Brasil, e sim, estamos sempre avaliando oportunidades de m&a, o que é natural para uma empresa do porte e do tamanho da AXA. Mas não temos nada a declarar sobre esse assunto no momento. Fox News – Qual a importância da boa regulação de sinistros e da atuação em parceria com empresas deste segmento? Philippe Jouvelot – No mercado de seguros e resseguros, em especial, a regulação tem avançado bastante, com mudanças importantes do ponto de vista da entrada de players internacionais. O cenário é favorável. Fox News – Como é a parceria da empresa com corretores de seguros? Qual o número de profissionais parceiros da empresa, atualmente? Philippe Jouvelot – Uma característica dos profissionais que trabalham na operação brasileira da AXA é a preocupação em atender corretores e clientes de forma integral. Isso significa nosso time conta com pessoas que transitam muito bem em diversos segmentos da indústria de seguros. Os corretores são essenciais para a AXA. Temos plataformas avançadas para auxiliar os corretores, como o E-Solutions, e sempre temos a motivação de mostrar aos corretores o quão fácil é trabalhar conosco. Nossa visão é que o corretor é um cliente da nossa empresa e obviamente o tratamos com todo o carinho possível. Fox News – Qual o faturamento da AXA no último ano? De quanto foi o crescimento, desde o início das operações? Philippe Jouvelot – A AXA deve fechar o ano de 2016 com R$600 milhões de faturamento.

Fox News – Quais perspectivas da empresa para 2016 e 2017? E num longo prazo? Philippe Jouvelot – Os mercados em que a AXA atua estão maduros, com uma curva de crescimento modesta. No Brasil, bem como em outros países da América Latina, o potencial de penetração do seguro na sociedade de forma geral – empresas e pessoas – é bastante expressivo e acreditamos que a região tende a surpreender positivamente. A presença no Brasil faz parte do plano estratégico global do grupo, que tem, entre seus pilares, o crescimento rentável em economias com grande potencial de crescimento. Não se trata de uma decisão isolada, ela está ancorada em algo maior, com perspectiva de longo prazo. Portanto, as perspectivas são as melhores possíveis. Fox News – O que ainda atravanca o desenvolvimento do setor de seguros no Brasil? Como mudar? Philippe Jouvelot – Ao contrário, o setor de seguros do Brasil não deve nada a nenhum outro país europeu, por exemplo. O que é preciso, de fato, é levarmos os benefícios do seguro para a população brasileira. Fox News – O que a operação brasileira pode aprender com a AXA global? Philippe Jouvelot – A AXA atua em 64 países e cada um deles tem características específicas. Lidar com essa diversidade contribui constantemente para aumentar a capacidade do grupo em endereçar as questões regulatórias da melhor maneira possível em outros países, bem como eficácia de nossos produtos. Somos a maior marca de seguros do mundo e a sinergia entre nossas operações é total.


economia Seguro está pronto para a retomada do crescimento Apesar de sentir os impactos da crise, setor de seguros prova que é resiliente e que basta a economia melhorar para voltar a crescer com força. A crise política, social e econômica trouxe consequências sensíveis para o mercado de seguros, que até poucos anos atrás experimentava crescimento notável. No âmbito do seguro de automóvel, houve o impacto da queda nas vendas de veículos novos, que superou a marca de 20% de janeiro a julho, e também da redução de coberturas contratadas. Além da busca por preços menores, o consumidor tem optado por menos coberturas e serviços para tentar baratear o prêmio. Mesmo assim, a carteira de automóvel cresceu algo como 2% nos últimos meses. Significa que tem mais gente fazendo seguro para o veículo, mas gastando menos por apólice. Situação semelhante tem ocorrido no seguro residencial, que manteve o mesmo patamar de renovações. Porém, com menores valores e coberturas, em virtude da queda de renda das famílias. Já os seguros de vida, acidentes pessoais e, sobretudo, saúde, perderam massa de segurados nesse período de crise, como reflexo do desemprego, que beira a casa dos 15 milhões. Pelo menos um terço destas pessoas não conta mais com estas coberturas. Com menos renda, as pessoas deixam de contratar seguros para vida e saúde. Por outro lado, a crise no país deverá contribuir para alavancar as vendas dos microsseguros, que até agora não decolaram, apesar de serem oferecidos desde 2014. A proposta deste serviço era beneficiar mais de 100 milhões de brasileiros com renda de até dois salários mínimos mensais, oferecendo, por exemplo, seguro de vida e seguro funeral por um custo de até R$ 10,00 mensais. No atual estágio da economia, em que ainda se destaca a preocupação com a manutenção do básico da família e com a visão de futuro comprometida, ainda não conseguimos desenvolver adequadamente essa nova modalidade. Mas, acreditamos que o microsseguro representa para o futuro uma excelente perspectiva de negócios, aliada à inclusão social. A força e solidez do mercado de seguros também nos fazem acreditar que, tão logo a crise termine – porque é passageira -, haverá forte crescimento. O fato é que alguns indicadores econômicos, como o dólar comercial e a taxa de inflação, já apresentam melhora, sinalizando e

Adevaldo Calegari é mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), vice-presidente da Câmara dos Corretores de Seguros de São Paulo (Camaracor-SP), diretor de Microsseguros da Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS), membro da diretoria do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Ibracor) e fundador da Progetto Corretora de Seguros.

antecipando uma possível redução no grau de incerteza econômica. As previsões de bancos e entidades de pesquisa esperam queda menor do PIB brasileiro em 2016 (-3,3%) e taxa maior de crescimento (1,1%) em 2017. Um dos grandes estímulos para a volta do crescimento no seguro poderá vir de obras estatais. Recentemente, o Ministério das Cidades, por meio da Caixa Econômica Federal, anunciou a retomada das obras de 4.232 unidades do Minha Casa Minha Vida / faixa 1, que estavam paralisadas. Isso significa investimentos de R$ 263 milhões, que beneficiarão cerca de 16 mil pessoas em sete estados e darão um novo fôlego à economia nestes locais, com a recuperação de empregos. Portanto, o surgimento de empregos e o reaquecimento da economia, especialmente dos investimentos, inclusive estatais, darão fôlego ao setor de seguros e este, possivelmente, voltará a crescer. Hoje, o mercado segurador representa 6,5% do PIB e ainda é o mais importante mecanismo de proteção que existe. Aliás. não existe instrumento no mundo que possa substituir uma apólice de seguro no momento em que uma vida é ceifada ou uma indústria pega fogo. Não tenho dúvida, vamos superar esse momento e retomar o crescimento.


transportes A importância da regulação do sinistro para o processo de ressarcimento Atualmente, o mercado segurador enfrenta uma fase complicada em relação à precificação do seguro. Uma verdadeira “guerra” de taxas, tornando, muitas vezes, o resultado da carteira de seguro de transportes uma odisseia, agravada com a crise e incerteza econômica e política que vivemos em nosso País. Nesse cenário, as seguradoras têm dado um foco especial ao ressarcimento contra o causador do dano, pois possibilita o reequilíbrio do resultado e a saúde da carteira. O comissário de avarias tem papel fundamental para o sucesso do ressarcimento, que nasce durante o trabalho de regulação do sinistro. Num primeiro momento, logo após a ocorrência do sinistro, o comissário de avarias, em conjunto com a seguradora, assume o papel de administrador de crise, sendo responsável pelas primeiras providências e instruções ao segurado e seu trabalho visa mitigar ou minimizar os prejuízos. Passada a crise inicial (implantada com a ocorrência do sinistro), o trabalho do comissário de avarias precisa ir além da apuração da causa, natureza e extensão dos danos. A seguradora e segurado esperam que a regulação seja completa, com apuração da possibilidade do ressarcimento. Para isso, o comissário deve ser objetivo. Deve evitar mencionar nos relatórios de regulação palavras como “possível”, “provável” ou “acredito”, para que não torne frágil o argumento da seguradora quando da solicitação

Vanderlei Moghetti é formado Administração de Empresas, pósgraduado em Gestão de Negócios. Comissário de Avarias, tem 28 anos de mercado segurador e atualmente é gerente de sinistro Marine da Argo Seguros Brasil.

do ressarcimento. Toda informação que o comissário mencionar no relatório de regulação deverá ser comprovada através de documentos. Por exemplo, mencionar no relatório de regulação que, no momento do sinistro, “provavelmente” o motorista desenvolvia a velocidade acima do limite permitido na rodovia. Tal informação sem comprovação do excesso de velocidade por meio da apresentação dos discos do tacógrafo ou da informação do excesso de velocidade no boletim de ocorrência torna frágil o pedido de ressarcimento. Quando identificado o causador ou causa do sinistro, o comissário de avarias deve instruir o processo de regulação com documentos legíveis que capacitem um pedido de ressarcimento. O ideal é que todos os documentos sejam colhidos antes da conclusão do relatório de regulação e pagamento da indenização. Para os sinistros mais complexos, se necessário, o comissário de avarias – com a autorização da seguradora – poderá indicar um perito para identificar a causa, natureza e extensão dos danos. Exemplificando, no caso de quebra de máquina, ele poderá indicar um engenheiro mecânico para avaliar se a quebra ocorreu em razão de defeito de fabricação, falta de manutenção etc. A apresentação do relatório de um especialista e/ou perito será importantíssima para fundamentar o ressarcimento. Vale salientar que a imparcialidade do comissário de avarias, embora contratado pela seguradora, é fundamental. O papel da seguradora é satisfazer economicamente e financeiramente a necessidade do segurado e ser justa. Por isso, o profissional deve regular o sinistro sem “paixões”, ou seja, apurando a real causa sem proteger ou prejudicar qualquer parte envolvida. O t r a b a l h o d e re g u l a ç ã o b e m d e s e n vo l v i d o é fundamental para a seguradora, que trabalha com margens tão pequenas e que, com o ressarcimento dos prejuízos, poderá reequilibrar o resultado da carteira. Para o segurado, poderá evitar que outro sinistro ocorra.


garantia O seguro garantia e o relatório final de regulação do sinistro O crescimento do mercado de seguros no Brasil, mesmo diante da atual crise financeira e política, está resultando na maior procura das seguradoras por escritórios de advocacia capazes de lhes fornecer o devido suporte técnico-jurídico, seja na fase de criação e comercialização de seus produtos, seja no momento do sinistro. No ramo de seguro garantia, produto que assegura o cumprimento de obrigações constantes de contratos firmados pela Administração Pública ou entre particulares, tal situação não é diferente e merece uma atenção ainda maior por todos os envolvidos em tais operações. Isso porque, com o declínio da economia, a forte variação cambial e as incertezas que pairam sobre a nossa política, presenciamos um cenário extremamente favorável aos descumprimentos contratuais e consequentes sinistros. Assim, ao analisarmos os procedimentos que envolvem a condução de processos de regulação de sinistros, em especial no âmbito do seguro garantia, percebemos que todos os agentes de mercado deverão observar os ditames da Circular Susep nº 477/2013, a qual orienta as condições padronizadas do produto e determina outras providências correlatas. Ao segurado e ao tomador, cumpre observar a todo o momento a referida norma e a relação de interdependência que existe entre o “contrato principal” e o contrato de seguro garantia. Ademais, é importante repisar que os processos de regulação de sinistro devem contar com a total colaboração do segurado e do tomador na elucidação dos fatos e apresentação dos documentos solicitados, sob pena de serem adotados posicionamentos conflitantes pelas Seguradoras e desprovidos de correspondência técnica e/ou jurídica para com a realidade. As seguradoras também deverão observar as determinadas diretrizes em suas regulações, com a solicitação de documentos e informações aos envolvidos, e também no encerramento do referido processo, com a emissão do “relatório final de regulação”, conceituado como o “documento emitido pela seguradora no qual se transmite o posicionamento acerca da caracterização ou não do sinistro reclamado, bem como os possíveis valores a serem indenizados”. Conforme se observa, o relatório final deve ser o documento pelo qual a seguradora sintetiza todas as informações que recebeu das partes ao longo de seu processo de regulação e apresenta o seu posicionamento, que pode ser firmado por via de regra, pelo reconhecimento da cobertura securitária e pagamento da indenização correspondente ou pela negativa. Na hipótese de pagamento, cabe à seguradora analisar os prejuízos apresentados e verificar quais se encontram inseridos na cobertura securitária contratada. De outro

Dr. Bruno Lacerda Gusmão é sócio da Haüptli Advogados & Associados e c o o rd e n a d o r d o N ú c l e o d e Consultoria

modo, a negativa de cober tura consiste em um posicionamento mais complexo, diante das consequências do referido ato para as partes envolvidas e até mesmo para a percepção do produto pelos mais diversos setores de produção e a sua correspondente e necessária inserção na economia, por tratar-se de um produto relativamente novo e em constante difusão. Com efeito, embora a seguradora tenha o poder de decisão com relação ao sinistro reclamado, deve ter o cuidado necessário para não assumir a posição de mera julgadora das questões que lhe foram apresentadas ao longo da regulação do sinistro, possuindo o dever de apresentar, mesmo que resumidamente, os fundamentos pelos quais, nos termos do contrato de seguro, da legislação, da doutrina e jurisprudência sobre o tema, não reconhece a cobertura securitária. Ao respeitarem tais preceitos, preservando uma relação de cooperação, fundada nos princípios da lealdade e da boafé, em consonância com o disposto no art. 765 do Código Civil, as partes (segurado, tomador e seguradora) costumeiramente atingem o resultado esperado com o processo de regulação, o qual não serve apenas como delimitador do posicionamento da seguradora em relação ao sinistro, mas também pode auxiliar em futuras e eventuais discussões que possam ser entabuladas perante o Poder Judiciário e/ou outros órgãos voltados para a resolução de conflitos. Neste ponto, o processo de regulação de sinistro pode inclusive figurar como elemento probante, dispensando a produção de outras provas em tais situações, nos termos do art. 427 do Código de Processo Civil, o qual autoriza ao juiz dispensar a prova pericial quando as partes apresentarem pareceres técnicos ou documentos elucidativos que considerar suficientes. Pelo exposto, verifica-se a importância da adoção pelas seguradoras de medidas que garantam uma “boa regulação de sinistro”, desde a solicitação de documentos, realização de reuniões, vistorias e posterior encerramento com o relatório final de regulação, documento de extrema importância que pode servir como balizador da transparência e boa-fé da seguradora e instrumento de propagação de seu diferencial e de sua seriedade perante o mercado.


empresarial Seguros PME por nichos para os clientes de linhas pessoais alavancam carteira Desde 2012, a Liberty Seguros tem investido no segmento de PME (pequenas e médias empresas) com a estratégia de comercialização para atender os segurados das linhas pessoais. Para o vice-presidente Comercial da seguradora, Paulo Umeki, existe forte ligação entre as pessoas que contratam produtos pessoais e aquelas que contratam PME. “Fizemos uma estratégia para os corretores de seguros, que são nossos grandes parceiros. Saímos do mercado de grandes empresas, e hoje atuamos com empresas de até R$ 10 milhões de patrimônio. É um mercado potencial de 950 mil empresas no Brasil. Por isso, tivemos crescimento neste segmento de 42% em quatro anos”, afirma. “O que também nos atraiu foi verificar que somente 30% dessas empresas tinham seguros. Aí nos debruçamos em estudar como atingir esse público, entender por que tantos pequenos empresários, que normalmente tinham seguro de automóvel, não faziam seguro de seus comércios”. Segundo o executivo, a seguradora verificou que a indústria, de maneira geral, colocava todas as empresas debaixo de um único seguro genérico e o pulo do gato foi segmentar produtos para cada ramo de atividade, “de modo que quando o cliente lesse a apólice, enxergasse lá o seu negócio”. Assim nasceu a linha de nichos empresariais, que agrega seguro para escolas, escritórios, floriculturas, hotéis e pousadas, pet shops, salões de cabeleireiros, dentre outros. “Para cada produto criamos coberturas específicas que o genérico não tinha. Por exemplo, no nicho floricultura tem a cobertura de dano para mercadorias em trânsito, deteriorização de flores por paralisação da câmara fria (quem tem uma floricultura sabe o que é isso) e até mesmo cobertura para roubo de arranjos. Por meio de pesquisa com os próprios empresários, fomos desenvolvendo um produto para cada ramo de mercado, nós fomos inovadores neste segmento”, defende. Depois do lançamento em 2012, os seguros empresariais por nichos vêm crescendo 20% ano a ano, mesmo com a crise, e já são 43 mil clientes segurados neste segmento. “O prêmio médio por seguros de nicho é de R$ 1.500 por ano, ou seja, dispondo de quase a metade do que gasta com seguro automóvel, o cliente pode fazer o seguro de seu comércio ou pequena empresa”. Não apenas nesta área, mas todos os produtos que a seguradora tem criado passam pela política das pesquisas de mercado. “Colocamos corretores e consumidores para avaliarem, tudo isso coordenado por nossas áreas de marketing e desenvolvimento de produtos”. A seguradora criou em 2016 um Conselho de Corretores, de todas as regiões, que trabalham com todas as carteiras de seguros da companhia, para ajudarem na formatação de produtos e de treinamentos que possam ajudálos a ajudar a companhia. “Os corretores de seguros são a nossa

locomotiva, pois estão na ponta, por isso queremos estar muito próximos deles. O Conselho foi criado este ano, mas já tem dado resultados muito bons”. Outra área que trabalha em parceria para aprimorar os serviços é a de gerenciamento de riscos. “Trabalhamos sempre com uma integração total com a cadeia de valor. Uma boa gestão de sinistro começa com apoio ao gerenciamento de risco. No segmento de PME oferecemos curso de estocagem, explicamos cuidados que o cliente precisa tomar para evitar roubo de mercadoria. Em automóvel, para evitar sinistros, temos os produtos de gerenciamento e rastreamento. Mesmo assim, os sinistros acontecem. Quando acontece, nós temos peritos próprios para regular e ainda parceria com empresas, cujo trabalho das prestadoras é controlado por nossa equipe interna de gestão de risco. Aprendemos muito com as regulações para aprimorar as aceitações, para evitar que novos sinistros aconteçam, para melhorar a prevenção e, consequentemente, trabalhar com menor índice de ocorrências”. Crise x oportunidades A crise afetou o desempenho da carteira, que poderia ter crescido mais, porém, de acordo com Paulo Umeki, pelo fato de que a cada ano são lançados nichos, os efeitos da crise acabam sendo minimizados com novos produtos. “Neste segundo semestre de 2016 criamos seguro para instituições religiosas, para drogarias e perfumarias. Também criamos um seguro muito interessante, chamado Transporte Fácil, uma apólice global de cobertura anual de seguro de transporte para pequenas empresas, com a qual o transportador não precisa informar embarque a embarque – quando declara o faturamento anual já resume em média todos os embarques que faz ao ano, e, com isso, é emitida uma apólice simplificada, o segurado não precisa ficar com medo de esquecer de passar alguma informação”, conta. “São essas novidades que têm ajudado bastante com o crescimento e enfrentarmos essa crise que realmente é muito forte”. Ele ressalta que neste momento de crise é ainda mais importante a proteção dos seguros. “Estamos com novos produtos, incentivando os corretores a buscarem novos clientes, levando a mensagem que quando se está com mais dificuldade é que o seguro é importante, para manter a perenidade do negócio em qualquer situação. Seguro oferece proteção contra lucros cessantes, dá a possibilidade de planejar um negócio”. Para o executivo, a crise vinha sendo potencializada por uma expectativa negativa por conta da instabilidade política, que agora diminuiu. “A tendência agora é recuperar o crescimento do setor e, inclusive, ainda mais nos nichos de PME”.


direito securitário Ressarcimento no ramo de automóvel O ressarcimento na carteira de seguro de automóvel é de suma importância para as seguradoras, ainda mais neste momento de crise onde as vendas caíram vertiginosamente e vivemos o pior primeiro semestre desde 2006. Como consequência os novos contratos de seguro de automóvel também foram afetados, assim, quanto maior a qualidade e eficácia no ressarcimento, melhor o resultado da carteira de automóveis, até gerando lucro em determinadas seguradoras onde a carteira andava negativa.

Drª Melissa Zanini é advogada sócia da Haüptli Advogados & Associados. Tem 13 anos de experiência em Ressarcimento Administrativo e Judicial, atuou nas seguradoras Porto Seguro e HDI Seguros na área de jurídico contencioso.

ilícito” e “Art. 927. Aquele que, por ato ilício, causar dano a outrem, fica obrigado a repara-lo”. Se pensarmos na função social do contrato que visa minorar os custos para a massa de segurados, é possível entender que o ressarcimento de indenização que busca o órgão segurador trata do princípio da mutualidade, onde se busca não apenas uma reposição da perda material, mas também a diminuição do prêmio cobrado de toda uma coletividade. Caso o terceiro, causador do sinistro, não assuma sua responsabilidade e se negue a realizar o ressarcimento dos valores devidos, restará às seguradoras buscar o ressarcimento por meio judicial, sendo este o caminho mais longo. Fonte: Agência Autoinforme

Com as indenizações devidamente pagas, as seguradoras subrogam-se ao direito de pleitear junto ao terceiro, causador do acidente, o ressarcimento dos valores pagos a título de indenizações e demais despesas geradas em decorrência do sinistro coberto e pago. Assim, buscando equilibrar os prejuízos que sofrem e para não repassar o custo final aos segurados, as seguradoras se utilizam do ressarcimento que podem ocorrer de duas formas, sendo a primeira via administrativa, quando o responsável admite a culpa e paga o dano ocasionado de forma amigável; ou judicial, quando o causador não quer indenizar por não admitir a culpa no evento danoso. A importância do ressarcimento para fluxo financeiro das seguradoras é de suma importância, o lucro de uma carteira de automóvel soma-se com a “venda de seguros”, venda de salvados e valores reavidos por meio de ressarcimento. O ressarcimento de danos causados por terceiros está amplamente regulamentado em nosso ordenamento jurídico, como preceitua o artigo 786 do Código Civil: “Art. 786. Paga a indenização, o segurador sub-roga-se, nos limites do valor respectivo, nos direitos e ações que competirem ao segurado contra o autor do dano”.

É importante que se preencha os requisitos informados para que o segurador peça o ressarcimento dos valores pagos a título de indenização securitária, sendo eles: culpabilidade efetiva do terceiro, provas documentais, testemunhais, periciais entre outras permitidas em nosso ordenamento jurídico que confirmem a culpabilidade do terceiro; legitimidade do terceiro para responder no polo passivo da demanda judicial, e por último, mas de extrema importância, a liquidez do responsável. Poderão ser cobradas nas ações de ressarcimento não só o valor a indenização securitária, como também os demais gastos tidos pela seguradora referente ao sinistro, desde que, sejam devidamente comprovados. Tal direito também está ressalvado no Código Civil, em seu artigo 944, parágrafo único. Vejamos: “Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano. Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização”. E o artigo seguinte continua: “Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano”. Por isso é de extrema importância que se verifique a culpabilidade do causador do evento, bem como, que tal culpa seja demonstrada por meio de documentos e demais provas permitidas no direito.

O Código Civil dispõe ainda em seu artigo 349: “349. A subrogação transfere ao novo credor todos os direitos, ações, privilégios e garantias do primitivo, em relação à dívida, contra o devedor principal e os fiadores”.

Deverá o segurador atentar-se ainda ao prazo prescricional previsto em lei. Vejamos: “Art. 206. Prescreve: (...)§ 3º Em três anos:V - a pretensão de reparação civil. ”

O ressarcimento de valores está previsto nos artigos 189 e 927 do CC que dispõe: “Art. 186. Aquele por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ao

Diante do acima explanado é possível entender a importância da regulação e, em especial, a apuração dos fatos no momento e local onde ocorreu o sinistro, destarte vai determinar as probabilidades de êxito no ressarcimento.


transportes Seguradoras e os Incoterms Durante muitos anos, falamos aos amigos seguradores e corretores sobre a importância dos Incoterms para as suas atividades de seguro. E sempre observamos que era muito difícil encontrar alguém do ramo que entendesse efetivamente este importante instrumento. Havia quem sequer soubesse o que era isso. Nunca entendemos como alguém poderia ser segurador ou corretor atuando no comércio exterior sem conhecê-lo. Parece-nos que, ultimamente, e finalmente, isso tem mudado. Seguradoras têm dado mais importância aos Incoterms, começando a querer entendê-lo. Nos últimos meses, diversas delas têm nos procurado para ministrar palestras sobre o assunto em suas dependências. É uma clara mudança em relação ao status anterior, de não dar importância a esse instrumento básico na área de seguros. Antes era, provavelmente, entendido apenas como uma condição de venda e compra, e de simples interesse de vendedores e compradores. Mas os Incoterms são muito mais do que isso. Como ensinamos nossos alunos, ouvintes, interlocutores, o instrumento representa o princípio de qualquer processo logístico. Definido um Incoterms, define-se uma logística. Quais são as obrigações do vendedor e as do comprador. E essas obrigações incluem a entrega da mercadoria em boa ordem, pelo vendedor ao comprador. E reposição ou reparo de uma mercadoria perdida, avariada etc. Os Incoterms 2010 são compostos por 11 termos, sendo que dois deles se referem diretamente a seguro. Mas os Incoterms não se compõem de apenas 11 termos, ou seja, aqueles da ultima revisão. Todos os Incoterms, desde 1936, passando pelas suas revisões de 1953, 1967, 1976, 1980, 1990, 2000 são válidos. Isso porque os Incoterms não são lei, nem convenção internacional. Os Incoterms são tão somente um conjunto de regras composto por usos e costumes. O que significa que não morrem. Qualquer um deles pode ser utilizado, conquanto se mencione nos contratos qual a sua revisão. Mas, isso depende do país, e o Brasil, por exemplo, mata os Incoterms anteriores na importação, já que o Siscomex somente permite o registro dos termos da última versão. Apenas na exportação se permite o uso de termos de versões anteriores. O que mostra, também aqui, uma vez mais, nosso subdesenvolvimento e de que não somos um país de comércio exterior. As seguradoras, quanto a seguro de comércio exterior, têm muito a ver com os Incoterms. E devem conhecê-lo muito bem se querem realizar um trabalho adequado e que atenda seus clientes como se deve. Inclusive a elas próprias quanto a sua sobrevivência como empresa de primeira linha. Nos Incoterms, temos dois termos que exigem a contratação de seguro na operação de venda e compra. Todos os demais termos não obrigam sua contratação, mas apenas colocam determinada parte como responsável pela integridade da mercadoria. A parte responsável depende do termo utilizado.

Samir Keedi é bacharel em Economia, professor de várias universidades e da Aduaneiras e autor de vários livros em comércio exterior

Os termos que obrigam sua contratação são os CIF – Cost, Insurance and Freight (Custo, Seguro e Frete) e CIP – Carriage, Insurance Paid (Transporte e Seguro Pago). E a utilização de ambos precisa ser adequada. E, para isso, o conhecimento deles deve ser integral. Não se pode conhecê-lo apenas parcial e superficialmente. O seguro não deve ser contratado apenas conforme determinação dos Incoterms, mas, também, de acordo com o contrato de venda e compra, que pode e, muitas vezes, deve alterar as condições impostas pelos Incoterms. Isso porque os Incoterms impõem que o seguro deve ser contratado, no mínino, por 110% do valor da operação. O que significa que, ser for contratado apenas pelos 100%, não cumprirá a determinação desse instrumento. Isso somente pode ser feito se o contrato “subverter” essa regra dos termos CIF e CIP. Também há a questão da cláusula de seguro básico a ser contratado. Os Incoterms obrigam a contratação mínima da cláusula básica “C”. E é sabido que a contratação dessa cláusula nem sempre é adequada à determinada operação. Pois o comprador, mesmo tendo um seguro contratado, poderá não ter “seguro”. É que ele não cobre todas as necessidades de todas as mercadorias. A saída será o comprador contratar um seguro complementar a cláusula “C”, ou estabelecer no contrato com o vendedor a contratação de um seguro mais adequado. Portanto, percebe-se que não se pode contratar, em nenhuma hipótese, qualquer seguro de transporte internacional sem o devido conhecimento dos Incoterms. Ou da parte do segurador ou da parte do comprador. O mais importante, talvez, seja o perfeito conhecimento por parte da seguradora, já que os comerciantes, a considerar nossa experiência e vivência de 4,5 décadas no comércio exterior, nem sempre estão muito interessados nisso. Aí deve entrar a seguradora com sua experiência, para agir como uma seguradora de fato. E, em especial, como a assessora perfeita do segurado nas questões de seguro e preservação da mercadoria do comerciante. Esperamos que, como temos visto neste ano, as seguradoras continuem se interessando cada vez mais por este assunto, básico para suas pretensões de seguradora de transporte internacional. Quem não conhece, não tem como prestar um serviço adequado, seja lá em que área da atividade humana se queira abordar. Somente o conhecimento dá segurança e realiza um bom trabalho. E segurança é com a seguradora.


capa

Novas e modernas instalações refletem momento de c O Grupo Fox mudou de endereço, passando a atender em modernas instalações no bairro da Pompeia. O novo escritório está localizado na Avenida Francisco Matarazzo, 1752, em seis conjuntos do 17º andar do Edifício Casa das Caldeiras – Empresarial, em frente ao shopping Bourbon Pompeia. Todas as equipes que estavam locadas no escritório no bairro do Limão, que foi sede da Fox Regulação & Auditoria por 21 anos, já se mudaram para o novo endereço, no início de agosto. Os telefones do escritório também são novos: (11) 3858-3234/ 3965-9001. O Call Center continua o mesmo, atendendo o mercado de seguros 24 horas, sete dias por semana, no 0800-109687. A empresa de regulação contabiliza atualmente mais de 50 colaboradores internos, além de mais de 100 prestadores de serviços diretos. Internamente, são dois diretores, cinco funcionários no Call Center, um no jurídico da reguladora, um atuarial. A área de property conta com 12 pessoas e há duas vagas para contratação; a área de transportes/ roubo tem oito funcionários e três vagas; a área de transportes/ avarias e acidentes (vistorias) tem cinco trabalhando e uma vaga; a área de automóvel tem quatro atuando e duas vagas; a área d e s e g u ro s d e p e s s o a s ( v i d a e D P VAT ) t e m c i n c o colaboradores e duas vagas. Além disso, há quatro funcionários no financeiro, um no apoio operacional, uma secretária/ assistente da diretoria; uma recepcionista, e duas funcionárias na copa. Para facilitar o trabalho, outra empresa do grupo, a Haüptli Advogados & Associados , que atendia em escritório na Vila Olímpia, também virá para o Edifício Casa das Caldeiras, em conjuntos de escritórios no andar acima da Fox Reguladora & Auditoria. A empresa conta, atualmente, com quatro advogados, três estagiários e uma recepcionista, mas deve crescer com a contratação de mais juristas especialistas em ramos de seguros tratados pela empresa. “As novas instalações do Grupo Fox vêm para representar o novo momento da empresa, de sólido crescimento após mais de duas décadas de atuação e respeitabilidade no mercado de seguros. Além de melhor acomodar todos os nossos

Parte da equipe no novo escritório


crescimento do Grupo Fox colaboradores, que são o mais valioso ativo de nossa empresa, quisemos motiva-los a se dedicarem ao trabalho e construírem carreira conosco”, afirma o sócio-diretor Paulo Rogério Haüptli. “Temos diversas vagas em que queremos dar oportunidades de trabalho para que a pessoa se desenvolva conosco. Em muitos casos, preferimos que venha sem conhecer o mercado e, portanto, sem vícios, pois iremos preparar e qualificar com diversos cursos na área. Valorizamos o conhecimento e a educação e por isso contribuímos até mesmo com o pagamento de faculdade daqueles que têm o desejo e trabalham para crescer”. O novo escritório ainda está sendo decorado, mas já está aberto aos amigos e parceiros que quiserem fazer uma visita.


contratações Com novas contratações, Grupo Fox está cada vez maior e mais qualificado Thiago Donadeli – Engenheiro Civil Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Cidade de São Paulo – UNICID, Thiago cursa especialização em “Construções Civis – Excelência construtiva e anomalias”, no Mackenzie. Atuou no CIAP (Centro Integrado de Apoio Patrimonial da Polícia Militar) na elaboração de projetos de reformas e construções, vistorias técnicas de avaliações das condições de imóveis, elaboração de planilhas orçamentárias e cronogramas de obras, pareceres técnicos, desenvolvimento de projetos de arquitetura e instalações hidráulicas através de AutoCad. “Meu desafio no Grupo Fox é conhecer mais a área de seguros para compatibilizá-la com a engenharia civil e atuar nas vistorias e subscrições de riscos”, afirma.

Denilso Martins – Gestor da área de Property Formado em Administração de Empresas pelas Faculdades Rio Branco e pós-graduado em Gestão de Projetos pelo Mackenzie, Denilso se prepara para cursar Direito, com o objetivo de agregar conhecimento e ter acesso a outras áreas dentro do “dinâmico mundo do seguro”. Foi funcionário público, trabalhando dois anos no Centro Paula Souza – FATEC, no departamento de Ensino Geral, onde promovia reuniões com os servidores administrativos, objetivando a melhoria contínua e o pronto atendimento de demandas da unidade de ensino. “Estou hoje no Grupo Fox para gerar atitudes, proatividade, expertise e determinação a partir de 'mim'. Há uma frase da executiva Indra Nooyi, da PepsiCo, que levo comigo e que diz: 'Se você quer melhorar sua organização, tem de melhorar a si mesmo e a organização é puxada por você'”. Como gestor da área de Property, ele desenvolve atividades de análise (cenários econômicos, concorrência etc), planejamento (metas, custos, objetivos), organização (planos de ação), liderança (coordenação de equipe, negociação) e controle (acompanhamento de planos de metas, recursos).

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Paulo Rogério Júnior – Atuário Formado em Ciências Atuariais pela PUC-SP, Paulo Júnior tem conhecimento em precificação de seguros nos ramos automóvel, empresarial, residencial e vida por ter atuado na área de produtos massificados em um banco e em uma das maiores seguradoras do planeta com foco em massificados e produtos empresariais. Cursa Direito na FAAP, com o intuito de aperfeiçoar a área jurídica com as técnicas atuariais. “Meu maior desafio será utilizar o conhecimento que trago de seguradoras e incorporá-los ao Grupo Fox, além de fazer com que a empresa cresça de forma exponencial e se torne ponto focal dentro do mercado”, garante.

seguradora Especialização oferece vantagens no atendimento Estruturada no Brasil como uma seguradora de único ramo – garantia, a Berkley Seguros quer se diferenciar no mercado como especialista em nichos. A empresa não faz seguro para pessoa física, mas, além dos segmentos Garantia e Transportes, tem investido nos riscos financeiros da Linha Casualty – que contempla Responsabilidade Civil Geral (RCG), RC Profissional (E&O) e D&O (Directors and Officers). “A companhia nasceu no Brasil como especializada em Garantia, mas no exterior é conhecida pela expertise em Casualty e quer que seja assim também aqui”, afirma Frank Bozic Junior, diretor de Sinistros. Atuando de forma especializada em determinados ramos, a empresa conta com profissionais especialistas em cada modalidade. “Visando crescimento, a companhia trouxe profissionais de peso do mercado. Temos profissionais seniores em cada uma das nossas áreas de atuação. Além de conhecer bem cada carteira, esses especialistas têm um canal aberto com o corretor, para tratar cada caso tailor made”. A equipe interna de sinistros da Berkley é composta por sete profissionais, e a seguradora conta com o apoio de prestadores de serviço, como o Grupo Fox. A meta da seguradora é ser reconhecida pela qualidade de atendimento, rapidez na resposta e na indenização. “Investimos em tecnologia e desenvolvemos um sistema que mostra claramente ao segurado tudo sobre seu seguro e sinistro. O sistema nos garante agilidade de atendimento, controle de prazos, e proximidade com os corretores. O fato de a Berkley ser feita de especialistas e ter poucos ramos resulta em um atendimento fácil, pois todos os envolvidos dominam totalmente o assunto que estão tratando”.


corretores Diálogo para promover percepção do momento e evoluir Sou uma pessoa que valoriza muito o diálogo. Nós seres humanos temos esse diferencial que deve ser aproveitado. É muito mais fácil conviver, trabalhar e evoluir expressando opiniões e ouvindo o que as pessoas ao redor pensam. Entender as necessidades do cliente (ou do associado) para melhor atende-lo, ilustra bem isso. À frente do Sincor-SP, tenho procurado dizer as coisas num sentido fácil de entendimento porém de uma amplitude muito grande, inclusive participando de eventos com corretores de seguros todo o país. As coisas não acontecem por acaso, há convergência de ideias, e não porque alguém copiou o outro, mas porque há uma necessidade e várias cabeças se dispõem a achar a solução para aquilo. Minha missão, no Sincor-SP, não se restringe a representar uma importante entidade patronal, tenho ciência que estou à frente de uma força de vendas poderosíssima. Se o Brasil produz anualmente R$ 200 bilhões de prêmios de seguros, sendo metade em São Paulo e, destes, 80 a 90% é distribuído por corretores de seguros, somos uma equipe de vendas que produz de R$ 80 a 100 bilhões por ano distribuindo seguros. A força é, inequivocamente, mérito de todos os corretores, mas cabe a mim representar e potencializar muito bem isso. Por isso, ao assumir o comando do Sindicato, desenvolvemos e disseminamos o conceito do empreendedorismo, antes de imaginar esse cenário econômico turbulento pelo qual o Brasil passa, até porque postura empreendedora deve ser mantida sempre, mas agora é totalmente aderente a esse momento de crise. Nosso mercado tem crescido mesmo na crise, mas é preciso reinventar-se para acompanhar as transformações e os novos momentos. Um cliente não precisa de todos os seguros em um único momento, mas certamente tem vários momentos nos quais vai precisar de tudo o que temos a oferecer a ele. Essa visão é, sem dúvida, a nossa grande salvaguarda, é isso que vai dar perenidade ao nosso negocio, rentabilidade e racionalidade em nossa operação no dia a dia. No primeiro quadrimestre do ano o mercado de seguros cresceu 7,52%, e o ramo de automóvel caiu 3,82%. Percebese que houve um mix, alguém está vendendo alguma outra coisa para alguém, alguém não está mais vendendo tanto seguro de automóvel como gostaria, por uma série de situações do momento, mas o mercado cresceu fruto da diversidade de oferta de outros produtos. A visão completa do cliente é importantíssima nesse momento para a identificação de oportunidade e assertividade de ofertas. Existem tantas outros caminhos, é preciso troca de informações, aproximação com seguradoras, com colegas, lideranças, para identificar onde estão as melhores

Alexandre Camillo é presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo) na gestão 2014-2018, começou sua carreira no mercado de seguros há 35 anos. parcerias. É discutindo os problemas que se consegue produzir soluções. Vivemos um momento de transição num período de turbulência. Mesmo sem a crise, que é passageira, o mundo já passa por profunda transformação, de valores e comportamentos, como já houve outros ciclos no passado. Não apenas na esfera profissional é preciso ter todos os sentidos aguçados para a perfeita percepção e compreensão pessoal disso tudo. O corretor ainda mantém uma relação longeva e de confiança com seus clientes, que quase não existe em outras indústrias, sendo o segurado fiel a ele (e não à seguradora) por décadas. Essa nossa grande riqueza – que muitas vezes é pouco percebida e, por isso, pouco explorada –, está sob ameaça. Com a transição comportamental da sociedade, a nova juventude não vem com esse perfil de fidelidade. É preciso agregar muito mais valor, ser muito útil para manter o cliente. E este novo cenário certamente traz suas oportunidades, de se diferenciar para ser percebido como solução. Essa transição é um dos grandes desafios deste momento e não tem nada a ver com crise, é comportamento humano. Não há liderança ou alguém no mundo que possa impedir essa transição, a não ser alertar, orientar para a construção de nosso futuro. O mundo hoje tem em abundância três recursos – mesmo que estejam nas mãos de poucos, e alguém tenha apenas um, ou dois, ou os três – que são: intelectuais, tecnológicos/ científicos e financeiros. Esses três recursos, isoladamente ou em grupo, estão procurando onde se aportar e obter o melhor retorno. Certamente, a indústria de seguros e a corretagem são atrativas para esses movimentos, que vão produzir transformações, para as quais teremos que estar atentos e nos adaptar, sem que tenha nada a ver com crise, mas com o curso da mudança de tempos. Esse diálogo, para promover essa percepção, é o que nos propiciará realmente evoluir. Isso me motiva a falar com os corretores de seguros, leva-los à reflexão e à criação de uma consciência comum. Publicado no JCS – Jornal dos Corretores de Seguros, do Sincor-SP


seguro de crédito Oportunidades do seguro de crédito doméstico e à exportação Instrumento financeiro, o seguro de crédito doméstico e à exportação, é, em verdade, muito mais que simples apólice de seguro, trata-se de um produto altamente eficaz e largamente utilizado há mais de 100 anos na Europa e nos Estados Unidos. Sua essência abrange a cobertura de inadimplência ou insolvência de recebíveis performados entre pessoas jurídicas, nas vendas financiadas de bens, produtos e serviços prestados. Já pelo lado financeiro, o segurado tem o benefício de poder utilizar a apólice como garantia nas operações de antecipação de recebíveis em bancos que passam a figurar como beneficiários das indenizações em sinistros cobertos. Gerando assim uma alavancagem em suas linhas de crédito bancário. No Brasil, face à última crise mundial de 2008 e a atual, motivado pelo aumento substancial da inadimplência das empresas brasileiras em honrar seus compromissos, nota-se uma demanda crescente, mas ainda muito incipiente no uso do instrumento, seja pelo pouco conhecimento ou pela tecnicidade do produto. No entanto, acreditamos que a cada indenização paga pela seguradora ao segurado ou ao agente financeiro, tangibiliza-se a percepção dos serviços prestados. São benefícios desde a contratação: 1) análise do portfólio “curva ABC”, 2) monitoramento constante do comprador, 3) cobrança das faturas em atraso e 4) a indenização em caso de sinistro coberto. Assim são f or m ados os quat ro pi l ares que pres er vam a rentabilidade da empresa e protegem o capital do acionista/ cotista contra as adversidades, momentos de instabilidades e também o crescimentos sustentável de faturamento, atingindo novos clientes, novos mercados e países quando a empresa exporta. Diferente de uma apólice de seguro tradicional, muitas vezes renovada por anos e felizmente não utilizada – veículos, residência, entre outros – no seguro de crédito a

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Luciano Mendonça é diretor de Gerenciamento de Mercado, Subscrição Comercial e Distribuição da Euler Hermes Seguros

sua utilização é diária, não exclusivamente pelo processo de sinistro, mas pela gestão de crédito, consulta de limites de créditos, inclusão ou exclusão de clientes, declaração de faturamento ou geração de endossos para bancos. O corretor de seguros que se especializar nesse ramo terá o beneficio de estar mais próximo dos gestores das empresas, normalmente os contratantes deste tipo de seguro, participando e interagindo nas decisões da empresa, fidelizando sua corretora como uma parceira estratégica no crescimento de uma empresa. Focando um caso prático, na logística nacional e internacional os fretes são serviços prestados por diversas empresas nacionais que faturam esses serviços para seus clientes com prazos de 150 dias, esses recebíveis figuram no contas a receber das empresas e estão sujeitos à inadimplência ou insolvência. A seguradora possui expertise para avaliar e antecipar esses riscos, garantindo a liquidez com estruturas customizadas, flexíveis e ajustadas a cada tipo de empresas. O corretor de seguros tem à sua disposição no Brasil a seguradora Euler Hermes Seguros de Crédito S/A, líder mundial em seguro de crédito, detentora de 34% do market share mundial e uma carteira de segurados de 52.000 clientes em todo o mundo, presente em mais de 50 países. Sua base de dados de riscos globais tem mais de 40 milhões de companhias monitoradas e disponibiliza a seus segurados uma equipe com 1.500 experts de risco, que processam mais de 20.000 pedidos de limites de crédito recebidos a cada dia, e realiza 1.700 indenizações a cada semana em todo o mundo, com mais de 380.000 processos anuais de cobrança gerenciados em 130 países. O mercado brasileiro detém por volta de 1.000 apólices, distribuídas em poucos corretores especializados. Surge aqui, diante da quantidade de empresas brasileiras, uma grande oportunidade de crescimento para todos os corretores de seguros que desejarem participar deste mercado.


tecnologia O desafio digital chega às seguradoras brasileiras Em um mundo de pessoas conectadas e cada vez mais dependentes das tecnologias, a revolução digital tornou-se uma realidade, ocupando um lugar de destaque entre as prioridades das organizações. Todos os segmentos da indústria estão sendo impactados pelo digital business, que se tornou fundamental para as companhias que querem manter-se competitivas. No ramo das seguradoras, o cenário não é diferente. Uma recente pesquisa realizada com cerca de 450 executivos de seguros, revelou que 90% das seguradoras no mundo e 100% das brasileiras esperam que o ritmo da mudança tecnológica aumente drasticamente nos próximos três anos. Além disso, 83% das seguradoras acreditam que a Internet das Coisas (IoT) irá promover mudança significativa ou transformação completa na indústria. No Brasil, este percentual sobe para 91%. Segundo esta mesma pesquisa, 100% das seguradoras brasileiras acreditam que a adoção de modelo de negócio baseado em plataformas e o envolvimento em ecossistemas de parceiros digitais são fundamentais para o sucesso. Ademais, 83% acreditam que esse tipo de modelo de negócio fará parte da estratégia de crescimento da seguradora dentro de três anos. Entretanto, tornar-se uma empresa digital não significa apenas conhecer ou utilizar tecnologia. Não se trata apenas de oferecer aplicativos e prover transações em celulares. O conceito vai muito além de interfaces amigáveis em dispositivos móveis. Para ser digital é preciso repensar a operação por inteiro, desde a interface com o cliente até os processos internos, passando pelo backoffice e abrangendo a relação com parceiros e fornecedores. No caso das seguradoras, algumas funções já vêm sendo ofertadas aos clientes na modalidade de autosserviços e personalização, como a tarifação e o pagamento conforme a utilização (pay-how-you-use, pay-as-you-drive etc), o uso dewearables para antever e prevenir doenças (reduzir custos dos “sinistros”), a vistoria pelo próprio usuário e aviso de sinistro via mobile. Aplicativos que automatizam serviços são bons exemplos de como a conectividade e a IoT tornam mais fáceis os processos no mercado de seguros. Essas funções são fundamentais, porém são apenas a ponta do processo e não o suficiente para tornar uma seguradora realmente digital. A tecnologia precisa viabilizar as tendências de mercado. Hoje o foco está em ofertas de proteção, em oposição aos produtos convencionais. Proteger significa prevenir os prejuízos e fatalidades, ao invés de apenas pagar ou reembolsar sinistros. Para tal, é imperativo que se conheça cada vez mais os clientes, parceiros, seus hábitos, necessidades e níveis de exposição a riscos. O cliente precisa ser colocado no centro da empresa (customer centricity) e precisa estar conectado via múltiplos, fáceis e transparentes canais de relacionamento (omnichannel).

Acácio Alves é diretor Executivo da Provider IT, consultoria e provedora de serviços de TI com foco no mercado de seguros, previdência e saúde.acional de Direito do Seguro (AIDA)

O caminho para ser digital passa também pela capacidade da empresa de analisar, entender e antever as demandas de seu ecossistema (clientes, parceiros, concorrentes etc.), através da análise dos novos e diversificados dados disponíveis (big data). Segundo artigo da Forbes, embora o volume de dados criado nos últimos dois anos tenha sido maior do que a quantidade produzida em toda a história da humanidade, menos de 0,5% destes dados foram utilizados ou analisados. Como sabemos, os dados são o recurso natural do século XXI e quem deseja ser digital precisa saber transformar esta gigantesca matéria prima em valiosa e indispensável informação. Antes de pensar em tecnologia, a seguradora precisa mirar nos objetivos e nos benefícios esperados. Para tornar-se digital, por mais contraditório que pareça, é necessário focar em algo mais simples, flexível, rápido e barato do que o que já existe, ou algo capaz de atender um público novo, ampliando sua capilaridade. O mundo digital aproxima empresas e indivíduos e traz uma visão mais clara de seu ambiente, possibilitando às seguradoras a concepção de soluções mais adequadas e personalizadas. A transformação digital exige quebra de paradigmas e questionamentos por parte das seguradoras, quanto as suas estruturas, processos e produtos. Mais do que mudar, é necessário repensar a empresa, concebendo uma nova organização ao invés de apenas dar um “banho digital” em uma empresa existente. É imperativo ser disruptivo, adotando tecnologias que permitam às seguradoras fazer de forma diferente. Ser digital é o único caminho economicamente viável para tornarse mais competitivo. As seguradoras digitais são reconhecidas pelo caráter inovador, são ágeis e combinam seus negócios e produtos com a tecnologia para criar novos modelos de negócio e facilitar a vida dos clientes e parceiros. Este perfil faz com que essas empresas tornem-se mais presentes, fáceis de lidar, leves, rápidas, integradas, com operação mínima, custos mais baixos e preços menores. Com isso, podem prover uma experiência única, personalizada, sustentável e com maior valor agregado. Não se trata de usar mais tecnologia, mas permitir que clientes, parceiros, colaboradores e acionistas tenham mais sucesso através da mesma, enxergando-a como peça fundamental para promover essa mudança.


transportes Cadastro e consulta de documentos como ferramenta na operação logística serviços, como o monitoramento, escolta etc. Buscamos e consolidamos todas as informações para entregarmos aos gerenciadores de riscos”, esclarece. A contratação do seguro exige atenção às formalidades e pré-requisitos para motoristas e veículos que irão transportar sua carga. “Nossa assessoria está voltada às pesquisas e aos levantamentos das informações com exclusividade junto a fontes oficiais e, através de laudo técnico, podemos recomendar soluções para minimizar ocorrências de riscos, atender e/ ou indicar seguradoras e maximizar informações para um melhor resultado junto ao transporte rodoviário de cargas”.

O cadastro e a consulta de documentos dos profissionais relacionados ao transporte de mercadorias, principalmente os motoristas, está previsto pela Circular Susep 422/2011 que estabelece as regras básicas para a comercialização do Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga (RCF-DC). Mesmo antes de se tornar obrigatório em 2011, o procedimento é praticado há mais de 15 anos com objetivo de diagnosticar e de avaliar problemas documentais dos veículos, motoristas e dos proprietários, como também possíveis problemas relacionados ao comportamento desses profissionais envolvidos no transporte de cargas, principalmente aqueles mais suscetíveis ao desvio de conduta, com objetivo de praticar a apropriação indébita de mercadorias que estão sendo transportadas. O levantamento dessas informações documentais é de suma importância para o segmento de seguros de transportes, pois é quando serão avaliadas e verificadas todas as autenticidades, prazos de validade, entre outras informações relevantes, para não acontecer durante uma fiscalização o comprometimento desse transporte, podendo, em caso de irregularidades, o veículo ser retido e, consequentemente, a carga não chegar ao seu destino. Essa ferramenta resume-se em um banco de dados privado com acesso via web (internet), que permite aos usuários verificarem as informações relevantes para o processo de liberação dos veículos, e de seus profissionais para realização da viagem ao destino previsto. “A grande essência do nosso trabalho é auxiliar no g e re n c i a m e n t o d e r i s c o s , f o r n e c e n d o i n f o r m a ç õ e s importantes capazes de reduzir o risco do sinistro e evitar perdas”, defende Etso Montagnoli, diretor da SP Risk Análise de Risco, empresa que conta com um banco de dados atualizado em nível nacional. “É de suma importância para a cadeia logística iniciar um processo de transporte de cargas após a realização dos cadastros e as consultas, efetivando a ficha cadastral dos profissionais, somos especializados na criação de cada perfil profissional envolvidos nesta área. Com base em nossos dados, são estabelecidos outros

Segundo Montagnoli, depois de conferidos e aprovados os documentos, a empresa dá o ok para as gerenciadoras de riscos que aquele motorista pode rodar com o caminhão. “O serviço de cadastros e consultas é o apoio necessário para as gerenciadoras de riscos, e consequentemente é o apoio para companhia seguradora, formando um tripé para garantir uma melhor segurança do transporte. Nosso trabalho foi reconhecido pelo mercado e hoje em dia tornou-se uma ação obrigatória dentro da área de gerenciamento de riscos, um braço da cadeia de serviços”.


regulação Fraudes no seguro garantia As fraudes nas contratações de seguro são um acontecimento antigo e representam no Brasil cerca de 11,6% dos sinistros pagos, excluídos os ramos de saúde e previdência. Em que pese o esforço das seguradoras e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) no combate aos referidos crimes, com altos investimentos na modernização dos seus sistemas de emissão e controle, tais práticas fraudulentas ainda são comumente verificadas no interior do país, em regiões onde os recursos são escassos e menos favoráveis para apontar eventuais irregularidades. Ao analisarmos os casos relacionados ao ramo de seguro garantia, constatamos que os fraudadores se apresentam aos empresários com dificuldades financeiras e oferecem os seus bons préstimos, sustentando em síntese possuírem boas cotações para a contratação das apólices, muito menos onerosas do que as fianças bancárias. Ao intermediarem as contratações das apólices de seguro garantia, os fraudadores apresentam até mesmo os “corretores de seguros” em encontros realizados em salas comerciais identificadas como sedes das “corretoras de seguros”, parte de todo o esquema criminoso. Estes falsos corretores de seguros solicitam o recolhimento do prêmio de seguro, em contas bancárias identificadas como sendo pertencentes das seguradoras, mas que na realidade pertencem aos fraudadores. Os empresários, normalmente envoltos em crise financeira e entusiasmados com o baixo valor da contratação, realizam as transferências bancárias e recebem um documento falso disponibilizado pelo fraudador. Na grande maioria dos casos, a fraude acaba sendo descoberta apenas por ocasião da apresentação da apólice de seguro garantia ao segurado ou até mesmo por ocasião da ocorrência do sinistro, com o recebimento do aviso de sinistro pela seguradora. Apólice falsificada no interior do País Em caso prático, destacamos ocorrido no ano de 2015 em determinado local no interior do Brasil, onde um corretor de seguros de Curitiba resolveu adotar o papel de corretor e segurador ao mesmo tempo, recolhendo o prêmio em conta bancária própria e emitindo um documento falso intitulado “apólice” de seguro garantia, inclusive com seu principal cliente,

Paulo Rogério Haüptli é bacharel em Direito, professor universitário, diretor do Grupo Fox e titular da Haüptli Advogados & Associados

Dr. Bruno Lacerda Gusmão é sócio da Haüptli Advogados & Associados e Coordenador do Núcleo de Consultoria

uma vez que o risco não seria considerado relevante (Bid Bond). O referido corretor de seguros falsificou a apólice de uma determinada seguradora e o empresário (tomador do seguro garantia) realizou o respectivo pagamento do prêmio, em valor superior ao praticado pelo mercado, em face das dificuldades financeiras de sua empresa. O empresário não desconfiou do alto preço cobrado a título de prêmio, uma vez que diante da crise financeira não conseguiria contratar a apólice pelas vias regulares e assim, na ambição de obter a garantia para o seu cliente, acabou caindo no golpe com maior facilidade. Neste caso o segurado (órgão da Administração Pública) solicitou a confirmação de regularidade do documento perante a Seguradora que constava na apólice e acabou por saber que se trataria de uma apólice falsificada. O prejuízo neste caso recaiu sobre o empresário, o qual além de perder o valor objeto do prêmio, acabou por perder a licitação da qual participava. Ao empresariado fica a lição de sempre procurar solicitar informações concretas relacionadas à contratação do seguro perante a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Sindicato dos Corretores (Sincor) da região.

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riscos cibernéticos Gestão de riscos no varejo eletrônico: muito além da proteção do ambiente virtual Quando se fala em fraudes no e-commerce, que é a maior causa de fechamento de lojas que atuam nessa modalidade de venda, o ambiente virtual é o tema comum, com destaque à invasão das lojas de comércio eletrônico para roubo de dados, ataques para indisponibilidade do site, sequestro de banco de dados e fraudes nos meios de pagamento - com foco no cartão de crédito. Porém, para a proteção das operações de comércio virtual, é importante estar atento aos processos que vão além do ambiente de TI. Otimização e controles nos procedimentos de troca, proteção física dos estoques e gerenciamento dos riscos de transporte são fatores fundamentais para minimizar perdas no e-commerce. A gestão de vulnerabilidades no ambiente de TI é, sem dúvidas, impor tante. Contudo, eventos recentes divulgados na mídia, como prejuízos da ordem de mais de R$ 500 milhões em resultados de empresas sólidas, tiveram uma parcela relevante atrelada a movimentações físicas das mercadorias. Em outras palavras, fragilidades do mundo real podem causar danos severos nos custos de operação do comércio eletrônico, mas em muitos casos não estão entre os riscos prioritários na agenda dos executivos. Este tipo de prejuízo pode ter sido ocasionado por falha na logística reversa (ou devolução de mercadorias), processo secundário na operação de vendas de lojas físicas, mas quesito extremamente relevante para o comércio eletrônico. Relevante, porém negligenciado na operação logística da maioria dos e-commerces. De acordo com um estudo, publicado pela empresa americana Shorr, especializada em embalagens, 30% das mercadorias compradas online são devolvidas pelos clientes. O índice de devolução apenas expõe o risco potencial de perdas da empresa, vez que, estando os processos da logística reversa bem controlados, as perdas se restringem aos custos de coleta. Caso contrário, as perdas se estendem ao item comercializado.

Rodrigo Castro é líder da Prática de Prevenção de Perdas da Protiviti, consultoria especializada em auditoria interna, serviços em gestão de riscos e compliance.

Embora os valores relativos aos produtos roubados não tenham sido divulgados ou confirmados pela Polícia, estima-se que ultrapassou a casa das dezenas de milhões de reais. O episódio mostrou que o volume de estoques nos centros de distribuição pode ser altamente atrativo para roubos. Como medida para elevar a proteção patrimonial, é preciso realizar um diagnóstico dos círculos de segurança da operação logística. Perímetro, controle de acesso de pedestres e veículos, distribuição de equipe de vigilância, treinamento da equipe de segurança, interface com órgãos de segurança, sistema de monitoramento e vigilância e confinamento de itens de alto valor agregado são aspectos a serem considerados na análise e no reforço da proteção dos ativos. Se a elevação da proteção patrimonial é importante para o comércio eletrônico, o gerenciamento de riscos de transporte é item relevante para grande parte das lojas virtuais. Neste caso, a abordagem deve ser muito mais profunda e sistêmica, partindo-se de um mapeamento da mancha criminal, estabelecimento de parcerias com órgãos públicos de segurança e rastreamento dos grandes receptadores. É importante também a elaboração de um Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) com equipes de pronta resposta, dentre outras ações. Com uma abordagem sistêmica para prevenção ao roubo de carga, é possível reduzir as perdas em até 70%.

Além da logística reversa, a falta de mecanismos de proteção patrimonial dos estoques pode expor o comércio eletrônico a fraudes e perdas. Nas lojas virtuais que comercializam produtos de alto valor agregado e alta atratividade, a preocupação com a segurança patrimonial dos centros de distribuição deve ser foco prioritário.

Por último, mas não menos importante, o controle dos processos de separação, expedição e entrega da mercadoria deve estar no escopo de ações para redução de fraudes e desvios de mercadoria no comércio eletrônico. Em projetos de diagnóstico de riscos na operação logística, é possível constatar brechas simples que expõem o negócio a riscos relevantes. Processos logísticos bem controlados devem trabalhar com índices de erro abaixo de 0,1% em relação ao total expedido.

Um caso emblemático ocorreu em 2015 com um grande varejista nacional, cujo centro de distribuição, localizado no interior de São Paulo e que concentrava grande parte das entregas do comércio eletrônico, foi invadido por uma quadrilha especializada em roubo de cargas. A quadrilha entrou no depósito fortemente armada, subtraindo aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos.

O comércio eletrônico salta aos olhos dos executivos por ser um canal eficiente para conquista de mercado e aumento das receitas, com baixos custos de imobilização de ativos e de operação. Entretanto, se os riscos de fraude não forem gerenciados, os desvios de mercadorias podem minar silenciosamente os resultados da empresa.


saúde suplementar Saúde em tempos díspares As discussões para a melhoria da saúde no Brasil não podem resvalar no equívoco de considerar a Saúde Suplementar como uma opositora do Sistema Público de Saúde. São duas esferas com papéis e públicos distintos, mas que se fortalecem ao trabalhar de forma colaborativa e transparente. Uma parte não se opõe a outra. Na tentativa de pensar novos caminhos e soluções para os problemas que incidem sobre o setor de saúde, há uma neblina que tenta confundir o público e o privado, o Estado e as empresas. E p i o r: u m p e r i g o s o re d u c i o n i s m o d a s d i fe re n t e s características de cada ator do sistema com o objetivo de englobar qualquer crítica, misturando obrigações e atuações e negando a própria legislação. É fundamental elevar o debate para atender às demandas variadas da população que estão longe de ser homogêneas. A Saúde Suplementar tem 70 milhões de vínculos, entre planos médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos. O setor cobre 48,3 milhões de pessoas, somente na assistência médico-hospitalar. Empresários da saúde movimentaram, no primeiro trimestre de 2016, R$ 38,9 bilhões em receitas. No entanto, as despesas assistenciais também tiveram um ritmo acelerado de expansão, totalizando R$ 30,7 bilhões, sem contar os impostos, taxas administrativas e de comercialização. Para cada R$ 100 recebidos, o setor gastou R$ 99,3. A saúde tem custo alto e, no caso da assistência privada, a operadora tem o papel de administrar os recursos coletivos que lhe foram confiados pelos beneficiários. A operadora paga toda a cadeia que presta serviço no atendimento ao paciente, abrangendo hospitais, laboratórios, materiais, insumos e profissionais de saúde. Um imbróglio que ainda acompanha o setor é acreditar que as seguradoras e operadoras se beneficiam de desperdícios, tratamentos desnecessários ou até mesmo de condutas irresponsáveis de profissionais da saúde. Ao contrário, os planos de saúde perdem duplamente com os custos majorados e saída crescente de beneficiários. Nos últimos 12 meses terminados em julho deste ano, 1,7 milhão de consumidores deixaram o sistema privado. Ao longo do tempo, o tamanho do bolso do brasileiro também está sendo reduzido devido ao desequilíbrio nos gastos: abuso e desperdício na cadeia de saúde. As empresas, sozinhas, não conseguem combater essas distorções. Para a conta fechar, os médicos precisam ter a ciência de que o tratamento, além de ser correto e ético, precisa ser viável para os beneficiários, pois são eles que pagam as mensalidades dos planos. Novas práticas médicas devem ser inseridas dentro da rede privada de acordo com a capacidade financeira de serem absorvidas. Tratamentos eficazes não deveriam ser substituídos por novas tecnologias que, simplesmente, atendem apenas a modismos ou interesses mercadológicos. O caminho equilibrado é a prescrição de

Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar

tratamentos e materiais menos dispendiosos e que p ro d u z a m o s m e s m o s re s u l t a d o s c l í n i c o s , c o m segurança. Para se ter uma ideia do volume de atendimentos, em 2015, o segmento realizou cerca de 1,4 bilhão de procedimentos, aproximadamente quatro milhões por dia. Nesse mesmo período, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou 101.974 reclamações, que representa 0,2% do total beneficiários. Obviamente, a Saúde Suplementar está longe de ser um setor dos mais reclamados devido à quantidade de eventos bemsucedidos prestados diariamente. Mas, como em qualquer área de atuação, empresas com práticas reiteradamente nocivas à operação dos planos de saúde devem ser mais que multadas, e sim afastadas do mercado. Diante desse quadro, nota-se que a saúde privada no Brasil conquistou uma alta qualidade ao longo dos anos e que pode ser facilmente atestada. Uma realidade visível é a quantidade de idosos beneficiários de planos de saúde que ganharam uma sobrevida a partir do tratamento médico de qualidade, chegando aos 80, 90 e até 100 anos. Os idosos estão entre os grupos que mais crescem entre beneficiários de planos de saúde no Brasil. Destaca-se também o aperfeiçoamento da saúde do trabalhador, que passou a contar com o benefício do plano de saúde nas empresas. O setor privado traz, ainda, um estímulo à economia, com o financiamento que movimenta toda a rede produtiva do setor de saúde. Esse investimento reflete em tecnologia de ponta e novos procedimentos a serviço da saúde no país. Ampliou-se a estrutura, a qualidade de atendimento melhorou, centros de referência sobressaíram, atraindo grupos estrangeiros como investidores e até mesmo um incipiente turismo médico. Os caminhos para melhorar a saúde no Brasil devem ser da transparência, da viabilidade econômica e do respeito à legislação. Nesse momento, o estágio da saúde no país exige debate amplo e sincero junto a diversos setores da sociedade em busca de soluções concretas para ampliação do acesso, com foco no combate aos desperdícios e nos gastos excessivos. Só o diálogo pode dispersar as nuvens que pairam sobre a saúde.


marítimo Prevenção de sinistro de carga em container A partir de 1º de julho 2016, a nova regra de pesagem de containers entrou em vigor com o objetivo principal de garantir mais segurança à navegação, uma necessidade que foi levantada pelo SOLAS, o comitê de segurança de navegação da IMO, ao instituir a obrigatoriedade da declaração do VGM (Verified Gross Mass).

transporte sem avarias está na peação dos volumes, de modo que a carga não se desloque em seu interior, avariando-se uma as outras. Primordial também para a segurança das operações de carga e/ou descarga, e no transporte rodoviário.

Dessa forma, cada embarcador de container, deverá informar ao transportador marítimo além do peso do volume, o seu conteúdo, restrições de armazenamento (inflamável, ácido, explosivo etc), como já vinha sendo feito sistematicamente há algum tempo. Com a nova medida, nenhuma carga poderá ser embarcada em território nacional sem que o exportador apresente documento atestando as exigências SOLAS, para garantir mais segurança às pessoas, cargas e embarcações. Apesar dessas medidas para se precaver de eventuais acidentes, sugerimos algumas outras providências para a prevenção de danos e/ou minimização de perdas, que se forem atendidas poderão diminuir a exposição da carga a avarias. Afinal de contas, o recebimento da mercadoria em perfeitas condições é mais importante do que a indenização da seguradora, correto?

Tecemos algumas recomendações para prevenir danos a carga durante o transporte em containers. É certo que para algumas cargas especiais, as precauções deverão ser maiores e específicas.

No transporte marítimo, a escolha de um transportador confiável, com navios em alta manutenção, é essencial para que a mercadoria chegue ao destino sem aventuras. Sua estivagem nos porões do navio também é outra providência a ser tomada. O seu transporte no convés não é recomendável e permite que as seguradoras assegurem o bem, somente pela cláusula C, ou seja, cobertura securitária apenas para perda total do volume. Isso porque, apesar do frete ser mais barato, os volumes transportados no convés do navio, estarão sujeitos a toda sorte de intempéries. No caso de tempestades em que o comandante seja obrigado a se livrar de peso, estes serão os primeiros a serem descartados, para se ter um exemplo comum.

- Na impossibilidade de se estufar um mesmo tipo de carga no container, levar em conta os possíveis danos devido a odores, umidade, pó e calor, além de embalagens insuficientes ou inadequadas. Cumpra com toda regulamentação, como para cargas perigosas.

No interior dos containers, a principal advertência para um

- Necessitando-se incluir embalagens que contenham líquidos

- Tenha um plano gráfico para o melhor aproveitamento do espaço do container, respeitando os limites de capacidade do cofre e as restrições das autoridades locais. Não se esqueça que a abertura das portas é menor do que o seu interior. - A carga sujeita a regulamentações alfandegárias deve ser colocada perto da porta, para facilitar sua inspeção.


junto com outro tipo de carga, sempre estocar os produtos líquidos sob os produtos secos, separados por materiais isolantes e de recheio. Além disso, assegurar-se de colocar materiais absorventes (como pó de serra) embaixo dos produtos líquidos. - A carga deve ser distribuída uniformemente sobre o piso do container. - Trate sempre de manter o centro de gravidade tão baixo quanto possível, e evite as concentrações de peso em um mesmo lado. Os objetos com bases pequenas devem ser montados sobre placas, ou plataformas recheadas para distribuir seu peso em uma superfície ou piso maior. - Quando se estocar diferentes artigos em um mesmo container, os mais leves (menos densos) devem ser colocados mais altos, nunca ao contrário. Lembre-se sempre de separar a carga em capas, usando recheio (madeira compensada, colchões de ar etc) entre as capas quando seja necessário. Deve-se comprovar a firmeza de todo material de embalagem e do recheio.

Sergio Nabuosuke, diretor da Servseg Inspeções e Vistorias, assessoria especializada na prevenção ou ressarcimento de danos a mercadorias importadas via marítima - Não se esqueça que a carga está sujeita a sacudidas, choques e vibrações durante o transporte, fazendo com que os sacos e volumes se acomodem, e soltando as cordas que as prendem. - Prenda cuidadosamente todos os produtos estocados nas portas, para evitar que se desloquem ou caiam ao abrir as portas. - Ao término, fechar firmemente as portas do container e lacrar. Registrar o número do selo para documentação e relatório.

- As melhores recomendações são feitas através de desenhos. - As embalagens deterioradas devem ser deixadas de lado antes de serem estufadas e registradas na documentação. Antes de carregar tambores ou barris em um container, deve assegurar-se de que estes não tenham vazamentos. Sempre devem ser colocados com a abertura para cima. - Os rolos de papel devem ser estocados em forma vertical no caso de serem descarregados com uma grua empilhadeira. - Evite os espaços vazios dentro do container. Em caso de que não se possa evitar, faça o possível para deixar o espaço livre no centro e coloque enchimento. - Para firmar carga use ripas e blocos de madeira. Para as amarrações, utilize cordas ou correntes de aço ou sintéticas. Não use parte da carga como recheio de outra, a menos que ambas sejam completamente compatíveis (sacos de mesmo produto, por exemplo).

Tomando-se essas precauções no transporte de mercadorias, a i n c i d ê n c i a d e ava r i a s e m c a rg a s t e m d i m i n u í d o sistematicamente. Mas essas condições devem ser acompanhadas de perto, uma vez que na logística existe o fator humano, suscetível a erros e omissões.


liderança Virar o jogo na hora certa: o desafio dos líderes Não há a menor dúvida de que o mundo vive momentos de grandes incertezas diante do cenário atual econômico. Para as empresas, é um período de grandes desafios e o papel do líder é crucial para estabelecer como será o desempenho do negócio, em meio às adversidades. Para qualquer gestor, é regra número um ter as metas para o ano claras e difundidas entre a equipe. É recomendável valorizar, escutar e abrir espaço para que os colaboradores possam opinar e contribuir para solucionar as questões mais delicadas. Também é fundamental prosseguir com investimentos em treinamento e capacitação, além de evitar cortes extremos no orçamento para essas iniciativas. É importante dividir com o grupo as experiências vividas anteriormente, que se assemelhem com o cenário de hoje. Afinal, a economia passa por ciclos históricos que deixam lições. Para isso, deve-se reforçar a relevância do papel da equipe, mostrando que todos fazem parte de uma máquina que faz girar negócios e que, o bom funcionamento deste mecanismo, beneficiará a cada um. O líder também deve ser humilde e estar próximo de todos. Desse modo, será possível criar um clima de cordialidade, parceria e confiança, fazendo com que as pressões resultantes do momento econômico não deteriorem o ambiente de trabalho. O administrador também precisar ter em mente que não pode descontar suas frustrações nos colaboradores, pois esta é uma atitude prejudicial para o bom desempenho da empresa. Aqueles que compõem o time têm de estar claramente informados sobre os fatos, e devem ter espaço e abertura para contribuir para a solução dos desafios existentes. Um aspecto importante para manter a equipe motivada, fator preponderante em momentos delicados, é evitar a redução no quadro de colaboradores. Possíveis

Acacio Queiroz é economista, c o n s e l h e i r o , e m p r e e n d e d o r, palestrante e escritor.

demissões devem ser muito bem avaliadas, pois geram desconfiança e insegurança, contribuindo para a queda na produtividade do time e impacto negativo nos resultados. E caso a medida seja realmente necessária, o processo deve ser conduzido de forma transparente, estabelecendo critérios técnicos para as dispensas. A comunicação é o elemento estratégico para agregar a equipe. Ao saber o que se passa na companhia, cada profissional se sentirá importante e poderá se preparar e contribuir ainda mais para a manutenção das metas da empresa. Portanto, para semear dias positivos, o líder deve ser p a rc e i ro e t r a n s p a re n t e . Motivar e ensinar a analisar a situação corretamente. Ouvir e i n c e n t i v a r. I n c u t i r o comprometimento com o trabalho e o negócio, o que se refletirá positivamente para a vida de cada um dos colaboradores, dentro ou fora da companhia. Além da gestão do ambiente interno, o gestor tem de estar atento ao relacionamento com fornecedores e clientes. É importante nunca esquecer que o cliente é a razão da existência de uma empresa. Se não for possível o crescimento, a fidelização é fundamental. A m o t i va ç ã o , o o t i m i s m o , a o b j e t i v i d a d e e a transparência devem prevalecer também na relação com terceiros que façam parte do dia-a-dia da empresa. Otimizar contratos, estreitar parcerias e, assim, unir esforços para entrarmos em mais um ciclo da economia.


EdifĂ­cio Casa das Caldeiras - Av. Francisco Matarazzo - Grupo Fox


tecnologia O meio de pagamento no mercado segurador Muito tem sido falado das novas tecnologias para o mercado segurador. Este é um tema óbvio na medida em que o mercado segurador possui dois ingredientes indispensáveis: 1 – Ineficiência e 2 – Muito dinheiro. Buzzwords como Big Data, IOT, Inteligência Artificial, Canal Digital entre outros são temas recorrentes com promessas de revolução no mercado segurador, o que não deixa de ser verdade. Há muito que se fazer nestes campos! No entanto, o meio de pagamento é um tema ainda pouco explorado e que é muito importante para seguradoras e corretoras. Primeiro vale destacar que o próprio código civil cita o pagamento do seguro (prêmio), em pelo menos 3 artigos que reproduzo abaixo: Art. 757. Pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do prêmio, a garantir interesse legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados. Art. 758. O contrato de seguro prova-se com a exibição da apólice ou do bilhete do seguro, e, na falta deles, por documento comprobatório do pagamento do respectivo prêmio. Art. 763. Não terá direito a indenização o segurado que estiver em mora no pagamento do prêmio, se ocorrer o sinistro antes de sua purgação. Ou seja, se pagou está coberto, se não pagou… Segundo, mas não menos importante é a verdadeira saga que se transformou a gestão de boletos, com envios de segundas vias, cobranças, conciliações, baixas e demais atividades que decorrem tão somente da ineficiência do mercado em gerir os pagamentos. Existem, dentro de seguradoras e

Roberto Uhl, gerente de Canais Digitais da Argo Seguros

corretoras de seguros, unidades exclusivas para emitir segundas vias, fazer cobranças, enviar comprovantes de pagamentos e atividades similares. Sem contar que até hoje, 2016, ainda existe pagamento de seguro com cheque. Por outro lado, a indústria de tecnologia vem se movimentando fortemente para transformar os meios de pagamentos, trazendo melhor experiência, maior rapidez e segurança sem burocracia para as transações financeiras. O setor financeiro como um todo já vem percebendo que há uma mudança forte no horizonte com empresas de tecnologia que estão sendo criadas para prestar serviços financeiros dentro de um modelo 100% digital, as chamadas fintechs, que tem o meio de pagamento como uma das oportunidades mais imediatas. Gigantes como Apple, Google, Facebook e Microsoft já possuem algum tipo de opção de meio de pagamento para seus usuários. Portanto, as seguradoras que têm alguma estratégia digital terão em algum momento saber como trabalhar com outras opções de meio de pagamento, principalmente na integração com sistemas legados para diminuir custos operacionais, eliminar a inadimplência, se diferenciar da concorrência, mas fundamentalmente, melhorar a experiência de seus segurados e corretores, que hoje é muito ruim com os boletos e cheques.


pensamentos Sabe que profissional é esse? Existe uma profissão muito antiga, que é treinada e capacitada para identificar e tratar riscos de forma preventiva. Este profissional, através de anos de experiência e estudo, consegue diagnosticar com precisão os sinais de que algo pode dar errado, orientando pessoas como prevenir ou minimizar os impactos destes eventos e indicando caminhos para evitar estas tragédias. Este profissional dá às pessoas, no momento em que elas mais precisam, o suporte necessário para que elas continuem suas vidas da maneira como sempre viveram, se preocupa em conhecer os mínimos detalhes e oferecer a solução mais adequada em cada pessoa. Por vezes, devido aos constantes contatos com as pessoas, ele acaba conhecendo suas famílias, e até frequentando a casa delas. Torna-se confidente, amigo e, quase um membro da família. Mas também não é raro que, mesmo com todo o laço criado, as pessoas não o procurem tanto, e o normal é que o façam uma vez por ano. Quando as pessoas recebem uma ligação deste profissional, é comum que fiquem preocupadas, mesmo felizes de falar com o velho amigo! Agora, quando este profissional é que recebe uma ligação inesperada, fica muito preocupado, e já vai logo perguntando se está tudo bem, multiplicando a preocupação se quem liga não é a pessoa, mas um membro de sua família. Infelizmente, nem sempre está tudo bem e nesta hora é que este profissional se desdobra no atendimento, fazendo o possível e o impossível para que tudo volte ao normal. Nem sempre isso é possível, e nesta triste hora, este profissional, assume um papel confortador e acolhedor. Este profissional está sempre disponível e as pessoas sempre têm à mão seu número de celular, não pensando duas vezes para entrar em contato diante de qualquer emergência, ou mesmo pra tirar uma dúvida.

Thiago Marques Fecher é corretor de seguros, participante do concurso cultural promovido pela CNseg #MinhaVidaMaisSegura

eles atendem, sempre com a mesma dedicação e carinho. Descobriu de quem estou falando? Do cardiologista, mas qualquer semelhança com seu corretor de seguros não é mera coincidência.

apoio Fox incentiva eventos de qualificação do CIST Desde que foi fundando, há três anos, o Clube Internacional de Seguros de Transporte (CIST), que reúne profissionais de todas as áreas deste ramo – seguradores, corretores e prestadores diversos – tem recebido o apoio do Grupo Fox. “Estamos presentes em todos os encontros mensais, e sempre participamos com estande no grande congresso anual do CIST”, declara Paulo Rogério Haüptli, diretor da Fox. Nos recentes workshops promovidos pelo Clube a Fox tem sido a principal mantenedora. “Sempre iremos apoiar boas iniciativas, que contribuem com a qualificação do nosso setor”, diz.

Este profissional cansa de ouvir "poxa, deveria ter te escutado", "caramba, se eu ao menos fizesse do jeito que você me orientou", mas ele é incansável, enfrenta diariamente as teimosias sem desistir, sempre dá conselhos e orienta a todos com seu velho discurso de que "melhor pensar nisso agora, do que depois que algo pior aconteça". Este profissional é daqueles que os amigos indicam em uma roda de bate papo: "conheço uma pessoa que vai te ajudar com isso, ele me atende faz anos!". Muitos destes profissionais levam a vocação de família e os filhos deles acabam atendendo aos filhos das pessoas que CISTNEWS 16 | 37


comunicação Levar o conhecimento de seguros para além de nossos muros é desafio de todos do setor O trabalho de comunicação dentro do mercado de seguros, um setor complexo por suas várias nuances, entre produtos, clausulados e legislações, é indispensável para a informação e qualificação dos profissionais da área, de forma que possam se desenvolver e atender plenamente o consumidor. A imprensa especializada, que engloba revistas, jornais, sites, programas de rádio e televisão, tem colaborado para a divulgação do seguro, mas ainda é preciso mais para atingir grande parcela da sociedade. É tarefa de todos, seguradores, corretores e prestadores de serviços, além dos jornalistas, levar a cultura do seguro aos consumidores, para que o mercado possa expandir. Levando ao cliente conhecimento do produto, o ajudamos a identificar as necessidades de proteção de acordo com as ofertas existentes. Se o setor tivesse os grandes canais de comunicação a seu favor, isto seria simples. O problema é que muitos representantes da grande imprensa tendem a divulgar notícias negativas sobre o mercado, até pela máxima do jornalismo de que “notícia ruim é notícia boa, pois é a que vende”. Também existe um clássico princípio do jornalismo que diz: “notícia não é o cachorro que mordeu o homem, mas o homem que mordeu o cachorro”. O que interessa é a notícia incomum e até trágica. Tudo isso deturpa o trabalho sério do segmento, evidenciando negativas de indenizações, na tentativa de provar má-fé das seguradoras e fragilidade do consumidor. Pouco é dito sobre o que o setor devolve à sociedade. O mercado de seguros, capitalização e previdência privada aberta injetou na economia brasileira, em 2015, sob a forma de indenizações, sorteios, resgates e benefícios, mais de R$ 100 bilhões, o equivalente a R$ 300 milhões por dia, ou R$ 12,5 milhões a cada hora, segundo a CNseg – Confederação Nacional das Empresas de Seguros. É fácil encontrar notícias de seguradoras que recusaram pagamento, mas não é comentado sobre o trabalho sério de regulação de sinistro para garantir o pagamento do que é justo. Seguro é mutualismo, e falta esta consciência na população, que ainda tenta utilizar carteirinha de plano de saúde do amigo ou tirar proveito das “ricas” seguradoras. A fraude encarece o seguro para todos e torna ainda mais difícil o acesso à proteção às classes menos favorecidas. Todo o esforço das instituições para transmitir à sociedade

Thaís Ruco é jornalista, com atuação especializada no setor seguros desde 2002, assessora de imprensa e editora de publicações do segmento, como a revista Fox News, do Grupo Fox.

a boa imagem do seguro colaboram para que o cidadão, ao adquirir um bem ou ao sentir uma necessidade qualquer, pense no instrumento do seguro como forma de proteção. Segundo recente levantamento da Fundação Mapfre, no Brasil a expectativa de vida média ao nascer chegou a 78,33 anos em 2010 (74,92 para os homens e 81,90 anos para as mulheres), o que levará a um aumento da demanda por produtos de poupança por parte das pessoas interessadas em manter seu status após a aposentadoria. Por aspectos como este, mais do que trabalhar por nós mesmos, é uma iniciativa caridosa promover o conhecimento sobre seguros. É preciso que as pessoas entendam a importância do seguro em sua estabilidade econômica, para impulsionálas financeiramente, obter crédito e cobrir seus riscos. Há bem sucedidas ações para disseminar conhecimento do setor além-muros, como o programa Cultura do Seguro, realizado pelo Sincor-SP e Sindseg-SP, que conscientiza os jovens da necessidade de proteção do seguro, e o site Tudo sobre Seguros, mantido pela Escola Nacional de Seguros, como um canal de informação e esclarecimento direcionado ao público consumidor, também utilizado pela imprensa como fonte de pesquisa. As propagandas de seguradoras em grandes canais de comunicação têm ampliado resultado, consequência de estudos e discussões do setor hoje os anúncios vão além de mostrar famílias felizes e as marcas das empresas, e buscam passar uma mensagem institucional do setor, exibindo situações que mostram a importância do seguro. Os corretores de seguros, que são contato com o segurado e, por isso, vitais para a disseminação dessa cultura, também contribuem ativamente, hoje em dia até mesmo compartilhando informações para seus contatos nas redes sociais. De pouco em pouco o setor ganha espaço, mas ainda há um campo vasto para percorrer e encontrar oportunidades: estima-se que menos de 20% da população brasileira tenha algum tipo de seguro.


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outra leitura O ballet Era o ano de 2012 e as aulas de ballet começaram sob meus protestos. Afinal, aquele mundo excessivamente cor-derosa não combinava com meus conceitos de empoderamento feminino. E os protestos se intensificaram ainda mais quando recebi da escola a comunicação a respeito da apresentação do ballet no final do ano, em conjunto com a pequena grande forturna a ser enviada para a fantasia sob medida para cada uma das meninas e o aluguel do teatro para o espetáculo. Mas, independente da minha reclamação, foi chegando o dia da apresentação, e quanto mais próximo, mais eu pedia pra minha filha me mostrar os passos do número que a sua turma estava ensaiando. E sem perceber, a cada pequena amostra do ensaio, os meus protestos diminuiam e davam espeaços para um orgulho mal disfarçado. Finalmente chegou a semana da apresentação e ver a minha pequena Nina mostrando um nervosismo fora de propósito numa menininha de cinco anos fez com que os protestos voltassem, e mais fortes. E os protestos se transformaram em quase revolta quando fui buscá-la no ensaio geral, vendo toda aquela ansiedade, dela e de suas amigas. Eu só conseguia pensar que aquele stress era totalmente desnecessário nas vidas de crianças tão pequenas. Bom, como era inevitável, o dia da apresentação chegou. Assim como chegaram as horas anteriores ao grande momento, devidamente preenchidas com o banho, a maquiagem, o penteado e a colocação da fantasia. E eu me dei conta que alguma coisa fugia ao meu controle quando notei a metamorfose acontecendo diante dos meus olhos: aquela menininha sapeca, meio moleca, foi pouco a pouco se transformando numa bailarina mesmo, com porte de bailarina e seriedade de bailarina. A cada grampo no cabelo e a cada toque de blush naquelas bochechas tão branquinhas era um passo a mais para a transformação final. Ao mesmo tempo, o nó na minha garganta começou a se formar, como que anunciando a tempestade de lágrimas que inevitavelmente aconteceria ainda naquela noite. E como moramos na cidade de São Paulo e como era

Luciana Miliauskas Fernandes, formada em Processamento de Dados, trabalha atualmente com Controles Internos e Auditoria. Seu hobby é escrever, de tudo um pouco, mas adora mesmo ser uma crítica informal de cinema, que é quando tem a chance de buscar e analisar as curiosidades da Sétima Arte.

dezembro, uma tempestade real se materializou, trazendo consigo um trânsito infernal, prolongando ainda mais o caminho de casa até o teatro, o que só fez com que o nó na garganta ficasse imbatível, ganhando de goleada daqueles longíquos protestos, naquele momento, tão distantes da realidade. Enfim, chegamos. E ali mesmo na entrada do teatro, acabei de arrumar a Nina, que se desvencilhou de mim assim que pôde para se juntar logo às suas amigas bailarinas, ansiosa para curtir a ansiedade junto delas. E mesmo sendo totalmente inoportuna, aquela minha tempestade interior, cujo prenúncio era o nó na garganta de algumas horas antes, finalmente caiu. E começou a cair antes mesmo do início de qualquer movimento do espetáculo. Começou a cair quando vi o nome da minha Nina no programa daquela noite, junto aos nomes de suas amigas queridas, como a Gabi, a Julia, e as Sophias. Todas elas crianças, todas elas meninas, todas elas bailarinas. E deu-se início ao espetáculo, cujo tema era o fundo do mar, e que ia apresentando ao público diversos grupos de diversas criaturas marinhas. É claro que o grupo mais lindo era o dos polvos, porque um deles era a minha Nina, linda como sempre, bailarina como nunca! E com os olhos inchados e alma lavada e passada a limpo, assisti ao primeiro e mais lindo espetáculo de ballet da minha vida! Protestos? Que protestos?


Revista FOX News 07  

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