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A Maloca Querida é uma das lojas do segundo piso do antigo terminal. Ela tem um ideal, fomentar a Cultura hip hop e o urbano. O rap feito por Mc´s e grupos locais, o grafitti e o artesanato de rua. Idealizada por duas mulheres, Suzamar Rodrigues e Lidiane Lima, o espaço procura valorizar os artistas de Campo Grande, seja promovendo shows e batalhas de rap, seja vendendo camisetas criadas por estilistas da cidade. “O ponto é histórico. E a gente nota, infelizmente, que muitas pessoas tem medo de entrarem aqui por causa do abandono do prédio, da marginalização”. Ela con-

tinua, “quem vem aqui sem torcer o nariz é o pessoal da arte e cultura. Eles dão valor a cada detalhe do local, ao cinema, que tem uma capacidade gigantesca, vão perceber que o ladrilho daquela parede é histórico, esses detalhes”. Lidiane enfatiza o seguinte, “A gente que é do hip hop, uma cultura ainda marginalizada, não podemos nos envolver com a política. Aconteceu de fazermos um evento de rap e um dos meninos criticou a polícia e o ex-prefeito de Campo Grande, os policiais invadiram o evento e levaram todos pra delegacia. Por que? Porque era um evento que estava sendo apoiado pela Prefeitura”.

A empresária, que era otimista em relação ao destino do prédio, reclama da intervenção da portaria nos hórarios de encerramento do comércio no local. “Agora temos horário para fechar e não conseguimos mais realizar nossos eventos”. Suzamar comunicou que a Maloca Querida seria fechada por conta de alguns problemas com o prédio. “Notamos muito preconceito por parte dos gestores do prédio e com isso não conseguimos funcionar direito, pagar nossas contas”, disse. Os responsáveis pelo prédio não quiseram se manifestar sobre o assunto.

Segundo andar  

Reportagem fotográfica que aborda a revitalização do segundo andar da antiga rodoviária de Campo Grande, que passou a abrigar lojas e estúdi...

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