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Blog do Carlos Eugênio 29/04/2013 - 08:07 Política

O futuro político de Sandoval Cadengue Apesar de não sinalizar quanto ao seu futuro, informações dão conta que Sandoval vem trabalhando, e muito Carlos Eugênio Divulgação

Eleito prefeito de Brejão por três mandatos e derrotado no último pleito por uma diferença de apenas 216 votos, Sandoval Cadengue (PSB) vem mantendo silêncio quanto ao seu futuro político. Atualmente, o nome do ex-prefeito de Brejão figura nas rodas políticas do Agreste como provável candidato a uma das 48 cadeiras da Assembleia Legislativa. A proximidade e amizade com o Governador Eduardo Campos aguça estes comentários. Vale lembrar que Sandoval já disputou uma eleição para deputado Estadual e obteve cerca de 18 mil votos, em 2006, quando praticamente sozinho defendeu a bandeira de Eduardo aqui na Região. Apesar de não sinalizar quanto ao seu futuro, informações dão conta que Sandoval vem trabalhando, e muito. Esteve recentemente em Salvador, assim como visitou a secretaria Executiva de Desapropriação do Estado e a secretaria de Recursos Hídricos, além de acompanhar o secretário de Agricultura, Ranilson Ramos, durante visitas aos municípios de Bom Conselho, Saloá e Itaíba. Em pauta a construção da barragem do Riacho Seco e ações para minimizar os efeitos da seca no Agreste. Se Sandoval vai receber o justo apoio do Governador (já que sempre foi fiel ao neto, a filha e ao próprio Arraes) para entrar no pleito de 2014 ou vai esperar 2016 para tentar voltar ao Governo de Brejão só o tempo irá nos revelar, o fato é que o Agreste Meridional precisa de um representante. A falta de voz, seja na ALEPE ou no Congresso Nacional, leva a Microrregião a perder espaço no Estado, tanto no campo econômico quanto no político. (Na imagem do extinto Folha da Cidade, uma prova da fidelidade a família Arraes. Sandoval acompanha o então deputado Federal Eduardo Campos e família em Garanhuns, por ocasião da inauguração do Santuário Mãe Rainha, em abril de 2004).


Blog do Luiz Carlos – PE 28/04/2013 - 16:00 Política

Nota de agradecimento Durante toda sua vida, Duquinha Melo buscou o desenvolvimento econômico de Serra Talhada e região Da Redação Divulgação

A família Melo, em especial os filhos do saudoso Duquinha Melo, vêm a público agradecer a merecida homenagem concedida pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), denominando o Distrito Industrial do município de Serra Talhada, Distrito Industrial Luiz Joaquim de Melo "Duquinha". A justificativa do Projeto de Lei Ordinária nº 1011/2012, de autoria do deputado Sebastião Oliveira (PR), por intermédio do ex vereador Paulo Melo, ressalta a importância do empreendedor Duquinha Melo para a Capital do Xaxado, lembrando sua rica biografia. Na fazenda Carnaúba, onde nasceu, Seu Duquinha implantou um engenho de rapadura e uma indústria de pequeno porte de alambique, para produção de aguardente, álcool, vinagre e vinho, além de uma “Casa de farinha", beneficiando toda a região. Em 1963, transferiu-se para a cidade de Serra Talhada trazendo toda a família. A fábrica de bebidas foi transferida e ampliada na Travessa José Olavo de Andrade. No mesmo período, implantou na Rua XV de Novembro, hoje Enock Inácio de Oliveira, um armazém de cereais, com o escoamento da produção para o Recife. Já estabilizado economicamente, ingressou na política no mesmo ano e destacou-se logo na primeira legislatura (1963-1969), assumindo o cargo de segundo secretário em 1965 e presidente da Câmara de Vereadores em 1956. Na segunda legislatura (1969-1978), assumiu a vice presidência da Câmara de 1969 a 1970. Na terceira e última legislatura (1977-1983) assumiu os cargos de primeiro secretário (1977-1978) e presidente da Casa de 1979 a 1980. Durante toda sua vida, Duquinha Melo buscou o desenvolvimento econômico de Serra Talhada e região. Exemplo disso foi a instalação de uma “Olaria”, que logo foi substituída por uma indústria de grande porte denominada "Cerâmica Bom Nome Agroindustrial Ltda" localizada no distrito de São José do Belmonte, com um escritório de representação na cidade de Serra Talhada, na rua João Alves de Lucena. Luiz Joaquim de Melo faleceu aos 81 anos de idade. Mesmo com todo esse legado de trabalho e dedicação, demorou seis anos para ser lembrado em sua terra natal, no entanto, apenas oito meses após o falecimento foi homenageado com o nome de uma avenida no município de Bernardo Saião - Tocantins, onde foi empreendedor no ramo da pecuária. Hoje, podemos dizer: OBRIGADO DEPUTADO SEBASTIÃO OLIVEIRA! OBRIGADO A ALEPE! Filhos: Ivan de Melo Lima, Inácio de Melo Lima, Irene Elvira de Melo, ivani Elvira de Melo


Ferraz, Isídio de Melo Lima, Ivanice Elvira de Melo Araújo, Ironeide Elvira de Melo, Inaldo de Melo Lima, em nome da família Melo.

Diário de Pernambuco Online – PE 28/04/2013 - 14:38 Política

PT de Paulista adere a PSB contra vontade de Sérgio Leite Da Redação O Diretório do PT em Paulista, Região Metropolitana do Recife, decidiu aderir à base do prefeito Júnior Matuto (PSB). Esse passo foi tomado em uma reunião do Partido dos Trabalhadores ocorrida no último sábado, 27, através de uma eleição da qual participaram 22 pessoas. Esse resultado foi unânime, mas houve confusão. Contrário à iniciativa, o deputado estadual Sérgio Leite, que concorreu ao Executivo municipal na eleição passada contra Matuto, esteve no local e conseguiu convencer oito petistas a se retirarem. Eles não registraram voto. Na votação feita pelo PT de Paulista, também estava em pauta a nomeação do vereador Fábio Barros para secretária municipal de Meio Ambiente.

Folha de Pernambuco – PE 29/04/2013 - 07:51 Cidades

Mais estações recebem donativos Iniciativa é uma parceria entre a CBTU/Metrorec e o Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário Da Redação A campanha de arrecadação de donativos para as vítimas da seca em Pernambuco que começou a ser realizada no início deste mês na Estação Central do Metrô do Recife será ampliada a partir de hoje. Nesta segunda-feira as estações Cajueiro seco, Camaragibe e Jaboatão começarão a receber alimentos e água. A iniciativa é uma parceria entre a CBTU/Metrorec e o Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário. A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) também está engajada ajudando na arrecadação, além da sede do Comitê, que fica no parque de Exposições do Cordeiro, na avenida Caxangá, e funciona o ano todo. A cada 100 cestas básicas cheias, o comitê encaminhará rapidamente os donativos para as famílias do interior. Ao todo 150 municípios serão beneficiados com as doações. Para as pessoas que pretenderem realizar doações em dinheiro, o Comitê disponibiliza também as contas no Banco do Brasil e Bradesco. Serviço Doações em dinheiro Banco no Brasil: Agência 3234-4 / Conta 5633-2 Bradesco: agência 1055-3 / Conta 9640-7


Folha de Pernambuco – PE 29/04/2013 - 07:02 Política

Impasse no PT de Paulista vai ser levado à estadual Em mais uma reunião marcada pelo bate-boca petistas decidem apelar para a Executiva Jumariana Oliveira Mais uma vez o PT protagonizou uma cena de confusão. Desta vez, o episódio ocorreu na sede do Sindicato dos Tecelões, em Paulista. Os petistas do município se reuniram, no último sábado, para definir se o partido deve aderir ou não à base de governo do prefeito Junior Matuto (PSB). Porém, depois de três horas de reunião, marcada por muita gritaria, o presidente municipal do PT, Nickson Araújo, propôs um acordo entre os presentes. O dirigente sugeriu que a decisão seja tomada pela Executiva estadual da legenda. A confusão teve início porque o deputado estadual Sérgio Leite, contrário à adesão, decidiu substituir os membros do diretório que são vinculados a sua corrente, a Construindo um Novo Brasil (CNB). Essa manobra faria com que a maioria do diretório, composto por 33 membros, fosse contrária à adesão e derrubasse a decisão da Executiva municipal, que era de apoiar Junior Matuto. Porém, o grupo do vereador Fábio Barros (PT), contendo alguns membros da CNB que foram susbtituídos, não concordaram com a manobra. Segundo Gilson Guimarães, o grupo de Sérgio Leite esperou formação do quórum para apresentar as susbtituições, o que não seria legítimo, de acordo com o estatuto partidário. Já o presidente da sigla, Nickson Araújo, explicou que as trocas são legítimas, o que beneficiaria Sérgio Leite. Ele integrou a mesa do grupo de Leite e, inclusive, votou sendo contrário à adesão. No total, 12 membros foram susbtituídos, mas como não houve acordo com o grupo que seria o “original”, o presidente municipal decidiu fazer duas atas da reunião e enviar o resultado da votação para a Executiva estadual definir qual dos dois grupos tem legitimidade. Na primeira ata, composto pelos membros que já faziam parte do diretório, o resultado foi de 22 petistas favoráveis à adesão, e oito contrários. Do outro lado, onde foi feita uma mesa à parte, 20 pessoas, por unanimidade, seguiram a orientação de Sérgio Leite de não aderir ao Governo. O vereador Fábio Barros, que é cotado para assumir a Secretaria de Meio Ambiente na gestão de Júnior Matuto, considerou as substituições um ato de violência. “Se já era um ato violento substituir, então feito após o início da reunião da direção essa violência se exacerbou. Não é um golpe contra Fábio, nem companheiros A, B ou C, mas isso é um golpe ao PT. Na sua história não tem relatado fato como esse. São substituição em massa na tentativa de ter a maioria”, disparou. O petista, porém, vai assumir a pasta, já que o resultado da sua ata, que teoricamente seria a original, foi favorável à adesão.

Folha de Pernambuco – PE 29/04/2013 - 07:41 Colunas

Fogo Cruzado Inaldo Sampaio A mudança - Sérgio Guerra pôs Daniel Coelho na presidência do PSDB do Recife e Terezinha Nunes no comando do Instituto Teotônio Vilela para dar mais visibilidade à dupla que faz oposição ao governo estadual. O tom da “pancada” quem decide é ele como presidente regional.


Folha de Pernambuco – PE 29/04/2013 - 06:50 Política

Guerra: Aécio e Eduardo vão complicar Dilma Tucano prevê o “fim da reserva de mercado de votos” do PT no Nordeste e no Sudeste Carol Brito Após polarizar as eleições majoritárias nacionais com PT, nos últimos 19 anos, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, avaliou que o cenário estará mais complicado na reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Na visão do tucano, o PT terá dificuldade em enfrentar o senador Aécio Neves (PSDB) no Sudeste e o governador Eduardo Campos (PSB) no Nordeste. O dirigente considera o surgimento de candidaturas como a do pernambucano boas para o País e a democracia. Com a consolidação deste cenário, o tucano considera que será “o fim da reserva do mercado de votos” e que o PT não poderá mais fazer o discurso maniqueísta do bem contra o mal. “A candidatura de Eduardo Campos é boa para o Brasil. Se ela favorece ou não o PSDB é um outro assunto. Sendo Marina (Silva) candidata, sendo Aécio candidato, ou outras candidaturas que possam surgir, a eleição se dará de forma múltipla. Não vai ser fácil para Dilma enfrentar Aécio no Sudeste e Eduardo no Nordeste. Não vai se demonstrar o que o PT sempre tentar fazer uma divisão forçada do eleitorado de que eles são o bem e os outros são o mal”, defendeu, durante a convenção estadual do PSDB, ontem, na sede do partido, no Derby. Simpático à candidatura socialista, Sérgio Guerra defendeu o projeto nacional de Eduardo Campos, mas avaliou que, com o tempo, o socialista deverá definir se sairá da base governista ou não. “Não acredito que Eduardo Campos esteja em um projeto oportunista, jeitoso. Ele levanta sinceras dúvidas sobre aspectos do governo”. Mesmo sendo contra a emenda constitucional que inibe a criação de novos partidos, Guerra criticou o surgimento de “legendas de aluguel”. NACIONAL Procurando dar mais visibilidade à candidatura de Aécio Neves, Sérgio Guerra defendeu que o mineiro seja o seu sucessor no comando do diretório nacional da legenda. Segundo o tucano, a única candidata à Presidência da República conhecida pela população é Dilma Rousseff o que reforça a necessidade de dar mais destaque ao presidenciável. Além disso, o dirigente defendeu que o partido “identifique” ainda este ano o nome do partido que disputará a eleição majoritária com o intuito de ter mais tempo para divulgar a imagem do postulante. O dirigente ainda afastou o estremecimento entre o senador e o ex-ministro José Serrra (PSDB). Até o dia 16 de maio, Sérgio Guerra acumulará a direção dos diretórios de Pernambuco e nacional do partido quando haverá uma convenção nacional para definir o seu substituto. O nome do tucano no comando estadual foi homologado ontem, na convenção estadual da sigla. Já o diretório recifense será comandado pelo deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) que se fortaleceu na Capital após ficar em segundo lugar na última eleição municipal.


Folha de Pernambuco – PE 29/04/2013 - 07:05 Política

“Eduardo tem que ser candidato” Entrevista: Júnior Matuto (PSB) Prefeito de Paulista Jumariana Oliveira Depois de quatro meses à frente da Prefeitura de Paulista, o prefeito Júnior Matuto (PSB) fez o primeiro balanço das ações da sua administração. O socialista reclamou das dificuldades enfrentadas pelos municípios, sobretudo, após a queda do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Matuto ainda defendeu a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República para o próximo ano e comentou a relação entre o PT e PSB, inclusive a nível municipal. O prefeito criticou a postura do deputado estadual Sérgio Leite (PT), que não concordou com a adesão de sua legenda ao Governo. “Já que ele deseja e anseia tanto, tem projetos pessoais para governar a cidade, ele poderia fazer algum gesto pelo município do Paulista. Estou aberto ao diálogo com todo mundo”, afirmou. Como o senhor avalia esses 100 dias à frente da Prefeitura do Paulista? Primeiro, lhe dizer que o desafio é muito grande. Paulista é um município, mesmo sendo a quarta cidade da Região Metropolitana, que enfrenta uma série de problemas, até pela sua divisão geográfica. Nós temos quatro cidades em uma. Você bota os (bairros de) Maranguape, as praias, os paratibes, juntando com Arthur Lundgren I e II, e o Centro, pegando Jardim Paulista Baixo, Alto, Mirueira e Vila Torres Galvão. Então, a vontade de fazer, até porque estabelecemos um compromisso durante todo processo eleitoral, é muito grande. A equipe está animada, mas a dificuldade financeira é imensa. Mesmo assim, temos como meta não cruzar os braços nem ficar reclamando da vida. Então o foco do seu governo será voltado realmente para Educação e Saúde, como foi dito na campanha? Perfeitamente. Demos sinais disso quando assumimos o Governo. Completamos os 100 dias de gestão no momento e não tivemos como apresentar grandes obras de infraestrutura. Mesmo assim, diante das dificuldades, a gente conseguiu adquirir uma escola com dez salas climatizadas, quadra coberta e desmanchamos um anexo e outra escola numa situação precária na comunidade de Jardim Velho. Firmamos também um convênio com o Governo do Estado e adquirimos a Escola Manoel Gonçalves, onde desmanchamos dois anexos e oferecemos uma estrutura melhor tanto para os profissionais, quanto para os alunos. Fizemos a contratação de professores para suprir toda necessidade. Na Saúde, em parceria com o Governo Federal através do Provab, a gente conseguiu contratar 14 médicos e isso supriu toda necessidade do PSF. Tinha PSF que fazia dois anos que não tinha médico e a nossa meta é colocar médico e remédio em todos os postos. Percebe-se que a questão de reordenamento do município ainda é muito precária, algo que precisa melhorar. O que o senhor pretende fazer? Quando assumimos a prefeitura, a primeira coisa que tínhamos como meta para transmitir à população é que Paulista tinha alguém tomando conta da cidade. Tomar conta da cidade não é simplesmente limpar os canais - e já conseguimos limpar 26 canais -, mas tomar conta da cidade como um todo, que vai da apreensão de animais, que ainda tem muito a ser apreendido. E reordenar as calçadas, porque também faz parte da mobilidade, pois temos idosos, cadeirantes, as pessoas que querem transitar na calçada e é uma atitude que não tem custo. Na verdade, é muito mais conduta, atitude. Desde o início do ano foram realizadas duas reuniões do Pacto Metropolitano, que reúne todas as prefeituras da Região Metropolitana para discutir questões ligadas à região. O que Paulista tem feito para contribuir com esse projeto? Tem projetos na área de mobilidade?


Sabemos que a questão da mobilidade é uma grande obra de infraestrutura que integra principalmente os municípios da Região Metropolitana, que se confunde com o Recife. Quando cada um expor sua situação, suas dificuldades, o Governo do Estado, juntamente com o Governo Federal, deve tomar uma posição. O que depender de Paulista para contribuir junto à Região Metropolitana, vamos fazer. Recentemente, o PT passou a fazer parte da sua gestão. Houve uma disputa acirrada com os petistas na eleição. O que motivou esse gesto? Quero dizer que os palanques foram desmontados. Eu nunca briguei com o PT. O candidato petista (deputado estadual Sérgio Leite, que ficou em segundo lugar) foi quem levou uma disputa eleitoral para o campo pessoal e aí foi uma campanha muito turbulenta, agressiva, mas eu sempre respeitei tanto ele quanto os adversários na proporcional, os dirigentes petistas. O que é que acontece? Eu acho que o momento é de pensar Paulista. Até porque, se a gente for discutir eleição agora, é impossível governar. E diante disso aí, na pasta de Meio Ambiente, sabemos que Paulista tem um grande passivo ambiental e nessa pasta, por conviver com o companheiro Fábio Barros (PT) na Câmara, saber que mesmo ele estando na oposição, esse vereador nunca pensou duas vezes quando foi para aprovar e viabilizar qualquer projeto para o bem do município. E o PT está vindo como um todo para o Governo. O problema aí é do petista (Sérgio Leite). Qual foi o sentimento do PT? Não dá para colocar em discussão aparecer em Paulista só de quatro em quatro anos, discutindo eleição. E o sentimento petista hoje quer discutir a cidade, quer contribuir. Mas ele disse que se tratava de acomodação política... Não, de maneira nenhuma. Até porque eu estou juntando o perfil técnico do companheiro que tem vasta experiência. Apesar desse perfil, supostamente agressivo do deputado Sérgio Leite, o senhor pretende conversar com ele? Estou aberto ao diálogo com todo mundo e com o deputado Sérgio Leite não é diferente. Agora, ele tem que pensar a cidade. Já que ele deseja e anseia tanto, tem projetos pessoais para governar a cidade, ele poderia fazer algum gesto pelo município do Paulista, que nós estamos de acordo. Se ele tem esse sonho, se ele deseja e sonha um dia em governar Paulista, ou se ele identifica Paulista como base eleitoral dele, um local em que todas as eleições ele tem voto, ele tem que fazer algum gesto pela cidade. Estamos aqui abertos ao diálogo. Como acabei de dizer, hoje os palanques estão desmontados. Hoje é o deputado Sérgio Leite, não é nem o ex-candidato a prefeito. Em breve, a aliança entre o PT e PSB poderá ser quebrada com a candidatura do governador Eduardo Campos. Isso pode ter reflexos na esfera local? Dentro da situação local não vejo dificuldade nisso. Até porque estamos em Pernambuco e aqui ninguém vai à rua contra o governador. É legítima (a movimentação de Eduardo) porque quem não é visto, não é lembrado. O Brasil hoje vive um momento confuso na questão econômica e a esperança dos prefeitos é que um governante a nível federal ele entenda e tenha a sensibilidade que tudo acontece na cidade, na prefeitura. E Eduardo deu essa aula quando ele criou o FEM. O senhor defende que a candidatura de Eduardo seja agora, já em 2014? Nas devidas proporções, a situação do governador Eduardo Campos é como se o filme voltasse a 2006, quando ele começou a candidatura como se fosse uma piada e poucos acreditavam. E ele começou a falar de suas intenções, conversar com o povo e hoje é uma liderança a nível nacional. Não vai ser diferente. Ele tem legitimidade, ele tem que ser candidato, quem não é visto não é lembrado. Meu desejo é que ele oficializasse isso o quanto antes para que o povo brasileiro soubesse que nosso governador é a esperança para nosso País. Isso não iria dificultar a relação dos prefeitos do PSB com o Governo Federal, que poderia travar o repasse de verbas? Não, porque primeiro temos conversado com prefeituras do DEM, do PSDB e que estão tendo tratamento que prefeituras aliadas têm. Porque o Governo Federal nessa estratégia de ter


autonomia não quer saber do partido, até porque o que ele quer rotular é que qualquer ação que venha da União seja uma iniciativa do Governo Federal e não municipal. Em sua opinião, qual é a grande falha do Governo Dilma Rousseff (PT)? Primeiro, é que para segurar os empregos do Sul e Sudeste, tem essa redução do IPI, que quem paga essa conta são exatamente os prefeitos do Nordeste. A outra dificuldade é a burocracia. Toda essa situação de transforma num gargalo e aí quem é taxado por incompetente é o prefeito, porque as obras estão acontecendo no município. E (falha ao) liberar recursos, (em não) aumentar liberação de recursos na Saúde e na Educação. O piso dos professores é completamente inviável para as prefeituras bancarem essa conta. Para o senhor, o tempo do PT no Governo Federal já acabou? O poder é cíclico, vai depender da proposta que o PSB vai lançar na rua. Com isso, o povo vai avaliar, o povo deixou de ser besta. O que bota é o que tira, o que aplaude é o que vaia. Eduardo é uma esperança para o Brasil. O senhor tem tido contato com o ex-prefeito Yves Ribeiro (PSB)? Pretende apoiá-lo na eleição de 2014? Sempre tenho contato. Só vou discutir eleição de deputado federal e deputado estadual no ano de eleição. Se eu for tratar hoje de eleição, eu não governo. O diálogo tem sido mantido com o ex-prefeito, mas só vamos tratar de 2014 em 2014 até porque se for tratar de 2014 nesse momento eu vou esquecer de governar.

Folha de Pernambuco – PE 29/04/2013 - 07:45 Colunas

Foco Mariana Fontes (interina), com Romero Rafael A Associação dos Realizadores de Teatro de Pernambuco, a Artepe, recebe homenagem, às 18h, da Assembleia Legislativa de PE, pelos dez anos de fundação. O deputado Sérgio Leite é o autor da proposta.

Jornal de Caruaru - Caruaru – PE 28/04/2013 - 16:00 Opinião

Artigo: Temos três “Rainhas da Ingraterra” na Legislativa de Pernambuco (Alepe)

Assembléia

Do lado de fora, em desespero, mãe e parentes que não podiam sequer entrar na casa. Acarinhar o corpo inerte e chorar suas dores Giovanni Sá Divulgação


O assassinato brutal do protético Paulo Marcos de Lima, ocorrido em Serra Talhada na última terça-feira (24), chocou a sociedade local e mostrou a nossa fragilidade e incapacidade de reação. Foi difícil, e muito pior para os familiares e amigos, vendo um crime bárbaro se transformar num grande picadeiro de horrores. O corpo da vítima ficou por cerca de 10 horas na cena do crime. Estático, amordaçado e exposto dentro da sua própria casa, até a chegada dos peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Caruaru. Do lado de fora, em desespero, mãe e parentes que não podiam sequer entrar na casa. Acarinhar o corpo inerte e chorar suas dores. Uma cena triste que nos leva a uma profunda reflexão político-social, ou mesmo refletir em cima dos comentários disparados por amigos: Se fosse um filho da elite teria o mesmo tratamento? Mas a inoperância dos nossos políticos patrocinam este comportamento. Temos três deputados na Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe) que mais parecem “rainhas da Inglaterra”. São figuras decorativas, sem poder de pressão ou sem força de cobrança. Na prática, funcionam como correia de transmissão para as vontades do governador Eduardo Campos e dos seus delírios. Nenhum dos três foi capaz de utilizar este episódio como exemplo e dar um ultimato ao Governo do Estado cobrando um IML para Serra Talhada. São três omissos. Sebastião Oliveira ainda ingressou com um requerimento sobre o assunto mas não passou disso. E não me venham com este discurso fácil de que o governador já trouxe isso e aquilo para Serra Talhada. Não interessa. É tudo muito pouco para as necessidades da cidade e do seu povo. Na prática, nos transformamos na senzala do Governo do Estado e as cidades de Salgueiro, Afogados da Ingazeira e Carnaíba se transformaram numa espécie de “Casa Grande”. O Estado ainda faz política miúda com Serra Talhada. Entretanto, o prefeito Luciano Duque (PT) também tem a sua parcela de culpa nesta história. Não se pode calar e nem se omitir num momento como este. O prefeito precisa exercer a sua prerrogativa e ter coragem de ir para o embate com o governador Eduardo Campos. Chega de tanta subserviência! Por fim, peço aos leitores que tenham uma atitude proativa. Ao invés de ficarmos aqui dizendo que fulano é babão de sicrano ou descendo a ripa neste humilde cronista – sei que isto vai acontecer – entupam as caixas de emails dos três deputados que representam Serra Talhada e dêem um único grito: IML JÁ! Este é um momento de rebeldia cívica. Tenho dito.

Jornal do Commercio – PE 29/04/2013 - 06:38 Política

Apoio a Aline no caso da "cota fantasma" "Não houve imposição para que elas (moradoras de Brasília Teimosa) fossem candidatas", disse Terezinha Nunes. "Aline já deu o posicionamento dela e eu acredito. Nunca ninguém procurou o partido para se queixar de problemas", reforçou Da Redação O tucanato que esteve presente à convenção do PSDB partiu em defesa da vereadora Aline Mariano, citada no caso das "candidatas virtuais" de Brasília Teimosa - ou da "cota fantasma". A deputada Terezinha Nunes disse que a vereadora - que não foi à convenção - detém toda a confiança do partido e considerou "muito estranho" a publicação da reportagem pelo JC no mesmo dia da convenção que homologou decisão da Executiva nacional em conceder participação feminina de, no mínimo, 30% das vagas do diretório. "Não houve imposição para que elas (moradoras de Brasília Teimosa) fossem candidatas", disse Terezinha Nunes. "Aline já deu o posicionamento dela e eu acredito. Nunca ninguém procurou o partido para se queixar de problemas", reforçou.


O deputado estadual Daniel Coelho ratificou as palavras da correligionária. Destacou que Aline Mariano - que é líder da oposição - tem tido uma conduta "exemplar" na Câmara de Vereadores do Recife. "Confiamos plenamente nas palavras de Aline, que se defendeu muito bem. Ela conta com a nossa inteira confiança e apoio. O que houve foi um mal entendido", apostou, ao se referir às mulheres de Brasília Teimosa que alegam ter sido candidatas sem saber, caso que está sendo investigado pela Polícia Federal.

Vanguarda - Caruaru – PE 28/04/2013 - 21:00 Política

No JC: Entrevista com Ivan Maurício sobre o PSB Você teve militância estudantil? Quando é que se deu a opção pela militância partidária? Da Redação Militante estudantil, autor de cartas-denúncia sobre prisões e torturas - no governo do general Médici (1969-1974) - e um dos três redatores do Manifesto do PSB, na refundação, em 1985, o jornalista Ivan Maurício, 61, volta ao partido. Saiu em 89, para apoiar Leonel Brizola (PDT) à Presidência, por não concordar com o apoio a Lula. Todavia, diz que o PSB, como os demais partidos, perdeu clareza ideológica. "Volto para defender uma reforma política no Brasil. Torço, porém, por um contraponto ao projeto do PT em 2014", diz. JORNAL DO COMMERCIO - Você teve militância estudantil? Quando é que se deu a opção pela militância partidária? Nunca tive inserção nas agremiações clandestinas. Por gostar de rock, a militância achava que eu não era um cara sério. Na faculdade de Jornalismo, em 1970, época da ditadura barra pesada, na Universidade Católica (Unicap), fizemos um manifesto que nos rendeu um problema sério: "Cerveja, ame-a ou deixei-a", uma paródia ao slogan do regime, "Brasil: ame-o ou deixe-o". A Unicap tinha proibido a venda de cerveja no bar. Eu, Ricardo Noblat, muita gente, quase fomos cassados. Passei a integrar um grupo que dava apoio a presos políticos. Mandávamos cartas-denúncia para a Europa, divulgando prisões e torturas. Abrimos um braço parlamentar para divulgar na Assembleia Legislativa. Daí, surgiu a grande amizade com Jarbas Vasconcelos (deputado do MDB), em 1972. Ele foi de uma coragem tremenda, assim como Fernando Lyra e Marcos Freire (então deputados federais). Tinha dia que Jarbas falava no plenário sozinho, não tinha ninguém para ouvi-lo. Só para registrar no Diário Oficial, porque aí a ditadura não matava. Tinha de prestar conta (do preso). JC - Você era de esquerda, mas sem convicção doutrinária. Como entrou no PSB? A história do PSB está vinculada diretamente ao ano de 1985, quando se recuperou o voto nas capitais. No momento que foi convocada a primeira eleição para as capitais pós-ditadura, em 1985, houve um impasse no (então) PMDB. Um grupo ligado a Sérgio Murilo (deputado federal), com apoio de Marcos Freire, Sérgio Guerra, conquistou três ou quatro diretórios zonais, tornando inviável Jarbas - que tinha fundado o partido, construído uma história - fosse o candidato. Criou uma crise interna. A maioria das lideranças queria Jarbas candidato a prefeito, mas ele não tinha como se viabilizar internamente. Aí houve um papel importantíssimo de Fernando Lyra (ministro da Justiça do governo Tancredo Neves/José Sarney). Ele flexibilizou a legislação que permitiu a troca e criação de partidos. No penúltimo dia do prazo, surgiu o PSB, gerado quase que no Ministério da Justiça. No último dia, Fernando ligou para ver como estava a crise. Já tinha alguns partidos constituídos, como o PL, o PP, o PTB, todo mundo querendo Jarbas. Às 17 horas, Jarbas conversava, em casa, com dr. (Miguel) Arraes, sobre que caminho tomar. Eu e o Egídio Ferreira Lima (deputado federal), na ante-sala, vimos que ele ia perder o prazo. Eu e Egídio filiamos Jarbas à revelia dele e de Arraes. Mandamos um fax para o Ministério da Justiça. Quando contamos a Arraes, ele perguntou: "e quem mandou?". Arraes


terminou concordando, tanto que em célebre discurso, no dia seguinte, disse: "Se a forma não cabe dentro do conteúdo, então que se quebre a forma". Fiquei presidente do PSB estadual e integrante da executiva nacional. JC - Por que Marcos Freire não apoiou Jarbas em 85? Porque Marcos queria ser candidato a governador do Estado (em 1986, depois de perder para Roberto Magalhães, PDS, em 1982), e a candidatura de Jarbas, se fosse vitoriosa, garantiria a candidatura de Arraes - pelo PMDB -, como de fato aconteceu. Houve um estranhamento grande entre Arraes, Jarbas e Marcos, em 82, por conta da escolha de Marcos. Arraes esperava ser o candidato. A derrota de Marcos o deixou sem alternativa para pleitear nova candidatura ao governo. Agora era a vez de Arraes. Jarbas entendeu isso. Só que para Arraes (ganhar), era importante conquistar o Recife. A candidatura de Jarbas era fundamental. Restou a Marcos Freire fazer uma aliança com os setores mais conservadores (do PMDB e o PDS) que lançaram Sérgio Murilo. JC - E por que Jarbas deixou o PSB e voltou ao PMDB? Ele me disse: "vou continuar no partido". Jarbas deve ter sofrido uma grande pressão do grupo de Arraes, já pensando na candidatura a governador (em 86). Jarbas era a cara do PMDB, esse foi o slogan da campanha de 85. Mas, dias após o Carnaval de 86, Jarbas dá entrevista ao Jornal do Commercio anunciando sua volta ao PMDB. Até hoje, nunca justificou a saída. JC - Em 86, você acabou disputando o Senado. Foi um revide à saída de Jarbas? O PSB estava se preparando para lançar chapas a deputados federal e estadual. O foco era a Constituinte (que veio a elaborar a Constituição de 1988). Aí, começou uma movimentação, no PSB, de um grupo no sentido de colocar o partido dentro de uma linha auxiliar do PMDB. O vereador Edson Miranda se lançou candidato ao Senado. A gente tinha ficado magoado com a decisão de Jarbas de abandonar o partido. A única forma de barrar a candidatura era eu disputar a convenção. Não queria, nunca quis. Na manhã da convenção, Miranda retirou o nome. JC - Mas propagou-se que a sua candidatura seria uma reação ao usineiro Antônio Farias, candidato na chapa de Arraes? E foi. A conta que os setores mais à esquerda faziam, e que todo mundo fazia, era que uma vaga (certa) seria Roberto Magalhães. Estava em disputa a segunda. Se houvesse uma dobradinha minha com Mansueto de Lavor (deputado, candidato da esquerda na chapa de Arraes), a gente garantiria que a segunda para ele. E foi o que aconteceu. Mansueto teve 85 mil votos a mais que Antônio Farias, os mesmos 85 mil votos que eu tive. Quando eu casava o voto com Mansueto, eu tirava voto de Farias. Tanto é que Farias votou em mim, para tirar voto de Mansueto. Ele encontrou comigo depois da eleição e me disse: votei em você. JC - A surpresa veio, porém, quando Arraes começou a pedir o voto na chapa completa? Sim. Foram as pesquisas. Nos últimos 15 dias era nítido o sentimento, a emoção, em torno de Arraes. Mansueto era desconhecido, tinha tido 112 votos em Olinda (na eleição anterior). Terminou (em 86) com uma votação extraordinária. Foi mesmo o voto puxado por Arraes. A 15 dias da eleição, eu tinha 27% em Olinda, e terminei com 9%. Virou uma questão de honra Arraes eleger os dois senadores. Eu sofri um bombardeio, porque um núcleo de esquerda, afinado com Farias, propagava que eu estava a serviço da direita. Na verdade, foi para o PSB não se transformar em partido de aluguel. JC - Em 1988, vocês votaram em João Coelho, do PDT, e não em Marcos Cunha, do PMDB. Por quê? Veja o que é lealdade política. Nunca denunciamos isso, mas nós tivemos mais de 40 companheiros demitidos da Prefeitura do Recife (gestão de Jarbas). Perseguidos. A gente era tratado, da boca para fora, como aliados, mas, internamente, éramos tratados como adversários, porque começávamos a ter uma identidade partidária. A minha amizade com Jarbas não foi levada em conta. Nunca denunciamos isso como perseguição política, não era oportuno. Falo agora, pela primeira vez. A gente, do PSB, dizia que se automaticamente nos alinhássemos à candidatura de Marcos Cunha, a gente ia confirmar a teoria de que o PSB era um legenda de aluguel. No Recife, apoiamos João Coelho, do PDT, um partido no nosso campo de luta. Havia uma simpatia por Leonel Brizola (líder pedetista).


JC - Essa admiração por Brizola levou à posição, em 1989, de não aceitar o PSB no apoio a Lula? Você saiu do PSB por discordar do apoio? Não foi só isso. A gente tinha uma aproximação com Fernando Lyra, que começou a articular a candidatura (presidencial) de Brizola. A gente já tinha uma aliança com o PDT desde 1988. Quando Fernando foi para o PDT, aprofundei essa aliança (o PSB nacional optou pelo apoio a Lula). Apoiar a candidatura do PDT não dava para fazer como dissidente. Entreguei a presidência, pedi desfiliação do PSB e me filiei ao PDT. JC - Mais de 20 anos depois, você pensa agora em voltar ao PSB. Por quê? Não é interesse em ser candidato. É como ter um clube, uma bandeira. Eu vou voltar porque quero, a não ser que não me queiram. Há dois anos, disse ao governador (Eduardo Campos), em evento, que pensava em voltar. Não tinha nada de Eduardo presidente. Ele nunca me procurou. Para ninguém pensar que é oportunismo, porque agora ele é candidato a presidente, e em homenagem a Fernando Lyra, vou me filiar no dia em que o irmão João Lyra Neto (vicegovernador) voltar (vai deixar o PDT). JC - Mas você torce pelo projeto de Eduardo? Espero que seja bem sucedido no projeto. Eu acho interessante a candidatura dele. É preciso um contraponto ao PT. Não é que eu torça pelo projeto de Eduardo, eu torço muito mais, e venho torcendo há muito tempo, para que surja um contraponto a esse projeto do PT, que tem contradições profundas. Tem resultados positivos também muito bons, mas acho que a sociedade deve exigir mais. O projeto do PT trouxe melhorias no campo social para o Nordeste, indiscutíveis. Houve uma melhoria de qualidade de vida da população mais pobre, mas não conseguiu melhorar o padrão democrático do País, por uma leniência, uma convivência com a corrupção tremenda. JC - Essa questão não tem a ver com a falta de uma reforma política? O governo Dilma Rousseff tem 14 partidos na base, Eduardo Campos tem 18 partidos na base, a maioria sem definição ideológica, sem linha programática. Tudo para ter governabilidade. Sim. A essência de tudo é essa. É por isso que acho que o PT precisa de um contraponto, porque ele não conseguiu produzir uma reforma política. É uma grande dívida que o PT deixou com a sociedade brasileiro, mais até que a do comportamento ético, que é grave. JC - Mas, essa dívida não fica minimizada se observado que o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também tentou a reforma política e o Congresso nunca deixou? Os partidos políticos nunca mobilizaram a sociedade. Os que têm definição ideológica são os mais radicais e por serem radicais não têm força no Congresso para mexer com nada, terminam derrotados em tudo. Indefinição ideológica não é um problema só do PT. É do PT, do PSB, do PSDB, todos são partidos sociais-democratas que querem apenas reformular o capitalismo. O sonho de um partido socialista sucumbiu diante da inexistência de uma reforma partidária, que não permitiu a consistência aos partidos. Não têm linha programática, passaram a viver de acordo com alianças. Nem os partidos comunistas têm hoje. Eu posso voltar a um partido (o PSB) que pode fazer uma aliança com o DEM. JC - Você foi presidente do PSB em um momento bastante diferente de hoje. O que era o PSB, há 20 anos, e o que é agora, depois da fase de liderança de Miguel Arraes? O PSB nasceu em 1945, foi extinto em 1965 pelo Ato Institucional nº 2 da ditadura militar, e só voltou à legalidade em 1985. Hoje, temos uma circunstância absolutamente diferente. O regime democrático está de alguma forma institucionalizado. Dizer que o PSB de hoje é diferente do de ontem não é nenhum saudosismo, é apenas registrar que é um momento diferente da história, no qual os partidos não conseguiram se enraizar do ponto de vista ideológico e programático. A reforma política é uma dívida que a democracia brasileira ainda tem a resgatar, que é institucionalizar a fidelidade partidária, ter respeito ao programa, para que os partidos tenham doutrina. Os partidos ficaram muito diferentes depois da prática sucessiva de eleições a cada dois anos. Foram perdendo nitidez ideológica, as alianças foram sendo feitas das formas mais variadas possíveis. É uma coisa diferente. Esse diferente não é nenhum sentido crítico ao que está acontecendo hoje no PSB, nem nenhum enaltecimento ao que aconteceu no passado. É apenas uma constatação histórica.


Vanguarda - Caruaru – PE 28/04/2013 - 21:51 Colunas

Coluna no Jornal Vanguarda Da Redação Alepe A educação foi uma das pautas da reunião plenária da quarta-feira (24) na Alepe, e o deputado Tony Gel (DEM) aproveitou as discussões para pedir apoio ao movimento dos professores da rede municipal de ensino em Caruaru. Ele disse que os docentes perderam direitos e garantias após a aprovação de um novo PCC e que o prefeito de Caruaru se nega a negociar.


Alepe Notícias - CLIPPING 29 04 2013