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Blog da Folha – PE 14/02/ 2013 - 15: 31 Política

O PSD, enfim, estreia na telinha PSD estreia… Depois de tanta luta, o TRE deu uma boa notícia ao presidente estadual do PSD, André de Paula: o partido terá suas primeiras inserções comerciais indo ao ar esta semana Gilberto Prazeres Comandado pelo ex-deputado André de Paula em Pernambuco, o PSD estreará sua propaganda partidária, no formato inserção, em Televisão nesta sexta-feira (15). A informação é confirmada pela coluna Folha Política, assinada por Renata Bezerra de Melo. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deu o aval para a legenda, que já programou três filmetes diferent es para a veiculação. A estreia, claro, será estrelada pelo presidente regional da sigla. Por Renata B ezerra de Melo: PSD estreia… Depois de tant a luta, o TRE de u uma boa notícia ao presidente estadual do PSD, André de Paula: o partido terá suas primeiras inserções comerciais indo ao ar esta semana. A parte menos confortável foi que, ao saber disso, o dirigente só teve dois dias para produzir os comerciais. Eles serão veiculados de amanhã até o dia 20. …inserções Um dos filmes será protagoniz ado por André, enquant o president e do partido, outro por João Mendonça, gestor de B elo Jardim, em nome dos prefeitos da sigla, e o último pelo líder do partido na Assembleia Legislativa, Rodrigo Novaes. O parlamentar falará em nome da bancada estadual. As exibições retornam em setembro.

Blog de Inaldo Sampaio – PE 14/02/ 2013 - 15: 46 Política

Inserções do PSD começam a ser veiculadas nesta sexta-feira De acordo com o presidente André de Paula, como serão só três dias e o partido foi avisado de última hora, apenas três pessoas fizeram gravações Inaldo Sampaio Divulgação

Começam a ser veiculadas nesta sexta-feira nas emissoras de rádio e TV de Pernambuco as inserções políticas do Partido Social Democ rático (PSD). De acordo com o presidente André de Paula, como serão só três dias e o partido foi avisado de última hora, apenas três pessoas fizeram


gravações: ele próprio, o líder da bancada do partido na Assembleia Legislativa, deputado Rodrigo Novaes, e o prefeito de Belo Jardim, João Mendonça. As gravações já foram feitas num estúdio do Recife e deverão ser veiculadas de sex ta a domingo.

Diário de Pernambuco Online – PE 14/02/ 2013 - 10: 30 Política

Entidades discutem, no Recife, proposta de Plano de Convivência com o Semiárido Da Redação A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de P ernambuco (Fetape) e a Arquidiocese de Olinda e Recife irão reunir, nesta quinta -feira (14), a partir das 9h, no Palácio dos Manguinhos, no Recife, diferentes entidades e movimentos da sociedade civil para discutir uma proposta de Plano Regional de Convivência com o Semiárido. O documento produzido nesse encont ro será apres entado aos governos Federal e dos estados do Nordeste, no dia 20 de março, durante uma reunião prevista para acontecer na capital pernambucana. Nesta quinta, a proposta é debater um conjunto de diretrizes , que possam subsidiar os governos, tomando por base as experiências desenvolvidas por instituições e movimentos, e que têm possibilitado uma vida mais digna para famílias agricultoras, mesmo nos períodos de estiagem. No debat e, estão questões c omo tecnologias s ociais, infraestrutura hídric a, organização da produção, soberania e segurança alimentar e nutricional e meio ambiente. Devem participar da reunião, representant es da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e das Federações de outros estados do Nordeste, Confederação Nacional dos Bispos do B rasil Nordeste 2, Articulaç ão no Semi -Árido Brasileiro (ASA), Central Única dos Trabalhadores (CUT/PE), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MS T), Cárit as NE 2, Cent ro Sabiá, além do deputado e stadual Manoel Santos e integrant es da Comissão SOS Seca, da Assembleia Legislativa da Paraíba. "Estamos realizando mobilizações desde o início do ano passado, para cobrar dos governos ações emergenciais que minimizem os efeitos da seca na vida das fam ílias do S ertão e Agreste, mas, agora, é a hora de pautar também algo mais estruturante. P or isso, queremos debater um Plano de Convivência com o Semiárido em nível regional, que leve em conta as experiências acumuladas pela sociedade civil", afirma o pres idente da Fetape Doriel Barros. Com informações da assessoria de imprensa da Fet ape

Diario de Pernambuco – PE 15/02/ 2013 - 07: 45 Coluna s

João Alberto Sem folia Este ano, Guilherme Uchoa fugiu do carnaval. Passou a folia na sua casa de Itamaracá, em clima de relax total.


Diário de Pernambuco Online – PE 14/02/ 2013 - 19: 21 Política

Deputada Raquel Lyra expressa dor da família Da Redação Filha do vice-governador João Ly ra, irmão de Fernando Lyra, a deputada estadual Raquel Lyra divulgou nota expressando a dor da família em razão do faleciment o do ex -ministro. Neste momento de profunda tristeza e dor, gostaria de expressar todo o meu sentim ento de amor e admiração por Fernando Lyra, tio amado e político exemplar. A saudade que começamos a sentir hoje permanec erá em nós para sempre e servirá como fonte de inspiração para continuarmos seu legado em busca de uma sociedade mais justa e humanitária.

Diário de Pernambuco Online – PE 15/02/ 2013 - 00: 46 Política

Fernando Lyra será enterrado nesta sexta-feira Da Redação O ex-deputado federal e ex-ministro de Justiça do B rasil, Fernando Lyra, de 74 anos, que faleceu nesta quinta-feira, s erá enterrado no final da tarde desta sexta-feira, provavelmente às 17h, no cemitério Morada da Paz. O corpo do político pernambucano, que morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos, no Instituto do Coração (Incor), em São P aulo, onde estava internado desde o dia 5 de janeiro, será trazido para a capital pernambucana na manhã desta sexta-feira. O voo que trás o corpo de Fernando Lyra part e de São Paulo às 7h (horário do Recife), com previsão de chegada na c apital pernambucana às 10h. Após o desembarque, o corpo será levado para ser velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde Lyra exerceu seu primeiro cargo político, quando foi eleito deputado estadual pelo MDB, exercendo esta atividade parlamentar de 1967 a 1971. Lyra ainda foi deputado federal de 1971 a 1999. O ex-ministro da Justiça vinha travando há quase duas décadas uma luta para tratar de uma descompensação de insuficiência cardíaca congestiva grave, associada a quadro de infecção sistêmica e à insuficiência renal aguda. Neste último período de internação, foram quase 20 dias, tentando reverter esse quadro, que, já na última semana, permanecia extremamente grave e sem previsão de melhorá.


Folha de Pernambuco – PE 15/02/ 2013 - 07: 16 Política

O Brasil perde Fernando Lyra Um dos líderes da redemocratização no País, ex-ministro tinha 74 anos Mirthyani Bezerra Divulgação

Morreu ontem em São Paulo o ex-ministro da Justiça, Fernando Lyra, reconhecido como uma das figuras chaves do processo de redemocratização do Brasil. O pernambucano de 74 anos faleceu às 16h50 (hora de Brasília) no Instituto do Coração (Incor) em decorrência de falência multipla de órgãos. O político havia dado entrada na unidade no dia 5 de janeiro, devido a um EXagravamento do seu quadro de insuficiência cardíaca - Lyra sofria do DEPUTADO problema desde 1978 -, quando foi transferido do Real Hos pital Português estava (RHP), no Recife. Lá, estava internado desde 29 de dezembro de 2012, por internado causa de uma infecção urinária, que teria piorado seu estado crônico. Devido desde 29 de dezembro ao falecimento, o Governo do Estado, as prefeituras do Recife e de Jaboat ão dos Guararapes decretaram luto oficial de três dias. Filho do ex -deputado e ex-prefeito de Caruaru, João Lyra Filho, Fernando Lyra entrou para a política em 1966, elegendo-se deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB ). O partido havia sido criado naquele ano, pelo Ato Complementar n° 4, que instituía o bipartidarismo do Brasil (complementando o Ato Institucional n° 2) e fazia oposição à Aliança Renovadora Nacional (Arena), legenda governista. O ex-deputado federal Maurílio Ferreira Lima (PMDB) contou que desde o início das atividades do partido, Pernambuco fez parte do segment o denominado “aut êntico”. “Ele era composto por alguns (políticos) que não tinham receio de perder seus direit os políticos. Fernando Lyra era um dos grandes expoentes dessa área”, afirmou. Até 1974, os autênticos eram minoria no MDB. Segundo o doutorando em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE ) Rafael Leite Ferreira, os ideais desse grupo se contrastavam com a ala mais moderada do partido, um a distinção que existia desde a formação do MDB. “Era um grupo mais jo vem, que defendia uma pos tura mais agressiva frente ao regime civil -militar”, explicou. O fundador do MDB e hoje coordenador da Comissão Estadual da Memória e Verdade, Fernando Coelho (hoje do PSB), afirmou que Fernando Lyra foi um dos poucos deputados do MDB que não teve os direitos políticos cassados depois da publicação do Ato Institucional n° 5 (AI 5), em 1968. “Ele sobreviveu e continuou na luta, sempre exercendo uma função de destaque”, disse. Lyra exerceu set e mandatos de deputado federal, entre 1970 e 1998. “No começo, os autênticos eram um grupo pequeno ante o grande desafio a ser enfrentado. A situação começou a se modificar na década de 1970”, afirmou. Segundo Ferreira, após 1974, mudanç as internas e externas fizeram com os “autênticos” passassem a ser maioria dentro do MDB. Citando o historiador Rodrigo Patto Sá Motta, afirmou que o grupo deu nova alma ao partido e, muitas vezes, entrou em choque com a ala moderada, cuja at uação ajudou a melhorar a imagem da oposição naquele período. O corpo do ex-ministro Fernando Ly ra será velado hoje na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a partir das 12h. Seu enterro está marcado para as 17h, no cemit ério Morada da Paz, em Paulista.


Folha de Pernambuco – PE 15/02/ 2013 - 07: 31 Cidades

Oposição realiza blitz no Interior Tema pertinente no plenário, a seca receberá atenção especial dos parlamentares Mirella Araújo A blitz realizada pela banc ada de oposição da Assembleia Legislativa para fiscalizar as ações do Governo Estadual, volt am a s er realizadas na próxima quinta -feira, pela manhã. O líder dos oposicionistas, o deputado Daniel Coelho (PSDB ), não relevou detalhes sobre o local, para que o governo não possa se antecipar. A intenção, neste primeiro semestre, será focar nas cidades do Interior do Estado. Mesmo com base na Região Me tropolitana, o tucano afirmou que não se trata de marcar presenç a nos colégios eleitorais, e sim em apont ar os erros para que o poder público tome as devidas providências. Tema pertinente no plenário, a sec a receberá atenção especial dos parlamentares. O deputado federal Gonzaga P atriota (PSB), fez críticas ao Governo Federal sobre a lentidão no andamento de projetos, como a transposição do ri o São Francisco e a A dutora do P ajeú, onde será anunciada a segunda et apa. Nesse ponto, Daniel concordou com o socialista, no entant o, atribuiu o tratamento desastroso a esse assunt o também ao governo estadual. “Estamos no sétimo ano de gestão e o governo não realizou as obras estrut uradoras no Sertão. Apenas é criada uma comissão especial para debater a seca. O governo teve tempo, teve dinheiro como nenhum outro em sua história e não preparou o Estado para essa questão. Então, é importante que se faça uma ressalva que existe uma parceria para esse frac asso na seca, dos governos estadual e federal, que esqueceram esse assunto e deixaram de realizar obras estruturadoras fundamentais para sobrevivermos a esse período”.

Folha de Pernambuco – PE 15/02/ 2013 - 07: 21 Política

Para vice-governador, irmão era quase um pai Ele se transformou no conselheiro da família Da Redação Fernando Lyra nasceu no Recife, mas sua trajetória de vida está intimament e ligada ao município de Caruaru, no Agreste do Estado, que o elegeu em 1966 para ocupar uma c adeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Era um dos cinc o filhos de João Lyra Filho, também político, e Guiomar Lyra, professora primária. Casado com Márcia Lyra, teve três filhas: Patrícia, Renata e Juliana. Um dos seus irmãos é o vice-governador João Lyra Neto. “Ele se transformou no conselheiro da família. Era um irmão afetuoso, um pai dedicado e um avô com uma t rajetória muito bonita de amor aos seus filhos e netos. Foi um ser humano extraordinário, sempre engajado na luta pela defesa da liberdade e dos direitos humanos ”, afirmou João Lyra, para quem Fernando era quase um pai. “O tempo todo, assumiu a pat ernidade de todos nós, pela sua experiência e bom sens o. Sempre tinha uma palavra de solidariedade a dar”, disse.


Jornal do Brasil – RJ 14/02/ 2013 - 18: 00 Últimas Notícia s

Morre o ex-ministro da Justiça Fernando Lyra Jornal do Brasil Igor Mello Faleceu na tarde dessa quinta-feira o ex-ministro da Justiça e ex-deputado federal Fernando Lyra, vitimado por complicações de uma infecção urinária e problemas cardíacos. Ele estava internado no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Lyra foi deputado federal por vários mandatos e foi um dos articuladores da campanha presidencial de Tancredo Neves, em 1984. Em seguida, assumiu o comando do Ministério da Justiça no governo de José S arney, que assumiu no lugar de Tancredo, que não pôde tomar posse. Além do PMDB, ele t ambém fez part e do P DT - onde se elegeu deputado federal novamente e foi candidato à vice-presidente na chapa de Leonel Brizola, em 1989 - e PSB. O ex-ministro faleceu às 16h50, de acordo com informações do Incor. O corpo de Fernando que é irmão do vice-governador de Pernambuco, João Lyra - será velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Ele deve ser enterrado nesta sexta-feira (15). O governador do estado, Eduardo Campos, decretou luto oficial de três dias.

Jornal do Commercio – PE 15/02/ 2013 - 07: 17 Gente

O Adeus a Fernando Lyra Ministro responsável pelo fim da censura no Brasil morre aos 74 anos, em São Paulo, vítima de falência de múltiplos órgãos Ayrton Maciel Se todos os adjetivos não fossem suficient es para definir o guerreiro e autêntico Fernando Lyra, um substantivo resumiria todos os pensamentos e a importância de seu currículo para a democracia brasileira: ministro responsável pelo fim da cens ura deixada pela ditadura de 64. Destemido e briguent o na trajetória política, o ex-deputado federal do "grupo dos autênticos do MDB" e ex-ministro da Justiça de Tanc redo Neves/ José Sarney Fernando Lyra morreu ontem, aos 74 anos, como prometeu: lutando pela vida até o fim de suas forças. Lyra faleceu às 16h50 (horário de Brasília), no Instituto do Coraç ão (Incor) do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP), em decorrência de falência de múltiplos órgãos. O "ministro que acabou com a censura" foi int ernado no dia 29 de dezembro passado, no Hospital Português do Recife, com uma infecção urinária. No dia 5 de janeiro, foi transferido em UTI aérea para o Incor, visando a tratar a descompensação de insuficiência cardíaca congestiva grave, doença que o acometia há 20 anos, associada a um quadro de infecção sistêmica e à insuficiência ren al aguda. Por um mês e meio, Fernando Soares Lyra - um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiros (MDB), o partido de oposição ao regime militar -, brigou para continuar vivendo e fazendo o que mais sabia: política. Como cardiopata grave, resistia com quatro pontes de safena e três mamárias, mais um marc a-passo. Desde o início da internação, o quadro de saúde só fez s e agravar. No dia 11 de janeiro, foi levado para a UTI do Incor, onde o


agravamento chegou ao estágio crítico nos últimos dias. Terça-feira (12), Lyra foi entubado, passando a respirar com a ajuda de aparelhos. O estado já era irrevers ível. Protagonista de momentos históricos da política de Pernambuco e do Brasil dos últimos 50 anos, Fernando Ly ra not abilizou-se com um dos integrantes da aclamada ala dos "autênticos" do antigo MDB - que de Pernambuco contou, ainda, com personagens como o senador Marc os Freire, Jarbas Vasconcelos, Maurílio Ferreira Lima, Egídio Ferreira Lima e Fernando Coelho -, o grupo que fazia oposição dura aos militares. Lutou pelas Diretas Já, o projeto de Dante de Oliveira (PMDB/MT), em 1984, derrotado pela maioria parlamentar governista na Câmara Federal, para, em seguida, incorpora -se - sem esmorecer - à campanha de Tanc redo Neves no Colégio Eleitoral (1985), como um dos seus coordenadores. Campanha vitoriosa com a Aliança Democrática, o acordo firmado entre o PMDB e os dissident es do PDS (ex -Arena), que derrotou Paulo Maluf - candidat o dos militares - e viabilizou a redemocratização do País. A confiança de Tanc redo rendeu-lhe o convite para ser o ministro da Justiça. A inesperada morte de Tancredo levou o vice-presidente José Sarney, do PDS, que depois se filou ao PMDB, a assumir o governo. Sarney manteve o ministério de Tancredo e o c onvite a Ly ra. Na Justiça, coube ao ministro a iniciativa de executar o fim da censura no B rasil. Em 1989, foi o candidato a vic e-presidente de Leonel Brizola (PDT), na primeira eleição direta pós -dit adura militar. Deputado estadual (1966) e federal por sete mandatos seguidos, entre 1971 e 1999, Fernando Lyra saiu da disputa eleitoral, mas jamais deixou o exercício da política. Em 2006, aplicou a sua habilidade como um dos articuladores da campanha que levou Eduardo Campos (PSB) ao Palácio do Campo das P rincesas. Nos governos Lula, ocupou o último cargo públic o, como president e da Fundação Joaquim Nabuco, de 2003 a 2011. O corpo de um dos principais atores da redemocratização brasileira chega às 10 horas ao Recife, no A eroporto Guararapes/Gilberto Freire. O velório terá início às 12 horas , na Assembleia Legislativa, e o sepultamento ocorrerá às 17 horas, no Morada da Paz, em Paulista. O governador Eduardo Campos decretou luto oficial por três dias no Estado.

Jornal do Commercio – PE 15/02/ 2013 - 07: 20 Gente

A política como forte vocação Fernando, apesar de nunca ter disputado cargo executivo na cidade, sempre foi a voz política da família Pedro Romero e Wagner Gil Conhecido como a " voz de trovão", pelo vozeirão e ímpeto com que fazia seus discursos, Fernando Lyra foi, até o momento, o mais destacado membro da família Ly ra. A história política do grupo começou em 1958, quando o pai do ex-ministro, o c omerciante João Lyra Filho, foi eleito prefeito de Caruaru, com Fernando sendo um dos coordenadores da campanha. Da união do patriarca com a professora Guiomar da Fonseca Farias Lyra nasceram cinco filhos: Fernando, Roberto, João, Angelice e Gilberto. Fernando e João Lyra Neto (PDT), atual vicegovernador, seguiram carreira política, sendo que o primeiro extrapolou as fronteiras do Estado e se tornou um destacado líder da esquerda, reconhecido principalmente na luta pela redemocratização do País após o golpe militar de 1964. Os Lyra continuam influentes na política local, meio século depois do patriarca da família se eleger prefeito. Assim que assumiu a prefeitura, João Lyra Filho teve a preocupaç ão de preparar novos gestores, patrocinando a viagem e os estudos de José Queiroz (prefeito pela quarta vez) e Fernando Lyra no curso de A dministração Públic a, da Fundação Joaquim Nabuco. Fernando, apesar de nunca t er disput ado cargo executivo na cidade, sempre foi a voz política da família. "Ele sempre carregou as campanhas nas costas", afirma o presidente da Câmara Municipal de Caruaru, Leonardo Chaves, que foi companheiro de Fernando durante anos no MDB e depois no PMDB.


João Ly ra Filho foi lançado na política pelo então deputado e stadual Drayton Nejaim, que depois se tornaria um dos maiores advers ários dos Lyra. Já rompido com o ex -aliado, João Lyra lança o jornalista Celso Rodrigues como candidato a prefeito, mas esse é derrot ado pelo próprio Drayton, que governa a cidade de 1963 a 1968. Com o golpe de 1964, Drayton se posiciona ao lado dos militares. Do outro lado, lutando contra o regime, estavam os Lyra, tendo em Fernando um jovem e proeminente político. "Fernando foi um dos fundadores do MDB em Caruaru. Eu, ele e João Lyra fizemos parte do primeiro diretório municipal. Foi no c omeço da carreira dele: ele amava a política, gostava de fazer política", lembra o ex-prefeit o Anastácio Rodrigues, 84 anos, que administrou Caruaru de 1969 a 1973, sendo eleit o como candidato de João Lyra. Eram tempos difíc eis para quem lutava pela democracia. "Uma passeata política liderada por Fernando Lyra foi barrada por Drayton Nejaim, que fechou a rua com seus aliados. Fernando não aceitou a provocação e mudou o percurso", lembra o então radialista Rui Lira, hoje assessor do prefeit o José Queiroz. O próprio Rui sentiu na pele a violência, ao ser alvo de uma agressão em que levou pauladas e até um tiro. "Ele (Fernando) conseguiu se destacar na política nacionalmente já quando fez seu primeiro discurso na Câmara Federal. Os deputados pararam para ouvi -lo", recorda Anastácio Rodrigues, que havia sido secretário de Educação e Cultura no primeiro governo João Lyra Filho e vereador na cidade. Mesmo sem mandato - em 1998, já devido a problemas cardíacos e cumprindo orientações médicas, não tentou a permanência na Câmara Federal -, Fernando Lyra continuou agindo nos bastidores políticos e com grande influência. Atuou na coordenação das duas eleições vitoriosas de seu irmão João Lyra Neto para prefeito de Caruaru (1988 e 1996) e também o ajudou a c hegar à Assembleia Legislativa e a comandar na Casa a liderança do governo Miguel Arraes (PSB). Além do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Caruaru por duas vezes João Lyra Neto, a família Ly ra conta com a deputada estadual Raquel Lyra (PSB), filha de João. Raquel é a única da nova geraç ão a fazer carreira política.

O Estado de S. Paulo – SP 15/02/ 2013 - 02: 01 Política

Fernando Lyra: o 'autêntico' titular da Justiça após a ditadura Ex-deputado, ex-ministro e ex-senador pernambucano morreu aos 74 anos, em São Paulo O Estado de S.Paulo Memória Ao fim de 47 dias internado na UTI do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, e já em estado muito grave nos últimos dez dias, morreu ontem "por falência múltipla dos órgãos", por volta de 16h50, o ex-ministro da Justiça, ex-deputado e ex-senador pernambuc ano Fernando Lyra. Seu quadro clínico já era problemático desde dez embro, em um hospit al do Recife - do qual foi transferido para o Incor no dia 5 de janeiro. Figura de destaque das oposições no período final do regime militar, e depois um crítico impacient e do PMDB durante do governo José Sarney, Lyra tinha 74 anos e sofria, há 20, de um quadro de infecção renal aguda e "descompensação de insuficiência cardíaca c ongestiva grave". Tendo abandonado a vida pública nos anos 1990, quando estava filiado ao P DT, ele vivia com a mulher, Márcia, e as três filhas, na praia de Piedade, na Região Metropolitana do Recife. O corpo de Lyra será velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a partir de meio-dia de hoje, e seu sepultamento será às 17 horas, na Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.


Em nota, a presidente Dilma Rousseff, lembrando que ele foi o primeiro ministro da Justiça logo após o fim da ditadura, definiu Lyra como "o responsável pelo fim da cens ura oficial, passo fundamental na reconquista da liberdade de expressão no País". Para a presidente, a democracia perdeu "um de seus mais expressivos defensores". Antigo aliado de Lyra nas lutas contra os militares nos anos 1980, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou que "nesses tempos de mediocridade no Parlamento e na política em geral, Fernando Lyra fará uma falta muito grande a P ernambuco e ao Brasil". Também o senador Aécio Neves comentou a morte do oposicionista - que, segundo ele, "marcou a vida pública brasileira pela firmeza ética e democrática de suas posições". "Foi um companheiro leal de meu avô Tancredo Neves, sobretudo na luta pela redemocratização do País", lembrou Aécio. O recifense Fernando Lyra cresceu em Caruaru, no Agreste pernambucano, onde passou a infância e a adolescência. A profissão de advogado ele deixou de lado para se dedicar à política. Ajudou a fundar o antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB ) e nas décadas seguintes passou a ser reconhecido como um represent ante do "PMDB autêntico". Lyra foi eleit o pela primeira vez em 1966, mas o mandato de deputado e stadual por Pernambuco, porém, foi interrompido dois anos depois pela repressão militar. Em 1970 iniciou a série de seis mandatos como deputado federal. Nesse período, participou da anticandidatura de Ulysses Guimarães à Presidência em 1974, engajou-se na lut a pelas eleições diretas e, com a derrota da Emenda Dante de Oliveira, articulou a candidatura de Tancredo Neves eleito no colégio eleitoral. Acabou virando ministro da Justiça de José Sarney, de março de 1985 a fevereiro de 1986. Mais tarde ele chegou a flertar com o recém -nascido PSDB, mas migrou para P DT de Leonel Brizola, de quem foi vice na primeira eleição direta para president e, em 1989.

Valor Econômico – SP 15/02/ 2013 - 07: 22 Gente

Ex-ministro Fernando Lyra morre em SP Morre Fernando Lyra, articulador da candidatura de Tancredo à Presidência em 1985 Vandson Lima Alexandro Auler/JC Image/Folhapress

O ex-ministro da Justiça Fernando Ly ra morreu ontem à tarde, aos 74 anos, em São Paulo. Ele sofria de insuficiência cardíaca congestiva grave, associada a infecção sistêmica e insuficiência renal aguda. Estava internado desde 5 de janeiro no Instituto do Coração (InCor), na capital paulista, para onde foi trans ferido depois de uma semana no Real Hospital Port uguês, no Recife. Segundo boletim do InCor, o ex -ministro morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos. O velório será na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Até o fechamento desta edição, o local do enterro não havia sido definido. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), decretou luto oficial de três dias. "O maestro dos comícios", como era conhecido pela forma como empolgava o públ ico em cima do palanque, foi o articulador da vitoriosa candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, em 1985. Nascido no Recife, Fernando S oares Lyra, deputado federal por sete mandatos, entre 1971 e 1999, costumava justificar sua surpreendent e articulação dentro do PMDB em favor do mineiro Tancredo - e em detrimento do paulista Ulysses Guimarães - com a seguinte frase: " Ulysses era um radical por fora e um conservador por dentro. Já Tancredo era todo moderado, interna e externamente". Lyra foi um dos organizadores do c hamado grupo " autêntico" do MDB, criado do no início da década de 1970 e cont umaz crítico de seus correligionários "moderados", tímidos em sua crítica aos militares que comandavam o país. Tancredo era um desses moderados, mas Lyra já


em 1983 o via como único nome viável para derrot ar o governo em uma disput a indireta - ao contrário de seus pares, em nenhum momento Lyra acreditou que a emenda Dante de Oliveira (PEC 5/1983), que restabeleceria as eleições diretas no país, seria aprovada no Congresso Nacional, mesmo diante do clamor popular nas "Diret as Já". "Eu considerava Tancredo um candidato mais viável, além de mais bem preparado e com melhores chanc es para governar, até por razões pragmáticas: seu nome era mais assimilável aos militares", anotou Lyra em seu livro de memórias "Daquilo que eu sei" (editora Iluminuras, 2009). Amparado pela Aliança Democrática, composta por PMDB e Frente Liberal - estes por sua vez dissidentes do P DS, partido que abrigou integrantes da A rena após o fi m do sistema bipartidário -, Tancredo venceu a eleição, mas adoeceu gravemente e faleceu pouco depois, sem sequer tomar posse. Em seu lugar, assumiu o hoje senador José S arney (PMDB -AP), que manteve os nomes que já haviam sido definidos por Tancredo e indicou Fernando Lyra para o posto de ministro da Justiça. "Sarney é a vanguarda do atraso", sentenciou Lyra em um refinado raciocínio para justificar o apoio do movimento democrático a Sarney, homem de relações com o regime militar que se transformaria no primeiro presidente civil depois de 1964. Como comentou com alguma amargura em seu livro, Ly ra não tinha o apoio de Ulysses, então influente no governo Sarney, e ficou apenas 11 meses no cargo. Deixou entretanto um reconhecido legado de anteprojetos que visavam à plena consolidaç ão do estado de direit o, entre eles uma nova lei de segurança nacional. Em 1987, ainda na Constituinte, Lyra rompeu com o PMDB e filiou -se ao PDT, pelo qual concorreria à Vice-Presidência da República em 1989, com Leonel Brizola encabeçando a chapa que ficou em terceiro lugar, com 11,1 milhões de votos. Derrotado, acompanhou a posição do PDT, que, no segundo turno, apoiou o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (P T). O eleito foi Fernando Collor de Melo, do P artido da Reconstrução Nacional (P RN). Em 1993, alegando divergências com a cúpula do PDT, Lyra filiou -se ao PSB, por influência do ex-governador de Pernambuco e deputado federal Miguel Arraes. Líder da sigla na Câmara entre 1996 e o início de 1997, defend eu que o partido se colocasse favorável à emenda que permitiu a reeleição do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PS DB), mas foi vot o vencido, o que o levou a deixar o posto. Da mesma forma, defendeu o não alinhamento do PSB à candidatura petista de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 1998. Lyra deixou o Congresso em janeiro de 1999, no fim da legislatura. Em 2003, assumiu a presidência da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), onde permaneceu at é 2011. O instituto, subordinado ao Ministério da Educação, foi o último cargo público que ocupou. Participou ativamente das campanhas a governador de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco, de quem o irmão, João S oares Lyra Neto (P DT), é vice. Nas últimas páginas que escreveu de seu li vro de memórias, Lyra deixou explícita a simpatia com que via o surgimento de Campos e do s enador Aécio Neves (PSDB -MG) como atores de relevo na política nacional. "Eduardo e Aécio, dois grandes netos de dois grandes avôs. Contemplando os dois, nas suas diferenças e semelhanças, vejo se unirem na emoç ão os pontos culminantes da minha existência. E reaprendo a lição de que, na história como na vida, o ponto nunca é final". Em nota, Campos afirmou que "a trajetória política de Fernando Lyra engrandeceu o Bras il. Ele foi um dos líderes da lut a contra a ditadura militar, como deputado federal integrante do grupo autêntico do MDB e como um dos coordenadores de campanhas como a das Diret as Já. Que o seu exemplo seja o principal legado para o nosso povo e as futuras gerações". O vice-governador de Pernambuco João Lyra Neto (PDT) definiu o irmão como "guerreiro justo e incansável, sempre ao lado das causas democráticas e humanitárias". Para o senador Aécio Neves (PSDB -MG), "o Brasil perde um de seus mais notáveis hom ens públicos. Foi um companheiro leal de meu avô Tancredo Neves, sobretudo na luta pela redemocratização". Em nota, a presidente Dilma Rousseff disse que "a democracia brasileira perdeu um de seus mais expressivos defens ores. Primeiro ministro da Justiça da redemocratização, Lyra foi o responsável pelo fim da censura oficial, passo fundamental na reconquista da liberdade de expressão no país". Fernando Lyra deixa a mulher Márcia Maria Teixeira e as filhas Patrícia, Renata e Juliana.

Alepe Notícias - CLIPPING 15 02 2013  

Alepe Notícias - CLIPPING 15 02 2013

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