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A classe trabalhadora e o conjunto dos sectores populares nom podemos seguir pagando a crise capitalista. O horizonte da falsamente prometida recuperaçom está muito afastado. A crise ainda nom tocou fundo mais de dous anos após o seu início a escala mundial. Seguimos pagando as consequências da virtual economia especulativa que derivou numha enorme crise financeira após o incremento dos juros e a impossibilidade de milhons de trabalhadores/as de fazerem frente as hipotecas e aos créditos. Para salvar os interesses dos bancos e das grandes empresas os Estados injectárom fundos públicos para evitarem quedas em cadeia perante a falta de solvência. No caso concreto do Estado espanhol a aplicaçom desta receita neoliberal provocou um défice fiscal do 10% do PIB e o incremento incontrolado do desemprego. Na Galiza já som perto de 300.000 o número de trabalhadoras e trabalhadores sem emprego. Porém os dados confirmam que apesar da paulatina perda de poder aquisitivo, empobrecimento e incremento do desemprego o grande capital financeiro e industrial continua atingindo enormes benefícios. O Banco Santander logrou incremenar 1% a sua taxa de ganho em 2009, conseguindo um benefício de perto de 9.000 milhons de euros. Nem a burguesia, nem a casta política, que como cans guardians defendem os seus interesses nas suas instituiçons, estám dispostos a perder ou ceder nos seus privilégios. Por isso optam por congelar salários, aumentar as jornadas de trabalho e despedir trabalhadoras/es.

Enquanto o presidente do BBVA anúncia que tem umha pensom blindada de perto de 9 milhons de euros o governo do PSOE pretende alargar até os 67 anos a idade de jubilaçom (actualmente no 65 anos), e incrementar o período de quotizaçom sobre o qual se calcula a base reguladora da reforma, dos 15 aos 25 anos. Contrariamente às promesas de evitar recortes sociais, de aprovar qualquer reforma laboral perjudicial contra a classe trabalhadora, o governo do PSOE, com o apoio do PP, do patronato e o sindicalismo amarelo, está preparando umha contrareforma laboral que sem lugar a dúvidas vai ser umha das maiores agressons contra o proletariado das últimas décadas. De momento já assinárom conjuntamente a inícios de Fevereiro em Madrid um acordo de contençom salarial que na prática significa a perda salarial para umha boa parte das trabalhadoras e trabalhadores. Seguindo as pressons do Banco Central Europeu e do Banco de Espanha, do FMI e


do Banco Mundial, das recomedaçons das potências centrais da UE, o governo de Rodríguez Zapatero vai avançar no despedimento livre, impondo contratos com vinte dias de despedimento, novos recortes salariais, e aprofundar nas desregulaçom da legislaçom laboral. Deste jeito a CEOE consegue o que vem inssistentemente reclamando. O patronato minte quando afirma que a destruçom de emprego deriva dos “altos salários” pois pretende que a su a crise a paguemos nós.

Nom nos enganemos!! Som tempos duros. Sabemos que nom som momentos de vinho e rosas, mas tampouco de resignaçom e fraqueza. Toca defender com decisom e firmeza o nosso presente e o nosso futuro. A classe obreira e o conjunto do povo trabalhador galego nom pode seguir depositando confiança nas promessas incumpridas das forças políticas burguesas, nem nas de ámbito espanhol nem nas autonomistas, tampouco nos seus sindicatos entreguistas e vende-obreiros. A única forma de evitar mais agressons, mais retrocessos nas conquistas duramente adquiridas, é por meio da luita organizada. Cumpre umha greve geral contra as políticas económicas do governo espanhol e da Junta de Galiza, na defesa do emprego e das pensons. Basta de atitudes vacilantes, de posiçons pusilánimes, de seguidismo a interesses políticos alheios a classe obreira galega. O sindicalismo nacional e de classe tem a obrigaçom de fazer converger as luitas parciais, de injectar confiança entre o proletariado e as camadas populares, de criar umha dinámica de luita que conflua numha greve geral.

A assinatura por parte da CIG do manifesto a prol da fusom das caixas de aforro galegas é umha decisom infame que só benefícia à burguesia, aos donos deste País. Como um sindicato de classe pode assinar um documento conjuntamente com as forças políticas responsáveis das agressons que padecemos as trabalhadoras e os trabalhadores? Como se pode confundir ao proletariado galego participando numha iniciativa da mao da Confederaçom de Empresários da Galiza (CEG), que aposta por baixar salários e incrementar a jornada laboral? Isto só se pode explicar polo submetimento da burocracia sindical aos interesses do claudicante regionalismo e aos ocultos pactos com a burguesia a câmbio de perpetuar os seus privilégios. É mais necessário que nunca luitar por umha central sindical combativa, de classe, nom pactista e emancipada da burocracia.


NÓS-Unidade Popular exige ao governo espanhol e a Junta da Galiza umha mudança radical na política socioeconómica, mediante a implementaçom de medidas de choque com base na: -Nacionalizaçom dos sectores estratégicos e intervençom pública impulsionando empresas mistas. -Constituiçom de um Sector Lácteo Galego de carácter misto. -Restituiçom do carácter público de todos os serviços autonómicos privatizados polo PP-PSOE-BNG. -Aumento da pressom fiscal sobre os ricos e reduçom entre as rendas mais baixas. -Subsídio dos produtos alimentares básicos, transporte, consumo energético e acesso às novas tecnologias de tod@s @s trabalhadores/as com rendas inferiores os 8.000€ anuais. -Incremento salarial garantindo aumento do IPC. -Salário Mínimo Interprofissional de 1.000€. -Aumento das pensons de jubilaçom superior ao IPC. -Reduçom da jornada laboral. -Supressom das ETTs e da precariedade laboral no emprego público. -Retirada de ajudas e subsídios a todas aquelas empresas privadas que nom tiverem o conjunto d@s assalariad@s com contrato estável e indefinido. -Eliminaçom das horas extras. -Implantaçom do salário social. -Plano Galego de Emprego (PGE) para atingir o pleno emprego. -Medidas excepcionais de discriminaçom positiva no PGE à juventude, mulheres e maiores de 40 anos. -Plena igualdade salarial entre mulheres e homens. -Anulaçom dos reformas laborais das últimas duas décadas. -Modificaçom da legislaçom laboral para evitar despedimentos. -Supressom do IVA. -Criaçom do Banco Nacional Galego da fusom das Caixas de Aforro e dos fundos autonómicos para dinamizar a economia mediante juros testemunhais.

Umha das primeiras medidas a adoptar nom é a congelaçom salarial dos políticos: é reduzir os seus salários obscenos. ·Se 69% das trabalhadoras e trabalhadores galegos cobram menos de 1.100€ mês por que razom Feijó ganha mais de 80.000 mil euros por ano e os Conselheir@s acima dos 71 mil? ·Por que motivo @s deputad@s no parlamentinho de Compostela ganham umha média de 5.000€ mensais ao que há que acrescentar dietas e outros privilégios como gratuidade das portagens e do transporte público? ·Por que razom altos funcionários do regime, como a presidenta do parlamentinho, superam os 110 mil euros, os conselheiros da CRTVG cerca de 120 mil? ·É impostergável suprimir o plus dos altos cargos, esses 15.000€ anuais de carácter vitalício que recebem os funcionários que tiverem ocupado cargos na Administraçom autonómica.


E porque Juan Carlos de Bourbon e família recebem fundos públicos sem baterem pancada? ·Há que desviar os mais de 25 milhons de euros que o Estado dá à Casa Real para fomentar o emprego e combater a precariedade laboral. Que os Bourbons se ponham a trabalhar. Basta de parasitas sociais!! Nom tem o mais mínimo sentido comum seguir investindo mais de 1% do PIB em armas e militares. ·Devemos exigir a supressom do gasto militar. O Estado espanhol ocupa o posto 15 no ranking de investimento em armamento. O PSOE aumentou as despesas bélicas com respeito ao ano passado!! Para comprar avions Eurofighter e tanques Leopard Zapatero tem dinheiro!; para participar na ocupaçom de Afeganistám nom há austeridade! ·Porque temos as trabalhadoras e os trabalhadores galegos que contribuir para sanear mediante dinheiro público as empresas e entidades financeiras com problemas de liquidez quando os seus donos amassárom com o nosso suor e sangue fortunas milionárias? Ou nos tempos de fartura os oligarcas distribuírom entre nós o ganho das suas fabulosas fortunas? Nom podemos apoiar que magnates como Amáncio Ortega, Tojeiro ou Jacinto Rei –os verdadeiros donos deste País– se burlem de nós. Adolfo Domínguez, empresário têxtil de moda, que recebeu suculentos subsídios e ajudas públicas a fundo perdido, o mesmo que mantém centenares de mulheres e as suas famílias trabalhando sem contrato, nas suas casas, para os seus negócios, nom tivo o mais mínimo rubor em solicitar o despedimento livre. Para os responsáveis directos da nossa precariedade e empobrecimento, nem água!! ·Nom podemos consentir seguir enterrando mais dinheiro na Cidade da Cultura. Centos de milhons de euros tenhem, e seguem a ser investidos, nesta obra

A actual crise do capitalismo nom é umha mais. A grave situaçom ambiental do planeta que já começa a ser visível nas nossas vidas diárias exige umha mudança profunda, radical do modelo socioeconómico. O capitalismo está em declínio. Cada vez é maior o número de povos do mundo que o questionam e experimentam modelos alternativos. O povo trabalhador galego nom vai poder superar esta adversa situaçom, da que ainda só estamos a padecer os seus primeiros sintomas, sem deixarmos atrás a dependência nacional de Espanha, que nos empobrece e impossibilita o nosso pleno desenvolvimento, sem apostarmos na soberania nacional, num governo galego. Só o povo galego deve ter plena competência para adoptar todas aquelas decisons sobre o nosso presente e o nosso futuro. Nem Madrid nem Bruxelas devem substituir a nossa capacidade de decisom. As ingerências externas som responsáveis polo nosso atraso endémico. Sem soberania política nunca poderemos ultrapassar a exploraçom económica dos


nossos recursos e a permanente marginalizaçom que nos condena a continuar a emigrar, padecendo os salários e as pensons mais baixas do Estado, suportando as maiores taxas de desemprego, precariedade e sinistralidade laboral, uns elevados índices de pobreza e exclusom social. En definitivo, tendo umha das rendas mais baixas. Galiza tem que ser livre! Mas isto é insuficiente senom for acompanhado por umha redistribuiçom justa e equitativa da riqueza, pola construçom de umha nova sociedade alicerçada em novos valores. A ofensiva neoliberal pretende reforçar a disciminaçom de género que padece metade da populaçom activa galega. É imprescindível combater a discriminaçom laboral das mulheres adoptando mecanismos que impossibilitem mais retrocessos. As medidas que reclama a burguesia provocarám umha maior desprotecçom das trabalhadoras incrementando a sua marginalizaçom e sobre-exploraçom. Aumentará o desemprego feminino, a sua precarizaçom laboral, as diferenças salariais e a feminizaçom da pobreza. O reforçamento do machismo e do patriarcado que pretende devoltar as mulheres a “casa” seguindo a estela das reformas laborais que desde 1982 venhem aplicando os governos PSOE-PP. O Socialismo é a única garantia para evitar o que a burguesia pretende: voltar às condiçons laborais de há 200 anos, que com tanto sangue e sofrimento a classe obreira conseguimos superar. Mas as conquistas nom som irreversíveis. Hoje a classe trabalhadora tem que recuperar o espírito de luita das geraçons que permitírom as conquistas que nos querem arrebatar.

A casta política profissional, independentemente da sigla e da retórica –PP, PSOE, BNG e IU– defende interesses similares, enriquece-se e obtém enormes privilégios à custa do povo trabalhador, legislando para Amáncio Ortega, Manuel Jove, Tojeiro ou Carmela Arias. Som horas de mudarmos esta situaçom. É necessário deter a voracidade ilimitada da burguesia. O patronato só pode ser freado mediante a luita unitária e organizada da nossa classe. As trabalhadoras e trabalhadores galegos, o conjunto dos sectores populares, nom podemos continuar impassíveis e ancorados na resignaçom paralisante. Há que mobilizar-se, protestar, reivindicar, exigir responsabilidades. Há que participar activamente nas luitas das empresas e centros de trabalho, implicar-se nelas, evitar que sejam instrumentalizadas polas burocracias sindicais para favorecer interesses políticos espúreos. Chegou pois a hora de luitar. É o momento da unidade de classe, de confiar na nossa imensa força e potencialidade. Evitemos despedimentos, reduçom de salários, aumentos de jornadas, incrementos da energia, transportes e bens de primeira necessidade!! Preparemos as condiçons para o êxito da greve geral que obrigue a mudar de rumo!

Galiza, 10 de Março de 2010


Triptico pola greve geral