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II ASSEMBLEIA GERAL DA AGARB

A SOLIDARIEDADE É A TERNURA DOS POVOS VIGO, 6 DE MARÇO DE 2010

Estatutos da AGARB Princípios da AGARB Declaraçom Política da AGARB


Resoluรงons II Assembleia Nacional da AGARB Edita: AGARB Correio-e: agarb@gmail.com agarb.blogspot.com Primeira ediรงom, Marรงo 2010


II ASSEMBLEIA GERAL DA AGARB VIGO, 6 DE MARÇO DE 2010

Estatutos da AGARB (página 3) Princípios da AGARB (página 5) Declaraçom Política da AGARB (página 7)


II Assembleia Geral da AGARB | A solidariedade é a ternura dos povos | Vigo, 6 de Março de 2010

Estatutos Da organizaçom e os seus objectivos Art. 1.- A Associaçom Galega de Amizade com a Revoluçom Bolivariana (AGARB) é umha organizaçom popular sem ánimo de lucro, enquadrada nos parámetros da esquerda soberanista e anticapitalista galega, cujos principais objectivos som: -Difundir na Galiza o processo revolucionário em curso na República Bolivariana da Venezuela. -Apoiar a luita anti-imperialista e a prol da construçom do socialismo neste país irmao. -Procurar apoios e adesons à causa bolivariana entre o povo trabalhador galego. -Impulsionar projectos de cooperaçom, intercâmbio, solidariedade e conhecimento mútuo entre o povo galego e o povo venezuelano. -Recuperar e difundir os históricos laços de amizade entre a Galiza e a Venezuela. -Reforçar a luita anti-imperialista e anticapitalista, pola soberania nacional no caminho de Socialismo.

D@s membros Art. 2.- Pode ser sóci@ de AGARB qualquer pessoa que manifestar estar de acordo com os princípios e objectivos de AGARB e assim o solicitar. Art. 3.- Direitos d@s sóci@s -Participar com voz e voto nos organismos de que formar parte. -Eleger e ser eleit@ para os órgaos de direcçom e cargos de responsabilidade. -Receber informaçom respeito à actividade da organizaçom. Art. 4.- Deveres d@s sóci@s -Pagar as quotas que se acordarem. -Contribuir na medida do possível ao êxito das linhas de actuaçom decididas pola entidade.

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Da estrutura organizativa Art. 5.- A Assembleia Geral é o máximo órgao de decisom da organizaçom. Dele fam parte de pleno direito tod@s @s sóci@s dad@s de alta antes da data da sua convocatória. Art. 6.- A convocatória da Assembleia Geral fará-se de jeito ordinário pola Junta Directiva com umha antecendência mínima de um mês respeito à sua celebraçom. De jeito extraordinário poderá ser convocada por 3/4 da filiaçom ou a metade mais um da Junta Directiva, sendo obrigatória a sua celebraçom dous meses após a tomada da decisom. Art. 7.- A Assembleia Geral celebrará-se de jeito ordinário cada ano, tendo como funçom a adequaçom das linhas políticas gerais e a renovaçom da Junta Directiva. Art. 8.- A Junta Directiva é o máximo órgao de direcçom da AGARB entre a celebraçom das Assembleias Gerais. Art. 9.- A Junta Directiva estará conformada por um mínimo de cinco pessoas: Coordenador/a Geral, Secretari@, Responsável de Finanças e dous vogais.

Dos símbolos, língua e hinos Art. 10.- O símbolo da AGARB é um círculo bordeado em preto com a bandeira nacional venezuelana na que umha das suas oito estrelas brancas, torna-se vemelha com umha franxa azul da bandeira nacional galega sobre o território da República Bolivariana da Venezuela. Também se adoptam como próprios a bandeira da Galiza, -pano branco com umha faixa azul celeste descendente do canto esquerdo superior ao canto direito em cujo centro se superpom umha estrela vermelha de cinco pontas; assim como a bandeira vermelha, símbolo do movimento socialista mundial, e a bandeira da República Bolivariana de Venezuela. Art. 11.- AGARB tem como única língua de uso tanto na sua comunicaçom interna quanto externa a língua nacional da Galiza, o galego, utilizando o padrom normativo reintegracionista estabelecido pola AGAL. Estabelece aliás, a utilizaçom em todo o momento de umha linguagem nom sexista. Art. 12. - Os hinos oficiais da AGARB som o Hino Nacional de Galiza e A Internacional.

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Princípios da AGARB A Associaçom Galega de Amizade com a Revoluçom Bolivariana (AGARB) é umha organizaçom popular sem ánimo de lucro, enquadrada nos parámetros da esquerda soberanista e anticapitalista galega, cujos principais objectivos som: 1º- Difundir na Galiza o processo revolucionário em curso na República Bolivariana da Venezuela. 2º- Apoiar a luita anti-imperialista e a prol da construçom do socialismo neste país irmao. 3º- Procurar apoios e adesons à causa bolivariana entre o povo trabalhador galego. 4º- Impulsionar projectos de cooperaçom, intercâmbio, solidariedade e conhecimento mútuo entre o povo galego e o povo venezuelano. 5º- Recuperar e difundir os históricos laços de amizade entre a Galiza e a Venezuela. 6º- Reforçar a luita anti-imperialista e anticapitalista, pola soberania e independência nacional no caminho de Socialismo.

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Declaraçom Política da AGARB Após a queda dos regimes burocráticos identificados com o modelo soviético e a longa ofensiva neoliberal imposta polo imperialismo na América Latina, umha nova época começa a abrolhar na Pátria Grande de Bolívar. A tenaz, heróica e incansável luita por um novo mundo que, durante décadas e na maior das solidades, mantivo e mantém acesa a Revoluçom cubana, a insurgência colombiana e as diversas resistências e luitas populares multicolores dos povos indígenas, afroamericanos, das mulheres, da juventude, da classe obreira, de pobres e excluídos sociais, fecundou na actualidade. Na alvorada do novo século XXI, é umha realidade tangível e esperançosa o despertar dos povos da América Latina a recolher o latejar, o fluir das experiências, dos combates, na esteira do melhor pensamento e luitas americanas fundidas com os contributos do marxismo revolucionário. Desde José Martí, Artigas, Sucre, Manuel Rodríguez e Bolívar; passando por Emiliano Zapata, Farabundo Martí, Augusto César Sandino e Carlos Mariátegui; Carlos Fonseca, Roberto Santucho, Carlos Marighella, Miguel Enriquez, Che Guevara e Fidel; até Manuel Marulanda e Hugo Chávez; há um interminável e dialéctico fio condutor que a memória e luitas colectivas populares foi capaz de sintetizar e enriquecer. Assim, hoje os povos da América escrevem umha nova página na libertaçom e emancipaçom da humanidade contra a criminosa fase neoliberal do capitalismo. Neste processo, a República Bolivariana da Venezuela ocupa um lugar destacado. O processo revolucionário em curso está a servir como catalisador para consolidar e reforçar as luitas pola soberania nacional, contra o neoliberalismo e o imperialismo ao longo do continente.

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Perante as vitórias e o exemplo que a Venezuela emana para @s excluíd@s e @s pobres do mundo, para @s humilhad@s e carentes de esperança, o imperialismo emprega todos as armas de que dispom para desqualificar, caricaturar, manipular a verdadeira magnitude e objectivos da Revoluçom Bolivariana e do emancipador projecto continental que representa. Porém cumpre preparar-se contra a nova ofensiva do império norteamericano de recolonizaçom dos povos da América Latina e as Caraibas. Empantanado nos campos de batalha asiáticos, atrapado numha crise sistémica de conseqüências incalculáveis, frustradas as expectativas que ingenuamente certos sectores depositárom na presidência de Barack Obama, uns Estados Unidos, ferido de morte, vam tentar atrassar o seu declínio imperial apoderando-se das fontes energética, recursos naturais, da grande biodiversidade da Amazonia e do conjunto da grande Pátria de Bolívar. Primeiro foi a activaçom da IV Frota, depois o golpe de estado nas Honduras, logo a instalaçom de sete novas bases na Colômbia, e agora a invasom do Haiti sob a coacctada de ajuda humanitária. Mais alá de qualquer superstiçom que a realidade ciclicamente desmente os Estados Unidos necessitam manter umha agressiva prática imperialista, que forma parte intrínseca da sua natureza genética-, para poder perpetuar-se e garantir o nível de vida e consumo de umha parte considerável da sua populaçom. Os Estados Unidos avançam no cerco aos governos populares de orientaçom soberanista e anti-imperialista, persistemna sua obsessom por derrotar militarmente à insurgência revolucionária colombiana. Há que evitar que o complexo militar-industrial sediado em Washington logre os seus perversos objectivos. O melhor antídoto para frear o imperialismo sem lugar a dúvidas é a aprofundaçom da via socialista na Venezuela derrotando as forças contrarrevolucionárias que procuram desestabilizar o governo de Hugo Chávez e afastando do governo e as instituiçons a boliburguesia. A dia de hoje o futuro do processo corre sérios perigos pola penetraçom do paramilitarismo fascista colombiano, origem de boa parte dos assassinatos de dirigentes camponeses e líderes sindicais operários, polo incremento do narcotráfego, dos subornos, pola impunidade de umha burguesia golpista que promove sabotagens, terrorismo mediático e desestabilizaçom social, pola política agressiva do governo narco-paraterrorista colombiano. A orientaçom seguida nos dez anos de processo tem-se manifestado insuficiente e inadequada para inclinar a balança definiticamente face o campo operário e popular, para atingir umha correlaçom de forças favorável ao bloco popular. Nom há possibilidades de coexistir. Há que destruir o estado burguês e o sistema capitalista

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gerador da corrupçom e ineficácia que deforma, adultera e devora algumhas das conquistas revolucionárias. A inflaçom, a crise energética e de água, a deliqüência e inssegurança nas grandes cidades, as dificuldades para manter e aprofundar nos programas sociais em saúde e educaçom. A Revoluçom Bolivariana na Venezuela acha-se numha encruzilhada: ou bem rompe com o capitalismo de estado vigorante, acaba com a burocracia parasita, com a burguesia endógena, abandona as posiçons duvitativas, conciliadoras e pactistas avançando na construçom de um genuino poder popular apoiado em milícias camponesas e obreiras, ou corre o risco de retroceder e ser derrotada provocando um revês e frustraçom continental de graves conseqüências para o campo revolucionário, com o conseguinte desprestígio do projecto socialista a escala mundial. Em Dezembro de 2007 encenderom-se as alertas com a ajustada derrota no referendo da reforma constitucional. Mas desde aquela, embora se lançou a palavra de ordem de revisom, rectificaçom e reimpulso, o governo ameaça, berra mas aperta pouco. O imperialismo nom o tem fácil. Hoje a consciência e autoorganizaçom popular é muito superior a de há umha década. Porém é imprescindível redobrar esforços em fazer frente a campanha de intoxicaçom e descrédito permanente que os meios de comunicaçom da burguesia espanhola e galega realizam contra o presidente Hugo Chávez e o processo bolivariano. Por este motivo, da periferia do centro capitalista europeu, de um povo carente de soberania chamado Galiza, conhecedor da rapina imperialista, da lógica predadora do capitalismo, nasceu a Associaçom Galega de Amizade com a Revoluçom Bolivariana (AGARB) para modesta e humildemente contribuir no apoio à luita do povo venezuelano contra o imperialismo e em prol do socialismo. A Venezuela foi um dos países americanos que generosamente durante décadas acolheu dezenas de milhares de galegas e galegos que, na fugida da pobreza a que o capitalismo espanhol submete a Galiza, procurárom umha vida melhor. Também serviu como retaguarda para a luita de libertaçom nacional e social, acolhendo dúzias de exilad@s e fornecendo umha base para construir organizaçons revolucionárias. O povo galego tem umha dívida histórica com a Venezuela que está na hora de começarmos a ir saldando. Os principais objectivos da Associaçom Galega de Amizade com a Revoluçom Bolivariana som difundir na Galiza o processo revolucionário em curso na República Bolivariana da Venezuela; apoiar a luita anti-imperialista e em prol da construçom do socialismo neste país irmao; procurar apoios e adesons à causa bolivariana entre o povo trabalhador galego; impulsionar projectos de cooperaçom, intercámbio, solidariedade e conhecimento mútuo entre o povo galego e o povo venezuelano; recuperar e difundir os

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históricos laços de amizade entre a Galiza e a Venezuela; e reforçar a luita antiimperialista e anticapitalista, pola soberania nacional no caminho de Socialismo.

Pátria, Socialismo ou Morte! Antes mort@s que escrav@s!

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