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Guia do

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1ºEMPREGO Edição especial da revista FORUM ESTUDANTE | distribuição gratuita – NÃO PODE SER VENDIDO Anual • Ano IX • 2020 • disponível em pdf em www.forum.pt/emprego

ed. 2020

Estás preparado? Como usar CV, entrevistas e redes sociais a teu favor

Entrevista a António Valadas, Presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional

Para que servem os Gabinetes de Empregabilidade?

Empreendedorismo: Como criar uma empresa em 11 passos

Estágio Profissional: conhece os teus direitos


Índice 20

Gabinetes de Empregabilidade

Apoiar a inserção profissional de todos os estudantes e diplomados da respetiva instituição de ensino é a grande missão teórica dos Gabinetes de Empregabilidade. Mas no terreno, com que tipo de ações e de ajuda é que podes efetivamente contar?

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Job Party Forum Estudante

FICHA TÉCNICA www.forum.pt/emprego

Desde 2010, a Forum Estudante organiza sessões com jovens que procuram preparar-se para entrar no mercado de trabalho. De norte a sul do País, milhares já se juntaram a esta iniciativa. Sabe tudo sobre as Job Parties Forum Estudante.

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Isento de registo ao abrigo do Decreto Regulamentar n.º 8/99 de 9 de junho, Art.º 12.º - n.º 1A

Empreendedorismo

A possibilidade de criar o próprio emprego interessa-te? O ponto de partida de uma empresa é a ideia de negócio, mas existe muito mais caminho a percorrer. Conhece os 11 passos até ao sucesso.

Telefone 218 854 730 Email emprego@forum.pt Administração Rui Marques Gonçalo Gil Félix Pinéu Direção Gonçalo Gil Design Miguel Rocha Redação Fábio Rodrigues Vera Valadas Ferreira Fotografia DepositPhotos Nuno Martinho Publicidade Tel.: 21 885 47 30 Félix Edgar felix.edgar@forum.pt

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Estás preparado?

Há passos que te podem ajudar a encontrar a melhor entrada no mercado de trabalho. Como usar currículos, cartas de apresentação, entrevistas de emprego e redes sociais a teu favor? Trazemoste as respostas, ao longo das próximas páginas.

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Estágio Profissional

Cada vez mais, esta é uma realidade do mercado de trabalho atual e uma opção que poderá passar pelo teu futuro. Por essa razão, damos-te a conhecer algumas das características deste tipo de relação de trabalho.

Impressão Monterreina Área empresarial Andalucía c/ Cabo de Gata 1-3, sector 2 28320 Pinto Madrid

www.forum.pt FORUM ESTUDANTE Revista de Cursos, Escolas e Profissões Propriedade e Edição de: PRESS FORUM Comunicação Social,S.A. Capital Social: 60.000,00 euros NIF: 502 981 512 Periodicidade Mensal Depósito Legal n.º 510787/91 Sede Tv. das Pedras Negras, n.º 1 - 4.º 1100-404 Lisboa Tel.: 21 885 47 30 Fax: 21 887 76 66

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Recrutamento: conselhos dos especialistas

Presente em 60 países, o Grupo Adecco trabalha diariamente na procura de talento para mais de 100 mil organizações, proporcionando trabalho diário permanente e flexível a mais de 700 mil pessoas. Para que tu possas vir a ser uma delas, eis algumas dicas dos profissionais de Recursos Humanos desta empresa de forma a criares impacto no momento do recrumento.

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Trabalhador-estudante

O primeiro contacto com o mercado de trabalho poderá coincidir com a atividade estudantil. Nesse caso, há desafios que se colocam, bem como direitos que protegem quem se divide por estes dois universos. Nestas páginas, explicamos-te quais e contamos-te os exemplos de quem supera esta prova.

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// EDITORIAL

Prepara-te para o mundo do

trabalho

As páginas que se seguem têm um objetivo comum: facilitar a tua entrada no mercado de trabalho. Por essa razão, podes contar com artigos que procuram ajudar-te a obter melhor preparação possível. A diferença está, muitas vezes, nos detalhes. Por isso, trazemos-te textos que oferecem respostas a algumas das questões mais frequentes relacionadas com as principais ferramentas na procura de emprego: Como elaborar um currículo eficaz? Como escrever uma carta de apresentação? Como preparar uma entrevista de emprego? E como posso utilizar as redes sociais em meu proveito? A preparação para o mercado de trabalho não se resume, contudo, a estas ferramentas. Há conhecimentos que apenas chegarão com a experiência e, como tal, trazemos-te algumas dicas de recrutadores, sobre as melhores formas de garantir uma entrada eficaz no mercado de trabalho. De igual forma, conta com textos focados nos teus direitos enquanto trabalhadorestudante ou durante um estágio profissional. Quando falamos de um primeiro emprego, devemos também contemplar a possibilidade de criação do mesmo, com uma secção dedicada ao empreendedorismo. Neste ponto, focamos as melhores técnicas para garantir um pitch ou apresentação eficaz.

O início não é o fim A maioria dos textos que se seguem colocam em evidência o que te é pedido, enquanto

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Pronto para trabalhar!

alguém se encontra prestes a iniciar uma carreira profissional. A lista poderia alongar-se por vários parágrafos: competências técnicas, competências transversais, apresentação eficaz, presença em várias plataformas, boa utilização das redes sociais e pessoais, etc… Esta ideia do que é exigido, mesclada com o contexto laboral atual, pode fazer-te sentir que o mercado de trabalho é um lugar hostil. Poderás até sentir essa exigência como uma injustiça. Afinal de contas, a ideia de um primeiro emprego é a de que existe uma carreira que começas agora a construir. Contudo, mais do que transmitir-te o que é exigido, pretendemos que conheças as atitudes que te podem ajudar na transição para o mundo do emprego. Tudo para que conheças os principais desafios que te serão apresentados, nesta nova fase da tua vida, e para que possas preparar-te de forma condizente. Na mesma linha, a Forum Estudante realiza um conjunto de Job-Parties, espalhadas por instituições de Ensino Superior de todo o país. O objetivo é que, de uma forma personalizada, te possas preparar para o mercado de trabalho, com o auxílio de profissionais que te podem oferecer uma orientação especializada. Ao transmitir-te as melhores técnicas de preparação para o mercado de trabalho, não pretendemos que te sintas “afogado” em exigências. Afinal de contas, grande parte do teu crescimento profissional chegará naturalmente, à medida que fores desempenhando tarefas e cumprindo novos objetivos. Contudo, o conhecimento das tendências do mercado de trabalho pode ajudar-te a dar este primeiro passo. É certo que ninguém nasce empregável. Contudo, a empregabilidade é uma característica – e esse será o ponto em que te pretendemos ajudar – que se pode e deve desenvolver.


PRETENDEMOS QUE CONHEÇAS AS ATITUDES QUE TE PODEM AJUDAR NA TRANSIÇÃO PARA O MUNDO DO EMPREGO.

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Job Party Forum Estudante.

Preparado para

TRABALHAR?

Desde 2010, a Forum Estudante organiza sessões com jovens que procuram preparar-se para entrar no mercado de trabalho. De norte a sul do País, milhares já se juntaram a esta iniciativa. Sabe tudo sobre as Job Parties Forum Estudante.

CERCA DE 16 MIL JOVENS JÁ PASSARAM PELO MUNDO DAS JOB PARTIES FORUM ESTUDANTE

Desde 2010, uma média anual de 2000 estudantes e recém-diplomados já passaram pelas Job Parties Forum Estudante. Estes seminários realizam-se em instituições de Ensino Superior de todo o País e tem um

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Pronto para trabalhar!

objetivo muito simples: ajudar os jovens que procuram entrar no mercado de trabalho. No total, ao longo destas dez edições, cerca 16 mil jovens já passaram pelo mundo das Job Parties Forum Estudante, na grande maioria das instituições de Ensino Superior portuguesas. Estas ações, por sua vez, inserem-se no plano de atividades do Consórcio Maior Empregabilidade – uma estrutura constituída por instituições de ensino superior, públicas e privadas que, desde 2013, procura promover a empregabilidade dos jovens recémdiplomados do Ensino Superior. Durante uma Job Party, poderás abordar


PARA SABERES TUDO SOBRE AS JOB PARTIES, BEM COMO OS RESTANTES PROJETOS DO CONSÓRCIO MAIOR EMPREGABILIDADE, VISITA HTTP://MAIOREMPREGABILIDADE.FORUM.PT/

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em maior profundidade algumas das questões que destacamos, ao longo das próximas páginas: como construir um currículo imbatível, preparar uma entrevista de emprego, conhecer os melhores estágios ou criar um LinkedIn eficaz. Outro dos temas em destaque, ao longo dos últimos anos, têm sido as formas de garantir a aquisição das soft skills que os empregadores valorizam. Todos estes temas são desenvolvidos por especialistas nas áreas da empregabilidade e recrutamento, com experiência no mercado de trabalho, de forma que garantas a melhor preparação possível. Por outro lado, existe a preocupação que estas sessões

não sejam meramente expositivas, envolvendo dinâmicas de grupo e exercícios práticos. Desta forma, as Job Parties são também um momento de desenvolvimento de competências. Destaque ainda para a presença dos alumni das instituições de ensino que acolhem a sessão, procurando a partilha de experiências sobre a transição para o mercado de trabalho e adaptação. Por fim, as Job Parties assumem-se como um espaço onde os diplomados e estudantes “poderão conhecerse melhor”: através de uma dinâmica interativa, é estimulada a reflexão sobre a identidade e as formas de diferenciação.

AS JOB PARTIES SÃO TAMBÉM UM MOMENTO DE DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS.

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Pronto para trabalhar!


Estás preparado? Há passos que te podem ajudar a encontrar a melhor entrada no mercado de trabalho. Como usar currículos, cartas de apresentação, entrevistas de emprego e redes sociais a teu favor? Trazemos-te as respostas, ao longo das próximas páginas.

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O teu CURRÍCULO em

10 PASSOS No mundo profissional, o Curriculum Vitae (CV) é o teu cartão de visita. Sabes quais os passos que te garantem uma boa primeira impressão?

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Pronto para trabalhar!


1 DIVERSIFICA

UM CURRÍCULO DE DIFÍCIL COMPREENSÃO PODE LEVAR O EMPREGADOR A DESISTIR DE TE CONHECER.

o teu perfil

O teu CV deve espelhar não só toda a experiência profissional que eventualmente já tenhas, mas também outras experiências que assumiram um papel determinante no teu crescimento pessoal. Para que te destaques, é importante que mostres as características que te tornam único ou única.

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Começa cedo (e

ATUALIZA-TE)

A tua valorização deve começar o mais cedo possível: há determinadas competências que demoram muito tempo a adquirir, como um bom conhecimento de línguas estrangeiras, por exemplo. Assim, deves ter a preocupação de saber o que as empresas da área do teu interesse mais valorizam num candidato e começar a construir o teu perfil profissional, preenchendo as lacunas que achas que ainda tens.

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Revê e revê e

REVÊ e revê (e revê)

O teu currículo deve ser claro, de fácil compreensão e não deve conter erros ortográficos. Nada dá pior impressão que um erro ou uma gralha no documento que te define enquanto profissional.

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Aposta em

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MEIOS INOVADORES

Há várias formas de colocares as novas tecnologias a teu favor. Uma delas é criares um site/ blog em forma de currículo com as informações essenciais. Contudo, não exageres nas animações: deves fazer algo de fácil compreensão e rápida leitura.

ORIGINAL

A originalidade é também uma forma de distinção. Cria o teu próprio modelo de CV, colocando em evidência o que achas ser mais relevante. Tem atenção, ainda assim, à facilidade de leitura. Um currículo de difícil compreensão pode levar o empregador a desistir de te conhecer.

6 ADAPTA

o teu perfil

Um detalhe importante passa por saberes criar um CV direcionado para uma oferta de emprego específica. Dependendo da área ou das funções em questão, poderás colocar em evidência diferentes experiências e competências relacionadas.

7 EVITA

os adjetivos “fáceis”

“Sou criativo e trabalho bem em equipa”. Soate bem? É possível. Mas pensa na quantidade de pessoas que poderá dizer o mesmo. Evita a utilização exagerada de adjetivos, sobretudo se forem “cliché”. Tenta sempre enquadrar as tuas mais-valias e procura novas formas de descrição.

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Sem

TIMIDEZ

Coloca no teu currículo as experiências e competências que sentes que são verdadeiramente importantes para ti. Não te preocupes se “ficam bem” ou “ficam mal”. Foste vogal suplente da assembleia-geral da associação recreativa do teu bairro? Não tenhas problemas. Se sentes que essa foi uma experiência importante, não hesites em referi-la, explicando o porquê.

9 ESCOLHE (BEM)

a tua foto

É certo que deves tentar utilizar uma foto com a qual te identifiques, acima de tudo. Mas pensa que pode ser menos arriscado escolher uma imagem mais “institucional”. A decisão é tua, contudo, e relaciona-se com a imagem que queres passar.

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Usa anexos com

MODERAÇÃO

Os anexos podem ser importantes para ilustrar os trabalhos ou competências que descreves. Deves pesar bem a quantidade de informação que enviar, ainda assim. Envia apenas os exemplos mais importantes. É bastante importante que gastes algum tempo a escrever uma carta de motivação onde te apresentas e explicas os teus objetivos e mais-valias.

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Como escrever uma carta com selo de

SUCESSO Em vários contextos profissionais ou académicos, vai-te ser requerida a entrega de uma carta (ou email) de apresentação – um documento que resuma as tuas características e motivações. Fica a conhecer algumas formas de garantir o teu sucesso. O objetivo final é simples: mostrar que és a pessoa indicada para determinada posição. Por essa razão, é essencial que te foques não só nas tuas características, mas também nas mais-valias que vais trazer. Através da tua carta de apresentação vais conseguir transmitir, desde logo, os principais traços da tua personalidade e a razão pela qual te candidatas a essa oferta de emprego. A carta de apresentação deve servir para personalizares a tua candidatura e valorizares o teu percurso profissional. Por essa razão, deves entender a carta de apresentação como uma ferramenta complementar ao CV. A tua apresentação não deve ser uma cópia resumida do currículo. Uma carta bem elaborada deve fazer a ligação entre o percurso profissional, as competências e as necessidades da empresa. Se pretendes mostrar que és a pessoa indicada para aquela posição, deves focar-te não só nas tuas características, mas também nas mais-valias que poderás trazer à empresa/organização. Pesquisa a missão do empregador para que saibas quais os principais pontos de contacto com o teu perfil.

Cinco regras para uma carta de sucesso 12

1) Acerta à primeira

Podes preferir ser original na tua entrada, contudo, o início deve ser eficaz. Aqui fica um exemplo: “Em reposta ao vosso anúncio de recrutamento, considero que reúno as qualidades profissionais que correspondem ao perfil que procuram”.

Pronto para trabalhar!

2) Clarifica as motivações

Esclarece quais as razões para a tua candidatura. Procura saber mais sobre a empresa e usa esses conhecimentos – demonstrarás interesse em obter o lugar. Nesta tarefa, o Google será o teu melhor amigo.

3) Pratica o CCD

Claro, Conciso e Direto. Originalidade não é sinónimo de complexidade. A eficácia depende da tua capacidade em seres conciso, não colocando informação desnecessária. Três a quatro parágrafos e frases curtas – eis a regra de ouro.


ORIGINALIDADE NÃO É SINÓNIMO DE COMPLEXIDADE. CLARO, CONCISO E DIRETO DEVERÃO SER AS TUAS REGRAS ORIENTADORAS NO DISCURSO.

Como começar? Deves conseguir transmitir, desde logo, a razão pela qual te candidatas a esta oferta de emprego em específico. Essa é uma forma de personalizares a tua candidatura e de valorizares o teu percurso profissional. A abertura de uma carte de apresentação pode (e deve) ser original. Contudo, independentemente da tua opção, tem em conta que ela deve ser, sobretudo, eficaz. Sê conciso e responde rapidamente às necessidades. Por exemplo: “em reposta ao vosso anúncio para recrutar o financeiro, reúno as qualidades profissionais que correspondem ao perfil que procuram”. Originalidade não é sinónimo de complexidade. Claro, Conciso e Direto deverão ser as tuas regras orientadoras no discurso. Ao evitares informação desnecessáriam vais, desde logo, mostrar capacidades de síntese e de responder a objetivos. Por essa razão, escreve no máximo quatro a cinco parágrafos e utiliza frases curtas.

E o tom? 4) Sê positivo

Não uses frases na negativa e dá sempre um toque positivo ao teu tom. Evidencia a tuas qualidades, sendo objetivo. E a mentira tem perna curta, não exageres na descrição.

5) Revê (e revê novamente)

Ter erros na carta de apresentação é, como deves calcular, uma péssima... apresentação. Verifica o conteúdo do teu texto, revendo várias vezes e com recurso a plataformas online como o FLiP ou o WebJSpell (da Universidade do Minho)

A escolha do tom partirá sempre de ti próprio. Contudo, a escolha por um registo “positivo” poderá favorecer-te. Ao não utilizares frases na negativa, por exemplo, farás pensar uma mensagem assertiva e confiante ao teu texto. Independentemente do tom utilizado, a mentira é sempre uma má opção. Vai colocar em causa a tua integridade e profissionalismo. De igual forma, procura evitar exageros. Estes são, muitas vezes, mais transparentes do que pensas. Sê objetivo na tua descrição, colocando em evidência as qualidades que realmente acreditas em ter.

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REDES SOCIAIS e Emprego: Que cuidados ter? Num contexto em que os social media são, cada vez mais, peças fundamentais na procura de emprego, conhece alguns dos cuidados a ter e das técnicas a adotar.

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Mantém o LinkedIn

ATUALIZADO

Na fórmula para encontrar o emprego certo, a maior rede profissional não poderia ficar fora das contas. Com 500 milhões de utilizadores em todo o Mundo, o LinkedIn é utilizado pela maioria dos potenciais empregadores, na altura de avaliar os candidatos, de acordo com vários estudos. Por essa razão, é importante evitar perfis desatualizados ou incompletos, tendo o cuidado de garantir que a informação representa o percurso profissional. Mais importante ainda é evitar a criação de um perfil sem qualquer informação, tendo em conta que esta é a tua apresentação oficial.

2 NÃO MINTAS

Outra das prioridades deve passar pela não publicação de conteúdo falso. A tentação do exagero poderá estar presente, mas devemos ter em conta que muitos empregadores descartam candidatos, depois de verificarem se a informação publicada não corresponde à verdade. Toda a informação que coloques online poderá ser facilmente confirmada ou desmentida, estando à distância de um telefonema ou de uma pesquisa no Google. O que terá óbvias consequências na tua reputação e credibilidade.

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Mostra as tuas

MAIS-VALIAS

Especialistas em personal branding ou recrutamento destacam a importância de procurar a diferenciação. Ou seja, de construirmos perfis que reflitam as nossas características específicas, evitando copiar o que consideramos ser uma página eventualmente “eficaz”. Para encontrar estas mais-valias, será necessário um grau elevado de autoconhecimento, procurando, em última análise, identificar quais das tuas características mais valorizas.

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Nota: Texto elaborado a partir de entrevista ao especialista em personal branding, Nelson Emílio (publicada em forum.pt/ emprego/prepara-te).

Pronto para trabalhar!


É IMPORTANTE EVITAR FOTOGRAFIAS QUE PODERÃO LEVAR UM EMPREGADOR A DESCONSIDERAR O TEU PERFIL.

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Escolhe a

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IMAGEM certa

Um dos conselhos dos especialistas, relativamente à imagem, passa pela utilização da mesma fotografia em todas as plataformas em que estamos presentes. Esta é uma forma de criar a coerência associada a uma imagem profissional. Pela mesma razão, é importante evitar fotografias que poderão levar um empregador a desconsiderar o teu perfil. Ainda que seja importante que a tua foto reflita a tua personalidade, poderá ser importante ter em conta que a fotografia errada, juntamente com a sensibilidade específica do recrutador, poderá ser o entrave que te separa do teu emprego perfeito.

ATIVO

Mais do que estar presente nas várias plataformas online, a chave para encontrar o emprego certo poderá estar na construção de ligações. Esta é a forma de fazeres chegar o teu perfil às pessoas que te interessam. Isto poderá ser feito através da partilha de conteúdo, pelo aumento da rede de contactos ou pela interação com conteúdos publicados pelo empregador do teu interesse. Desta forma, poderás estar a mostrar, desde logo, competências como dinamismo, proatividade e resiliência.

6 ESTUDA

o empregador

No caso de encontrares o emprego que te interessa, estuda em profundidade a empresa ou instituição e a função a que te pretendes candidatar. Graças à muita informação disponível online, será possível saberes mais sobre o trabalho desempenhado, as pessoas que lá trabalham ou que contactos em comum poderão existir. Desta forma, poderás criar um plano de ação, fazendo com que o teu currículo e presença digital se enquadrem na perfeição para a vaga desejada.

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Como preparar uma

ENTREVISTA de emprego?

Passaste todas as fases e foste chamado para uma entrevista? Trazemos-te os principais conselhos, para que tudo corra pelo melhor.

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As oito regras de ouro de uma entrevista de emprego

#1

Não deixes frases por terminar: sê conciso e mostra que dominas o assunto. Se sentires que a tua resposta está a fugir à questão, tenta encontrar um final rapidamente.

Pronto para trabalhar!

#2

Procura manter o contacto visual com o grupo de entrevistadores, evitando olhar para baixo quando falas.

#3

Evita as expressões mais informais como “tipo” ou “hã?”.

#4

Não tentes ditar o ritmo da entrevista. Espera que te seja colocada uma questão e procura dar respostas curtas.


É normal que te sintas pressionado e tenhas dúvidas sobre as tuas capacidades. Contudo, lembra-te: os jurados ou recrutadores estão lá para te ouvir, ou seja, reconhecem que tu tens valor. Esse é um ponto de partida muito importante – tenta aumentar a confiança em ti próprio e foca as tuas principais maisvalias. Depois, é só seguir alguns dos conselhos que temos para te dar. Há coisas que estarão fora do teu controlo, é certo. Mas podes tentar gerir os imprevistos, preparando-te: reúne a maior quantidade de informação possível sobre a instituição ou empresa (atividade, dimensão, produtos ou serviços, remuneração, organização, entre outros). De igual forma, deves “estudar-te” a ti próprio. Relê várias vezes o teu currículo, de forma a poderes explicar com eficácia os elementos que escolheste para te descrever (personalidade, competências, motivações, formações, etc…). Outro dos detalhes que poderá fazer toda a diferença prende-se com a preparação material. Deves levar toda a documentação que penses ser interessante e eventualmente necessária. O portfolio, os trabalhos realizados, bem como as cartas de referência, os diplomas e certificados poderão sempre ser úteis. Algo que deves ter em conta é a possibilidade de existir um exercício para resolver. Não vale a pena preocupares-te demasiado com o tipo de exercício, uma vez que não vais saber até este surgir. Mas prevê essa possibilidade para que não sejas apanhado de surpresa.

E durante a entrevista? A entrevista é um momento de interação. Por essa razão, há espaço para que coloques as tuas questões. Esta é a forma que tens para recolher informação sobre as condições de trabalho, progressão, expectativas, etc… De resto, essa opção pode significar uma atitude dinâmica perante o entrevistador. A tua principal preocupação deve ser a preparação ou o “controlo de danos”. Por isso, joga pelo seguro: chega 15 minutos antes da hora marcada, para te poderes preparar, já no ambiente da entrevista. Cuida a tua apresentação, sem sentires que estás a sacrificar aquilo que sentes que te caracteriza. Contudo, têm em conta que as questões deverão ser feitas no ambiente certo. Se sentires que não há abertura para as perguntas, não as faças. Ainda assim, estas são algumas questões que te podem ser úteis: “Qual será a minha função dentro da empresa? Quais os principais desafios inerentes à função? Quais as possibilidades de progressão na carreira profissional? É usual trabalhar por objetivos?” Há ainda uma questão adicional que pode surgir. O salário. Para ires preparado, informa-te dos valores praticados em funções similares e foca o desempenho em vez dos valores. Podes indicar um intervalo com valores mínimos e máximos e não deves esperar que seja o empregador a referir o tema do ordenado. Relativamente à entrevista em si, há ainda algumas questões que deves ter em atenção (ver caixa). Lembra-te: a decisão não está nas tuas mãos, por isso, não coloques demasiada pressão em ti próprio. Recorda as tuas qualidades e pensa que só tens de as colocar em evidência para que tudo corra bem.

Outras dicas

~ Memoriza o nome e o cargo do/a entrevistador/a; ~ Deixa a iniciativa de cumprimentar partir do/a entrevistador/a; ~ Procura manter o contacto visual; ~ Procura dar respostas relativamente curtas; ~ Não deixes frases por terminar; ~ Sê conciso: responde às questões colocadas; ~ Tenta perceber o objetivo último da pergunta.

#5

Não mintas nem exageres a realidade. A verdade é sempre preferível.

#6

Não temas o silêncio e utiliza-o a teu favor. Ao pensares na resposta durante uns segundos, vais captar a atenção de quem te entrevista.

#7

Mantém a negatividade fora da sala. Sê simpático/a, alegre e não critiques negativamente um chefe ou antigos colegas.

#8

Levanta-te apenas depois do entrevistador. Não te esqueças de agradecer a oportunidade.

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RECRUTAMENTO Os conselhos dos especialistas Presente em 60 países, o Grupo Adecco trabalha diariamente na procura de talento para mais de 100 mil organizações, proporcionando trabalho diário permanente e flexível a mais de 700 mil pessoas. Para que tu possas vir a ser uma delas, eis algumas dicas dos profissionais de Recursos Humanos desta empresa de forma a criares impacto no momento do recrumento.

Curriculum e Carta de Motivação Especialista: Carolina Santos Business Partner – Departamento de RH – Grupo Adecco

Apresenta-te! O CV e a Carta de Motivação são o primeiro contacto do candidato com a empresa. Ambos os documentos devem funcionar como uma ferramenta de marketing pessoal. A carta de motivação deve resumir as tuas principais características (o que tens para oferecer), a razão da tua motivação para trabalhar na empresa a que te candidatas e o valor que poderás agregar. Em suma, a tua carta de motivação deve conseguir responder à pergunta “porque devo contratar esta pessoa”.

Cria Impacto! Deves criar a “tua marca”, ou seja, compreender o que é único em ti – pontos fortes, competências, valores e paixões – e usá-los para te diferenciares. Quando um recrutador observa um CV procura um design simples, de fácil leitura, com layouts apelativos, ou seja, é importante que o recrutador perceba que o candidato investiu tempo e dedicação na elaboração do CV. Evita diferentes tonalidades de cores e padrões, diferentes tipos de letra, erros ortográficos e a foto colocada deve ser o mais profissional e corporativa

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Pronto para trabalhar! Publirreportagem

possível (se tal não for possível é preferível não colocar foto).

Sê Objetivo! O CV deve ser simples, objetivo e claro. Deve evitar-se a quantidade exacerbada de dados pessoais e constar apenas os essenciais como nome, email, telemóvel, localidade e perfil de Linkedin ou outro que faça sentido. O percurso académico descrito deve ser sucinto realçando o nome do curso, a faculdade e o ano, podendo ainda mencionar duas ou três cadeiras que queiras destacar por serem relevantes para a vaga em questão. Se tens experiência profissional, apresenta-a de forma sintetizada, indicando sempre as funções exercidas. Lembra-te que deves evitar informação que em nada vai contribuir para a vaga em questão.


Entrevista de Emprego

Redes Sociais

Especialista: Ana Belchior

Especialista: Ana Lomba

Técnica de RH – Adecco Trabalho Temporário

Team Leader de RH – Adecco Outsourcing

Valoriza-te!

Faz-te ouvir!

É o momento certo para demonstrares que és o candidato ideal! Organiza o teu discurso de forma clara e estruturada para que as tuas competências sejam valorizadas. Prepara-te para dizer quais os teus pontos fortes e pontos de melhoria, assim como os argumentos que utilizarás para defendê-los. É também importante que conheças bem a informação que colocaste no teu CV para que possas aprofundar os aspetos focados pelo entrevistador.

As redes sociais são cada vez mais utilizadas pelas empresas na procura de novos talentos. Nesse sentido, é fundamental criares perfis atualizados em plataformas que te permitam impulsionar o teu sucesso no mercado de trabalho. Recorre às redes sociais como Facebook, Linkedin e Instagram pois estas são ferramentas mais apelativas que te proporcionam uma ligação com as empresas, facilitando a comunicação entre ambos. Cria currículos mais dinâmicos e mais apelativos, por exemplo através de um vídeo curto ou documentos visualmente dinâmicos.

Mostra interesse! Obtém o máximo de informações sobre a empresa (ramo de atividade, dimensão, tipo de produtos / serviços, etc.) e sente-te à vontade para questionar o entrevistador caso tenhas dúvidas relativamente ao processo. Demonstra satisfação pela oportunidade que te foi dada e mantém contato com o entrevistador, mesmo não sendo o candidato selecionado poderão existir novos desafios para ti.

Não falhes no básico! A primeira impressão conta sempre. Cuida da tua imagem e adequa o teu vestuário à função pretendida. Sê pontual. Sai de casa com tempo, os imprevistos acontecem. Tem atenção à tua postura, demonstra humildade e confiança.

Relaciona-te! Estabelece networking entre profissionais das tuas áreas de interesse e de atuação. É muito importante ter referências. Estas poderão advir de ações de voluntariado, estágios ou projetos de determinado âmbito no qual fazes parte. Esta rede de conhecimentos pode ser a tua chave de entrada no mundo empresarial.

Mostra a tua marca! Deves partilhar com alguma regularidade os projetos nos quais estás envolvido expressando opiniões e críticas construtivas, de modo a dares a conhecer às empresas as tuas opiniões, forma de ser e de estar na vida. Evita publicações pouco profissionais, o correto será partilhares boas práticas e condutas que possam ir ao encontro das políticas das empresas.

“ESTABELECE NETWORKING ENTRE PROFISSIONAIS DAS TUAS ÁREAS DE INTERESSE E DE ATUAÇÃO.”

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Gabinetes de Empregabilidade

Dar um presente ao

FUTURO dos estudantes Texto: Vera Valadas Ferreira

Apoiar a inserção profissional de todos os estudantes e diplomados da respetiva instituição de ensino é a grande missão teórica dos Gabinetes de Empregabilidade. Mas no terreno, com que tipo de ações e de ajuda é que podes efetivamente contar?

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Pronto para trabalhar!


O Gabinete de Empregabilidade da Universidade Europeia e IPAM tem como objetivo “conectar os estudantes com os empregadores, trabalhar as suas softskills e apoiá-los com o seu plano de carreira”, explica Renata Gil Benedito, Employability Office Coordinator desta instituição de Ensino Superior. Este trabalho é realizado, acrescenta a coordenadora, para garantir que os estudantes estão preparados para ser profissionais globais e que estão capacitados para encontrar a melhor colocação no mercado de trabalho em Portugal ou em qualquer parte do mundo. Também Daniel Roque Gomes, Administrador do Instituto Politécnico de Coimbra, frisa à FORUM a importância destas estruturas. “Uma Instituição de Ensino Superior moderna necessita de ter competências próprias no modo como organiza uma estratégia relacionada com a promoção dos seus diplomados junto do mercado de trabalho”, explica, destacando que se alcançam, assim, “bons índices de empregabilidade nos seus ciclos de estudo”. Para o IPC, reforça Daniel Roque Gomes, tal promoção efetua-se de “forma concertada, programada e elencada em metas concretas e de base plurianual”. Mais a norte, na Universidade do Porto, a latitude pode ser outra, mas a preocupação é a mesma – esta instituição está dotada de vários serviços de apoio à integração profissional e promoção da empregabilidade, localizados nas diferentes faculdades. Simultaneamente, a nível central, dispõe igualmente de um serviço de apoio à empregabilidade e aconselhamento na gestão de carreira, conta a Psicóloga da área da Empregabilidade e Gestão de Carreira, Fernanda Correia. A sua missão é a capacitação dos estudantes, desde a entrada no Ensino Superior, para a empregabilidade e para as novas exigências do mercado e competências profissionais. E como é que isso acontece? Fernanda Correia descreve a solução: “Em estreita colaboração com o tecido empresarial, entidades empregadoras nacionais e internacionais, com os alumni, com a comunidade académica e outros serviços da Universidade”.

Como ajudar os estudantes? Está provado, portanto, que a sinergia com o mundo em redor é uma das ferramentas que mais importa explorar para se atingirem taxas de empregabilidade de sucesso. Nas palavras de Daniel Roque Gomes, “o fomento da empregabilidade está fundado nas relações com a comunidade envolvente, nomeadamente a comunidade empresarial”. Por essa razão, garante, “o IPC possui variados protocolos de cooperação com a comunidade empresarial e com associações empresariais”. Mas o trabalho não se fica apenas pelas sinergias. Em termos de estruturas dedicadas à empregabilidade, o IPC possui um conjunto de áreas de atuação complementares que estimulam a empregabilidade

“[PROCURAMOS] CONECTAR OS ESTUDANTES COM OS EMPREGADORES, TRABALHAR AS SUAS SOFTSKILLS E APOIÁ-LOS COM O SEU PLANO DE CARREIRA” RENATA GIL BENEDITO, EMPLOYABILITY OFFICE COORDINATOR DA UNIVERSIDADE EUROPEIA E IPAM

dos seus diplomados, como sejam o observatório de empregabilidade, o portal de emprego do próprio instituto, a organização de eventos em parceria para a promoção de aproximação com empresas, a INOPOL – Academia de Empreendedorismo, os programas de formação e workshops de desenvolvimento de carreira. Também a Universidade Europeia-IPAM procura ser “uma referência para os alunos, desenvolvendo os seus perfis de empregabilidade e promovendo o relacionamento com empresas de recrutamento, melhorando a reputação da Universidade através de diversas atividades e apoiando diariamente estudantes e alumni”. Na prática, este empenho reflete-se no auxílio à construção de CV e candidaturas espontâneas, à preparação para entrevistas de emprego e à gestão de carreira, isto sem contar com o Employability Skill Program. Os formandos encontram aqui ajuda na angariação de estágios curriculares e extracurriculares, nomeadamente através da preparação de toda a documentação necessária. Nos seus portais de emprego nacional e internacional, e página de Linkedin, a instituição divulga ofertas de Emprego e de Estágios Profissionais. Renata Gil Benedito sublinha ainda a colaboração da Universidade Europeia-IPAM no Consórcio Maior

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“OS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DO PORTO ESTÃO MAIS CONSCIENTES DA IMPORTÂNCIA DE DESENVOLVEREM, DESDE CEDO, FERRAMENTAS E COMPETÊNCIAS TÉCNICAS E PROFISSIONAIS QUE PROMOVAM A SUA EMPREGABILIDADE E CARREIRAS COM SIGNIFICADO” FERNANDA CORREIA, PSICÓLOGA DA ÁREA DA EMPREGABILIDADE E GESTÃO DE CARREIRA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

Empregabilidade (CME). Trata-se um projeto Forum Estudante que tem como membros 25 instituições de ensino, associações empresariais, empresas e instituições públicas. Juntas estão empenhadas em realizar um conjunto de Estudos, Conferências e Iniciativas que visam promover uma maior empregabilidade dos jovens recém-diplomados do Ensino Superior.

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Pronto para trabalhar!

Aproximar dois mundos Deste consórcio faz, por exemplo parte, a Universidade do Porto que exercita os lemas deste projeto através do UPGrade – um programa de desenvolvimento de competências pessoais e sociais, com coaching e aconselhamento de carreira –, de um programa de job shadowing [experimentar profissões durante o curso], de palestras e worshops, ou de feiras de emprego on-line e presenciais - as muito concorridas FINDE.U. Mas as ações não se ficam por aqui. A promoção de oportunidades de estágios extra-curriculares e estágios de verão, a participação em eventos de aproximação ao mundo de trabalho (visitas às empresas e pequenos-almoços com empresas com vista ao recrutamento e debate sobre saídas profissionais), a orientação vocacional e aconselhamento profissional individualizados, a consultoria psicológica em gestão de carreira para estudantes nacionais e internacionais (de licenciatura, mestrado integrado, mestrado e doutoramento) e


“UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR MODERNA NECESSITA DE TER COMPETÊNCIAS PRÓPRIAS NO MODO COMO ORGANIZA UMA ESTRATÉGIA RELACIONADA COM A PROMOÇÃO DOS SEUS DIPLOMADOS JUNTO DO MERCADO DE TRABALHO” DANIEL ROQUE GOMES, ADMINISTRADOR DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA

alumni são já uma realidade naquela instituição da Cidade Invicta. “Estamos também a preparar, em conjunto com outras universidades europeias, uma série de ações no âmbito da promoção e capacitação para a empregabilidade”, revela Fernanda Correia. Ainda que mais direcionadas para as empresas e parceiros, a psicóloga salienta no leque das suas ações como igualmente importante o Seminário Cooperação Universidade – Empresas, evento que tem como objetivo auscultar as entidades empregadoras face à adequação das competências dos diplomados da U.Porto às exigências do mercado de trabalho. Quem também organiza eventos internos numa base de periodicidade corrente é o Instituto Politécnico de Coimbra. Falamos de eventos destinados aos alunos, que promovem um contacto programado com empresários, gestores, técnicos e ex-alunos, com o foco de trazer para dentro do IPC as realidades empresariais e as problemáticas empresariais com que os diplomados se confrontam no mercado de trabalho.

Aqui, encontram-se “oportunidades de natureza muito variada, como sejam as oportunidades europeias que são acessíveis aos nossos diplomados e alunos quando terminam os seus cursos”, sublinha o administrador do IPC. “A titulo exemplificativo, os eventos Volta de Apoio ao Emprego ou Job Talks [iniciativa fruto do Consórcio Maior Empregabilidade] constituíram palcos relevantes neste domínio e contaram com grande adesão da parte dos nossos alunos”. O IPC possui também uma Academia de apoio ao Empreendedorismo – INOPOL, uma estrutura “interessante” para todos os alunos e diplomados que procuram iniciar o seu próprio negócio, uma vez que se trata de um espaço vocacionado para enquadrar potenciais novos negócios em regime de incubação. É a chamada criação do seu próprio posto de trabalho. O trabalho realizado pelos gabinetes de empregabilidade poderá, em última análise, ajudar a uma mudança concreta nas atitudes e preocupações dos estudantes. “Percebemos, através da avaliação do impacto das nossas ações, que os estudantes da U.Porto estão mais conscientes da importância de desenvolverem desde cedo ferramentas e competências técnicas e profissionais que promovam a sua empregabilidade e carreiras com significado”, realça Fernanda Correia. Como tal, acrescenta, os estudantes envolvem-se, cada vez mais, em contextos não formais de ensino, em experiências de voluntariado e de mobilidade, em estágios extracurriculares, em núcleos estudantis, em programas de formação em competências transversais e na organização de eventos de empregabilidade e carreira. E tu, já percebeste isso mesmo?

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“Um jovem deve assumir-se como

GESTOR

da sua própria carreira”

O Presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional, António Valadas da Silva, fala à Forum sobre a evolução do mercado de trabalho português e as novas competências que são requiridas aos jovens. Sem esquecer os detalhes que poderão fazer a diferença, para uma adaptação eficaz ao mundo do Emprego: “É muito importante que os jovens possam ter uma atitude individual positiva e pró-ativa, encarando todas as experiências profissionais como formas de enriquecimento pessoal e profissional”. Como tem evoluído, ao longo dos últimos anos, o emprego jovem no País? Como é sabido, os indicadores do nosso mercado de trabalho têm vindo a melhorar de forma contínua, muito graças à recuperação económica que o País tem vindo a registar nos últimos anos. O emprego tem vindo a aumentar e o desemprego tem vindo a diminuir. A situação dos jovens não é exceção. Aliás, importa sublinhar que o emprego jovem tem vindo a registar um crescimento superior ao do emprego total, o que é um indicador muito positivo no que respeita à empregabilidade dos jovens. Acresce que o desemprego dos jovens tem vindo a apresentar uma tendência decrescente. De referir que o emprego jovem tem constituído uma prioridade ao nível das políticas de emprego, de que é exemplo a implementação da Recomendação do Conselho Europeu sobre a Garantia Jovem. A avaliação que tem sido feita da implementação desta iniciativa no nosso País é muito positiva, contribuindo efetivamente para a integração dos jovens no mercado

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Pronto para trabalhar!

de trabalho, em consequência, designadamente, da qualidade das respostas que lhes são proporcionadas quer ao nível da qualificação quer ao nível dos estágios disponibilizados e mesmo das próprias ofertas de emprego Temos atualmente uma taxa de jovens NEET [Jovens que não estão nem a trabalhar, nem a estudar nem a frequentar formação profissional] inferior à média da União Europeia, resultado de um esforço de sensibilização e ativação dos jovens que, por desmotivação ou desconhecimento dos apoios de que podem beneficiar, estão afastados do sistema público de emprego, formação e educação. Esta estratégia de aproximação aos jovens inativos continua em curso, a par de todo o trabalho que continua a ser desenvolvido com os jovens que, por sua própria iniciativa, procuram o apoio do IEFP para a sua inserção no mercado de trabalho. As estatísticas indicam que a qualificação é um fator com peso significativo na empregabilidade. Qual pensa ser a implementação da ideia de que “não vale a pena estudar”, na sociedade portuguesa? Não creio que a ideia a que alude esteja hoje muito presente nos jovens e famílias portuguesas. Bem pelo contrário, hoje em dia as pessoas têm uma clara consciência da importância


“HOJE EM DIA, AS PESSOAS TÊM UMA CLARA CONSCIÊNCIA DA IMPORTÂNCIA DO INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO”

do investimento em educação e formação enquanto instrumentos decisivos para a construção do seu futuro. Por outro lado, há hoje igualmente uma perceção crescente da necessidade de atualizar permanentemente as competências e continuar a aprender ao longo da vida para fazer face às rápidas mutações tecnológicas a que assistimos quer nos locais de trabalho, quer na sociedade em geral. As qualificações são um fator diferenciador para a entrada e permanência do jovem no mercado de trabalho, proporcionando melhores oportunidades de emprego, bem como melhores condições de trabalho. Houve alguma alteração estrutural significativa, ao longo dos últimos anos, do ponto de vista das competências necessárias por parte de um trabalhador? Efetivamente. A par com a exigência de um sólido conhecimento ao nível das competências científicas e técnicas para o desempenho da profissão, com elevados padrões de qualidade, são cada vez mais valorizadas pelas empresas as designadas competências transversais. Na verdade, hoje em dia o mercado exige que os trabalhadores resolvam problemas imprevistos e mais complexos, que possam adaptar-se rapidamente e que detenham e mobilizem, para além das qualificações técnicas, o pensamento crítico, a criatividade, a inteligência emocional, bem como competências empreendedoras, relacionais e de tomada de decisão, entre outras. De que forma tem o sistema de educação e formação encontrado ferramentas para responder à evolução das exigências do mercado de trabalho? O desenvolvimento de novas qualificações e a atualização das existentes, tendo em conta as necessidades do mercado de trabalho e o princípio de diversificação da oferta, está previsto no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações através dos Conselhos Setoriais para a Qualificação (CSQ). Estes grupos de trabalho técnicoconsultivos têm como principal objetivo identificar a evolução e as alterações ocorridas nos diferentes setores da economia, contribuindo para a atualização das qualificações e competências que integram o Catálogo Nacional de Qualificações. Os 16 CSQ em funcionamento, em que o IEFP está representado, visam cobrir as necessidades de educação

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“[UM JOVEM] DEVE ENCARAR A APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA COMO INSTRUMENTO FUNDAMENTAL DA SUA PRÓPRIA EMPREGABILIDADE”. e formação da generalidade dos setores de atividade económica nacional e têm um cariz eminentemente estratégico, funcionando como uma primeira linha de um trabalho mais operacional que se pretende desenvolver numa lógica de rede e de cooperação. Considerando o papel fundamental das empresas na identificação das necessidades de qualificações e na indicação das áreas e saídas profissionais prioritárias para a oferta formativa, o IEFP tem vindo a apostar na estreita colaboração entre a sua rede de Centros de Emprego e Formação Profissional de Gestão Direta, Centros de Gestão Participada e as empresas locais, contribuindo, desta forma, para o ajustamento da formação às necessidades do mercado de trabalho e facilitando a integração profissional dos jovens e adultos qualificados. Na definição da oferta formativa e na sua adequação às necessidades do mercado de trabalho, assume ainda especial relevância o Sistema de Antecipação de Necessidades de Qualificações (SANQ), criado com o objetivo de apoiar o desenvolvimento do processo de planeamento da rede de ofertas e fornecer informação a outros processos de planeamento e gestão de estratégias de desenvolvimento de competências. Por outro lado, pensa que é esperado de um ou uma estudante uma atitude diferente, na sua preparação para o mercado de trabalho? É habitual ouvir falar, por exemplo, da importância da diversificação dos ambientes de aprendizagem, ultrapassando a mera educação formal. Julgo que não merece muita discussão que as qualificações, independentemente do modo como são adquiridas, são fundamentais para promover a empregabilidade. Com as competências adequadas, os jovens estarão certamente mais preparados para enfrentar os novos desafios do mercado de trabalho, sobretudo num contexto de acelerada mudança em que estes desafios são mais complexos e exigem uma

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maior integração de vários saberes e uma constante atualização de competências. Consequentemente, sem querer minimizar a sua importância, não se trata apenas de uma questão de diversificação de ambientes de aprendizagem, mas também da integração de saberes e experiências pelo que o processo de reconhecimento e a validação de competências adquiridas constitui obviamente uma mais valia. Neste contexto, os Centros Qualifica têm desempenhado um papel fundamental para o qual o IEFP tem dado um contributo imprescindível.


Do ponto de vista do mercado de oferta de emprego, é possível identificar algumas áreas profissionais específicas que poderão ter maior preponderância no futuro? A evolução tecnológica e digital e o seu impacto aos mais diferentes níveis, bem como as novas necessidades das sociedades tem vindo a alterar a natureza e a organização do trabalho e a conduzir à emergência de novas profissões e funções nos

“A PAR COM A EXIGÊNCIA DE UM SÓLIDO CONHECIMENTO AO NÍVEL DAS COMPETÊNCIA CIENTÍFICAS E TÉCNICAS (...), SÃO CADA VEZ MAIS VALORIZADAS PELAS EMPRESAS AS DESIGNADAS COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS”. diversos setores de atividade, e paralelamente ao reajustamento e/ou à extinção de outras. De facto, a generalização da automação, o progresso da inteligência artificial e os avanços tecnológicos implicam o desaparecimento de certas profissões, a criação de outras e o surgimento de formas diferentes de executar o trabalho, como aliás sempre aconteceu. Mas respondendo à sua pergunta, o relatório do World Economic Forum, Forum The Future of Jobs Report 2018, analisa um conjunto de dados muito interessantes no contexto de diversos setores e regiões e identifica algumas profissões que no período em análise terão tido uma maior procura, entre outras: analistas de dados, engenheiros de software, especialistas de recursos humanos, designers de produto, gestores de marketing etc. O empreendedorismo tem sido apontado como uma solução relevante, ao longo dos últimos anos. Que relevância lhe atribui, no quadro do emprego jovem? Antes de mais, é preciso referir que o empreendedorismo não se limita apenas à iniciativa de criar novos negócios, podendo contribuir igualmente para implementar mudanças nas empresas em que já trabalhamos e hoje em dia é mesmo uma capacidade bastante valorizada pelo mercado. Dito isto, o empreendedorismo constitui um importante contributo para o problema do desemprego e uma forma de acesso ao mercado de trabalho, através, por exemplo, da materialização de uma boa ideia de negócio que possa responder a uma efetiva necessidade do mercado (ou de um pequeno

nicho) ou que consiga mesmo fazer emergir essa necessidade. O empreendedorismo poderá constituir, assim, uma resposta possível para muitos desempregados, incluindo jovens que pretendem ingressar no mercado, pelo que o IEFP dispõe de várias medidas de apoio ao empreendedorismo, para os que pretendem desenvolver projetos de negócio, como é o caso da medida Investe Jovem, destinada a Jovens com idade igual ou superior a 18 anos e inferior a 30 anos, que além de apoio técnico à estruturação e consolidação do projeto faculta apoio financeiro ao investimento sob a forma de empréstimo sem juros. Pensando no caso de um ou uma jovem que pretenda criar o seu próprio negócio, que preparação poderá ser relevante para ter sucesso? Uma pessoa pode ser bastante empreendedora, ter uma excelente ideia e querer transformá-la num projeto de investimento, mas isso poderá não constituir per se uma garantia de sucesso. É igualmente importante dispor das competências técnicas da área de negócio e conhecer muito bem o mercado. Mas este conhecimento é apenas o primeiro passo de um percurso e o empreendedor precisa de ser dinâmico, perseverante e estar consciente e aceitar os riscos inerentes. Para além disso, deverá possuir algumas competências de gestão, conhecer as obrigações e encargos associados, a legislação existente, etc. Neste aspeto, no âmbito dos apoios financeiros à criação do próprio emprego ou empresa, o IEFP dispõe também de uma rede de entidades que prestam Apoio Técnico à Criação e Consolidação de Projetos (ATCP). Este apoio reveste-se de duas modalidades. Por um lado, pelo apoio técnico prévio à aprovação do projeto de criação do próprio emprego ou empresa, através do desenvolvimento de competências em empreendedorismo e apoio específico à estruturação do projeto, à mitigação de riscos do negócio e à elaboração de planos de investimento e de negócio. Depois, existe o apoio técnico à consolidação do projeto, nos dois primeiros anos de atividade da empresa, com acompanhamento da execução do projeto e consultoria em aspetos relacionados com a gestão e operacionalização da atividade. Há alguma mensagem que sinta ser importante fazer chegar a um jovem prestes a entrar no mercado de trabalho? Sem qualquer pretensão, diria que é muito importante que os jovens possam ter uma atitude individual positiva e pró-ativa, encarando todas as experiências profissionais como formas de enriquecimento pessoal e profissional e compreendendo que, para se alcançar um objetivo, devem fazer-se escolhas informadas. Um jovem deve assumir-se como o gestor da sua própria carreira e, sobretudo, encarar a aprendizagem ao longo da vida como instrumento fundamental da sua própria empregabilidade.

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COMO

CRIAR UMA EMPRESA? 11 passos atĂŠ ao sucesso

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Pronto para trabalhar!


A possibilidade de criar o próprio emprego interessa-te? O ponto de partida de uma empresa é a ideia de negócio, mas existe muito mais caminho a percorrer. Conhece os 11 passos até ao sucesso.

1º passo

Pensar A base para a criação de um negócio está no gerar de uma ideia capaz de ser integrada no mercado. À partida, esta ideia deverá estabelecer uma solução inovadora para uma necessidade identificada. A inspiração para o projeto pode nascer de diferentes fontes: podes tê-la identificado a partir da experiência no local de trabalho, durante o teu percurso académico, ou até mesmo na prática de um hobby. Mas nem tudo se passa ao nível da imaginação. Deves conseguir poder aferir em que estádio de maturação se encontra, não só a tua ideia, mas também a tua capacidade de a fazer andar para a frente. Para isso há que ter em conta a oportunidade de negócio, a experiência que deténs e a existência (ou não) de projetos semelhantes.

Da ideia à ação

Para testar se a tua criação pode tornar-se um negócio de sucesso deves questionar: ~ A quem se destina o teu produto ou serviço? ~ O teu projeto vem dar resposta a uma necessidade existente? ~ Que benefícios apresenta? ~ Existe concorrência? ~ Em que aspetos se destaca o teu produto? ~ Que investimento inicial será necessário? ~ Como podes obter financiamento?

2.º Passo

Avaliar Depois de polires a ideia, deves avaliar se o teu conceito pode ganhar uma forma de sucesso. Há uma série de questões às quais te deves propor, entre elas: a ideia é realmente nova? É útil? Ou ainda: posso concebê-la de forma a que os outros a possam adquirir? Deves também fazer, desde logo, uma análise SWOT (ver caixa), que detalha as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças possíveis a um projeto. É também importante ter bem presente quais sãos os aspetos que diferenciam a tua iniciativa de outras já presentes no mercado. Para tal, deves entender de que forma essas diferenças são importantes e, ainda, que melhoramentos poderias fazer ao teu produto/ serviço. A avaliação das tendências de mercado é um pontochave para discernir o potencial de crescimento de uma ideia, bem como a verificação de questões legais associadas à implementação de projetos. Depois de tudo isto, se realmente considerares que a tua ideia se destaca pela inovação, deves salvaguardar os direitos legais a ela inerentes, antes de divulgála no mercado. Para tal podes dirigir-te ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O que é a análise SWOT?

PLANO DE NEGÓCIO

Trata-se de uma técnica de planeamento que procura identificar os riscos associados a uma ideia ou projeto, bem como os elementos que são favoráveis à sua concretização (e maximização). Como tal, centra-se na análise de todas as Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats). Existem algumas limitações associadas a esta técnica, nomeadamente a sua incapacidade para responder a rápidas mudanças nos contextos interno e externo. Contudo, num momento inicial, esta técnica poderá ser útil, enquanto forma de conhecer melhor uma ideia e de estimular novas aplicações para a mesma, por exemplo.

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3.º passo

6.º passo

Partilhar

O Plano

Ainda antes de a tornar visível ao público, podes testar a tua ideia junto de pessoas da tua confiança. Elas poderão contribuir com elementos que ainda não tinhas pensado e ajudar-te-ão a perceber a viabilidade do processo, a necessidade que o mercado tem do teu produto ou serviço, etc. Reúne toda a informação que conseguires sobre a tua ideia, junta o teu grupo de teste e tenta perceber dentro das opiniões e críticas de que forma podes melhorá-lo.

4.º passo

Organizar A sistematização de conteúdos relativos à tua ideia vai ajudar-te na organização do projeto futuro. Agrega toda a informação que consideres relevante, para que seja mais fácil agilizar o processo. Verifica que passos legais tens que tomar. Após o término do período de avaliação e análise, é altura também de começares a elaborar um primeiro plano de marketing, que deverá integrar a descrição de produto ou serviço a oferecer, bem como onde e quando será disponibilizado ao público, preços e formas de o promover. Todas as etapas devem ser orçamentadas em detalhe e de forma rigorosa. Uma orçamentação correta é um passo fundamental para uma implementação de projeto bem-sucedida.

5.º passo

Convida

Agora que a tua ideia começa a tomar forma, podes constituir uma equipa, caso consideres necessário. Esta escolha deve ser cuidadosa, pois deves escolher pessoas que estão alinhadas com as tuas ideias para o futuro do projeto. Os parceiros ou sócios que escolheres devem ter a mesma convicção quanto ao sucesso que tu tens.

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Um dos pontos fundamentais, para que a tua ideia chegue a bom porto, é um Plano de Negócios realista e bem fundamentado. Este é meio caminho para captares a atenção dos investidores. Sendo que não existe uma estruturação ideal de Plano de Negócios, existem algumas formalidades a cumprir. Um bom plano de negócios deve integrar um sumário executivo e uma biografia dos promotores/empresa, especificar qual o mercado a alcançar e explicitar de forma detalhada o projeto, produto ou ideia. Depois, é esclarecer o posicionamento no mercado, a estratégia comercial e incluir uma projeção ou previsão financeira. Por fim, inclui um espaço para a gestão e controlo do negócio e investimento necessário.

7.º passo

Financiar Na fase inicial da implementação, é preciso um investimento. Este pode ser maior ou menor, em virtude do produto ou serviço a criar. Caso não haja capacidade individual de financiamento, há que encontrar uma forma de o fazer. Daí a importância de um bom plano de negócios para apresentar a possíveis financiadores externos. A Banca, investidores privados, empresas de capital de risco são as hipóteses mais comuns, sendo que existem alternativas como a possibilidade de recorrer ao microcrédito ou empréstimos de garantia mútua. Em qualquer dos casos, leva em conta que receber um investimento é uma responsabilidade com consequências. Não deverás aceitar ou assinar um acordo para financiamento a não ser que te sintas confortável com o mesmo, sendo que consultar outras pessoas especialistas na área poderá ser uma boa opção.


8.º passo

9.º passo

Constituir

Localizar

Depois de todas as etapas cumpridas, chega a altura em que finalmente a tua ideia ganha forma. Nesta fase, em que o financiamento inicial está assegurado, torna-se a altura certa para constituir formalmente a empresa. Há que escolher a forma jurídica ideal para a tua empresa (ver caixa) e pôr mãos à obra. Cada uma destas opções tem características próprias e procura compreender qual a mais indicada para o que pretendes desenvolver no futuro.

Uma má localização, numa área desadequada ou condições de arrendamento acima das possibilidades, pode arruinar tudo aquilo que construíste até agora. Para assegurar que isto não acontece, o local de funcionamento da tua empresa deve espelhar a tua atividade, o teu público-alvo e o teu produto/serviço. Podes recorrer a um agente imobiliário, para encontrar ajuda na escolha.

Quais são algumas das principais formas jurídicas de uma empresa? ~ Sociedade Unipessoal ~ Sociedade em Nome Colectivo ~ Sociedade por Quotas ~ Sociedade Anónima ~ Cooperativa ~ Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada ~ Empresário em Nome Individual

10.º passo

Contratar Nesta fase avançada de implementação da ideia inicial já terás uma noção se precisas de colaboradores, para além da equipa fundadora. Precisas de procurar pessoas com o perfil certo para pôr a tua empresa a produzir. E não esquecer que deves à partida constituir uma equipa diretiva, a integrar os sócios que inicialmente escolheste. De seguida deves avaliar se existe necessidade ou não de recrutar mais pessoas nesta fase, ou se o poderás fazer em função da expansão da empresa. Caso tenhas que encontrar novos colaboradores, atenta a que sejam pessoas-chave, que tenham o know-how necessário ao cargo, espírito de iniciativa e talento para as funções a desempenhar.

11.º passo

Começar

Depois de tudo isto, agora é que a tua viagem começa. Confirma se deste todos os passos certos para dar início ao teu futuro. Ainda que a tua empresa seja pequena e todos se sintam inexperientes, é fundamental que, logo numa fase inicial, esta transmita uma imagem associada de profissionalismo e organização. Volta a consultar o teu Plano de Negócios e vê se continuas no caminho a que te propuseste. Não te esqueças de levar em conta o que decidiste no plano de marketing, na altura de promoveres o teu projeto. Com uma equipa empenhada e motivada, é tempo de iniciar caminho. E trabalhar até chegar ao sucesso.

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Estágio Profissional

Conheces os teus

DIREITOS? Cada vez mais, esta é uma realidade do mercado de trabalho atual e uma opção que poderá passar pelo teu futuro. Por essa razão, damos-te a conhecer algumas das características deste tipo de relação de trabalho.

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Pronto para trabalhar!


A procura das empresas por este tipo de estágios tem aumentado, ao longo dos últimos anos. O facto de se tratarem de estágios remunerados, em que o Estado financia parte do vencimento do trabalhador, tornam esta opção muito apetecível para as empresas e instituições que, no máximo, contribuem com 35% dos custos e com o pagamento da Taxa Social Única (TSU). Numa entrevista ao jornal Público, o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, destacava que “não faz sentido diabolizar os estágios profissionais”. Estes são, acrescentava, “uma medida muito importante se forem utilizados para gerar uma oportunidade justa de alguém aceder a um emprego”. De acordo com o texto do novo regulamento dos Estágios Profissionais, publicado em 2019, “o balanço dos primeiros dois anos de vigência da medida Estágios Profissionais é globalmente positivo”, estando em linha com “os objetivos de política que orientaram a sua criação”. Ainda assim, o Governo destaca que “existe margem para melhorar o modelo de acesso à medida, nomeadamente assegurando tempos de resposta mais céleres e ajustados às atividades das empresas”. Por outro lado, contudo, há também relatos de abusos e alegadas fraudes cometidas neste tipo de relação laboral, que levaram, inclusivamente, o IEFP a anunciar uma “auditoria interna”, em agosto de 2016, com vista, nomeadamente, a “defender os estagiários e para que eles possam estar mais acompanhados”, revelou o Presidente do IEFP, António Valadas da Silva, também ao jornal Público. Como em qualquer relação de trabalho, é importante que tu próprio conheças os direitos e deveres a que estás sujeito. Tudo para que esta oportunidade te seja apresentada de forma justa e também para que saibas o que é esperado de ti.

Prémio ao Emprego

As entidades promotoras que celebrem um contrato de trabalho sem termo com o estagiário (até 20 dias úteis depois da conclusão de estágio) recebem um prémio de valor equivalente a duas vezes a retribuição base mensal prevista, até ao limite de 5 vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais. O recebimento deste prémio implica a obrigação de manter o contrato de trabalho durante 12 meses.

PARA ESCLARECIMENTO DE DÚVIDAS E OBTENÇÃO DE MAIS INFORMAÇÕES, PODES UTILIZAR O EMAIL IEFP.INFO@IEFP.PT E O CONTACTO TELEFÓNICO 300 010 001. 33


QUAIS SÃO OS MEUS DIREITOS ENQUANTO ESTAGIÁRIO?

Seguro É direito do estagiário beneficiar de um seguro de acidentes de trabalho que preveja os riscos que possam ocorrer durante e por causa do estágio.

Duração e vencimento A duração tipo destes estágios é de 9 meses, não prorrogáveis. Nos casos de entidades “abrangidas pelo regime especial de interesse estratégico”, o contrato poderá ter a duração de 6, 9 ou 12 meses. O vencimento é calculado em função da qualificação do estagiário e varia entre os 522,91€ e os 806,16€.

Orientação Todos os estagiários têm direito a ter um orientador que fará o acompanhamento técnico e pedagógico, supervisionando o seu progresso. No final, este responsável avaliará os resultados obtidos, tendo em conta os objetivos fixados no plano individual de estágio.

Refeição e subsídio de alimentação O estagiário tem direito a refeição ou subsídio de alimentação, conforme praticado para a generalidade dos trabalhadores da entidade promotora do estágio. Na sua ausência, a entidade pagará o subsídio fixado para os trabalhadores da função pública (4,52€). Por fim, este subsídio pode ser pago em forma de tickets ou através de cartão de refeição.

Experiência O IEFP destaca que o é considerado estágio o desenvolvimento de uma experiência prática em contexto de trabalho. Por essa razão, o estágio não pode consistir na ocupação de um posto de trabalho.

Dispensa No caso dos estágios de 12 meses, os estagiários têm direito a um período de 22 dias úteis de dispensa, cujo gozo pode ter lugar após seis meses completos de execução do contrato de estágio. O estagiário pode renunciar a este direito, a não ser que o estágio seja suspenso por facto que não lhe possa ser imputável (como o encerramento temporário do estabelecimento). O período de gozo da dispensa deve ser combinado com a entidade de acolhimento. Destaque ainda para o facto de o estagiário não ter direito a subsídio de férias ou de natal. Faltas As faltas são justificadas ou injustificadas, de acordo com o regime utilizado na generalidade dos trabalhadores da entidade promotora. O contrato de estágio será cessado caso o número de faltas injustificadas atinja os 5 dias (consecutivos ou interpolados) ou caso o número total de faltas justificadas atinja os 15 dias (consecutivos ou interpolados) ou 30 dias (no caso dos estagiários com deficiência ou incapacidade). As faltas injustificadas, injustificadas por motivo de acidente (desde que tenha direito a compensação pelo seguro de acidentes de trabalho) ou faltas justificadas (nos termos aplicáveis à generalidade dos trabalhadores da entidade promotora).

Transporte Nos casos de estagiários que sejam pessoas com deficiência ou incapacidade, vítima de violência doméstica, refugiados, ex-reclusos ou toxicodependentes em recuperação, estes têm direito a que a entidade de acolhimento assegure o transporte entre a residência e o local do estágio. Em alternativa, a empresa poderá pagar as despesas de transporte ou um subsídio de transporte que equivale a 10% do Indexante de Apoios Sociais (43,58€). Horário É aplicável ao estagiário o regime da duração e horário de trabalho, dos descansos diário e semanal, dos feriados, das faltas e da segurança, higiene e saúde no trabalho aplicável à generalidade dos trabalhadores da entidade promotora. Internacionalização Existe a possibilidade de realização de uma parte do estágio no estrangeiro (até um terço da sua duração), seja por períodos seguidos ou interpolados. Para tal, a entidade promotora deverá indicar essa intenção ao IEFP. Trabalhador-Estudante Os candidatos a estágio que já possuam este estatuto antes da data de seleção poderão continuar a estar incluídos nesse regime. Nos restantes casos, os estagiários só poderão justificar as faltas motivadas por prestação de provas de avaliação.

34 Certificado gratuito No final do estágio, deve ser facultado ao estagiário o respetivo certificado, de forma gratuita. Recusar funções O estagiário poderá recusar a prestação de trabalho, ainda que a título temporário, que não se enquadre nas atividades relacionadas com o estágio. Estas são, habitualmente, definidas no contrato de estágio.

Pronto para trabalhar!


Como é a vida de trabalhador-estudante? O primeiro contacto com o mercado de trabalho poderá coincidir com a atividade estudantil. Nesse caso, há desafios que se colocam, bem como direitos que protegem quem se divide por estes dois universos. Nas próximas páginas, explicamos-te quais e contamos-te os exemplos de quem supera esta prova.

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A dos Trabalhadores-estudantes

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Sabina Almada

Larissa Campos

Joana Rodrigues

22 anos, Odivelas Estudante do 1º ano da licenciatura de Estudos Europeus e Relações Internacionais Trabalho: Retalho – Assistente de Loja - 25h/semana (noturno) “Trabalho para pagar a faculdade. Se não trabalhar, fico dependente dos meus pais e isso é algo que não quero. O meu maior sonho é trabalhar no Parlamento Europeu ou numa empresa intergovernamental. Após a licenciatura, pretendo fazer um mestrado e arranjar um bom emprego. Gosto do meu trabalho, mas às vezes torna-se muito monótono e repetitivo. É difícil conciliar o estudo com o trabalho. Conheço alguns dos meus direitos. Alguns professores valorizam os trabalhadores-estudantes, mas outros nem tentam ajustar as aulas para todos.

22 anos, Lisboa Estudante do Curso Técnico de Assistência Dentária (nível 5) Trabalho: Restauração - 30h/ semana “Estudo e trabalho para ter independência financeira e por vontade de trabalhar na área que gosto. Parei os estudos por um tempo e comecei a trabalhar. Depois, voltei a estudar e, agora, faço as duas coisas ao mesmo tempo, por uma questão de sobrevivência. Conseguiria apenas estudar, mas estaria limitada em questões económicas: em termos de lazer, viagens e planos futuros. Como trabalhadora-estudante, sinto a falta de tempo para fazer outras coisas. Sinto dificuldade em ter notas mais altas e em cumprir os prazos de entrega de trabalhos. Sei que a lei me garante alguns direitos, mas não os conheço por completo. Sinto falta de apoio por parte das instituições que contratam. Já tive vários atritos no trabalho, quando dei prioridade à escola. Por parte dos professores sinto uma compreensão muito grande, como se tivessem mesmo orgulho da vontade que temos de fazer as duas coisas”.

19 anos, Torres Vedras Estudante do Curso Técnico de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade (nível 4) Trabalho: Promotora - 16h/semana “Comecei a trabalhar porque queria dinheiro para fazer algumas coisas, para começar a ter alguma experiência na área profissional e também para retirar um pouco dos ombros dos meus pais o peso de sustentar mais um filho. Desejo tirar um curso de nível 5 em Produção Gráfica e, talvez, tirar uma licenciatura em Design Gráfico. Também tenho a marca de produtos biológicos de cosmética BioWealthy, que ainda está no início. Gosto do que estudo mas não gosto do trabalho. As maiores dificuldades estão relacionadas com o cansaço: acabo por não ter tempo para mais nada. Não conheço os meus direitos enquanto trabalhadora-estudante mas sinto falta de apoio do Estado. O horário escolar também devia ser mais leve e fixo”.

“TRABALHO PARA PAGAR A FACULDADE.” SABINA ALMADA

Pronto para trabalhar!

“CONSEGUIRIA APENAS ESTUDAR, MAS ESTARIA LIMITADA EM QUESTÕES ECONÓMICAS” LARISSA CAMPOS

“PARA RETIRAR UM POUCO DOS OMBROS DOS MEUS PAIS O PESO DE SUSTENTAR MAIS UM FILHO.” JOANA RODRIGUES


Mariana Rodrigues

Ana Luiza Magalhães

Laiana Araújo

22 anos, Sobral de Monte Agraço Estudante do 2º ano da licenciatura de Fisioterapia Trabalho: Restauração - 40h/ semana “Para concluir o curso, tive de começar a trabalhar, para ajudar os meus pais a pagar as propinas. Gosto muito do curso, mas do meu trabalho não, pois não é a minha área. O tempo para o estudo é muito pouco. É muito cansativo gerir as duas coisas e acabamos por não conseguir dar o nosso melhor. Conheço alguns dos meus direitos, mas sinto falta de apoio, nomeadamente por parte da faculdade, que não tem um horário flexível. O curso tem muitas aulas práticas, pelo que saímos prejudicados. Já os professores são bastante compreensivos”.

27 anos, Lisboa Estudante do 2º ano da licenciatura em Direito Trabalho: Auxiliar Administrativo em agência de execução - 40h/ semana “Trabalho e estudo ao mesmo tempo para fazer um bom currículo e ganhar experiência na área para, quando terminar o curso, ter mais opções de saídas. Comecei a trabalhar para manter o curso e pagar as despesas, para ter um futuro. Quando terminar o curso, já não serei uma pessoa tão inexperiente na minha área. É um pouco cansativo quando se tem exames e temos de trabalhar. Porém, quando há força de vontade, conseguimos. Conheço os meus direitos, porém, também sei que são poucas as entidades patronais que os respeitam. O Governo deveria apoiar mais os estudantes. O custo de vida está cada vez mais absurdo”.

19 anos, Sintra Estudante do 1.º ano do Curso de Interpretação e Animação Circense (nível 4) Trabalho: Restauração - 24h/ semana “O que me motiva a trabalhar e a estudar é gostar muito do curso e, para pagá-lo e sobreviver, preciso de trabalhar, pois sou eu que tenho de me sustentar. Há um momento em que temos de ficar ‘adultos’ e arcar com as responsabilidades. O curso sempre foi o meu sonho e o trabalho até é divertido. Mas sinto muito cansaço e falta de tempo. Não conheço bem os meus direitos. Os professores são os primeiros a preocuparem-se e a procurar ajudar. Tenho sorte porque estou numa escola onde os alunos recebem muitas ajudas, tanto financeira como psicologicamente”.

“TIVE DE COMEÇAR A TRABALHAR, PARA AJUDAR OS MEUS PAIS A PAGAR AS PROPINAS” MARIANA RODRIGUES

“PARA FAZER UM BOM CURRÍCULO E GANHAR EXPERIÊNCIA NA ÁREA” ANA LUIZA MAGALHÃES

“SOU EU QUE TENHO DE ME SUSTENTAR.” LAIANA ARAÚJO

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DIREITOS & DEVERES de quem estuda e trabalha Comecemos pelos deveres: O trabalhador-estudante deve entregar à entidade empregadora o certificado de matrícula e o horário escolar. Sempre que houver uma coincidência de horários, está contemplado o direito a um horário específico de trabalho, ou seja, com flexibilidade ajustável à frequência das aulas. Sigamos para as dispensas: A lei dita que estas variam segundo a carga horária semanal do trabalho, oscilando entre as 3 horas de dispensa em caso de 20 a 30 horas de trabalho, e as 6 horas de dispensa em caso de 38 horas de trabalho ou mais. O controlo de assiduidade do trabalhador-estudante pode ser feito, por acordo com o trabalhador, diretamente pelo empregador, que contacta o estabelecimento de ensino.

Na época de provas de avaliação, sejam elas orais ou escritas (ou até mesmo trabalhos), o direito a faltar está garantido, tanto no dia da prova como no dia imediatamente anterior. Caso um trabalhador-estudante tenha provas em dias consecutivos ou mais de uma prova no mesmo dia, tem direito a faltar aos dias imediatamente iguais à quantidade de provas. Sábados, domingos e feriados contam, e as faltas não podem exceder, em cada ano letivo, quatro dias por disciplina.

A renovação anual do estatuto

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O estatuto de trabalhador-estudante é renovado anualmente, face ao aproveitamento escolar no ano letivo anterior, sendo imperativa a transição de ano ou a aprovação em, pelo menos, metade das disciplinas. Em caso de acidente de trabalho ou doença profissional, baixa de risco por gravidez ou licença parental, tal não se verifica. O trabalhador-estudante deve provar que trabalha à sua instituição de ensino. Tem direito a uma época especial para a realização de exames, não é obrigado a inscrever-se num número mínimo de disciplinas, e tem acesso a aulas de compensação e apoio pedagógico.

O trabalhador-estudante não é obrigado a fazer horas extraordinárias. Se fizer, tem direito a descansar metade do número de horas de trabalho. Também está isento em caso de regime de adaptabilidade, banco de horas ou horário concentrado, quando estes coincidam com o horário escolar ou prova de avaliação. As férias também são flexíveis, consoante as exigências das atividades letivas, com exceção para os casos em que a entidade empregadora encerra por completo para férias. O trabalhador-estudante

tem o direito de marcar o período de férias de acordo com as suas necessidades escolares, podendo gozar até 15 dias de férias intercaladas. Por ano, pode ainda pedir uma licença sem vencimento, com a duração de 10 dias úteis seguidos ou interpolados.

Pronto para trabalhar!


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Este guia tem como objetivo facilitar a tua entrada no mercado de trabalho. Por essa razão, podes contar com artigos que procuram ajudar-te...

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