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edição

2017/2018 Edição especial da revista FORUM ESTUDANTE | Ano XVII | Anual | 2017

GUIA DO ENSINO PROFISSIONAL

TUDO SOBRE

ENSINO

PROFISSIONAL A importância de saber fazer

Ensino Profissional em crescimento até 2020

O que procuram as empresas?


ed. 2017/2018

FICHA TÉCNICA

ÍNDICE

www.forum.pt

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Isento de registo ao abrigo do Decreto Regulamentar n.º 8/99 de 9 de junho, Art.º 12.º - n.º 1A

Telefone: 218 854 730 Email: guias@forum.pt Administração Roberto Carneiro Rui Marques Francisca Assis Teixeira Direção Gonçalo Gil Design Miguel Rocha Redação Fábio Rodrigues Fotografia DepositPhotos, Adobe Stock Publicidade Tel.: 21 885 47 30 Félix Edgar felix.edgar@forum.pt Impressão Monterreina www.monterreina.com Tiragem: 20.000 ex.

A importância de saber e fazer O Ensino Profissional é visto como uma parte fundamental da construção de um futuro equilibrado do ponto de vista económico e social. Qual a razão para esta importância?

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Entrevista a Gonçalo Xufre Silva Presidente do Conselho Diretivo da Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional

8 FORUM ESTUDANTE Revista de Cursos, Escolas e Profissões Propriedade e Edição de: PRESS FORUM, Comunicação Social,S.A. Capital Social: 60.000,00 euros NIF: 502 981 512 Periodicidade Mensal Depósito Legal n.º 510787/91

Trabalhadores 4.0 Uma nova revolução industrial aproximase, baseada nas novas possibilidades tecnológicas. Quais as consequências no futuro do trabalho? E na formação profissional?

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Especial Escola Profissional Gustave Eiffel Fica a saber tudo sobre esta escola profissional, desde cursos a projetos desenvolvidos.

Como fazer um CV? No mundo profissional, o Curriculum Vitae (CV) é o teu cartãode-visita. É através dele que te apresentas e poderás cativar os empregadores. Conheces os passos que te garantem uma boa primeira impressão?

PAP A Prova de Aptidão Profissional é desenvolvida no último terço do curso e vai desafiar-te a demonstrar todos os conhecimentos adquiridos.

Cursos de aprendizagem Permitem obter uma certificação escolar e profissional, privilegiando a inserção no mercado de trabalho. Sabe mais sobre esta opção. Garantia Jovem Apesar da evolução positiva dos últimos anos, a União Europeia defronta-se ainda com uma elevada taxa de desemprego juvenil. Sabe de que forma a Garantia Jovem procura assegurar o teu futuro.

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Sede Tv. das Pedras Negras, n.º 1 - 4.º 1100-404 Lisboa Tel.: 21 885 47 30

Turismo Descobre as novas oportunidades que nasceram da expansão do Turismo em Portugal - um setor que, em 10 anos, gerou 40000 novos postos de trabalho.

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A importância de saber e fazer O Ensino Profissional é visto como uma parte fundamental da construção de um futuro equilibrado do ponto de vista económico e social. Qual a razão para esta importância? Dentro de apenas três anos, prevê a Comissão Europeia, cerca de metade dos empregos vão requerer “um nível médio de qualificação”. Os autores desta investigação salientam o papel que o Ensino Profissional desempenha neste caminho: “muitas vezes, esta qualificação será alcançada através de uma formação profissionalizante”. De resto, as mais-valias que são salientadas pela Comissão Europeia estão relacionadas com duas vertentes: económica e social. Se, por um lado, a maior proximidade ao mercado de trabalho pode garantir “menor desemprego” e melhor performance laboral, por outro, estas opções educativas e formativas levam também à ligação entre gerações, “bem como à “coesão e integração social”. De acordo com o relatório Da Educação ao Emprego, estas mais-valias nascem das características muito próprias do ensino profissionalizante. “Ao permitir adquirir competências mais específicas” e orientadas para o trabalho, estes cursos são uma das formas de “solucionar a falta de qualificações úteis e relevantes de que tantos empregadores se queixam”. Segundo a definição atual, o Ensino Profissional é composto por todas as formações de dupla certificação (ver caixa), ou seja, as formações que juntam uma parte escolar e uma parte profissional no seu currículo. Desta forma, dividem-se nas componentes sociocultural, científica, técnica e de formação em contexto de trabalho. A formação em contexto de trabalho é vista como um dos fatores de estímulo à empregabilidade. É que, através da realização de um estágio, os alunos do Ensino Profissional garantem um primeiro contacto com o mercado de trabalho. Os dados mais recentes (2014) do Observatório de Estudantes à Saída do Secundário, parecem confirmar esta tendência. Cerca de 45,7% dos alunos do Ensino Profissional integrou o mercado de trabalho após terminar internamente o curso. Prosseguimento dos estudos Estes são cursos orientados para a preparação para uma profissão. Contudo, o Ensino Profissional não fecha a porta ao prosseguimento de estudos, nomeadamente a nível superior. De res2

to, segundo os dados do Observatório dos Estudantes à Saída do Secundário, referentes a 2014, cerca de 29,5% dos alunos que concluem vias profissionalizantes continuam os seus estudos, sendo que cerca de 6,6% estudam e trabalham, simultaneamente. Segundo a informação disponibilizada pela Associação Nacional de Escolas

Profissionais (ANESPO), para se candidatar ao ensino superior, um aluno vindo de uma modalidade profissionalizante “terá de realizar dois exames nacionais” – um à disciplina de Português e um exame “à escolha dos alunos” de entre as disciplinas “específicas definidas por cada estabelecimento de ensino superior”. n

O que é a dupla certificação?

Como se estrutura um curso profissionalizante?

Os cursos profissionalizantes garantem um diploma de Ensino Secundário e, simultaneamente, uma certificação profissional de nível 4 do Quadro Nacional de Qualificações (ao contrário do nível 3 do secundário em científico-humanísticos). Isto deve-se à junção das componentes escolar e profissional (dupla certificação).

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O currículo é dividido por módulos – unidades de aprendizagem autónomas. No final do curso, não é obrigatória a realização de exames nacionais, sendo que a prova de avaliação final é a PAP (Prova de Aptidão Profissional). Esta envolve a demonstração, perante um júri, das competências que foram aprendidas nas aulas e durante o período de experiência profissional.


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magestil

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Escola Profissional Magestil é uma Escola Changemaker A Escola Profissional Magestil foi identificada e eleita como ESCOLA CHANGEMAKER por acreditar que todos os jovens podem ser changemakers, investindo e trabalhando para criar condições e capacitar os seus alunos para implementarem na sociedade as mudanças positivas necessárias. A EPMagestil faz parte do conjunto das primeiras 5 escolas portuguesas a serem reconhecidas pela Ashoka, uma organização mundial que promove o empreendedorismo social e pretende criar uma rede global de Escolas Changemaker.

Estágios Internacionais Erasmus + A Escola Profissional Magestil promove a realização de estágios internacionais ao abrigo do Programa Erasmus + (Ação I). Este ano as mobilidades decorreram entre janeiro e maio de 2017 e tiveram a duração de dois meses, destinando-se a jovens que concluíram nesta escola, no ano letivo 2015/2016, os seguintes cursos profissionais: Técnico de Design de Moda, Técnico de Coordenação e Produção de Moda, Técnico de Comunicação/Marketing, Relações Públicas e Publicidade, Técnico de Fotografia, Técnico de Apoio à Infância e Técnico de Auxiliar de Saúde. Este projeto constitui uma resposta às necessidades dos jovens com o 12º ano de escolaridade e nível 4 de qualificação, diplomados pela Escola Profissional Magestil. Atualmente a escola tem parcerias com entidades na Alemanha, República Checa, Itália, Eslováquia e Espanha.

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Numa altura em que o Ensino Profissional é cada vez mais valorizado, porque para além da certificação profissional permite o prosseguimento de estudos, a Escola Profissional Magestil distingue-se no mercado pelo facto de ser orientada para a inovação e o empreendedorismo. Apostando constantemente em novos produtos e conceitos de conhecimento integrado e estratégico, diversifica agora a sua oferta na área das indústrias criativas avançando já este ano com a abertura do Curso de Design Gráfico.

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entrevista

Todo o ensino profissionalizante tem uma ligação ao mercado de trabalho que lhe é intrínseca. Gonçalo Xufre Silva Presidente do Conselho Diretivo da Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional Quais as razões que podem levar um jovem a optar pelo Ensino Profissional? O ensino profissional é o percurso mais indicado para os jovens que pretendam aprender de um modo predominantemente prático, ainda que não tenham em vista a transição imediata para o mercado de trabalho, quando terminarem o ensino secundário. E esta é uma razão muito válida, pois ajudará a promover o seu sucesso escolar, a motivação e o interesse pelos estudos. Outras razões prendem-se com a possibilidade de efetuarem o secundário, adquirindo competências profissionais, valorizadas pelo mercado de trabalho, e, ainda, com o nível de qualificação que irão obter quando terminarem o secundário: o nível 4 do Quadro Nacional de Qualificações. Este nível é reconhecido, tanto em Portugal como noutro Estado-Membro, e corresponde a um valor acima daquele que seria obtido num curso científico-humanístico. Tendo em conta essas mais-valias, considera que o Ensino Profissional se assume, hoje em dia, como um caminho mais vantajoso para um jovem? Porquê? Sem dúvida. É a diferença entre optar por uma via só com uma saída ou por uma via com duas saídas. O ensino profissional tem essa dupla saída (transição para o mercado de trabalho e/ou progressão dos estudos). No momento atual, em que o desemprego jovem é elevado, o ensino profissional tem outra amplitude e poderá representar menos tempo de espera na transição da escola para o mercado de trabalho e ainda uma melhor empregabilidade ao longo de toda a vida.

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No passado, foi destacado como objetivo estratégico ter, até 2020, 50% dos alunos do secundário em modalidades de dupla certificação. Qual o ponto de situação neste âmbito? De acordo com os dados disponibilizados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, esta percentagem era, em 2015, de 43,5%. Sente que as formações profissionalizantes são vistas pelos jovens portugueses como uma opção tão válida ou mais válida do que as restantes opções de qualificação? A nossa perceção é a de que os jovens veem, cada vez mais, os cursos profissionais como a sua primeira escolha, até porque têm mais conhecimento do que são estes cursos. Em todo o caso, há ainda um trabalho de sensibilização a fazer junto dos pais, encarregados de educação e até docentes, que tendem a desprestigiar estes cursos, baseando-se em preconceitos cimentados na nossa história recente. E isto sucede mesmo quando é evidente que hoje o ensino que é valorizado assenta no desenvolvimento efetivo de competências e no pragmatismo dos saberes. Uma das características que é mais sublinhada, relativamente às opções profissionalizantes, prende-se com a proximidade ao mercado de trabalho. Como se explica esta proximidade e de que forma é que ela é garantida? Todo o ensino profissionalizante tem uma ligação ao mercado de trabalho que lhe é intrínseca: começa logo no desenho curricular, havendo um ajuste entre os conteúdos propostos (ali-


nhados com um determinado perfil profissional) e as competências que as empresas identificam como necessárias, e prolonga-se pela matriz curricular que incorpora uma componente de formação tecnológica e outra prática. Desta última fazem parte os estágios e as provas finais (que se designam por provas de aptidão profissional se estivermos a falar dos cursos profissionais). Paralelamente, em quase todas as escolas, há uma preocupação em responder a projetos de empresas e em levar empresários às escolas em certos momentos específicos do currículo. E relativamente às necessidades de qualificação que estão ainda por chegar: de que forma se pode garantir que os cursos profissionalizantes preparam os jovens para profissões que serão relevantes no mercado de trabalho do futuro? Essa é uma preocupação que se afigura cada vez mais premente, se tivermos em conta que o futuro nos reserva uma grande incerteza associada à emergência da 4ª revolução industrial – Indústria 4.0. Em todo o caso tem havido, por toda a Europa, uma preocupação em criar mecanismos que permitam antecipar o que possam ser as qualificações do futuro. Em Portugal criámos o Sistema de Antecipação de Necessidades de Qualificação e temos agora a promessa do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional de lançar, em 2018, um mecanismo alargado (abrangendo todo o espaço europeu) de ajuste de competências. Penso que, independentemente deste

esforço, os cursos profissionais têm uma vantagem. O modo como funcionam permite que os jovens adquiram não só competências técnicas específicas (inerentes ao perfil profissional de cada curso) mas também competências transversais (as softskills). E estas últimas são as competências que se sabe que irão permanecer como necessárias, ainda que o espectro das profissões venha a mudar bastante. Uma das apostas recentes passou pela criação de um sistema de créditos para a educação e formação profissional. Qual a razão para esta aposta e de que forma podem os alunos beneficiar da sua existência? Este sistema corresponde à resposta de Portugal a uma recomendação europeia que, a médio prazo, pretende criar um espaço único de educação e formação profissional. Mas, para além disso, representa um avanço muito grande em matéria de educação e formação profissional, com benefícios para os cidadãos. De entre esses benefícios, destaco a possibilidade de transferência de pontos de crédito das unidades de formação realizadas. Essa transferência permite que se complete formações que tenham ficado incompletas, que se transite entre qualificações diferentes do mesmo nível ou até que se progrida entre qualificações de níveis diferentes (por exemplo, de uma qualificação de nível 2 para 4 ou de nível 4 para 5) sem que se tenha de começar um percurso formativo do início. Isto permitirá que cada pessoa só seja obrigada a aprender o que ainda lhe falta em termos de competências, o que não sucede atualmente. n

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val do rio

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Encontrar talento, valorizar alunos A oferta formativa da Escola Profissional Val do Rio (VR) incide nas áreas da tecnologia, arte, comunicação, área social e saúde. Descobre as quatros pilares que sustentam a missão desta escola.

Aproximar a comunidade escolar Para alcançar uma verdadeira formação e educação de proximidade, a Val do Rio promove esforços para a integração de toda a comunidade escolar. Um dos exemplos é a formações para os pais dos alunos. Estes cursos são divididos em sessões em que se trabalham case studies elaborados a partir de casos reais. Os temas abordados dizem respeito aos assuntos que marcam a adolescência. Redes sociais, gestão de agressividade, conciliação de estudo e lazer, ou gestão de tempo e dinheiro são alguns dos exemplos.

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Humanismo

O lema da VR é “cada aluno é único”. Por essa razão, cada estudante tem a possibilidade de ser acompanhado por profissionais que apoiam cada etapa do percurso escolar e pessoal. Neste ponto, é também garantida a oportunidade de assistir a aulas de Ética Social e Profissional, com o objetivo de encontrar novos caminhos e novas escolhas. Por outro lado, a “educação não é apenas técnica”. Uma das prioridades da VR é o enriquecimento das competências sociais, comunicativas e culturais. Desta forma, a cidadania responsável e a consciência dos deveres na sociedade são pilares essenciais no dia-a-dia desta escola. Esta educação personalizada e atenta as características do aluno pode garantir o sucesso, no futuro.

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Gestão

Na gestão do orçamento da VR, os alunos são a principal preocupação. Para que os seus estudantes tenham acesso às melhores condições, são adquiridos os equipamentos e softwares utilizados no mercado de trabalho atual. Esta gestão privada bem-sucedida permite também trazer para a escola os melhores profissionais, garantindo a transmissão de conhecimentos atualizados e relevantes.


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val do rio

www.valdorio.net Com polos em Oeiras e no Estoril, a VR tem formado, ao longo das últimas de três décadas, milhares de jovens. A sua principal preocupação é simples: “valorizar e potenciar o talento dos seus alunos”.

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Ligação às empresas

A proximidade ao mercado de trabalho fica patente na ligação com as empresas mais conceituadas do mercado. Esta é uma vertente essencial, uma vez que permite aos alunos o contacto direto com o mundo laboral – por exemplo, através da realização de estágios curriculares na sua área de estudo. Tudo para que os estudantes possam aumentar o seu nível de empregabilidade e o seu conhecimento da realidade profissional, ainda antes de entrarem no mercado de trabalho. Esta proximidade ao mundo do trabalho reflete-se também na avaliação das Provas de Aptidão Profissional, onde vários representantes de empresas participam, trazendo a sua opinião atualizada quanto às necessidades do mercado de trabalho.

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Internacionalização

Com protocolos e parcerias assinados com escolas e empresas de Espanha, França, Reino Unido ou Alemanha, são possibilitadas aos alunos novas experiências que completam a sua formação, sem qualquer custo adicional. Com um mercado de trabalho cada vez mais globalizado, entende-se como estratégica a aposta nos programas internacionais. Este é, de resto, salientado como um dos principais elementos diferenciadores para os estudantes. A dimensão internacional da VR reflete-se também na sua integração no InnMain – uma rede de instituições educativas, empresas, associações de empresários e câmaras de comércio e indústria que se foca no desenvolvimento de projetos europeus. Dentro desta estrutura, a Escola Profissional Val do Rio é a entidade responsável pela gestão do sector da eletrónica e telecomunicações.

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Se tiveres dúvidas sobre qual a melhor opção para o teu futuro, a Val do Rio organiza workshops para candidatos e encarregados de educação. Nestas iniciativas, poderás conhecer os conteúdos e saídas profissionais de cada curso. Contacta e começa já a definir o teu futuro.

Informações e Pré-inscrições email: secretaria@valdorio.net URL: www.valdorio.net telefone: 214 413 072

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Trabalhadores 4.0 Uma nova revolução industrial aproxima-se, baseada nas novas possibilidades tecnológicas. Quais as consequências no futuro do trabalho? E na formação profissional? Depois da indústria, chega a Indústria 4.0. O termo é aplicado em referência à quarta revolução industrial e baseia-se, como tal, no desenvolvimento tecnológico recente. Conforme relembra o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional – CEDEFOP – o termo Indústria 4.0 “tornou-se um sinónimo para uma nova revolução industrial baseada em digitalização, automação, networking e processos de produção flexíveis”. Segundo o CEDEFOP, essa realidade começa já a tomar contornos bem definidos. Muitas fábricas de alta tecnologia são já “(quase) vazias de ser humanos”. Uma fábrica com uma menor presença humana não significa, contudo, uma maior taxa de desemprego. As mudanças terão, de resto, “um efeito positivo no desenvolvimento económico” e significarão até uma valorização do trabalho, garante um estudo da plataforma Skills Panorama. A grande novidade, acrescentam, é que existirá “uma mudança estrutural para a área dos serviços”. Ambos os estudos salientam uma nota, contudo: não existem certezas quanto ao caminho que a Indústria 4.0 tomará. Um dado frequentemente referido indica que, dentro de 10 anos, 60% das profissões existentes ainda não foram criadas nos nossos dias. O que levanta uma questão adicional: como se preparam os jovens para as profissões de 8

futuro, quando essas mesmas profissões são ainda desconhecidas? Formação Profissional 4.0 A indústria 4.0 implica “uma adaptação constante da força de trabalho aos novos processos de produção”, relembra um estudo dedicado ao impacto da quarta revolução industrial na Alemanha. Nesse sentido, “quais são as implicações para a formação e educação profissionais?”. De forma geral, acrescentam, há um foco muito grande nas Tecnologias da Informação. De igual forma, as competências de controlo e de resolução de problemas são muito pretendidas. A questão central, explicam, passa por garantir “padrões mínimos comuns” nos currículos dos cursos, que permitam “às empresas e escolas profissionais a adaptação às necessidades do momento”. No futuro, acrescenta a mesma fonte, haverá uma necessidade de técnicos de nível secundário. Ainda que muitas das novas profissões venham a exigir trabalhadores com formação superior (particularmente nas áreas de informática, matemática, ciência e engenharia), “o desemprego para pessoas sem formação profissional vai aumentar ainda mais”, garante o CEDEFOP. A investigação realizada nesta área aponta para a necessidade da Formação Profissional se adaptar às necessiguia do ensino profissional • desde 2010

dades. Mais do que isso, destaca que será necessária uma “estruturação diferente” na indústria do futuro. “A aprendizagem deve ser organizada em espaços diferentes, como locais de aprendizagem virtual”, destaca o relatório Germany - vocational education and training 4.0. Hoje em dia, acrescenta o estudo, as empresas estão a cooperar mais com as instituições de ensino superior para treinar a próxima geração de trabalhadores qualificados. Contudo, a formação profissional “não deve deixar esta responsabilidade apenas para o ensino superior – pelo contrário, deve desenvolver o seu próprio conceito de Ensino Profissional 4.0”, realçam. Este conceito inclui novas parcerias entre instituições de ensino e percursos de qualificação “híbridos” em colaboração com universidades e politécnicos. A conclusão do estudo de caso alemão deixa indicações concretas para o futuro. O Instituto Federal de Formação Profissional irá “começar a dialogar com os especialistas, de forma a formar uma proposta de como satisfazer estes requerimentos”. Os trabalhadores do futuro, acrescentam, devem obter qualificações adaptadas à Indústria 4.0, desde o início. “Porque também é importante moldar o mundo do trabalho para responder às necessidades humanas”, concluem. n


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Kit Sensores

Curso: Técnico de Eletrónica, Automação e Comando

CheveLux Curso: Gestão

O projeto “A Empresa”, da responsabilidade da Junior Achievement Portugal, visa, todos os anos letivos, fortalecer competências fundamentais para a vida académica e profissional dos alunos, incentivando ao desenvolvimento de uma ideia de negócio através da criação de uma mini-empresa. Assim, é dada aos alunos a possibilidade de poder trabalhar com um voluntário na definição dos objetivos gerais deste projeto, compreender a sua estrutura básica, analisar as funções que poderão desempenhar, os departamentos que deverão existir, discutir as ideias do produto ou serviço e começar a preparar o estudo de mercado. Nesta competição, os alunos do 2º ano do Curso Profissional de Técnico de Gestão, Alexandra Silva, Edsana Pereira, Inês Fortes e Jorge Esteves apostaram na criação de uma escova com um adaptador para remoção de cabelos e um doseador integrado com a capacidade de hidratar ou modelar os mesmos. Os alunos deram a conhecer o seu projeto, a empresa “CheveLux”, na Feira Ilimitada de Lisboa, no Centro Comercial Colombo, palco desta iniciativa que promove o espírito empreendedor dos nossos jovens.

Utilizando as novas tecnologias, este projeto visa a criação de uma rede de monotorização global de troços de rios, a partir da criação de um kit autónomo, que realiza a análise de grandezas relevantes para aferir a qualidade da água. Este projeto foi realizado em parceria com a ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental e originou para os alunos envolvidos no projeto, uma viagem à Finlândia inserida na iniciativa “Finnish-Portuguese School Week in Rauma - A Week of Young Citizen Science”. Esta viagem teve o apoio da ASPEA, da Agência Ambiental Finlandesa e da empresa ForChem, que asseguraram aos alunos esta oportunidade e os custos associados à viagem.

AgroAircraft

Curso: Técnico de Eletrónica e Telecomunicações Sistema que se baseia na recolha de dados dos terrenos agrícolas por intermédio de câmaras fotográficas e/ou vídeo, instaladas a bordo de um avião autónomo e/ou rádio controlado. A emissão de dados poderá ser imediata para uma base em terra ou armazenada em cartão de memória para tratamento posterior.

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LInKE DAY O polo do Entroncamento criou o LInKE DAY, iniciativa organizada com o objetivo de dar a conhecer aos seus alunos e comunidade as diversas possibilidades de escolha após a conclusão do ensino secundário. Oportunidades de carreira, prosseguimento de estudos, desenvolvimento de hobbies, criação do próprio emprego, voluntariado, entre outras oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional estiveram representados na primeira edição deste evento através de 24 expositores e 7 palestrantes, no dia 18 de abril. Para além de apresentar aos jovens as saídas após a conclusão de um curso profissional, este evento também pretende estabelecer verdadeiras conexões entre todos os intervenientes, numa lógica de trabalho em rede e de ampliação da rede de contactos. Consideramos este evento muito importante para apoiar os jovens no importante processo de decisão pós conclusão do ensino secundário, fomentando escolhas conscientes e informadas, e incentivando a definição de um verdadeiro e significativo Plano de Vida para cada um dos nossos jovens.


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X Competição Nacional da Junior Achievement Portugal

Lucky One

No dia 24 de abril, estivemos na Coimbra Business School, na Feira Ilimitada (fase regional) da Junior Achievement Portugal – Programa “A Empresa”. O Rúben Teixeira, o Tiago Oliveira e a Patrícia Pimentel, todos alunos do Curso Profissional de Técnico/a de Restauração – Restaurante/Bar apresentaram e defenderam a Alien Drinks, a sua mini-empresa e ideia de negócio, sob a orientação dos professores Ana Madureira, Francisco Serras e Hugo Pereira e foram selecionados para a X Competição Nacional que vai decorrer no dia 2 de junho, em Lisboa. Esta mini-empresa propõe um produto inovador: copos de shot feitos de gelatina e pequenos doces que contêm álcool, que apresentam uma grande variedade de cores, formas, sabores e texturas, o ideal para eventos diversos, como festivais.

Ao longo de todo o 2º ano, os alunos curso Técnico de Comunicação preparam o seu Projeto Tecnológico para o defenderem perante um júri. O objetivo é ambicioso: criarem uma ideia de negócio, a respetiva estratégia de marketing e plano de comunicação. Tudo isto acontece enquadrado no programa “A empresa” da Associação Junior Achievement Portugal. Este ano, o projeto selecionado para a Feira (I) limitada foi o “Lucky One”, uma bengala que ajuda invisuais e outros no seu quotidiano.  A mini-empresa “Lucky One” é constituída pela Catarina, Jéssica, Marilene e o André da turma 454, do curso Técnico/a de Comunicação da Escola Profissional Gustave Eiffel do Lumiar, sob a coordenação da professora Selma Rocha. Neste sentido, os alunos trabalharam na execução técnica dos seus projetos e na preparação dos mesmos para a apresentação perante um júri.

FITUR

Feira Internacional de Turismo No âmbito das atividades desenvolvidas no Curso Profissional de Técnico de Turismo, os alunos do 3º ano do polo  da Amadora Centro e do 2º ano do polo de  Queluz, realizaram uma visita de estudo a Madrid, entre os dias 18 e 22 de janeiro. Um dos objetivos desta deslocação foi a visita à FITUR – Feira Internacional de Turismo, considerada uma das maiores feiras do setor na Europa. Nesta edição a feira contou com cerca de nove mil stands de entidades ligadas ao setor. Desta experiência inesquecível fizeram parte a viagem no Lusitânia Comboio Hotel, a estadia no Way Hostel Madrid, local genuinamente cosmopolita com viajantes dos “4 cantos” do mundo, e a oportunidade para conhecer locais emblemáticos da terceira maior cidade da União Europeia.

CINEDITA

Curso: Técnico de Multimédia O Agrupamento de Escolas de Arganil, em parceria com a Associação Juvenil C.U.M.E. e com o apoio da Câmara Municipal de Arganil, organizou a 2ª edição do CINEDITA - Festival de Curtas, que se realizou no dia 5 de maio de 2017. Alunos do curso de Técnico de Multimédia concorreram com a curta “Eu estou bem”. guia do ensino profissional • desde 2010

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Natal

Ferroviário

Doce Local do Entroncamento Este doce foi criado pela Pastelaria Ribatejo, uma das casas que fazem parte das memórias da cidade do Entroncamento, a cidade ferroviária por excelência. Em parceria com a ACIS – Associação Empresarial de Torres Novas, Entroncamento, Alcanena e Golegã, com Luís Boavida (antigo gerente da Pastelaria Ribatejo) e com o apoio do Município do Entroncamento, a Escola Profissional Gustave Eiffel do Entroncamento tem vindo a recuperar doces memórias, num projeto de recriação deste produto gastronómico que teve início em 2016. Porque as memórias devem ser mantidas vivas para que possamos conhecer a nossa história, raízes e continuar a construir o nosso futuro. Para além do doce, estão a ser estudados, em conjunto com os parceiros, outros detalhes como a embalagem que tem o formato do baú de almoço que acompanhava tradicionalmente os trabalhadores ferroviários. Este baú era um recipiente de uso pessoal, utilizado pelo maquinista ou fogueiro, e outros trabalhadores da via, para transporte do farnel, mantimentos e outros objetos de uso pessoal. A peça era em metal, para tolerar o calor e a sujidade do chão da locomotiva e da via*. Este projeto está a ser trabalhado pelas turmas de Restauração – Cozinha/ Pastelaria, sob a orientação dos professores da Componente Técnica.

Realizou-se durante a época do Natal, na escola, a atividade “Uma prenda no sapatinho”. Esta teve como objetivo proporcionar um Natal mais acolhedor e feliz a crianças carenciadas da freguesia do Lumiar. Foi então lançado o desafio a todas as turmas do Polo do Lumiar que realizassem o sonho de Natal de uma criança. Com o auxílio da Junta de Freguesia do Lumiar, na qualidade da Dra. Patrícia, foram selecionadas as crianças. Cada criança escreveu uma carta ao Pai Natal com os seus pedidos. Reunimos 32 pedidos o que foram todos satisfeitos e com este gesto tornamos o Natal destas crianças mais feliz.

KKIDZ Criado no âmbito da Junior Achievement Portugal, o projeto traduz-se num empresa de Babysitting cuja missão é digitalizar esta área através da instalação de câmaras de vigilância.

*fonte da informação técnica do baú: site do Museu Nacional Ferroviário

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“É preciso ter lata!” Nos dias 29 e 30 de março, a turma 455 do Curso de Manutenção Industrial – Mecatrónica Automóvel participou no Concurso “É Preciso ter lata!”, versão portuguesa do evento solidário patenteado pela Canstruction®. Este evento consiste na criação de esculturas artísticas tendo por matéria-prima, latas de comida angariadas numa recolha organizada nas escolas. Após a exposição, a escultura elaborada pelos alunos da turma 455 foi desmantelada para ser distribuída às instituições selecionadas pela nossa escola: a Humanus e a Aldeia SOS. Os nossos alunos foram acolhidos na instituição, que preparou várias palestras de sensibilização sobre os seus ramos de atuação. O lema foi: “Fazer das latas coração! ”


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gustave eiffel/erasmus

Erasmus+ A Escola Profissional Gustave Eiffel do Entroncamento proporciona aos seus alunos oportunidades únicas de desenvolvimento pessoal e profissional através da integração em estágios em empresa realizados em contextos internacionais.

No ano letivo 2016/2017 10 alunos do 2º e 3º ano estiveram em Fuerteventura e Bilbao para realizar o período de formação em contexto de trabalho. Esta é uma experiência única que permite aos nossos jovens não só valorizar o seu currículo e promover a sua empregabilidade futura mas também desenvolver novas competências pessoais, sociais e linguísticas. Na EPGE formamos profissionais altamente qualificados mas não descuramos o processo de formação cívica dos nossos alunos, capacitando-os para trabalhar e atuar em Portugal, mas

também em cenários internacionais. Nestas experiências internacionais há espaço também para a diversão e para a dimensão cultural uma vez que os nossos alunos convivem com jovens de outras nacionalidades e estabelecem novas amizades que ficam para a vida. Este tem sido um projeto muito gratificante e temos recebido elogios além-fronteiras das empresas de referência que têm recebido os nossos alunos, descritos como responsáveis e trabalhadores. A aposta na internacionalização é para continuar e já estão garantidos mais projetos de mobilidade, sendo que

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nos próximos anos letivos alunos e professores do Entroncamento terão oportunidade de viajar e de desenvolver novas competências em diversos países da União Europeia. O programa ERASMUS+ é um projeto de referência da União Europeia para os domínios da Educação, Formação, Juventude e Desporto para o período de 2014-2020 e é cofinanciado por este organismo. Pretende combater ativamente o desemprego jovem, promover o desenvolvimento do capital social dos jovens e capacitá-los para participarem ativamente na sociedade.

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Curso Profissional de

TÉCNICO(A) DE GESTÃO E PROGRAMAÇÃO DE SISTEMAS INFORMÁTICOS Queres saber tudo sobre o mundo da Informática? Este é o curso que te garante uma preparação adequada para lidar com os sistemas de processamento e transmissão de dados. No final deste curso, estarás habilitado a desenvolver, distribuir, instalar e efetuar a manutenção de aplicações informáticas, aplicações web e aplicações mobile (Sistema Operativo Android). Poderás também fazer o desenvolvimento, administração e manutenção de Sistemas de Bases de Dados. Aprenderás ainda a fazer a instalação, a configuração e a manutenção de computadores isolados ou inseridos numa rede local e de sistemas operativos de clientes e de servidores. Para além destas competências, saberás ainda dar suporte pós-venda a clientes, integrado em equipas de assistência técnica. Assim, poderás contar com uma formação sólida que te permitirá integrar diversos projetos na área da Programação, Instalação ou Manutenção de Sistemas de Informação.

Podes trabalhar em: • Empresas de software-house, fornecedoras de soluções informáticas; • Empresas de qualquer ramo que necessitem de técnicos de suporte aos sistemas informáticos instalados (ao nível de base de dados, web, mobile, etc) e/ou de desenvolvimento de software próprio.

“Esta é uma área que sempre me interessou – estive dois anos em científico-humanísticos e percebi que não era o que queria. Aqui, saio do curso especificado na área de programação. O curso respondeu ao que pretendia: aprendemos várias linguagens de programação e temos vários estágios. Foi a melhor decisão que já tomei, até agora. A prática ajuda até porque nos treina para o futuro e as bases vão-me ajudar se pretender ir para o Ensino Superior”. Fábio Rodrigues, 18 anos, aluno do 2.º ano

“Estes são alunos com uma capacidade muito direcionada, numa abordagem mais prática, direcionados para uma resposta de acordo com as necessidades das empresas. No que diz respeito à nossa empresa, penso que conseguem desenvolver trajetos importantes. Eu próprio também passei por um curso profissional e sinto que esta escola tem feito um excelente trabalho – não é apenas uma escola de referência, é uma escola diferente pelo que tem feito no mercado de trabalho”. João Pedro Barros, CEO Partilha Fundamental

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TÉCNICO(A) DE GESTÃO DE EQUIPAMENTOS INFORMÁTICOS Em ligação direta a computadores, drivers e servidores, este é o curso que te permite um contacto próximo com o mundo informático a dois níveis: software e hardware. A manutenção, instalação e administração de equipamentos e redes é uma das principais competências adquiridas

“Escolhi este curso porque assim posso terminar o ensino secundário com uma certificação profissional numa área que gosto bastante. Queria terminar o 12.º ano com uma vertente profissional associada. Estou no final do 2.º ano e estou mais do que satisfeito com o curso. O que me é ensinado no curso faz-me sentir que estou no caminho certo para ficar preparado para o mercado de trabalho”. Hélder Carvalho, aluno do 2.º ano 16

neste curso. Assim, poderás aprender a montar, testar e reparar computadores, encontrar soluções de hardware e software, bem como configurar servidores, routers e outros equipamentos. Esta é uma área que guarda, ainda assim, espaço para a criatividade, uma vez que poderás conceber projetar sistemas de processamento e transmissão de dados. Podes trabalhar em: • Empresas de manutenção de equipamentos informáticos e/ ou fornecedoras de soluções informáticas de hardware; • Empresas de qualquer ramo que necessitem de técnicos de suporte aos sistemas informáticos; • Empresas de gestão ou de implementação de redes informáticas. guia do ensino profissional • desde 2010

“Os alunos que têm estagiado no Grupo Medinfar trazem conhecimentos que lhes permitem enquadrar-se rapidamente nas equipas existentes e desenvolver tarefas de suporte e implementação de sistemas com facilidade. As bases criadas em ambiente académico permitem-lhes evoluir com facilidade em diversas áreas das tecnologias. A empresa mantem uma relação de parceria com a escola, acolhendo estagiários e tentando contribuir para que tenham uma experiência diversificada e um contacto abrangente com as tecnologias de informação.” Nelson Vaz - Diretor de Tecnologias de Informação no Grupo Medinfar


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TÉCNICO(A) DE ELETRÓNICA E TELECOMUNICAÇÕES Numa altura em que o mundo se interliga, há que garantir que a comunicação é rápida e eficaz. Este é o curso que, este é o curso que te permite adquirir competências numa área em expansão. O Curso Profissional de Técnico(a) de Eletrónica e Telecomunicações torna-te apto a instalar, configurar, reparar e fazer a manutenção de redes de telecomunicações, de comunicação de dados e ainda de equipamentos eletrónicos. Desta forma, poderás integrar equipas responsáveis por equipamentos como redes de fibra ótica, antenas, routers e amplificadores. No final do curso, estarás habilitado a interpretar e implementar esquemas ou manuais técnicos, detetar anomalias de funcionamento, reparar avarias e utilizar aparelhos de medida e teste em equipamentos eletrónicos, sistemas de telecomunicações e redes de comunicação de dados. Podes trabalhar em: • Empresas operadoras e prestadoras de serviços de telecomunicações; • Empresas instaladoras de redes de telecomunicações; • Empresas fornecedoras de equipamentos eletrónicos e de telecomunicações; • Empresas de assistência, manutenção e reparação técnica de equipamentos eletrónicos; • Empresas de programação, configuração e gestão de sistemas de telecomunicações e redes de comunicação de dados.

“Eu estava no curso científico-humanístico e tinha acabado o 11.º ano, quando fui à Futurália e vi que a Escola Profissional Gustave Eiffel tinha este curso que me interessava bastante. O que mais me chamou a atenção foram os trabalhos práticos que mostraram. Falei com o professor e optei por voltar ao 10.º ano e começar este curso, onde encontrei mais dinamismo, motivação e uma maior independência e responsabilidade. No Ensino Profissional, temos uma certificação profissional, um estágio que permite uma introdução ao mundo emprego e, no final, podemos seguir para a faculdade ou escolher ir trabalhar. Dá-nos mais opções”. Diogo Lima, 19 anos, aluno do 3.º ano

guia do ensino profissional • desde 2010

“Estabelecemos um protocolo com a EPGE e temos tido a oportunidade de integrar elementos da EPGE nas várias fases da sua formação. Estes formandos têm sido acolhidos e acompanhados de muito perto. Na SinalCabo, fomos surpreendidos pela positiva pelo interesse demonstrado pelos alunos em saber e conhecer, pela sua vontade em agarrar uma possibilidade de futuro, bem como pelos seus conhecimentos, sobretudo a nível teórico. Existe a necessidade de trabalhar algumas questões práticas que serão colmatadas no contexto de formação on job. Penso que seria um ganho para todas as partes se os conteúdos fossem ainda mais práticos e centrados nas necessidades das empresas de telecomunicações. Em breve, deveremos fazer a integração nos nossos quadros de um lote de diplomados da EPGE”. Damião Costa, Diretor de Operações Técnicas da SinalCabo

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TÉCNICO(A) DE ELETRÓNICA, AUTOMAÇÃO E COMANDO As áreas da eletrónica e automação fascinam-te? Este é o curso que te garante a entrada numa área profissional especializada, oferecendo-te um leque alargado de competências Depois de concluído este curso, ficarás habilitado a realizar a instalação, a manutenção e a reparação de uma grande variedade de sistemas: elétricos, eletrónicos, eletromecânicos, pneumáticos, hidráulicos e de automação. Ao conhecimento técnico sobre estes sistemas industriais, juntam-se ainda competências relativamente aos sistemas de telecomunicações em edifícios, por exemplo. Para que te consigas adaptar a um tão variado leque

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de áreas profissionais, podes esperar formação em áreas como Automação e Comando, Tecnologias Aplicadas, Eletricidade e Eletrónica ou Sistemas Digitais. Podes trabalhar em: • Empresas de manutenção industrial • Empresas de reparação de equipamentos eletrónicos; • Empresas de instalações elétricas, telecomunicação, domótica, entre outras.

guia do ensino profissional • desde 2010

“Entrei neste curso sobretudo pela vertente de automação e, no final, poderei ir para uma boa empresa e trabalhar nessa área. Ao início, no curso, tudo parece um pouco complicado mas, com o tempo e com a prática, tudo começa a ser mais fácil. Penso que o estágio é também uma mais-valia, ao permitir-nos ter, em primeira mão, a experiência de trabalhar numa grande empresa. Essa será a nossa chave para aprender mais, trabalhar mais e, quem sabe, entrar na empresa. No caso de ir para o Ensino Superior, no futuro, estas bases mais técnicas vão fazer a diferença. Aqui, damos um passo enorme, tanto para o mercado de trabalho como para a universidade”. Daniel Pereira, 19 anos, aluno do 2.º ano


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TÉCNICO(A) DE HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO Este é o curso que te permite garantir a segurança e saúde dos trabalhadores, nas mais diferentes áreas de atividade. A prevenção é a melhor segurança e, enquanto técnico de Higiene e Segurança no Trabalho, poderás salvar inúmeras vidas. Podes trabalhar em: • Empresas de construção civil; • Comércio de equipamentos de segurança de trabalho; • Serviços de consultadoria e formação.

Depois de concluíres este curso, estarás qualificado para fazer a aplicação de instrumentos, metodologias e técnicas de identificação e prevenção dos riscos profissionais, em diversas empresas. Desta forma, poderás prestar apoio e implementar sistemas de prevenção de incêndios, por exemplo, ou planear soluções de emergência. Fará parte das tuas competências a vistoria e auditoria das condições de trabalho, participando em procedimentos para a identificação de perigos associados a uma profissão.

“Na EPGE descobri uma escola diferente: várias culturas, muitos alunos de várias idades. Este curso não foi a primeira escolha mas estou a gostar porque fiz amigos que levo para a vida. Quanto ao curso, as disciplinas são interessantes e vão contribuir para o meu futuro. Tem a ver com segurança e proteção e isso é um trabalho que acaba por fazer a diferença na vida das pessoas”. Manuela Bondos, aluna do 1.º ano

“Todos os anos, o Horto do Campo Grande acolhe estagiários desta área, com o intuito de lhes dar a oportunidade de desenvolver as competências adquiridas da sua formação. Muitas vezes, os alunos têm a utopia que o técnico apenas desenvolve a sua atividade terreno mas, antes disso, o técnico necessita de muito trabalho de preparação, nomeadamente a nível dos requisitos legais. A EPGE prepara no sentido real do trabalho: os alunos ficam melhor preparados porque estudam casos específicos e reais e têm aulas com professores que estão inseridos no mercado de trabalho”. Andreia Cunha, Responsável de Sistema Integrado de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança do Horto do Campo Grande

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TÉCNICO(A) DE CONSTRUÇÃO CIVIL Associado a uma área que continua a ter uma forte presença no tecido empresarial do país, este é o curso que te dá ferramentas para desempenhar várias funções no setor da construção. Depois de concluíres este curso, ficarás habilitado a ser um interlocutor privilegiado junto de engenheiros, desempenhando funções específicas de acordo com a variante técnica escolhida. Interpretar projetos de arquitetura, estabilidade e de instalações técnicas de obras são algumas das competências que poderás adquirir. Para além disso, saberás desenhar em 2D e 3D (com o apoio de ferramentas como o Autocad), bem como interpretar esquemas, esboços arquitetónicos e elaborar as peças desenhadas de projetos de alterações, com auxílio de levantamentos em terreno. Poderás ainda colaborar na elaboração de projetos de execução, acompanhar a preparação e execução de obras e identificar os requisitos legais e normas de trabalho.

Podes trabalhar em: • Autarquias; • Gabinetes de projeto de arquitetura e engenharia; • Empresas de construção civil ou do ramo imobiliário.

“Na experiência que temos de acolhimento de jovens da EPGE, o seu desempenho e postura foram ao encontro daquilo que se pretendia. Há poucos cursos de construção civil na área da Grande Lisboa e perdeu-se algum do histórico que havia a nível da procura, da formação e da avaliação da prestação prática destes jovens. Os cursos técnicos são fundamentais para o desenvolvimento da economia portuguesa”. Paulo Ferreira Rodrigues, Teixeira Duarte Engenharia e Construções, S.A. guia do ensino profissional • desde 2010

“No 9.º ano tirei um Curso de Educação e Formação, Desenho Assistido por Computador – Autocad. Queria continuar nessa área e a experiência neste curso está a ser exatamente aquilo que procurava. A principal mais-valia é o conhecimento de todas as técnicas, para depois podermos aplicar no mundo Construção Civil, bem como as competências em desenho de edifícios – o que significa que poderemos trabalhar próximos da área da arquitetura. Depois de concluir, vou ingressar no Ensino Superior, em Engenharia Civil, e o conhecimento que adquiri no curso profissional será muito útil: nestes três anos de curso, aprendi matérias técnicas e práticas que serão lecionadas nos primeiros dois anos da licenciatura”. Maria Costa, 22 anos, aluna do 3.º ano 19


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TÉCNICO(A) DE ÓTICA OCULAR Este é o curso que te torna especialista em ótica ocular, trabalhando os óculos e lentes – pequenos objetos que fazem uma grande diferença na vida de milhões de pessoas. Depois de concluíres este curso, vais saber montar e adaptar artigos de compensação de problemas visuais. Porém, mais do que apenas aprender a

“Quando soube da existência deste curso, acabei por escolhê-lo por ser integrado na área da saúde. Gostei muito do curso, sobretudo da parte técnica. Quando fui para o estágio, apercebi-me verdadeiramente disso. Num curso profissional, tenho já uma saída profissional e adquiro as competências técnicas que nos permitem ser bons profissionais”. Nicole Robu, 16 anos, aluna do 2.º ano

criar e adaptar produtos, vais também ficar preparado para a vertente comercial, ficando qualificado no que diz respeito aos processos de venda, de organização e gestão de uma empresa de ótica ocular. No mesmo sentido, terás também formação em atendimento e análise das necessidades de clientes, interpretando prescrições médicas e controlando as execuções oficinais. Desta forma, este curso garante-te também conhecimentos na área de gestão de stocks e clientes. Podes trabalhar em: • Lojas de ótica ocular, de acessórios e equipamentos de ótica; • Laboratórios de instalação e reparação • Instituições relacionadas com oftalmologia.

“Este curso oferece uma preparação pertinente: a componente prática é mais chamativa e conseguem visualizar de uma forma prática o objetivo da função e sabem exatamente o que vão fazer no futuro. Eles já chegam à nossa empresa com o saber-fazer o que é muito importante em termos de adaptação à função. Este curso é benéfico para o funcionário e também para o empregador. A relação com a EPGE é uma relação de parceria em que a escola ganha um parceiro com experiência no setor da ótica e com conhecimentos avançados e a empresa ganha a transmissão do que são as suas necessidades de competências” Domingos Lopes, equipa de saúde visual da Essilor

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TÉCNICO(A) AUXILIAR DE SAÚDE Pautada por um constante contacto humano, esta qualificação permite-te fazer a diferença todos os dias, junto de quem mais necessita. Este curso garante-te as competências necessárias para que possas auxiliar na prestação de cuidados de saúde. Para além desta qualificação, o curso Técnico de Auxiliar de Saúde oferece-te também formação na recolha e transporte de amostras biológicas, bem como na higienização, limpeza e transporte de materiais e equipamentos. Podes ainda prestar apoio logístico e administrativo de diferentes unidades e serviços de saúde. Podes trabalhar em: • Hospitais e centros de saúde • Clínicas médicas e centros de diagnóstico; • Lares de terceira idade e centros de dia; • Unidades de cuidados continuados.

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“Gosto bastante da área da saúde, acho muito interessante o estudo do corpo e os cuidados que são dados aos doentes. Quero seguir para a faculdade, estudar enfermagem ou medicina, e acho que este curso vai ajudar-me no Ensino Superior, com a sua parte prática. Temos uma noção mais aproximada da realidade, através das aulas e dos estágios”. Sara Azevedo, 15 anos, aluna do 1.º ano

guia do ensino profissional • desde 2010

“Todos os alunos deste curso que têm passado pela nossa instituição têm revelado uma boa preparação, tanto a nível de relacionamento com os utentes, como a nível dos conhecimentos técnicos adquiridos: têm demonstrado competência em posicionamentos, higiene e auxílio da alimentação. Muitos alunos, mesmo que não queiram seguir esta área, demonstram dedicação na realização do estágio e, inclusivamente, criaram algumas amizades com os idosos e deixaram boas referências. É muito importante que os alunos passem por esta ou outra instituição, para que tenham consciência da realidade. E, para nós, instituição, é também uma lufada de ar fresco que o façam”. Marta Alvo, Animadora Cultural da Casa de Saúde e Repouso Solar de Caneças


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TÉCNICO(A) DE RESTAURANTE/BAR Se a cozinha é a tua divisão favorita da casa ou, simplesmente, tens gosto por criar cocktails, de shaker em punho, este é o curso ideal para ti. Através desta formação, poderás tornar-te apto a planificar, dirigir e efetuar serviço de alimentos e bebidas, seja à mesa ou ao balcão. De igual forma, vais poder trabalhar em estabelecimentos de restauração e bebidas, integrados ou não em unidades hoteleiras. Esta saída profissional prepara-te ainda para acolher e atender clientes, efetuar o serviço de alimentos e bebidas (entradas, pratos principais, sobremesas, entre outros), bem como realizar o serviço de aperitivos, águas, vinhos ou cafés, entre outras bebidas. Poderás ainda atender clientes à mesa ou ao balcão, servindo bebidas simples ou elaboradas e refeições, colaborando na execução de ementas de restaurante, de bar ou de vinhos.

Podes trabalhar em: • Hóteis e estabelecimentos similares, restaurantes, bares e cafetarias como diretor de restauração, chefe de mesa, empregado de mesa, empregado de bar e ecónomo.

“Este é um curso com muita empregabilidade. E esta era a área que queria, até por já ter família que trabalha no setor. Estou a adorar: é um ambiente diferente e estou mais descontraída. A prática que desenvolvemos no restaurante pedagógico é também muito importante para que tenhamos uma perspetiva do que é um bom serviço num restaurante”. Débora Galveia, 17 anos, aluna do 2.º ano

“Soube deste curso através de uma amiga minha e decidi inscrever-me. A princípio estava um pouco insegura mas, à medida que as aulas práticas foram começando, comecei a apaixonar-me por esta área. Estou a adorar o curso, sobretudo a interação com os clientes. Tive ainda oportunidade de fazer Erasmus+ nas Ilhas Canárias: foi uma experiência incrível em que fui muito bem recebida e sinto que cresci profissionalmente”. Rita Fangana, 19 anos, aluna do 2.º ano

“Tecnicamente, os alunos vêm muito bem preparados. Por vezes, o crescimento faz-se na ligação com o cliente e na sua própria expressão – o que se resolve ao fim de algum tempo. Em todo o protocolo de serviço e formas de serviço vêm muito preparados e basta adaptá-los à realidade do local de trabalho. Nessa adaptação, esse conhecimento técnico é fundamental. Nesse aspeto, a EPGE foi uma bênção para a região, ao cobrir as necessidades que existem nas empresas”. Jorge Pereira, proprietário do Restaurante “O Barrigas” (Golegã) guia do ensino profissional • desde 2010

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TÉCNICO(A) DE COMÉRCIO Se queres saber organizar e planear vendas, aprendendo a lidar com variados tipos de clientes, este é o curso que te coloca no centro da atividade económica. No final deste curso, saberás estudar os produtos e serviços da empresa, caracterizar o tipo de clientes e recolher informação sobre a concorrência e o mercado em geral. De igual forma, poderás participar na conceção, organização e animação de um ponto de venda, bem como ordenar a documentação de compra e venda. A interação com o cliente é também uma vertente muito importante: saberás atender e aconselhar clientes, indo ao encontro das suas necessidades, sem esquecer o processamento de vendas de produtos e serviços, com recurso a diferentes tecnologias. Outro dos pontos fundamentais associados a esta profissão é a gestão da qualidade. Por essa razão, aprenderás a efetuar o controlo quantitativo e qualitativo de produtos, controlando stocks e inventariando existências.

Podes trabalhar em: • Agente ou delegado comercial; •P  romotor de Vendas; •A  uxiliar Administrativo.

“Escolhi este curso porque era um dos meus maiores interesses. É uma profissão onde nunca vamos saber tudo, temos sempre coisas novas para aprender. Há muitas coisas técnicas que temos que saber, não só a nível da moda, mas, também, a nível de pluricultura e a parte mais técnica da loja. Já pus em prática várias coisas que aprendi nas aulas, como o vitrinismo e o merchandising. Recomendaria este curso a outros colegas porque existe bastante oferta no mercado e estamos sempre a aprender.” Inês do Vale Leitão, 17 anos, aluna do 3º ano

“A Inês, em concreto, vem bem preparada e, para além da boa preparação que trás, também tem uma excelente atitude. Gostámos tanto dela que vamos contratá-la. Este é o primeiro ano que a PréNatal é parceira da Gustave Eiffel e tem sido uma experiência muito positiva. Já assinámos o protocolo para colaborações futuras. Nesta loja o contacto com os jovens é muito importante, porque a maioria das equipas são constituídas por pessoas que trabalham cá há mais de 20 anos. Este contacto entre gerações é importante e motivador para todos.” Vânia Sofia Batista dos Santos, Gerente da Loja PréNatal CColombo

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TÉCNICO(A) DE TURISMO Integrado num setor que cresceu exponencialmente, nos últimos anos, este curso prepara-te para estar na linha da frente da atividade turística. Durante o curso, vais aprender a elaborar e realizar circuitos e itinerários turísticos e a fazer o levantamento de recursos turísticos, prestar informações de caráter turístico histórico, cultural e gastronómico e a desenvolver ações de promoção e divulgação turística. Será ainda tua

“Entrei neste curso ao ver que o turismo era uma área em grande ascensão em Portugal e resolvi tentar a minha sorte. Até agora, estou a adorar o curso: com um curso profissional, chegamos muito mais longe – o curso é muito dinâmico e ficamos preparados para o mundo do trabalho. Ficamos habilitados a trabalhar com pessoas no terreno, o que se relaciona com a vertente prática do curso. Qualquer pessoa que goste de Turismo vai aprender muito neste curso”. Rodrigo Vaz, aluno do 3.º ano 22

competência rececionar e fazer o acolhimento em alojamentos turísticos. No final deste curso, poderás realizar serviços de informação, promoção e animação turística e organizar eventos em empresas/instituições de turismo. Terás ainda competências no âmbito das reservas em agências de viagens e na receção e acolhimento em unidades turísticas. De igual forma, vais saber fazer programas de animação turística e elaborar guias, folhetos ou sites. Podes trabalhar em: • Agências de viagens e operadores turísticos; • Postos de turismo, museus e monumentos; • Hotéis, parques de campismo, aparthotel, turismo rural e de natureza; • Empresas de transportes turísticos, aéreas, rodoviárias e marítimas; • Associações de desenvolvimento local e empresas de animação turística. guia do ensino profissional • desde 2010

“No geral, os alunos que acolhemos estão bastante bem preparados. Os estágios não são impostos – eles escolhem vir para aqui – o que faz com que tenham motivação. Há muita coisa que precisam de aprender em contexto de trabalho, como em qualquer profissão, mas já trazem algumas noções e conhecimento. Depois, cada hostel tem a sua forma própria de fluir e eles têm de se adaptar”. Micaela Gomes, Home Lisbon Hotel


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TÉCNICO(A) DE MECATRÓNICA Tens interesse pela mecânica, robótica, automação, eletrónica ou eletricidade? Caraterizado pela grande abrangência de saberes que poderás adquirir, este curso prepara-te para trabalhar em variados ambientes e áreas de atividade. O objetivo final do Curso Profissional de Técnico(a) de Mecatrónica é preparar-te para desempenhar tarefas técnicas relacionadas com manutenção, reparação e adaptação de equipamentos. Graças a uma formação abrangente, estes equipamentos serão pertencentes a uma grande diversidade de áreas: da mecânica à robótica, passando pelo controlo automático, eletrónica e eletricidade. No final do curso, estarás preparado para analisar e interpretar anomalias de funcionamento e encontrar as suas causas. Mais que o diagnóstico, saberás também reparar ou substituir os elementos mecânicos, elétricos e eletrónicos de equipamentos e sistemas. De igual forma, poderás ainda reparar pequenas instalações de baixa tensão de alimentação, comando, sinalização e proteção, bem como programar sistemas robotizados.

Podes trabalhar em: • Indústrias de fabrico de produtos metálicos, máquinas e equipamentos; • Indústrias de material de transporte; • Empresas do ramo da eletrónica, automação, metalurgia e metalomecânica; • Empresas especializadas em controlo industrial; • Empresas industriais com processos automatizados de fabrico; • Empresas de reparação de equipamentos eletrónicos diversos.

“Sempre tive uma inclinação para a prática e gostei de inventar e mexer em objetos. Entrar neste curso foi uma forma de conjugar essas duas características. No curso, encontrei aquilo que tinha idealizado e que estava à procura: tenho aprendido conhecimentos técnicos que me vão permitir tornar um bom trabalhador e profissional. O curso deu-me ainda oportunidade de realizar um estágio internacional, nas Ilhas Canárias, o que permitiu conhecer novas cidades, pessoas e ter formação em contexto de trabalho – foi mais uma boa oportunidade que surgiu no âmbito do curso”. Rogério Rodrigues, 17 anos, aluno do 2.º ano

“Este é um curso que garante conhecimentos muito vastos e foca várias especialidades: eletrotecnia, eletrónica, mecânica, pneumática… Para nós, enquanto empresa, isso é uma mais-valia, ao não estarmos apenas a contratar um colaborador especializado numa área. Temos trabalhado em parceria com a Escola Profissional Gustave Eiffel, uma vez que os seus alunos trazem um nível de conhecimentos básicos bastante bom”. Luís Freitas, Chefe de Departamento de Manutenção Ferroviária da GMF guia do ensino profissional • desde 2010

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“Eu tenho um trabalho porque estudei na Gustave Eiffel”

Luís Cardoso

Pedro Dias

Daniel Pato

Curso Profissional de Técnico de Restauração - Cozinha/Pastelaria Hamburgueria do Páteo

Curso Profissional de Técnico de Proteção Civil Bombeiros do Estoril

Curso Profissional de Técnico de Multimédia Zien24

Ivo Fradique

Joana Salgado

Miguel Costa

Curso Profissional de Técnico de Eletrónica, Automação e Comando General Cable

Curso Profissional de Técnico de Animador Sociocultural Escola Básica Santos Mattos

Curso Profissional de Técnico de Mecatrónica GMF

Hugo Pereira

Neuza Passadeiras

Joana Gouveia

Curso Profissional de Técnico de Restaurante/Bar Restaurante “O Barrigas”

Curso Profissional de Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente Cooptécnica

Curso Profissional de Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade ISTEC - Instituto Superior de Tecnologias Avançadas

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Entrevista a Fernanda Torres, Diretora do INETE

A reinvenção da educação passa também por esta valorização do ensino profissional. Qual o Posicionamento do Ensino Profissional em Portugal?                                                                                                   O ensino profissional tem efectuado um percurso de credibilização e valorização desde a sua criação em 1989, sendo cada vez mais uma primeira escolha dos alunos que ingressam no ensino secundário. Numa sociedade em que a mudança se faz a um ritmo mais rápido do que a nossa capacidade de adaptação, as famílias e os alunos percebem que esta via, pela sua abrangência, responde às necessidades da sociedade actual e futura. Por ser uma via que permite várias perspetivas, vários caminhos, sempre preocupada com as necessidades do mercado de trabalho, está habituada a antecipar as necessidades de formação futura.   O paradigma educacional da população jovem mudou. As necessidades do mercado respondem eficazmente à realidade? Se pensarmos que 65% das crianças que começou a frequentar a escola irá trabalhar em empregos que ainda não existem, que uma criança de hoje deve mudar de emprego cerca de 7 vezes ao longo da vida, temos a enorme obrigação de proporcionar ao aluno o desenvolvimento das competências específicas e genéricas que lhe permitam desenvolver um projeto de vida consentâneo com os desafios da sociedade do século XXI. Aliás, o Fórum Económico Mundial considera essencial que se ultrapasse o estigma do ensino profissional e advoga a sua promoção, considerando que este deve deixar de ser negligenciado. A reinvenção da educação passa também por esta valorização do ensino profissional, habituado a renovar, questionar e adaptar-se, tanto em termos das áreas que oferece, como no alinhamento dos planos de estudo com as necessidades do mercado, nas parcerias com empresas ou dando aos alunos uma vivência real no mundo do trabalho.   De acordo com o que indica, qual o papel do INETE na resposta a esta necessidade? No INETE – Instituto de Educação Técnica, uma escola profissional do Grupo

ENSINUS, a renovação, a atenção às exigências do mercado em particular e da sociedade em geral, faz parte do quotidiano da escola. Esta antecipação das necessidades inicia-se com a esco-

“No INETE formamos técnicos de eletrónica, automação e comando desde 1996.” lha das áreas de formação que oferecemos, assumindo-se como uma escola com uma larga oferta em áreas que promovem as competências técnicas de Computação e Engineering.   Tais como? A título de exemplo, toda a sociedade se tem detido na questão da robótica e automação, questionando-se sobre o número de empregos que desaparecerão. No INETE formamos técnicos de eletrónica, automação e comando desde 1996. Esta é uma área fundamental para a designada indústria 4.0. O curso tem um cariz inovador, os conteúdos evoluem seguindo a revolução tecnológica: IOT (internet of things), desenvolvimento de hardware para dispositivos móveis que, em conjunto com a eletrónica, permitem ao utilizaguia do ensino profissional • desde 2010

dor o controlo remoto através do seu próprio equipamento. Os alunos têm contacto direto com as tecnologias e desenvolvem soluções: robots e sistemas inteligentes que interagem com o ambiente envolvente e com as pessoas. Além disso, a formação promove e estimula a capacidade de  adaptação e de exploração das novas ferramentas que aparecem a cada pulo tecnológico, não aceitando o conhecimento como estático e eterno.   Qual a taxa de empregabilidade? O curso tem uma excelente taxa de empregabilidade e/ou prosseguimento de estudos e obviamente parcerias com empresas de automação e de inovação e sistemas robóticos. Quanto a projetos, os alunos realizam diversos projetos curriculares em robótica e eletrónica inteligente desde o 1º ano do curso. Habitualmente participam em concursos externos e mostras de ciência, tendo arrecadado vários prémios importantes.   Que outros Projetos desenvolve o INETE para promover o empreendedorismo dos alunos, conceito tão em voga na atualidade? A escola desenvolve projetos nas diversas áreas, promovendo a criatividade dos alunos e desenvolvendo o empreendedorismo. Este ano letivo criámos uma Ótica Pedagógica e Solidária no curso Técnico de Ótica Ocular (OPTIBEST), o que nos proporcionou sermos finalistas do Concurso Acredita Portugal do Montepio Geral.   As competências técnicas não são um objetivo único, certo? Temos como objetivos promover competências de cidadania e solidariedade social nos alunos ao mesmo tempo que lhes proporcionamos experiências reais de trabalho. Só uma escola atenta às exigências do seu tempo será capaz de responder cabalmente à formação pessoal e profissional dos seus alunos. Esse é o papel de todas as escolas profissionais no geral e o desígnio do INETE em particular. n 25


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PASSOS PARA O TEU PRIMEIRO CURRÍCULO No mundo profissional, o Curriculum Vitae (CV) é o teu cartão-de-visita. É através dele que te apresentas e poderás cativar os empregadores. Conheces os passos que te garantem uma boa primeira impressão?

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Diversifica o teu perfil O teu CV deve espelhar não só toda a experiência profissional que eventualmente já tenhas, mas também outras experiências que assumiram um papel determinante no teu crescimento pessoal. Para que te destaques, é importante que mostres as características que te tornam único ou única. Começa cedo (e atualiza-te) A tua valorização deve começar o mais cedo possível: há determinadas competências que demoram muito tempo a adquirir, como um bom conhecimento de línguas estrangeiras, por exemplo. Assim, deves ter a preocupação de saber o que as empresas mais valorizam num candidato e começar a construir o teu perfil profissional, preenchendo as lacunas que achas que ainda tens.

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Revê e revê e revê e revê O teu currículo deve ser claro, de fácil compreensão e não deve conter erros ortográficos. Nada causa pior impressão que um erro ou uma gralha no documento que te define enquanto profissional.

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Aposta em meios inovadores Há várias formas de colocares as novas tecnologias a teu favor. Uma delas é criares um site/blog em forma de currículo com as informações essenciais. Contudo, não exageres nas animações: deves fazer algo de fácil compreensão e rápida leitura.

Sê original A originalidade é também uma forma de distinção. Cria o teu próprio modelo de CV, colocando em evidência o que achas ser mais relevante. Tem atenção, ainda assim, à facilidade de leitura. Um currículo de difícil compreensão pode levar o empregador a desistir de te conhecer.

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Adapta o teu perfil Um detalhe importante passa por saberes criar um CV direcionado para uma oferta de emprego específica. Dependendo da área ou das funções em questão, poderás colocar em evidência diferentes experiências e competências relacionadas.

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Evita os adjetivos “fáceis” “Sou criativo e trabalho bem em equipa”. Soa-te bem? É possível. Mas pensa na quantidade de pessoas que poderá dizer o mesmo. Evita a utilização exagerada de adjetivos, sobretudo se forem “cliché”. Tenta sempre enquadrar as tuas mais-valias e procura novas formas de descrição.

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Não sejas tímido Coloca no teu currículo as experiências e competências que sentes que são verdadeiramente importantes para ti. Não te preocupes se “ficam bem” ou “ficam mal”. Foste vogal suplente da assembleia-geral da associação recreativa do teu bairro? Não tenhas problemas. Se sentes que essa foi uma experiência importante, não hesites em referi-la, explicando o porquê.

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Escolhe (bem) a tua foto Já sabemos que ficaste muito bem naquela bathroom selfie, Mas achas mesmo que é a imagem mais indicada para te apresentar? É certo que deves tentar utilizar uma foto com a qual te identifiques, acima de tudo. Mas pensa que pode ser menos arriscado escolher uma imagem mais “institucional”. A decisão é tua, contudo, e relaciona-se com a imagem que queres passar.

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Usa anexos com moderação Os anexos podem ser importantes para ilustrar os trabalhos ou competências que descreves. Deves pesar bem a quantidade de informação que enviar, ainda assim. Envia apenas os exemplos mais importantes. É bastante importante que gastes algum tempo a escrever uma carta de motivação onde te apresentas e explicas os teus objetivos e mais-valias. ■


ed. 2017/2018

turismo Turismo de Norte a Sul

Welcome to Portugal

Operações Turísticas e Hoteleiras Conceber, organizar, promover e vender produtos e/ou serviços turísticos e prestar informação sobre recursos turísticos

O Turismo é uma área em grande desenvolvimento no nosso país, como já deves ter ouvido falar. A formação nas diversas áreas ligadas ao turismo tem cada vez mais procura. Mesmo assim, continua a existir falta de profissionais qualificados devido à grande expansão do setor em Portugal. Entre 2005 e 2015, o número de voos de passageiros para o nosso país duplicou e, só no ano passado, o crescimento da atividade turística permitiu criar cerca de 40.000 novos postos de trabalho. Tens abaixo em resumo, uma lista dos cursos ministrados em Portugal na área de Turismo, ainda que algumas outras áreas, não diretamente ligadas ao turismo, sejam essenciais para o desenvolvimento da atividade turística. Também o Turismo de Portugal (ver caixa) com a sua rede de 12 escolas de Hotelaria e Turismo espalhadas de Norte a Sul, oferece cursos especializados nesta área e que te podem interessar. Para melhor perceberes o que cada curso te ajudará a saber fazer, podes ver a tabela abaixo que contém uma breve descrição das tarefas que cabem a cada profissional que obtenha formação nesta área. 28

Técnicas de Cozinha/Pastelaria Planear, coordenar e executar as atividades de cozinha-pastelaria, respeitando as normas de higiene e segurança, em estabelecimentos de restauração e bebidas, integrados ou não em unidades hoteleiras, com vista a garantir um serviço de qualidade e satisfação do cliente. Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas Planear, coordenar e executar o serviço de restaurante e bar, respeitando as normas de higiene e segurança, em estabelecimentos de restauração e bebidas, integrados ou não em unidades hoteleiras, com vista a garantir um serviço de qualidade e satisfação do cliente. Técnico/a de Informação e Animação Turística Prestar informações, promover e comercializar produtos e serviços turísticos, assim como efetuar o atendimento e a receção de clientes, de modo a garantir um serviço de qualidade e a satisfação destes. Técnico/a de Recepção Executar o serviço de receção da unidade hoteleira, de modo a garantir um serviço de qualidade e a satisfação dos clientes.

São doze as escolas do Turismo de Portugal que oferecem anualmente cursos de formação inicial em três modalidades: Cursos de Especialização Tecnológica, Cursos de Dupla Certificação e Cursos On-The-Job, que te conferem o nível de Qualificação 4 e/ou 5. Os cursos têm duração entre 1 e 3 anos e, na linha da estratégia de aproximação ao mercado que tem vindo a ser seguida pelas escolas do Turismo de Portugal, todos preveem estágio curricular. No ano de 2016, a taxa de empregabilidade dos alunos das escolas do Turismo de Portugal foi de 88%. Esta rede escolar tem cursos especializados e ministrados totalmente em língua inglesa, o que constitui por si uma vantagem competitiva, em face dos objetivos de internacionalização, no âmbito do desenvolvimento do capital humano e da formação profissional. Como novidade para o ano letivo 2017/18, destaca-se o Curso de Especialização Tecnológica em Turismo Cultural e do Património, que visa qualificar técnicos especializados para realizarem atividades de planeamento, coordenação e desenvolvimento de programas. Este curso tem como objetivo a criação e desenvolvimento de competências de comunicação e comercialização de produtos de turismo cultural e patrimonial que contribuam para o conhecimento do destino turístico, a sua atratividade, valorização e sustentabilidade, em serviços, equipamentos e sítios turísticos e/ou culturais.

Escolas do Turismo de Portugal ~ Viana do Castelo ~ Porto ~ Douro-Lamego ~ Coimbra ~ Oeste (Caldas da Rainha e Óbidos) ~ Lisboa ~ Estoril ~ Portalegre ~ Setúbal ~ Portimão ~ Algarve (Faro) ~ Vila Real de Sto António

Cursos de Especialização Tecnológica Nível de Qualificação Profissional: 5 Duração: 18 meses + estágio curricular • Gestão em Restauração e Bebidas • Gestão Hoteleira em Alojamento • Gestão e Produção de Cozinha • Gestão e Produção de Pastelaria • Gestão de Turismo • Turismo de Ar Livre • Turismo Cultural e do Património (novo)

EM INGLÊS • Food and Beverage Management (Gestão Hoteleira de Restauração e Bebidas) • Hospitality Operations Management (Gestão Hoteleira em Alojamento) • Culinary Arts (Gestão e Produção de Cozinha)

Técnico/a de Turismo Profissional que participa na definição, gestão e aplicação de políticas de desenvolvimento turístico, definindo, promovendo e comercializando produtos turísticos ou acompanhando e animando grupos de turistas.

Cursos de Dupla Certificação

Técnico/a de Turismo Ambiental e Rural Executa serviços de receção em alojamento rural e de informação, organização e animação de eventos, participando na aplicação de medidas de valorização do turismo em espaço rural. n

On-The-Job

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Nível de Qualificação Profissional: 4 Duração: 3 anos letivos + estágio curricular • Técnicas de Cozinha/Pastelaria • Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas • Operações Turísticas e Hoteleiras Nível de Qualificação Profissional: 4 Duração: 12 meses + estágio curricular • Técnicas de Cozinha/Pastelaria • Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas • Técnicas de Receção Hoteleira


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Cursos de Aprendizagem Uma porta para o emprego

Permitem obter uma certificação escolar e profissional, privilegiando a inserção no mercado de trabalho. Grande parte da formação é realizada em contexto de empresa e não excluem o prosseguimento de estudos de nível superior. Sabe mais sobre esta opção. Os Cursos de Aprendizagem constituem-se como uma das ofertas privilegiadas para a qualificação dos jovens, permitindo a obtenção do nível secundário de educação (12º ano) e uma certificação profissional (nível 4). Desta forma, permitem a imediata integração no mercado de trabalho, por se tratarem de cursos que procuram responder às efetivas necessidades das empresas.

Para frequentar um curso de aprendizagem, terás de ter entre 14 e 24 anos. Simultaneamente, terás de deter o 9.º ano de escolaridade ou superior, sem conclusão do 12.º ano. 30

Com uma duração de cerca de três anos, caracterizam-se por uma forte componente prática, com 40% da formação desenvolvida em contexto real de trabalho, em entidades parceiras do IEFP, contribuindo para os jovens adquirem competências técnicas facilitadoras do exercício de uma profissão qualificada. A duração destes cursos é de 2800 a 3700 horas e, por cada período igual ou superior a 1200 horas podes ter direito a 22 dias úteis de férias. Os cursos de aprendizagem são organizados em componentes de formação – sociocultural, científica, tecnológica e prática – que visam as várias dimensões do saber. Na vertente de formação sociocultural, existe um espírito transdisciplinar e transversal, visando a aquisição ou

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Quais as entidades que fazem parte da rede de parceiros? A Rede de Parceiros de Excelência para a Aprendizagem é constituída pelas seguintes entidades: ~ Cmp – Cimentos Maceira e Pataias, S.a. ~ Durit – Metalurgia Portuguesa do Tungsténio, Lda. ~ Famolde (Grupo GLN) ~ Grupo Delta Cafés ~ Grupo ID Logistics ~ Hotel Tivoli Marina Portimão ~ Salvor Hoteis – Grupo Pestana S.a. ~ Schmitt+ Sohn Elevadores ~ Toyota Caetano Portugal, S.a. ~ Volkswagen Autoeuropa, Lda


CONCURSO Criação de logótipo para a Rede de Parceiros de Excelência da Aprendizagem

reforço de competências académicas, pessoais, sociais e profissionais. Visa inda a inserção na vida ativa e a adaptabilidade aos diferentes contextos de trabalho – uma característica cada vez mais valorizada pelos empregadores. Já no âmbito da formação científica, poderás apostar na aquisição de competências científicas que se relacionam com o exercício de uma determinada profissão. Desta forma, podes contar com uma formação que enquadra o conhecimento técnico que te permite compreender, de uma forma integrada, as competências que vais adquirir durante a formação tecnológica – o conhecimento que te permite desenvolver atividades práticas e de resolução de problemas inerentes a uma saída profissional. Por fim, não esquecer a vertente de formação prática em contexto de trabalho, uma vez que é essencial para que possas consolidar as competências que adquiriste em contexto de formação e, não menos importante, facilitar a tua adaptação ao meio profissional. Uma rede para a excelência De que forma é que os Cursos de Aprendizagem se mantém em contacto com a realidade do trabalho? Com

o objetivo de distinguir e divulgar as boas práticas das empresas que, no âmbito dos Cursos de Aprendizagem, promovem a qualidade da formação prática em contexto de trabalho e a integração dos jovens no mercado de trabalho, o Instituto do Emprego e Formação Profissional, criou a Rede de Parceiros de Excelência para a Aprendizagem. Podem candidatar-se à Rede de Parceiros de Excelência para a Aprendizagem as entidades de apoio à alternância que tenham desenvolvido esta atividade nos últimos três anos, tendo em conta os seguintes critérios: número de formandos acolhidos em formação prática em contexto de trabalho, número de formandos contratados após a formação, número de tutores com certificação pedagógica e colaboração com o sistema de aprendizagem, designadamente, em termos de antiguidade, regularidade, disponibilidade e atribuição de benefícios aos formandos. A certificação de Parceiro de Excelência para a Aprendizagem tem uma validade de três anos, renovando-se por igual período, desde que a entidade mantenha os requisitos estabelecidos. n

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Na sequência da criação da Rede de Parceiros de Excelência para a Aprendizagem, o IEFP lançou, em dezembro de 2016, um concurso de ideias visando a criação de um logótipo para esta rede. A formanda do curso de Multimédia, sistema de Aprendizagem, no Serviço de Formação Profissional de Águeda, Carla Iara Martins, foi a vencedora. O seu logótipo será, assim, utilizado em todos os materiais promocionais que o IEFP e as entidades parceiras produzirem para promover e divulgar a sua atividade, enquanto Parceiros de Excelência para a Aprendizagem. Esta iniciativa pretendeu, em simultâneo, proporcionar uma oportunidade aos formandos dos cursos da rede de Centros de Gestão Direta e Participada do IEFP, na área dos Audiovisuais e Produção dos Media, para que revelassem o seu talento e as competências adquiridas durante a formação.

www.iefp.pt 31


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GARANTIA JOVEM

assegurar o futuro da juventude europeia Apesar da evolução positiva dos últimos anos, a União Europeia defronta-se ainda com uma elevada taxa de desemprego juvenil. Sabe de que forma a Garantia Jovem procura assegurar o teu futuro. No âmbito da iniciativa Europa 2020, a criação de emprego foi já assumida como uma das prioridades da estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, considerando-se que a nova agenda deverá contribuir para permitir alcançar níveis elevados de emprego, de produtividade e de coesão social. Neste contexto, a União Europeia, dando expressão à sua preocupação, decidiu, em abril de 2013, recomendar, por via do Conselho Europeu, aos estados membros a adoção de uma Garantia Jovem. A Garantia Jovem tem como desígnio que todos os jovens até aos 25 anos possam receber uma oferta de emprego, formação, educação ou estágio nos quatro meses após o momento em que deixem a educação formal ou fiquem desempregados. Portugal decidiu dar cumprimento à referida Recomendação e implementar a Garantia Jovem. Considerando, à data, o facto de Portugal ter uma taxa de desemprego entre os mais jovens acima da média da Europa, Portugal decidiu alargar a idade dos jovens abrangidos até aos 30 anos.

Contudo, a Garantia Jovem pretende ser mais do que um simples conjunto de medidas ativas de apoio ao emprego, educação e formação. Pretende-se que resulte também numa melhor planificação do ciclo de estudos para o mercado de trabalho bem como o combate aos ciclos de inatividade. Por outro lado, esta iniciativa pretende também apoiar os jovens que estão

“fora do sistema”. Estes jovens, por regra, estão desacreditados desse “sistema” e, muitas vezes, entendem que ter mais ou menos qualificações é indiferente e que procurar emprego não vale a pena pois não vão conseguir. Por isso, é necessário restaurar a confiança destes jovens proporcionando-lhes respostas que possam ir ao encontro às suas pretensões. A Garantia Jovem tem uma vasta rede de parceiros (1.500) no terreno que tem como missão a sinalização e identificação destes jovens procurando “trazê-los de novo para o sistema”, por exemplo proporcionando respostas formativas que lhes permitam concluir, pelo menos, a escolaridade obrigatória. Este é um problema que tem que ser encarado por todos: Famílias, Empresas, Sociedade Civil e Estado. Ninguém pode ficar de fora nesta “batalha” – o combate ao desemprego jovem, e para ela estamos todos convocados. Pelos nossos jovens. Pelo futuro deles. Pelo nosso futuro.

Conhece 4 medidas da Garantia Jovem CONTRATO EMPREGO

Um apoio financeiro aos empregadores que celebrem contratos de trabalho sem termo, com jovens desempregados inscritos no IEFP. As candidaturas são feitas pelas entidades empregadoras que podem pedir um perfil profissional que será selecionado de entre os jovens inscritos no IEFP ou, em alternativa, podem mesmo identificar na candidatura quais os jovens com quem pretendem colaborar.

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INVESTE JOVEM

Jovens desempregados, inscritos no IEFP, com idade entre 18 e 29 anos, que tenham uma ideia de negócio viável e que pretendam criar o próprio emprego. O projeto de criação de empresa tem de ter um investimento total entre os €1.048,05 e os €41.922, devendo 10% desse montante ser assegurado por capitais próprios, apresentar viabilidade técnico-financeira e não envolver mais de 10 postos de trabalho, incluindo os dos promotores. Os apoios podem centrar-se num auxílio financeiro ao investimento, na criação do próprio emprego ou através de assistência técnica na área do empreendedorismo.

CURSOS DE APRENDIZAGEM

Os cursos de aprendizagem são cursos de formação profissional inicial, dirigidos a jovens, privilegiando a sua inserção no mercado de trabalho e permitindo o prosseguimento de estudos. É uma formação baseada num sistema de «alternância», ou seja, ao longo do curso há a possibilidade de fazer formação prática numa entidade empregadora alternando com a formação teórica. Os Cursos de Aprendizagem destinam-se a jovens com idade inferior a 25 anos e com 9.º ano de escolaridade ou superior, sem conclusão do 12.º ano. No final é possível obter o nível 4 de qualificação e 12º ano de escolaridade

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ESTÁGIO EMPREGO

Estágio remunerado, com duração de 9 meses, em todos os setores de atividade, com vista a melhorar a transição dos jovens para o mercado de trabalho. Podem fazer Estágio Emprego os jovens entre 18 e 30 anos que nunca tenham feito outro estágio apoiado por fundos públicos. As candidaturas são feitas pelas empresas, associações e instituições sociais. Os estágios garantem uma bolsa de formação mensal que varia em função das habilitações dos jovens.


Guia do Ensino Profissional 2017  

O ensino profissional destina-se aos jovens que pretendem um ensino com uma forte vertente prática e que, ao mesmo tempo, lhes permita ingre...

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