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GUIA DO

Edição especial da revista FORUM ESTUDANTE | distribuição gratuita – NÃO PODE SER VENDIDO Anual • Ano III • 2012 • disponível em pdf em www.emprego.forum.pt

como fazer

um bom

curriculum vitae

vence o combate contra o desemprego

novas competências para o emprego

o que procuram

as empresas prepara-te para as entrevistas

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guia do 1º emprego 2012

GUIA do FEVEREIRO DE 2012

FICHA TÉCNICA EMPREGO.FORUM.PT WWW.UNIV.FORUM.PT TELEFONE 21 885 47 30 EMAIL emprego@forum.pt ADMINISTRAÇÃO Roberto Carneiro Rui Marques Francisca Assis Teixeira DIREÇÃO Gonçalo Gil DESIGN Miguel Rocha REDAÇÃO Pedro Salgueiro Sara Las Cunha Bruna Pereira Inês Menezes PUBLICIDADE Tel.: 21 885 47 30 Vanessa Neto vanessa.neto@forum.pt Elisabete Vila Viçosa elisabete.vilavicosa@forum.pt Pedro Fidalgo Marques pedro.marques@forum.pt PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO LISGRÁFICA Casal de Stª Leopoldina Queluz de Baixo TIRAGEM 50.000 ex.

WWW.FORUM.PT Revista de Cursos, Escolas e Profissões Propriedade e Edição de: PRESS FORUM Comunicação Social,S.A. Capital Social: 60.000,00¤ NIF: 502 981 512 Periodicidade Mensal Depósito Legal n.º 510787/91 Registo ICS n.º 114179 SEDE Tv. das Pedras Negras, nº 1 - 4º 1100-404 Lisboa Tel.: 21 885 47 30 — Fax: 21 887 76 66

ADMINISTRAÇÃO Roberto Carneiro - PRESIDENTE Rui Marques Francisca Assis Teixeira

Boa sorte!

Índice

04 Novas competências para o séx XXI 08 O que o mercado espera de ti 10 O que as empresas procuram 12 Entrevista a Marco Gomes 16 Cursos & empregabilidade 22 Trabalhar no estrangeiro 24 Coworking 26 Ser empreendedor 30 Associativismo na universidade 32 Como elaborar um CV 34 Carta de apresentação 36 Europass - Passaporte para o sucesso 40 Entrevista de emprego 42 Encontro Nacional de Gabinetes de Saídas Profissionais 46 Profissões do futuro

editorial

R

ecentemente, a Organização Internacional do Trabalho dava conta da gravidade da situação: nunca como agora a taxa de desemprego juvenil, à escala global, tinha atingido tais níveis. Esta realidade toca-nos directamente. Os jovens portugueses que, pela primeira vez, querem entrar no mercado de trabalho enfrentam um conjunto de obstáculos significativos, desde a escassez de ofertas disponíveis à inevitável precariedade inicial. Mas perante as dificuldades só pode haver uma resposta: arregaçar as mangas e dar o melhor de nós próprios para encontrar o desejado emprego. Para isso, precisamos de estar preparados não só com a formação técnica e científica que adquirimos nos últimos anos de estudo, mas também com um conjunto de competências e de atitudes que nos permitam vencer o desafio de encontrar o tal primeiro emprego. A Forum Estudante, com o apoio significativo de um conjunto de parceiros, entre os quais se destaca o ACP - Automóvel Club de Portugal, a BP e a Super Bock, desenvolveu um conjunto de iniciativas a que designou por “Missão Primeiro Emprego”. Este Guia que agora te chega às mãos é uma dessas ferramentas que procurámos construir para te apoiar na busca do primeiro emprego. De uma forma útil e prática, ouvindo especialistas e recolhendo o melhor da informação disponível, elaborámos um roteiro para quem tem de procurar emprego. Mas não se esgota aqui. Ao Guia do Primeiro Emprego junta-se ainda o site www.emprego.forum.pt com a dimensão on-line desta informação, um conjunto de 20 seminários – Job Party – em várias instituições de ensino superior e duas Conferências Nacionais sobre Primeiro Emprego. São, portanto, vários os apoios da Forum Estudante para a odisseia que te espera. Finalmente, quando chegar o momento de abordagem ao mercado de trabalho, não esqueças: acredita em ti mesmo e lança-te sem medo para esse desafio. Por mais difícil que seja, se tiveres a atitude certa, vais conseguir. É só uma questão de tempo.


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guia do 1º emprego 2012

Atenção às Nuvens! Vê quais as nuvens favoráveis ao teu futuro e quais as que te trarão “chuva”. Previne-te para não apanhares uma molha…

Por onde passam as oportunidades na economia portuguesa? O que vai crescer e o que vai minguar? Em Janeiro de 2011, a Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) procurou dar resposta a esta pergunta, publicando um estudo coordenado por Paulo Pedroso, designado “Análise prospectiva da evolução sectorial em Portugal”1 que analisa em detalhe o que se prevê que venha a acontecer, em termos 1

Disponível em www.anq.gov.pt

de oportunidades de trabalho por sectores de actividade. Usando uma metáfora de “nuvens”, os autores sublinham o que lhes parecem ser “nuvens consensuais” e, por outro lado, as “nuvens carregadas” que trazem preocupações. Mostram ainda “nuvens cruzadas” em que diferentes sectores se ligam para criar novas áreas de crescimento económico.

Quando se fala de prospectiva e de tendências deves ter o cuidado de interpretar os dados como previsões que são, porque num quadro de permanente mudança e enorme incerteza, têm um risco elevado de erro. Por exemplo, este estudo, que tem só um ano, não considera o pedido de resgate financeiro de Portugal, o impacto da intervenção da troika e todo o seu impacto recessivo na economia. Ainda assim


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guia do 1º emprego 2012 é útil saberes quais os sectores, que num dado momento, parecem ter mais ou menos potencial futuro.

Boas Nuvens É consensual em Portugal que os sectores do Turismo, Energia / Ambiente e Mobilidade /Transportes oferecem perspectivas muito positivas para o futuro, embora naturalmente também aí existam algumas ameaças. São à partida, uma boa aposta. Não tão consensuais, mas ainda como razão de esperança, surgem os sectores dos serviços diversos (às empresas e às famílias), da economia do mar, da saúde, da química/petroquímica; das indústrias criativas e das tecnologias de informação e comunicação. Mas, como em tudo na vida, o facto de serem sinalizados como sectores com potencial de crescimento não quer dizer que vás ter vida fácil, ou caminho aberto, só por escolheres essa via de formação ou actividade profissional. Esse tempo já acabou e em todas as áreas de actividade vais ter de conquistar o teu espaço, ultrapassando os obstáculos. Mas há “territórios” mais fáceis que outros.

Nuvens “cinzentas” Os autores do Estudo identificam alguns sectores em profunda reestruturação e que, à partida, não apresentam grandes oportunidades de crescimento. Entre eles, estão os sectores tradicionais em reconversão ou os que têm alterações signifi-

cativas no modelo de negócio, ou ainda sectores onde as necessidades de qualificação são diferentes das actuais. Nestes sectores destacam-se o Vidro e cerâmica; Têxteis e calçado; Agricultura de especialidades, Plásticos, Mobiliário e Metalomecânica. Note-se que o facto de se anunciarem tempos difíceis não equivale a que não haja margem para vingar nestas áreas. Uma opção profissional por estes sectores exigirá uma maior e melhor qualificação, capacidade de contribuir para reduzir as ameaças e potenciar as oportunidades através da inovação, da internacionalização, do aumento do valor acrescentado e, sobretudo, da grande resiliência. Está na tua mão vencer mesmo em mares muito batidos.

Nuvens Cruzadas Um dos aspectos mais inovadores e estimulantes do Estudo passa pela capacidade de identificar o potencial do cruzamento de sectores, tradicionalmente vistos de uma forma isolada. Muito próprio dos tempos que vivemos, a integração de áreas de actividade, desenvolvendo novos serviços e produtos para corresponder a novas janelas de oportunidade, deve merecer a tua atenção. Os exemplos seleccionados apontam para a interacção Mobilidade e transportes / Turismo, o Turismo / Saúde e a Saúde/serviços diversos, como evidencia este gráfico:

Finalmente, os autores referem a procura de novas qualificações como eixo comum a todos os sectores. E esse é um desafio que deve estar na tua agenda. Mais e, sobretudo, melhor qualificação, adequada às necessidades do mercado e ao perfil dos profissionais do século XXI, deve constituir a tua prioridade. Se marcares pontos aí, vais agarrar as oportunidades que surgirem em qualquer das “nuvens” e não ficar à mercê de uma grande “molha”.


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guia do 1º emprego 2012

Mobilidade / Transportes

Energia e Ambiente

Turismo

DRIVERS

DRIVERS

DRIVERS

Tendências Globais: n Crescimento dos fluxos internacionais de transportes de mercadorias e passageiros no âmbito da intensificação das trocas comerciais e no desenvolvimento do Turismo; n Tensão crescente entre o aumento da produção de Gases de Efeito Estufa que a intensificação dos fluxos de transporte implicam, e a pressão para soluções tecnológicas mais eficientes do ponto de vista do ambiente, com impacto no tipo de infraestruturas a desenvolver e nos meios de transporte em si.

Tendências Globais: n Crescimento do consumo de energia impulsionado pelas economias emergentes; n Prováveis alterações climatéricas, poluição atmosférica e consequentes problemas de saúde pública e ambientais; n Esforço de investimento em desenvolvimento de novas soluções tecnológicas com vista a obter melhorias de eficiência e de mitigação da poluição; n Crise internacional tem condicionado o investimento no sector devido às dificuldades de financiamento para novos projectos e à tendência de redução do financiamento público.

Condições naturais: n Vocação pela sua localização geográfica, recursos naturais, clima, património histórico e cultural, costa e praias, segurança, afabilidade dos Portugueses, etc.

Estratégia comunitária: n Desenvolver a Rede transeuropeia de Transportes (RTE-T), com vista à integração económica e social do espaço europeu; n Aposta na intermodalidade, reabilitando o transporte ferroviário e marítimo Iniciativas governamentais: n Política de transportes, consubstanciada no Plano estratégico Transportes (PET), fortemente inspirada na política europeia de transportes; n Articulação da Política energética com a Política de transportes.

Estratégia comunitária: Directivas e estratégias comunitárias promovem o desenvolvimento do sector e das energias renováveis.

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Iniciativas governamentais: Políticas e regulamentações específicas para o sector fomentam fortemente o desenvolvimento do sector; n As energias renováveis têm sido uma prioridade para o governo no passado recente com vista à redução da dependência energética externa, a promoção de crescimento económico e a criação de emprego. n

Sensibilidade social: Existe uma elevada sensibilidade para as questões energéticas e ambientais e uma alteração dos padrões de consumo para produtos / serviços mais ecológicos.

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Players nacionais: Galp e EDP são empresas com presença forte a nível internacional no sector da energia, tendo a EDP uma forte presença no sector das renováveis (terceiro maior player mundial na produção de energia eólica).

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AMEAÇAS

AMEAÇAS

Crise Internacional: Crise internacional trava os projetos estruturantes para implementação do PET; n Paralisação dos investimentos estruturantes bloqueia a implementação de grande parte das medidas previstas nas políticas de transporte; n Restrições ao consumo público e privado podem dificultar implementação do projecto MOBI-E (massificação dos Veículos eléctricos, públicos e privados).

Tendências Globais: n Crescimento global esperado, conduzido pelas economias emergente cria dificuldades na satisfação das necessidades crescentes de energia e ao mesmo tempo a obrigatoriedade de redução das emissões dos gases de estufa; n Prováveis alterações climatéricas, poluição atmosférica e consequentes problemas de saúde pública e ambientais; n Com as actuais tecnologias as energias renováveis demonstram ainda uma falta de competitividade face aos combustíveis fósseis, o que dificulta a sua expansão; n Ameaça à segurança no abastecimento e à insegurança nos preços nalgumas das regiões produtoras de petróleo (Médio Oriente, América do Sul, África); n Crise internacional tem conduzido a uma redução do investimento em infra-estruturas tradicionais ou renováveis e em I&D de eficiência energética e em energias renováveis; n Redução dos subsídios, incentivos governamentais para as energias renováveis.

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Instabilidade nos preços dos combustíveis n A crise política no médio oriente e os potenciais impactos na segurança, abastecimento e preço do petróleo podem levar a um reequacionar das estratégias definidas para o sector e/ou aumentar a pressão para soluções energéticas alternativas.

Escassez de recursos qualificados: Falta de recursos humanos qualificados em áreas específicas e mais técnicas.

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Políticas Governamentais: Necessidade de contenção das contas públicas e a pressão para a redução do endividamento pode colocar em causa projectos energéticos, nalguns casos dependentes de financiamento ou subsídios públicos.

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(quadro disponível no Estudo “Análise prospectiva de evolução sectorial em Portugal”)

Tendências globais: n O crescente aumento de mobilidade internacional favorece o desenvolvimento do sector; n Perspectivas de crescimento do sector a nível internacional e Europeu. Iniciativas governamentais: n PENT demonstra a aposta forte do governo em tornar o Turismo um motor de crescimento da economia e de tornar Portugal um dos destinos de maior crescimento da Europa; n As melhorias previstas nas acessibilidades (TGV e Novo aeroporto) irão promover a mobilidade interna e aproximar mercados emissores de Portugal. O novo aeroporto poderia assumir as funções de hub internacional. Iniciativa privada: n Forte aposta de grupos empresariais Portugueses e estrangeiros em projectos de investimento para o sector (como são exemplo os PIN para o sector). Para além do aumento do volume, a requalificação e aumento da oferta de qualidade implica um aumento do gasto médio diário e aumento das receitas provenientes deste sector. Poder político: n Consenso de que o Turismo é um vector estratégico e prioritário para a economia Portuguesa. A preocupação com a criação de uma oferta nacional integrada, com aumento do peso da gama alta e virada para o turismo de estrangeiros é o formato que beneficia o aumento das exportações no sector de bens ou serviços transaccionáveis. AMEAÇAS Reduzida diversificação: Elevada sazonalidade: Concentração nos meses de Julho, Agosto e Setembro. n Aumento do ambiente concorrencial: adoção de estratégias mais agressivas de atração e fidelização de turistas entre destinos turísticos. n Retração do consumo e investimento internos; n Crise imobiliária a nível internacional – retração do investimento e dificuldade de financiamento, nomeadamente de projectos de turismo residencial. n

Alterações climáticas n Necessidade de requalificação de determinados sectores e de aumentar a qualidade da oferta de outros (construção imobiliária descontrolada e desregulada em determinadas zonas turísticas). Aumento no preço de deslocação: n Escassez de recursos humanos qualificados


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guia do 1º emprego 2012

Sabes o que o mercado espera de ti? Cada vez mais as empresas olham para as competências sociais e pessoais (soft skills) que os candidatos dispõem à entrada no mercado de trabalho. Para além dos conhecimentos básicos e específicos (hard skills), importa ter as competências certas para operacionalizar o saber. Descobre como se aborda o tema na União Europeia, nos Estados Unidos e na Austrália.

Todas as economias mais desenvolvidas do mundo estão atentas à competitividade do seu capital humano. Os conhecimentos, competências e atitudes dos seus trabalhadores fazem a diferença para o sucesso (ou insucesso) global. Várias iniciativas estão em curso em diferentes regiões do mundo e, em todas elas, se sublinha a importância do portfolio de competências de cada profissional, avaliando se o sistema educativo está a preparar convenientemente para o que o mercado de trabalho exige. Sabendo que o teu mercado de trabalho vai ser global, importa-te saber o que é pedido. Dessa forma, podes preparar-te melhor, nomeadamente procurando reforçar os teus pontos fracos, adquirindo novas competências eventualmente em falta.

Novos competências para novos empregos - a iniciativa europeia A iniciativa «Novas Competências, Novos Empregos» foi lançada a nível da União Europeia, em Dezembro de 2008, com o objectivo de construir pontes mais sólidas entre a esfera da educação e o mundo do trabalho. Procurar aproximar a formação das necessidades de mercado de trabalho constituía o principal desígnio. Em comunicado da Comissão Europeia, sublinhava-se, já em 2010, num relatório de peritos, que é imperativo agir de imediato para colmatar as lacunas de competências na Europa e proporcionar aos europeus melhores oportunidades de sucesso no mercado de trabalho no futuro. Sublinhava-se a necessidade de dar às pessoas os correctos incentivos para que actualizem as respectivas competências, associar melhor educação, formação e

trabalho, desenvolver um misto adequado de aptidões e antecipar mais eficazmente as competências necessárias no futuro. Vladimír Špidla, Comissário responsável pelo Emprego, declarou nessa ocasião: «Ao melhorar as competências das pessoas estaremos a contribuir para sair da crise a curto prazo e a prepararmo-nos para uma economia sustentável no futuro.» Mas o problema não é fácil. Se não, vejamos: › Actualmente, um em cada três europeus em idade activa possui poucas ou nenhumas qualificações formais, o que faz com que tenha 40% menos de probabilidades de encontrar um emprego do que as pessoas com qualificações de nível médio. › No conjunto da UE, as taxas de emprego distribuem-se da seguinte forma em função do nível de competências: 84% para os níveis elevados, 70% para os níveis médios e 49% para os níveis baixos. › As pessoas com baixas qualificações têm também menos probabilidades de actualizar as respectivas competências e frequentar acções de formação ao longo da vida. › Por outro lado, comparativamente às empresas que não proporcionam formação aos seus efectivos, as que o fazem têm 2,5 vezes menos de probabilidade de verem a sua actividade ameaçada. › Sistemas de educação que providenciem a todos competências adequadas poderão, a longo prazo, contribuir para aumentar o PIB até 10%.


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guia do 1º emprego 2012

A reflexão europeia para responder a este desafio apontou para quatro linhas de acção: 1. Dar aos empregadores e aos indivíduos melhores incentivos à actualização de competências, sendo que o investimento nesta matéria deve ser significativo, inteligente e não apenas financeiro; 2. Abrir os mundos da educação e da formação, tornando os estabelecimentos de ensino e formação mais inovadores e reactivos às necessidades de aprendentes e empregadores e desenvolvendo qualificações relevantes centradas em resultados concretos; 3. Proporcionar um misto de competências que seja mais adequado às necessidades do mercado de trabalho; 4. Antecipar melhor as necessidades futuras em matéria de competências. 5. Segundo os especialistas, cada uma destas áreas está interligada e, como tal, todas as acções têm de ser conjugadas. Além disso, não se trata da responsabilidade de um só interveniente, sendo necessário um esforço concertado da parte de todos os envolvidos.

Nos Estados Unidos, uma visão clara. Do outro lado do Atlântico, a abordagem é relativamente diferente. Com uma abordagem mais pragmática e com maior protagonismo do mercado, tem vindo a ser desenvolvida uma parceria entre empresas e agentes educativos, para definir quais as competências essenciais para o Século XXI. A iniciativa Partnership for 21th. Century Skills (P21CS) procura dar atenção aos desafios colocados por uma economia impulsionada pela inovação e conhecimento, em mercados com uma intensa competição e constante renovação, de forma a melhorar o seu nível de competitividade. Atenta às mudanças que aconteceram nas empresas, entre as quais se destacam estruturas de gestão achatadas, modelos descentralizados de decisão, partilha de informação e equipas de projecto, redes que cruzam toda a organização, flexibilidade nos contratos de trabalho, a P21CS procura desenvolver uma estratégia para preparar as novas gerações para o sucesso. Já muito mais avançado na execução concreta que a abordagem europeia, este roteiro norte-americano dá um grande destaque às competências para a aprendiza-

gem e inovação, das quais se destacam a criatividade e inovação, o pensamento crítico e de resolução de problemas e a comunicação e colaboração. De igual forma, vale a pena destacar as competências de carreira e vida, com destaque para a flexibilidade e adaptação, a capacidade de iniciativa e auto-determinação, compreensão social e intercultural, produtividade, responsabilidade e liderança.

A visão americana das competências para o século XXI Temas centrais

› Inglês; Línguas estrangeiras, Artes, Matemática, Economia, Ciências, Geografia, História, Educação cívica. Temas interdisciplinares a abordar nos temas centrais › Consciência global › Literacia financeira, económica, empresarial e empreendedora. › Literacia cívica › Literacia para a saúde › Literacia para o ambiente Competências para a aprendizagem e inovação › Criatividade e inovação › Pensamento crítico e de resolução de problemas › Comunicação e colaboração Literacia para os media, informação e tecnologia › Literacia para a informação › Literacia para os media › Literacia para as TIC Literacia para a vida /carreira

› Flexibilidade e adaptação › Capacidade de iniciativa e autodeterminação

› Competências sociais e interculturais › Produtividade e Responsabilidade › Liderança Da Austrália, diretos ao assunto A Universidade de Melbourne desenvolveu com a INTEL, Microsoft e CISCO, uma linha de investigação – Assessment and teaching 21th. Century Skills – que identifica quatro eixos essenciais em torno dos quais se organizam estas competências: formas de pensar e trabalhar, ferramentas para trabalhar e viver no mundo.

E as tuas competências? Reflecte um pouco sobre as tuas competências. Quais as mais fortes? E quais as mais fracas? E o que podes fazer para adquirir o que te falta? Ou melhorar ainda mais no que já és razoável? Competências mais fortes

O que fazer para melhorar?

Competências mais fracas

O que fazer para melhorar?


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O que as empresas O contexto de crise económica tem vindo a influenciar profundamente as empresas que compõem o mercado de trabalho e, consequentemente, aquilo que valorizam nos recursos humanos que procuram. Do lado dos candidatos, encontramos um mercado caracterizado por um elevado índice de desemprego e poucas oportunidades. Do lado das empresas, há muita oferta de recursos e uma elevada competitividade. A consequência destes dois lados da situação é uma maior selectividade das empresas. A Ray Human Capital dános algumas pistas sobre o que as empresas hoje mais valorizam. Além dos requisitos de conhecimento mais solicitados há que considerar as competências mais procuradas. Nos diversos meios de recrutamento que as empresas usam é preciso saber mostrar com clareza esses nossos requisitos e competências e ainda ter em conta aspectos próprios da fase de recrutamento.

Requisitos mais solicitados nos recémlicenciados: › Idiomas estrangeiros › Informática na óptica do utilizador › Carta de condução › Mobilidade geográfica nacional e internacional › Disponibilidade horários › Experiência profissional / Estágios Profissionais › Formação profissional complementar (idiomas, informática, etc) › Experiências internacionais › Actividades extra-académicas e co-curriculares

Competências mais procuradas nos Recém-Licenciados: Impacto e Influência Pensamento Analítico Orientação para objetivos Orientação para o Cliente Flexibilidade Iniciativa Trabalho em Equipa

95% 85% 80% 70% 70% 65% 60%


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mais valorizam Aspectos a ter em conta na fase de recrutamento: Antever as possibilidades de saídas profissionais Ver regularmente anúncios e estar atento ao que as empresas procuram. Por exemplo, a área das energias renováveis tem recebido muito investimento nos últimos anos. Em momentos em que a crise não está tão vincada, temos muitos anúncios que visam perfis comerciais, e a área comercial é uma área onde se aprende muito. Atenção à divulgação de oportunidades profissionais (Meios de Recrutamento) Reunir informação sobre empresas e funções a que se candidatam É determinante porque revela motivação. Passar esse conhecimento ao recrutador é uma mais valia.

Como “vender” estas competências? Marketing pessoal: Ter a capacidade de nos promovermos junto de outros. Quase tudo o que fazemos na vida permite desenvolver determinadas competências que podem ser rentabilizadas em futuros contextos profissionais; Para comunicar a nossa mais valia é preciso reconhecer valor na nossa própria experiência e de ver como ela pode ser traduzida em novas competências; Frequentemente o emprego irá depender da nossa eficácia em projectarmos o nosso potencial

As empresas usam diversos meios de recrutamento: › Anúncios na imprensa; ernet, › Anúncios noutros meios (Int rádio, TV); › Anúncios internacionais; nto e › Consultoras de Recrutame Selecção; › Candidaturas espontâneas; › Redes Sociais; ões › Apresentações em instituiç ; icas académ › Procura directa (Search); › Fóruns de emprego.

Fonte: “Estratégias de Abordagem ao Mercado de Trabalho”, Ray Human Capital

Concentrar esforços nos segmentos de mercado e funções que mais interessam A ânsia de entrar no mercado de trabalho pode leva-nos a enviar CV’s para muitas empresas, mesmo quando não nos interessam assim tanto. Isso provoca um grande desgaste. Ir a uma entrevista, a duas ou três só para ver como é vai afectando a auto-estima caso não sejamos seleccionados. Persistência e resistência à frustração. Depende de cada um, mas efectivamente esta procura inicial de trabalho exige muito de nós.


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Marco Gomes, Ray Human Capital

Soft skills em alta Marco Gomes da Ray Human Capital, uma das empresas mais promissoras na área da consultoria em recursos humanos e parceira da Forum Estudante na Missão Primeiro Emprego, partilhou connosco a sua experiência, deixando algumas importantes pistas para quem entrar no mercado de trabalho. Parece-lhe que os estágios são um bom início de carreira para um jovem licenciado? Cada vez mais até porque a aposta das empresas em épocas de crise não é para posições intermédias ou para posições de topo, acabam por fazer um investimento pela base e aí estão os estagiários. Esta política acaba por gerar todo um conjunto de medidas que incentivam ao crescimento, ao push up das estruturas organizacionais a fazer com que estes estagiários que entram, façam com que as pessoas da organização subam. Assistimos cada vez mais

às multinacionais portuguesas, como a Sonae e a Efacec, a privilegiarem este tipo de contratação.

Quais lhe parecem ser as competências que o mercado, neste momento, mais está a valorizar? O paradigma de há uns anos a esta parte tem mudado e hoje em dia o mercado está a valorizar muito, e ainda bem, as softskills. Obviamente não descuram as hardskills, pois é necessário que as pessoas tenham ajustamento à própria função que vão desempenhar, mas também, e cada vez mais, é valorizada a capacidade que têm de ajustar-se em termos de competências sociais e pessoais. E estas softskills, muitas vezes, fazem a diferença e conseguem mostrar a mais valia de um profissional em relação a outro. Há competências transversais que o mercado de trabalho procura, independentemente da função em si: a comunicação, a capacidade de inter-relacionamento, o pensamento analítico, a iniciativa, o dinamismo… São este tipo de competências que nós devemos desenvolver ao longo da nossa vida, sobretudo enquanto jovens. Os jovens não se podem limitar trajeto universidade-casa e casa-universidade. Têm de privilegiar o equilíbrio entre a vida académica e a vida social, porque

estas vivências trazem-lhes novas competências. É fundamental procurarem experiências como estágios e trabalhos durante o verão, para experimentarem o que é o mercado de trabalho e para começarem a desenvolver algumas competências que só conseguimos actualizar se nos empenharmos nisso. Este tipo de competências, que parecem quase senso comum, são competências que para muitas pessoas não estão no top of mind, não estão ainda na lista de prioridades e, no entanto, são competências que fazem falta a qualquer pessoa.

“O paradigma de há uns anos a esta parte tem mudado e hoje em dia o mercado está a valorizar muito, e ainda bem, as softskills.” Nos milhares de currículos que provavelmente vê e quando está à procura de uma pessoa, para onde vai o seu enfoque? Falando de jovens recém licenciados. O que salta à vista é claramente o tipo de iniciativas em que a pessoa se envolve ao longo da sua vida académica ou as experiências profissionais que a pessoa possa ter tido. Num dos Job Party que fiz com a Forum, um dos alunos perguntou-me se deveria colocar no seu CV a experiência profissional


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guia do 1º emprego 2012 que tinha tido a servir num bar. O que lhe disse foi que neste momento da sua vida, essa experiência fazia sentido porque por detrás desse trabalho, os profissionais que vão ler o currículo vão perceber que foram desenvolvidas capacidades de comunicação, capacidade de relacionamento com o cliente, orientação para o cliente e orientação para objectivos. Com esta experiência é certo que ele actualizou competências e é isso que as empresas procuram nos CV de jovens licenciados. Experiências profissionais e iniciativas das que muitas vezes se organizam nas universidades, como as empresas académicas ou consultoras que aí são criadas, o desenvolvimento de projectos reais, tudo isto é muito relevante para um jovem licenciado. São esses pequeninos detalhes que podem fazer toda a diferença na sua adaptação ao mercado de trabalho e para fazer face aos desafios das empresas. Também o desporto, o voluntariado podem ser importantes quando se analisam os currículos.

fazer e mesmo que não saibam ao certo, pelo menos saberem onde é que querem estar. É fundamental terem uma noção clara que, se querem estar na área financeira, então apontem para a área financeira. Se querem a área de grande consumo, então é apontar para essa área. É importante saber, quando chegar a altura de ingressar no mercado de trabalho, para que lado é que se quer ir, porque isso mostra confiança também para o interlocutor.

Com a experiência que tem pensa que os recém licenciados estão preparados para enfrentar o mercado de trabalho? Cada vez mais. Os jovens estão a começar a ter um self awareness muito forte para aquilo que efectivamente o mercado lhes reserva. Já tem acontecido clientes da Ray Human Capital estarem a recrutar jovens, não pela licenciatura mas pelas competências. Vão à procura do tal talento e esse pode estar num aluno que terminou o curso com média de 12 ou 13 e não num aluno que terminou a licenciatura com média de 16 ou 17. São os jovens que têm de perceber que têm de fazer a diferença neste mercado de trabalho que vive este ciclo económico. Eles têm claramente de se diferenciar uns dos outros para conseguirem agarrar as oportunidades. As empresas continuam a procurar, mas como recrutam menos, procuram os melhores. Entre candidatos idênticos, o desempate dá-se na área das softskills que cada um demonstrar ter, pela experiência e pela atitude.

Três conselhos a estes jovens para conseguirem entrar no mercado de trabalho. Acima de tudo têm de estar muito conscientes que é necessário ao longo do seu percurso académico procurarem iniciativas diferentes, que lhes permitam ter contacto com a realidade empresarial, mas também com a realidade social. Esta combinação é importantíssima para que consigam criar valor em si mesmos. Por outro lado acho que cada vez mais os jovens de hoje em dia, têm um nível de maturidade diferente e isso nota-se na sua capacidade de aprendizagem, no seu interesse por determinado tipo de problemáticas. Porque não querem fazer parte das famosas estatísticas do desemprego, os jovens têm de ter claramente a noção de que as mais valias que têm de ter adquirir têm de ser eles a desenvolver e a procurar. Se não forem eles, ninguém o fará no seu lugar. Penso também que é importante irem conhecendo o mercado de trabalho, irem vendo o que se está a passar. Quando terminam a licenciatura é importante saberem minimamente o que é que querem

“Os jovens têm de estar muito conscientes que é necessário ao longo do seu percurso académico procurarem iniciativas diferentes, que lhes permitam ter contacto com a realidade empresarial, e também com a realidade social.”

Três pecados mortais que não se podem cometer numa entrevista? Inibição. A postura corporal revela muita coisa. Por exemplo, o estar a olhar para baixo pode revelar uma grande inibição e isso é claramente um pecado nos dias que correm. Outro pecado mortal são os níveis de ansiedade que jovens acabam por gerar e que passa ao entrevistados muita falta de confiança. Os jovens não se podem esquecer que estão num processo avaliativo mas que, do outro lado, estão também seres humanos. Convém não esquecer que estão ali para provar que são as pessoas certas para aquele lugar e, como tal, têm de acreditar nas suas capacidades. É necessário fazer o trabalho de casa para gerir esses níveis de ansiedade. Em terceiro lugar é fundamental mostrar interesse. Se não o fizer acaba por deixar desvanecer o interesse do outro lado. O recém licenciado, quando concorre a um lugar, não se pode esquecer que está a concorrer com centenas de pessoas e que existem pequenos pormenores que podem fazer toda a diferença e que esse pode ser um deles.


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16 cursos&empregabilidade

guia do 1º emprego 2012

10

Conclusões de um Estudo sobre a Empregabilidade de Licenciados

O Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, publicou recentemente o oitavo relatório sobre a procura de emprego dos diplomados com habilitação superior. Os dados estatísticos apresentados no referido relatório têm por base duas fontes principais: › Inscritos nos centros de emprego: Instituto do Emprego e Formação Profissional que, através do Sistema de Gestão e Informação da Área de Emprego regista as inscrições dos candidatos a emprego; › Diplomados: Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais responsável pela recolha de informação fornecida anualmente pelas instituições de ensino superior.


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Rede Social


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18 cursos&empregabilidade

guia do 1º emprego 2012

O

estudo é complexo e engloba muita informação disponível em texto e centenas de tabelas. Para o leitor do Guia do 1º Emprego escolhemos as 10 principais conclusões que sintetizam os resultados mais significativos do estudo:

1

Em Dezembro de 2010 havia em Portugal Continental uma população total de 10 148 200 pessoas. 480 683 pessoas estavam à procura de um novo emprego e 35 427 (7,4%) dos desempregados à procura de um novo emprego – e que já tinham trabalhado - possuíam habilitação superior.

2

Entre Dezembro de 2009 e Dezembro de 2010, em Portugal, o aumento de desempregados inscritos foi de 3,3% no total e, por níveis de ensino, foi de: “11,1% no Ensino Superior”; “10,3% no Ensino Secundário”, “6,5% no “Ensino Básico – 3.º ciclo”, “4,2% no “Ensino Básico – 2.º ciclo”, “1,5% no “Ensino Básico – 1ºciclo” e “6,6% sem nenhum nível de instrução”.

3

Cerca de 2/3 dos inscritos nos centros de emprego com habilitação superior à procura de novo emprego são desempregados de curta duração — 24 712 desempregados há menos de 12 meses — e 10 715 há mais de 12 meses.

Desempregados em Portugal com habilitação superior por áreas de estudo e grupo etário, Dezembro de 2010

Ciências empresariais Ciências sociais Formação de professores Engenharia e técnicas Saúde Arquitectura e construção Artes Humanidades Serviços sociais Serviços pessoais Informação e jornalismo Direito Agricultura e pescas Indústrias transformadoras Ciências da vida Ciências físicas Protecção do ambiente Informática Matemática e estatística Ciências veterinárias Serviços de segurança Serviços de transporte Subtotal Sem Área TOTAL

Novas competências para novos empregos Iniciativa comunitária que trata do tema do ajustamento a fazer entre competências e empregos para que melhor se combinem no futuro. Muito do emprego passará por este acerto entre a realidade formativa e os empregos necessários. Ver: http://ec.europa.eu/social/ main.jsp?catId=568

< 25 anos % N.º 15,2% 1346 14,9% 852 12,5% 620 11,7% 479 59,6% 2260 9,9% 324 24,1% 729 7,6% 178 35,1% 717 24,2% 436 24,0% 412 10,7% 167 5,0% 48 20,7% 191 28,5% 211 10,2% 72 23,5% 166 14,5% 86 3,8% 12 26,9% 46 25,2% 27 4,4% 2 19,3% 9 381 0,0% 0 19,3% 9 381

25 a 34 anos N.º % 3689 41,6% 2808 49,1% 3146 63,3% 1739 42,6% 1177 31,0% 1894 57,6% 1629 54,0% 987 42,0% 1008 49,3% 913 50,8% 891 51,8% 682 43,7% 425 44,1% 388 42,1% 387 52,2% 368 52,1% 466 66,1% 301 50,6% 161 50,8% 98 57,3% 46 43,0% 19 42,2% 23 222 47,9% 5 14,7% 23 227 47,9%

4

Tendo em consideração também os inscritos em centros de emprego à procura do 1.º emprego, sobre os quais qualquer análise deve ser encarada com precaução, o número total de inscritos com habilitação superior nos centros de emprego em Portugal Continental, aumentou de 43 755 para 48 522 entre Dezembro de 2009 e Dezembro de 2010.

5

Por áreas de estudo, o contributo das várias áreas para o total de inscritos com habilitação superior, em Dezembro de 2010, é também bastante diverso, destacando-se as seguintes áreas com maiores contributos: “Ciências empresariais”, “Ciências sociais” e ” Formação de professores” com, respectivamente, 17,6%, 12,2%, e 10,5% do total de inscritos.

35 a 54 anos N.º % 3 463 39,1% 1 822 31,9% 1 148 23,1% 1 397 34,2% 296 7,8% 910 27,7% 625 20,7% 1 018 43,3% 298 14,6% 429 23,8% 407 23,7% 645 41,3% 440 45,6% 326 35,4% 139 18,8% 255 36,1% 72 10,2% 201 33,8% 138 43,5% 27 15,8% 28 26,2% 17 37,8% 14 101 29,1% 14 41,2% 14 115 29,1%

≥ 55 anos N.º % 369 4,2% 235 4,1% 58 1,2% 470 11,5% 61 1,6% 159 4,8% 36 1,2% 166 7,1% 20 1,0% 21 1,2% 10 0,6% 68 4,4% 51 5,3% 17 1,8% 4 0,5% 12 1,7% 1 0,1% 7 1,2% 6 1,9% 0 0,0% 6 5,6% 7 15,6% 1 784 3,7% 15 44,1% 1 799 3,7%

Total N.º 8 867 5 717 4 972 4 085 3 794 3 287 3 019 2 349 2 043 1 799 1 720 1 562 964 922 741 707 705 595 317 171 107 45 48 488 34 48 522


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“Não foi fácil a decisão de embarcar na aventura EF Boston, mas o mais difícil, assumo, foi mesmo sair dela. Alias, prevejo mesmo que esta afiliação seja eterna, assim como eternos serão os laços de amizade criados durante os 9 meses em que, mais do que nunca, me tornei num cidadão do mundo, internacionalizando a minha personalidade, os meus conhecimentos, e a minha rede de contactos, que agora entendo serem tão úteis no mundo global actual. Em Boston vivi o verdadeiro sonho académico que ate então só os filmes me permitiam imaginar. Aconselho todos os que balançam na duvida, a perderem os medos, soltarem as amarras e embarcarem naquela que será com toda a certeza uma das experiencias mais marcantes das vossas vidas. Façam como eu, atrevam-se a ser felizes!”

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20 cursos&empregabilidade

guia do 1º emprego 2012

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Para além dos números da Tabela anterior, uma análise mais fina permitiu saber que o número de desempregados licenciados: › Em áreas como: “Serviços sociais” (10,7%), “Informação e jornalismo” (9,1%), “Ciências sociais e do comportamento” (7,7%), “Indústrias transformadoras” (7,7%) e “Artes” (7,6%), o peso relativo dos inscritos nos centros de emprego, por relação com os diplomados nessa área, é relativamente alto; › Em áreas como “Serviços de segurança” (2,6%), “Saúde” (3,2%), “Matemática e estatística” (3,3%), “Informática” (4,0%) e “Engenharia e técnicas afins“ (4,0%), o peso relativo dos inscritos nos centros de emprego, por relação com os diplomados nessa área, é relativamente baixo.

Desempregados por faixa etária e área de actividade Ciências empresariais Ciências sociais Formação de professores Engenharia e técnicas Saúde Arquitectura e construção Artes Humanidades Serviços sociais Serviços pessoais Informação e jornalismo Direito Agricultura e pescas Indústrias transformadoras

7

A população com habilitação superior inscrita nos centros de emprego do Continente em Dezembro de 2010 — incluindo os inscritos à procura do 1.º emprego — caracteriza-se genericamente por: › Ser maioritariamente feminina (66,6%); › Estar particularmente representada na região Norte (39,9%); › Estar maioritariamente inscrita há menos de um ano (71,9%); › Ser predominantemente jovem (67,2% têm menos de 35 anos). (ver artigo no Público sobre este perfil tipificado em: http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/mulher-jovem-elicenciada-na-area-de-gestao-e-a-maisforte-candidata-ao-desemprego-1521384)

Ciências da vida

0

8

2000

35 a 54 anos

Protecção do ambiente Informática Matemática e estatística Ciências veterinárias Serviços de segurança Serviços de transporte 0

1000 2000 3000 4000 5000 6000

150 Perguntas e Respostas numa Entrevista de Emprego

Número total de desempregados por área de actividade

4000

A população que procura emprego com habilitação superior apresenta, por comparação com a restante população inscrita nos centros de emprego, especificidades que se enquadram numa lógica de transição entre o fim da fase de formação e o início da fase de entrada na vida activa: › Prevalência na situação de procura de emprego há menos de um ano: 71,9% dos inscritos com habilitação superior/58,0% dos inscritos; › Prevalência na situação de procura de 1.º emprego: 27,0% dos inscritos com habilitação superior/7,5% dos inscritos.

< 34 Anos

Ciências físicas

6000

9

8000

Se estás em vias de ter uma entrevista de emprego consulta a ferramenta que criámos para ti no site www.emprego.forum.pt: as 150 perguntas e respostas de uma entrevista de emprego – especialmente focadas em licenciados à procura do 1º emprego. Estão ali quase todas as perguntas que te podem fazer numa entrevista. E podes fazer mais! Se por acaso te colocarem uma pergunta diferente ou souberes de uma nova questão pertinente podes acrescentar à lista enviando-nos a pergunta e sugestões de resposta

10000

Por subsistema de ensino, os inscritos com habilitação superior com par estabelecimento/curso e ano de conclusão identificados encontram-se distribuídos do seguinte modo: › 65,2% dos inscritos diplomaram-se no ensino público e 34,8% no ensino privado, o que corresponde a uma distribuição sensivelmente idêntica à dos diplomados entre 1999-2000 e 2008-2009. › 57,1% dos inscritos diplomaram-se no ensino universitário e 42,9% no ensino politécnico, o que revela uma distribuição sensivelmente idêntica à dos diplomados entre 1999-2000 e 2008-2009.

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Numa óptica de procura de emprego, não existe correspondência direta entre a área de estudo e o par estabelecimento/curso. Pares estabelecimento/ curso com elevados níveis de procura de emprego podem não estar integrados nas principais áreas com elevados níveis de procura de emprego. Existem, assim, pares estabelecimento/ curso extremamente diferenciados e heterogéneos: pares com elevados níveis de procura que não se incluem nas áreas com maior número de registos de desempregados com habilitação superior e outros com baixos níveis de procura de emprego que se incluem nessas áreas.

7


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guia do 1º emprego 2012

Trabalhar lá fora já não é o Os portugueses sempre foram um povo de emigrantes. Em pleno século XXI, o espírito de aventura e empreendedorismo continua… Mesmo quando a rota é desconhecida e sabemos apenas que queremos ter como destino final a descoberta de um emprego melhor!

Portugueses sem medo de arriscar A possibilidade de progressão profissional (33,1%), uma remuneração mais aliciante (21,5%) e a esperança de uma vida melhor (18,6%) são as principais razões que levam os portugueses a trocar as suas raízes e a proximidade junto dos seus familiares para trabalharem no estrangeiro. Assim, 70% dos inquiridos, num estudo recente da empresa de recrutamento Hays, admitem que trabalhar lá fora é a melhor solução para enfrentar a crise sentida em Portugal. Aventurar-se pelo estrangeiro é também uma opção tida em conta por parte de 64,3% dos desempregados que participaram nesse inquérito. Para os que acreditam que não há como trabalhar em Portugal, a mobilidade é, ainda assim, uma palavra sedutora. Entre os inquiridos, 84,6% não se importariam de trocar de região para trabalhar e 82,2% também gostariam de mudar… Mas de emprego.


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guia do 1º emprego 2012

é o Cabo das Tormentas Terminar uma licenciatura, um mestrado ou até mesmo um doutoramento já não é uma garantia de empregabilidade – pelo menos imediata. É por isso que trabalhar no estrangeiro tem vindo a revelar-se uma solução para quem acaba os seus estudos e está disposto a conhecer novas culturas, novos idiomas, novas formas de vida e novas experiências pessoais… Longe do conforto do lar e dos pais.

Europa, meu amor… Devido às facilidades de mobilidade de trabalhadores que a União Europeia (UE) permite, os países europeus fazem parte da lista dos mais procurados pelos portugueses – o velho continente torna-se atrativo pela sua cultura familiar, pela facilidade de adaptação às línguas (muitas delas de origem latina) e porque, muitas vezes, ir viver e trabalhar para a Europa é apenas um passo à frente de umas das experiências que os recém-diplomados já mostram nos seus CV – a frequência do Programa ERASMUS durante o ensino superior. Se pensas que os países europeus podem ser uma boa opção

Quando a esmola é grande… Se entrares em contacto com alguma oferta de emprego fora de Portugal que te pareça duvidosa, tem atenção aos seguintes tópicos: › Se a oferta de emprego se destinar a um país do EEE (todos os da UE, Liechtenstein, Islândia e Noruega) ou Suíça, informa-te junto da EURES, rede criada pela Comissão Europeia e serviços públicos de emprego. › Se a oferta for para o resto do mundo, contacta as respectivas câmaras de comércio, embaixadas e consulados em Portugal, de forma a perceber se a oferta é honesta e não existem queixas sobre a empresa recrutadora em questão. para fazer carreira profissional, não deixes de consultar o Portal Europeu da Mobilidade dos Trabalhadores (EURES), disponível em www.eures.europa.eu. A rede EURES ajuda os trabalhadores a passarem fronteiras e a circularem livremente dentro do Espaço Económico Europeu (EEE) – sendo que a Suíça também participa. O EURES procura ainda informar, orientar e aconselhar os tra-

balhadores sobre oportunidades de emprego, bem como sobre as condições de vida e de trabalho no EEE. Procura também assistir empregadores que pretendam recrutar trabalhadores de outros países e aconselhar e orientar os trabalhadores e os empregadores nas regiões transfronteiriças. Uma vez no portal, e ao seleccionares “Procurar emprego”, tens acesso a postos de trabalho em 31 países europeus. Para tal, faz o teu registo gratuito em “O meu EURES” para candidatos a emprego. Aí poderás criar o teu CV e torná-lo acessível aos empregadores registados e aos conselheiros EURES, que ajudam os empregadores a encontrar os candidatos adequados. Depois, basta esperares que entrem em contacto contigo para as acções de recrutamento, que decorrem, geralmente, em Lisboa e no Porto.

Nos outros cantos do mundo Brasil, EUA, Canadá, Angola, África do Sul e Macau são outros dos destinos preferidos pelos portugueses mais aventureiros. Se viajares para fora da Europa, contacta a embaixada ou consulado desse país em Portugal para saber se precisas de visto e outras formalidades a cumprir. Pede ainda na Segurança Social os documentos que te garantem assistência médica. Fora do EEE, em países como Brasil ou EUA, pesquisa se há acordos ou convenções bilaterais com Portugal, para beneficiares de serviços de saúde. Se pensares em destinos como a Índia ou a África, informa-te também sobre cuidados especiais de prevenção, como vacinas. Alguns centros de saúde e hospitais já têm serviços vocacionados para a consulta do viajante trabalhador. Além das preocupações com a saúde, convém teres em mente que quem vai para o estrangeiro sujeita-se, regra geral, às leis do país de acolhimento. Por exemplo, sabias que a licença de parto na Alemanha e na Finlândia tem uma duração superior à da lei portuguesa? A mesma regra aplica-se aos impostos: ao trabalhares noutro país, ficas sujeito às regras que lá vigorem. Apresenta sempre o teu contrato de trabalho junto da administração fiscal e pede o número de contribuinte. À partida, só pagarás impostos em Portugal se cá residires durante o ano, mais de 183 dias, seguidos ou não. No caso dos trabalhadores destacados, regra geral, a empresa trata das formalidades com o fisco. Para evitar a dupla tributação, pede um certificado de residência na autoridade fiscal do outro país, para apresentares nas finanças portuguesas. Se, mesmo assim, for tributado em ambos, tens direito ao chamado crédito de imposto. Basta preencheres o anexo J do IRS. *Fonte: DECO

Ainda com dúvidas? Nos endereços que se seguem, encontras vários programas de mobilidade além-fronteiras aos quais te podes candidatar. Força! Programa INOV Contacto Estágios Internacionais para Jovens Quadros: O projecto visa apoiar a formação de jovens com qualificação superior em contexto internacional. É uma iniciativa promovida pelo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, apoiado pela EU e pelo QREN/POPH e gerida pela Aicep Portugal Global. Sabe mais em www.portugalglobal.pt/PT/ InovContacto Programa Leonardo da Vinci É um subprograma sectorial do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, da iniciativa da Comissão Europeia, que promove estágios transnacionais em empresas para pessoas que pretendem ingressar no mercado de trabalho com a duração mínima de 2 semanas e máxima de 26 semanas (6 meses). Sabe mais em: http://ec.europa.eu/education/lifelon g-learning-programme/ldv_en.htm


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guia do 1º emprego 2012

Coworking Quando o trabalho é conhaque (e vice-versa)

A tecnologia está a mudar, a uma velocidade estonteante, a forma como trabalhamos e, sobretudo, a forma como trabalhamos com outros. Não há praticamente área de trabalho que não dependa, no todo ou em parte, da computação e do acesso à Internet. Os últimos dez anos corresponderam a uma crescente desmaterialização do posto de trabalho, com o virtual armazenamento das nossas vidas pessoais e profissionais (a famosa e ubíqua “cloud”) determinando um novo paradigma do trabalho e novos paradigmas de vida. por Fernando Mendes - CEO Coworklisboa | www.coworklisboa.pt Destes novos trabalhadores digitais, destaquemos os mais nómadas, aqueles para quem a geografia profissional é na realidade todo o planeta (internet e electricidade como requisitos mínimos). De facto, nesta altura, um profissional independente pode desenvolver qualquer tipo de actividade a partir de um computador portátil e acesso à Internet. Esta ubiquidade do trabalho produz um novo tipo de trabalhador, nómada e particularmente disponível para novas formas de trabalho, com destaque para a partilha e colaboração com os seus pares, onde quer que estejam, como forma de potenciar a sua actividade e garantir o correspondente retorno financeiro e pessoal. Uma das novidades é o peso que este “retorno pessoal” ou, numa palavra, a felicidade que se almeja ainda que isso acarrete menos dinheiro no bolso. Todos os dias gestores de topo, cientistas brilhantes ou advogados bem sucedidos “largam tudo” para perseguir o sonho empreendedor do negócio perfeito, aquele que congrega, numa expressão bem portuguesa, “trabalho e conhaque”. A expressão viva deste novo paradigma do trabalho corporiza-se nos espaços de “cowork” que se vão replicando no mundo ocidental (a Oriente, por muitas razões, quase todas de ordem cultural, o fenó-

meno não ganhou ainda o mesmo tipo de expressão). O conceito começou, inevitavelmente, nos Estados Unidos, mimetizando o ambiente descontraído e informal dos cafés, com esplanada e acesso sem fios à internet. Trata-se portanto de espaços de trabalho partilhados por profissionais maioritariamente independentes e, em grande medida, ligados às profissões das chamadas indústrias criativas. Estes escritórios abertos, partilhados e colaborativos são autênticos viveiros de ideias e projectos, onde impera o empreendedorismo puro. A rede que se estabelece entre os membros residentes de cada espaço alimenta proficuamente a criação de novas oportunidades de trabalho, projectos comuns, etc. Esta nova realidade, que corresponde ao conceito decalcado do velho slogan da Martini® – esta bebida tinha um slogan que anunciava poder ser consumida “anytime, any place, anywhere” – aponta para uma flexibilidade do (posto de) trabalho e, em simultâneo, para uma nova atitude perante o mesmo. Um ingrediente natural destes novos escritórios é claramente a atenção dada, pelos seus mentores e residentes, aos momentos de pausa, descanso e lazer. Muitos autores sugerem mesmo que este tempo de “não-trabalho” assume uma importância cada vez maior,

sendo que é já difícil discernir hoje onde e quando acontece um ou o outro. Vejase a utilização profissional que damos às “redes sociais” originalmente concebidas a pensar em públicos não-profissionais e conteúdos lúdicos. Temos assim um momento de trabalho que é não-trabalho e desmaterialização, o que alguns autores apelidam de Playbour (a contração de Play [jogo] e Labour [trabalho]). Pode dizer-se, sem correr grandes riscos, que o “novo trabalho” é informal, divertido, colaborativo e partilhado, ubíquo e desmaterializado. É a partir destas premissas que os projectos de cowork se desenvolvem, instituindo novas formas de trabalho, novos palcos e rotas nómadas. As actuais contingências sociais do emprego, com o aumento exponencial dos profissionais independentes, têm potenciado este fenómeno global, a par das fulgurantes inovações tecnológicas. Nos próximos dez a quinze anos prevêem-se novas e profundas alterações no mundo do trabalho. Os jovens estudantes de hoje devem preparar-se para esse mundo digital e global. Não há, objectivamente, nada que os impeça de serem o que quiserem ser e fazer em qualquer parte do mundo. Pensando bem, foi sempre assim com os portugueses ou não fomos nós a realizar a primeira globalização?


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guia do 1º emprego 2012

Ser empreendedor Criar o próprio emprego pode ser, numa altura de crise, uma alternativa mais atractiva do que ficar anos à espera de arranjar o emprego ideal. E embora seja um passo ousado, que implica correr riscos e trabalhar mais, as compensações também podem ser grandes.

Paulo Veiga Paulo Veiga viu o seu estágio académico patrocinado pela AIESEC, em Espanha (1991), numa empresa de alumínios (INESPAL) que recorria ao outsourcing para a gestão do seu arquivo. Nesse estágio, Paulo vislumbrou de imediato uma oportunidade de negócio para Portugal. Após ter finalizado o seu curso apresentou um projecto ao CPIN - Centro Promotor de Inovação e Negócios, o BIC Bussiness Inovation Center de Lisboa, que desde logo o aprovou. Foi assim que, em Maio de 1993 fundou a EAD – Empresa de Arquivos de Documentação, SA - com dois colegas de curso. A empresa instalou-se primeiro no Barreiro, no Parque Industrial da Quimiparque, e em 1997 mudou-se para Palmela, junto dos principais eixos de comunicação terrestres da área metropolitana de Lisboa, para instalações próprias concebidas e construídas de raiz para a guarda da documentação com as melhores condições de segurança e de confidencialidade. Em Dezembro de 1999 a EAD abriu uma Delegação em Vila do Conde, mais concretamente na Zona Industrial da Varziela. As necessidades do mercado em matéria de Arquivo e de Gestão Documental foram evoluindo e conduziram à criação da

Divisão de Arquivos Ópticos em 2001, uma nova aposta de Paulo Veiga orientada especificamente para a digitalização em massa de documentos em formato papel. O alargamento contínuo de competências e o crescimento do número de clientes passou, entretanto, a exigir maior capacidade de resposta. Paulo Veiga e a sua equipa lançaram então o Contact Center, em Abril de 2002, revolucionando a filosofia de atendimento ao Cliente, apostando na personalização da recepção e do desenvolvimento das solicitações. No ano de 2003 a EAD lança-se nos caminhos da Certificação dos seus processos de suporte aos Serviços prestados, com a implementação do Sistema de Gestão da Qualidade EAD, de acordo com os requisitos da norma ISO 9001:2000. Em 2005, o Grupo CTT integrou o corpo accionista da empresa ao adquirir 51% do seu capital social. Para o mundo da gestão documental os CTT trazem o seu enorme capital de confiança, uma vantagem competitiva no vasto mercado das comunicações, em que esta organização postal pretende afirmar-se. Paulo Veiga é actualmente o Presidente do Conselho de Administração da EAD e, como sempre continua atento a oportunidades de inovação. Site da EAD: www.ead.pt

Tiago Rodrigues Fundou em 2009 a EMOVE – Innovative Technologies, Ltd com três amigos, todos ainda universitários. Tiago fez um mestrado em gestão mas sempre teve gosto pela tecnologia. A EMOVE - Innovative Technologies, Ltd. foi criada para competir no sector das energias alternativas. A equipa da Emove desenvolveu um novo conceito de produção eléctrica inovadora: o ESG (Electric Spherical Generator), um gerador único que absorve movimentos e oscilações e converte-os em energia eléctrica sem adição de qualquer combustível e sem resíduos de CO2. O primeiro produto desta tecnologia inovadora é o BluSphere www.emovewaves.com/blusphere – que obtém energia a partir do movimentos das ondas da água. Este produto é desenvolvido para países que, tal como Portugal, têm uma longa costa marítima e uma grande dependência do petróleo importado: Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda, EUA e Japão. O projecto começou em Lisboa onde o protótipo foi desenvolvido e amplamente divulgado. Essa ampla divulgação permitiu criar uma larga consciência


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guia do 1º emprego 2012 Antes de te lançares nesta aventura, deves responder às seguintes questões: › Tenho espírito empreendedor ou vontade de aprender para o adquirir? › Consigo desenvolver redes e sou capaz de arriscar? › Sou persistente e resistente à pressão e às situações de stress?

Sim?

Então agarra este desafio e, se tens uma boa ideia de negócio, não hesites!

1º A Ideia Uma boa ideia, não é tudo, mas pode fazer a diferença. Se já a tens, vê se ela resiste a estas perguntas: a quem se destina o meu produto? É necessário ao mercado? Tenho concorrência? Se sim, como me diferenciarei? Quanto custará o meu produto? Qual o meu investimento? Onde poderei arranjar financiamento? Que apoios existem? A ideia passou o teste? Segue então para o próximo ponto:

2º Plano de Negócios É a hora de colocar no papel, de fazer contas. Se não estás bem a ver como fazer o teu plano de negócios vai a www.rs4e.com/portal/Plano_Negocio para uma ajuda preciosa. Há quem recorra a ajuda externa como empresas especializadas ou um consultor. Dado que este é um passo de enorme importância e que pode fazer a diferença na construção do teu negócio, não vale a pena arriscar. Aqui, é mesmo jogar pelo seguro. Se não puderes contratar ajuda externa, pelo menos consulta pessoas com experiência e bom senso. É importante testares as ideias e os planos com quem já sabe a diferença entre a teoria e a prática. Mais um teste à ideia torná-la-á mais consistente.

3º Financiamento Se tiveres capitais próprios, então tens o caminho facilitado. No entanto, se não tiveres, há outras formas de financiamento. Para se encontrar um parceiro financeiro, um dos passos mais importantes é ter um orçamento bem feito e, fundamentalmente, realista. Para convencer um banco, um investidor ou uma empresa de capital de risco, é muito importante que saibas apresentar bem a ideia de negócio, com a argumentação bem treinada, sabendo salientar as razões que tornam a tua ideia viável e com

colectiva para a tecnologia ESG. Com isso Tiago Rodrigues e os seus sócios ganharam vários prémios, fizeram parcerias e conseguiram apoios. Terminando os seus cursos foram no verão passado para os EUA. Estão agora a trabalhar em Santa Clara, na Califórnia, onde esperam fazer crescer o seu negócio em diversos mercados internacionais. Para mais informações ver o site da empresa: www.emove.pt e o canal da Emotive: www.youtube.com/user/Emoveinnovative

José Carmo Filho de médicos, cresceu entre Coimbra, Angra, Joanesburgo e Faro até que os pais foram trabalhar para a Clipóvoa e deitaram âncora na Póvoa de Varzim. Desde miúdo que sonhava tornar-se homem de negócios. Ganhou os primeiros escudos a lavar carros. Na Póvoa, com 12 anos, ganhou o primeiro dinheiro lavando os carros dos pais (ambos Mercedes que continuam ao serviço), enquanto nos iniciados do Varzim começava, a extremo-direito, uma carreira de futebolista que não chegou a explodir. No ano de passagem a júnior, percebeu que não era a dar chutos numa bola que ia ganhar a vida e resignou-se a defender a camisola de Belém no Torneio InterFreguesias da Póvoa. Decidiu estudar Economia porque achava que seria o caminho mais curto para se tornar num bem-sucedido homem de negócios, foi para o Porto estudar na FEP e, como tinha boa média (14 valores, quase 15), ainda antes de completar o curso, em 2004, foi contratado pela Price Waterhouse, onde logo no primeiro dia de trabalho (passado a fazer fotocópias) conheceu Diogo Pinto de Sousa, que fizera Gestão na Católica e viria a tornar-se seu sócio na

Plubee. Durante os quatro anos em que esteve como auditor na Price, teve a sua primeira experiência como gestor (mas ainda não como homem de negócios) na Estalagem de Santo André que tinha ido parar às mãos da família por via do sogro, fornecedor de carnes da Sopete. Ainda passou pelo controlo financeiro da Sonaecom antes de se tornar empresário ao lançar o Plubee, um site de vendas e descontos. A Plubee é já considerada um fenómeno de grandes descontos e José Carmo gosta de se referir a ela como a “rede social dos descontos”. Mais informações sobre a Plubee em: www.plubee.com


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guia do 1º emprego 2012 diferenciação em relação a outras possíveis. Não te esqueças que a ideia ser boa é importante, mas a sua comunicação e embrulho podem fazer a diferença entre teres ou não teres capital para a desenvolveres. Não descures esta fase.

4º Constituição Formal da Empresa Já com dinheiro garantido chegou a fase de constituir formalmente a empresa. É talvez a fase mais árida de todo o processo. A burocracia do Estado assim o exige. Existe o site portaldaempresa.pt que dá informação importante. E com a Empresa na Hora - www.empresanahora.pt - o que era um verdadeiro quebra cabeças, foi simplificado. Existem hoje 163 balcões de atendimento espalhados pelo país. Com esta ajuda conseguirás chegar a bom porto num tempo razoável.

5º Equipa Pode ser uma equipa de sócios (que se responsabilizam por capital ou não), ou ser uma equipa de pessoas com quem estabeleças um contrato de trabalho. Nesta fase é também importante estares bem informado. Escolher as pessoas certas para o lugar certo é algo a que todas as empresas ambicionam, mas nem todas conseguem. Conheceres as pessoas com quem vais trabalhar pode ser uma vantagem, mas terás de ter em atenção a diferença entre amizade e trabalho… Se não conheceres, então atenção ao recrutamento, às características que procuras e, finalmente, às condições que propões. Se puderes, aconselha-te antes com um advogado com experiência de Direito do Trabalho ou alguém que perceba de contratos de trabalho.

6º Espaço Nesta altura já definiste em orçamento, se queres arrendar ou comprar, por isso, tens agora de ter em conta a localização, o preço, o estilo, etc. tudo isto deverá ser concertado com o tipo de negócio que

Paulo Pinheiro Paulo Pinheiro foi desde o primeiro momento o grande impulsionador do Autódromo Internacional do Algarve. Desde a sua abertura em Novembro de 2008 que o AIA tem recebido, tanto a nível nacional como internacional, vários prémios e distinções. O último aconteceu no passado mês de Novembro quando a Infront Motor Sports, entidade gestora do Campeonato do Mundo de Superbike, atribuiu ao AIA o “Superbike World Championship Organizer Award 2011”. Se este prémio tem uma importância particular, outros há que se destacam como o “Motorsport Facility of the Year”, distinção feita pelo Professional Motorsport World Expo Awards em 2009 ou a referência feita pela prestigiada revista inglesa Autosport que elegeu o Circuito de Portimão como um dos melhores do mundo também em 2009. Para além dos já

vais desenvolver e o dinheiro que dispões para este item. Podes sempre recorrer ao mercado, onde operam várias empresas que podem ser úteis na tua pesquisa de espaço. Há ainda a hipótese das incubadoras de empresas, que são espaços dotados de infra-estruturas de apoio técnico e material, muitas vezes com apoio também administrativo a preços razoáveis. Existem algumas universidades que dispõem deste género de estruturas, onde muitas vezes se cria um ambiente verdadeiramente criativo, que ajuda à concretização do negócio. Este

referidos, o AIA foi ainda distinguido pela “Fast Bike Magazine” como o Circuito da Década e pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting com o Prémio Prestígio em 2008. Além do Autódromo, a Parkalgar – empresa que gere o AIA e da qual Paulo Pinheiro é presidente inaugurou em 2011 o Off Road Park, que recebeu no passado dia 31 de Dezembro a segunda etapa do Portugal Dakar Challenge - www.portugaldakar.com. Estas conquistas deixam Paulo Pinheiro ciente de que a sua equipa tem feito um bom trabalho: “Estes reconhecimentos deixam-nos extremamente satisfeitos e com a sensação de dever cumprido. Encaramos estas distinções como um sucesso da equipa em que, cada um à sua maneira contribui para o resultado final. Têm sido três anos extremamente gratificantes mas muito trabalhosos e apesar de 2012 se adivinhar um ano difícil, estamos confiantes que vamos conseguir

tipo de serviço pode permitir algumas poupanças que, na fase de arranque do projecto, podem ser importantes. Já tens financiamento? Já tens empresa? Já tens a equipa formada? Já tens espaço?

7º Início de Actividade É altura de lançares mãos à obra. Não te esqueças que é importante que tenhas o essencial para começar a funcionar, mas não esperes por ter tudo. Quanto mais depressa começares, mais depressa poderás ter retorno do teu investimento. Força!

superar as adversidades e tirar o melhor partido possível das pequenas conquistas”, referiu Paulo Pinheiro que acredita ter o Autódromo do Algarve num período de contra-ciclo, contrariando as previsões negativas. Para Paulo Pinheiro, num processo de recrutamento o conhecimento académico já não é diferenciador. Diferenciadoras são a atitude proactiva e as soft skills do candidato: capacidade de empreender e inovar, flexibilidade, trabalho em equipa, etc. O AIA tem apostado na integração de jovens na empresa através de estágios profissionais nas áreas de Marketing e Organização de Eventos. “No futuro as pessoas serão remuneradas pelos resultados que trazem às empresas e não pelas horas de trabalho que desenvolvem”, afirma Paulo Pinheiro. Mais informações sobre o Autódromo Internacional do Algarve: http://autodromodoalgarve.com


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UMA CARREIRA DE SUCESSO no sector de actividade COM MAIOR CRESCIMENTO NO MUNDO INTEIRO São as grandes cadeias mundiais de Hotelaria que vão à Suíça para o recrutar. A aposta certa num mercado de trabalho incerto.

COM QUALQUER LICENCIATURA PODE OBTER, NUM ANO, O DIPLOMA QUE LHE VAI ABRIR O FUTURO O Swiss Education Group, SEG, representa o maior grupo de escolas de Hotelaria da Suíça. Todas as escolas foram hotéis e dispõem das instalações mais adequadas ao ensino teórico e prático. Gestão Hoteleira | Gestão de Eventos | Turismo | Gestão de Spa | Artes Culinárias | Hotel Design

Para mais informações contactar: MultiWay, Av. E. U. América, 100 – 13º Frente – 1700-179 Lisboa Tel: 218 132 535 – Fax: 218 154 688 – E-mail: multiway@multiway.org


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ASSOCIATIVISMO NA UNIVERSIDADE! Queres destacar-te dos teus colegas e angariar uma rede de contactos que te coloque na linha da frente na entrada no mercado de trabalho? por Miguel Luís - Responsável Comunicação APG

AP G

o Encontro Nacional de Futuros Gestores de RH (este ano, nos dias 07 e 08 de Março no Politécnico de Castelo Branco em Idanha a Nova), entre outros. Se tiveres um evento em mente que queiras organizar, podes entrar em contacto connosco que torná-lo-emos realidade. Oferecemos-te ainda descontos que podem ir até aos 30% em diversos Masters, Pós-Graduações e Mestrados Executivos em Universidades como a UAL, o IPAM, o ISLA ou a Nova. A título de exemplo, o Master da Nova tem um custo global superior aos 9.000€, sendo sócio aderente (estudante) da APG, tens um desconto de 10% no valor do mesmo. Basta fazer contas; para ser sócio aderente da APG pagas uma quota anual de 30€ e com esse valor podes obter benefícios de mais de 1.000€/ano. Queremos contar contigo e com o teu talento na APG, dando-te em troca experiência e competências que serão valorizadas no mercado de trabalho. Aceitas o desafio? Estamos à tua espera.

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Apresento-te a APG - Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos de Recursos Humanos. Fundada em 1964, a APG representa mais de 2.000 associados, entre os quais as principais empresas de Recrutamento e Selecção, Trabalho Temporário, Consultoria e Executive Search. Já despertei a tua atenção? Pois bem, as vantagens não terminam no network que te podemos oferecer. Desde 1998 que dispomos de um Núcleo de Jovens Gestores de Recursos Humanos (njovensapg@gmail.com), aberto à participação de todos os estudantes que dele queiram fazer parte, e que tem como missão aproximar a Universidade das Empresas. Convidamos-te a seguir-nos no Facebook procurando Núcleo Jovens RH. O Núcleo de Jovens da APG coordena vários programas e eventos, dos quais destacamos o Passaporte RH (estágio 3 meses + mentoring 6 meses com um DRH), as Maratonas APG (evento de fim de tarde com um profissional duma área não trabalhada no Plano Curricular), as Job Parties (onde estaremos com a Fórum Estudante),

Testemunhos “Muitas são as vantagens ligadas a este núcleo, no entanto, a meu ver o factor económico não é o mais relevante mas sim o factor relacional. Este último factor, a meu ver prendese por um lado com o conhecer novas pessoas de faculdades e valências diferentes, levando a uma partilha de experiências, tornando-se mesmo muitas vezes, um complemento a nível técnico. Por outro lado participamos na criação de uma rede de contatos muito interessante com profissionais da nossa área, abrindo para um maior leque de conhecimentos e uma visão mais abrangente da realidade.” Catarina Moreira – ISPA “Pertencer ao Núcleo de Jovens da APG é uma oportunidade única! Para além do grupo dinâmico e bem disposto que somos, podemos partilhar os conhecimentos adquiridos por cada um nas diferentes universidades frequentadas enriquecendo-nos enquanto futuros profissionais. Aliado a estes pontos fortes, a APG abre-nos as portas ao mundo de profissionais da área dando-nos a oportunidade de alargar a nossa network.” Tiago Vintém – Universidade Lusíada


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“ser APG faz a diferença” Junte-se a nós

Sede Nacional Avª. António Augusto de Aguiar, nº 106 - 7.º | 1050-019 Lisboa Tel.: 21 352 27 17 | Fax: 21 352 27 13 email: global@apg.pt | www.apg.pt


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guia do 1º emprego 2012

Elaborar um

currículo

O currículo, como vulgarmente é chamado, funciona como passaporte profissional. Para quem está à procura de emprego, a elaboração do C.V. é o primeiro passo a dar. É bom não esquecer que o tempo máximo que um recrutador dedica à leitura de um currículo não ultrapassa, em média, os trinta segundos, pelo que há que cuidar bem do que se vai pôr nessas páginas. Quando elaborares o teu currículo, não te esqueças: ele é o resumo da tua vida profissional, onde devem apenas constar os elementos que mais valorizem o teu percurso profissional e mais interessem ao entrevistador. Deve chamar a atenção de forma rápida e suscitar interesse suficiente para marcar uma entrevista. Aqui ficam regras e dicas de ouro para um currículo de sucesso! 1. Deves moldar o currículo à empresa e à função a que te candidatas. Para tal, pesquisa acerca da empresa, área de negócio e função a que te candidatas. 2. Não ultrapasses as duas páginas. Os recrutadores não têm, na maior parte das vezes, tempo para leituras pormenorizadas. Valoriza os aspetos mais importantes e exclui experiências que não sejam relevantes para a candidatura em causa. 3. Utiliza frases e parágrafos curtos. 4. Se acabaste de te formar e não tens experiência profissional, inverte a ordem das

rubricas e começa com “formação académica e profissional”, dando destaque a estágios, voluntariados e hobbies que possam interessar o empregador. 5. Não mintas, nem exageres na descrição do teu currículo porque isso é errado e para não correres o risco de seres desacreditado na entrevista. 6. Mostra de forma rápida e evidente que correspondes ao perfil solicitado. 7. Pede a alguém para ler e confirmar que o seu conteúdo é facilmente compreensível. 8. O aspeto gráfico é muito importante. Cada currículo deve ser uma impressão original. Evita manchas, dobras nos cantos e vincos. 9. As datas devem ser apresentadas sempre da mesma forma incluir o ano sempre na forma completa. 10. A descrição da formação académica e experiência profissional deve ser fornecida por ordem cronológica invertida, isto é, as últimas experiências académica e profissional em primeiro lugar.

Europass: os 5 documentos que te abrem as portas da Europa: › Europass Curriculum Vitae (ECV) – para apresentares de forma clara as informações sobre todas as tuas qualificações e competências, no âmbito da educação e da formação e a tua experiência no mercado de trabalho. › Europass Passaporte Línguas (EPL) – para apresentares as tuas competências linguísticas com base na grelha de auto-avaliação do Portefólio Europeu de Línguas. › Europass Mobilidade (EM) - regista os teus percursos europeus de aprendizagem, por exemplo, um estágio numa empresa; um período de estudos ou uma colocação voluntária numa ONG. › Europass Suplemento ao Diploma (ESD) – para informações adicionais sobre os estudos do ensino superior de âmbito curricular – descrição de disciplinas e áreas de estudo – e co-curricular – módulos, seminários e outros programas. › Europass Suplemento ao Certificado (ESC) - descreve as competências e qualificações que tenhas adquirido no âmbito de formação profissional, facilitando a sua compreensão por parte das entidades empregadoras europeias. Toda a informação no artigo “Europass – passaporte para o sucesso” e em: https://europass.cedefop.europa.eu


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Como enriquecer

o meu currículo › Línguas estrangeiras. o inglês é fundamental. Castelhano, francês e alemão são mais-valias bastante valorizadas. › Informática. Dominar ferramentas de Office é um requisito mínimo. Actualmente, a linguagem da Internet é já considerada um requisito obrigatório para muitas profissões. › Erasmus. Experiências internacionais revelam capacidade de iniciativa e ousadia. Desenvolvem novas competências, como adaptação e flexibilidade. › Viagens. Abrem horizontes e demonstram espírito aventureiro e curiosidade. Este é um aspeto muito valorizado num mundo empresarial cada vez mais global. › Desporto. Os desportos coletivos indicam capacidade de trabalhar em equipa; os desportos radicais denotam capacidade de assumir riscos e de liderança. › Trabalho em part-time. Pode indicar boa gestão do tempo, sinal de dinamismo e responsabilidade. › Programas de voluntariado. Este aspeto é cada vez mais importante para as empresas. A participação cívica demonstra comprometimento, iniciativa e altruísmo, que são caraterísticas valorizadas na altura de contratar alguém.

Erros a evitar Muitas vezes referimos a importância de saber utilizar as palavras a nosso favor. Chegou o momento de nos focarmos nas palavras que não devem ser utilizadas no currículo. Confere aqui quais os termos a evitar e elimina-os já do teu currículo!

› Erros ortográficos e gramaticais. Sem dúvida, o fator mais negativo de um currículo. Se não for reflexo de dificuldades de expressão escrita revelam, no mínimo, falta de atenção e cuidado. › Abreviaturas. Devem ser evitadas, mesmo quando parecem ser do conhecimento geral ou específicas da área em que trabalhas. › Pronomes pessoais. O abuso dos pronomes na primeira pessoa, é desnecessário e a evitar. Utiliza frases que comecem por “Estive responsável” em vez de “Eu estive responsável”. › Palavras com carga negativa. Agressivo, mau, limitação, erro, nada, pânico, problema, mas, não... › “Sempre” ou “Nunca”. Num contexto relacionado com experiência ou competências profissionais advérbios absolutos sugerem exagero. › “Bengalas” de linguagem. “Assim como”, “De forma que...”, “É assim” ou outras palavras desnecessárias que servem apenas para ocupar espaço.

rendo o mais possível ao tempo presente. “Os projetos foram implementados...” não tem o mesmo impacto de “Implementei projetos...” › Clichés. Termos como dinâmico, responsável e criativo, perderam a sua relevância por serem repetidos até à exaustão. Descobre quando e como aplicá-los e associa-os a competências e funções efetivas. › Palavras que não conheces bem e/ou não sabes definir. Lembra-te que a qualquer momento, poderás ser confrontado com o que colocas no teu currículo e convém saber o que significam. › Falar de objetivos sem falar de conquistas. Limitares-te a referir as tarefas inerentes à tua função e os objetivos traçados, sem falares das tuas realizações e do que conseguiste alcançar, pode comprometer o sucesso do teu currículo.

› Frases longas. Nunca utilizes frases com mais de 15/18 palavras, para que o leitor não perca a concentração.

› Não se trata de uma palavra, mas sim de um número. Não indiques o número de telefone do emprego no currículo, caso contrário, o selecionador poderá ficar desagradado por procurares emprego na hora de expediente.

› Verbos Passivos. O teu currículo deve transmitir ação. Os verbos são uma forma de passar essa mensagem, usando sempre formas ativas, recor-

› Repetições. Por mais difícil que possa parecer, evita descrever com as mesmas palavras a tua experiência. Tens de ser criativo.


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Se a carta de apresentação se limita a repetir o que o currículo explica, os entrevistadores têm duas atitudes: se nem o CV nem a carta de apresentação forem muito interessantes, o mais certo é cair no esquecimento. Ou no lixo!

Carta de Apresentação Queres fazer uma carta de apresentação, mas não sabes o que dizer para impressionar a pessoa que está do lado de lá? O primeiro conselho que o Guia do 1º Emprego te dá é: não mintas, não exageres e não faças um resumo da tua vida numa carta. A carta serve para te posicionares de forma diferente em relação aos outros candidatos e, de uma forma clara, mostrares quem és e o que vales. Difícil? Segue os nossos conselhos! A Carta de apresentação é um dos elementos mais importantes quando se envia o currículo. É ela que vai transmitir a tua personalidade, bem como as razões que te levam a candidatar a esse emprego. Ao escreveres a carta de apresentação deves ter presente que esta serve para personalizar a tua candidatura, valorizar o teu percurso profissional e, sobretudo em convencer os entrevistadores a marcarem uma entrevista. Embora a maioria das cartas acabem por ser um resumo do CV, onde os candidatos reforçam as suas competências, uma carta bem-feita deve fazer a ligação entre o teu percurso profissional e as necessidades concretas da empresa.

Dicas para elaborar a carta de apresentação: Para personalizares a tua candidatura, deves incluir informação sobre: › Porque é que a empresa te interessa. › O que podes oferecer. › O que a empresa e tu podem fazer juntos. Estas são as informações que qualquer recrutador gostaria de encontrar numa carta de motivação. No entanto, a ordem pode ser alterada, pois não existem regras defi-

nitivas. Alguns candidatos preferem começar por se apresentar, reforçando o que já está escrito no currículo. Depois disso, é importante justificares as razões pelas quais a empresa te interessa, o que, se for bem feito, poderá tornar-se um ponto diferenciador, pois demonstra que investiste tempo a estudar a empresa. Dirige-te à pessoa certa. Se não souberes o nome (embora hoje em dia esteja tudo na internet), como último recurso, endereça-a ao departamento de recursos humanos. Se estiveres a responder a um anúncio, menciona o mesmo e a função a que te candidatas. A primeira frase é essencial para marcar a diferença. Tenta dar o teu cunho pessoal e destacares-te das centenas de currículos diários. O tom de abertura da carta transmite a tua personalidade. Podes começar assim: “Em resposta ao V. anúncio para recrutar um financeiro, penso ter as qualidades profissionais que correspondem ao perfil que procuram”. Menciona as razões porque te candidatas. Explica porque gostarias de desenvolver competências na área a que te candidatas.

Se souberes para que empresa te estás a candidatar, não te esqueças de mostrar que a conheces. Será sempre um ponto a teu favor. Não te alongues. Os recrutadores não gastam muito tempo com a leitura da carta de apresentação. Para ser eficaz, é preciso ser conciso. A carta deve ser curta e sem informação desnecessária. Três a quatro parágrafos são suficientes. As frases curtas e simples interpelam o leitor e transmitem uma imagem dinâmica. Não exageres nem te desvalorizes e, sobretudo… não mintas. Responde sempre pela positiva. Não digas, por exemplo, que não tens experiência em determinada área. Evidencia antes as tuas qualidades com objectividade, sem demasiado sentido crítico. Podes sempre referir que gostas de novos desafios e que te adaptas com facilidade. A mentira acaba sempre por ser descoberta e não te beneficiará. Valem as mesmas regras para e-mail. Hoje há uma parte significativa dos currículos que seguem por e-mail e por isso as cartas transformaram-se em e-mails. Apesar do suporte ser diferente, as regras mantêm-se.


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Europass Passaporte para o sucesso O Europass é, nos termos da Decisão n.º 2241/2004/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, que o instituiu, um quadro comunitário único que se consubstancia num dossiê pessoal e coordenado de documentos, visando a transparência das qualificações e competências. Este dossiê constitui um registo organizado

dos conhecimentos, capacidades, competências e diplomas adquiridos pelo seu titular no país de origem e no estrangeiro, permitindo a apresentação das suas qualificações e competências de forma clara, eficaz e facilmente compreensível em todos os países da União Europeia (UE), do Espaço Económico Europeu e candidatos

à adesão. A sua utilização é gratuita e assenta numa base voluntária. São cinco os documentos que integram o Europass: › Europass Curriculum Vitae (ECV) - permite aos cidadãos apresentar de forma clara e exaustiva informações sobre todas as suas qualificações e competências, no âmbito da educação e da formação e a


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sua experiência no mercado de trabalho. Para a elaboração deste documento, que é de iniciativa individual, o cidadão pode recorrer a um formulário eletrónico disponibilizado pelo CEDEFOP na sua plataforma em https://europass.cedefop.eu ropa.eu/cvonline/cv.jsp?forward=before&l ocaleStr=pt_PT › Europass Passaporte Línguas (EPL) – permite aos cidadãos apresentar as suas competências linguísticas com base na grelha de auto-avaliação do Portefólio Europeu de Línguas. Como no caso do ECV é possível recorrer a um formulário eletrónico disponibilizado pelo CEDEFOP na sua plataforma em https://europass.ce defop.europa.eu/instruments/lp/step0.do › Europass Mobilidade (EM) - regista os percursos europeus de aprendizagem, por exemplo, um estágio numa empresa; um período de estudos ou uma colocação voluntária numa ONG, efetuados pelo seu titular em países diferentes do país de origem. O percurso é monitorizado por duas organizações, uma sedeada no país de origem e a outra no país de acolhimento. O EM é emitido pelo Centro Nacional Europass (CNE). › Europass Suplemento ao Diploma (ESD) - fornece informações sobre os estudos do ensino superior concluídos pelo seu titular. Contribui para uma melhor compreensão das qualificações académicas

de nível superior, sobretudo noutros países europeus. O ESD é emitido pela Instituição de Ensino Superior que emite o diploma de conclusão de estudos. › Europass Suplemento ao Certificado (ESC) - descreve as competências e qualificações correspondentes a um certificado de formação profissional, facilitando a sua compreensão por parte das entidades empregadoras nacionais e europeias. Em Portugal a emissão do ESC é da responsabilidade do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O sucesso do Europass A primeira avaliação desta iniciativa ocorreu em 2008 e permitiu, entre outras, as seguintes conclusões: potencial para facilitar a mobilidade e para facilitar o acesso a oportunidades de aprendizagem e de emprego na Europa; elevada satisfação dos utilizadores, nomeadamente no que respeita ao ECV, porque permite uma comunicação clara das competências e facilita a comparabilidade para efeitos de candidaturas a programas de aprendizagem ou de trabalho. Prevê-se a realização de uma segunda avaliação em 2012, mas pode afirmar-se que esta iniciativa é já um sucesso. A confirmá-lo estão também os 10 Milhões de utilizadores do ECV (2010), sendo Portugal o país que lidera a UE na utilização deste documento.

O enquadramento do Europass na atualidade política europeia Mantendo-se as questões de fundo identificadas desde 2000, designadamente, a globalização e a emergência de novas potências económicas, o sentido da construção de uma economia do conhecimento e o real envelhecimento da população, a estratégia 2020 estabeleceu como prioridades o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. De entre os objetivos definidos são-nos particularmente caros os relativos ao emprego e à educação. São ambições da UE para 2020, nestes domínios, que 75% da população de idade compreendida entre os 20 e os 64 anos esteja empregada e que a taxa de abandono escolar precoce seja inferior a 10%, devendo pelo menos 40% dos jovens dispor de um diploma de ensino superior. Associadas a esta estratégia foram lançadas várias Iniciativas emblemáticas, das quais destacamos Youth on the Move e Agenda new skills for new jobs, que aparecem especialmente associadas ao Europass encarado como instrumento para a consecução dos seus objetivos, na medida em que este torna visíveis as competências, aptidões e conhecimentos adquiridos em experiências laborais ou de aprendizagem. No contexto destas iniciativas foram apontadas ações, nomeadamente, a criação de um passaporte europeu de competências, com base no Europass, para um registo


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guia do 1º emprego 2012 transparente e comparável das qualificações, contribuindo para a mobilidade dos jovens e desse modo para a sua empregabilidade. A este propósito refiram-se estudos desenvolvidos pela CE relativos a programas europeus que fomentam a mobilidade e que integram o Programa Aprendizagem ao Longo da Vida, que concluem que 40% dos empregadores valoriza a experiência adquirida em mobilidade e considera que os titulares de diplomas com experiência internacional têm uma forte probabilidade de assumir cargos de grande responsabilidade profissional – Estudos de 2006 e 2007 sobre impactos dos programas Erasmus e Leonardo da Vinci.

KIT Europass O CNE, responsável pela promoção e coordenação da gestão dos documentos Europass, deu início em 2011 a uma estratégia de divulgação e promoção sustentada, investindo em ações focadas em sectores/ atores que, pela sua posição, desempenhem o papel de multiplicadores, de modo a garantir a cobertura de um público mais vasto, meta difícil de alcançar apenas com os recursos internos. A produção de um KIT de formação já

apresentado aos atores-chave no seminário Novas Competências para Novos Empregos , ocorrido em Dezembro de 2011, materializou esta estratégia. O KIT, cujo conteúdo percorre os documentos Europass para os apresentar aos potenciais utilizadores, incide, sobretudo, no ECV e no EPL, visando fornecer elementos substantivos que permitam o seu preenchimento informado e a otimização da sua utilização. Inclui, por essa razão, orientações para a abordagem ao mercado de trabalho sob a forma de resposta a um anúncio para emprego – elaboração de uma carta de motivação, preparação para uma entrevista, por exemplo – e módulos dedicados ao diagnóstico de competências de empregabilidade e outros destinados ao seu desenvolvimento. Assume-se como uma ferramenta vocacionada para a construção de pontes entre o mercado de trabalho e o cidadão, qualquer que seja o objetivo em que este o aborde: ingresso, reingresso ou melhoramento do desempenho no posto que já ocupa. O KIT apresenta-se em duas versões, formação em sala, para os contextos em que as entidades queiram utilizá-lo para formação dos seus públicos-alvo, e autoformação, para utilização autónoma pelo

destinatário final, e estará disponível na página do CNE, em www.europass.proalv.pt durante o mês de fevereiro de 2012. A sua utilização é inteiramente gratuita.

O futuro do Europass O Europass pondera já uma revisão do quadro legal que o instituiu, de forma a dar resposta aos desenvolvimentos entretanto registados nas áreas da educação e da formação. De referir a instituição do Quadro Europeu de Qualificações e as recomendações aos Estados Membros de articularem aquele Quadro os respetivos sistemas de qualificações e o lançamento do sistema europeu de créditos no âmbito da formação profissional, European Credit System for Vocational Education and Training (ECVETS), ainda em desenvolvimento, replicando nestes domínios o sistema já implementado no ensino superior com o European Credit Transfer System (ECTS). Prevê-se a possibilidade de evolução do dossiê e respetivos documentos, nomeadamente, no sentido de tornar possível o registo das experiências de mobilidade internanacional. Mais informação sobre o Europass em: www.europass.proalv.pt http://europass.cedefop.europa.eu/pt/home


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O caminho certo para o 1º emprego

Para enfrentar o desafio da entrada no mercado de trabalho e a procura do primeiro emprego são necessárias pro-atividade, energia, dinamismo, resistência à frustração e planeamento. Desde a elaboração do curriculum vitae, até à forma como te deves comportar numa entrevista, nada deve ser deixado ao acaso. Mas nada de pânico. Seres chamado para a entrevista, significa que ultrapassaste a primeira fase e o teu currículo foi aceite. Agora só falta convencer o empregador, de que és a pessoa certa para o lugar.

Prepara-te! › Obtém o máximo de informação sobre a empresa (ramo de atividade, dimensão, tipo de produtos ou serviços que comercializa, nível de remunerações, áreas funcionais existentes, organização, ambiente de trabalho, estilo de funcionamento, etc.). › Fala com pessoas que te conheçam bem (familiares, amigos, colegas de curso, pessoas com quem já trabalhaste) e pedelhes uma breve descrição da tua personalidade, as tuas qualidades e defeitos, etc. O autoconhecimento é um dos aspetos mais valorizados numa entrevista, pois permite ao potencial empregador conhecer-te de forma mais rápida. › Relê o teu currículo e prepara-te para aprofundar os aspetos nele focados ou outros que possam vir a surgir durante a entrevista (personalidade, caraterísticas, competências profissionais, motivação, formação, competências desenvolvidas tanto na experiência profissional como nas atividades extraprofissionais).

› Leva a documentação que achares conveniente para apresentar na entrevista (diplomas ou certificados de cursos e estágios, trabalhos realizados, carta de referência, portfólio, etc.). › Prepara-te para diferentes tipos de entrevista. › Se te pedirem para resolver um caso prático não te admires. Mesmo que seja uma situação hipotética, servirá para avaliar a tua reação e o raciocínio, a capacidade de comunicação, persuasão e rapidez.

Perguntas que podes fazer na entrevista Os candidatos podem aproveitar o momento da entrevista para colocar algumas questões, pois isso demonstra uma atitude dinâmica perante o entrevistador, e permite obter informação sobre as condições de trabalho, hipóteses de progressão, evolução do sector, expectativas sobre si, etc. Para isso, é necessário estudar um pouco a vida da empresa. As perguntas deverão ser feitas com bom senso e, se perceberes que não há abertura, não as faças pois podem prejudicar-te. Aqui ficam alguns exemplos. › Qual será a minha função dentro da empresa? › Quais os desafios inerentes à função? › Quais as possibilidades de progressão na carreira profissional? › É usual trabalhar-se por objectivos? Vê mais perguntas a fazer a um entrevistador em www.emprego.forum.pt

Negociar o ordenado É natural que o entrevistador te pergunte qual o ordenado esperado. Ficam algumas sugestões para saberes o que fazer, sem te atrapalhares! 1. Informa-te de quais os valores praticados em funções similares, de modo a estares dentro da realidade. 2. É possível que queiram saber qual o teu último ordenado, pois serve de referência das tuas expectativas e, eventualmente, do que estarias disposto a negociar. 3. É frequente perguntarem qual o salário liquido pretendido pela função. Em vez de falares em valores, aproveita para falar do teu desempenho anterior (se tiveres experiência profissional) ou das tuas perspectivas de carreira. 4. Para o caso de ser o teu primeiro ordenado, tenta não te expores. Se mesmo assim o entrevistador insistir dá uma ordem de grandeza, um intervalo entre valores mínimos e máximos, por forma a haver margem para negociação. 5. Nunca abordes, por tua iniciativa, o tema do ordenado. Embora esta não seja uma questão secundária, deves tentar valorizar outros aspectos inerentes à função e esperar que seja o entrevistador a colocar a questão.


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perguntas

Sugestões para seres bem sucedido

que te podem fazer

Apesar das entrevistas serem diferentes umas das outras, existem perguntas colocadas pela maioria dos recrutadores. Prepara as respostas às questões que se seguem. É essencial um trabalho de introspeção, um olhar sobre o passado que te ajude a preparar o futuro. Se tiveres oportunidade de fazer uma simulação de entrevista filmada, não hesites! Aproveita para detetar eventuais erros de postura e de comunicação e corrigires. No final de cada entrevista, analisa os melhores e os piores momentos, de forma a aprenderes com a tua própria experiência e evitar cometer de novo os mesmos erros. 1. Porque é que se está a candidatar à nossa empresa? 2. É capaz de se apresentar em poucas palavras? 3. O que é que nos pode oferecer? 4. O que é para si o emprego ideal? 5. Onde gostaria de estar daqui a cinco anos? E daqui a dez? 6. Pretende obter mais qualificações? (CESE, MBA, Mestrado, etc.) 7. Trabalhou durante os estudos? Se sim, em quê? 8. Porque é que o devemos contratar a si em vez de outro candidato? 9. Dê-nos o exemplo de uma tarefa realizada por si de que se possa orgulhar. 10. Porque escolheu esta área de trabalho? 11. Já desempenhou algum trabalho em equipa? Qual? 12. Pode dar-me um exemplo de como a sua criatividade ultrapassou um obstáculo? 13. Quais as suas principais qualidades? E defeitos? 14. Que factores o motivam a dar o seu melhor? 15. Em que actividades académicas participou? O que aprendeu com elas? 16. Qual foi o último livro que leu, e o último filme que viu? 17. Tem hobbies? Quais? 18. Está envolvido em algum tipo de trabalho voluntário? 19. Defina sucesso. E fracasso. 20. Já alguma vez falou para uma grande audiência? 21. Com que tipo de pessoas tem mais dificuldade em lidar? E mais facilidade? 22. O que aprendeu com os erros? 23. Prefere grandes empresas ou pequenas? Porquê? 24. Qual seria o salário justo para si? 25. Fale-me de si (esta é uma das questões mais colocada pelos recrutadores. Tenta dar uma resposta sucinta, directa e que, em poucas palavras, dê a conhecer o teu perfil profissional, características e competências profissionais) Vê mais perguntas e sugestões de resposta numa entrevista no site www.emprego.forum.pt

Não te despistes! Pontualidade. Tenta chegar 10 minutos antes da hora marcada, para evitar atrasos. Deixar outra pessoa à espera é sinal de desrespeito e desinteresse. Boa apresentação. A imagem é um fator decisivo e influencia a forma como serás percecionado. Em caso de dúvida o clássico é sempre uma boa solução. Postura. Muito importante para o sucesso da entrevista. Simpatia, abertura, profissionalismo, curiosidade, podem ajudar a escolher-te como o candidato certo. É essencial manter a calma e controlar as emoções, sobretudo se a entrevista tomar um rumo não desejado. Diálogo. Embora seja um momento de algum nervosismo, a entrevista deve seguir o tom normal de uma conversa e fluir sem grandes constrangimentos. É importante que sintas que, para além de estares a ser avaliado estás, também tu, a avaliar uma hipótese de trabalho. Empatia. É um dos aspectos mais importantes para que se estabeleça uma boa relação profissional.

› Memoriza o nome e cargo do entrevistador. › A iniciativa de cumprimentar deve partir do entrevistador. Um aperto de mão firme, acompanhado de um sorriso, é o mais acertado. Se tiveres tendência para suar das mãos tenta limpá-las discretamente antes de cumprimentar o entrevistador. › Procura manter o contacto visual com o interlocutor, o que transmite segurança e interesse. Se fores entrevistado por mais de uma pessoa, tenta olhar para todos. Não olhes para baixo enquanto falas, demonstra timidez e insegurança. › Sorri! Uma cara alegre e sorridente é sempre cativante e transmite uma personalidade otimista e entusiasta. › Respeita o ritmo da entrevista. Espera o momento certo para intervir e fá-lo na dose adequada, sem falar demasiado. › É importante começar e acabar as frases de forma clara. Não deves deixar que fiquem por acabar, ou se misturem umas com as outras. › Evita utilizar linguagem mais coloquial, tal como: “Umm”, “Ah?”, “tipo”, “percebe?”. › Sê conciso e tenta responder diretamente às questões que te são colocadas. Se não perceberes a pergunta, pede para repetir. › Não mintas, nem tentes disfarçar uma realidade que te pareça pouco favorável. É sempre preferível a verdade. › Pensa na forma como gostarias de ser percecionado: prepara os aspetos sobre os quais mais gostarias de falar. › Não tenhas medo dos silêncios. Usa o silêncio a teu favor, pensando na resposta à pergunta que te foi colocada, ou na que poderás colocar. › Responde diretamente às questões colocadas e acrescenta informação relevante. › Tenta perceber o que está por trás da pergunta, o que querem realmente saber. › Se falares do antigo emprego, nunca digas mal do antigo chefe, dos colegas ou das condições de trabalho. › Se não tiveres muita experiência sobre a área de negócio, fala sobre as tuas competências. › Pensa nas questões que gostarias de colocar ao entrevistador, sobre a área em que irás trabalhar, a empresa, o setor, etc. Mas vê se há abertura para que as faças. › É possível que te perguntem qual a remuneração esperada. Esta é uma pergunta complicada. Atenção, muitas vezes com esta pergunta o candidato, se não tiver bom senso, poderá ficar imediatamente excluído, mesmo que nos outros itens tenha tido boa prestação. › Só te deves levantar depois do entrevistador, agradecendo a entrevista e mantendo uma postura cuidada.


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Gabinetes de saídas profissionais

Trabalhar em rede A boa disposição foi uma constante entre os participantes do encontro

A Forum Estudante, no âmbito da MISSÃO 1º EMPREGO, promoveu nos dias 23 e 24 de Janeiro, na Foz do Arelho, o Encontro Nacional de Gabinetes de Saídas Profissionais do Ensino Superior. A promoção do trabalho em rede entre estas instituições e a partilha de experiências resultou em pleno. Representantes de 35 instituições do Ensino Superior reuniram-se para abordar diversas temáticas da inserção profissional e integração no mercado de trabalho dos jovens diplomados. No primeiro dia, a “maré” estava vazia e nela emergiam inúmeros “bancos de areia”. Nessa manhã houve tempo para uma apresentação de cada participante – de Beja ao Porto, de Évora a Aveiro – e para escutar os dois oradores convidados: Fernando Medina – ex-secretário de estado do emprego – e Tiago Forjaz – fundador da rede The Star Tracker. Fernando Medina falou de “boas notícias que não ajudam muito” – como é o facto de se saber que os licenciados têm uma empregabilidade muito maior que os não licenciados – e de más notícias que ajudam ainda menos – como a recessão de 3% de que nem temos noção do que será e do facto da saída da crise não estar nas nossas mãos. O pri-

meiro conferencista terminou com a boa notícia de que, historicamente, Portugal sempre conseguiu sair das suas crises, demonstrando uma enorme capacidade de plasticidade e resiliência. Tiago Forjaz apresentou aquelas que considera ser as grandes mudanças no mundo do trabalho (caixa Mudanças no trabalho).

Da esquerda para a direita, Fernando Medina, Rui Marques e Tiago Forjaz

O fundador da rede de talento português enfatizou ainda a importância de não confundir as pessoas com aquilo que fazem porque “a próxima geração não quer ser o que faz mas quer fazer o que é”. Da parte da tarde, o encontro prosseguiu com as apresentações de cada um dos Gabinetes – que variam em nome mas que têm todos por missão a empregabilidade dos estudantes universitários. Foi pedido aos participantes que sublinhassem as boas práticas que já desenvolvem ou que pretendem implementar (ver artigo sobre boas práticas nos gabinetes de saídas profissionais “À procura de resposta”). O resultado foi uma tarde de troca de ideias e experiências. Nas palavras de alguns participantes foi “muito útil para o nosso trabalho”, “a sessão que mais interesse me despertou”, e “provavelmente o tempo mais importante deste encontro”. Desta forma, o objectivo central deste encontro – o re-


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para servir melhor forço da cultura de rede e de cooperação entre os gabinetes de saídas profissionais – tornava-se uma realidade. Uma das últimas intervenções realçou a importância da paixão que é preciso ter em qualquer trabalho e, em especial, nesta missão específica de facilitar o acesso ao mercado de trabalho dos nossos estudantes. Só com paixão pelo que fazemos conseguimos avançar para onde queremos!

riu a este modelo Europass. Uma outra temática presente neste Encontro Nacional foi a apresentação da iniciativa europeia “New Skills for New Jobs” (ver em http://ec.europa.eu/social) que reflete a

Para finalizar o Encontro, Mário Centeno, professor do ISEG e quadro do Banco de Portugal, apresentou o seu estudo “O Investimento em Educação em Portugal: Retornos e heterogeneidade”. Começando por citar Derek Bok, professor de Harvard, que afirmou “If you think education is expensive, try ignorance”, sublinhou que a educação deve ser vista como um investimento que tem de ter retorno para a sociedade. Se assim não acontecer, certos patamares educativos podem ser postos em causa. De uma forma convicente, foi ao encontro do que havia sido dito no primeiro dia por Fernando Medina: apesar de tudo, ter uma licenciatura compensa, porque aumenta em muito as oportuni-

Ana Paula Jordão e Catarina Oliveira (Europass) com Alexandre Campos (U. Porto) Hugo Bernardes, Ray Human Capital

O segundo dia começou com as intervenções de Hugo Bernardes da Ray Human e de Miguel Luís da Associação Portuguesa de Recursos Humanos. Estes convidados abordaram temas específicos relacionados com a procura de emprego,

preocupação da Europa em adequar as competências dos seus trabalhadores aos novos empregos que irão surgir. Ana Bela Antunes, do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, sublinhou que aquela iniciativa Europeia se tem vindo a adaptar às alterações drásticas provocadas pela crise económica. De um paradigma inicial de Sociedade do Conhecimento passouse, nos últimos anos, a um modelo de respostas prioritárias para a crise. As competências mais requeridas são as do foro sócio-cultural – interculturalidade, trabaRui Marques (Forum Estudante) e Mário Centeno, ISEG e Banco de Portugal

dades de emprego, o diferencial salarial e a redução do risco de desemprego. No final, esperava cá fora um pôr-do-sol magnífico e a beleza da lagoa de Óbidos, agora na maré cheia, sinalizava que ali nos tínhamos enchido uns aos outros de confiança e ideias para os próximos tempos!

Rita Ferreira (UCP) e Miguel Luís, Associação Portuguesa de Recursos Humanos

entre os quais se destacam: a importância da presença nas redes sociais; o ganho que são os suplementos aos diplomas; as acções de voluntariado e em grupos juvenis; o investimento em si próprio é muito mais do que tirar um curso; e a necessidade de cada um se conhecer bem a si próprio. A segunda parte da manhã foi preenchida com a apresentação dos cinco documentos (Europass CV, Europass Passaporte de Línguas, Europass-Mobilidade, Europass Suplemento ao Diploma e Europass Suplemento ao Certificado) e um kit de formação Europass, com intervenções de Ana Paula Jordão e Catarina Oliveira, do Centro Nacional Europass. Estes documentos permitem a transparência e comparabilidade de qualificações ao nível da Europa sendo de registar que Portugal é o país que mais ade-

Ana Bela Antunes, Ministério da Solidariedade e Segurança Social

lho em equipa, auto-gestão, etc –, da capacidade de gestão do próprio tempo, flexibilidade e multitasking. Ana Bela Antunes referiu-se também à Estratégia Europeia 2020 que pretende que os países membros apostem num crescimento inteligente, sustentável e inclusiva. Os grandes objectivos desta agenda são: › Atingir uma taxa de emprego (20-64 anos) de 75% › 3% do PIB de cada país seja investido em I&D › Redução dos gases de efeito estufa › Taxa de abandono escolar seja inferior a 10% › Taxa de população activa com licenciatura atinja os 40%.

Mudanças no trabalho › trabalho individual » trabalho em grupo; › competição » colaboração; › visão de curto prazo » visão longo prazo; › valorização da experiência »valorização do talento; › conteúdos » contextos; › qualificação » capacitação; › visão local »perspectiva global; › tarefas e funções » missões; › tempo » valor; › fixo » móvel.


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BOAS PRÁTICAS NOS GABINETES DE SAÍDAS PROFISSIONAIS

À procura da resposta O desafio da empregabilidade dos recém-formados nas instituições de Ensino Superior vai tendo respostas diferentes e inovadoras por todo o País. Os participantes no Encontro Nacional apresentaram boas práticas e novidades na sua acção e sem se pretender ser exaustivo, aqui se dá nota de algumas ideias e práticas diferenciadoras que cada instituição de ensino superior divulgou no Encontro. A Universidade do Porto integra a informação de emprego numa mesma base de dados a que chama Observatório de Emprego. http://sigarra.up.pt/up/web_base.g era_pagina?p_pagina=1001785 Cada faculdade divulga os dados daquele observatório e desenvolve a partir dele o seu sistema de apoio à empregabilidade dos estudantes.

O Instituto Piaget está estrategicamente deslocado dos principais centros urbanos, contribuindo para uma melhor distribuição geográfica da população estudantil e do emprego. Este instituto valoriza o voluntariado e a presença nas redes sociais.

O ISCTE - Business School tem um coach profissional que aconselha os seus alunos no processo de procura e reconfiguração de emprego.

A Universidade de Aveiro organiza anualmente o Forum 3e – emprego – empresas – universidade de aveiro empreendedorismo. www.ua.pt/forum3e

A Escola de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal aposta no contacto com as associações IPS ESTB profissionais e com a ordem dos engenheiros, e nos contactos com e entre antigos alunos da Escola.

A Escola Superior de Educação de Coimbra promove uma Job Tour para os seus estudantes, em que todas as quartas feiras um orador profissional fala aos estudantes da sua área e vida profissional

A Universidade da Beira Interior aposta em estágios em lugares ou iniciativas tais como: › Programa de estágios da Walt Disney na Disneyland Paris › Roff Academy › Talent City

O Instituto Politécnico de Leiria faz parte da European University Association (EUA) www.eua.be, e aí procura inspiração. Os gabinetes das diversas Escolas do Instituto Politécnico de Leiria fazem reuniões trimestralmente para trocar experiências e acertar estratégias.

O ISLA faz parte do Laureate International University onde se nutre de ideias e práticas na área do apoio às saídas profissionais. Uma dessas práticas é o ELP You Isla, que procura dar uma resposta integrada à Empregabilidade, à Internacionalização e à Responsabilidade Social. http://laureate.net

A Universidade de Évora promove o Jobshadowing de estudantes junto de profissionais de diversos sectores durante 1, 2 ou 3 dias.


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a certa A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa tem uma plataforma de emprego online: http://emprego.fct.unl.pt Esta Faculdade procura envolver a Associação de Estudantes na questão da empregabilidade e incentiva os estudantes a não esquecerem as Micro, Pequenas e Mádias empresas que, segundo dados do IAPMEI, representam 97,7% do tecido empresarial português.

O Instituto Politécnico da Guarda aposta nos Estágios Profissionais Erasmus e procura fazer, para os seus estudantes, uma filtragem constante da excessiva informação de emprego disponível.

O Instituto Superior de Educação e Ciências apresentou o GCDF Global Career Development Facilitator: www.isec.universitas.pt/GCDFProg ram.aspx, um método inovador que facilita o acesso ao emprego em todo o mundo e que propõe uma mudança de mentalidade na área da empregabilidade.

Na Católica de Direito há uma aposta clara na personalização. “Conhecemos cada aluno pelo nome” referiu a responsável presente no Encontro. Para cada evento relacionado com empregabilidade é elaborado um guião de introdução para os estudantes. São feitos inquéritos para perceber que temas se devem tratar nos Jobshops seguintes. Na Hora do Sócio, um advogado ou profissional na área do Direito vem falar aos estudantes.

O Instituto Superior Técnico tem um Núcleo de parcerias empresariais e aposta num Job Bank e em Jobshops realizados em parceira com a Associação de Estudantes.

O IADE tem uma Agência Escola: www.iade.pt/pt/ag%C3%AAnciaescola/escolhe-um-trabalho.aspx, que promove a empregabilidade dos seus estudantes. Na zona geográfica desta Escola de Artes desenvolveu-se o Santos Design District. A IADE CREATIVE WEEK e a EMPRESA AMIGA IADE são outras das iniciativas a destacar.

O Instituto Politécnico de Beja aposta nos Estágios Profissionais e quer promover uma bolsa de emprego.

Na Católica Lisbon School of Business and Economics, 63% dos alunos realizam 2 ou 3 estágios de verão. Esta conceituada escola promove bastante a sua rede de antigos alunos e oferece aos alunos workshops de career counselling. Um grupo de estudantes desenvolveu com o apoio da Escola o programa Católica Move www.move-microfinance.org


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20 Profissões para o futuro

sim, não, talvez... O relatório “The shape of jobs to come” da Fast Future Research, lançado em 2010, apresentava, num cenário até 2030, as novas profissões que vão surgir. Escolhemos 20 exemplos, com a sua descrição. Será que estas profecias se vão realizar?

2010

2015

2020

Advogado Virtual /Global Com a vida diária cada vez mais online, terão de haver especialistas que saibam resolver conflitos que envolvam cidadãos residentes em jurisdições legais diferentes. Bancário do tempo Os Bancos de Horas (ou Bancos do Tempo) são comunidades de troca de serviços que permitem às pessoas inscritas ganhar créditos de tempo por serviços prestados à comunidade e gastar esses créditos comprando outros serviços à comunidade. Criadores de Veículos Alternativos Designers e construtores da nova geração de veículos de transporte usando energias alternativas. Disseminadores de informação personalizada Com os media de radiodifusão a tornarem-se mais personalizados, vão emergir novos especialistas de conteúdos e publicitários para soluções individuais feitas à medida. Especialista em Marketing Pessoal Online Profissional de aconselhamento para o desenvolvimento de um marketing pessoal nas redes sociais e noutros suportes. Gestor de Informação relevante e segura Especialistas que filtram e editam dados significativos e seguros para governos, corporações, organizações, pessoas, etc. 2010 › Gestor/Consultor Especialista em População Sénior Gestores de um leque de soluções integradas na área da saúde e bem-estar da população sénior.

Agricultores verticais Agricultores especializados em culturas agrícolas em prateleiras na vertical com solos artificiais alimentados por soluções nutritivas. Assistente Social para as redes sociais Assistentes sociais para pessoas traumatizadas ou marginalizadas pelas redes sociais Especialista em reversões de mudança climática Com as ameaças e os impactos das mudanças climáticas, é necessária uma nova geração de especialistas dedicados a reduzir ou reverter os efeitos indesejados dessas mudanças. Farmacêutico de culturas e pecuária geneticamente modificada Os farmacêuticos são a nova geração de agro pecuários que aumentarão a produção de culturas e a criação de animais de espécies geneticamente modificadas. Gestor de Avatares pedagógicos Os avatars podem ser usados para apoiar professores em salas de aula e no ensino à distância mas terão de haver especialistas que criem e orientem a atuação destes avatares. Gestor e organizador informático e eletrónico Especialistas que vão ajudar a organizar as nossas informáticas e electrónicas: gestão de e-mail, de dados, redes sociais, aplicações, etc. Pilotos, Arquitectos e Guias Turísticos espaciais Para os programas de turismo espacial serão necessários pilotos e guias turísticos espaciais assim como designers de arquitectura para tornar possível a habitação do espaço e de outros planetas. Profissional de Ética para as novas ciências Uma nova geração de profissionais de ética que têm de compreender diversas áreas científicas para ajudar a sociedade a tomar decisões consistentes sobre que desenvolvimentos permitir.

Fabricante de partes do corpo Com os avanços nas áreas dos tecidos celulares, da robótica e dos plásticos, será possível a criação de partes do corpo humano e surgirão fabricantes, lojas e oficinas de reparação de órgãos e membros. Polícia da Modificação Climática A arte de “roubar” nuvens para fazer chuva já acontece em algumas zonas do mundo, e tem de passar a ser monitorizada e controlada pois altera os padrões climáticos.

2025 Nano-Médico Os avanços na nanotecnologia potenciam uma série de novos instrumentos que podem transformar os cuidados de saúde e serão necessários especialistas para os administrar.

2030 Cirurgião de aumento da memória Uma nova categoria de cirurgiões cujo papel será adicionar memória extra às pessoas que desejarem mais capacidade de memória, ao longo da vida. Gestor/Instaurador de Quarentenas No caso de acontecerem vírus e epidemias mortais serão necessárias quarentenas impostas e alguém terá de saber liderar essas situações.

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Guia do 1º Emprego 2012  

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