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ed. 2015/2016

GUIA DO ENSINO PROFISSIONAL Edição especial da revista FORUM ESTUDANTE // distribuição gratuita – NÃO PODE SER VENDIDO // disponível em pdf em www.forum.pt • Ano V • Anual • 2015

Tudo sobre...

ENSINO

PROFISSIONAL “Vemos o Ensino Profissional como um caminho mais vantajoso” Gonçalo Xufre Silva

O papel do Ensino Profissional

O que procuram os empregadores? Atividades extracurriculares A Escola fora da Escola

Garantia Jovem


ed. 2015/2016

FICHA TÉCNICA

04 Saber e fazer

Qual o papel do Ensino Profissional? Estudos apontam que a aprendizagem de competências específicas e viradas para o emprego pode ter um impacto positivo no desenvolvimento económico e social dos países.

06 Val do Rio

Com presença física em Oeiras e no Estoril, a Escola Profissional Val do Rio define-se como uma escola que aposta na qualidade, bem como na vertente humana e social. Sabe tudo sobre esta instituição.

08 O que querem as empresas?

www.forum.pt Isento de registo ao abrigo do Decreto Regulamentar n.º 8/99 de 9 de junho, Art.º 12.º - n.º 1A Telefone 218 854 730 Email guias@forum.pt Administração Roberto Carneiro Rui Marques Francisca Assis Teixeira

Um inquérito realizado recentemente apontou quais as competências mais valorizadas pelos empregadores. Descobre as qualificações que as empresas da tua região mais procuram.

Direção Gonçalo Gil

10 Entrevista a Gonçalo Xufre Silva

Redação Raquel Teixeira, Fábio Rodrigues

O Presidente da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) destaca o crescimento do número de alunos no Ensino Profissional e a forma como este oferece um maior número de oportunidades.

Design Miguel Rocha

Fotografia Gonçalo Gil, DepositPhotos Publicidade Tel.: 21 885 47 30 Félix Edgar felix.edgar@forum.pt

14 IEFP Garantia Jovem

Perante a elevada taxa de desemprego juvenil, a União Europeia criou, em 2013, a Garantia Jovem. Sabe mais sobre este programa que atua através de três instrumentos.

17 Escola Profissional Gustave Eiffel

Alexandre Duarte Silva alexandreDS@forum.pt Impressão LISGRÁFICA Casal de Stª Leopoldina, Queluz de Baixo Tiragem: 20.000 ex.

Dos projetos à oferta formativa, passando por testemunhos de alunos e diplomados, fica a saber tudo sobre esta escola e aquilo que ela tem para te oferecer.

34 Prova as tuas Aptidões

As Provas de Aptidão Profissional são uma parte muito importante dos cursos profissionalizantes. Sabe como tudo se processa e conhece os testemunhos de quem viu a sua prova distinguida.

38 Grupo Rumos

Descobre um grupo que inclui quatro escolas de Ensino Profissional — Profitecla, Escola Digital, Escola Profissional Ruiz Costa e a Escola Profissional de Braga — e que está presente um pouco por todo o país e além-fronteiras.

42 A Escola fora da Escola

As atividades extracurriculares são, cada vez mais, entendidas como forma de estimular o aproveitamento e a integração dos alunos. Fica a saber as suas vantagens e conhece alguns casos de dinamismo protagonizados por alunos do secundário. guia do ensino profissional • desde 2010

www.forum.pt FORUM ESTUDANTE Revista de Cursos, Escolas e Profissões Propriedade e Edição de: PRESS FORUM Comunicação Social,S.A. Capital Social: 60.000,00€ NIF: 502 981 512 Periodicidade Mensal Depósito Legal n.º 510787/91 Sede Tv. das Pedras Negras, n.º 1 - 4.º 1100-404 Lisboa Tel.: 21 885 47 30 Fax: 21 887 76 66

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Aprender, fazendo Nos últimos tempos, tem sido destacado o papel do Ensino Profissional no desenvolvimento económico e social dos países. Mas o que é, afinal, este tipo de Ensino? E quais as razões para que tenha adquirido este protagonismo?

Em 2013, a Comissão Europeia encomendou um estudo com um objetivo muito simples: encontrar soluções para “integrar a juventude europeia no mercado de trabalho”. Nos resultados desta investigação – o relatório Da Educação ao Emprego – é destacado o papel do Ensino Profissional nesta tarefa, “ao permitir adquirir competências específicas e orientadas para o trabalho”. Graças a estas competências mais práticas, conclui o relatório, estes cursos profissionalizantes são uma das formas de solucionar a falta de qualificações úteis e relevantes “de que tantos empregadores se queixam”. Mas qual a explicação para que lhe seja atribuído este papel? A resposta poderá estar no próprio conceito destas opções educativas. Segundo a definição atual, o Ensino Profissional é composto por todas as formações de dupla certificação, ou seja, as formações que juntam uma parte escolar e uma parte profissional no seu currículo. Desta forma, dividem-se nas componentes sociocultural, científica, técnica e de formação em contexto de trabalho. A formação em contexto de trabalho é concretizada através de um estágio, possibilitando um primeiro contacto com o mercado de trabalho. Esta é uma das razões para que as vias de dupla certificação serem consideradas mais próximas da realidade do emprego. Segundo os dados do Observatório de Estudantes à Saída do Secundário, em 2013, cerca de 60% dos alunos do Ensino Profissional integrou o mercado de trabalho. Desse grupo, 37% encontraram emprego imediatamente após o finalizarem o curso.

Os cursos profissionais Para além das escolas profissionais, desde 2012, todas as escolas secundárias (públicas ou privadas) incluem cursos profissionais na sua oferta. Graças à sua dupla certificação, estes são dão direito a um diploma de Ensino Secundário e, simultaneamente, a uma certificação profissional do nível 4 do Quadro Nacional de Qualificações (em contraste com o nível 3 dos cursos científico-humanísticos). As disciplinas de um curso profissional estão divididas por módulos. Estes são unidades de aprendizagem autónomas e integradas que incluem experiências e atividades, com o objetivo de fornecer competências ao aluno. No final do curso, não é obrigatória a realização de exames nacionais, sendo que a prova final de avaliação é a PAP – Prova de Aptidão Profissional. Esta prova envolve a demonstração, perante um júri, das competências adquiridas no âmbito das disciplinas do curso e da experiência profissional.

Prosseguimento dos estudos Ainda que seja uma opção virada para a preparação para uma profissão, o Ensino Profissional não fecha a porta ao prosseguimento de estudos. De resto, segundo os dados do Observatório dos Estudantes à Saída do Secundário, referentes a 2013, cerca de 38% dos alunos que concluem vias profissionalizantes continuam os seus estudos, sendo que cerca de 14% estudam e trabalham, simultaneamente. Do grupo de alunos vindos do Ensino Profissional que optam pelo prosseguimento de estudos, 67% ingressaram no ensino superior. Segundo a informação disponibilizada pela Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), para se candidatar ao ensino superior, um aluno vindo de uma modalidade profissionalizante “terá de realizar dois exames nacionais” – um à disciplina de Português e um exame “à escolha dos alunos” de entre as disciplinas “específicas definidas por cada estabelecimento de ensino superior”. Ainda no âmbito do prosseguimento de estudos, foram criados recentemente os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP). Esta nova oferta consiste numa formação de 120 créditos divididos por quatro semestres letivos. No final, tal como os Cursos de Especialização Tecnológica, os CTeSP conferem uma qualificação de grau 5 do QNQ, com possibilidade de transição para uma licenciatura, através de um regime especial. n

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Escola Profissional Val do Rio

A melhor preparação Desde 1989, a Escola Profissional Val do Rio já formou milhares de alunos, proporcionando um ensino técnico lecionado por professores/formadores com experiência reconhecida no meio profissional. A aposta num corpo de professores/formadores com ligações fortes ao mundo do emprego é reflexo da preocupação em oferecer aos alunos uma oferta formativa atual e relevante para o mercado de trabalho. Ainda que num contexto de crise económica, o índice de empregabilidade dos cursos tem-se mantido elevado, sinal da existência de uma oferta atualizada e atenta às necessidades do tecido empresarial. De igual forma, têm-se multiplicado o número de protocolos com empresas para a realização de estágios, alargando assim o leque de opções de excelência para os seus alunos. E porque uma aprendizagem completa e integrada deve ser uma preocupação de todas as instituições de ensino, a Escola Profissional Val do Rio promove regularmente iniciativas que envolvem os vários cursos da sua oferta formativa, com o objetivo final de garantir a polivalência e a flexibilidade dos profissionais que forma.

Formação Integral e Personalizada Em todas as opções da oferta formativa, o objetivo não passa apenas por formar técnicos especializados. Por entender que as competências sociais e culturais são fundamentais num bom profissional, a Val do Rio integra, ao longo de todo o seu ciclo de formação, a disciplina de Ética Social e Profissional (ou, opcionalmente, Ética Cristã). Este desenvolvimento pessoal só é alcançado através de um acompanhamento próximo dos alunos, tendo atenção às especificidades do seu percurso pessoal. Por essa razão, cada estudante possui um tutor que o acompanha ao longo de toda a formação, através de entrevistas individuais e informais. Nos últimos anos, a Val do Rio tem ainda apostado no desenvolvimento de um tipo de atributos cada vez mais valorizados pelo mercado de trabalho – as competências transversais. Através de diversos projetos multidisciplinares, os seus alunos têm trabalhado as suas capacidades de espírito de equipa, liderança, comunicação ou empreendedorismo.

Sede: Oeiras Tecnologia, Artes e Comunicação Na Sede de Oeiras, a Escola Profissional Val do Rio disponibiliza cursos orientados para a tecnologia (Gestão de Equipamentos de Informáticos e Eletrónica e Telecomunicações) e para as artes e comunicação (Design e Produção Gráfica, Vídeo, Desenho Digital 3D e Multimédia).

Dimensão Internacional Num mercado cada vez mais globalizado, a internacionalização tem sido uma das apostas constantes da Val do Rio. Para o último ano letivo, por exemplo, foram reforçados diversos protocolos de intercâmbio com instituições de países como Finlândia, Noruega, Suíça, Dinamarca ou Turquia. Em simultâneo, a Val do Rio pro6

porciona anualmente aos seus melhores alunos a oportunidade de realizar o estágio curricular num país da União Europeia, por períodos não inferiores a dez semanas, em empresas de topo na sua área.

Rede Europeia de Tecnologia A Escola Profissional Val do Rio é responsável pela gestão do Departamento de Eletrónica e Telecomunicações do InnMain (http://www.innmain.eu/), uma rede europeia constituída por instituições educativas, empresas, associações de empresários e câmaras de comércio e indústria. Focada na excelência da qualidade educativa nas áreas da manutenção industrial, tem como objetivo principal guia do ensino profissional • desde 2010

fomentar a mobilidade internacional de alunos, professores/formadores e pessoal diretivo, para intercâmbio de experiências de formação e gestão. Ponto muito forte desta rede é o desenvolvimento de projetos de transferência de inovação, já premiados nas instâncias comunitárias. É num destes projetos, o projeto One2One (Project X), que a Val do Rio está atualmente envolvida com os seus parceiros europeus. O objetivo deste projeto tem duas vertentes: por um lado pretende-se aproximar as necessidades das empresas às escolas e, por outro lado, melhorar a metodologia pedagógica, permitindo aos professores/formadores atender individualmente a cada aluno, tendo em conta o seu ritmo próprio de aprendizagem.


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val do rio

Polo do Estoril Área Social e de Saúde No Polo do Estoril, poderás encontrar uma escola que coloca em evidência valores como solidariedade ou responsabilidade social. A oferta formativa, alinhada com as necessidades do concelho de Cascais, é composta pelos cursos Técnicos de Apoio à Infância, Técnico de Apoio Psicossocial e Técnico de Auxiliar de Saúde.

Formação em proximidade As relações humanas são o elo comum da oferta formativa do polo do Estoril da Escola Val do Rio. Nesse sentido, a ligação com os seus alunos é também marcada por um

apoio em proximidade, através do sistema de tutoria e do contacto constante com a comunidade.

Serviço Comunitário e Atividades Extracurriculares Valores como a solidariedade apenas fazem sentido quando postos em prática. Por essa razão, os alunos da Val do Rio desenvolvem, ao longo do ano letivo, diversas atividades de intervenção social. De ano para ano, o número de ações tem aumentado, bem como a diversidade de públicos auxiliados: idosos, crianças, sem-abrigos ou pessoas portadoras de deficiência.

Gabinete +Saúde Ao entender que o bem-estar absoluto dos seus alunos é essencial para o desenvolvimento pessoal e profissional, a Val do Rio disponibiliza, ao longo do ano, um gabinete constituído por uma enfermeira, uma assistente social e uma psicóloga. Esta equipa procura soluções para os jovens que necessitem de uma ajuda especializada e adequada às suas necessidades.

I.B. com vertente profissional Numa experiência pioneira em Portugal, a Escola Profissional Val do Rio leciona, em parceria com a Oeiras International School, a componente vocacional dos International Baccalaureate Career Related Programme (IBCP). Esta é uma modalidade direcionada para alunos que pretendam incorporar uma orientação profissional no ensino de nível secundário, ao mesmo tempo que procuram a excelência garantida pelo sistema International Baccalaureate.

Formação de Ativos A FORPO, entidade promotora da Escola Profissional Val do Rio, é certificada pela ANACOM para proporcionar a alunos e formandos a obtenção da carteira de técnico instalador de ITED (Infraestruturas de Telecomunicações em Edifícios). O curso pode funcionar em regime póslaboral e tem a duração de 100 horas (formação inicial) ou 50 horas (formação contínua). Para mais informações sobre este e outros cursos de formação de ativos, foi criado um website específico (e-Learning) que pode ser acedido a partir da página inicial do website da escola (www.valdorio.net).

Formação para pais Em caso de dúvida sobre a melhor opção de futuro, a Val do Rio organiza workshops para candidatos e encarregados de educação, de forma a que conheçam os conteúdos e saídas profissionais de cada curso. Contacta-nos e acerta no teu futuro!

Informações e Pré-inscrições email: secretaria@valdorio.net URL: www.valdorio.net telefone: 214 413 072 guia do ensino profissional • desde 2010

Em parceria com o CENOFA (Centro de Orientação Familiar), a Escola Profissional Val do Rio oferece cursos para pais de adolescentes. Estas formações são divididas em sessões onde se trabalham case studies elaborados a partir de casos reais. O objetivo passa por desenvolver ferramentas de estudo, a partir dos casos apresentados e através da discussão em pequenos grupos. Depois, complementase o trabalho prático com a apresentação do moderador. Os temas abordados contemplam assuntos que hoje marcam a adolescência, como a gestão da agressividade, as redes sociais, a conciliação do tempo de estudo com o lazer, a gestão do tempo e do dinheiro, entre outros temas. Em alguns casos adota-se também o formato de conferência, também muito apreciado pelos pais, com a colaboração da Be Family. 7


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O que querem os empregadores? Em março deste ano, foram divulgados os resultados de um inquérito a cerca de 1.600 empresas sediadas em todo o país. O objetivo passou por traçar um diagnóstico relativo à relevância das qualificações nas diferentes regiões nacionais, de forma a

fazer um planeamento mais eficaz da oferta formativa e educativa. Para tal, era necessário perceber as necessidades das empresas, relativamente às qualificações não-superiores, onde se incluem os cursos profissionais. Estes foram os resultados:

As 10 Qualificações mais procuradas (Qualificações com Mais Intenções de Recrutamento Registadas em % do total) Fonte: Sistema de Antecipação de Necessidade de Qualificações, ANQEP, I.P.

As 10 qualificações mas procuradas - Norte Norte

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Lisboa As 10 qualificações mas procuradas - Lisboa

Empregado/a de Restaurante/Bar; Técnico/a de Restaurante/Bar

Empregado/a / Técnico/a Comercial; Técnico de Vendas

Operador/a de Fabrico de Calçado

Empregado/a de Restaurante/Bar; Técnico/a de Restaurante/Bar

Técnico/a Auxiliar de Saúde

Assistente Administrativo/a; Técnico/a Administrativo/a

Pedreiro/a

Programador/a Informático/a

Costureiro/a Industrial de Tecidos

Cozinheiro/a

Operador/a de Máquinas Ferramentas

Técnico/a Auxiliar de Saúde

Operador/a de Fabrico de Marroquinaria

Técnico/a de Gestão

Agente de Geriatria

Técnico/a de Eletrónica e Telecomunicações

Técnico/a de Apoio Familiar e de Apoio à Comunidade

Agente de Geriatria

Operador/a de Máquinas - Ferramentas CNC

Empregado/a de Andares

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Qualificações com Mais Intenções de Recrutamento Registadas em % do total

Qualificações comdo Mais Intenções de Recrutamento Registadas em maior % do total Na zona norte país, as vagas que as empresas têm necessidade de preencher são relativas ao posto de Empregado ou Técnico de Restaurante/Bar. Destaque também para a necessidade de profissionais nas áreas do calçado e da tecelagem, historicamente associadas a esta região.

Em Lisboa, para além da necessidade de profissionais na área da restauração, denota-se a procura de técnicos comerciais, de vendas e administrativos, condizente com a concentração de serviços deste âmbito na zona da capital.

Centro As 10 qualificações mas procuradas - Centro

Alentejo As 10 qualificações mas procuradas - Alentejo

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Operador/a / Técnico/a de Logística

Operador/a Agrícola

Operador/a de Transformação de Pescado

Agente de Geriatria

Agente de Geriatria

Técnico/a de Energias Renováveis

Técnico/a de Transformação de Polímeros/ Processos de Produção

Empregado/a de Restaurante/Bar; Técnico/a de Restaurante/Bar

Técnico/a Auxiliar de Saúde

Eletricista de Instalações

Artesão/ã das Artes do Têxtil

Técnico/a de Segurança e Salvamento em Meio Aquático

Técnico/a de Pintura Decorativa

Cozinheiro/a

Técnico/a Especialista em Conservação e Restauro de Madeira (Escultura e Talha)

Técnico/a de Ação Educativa

Operador/a / Técnico/a de Cerâmica

Técnico/a de Apoio à Infância

Técnico/a de Apoio Familiar e de Apoio à Comunidade

Operador/a de Máquinas Agrícolas

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Qualificações com Mais Intenções de Recrutamento Registadas em % do total Na zona centro, são técnicos de logística os mais procurados. Regista-se ainda uma preponderância de áreas como o pescado e da transformação de polímeros, relacionadas com o tecido produtivo e industrial desta região.

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Qualificações com Mais Intenções de Recrutamento Registadas em % do total

No Alentejo, para além do aproveitamento da terra, são o isolamento, o envelhecimento e o crescimento do mercado das renováveis a nota que rege a procura das empresas. Destaque para a grande procura de operadores agrícolas com quase 35% das escolhas, indicador de algum desfasamento entre as opções dos jovens e as necessidades regionais.

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ed. 2015/2016 Ofertas de emprego que confirmam a tendência Analisando os dados mensais públicados pelo IEFP (abril de 2015), verificamos que, tal como no estudo da ANQEP, é verificada uma tendência para a procura de profissionais na área dos serviços, com 68,9% das ofertas de emprego a serem relativas a este tipo de atividade – um aumento de 2773 ofertas (30,6%) face ao mesmo período do ano passado. De resto, apenas contabilizando um período de três meses (desde fevereiro de 2015), regista-se um aumento de 2,2% nas ofertas deste setor. Ainda relativamente aos dados do relatório mensal de Abril de 2015, no âmbito das áreas com maior crescimento no número de ofertas, verificamos que o setor da hotelaria e restauração assume uma posição de destaque com mais 607 ofertas de emprego (0,8%) do que no mesmo período do ano passado. De igual forma, esta é uma das áreas com maior número de oportunidades de emprego, registando um total de 2590 ofertas em abril de 2015 (15,1%).

As 10 qualificações mas procuradas - Algarve Algarve Empregado/a de Restaurante/Bar (N. 2); Técnico/a de Restaurante/Bar Empregado/a de Andares Programador/a Informático/a

Fonte: IEFP

Empregado/a / Técnico/a Comercial; Técnico de Vendas

Ofertas de emprego por atividade económica Movimento ao longo dos meses (Continente)

Operador/a Agrícola Cozinheiro/a Agente de Geriatria

ATIVIDADE ECONÓMICA

Técnico/a de Ação Educativa

ABRIL

Operador/a de Sistemas de Gestão de Resíduos Sólidos

Total

Rececionista de Hotel 10

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Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

50

Qualificações Mais Intenções de Recrutamento Registadas em % do No Algarve com – região profundamente ligada ao turismo e total à restauração – o resultado é expectável com as áreas da restauração e hotelaria a marcarem presença no topo das escolhas.

2015 %

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MARÇO

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mês mês homólogo anterior

16 286 100,0 17 187 100,0

+3356

+901

874

6,3

1 039

6,4

1 416

8,2

+542

+377

Indústria, energia e água e construção

3 892

28,1

4 062

24,9

3 935

22,9

+43

-127

Serviços

9 063

65,5

11 182

68,7

11 836

68,9

+2773

+654

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Números nacionais

As 20 qualificações mais procuradas - Portugal Continental Empregado/ Técnico/a Comercial/ Vendas / Técnico de Comércio Empregado/a / Técnico/a de Restaurante/Bar / Cozinheiro Assistente / Técnico/a Administrativo/a Técnico/a Auxiliar de Saúde Agente de Geriatria Técnico/a de Restauração Programador/a Informático/a Cozinheiro/a Operador/a de Máquinas Ferramentas Operador/a Agrícola Operador/a de Fabrico de Calçado Pedreiro/a Técnico/a de Ação Educativa Costureiro/a Industrial de Tecidos Técnico/a de Apoio Familiar e de Apoio à Comunidade Operador/a / Técnico/a de Logística Empregado/a de Andares Técnico/a de Transformação de Polímeros/ Processos de Produção Técnico/a de Gestão Técnico/a de Contabilidade

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Qualificações com Mais Intenções de Recrutamento Registadas em % do total

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entrevista Gonçalo Xufre Silva, Presidente do Conselho Diretivo da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP)

“Vemos o Ensino Profissional

como um caminho

mais vantajoso”

Gonçalo Xufre Silva assume-se satisfeito com a taxa de 44,4% de alunos portugueses que escolheram o Ensino Profissional. Também pelo facto de esta ser, na opinião do Presidente do Conselho Diretivo da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), uma percentagem com “tendência para aumentar” e que se explica pela mudança de mentalidades relativamente à real preparação para o mercado de trabalho. “Houve uma consciencialização de que é preciso algo mais. Esse algo mais está no Ensino Profissional”, garante.

Quais as razões podem levar um jovem a optar pelo Ensino Profissional? A razão para um jovem, aos 15 anos de idade, depois de terminar o 9.º ano de escolaridade, optar pelo Ensino Profissional, é que, sendo este um dos dois caminhos ele tem como possibilidade de escolha nessa altura, ele é diferente do caminho dos científicos humanísticos. Esse é um trajeto exclusivamente vocacionado para o prosseguimento de estudos. Ou seja, quem escolher o caminho dos científico-humanísticos não tem possibilidade de iniciar a vida ativa antes de terminar uma licenciatura. Logo, o Ensino Profissional tem essa missão: permitir aos jovens, antes de obterem a licenciatura, quando terminam o secundário, ter competências para começar uma vida ativa, se esse for o seu objetivo. Nesse sentido, é um caminho que dá mais competências e que abre mais possibilidades. Isto porque não fecha a porta ao prosseguimento de estudos numa universidade ou num instituto politécnico. Desse ponto de vista, vemos o Ensino Profissional como um caminho mais vantajoso. Para tal, é importante manter uma relação de proximidade com o mercado de trabalho. Quais foram os passos dados nesse sentido, recentemente? É claro que este caminho, para fazer sentido para os jovens, para que eles reconheçam nele este valor que queremos que eles reconheçam, tem de estar próximo das empresas e tem de providenciar as competências que as empresas necessitam. Nesse ponto, o que estamos a fazer é, por um lado, diagnosticar as necessidades das empresas e, por outro lado, desenhar currículos e referenciais de qualificações que sejam atuais, em função dessas mesmas necessidades. Isso é feito graças a estes diagnósticos e ao diálogo constante com os empregadores, através do Catálogo Nacional de Qualificações e dos Conselhos Setoriais para a Qualificação. 10

Quando falamos de uma modalidade profissionalizante, estamos a falar sobretudo de competências técnicas. Existe também uma outra componente importante, relativa às competências transversais, ou soft-skills, que são cada vez mais valorizadas pelos empregadores. De que forma é que o ensino profissional responde a esta necessidade? É verdade. Quando falamos dessa componente profissionalizante estamos a falar de competências mais técnicas, a aplicar numa determinada atividade profissional. Quanto a essas competências transversais – aquilo que chamamos de soft-skills – e que são cada vez mais valorizadas pelos empregadores, estamos absolutamente convencidos que o Ensino Profissional também oferece vantagens. Isto porque estamos a falar de competências que se relacionam com a capacidade de trabalhar em equipa, com a capacidade de comunicação, com a resiliência, com a capacidade de ultrapassar dificuldades em situações imprevistas… E o Ensino Profissional, ao ter uma forte componente de formação em contexto de trabalho, proporciona as condições para que essas competências sejam adquiridas. Isso não acontece no caminho dos científico-humanísticos. É mais uma das vantagens do ensino profissional. Quanto à ligação ao mercado de trabalho, qual o feedback que chega à ANQEP por parte das entidades empregadoras? Existem alguns passos que temos que dar e que não se relacionam apenas com a componente dos alunos. Há determinadas áreas em que é necessário fazer um investimento prévio, antes dos estudantes realizarem a sua formação em contexto de trabalho, por serem áreas muito específicas. Es-

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entrevista

“O Ensino Profissional tem essa missão: permitir aos jovens, antes de obterem a licenciatura, quando terminam o secundário, ter competências para começar uma vida ativa, se esse for o seu objetivo”

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entrevista tou a lembrar-me, por exemplo, da área da saúde em que um jovem, aos 17 ou 18 anos de idade, vai trabalhar com públicos muito específicos. Se estivermos a falar de trabalhar com idosos em situação complexa, o aluno precisa de ter um determinado tipo de preparação. É importante que o sistema educativo e formativo providencie essas competências antes do início da formação em contexto de trabalho. Também é preciso que as empresas, quando se envolvem no Ensino Profissional, não tenham apenas a perspetiva de acolher o jovem. É necessário que tenham também a perspetiva de se prepararem para garantir

“Com a crise, houve uma consciencialização das pessoas para o facto de que ter uma licenciatura não é garantia de nada” determinado tipo de resultados de aprendizagem. Nesse ponto, temos estado a fazer um esforço, nomeadamente na construção de um referencial de formação para a figura do tutor – que é uma aposta da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional. Os tutores são profissionais do lado da empresa que ajudam os jovens a ter um bom desempenho na formação em contexto de trabalho. Em termos de números, qual a percentagem de jovens que opta pelas modalidades profissionalizantes? Penso que o número oficial é 44,4%. É um valor que está estabilizado nos últimos anos, apesar de ser um objetivo político, que já vem do anterior Governo, alcançar a meta dos 50% de alunos nestas ofertas. A meta dos 50% é uma referência europeia, ao ser a média da União Europeia e, portanto, é esse o objetivo. Mas, mais importante do que a quantidade, é a qualidade das qualificações que estamos a oferecer. Ou seja, a qualidade daquilo que se tornam as competências que os nossos jovens têm para utilizar no mercado de trabalho. Estamos satisfeitos com o número. A tendência é para aumentar e estamos a promover uma valorização das ofertas, para termos mais jovens no Ensino Profissional. Mas temos uma aposta muito séria na qualidade que, agora, é o caminho em que queremos dar passos muito concretos. Pensa que este crescimento se relaciona com a credibilização do Ensino Profissional e a derrota de um certo preconceito que poderia estar presente na sociedade, relativamente às opções profissionalizantes? É verdade. Houve essa evolução. Tinha que haver essa evolução porque na sociedade portuguesa, por contexto histórico, houve um estigma relativamente a este tipo de percursos. No entanto, isso está a mudar. Está a mudar muito por força da massificação do ensino e também porque houve uma oportunidade com a crise económica. Com a crise, houve uma consciencialização das pessoas para o facto de que ter uma licenciatura não é garantia de nada. De que ter um percurso exclusivamente académico não dá competências para que os jovens tenham soluções no mercado de trabalho. De que é preciso algo mais. Esse algo mais está no Ensino Profissional. Portanto, nós achamos que já estamos numa outra fase desse paradigma, relativamente à forma como as famílias e os jovens olham o Ensino Profissional. 12

Esse trabalho tem também sido feito através de iniciativas dinamizadas pela ANQEP, como o Dia do Ensino Profissional ou o Roadshow do Ensino Profissional. Como é que estas iniciativas se inserem naquela que é a missão da ANQEP? Inserem-se exatamente na dimensão da valorização e da perceção da mais-valia que é o Ensino Profissional. Há uma grande componente de comunicação na missão da Agência e nós temos estado a desenvolvê-la, não só nesses dois exemplos, mas também para que exista uma aposta mais clara na orientação e no encaminhamento. Nós queremos que a informação seja cada vez maior e que seja cada vez mais objetiva e transversal às várias ofertas que estão ao dispor dos jovens, para que eles possam tomar uma opção de forma consciente. Também inseridos nas vertentes da orientação e do encaminhamento, encontramos os Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional (CQEP). Qual o balanço que é feito relativamente a estas estruturas? Os CQEP são as estruturas que sucederam aos Centros Novas Oportunidades, não só mudando ou alterando algumas das metodologias seguidas nos processos de reconhecimento de competências mas, principalmente, alargando o âmbito de intervenção aos jovens. O ano de 2014 foi um ano em que nos dedicámos muito à construção dos instrumentos necessários para o seu desenvolvimento e para a sua atividade. Estes estão feitos e, neste momento, os centros têm tudo o que é necessário tecnicamente para desenvolver a sua atividade. Estão a capacitar-se também com recursos humanos. Ainda é preciso reforçar essa componente mas estamos muito otimistas porque vai abrir em breve, ainda antes do verão, um concurso de financiamento por parte dos fundos comunitários que irá reforçar a capacidade de resposta para os CQEP, em termos dos recursos. Ainda relativamente à questão do prosseguimento de estudos, de que forma é que os recém-criados Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) se relacionam com esta possibilidade? Os CTeSP são uma oferta que, de algum modo, se equipara aos cursos de especialização tecnológica que já existiam. Contudo, têm uma clarificação relativamente a estes. É uma oferta claramente de ensino superior. Isto tem para nós uma importância estratégica, porque, sendo uma oferta profissionalizante, está enquadrada no ensino superior. E esperamos que contribua para a valorização deste caminho, dando claramente a perceção de que optar pelo ensino profissional é também optar pelo prosseguimento de estudos, se for essa a vontade do jovem em questão. Vemos os CTeSP com essa vantagem de clarificação de que existe uma oferta de ensino superior que também é profissionalizante. A oferta ainda não está no terreno, estão agora a ser registados os primeiros cursos. Vamos ver se aquilo que vai ser implementado é mesmo em ligação com as empresas porque, se assim não for, perdemos uma oportunidade. Temos muita expectativa de alcançar esse objetivo porque é importante que haja ligação às empresas, por parte da oferta do ensino superior. n

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entrevista

“Vemos os CTeSP com essa vantagem de clarificação de que existe uma oferta de ensino superior que também é profissionalizante”

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A União Europeia (UE) defronta-se atualmente com uma elevada taxa de desemprego juvenil, situação que acarreta graves consequências sociais e económicas para os jovens afetados, as suas famílias, os seus países e a Europa no seu todo.

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iefp

Refira-se que no âmbito da iniciativa Europa 2020, a criação de emprego foi já assumida como uma das prioridades da estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, considerando-se que a nova agenda deverá contribuir para permitir alcançar níveis elevados de emprego, de produtividade e de coesão social. A Comissão Europeia (CE) propôs, neste contexto, vários objetivos a alcançar em 2020 por via daquela estratégia, sendo apropriado destacar quatro deles: • 75% da população de idade compreendida entre 20 e 64 anos deverá estar empregada; • 3% do PIB da UE deverá ser investido em Investigação e Desenvolvimento; • A taxa de abandono escolar precoce deverá ser inferior a 10%; • Pelo menos 40% da geração mais jovem deverá dispor de um diploma de ensino superior. Os grandes objetivos a atingir à escala europeia e as iniciativas emblemáticas propostas pela CE vinculam simultaneamente a UE e os Estados-Membros, requerendo-se, nos vários patamares de intervenção e decisão, ao nível europeu e no seio de cada país, uma resposta coordenada e uma abordagem colaborativa que garanta a participação de todos – autoridades, parceiros sociais, partes interessadas e sociedade civil – na concretização deste novo grande desígnio para a Europa e para cada um dos países que a integram. Neste contexto, a União Europeia, dando expressão à sua preocupação, decidiu, em Abril de 2013, recomendar aos países membros a adoção de uma Garantia Jovem. A Garantia Jovem tem como desígnio que todos os jovens até aos 25 anos possam receber uma oferta de emprego, formação, educação ou estágio nos quatro meses após o momento em que deixem a educação formal ou fiquem desempregados. Portugal decidiu alargar a Garantia Jovem até aos 30 anos. Mas a Garantia Jovem pretende ser mais do que um simples conjunto de medidas ativas de apoio ao emprego, educação e formação. Pretende-se que seja uma metodologia de intervenção assente em ideias chave como a planificação para a vida adulta e o combate aos ciclos de inatividade. Nesta lógica, considera-se fundamental ativar formas que, do ponto de vista operacional, possam orientar os jovens a fazer uma melhor planificação do seu ciclo de estudos para o mundo do trabalho. Combater a inatividade, por outro lado, também se afigura como fundamental, uma vez que quanto mais frequentes e mais duráveis forem os ciclos de inatividade dos jovens, mais difícil se torna a sua inserção ou reinserção profissional. A taxa de desemprego entre os mais jovens tem vindo a baixar pois chegou mesmo a atingir um pico de cerca de 42% no início de 2013. Ainda assim, continua muito elevada e queremos con-

tinuar a ajudar a combate-la. Qualificar os nossos jovens, através de diversas ferramentas das quais destaco o papel da formação profissional, é fundamental. Todos os estudos apontam no sentido que os jovens mais qualificados têm tempos de permanência menores no desemprego e têm salários, em média, maiores. Num outro vetor, refiro ferramentas que ajudam os jovens a entrar no mercado de trabalho através de incentivos à contratação, como por exemplo o Estímulo Emprego. Ainda neste ponto, os estágios profissionais têm sido uma importante forma de integrar jovens no mercado de trabalho pois, segundo os dados que temos, cerca de 70% dos jovens que faz estágio, no final consegue uma colocação (na entidade empregadora onde fez o estágio ou noutra). Principalmente para os jovens que nunca tiveram uma primeira experiência de trabalho, os estágios têm sido muito importantes, pois a existência do requisito da experiência era uma barreira praticamente inultrapassável. Em suma, a experiência não se compra, temos de passar por ela. Uma palavra também para os destinatários da Garantia Jovem: os jovens NEET - Not in employment, education or training, ou seja, jovens que nem estão no mercado de trabalho nem estão na escola. Ora, pela primeira vez se desenha uma iniciativa que pretende apoiar os que estão “no sistema” (aqui entenda-se como os jovens que estão inscritos no serviço público de emprego) mas também, os jovens que estão “fora do sistema”. E, para estes últimos, só com relações de proximidade alicerçadas em maior confiança é possível obter resultados, pois, estes jovens, por regra, estão desacreditados do “sistema”. Assim, a Garantia Jovem acaba por ter uma dupla forma de intervenção: ajudar os jovens que vêm ter connosco (ao serviço público de emprego e ou educação) mas também, e através de uma ampla rede de parceiros locais, queremos chegar a estes jovens mais afastados e apoiá-los na sua entrada ou reentrada no “sistema”. Foi criada uma plataforma informática de apoio a estes jovens em www.garantiajovem.pt. Sabemos que esta dinâmica de agravamento do desemprego nos últimos anos, nomeadamente na população mais jovem, acaba, inevitavelmente, por ter efeitos “colaterais” na vida dos jovens. Refiro-me ao que muitas vezes se vai denominando de dificuldade de emancipação para a vida adulta. A dificuldade de sair de casa dos pais e constituir família, por exemplo, tem inevitáveis reflexos no futuro dos jovens e, por consequência, em todos nós como sociedade. E, neste sentido, este é um problema que tem que ser encarado por todos: Família, Sociedade Civil e Estado. Todos têm um papel importante e até complementar, desde incentivando a criação de emprego e focando-se no aumento das qualificações dos jovens até procurando contribuir ativamente nos processos decisórios estimulando não só a proatividade e atitudes empreendedoras, mas também procurando quebrar “mitos” muitas vezes enraizados que não contribuem para a serenidade das decisões individuais. Assim, ninguém pode ficar de fora nesta “batalha” – o combate ao desemprego jovem, e para ela estamos todos convocados. Pelos nossos jovens. Pelo futuro deles. Pelo nosso futuro. Maio 2015

Vítor Moura Pinheiro Diretor Executivo Garantia Jovem

www.garantiajovem.pt

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FrequĂŞncia Gratuita Amadora | Lisboa | Queluz | Arruda dos Vinhos | Entroncamento

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Escola Profissional Gustave Eiffel CONTACTOS

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Amadora – Centro

Lisboa – Lumiar

Entroncamento

Arruda dos Vinhos

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Campus Escolar R. D. Afonso Henriques 2330-519 Entroncamento Tel: 249 717 055 | Tel: 249 718 246 secretaria.etn2@gustaveeiffel.pt secretaria.ent@gustaveeiffel.pt

Rua Luís de Camões, 4 e 6 2700-535 Amadora Tel: 214 987 950 secretaria.amd@gustaveeiffel.pt

Pavilhão Multisusos – Vale Quente 2630-233 Arruda dos Vinhos Tel: 263 978 900 Secretaria.av@gustaveeiffel.pt

Alameda das Linhas de Torres, 179 1750-142 Lisboa Tel: 210 100 328 secretaria.lum@gustaveeiffel.pt

Rua César de Oliveira, 15 2745-091 Queluz Tel: 214 362 524 secretaria.qlz@gustaveeiffel.pt

Projetos e Iniciativas

O que se faz na EPGE Todos os dias, vários alunos da Escola Profissional Gustave Eiffel (EPGE) desenvolvem projetos dentro e fora da sala de aula, de forma a aplicar os seus conhecimentos. Em grupo ou a título individual, estes estudantes desenvolvem as suas competências nas mais diversas áreas: da tecnologia à comunicação, passando pela ecologia ou até pela culinária. Fica a conhecer alguns exemplos.

MediTrack

Um amigo na saúde

Base2u

Com o objetivo de facilitar a relação dos cidadãos com a saúde, Emanuel Vitorino, aluno do curso Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, encontra-se a desenvolver uma aplicação em Android: a MediTrack. O produto – que passou a 1.ª fase do concurso “Ciência na Escola” – permite o registo de todas as consultas, cirurgias, terapias, análises ou sessões de fisioterapia. Por outro lado, permite definir alarmes personalizados para os medicamentos, definir lembretes para os apontamentos clínicos e efetuar o registo de alergias. Por fim, através desta aplicação, será ainda possível ao utilizador encontrar os serviços de saúde disponíveis na sua área de residência.

Pipocas na mão e não no chão Partindo do slogan “mais vale tudo numa mão do que pipocas no chão”, seis alunos do curso Técnico de Gestão criaram a empresa Base2u, que desenvolveu o conceito de um suporte único para o balde de pipocas e para a bebida que facilita o transporte dos produtos numa ida ao cinema. A equipa é composta por António Silva, Gonçalo Pereira, João Mendes, Marco Pires, Nuno Mendes e Patrícia Vieira. No âmbito da sétima edição do Programa “A Empresa” – Junior Achievement Portugal, a equipa Base2u arrecadou, no dia 25 de maio, o Prémio CIDOT – uma semana de estágio na Empresa Estúdio de Comunicação e o Prémio Alumni – Aluno Revelação.

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EcoGest

Gerir o lixo com maior eficiência CEER

O carregador renovável Criado por cinco alunos do curso Técnico de Eletrónica Automação e Comando, o Carregador Elétrico de Energia Renovável (CEER) pretende dar resposta à questão “como carregar aparelhos móveis de forma ecológica e portátil?”. Assim, este dispositivo consiste num carregador que permite a utilização de rede elétrica convencional mas também o uso de um painel solar. Segundo os autores deste projeto – Gonçalo Sousa, Márcio Guerra, João Cancelinha, Rafael Bento e Márcio Dias – a ideia surgiu “porque já todos nos deparamos com situações em que não podemos utilizar aparelhos móveis ou tecnológicos (telefones, mp4, Tablet) devido à falta de energia”. Por vezes, estas situações acontecem, realçam os alunos, “em locais onde a rede elétrica não está acessível, como, por exemplo, nos transportes públicos, num passeio a pé pela cidade ou a meio da corrida matinal”. Já com um protótipo construído, o CEER caracteriza-se por ser userfriendly, leve e portátil, permitindo ainda o carregamento de baterias através de ligação USB. Segundo os criadores, existe ainda o objetivo de criar dispositivos adicionais que utilizem este sistema como um localizador GPS, um sinalizador de emergência e um sistema de som portátil. Este investimento, explicam, tem em vista impulsionar “a criação de uma marca de gadgets eletrónicos” e “rentabilizar a compra da central de carregamento”, com objetivo último de “melhorar o quotidiano das pessoas”. O projeto CEER conta com participações nos concursos INOVA e “Atreve-te a Pensar”, onde alcançou o terceiro lugar. IV

“O EcoGest nasceu da vontade em melhorar o sistema de recolha de lixo para reciclagem”. Conforme explicam os quatro alunos dos cursos Técnicos de: Eletrónica e Telecomunicações, Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e Multimédia, relativamente à recolha e encaminhamento de resíduos recicláveis, esta “poderia ser efetuada de uma forma mais eficiente”. Para os responsáveis do projeto – Bruno Costa, Diogo Gama, Paulo Maurício e André Rodrigues – existem duas razões para esta margem de progressão: “assistimos a recolhas em EcoPontos que não estão completamente cheios” e, simultaneamente, “observamos quantidades imensas de lixo à volta de alguns EcoPontos”. Procurando colmatar essa insuficiência, a equipa propõe-se criar “EcoPontos inteligentes”, ou seja, uma estrutura com “capacidade para detetar o nível de enchimento e enviar essa informação para o exterior”. Na posse dessa informação, explicam, os serviços de recolha de lixo “poderão gerir e organizar as rotas dos camiões”, tendo por base os mapas Google. Para que a quantidade de lixo seja monitorizada, os alunos pretendem construir um sistema que inclua um sensor de distância, um microcontrolador, um módulo de comunicações GSM e um sistema de energia. A equipa aponta ainda algumas potencialidades futuras deste sistema. Através deste equipamento poderá ser realizada uma georreferenciação dos dados enviados pelos EcoPontos”, de modo a criar mapas de zonas com maior utilização ou volume de recolha, permitindo identificar, inclusive, zonas onde seja necessário reforçar a sensibilização das populações.

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gustave eiffel Interface Público Ecológico

Ligação à natureza

Speed Control

O verdadeiro limite de velocidade

Rui Sénica e Francisco Mendes, alunos do curso Técnico de Energias Renováveis, estão a desenvolver um um recurso sustentável e autónomo a implementar nas Paragens e/ou Interfaces públicas: o Interface Público Ecológico. O objetivo, nesta fase do projeto, é estudar a imagem e a viabilidade de adaptação deste recurso, procurando a melhor forma de implementação e, consequentemente, o interesse das entidades competentes. O projeto Interface Público Ecológico foi selecionado para participar na 12.ª edição do Concurso Fundação Ilídio Pinho, tendo sido distinguido com um diploma e um prémio monetário.

Um sistema que impede automaticamente o excesso de velocidade nos automóveis. Este é o propósito do Speed Control – um projeto criado por seis alunos dos cursos Técnicos de Eletrónica e Telecomunicações e Mecatrónica Automóvel. Para concretizar este objetivo, o Speed Control inclui dois sistemas eletrónicos. O primeiro é instalado na estrada, emitindo um sinal de rádio com um código que assinala o início de troço ou tipo de via de circulação (como uma localidade ou uma autoestrada). O segundo é colocado no veículo, de forma a controlar a rotação do motor, impedindo a ultrapassagem do limite de velocidade de cada zona de circulação. Dividido em quatro fases, o projeto prevê: a elaboração de um protótipo, a sua ligação ao motor, a divulgação do produto para angariação de clientes e, a criação de uma unidade de produção nas instalações da Escola Gustave Eiffel. Como uma das maiores dificuldades, os membros do projeto referem “a mudança de mentalidades”, de modo a que os condutores aceitem que o seu automóvel, apenas ,circule a 120 Km/h, ao invés dos 250 Km/h obtidos pelos 507 cavalos”.

PiRain

Um estendal smart

Cozinha

Jovens talentos da Eiffel São seis os alunos da EPGE que participaram no Concurso Nacional dos Jovens Talentos da Gastronomia 2015. Dois dos concorrentes frequentam o curso Técnico de Restauração – Cozinha / Pastelaria, enquanto quatro são alunos do 2.º do Curso de Educação e Formação (CEF) de Cozinha. Dos seis participantes, Filipe Santana e Lúcia Rodrigues disputaram a etapa regional, sendo que a aluna marcará presença na final nacional do concurso.

Com participações nos concursos INOVA e Junior Achievment Portugal, o projeto PiRain foi desenvolvido por quatro alunos do curso Técnico de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade: Catarina Pinto, Inês Garcias, Luís Fernandes e Melissa Fernandes. O projeto tem o objetivo de automatizar os estendais exteriores, evitando a exposição da roupa à chuva. Desta forma, o produto consiste numa cobertura de plástico automática que cobre a roupa quando está a chover. Para alcançar este objetivo, o PiRain funciona graças a um sensor de água que aciona o mecanismo, fazendo com que o plástico seja transportado através de um carril colocado nos suportes laterais. Depois de o plástico cobrir na totalidade a roupa, a cobertura é trancada ficando assim imóvel. Este mecanismo é também autossustentável, graças a um pequeno painel solar colocado por cima de um dos suportes e, de um acumulador que lhe permite funcionar mesmo quando não há sol.

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Escrita sem Limites

Um caderno global

Luz Verde para a Vida

Na estrada, a vida tem prioridade Dois alunos do curso Técnico de Eletrónica e Telecomunicações criaram o projeto Luz Verde para a Vida: um sistema que garante a alteração do estado dos semáforos de vermelho para verde, para permitir a passagem de um veículo prioritário em marcha de urgência. Como é realçado pelos alunos responsáveis (Muller Pereira e Trópio Pereira), “mais importante do que alterar a cor do semáforo para verde, é conseguir fazê-lo com a antecedência necessária” para que seja possível “escoar o trânsito acumulado”. Tudo isto, com o objetivo final de “facilitar a circulação da ambulância”. Para alcançar este objetivo, este projeto, participante no concurso “Ciência na Escola”, é composto por dois equipamentos: um sistema de localização de ambulâncias (a instalar nos veículos prioritários) e um interface para o sistema de gestão e controlo do tráfego de Lisboa (a instalar no Centro de Controlo de Tráfego). Em conjunto, os dois equipamentos abrem um “corredor de luzes verdes”, através do envio automático de uma mensagem SMS, com a localização da ambulância, utilizando a rede de satélites de GPS. O objetivo final é contribuir para uma melhoria do “serviço prestado pelas equipas de socorro, aumentando de forma significativa a capacidade de intervenção e as possibilidades de sobrevivência das vítimas”.

Apurado para a fase seguinte do Prémio FAQtos, o projeto Escrita sem Limites propõe-se a “revolucionar o mundo da escrita”, criando um produto inovador que facilitará “a vida de quem utiliza a escrita em papel no seu dia-a-dia: estudantes, professores, escritores, entre outros”. O produto consiste num caderno que se conecta a qualquer dispositivo móvel e/ou fixo, nomeadamente através da comunicação sem fios, como as tecnologias Bluetooth e Wireless. O desenvolvimento deste produto está a cargo de Tatiana Simões, aluna do 3.º ano do curso Técnico de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade.

ROTABARANG

Um passo para o desenvolvimento Inserido na categoria “Negócio” do Concurso INOVA 2014-2015, o projeto ROTABARANG, Ecrã 3D POV consiste na execução de um ecrã de varrimento bidimensional que, segundo os criadores, é um “passo lógico seguinte ao desenvolvimento feito em matrizes de LED”. Esta criação está a cargo de Diogo Duarte e Rafael Luzio, alunos do 2.º ano do curso de Técnico de Mecatrónica.

VI

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Têmper’INK

Pintar de forma sustentável Desenvolvido por três alunos do Curso Vocacional (Instalações Elétricas/Hotelaria e Restauração/Desenho Aplicado), o projeto Têmper’INK prevê a produção de Tintas Naturais de forma a sensibilizar para as técnicas e práticas ambientais sustentáveis. Da responsabilidade dos alunos Mariana Melo, Daniela Ferreira e Leonardo Lino, este projeto está incluído no concurso INOVA 2014-2015, na categoria “Criatividade”.

Tecnosoft

Cinco alunos na fase regional Os cinco alunos, dos cursos Técnicos de Restauração-Cozinha/Pastelaria e Restauração - Restaurante/Bar, responsáveis pela criação da empresa Tecnosoft, no âmbito do concurso Junior Achievement Portugal, foram selecionados para participar na Feira Ilimitada de Leiria, fase regional deste concurso, que decorreu no dia 21 de abril, na Escola Superior de Gestão de Leiria. No âmbito desta participação, Diogo Gameiro, Lúcia Rodrigues, Hugo Pereira, Gonçalo Batista e Cláudia Mendes defenderam a sua empresa ao longo do dia, em Português e em Inglês, perante um painel de jurados composto por representantes de diversas entidades locais.

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VII


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Curso Profissional de Técnico(a) de Eletrónica, Automação e Comando Se as áreas da automação e eletrónica te fascinam, esta é a tua porta de entrada para uma via profissional com futuro. Torna-te um técnico especializado, com elevada empregabilidade, adquirindo um leque alargado de competências. Ainda que possua uma forte ligação ao mundo industrial, o Curso de Técnico(a) de Eletrónica, Automação e Comando não se limita a preparar um aluno para o trabalho numa fábrica. Para além de poderes realizar a instalação, manutenção e reparação de vários tipos de sistemas industriais (elétricos, eletrónicos, eletromecânicos, pneumáticos, hidráulicos e de automação), ficarás ainda habilitado a instalar, por exemplo, sistemas de telecomunicações em edifícios. Para que te tornes um profissional completo e de competências certificadas, a componente curricular técnica deste curso é composta pelas disciplinas de Automação e Comando, Tecnologias Aplicadas, Eletricidade e Eletrónica e Sistemas Digitais.

Podes trabalhar em: › Empresas de manutenção industrial e reparação de equipamentos; › Empresas da área da automação e comando, instalações elétricas, domótica e telecomunicações; › Reparação e instalação de equipamentos eletrónicos; › Empresas de assistência técnica de desenvolvimento de projetos;

VIII

TESTEMUNHOS Ussumane Seidi 21 anos, aluno do 2.º ano O que é que te levou a escolher este curso? Queria entrar num curso de instalações elétricas mas já não havia vaga. Como a área da Automação e Comando tem algumas semelhanças, acabei por fazer esta escolha. Aos poucos, comecei a identificar-me com o curso e fiquei. Tendo em conta que não foi a tua primeira opção, estás satisfeito, hoje em dia, com a tua decisão? Sim. Estou a gostar do curso, também porque é dos cursos, pelo que tenho ouvido, com melhores saídas profissionais para o mercado trabalho. O facto de ser um curso prático, em contacto com o contexto de trabalho e com o emprego, contribui, de alguma forma? Motiva. Apesar de também ter uma componente teórica, é um curso que tem mais a ver com a prática. Isso faz-me sentir mais à vontade. Com as aulas práticas, consigo imaginar-me numa empresa a trabalhar e sinto-me bem com isso. O meu objetivo é, assim que acabar o curso, entrar no mercado de trabalho. guia do ensino profissional • desde 2010

Fábio Tavares 20 anos, Diplomado Como surgiu o teu interesse neste curso? Desde pequeno, sempre fui apaixonado pela robótica e pela eletrónica. Acho que a eletricidade é uma área de futuro. E sempre esteve nos meus planos ir ao encontro do futuro, adaptando-me ao mundo. Tendo esse interesse, este curso foi uma forma de te preparares para trabalhar nessa área? Exato. Ao mesmo tempo que fazia o que gostava, preparava-me. O curso cumpriu essas expectativas porque tive uma boa preparação e consegui adaptar-me bem ao mundo profissional. Estagiei numa empresa e, no final, a EPGE fez-me uma proposta para ingressar como técnico de Automação e Comando. Atualmente, sou o responsável pelo laboratório de Eletrónica, Automação e Comando da escola. Quais são os teus planos para o futuro? Estou empregado mas ainda gostava de estudar mais. Está nos meus planos diplomar-me numa engenharia. Quero continuar sempre a trabalhar nesta área, mas quero desenvolver os meus conhecimentos.


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Curso Profissional de Técnico(a) de Eletrónica e Telecomunicações Estás interessado num futuro profissional ligado aos routers ou às redes de fibra ótica? Este é o curso que te permite adquirir competências chave, numa área em constante crescimento. Depois de concluíres este curso, poderás efetuar a instalação, configuração, manutenção e reparação de redes de telecomunicações, equipamentos eletrónicos

e redes de comunicação de dados. Para além de teres a oportunidade de selecionar componentes e materiais, poderás ainda integrar equipas técnicas responsáveis por equipamentos como redes de fibra ótica, antenas, routers e amplificadores.

Podes trabalhar em: › Empresas operadoras e prestadoras de serviços de telecomunicações; › Empresas instaladoras de redes de telecomunicações; › Empresas fornecedoras de equipamentos eletrónicos e de telecomunicações; › Empresas de assistência manutenção e reparação técnica de equipamentos eletrónicos; › Empresas de programação, configuração e gestão de sistemas de telecomunicações e redes de comunicação de dados.

TESTEMUNHOS Fábio Branco 21 anos, Diplomado O que é que te levou a optar por um curso de eletrónica e telecomunicações? Desde criança que esta área me fascina. Na altura, já abria aparelhos eletrónicos. Faltava era saber o porquê. Não basta abrir e ficar a olhar. E foi esse fascínio que me fez querer saber mais e entrar neste curso. Hoje em dia, já diplomado, sentes que a tua escolha cumpriu esse objetivo? Sem dúvida alguma. Hoje em dia, quando abro um aparelho já consigo perceber (risos). E essa lógica é tão pura e tão simples que continua a fascinar-me. Quando entraste no curso, o que é que encontraste? No primeiro contacto com a eletrónica, pensamos “esta área é tão ‘gira’ que não pode ser tão complexa”. Mas a vertente prática do curso ajudou a compreender essa complexidade. Tiveste propostas de trabalho, assim que terminaste o curso? Tive algumas propostas, entre elas, uma da escola EPGE. Acabei por escolher a escola por já conhecer o ambiente e para aprofundar os conhecimentos. Hoje em dia, sou o responsável pelo laboratório de Eletrónica e Telecomunicações. Para o futuro, quais os projetos que tens em mente? A universidade. Em específico, o curso de Engenharia de Telecomunicações. Sentes que a tua experiência acumulada no curso pode ajudar? Sem dúvida e já tive alguns feedbacks nesse sentido. Mas guia do ensino profissional • desde 2010

também é só pensarmos um bocadinho. Um jovem que faça o secundário “regular”, em três anos, tem um contacto com a eletrónica e a eletricidade, imaginemos, de trinta horas. Eu tenho um contacto de três anos. É uma grande vantagem.

Muller Pereira e Joel Nunes Cá 23 e 20 anos, alunos do 3.º ano a realizar estágio em Madrid Como tem sido a experiência de realizar o estágio em Madrid? Joel: Estamos a aprender muitas coisas. Estamos a aprender a língua espanhola, a conviver com outras nacionalidades, a saber lidar com pessoas e culturas diferentes… Para nós, isso é muito importante. Muller: Estamos a aprender muitas coisas. Por exemplo, moramos com um francês que também está a estagiar e podemos trocar ideias e ganhar experiências. Estamos a gostar muito. Pensam que esta vai ser uma experiência importante para o vosso futuro? Joel: Penso que vai ser muito importante. No mercado de trabalho, temos uma vantagem e isso é um passo em frente. Por outro lado, o nosso curso, atualmente, dentro dos cursos profissionais, tem muita saída no mercado de trabalho. Muller: Penso que as empresas valorizam este tipo de experiência internacional e que estaremos mais preparados para o mercado de trabalho. IX


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Curso Profissional de Técnico(a) de Restauração A cozinha é a tua divisão favorita da casa? Ou preferes criar cocktails, de shaker em punho? No curso de Técnico de Restauração poderás especializar-te, mantendo um contacto constante com a prática. Chegado a este curso, terás de tomar uma decisão, escolhendo entre as variantes de Restaurante/Bar ou Cozinha/Pastelaria. Durante os três anos do curso, estas duas vertentes trabalham em conjunto semanalmente, assegurando o funcionamento do Restaurante Pedagógico, aberto ao público em geral. Se optares pela variante Restaurante/ Bar, ficarás apto a planificar, dirigir e efetuar serviços de alimentação e bebidas, à mesa e/ou ao balcão. Desta forma, poderás acolher e atender clientes ou participar na execução de ementas de restaurante, bar e de vinhos, por exemplo. Já na opção de Cozinha/Pastelaria, adquirirás as competências que te permitem dirigir e planificar trabalhos de cozinha, colaborando na planificação de ementas, e confecionar refeições num enquadramento de especialidade (nomeadamente gastronomia regional portuguesa e internacional). X

Podes trabalhar em:

Restaurante/Bar › Hotéis e estabelecimentos similares, restaurantes, bares e cafetarias como diretor de restauração, chefe de mesa, empregado de mesa, empregado de bar e ecónomo.

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Cozinha/Pastelaria › Hotéis, restaurantes e estabelecimentos similares; como chefe de cozinha, cozinheiro, pasteleiro e técnico de catering.


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TESTEMUNHOS Marco Santos e Vera Costa 18 anos, alunos do 2.º ano Qual a razão para terem escolhido este curso? Marco Santos: Inicialmente, estava interessado na área de cozinha. Queria seguir a vertente Cozinha/Pastelaria mas já não havia vagas. Acabei por vir para este curso, como segunda opção. No entanto, acabei por me apaixonar cada vez mais pela área e, agora, não quero fazer outra coisa [risos]. Vera Costa: Tal como o Marco, a minha opção também era cozinha e pastelaria. Não havia vagas e, por isso, vim para este curso com a ideia que talvez pudesse, no futuro, trocar para cozinha. Mas interessei-me realmente por este curso e acabei por ficar. Pode-se dizer que o curso me conquistou. Existe alguma vertente de que gostem especialmente?

Marco Santos: Neste momento, estamos mais centrados nos módulos de restaurante. Também acho interessante, na vertente de bar, a parte da preparação de bebidas e cocktails. Mas ainda havemos de chegar lá. Para já, estou a dar-me bem com a área de restaurante.

Vera Costa: Eu gosto mais da parte de bar – é a parte que mais me interessa. Vou ter de esperar pelo terceiro ano para ter esses módulos [risos]. Quando acabarem o curso, o que esperam ter como mais-valia para o mercado de trabalho? Marco Santos: Aqui [na Gustave Eiffel] ganhamos muita prática com o trabalho realizado no restaurante pedagógico. Ao ingressarmos no mundo do trabalho, torna-se mais fácil, ao já sabermos com o que estamos a lidar.

Vera Costa: Hoje em dia há muitos trabalhadores desta área que não tem formação e nota-se que ela faz a diferença. Como funciona o restaurante pedagógico? Marco Santos: Todas as quintas feiras, fazemos um almoço prático, em que as pessoas vêm do exterior, depois de fazerem a marcação. A turma de cozinha/ pastelaria prepara o almoço e nós, de restaurante/bar, garantimos o serviço. Simultaneamente, uma vez por mês, fazemos também um jantar temático. Essa experiência acaba por vos motivar de alguma forma? Marco Santos: Claro. Estamos a lidar com verdadeiros clientes, qualquer pessoa pode vir cá jantar ou almoçar. Isso garante-nos experiência, para quando fazemos estágio ou quando entrarmos no mercado de trabalho. Vera Costa: O facto de termos serviços aqui na escola, permite-nos ver como funciona na prática. Isto porque na teoria tudo é muito mais simplificado.

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Permite-nos também perceber que não é assim tão fácil e que exige esforço e dedicação. Mas aprendemos o que é necessário. Quando vamos para estágio, é diferente, é certo, mas a experiência ajuda no aspeto de lidar com o cliente, entre outros.

Luís Cardoso 20 anos, 2.º ano Com que perspetivas é que entraste para este curso? Eu estava num curso de artes mas descobri que não era bem o que eu queria. Já gostava de cozinha, e decidi experimentar este curso. Estou a gostar. Através do curso, nomeadamente com o estágio, pretendo entrar no mercado de trabalho e, a partir daí, continuar a minha carreira como cozinheiro. Quase dois anos após essa decisão, qual o balanço que fazes? Estou a aprender bastante e já fiz um estágio que correu bem. Por isso, acho que estou a conseguir preparar-me para o mercado de trabalho.

Quais são as principais mais-valias que pensas que podes levar para o mundo do emprego? As principais mais-valias são as bases que aprendemos. Através destes conhecimentos podemos mesmo começar a criar coisas nossas. Ficamos com as bases para crescer.

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Curso Profissional de Técnico(a) Auxiliar de Saúde Procuras uma qualificação que seja pautada por um constante contacto humano e que te permita “fazer a diferença”? Através deste curso, poderás tornar-te indispensável para aqueles que necessitam de ajuda. Criado no ano letivo 2014/2015, este curso fornece-te as competências necessárias para que possas auxiliar na prestação de cuidados de saúde. O Técnico Auxiliar de Saúde possui também atribuições na recolha e no transporte de amostras biológicas. XII

Integram ainda as responsabilidades deste profissional a limpeza, a higienização e o transporte de roupas, dos materiais e dos equipamentos, bem como o apoio logístico e administrativo das diferentes unidades e serviços de saúde. guia do ensino profissional • desde 2010

Podes trabalhar em: › Hospitais e centros de saúde; › Clínicas médicas e centros de diagnóstico; › Lares de terceira idade e centros de dia; › Unidades de cuidados continuados.


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TESTEMUNHOS Diana Vasconcelos Silva Coordenadora do Curso

Vanessa Machado e Anaísa Brito Ambas com 18 anos, alunas do 1.º ano

Quais os objetivos delineados neste primeiro ano de atividade? Neste primeiro ano, penso que estamos a crescer mutuamente: eu ensino os alunos e eles ensinam-me a crescer enquanto coordenadora, o que também faz desenvolver o curso. Os objetivos traçados passam por transmitir a mensagem de que o auxiliar de saúde tem uma função muito importante numa equipa multidisciplinar. Esta é uma profissão que ainda está um pouco desvalorizada. Como profissional da área, penso que faz todo o sentido, quando olhamos a prática da área da saúde, uma qualificação relativa a esta profissão. Será uma mais-valia para os alunos. Qual o balanço do trabalho realizado até agora? A turma é fantástica, são excelentes alunos e, por isso, tem-se tornado mais fácil. São alunos aplicados, sempre disponíveis. Por isso, as aulas práticas tornamse bastante dinâmicas.

Como surgiu o interesse neste curso? Vanessa: Foi uma área que eu sempre quis seguir. Sempre gostei da área da saúde e o meu objetivo é seguir enfermagem. Acho que vim para o curso certo para futuramente ir para a faculdade. Anaísa: Eu estive durante algum tempo numa área que não gostava. Tive de pensar bem no queria fazer. Como sempre quis seguir a área da saúde, descobri que a escola Gustave Eiffel tinha este curso e inscrevi-me. Também quero seguir enfermagem na faculdade e por isso penso que foi uma boa opção.

Quem acabar o curso, daqui a cerca de dois anos, com o que é que pode contar, quando chegar ao mercado de trabalho? Tem emprego garantido [risos]. A maioria dos alunos quer seguir a área, muitos deles querem ser enfermeiros e enfermeiras. Mas tenho a certeza que, quando forem realizar o estágio, as entidades que os acolhem vão querer que eles fiquem. Como profissionais, queremos que eles cresçam em todas as áreas e, depois, que escolham, quando se identificarem com uma em específico. Sendo esta uma profissão muito baseada no contacto humano e nas relações interpessoais, existe também um crescimento nesse aspeto? Sim, de resto, eles têm uma disciplina – Comunicação e Relações Interpessoais – que trabalha exatamente essa vertente. E não só relativamente ao papel dentro da equipa multidisciplinar como também na relação com o doente e com a família. Muitas vezes, achamos que o problema é só o doente. Mas a família também tem de ser trabalhada. No fundo, neste curso, os alunos podem crescer em muitos sentidos. guia do ensino profissional • desde 2010

Sendo que pretendem prosseguir os estudos, o vosso objetivo passa por complementar as vossas competências com uma formação mais prática que vos prepare para uma profissão? Vanessa: Exato. Até porque eu também já estive no ensino regular, em ciências, onde não encontrei nada disto. Apesar de eu ter o objetivo de seguir para o ensino superior, penso que no ensino regular não havia, de certa forma, uma aprendizagem prática. Anaísa: Aqui, não só ouvimos o professor, como também pomos em prática. Isso é muito bom, no sentido em que, quando seguirmos a nossa carreira profissional, saberemos “como fazer” e não apenas a teoria. Pensam que o contacto humano que está presente nesta profissão reforça a importância dessa experiência no terreno? Vanessa: Sim, até porque o nosso estágio vai ser num lar. De certa forma, nessa altura, vamos começar do zero. Vamos aprender a trabalhar com pessoas idosas que precisam de imensa atenção e interação, de forma a ter a noção do que é trabalhar nesta área. Anaísa: E vamos ter mesmo de lidar com pessoas. Seja num lar ou numa clínica, é uma forma de interagirmos com elas. No terceiro ano, temos o estágio num hospital e já teremos uma base, para que tudo corra melhor. São experiências diferentes e que vão ser o nosso dia-a-dia.

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Curso Profissional de Técnico(a) de Gestão de Equipamentos Informáticos Queres garantir uma relação direta com computadores, drivers e servidores? Este curso permite que tenhas uma intervenção ativa e em duas vertentes: hardware e software. Através deste curso, estarás apto a fazer a instalação, manutenção e administração de equipamentos e redes. Nesse trabalho, terás de montar, testar e reparar computadores, bem como encontrar soluções de hardware e software. Por outro lado, nas

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tarefas de administração de rede, poderás configurar servidores, routers, entre outros equipamentos. Há ainda espaço para a criatividade, nas tarefas de conceção e projeto de sistemas de processamento e transmissão de dados.

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Podes trabalhar em: › Empresas de manutenção de equipamentos informáticos e/ou fornecedores de soluções informáticas de hardware; › Empresas de qualquer ramo que necessitem de técnicos de suporte aos sistemas informáticos; › Empresas de gestão ou de implementação de redes informáticos.


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TESTEMUNHOS Nuno Santos 20 anos, aluno do 2.º ano O que é que te levou a escolher este curso? Comecei por ingressar no secundário “regular” mas não correu como esperava. Não era aquilo que eu queria porque era muito teórico. Eu gostava de mexer em computadores e de tecnologia. Este curso pareceu-me mais apropriado para fazer isso, até por ter um certo reconhecimento.

entendermos. O estágio também é mais uma ajuda para nos habituarmos àquilo que é a vida fora da escola. Voltarias, portanto, a tomar a mesma decisão? Não estou arrependido. Voltava a fazer o mesmo. Se calhar fazia era mais rápido [risos]. Quais os teus objetivos, para depois do curso? Espero começar a trabalhar. E se for possível continuar os estudos, conciliando com o trabalho. Penso que será mais fácil estudar, tendo um rendimento vindo do trabalho. Porque ajuda também para o resto das coisas, como o transporte, a alimentação e o custo dos estudos em si. No âmbito do curso, em conjunto com os teus colegas, estás envolvido na “Electrocliníca” da Gustave Eiffel. Em que consiste esta iniciativa? De forma a treinarmos as nossas apetências, recebemos, em contexto de aula, computadores danificados e tentamos resolver os problemas, com o acompanhamento do professor. Não cobramos nada. É sempre uma motivação, não só aprender, mas também contribuir para a comunidade.

Optei por este curso por ser mais técnico e por ter uma profissão associada. Era isso que eu queria, para depois integrar o mercado de trabalho mais facilmente. Encontraste aquilo que te faltava na tua opção anterior? Encontrei. Estava a estudar uma profissão. Quando estava no primeiro agrupamento de ciências, não teria grandes saídas. Somente indo para a faculdade e escolhendo uma área mais específica, é que, possivelmente, teria facilidade em arranjar emprego.

Vasco Silva 26 anos, Diplomado Estavas à procura de uma formação mais prática. Encontraste o que pretendias? Sim. Com a prática, as aulas tornam-se mais acessíveis e não são tão cansativas. Também é uma forma de aliviar algum do stress e da pressão das aulas teóricas e dos testes. Por outro lado, quando estamos a mexer naquilo que estamos a aprender – e não só a falar – é muito fácil para os professores explicarem e para nós

Voltando a 2005, qual a razão para teres escolhido este curso? Estava no secundário dos científico-humanísticos, no primeiro agrupamento, de ciências. A certa altura, pensei: “o que é que eu estou aqui a fazer?”. Não me revia naquela área.

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Em 2008, depois de completar o curso, tiveste logo a possibilidade de ficar na Escola Gustave Eiffel? Quando terminei o curso, passado três ou quatro meses, fui convidado a trabalhar na Gustave Eiffel. Foi muito bom arranjar emprego rapidamente. Sobretudo, num contexto em que ele é complicado de encontrar. Continuas a apostar na tua formação e decidiste seguir os teus estudos no Ensino Superior... Entrei em 2014 e, neste momento, estou no primeiro ano de Engenharia Informática. Até agora, está a correr bem. Tomei esta opção no sentido de aprofundar os meus conhecimentos a nível de programação e administração que considero bastante importantes na área da Informática. Sentes que a experiência e o curso te podem ajudar a completar a licenciatura? Sem dúvida. Há disciplinas em que, inclusivamente, a matéria se repete. Ajuda bastante, sendo a mesma área, e sinto-me mais preparado para tirar o curso. XV


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“Eu tenho trabalho porque

escolhi um curso profissional da

Gustave Eiffel”

Júnior Gonçalves, 19 anos

André Pimpão, 20 anos

Fábio Pedro, 23 anos

Inês Rodrigues, 20 anos

Tânia Teixeira, 23 anos

Sara Cipriano, 24 anos

João Vigário, 20 anos

Duarte Filipe, 19 anos

Telmo Pereira, 24 anos

Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos Affinity

Técnica de Multimédia RTP

Técnico de Construção Civil Refer

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Curso Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos Tecnocom

Animadora Sociocultural Escola Co(m)nVida

Técnico de Proteção Civil Bombeiro

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Curso Técnico de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade AllMater

Técnica de Higiene e Segurança do Trabalho e Ambiente Empresa prestadora de serviços externos na área da HSTA

Multimédia Páginas Amarelas


O que eu estudei É o que eu sou! Descobre-te. esTUDa

Joana Cruz Comunicação Social


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A Prova das tuas aptidões Desenvolvida ao longo do último terço do curso, a Prova de Aptidão Profissional (PAP) permite-te desenvolver uma ideia ligada ao meio profissional. Sabe tudo sobre este processo e fica a conhecer algumas soluções encontradas por antigos estudantes. No final de um curso profissional, chega a altura de mostrares o que sabes. Contudo, a prova não envolve apenas canetas e folhas de exame. Através da Prova de Aptidão Profissional (PAP), terás de executar, do início ao fim, um projeto pessoal: da criação da ideia até à defesa perante um júri. Este projeto poderá ser, segundo a legislação que regula estas provas, um “produto material ou intelectual” que seja concretizado numa “intervenção ou numa atuação, consoante a natureza dos cursos”. O produto final é composto por um relatório de realização e por uma apresentação com “apreciação crítica” que demonstre os conhecimentos e competências que adquiriste ao longo do curso. Segundo o mesmo decreto-lei, durante a elaboração da PAP, o aluno tem a ajuda de professores que “orientam o aluno na escolha do projeto a desenvolver”, decidem se o projeto está em condições de ser apresentado ao júri

VENCEDORES DO CONCURSO “PROVA 10”

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Monallyssa Kíssila e Andreia Oliveira Curso Profissional de Técnico de Marketing Escola Secundária Cacilhas - Tejo Rui Barbosa Curso Profissional de Técnico de Multimédia Escola Profissional do Instituto Nun’Alvres Patrícia da Silva Curso Profissional de Técnico de Construção Escola Profissional Gustave Eiffel Karishma Gerage Curso Profissional de Técnico de Banca e Seguros Escola de Comércio de Lisboa Cristiano Gonçalves Curso Profissional de Técnico de Audiovisuais Escola Profissional do Instituto Nun’Alvres Inês Pereira Duarte Curso Profissional de Técnico de Vitrinismo e Visual Merchandising Escola de Comércio de Lisboa Andreia Teixeira Curso Profissional de Técnico de Marketing Escola Profissional do Pico Mariana Franco Curso Profissional de Técnico de Comunicação, Marketing e Publicidade Escola Profissional Gustave Eiffel Daniela Elias Curso Profissional de Técnico de Marketing Escola Secundária Cacilhas - Tejo  Simão Andrade Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos Escola Profissional do Instituto Nun’Alvres

e auxiliam “na preparação da apresentação a realizar” (que não pode exceder os 60 minutos). Durante este processo, a prova conta ainda com a colaboração dos professores das áreas técnicas do curso. A PAP pode ser feita em equipa, desde que seja visível o contributo individual de cada elemento. Na altura da avaliação, são considerados critérios como a concretização do projeto, a aprendizagem relevante para a inserção profissional e a qualidade e interesse da apresentação, bem como do produto para a área ou para o setor económico em causa. No ano de 2014, a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) organizou a primeira edição do Prova 10 – um concurso que visou distinguir dez trabalhos que melhor ilustrassem a importância da PAP, do ponto de vista dos conhecimentos adquiridos (ver caixa). Vê, nas próximas páginas, o testemunho de alguns dos vencedores.


ed. 2015/2016 Patrícia Santos da Silva, 21 anos - Escola Profissional Gustave Eiffel (Pólo Entroncamento) – Curso Técnico de Construção Civil – Variante Topográfica

Recuperar para habitar

as ferramentas, físicas e de software, bem como estar no terreno, permite uma adaptação mais rápida ao mercado laboral”. Por outro lado, considera interessante o impacto que estes projetos escolares podem ter na comunidade, algo que fica patente no facto de, no desenvolver do projeto, ter “contactado com várias entidades e pessoas ligadas ao bairro de Camões”. Dos mais de 20 alunos da sua turma, seis eram mulheres, sendo que apenas três delas terminaram o curso. Patrícia Santos da Silva Explica que “muitas raparigas entram nesta área da construção civil e descobrem que é preciso um perfil específico e saber lidar com alguma pressão”. Hoje em dia, trabalhando na área, considera “uma experiência engraçada”, descobrir diariamente a surpresa das pessoas em encontrar “uma mulher de capacete e botas de biqueira de aço”. “Para onde vou em trabalho, as pessoas não estão à espera de encontrar uma mulher”, revela. “Mas sinto que isto está a mudar. E ainda bem”, conclui.

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O objetivo da Prova de Aptidão Profissional (PAP) de Patrícia Santos da Silva estava profundamente ligado à região onde habita: recuperar uma área histórica do Entroncamento. Defendido perante um júri em 2013, o projeto incluiu um levantamento topográfico do Bairro de Camões, no Entroncamento, e um plano de recuperação para uma das casas. A PAP de Patrícia fez parte de um projeto de turma, incentivado pelos professores. “Com a ajuda dos professores orientadores, pensámos que seria interessante pegar num bairro que está abandonado e torna-lo não só mais visível, como mais habitável”, explica. Atualmente a realizar um estágio renumerado na EDP, Patrícia Santos da Silva explica que para além do levantamento topográfico, transversal a todos os alunos da turma, a sua PAP envolveu a recuperação de uma casa desabitada, sobretudo ao nível do interior: “encontrei muitas áreas que roubavam espaço e, por isso, projetei o reaproveitamento da área total da casa, de forma a torná-la mais funcional”. Os planos de recuperação foram entregues à Câmara Municipal do Barreiro, garante, mas, até hoje, “ainda não saíram do papel”. Porém, para Patrícia, isto não retira valor ao trabalho realizado por si e pelos seus colegas. “Se algum dia quiserem realizar uma intervenção de recuperação do bairro, é trabalho que já está feito”, destaca. Quanto à utilidade da PAP na sua vida, Patrícia não tem dúvidas: “ajudou-me a preparar para o mercado de trabalho – lidar com

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ed. 2015/2016 Inês Pereira Duarte, 21 anos, Escola de Comércio de Lisboa – Curso Profissional de Técnico de Vitrinismo e Visual Merchandising

A arte de colocar as coisas no sítio Quando Inês Pereira Duarte viu a impressão final do projeto que iria defender perante o júri, disse imediatamente à sua orientadora: “quero fazer disto vida”. Desde a defesa da Prova de Aptidão Profissional, em 2012, Inês trabalhou durante um ano e meio na área que pretende, numa loja do Aeroporto de Lisboa, sendo responsável pela imagem das montras de um espaço multimarcas. “Fascina-me colocar as coisas no sítio certo – consigo considerar isto uma arte”, revela. De resto, para Inês, a PAP teve um papel fundamental na definição do seu percurso profissional. “Permite que provemos – a nós próprios, principalmente – que somos capazes de apresentar uma proposta válida”, sublinha. Isto para além oferecer “ideias e bases para crescer profissionalmente”.

Natural de Lisboa, Inês viajou até Santa Iria da Azóia para fazer o seu estágio e construir, no âmbito da PAP, um plano de intervenção de visual merchandising num espaço existente. Em Santa Iria da Azóia encontrou “uma loja familiar, com muitos clientes habituais e próximos dos donos”. Isto fez com que o projeto tivesse de ser adaptado a esta realidade. “Temos de fazer o projeto para o cliente, logo, não podia ser nada demasiado fancy ou chique”, destaca. O projeto em si era composto por duas fases. Depois da descrição e diagnóstico da realidade atual da loja, Inês elaborou um “caderno de propostas”, onde se focou essencialmente “no espaço interior da loja, design e montras e no lettering”, incluindo uma maquete virtual que “ilustrasse melhor a ideia e o conceito da intervenção”. A proposta, garante Inês, “era realista e podia ser feita aos poucos”, sendo que havia vontade dos proprietários em levá-la a cabo. No entanto, a loja acabou por mudar de espaço e de conceito, o que fez com que “a proposta de intervenção parcialmente já não se enquadrasse”. Ainda assim, alguns elementos da proposta foram mesmo aplicados. “Mais do que a proposta em concreto, houve várias ideias que foram adotadas”, garante. Sem esquecer o objetivo de voltar a trabalhar na área, os planos de Inês têm agora um novo elemento. “Em 2009, desisti de um curso de científico-humanísticos e fui para um curso profissional porque não queria estudar na faculdade. Entretanto, tirei o curso e trabalhei dois anos. Agora, sinto-me preparada para ir para o Ensino Superior e estudar Design de Interiores, complementando a minha formação profissional”.

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ed. 2015/2016 Mariana Franco, 19 anos, Escola Profissional Gustave Eiffel – Curso Técnico de Comunicação (Marketing, Relações Públicas e Publicidade)

“Trocas e Baldrocas” solidárias

Porém, garante, ainda não desistiu de concretizar a ideia. Nem Mariana nem a sua orientadora que, todos os anos, informa, “procura apoios e meios de financiamento”. Mesmo sem conseguir a implementação, Mariana não tem dúvidas quanto à importância da PAP no seu percurso profissional. Desde 2013, tem obtido experiência profissional na área e hoje trabalha numa empresa de meios audiovisuais e consultadoria de imagem. “A experiência obtida no curso, em específico na PAP, ajuda-me a desempenhar o meu trabalho”, realça. Recentemente, uma nova etapa surgiu na vida de Mariana. Em 2014, integrou o curso de Publicidade e Marketing, na Escola Superior de Comunicação Social, em regime pós-laboral. Mas o Ensino Superior não a faz esquecer a importância da sua formação anterior: “graças ao curso e à PAP, sinto que tenho mais bases do que os meus colegas para fazer as cadeiras mais específicas, mais relacionadas com a área”.

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Mariana Franco começou por querer criar um conceito “diferente” para um bar. Contudo, enquanto fez o seu estágio na secção de Moda do Departamento de Marketing do El Corte Inglês, começou a aprofundar outra ideia. “Na altura [em 2013], começou a falar-se muito da roupa low-cost ou em segunda mão”, recorda a jovem de 19 anos. A experiência adquirida no estágio, relativa às lojas de roupa “convencionais”, fez com que Mariana quisesse “juntar os dois conceitos para fazer algo diferente”, acrescentando-lhe uma “preocupação social”. Assim nascia a ideia para a criação da loja “Trocas e Baldrocas”, conceito central da sua Prova de Aptidão Profissional. A ideia era simples: se o cliente trouxesse uma peça de roupa, recebia vales de desconto para utilizar em entidades parceiras. Essa peça em segunda mão seria depois colocada à venda na vertente low-cost, sendo que 2€ da venda revertiam a favor de uma instituição de solidariedade social. No âmbito da elaboração da PAP, Mariana elaborou planos de Marketing, Comunicação e Relações Públicas, bem como um estudo de mercado. Ao inquirir 200 pessoas, Mariana descobriu uma das ameaças ao conceito do projeto: “denotei um medo das pessoas em comprar roupa em segunda mão”. De forma a ultrapassar esse obstáculo, integrou no projeto uma parceria com a PAP de uma colega “relativa a uma empresa de reconstrução de peças de vestuário”. Na altura, revela Mariana, “pensou-se em implementar o projeto” mas “houve complicações em garantir apoios financeiros”.

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A Escola fora da Escola No campo da educação, há uma questão a que se tenta responder há bastante tempo: quais os verdadeiros benefícios da prática das atividade extracurriculares? À medida que mais e mais estudos vão sendo realizados, parece tornar-se evidente a existência de um efeito positivo no aproveitamento escolar, na motivação e na integração dos alunos. Há mais de 100 anos, alguns investigadores opunham-se à prática de atividades extracurriculares, por considerarem que eram prejudiciais ao desenvolvimento dos alunos. Contudo, conforme relembra Anabela da Cunha na sua tese de mestrado sobre os benefícios destas atividades, “a opinião dos educadores alterou-se nas primeiras décadas do século XX”, passando estas, desde aí, a ser consideradas relevantes no progresso de crianças e adolescentes. Definidas como as atividades sem caracter obrigatório, realizadas de forma paralela e simultânea às atividades escolares, as atividades extracurriculares estão associadas, conforme explica Anabela da Cunha, a um maior “ajustamento emocional, nomeadamente maior autoestima e menos depressão”. Outros estudos apontam ainda outros benefícios associados a esta prática: menor abandono escolar, desenvolvimento de competên-

cias transversais, menores comportamentos de risco e melhor capacidade de socialização. Os estudos do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da autoria da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, também confirmam o efeito positivo destas atividades no desempenho dos alunos. Ao longo dos diversos países da OCDE, “o tipo e a oferta de atividades extracurriculares varia bastante mas a sua ligação com um melhor desempenho dos alunos é constante”, pode ler-se num relatório do PISA. Tal como relembra a OCDE, a variedade de escolhas no campo das atividades extracurriculares é imensa, sendo que alguns autores as dividem em: Atividades Sociais, Desporto, Artes Performativas, Atividades da Escola e Clubes Académicos. Aqui ficam alguns exemplos de estudantes que as praticam.

NO MAR, RELAXA-SE E PENSA-SE RÁPIDO Guilherme Cruz, 15 anos, Ovar Natural de Ovar, distrito de Aveiro, Guilherme sempre teve “uma relação especial com o mar”. Por essa razão, aos oito anos, começou a fazer vela com regularidade. “Ao início não gostei muito”, confessa o jovem estudante do secundário. Tudo mudaria quando começou a entrar nas primeiras regatas: “o fator competição motivou-me”. Quatro anos mais tarde, Guilherme sagrou-se campeão nacional da modalidade 4-20, no escalão de júnior. Hoje com 15 anos de idade, e

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depois de entrar para o secundário, Guilherme confessa que “tornou-se mais difícil conciliar a vela e a escola”. “Agora treino apenas ao fim-de-semana mas, nesta fase, não é preciso um treino tão intensivo”, informa. O treino diário e intenso chegará daqui a dois ou três anos, “quando entrar na classe olímpica”. Para Guilherme, as vantagens da prática deste desporto são várias. “Quando saio do mar, saio mais relaxado”, sublinha o estudante. Por outro lado, para além de “conhecer pessoas deste meio, onde há gente muito interessante”, melhora ainda os seus atributos: “na vela, temos de desenvolver a capacidade de pensar muito rápido e isso acaba por ser utilizado no resto da vida, nomeadamente na escola”. Para o futuro, espera praticar vela “durante muitos anos”. E o objetivo é claro: “desde os oito anos que tenho o objetivo de representar Portugal nos Jogos Olímpicos. Estou confiante de que vou conseguir”.

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ARREGAÇAR AS MANGAS, PARA IR ALÉM DA VONTADE Mia de Seixas, 18 anos, Porto O oitavo ano de escolaridade foi um ano marcante para Mia de Seixas. Numa turma “muito complicada quanto à integração e à motivação dos alunos”, a então delegada de turma tentou, em conjunto com professores, pais e outros alunos, encontrar soluções. “Criámos um programa de tutoria para os alunos”, conta Mia. O seu tutorando, com oito negativas no primeiro período, terminou o ano letivo com apenas duas. Uma mudança que lhe ficaria na memória: “foi

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aí que comecei a perceber, não só como é bom ajudar, mas como conseguimos fazer a diferença”.   Hoje com 18 anos, a estudante do secundário divide o seu tempo entre a escola e diversas atividades extracurriculares: do jornal da escola, ao Clube Europeu, passando pelo grupo de dança ou pelos Jovens Repórteres para o Ambiente. Mas a preocupação em ajudar diretamente os outros nunca perdeu o seu espaço. Todas as semanas, Mia trabalha, em regime de voluntariado, com jovens portadores de deficiência profunda com idades entre os 10 e os 20 anos, num centro de multideficiência.   “Fui, literalmente, bater-lhes à porta, para saber se podia ajudar”, relembra Mia que revela que trabalha com os jovens nas aulas de oficina de artes – “uma das únicas formas que têm para se expressar”. Em setembro, chegará uma nova etapa e um novo país. Durante um ano, Mia vai fazer voluntariado em Itália, num centro com as mesmas características, ao abrigo de um programa do Serviço de Voluntariado Europeu. Para Mia, a gestão de todas estas atividades tem um preço que vale a pena pagar. “Não é por mais um valor ou dois na média” que deixaria de fazer o que faz. “Consigo ter boas notas na mesma e, nas atividades extracurriculares, aprendemos a fazer coisas muito diversificadas”, reforça. Quanto à energia e à gestão do seu tempo, não tem dúvidas: “não faz sentido fazermos as coisas de forma egoísta – quando vou fazer o meu trabalho de voluntariado no centro, de manhã, isso dá-me energia dar o meu melhor nas aulas, até às 19h”. Para Mia, a motivação para fazer estas atividades “é uma coisa natural”, sendo que se define como uma pessoa que não consegue “estar muito tempo parada”. O essencial, realça, está no fazer. “Entre o querer e o arregaçar as mangas há uma grande diferença”, conta, concluindo: “tenho colegas que mostram vontade em fazer mas ficam por aí – é preciso ir além da vontade. E fazer”.

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DAS SIRENES À PERCUSSÃO, SEM ESQUECER O BALÊ Luís Semedo, 18 anos, Aveiro Em 2012, Luís Semedo iniciou a sua primeira atividade extracurricular: juntou-se à Banda Filarmónica Vaguense para tocar percurssão. A relação com a música tinha sempre estado presente e era “um gosto crescente”. Três anos depois, Luís, que toca percussão salienta que, na banda, pôde “percorrer o país e aperfeiçoar os meus conhecimentos musicais”, conta. Pouco tempo depois, ainda em 2012, decidiu integrar os Bombeiros locais. “Desde de pequenino que gostava das sirenes e de ver os carros dos bombeiros a passar”, conta Luís. Para o estudante do secundário, “apesar de correr riscos, é uma atividade muito gratificante – é sempre bom sentir que ajudamos o próximo”. Os anos passaram mas Luís não se “sentia completo”: “sentia a falta de algo, ao nível da minha expressão”. A escolha recaiu na dança contemporânea, em setembro do ano passado. “Hoje, sinto que é uma expressão mais livre que funciona como um escape”, revela. Perante a boa reação de Luís, um colega sugeriu o ballet: “já que gostaste do contemporâneo, pode ser que gostes do clássico”.

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Luís gostou. “Tinha uma ideia muito diferente do que era o ballet – que era mais feminino, por exemplo”. Encontrou uma atividade que engloba “elasticidade e musicalidade” e que se “complementa com a dança contemporânea enquanto forma de expressão”. Perante este número de atividades simultâneas, Luís confessa que tem “a agenda cheia”. O segredo, revela, passa por “organizar bem o tempo e tentar guardar um dia para cada atividade no máximo”. Por vezes, não consegue fazê-lo e sente “um certo cansaço que impede o empenho de estar ao nível que gostaria”. Porém, está motivado para continuar em todas as atividades que pratica. “Retiro coisas diferentes de cada uma das atividades em que estou envolvido. E essas são coisas que me ajudam no dia-a-dia”, conclui.

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