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Esta revista é um suplemento local que integra a edição n.º 3549, de 24 de Março de 2005, do Semanário REGIÃO DE LEIRIA e não pode ser vendida separadamente.

Campeão de língua portuguesa é de Santa Catarina da Serra

Parabéns Deniz Costa

Pág.s 6 e 7


FÓRUM FICHA TÉCNICA DIRECTOR Francisco Rebelo dos Santos DIRECTOR-EXECUTIVO Pedro Costa Conselho dinamizador David Vieira Fausto Neves Jaime Silva Joaquim Rodrigues Jorge Primitivo José Augusto Antunes José Carlos Rodrigues TEXTOS Amândio Santos e Sónia gomes FOTOGRAFIA Arquivo do REGIÃO DE LEIRIA

ÍNDICE Resultados eleitorais ................5 Deniz Costa campeão.........6 a 7 Carnaval na freguesia........8 a 9 Inquérito de rua: a Seca. 10 a 12 Batida à raposa...................... 13 Encontro de escuteiros... 14 a 15 Obras na freguesia......... 16 a 17 Tradições perduram....... 18 a 20 Actividades dos bombeiros ..... 21 Educação .......................22 a 23

PAGINAÇÃO Departamento Gráfico do Região de Leiria PUBLICIDADE Lídia Órfão Tereso PATROCINADORES PERMANENTES LubriFátima Maia – A. Ferreira das Neves Herdeiros, Lda. Lena Construções JRP J. Primitivo Madeiras, S.A. Manuel da Costa e Silva, Lda. Construções J.J.R. & Filhos, S.A.

IMPRESSÃO Mirandela SA TIRAGEM 2.500 exemplares

Esta revista é suplemento local que integra a edição n.º 3549, de 24 de Março de 2005, do Semanário REGIÃO DE LEIRIA e não pode ser vendida separadamente.

Campeões mais uma vez

Participe A sua opinião conta. A VOZ DA SERRA tem em funcionamento um Ponto de Apoio ao Leitor na Papelaria Bemposta, no centro da vila de Santa Catarina da Serra. Porque a participação activa dos nossos leitores é essencial, agora existe um local onde pode deixar as sugestões de assuntos que gostaria de ver abordados, textos para publicação, pagamento de assinaturas e entrega de publicidade. A interactividade com o leitor é uma das nossas preocupações. Ajudenos participando. Dependendo da disponibilidade gráfica ou da pertinência noticiosa, a sua participação encontrará eco na VOZ DA SERRA e/ou Região de Leiria.

Chegou e venceu. Deniz Costa, ilustre filho da terra, ajudou a escrever mais uma página de orgulho na freguesia. Santa Catarina da Serra foi representada da melhor forma no campeonato da língua portuguesa. Bem representada não só porque o “nosso” Deniz Costa venceu no concurso, mas também porque mostrou saber vencer as amarras da inércia face ao conhecimento. Afinal, este auto-didata revelou-se um campeão da vontade de saber, adquirindo, por sua conta e risco, os conhecimentos que a sua ânsia de saber lhe motivou descobrir. É, sobretudo por esta razão, que Deniz Costa é um exemplo a seguir. É o verdadeiro campeão por deixar o exemplo daquilo que a vontade permite alcançar. Mais. Dificilmente se poderia conceber um campo de maior simbolismo para Deniz Costa mostrar a sua valia. Ele mostrou o seu melhor naquela que é a base da nossa essência colectiva: a língua portuguesa. Se é a falar que a gente se entende, então o “nosso” é o campeão do entendimento. Nota final para a dinâmica que a freguesia continua a mostrar, nomeadamente através das actividades diversas que estão a ser levadas a cabo pelas suas colectividades. Referência igualmente para a situação de seca que é vivida em todo o País e, obviamente, também na freguesia. A preocupação sentida e as consequências nefastas decorrentes do tempo seco devem poder proporcionar uma reflexão cuidada.

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ACTUALIDADE

PSD vence e contraria tendência nacional A freguesia de Santa Catarina da Serra continua a votar, maioritariamente à direita, tendo o partido PPD/PSD conquistado 62,42 por cento dos votos, num universo de 2496 votos. Nesta área política devem-se somar-se os 401 votos no CDS/PP, o que representa 16,07 por cento dos votos. Contudo, e apesar de Santa Catarina da Serra ser uma das freguesias que integra o distrito já baptizado de “mancha laranja” de Portugal continental, os resultados obtidos este ano demonstram uma ligeira quebra relativamente a 2002, ano em que o PPD/PSD arrecadou 75,87 por cento dos votos. Na prática, o PSD “perdeu” quase trezentos votos em relação a 2002, o que se traduziu numa queda de 13 pontos percentuais. Ao invés, o CDS/PP “amelhou” mais 130 votos, ou seja, subiu quase cinco pontos percentuais. Os partidos denominados de “esquerda”, por seu lado, obtiveram 13,50 por cento do total, o que representou um crescimento de cerca de 5 partes percentuais relativamente às eleições realizadas no ano de 2002. Um resultado que se reparte da seguinte forma: PS 13,5 por cento, Bloco de Esquerda 2,28 por cento e PCP 0,68 por cento. Refira-se que no ano de 2005 existem 3271 eleitores inscritos na freguesia de Santa Catarina da Serra, dos quais 2496 votaram (76,31%), sendo, no entanto, considerados brancos 52 destes votos, e 31 deles nulos. A taxa de abstenção registada, de 23,7 por cento não sofreu alterações significativas em relação a 2002. E representa uma melhoria na taxa de participação conseguida em 1999, altura em que 27,8 por cento dos eleitores decidi-

ram não participar nas eleições legislativas. No acto eleitoral que reelegeu o governo liderado por António Guterres, na freguesia, o PSD também venceu com naturalidade, inclusivamente com maior votação que aquela conseguida em 20 de Fevereiro último.Na

altura, o PSD conseguiu 67,9 por cento, seguido do PS com 14,9 por cento e o CDS com 13,6. Por último, nota para o Bloco de Esquerda. Em 1999 somou nove votos. Um número que subiu para 19 três anos mais tarde, saltando para 57 em Fevereiro último.

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ABERTURA

Deniz Costa, vencedor da primeira edição do ‘Campeonato Nacional da Língua P

“Tenho honra e orgulho em ser de Santa Catarina da Serra” Deniz Marques da Costa, 51 anos, natural de Santa Catarina da Serra (Bemposta) arrecadou o primeiro lugar na 1ª edição do ‘Campeonato Nacional da Língua Portuguesa’, na categoria de maiores de 18 anos, cuja final, transmitida em directo pela SIC Notícias, decorreu em Fevereiro passado no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. “Ainda me lembro da minha primeira professora, Maria Guilhermina Prata Abrantes Malagueta, escrever no quadro preto, com giz branco e numa letra muito perfeitinha, a frase «Santa Catarina da Serra, 7 de Outubro de 1960». Fiquei seduzido pela letra dela”, confessa. Ali terá começado a grande afeição pela língua portuguesa… Contudo, foi na adolescência que se lhe avivou ainda mais o gosto pelas palavras, “pela forma como soam, pela sua origem, pelo seu significado…” E a curiosidade pela língua lusitana haveria de tornarse um desafio permanente quando, pelos 15 anos num certo livro, Deniz tropeçou numa frase que, segundo o próprio, “não afectava, aparentemente, a compreensão do romance e que rezava assim: «os próceres do nosso esterquilínio visitaram o peristilo das lésbias»”. O passo que tomou em seguida tornou-se um hábito que ainda hoje mantém religiosamente: “fui ao dicionário perceber palavra por palavra o significado do que tinha acabado de ler. Desde então, esse gesto tornou-se uma obrigação quase ritual, pois sempre que leio tenho um papelinho ao lado para ir anotando as palavras que não conheço a fim de, mal possa,

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Vencedores da Grande Final - Catarina Gomes (categoria dos 15 aos 18 anos); o “nosso” Deniz Costa (categoria maiores de 18 anos) e José Pedro Marcelino (categoria menores de 15 anos) as ir procurar no dicionário.” Daí que não seja de admirar a riqueza do vocabulário usado por Deniz Costa, até porque, conforme assegura, “exprimimos tanto mais fidedignamente os nossos sentimentos e as nossas ideias quanto mais palavras diferentes dominarmos.”

Memórias de infância Deniz nasceu e cresceu no lugar de Bemposta, tendo ingressado no ensino primário na velha escola de Santa Catarina da Serra e transitado, na terceira classe, para a escola primária da Pinheiria. “Eu e os colegas da minha idade inaugurámos a escola da Pinheiria, com a presença do Bispo de Leiria e essa oportunidade foi também aproveitada para inaugurar a cabina da electricidade”. Foi este grupo de alunos, dos quais Deniz fazia parte, que plantou os cedros no recreio da referida escola,

que ainda hoje ali se erguem na majestade dos seus 42 anos... De Santa Catarina guarda e relembra com nitidez “a dimensão rural, bucólica, a persistência dos aromas silvestres...”. Deniz Costa revelou, no entanto, que “um episódio ocorrido em Santa Catarina me causou grande desgosto. Foi quando a auto-estrada rasgou em duas a aldeia e aquele vale que existia por detrás da minha casa ficou descaracterizado. Já não me revia ali. Para mim, era insuportável ver a igreja do lado esquerdo e o cemitério do lado direito daquela estranha, negra e larga passadeira de asfalto.”

A publicação caseira Deniz Costa contou à “Voz da Serra” que editou, e vai actualizando regularmente, “uma pequena peça de artesanato linguístico, para uso doméstico, intitulada


ABERTURA

Portuguesa’

«Língua Lixada», que consiste de um inventário, por ordem alfabética, de erros que toda a gente comete com frequência”. E apresenta a respectiva correcção. Como exemplo, apenas um dos cerca de 300 casos de palavras habitualmente maltratadas que constam da «Língua Lixada», “atentemos na palavra ‘retaguarda’ que, na maioria das situações, vejo escrita, e mal, como ‘rectaguarda’ ...”

Comissão Técnico Científica composta por João David Pinto Correia; Fernando Pinto Amaral; Luisa Mellid-Franco e António Loja Neves

A ideia do concurso O campeão revelou à “Voz da Serra” que “ao ter conhecimento do campeonato, fiquei de imediato atraído e pus-me logo em campo. Deu-me enorme prazer participar, tanto mais que se tratava de um desafio irresistível ao meu grande fascínio pelas questões da língua portuguesa!”. Deniz prossegue, confessando -se, desde a sua juventude, “um leitor compulsivo e omnívoro de livros, revistas e jornais. Vivo numa sede insaciável de conhecimento. A leitura é para mim uma espécie de embriaguês”. Por outro lado, afirma Deniz Marques da Costa, que abandonou os estudos aos 18 anos, “sinto-me desde essa altura um verdadeiro autodidacta”. E o resultado está no troféu que trouxe para casa depois de cerrada disputa com dezenas de licenciados, muitos professores de Português, alguns catedráticos. Apesar de não ter mais que o antigo “sétimo ano liceal” incompleto... Nota: O nosso agradecimento a todos os leitores que nos alertaram para a vitória de Deniz Costa.

Bárbara Guimarães junto a Francisco Pinto Balsemão, Presidente do Júri e convidados

Palco do Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, local onde decorreu a final

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CARNAVAL

Noite de fantasia

Santa Catarina da Serra rendeu-se aos encantos dos disfarces de Carnaval na noite de 8 de Fevereiro. O desfile dos entrudos realizou-se no salão paroquial de Santa Catarina da Serra e foram muitos aqueles

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que aproveitaram para por (ou quem sabe tirar) a sua máscara. Não faltaram as mais diversas fantasias, como se pode constatar pelas fotos, que permitiram dar largas à imaginação.


CARNAVAL

Sopa de Letras Procura nesta sopa de letras o nome de 15 empresas da freguesia

JRP Maia Lubrifátima Neves e Santos MFrancisco Madeiras JJR Plastisserra JPrimitivo madeiras Hiperclima Marcant Lena Construções Construções Valtacão Manuel da Costa e Silva Solochapas DVA

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ABERTURA INQUÉRITO

Falta de água A alguns dias de terminar o Inverno o tempo continua seco e o país inteiro desepera com a falta de chuva. Os mais prejudicados são naturalmente os agricultores e os produtores de gado que observam com preocupação a situação de seca. Ainda assim, o Inverno tem sido rigoroso no que se refere ao frio e à geada, o que também acarreta alguns efeitos negativos, principalmente no que refere ao atraso que as vinhas têm em rebentar. “Parece que estão secas” dizem alguns. Mas quase tudo parece que está seco ou vai secar, principalmente os pequenos poços que noutros anos são a solução para as regas e alguns consumos. A Voz da Serra esteve à conversa com várias pessoas, e questionouas sobre a falta de chuva. Descobriu uma população preocupada com a falta de água, preparada para a poupança e com esperança de que a “Divina Providência” lhes envie a tão desejada chuva. Importante é o alerta de alguns moradores para que as autoridades competentes estejam muito atentas e discutam a questão dos incêndios, dos caminhos florestais, das habitações em situação de risco, já que a nossa freguesia tem várias zonas de pinhal onde existe o perigo de incêndio de grandes proporções. Parece necessário “um debate urgente” sobre a organização florestal de uma freguesia onde a agricultura de subsistência tem levado ao abandono muitos hectares de terrenos, sobretudo nas ribeiras, criando grandes extensões ininterruptas de mato e floresta densa. 1 – A falta de água já está a influenciar a sua vida? 2 – Já alterou algum dos seus hábitos diários para poupar água? 3 – Na sua opinião, o que

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devia ser feito para prevenir os efeitos da falta de água?

Ana Cristina 28 anos Loureira Empresária de Agropecuária 1 – Está a influenciar porque o gado que compro do Alentejo vem mais magro. Mas aqui temos um furo e ainda não secou. A palha está mais cara, e tem de vir de Espanha, porque a palha portuguesa ainda custa mais.

Manuel Neves Costa 59 anos Sobral Agricultor 1 - Sim, porque não se pode fazer as culturas e se não se semear também não se pode colher. Temos também uma pequena empresa de vinhos chamada “Encostas do Sobral” que, se não vier chuva, irá ser afectada.

2 – Na máquina de lavar roupa e na lavagem da louça já comecei, isto nos gastos de casa, porque nos gastos com os animais não posso reduzir a água que eles bebem… 3 – Se ela continuar a faltar não podemos fazer nada. Gastamos cerca de 1000 litros em média por dia na criação dos bovinos… se a água do furo acabar não sei o que poderei fazer…

2 – Não alterei, mas tenho que começar a poupar muito, começando por abrir um pouco menos as torneiras. 3 – Era poupar sempre, mesmo quando há anos de muita chuva…

Carlos Manso 37 anos Magueigia Comerciante de Agroquimicos 1 – Já. Estamos a facturar 25 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado. Isto acontece porque os adubos não têm humidade para se dissolverem na terra


INQUÉRITO

e os herbicidas residuais não têm humidade suficiente para a sua aplicação. 2 – Ainda não, mas, se continuar assim temos que cortar por exemplo na duração do banho ou na lavagem dos carros. Rego a relva sempre de noite, como todos devem fazer… e agora nem a tenho regado!

Fui emigrante num país onde havia muita água e gostava de ver. Quanto ao nosso caso, fazer furos não me parece a solução porque me parece que faz secar alguns poços. Os meus poços são pequenos e ainda têm água nesta altura. Têm pouca, mas têm. Gasta-se muita é a regar jardins. Mas há 50 anos o problema da água era muito maior do que é hoje…

produzido na nossa terra. Mesmo assim, já vi anos mais secos do que este mas a televisão está a fazer a seca maior. É preciso também ver os pinhais abandonados e os fogos, porque há zonas muito perigosas… entre o Vale Sumo e o Casal da Estortiga existe mato da minha altura, em pinhais muito velhos, que ardiam, e ninguém parava o fogo.

José Alves 78 anos Donairia Reformado / agricultor

Francisco do Carmo Oliveira 68 anos Pinheiria da Costa Aposentado dos CTT/agricultor

1 – Até ver ainda não, digo de verdade. Para certas coisas gasto sempre mais da rede, e se continuar a não chover vou gastar da rede para regar o cebolo. Não pus couve por ter medo de não ter água para a regar. A minha cisterna ainda está meia, mas tenho que poupar a água dela.

1 – Neste momento ainda não. Usufruo da água de um furo, que dá para regar as hortaliças. Em casa uso da rede. Mas por exemplo, as vinhas estão atrasadas mas a culpa é da neve. Mas como se costuma dizer: “medra o trigo debaixo da terra como o carneiro debaixo da pele”, ou seja, nada está perdido ainda, e quando chover vai nascer tudo à mesma. As coisas criam-se na mesma só que é mais tarde. O que se perde num mês não se perde num ano…

3 – Agora não há nada a fazer. Deveriam ter sido feitas reservas de água, ou represas, para armazenar grandes quantidades, mas quem adivinhava que iríamos ter um tempo assim?!...

Joaquim de Jesus Oliveira 66 anos Barreiria Agricultor 1 – Ainda não inf luenciou muito. O frio também não tem ajudado nada a vinha a abrir, por exemplo. O tempo anda como nós, anda constipado… 2 – Estou a gastar mais ou menos igual. Ainda não reguei as hortas, por isso são só mesmo os gastos de casa, e mesmo nesses, tentamos sempre poupar… 3 – Eu gosto muito de ver água.

2 – Sempre poupei água. Por não chover gasto sempre o mínimo, mas se continuar assim ainda vou ter de poupar mais. 3 – Não sei dizer. Talvez instalar mais canalizações de onde ela ainda existe para as terras mais secas, como a nossa. Se não chover não há um fardo de palha

2 – A gente altera. Nas casas de banho e nas regas os gastos têm que ser reduzidos. 3 - A mão humana nada pode

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ABERTURA INQUÉRITO fazer. Por exemplo, aquela experiência de fazer chover não é solução nenhuma, é enganar as pessoas, pois eu li que já foi experimentada em França há trinta anos e não resultou. Temos que confiar na providência divina. É o que eu acho.

vezes resultam mesmo e eu fico admirado…

Augusto Rodrigues Oliveira 57 anos Sobral Empresário Manuel Rodrigues Pereira 79 anos Pinheiria Reformado

1 – Sim, está a influenciar muito negativamente. Não me sinto preparado para viver uma seca muito prolongada.

1 – Tenho uns alfobres e ainda tenho água para os regar. Preparei ontem a terra para as batatas, nasçam ou não, tenho que as pôr lá, senão é que não nascem mesmo. As parreiras parece que estão secas mas o problema aí é o frio.

2 – Não, ainda não alterei, estou sempre na expectativa de que mais dia menos dia apareça a chuva. Já que não tivemos um Inverno rigoroso, ao menos que tenhamos uma Primavera bem regada.

2 – Há um ditado muito antigo que diz: ”Quem não poupa água nem lenha, não poupa nada do que tenha”. Fomos habituados a poupar em tudo e ainda poupamos muito, e na água, poupamos também. 3 – Quando tinha uns 6 anos houve uma enorme falta de chuva e fomos ao Reguengo do Fètal pedir chuva, e quando vínhamos de volta já nos chovia em cima. Depois fizemos isso mais vezes mas nem sempre resultou. Eu não sei o que digo, mas as preces às

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3 – Vários procedimentos deveriam ser tomados. Vou abordar apenas um por me parecer importante: a prevenção dos incêndios e protecção das habitações. Quem conhece minimamente a freguesia sabe que temos uma vasta floresta, mais os terrenos agrícolas agora abandonados, com o aproximar do Verão, talvez mais longo e quente do que o habitual, eu pergunto: Que caminhos florestais temos? Qual o seu estado? Quem tem o dever e a competência de zelar por eles? Quem deve avisar os proprietários, e em que altura, para a limpeza com distâncias

mínimas obrigatórias das habitações? Deixo aqui um desafio aos Bombeiros da Serra, à Junta de Freguesia, à Assembleia de Freguesia, à Câmara Municipal, aos madeireiros, aos empresários do sector, aos proprietários dos terrenos e aos moradores em geral, para um debate urgente sobre este e outros problemas. Para que serve um carro de Bombeiros em Santa Catarina se não dermos condições para nos protegerem?... Deixo apenas um exemplo: Ao fundo do Sobral da Granja existe um estreito caminho florestal que termina dentro do pinhal, sem saída, sem um largo onde se possa rapidamente inverter o sentido de marcha, e que é uma autêntica armadilha, muito bem montada, para um carro de bombeiros… E como este, conheço muitos outros casos ao longo da freguesia. Vamos esperar que haja uma tragédia com os nossos jovens bombeiros, como aquela que houve há pouco tempo perto de Coimbra com quatro mortos? Outro exemplo: Entre a Cova Alta e a Barreiria não existem caminhos, entre o Vale Sumo e o Casal da Estortiga, o mesmo. Entre o Cruto e o Vale Tacão poucos e muito maus. Entre o Sobral e o Vale Tacão vasta área sem acessos… Como será na Loureira e em outros locais? Quem protege as habitações rodeadas de matagais dos quais os moradores não são os proprietários, muito mais haveria a dizer. Espero muito confiante que alguém tome a iniciativa e disponho-me a colaborar…


ACTUALIDADE

Batida às raposas e Festa do Agricultor

Meia centena de caçadores armados e uma dezena de ruidosos batedores ajudaram à festa de mais uma batida à raposa na nossa freguesia. Sob a organização da Associação de Caçadores da Serra, esta batida decorreu no dia 27 de Fevereiro nos matagais do Vale Tacão, Quinta da Sardinha e Loureira, e envolveu caçadores cá da terra e outros vindos de freguesias vizinhas. Esta batida sa ldou - se por três peças mortas, dois raposos machos e uma fêmea. E também pelo almoço de confraternização, gratuito para os participantes da batida, oferecido pela Associação. Segundo o Fernando Reis, presidente da associação, o evento decorreu da melhor forma, com muita participação. O evento

justifica-se pela necessidade de controlar o número de elementos da espécie, na nossa terra, e deve ocorrer nesta altura do ano pois é quando estes animais têm o seu período de acasalamento, possuindo uma pele mais bonita, e também porque assim não há o risco de matar fêmeas com crias. Esta iniciativa coincidiu com o fim da época venatória 2004/ 2005, pelo que no dia 12 de Março, houve lugar a uma AssembleiaGeral para aprovar o relatório e contas da época que agora terminou e preparar o calendário para a época que em Julho terá inicio. Mas as actividades da associação não se ficam por aqui, e no dia seguinte, 13 de Março, tal como anunciado por toda a freguesia, realizou-se a chamada festa do

agricultor. Esta festa é, segundo os responsáveis, uma forma de agradecer aos agricultores o facto de terem possibilitado a criação de uma Reserva Cinegética Especial. Fernando Reis acrescenta que a Associação mostra-se preocupada com o trabalho dos agricultores, compensando-os por eventuais prejuízos causados pela caça (sobretudo nos prejuízos do milho) e cultivando terrenos em locais estratégicos para alimentar a caça. Esta festa juntou muitas pessoas, que não quiseram deixar de provar uma febra do javali morto na montaria do mês anterior. Houve alegria e música com actuação do Rancho Folclórico de São Guilherme, e com as muitas conversas que a caça sempre suscita nos seus apreciadores.

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ACTUALIDADE

Escuteiros festejam Baden-Powell

No passado dia 27 de Fevereiro, a nossa freguesia foi invadida por quase dois milhares de escuteiros, acompanhados pelas respectivas famílias que não quiseram deixar de estar presentes numa verdadeira festa em que se tornou o dia de BP. BP são as iniciais de Baden-Powell, o fundador do movimento escutista. Este ano a organização desta festa regional esteve entregue ao Agrupamento 1211, o agrupamento da nossa freguesia. Após algumas indecisões próprias de um evento com esta dimensão, e do medo de que a chuva pudesse estragar a festa ao ar livre, tudo estava pronto a tempo de acolher os agrupamentos das freguesias

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vizinhas, que chegaram bem cedo. O programa do dia principiou com uma Eucaristia presidida por D.

Serafim Ferreira e Silva, Bispo da nossa Diocese, que fez questão de assim marcar a sua presença

na festa dos “escutas”. Após a eucaristia, os escuteiros e os seus familiares integraram-se nas várias actividades programadas, jogos tradicionais, passeios pedestres, etc. Durante todo o dia, a sede do agrupamento serviu de pequeno museu de artesanato e cultura da nossa terra, onde o visitante poderia ver um tear, um cesteiro, exposições de trajes típicos, fotografias da nossa terra, belas peças de artesanato escutista, etc. Ao princípio da tarde, e ao som do Rancho Folclórico de São Guilherme que marcou presença com as danças e cantares da nossa terra, todos puderam provar o pão caseiro e doçaria variada. Na cerimónia de encerramento,


ACTUALIDADE bem animada pelos escuteiros da nossa terra, com uma bela apresentação de um terço gigante, numa clara alusão à mensagem de Fátima, onde através de cinco cores diferentes se fazia uma oração pelos cinco continentes. Era bem visível nesta altura o entusiasmo com que os escuteiros dos vários agrupamentos, das várias secções e das várias idades vivem a festa do seu fundador. Este entusiasmo virou euforia quando ao som do hino escutista todos se levantaram e de lenço às voltas, demonstraram a alegria de viver segundo as normas escutistas. Foi uma linda festa que impressionou os muitos quiseram assistir e participar. Parabéns ao Agrupamento 1211 pela impecável organização e empenhamento demonstrados.

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ACTUALIDADE

Obras na freguesia A Junta de freguesia de Santa Catarina da Serra anunciou a realização de um pacote de obras e de investimentos de que damos conta. Assim, o restauro da capela da Virgem Santíssima do Rosário, também conhecida por Capela da Quinta do Salgueiro, foi adjudicado à empresa Monterg – Construções. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 6 meses. A Antiga Escola Primária de Santa Catarina da Serra, edifício escolar que foi propriedade da Câmara Municipal de Leiria e que actualmente é propriedade da Freguesia através de escritura pública, vai ser transformado em anfiteatro/auditório, sob a

responsabilidade da Junta de freguesia, com projecto aprovado pela Câmara de Leiria através de concurso público. As obras de transformação estão para breve, anuncia a autarquia. A Escola do 1º CEB de Loureira foi totalmente requalificada com arranjos interiores nos soalhos, limpeza de cantarias e pintura geral do edifício, substituição das janelas de madeira por alumínio lacado e vidro duplo, remodelação da vedação exterior com construção de novos muros e aplicação de vedação metálica, preparação do recreio e montagem de aquecimento central em todas as salas, a gasóleo em vez das salamandras a lenha e a aplicação de gradeamento na ala sul ao nível do rés-do-chão. N o ja r d i m de-infância dos Olivais avança a substituição das janelas de M a de i r a por janelas de alum í n io lac ado, com vidro duplo. Por sua vez, no que se refere à

estrada do Casal da Estortiga e acesso ao cemitério, as obras já foram adjudicadas e os trabalhos vão iniciar-se entre os meses de Março e Abril e constam de pavimentação com betão betuminoso e alargamento. Avança ainda a pavimentação da Rua de Leiria (troço de estrada da Cova Alta), Rua da Costa, em Pinheiria; Rua do Outeiro e Outeiro do Cacho, em Loureira; Rua José Alves, em Cercal; Alargamentos na Reissacas e Cova das Raposas, em Loureira; arranjo de caminhos e parque, na povoação do Vale Tacão; alargamento, construção de muros e pavimentação da Rua do Jardim e Rua do Passal, em Santa Catarina da Serra; caminho dos Olivais à Quinta do Salgueiro, designado por caminho do Casal do Couto, em alargamentos e colocação de iluminação pública para apoio aos peregrinos. Os espaços exteriores ao cemitério e acessos estão a ser requalificados com a criação de novos locais de estacionamento para viaturas ligeiras. Os espaços interiores também foram requalificados pela Junta de freguesia.

Modernização Administrativa Avança a remodelação da sala de atendimento da Junta, destinada ao novo tipo de serviços postais e substituição e modernização de todo o equipamento informático para novas exigencias a fim de fazer face aos serviços que foram criados. Desde Fevereiro, a Junta passou a ter novos serviços de atendimento de correios com aceitação e entrega de registos postais, encomendas, cobranças, venda de valores postais e outros services ligados ao sector postal.

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ACTUALIDADE

Novos terrenos A Junta de freguesia anunciou uma série de investimentos imobiliários. Assim, com o fim de ampliar o cemitério de Santa Catarina, a Junta adquiriu os terrenos que se encontram a nascente e poente do cemitério, com uma area de 6.400 m2. A f reg uesi a, a rg u ment a a autarquia, necessita de uma nova Unidade de Saúde, designado por posto médico e, para esse fim a Junta também adquiriu uma parcela de terreno e barracão, com uma area de 700 m2, junto à Rua do Jardim e Praça Prior Neves. Os terrenos localizados entre a Rua do Jardim e a Auto-Estrada foram adquiridos pela Junta de Freguesia e destinam-se a um

parque de viaturas ligeiras e a um parque de apoio social e de lazer destinado aos moradores. O investimento com a aquisição destes terrenos e execução das obras acima referidas está avaliado em 410.000,00 euros suportados pela Câmara Municipal de Leiria, Direcção Geral das Autarquias Locais e Junta de Freguesia,

A requalificação da Feira da Loureira A Câmara Municipal de Leiria adjudicou por 50 mil euros a primeira fase da requalificação e limpeza dos terrenos da feira da Loureira. O projecto prevê a

criação de novos espaços para feirantes e outros espaços de lazer, parque de estacionamento, ajardinamento e plantação de árvores. Na segunda fase, o projecto prevê a construção de um caminho pedonal e outro pavimentado. Entretanto, os SMAS de Leiria mandaram abastecer e reforçar o abastecimento de água os espaços dos terrenos da Fazarga, através de uma conduta ligada ao depósito da Loureira com a montagem de novos equipamentos. E abriram concurso público para a execução de obras de saneamento domestico para Pinheiria, Donairia, Barreiria, Gordaria e Cercal.

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ACTUALIDADE

Quando o “motor” mugia

Resistentes de um tempo passado, permitem perpetuar tradições, ainda deixando na paisagem marcas de tempos passados. São verdadeiras marcas de vivências que marcaram durante décadas o quotidiano da freguesia. Nestas páginas vamos descobrir um dos poucos casos que subsistem e vencem o tempo, mantendo vivas as “vidas” de outrora.

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ACTUALIDADE

À medida que a evolução se faz sentir, chegam também as saudades e as lembranças dos tempos passados. Se hoje alguém dissesse que daqui a 50 anos só haverá um automóvel na freguesia de Santa Catarina, seria certamente considerado um louco. Porém, a realidade prova que a evolução é drástica nas mudanças que provoca. Há 50 anos, os carros de bois e as juntas de bois eram um dos bens mais preciosos, e a sua posse e sustento representava a riqueza da família proprietária. Nas muitas feiras de gado que existiam por toda a região os bois eram a atracção principal. E os carros, os de eixo de pau no início, e os carros volante depois, eram um investi-

mento enorme para as famílias que os quisessem adquirir. Todas as pessoas com mais de 30 / 40 anos certamente trabalharam ou viram como se trabalhava com uma junta de bois, a lavrar ou a gradar, a puxar o carro ou a pôr a canga. A força animal dos bois ou das vacas deu lugar aos cavalos dos potentes motores dos tractores que ainda hoje os agricultores usam para trabalhar as suas terras. A Feira dos 28, que chegou a ser uma feira muito grande acabou, e as empresas que produziam os carros de bois deixaram de o fazer há vários anos. Parece mesmo que a tradição já não é o que era. Mas afinal ainda é. A poucas dezenas

de metros da Igreja de Santa Catarina ainda existe uma família que mantém no activo uma junta de vacas de trabalho.

Manter a tradição José Oliveira, e Maria Silva, ambos de 70 anos de idade, casados há 44 anos, nunca deixaram de ter uma junta de bois ou va cas para trabalhar no campo. Principalmente por gosto e por ter sido habituado desde os 11 anos a trabalhar à frente dos bois, o ti’Zé Oliveira vai sustentando duas vacas no mesmo curral onde o seu pai e o seu avô sustentaram muitas outras juntas de bois e vacas, também de trabalho. Estas que tem agora, foram

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ACTUALIDADE

compradas em Monte Real, que é o local mais próximo onde existem outras juntas a trabalhar, principalmente na cultura do arroz. Custaram-lhe 400 contos a meio do ano passado e são muito mansas. Prefere ter uma junta de vacas do que uma junta de bois pois as vacas dão mais lucro com a cria que cada uma reproduz por ano, explica. O casal fala com alguma vaidade da quantidade de milho que ainda amanham, 200 alqueires, “ou mais, se o ano for muito bom” mas queixam-se quando lhe perguntam se alguma vez tiveram algum apoio. “Os pequenos não têm barriga?!” pergunta, lembrando-se das dificuldades inerentes a trabalhar na agricultura ou, por exemplo, registar o nascimento de um vitelo.

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Numa agradável conversa com a Voz da Serra, o ti’Zé recorda a primeira junta de bois que comprou depois de casar: “Custaramme 640$, e eu ganhava 20$ por

dia.” A esposa, lembra que nessa altura, num dia inteiro de ceifa, ganhava apenas 10$.” Eram tempos difíceis, mas havia o gosto de ter uma junta de bois que fosse bonita de se ver. Gosto que ainda hoje se mantém: “Tive sempre gado do bom” afirma. De uma simpatia enorme e genuína, o casal lembra que outras juntas que já teve serviram para levar casais de noivos que lhe pediram o favor de os transportar até ao local do almoço de casamento. O casal faz também lembrar que a genica que ainda têm só é possível a quem faz a vida difícil mas sossegada, árdua mas regrada, onde o ar é mais puro, onde o fruto é mais saudável e onde a alegria é mais simples e verdadeira.


ACTUALIDADE

Bombeiros em acção Em relação aos primeiros dois meses de actividade da nova direcção da Associação de Bombeiros da Serra, podemos já apresentar algumas das iniciativas que irão ser realizadas. Segundo Virgílio Gordo, presidente da dirção, nestes primeiros dois meses foram resolvidos ou ultrapassados alguns problemas que se vinham arrastando há algum tempo, entre a associação que preside e a Junta de Freguesia, os Bombeiros Voluntários de Leiria (sede), o problema com a ambulância de serviço aos doentes, o pagamento do terreno e a aquisição de estatuto de utilidade pública. Em relação a este último caso,

Virgílio Gordo assume que o estatuto de utilidade pública, que prevê alcançar já nos próximos meses, é indispensável para que a Associação possa alcançar os seus objectivos. Quanto à ambulância de serviço aos doentes, ela reiniciou o seu funcionamento depois de ter sido contratada uma nova funcionária. “Era uma falha enorme, pois o serviço estava a ser feito por ambulâncias de freguesias vizinhas”, afirma, “mas que agora foi ultrapassado e portanto, o serviço aos doentes está assegurado”. A Associação depara-se agora com o inicio dos pagamentos do crédito que permitiu a compra

do terreno para a sede no lugar da Bemposta. “A partir de Maio, e todos os meses, vão se mais de 1000 euros para pagar o empréstimo”. Para que tal seja possível serão lançadas algumas iniciativas já planeadas para Abril, como um almoço de angariação de fundos numa localidade da freguesia, e a organização de uma prova automóvel todo-oterreno que terminará no local da futura sede. Para que tal seja possível, o referido local será muito em breve alvo de obras de terraplanagem. A Associação espera ainda conseguir adquirir uma nova ambulância para melhor corresponder às necessidades da população.

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ENSINO

Plano de Evacuação

Simulacro Decorreu, no passado dia 17 de Março, na Escola Sede do Agrupamento de Escolas e Jardins da Serra, um simulacro de acordo com o Plano de Prevenção contra incêndios com a presença da secção dos Bombeiros de Santa Catarina da Serra, coordenados pelo sub comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria, Senhor Carlos Montes. Eram cerca das 10h15m quando tocou a sirene para a evacuação da comunidade educativa, dado que se verificava uma situação de fogo, visível pelo fumo,(artificial) de uma das salas. Os alunos dos 2º e 3º ciclos, passados 1 m e 30 segundos estavam nos locais de concentração, com os alunos do 1º ciclo a demorarem, naturalmente, dois minutos. A secção dos Bombeiros Voluntários chegou passados três minutos após a chamada telefónica com a missão específica de evacuar um aluno com Paralisia Cerebral na forma Diplégica Espástica, esta uma situação real, e um outro aluno que, entrando em pânico pelo fumo, saltou de uma sala para o patamar(situação recriada).

O simulacro decorreu com normalidade, sendo respeitadas todas as indicações do plano de prevenção e evacuação É com alguma regularidade que na EBI são realizados simulacros de evacuação, tendo como objectivo treinar e consciencializar

os alunos e restante comunidade educativa para as medidas a tomar em possíveis situações reais, enquadrando tais práticas num campo mais amplo da formação para a cidadania. O delegado para a segurança Professor António Oliveira

Visita de Estudo No dia 17 de Fevereiro de 2005 estávamos todos felizes. Era um dia especial porque íamos a Lisboa, ao Teatro Politeama assistir à peça “A Menina do Mar”. Entretanto, uma senhora apresentou a obra, de Sophia de Mello Breyner. “Era uma vez uma casa branca nas dunas...” Ali morava um menino. Um dia ele encontrou uma menina muito bonita, que vivia no mar. Ele quis conhecê-la, mas o polvo o caran-

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guejo e o peixe tiveram medo do menino e resolveram proteger a menina. Então, o menino explicou que só queria ser um amigo... Durante algum tempo, divertiram-se, durante o dia. À noite o menino regressava à casa branca e os seus amigos partiam para uma gruta, no fundo do mar. Mas, um dia apareceu a Grande Raia, e todos se esconderam com medo dos seus castigos.

Quando resolveram ir conhecer a terra do menino, os búzios ouviram e foram dizer à Grande Raia. A menina ficou muito triste, cheia de saudades do menino. Quando o Rei dos Mares apareceu, resolveu castigar a raia. Finalmente, todos se reuniram e a história terminou com muitos aplausos. Alunos do 4º. D EBI de Santa Catarina da Serra


ENSINO

Jogando com a Matemática No âmbito do plano anual de actividades do Departamento de Matemática da Escola EBI de Santa Catarina da Serra, decorreu no dia 17 de Fevereiro, o “Dia da Matemática”, destinada aos alunos do segundo e terceiro ciclos. Foi organizada uma sala com vários jogos e materiais didácticos manuseáveis no âmbito da disciplina, nomeadamente, o jogo do 24, jogos de cartas com vários conteúdos leccionados nas aulas, dominós de percentagens e de sólidos, o jogo da glória com o teorema de Pitágoras, o jogo do ouri, o jogo dos peões e vários jogos de engenho e lógica. Por outro lado, os alunos puderam apreciar alguns trabalhos realizados por eles próprios, ao longo do ano, quer nas aulas, quer no clube de matemática. A visita ainda contemplava também a observação de uma exposição sobre Simetrias e Matemáticos Famosos. Por último, recorrendo aos meios áudio visuais e multimédia, os

Feira da Ladra

alunos assistiram a filmes lúdicos sobre conteúdos matemáticos e exploraram no computador jogos didáctico-lúdicos sobre matemática, actividade que foi bastante solicitada. Esta act iv idade contr ibuiu para desenvolver a capacidade de resolver problemas, o raciocínio lógico e abstracto, o gosto pela pesquisa, a aplicação dos conhecimentos matemáticos adquiridos, diversificando, deste modo, as praticas lectivas, e contribuindo para incentivar os alunos para a aprendizagem da matemática, ajudando a colmatar as dificuldades apresentadas pelos alunos nesta disciplina. A Coordenadora de Departamento Ana Paula Costa

Doutoramento em Fisiologia No dia 1 de Fevereiro passado, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, o nosso conterrâneo Carlos Alberto Matinho Marques Neves fez o doutoramento em Fisiologia sob o tema “Influências Autonómicas na Circulação Ocular”. O Dr. Carlos Marques Neves entre os anos de 1981 e 1987, frequentou e concluiu com alta classificação o curso de medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa, tendo-se especializado em Oftalmologia no Hospital de Santa Maria, daquela cidade. No ano de 1993, na já referida Faculdade fez o curso de Mestrado em Biofísica.

No seu curriculum apresenta vários trabalhos de investigação realizados no domínio da medicina os quais foram objecto de publicação em várias revistas da especialidade estrangeiras e portuguesas. A partir de 1996 desempenha funções académicas como Assistente Convidado na mesma Faculdade, exercendo também a medicina privada como Cirurgião e Oftalmologista. Está intimamente ligado a Santa Catarina da Serra por seus pais serem naturais e aqui residentes e onde na Igreja Paroquial fez o Crisma e casamento.

O Clube da História, da EBI Santa Catarina da Serra, está a organizar uma Feira da Ladra, a ter lugar no dia 10 de Abril (domingo), a partir das 14horas, na escola sede. Nela poderá adquirir vários artigos, novos e usados, desde cerâmicas, brinquedos, jogos, electrodomésticos, roupas, livros, vinis e CDs, velharias, entre outros artigos de grande interesse. Não irão faltar tasquinhas de petiscos, bem como animação musical. Sendo uma Feira da Ladra, todos os artigos estarão a preços quase simbólicos, e todos os fundos reverterão a favor da actividade Encontro de Culturas, a realizar na semana cultural. Em tempos de crise, esta será uma oportunidade a não perder. Professora Cláudia Tomás

Campeonato Nacional de Língua Portuguesa Louvor A aluna Andreia Carreira Oliveira nº1, da turma B, do sétimo ano, por se ter classificado para a final do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa, honrou, com a sua participação, a Escola Básica Integrada de Santa Catarina da Serra, realçando, pela positiva, a política educativa da Escola, pelo que, por proposta unânime do Conselho Pedagógico, decidiu o Conselho Executivo atribuir-lhe um voto de Louvor. O Conselho Executivo

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vozdaserra2005.03