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Esta revista é um suplemento local que integra a edição n.º 3476, de 31 de Outubro de 2003, do Semanário REGIÃO DE LEIRIA e não pode ser vendida separadamente.

Orçamento de Estado apoia zona desportiva

Págs. 12 e 13

Vindimas invadem a Serra

Págs. 10 e 11

Jovens da freguesia na universidade

A aventura do superior

Págs. 4 a 7


FÓRUM FICHA TÉCNICA DIRECTOR: Francisco Rebelo dos Santos DIRECTOR-EXECUTIVO: Pedro Costa

INDICE Caloiros da freguesia...... 4 a 7 Presidente da Associação de Pais em entrevista..... 8 a 9 Vindimas na freguesia 10 a 11

Conselho dinamizador: David Vieira Fausto Neves Jaime Silva Joaquim Rodrigues Jorge Primitivo José Augusto Antunes José Carlos Rodrigues

Orçamento de Estado apoia zona desportiva 12 a 13 Rancho em França .............13 Assembleia na Loureira14 a 15 Junta faz balanço ...............16 Achado em Pedrome............ 17 Bombeiros em jantar...........19 Educação ....................20 a 21

TEXTOS: Carlos S. Almeida Sónia Gomes

FOTOGRAFIA: Joaquim Dâmaso e arquivo do REGIÃO DE LEIRIA Foto da capa: Joaquim Dâmaso / Arquivo Região de Leiria PAGINAÇÃO: Departamento Gráfico do Região de Leiria

PUBLICIDADE: Lídia Órfão Tereso

Patrocinadores Permanentes: LubriFátima Maia – A. Ferreira das Neves Herdeiros, Lda. Construtora do Lena JRP J. Primitivo Madeiras, S.A. Manuel da Costa e Silva, Lda. Construções J.J.R. & Filhos, S.A.

IMPRESSÃO: Mirandela SA TIRAGEM: 2.500 exemplares

Esta revista é suplemento local que integra a edição n.º 3476, de 31 de Outubro de 2003, do Semanário REGIÃO DE LEIRIA e não pode ser vendida separadamente.

O desafio superior

União da Serra vence na Taça .....................22 Restaurante ........................23

Participe A sua opinião conta. A VOZ DA SERRA tem em funcionamento um Ponto de Apoio ao Leitor na Papelaria Bemposta, no centro da vila de Santa Catarina da Serra. Porque a participação activa dos nossos leitores é essencial, agora existe um local onde pode deixar as sugestões de assuntos que gostaria de ver abordados, textos para publicação, pagamento de assinaturas e entrega de publicidade. A interactividade com o leitor é uma das nossas preocupações. Ajude-nos participando. Dependendo da disponibilidade gráfica ou da pertinência noticiosa, a sua participação encontrará eco na VOZ DA SERRA e /ou Região de Leiria.

1. Pode usar-se a expressão mais do que gasta. “Eles são o futuro”. E, tudo indica, sêlo-ão. A VOZ DA SERRA foi ao encalço de alguns jovens da freguesia que acabaram de entrar numa das suas mais empolgantes e marcantes aventuras da sua vida. Ingressados no ensino superior, vão ao encontro de uma carreira que lhes dirija toda a vida. Em suma, procuram o saber necessário para vencerem os desafios de uma sociedade exigente e cada vez mais competitiva. Trata-se também, do desafio marcante no que se refere à socialização, encontro de outros pares nesta aventura e de troca de experiências. Todo um percurso no ensino superior pode significar também uma “mais-valia” para a freguesia. Depois de concluída a sua formação, estes jovens podem vir a ser importantes quadros, contribuintes activos do desenvolvimento local. 2. Nota ainda para o apoio estatal que a Zona Desportiva de Santa Catarina da Serra merece neste próximo Orçamento de Estado. É mais uma prova de que a dinâmica local acaba por compensar e ser reconhecida. Resta agora esperar que todo o processo seja caracterizado por uma rápida evolução no sentido de que as necessidades ao nível desportivo, sentidas na freguesia sejam finalmente colmatadas.

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ABERTURA

A Voz da Serra foi à caça dos Caloiros (ou seja, os estudantes que ent raram pela primeira vez no Ensino Superior)… mas não foi para os praxar! Foi descobrir como vivem uma altura que é marcada por mudanças nas suas vidas. A entrada no Ensino Superior é, para uns mais do que para outros, a entrada numa nova etapa, uma mudança na vida, uma realidade diferente. Fomos perceber como tudo isto é sentido por alguns Santa Catarinenses que entraram no Ensino Superior.

Os caloiros de Santa Catarina da Serra 4


ABERTURA Entrei!

lá o meu nome. E ainda por cima adiaram a data Durante as chamadas “Férias de fixação das notas!”. Grandes” estes estudantes vive- Mas agora est á confirram na companhia de um “ner- mado Marco Silva entrou voso miudinho”. A ansiedade de nesta licenciatura com a saber qual a opção em que con- duração de quatro anos, seguiriam entrar era grande e no ou como o próprio refere dia 24 de Setembro os resultados “Espero eu!”. Elsa Felicidade também foram finalmente publicados… Marco Santos pensou em tudo entrou na sua primeira antes de concorrer: “queria ficar opção: Estudos artísticos, perto de casa porque jogo fute- Faculdade de Letras da bol e queria continuar a fazê-lo Universidade de Coimbra. depois de entrar”, explicou ele. Foi uma amiga quem lhe Concorreu para Treino de Alto telefonou a dar a grande Rendimento Desporto – Variante notícia, que afinal não de Futebol, na Escola Superior apanhou a Elsa de surprede Desporto em Rio Maior (per- sa. “Em Coimbra já tinha a tencente ao Instituto Politécnico certeza que ia entrar, pois Marco Santos, 19 Anos, Magueigia de Santarém). E foi nessa mesma grande parte das minhas Aluno de Treino de Alto Rendimento - Desporopção que entrou. Não foi de todo opções eram para Coimbra uma grande surpresa, tal como e preenchi tudo o que era to, Variante Futebol - Escola Superior de explica Marco “tendo em conta as necessário, mas no fundo Desporto de Rio Maior - Instituto Politécnico vagas existentes e a minha média estava com um bocadinho de Santarém já previa que entrava. Mesmo de medo…”. A reacção assim, quando vi, fiquei satisfei- imediata foi telefonar às pessoas contente por ter entrado na sua to... Eu tinha a certeza que entra- próximas que também já previam segunda opção – Engenharia Biomédica no Instituto Superior va, mas mesmo assim queria ver esta entrada em grande. Lino Domingos, por sua Técnico da Universidade de Lisvez, entrou na segunda boa. “A minha primeira opção era op ç ão : R ad iologia na medicina”, refere Dárcio, “Mas Escola Superior Técnica fiquei contente quando entrei de Saúde do Instituto neste curso porque no final era Politécnico de Coimbra. mesmo o que queria”. E como é Mas afirma animado que que Dárcio soube da grande notí“fiquei satisfeito porque cia? “Era suposto que os resultaentrei na área que queria dos saíssem só à meia-noite, mas - saúde, apesar da primei- durante o dia comecei a receber ra opção ser cardiopneu- mensagens dos meus amigos a mologia.” E prossegue dizer que tinham saído os resulsempre optimista “se não tados, mas como ninguém tinha ficar satisfeito com este o meu nome completo e número curso, no próximo ano do B.I. não me conseguiam dizer.” tento novamente entrar E prossegue: “Depois a minha em cardiopneumologia. irmã comprou o jornal e viu que Mas pelas indicações que a que a minha média era superior nos deram, radiologia à última que entrou. Vim logo a parece ser um curso com casa ver à internet e confirmei futuro. De qualquer forma que tinha entrado! Disse à minha ainda é cedo para perce- mãe que estava em casa e gastei ber a essência do curso. logo o saldo todo do telemóvel a Ainda t ivemos poucas dizer ao pessoal”, recorda Dárcio Elsa Felicidade, 17 Anos, Pinheiria entusiasmado. aulas.” Aluna de Estudos Artísticos - Faculdade de Mais perto de casa ficou a Ana Já o Dárcio Silva ficou Letras Universidade de Coimbra

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ABERTURA

As praxes são um episódio marcante da vida universitária Filipa que entrou em Gestão de Empresas na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria. Esta foi a sua primeira opção e a notícia não surpreendeu nem a Ana nem os familiares pois todos esperavam esta entrada. Tal como a própria admite “reagi naturalmente”.

A nova residência… Para muitos estudantes, o problema passa também por arranjar uma casa na nova cidade. A Ana foi quem ficou mais perto de casa mas mesmo assim devido aos horários do curso também teve que arranjar uma casa na cidade de Leiria. segundo a própria “Arranjei logo um quarto, foi uma sorte que tivemos”. E a juntar a esta sorte ainda o facto de já ter conhecido as companheiras da casa durante a praxe. Contudo já admite sentir saudades “da

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terra, das amigas e da família”. Também a Elsa teve que arranjar uma casa para morar durante o tempo de aulas. E conseguiu fazê-lo com a ajuda de amigas que já conhecia e com quem ficou a morar. E a adaptação?, questionou a Voz da Serra: “Não achei muito difícil adaptar-me, eu adapto-me facilmente… É sempre estranho ir morar com outras pessoas mas está a ser fácil” respondeu a Elsa. Relativamente às saudades que sente da terra, da família e dos amigos Elsa responde que sente especialmente a falta da família e dos amigos mas afirma que também gosta de morar na cidade. “Há sempre a ansiedade de ir para a universidade na segunda-feira, mas há também a ansiedade de vir para cá na sexta-feira”, afirma esta estudante. O Dárcio, que escolheu a capital como nova residência, viveu imensas aventuras: primeiro foi

a dificuldade em arranjar casa, depois concorrer para a residência de estudantes e por fim espe-


ABERTURA assinei o contrato. Não é um luxo mas é muito fixe e o pessoal é espectacular”. Menos académico é o novo lar do Lino. Este estudante encontrou uma casa próxima da nova escola e tem como companheiro um enfermeiro.

Os primeiros dias…

bom porque se fica a conhecer o curso e os outros anos. Também já me avisaram para a latada mas não sei muito bem o que me espera. No dia logo se vê.” Marco Santos, o “desportista” partilha da mesma opinião “A praxe é divertida porque se conhece toda a gente. O pessoal que é anti-praxe não conhece ninguém e depois não tem tanta facilidade em arranjar matéria e livros.”

Os primeiros dias são, normalmente, marcados pela famosa “praxe”. Os caloiros são recebidos em brincadeiras que os ajudam a integrar na comunidade de est ud a ntes. Pelo me no s é a s s i m Ana Filipa, 18 Anos, Pinheiria que a maior parte Aluna de Gestão de Empresas o entende. E todos Escola Superior Tecnologia e Gestão eles le v av a m n a - Instituto Politécnico de Leiria bagagem a expect at iv a de passa r rar pelos resultados. “Consegui por esta “experiência que entrar na residência e aquilo é marca a vida de qualquer um espectáculo. No início estava estuda nte”, como eles de pé atrás, mas fui lá gostei e próprios referem. Menos sorte teve a Elsa cujo curso se assume anti-praxe e por c onse gu i nt e n ão entram na brincadeira. Afinal esta Dárcio Silva, 18 Anos, Loureira estudante corre o Aluno de Engenharia Biomédica risco de não viver Instituto Superior Técnico um dos grandes “ex- Universidade de Lisboa libris” de Coimbra: a latada. A latada é O Dárcio teve direito a mais do uma semana inteiramente dedicada aos caloiros que uma praxe: A da Universidade que funciona como que e a da Residência de Estudantes. uma recepção para estes Esta última foi mais marcante estudantes. “Se eu qui- para o Dárcio porque, como o ser ir à latada e se quiser próprio afirma “foi mais forte mas ser baptizada tenho que sem dúvida mais divertida!” A Ana chegou à nova escola e arranjar uma madrinha de outro curso…”, refere a encontrou amigos de Santa Catarina que a saudaram logo como “a estudante. O Lino que também estu- Caloira”, mas que não a praxaram. da em Coimbra já está habi- No entanto, a Ana não escapou ao Lino Domingos, Santa Catarina da Serra tuado a estas andanças: ritual e foi praxada por outros 19 Anos. Aluno de Radiologia - Escola Superior “Praxe? É todos os dias!!”, estudantes mais velhos. E conclui Técnica de Saúde - Instituto Politécnico e prossegue “no geral é dizendo “Até foi giro”.

de Coimbra

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ENTREVISTA

A participação dos pais é importante Rui Alves está na presidência da Associação de Pais e Encarregados de Educação da EBI de Santa Catarina da Serra em substituição do anterior presidente. Dia 14 de Novembro realizam-se eleições para a direcção da Associação e tudo indica que continue em funções. Quais são os projectos que pretende levar a cabo? Os projectos que temos passam, por exemplo, pela realização no próximo dia 14 um Magusto para pais e encarregados de educação. Pretendemos fazer com que os pais venham mais à escola e saibam melhor o que é e como funciona a escola. Temos ainda outro projecto que é proporcionar a participação dos pais na festa de Natal. Estes são os principais projectos, como ainda não estou formalmente como presidente, será necessário esperar pelas eleições e depois traçar um plano das actividades que pretendemos realizar. Falou na participação dos pais. Os pais costumam participar nas actividades da Associação? Os pais até colaboram. Quando realizamos um evento e os pais são chamados à escola, colaboram. E se organizamos palestras com especialistas em diversas matérias, os pais acabam por participar bastante, sobretudo se tivermos em conta aquilo que se diz das outras escolas. E a Associação de Pais tem muitos sócios? Todos os encarregados de educação são sócios. Isso está nos estatutos, todos os pais que têm alunos na escola são sócios. Enquanto pais, que carências

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identificam na escola? Que problemas costumas ser levantados pelos pais? Penso que os pais acabam por levantar problemas por fora. É que criámos uma caixa de correio para os pais aí depositarem as suas queixas, ideias e sugestões. A caixa já lá está há cerca de um ano e ainda não apareceu nada lá depositado. Poderá ser um sinal de que as coisas estão a funcio-

nar razoavelmente bem. E posso dizer que a escola não tem tido problemas graves. Na perspectiva dos pais, as infra-estruturas são adequadas? A única coisa que os pais fazem queixa dizendo que faz falta são as piscinas. Praticamente desde que abriu a escola que se luta pela criação de piscinas. Como se


ENTREVISTA

pode verificar noutras freguesias do concelho, todos têm pavilhões e piscinas e nós, infelizmente, ainda não temos. Vamos ver como vai ser. A União Desportiva da Serra avançou com o projecto e está em andamento. É bom que a escola possa vir a usufruir desse equipamento. Na escola estão concentrados alunos de diferentes escalões. Isso é um problema ou foi uma integração bem conseguida? No início, quando a escola abriu, até eu coloquei algumas dúvidas. E foi por isso que quando fui convidado para participar na Associação, aceitei porque queria perceber o que se passava. Agora, no que se refere ao facto de estarem alunos do primeiro ciclo com colegas do terceiro, é normal. Vamos admitir que é algo que se resume a uma questão de hábito. Se formos a ver, noutros locais as crianças lidam com adultos e penso que é importante. Por vezes poderia ser complicado nas horas de almoço e recreio, mas há horas e locais de saída diferentes. A questão foi levantada por alguns pais que pensam em colocar lá os seus filhos. E posso dizer que podem colocar os filhos à vontade que não há problema nenhum. Como tem sido a relação com as autarquias? Quando é necessário alguma coisa, não temos grandes dificuldades. Mas já nos foram prometidos alguns subsídios e nunca recebemos nenhum. H á dois mandatos que fazemos o plano de actividades, enviamo-lo e até à data nunca recebemos nenhum subsídio. Foi-nos garantido que recebíamos mas nunca veio. A Câmara de Leiria tinha

garantido os subsídios e eles nunca foram entregues, é isso? Sim, isso ainda não aconteceu. Isso limita a realização de algumas actividades? Claro, se não houver dinheiro não se pode fazer tantas actividades. Faz-se o que se pode. As associações de Pais têm poder de resolver alguns problemas, de facto? Qual é a margem de manobra da associação de Pais? A Associação de Pais tem poder na escola. Tem assento no Conselho Pedagógico e pode até destituir o Conselho Executivo, desde que existam provas que levem a isso. Mas à partida isso nunca irá acontecer, mas está nos estatutos. A Associação de Pais é um actor importante neste processo? Eu penso que sim. Estamos dentro de tudo, com elementos na Assembleia de Escola e Conselho Pedagógico. Na avaliação dos alunos e no funcionamento da escola estamos plenamente envolvidos. Os pais estão conscientes

dessa importância? Penso que não. Os pais pensam que uma associação de pais existe sem grande poder. Mas considero que é muito importante para resolver problemas e ajudar. Há mesmo problemas que o Conselho Executivo não consegue resolver e nós ajudamos. Por exemplo, há dois anos, houve o problema dos miúdos que partiram umas tampas. O vereador da Cultura da Câmara de Leiria disse que não havia verba para resolver o problema. Tivemos de ser nós a fazer o trabalho e posteriormente veio o dinheiro. Avançámos e tivemos a preocupação de colocar tudo em ordem e mais tarde a Câmara pagou. Neste momento está como presidente interino da Associação de Pais e tudo indica que será ratificada a sua presidência. Pondera continuar como presidente da Associação de Pais? Depende das pessoas que aparecerem. Assumi por já lá estar e vou estar até ao fim do ano lectivo. Se no próximo mandato não surgir ninguém que queira assumir... o que é que podemos fazer. Mas penso que não será difícil arranjar um presidente.

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ACTUALIDADE

Vindimas na serra

Durante o mês de Setembro a Serra reveste-se de um decoração especial originada pelas vindimas: as vinhas enchem-se de gente que, dependendo das condições climatéricas, se equipam com impermeáveis ou com bonés, as estradas são ocupadas por tractores que com tinas cheias ou vazias se deslocam entre as vinhas e os lagares. É a tradicional actividade da vindima. Uma prática tradicional, que apesar do crescente abandono registado na agricultura, se mantém como uma actividade transmitida de geração em geração e acarreta um “ritual” próprio.

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A arte da vindima De baldes na mão e tesouras em punho é assim que se responde à chamada desta actividade agrícola, cada vez menos praticada, mas ainda com assinalável importância. É que segundo quem ainda vai vindimar “já são muitas as vinhas abandonadas, porque dá muito trabalho cuidar delas: têm que se podar, ímpar, pulverizar, ou seja tratar durante um ano inteiro para que nasçam as uvas”. E é por volta do mês de Setembro que as uvas ficam preparadas para sair da cepa rumo ao lagar dando origem ao vinho.

Para vindimar é preciso dominar a técnica: “agarra-se o cacho com uma mão e corta-se com a outra. Põe-se o cacho dentro de um balde que é despejado dentro de um cesto e depois dentro de uma tina”. Daí vão para o lagar onde são exprimidas para se fazer o vinho, explicam os profissionais da área, que também se queixam que cada vez há menos gente para trabalhar na agricultura. Mesmo assim, apesar de todos os obstáculos ainda há quem o faça.

O quotidiano nas vinhas É por volta das oito horas que se apresentam ao serviço os con-


ACTUALIDADE

vocados que são normalmente “merecidos, ou seja, quem fala a alguém para ir vindimar para a sua vinha vai depois vindimar para a vinha da outra pessoa”, quer isto dizer que fazem trocas uns com os outros, explicam os entendidos nesta matéria. “Por vezes são também os familiares que ajudam a vindimar para que se evitar pagar a alguém de fora”, acrescentam . Quando o calor aperta faz-se uma pausa, e outra para o almoço. Nas vinhas que demoram todo o dia a vindimar termina-se o dia de labuta “por volta das cinco ou seis horas”. “É o dia todo a vindimar, chegamos ao fim do dia cansados. E quando é a semana inteira a vindimar é pior, as pernas já não querem”, referem aqueles que continuam a fazer desta actividade o seu dia-a-dia durante o mês de Setembro. Durante as vindimas, por vezes acontecem incidentes, como cortes ou quedas, “mas nada de grave” contam aqueles que lá andam.

A vindima de outros tempos Mudam-se os tempos, mudamse as actividades e mesmo a vindima já não é o que era. Antigamente, era dada uma maior importância à vindima pois existiam mais vinhas e os proprietários tratavam delas. Existiam inclusivamente pr át icas que actualmente caíram em desuso, como por exemplo quando a vinha se situava num local mais distante. Nesse caso “iam todos de tractor para a vinha, para o almoço assavam-se sardinhas no local, e no final davam-se as filhós para assinalar o fim da vindima”. Actualmente as coisas são um pouco diferentes, “as pessoas agora já têm carro, vai tudo de carro e vêm-se comer a casa”.

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ACTUALIDADE

Foto arquivo

Orçamento de Estado apoia zona desportiva

Jaime Silva, presidente da UDS garante que a colectividade continua apostada na concretização da Zona Desportiva As obras de construção do pavilhão multiusos da zona desportiva de Santa Catarina da Serra foram incluídas nas verbas previstas para 2004 no Orçamento de Estado, depois de já terem sido contempladas no Orçamento de 2003. Com um total de 348.625 euros de verbas estatais previstas para a obra, já para o próximo ano de 2004, o Orçamento de Estado consigna 104.588 euros para o empreendimento. O restante será repartido pelos anos de 2005, com 209.175 euros e 2006 com o remanescente de 34.862 euros. Este financiamento estatal, direccionado para aquela impor-

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tante infra-estrutura para a freguesia está incluído no PIDDAC - Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central e referese ao parque desportivo, pavilhão multiusos coberto e balneários de Santa Catarina da Serra. O apoio estatal é bem visto em Santa Catarina da Serra. Jaime Silva, presidente da direcção da União Desportiva da Serra não esconde a satisfação. Contudo recorda que “a verba não chega” para cobrir a totalidade dos custos como projecto. Ainda assim, afirma-se esperançado no apoio da autoridades. “Esperamos contar com o apoio da Câmara de

Leiria”, diz. Jaime Silva não deixa no entanto de sublinhar que “a autarquia ajudou-nos com aquele que era o nosso problema, o terreno. A Câmara desbloqueou essa situação e não podemos dizer que não fazemos a obra por não termos terreno. Nesse aspecto a autarquia foi excepcional”, acrescenta. O certo é que a obra, o pavilhão multiusos custará mais de 500 mil euros “e os clubes de futebol vivem todos com grandes dificuldades”, refere Jaime Silva. O projecto de constituição de uma importante zona desportiva mantém-se inalterado afirma o presidente da UDS. “A nossa apos-


ACTUALIDADE

no próximos três anos ta desde o início foi nas infraestruturas e formação. E é nisso que esta direcção está empenhada. Isso só será possível com os apoios estatais e contamos com a colaboração da Câmara de Leiria e da Junta de freguesia, ainda que saibamos das limitações financeiras da Junta”, reafirma. A lém do ma is acrescent a, “assumimos o compromisso de trabalhar em prol dos jovens porque entendemos que Santa Catarina da Serra merece ter um centro desportivo com todas as condições”.

Obras estão a decorrer Entretanto as obras já arrancaram. Jaime Silva refere que “estão feitas terra-planagens, temos ainda feitos os parques e vedamos o terreno com um muro e estamos a fazer os acessos”. E neste caso, parte dos acessos estão a ser estudados em conjunto com a Junta de freguesia, sendo que deverão passar na zona das escolas. E em breve avança a construção do pavilhão, uma vez que a obra já está adjudicada. No entanto, “a data para terminar a obra depende das verbas que vierem a ser disponibilizadas”. A razão é simples, “não vamos endividar o clube, vamos investir à medida das possibilidades”. “Muito gostaríamos que esta direcção tivesse as obras feitas no fim do mandato, mas tudo depende das verbas que estejam disponíveis”, remata. O presente mandato termina em 2005. A direcção continua igualmente empenhada em conseguir a construção das piscinas. A obra está cabimentada, explica por sua vez Pedro Alves, da direcção da UDS. É uma das importantes componentes do projecto de zona

desportiva que implicará um investimento total na ordem dos 1,75 milhões de euros. “É necessário que também neste caso as autoridades não se esqueçam da freguesia”, reafirma Jaime Silva. Entretanto, está em estudo o arrelvamento do campo de futebol. “Já avançámos com o concurso público para a colocação de relva sintética”, diz o presidente da UDS. Trata-se de uma obra ampla que custará aproximadamente 400 mil euros, a que se devem acrescer os custos de alargamento do campo da Portela e remodelação das bancadas. Em suma, diz o presidente da direcção, “sabemos que não vai ser fácil e tudo dependerá dos apoios, mas a UDS continua empenhada na criação de infraestruturas e na formação temos cerca de uma centena e meia de atletas. Um bom indicador do bom trabalho realizado é o facto de dois atletas da nossa escola terem transitado recentemente para o Sporting”. E uma vez concret izada a construção deste complexo desportivo, a UDS fica com um dos melhores complexos desportivos da região, confia a direcção.

Junta esperava mais Além de considerar que a verba canalizada para a freguesia de Santa Catarina da Serra, nomeadamente para a constção de um parque desportivo, fica aquém do esperado, Domingues Neves, presidente da Junta, lamenta que o PIDDAC não contemple o IC9, nomeadamente a parte que abrange a freguesia, “ficando para novas oportunidades e que muitos transtornos está a fazer devido aos corredores bloqueados que não aceitam projectos”, afirma.

Rancho em França O Rancho Folclórico São Guilherme realizou uma deslocação a F ra nça. O agrupamento folclórico da freguesia partiu no passado dia 23 de Outubro rumo à vila francesa de La Queue en Brie, perto de Paris. A deslocação no final do passado mês de Outubro visou levar a cabo uma participação no X Festival de Folclore realizado pela Associação “As Cantarinhas” de La Queue en Brie.

Centena na Casa do Povo Cerca de uma centena de pessoas estão já envolvidas nas diversas actividades promovidas pela Casa do Povo de Santa Catarina da Serra. De acordo com Rui Alves, presidente da direcção da colectividade, o novo ano de actividades começou “dentro da normalidade” e quem quiser integrar-se nas actividades poderá ainda fazê-lo, bastando para tal dirigir-se à sede da Casa do Povo.

Magusto dia 8 A Casa do Povo promove no próximo dia 8 de Novembr o, u m M a gust o. Com início marcado para as 21 horas (mais concretamente a seguir à missa) esta actividade deverá contar com a participação de diversas colectividades.

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OPINIÃO

Loureira o orgulho de ser e fazer Na minha modesta existência de cidadão desta aldeia, há quase meio século, venho desta forma tentar contribuir para que todos e cada um continue a acreditar em si, nas suas capacidades de poder fazer sempre mais e melhor, colocando ao dispor da comunidade os meios materiais e humanos que Lhe foram confiados, para da melhor forma administrar esses seus talentos. É que, segundo a parábola, quando chegar a hora cada um terá de prestar contas da forma como utilizou os talentos e os bens materiais que lhe foram confiados. Quando pela primeira vez tive-

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mos a felicidade de ver a luz do sol apenas éramos donos dum corpo, quando os sinais vitais do nosso corpo deixarem de se manifestar então será a hora do corpo desprovido de haveres baixar à terra. Um dinamismo obreiro fez com que este povo construísse com o seu trabalho e com o fruto do seu labor braçal vários edifícios que sentiu necessidade de ter para uma maior qualidade de vida dos seus sucessores e progenitores e logo de seguida meteu mãos à obra. De facto, quando o espaço era exíguo para os seus habitantes rezarem, pegamos na vontade

de fazer e transformamos a nossa capela. Quando vimos que as nossas crianças precisavam de mais cuidados e os nossos avós de mais atenção e qualidade de vida, transformamos todo esse desejo em obra concreta e o sonho de alguns é hoje realidade concreta para todos. Não nos esquecemos dum local digno para nos despedirmos dos nossos entes queridos que deixaram o convívio dos vivos e assim pegamos na sala onde tantos de nós aprendemos as primeiras letras e transformámo-la na sala de despedida. A toda esta dinâmica social não poderemos esquecer a activi-


ACTUALIDADE

dade empresarial que não parou de crescer, quer no volume de empresas, quer em volume de negócios e expansão além fronteiras. Honrando os nossos ante passados vamos continuar a recordá-los hoje a sonhar com objectivos nobres por forma a conseguir a sua concretização no amanhã sempre com o fim de aumentar a qualidade de vida de todos nós e o orgulho de sermos e vivermos na nossa sempre grande Loureira. Jorge Gameiro

ADSL em assembleia No próximo dia 16 de Novembro vai decorrer uma Assembleia Geral Ordinária da Associação de Desenvolvimento Social da Loureira. A reunião foi convocada ao abrigo da alínea c) do nº1 do art. 29º dos estatutos. O início da reunião está marcada para as 16 horas “ou uma hora depois com qualquer número de presentes”, refere a convocatória. A apresentação das listas para o triénio 2004/2006 e a respectiva votação, é um dos pontos agendados. A Associação nos últimos 365 dias, o Plano de Actividades para o ano de 2004 e o Orçamento para o ano de 2004 são outros dos pontos a debater, bem como a discussão sobre informações diversas.

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ACTUALIDADE

Junta faz balanço O grau orçamental da Junta de Santa Catarina da Serra é na ordem dos 66 por cento, revela Domingos Marques, presidente da Junta. Num balanço da actividade autárquica este ano, revela que “todos os compromissos assumidos pela Câmara para com a Junta foram escrupulosamente cumpridos, ficando de fora os previstos e não assumidos”. Assim espera que “estes e outros (compromissos) sejam contemplados no Plano de Actividades da Câmara para 2004, conforme proposta apresentada a seu devido tempo”. No balanço das actividades, enuncia as obras concretizadas

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no âmbito da delegação de competências. Assim, construíram-se os passeios em Santa Catarina da Serra, no sítio da Bemposta; o alargamento e passeios na estrada do Casal do Couto; o pontão no Vale Feto (ao Cercal de Ourém); a conclusão de uma casa na povoção de Loureira para o alargamento da via municipal; arranjos diversos nas escolas do Primeiro Ciclo de Loureira e Magueigia e no jardins de infância de Loureira e Quinta da Sardinha; a requalificação da estrada do Vale Sumo; limpeza de arruamentos e tapar buracos nas rodovias e corte de silvas junto às mesmas. Entretanto, o Domingos Mar-

ques conta que para o próximo ano estejam disponíveis as verbas necessárias para executar obras no cemitério de Santa Catarina da Serra; pavimentações em várias ruas e acessibilidades; requalificação da feira da Loureira e parque de viaturas e de lazer na sede de freguesia, nos terrenos recentemente adquiridos junto ao centro de saúde; construção do anfiteatro conforme projecto aprovado pela Câmara. De acordo com o presidente da Junta “não deverá ser adiada por mais tempo a conclusão das obras nas estradas da Loureira à Chaínça e de Loureira à Fazarga” bem como o início dos trabalhos de saneamento.


ACTUALIDADE

Achado em Pedrome Carlos Neves estava envolvido em trabalhos ligados às novas instalações da sua empresa, a Voltel, quando se deparou com uma pedra, aparentando ser antiga, com a inscrição “MITRA”. “Estava a fazer a escavação para construir o muro para vedar o terreno. Quando a máquina movimentou as terras a pedra apareceu. Vou guardar a pedra. Se alguém mostrar interesse, entrego-a”, explica. O achado aconteceu no início do mês em Vale das Cerejeiras, Pedrome. Não há certezas, mas para Domingos Marques estudioso da história da localidade, uma das explicações possíveis passa pela pedra em questão ser um marco, provavelmente do século XVI. É que muitos dos bens de Santa Catarina da Serra, naquela altura, eram propriedade do Convento de Santa Cruz de Coimbra, a que chamavam a “MITRA”. Posteriomente, com a criação da diocese de Leiria os bens passaram para a posse desta entidade.

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OPINIÃO

Acompanhar Leiria na Noruega

Paula Couto, ao centro, integrada na comitiva de apoio à União de Leiria Por impossibilidade do presidente, Paula Couto esteve a representar a Junta de Santa Catarina da Serra na viagem à Noruega, integrando a comitiva de apoio ao União de Leiria em mais uma eliminatória da Taça UEFA. A equipa de Leiria acabou por perder em Molde, mas fica o registo da forma como Paula Couto viveu a viagem: “No aeroporto, antes do início da viagem, o ambiente era de alegria e de esperança numa vitória e de expectativa acerca do país a confrontar. A imagem que surgiu no horizonte, quando a avião começou a sobrevoar a Noruega e a altitude a diminuir, foi de um imenso manto de neve. Depois começaram a tornarem-se mais nítidas, as montanhas brancas de neve e as ravinas. E por fim, perto da aterragem, as povoações e o mar que entrava dentro de terra. Foi um alívio verificar que no aeroporto já não havia neve, mas sim um dia bonito de sol. A cida-

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de estava situada numa encosta virada a sul, que fazia fronteira com o mar que entrava na terra. Do outro lado, via-se ao longe, uma ou outra povoação apoiada no sopé duma montanha. A tranquilidade campestre da cidade, associada à existência de todas as comodidades de um país evoluído, dava uma qualidade de vida aos seus habitantes dificilmente igualável. A beleza era visível no jogo de formas e cores da paisagem, e variava entre o verde dos campos e da relva, os tons mais amarelos e acastanhados das árvores, o branco das montanhas mais altas, as florestas escuras, o azul do mar e uns salpicos de flores por toda a parte, o que proporcionava um bem-estar supremo. Quando a hora do jogo se aproximava e eram colocados os símbolos e bandeiras para apoiar o União de Leiria, o aperto no estômago aumentava. O sofrimento dos dois primeiros golos do Molde foi completamente esquecido

quando surgiu o primeiro golo do UL. A alegria fez saltar a claque com um ânimo renovado. O terceiro golo da equipa adversária e o término do jogo provocaram uma desolação geral. Ainda no aeroporto, antes do embarque, sentia-se alguma tristeza pelo resultado final. Apesar disso, a viagem valeu a pena pelo convívio, companheirismo e boa disposição entre os acompanhantes da equipa, que associados à beleza de natural de Molde tornaram a viagem muito agradável. Já dizia alguém que não somos nós quem fazemos as viagens, mas são as viagens que nos fazem a nós. E por fim, perdendo ou ganhado, o orgulho no Clube da nossa ter ra ma ntém - se ina lterado. Força União de Leiria! Agradecimentos: Sr. Presidente da Junta de Santa Catarina União de Leiria Acompanhantes da equipa”


ACTUALIDADE

Bombeiros em jantar de angariação A Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Catarina da Serra promove no próximo dia 29 de Novembro, pelas 19h30, um jantar de angariação de fundos a favor daquela associação. O evento deverá realiza-se no Salão Paroquial. De acordo com informação dos responsáveis da Associação de Bombeiros “convidam-se todos os santa catarinenses interessados a participar”. Os ingressos para a participação no

jantar estão à venda nas instalações da Associação, bem como à saída das missas que decorrem na freguesia, junto dos postos dos bombeiros que aí prestam apoio na área da saúde. No mesmo jantar deverão ser entregue pelo Motoqueiros da Serra as verbas resultantes do esforço de angariação de fundos que os membros daquela associação estão a realizar e que reverte a favor dos bombeiros.

Declaração vínica Até dia 15 de Novembro decorre o período de apresentação da declaração de colheita e produção de produtos vínicos. A declaração deverá ser feita na Junta de Santa Catarina da Serra, devendo os interessados fazer- se acompanhar do manifesto do ano passado, bilhete de identidade e cartão de contribuinte.

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ENSINO

Agrupamento Vertical de Escolas e Jardins da Serra

Educar à descoberta na Biblioteca Uma Biblioteca Escolar desempenha um papel importante no processo educativo, nomeadamente, na aprendizagem da leitura, na criação e desenvolvimento do prazer de ler, no desenvolvimento da expressão verbal, na aquisição de competências de informação, no interesse pela ciência, arte, novas tecnologias, no desenvolvimento de expressões artísticas, no apoio curricular e na criação de bons hábitos de convívio. Conscientes da necessidade e da importância de uma biblioteca numa escola, a equipa coordenadora da Biblioteca/CRE, do Agrupamento de Escolas e Jardins da Serra, pretende, precisamente, sensibilizar e envolver todos aqueles que a utilizarem para a motivação do ensino-descoberta, através da troca de experiências, de descobertas comuns e de sucessos alcançados. O projecto a desenvolver pretende, sobretudo, atingir os seguintes objectivos: - apoiar e promover os objectivos educativos definidos de acordo com as finalidades e currículo da escola; - criar e manter nas crianças e adolescentes o hábito e o prazer da leitura, da aprendizagem e da utilização das bibliotecas ao longo da vida; - promover a leitura, os recursos e serviços da Biblioteca/CRE junto da comunidade escolar; - desenvolver o espólio documental da Biblioteca/CRE; - organizar e informatizar a Biblioteca/CRE segundo as normas internacionais. Contudo, é objectivo fulcral da equipa da Biblioteca/CRE despertar o interesse dos jovens pelos livros, de modo a criar hábitos de

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leitura e a desenvolver o prazer de ler livros. Para isso, é necessário procurar soluções traduzidas em estratégias para que se promova, na Biblioteca/CRE e também no espaço concreto da sala de aula, um contacto motivado e eficaz do aluno com os textos e, a partir daí, esperar (ter esperança) que a leitura seja uma realidade. Essas estratégias, passam pela elaboração de um plano de trabalho anual, no qual constam actividades como concursos ( o Leitor Glutão, Chegou o Outono, Olimpíadas da leitura, Olá Primavera, Uma aventura, Momentos de Poesia, Página ilustrada, À descoberta de títulos, À descoberta da história, Calendários de provérbios, Calendários poéticos, O melhor contador de histórias) e ainda uma animação permanente do espaço da biblioteca, nomeadamente, com dramatizações, apresentação de novos livros, exposições temáticas, visionamento de filmes, leitura e animação de contos, elaboração de tops de livros, eleição do autor do mês, feira do livro...

Para chegar às escolas do agrupamento, a biblioteca vai manter em circulação as caixatecas, baús com material diverso, desde livros, jogos lúdicos, material multimédia, que permanecerá 15 dias em cada escola. A equipa coordenadora da biblioteca também vai circular por estas escolas, uma vez por mês, fazendo a leitura e animação de pequenas histórias, com teatro de fantoches, sombras chinesas ou mesmo com dramatizações de alunos da escola sede. Para os alunos do 1º ciclo da escola sede, estão destinadas actividades de ocupação de tempos livres que passam pela Biblioteca, pela sala de informática e pela sala de jogos lúdicos. Todas as actividades dinamizadas pela Biblioteca/CRE poderão envolver alunos, professores e até pais e encarregados de educação e terão sempre em vista 4 finalidades: Educação, Informação, Cultura e Lazer. A Coordenadora da Biblioteca/ CRE: Rita Agrel


ENSINO

Um Agrupamento – Uma Família – Uma Comunidade

Uma Escola Pública para todos

António dos Reis Oliveira *

“As Associações de Pais, enquanto parceiros integrantes e interessados têm um papel fundamental” “Prioridade também na continuidade do que já vimos fazendo há alguns anos a esta parte é a procura de inserção no mundo laboral dos alunos com dificuldades de aprendizagem” “Grande percentagem dos alunos após o estágio laboral são admitidos nas empresas”

No arranque de novo ano lectivo tanto o Projecto Educativo, como o Projecto Curricular de Escola/Agrupamento definem o nível das prioridades da política educativa para o próximo triénio. A primeira, passará por agregar em torno de um Projecto comum todos os actores da comunidade educativa: professores, alunos, pais, auxiliares de acção educativa, pessoal administrativo, autarquia e restantes forças vivas. Para a consecução desta prioridade várias acções e actividades estão agendadas desde reuniões parcelares, por turmas, o projecto Escola, Família, Comunidade, colóquios sobre temáticas diversas para professores, alunos, pais e pessoal não docente, debates, convívios a actividades que envolvam toda a comunidade. A s A ssociações de Pa is, enquanto parceiros integrantes e interessados têm um papel fundamental na criação desta identidade, porquanto um objectivo comum os move: a corresponsabilização, juntamente com a Escola, na construção de uma identidade e consciência dos seus filhos no caminho para a sua formação integral . A segunda prioridade, está na linha do que já vem sendo feito : sistematizar, aprofundar e alargar o conceito de Escola para todos. Para as escolas do Agrupamento e para a EBI, escola sede, “Escola para Todos” significa que de facto todos têm os mesmos direitos e deveres, que todos têm acesso ao ensino, significa ainda que não excluímos , não seleccionamos alunos dependendo das suas capacidades de aprendizagem. A todos dentro do princípio da Adequação, Flexibilização e Diferenciação oferece-

mos e proporcionamos práticas pedagógicas, quer na actividade curricular, quer nas actividades de enriquecimento curricular de modo que o currículo passe por atender e adequar-se às necessidades dos alunos na sua inclusão social, e neles desenvolver competências diversas que os “ ajudem a orientar-se e assumirem-se como cidadãos autónomos críticos e solidários “. Para ajudar os alunos na sua inclusão social, além do quadro de docentes, o agrupamento tem ao seu dispor um quadro de técnicos, de educação especial, uma psicóloga,(paga com o crédito horário da Escola) a parceria com o Centro Dr Gorjão Henriques e a colaboração directa da Assistente Social. A terceira prioridade, também na continuidade do que já vimos fazendo há alguns anos a esta parte é a procura de inserção no mundo laboral dos alunos com dificuldades de aprendizagem. No ano lectivo de 2003/2004, a Escola Básica Integrada desenvolveu protocolos com várias firmas da região que acederam a receber alunos do 3º ciclo nos estágios laborais. Estes alunos frequentam a Escola Básica para desenvolvimento curricular três dias e as firmas dois dias, no horário semanal. Durante o ano lectivo existe um diálogo permanente entre o conselho executivo, a professora de Educação Especial e o representante de cada firma o que permite um acompanhamento sistemático destes alunos. É com satisfação que verificamos que grande percentagem destes alunos após o estágio laboral são admitidos nas empresas. * Coordenador da área pedagógica

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DESPORTO

União da Serra segue na Taça

Com pedido de publicação, recebemos o seguinte “esclarecimento” da União Desportiva da Serra:

Esclarecimento A Direcção da União Desportiva da Serra, na pessoa do seu presidente, esclarece todos os sócios e simpatizantes desta colectividade, bem com os do Grupo Desportivo de São Guilherme, que, contrariamente ao que se diz na praça pública, esta Direcção não cortou relações com o Grupo Desportivo de São Guilherme, nem com a sua direcção, nem mesmo com o seu presidente. A verdade é que a Direcção da UDS apresentou à Direcção do Grupo Desportivo de São Guilherme uma proposta para uma gestão conjunta dos dois clubes, proposta essa que foi rejeitada. Por este facto, os dois clubes ficam com funcionamento e gestão independentes. É empenho desta Direcção manter a união e a colaboração com todas as associações, e não o contrário.

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1.Sp. Estrada 5 2.Nazarenos 5 3.Ansião 5 4.Juncalense 5 5.ARCUDA 5 5 6.Óbidos 7.U. Serra 5 8.Vieirense 5 9.Chão Couce 5 10.Vidreiros 5 11.Avelarense 5 12.Bombarralense 5 13.Marrazes 5 14.Pernelhas 5 15.Praia Vieira 5 16.Fig. Vinhos 5 6ª jornada Pernelhas Óbidos Fig. Vinhos Praia Vieira Avelarense Marrazes Vidreiros Bombarralense

0 2 1 1 0 2 2 1 1 1 3 3 0 0 2 1

1 0 1 1 2 1 1 2 2 2 1 1 4 4 3 4

GOLOS

4 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1 1 1 1 0 0

PONTOS

5ª jornada Sp. Estrada 4 Pernelhas 0 Valter, 12, 60, Silva, 70, 80 U. Serra 1 Óbidos 1 Xuxa, 24; Betinho, 75 ARCUDA 2 Fig. Vinhos 1 Rui Guerreiro, 7, Ferraz, 40; Futre, 75 Vieirense 1 Praia Vieira 1 Pedro Santos, 33; Xaréu, 58 Ansião 0 Avelarense 0 Nazarenos 1 Marrazes 0 Vitinha, 46 Juncalense 0 Vidreiros 3 Paulo Russo, 65, Nelinho, 75, Gito, 90, g.p. Chão Couce 4 Bombarralense 1 Sérgio Fonseca (2), Marco Brás, José António; Paulo Cotrim, 75 JOGOS

Entretanto, no campeonato da Divisão de Honra, a UDS alcançou um empate frente à equipa

DIVISÃO DE HONRA

EMPATES

Empate no campeonato

de Óbidos, a um golo. Foi no jogo da quinta jornada do campeonato. Com este resultado, a UDS está em sétimo lugar na classificação, com oito pontos. Na próxima jornada a UDS desloca-se ao norte do distrito para defrontar o Figueiró dos Vinhos.

DERROTAS

UDS a equipa que conseguiu alterar novamente o marcador ao conseguir o terceiro golo perto do fim da primeira parte, aos 43 minutos por intermédio de Norberto, que pareceu ditar a eliminatória. A equipa liderada por Sérgio Moreira ainda reagiu, conseguindo mesmo um golo, mas tarde de mais. Quando o jogo entrou nos minutos finais, Mauro aos 85 minutos reduziu a desvantagem para a Pelariga, mas de nada valeu. A UDS venceu, muito graças à superioridade imprimida, sobretudo, na primeira parte. Será agora necessário aguardar pelo resultado do sorteio para conhecer o adversário seguinte da equipa de Santa Catarina da Serra nesta competição.

VITÓRIAS

A equipa da União Desportiva da Serra venceu o Pelariga, ultrapassando com sucesso a primeira eliminatória da Taça Distrito de Leiria em futebol. A jogar fora, no passado dia 26 de Outubro, a turma da serra fez sentir a sua superioridade face ao Pelariga que milita na Primeira Divisão do Campeonato Distrital de Leiria. Com três golos marcados com apenas um de resposta por parte dos homens da equipa do concelho de Pombal, a turma liderada por Fernando Mateus carimbou assim de forma inquestionável a passagem à segunda eliminatória. De resto, a mais valia da equipa da UDS ficou patente pela vantagem alcançada no marcador logo nos momentos iniciais da partida. Aos dez minutos de jogo a UDS já vencia por 2-0. Adérito deu a vantagem à equipa da Serra, aos 6 minutos e repetiu o feito três minutos mais tarde. Foi mesmo a

11-5 12 14-2 11 10-7 10 7-7 10 4-5 9 7-6 8 9-2 8 8-7 7 6-3 7 5-7 7 6-2 6 5-6 6 1-6 3 3-13 3 6-16 2 4-12 1

Chão de Couce Sp. Estrada U. Serra ARCUDA Vieirense Ansião Nazarenos Juncalense


RESTAURANTE

O Bom Pastor da Serra Situado bem no centro de Santa Catarina da Serra o “Bom Pastor” é um restaurante onde se destacam alguns pratos tradicionais como o bacalhau com molho de cebolada e o cozido à portuguesa. “Comecei a fazer o cozido ao domingo porque me pediam e agora é um prato que se serve muito, principalmente no Inverno”, refere a proprietária, Lina Santos, adiantando que “há quem venha de propósito para este prato”. No “Bom Pastor” é ainda confeccionado o prato típico da Serra: o borrego. Mas segundo a proprietária, “o borrego já é cozinhado em muitos locais”. Por isso o “Bom Pastor” oferece as outras opções. Outra das especialidades da casa são as sobremesas caseiras confeccionadas pela própria proprietária. Para além destas especialidades, durante a semana, estão sempre três pratos prontos a sair: dois de carne e um de peixe, que são uma solução para os trabalhadores uma vez que não demoram tempo a serem servidos.

Balanço positivo Foi há cerca de oito anos que Lina Santos agarrou o negócio da restauração quando se tornou proprietária do restaurante “O Bom Pastor”. É que antes de ser proprietária, Lina foi empregada deste restaurante quando pertenceu a outra gerência. Quando lhe pedimos para fazer o balanço desta actividade, Lina Santos refere que acima de tudo “é muito instável o movimento. Há dias em que a casa enche, outros dias são mais fracos, depende muito…”. Por outro lado “fica-se com pouco tempo disponível e isso satura um pouco. É que até aqui só fechava ao domingo à tarde, para aproveitar os peregri-

nos e as pessoas que vinham para almoçar”. Refira-se que “O Bom Pastor” tem muitos clientes peregrinos que já conhecem a casa e quando vão a Fátima fazem uma pausa neste restaurante, para o almoço ou até mesmo para o pequenoalmoço, refere a proprietária: “Alguns peregrinos que vêm de

manhã para as bifanas, às vezes até esperam que eu lhes abra a porta”. Mas os peregrinos não são os únicos clientes d’ “O Bom Pastor”, segundo Lina Santos “também vem muita gente da terra, principalmente ao domingo, que tanto comem no restaurante como levam para comer em casa.”

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vozdaserra2003.10  

Jovens da freguesia na universidade Orçamento de Estado apoia zona desportiva Págs. 10 e 11 Págs. 12 e 13 Págs. 4 a 7 Esta revista é um supl...

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