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Empresa do mês: Armindo Pereira e Neves, Lda. Pág. 22

União da Serra com plantel definido Pág. 19

Revista da Freguesia de Santa Catarina da Serra

Bombeiros querem quartel Pág. 6 e 7 Esta revista é um suplemento local que integra a edição n.º 3411, de 9 de Agosto de 2002, do Semanário REGIÃO DE LEIRIA e não pode ser vendida separadamente.


FÓRUM FICHA TÉCNICA DIRECTOR: Francisco Rebelo dos Santos DIRECTOR-ADJUNTO: Pedro Costa

INDICE

Novo projecto

Histórias da História

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EDIÇÃO: Carlos Santos Almeida

Bombeiros apostam em novo quartel

CONSELHO DINAMIZADOR:

Solidariedade com o David

Armando Costa Armindo Neves David Vieira Domingos Neves Fausto Neves

06 e 07 8

Crisma na Serra

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Casa do Povo aprova actividades

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O senhor Luso-Americano 12 e 13

Jaime Silva Joaquim Rodrigues Jorge Primitivo José Augusto Antunes José Carlos Rodrigues Lino Pereira Manuel Silva TEXTOS: Carlos S. Almeida Sílvia Reis Sónia Gomes FOTOGRAFIA: Joaquim Dâmaso e arquivo do REGIÃO DE LEIRIA PAGINAÇÃO: Departamento Gráfico

Tempos Livres de Leste

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Corais em concerto

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Passeio de idosos

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Festas em Agosto

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União da Serra com plantel definido

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As férias mais procuradas

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Inquérito de rua

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APN : Crescimento confortável 22

do Região de Leiria PUBLICIDADE: Lídia Órfão Tereso PATROCINADORES PERMANENTES: Junta de Freguesia

Participe

de Santa Catarina da Serra LubriFátima Socoliro Maia – A. Ferreira das Neves Herdeiros, Lda. Armindo Pereira e Neves, Lda. Hiperclima Construtora do Lena JRP J. Primitivo Madeiras, S.A. Manuel da Costa e Silva, Lda. Construções J.J.R. & Filhos, S.A. Lenobetão IMPRESSÃO: Mirandela SA TIRAGEM: 2.500 exemplares

Esta revista é suplemento local que integra a edição n.º 3411, de 9 de Agosto de 2002, do Semanário REGIÃO DE LEIRIA e não pode ser vendida separadamente.

A sua opinião conta. A VOZ DA SERRA tem em funcionamento um Ponto de Apoio ao Leitor na Papelaria Bemposta, no centro da vila de Santa Catarina da Serra. Porque a participação activa dos nossos leitores é essencial, agora existe um local onde pode deixar as sugestões de assuntos que gostaria de ver abordados, textos para publicação, pagamento de assinaturas e entrega de publicidade. A interactividade com o leitor é uma das nossas preocupações. Ajude-nos participando.

Um novo projecto afigura-se no horizonte da freguesia de Santa Catarina da Serra. A Associação de Bombeiros Voluntários está apostada em conseguir o que denomina de condições dignas para o voluntariado. É, afinal, a prioridade direccionada para a concretização física, na forma de um quartel, do altruísmo daqueles que dão de si pelos outros. Agora, resta à comunidade não esquecer aqueles que a acodem quando esta mais precisa. É que o apoio de todos é imprescindível para a concretização deste projecto importante para a freguesia. Da mesma forma, as autoridades oficiais, sobretudo o poder autárquico, vêm-se perante a necessidade de deixar o seu apoio ao desenvolvimento da freguesia, numa actividade indispensável para a real valorização da componente social da freguesia. Também nesta edição damos conta de um filho da terra que conseguiu concretizar os seus objectivos de vida num país diferente do seu. Afinal esta é uma história comum à de muitos que nesta altura regressam para revisitar a terra natal.

Rectificação Na sua última edição, a VOZ DA SERRA cometeu duas incorrecções no texto publicado na página 26, referente à empresa Manuel da Costa e Silva, Limitada. Assim, ao contrário do que é referido, são três os filhos de Manuel da Costa e Silva. Acresce ainda que a área de exposição da empresa é de 700 metros quadrados e não os 250 metros quadrados erradamente referidos. Aos visados e aos leitores pedimos as mais sinceras desculpas pelo lapso verificado.

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TRIBUNA

Histórias da História (as estações da via-sacra)

Domingos Marques As 14 estações da Via-Sacra que atravessam esta freguesia de Santa Catarina da Serra foram visitadas penitencialmente pela primeira vez no dia 13 de Julho de 1976. Na execução desta obra estiveram envolvidas as paróquias de Peniche, Santa Catarina da Serra e o Santuário de Fátima. Os primeiros contactos para a sua construção iniciaram-se em Dezembro de 1974. A iniciativa desta grandiosa obra é da responsabilidade da Paróquia de Peniche e foi transmitida ao reitor do Santuário, através de uma carta do senhor Prior de Peniche, Padre Manuel Bastos e Sousa, propondo-se oferecer aos peregrinos de Fátima as 14 estações de uma ViaSacra igual à que a sua paróquia mandara erigir à beira-mar, lá para os lados da Senhora dos Remédios e da Nau dos Corvos, no caminho do Cabo Carvoeiro. A referida carta foi apresentada na reunião do C.S.R. pelo seu reitor Padre Luciano Gomes Paulo Guerra, no dia 17 de Dezembro de 1974, que aceitou “com muita satisfação esta

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generosa e devota oferta” e, uma vez que já existia a Via-Sacra no caminho do Reguengo do Fètal na direcção da Cova da Iria, foram de opinião que o local mais aconselhável para a colocação das 14 estações da aludida ViaSacra seriam os caminhos donde afluem mais peregrinos a pé. Nessa reunião o Sr. Reitor foi incumbido de falar no assunto com o pároco de Peniche e escrever aos párocos de Caranguejeira e Santa Catarina da Serra pedindo-lhes as suas opiniões sobre os seguintes trajectos: Cardosos / Santa Catarina da Serra / Loureira ou Caranguejeira / Olivais /Quinta da Sardinha / Loureira. O percurso do caminho para a colocação dos cruzeiros ou nichos seria entre 10 a 15 Km. O itinerário escolhido foi o dos Cardosos/Santa Catarina da Serra/Loureira, dando-se de imediato início à obra. As pedras seriam oferecidas pelos paroquianos de Peniche. Os trabalhos de canteiros, pedreiros e orientação dos trabalhos, seriam da responsabilidade do Santuário. Os proprietários autorizariam a ocupação dos seus terrenos. Porém, e no decorrer dos trabalhos, constatou-se a existência de um certo nervosismo e até descontentamento devido ao facto da Via-Sacra ter iniciado nos Cardosos e não nos Olivais onde ocorre o maior número de peregrinos. Não era viável voltar-se atrás e só havia uma solução: Construir

mais três estações a partir dos Olivais, ficando uma junto à escola, uma outra no Casal do Couto e a terceira junto à capela da Quinta do Salgueiro. E assim se fez. A última estação termina no Santuário, do lado norte, na XIV estação da Via-Sacra que vem do Reguengo do Fètal junto a um crucifixo ali existente. As pedras, como se referiu, vieram de Peniche e no caminho do Cabo Carvoeiro existem milhares de pedras semelhantes. Não é possível obter novas pedras por estarem protegidas pela Organização Mundial da Defesa da Costa. Observa-se nestas duas ViasSacras um caso curioso e já objecto de vários comentários: As pedras da ViaSacra de Peniche têm a cruz gravada para a esquerda e as pedras da ViaSacra de Fátima têm a cruz gravada para a direita. Uns dizem que o canteiro de Peniche era canhoto ou da esquerda, ao passo que o canteiro da Via-Sacra de Fátima era das direitas. Nem uma coisa nem outra e tudo teria sido pensado em termos bíblicos. A orientação da cruz está no sentido do fim da caminhada, como no Calvário de Cristo. A inauguração desta via-sacra ocorreu no dia 13 de Julho de 1976 e desde então, todos os anos no primeiro domingo da Quaresma se realiza esta caminhada entre os Olivais e o Santuário da Cova da Iria, sendo muito concorrida.


ABERTURA

Quartel no horizonte Em Santa Catarina da Serra, os bombeiros fazem falta. A convicção é da direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Catarina da Serra (ABVSCS). Amílcar Guerreiro, presidente da direcção e Domingos Neves, primeiro secretário, em declarações à VOZ DA SERRA, traçaram os objectivos da associação que agora cumpre quatro anos de actividade. A construção de um quartel é a prioridade. Até 2005, a direcção diz-se empenhada em conseguir concretizar as condições necessárias para a dignificação do trabalho do voluntariado. É necessário deixar uma “palavra de apreço pelos voluntários que fazem parte da secção e que têm sido pacientes, vivendo com as condições mínimas, dormindo no quartel em condições que seguramente nada têm a ver com o que têm em casa”, salienta Amílcar Guerreiro. Convicto de que a população vai apoiar este projecto, Amílcar Guerreiro reafirma a necessidade de dotar a freguesia de um quartel. “Se não nos mandarem embora, só vamos largar este projecto com esse objectivo cumprido. Sabemos que é difícil, mas contamos com a generosidade das pessoas da terra”. E “se a situação do terreno se desbloquear entretanto, pensamos dar início aos trabalhos de terraplanagem ainda este ano”, refere. Se surgirem apoios, o quartel pode ser uma realidade em 2005, estima o presidente. Tudo indica que venha a ser construído na Bemposta e trata-se de um projecto cuja concretização comporta custos na ordem dos 600 mil euros.

A história da associação A criação da ABVSCS foi sugerida pelo presidente da Junta de Freguesia, Domingos Marques. Pouco depois de ter surgido a ideia, a 5 de Agosto de 1998, tomou posse a comissão instaladora. A necessidade de prestar apoio à

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população com uma ambulância foi a principal razão de criação da secção na freguesia. E de forma a permitir o funcionamento da ambulância, foi estabelecido um protocolo com a Câmara de Leiria e os Bombeiros Voluntários de Leiria, originando-se a associação. Cerca de meia centena de voluntários juntaram-se a este projecto que em termos operacionais está sob a alçada dos Bombeiros Voluntários de Leiria, mas que financeira e administrativamente é da responsabilidade da associação. A direcção tomou posse a 9 Setembro de 1998. Com um mandato de três anos, o presidente confessa que “nessa fase foi tudo uma novidade para nós”. Três anos depois, admite que as dificuldades ainda se fazem sentir. Afinal, em termos de despesas correntes, a associação implica o dispêndio de cerca de 50 mil euros anuais. “Essas despesas referem-se a salários, das cinco pessoas efectivas – entre as quais está incluído um deficiente

motor – a manutenção de viaturas, combustíveis e alimentação dos bombeiros ao fim-de-semana”, explica. “Temos despesas, mas não temos uma fonte de financiamento”, refere. Além das quotas dos sócios e dos cortejos ocasionais, não há outras formas de financiamento. “Já fizemos um cortejo para angariar fundos para a construção de um quartel e para apoiar as despesas da associação. Quando o cortejo se rea-

Amílcar Guerreiro e Domingos Neves


ABERTURA lizou havia um local onde contávamos construir o quartel, mas as coisas não correram da melhor forma. A venda do terreno não se concretizou”, explica o presidente da direcção. Inicialmente a associação funcionou num pequeno espaço cedido pela Junta de freguesia. Mas a necessidade de um espaço maior foi colmatada com a cedência de instalações por parte da Casa do Povo, a 3 de Março de 1999. A associação conta com cerca de 50 bombeiros voluntários e cinco efectivos, com cinco viaturas de incêndio, um veículo de desencareceramento, duas ambulâncias – uma de emergência e outra de transporte de doentes - e uma carrinha de apoio. Essas viaturas são propriedade dos Bombeiros Voluntário de Leiria, com excepção da ambulância de transporte de doentes que é pertença da Junta de freguesia que cedeu a sua utilização. Para os responsáveis da secção, um dos indicadores do interesse da existência dos bombeiros em Santa Catarina da Serra é o número de serviços prestados. Em 1999 foram 2602 serviços; 2000 foram 2125 serviços; 2001 foram 2334 serviços e até Abril de 2002 foram 534 serviços. Mas a falta de financiamentos tem sido a fonte de muitas dores de cabeça da direcção. “Em 2001 equacionamos seriamente a continuidade da associação. Tínhamos despesas sem uma verba fixa que nos desse alguma tranquilidade”, confessa Amílcar Guerreiro. Após várias reuniões na Câmara de Leiria, “ conseguimos que em 2001 a autarquia comparticipasse com cerca de 20 mil euros, pagos em tranches trimestrais que foram cumpridas”, conta. E salienta que “foi graças à compreensão da senhora presidente que foi possível dar continuidade a este projecto”. Foi aí que surgiu o propósito de avançar com a construção do quartel. Em Setembro do ano passado, “lançamo-nos na procura de um novo espaço e adquirimos um terreno, com uma área de aproximadamente 2500 metros quadrados, em

Bemposta, junto à estrada Quinta da Sardinha – Fátima”, refere. Para já, o início da obra aguarda o desfecho do processo de desanexação, existindo um contrato de compra e venda do imóvel. E face à tarefa de construir o novo quartel , “reforçamos a equipa”, diz o presidente. Assim, nas eleições de 23 de Março de 2002 à equipa inicial juntaram-se: Paulo Primitivo para a área de gestão do projecto de construção do quartel, Jacinto Primitivo para a área de apoio à manutenção das viaturas e Alice Neves no apoio na área de cobranças e angariação de sócios.

O problema financeiro Sem corpo de bombeiros autónomo, a ABVSCS não tem assento em nenhuma instituição relacionada com os bombeiros. “A nossa ligação é com os Bombeiros de Leiria. E de lá recebemos a indicação de que existem muitas dificuldades financeiras”, refere Amílcar Guerreiro. Assim, “só vejo a continuidade da associação se existirem apoios da Câmara e da Junta e das entidades oficiais competentes”, refere. E dizse esperançado de que “a Câmara venha a ter connosco a mesma compreensão que teve o ano passado”. Por outro lado, salienta “o bom entendimento entre a associação de bombeiros de Santa Catarina da Serra e os BV de Leiria, nomeada-

mente com o seu comandante Almeida Lopes e com responsável técnico-operacional da secção de Santa Catarina da Serra, Fernando Venâncio”. Para os actuais responsáveis, não faz sentido falar na autonomia da secção. “Não defendo a criação de um corpo autónomo. Mas o tempo o dirá, caso as entidades a que estamos ligados entenderem que esse é o caminho”, acrescenta.

Responsáveis da associação Assembleia Geral: Presidente Assembleia: Paulo Reis 1º Secretário: Domingos Marques Neves Vice-presidente: António Vieira Rodrigues 2º Secretário: Claudia Vieira Direcção: Presidente: Amílcar Guerreiro Vice-presidente: Paulo Primitivo 1º Secretário: Domingos Neves 2º Secretário: Jaime Silva Tesoureiro: José Alves Suplentes: Alice Neves Jacinto Primitivo

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ACTUALIDADE

São Pedro na Pinheiria Na Pinheiria a tradição voltou a ser cumprida e o São Pedro festejou-se. A festa teve lugar no “Jardim das Oliveiras” na noite de sábado, dia 29 de Junho. Para que tal acontecesse foi necessário muito trabalho da população local. Para além do baile ao som da música popular portuguesa, propícia ao habitual pé de dança, realizou-se, como não poderia deixar de ser, a já conhecida fogueira de São Pedro. No final da festa realizou-se um pequeno sorteio de rifas que premiou quatro dos muitos jogadores.

Avós ensinam jogos tradicionias no recreio Levar os avós ao recreio. Este é o objectivo de uma actividade que o Centro Social e Paroquial de Santa Catarina da Serra está a preparar e que deverá ter início em Setembro, no arranque do novo ano lectivo. De acordo com Isabel Reis, directora da instituição, pretende-se levar os idosos às escolas para darem a conhecer os jogos tradicionais. O jogos do pião , do arco e de roda, são penas algumas das tradições que se pretende transmitir aos alunos da freguesia, depois de ter decorrido a recolha destas prácticas lúdicas. “Pretende-se promover o convívio entre as gerações”, acrescenta Isabel Reis.

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Solidariedade com o David Está a decorrer na freguesia de Santa Catarina da Serra e em Fátima, uma campanha de solidariedade em prol do David. O David tem dois anos, mora em Fátima e sofre de uma doença do foro oncológico. A campanha traduz-se na existência de vários mealheiros em diversos pontos da freguesia, bem como de uma conta bancária de solidariedade (nº 11606306.10.001 – Solidariedade com o David) no balcão da Loureira do BPN. As ligações do David à freguesia prendem-se com o facto da criança ter frequentado a creche da Associação para o Desenvolvimento Social da Loureira e a recolha de fundos surge pelo o facto de poder vir a ser necessária a ajuda financeira para ajudar a suportar o tratamento da criança em Londres. A mãe do David contou à VOZ DA SERRA como evoluiu a situação do David. “Aos três meses achávamos que a criança tinha um problema no olho direito. O pediatra disse que possivelmente se trataria de um estrabismo, corrigível até aos nove meses, para não nos alarmarmos”. Contudo, acrescenta, “o David não acompanhava as imagens. Numa consulta nos Hospitais da Universidade de Coimbra foi-lhe diagnosticado o estrabismo, foram receitados óculos de correcção que o David usou”. Mas a situação não melhorou. “Notámos que a pupila do David se dilatou muito e numa consulta percebeu-se que tinha feito o descolamento da retina e cegado do olho direito”, recorda a mãe da criança. O David foi imediatamente encaminhado para os serviços de oncologia, tendo-lhe sido realizados vários exames. O

diagnóstico foi extremamente difícil. E a equipa médica recomendou que fosse realizado por uma clínica londrina, “para confirmar se seria retinoglastoma”, refere. Face às imagens envidas para a clínica em Londres foi detectado um tumor e a indicação de que seria necessário retirar o olho o mais brevemente possível. A equipa médica em Coimbra realizou essa intervenção, e foi colocada uma prótese “à qual o David se adaptou muito bem”, explica a mãe. Os resultados dos testes então realizados abriram espaço à convicção de que não haveria mais complicações e que o pior teria passado. No entanto, a prótese começou a ser rejeitada. E como a situação não se regularizava foi contactado o cirurgião que detectou um quisto que “não parecia ser grave”. Uma ressonância magnética não deixou dúvidas: o problema oncológico não tinha desaparecido. Actualmente, o David está a ser submetido a tratamentos de quimioterapia, tendo sido operado recentemente. Continua em aberto a possibilidade de vir a ser necessário tratamento médico em Londres. “A equipa que tem seguido o David deu a indicação de que se sentir necessidade irá encaminhalo para Londres, mas o que se faz lá está a ser realizado aqui”, explica a mãe da criança. Assim, esclarece, o montante apurado na campanha de solidariedade só será utilizado caso venha ser necessária a deslocação ao estrangeiro. “Se o dinheiro não for preciso ou se o David não resistir aos tratamentos, a verba será canalizada para outro fim e não tocaremos no dinheiro”, esclarece.


ACTUALIDADE

Crisma na serra Cinquenta e nove jovens de vários lugares da paróquia de Santa Catarina da Serra receberem o sacramento do Crisma na tarde do passado dia 13 de Julho. A cerimónia religiosa foi presidida pelo bispo da diocese de Leiria-Fátima, Dom Serafim Ferreira e Silva e realizou-se na igreja paroquial de Santa Catarina da Serra. Os jovens – na sua maioria nascidos em 1986 – renovaram as promessas do baptismo e professaram a sua fé diante da comunidade católica da paróquia, depois de dez anos de catequese. No entanto, no decorrer da cerimónia, os jovens foram alertados para o facto do Crisma não ser o fim, mas sim o princípio de uma vida dedicada à comunidade. Foram inclusivamente convidados a ingressar por vários caminhos que a paróquia proporciona: escutismo, catequese, o coro ou a pastoral juvenil.

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ACTUALIDADE

Actividades aprovadas Já foi aprovado o plano de actividades para 2002/2003, preparado pela nova direcção da Casa do Povo de Santa Catarina da Serra. Rui Alves, presidente da associação, refere que a Casa do Povo tem como objectivos desenvolver actividades de âmbito social, cultural e desportivo. E “pretende possibilitar a todos um espaço agradável de lazer e bem-estar”, acrescenta. O responsável salienta estarem a ser equacionados alguns projectos, de que é exemplo uma actividade de âmbito desportivo, que engloba o futebol 5, ténis de mesa e ténis. O plano de actividades aprovado compreende o apoio ao coro infantil e juvenil; aulas de música, com a introdução de novos instrumentos; aulas de ginástica; futebol 5; ténis; ténis de mesa; aulas de dança (clássica e moderna); comemoração do São Martinho; organização do II Festival da Canção; baile de Carnaval, (com concurso de máscaras); torneio de cartas; participação no

desfile de marchas populares em Leiria e passeios de convívio. “Estamos a pensar na realização do Segundo Festival da Canção e queremos ver se conseguimos construir balneários, bem como umas bancadas no ringue”, revela. Rui Alves apela ainda “a todos os habitantes da freguesia para que se façam sócios da colectividade. E peço ao pais que apoiem os filhos no desporto, na música e na cultura”. Exorta todos a apoiar “aqueles que disponibilizam o seu tempo, dedicando-se e procurando o melhor para a nossa terra”. E, acrescenta, “as críticas são sempre bem vindas, mas é bom que seja construtivas”. Rui Alves sublinha os apoios recebidos da Junta de freguesia (no empréstimo da carrinha para as saídas dos coros), bem como da União da Serra e da secção local de bombeiros.

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PERFIL

O senhor Luso-Americano Era jovem quando deixou o país e rumou para o outro lado do Atlântico. António Matinho é agora o director do Jor nal Luso-Americano, importante veículo de comunicação da comunidade lusa nos Estados Unidos da América. Com raízes em Santa Catarina, é apenas o exemplo de um dos muitos emigrantes da freguesia que tentaram a sua sorte noutros pontos do mundo. E com sucesso. A família do pai de António Matinho é natural de Loureira, Santa Catarina da Serra. Quando casou, o pai foi viver para a freguesia de São Mamede, no concelho da Batalha. E foi aí que António Matinho cresceu, nunca perdendo a ligação com a terra natal da sua família paterna. A sua entrada na actividade António Matinho laboral foi, como conta, enquanto jovem. “Na minha Foi no entanto o casamento com mocidade envolvi-me com a comua filha do então proprietário do nidade comercial da freguesia a Jornal Luso-Americano que o fazer depósitos e vários serviços aproximou das questões jornalístinos bancos de Leiria e Batalha”, cas. Algum tempo depois adquiriu explica. Posteriormente, empreo título e agora é o seu director. gou-se na cidade do Lis, tendo freQuando fala da sua experiência quentado a Escola Comercial de no jornal, António Matinho não Leiria. A sua actividade passou esconde a satisfação de estar ligaainda por ter sido responsável por do a um título que é um órgão priuma unidade comercial na zona de vilegiado de comunicação de toda Porto de Mós. Com 20 anos, depois a comunidade portuguesa naquele de cumprir o serviço militar, decipaís. “Tem sido uma experiência diu sair do país e tentar a sua muito positiva e interessantíssima. sorte nos Estados Unidos da AméÉ uma oportunidade que se tem de rica. Estávamos em 1958. servir a comunidade”, salienta. Chegado ao outro lado do AtlânO facto de se tratar de uma actitico, António Matinho decidiu vidade que implica uma responsaaprender a língua inglesa. Frebilidade acrescida, visto reportarquentava as aulas em Nova Iorque. se ao trabalho jornalístico que tem “Deslocava-me diariamente no marcado impacto junto da comucomboio para ir para as aulas. O nidade, António Matinho salienta que fiz durante dois anos”, explica. que a sua concretização com Os seus estudos prosseguiram até sucesso favorece um redobrado à universidade, onde estudou Físisentimento de satisfação. “Quando ca.

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se consegue fazer um trabalho que é aceite pela comunidade, temos de nos sentir bem. É com prazer que servimos a comunidade”, refere. O sentimento de satisfação surge quando se tem em conta que o Jornal Luso Americano é uma referência da comunidade portuguesa, que nem sempre tem oportunidade de acompanhar de perto o que se passa em Portugal. E muitas vezes, se não o leram no jornal, é como se não tivesse acontecido, explica António Matinho. É que, adianta, “existe uma relação muito positiva com a comunidade portuguesa. O jornal existe desde 1928 e é muito bem aceite”. Afinal de contas, trata-se de um dos maiores jornais de língua portuguesa publicado fora de Portugal. Um dos segredos passa pela proximidade. Razão pela qual “temos correspondentes em quase todos os estados dos EUA, sobretudo nos estados em que há comunidades mais significativas de portugueses”.

Portugueses bem vistos O seu conhecimento da comunidade portuguesa, bem como da forma como esta se tem integrado na realidade norte-americana, não lhe deixa dúvidas. Os portugueses são muito bem vistos. António Matinho aponta o exemplo do elevado número de compatriotas lusos que habitam a zona de Newark. É aí que se situa a denominada “capital dos portugueses” nos Estados Unidos da América, explica. Trata-se de uma comunidade jovem, com bastante educação. É, afinal, uma comunidade “bem aceite e tida como trabalhadora, dedicada, com cultura e tra-


PERFIL

dições bastante apreciadas”. Estes são argumentos que facilitam a integração. Mais uma vez, António Matinho recorre à sua experiência no jornal que dirige para sustentar a sua afirmação. Afinal, “o nosso jornal tem oito a dez páginas de classificados”. São anúncios que funcionam como indicador do interesse da comunidade norte-americana em recrutar trabalhadores portugueses. “Isso mostra que são admirados e aceites”, diz. E é a mais-valia dos trabalhadores portugueses que António Matinho acredita que poderá servir para sustentar o crescimento de Portugal, no sentido de avançar para um patamar de maior índice de desenvolvimento. “Os portugueses têm grandes opções”, acredita. “Em Portugal e fora do País, há pessoas muito bem conceituadas que podem contribuir para o desenvolvimento do País”. No seu entender, a par do trabalho, “devemos ter fé e esperança”, num melhor futuro de Portugal. Afinal, “é um País com uma história riquíssima”. Por outro lado, a sua adesão à União Europeia é mais um contributo para o crescimento, considera António Matinho.

Orgulho luso De resto, é também na terra que tem como origem que nota sinais do desenvolvimento. Em relação ao poder autárquico local, adianta considerar que “está de parabéns. Pelo que me apercebo, existem melhoramentos que têm sido notórios nos últimos anos”, diz. “Sigo com interesse o desenvolvimento na freguesia. As minhas raízes em Santa Catarina da Serra são um orgulho”, reforça. A dupla vivência – com raízes em

Portugal e frequentes deslocações à sua terra natal, e os vários anos passados nos EUA – permite-lhe afirmar a certeza de usufruir do melhor de dois mundos. “Tive uma mocidade muito rica em Portugal. E depois de vir para os Estados Unidos senti saudades. Mas não troco nenhum dos dois países”, diz. No seu entender, “temos o melhor de dois mundos”. Afinal “tivemos a felicidade de nascer ao pé de Fátima e, por outro lado, de trabalhar e viver num país muito desenvolvido e com grandes oportunidades para todos”, remata.

A história do Jornal O jornal “Luso-Americano” foi fundado em 1928 em Newark, New Jersey. A iniciativa foi de um grupo

de portugueses de que faziam parte J. Lobo, M. Conceição Junior, Manuel Castro e Valentim Rocha. De acordo com a informação disponibilizada pelo site do jornal. O arranque da publicação não foi fácil. Era reduzido o mercado existente para um jornal em língua portuguesa. Segundo o censo de 1930, residiam no estado de New Jersey apenas 6 209 portugueses, 4 411 dos quais nascidos em Portugal. Por outro lado, na economia americana afloravam os primeiros sintomas da profunda recessão económica que marcaria o fim da década e o início dos anos 30. Um contexto que impediu a sobrevivência do título. Em Dezembro de 1939, contudo, o título foi retomado por Vasco Jardim, que lançou o jornal que é hoje o “LusoAmericano”, sendo seu director até 1979, ano em que o passou ao seu genro António Matinho. Em 1988, tornou-se um bissemanário, estatuto que mantém, sendo publicado à quarta-feira e à sexta-feira. Presentemente, o “Luso-Americano” é o único órgão de informação em língua portuguesa com circulação nacional entre as comunidades portuguesas e brasileiras dos Estados Unidos. Fazem parte do corpo redactorial deste bissemenário sete jornalistas a tempo inteiro, vários colaboradores e dezenas de correspondentes. António Matinho é o director deste jornal que tem como chefe de redacção Fernando dos Santos. Em 1998, a redacção e a secção de publicidade do jornal foram instaladas num prédio moderno situado em 66 Union Street, Newark, permanecendo o escritório no endereço “histórico” do jornal - 88 Ferry Street, Newark, onde tem sede desde 1944.

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ACTUALIDADE

Tempos livres Sergiu e Alexander são moldavos e contam-se entre as 21 crianças que durante os meses de Julho e Agosto estão envolvidas no ATL – Atelier de Tempos Livres que está a decorrer no edifício da escola de Santa Catarina da Serra. Com idades compreendidas entre os três e os sete anos, as crianças estão envolvidas em várias actividades. Natação, ginástica e o contacto com artesãos, são apenas algumas das acções que preenchem os dias da pequenada. A iniciativa, que decorre pelo quarto ano consecutivo, é da Junta de freguesia de Santa Catarina da Serra e do Instituto Português da Juventude.

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ACTUALIDADE

Corais em concerto Integrado num intercâmbio cultural, os corais Infantil e Juvenil da Casa do Povo de Santa Catarina da Serra participaram no dia 28 de Junho num concerto que se realizou no auditório do Museu de Arte Sacra e Etnologia, na cidade de Fátima. Na iniciativa, organizada pela Academia de Música Banda de Ourém, participou ainda o coral espanhol “Els Picarols”, de Barcelona. Um dia antes, no dia 27, e no âmbito da mesma actividade, actuaram no cine-teatro municipal de Ourém o coral espanhol e ainda o Coral infantil da Academia de Música Banda de Ourém. Em ambos os concertos estive-

ram presentes dezenas de pessoas que puderam assim ver os coralistas de palmo e meio.

O intercâmbio foi organizado pela Academia de Música Banda de Ourém.

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ACTUALIDADE

Idosos em passeio Pela nona vez, a Junta de Santa Catarina da Serra promoveu o habitual passeio destinado aos idosos da freguesia. Desta feita, a iniciativa decorreu no passado dia 16 de Julho. Domigos Marques, presidente da Junta de Freguesia, explica que “embora se chame “passeio de idosos” este está também vocacionado para a confraternização e nele podem participar pessoas de outras idades”. Contudo, acrescenta, existe uma diferença. Para “as pessoas com 70 ou mais anos o passeio é oferecido pela Junta de Freguesia e os restantes pagam uma pequena quantia”. Para a realização do passeio foram necessários cinco autocarros e duas carrinhas de nove lugares, para permitir o transporte de 260 pessoas. “Foi o maior passeio de sempre”, refere o autarca. O presidente da Junta relatou para a VOZ DA SERRA, a forma como decorreu a iniciativa: “A recolha dos passageiros iniciou-se às 7h30 em cinco frentes ao mesmo tempo: Loureira para os moradores do lugar; Cardosos, para os moradores de todas as povoações até Santa Catarina da Serra; Olivais, para os moradores do Vale Sumo, Casal da Estortiga e Sobral; Quinta da Sardinha, para os moradores de Sirois, Vale Tacão e Cova Alta; Ulmeiro, em direcção à Magueigia e Pedrome. A concentração dos autocarros realizou-se na povoação de Loureira junto à capela de Santa Marta para os respectivos reajustamentos e acerto de itinerários previamente escolhidos: Santa Catarina da Serra, Óbidos, Santuário do Senhor Jesus e S. Pedro do Carvalhal, Praia da Consolação, Peniche, Cabo do Carvoeiro, Praia do Baleal e regresso. A todos foi oferecido um boné com pala, brasão e a inscrição “Vila de Santa Catarina da Serra”. A paragem de Óbidos serviu para o pequeno almoço e uma visita àquela vila histórica com o seu cas-

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telo e todo o conjunto urbano, pelourinho, igrejas de estilo gótico e romano-gótico e outras obras de arte. O tempo de visita foi de uma hora e trinta minutos. Daí seguimos em direcção ao Santuário do Senhor Jesus e S. Pedro do Carvalhal que fica no concelho de Bombarral. Em tempos, este local teria sido conhecido por S. Pedro de Finisterra, cuja ermida ruiu aquando do terramoto de 1755. A imagem do Senhor Jesus, venerada pelos fiéis foi, segundo a lenda, recolhida numa caixa de madeira, descoberta no mar de Peniche e transportada por um pescador até este sítio. (...) Junto à igreja existe um parque de merendas em ambiente de arvoredo, com muitas mesas, palco de festas e um pequeno bar,. Foi aí que almoçámos. Todos levaram o seu habitual farnel (...). O pároco do Santuário disponibilizou-se para nos explicar toda a vertente religiosa e histórica do templo. Confraternizou e merendou connosco. Durante a tarde tivemos o piquenique, a música com bailarico, o jogo das cartas e da cabra- cega. Saímos por volta das 16 horas com paragem na praia da Consola-

ção para uma breve pausa de 30 minutos. Seguimos em direcção a Peniche e no trajecto para o Cabo Carvoeiro observámos a Via-Sacra que se estende à beira mar. Esta Via-Sacra é muito igual à nossa, que vai dos Olivais ao Santuário da Cova da Iria. Às 18 horas estávamos na praia do Baleal para mais uma merenda umas conversas e uns copos, frutas e anedotas. Regressamos às 21 horas.”

Um susto De acordo com Domingos Marques, o passeio registou no entanto um incidente. Tal como refere, “quando íamos na auto-estrada A8, próximo do Bombarral, o nosso conterrâneo Joaquim Jesus Pereira, da Loureira, teve uma forte indisposição que nos causou grandes cuidados”. Foi assistido, “de imediato pela ambulância dos Bombeiros Voluntários do Cadaval”, tendo sido transportado para o Hospital de Caldas da Rainha, e daí foi transferido para o Hospital de Leiria. O autarca esclarece no entanto que “depois de observado (Joaquim Jesus Pereira) foi para casa e sente-se bem”.


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ACTUALIDADE Pequenos deputados Integrado nas comemorações do Dia Mundial da Criança foi realizada uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Leiria, que contou com a participação de alunos de todas as escolas do ensino básico do concelho. O agrupamento de escolas da Serra elegeu quatro deputados para se fazer representar: João Miguel do 5º A; Marilene Oliveira do 5º B; Marina Pereira do 6º B e Marina Santos do 6º C. Nas suas intervenções, os alunos abordaram os temas da “prevenção rodoviária”, “toxicodependência” e “preservação do património”.

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Agosto mês de festas De 17 a 19 de Agosto, Santa Catarina da Serra vai estar em festa. São os festejos em honra do Sagrado Coração de Jesus. A componente religiosa dos festejos tem início no dia 16, sexta-feira, com a realização, às 21 horas, de uma missa, antecedida de confissões. No sábado, dia 17, à celebração religiosa marcada para as 21 horas, segue-se a actuação do duo musical Ar y Vento. Dia grande dos festejos, o domingo conta com a procissão que se seguirá à realização da missa, programada para as 11h30. A cerimónia religiosa será antecedida pela actuação da Banda Filarmónica Portomosense, às 10 horas. A partir das 18h30, a animação será uma constante. Primeiro serão os palhaços “Esparguete, Zequinha

e Micróbio”. Às 21h30, o grupo musical “Neca na Cazumba” animará o arraial, sendo seguido pelas “Entertainers” e por “Nel Monteiro”. Os “Imagem 5”, “Vanessa Reis” e “Indiana”, são os artistas que animarão a noite de segunda feira, último dia das festas. Em termos religiosos, as festas encerram na segunda feira, pelas 18 horas, com a realização de uma missa. Entretanto, a partir de hoje, sexta feira dia 9 de Agosto, arrancam as festas da Capela da Quinta do Salgueiro, em honra da Senhora do Rosário. Os festejos decorrem até dia 11, e contam com a realização de tasquinhas. Estão igualmente programadas as festas de São Miguel, na capela de Vale Sumo, no dia 25 de Agosto.


DESPORTO

Plantel quase pronto A equipa de futebol da União da Serra inicia o trabalho de treinos no próximo dia 26 de Agosto. O calendário já está definido para o início do trabalho da equipa que, a partir de 22 de Setembro, vai disputar o campeonato da divisão de honra distrital. Uma semana antes, a equipa defronta o Sporting Clube da Estrada para a atribuição da Supertaça da Associação de Futebol de Leiria. Entretanto, na data de fecho desta edição estava praticamente definido o plantel da equipa para esta época. Apenas restava um lugar em aberto. Assim, em termos de reforços, e provenientes do Bidoeirense, integram a turma serrana liderada por Fernando Mateus, os jogadores Gilberto, Rui Pereira e Mota. Fernando Joel, ex-Juncal, e Paulo (Paulão) ex-Fátima, são outros dos reforços. Provenientes dos juniores, Humberto, Ricardo, Luís e Nuno Tordo transitam para a equipa principal. A UDS conta ainda com o cabo-verdiano Adérito. Da época passada, a equipa conta com Hugo Feliciano, Pedro António, Norberto, Marco Alves, Bruno Neto, Cláudio Vareta, Sérgio Vicente, Bruno Alves, Ricardo Menino, Licínio Primitivo, Pedro Cordeiro, Ferraz. A permanência de David e Tiago no plantel ainda não está confirmada.

Depois da conquista do título a equipa prepara a nova época

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LAZER

As férias procuradas

Com Agosto, surgem os sinónimos que a esta época estão associados. O sol, a praia e sobretudo o prometido, e sem dúvida merecido, descanso são obrigatórios para a maioria dos portugueses. Santa Catarina da Serra não é excepção. Agosto continua a ser o mês de férias por excelência. Num ano em que se fala de crescente clima de crise, aparentemente são os nossos vizinhos espanhóis que estão a ganhar terreno. A VOZ DA SERRA procurou saber junto de agências de viagem da cidade de Fátima – a mais próxima da freguesia – quais os destinos mais procurados para desfrutar as férias ansiadas todo o ano. É certo que esta abordagem não é exaustiva, e deixa de fora muitos daqueles que gozando férias, o fazem permanecendo em casa, ou então optam por formas alternativas que não envolvem a actividade organizada de férias. “Não há dinheiro para passear”, explica Celeste Fernandes, doméstica, residente no Ulmeiro. É um exemplo de que opta por descobrir algo mais da vila de Santa Catarina da

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Serra no período de férias. Uma forma de ir para fora cá dentro.

Promoções levam vantagem Tendo em conta estas condicionantes, o certo é que nos balcões das agências de viagens são os destinos turísticos espanhóis, repletos de sol, calor e praia, os mais procurados. Mas o Algarve segue de perto entre as preferências. Telma Luz, funcionária do balcão de Fátima da agência Rota 39, adiantou à VOZ DA SERRA que o sul de Espanha, Palma de Maiorca, Tenerife e o Algarve são os destinos mais procurados. E há diferenças em relação à procura registada o ano passado. “Os turistas procuram mais a Espanha em detrimento do Algarve. É que o sul de Espanha acaba por ficar mais barato”, explica. Junto da agência Fátima Expresso, a tendência mantém-se. Denota-se um ligeiro decréscimo na procura, mas também aí Espanha e Algarve levam vantagem. Regista-se uma maior procura das promoções, mas nesta agência não

é tão notada a perda de terreno por parte do Algarve. As promoções resultam da redução de preços levada a cabo pelas agências que não têm outra opção de forma a completar o número de passageiros necessários para voos ou lotação de hotéis. Fazer férias neste mês de Agosto, e para estes destinos mais procurados, implica gastar entre 600 a 700 euros. Mas há destinos mais caros e distantes que ainda assim registam uma procura significativa. À cabeça estão os destinos das Caraíbas, em que se contam Cuba e República Dominicana. Mas há ainda as ilhas portuguesas. Álvaro Oliveira, industrial de Santa Catarina da Serra, explicou à VOZ DA SERRA que costuma optar pelo Algarve. Mas nestas férias, durante uma semana, vai conhecer os Açores. Todavia independentemente do destino escolhido, o ideal é saber aproveitar ao máximo os dias que destinamos ao descanso. Lá fora ou cá dentro. Boas férias.


INQUÉRITO

Onde planeia passar as suas férias este ano? E qual é o seu destino habitual? Júlia Neves, cabeleireira, Vale Tacão

Já gozei as minhas férias. Este ano fui a Espanha. Mas geralmente vou para o Alentejo, gosto muito desse destino. Decidi ir para Espanha graças às companhias que foram comigo. Mas o meu ideal é o Alentejo, é mais calmo. Espanha é muito giro, mas não é para o meu ritmo.

Rui Telo, medidor e orçamentista, Santa Catarina da Serra

A vida de quem trabalha é complicada. Mas quero ver se tiro algum tempo para ir para a praia. Deverei ir para a Nazaré em final de Agosto. É para onde costumo ir com frequência.

Ascensão Oliveira, comerciante, Gordaria

Devo gozar uma semana no Pedrógão, em princípio será em finais do mês de Agosto. Não gosto de ficar sempre no mesmo sítio. O ano passado fui ao Algarve, este ano, provavelmente vamos ficar por cá.

Albino Alfaiate, comerciante de carnes, Caranguejeira

Há dois anos fui ao Algarve. Este ano ainda não está decidido. Mas mostraram-me uma proposta para ir a Benidorme e se calhar será aí que irei. Devo ir em Outubro. É uma altura mais calma.

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APN

Crescimento confortável Empresa do mês Designação Armindo Pereira & Neves, Lda

Data de fundação 1980

Volume de negócios Cerca de um milhão de euros em 2001

Funcionários 16

Outros dados Situada na Quinta da Sardinha, à beira da EN 113, a empresa conta com Armindo Pereira das Neves e Maria Conceição Trindade enquanto sócios gerentes. Actualmente a empresa está a desenvolver o seu site na internet, que pode ser visitado no endereço: www.apneves.com.

A APN (Armindo Pereira & Neves, Lda.) está sediada na localidade de Quinta da Sardinha. A sua actividade iniciou-se em 1980, tendo Armindo Pereira das Neves e a sua esposa, Maria Conceição Trindade como sócios fundadores. A serralharia civil era a principal actividade quando a empresa entrou no mercado. Mas o acréscimo de trabalho ao nível das carroçarias implicou uma crescente diversificação da actividade. Actualmente, as plataformas elevatórias, as caixas TIR, as gruas, os contentores e carroçarias e as basculantes, são os principais serviços e produtos que a empresa disponibiliza. “Há clientes que desde o início da nossa actividade se têm mantido fiéis, mas tem vindo a crescer a nossa carteira de clientes ao longo destes mais de 20 anos”, explica Maria Trindade. E ainda que exista alguma concorrência neste sec-

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tor, a empresa encontra-se numa situação confortável ao nível da sua penetração no mercado, referem os seus responsáveis. Com clientes em toda a zona Centro (de que Leiria, Coimbra e Santarém são exemplo) a empresa conta manter a sua boa prestação, não colocando de parte a possibilidade de ampliar a área de actividade. “Estamos entre as maiores empresas da região neste sector”, explica por sua vez Sérgio Neves, filho do proprietário e colaborador da empresa. Um crescimento que se tem traduzido na ampliação física sofrida nas instalações da empresa. No início, a APN arrancou com um espaço de aproximadamente mil metros quadrados. Actualmente a sua actividade desenvolve-se em cinco pavilhões que ocupam uma área de cerca de cinco mil metros quadrados.

Recessão não se sente De resto, apesar de bastante propalado, o cenário de recessão não se tem feito sentir com especial incidência na actividade da empresa. “Temos tido sempre trabalho e os clientes não têm faltado”, esclarece Maria Trindade. Os produtos comercializados pela empresa têm “bastante saída”, refere ainda. “Os nossos funcionários trabalham todos os dias para que tudo fique bem feito e dentro dos prazos. Tudo isto porque o gostamos de servir bem”, lembram os responsáveis da APN, que salientam que a qualidade, o bom preço e a rapidez são os argumentos que a empresa apresenta para sustentar o seu sucesso no mercado. Uma boa prestação que é ilustrada igualmente pelo crescimento no número de colaboradores. Se no início eram três, agora são dezasseis os colaboradores da empresa.



vozdaserra2002.08