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MENSÁRIO DE SANTA CATARINA DA SERRA - SETEMBRO 2010 - 1€ PREÇO DE CAPA

Voltar à Vida

Festas de Verão animam Freguesia Agosto foi o mês das tradicionais festas e romarias na freguesia de Santa Catarina da Serra. Acompanhamos algumas das mais importantes. Pág.9

Miguel Marques

O tempo de férias veio de mansinho e passou rapidamente sem quase darmos conta. Para além de algumas ocasiões mais especiais em que fomos chamados a dar uma participação mais profunda que até talvez tenham modificado os nossos planos, concretamente as festas e a eucaristia transmitida pela TVI, da qual recebemos muitos e positivos ecos, tivemos também algum tempo de descanso. Um novo ano pastoral está no nosso horizonte, no horizonte da comunidade paroquial que somos. Vamos pôr mãos ao trabalho e disponibilizar o nosso coração para a missão que Deus nos confia. Sim porque Deus confia em nós na tarefa que nos incumbiu de sermos sal da terra e luz do mundo. Temos já aí à porta o Crisma dos nossos jovens. É preciso que seja um momento de graça pois Deus oferece O Espírito com abundância aos que se abeiram desejosos de "ser os "relações públicas de Cristo e da Igreja". É também ocasião de compromisso consigo próprio, com Deus com a comunidade em ser diferente, mais vivo e activo, ser verdadeiramente pedra viva. Até agora os jovens tem sido mais consumidores dos bens espirituais, agora depois da formação e do "estágio" recebem uma carta de trabalho e tem uma vaga aberta no quadro da Igreja...

Jovens da Freguesia Teatro estreia-se no em Angola Castelo de Leiria

continua na Pág. 3

Ao exemplo da Loureira, o Vale Sumo comemora também os seus 400 anos este ano. Consulte o programa Pág.3 neste jornal.

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"Grande homem é aquele que não perdeu o coração de criança."

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Miguel Marques

Pensamento do mês Pág.6 pub


LUZ DA SERRA

15/8 - Hugo Henrique Narciso Gordo da Silva, filho de José Henrique Nunes Ferreira da silva e de Maria do Carmo Narciso Gordo, da Chainça. Foram padrinhos: Celso Ferreira Nunes e Ana Clotilde Gordo Carvalho 22/8 - Lara Filipa Silva Fetal, filha de Cristiano Filipe Henriques Fetal e de Marta Luciana Silva Leal, da Cova Alta. Foram padrinhos: Márcio Filipe da silva Pedro e Catarina Mendes Pereira 22/8 - Duarte Henrique do Nascimento Neves, filho de Sérgio Henrique Dias Neves e de Sylvie Calçada do Nascimento, da Quinta da Sardinha. Foram padrinhos: Miguel Ângelo Dias Neves e Maryléne Magueta do Nascimento. 22/8 - Rodrigo Gonçalves Marques, filho de Miguel Gordo Marques e de Alexandra da Conceição Silva Gonçalves, da Loureira. Foram padrinhos: Guilherme Nelson Silva Gonçalves e Judite Gordo Marques. 22/8 - Miguel Ribeiro Alves, filho de Paulo Alexandre Pereira Alves e de Elisabete da Conceição Ribeiro Alves, da Loureira. Foram padrinhos: Jorge Miguel Pereira Alves e Patrícia Isabel Pereira Ribeiro. 22/8 - Inês carreira, filha de Sérgio Neves Carreira e de Virgine Neves carreira, da Loureira. Foram padrinhos: Artur das Neves carreira e Maria de Fátima Pereira das Neves. 28/8 - Ema Marques Antunes, filha de Carlos Manuel Gonçalves Antunes e de Cláudia Verónica Lopes Marques, da Chainça. Foram padrinhos: Márcio André Lopes Marques e Valéria Gonçalves Pereira. 29/8 - Ruben Pereira Alves, filho de Carlos Filipe Alves e de Ana Maria da Encarnação Pereira, da Barreiria. Foram padrinhos: Luís Filipe de Sousa Maneta e Ana Cristina Filipe Alves. 29/8 - Carolina Lima Pereira, filha de Tiago Oliveira Pereira e de Andreia Marina Antunes Lima, do Ulmeiro. Foram padrinhos: Pedro Francisco da silva Gonçalves e Ana Raquel Oliveira Pereira. 5/9 - Eriça Neves Pereira, filha de Paulo Rui Gonçalves Pereira e de Sílvia Cardoso Neves Pereira, do Ulmeiro. Foram padrinhos: Michael Rodrigues Gonçalves e Marina Neves Pereira.

31/7 - Paulo Nuno Gonçalves Baptista, da Bemposta, e Célia Cristina dos Santos Gonçalves, de Sete Rios. Foram padrinhos: Américo Vieira Gonçalves e António Baptista da Silva. Madrinhas: Ângela Margarida Rodrigues Costa Sanches e Mónica Gonçalves baptista. 31/7- Filipe Miguel de Jesus Ferreira Marques, de Fátima e Cláudia Sofia Ferreira Gonçalves, de Santa Catarina da Serra. Foram padrinhos: Gonçalo José Ribeiro Lopes e Frederico Ferreira; madrinhas: Maria Teresa Barbosa oliveira Reis e Hermínia Maria Conde Gaspar.

22/8 - Alexandre José Coutinho, de Vincenes, França, e Noémie Pires, de Chainça. Foram padrinhos: Pierre Coutinho, Yoham Coutinho e Orlando Jorge Frazão Marques; madrinha: Dulce Cristina Pires Rodrigues. 28/8 - Carlos Manuel Gonçalves Antunes, da Chainça, e Cláudia Verónica Lopes Marques, de Arrabal. Foram padrinhos: António José Galinha faria e Francisco Cardoso Madureira; madrinhas: Celine da Costa e Ana Isabel Gomes de Matos.

8/8 - Gracinda de Jesus Rodrigues, casada com José Gouveia, do Vale Sumo, partiu para o céu no entardecer das suas 77 Primaveras. 13/8 - Joaquim Vieira Alves, casado com Maria Oliveira Vieira, da Pinheiria, terminou a sua peregrinação neste mundo e adormeceu na paz eterna aos 80 anos de idade.

2010

Artur Crespo Pereira Alves N - 24.12.1943 F - 21.08.2010

Joaquim Vieira Alves “Joaquim d’Avó” N - 26.12.1929 F - 13.08.2010

Quinta da Sardinha

Pinheiria

Sua esposa, filhos, netos e restante família na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, como era seu desejo, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas amigas que incorporaram no seu funeral ou que de qualquer outro modo lhes manifestaram seu pesar.

15/8 - Xavier Courp, de Perpignan, França, e Carla Filipa Pereira das Neves, de Vale tacão. Foram padrinhos: Noel Guiomar Marques e Mickael Courp; madrinhas: Fabiene Maria e Ana Cristina de Jesus Gonçalves Rita.

André Marques N – 18.04.1997 F – 29.08.2006 Atouguia Ourém André, Quando naquela manhã de 29 de Agosto de 2006 estávamos pedindo a Deus para te curar para viveres connosco, fomos surpreendidos! Que o amor divino te tinha vindo buscar para o céu. Consumando que não eras da terra mas sim do céu. Obrigado Jesus! Deixaste-nos muitas recordações em tão pouco tempo que vivemos juntos na terra... Que Deus te leve junto do coro dos Anjos, cantando Hinos de Amor, louvando a Deus, pedindo misericórdia para a nossa familia que vive na terra a que o André pertence. Adeus, até à eternidade.

Agradecimento A família agradece a todos aqueles que o acompanharam na sua doença, tanto na parte religiosa como na parte pessoal.Sua esposa, filhos, netos e restante família na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, como era seu desejo, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas amigas que incorporaram no seu funeral ou que de qualquer outro modo lhes manifestaram seu pesar.

O pai dos 4'F Quando à porta me bateste E eu perguntei... Quem és? Percebi que nos deixavas Reforçamos nossa FÉ Obrigado pelas lições Que nos deste da verdade Pois ter um Pai como tu É sentir a FELICIDADE Com o teu exemplo de vida Só nos deixaste saudade Tu tens um pacto com Deus Cuja base é FIDELIDADE Que saudade querido Pai És estrela que no céu brilha Foste embora mas deixaste Grande exemplo de FAMÍLIA

21/8 - Artur Crespo Pereira Alves, casado com Olinda Rosa da Silva, da Quinta da Sardinha, perdeu a vida num trágico acidente e partiu para a eternidade no entardecer dos seus 66 anos.

Vale Sumo A família quer agradecer a todas as pessoas que apoiaram na sua doença ao longo destes meses entre altos e baixos. Chegou o dia em que o dedo de Deus a tocou e ela adormeceu. A todas as pessoas que a acompanharam até à sua última morada , muito obrigada! A familia

Os filhos

Seus avós, Céu e Manuel

21/8 - Serafim de Almeida, casado com Júlia Pereira Neto, de Vale Tacão, partiu para o Pai aos 84 anos de idade.

Gracinda Rodrigues N – 11.04.1943 F – 08.08.2010

Foi no passado dia 1 de Agosto que foi Baptizada Victoria Dora Lebre na Igreja de Our Lady of Sorrows em Toronto, Canadá. Filha de Nelson Amaro Lebre e Jessica Lebre residentes no Candá. Foram os padrinhos Ben Bernarz e Elizabeth Lebre-Resende tios da criança. A avó Ludovina Amaro

SETEMBRO

-- Família Paroquial --

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Padre Manuel Ferreira N – 12.04.1917 F – 28.08.2010 No dia 28 de Agosto, aos 93 anos, faleceu o Padre Manuel Ferreira, na Casa Diocesana do Clero, em Fátima, onde residia. Natural de Casal dos Crespos, Ourém, era o sacerdote mais idoso da Diocese de Leiria-Fátima, tendo exercido o ministério durante 70 anos. O funeral realiza-se amanhã, Domingo, dia 29, às 16 horas, na igreja paroquial de Nossa Senhora da Piedade, em Ourém, sendo sepultado no cemitério de Vale Travesso. Foi co-adjutor na Paróquia de Santa Catarina da serra na década de 40, tempo do Prior Neves, durante dois anos, aproximadamente. Posteriormente veio muitas vezes fazer trabalhos pastorais a esta comunidade paroquial. Estamos agradecidos a Deus pela Vida e ministério deste sacerdote. Que o Senhor lhe dê o eterno descanso.

Envie-nos o seu anúncio, da secção da família paroquial, que nós prometemos publicar gratuitamente. Data limite de entrega: último dia de cada mês Os anúncios publicados serão gratuitos, desde que cumpram os requisitos necessários para a publicação. luzdaserra@ santacatarinadaserra.com 917 480 995

O Luz da Serra apresenta aos familiares sentidas condolências, une-se numa oração de louvor pela vida e suplica pelos irmãos que terminaram a sua peregrinação neste mundo.


SETEMBRO

LUZ DA SERRA

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2010

Editorial

Chiara Luce Badano nasceu no norte da Itália, a 29/10/1971.Os seus pais lutaram 11 anos para ter uma criança. Finalmente nasceu Chiara, filha única. No lar profundamente cristão, a menina cresceu à sombra do bom exemplo. Bem cedo Chiara conheceu o movimento dos Focolares. Com 9 anos apenas, já quis associar-se. Chegada à adolescência, sua vida se transformou: demonstrou-se cheia de entusiasmo, inteligente, amante da vida, da dança e do desporto; coração aberto ao mundo e principalmente a Cristo. Fez parte do movimento Gen (geração nova). Aos 16 anos consagrou-se a Deus vivendo esta consagração no mundo moderno. Chiara Luce fazia a felicidade dos seus pais e semeava alegria por onde passava. A vida corria-lhe às mil maravilhas. Lemos no livro de Tobias:”Por seres agradável a Deus, era preciso que a tentação te provasse”(Tobias 12,13). E no Evangelho:”Deus poda a árvore que dá frutos, a fim de que produza ainda mais frutos”(Jo 15,2). Precisamos passar pelas provas para progredir, avançar na vida. É assim na escola. Não há excepções. É consequência de sermos livres.

Promovidas pela Comissão da Capela do Vale Sumo, Associação Cultural e Recreativa de São Miguel e Associação Cultural e Recreativa da Gordaria/Casal das Figueiras, vão realizar-se as comemorações dos 400 Anos do culto a S. Miguel, Santa Catarina da Serra, que irão decorrer de 29 de Setembro a 03 de Outubro de 2010. Para além das entidades promotoras foi criada uma Comissão Executiva que tem preparado um programa, para a realização das referidas comemorações

DR

“Santa” com apenas 18 anos

Chiara Luce Badano Aos 17 anos, enquanto jogava ténis, Chiara começou a sentir fortes dores nas costas… Os médicos descobriram a causa: cancro nos ossos… Começou a corrida para os hospitais, a quimioterapia, cirurgias etc… Era o começo da subida ao “calvário” da nossa desportista. As dores tornavam-se cada vez mais fortes… Chiara procurou e encontrou na Eucaristia, a força para abraçar e levar com amor a sua pesada cruz… Disse Jesus: “Vinde a Mim todos vós que sentis pesada a vossa cruz e EU vos darei forças”(Mt.11, 28-30). Chiara respondeu: “Tudo por Ti, ó Jesus; se Tu queres, eu também quero”. .. A doença avançava… Ficou paralítica… Confessava um dia a

suas amigas: “Se eu tivesse de escolher entre caminhar ou ir para o Paraíso, não teria a menor dúvida; escolheria o Paraíso”… No verão de 1990, Os médicos deram-se por vencidos. Nada mais havia a fazer; interromperam os tratamentos. As dores aumentavam e a paralisia tomou conta dos sus membros… Era a chegada ao cimo do “calvário”. Por sugestão do pai, doou as córneas. Hoje dois jovens podem ver, graças a ela. Enfrentou uma hemorragia e quase morre. Nesta ocasião disse: “Não derramem lágrimas por mim. Eu vou para Jesus. No meu funeral, não quero pessoas que chorem, mas que cantem bem alto”. Suas últimas palavras à mãe foram: “Sê feliz, eu sou feliz”. Chiara entregou-se inteiramente nas mãos do Divino Esposo que vinha ao seu encontro. Dizia: “Junto com Ele conquistaremos o mundo”. No dia 7/10/1999 Chiara tranquilamente partiu para a sua “viagem de núpcias” eternas. Ela mesmo tinha preparado tudo: os cantos do funeral, as flores, o penteado, o vestido branco de “casamento”. A vida e o testemunho desta jovem de 18 anos comoveu e até já provo-

Continuação da página 1

P. Serafim Marques

cou a mudança de vida a várias pessoas, no dizer do seu Bispo. Uma criança com meningite aguda e já desenganada dos médicos, após recorrer à protecção de Chiara curou imediatamente. O milagre foi reconhecido pela medicina. Chiara será beatificada no próximo dia 25 de Setembro. ( Apontamentos recolhidos em um noticiário italiano). Conclusão: Em nossos dias esta notícia traz optimismo àqueles que deixaram de acreditar na juventude do nosso tempo. Há muitas “pérolas” entre os jovens de hoje; só que o bem faz pouco barulho e o barulho faz pouco bem. Diante do sofrimento, ou fé ou desespero. Chiara teve fé por isso VENCEU.

Vale Sumo Comemorações dos 400 anos Comemorações dos 400 anos sobre o culto a S. Miguel. Padroeiro do lugar de Vale Sumo e Olivais, freguesia de Santa Catarina da Serra.

Programa das comemorações Quarta-Feira – Dia 29 de Setembro de 2010 20h00 - Abertura das Comemorações com missa solene Apresentação do Livro “Valle do Summo – 16102010”, da autoria de Vasco Jorge Rosa da Silva Abertura da Exposição Histórica e Etnográfica Confraternização Quinta-Feira – 30 de Setembro de 2010 19h00 - Abertura das Tasquinhas com Prova de Sopas Reabertura da Exposição Histórica e Etnográfica 21h00 - Exibição de uma pequena montagem “Retalhos da História”

Sexta-Feira – Dia 01 de Outubro de 2010 19h00 - Reabertura das Tasquinhas Reabertura da Exposição Histórica e Etnográfica Animação com Música Popular Sábado – Dia 02 de Outubro de 2010 17h00 - Reabertura das Tasquinhas Reabertura da Exposição Histórica e Etnográfica Bailarico à Moda Antiga Domingo – Dia 03 de Outubro de 2010 10h00 - Missa Solene com Evocação Histórica 13h00 - Almoço “à moda antiga” Feira Antiga e Jogos Tradicionais Actuação do Rancho Folclório de São Guilherme

... uma vaga aberta no quadro da Igreja que se não for preenchida abre fenda no Povo de Deus e no coração de cada um. Aproximam-se também o início das catequeses e a solicitação para a disponibilidade P. Mário de neste trabalho, que Almeida Verdasca é o mais importante na pastoral de qualquer comunidade é um eco que soa de coração a coração. Algumas centenas de crianças aguardam a ajuda de pessoas de boa vontade e fé, cristãos que se cultivam espiritualmente, dão um pouco de si e transmitem o Deus Amor que as habita. A catequese começa em casa na vida diária, na relação com os pais e a família, na fé vivida dia a dia na oração e nos valores que são assumidos em palavras e atitudes. Prolonga-se na catequese paroquial e na participação na vida sacramental e litúrgica, de modo particular na eucaristia dominical. Os pais são chamados a levar a sério a catequese de seus filhos e como dizia alguém, a sua própria catequese pois eles precisam às vezes mais do que os seus filhos. A liturgia, a caridade e toda uma série de actividades que movem e fazem caminhar a comunidade, impõem-se para que pessoas e famílias tenham a coragem e a fé para enfrentar os problemas e dificuldades que a vida lhes traz. Quem se afasta de Deus e da Igreja sujeitase a cair nas malhas traiçoeiras que este mundo tece constantemente à volta dos espíritos enfraquecidos. Diz um pensador cristão que "quando tu arrefeces, os outros ao teu lado gelam" e eu digo ainda que tu acabas por entrar em hipotermia que te leva à morte interior. A transmissão da santa missa pela televisão, a nossa eucaristia dominical como ela é, a festa da fé do povo de Deus que se congrega, como procuramos que seja semanalmente, sem "encenações", sugeriu o dinamismo da nossa paróquia e no inicio do ano pastoral convido todos a renovar a energia interior, a atirar fora os preconceitos e a sentir que a comunidade é nossa, a comunidade somos nós. A messe é grande e os trabalhadores são poucos pelo que se impõe que ninguém se considere de fora ou pense que não é preciso. Cada um com a sua diferença e os dons que Deus lhes deu, todos constituímos uma unidade que é feita por todos e é para todos. Eu cá estarei para ser aquilo que Deus entender que posso ser e fazer no meio de vós e convosco.

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SETEMBRO

LUZ DA SERRA

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Dons de consolação Destaco apenas alguns mais significativos em que sobressaíram a beleza e a alegria de ser e sentir-se Igreja - Comunhão de fiéis em Cristo e coresponsáveis na sua vitalidade: o retiro popular, durante a Quaresma, com a participação de 6000 pessoas; os encontros de formação, em cada vigararia, para os membros dos conselhos pastorais e económicos das paroquias, que abrangeram 1500 colaboradores; o culminar do ano pastoral com a "Festa da Fé: Rosto (s) da Igreja diocesana". Este evento suscitou uma adesão popular surpreendente e deu visibilidade ao rosto da nossa Igreja na variedade das suas comunidades, dos seus movimentos, grupos e serviços. Foi uma verdadeira festa da fé que irradiou alegria, comunhão e fraternidade na cidade dos homens. Não posso deixar de referir as celebrações da abertura e do encerramento do Ano Sacerdotal, com a evocação de figuras exemplares de sacerdotes que pertenceram ao presbitério diocesano. Ajudaram, sem dúvida, a redescobrir o dom do sacerdócio para a beleza e saúde espiritual da Igreja e do mundo; a reforçar a fraternidade entre os padres; a cuidar das vocações sacerdotais. Considero uma verdadeira graça do Ano Sacerdotal a ordenação de um diácono e a entrada de seis novos seminaristas para o nosso Seminário Maior. Como momento culminante lembro a inesquecível peregrinação do Santo Padre a Fátima que nos trouxe um novo animo a fé e nos fez sentir Igreja viva, alegre e missionaria. O percurso Pastoral Seguindo o percurso traçado pelo Sínodo diocesano iniciamos agora um novo biénio voltado para a missão e o testemunho da Igreja e dos cristãos no mundo, sob o lema tão apelativo: "O serviço a pessoa e o caminho da Igreja". Este ano pastoral e dedicado a caridade e a acção sócio caritativa. Vem na continuidade dos anos precedentes dedicados ao acolhimento, a vocação crista, a revitalização da fé e a comunhão e coresponsabilidade na Igreja. A caridade engloba os temas anteriores, inspira-os e como o seu coroamento, fazendoos amadurecer e frutificar. "Partindo da comunhão dentro da Igreja, a caridade abre-

2010

Carta Pastoral de D. António Marto Como eu vos fiz, fazei vós também. (Jo 13, 15) Caríssimos Diocesanos, Irmãos e irmãs em Cristo, A vós, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Deus Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação. Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nos possamos consolar aqueles que estio em qualquer tribulação, mediante a consolação que nos mesmos recebemos de Deus. (2 Cor 1, 2- 4) Com estas palavras do Apostolo Paulo saúdo-vos afectuosamente. Como ele, em união espiritual convosco, começo por abrir o coração bendizendo a Deus pelos dons de consolação com que confortou a nossa Igreja diocesana ao longo do ano pastoral findo.

se, por sua natureza, ao serviço universal, frutificando no compromisso dum amor activo e concreto por cada ser humano. Esta dimensão caracteriza, de modo igualmente decisivo, a vida crista, o estilo eclesial e a programação pastoral. E de esperar que o século e o milénio que estão a começar vejam, de modo ainda mais eficaz, o grau de dedicação a que pode levar a caridade para com os mais pobres" (NMI n. 49). De facto, como dizia Santo António, "a caridade e a alma da fé, torna-a viva. Sem o amor, a fé morre". Alem disso, ela e a alma da missão evangelizadora da Igreja: e o modo mais belo, mais atraente e mais credível de comunicar o Evangelho. A caridade, em todas as suas formas, e o testemunho supremo que podem dar os crentes num Deus - Amor. Ela representa o resplendor da vida crista e eclesial: faz resplandecer a Beleza do Amor divino que sustenta e salva o mundo. "Só a caridade salvara o mundo", era o programa de S. Luís Orione, recentemente canonizado. A caridade e a pastoral sócio - caritativa são a expressão do amor misericordioso e libertador de Deus, o sinal mais credível para dizer quem e Deus, Deus Amor, e o que Ele quer de nos. Viver a caridade toca pois, profundamente, a qualidade da vida e da missão da Igreja e das comunidades cristas. Para este Ano Pastoral propomo-nos três objectivos: redescobrir a caridade como forma (estilo) de ser da existência crista, pessoal e comunitária; desenvolver a espiritualidade da gratuidade, da disponibilidade, da partilha e do serviço aos irmãos; repensar e reorganizar os serviços sócio¬ - caritativos nas comunidades cristas.

Como lema bíblico escolhemos uma frase de Jesus extraída do seu discurso de despedida na Ultima Ceia: "Como eu vos fiz, fazei vos também" (Jo 13, 15). E como símbolo escolhemos precisamente o ícone do "lava-pés" dos Apóstolos, onde se encontra a frase citada, a evocar o gesto de Jesus como fonte, modelo e sentido de todo o serviço de caridade.

1. Rostos de Pobreza no cenário do Mundo Através dos meios de comunicação social tornamo-nos hoje cada vez mais conscientes de quanto se sofre no mundo. Quer se trate da sociedade no seu conjunto, da família ou da situação interior de cada pessoa, deparamos com as noites da dor humana, das solidões do mundo, de todas as fragilidades e necessidades que clamam por atenção, ajuda e apoio. O Fenómeno da globalização faz emergir novos e múltiplos rostos da pobreza. De facto, "a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos" (CV n. 19). Vamos contemplar brevemente os rostos da pobreza em três cenários. 1.1. O cenário socioeconómico O Actual cenário do mundo e de crise socioeconómica com consequências tremendas a varios níveis. Estamos perante paradoxos que denunciam um "mal-estar de civilização": aumenta a riqueza mas crescem as desigualdades; aumenta a produção mas morre-se de fome; aumenta o consumismo mas sobem os índices de infelicidade. Uma breve amostra estatística, a nível mundial, revelanos como a situação e clara e arrepiante: 1.300 milhões de

pessoas vivem com menos de um dólar por dia; 20% da população mundial absorve 82% dos recursos mundiais enquanto 80% da população dispõe apenas de 18%. Segundo dados da FAO, em cada dia, no mundo, morrem a fome cerca de 36.500 crianças. Por ano são 13 milhões de vítimas inocentes! As desigualdades são demasiado grandes e gritantes. Entre nos, 18% da população vive em situação de pobreza. O desemprego e um flagelo e uma das causas primarias da exclusão social. Hoje, a injustiça, a pobreza, a fome e a exclusão social são uma interpelação humana que brada aos céus. Este cenário põe-nos diante da pobreza relativa as necessidades materiais: alimentação, vestuário, saúde, casa, trabalho, recursos económicos. E talvez a pobreza que conhecemos melhor e que atinge famílias inteiras. 1.2. O cenário cultural A crise económica não explica o amplo leque de situações de fragilidade e de precariedade, muitas vezes camufladas e escondidas, presentes na nossa sociedade. Ainda se nota uma grande sensibilidade e solidariedade para com as vítimas das grandes calamidades. Mas a cultura dominante do nosso quotidiano está muito marcada pelo individualismo calculista. "Pensa em ti" e a advertência que ouvimos desde pequenos. A defesa de si mesmo, dos próprios interesses e do próprio dinheiro e, tantas vezes, a primeira e, porventura, a única preocupação de muitos. Uma cultura que quer contabilizar tudo e deseja que tudo seja pago perde o sentido do dom, do serviço aos outros, da solidariedade, e gera marginalização. A nossa sociedade tornou-

se uma rede mundial de possibilidades de comunicação. No entanto, o ritmo stressante e a superficialidade da vida tornam difícil o verdadeiro encontro pessoal, o acolhimento, a atenção, a presença aos outros, a comunicação profunda, que atinge o próprio ambiente familiar. "Uma das pobrezas mais profundas que o homem pode experimentar e a solidão" (CV n. 53), que, por vezes, leva ao desespero. Por falta de amor morre-se, chega-se a desejar e programar a morte. Este cenário põe-nos diante da pobreza relativa as necessidades relacionais: a solidão, o abandono, a indiferença, o esquecimento que afectam particularmente os sós, os idosos, os doentes, os portadores de deficiência, os sem abrigo, os migrantes

1.3. O cenário do coração humano Todas estas fragilidades se repercutem no coração humano, no íntimo das pessoas. Estar sós, privados de afecto, de companhia, de ajuda e solidariedade leva o ser humano a desolação, a infelicidade. Este aspecto acentua-se, hoje, por uma determinada cultura vazia de grandes ideais, de valores, de espiritualidade e de fé, o que leva o indivíduo a fechar-se no seu pequeno mundo e a gozar o momento presente. Isto provoca crises de interioridade, a perda de confiança na vida, o medo do futuro e uma quebra da fraternidade e da compaixão. Este cenário põe-nos diante da pobreza moral e espiritual que esta na raiz de muitas fragilidades da vida pessoal e social, e se manifesta em formas de perturbações psíquico-espirituais, em depressões e em processos de autodestruição na droga,

no álcool e na violência. Em síntese, o problema central que atormenta a vida de muitos e da sociedade, neste cenário do mundo, e a alta de amor. Di-lo bem a Madre Teresa de Calcutá: "A pior doença do ocidente de hoje não e a tuberculose ou a lepra, mas o não sentir-se amados e desejados, o sentirse abandonados. A medicina pode curar as doenças do corpo, mas a única cura para a solidão, o desespero e a falta de perspectivas, e o amor. Há numerosas pessoas no mundo que morrem porque não tem sequer um pedaço de pão; mas um número ainda maior morre por falta de amor". 1.4. Para uma caridade mais criativa Perante os desafios do cenário traçado compreendemos o apelo de João Paulo II a "uma nova fantasia da caridade", isto e, uma caridade mais criativa face as novas interpelações. Mas ainda tem sentido falar de caridade, hoje? Não seria mais próprio falar de justiça? Antes de mais, convém esclarecer que a caridade não se reduz a dar uma esmola ou a prestar uma ajuda ou assistência. E muito mais que isso. A caridade e, ao mesmo tempo, relação, doação e servi-o de amor concreto a todo o ser humano necessitado de ajuda. Assim entendida, engloba, inspira e anima o empenho pela justiça na sociedade. Trata-se da "caridade social ou política", de que nos ocuparemos no próximo ano. Paulo VI afirmava que "a justiça e a medida mínima da caridade". A caridade não substitui a justiça. Por sua vez, a justiça nunca poderá tornar supérfluo o amor de proximidade como relação, serviço, partilha, apoio concreto e consolação ao próximo, aquele que sofre, sobretudo aos pobres e desprotegidos. E desta "caridade de proximidade, enquanto actividade organizada da comunidade cristã, que tratamos aqui como testemunho do Evangelho, que az crescer a cultura da solidariedade e contribui para a civilização do amor.

Por motivos de editoriais, a carta será dividida em quatro publicações deste Jornal, sendo a última em Dezembro. Continua na próxima edição.


SETEMBRO

LUZ DA SERRA

-- correio - actualidade --

2010

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Obras do IC9 Já são visíveis as obras de construção para o novo traçado que irá passar na freguesia, o IC9. Há alguns anos planeado, arrancaram no inicio do verão as obras no terreno com a limpeza de matas, expropriação, desflorestação dos terrenos e passagem contínua de maquinaria pesada. Este traçado, que irá fazer a ligação entre Tomar e a Nazaré, deixará um nó de acesso na freguesia de Santa Catarina da Serra e o acesso á A1 na Chainça. Na freguesia de Santa Catarina da Serra o troço tem inicio desde o Casal da Fonte da Pedra, passa pelo Pedrome, passando pelo Outeiro Alto, na Loureira, onde fará o cruzamento por baixo na EM 357 e da A1, em direcção à Chainça. Num consórcio com mais quatro empresas, MSF Concessões, Somague itinere e Novopca, a Lena Construções é responsável pela construção do troço que

Miguel Marques

Chegaram as obras do IC9 na freguesia de Santa Catarina da Serra e Chainça.

Primeiro rebentamento de pedra na Chainça. O primeiro de muitos. atravessa as duas freguesias. O rebentamento de pedra já iniciou no mês de Julho na Chainça, onde as obras avançam a bom ritmo com as terraplanagens e preparação das bases para a construção desta nova via de comunicação. Já estão em curso, também, as construções das bases para as pontes e infraestruturas no lugar no Casal da Fonte da Pedra. Será a partir do mês de Outubro, princípios de Novembro, que as obras irão

intensificar-se junto da EM 357 e da A1, sendo que o trânsito deverá ser desviado numa distância de aproximadamente 200 metros. O trânsito fará o seu percurso normal em que o desvio ficará entre a Bemposta e a Loureira. Na Chainça, lugar em que todos os caminhos e estradas rurais irão ser cortados pelo traçado, será apenas dada continuação à estrada EM1249 (Loureira – Arrabal). Foi definido, também,

Correio do Leitor

Ficha Técnica Jornal Luz da Serra Nº432 - Setembro de 2010 Ano XXXVI ERC 108932 - Depósito Legal Nº 1679/83

que será nesta freguesia que se fará a ligação entre a IC9 e a A1. Este nó de ligação será de uso exclusivo de quem utiliza a A1 ou o IC9, deixando portanto, de fora, qualquer ligação à freguesia da Chainça. No que respeita à requalificação da EM 357 (Quinta da Sardinha – Fátima), devido ao aumento de tráfego vindo da IC9, este jornal tentou obter informações sobre o ponto de situação junto das entidades competentes, mas sem sucesso. O nó de ligação que ficará em Santa Catarina da Serra tem inicio previsto de construção em Março de 2011 sendo que terá aproximadamente 2 meses de intervenção. Segundo o que este jornal conseguiu apurar, em Agosto de 2011 será a data apontada, no pior dos cenários, para a inauguração desta via.

A Casa do Povo, promotora e organizadora do projecto musical PIM, está a aceitar inscrições de novos alunos para integrar o ano lectivo 2010/2011. Acordeão, viola, órgão, piano e violino são alguns dos instrumentos em que os novos alunos se poderão inscrever. Mais informações no site da Casa do Povo de Santa Catarina da Serra em: www.vivavoz.eu

Transmissão da Eucaristia pela TVI Foi no passado dia 22 de Agosto que a Eucaristia Dominical foi transmitida em directo pela TVI a partir da Igreja Matriz de Santa Catarina da Serra. Uma oportunidade que surgiu com muito pouco tempo de antecedência, rapidamente se prepararam as condições necessárias para a transmissão. As estatísticas referem que se registaram aproximadamente 459 mil espectadores na eucaristia transmitida pela TVI, o que correspondeu a uma quota de audiência de 36.2% de acordo com a Marktest. Neste mesmo dia a transmissão da missa na RTP1 obteve 332 mil espectadores o que correspondeu a uma quota de 34.6%. No que respeita à composição de públicos da transmissão da TVI, verifica-se que a maioria dos espectadores foi do Interior Norte (44.6%), Litoral Norte (18%) e 13,2% são indivíduos residentes na Grande Lisboa (esta unidade geográfica inclui Sintra). A maioria dos espectadores foi mulheres e com idades acima dos 55 anos. O DVD está disponível na redacção do jornal (ForSerra), e na Casa Paroquial para quem pretender. Aceitam-se donativos para suporte dos custos. DVD da Eucarístia Dominical disponível na redacção deste jornal, na casa paroquial ou em www.santacatarinadaserra.com

Envie-nos as suas opiniões e reclamações: luzdaserra@santacatarinadaserra.com

Nascidos em 1960 em convívio

Trevo 3 Já há algum tempo, se bem se lembram, falei sobre a necessidade de utilizar as cores que estão à nossa volta. Pois bem, parece-me que os nossos vizinhos são como que, seres pensantes, mas que por vezes usam palas nos olhos. Desculpem-me a expressão, mas tanta ignorância por vezes dá vontade de chorar. Não é preciso ir muito longe. Basta por vezes chegar ao alto da nossa freguesia e ver a senhora do café de um modo simples e de mente despreocupada (do ponto de vista de cada um) a colocar carradas de cartão dentro de um contentor que apresenta uma cor verde (lixo comum). Chego à conclusão, que os ecopontos deveriam estar debaixo da cama para não

Inscrições para aulas de música

terem o trabalho de andar dois passos para reciclar. Sendo assim, dei-me ao trabalho de contar os ecopontos existentes na nossa freguesia. Realmente estão bastante distanciados. Ao colocar a questão à Junta de Freguesia informam-me que a população deve fazer uma reclamação, no caso dos ecopontos, junto da Valoris. Esta é a entidade que faz a recolha dos resíduos. Ao contactar a Valorlis, esta entidade informame que tem que ser a Junta de Freguesia a requisitar os ditos ecopontos. Mas mesmo assim não acredito que nem a senhora do café, o padeiro, o fotógrafo, a costureira e até mesmo engenheiros que possam existir na nossa freguesia, com os ecopontos à porta de casa,

saibam fazer alguma coisa pelo nosso planeta. Ou melhor, por eles, pelos filhos e pelos futuros netos. Mensagem: Não estamos a reciclar para os outros, estamos a reciclar para nós! Mas, também o que é bom é para ser dito: Gostei de ver a senhora, de idade de bengala na mão, colocar com os seus lentos e bonitos movimentos as garrafas, papel e vidro no sítio certo e com a certeza da boa acção que estava a fazer, sorriu para mim, dobrou o saco de plástico para mais tarde reutilizar. Leitor Identificado

Foi no passado dia 18 de Julho de 2010, que um grupo de 50 jovens nascidos em 1960, e que este ano realizaram a habitual festa em honra da Padroeira – Santa Catarina, realizou um convívio, do qual constou também um passeio de barco na Barragem de Castelo de Bode. Partimos de Santa Catarina da Serra pelas 08:30 em autocarro, com destino a Tomar, onde visitamos o bonito Convento de Cristo. Para alguns foi a primeira visita àquele monumento, para outros o reavivar memórias de “visitas de estudo”, realizadas nos nossos tempos de alunos do ensino primário ou secundário. Seguimos depois em direcção à Lagoa Azul, em Ferreira do Zêzere, onde, pelas

12:00 horas, embarcámos no Barco Turismo S. Cristóvão. Enquanto nos era servido a bordo um agradável Almoço/Buffet, íamos desfrutando das magníficas paisagens que ladeiam a extensa albufeira da Barragem de Castelo de Bode. Todos estávamos maravilhados com o que víamos e felizes por estarmos juntos e em confraternização. Pelas 16:00 horas, terminou o nosso passeio de barco, no mesmo local de onde partimos. Seguimos depois, novamente de autocarro, em direcção ao Parque de Merendas de Constância, na margem do Rio Tejo, onde alguns ainda “chapinharam” na água do rio e outros dormitaram deitados na relva. Depois e, para surpresa de

quase todos, foi servido um excelente lanche que foi muito apreciado por todos os participantes neste convívio. Já ao final do dia regressámos todos com a certeza de que tínhamos passado um dia inesquecível e com a promessa de nos voltarmos a reunir para um novo encontro a realizar até final do ano (em data a indicar oportunamente), e para o qual estão também, desde já, convidados todos aqueles que não puderam participar neste magnífico convívio. Uma Jovem de 1960

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LUZ DA SERRA

SETEMBRO

-- sociedade - cultura --

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2010

Alfredo dos Santos Um século de vida

Criado recentemente, o grupo de teatro amador surgiu por iniciativa dos 400 anos da Loureira. O criador deste projecto, encenador e professor reside na freguesia e promete novidades.

Alfredo dos Santos e a pessoa mais velha da freguesia de Santa Catarina da Serra. Festejou no passado dia 12 de Agosto o seus 100 anos de uma vida de tristezas e alegrias.

Tendo o Castelo de Leiria como pano de fundo, 8 Lendas da região de Leiria foram dramatizadas e apresentadas ao público de uma forma mágica, cómica e colorida. Com o acompanhamento de uma viola, as personagens ganharam vida e fizeram as coisas mais espantosas para nos fazer sorrir e sonhar. O Espectáculo LENDAS DE LEIRIA teve o seu inicio a partir de um projecto de sensibilização e intervenção artística e pedagógica, OFICINAS DE TEATRO I, que, futuramente, acompanhará o nascimento de uma Associação Cultural. Como fala o criador deste projecto, encenador e professor Frédéric da Cruz, residente na nossa Freguesia, esta oficina de teatro e esta apresentação final tem um carácter de intervenção

Miguel Marques

Grupo de teatro estreia-se no Castelo de Leiria

Grupo que representou as Lendas de Leiria no Castelo. público de teatro são uns dos muitos objectivos deste projecto cultural e social. Convém salientar que esta oficina foi uma aula aberta durante um mês dentro do castelo de Leiria, onde todos

artística e pedagógica não só para quem participa mas para quem assiste. A Importância da família em apoiar e acompanhar nas criações dos jovens e a importância de constituir e construir um

os seus visitantes puderam assistir e sorrir. Estas oficinas visam a aprendizagem e a pedagogia da Expressão Dramática e do Teatro de um modo lúdico e fantástico, criando puros momentos de divertimento que servirão também para animar as ruas e praças da nossa cidade como da nossa Freguesia. Salienta-se que fazem parte deste espectáculo jovens da Loureira, que integram o Grupo de Teatro Amador da Loureira que teve o seu inicio pelos 400 anos, e jovens de Fátima e Leiria. Estas oficinas de Teatro terão continuidade e prometem surpreender-nos.

O dia amanheceu nublado, cizento, com aspecto de que em pleno verão iria ser um daqueles dias de inverno. Mas, os corações da família de Alfredo dos Santos ansiavam por este dia. Alfredo dos Santos e a sua família tinham um motivo, pouco comum na freguesia para celebrar, ora não fosse o centenário de Alfredo dos Santos. De sorriso estampado na face, Alfredo dos Santos ia caminhado para a Igreja ao ritmo do toque dos sinos batendo o meio-dia. Os seus 9 filhos, 25 netos, 34 bisnetos e 2 trinetos e alguns amigos quase encheram a

Igreja para celebrar aquele que seria um dos grandes momentos do seio daquela família. Presidida pelo P. Mário Verdasca, a missa de celebração do centenário. Alfredo dos Santos agradeceu a todos os que conheceu, que o ensinaram e que o ajudaram a chegar a esta idade. Após a celebração e a sua bênção a família almoçou em conjunto no salão paroquial onde permaneceu reunida o resto do dia, convidando artistas da terra para dar cor ao dia.

Vários utentes do Centro de Dia da Loureira foram fazer uma descamisada á moda antiga. Para muitos foi o recordar de épocas e anos passados.

A missa de aniversário foi o momento alto entre a família

E porque não foram ganhar «a jorna», mas também não foram «a seco», no fim do trabalho, houve filhós e café para todos. Ficou claro para os técnicos

que os acompanharam que saídas e actividades como esta melhoram muito a qualidade de vida dos nossos idosos.

Miguel Marques

A tarde foi passada em família e na conversa.

Alfredo dos santos a provar o seu bolo de aniversário

pub

Miguel Marques

monte de espigas de milho em casa da Lúcia e do José. À chegada, depressa se juntaram amigos e vizinhos, também idosos na sua maioria, e todos, numa grande roda e em pouco tempo, encheram a eira de espigas amarelas, deixando atrás de si todas as camisas que delas retiraram. Há quantos anos não faziam aquele trabalho! Que satisfação! Que felicidade! Nenhum deles precisou de perguntar «Como é que isto se faz?» Estes saberes continuam intactos apesar dos «oitenta» e até dos «noventa» anos, que a maioria deles já conta.

DR

Foi na passada sexta-feira, dia 27 de Setembro, quando eram 15h, que os utentes do Centro de Dia da Loureira saíram na carrinha da Associação com destino ao Canto dos Santos, na Loureira. Todos sabiam ao que iam, pois levavam consigo um objecto que há muitos anos não utilizavam e que eles próprios executaram na instituição: um bico. E o que é um bico? É um pauzinho de moita pontiagudo do tamanho de um palmo e que serve precisamente para descamisar milho. Aguardava-os um grande

Miguel Marques

Descamisada à moda antiga

No meio da festa, Alfredo dos Santos ainda teve tempo para ler o “Correio da manhã” e por-se a par das noticias da actualidade.


SETEMBRO 2010

Notícias da

LUZ DA SERRA

-- freguesia - associativismo --

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Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra

A comunidade de Santa Catarina da Serra – Grandes desafios de mangas arregaçadas! A Junta de Freguesia tem utilizado este espaço com notícias e informações destinadas á comunidade de Santa Catarina da Serra; apenas isso no entanto, este mês optou-se por ocupá-lo com igual objectivo mas em figurino diferente. Na prática queremos deixar a informação sem deixar passar em branco alguns grandes desafios mostrando que a freguesia está atenta e muito de extraordinário está a ser feito com o envolvimento da sociedade civil da freguesia.

Escola de Olivais/Vale Sumo em Obras Como se vê na foto foram executadas obras de vulto na escola de Olivais/Vale Sumo. Quando chegarem á escola as crianças encontram muitas novidades, um campo de jogos em betão poroso executado sob responsabilidade da Câmara Municipal de Leiria e que permitirá a prática desportiva no interior do recreio. Mas há mais… foram executadas obras no recreio sobrante com novos passeios, novo parque de areia e requalificação

Outras obras ou intervenções Casal das Figueiras, zona da ponte da A1 - Aplicação de slury seal (Camada de desgaste) no ponto negro das estradas da freguesia. Pretende-se acabar com constantes despistes nesta zona principalmente em época de chuvas. Achamos que a intervenção vai resolver parte do problema porque o resto está na prudente condução dos automobilistas. Loureira, Rua de São José: Foram executadas obras de alargamento. Olivais, Rua Barão do Salgueiro: Executadas obras de alargamento a seguir á escola. Pedrome: Alargamento na Travessa da Estrada Romana Limpeza de bermas e valetas em vários lugares da freguesia Substituição de linhas eléctricas obsoletas e colocação de cabos e iluminarias. A última intervenção foi na Rua do Canal lugar de Vale Sumo.

total do recreio. Esta parte foi executada sob responsabilidade da Associação de Pais daquela escola. O próximo desafio a assumir deverá ser a climatização da zona do 1CEB. Queremos deixar um agradecimento público pela forma como a Associação de Pais presidida pela Dª Fátima Ferreira assumiu esta intervenção porque de outra forma, e nesta altura, não havia condições de execução – Os alunos ficam a ganhar!

Bombeiros prevêm mudar-se até ao final do ano Notícias da Associação dos Amigos da Secção de Bombeiros do Sul do Concelho de Leiria dança da Secção de Bombeiros para as novas instalações. Apesar de neste momento existirem dois factos com alguma gravidade, que em muito estão a desgastar os dirigentes. Esses factos se necessário for serão em tempo oportuno do conhecimento público, embora sejam ainda do foro interno. Para mim, a moral e os aspectos sociais serão sempre mais importantes que tudo o resto, nem que para tal, seja necessário pôr a opinião pú-

Festa para todos A festa do bolinho juntou a comunidade do Sobral na associação local. No dia 7 de Agosto de 2010 na Associação Cultural e Recreativa do Sobral os jovens deste lugar realizaram a festa do bolinho e convidaram todas as pessoas do lugar a participar. Todos os anos os jovens do Sobral vão no Dia de Todos os Santos de casa a casa pedir o bolinho. Com o dinheiro que conseguem juntar organizam uma festa no ano seguinte onde são convidadas todas as pessoas da terra. Este ano a tradição mantevese! Assim, com o bolinho que jovens de idades entre os 16 e os 26 anos angariaram em Novembro passado, no dia 7 de Agosto realizou-se na

ACRS do Sobral a Festa do Bolinho. A festa foi considerada um sucesso, pois contou com a participação de muitas pessoas, não só os habituais habitantes do Sobral como também emigrantes que cá passavam férias e que também quiseram participar no convívio. A ementa deste ano foi composta por sopa de Caldo Verde e Presunto no Espeto, sendo que as pessoas contribuíram com as sobremesas. No fim da noite, puderamse observar os dotes desportivos de alguns que se aventuraram a lançar malhas, assim, foram-se compondo três equipas a jogar

chínquilho, que agruparam os participantes mais ou menos por idades. Os mais novos, os mais velhos e os ainda mais velhos. Os jovens “Geração Playstation” acabaram por não ter hipótese contra a “Geração Chínquilho”, e assim perderam todos os jogos. Em conclusão foi uma noite muito bem passada onde se realça o convívio entre as várias gerações do lugar. Agradecemos a participação de todos e ficamos à espera da vossa presença no próximo ano. Os Jovens

designar. Finalmente o almoço no Arrabal será no dia 16. Em termos operacionais, tal como Junho e Julho, Agosto foi felizmente a ser um mês de acalmia para os bombeiros e para a nossa mancha florestal. Mas cuidado, pois o descuido pode ser a morte do artista, como dói dizer-se.

blica ao corrente do que se passa. Jamais defraudarei a confiança que a grande maioria da população das quatro freguesias, sempre me transmitiu, ao longo destes anos. Os outros eventos serão os almoços de angariação de fundos, com o primeiro a decorrer na Caranguejeira no dia 3 de Outubro. O jantar da Chainça será no dia 9 e o de Santa Catarina no dia 10 do mesmo mês. Embora com o local e respectivo salão a

Virgílio Gordo Miguel Marques

Caranguejeira, terminando tal como no ano passado no futuro quartel nos Cardosos. Onde decorrerá o convívio final, do qual fará parte o tradicional almoço convívio oferecido pela associação e a visita guiada às obras em fase adiantada da construção do Quartel. Quando faltam apenas quatro meses para o final do mandato da actual direcção, a mesma continua com a convicção de que antes do final do ano será feita a mu-

Associação da Loureira festejou 20º Aniversário São 20 anos dedicados ao povo da Loureira. Quem soprou as velas foi a sua direcção em conjunto com a população. A Associação Para o Desenvolvimento Social da Loureira festejou, no passado sábado, dia 14 de Agosto, o seu XXº Aniversário. Para assinalar a data, teve lugar uma gostosa sardinhada à sombra dos carvalhos da Lagoa, mesmo ao lado da sede da Associação. Foram muitas as pessoas que não quiseram faltar. Por ali passaram, pararam e estiveram, conversaram, comeram e beberam, ou seja, fizeram a festa. A direcção da Associação, re-

Miguel Marques

Tal como nos anos anteriores, Setembro vai ser o mês do reinício das actividades de angariação de fundos por parte da direcção desta Associação. A primeira será já no próximo dia 19, com o já tradicional “Passeio do dia do Coração”. Tal como nas anteriores edições, a corrida deste ano vai ter início junto ao actual quartel em Santa Catarina da Serra, seguirá pela Loureira, passando sucessivamente pelas freguesias de Chainça, Arrabal e

conhecida, agradece a presença de todos e formula o desejo de que, no próximo

ano, nos possamos encontrar de novo em festa. pub


LUZ DA SERRA

SETEMBRO

-- cultura --

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2010

Venha Descobrir a Loureira e o seu Património Peddy-Paper com Convívio na Lagoa do Boi foram apurados os tempos, conferidas as fotos obrigatórias e classificadas as respostas dadas aos questionários. Apurados os resultados, às três primeiras equipas classificadas em cada um dos três percursos foram atribuídos e passados Certificados dos Prémios: Ouro, Prata e Bronze. Os Certificados foram entregues pelos responsáveis de cada Percurso: Percurso 1 - Mário Vicente; Percurso 2 – Miguel das Neves; Percurso 3 – Francisco Vicente. No Parque de Merendas improvisado à sombra dos castanheiros do António Neves, teve lugar o almoço de confraternização e convívio dos participantes no PeddyPaper e de muitos outros habitantes da aldeia que quiseram juntar-se à romagem. Contaram-se histórias das intrigas que outrora ocorreram por aquelas terras baldias disputadas pelas gentes do Reguengo, de São Mamede, da Loureira, da Chaínça e de Fátima. Deramse a conhecer os marcos que por ali fazem a divisão das freguesias e dos concelhos.

Joaquim Vicente

Centenas de participantes na iniciativa terminaram com um pic-nic na Lagoa do Boi.

momento as equipas ficaram a saber o percurso que lhes cabia fazer. Havia, na verdade, três percursos distintos: - Percurso 1. Norte – depois de uma passagem pelo Termo de Leiria e pela antiga escola primária, haveria que rumar ao Canto dos Santos, à Cruz, às Reissacas e Covas Raposas, ao Outeiro Boleiros, aos Currais Abrizes e daí à Lagoa do Boi; - Percurso 2. Centro – passagem pela Capela, Rua de S. Amaro, Rua de S. José, antigos carreiros da Milhãe e do Casal do Rovalho, Curralinhos, Covas Raposas, Currais Abrizes e, enfim, Lagoa do Boi; - Percurso 3. Sul – depois de uma passagem pelo Rossio, com observação de várias construções de genuíno interesse arquitectónico na zona,

Rua Fernando Moniz, Cova João Coelho, Cova Silveira, Serrado Caseiro, Covas do Seixo, Curral Frade, Vage do Forno e Lagoa do Boi. Cada um dos percursos contava com passagens por construções e sítios de referência histórica para a aldeia. Enquanto pelo Percurso 1 se bordejavam durante muito tempo os limites da Loureira com a freguesia da Chaínça, pelo Percurso 3 bordejavamse os limites da Loureira com a freguesia de Fátima. O Percurso 2, ao Centro, seguia, durante a maior parte do trajecto, a antiga linha divisória dos Termos de Leiria e de Ourém, segundo a divisão estabelecida e os marcos implantados em 1716. Ao longo do percurso foram colocadas informações diversas e foram exibidas reproduções de imagens invulgares (ilu-

sões ópticas, por exemplo) para estimulação da observação. A sinalética do percurso foi feita pelo recurso à implantação de placas numeradas de 1 a 10, para os pontos de passagem obrigatória e pelo recurso a flores (cor laranja para o Percurso 1, cor vermelha para o Percurso 2 e cor azul para o Percurso 3). Nunca a Charneca se vira antes tão engalanada. Momentos antes da partida, cada equipa inscrita, recebeu, pois, um Mapa e a Carta de Prova num envelope fechado, onde constava a documentação para um e só um dos percursos. Não era permitido às equipas fazer permuta do percurso que coube em sorte a cada uma. Houve Certificados de Participação para todos os elementos das equipas. À chegada à Lagoa do Boi

Joaquim Vicente

Inserido nas Comemorações dos 400 Anos da Loureira, realizou-se no passado Domingo, dia 22 de Agosto de 2010, o Peddy-Paper "Venha Descobrir a Loureira e o seu Património". O peddy-paper constou de um percurso a pé, primeiramente, por dentro do lugar, suas ruas, suas habitações típicas e suas cisternas e, depois, pela Charneca, com destaque para a observação dos antigos fornos de cal na Vage do Forno e nos Currais Abrizes. Durante o percurso, as equipas participantes tiveram de responder a algumas perguntas sobre a aldeia e a sua história e também sobre o seu património arquitectónico e rústico. Foi de grande utilidade a leitura prévia do livro Loureira 1610-2010. O livro podia até ser consultado durante o percurso; e foi-o, de facto. Todas as equipas concorrentes vieram munidas de máquina fotográfica digital ou de telemóvel capaz de fazer fotos, uma vez que, como estipulava o Regulamento, as equipas teriam de fazer prova fotográfica de que tinham estado em determinados pontos do percurso, cuja passagem era obrigatória. Algumas equipas aproveitaram para fazer registo fotográfico pormenorizado de muitos lugares, sítios e construções que desconheciam ou conheciam só de nome. As Cartas de Prova (os Paper) foram entregues às equipas concorrentes alguns minutos antes da partida, no largo da Feira da Loureira, e só foram abertas às 10h00, ou seja, quando foi dado o sinal de partida. Só nesse

Ficou em muitos a vontade de repetir a iniciativa porque razões e pretextos há-os em abundância. Após o almoço, feita já a entrega dos prémios, vários foram as e os “valentões” que quiseram fazer um outro ou mesmo os dois outros percursos alternativos ao percurso que lhes coubera em sorte. Regressaram extenuados no corpo, é certo, mas satisfeitos em espírito, como nos confessaram. Assim dá gosto preparar semelhantes desafios. Agosto não é com certeza o melhor tempo para estas confraternizações por haver muitas festas, casamentos e baptizados e por ser tempo de férias merecidas para muitos outros que estão, por isso, ausentes. Mesmo assim, estima-se que passaram pela Lagoa do Boi e pelo Convívio mais de duas centenas de habitantes da Loureira. Cumpriu-se desta forma mais uma das iniciativas constantes do Programa das Comemorações dos 400 Anos da Loureira.

Na partida foram dado a conhecer os 4 percursos pelo Prof. Joaquim Vicente pub


SETEMBRO

LUZ DA SERRA

-- destaque --

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Festas de Verão em Santa Catarina da Serra

A “Quintinha dos 40” fez sucesso perante o público. Os animais estiveram em exposição ao público num quinta improvisada. especial relevo para a procissão das velas e a missa de domingo com uma numerosa participação, tanto dos festeiros como da comunidade. O carácter solene da missa e procissão de domingo, assim como a missa para os festeiros, família e amigos na segunda-feira, vieram apenas confirmar a importância e orgulho de participar nesta celebração e deixar uma certeza: dentro de 10 anos voltaremos!

Foto Antunes

20 Anos passaram e aqueles que nasceram e cresceram em 1970 na Freguesia de Santa Catarina da Serra juntaram-se de novo para organizar uma festa, a do sagrado Coração de Jesus ou Festa grande. A estes juntaram-se, e muito bem, aqueles que também nascidos em 1970 elegeram a nossa freguesia para viver e aqui constituíram família. Depois de muitos dias e noites de preparação, com indecisões, receios e inseguranças, mas também com muita e boa disposição e uma amizade adormecida á 20 anos a festa começou. E começou como terminou, muito bem, com muito trabalho, empenho, respeito e solidariedade entre todos. Concluída a festa podemos dizer que foi uma honra e um orgulho ter partilhado estes 5 dias com amigos de toda uma vida e descobrir outros que sem esta comemoração não teríamos oportunidade de descobrir. A quermesse, obra de uns ca-

Miguel Marques

Festas Sagrado Coração de Jesus, organizada pelos nascidos em 1970.

rolas que há medida que os dias iam passando se iam entusiasmando mutuamente a fazer mais e melhor resultou num verdadeiro sucesso, com especial relevo para a Quintinha dos 70 onde se ri-

faram, cães, gatos, galinhas e patos um porco, pássaros, ratos e até uns peixes que tiveram como fregueses os patos que os resolveram levar no bucho. Os grupos musicais, cada

um com o seu género animaram as três noites, retendo os participantes e afugentando o vento que também resolveu aparecer. As celebrações religiosas correram da melhor forma com

Os festeiros

Premiados do sorteio 1º. Prémio Nº 10534 – Desconhecido até ao momento 2º. Prémio Nº 00300 - Paulo Sérgio Loureira 3º. Prémio Nº 21399 - Francisco Neves Sobral 4º. Prémio Nº 17614 - Desconhecido até ao momento - Data limite para reclamar o prémio - 16/09/2010

Festa de S. Miguel Festas em honra do padroeiro S. Miguel, organizada pelos nascidos em 1935, 1945, 1955, 1965, 1975 e 1985 e comissão da capela. populares que nos ajudaram de forma louvável e incansável... Iniciamos a festa no Domingo, 29 de Agosto com a recolha de andores acompanhada pela Filarmónica do Arrabal, seguindo-se a missa solene com procissão, a venda dos bolos dos andores e concerto da Banda Filarmónica. Não podemos deixar de mencionar a maravilhosa actuação que nos foi cedida a título gratuito pela "Escola de Dança da Caranguejeira".

Estes jovens actuaram por volta das 18H. Terminamos a noite com o Grupo NKZ em palco, para deleite de todos os presentes que eram em grande número. Segunda-feira, 30 de Agosto, houve missa pelos festeiros. Os bares e buffet continuaram a funcionar em pleno. Assistiu-se depois à actuação do “ Duo Manuel Brás" e procedeu-se à realização do sorteio, tendo a maioria dos prémios sido entregues na hora, uma vez que os pre-

miados estavam presentes na festa. A noite estava agradável e divertida e qual não foi o nosso espanto quando nos deparamos com a presença de um “Grupo” da terra, com quem aproveitamos para assinar um contrato de última hora, cuja actuação animou, por mais algum tempo, os presentes. A comissão de Festas Joaquim Vicente

Nos passados dias 29 e 30 de Agosto, decorreram no lugar de Vale Sumo, os já habituais festejos em honra de S. Miguel Arcanjo. Apesar de alguns imprevistos surgidos na organização da festa, esta acabou por se realizar, tendo sido organizada por alguns jovens das diferentes faixas etárias, nascidos em: 1935, 1945, 1955, 1965, 1975 e 1985. Ainda assim o número de festeiros era reduzido, portanto valeu-nos a ajuda da Comissão da Capela e de alguns

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LUZ DA SERRA

SETEMBRO

-- sociedade - voluntariado --

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“Bom dia Professora”

Jovens da freguesia em Angola São vários os jovens da freguesia que estão em Angola pelos mais diversos motivos. Uns por trabalho, em que escolheram aquele país para ali trabalharem e evoluir profissionalmente, outros à procura de experiências novas e outros por voluntariado. Destacamos aqui quatro jovens. Um grupo de três que foi voluntário durante o mês de Agosto e a Ana Rita Pereira que integra um grupo de professores num projecto piloto do Governo Português.

Tudo começou quase que por uma brincadeira com os amigos “um dia ainda vou para Angola”, dizia frequentemente. Ana Rita Pereira, natural dos Olivais, tem 27 anos e é formada na área das

os alunos de pé a dar-me os bons dias “Bom dia Professora””, disse. As diferenças são muitas, comparadas com o ensino em Portugal em que as crianças têm uma grande dificul-

a este trabalho a dinamização de actividades no Lar de idosos do Beiral e o trabalho junto dos jovens da paróquia do Pópulo. A outra comunidade desenvolveu trabalho no Lar de crianças de Santa Paula Frassinei. As meninas que lá se encontram são órfãs, ou não o sendo, a família não reúne condições para as criar num ambiente de fraternidade. As actividades aqui desenvolvidas tiveram um carácter lú-

Jovens voluntários junto de algumas das crianças dias a comunidade deu 6 horas de aulas a 6 turmas de cerca de 30 alunos cada, e é com muito orgulho que podemos afirmar que se verificaram progressos! Somou-se

dico e pedagógico. Esta comunidade acompanhou de perto os jovens da paróquia de Santo António, mais especificamente o grupo dos Escuteiros, dos Cruzados e

A vertente humana é uma realidade daquele país. da Infância Missionária. O trabalho realizava-se durante toda a semana sobrando o domingo para conhecermos um pouco mais do país. Apesar de estarmos instalados no Colégio em Benguela, pudemos visitar a cidade e os bairros do Lobito, do Cubal, da Baía Azul e da Baia Farta, o que nos permitiu absorver mais da realidade do país e entrar em contacto com diferentes tipos de população. Esta experiência ficará registada na nossa memória e no nosso coração como sendo uma das mais enriquecedoras da nossa vida. Um muito obrigado a todos os que contribuíram para a concretização deste projecto. Incentivo todos os que queiram arriscar partir, que o façam como nós o fizemos! Andrea Guerreiro, Vera Gaspar e Valdo Marques

DR

cebidos como grandes dádivas. Falando mais especificamente do nosso trabalho, o grupo de 10 elementos que partiu de Portugal foi dividido em 2 pequenas comunidades. A uma foi entregue o trabalho de leccionar as disciplinas de língua portuguesa e matemática a turmas propositadamente criadas por alunos muito atrasados relativamente aos seus colegas do mesmo ano. Todos os

DR

No passado mês de Agosto, partimos em missão para Angola, acompanhados pelas irmãs Doroteias. Depois de um ano de intenso trabalho para a angariação dos fundos necessários para a nossa partida, no passado dia 1 de Agosto embarcamos em direcção a Benguela. Já em Angola o nosso tempo e trabalho foram divididos entre um lar com cerca de 60 crianças, um lar de idosos completamente desamparados, um colégio com cerca de 2000 alunos repleto de deficiências relativamente ao seu corpo docente, e as paróquias de Santo António e do Pópulo. Quem conhece Angola sabe que, apesar de partilharmos a mesma língua, existem grandes disparidades entre os dois países. O povo é extremamente acolhedor, mas a maior parte das pessoas vive numa situação de extrema pobreza, e a juventude está desmotivada e sem grandes esperanças relativamente ao futuro. Estes dois factores foram determinantes para o trabalho que fomos desenvolver, porque todos os pequenos contributos da nossa parte foram re-

DR

Qual é a tua Missão? A nossa é a Missão Angola!

Os momentos de atenção são essenciais num projecto como o da Ana Rita

artes plásticas. Em Maio de 2009 decidiu inscrever-se num projecto pioneiro que o Governo Português desenvolve em Angola. O projecto consiste em dar apoio e formação a professores e alunos do ensino Angolano. Partiu em Setembro para a cidade de Benguela com um grupo de aproximadamente 20 professores e rapidamente se adaptou ao meio e às difíceis condições de vida daquele país. Dá formação na área das artes a alunos com idades entre 15 e os 30 anos em turmas que podem ir até aos 80 elementos por sala. “Confesso que fiquei admirada quando no meu primeiro dia de aulas, ao entrar na sala de aula, tinha todos

dade de aprendizagem, mas que a hierarquia funciona muito bem naquele país. “As pessoas têm respeito umas pelas outras”. “Os alunos com quem trabalho diariamente têm uma grande dificuldade em partir da realidade para o abstracto, quando lhes pedimos para imaginar algo... Assim torna-se mais difícil trabalhar na área das artes” A vertente humana é algo que as pessoas que pouco ou nada têm dão muito valor... Essas gostam que se preocupem com elas de uma forma menos material e mais generosa / humana” Tenciona ficar por mais cinco meses e depois regressar a Portugal. pub

Caminheiros em Actividade Clã do agrupamento 1211 vai até Drave, diocese de Viseu. “Vos sois o sal da terra!” (Mateus, 5, 13) é a palavra de Cristo que melhor resume o trabalho de campo do Clã da paróquia de Santa Catarina da Serra na sua mais recente actividade que decorreu no primeiro fim-de-semana de Setembro. Inspirados pela beleza incrível e indescritível das paisagens da localidade de Drave (desabitada mas não abandonada) na Diocese de Viseu onde se pôde encontrar a Base Nacional da IV Secção do CNE, o grupo de caminheiros do Agrupamento 1211 procurou temperar a sua vida através da redescoberta de si próprio e dos seus sonhos. Com um imaginário que creio que muitos conhecem,

a história de Kenai e Koda (personagens de um filme de animação da Disney baseado no argumento de Brooose Johnson), um totem ou virtude, foi entregue ao acaso a cada um dos caminheiros para que sobre ele reflectissem e para que o colocassem em prática na sua vida (exemplo: generosidade). Este foi o ponto de partida de uma actividade em que, entre o trabalho de campo obrigatório de acarretar lajes de xistos por um íngreme percurso até à cova onde se encontra Drave e mergulhos num pequeno lago formado pelas paredes de xisto de duas Serras, os caminheiros trabalharam no seu PPV (Projecto Pessoal de Vida). Este projecto concretiza-se

na composição de uma lista de acções que cada um elabora a fim de projectar tudo o que quer alcançar na sua vida a curto e médio prazo. Não se trata de formular intenções vagas, mas de definir acções ou metas concretas, como por exemplo: a) tirar a carta de condução até ao final do ano, b) no prazo de um ano deixar de dizer asneiras ou usar vocabulário calão, c) perder peso, d) ir todos os Domingos à missa etc. A actividade terminou com a celebração da palavra e com uma conversação acerca dos totens. Concluiu-se que, na maior parte das vezes, esses totens ou ideais já estão em nós ou nos são intrínsecos, sendo que o que é necessário

é torná-los explícitos e assim fazê-los prosperar. “De facto, se alguém de vós quer construir uma torre, será que não vai primeiro sentar-se e calcular os gastos?” (Lucas 14, 28). Assim se deve meditar e cultivar as virtudes para uma segura e forte construção do sonho. É em momentos como aquele que nos foi dado experienciar nesse fim-desemana, em que a comunicação com o exterior é impossível (sem rede de telemóvel e sem electricidade), que os homens comungam mais e melhor com Deus e que podem, com mais e melhor consciência, materializar numa folha de papel os seus sonhos e dar-lhes vida com o nosso sal.


SETEMBRO 2010

Célia Gordo em Entrevista

cimentos também já estão a ser processados de forma diferente. Estamos a organizar-nos para que os horários sejam iguais em todas as escolas. Isto, porque havia escolas que não abriam às 7h30 da manhã e agora, este ano, vamos tentar uniformizar tanto em horários como nos preços praticados. Havia diferenças bastantes significativas. Os horários irão estar praticamente iguais, entre as 7h30 e as 18h30/19h00. Uma das melhorias que podemos já verificar com a criação da ForEscolas, foi na obtenção de subsídios e apoios camarários. No próximo ano lectivo 2010/2011 será a ForEscolas a receber o apoio que irá depois cabimentar cada associação. Haverá certamente uma melhor distribuição dos apoios necessários. Penso que este é um passo importante na união e uniformização de procedimentos, custos e pes-

LS: Como considera a relação entre o Conselho Directivo da Escola e ForEscolas? CG: Temos uma excelente relação o que permite trabalhar em conjunto na detecção e resolução de problemas que possam surgir no meio educativo.

Miguel Marques

LS: Como é que é o ritmo de vida de uma pessoa que está à frente de uma Associação de pais? CG: Actualmente não é fácil, temos algumas dificuldades a superar, o que leva a que tenha que ter um papel diário na gestão da associação.

soas. Existem, contudo, alguns pais que nos perguntam o porquê desta união. Confesso que temos alguma dificuldade em explicar o porquê destas alterações. Existem alguns pais que pensam que o melhor ter uma associação para cada escola, de gestão indepen-

As palavras são do director do concelho executivo, Prof. António Oliveira, que pretende que neste novo ano lectivo a escola melhores os resultados obtendo nota máxima.

dente. Com esta associação, pretendemos que a gestão de cada associação de pais se mantenha igual, alterando alguns procedimentos e normas de forma a generalizar o funcionamento de todas as Associações das escolas e jardins-de-infância por igual. LS: Está a ser fácil a tomada de decisões para todo o a g r u p a m e n t o ? CG: As associações de Pais continuam a existir na mesma, e tem poder de decisão autónomo. A única diferença é que essas decisões têm que ser comunicadas à ForEscolas. O método de decisão é simples. A direcção da associação é composta por 5 elementos, em que cada uma associação. Acontece o mesmo no conselho fiscal e na assembleia-geral. Com este método, todas as associações de pais estão representadas na ForEscolas, apesar de terem cargos e funções diferentes.

Verão. Nos outros ATL’s do dia-a-dia, de Páscoa e Natal as receitas obtidas vão cobrindo os custos. Uma diferença em relação aos outros anos, no que diz respeito ao ATL de verão, este ano não sei como é que vai ser a nível financeiro. Actualmente não existe protocolo nenhum com a Câmara Municipal para esse efeito. Não gostava que acontecesse como no ano passado, em que não tivemos apoio rigorosamente nenhum da Câmara. Tivemos apenas o apoio da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, o que nos fez improvisar e nos obrigou a reduzir algumas despesas.

LS: Quais são as Associações de Pais que fazem parte da ForEscolas? CG: Fazem parte a Escola EBI 123, o jardim de Infância da Magueigia, Loureira, Pinheiria e Vale Sumo, as escolas do 1º Ciclo do Vale Sumo e da Loureira. A nossa ideia passa também por incluir a escola da Chainça na ForEscolas, isto porque a escola da Chaínça também faz parte deste agrupamento escolar.

LS: Há muita adesão por parte os pais para todos os ATL's? CG: Há, para todos os ATL's. Existe bastante porque cada vez mais os pais trabalham e os avós também. Sou da opinião de que as crianças deveriam estar com a família em vez do ATL, mas infelizmente, isso não acontece. Temos muitas crianças, do agrupamento, e houve um acrescimento significativo de crianças inscritas nos atl’s de fora do agrupamento escolar.

LS: No que respeita a apoios e incentivos à Associação, existem dificuldades? CG: Durante o período do ano lectivo em si, penso que não nos podemos queixar. Tomáramos nós que isto continue daqui para a frente. Sabemos bem que isto está difícil, em termos financeiros, por parte das entidades que nos apoiam, mas felizmente temos conseguido receber. Existe, e isso sim, dificuldade na parte dos ATL's, sobretudo no ATL de

LS: Entre que idades têm as crianças que frequentam o ATL de verão? CG: Tivemos crianças desde os três anos. Face á procura, este ano tivemos que alargar até crianças com 12 anos. Foi uma excepção, porque eram cerca de quatro crianças, mas se calhar de futuro não vamos conseguir aceitar mais, porque não temos actividades para eles.

As férias acabaram, é tempo de retomar os estudos e voltar a encontrar e conhecer novos amigos. É já no próximo dia 13 de Setembro, Segunda-feira, que as escolas da freguesia abrem as suas portas aos alunos para dar inicio ao novo ano escolar. Fomos saber das novidades em relação ao ano anterior. À conversa com o Presidente do agrupamento, Prof. António Oliveira, indicou-nos que tudo está preparado pelos docentes e não docentes da escola desde o passado dia 1 de Setembro. A orientação escolar irá ter os quatro princípios, utilizados no ano anterior, são eles: 1.º Principio - Melhorar a aprendizagem dos alunos. 2.º Principio – Política de escola inclusiva 3.º Princípio – Valorização da cidadania democrática 4.º Principio – Cooperação – Comunicação e desenvolvimento de uma política de interacção com a Escola / Comunidade. Estes eixos de orientação escolar produziram bons resultados, como confirmou a auditoria externa realizada o não passado. Recorde-se que esta auditoria atribuiu um resultado de muito bom no ranking das escolas da região. À semelhança do ano lectivo anterior, irão continuar as aulas extracurriculares, de recuperação, a substituição de professores em caso se falta por outro. Será dado continuidade a um plano de recuperação para os alunos que não tenham notas suficientes para transitar de ano. Neste plano intervêm os pais, alunos e os professores, em que assumem um compromisso no sentido de apoiar o proporcionar as condições necessárias ao aluno para a melhoria de notas. “Aos pais não compete ensinar, isso é trabalho dos professores. Aos pais apenas pedimos que apoiem os alunos nas suas actividades e que os vigiem em casa, o que muitas vezes isso não acontece” O eixo de “escola inclusiva”

Miguel Marques

Luz da Serra (LS): Partilhe um pouco do seu percurso à frente da Associação. Célia Gordo (CG): Comecei por integrar a Associação de Pais do Jardim de Infância da Pinheiria. Contribuí bastante para que a Pinheiria tivesse a associação, contribuímos todos, eu e a equipa que estava na altura. Formamos a Associação de Pais do Jardim da Pinheiria. Depois passei para a escola do 1º Ciclo da Magueigia, e após uma pausa de dois anos, surgiu a proposta de integrar a Associação de Pais da Escola Básica. É onde estou até hoje.

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Ambição marca abertura do novo ano escolar Miguel Marques

Celia Gordo é há cerca de 10 anos, o rosto da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Santa Catarina da Serra. A sua experiência e a abrangência do cargo permitem ter uma visão privilegiada sobre a realidade do agrupamento em geral e as escolas que o compõem em particular. Lançamos-lhe o desafio de uma pequena entrevista para o nosso jornal. Eis as respostas.

LS: Foi recentemente criada uma nova associação, a ForEscolas, pode-nos explicar qual o papel desta nova associação? CG: A ForEscolas surgiu um pouco pela necessidade de criar uma entidade comum a todas as associações de pais da freguesia. Constituiu-se então, em 2009, a associação que irá gerir e apoiar as associações de pais de cada escola e jardim-de-infância da freguesia. Por exemplo, na questão dos seguros de pessoal, estamos em negociações para obter um seguro único para todas as funcionárias. Questões como a higiene e segurança no trabalho, a alimentação das crianças e a parte de ven-

LUZ DA SERRA

-- educação --

Prof. António Oliveira. Director do agrupamento desde Julho 2009 é um eixo a melhorar, afirma o director. “Temos funcionado muito bem com a integração dos alunos com dificuldades no mercado de trabalho, mas queremos melhorar”. Para os alunos com dificuldades de mobilidade, de aprendizagem, a escola estabelece protocolos com empresas da freguesia em que proporcionam idas dos alunos durante vários dias por ano para a empresa com a finalidade da integração de trabalho. As alterações mais significativas serão mesmo a nível da melhoria das infra-estruturas do recinto escolar. A criação de um espaço exterior coberto, com acesso directo do bar, para que os alunos possam desenvolver as suas actividades. A divisão de áreas com vista à criação de áreas de trabalho para os docentes e alunos. Um novo gabinete do aluno, em que permanecerá uma psicóloga e que será uma porta aberta a todos os alunos. O verdadeiro projecto da escola, será para ser trabalhado o ano lectivo e apresentado á comunidade no final do ano lectivo. Trata-se uma megaactividade, intitulada “Passado, presente e futuro” em que se pretende representar os costumes da evolução humana. Começando na préhistória, época dos romanos, a época actual mostrando as diferenças das tradições portuguesas do Minho ao Algarve e uma perspectiva de futuro, os alunos terão de mostrar os hábitos alimentar, de comer e de vestir das diferentes épocas.


LUZ DA SERRA

SETEMBRO

-- desporto --

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Desportivamente Falando

Plantel 2010 / 2011

União Desportiva da Serra André Brites 21 anos Nacionalidade: Portuguesa Posição: Defesa Clube Anterior: União Serra

Miguel Pinheiro 27 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Médio Clube anterior: Igreja nova

André Fontes 20 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Médio; Clube anterior: União Serra

Nelson Brites 20 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Médio Clube anterior: União Serra

Antero Pinho 31 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Avançado Clube anterior: Marinhense

Nelson Fernandes 23 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Guarda-Redes Clube anterior: União Serra

Beto 24 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Defesa Clube anterior: Guiense

Nelson Sousa 26 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Defesa Clube anterior: D. Chaves

Bruno Matias 21 anos Nacionalidade: PortuguesaPosição: Médio Clube anterior: Estoril

Ricardo Parracho 31 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Defesa Clube anterior: União Serra

Diogo Ribeiro 19 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Avançado Clube anterior: U. D. Leiria

Rui Pimenta 31 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Defesa Clube anterior: União Serra

Fábio Ribeiro 24 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Avançado Clube anterior: União Serra

Sérgio Gordo 24 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Avançado Clube anterior: Alq. da Serra

João Magalhães 26 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Avançado Clube anterior: Monsanto

Tomandaré 30 anos Nacionalidade Brasileira Posição: Avançado Clube anterior: Riachense

Juvenal Oliveira 20 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Defesa Clube anterior: Alcobaça Luís Lagoa 23 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Defesa Clube anterior: União Serra Luís Miguel 24 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Guarda-redes Clube anterior: Marinhense Marco Aurélio 33 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Defesa Clube anterior:União Serra

Equipa Técnica

Apesar de ter a oportunidade de basear o meu artigo de opinião, depois de ter tido lugar o primeiro jogo oficial dos seniores da UDS, a contar para a primeira eliminatória da taça de Portugal, decidi escrevê-lo antes por dois motivos. O primeiro pelo facto de os resultados terem a maior influência na nossa opinião colectiva e ser minha intenção de falar da pré-época, período sempre importante e fundamental na forma como na maioria das vezes decorrerá cada época futebolística o desportiva no geral. Para além de considerar que a presente época será sempre uma época de transição, aconteça o que acontecer até ao seu final, tanto fora como dentro das quatro linhas. 1- Treinador / equipa técnica Pela pré-época realizada, é grande a expectativa pela forma como Frederico Rasteiro e seus pares vão gerir a equipa na competição. Sobretudo relativamente a este, pois pela sua postura nos jogos e alguns treinos que tive oportunidade de presenciar ao vivo, a serenidade e humildade parecem ser as suas maiores virtudes. Na minha opinião das mais fundamentais no futebol e desporto em geral, embora existam inúmeros treinadores que apesar de terem atitudes mais exuberantes no banco não deixem de ser grandes treinadores. Os jogos dirão do seu valor na leitura do jogo, outro dos pilares em que assentam as qualidades de um técnico. Morgado como adjunto, Filipe Moreira como treinador dos guarda-redes e Diogo

por: Virgílio Gordo Gaspar como fisioterapeuta, também terão grande preponderância no futuro. Para mim, que também fui treinador activo em 20 épocas, a quase ausência de lesões, que não as traumáticas, Marinhense e do Monsanto, serão sempre uma das refe- para não falar da de Nelson rências do trabalho realizado Sousa, Hugo Pinheiro, Beto e outros. por todos em conjunto. A aposta nos mais novos de2- Plantel Apesar das muitas saídas re- penderá sempre do risco que lativamente às últimas épo- Frederico e seus pares, quecas e voltando a basear-me rerão correr, ou não. nas situações que referi rela- 3- Equipa directiva tivamente à análise da Tal como já afirmei no decorequipa técnica, ao contrário rer da pré-época, tudo indica do que poderia pensar-se, o que foi uma aposta certa a valor do grupo liderado por que todos os sócios presenFrederico Rasteiro, é não só tes nas assembleias-gerais fiequilibrado, como demons- zeram. Mais do que críticas, tra qualidades que poderão por um ou outro factor maioser uma mais-valia, numa ritariamente por falta de excompetição dura e longa periência que por vezes têm como é o campeonato nacio- demonstrado aqui ou acolá, nal da segunda divisão. Em- pergunto há quantos anos bora integrados na zona que a presentação da equipa Centro, terão a Norte, não só aos sócios, não tinha a adea maioria das deslocações, rência de sócios e simpati(menor número de apoian- zantes, que o jogo com a tes), como jogos com uma GRAP – Pousos, teve? maior carga de adrenalina e E mais importante ainda, a combatividade. Poderá ser presença de muita gente um factor preponderante no jovem nos vários quadrantes aspecto negativo, mas tam- da equipa e até do clube. bém o poderá ser no aspecto Por mim estão no caminho positivo, (as equipas a Norte certo e não serão os imponpoderão amanhar-se a si deráveis em que o futebol é pródigo, fazendo com que os mesmas). Fundamental, são as perma- resultados nem sempre nências dos cinco ou seis jo- sejam os melhores, que me gadores que transitam da farão mudar de opinião. época passada (Nelson, O que o poderá fazer, será Lagoa, Parracho, Marco Au- um possível desvio dos obrélio e Pimenta), o regresso jectivos traçados por este de Zim. Só é pena que os ou- grupo de quatro jovens, com tros jogadores da terra não dois deles ex. grandes jogapudessem regressar tam- dores e símbolos do clube da bém. (Vida Professional in- nossa terra. Estou certo que compatível com as o não farão, podendo semexigências da 2ª divisão na- pre contar comigo incondicional). As aquisições dos jo- cionalmente. gadores vindos do

Frederico Rasteiro 38 anos Nacionalidade Portuguesa Treinador Clube anterior: Riachense

Américo Vieira no Campeonato do Mundo

Luís Morgado Nacionalidade Portuguesa Treinador adjunto Clube anterior: União Serra

Os atletas Américo Vieira e Carlos Vieira participaram, pela quinta vez no campeonato do mundo de ciclismo de veteranos.

Filipe Nacionalidade Portuguesa Treinador Guarda Redes Clube anterior: União da Serra Diogo 24 anos Nacionalidade Portuguesa Fisioterapeuta

“Uma participação muito positiva”, é a opinião dos dois atletas da União de Ciclismo de Leiria, Carlos Vieira e Américo Vieira, que participaram pela quinta vez, no “Campeonato do Mundo Cliclismo Masters” e S. Johann In Tirol (Áustria). Considerado o maior evento do mundo de ciclismo em participações, a dupla de ciclistas teve ao lado de atletas

de grande valor onde Américo Vieira conseguiu arrecadar o 9º lugar na prova de escalada, a melhor posição do duo leiriense. Já Carlos Vieira a melhor posição que obteve foi a 19ª, também na prova de escalada, mas foi a chuva o seu principal adversário, que dificultou uma melhor qualificação dos ciclistas. arquivo

João Martins 22 anos Nacionalidade Portuguesa Posição: Médio Clube anterior: Monsanto

2010


SETEMBRO 2010

Aos dezanove dias do mês de Abril, do ano dois mil e dez, pelas vinte e uma horas, reuniu a Assembleia de Freguesia de Santa Catarina da Serra, em sessão ordinária, no auditório da Freguesia, em Santa Catarina da Serra. (...). Após os cumprimentos de boas-vindas, (...) O senhor Presidente declarou aberto o chamado Período antes da Ordem do Dia, convidando os membros da Assembleia a introduzirem algum ponto julgado oportuno. (...)O Presidente da Assembleia, a título de membro da Assembleia, introduziu (...) um outro assunto: o processo de legalização das campas no Cemitério. Conhecida alguma controvérsia no passado recente sobre a matéria, conhecida também a legitimidade e até a obrigatoriedade legal da Junta para tomar posse administrativa dos covatos não reclamados, pediu ao senhor Presidente da Junta que desse conhecimento do que fora já feito e fizesse o ponto da situação. (...). Assim se concluiu o Período antes da Ordem do Dia e se deu início ao tratamento das matérias agendadas na Ordem de Trabalhos, tal como constava da Convocatória. 1. Discussão e votação da acta nº1/2010, referente à última sessão. A Acta n.º 1/2010, relativa à sessão ordinária de 18 de Janeiro, foi aprovada por unanimidade, sem introdução de qualquer anotação, adenda ou correcção. 2.. Discussão e votação da Conta de Gerência e relatório de Gestão do ano de 2009. Para a discussão e votação da Conta de Gerência e relatório da Gestão da Junta de Freguesia relativos ao ano de 2009, havia sido distribuído aos membros da Assembleia

LUZ DA SERRA

-- Assembleia de Freguesia --

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Acta Nº2 da Assembleia de Freguesia de Santa Catarina da Serra um documento, intitulado “Relatório de Gestão e Contas do ano 2009”, a que se anexaram três outros documentos: “Controlo Orçamental de Despesa”, “Controlo orçamental de Receita” e “Execução Anual do Plano Plurianual de Investimentos” Foi com base nestes documentos e também com o recurso à projecção de alguns diapositivos que o senhor Presidente da Junta procedeu à explanação dos tópicos que julgou mais relevantes para demonstrar as virtualidades da gestão da autarquia, (...) Em suma, procurou o senhor Presidente da Junta fazer prova do rigor da gestão da Junta e das diligências feitas para obtenção da maior receita possível e para obstar a despesas sem critério e sem fundamento. (...) Não tendo surgido outros pedidos de esclarecimento, nem outras intervenções de contestação, foi então posta à votação a Conta de Gerência e Relatório de Gestão do ano 2009. O documento foi aprovado por unanimidade. 3. Apreciação e ratificação de uma proposta de adenda ao protocolo de delegação de competências da Câmara Municipal de Leiria para a manutenção e conservação das escolas do Primeiro Ciclo do Ensino Básico e do Pré-escolar. (...) Por via da celeridade que o caso exige, foi a ratificação da proposta de emenda do Protocolo aprovada em minuta e por unanimidade. 4. Apreciação e votação da proposta da Junta de Freguesia para a regularização e acerto de confrontações de terreno na Rua Nova da Fazarga.

Tendo por base a Proposta para votação e aprovação subscrita pela Junta e distribuída a todos os membros da Assembleia; uma vez explicadas, pelo senhor Presidente, as circunstâncias que deram origem à incorrecção da descrição da parcela de terreno inscrito na Conservatória do Registo Predial de Leiria sob o artigo n.º 2419, na Rua Nova da Fazarga; confirmadas as declarações dos anteriores Presidentes da Junta segundo as quais não há qualquer baldio da Junta nos limites daquela parcela de terreno, foi aprovada por unanimidade a “autorização para que o Presidente ou qualquer outro membro do executivo possa assinar todo e qualquer documento necessário para acerto de confrontações e regularização da situação”, tal como solicitado pelo senhor Augusto Rosa Oliveira, legítimo proprietário da referida parcela de terreno 5. Discussão e votação da proposta da Junta de Freguesia para alienação de uma parcela de terreno no Cercal. Com base na “Proposta para discussão e/ou votação” subscrita pela Junta sobre este ponto e trazida à Assembleia; ouvidas explicações complementares do senhor Presidente da Junta, precisando a origem e as circunstâncias da Proposta, invocando, inclusive, o interesse público em resolver um real problema local; (...) A proposta da Junta foi aprovada por maioria, com duas abstenções: a do senhor José Paulo Moreira e a do senhor António Manuel Lebre. 6. Baldio do Ulmeiro. Apreciação de propostas para definição da parte norte. pub

Na sequência de diligências anteriores tendentes à reordenação do baldio do Ulmeiro, com cedência prevista e aprovada pela Assembleia de Freguesia, em 17/11/2008, de pequenas parcelas de terreno aos confinantes do lado Nascente/Sul, vem agora a Junta retomar o processo de qualificação e dignificação do referido baldio, solicitando à Assembleia autorização para cedência, nos termos e preço fixados na sessão de 17/11/2008, de outras parcelas, desta vez aos confinantes interessados do lado Poente/Norte. (...) Tratase, pois, de retomar de vez o processo de reordenação do baldio, introduzindo, porventura, algumas alterações ao anterior estudo prévio. (...) A autorização solicitada pela Junta à Assembleia para avançar com o projecto previsto e proceder à alienação de parcelas no lado Poente/Norte, nas mesmas condições em que foi autorizada para o lado Nascente/Sul, foi aprovada por unanimidade. 7. Apreciação e votação da proposta para atribuição de nome próprio ao cemitério de Santa Catarina. Por proposta da Junta foi objecto de discussão a atribuição de nome próprio ao cemitério de Santa Catarina. O senhor Presidente justificou a oportunidade da proposta por estar em fase de conclusão o novo cemitério do lado Nascente que se vem juntar ao antigo cemitério. O nome a ser atribuído, se for proposto e aprovado algum – esclarece a proposta e disse-o de viva voz o senhor Presidente – será dado ao conjunto constituído pela totalidade – antigo e novo cemitério – e não apenas à parte nova. Assim o entende e referiu também o senhor Presidente da Assembleia. A discussão deste ponto foi bastante participada, ainda que pouco consensual. (...)

O senhor Presidente da Assembleia fez uma recomendação à Junta - a de estudar a melhor forma de abrir um debate público sobre o assunto - e propôs à Assembleia que se votasse, sim ou não, uma consulta à população. A proposta de consulta à população foi votada, tendo sido aprovada por maioria, com uma abstenção: a da senhora Isabel Gameiro. 8. Discussão e votação da alteração à Taxa de abertura de covatos. Com base no texto da proposta apresentada pela Junta e esclarecimentos adicionais do senhor Presidente da Assembleia e do senhor Presidente da Junta, foi aprovada por unanimidade, sem contestação e até sem discussão,(...). 9. Informação sobre o portal da freguesia e votação da proposta para a sua utilização como meio de comunicação oficial. A informação sobre o portal ou site da freguesia – sua concepção, gestão corrente, finalidade e conteúdos – foi prestada pelo senhor Presidente da Junta. Criado o layout pela Redpost, a gestão corrente será feita pela ForSerra. Será um centro de documentação, de informação e de divulgação da freguesia. Sublinhe-se da freguesia, porque se pretende que seja de toda a freguesia, isto é, de todas as instituições e de todas as associações e não apenas da Junta e da Assembleia de Freguesia. Nele terá lugar também a paróquia com a informação julgada importante. Para a Junta será antes de mais um centro de documentação oficial e de informação diversa, com disponibilização dos mais diversos documentos: editais, circulares, impressos, notícias, eventos, etc.(...) A proposta de utilização do portal da freguesia como meio de comunicação oficial foi aprovada por unanimidade. pub

10. Apreciação e votação da proposta de Regulamento e taxas de utilização por particulares das viaturas da Junta de Freguesia. A pedido do senhor Presidente da Junta, após esclarecimento justificativo, a proposta foi retirada, não havendo, por conseguinte, discussão e votação da mesma. 11. Apresentação do Relatório de Actividades da Junta de Freguesia desde a última sessão da assembleia e do resumo financeiro na presente data. O tratamento deste último ponto da Ordem de Trabalhos começou com a apresentação, pela senhora Tesoureira da Junta, Irene Costa, do resumo financeiro da Junta na presente data, o que foi feito com base no documento presente à Assembleia, e oportunamente distribuído aos membros da Assembleia. Tomou então a palavra o senhor Presidente da Junta, Joaquim Pinheiro, para apresentação do Relatório de Actividades da Junta desde a última sessão da Assembleia. A apresentação seguiu de perto o documento distribuído, razão pela qual não se dá relato do que pôde e ainda pode ser apreciado no documento distribuído. Cumprida a Ordem de Trabalhos, o senhor Presidente da Assembleia, abriu o espaço designado Audição do Público. Nenhum dos presentes pediu a palavra. A marcação da próxima sessão da Assembleia foi acordada, (...) ficando marcada para o dia 23 de Junho de 2010. Chegados ao seu terminus, e nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente encerrou a sessão, da qual se lavrou a presente Acta que depois de lida, posta à discussão e aprovada, vai ser assinada pela 1ª secretária Catarina Oliveira Neves que a redigiu e pelo senhor Presidente da Mesa da Assembleia. Santa Catarina da Serra, 26 de Abril de 2010 A 1ª Secretária Catarina Oliveira Neves Presidente da Mesa da Assembleia António da Conceição Rodrigues Por motivos editoriais, a acta nao se encontra publicada na íntegra. Para a obter na íntegra, visite os site www.santacatarinadaserra.c om


LUZ DA SERRA

Párocos de Santa Catarina da Serra – 1849-2010 Através deste trabalho procurou-se elaborar, com base em documentação histórica coeva, não só uma lista de todos os párocos da freguesia, entre 1849 e 2010, como também disponibilizar, pela primeira vez, alguma informação rigorosa, mediante datas exactas, para o início e o fim do seu governo na serrana paróquia. Não se avançou com a investigação para períodos anteriores ao ano de 1849, uma vez que os dados existentes não são seguros quanto aos nomes dos clérigos que estiveram à frente da freguesia da Serra. Numa próxima fase, irá ser abordado o período de 1825 a 1849. 1. José Gomes Ferreira Gaspar foi pároco de Santa Catarina da Serra entre os anos de 1849 e 1862. É provável que já fosse clérigo, na freguesia, antes de 1849, na medida em que as actas da Junta de Paróquia só começaram a ser registadas naquele ano, a 2.6.1849. [Consultar: "Livro 1 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1853-1885)", Santa Catarina da Serra, Arquivo da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, fl. 1]. 2. Domingos José Lopes foi pároco de Santa Catarina da Serra entre os anos de 1862 e 1878. No dia 9.5.1862 surge referido, pela primeira vez, como presidente da Junta de Paróquia. Por outro lado, assina a última acta a 19.5.1878 [Consultar: "Livro 1 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1853-1885)", Santa Catarina da Serra, Arquivo da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, fls. 6-6v]. Destacou-se por ter solicitado, a 18.6.1867, o estabelecimento, na paróquia, de uma cadeira régia para o ensino de crianças, sendo que aquela, no ano sobredito, tinha já 115 meninos entre os 6 e os 12 de idade [Consultar: "Livro 1 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1853-1885)", Santa Catarina da Serra, Arquivo da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, fls. 4-4v]. 3. Bento Ferreira Filipe foi pároco de Santa Catarina da Serra entre os anos de 1878 e 1880. Como presidente da Junta de Paróquia assina a primeira acta a 24.6.1878.

SETEMBRO

-- estórias da história - emprego --

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Nesse documento é referido que foi nomeado, a 18.6.1878, pelo Vigário Capitular da Diocese de Leiria [Consultar: "Livro 1 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1853-1885), Santa Catarina da Serra, Arquivo da Junta

Procura de Emprego

p. 14]. De destacar o facto de, no dia 5.3.1902, ter aprovado, em sessão extraordinária, a planta de Ernesto Korrodi (1870-1944), para a Igreja Matriz da Serra [Consultar: "Livro 4 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1893-

Pároco

Vasco Jorge Rosa da Silva SGPCM, Lisboa

Paróquia Civil

José Gomes Ferreira Gaspar

±1849-1862

±1849-1862

Domingos José Lopes

1862-1878

1862-1878

Bento Ferreira Filipe

1878-1880

1878-1879

Francisco da Gama Reis

1880-1902

1893-1902

António dos Santos Alves

1902-1903

1902-1903

Joaquim Ferreira Gonçalves das Neves

1903-1949

1903-1910

Joaquim Carreira Faria

1949-1995

-----

1995-

-----

de Freguesia de Santa Catarina da Serra, fl. 6v]. Não esteve dois anos à frente da paróquia da Serra, uma vez que, a 19.1.1879, o presidente era já José Antunes das Neves, residente em Siróis, tendo assinado a acta respectiva [Consultar: "Livro 1 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1853-1885)", Santa Catarina da Serra, Arquivo da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, fl. 8]. 4. Francisco da Gama Reis foi pároco de Santa Catarina entre os anos de 1880 e 1902. Nasceu no dia 28.9.1849, no Sítio, Nazaré, e faleceu, a 15.9.1902, em Leiria, no Hospital D. Manuel de Aguiar, tendo sido sepultado no cemitério municipal daquela cidade. Como eclesiástico responsável por Santa Catarina da Serra realizou o primeiro baptismo a 4.7.1880, o de Joaquim, filho de Manuel Dias e Quitéria de Jesus, de Cova Alta. Em 1880-86, Gama Reis dirigiu a Associação do Apostolado da Oração na região de Leiria. Em termos de administração civil, assina, a 2.1.1893, a primeira acta como presidente da Junta de Paróquia [Consultar: Vasco Jorge Rosa da Silva, "Francisco da Gama Reis: 1880-1902", in Jornal «Luz da Serra», Ano XXXV, n.º 423, Dezembro de 2009,

1902)", Santa Catarina da Serra, Arquivo da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, fls. 46v-47]. 5. António dos Santos Alves, que foi coadjutor de Francisco da Gama Reis, assina, entre os dias 6.7.1902 e 15.3.1903, as actas da Junta de Paróquia de Santa Catarina da Serra, uma vez que o pároco tinha falecido recentemente. 6. Joaquim Ferreira Gonçalves das Neves foi pároco de Santa Catarina da Serra, tendo nascido em Ulmeiro, a 6.6.1865, e falecido em Santa Catarina da Serra, a 2.1.1949. No ano de 1903 é nomeado autoridade eclesiástica da freguesia da Serra, 5.2.1903. No âmbito civil, assina a primeira acta, como presidente da Junta de Paróquia, a 15.3.1903. Ocupou este cargo até Novembro de 1910, sucedendo-lhe, como presidente da Junta de Freguesia, José Francisco Alves, de Cercal, que assinou a acta de 9.11.1910, uma vez que a partir de 5.10.1910 os padres ficaram inibidos do exercício de cargos políticos [Consultar: Vasco Jorge Rosa da Silva, "Fonte e feira de Quinta da Sardinha", in Jornal «Luz da Serra», Ano XXXV, n.º 420, Setembro de 2009, p. 14]. No período em que Joaquim Ferreira Gonçalves das Neves esteve à

Área: Administrativa / TOC Tempo inteiro

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Zona: Leiria, Fátima, Ourém

Habilitações: Licenciatura em Comunicação Social e Cultural pela Univ. Católica de Leiria

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Paróquia Religiosa

Mário de Almeida Verdasca

2010

frente da paróquia, construiu-se a Igreja Matriz de Santa Catarina da Serra, tendo o prestigiado arquitecto suíço Ernesto Korrodi feito uma deslocação à freguesia, para aprovar o trabalho. 7. Joaquim Carreira Faria, que foi pároco de Santa Catarina, nasceu na actual freguesia de Boa Vista, Leiria, na localidade de Alqueidão do Sirol (aldeia com uma capela de 1734), a 4.12.1917, tendo falecido a 13.5.1995. Foi nomeado para a freguesia serrana por D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, primeiro como coadjutor de Joaquim Ferreira Gonçalves das Neves, em 1942, e, mais tarde, como pároco. A 12.7.1992, Joaquim Carreira Faria comemorou 50 anos como religioso [Consultar: Padre Nuno Filipe, "Dois Nomes − Duas Datas", in Jornal «Luz da Serra», Ano XIX, n.º 223, Julho de 1992, p. 1]. 8. Mário de Almeida Verdasca, actual pároco de Santa Catarina da Serra, chegou à freguesia a 24.9.1995. Natural de Gondemaria, concelho de Ourém, paroquiou a freguesia de Marrazes, Leiria.

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SETEMBRO 2010

Cartoon

LUZ DA SERRA

-- lazer - agenda - dicas --

15

por: João Marques joao.marques@mediafashion.com

Setembro 12 Ass. Cultural e Recreativa de S. Miguel Passeio BTT Limpa Metais

Fotografia de alguns dos jovens Jovens nascidos em 1989, organizadores da Festa em Honra de S. Sebastião no passado mês de Janeiro, realizaram uma viagem, a Palma de Maiorca no início do mês de Setembro. Magaluf em Palma de Maiorca, foi a cidade que os acolheu onde estiveram de 25 de Agosto a 4 de Setembro.

12 Paróquia de Santa Catarina da Serra Festas S.Guilherme e S. Silvestre - Magueigia 19 Ass. Bombeiros Sul Concelho de Leiria Passeio do Coração 25 Rancho Folclórico de S. Guilherme Comemoração de Aniversário 25 Clube Automóveis Antigos Santa Catarina da Serra Passeio das Vindimas

Fotografia de uma habitação expropriada pelas obras do IC9. No local desta habitação, está previsto passar o traçado que passa também a poucos metros de outras habitações. Esta habitação, no Ulmeiro, foi a única a ser expropriada na freguesia.

AMIGOS DA

LUZ DA SERRA Com uma nova gestão, torna-se necessário destacar todos os amigos do Jornal. A partir desta data tencionamos publicar aqui todas as ofertas que chegam à redacção do Jornal. (o pagamento das assinaturas não são publicadas) O Jornal agradece. Ao pagar a sua assinatura e fazer um donativo está a ajudar a freguesia a desenvolver projectos para a melhoria da qualidade de vida dos Santacatarinanses. Chegaram os seguintes donativos ao Jornal:

26 Ass. Desenv. Social da Loureira 4º Passeio de Motos Antigas 26 Ass. Social do Ulmeiro 2º Passeio Pedrestre

Outubro

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA Santa Catarina da Serra

02 Ass. Cultural e Recreativa de S. Miguel Jantar convívio com noite de fados

CONVOCATÓRIA Nos termos do artigo 13º nº1 da Lei 169/99 de 18 de Setembro e pela competência que me confere a alínea b) do artigo 19º da mesma lei, convoco os membros da Assembleia de Freguesia de Santa Catarina da Serra, e a população em geral, para a sessão ordinária que terá lugar no auditório da freguesia em Santa Catarina, às 21 horas do dia 23 de Setembro de 2010, com a seguinte ordem do dia:

António Rodrigues Lopes - Canadá - 5,00€ Jaime Manuel Reis Veira - Suiça - 20,00€ Júlia Maria Neves Santos - Suiça - 5,00€ Ilda Maria Jorge Alves Veloso - Lisboa - 5,00€ David Jesus Neves - França - 5,00€ Joaquim da Conceição Neto - França - 10,00€ Vitorino Carvalho - França - 5,00€ Fernando Oliveira Rodrigues - França - 5,00€

10 Ass. Bombeiros Sul Concelho de Leiria 2º Almoço Anual

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Santa Catarina da Serra, 08 de Setembro de 2010 O Presidente de Assembleia António da Conceição Rodrigues

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LUZ DA SERRA

-- sociedade - divulgação --

úlma

SETEMBRO

2010

divulgação

De França a Santa Catarina da Serra de bicicleta Santacatarinense veio pela segunda vez e bicicleta de França a Santa Catarina. Anotava os quilómetros percorridos, horas de descanso, localidades onde passaram, locais onde dormiram e o que foram as suas refeições. Para ajudar no caminho,

Chegaram na data prevista, no dia 14 de Agosto, ainda a tempo de vir jantar às Festas dos Sagrado Coração de Jesus. Irmão de Isidro Fartaria que

DR

Joaquim Fartaria, natural da Pinheiria e residente em França, deslocou-se pela segunda vez, de França à Freguesia de Santa Catarina da Serra em bicicleta Tudo começou em 2002, quando Joaquim Fartaria, decidiu, em conjunto com 11 amigos, percorrer a distância de Vilar Formoso à Freguesia de Santa Catarina da Serra. Como a viagem correu bem, decidiu repetir a proeza, mas com a inicio em França, partindo da localidade onde reside, Blanzat. Foi, então, em 2005 que se aventurou pela primeira vez acompanhado de um amigo, Jereard Champion. Este ano, pela segunda vez, e de mala feita, Joaquim Fartaria iniciou a sua viagem a 31 de Julho, com partida de Blanzat (França). Para percorrer os mais de 2200Km da viagem, convidou a um amigo, Kiki Maret para o acompanhar nesta segunda viagem a Portugal de bicicleta. Na bagagem havia de tudo um pouco, incluído guia de viagem onde anotava todos os detalhes, como que de um livro de bordo se tratasse.

O descanso fez parte da viagem dos dois ciclistas. Joaquim Fartaria, à direita. trouxe um mapa, deixando o GPS em casa, pois prefere o contacto pessoal com as pessoas, pedir informações e falar com quem se cruza pela viagem. “Se trazemos GPS, não falamos com ninguém, prefiro o contacto pessoal”

recebeu a prémio Diáspora Portuguesa 2010 (noticia do jornal Luz da Serra de Agosto 2010), Joaquim Fartaria espera repetir o feito, pois “passamos bons momentos na viagem e conhecemos gente boa” – afirma.

luzdaserra.2010.09  

Jornal Luz da Serra Setembro 2010.

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