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MENSÁRIO DE SANTA CATARINA DA SERRA - JULHO 2012 - 1€ PREÇO DE CAPA

A grande provisão de Deus para os nossos tempos é o Espírito Santo. Quando um soldado é enviado em missão, ele vai com uma provisão. Ou seja: o seu comandante lhe dá as armas, os alimentos, os remédios e as roupas de que precisará para aquela missão. Nenhum comandante enviará um soldado sem lhe dar o abastecimento necessário. Em casa, quando um filho vai a um passeio, a mãe prepara o seu lanche, as roupas e tudo que for necessário para aquele dia. É a provisão para aquela viagem. Da mesma maneira, para enfrentar estes tempos que estamos a viver, para enfrentar esta época em que Jesus se aproxima de nós e do nosso mundo, precisamos do Espírito Santo. Necessitamos da efusão do Espírito Santo, segundo a promessa de Jesus: "Vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo" (At 1,5b). E perguntas: “O que preciso fazer para ser batizado no Espírito Santo?”. continua na Pág. 3

Foto Antunes

O Crisma é para todos ou todos para o Crisma?

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A Primeira Comunhão

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E.B.I.: Festa Final de Ano Pág. 12

Inácia Ferreira comemorou 100 anos de vida

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Pensamento do mês “O melhor profeta do futuro é o passado.”

Miguel Marques

P. M. Vale Mourão comemora 5 anos Pág.16

Passeio Sénior 2012, o maior de sempre

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14 anos de Bombeiros em Santa Catarina da Serra

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LUZ DA SERRA

JULHO

-- família paroquial --

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2012

Casamento 17/6 - Xavier Silva Gonçalves, filho de Filipe Gonçalves e de Adélia Reis Silva da Magueigia. Foram padrinhos: Nelson dos Reis e Silva e Nicole Isabel Braz 17/6 – Gonçalo Roger Alves Vieira, filho de Jason Roger Lopes Vieira com residência na Barreiria. Foram padrinhos: Filipe Manuel Neves do Couto e Briana Michelle Lopes Vieira. 17/6 – Matilde Vieira Reis, filha de Duarte Nuno Vieira Reis e de Ana Carina Manuel Vieira, de Casal Duro, Alqueidão da Serra. Foram padrinhos: Hélio Manuel Vieira e Sara Sofia Pedro Vieira 1/7 – Sofia Oliveira Vieira, filha de Marco António de Jesus Vieira e de Dora Isabel Lopes Oliveira, do Pedrome. Foram padrinhos: Pedro Diogo Santos Oliveira e Dulce Helena Lopes Oliveira

Sofia Pereira e Miguel Neves Hélder Sousa Oliveira N. 28/05/1973 F. 13/07/2006 Sirois Sequei a minha lágrima triste Sem ter raiva nem furor Quando um dia tu partiste deixando em meu peito a dor Um beijinho de muita saudade De teus pais, mana e teu filho Descansa em paz Participamos que será celebrada missa por sua alma no dia 14 de Julho na Igreja de Santa Catarina da Serra. Os pais

1/7 – Fábio Rodrigues Leal Serralheiro, filho de Filipe Leal Serralheiro e de Isabel Rodrigues Ferreira Serralheiro, de Vale Tacão. Foram padrinhos: Miguel Alexandre Silva Florindo e Silvia de Fátima da Costa Ferreira

9/6 – Miguel Ângelo Dias Neves, da Quinta da Sardinha e Sofia Alexandra Gonçalves Pereira, do Pedrome. Foram padrinhos: Ilídio Gonçalves Ribeiro e Hélio Ferreira Alves; madrinhas: Sílvia Carvalho Eduardo de Sousa e Celina Mendes dos Santos 30/6 – Duarte José Oliveira Santos, da Chainça e Arlete Sofia Maia Antunes, da Freixianda. Foram padrinhos: Vitor Carlos Marques Dinis e Armindo Oliveira Crespo; madrinhas: Ana Rita Oliveira Santos e Celeste Silva.

12/6 – Maria do Rosário Ribeiro, viúva de Manuel Simão dos Santos, da Loureira partiu para o pai aos 87 anos de idade. 29/6 – Adriano Carreira, viúvo de Maria Gomes do Fetal, da Loureira, adormeceu na Paz de Deus no entardecer das suas 94 Primaveras

No dia 9 de Junho O Miguel e a Sofia Celebraram o seu matrimónio Na Igreja da nossa freguesia Que Deus vos abençoe E à família que vão formar Que os filhos sejam os rebentos Que vão alegrar o vosso lar Eu agradeço ao Senhor Por este casamento O teu pai lá no Céu Abençoa este momento Neste dia tão especial Desejamos a vocês os dois Que este dia seja recordado Muitos e muitos anos depois A familia

Finalmente o encontro Ex-combatentes da freguesia reúnem-se pela primeira vez. Maria do Rosário Ribeiro N. 15/03/1925 F. 11/06/2012 Loureira Seus filhos, netos, bisnetos e restante família vêm por este meio agradecer a todos quantos quiseram de alguma forma demonstrar o seu pesar, pelo falecimento do seu ente querido e partilhar a dor neste momento difícil. A familia

Está programado um encontro, no próximo dia 18 de Agosto, de todos os ex-combatentes naturais e residentes em Santa Catarina da Serra. Este primeiro encontro terá como grande objetivo constituir a base de dados de todos os ex-combatentes, dar a conhecer as suas iniciativas em sua homenagem. Todos os que foram ao Ultramar, são convidados a comparecer. Inscrições e informações no balcão da Junta de Freguesia ou pelo contacto 917480995. Poderá ainda obter informações no site da freguesia em www.santacatarinadaserra.com

Convívio 1957 José Gomes N. 30/10/1928 F. 25/06/2012 Brasil Faleceu em Londrina, Brasil, José Gomes com Oitenta e três anos de idade. Era natural da Cova Alta e saiu para o Brasil ainda muito novo. A familia

Avisam-se por este meio, os homens e senhoras nascidos em 1957, que está a ser organizado o programa de um passeio/convívio, a realizar no Domingo, dia 19 de Agosto. Para mais informações contactar o Virgílio Gordo através dos números: 916045309 ou 966512347

FORMAÇÕES EM SANTA CATARINA DA SERRA Inscrições e informações: www.santacatarinadaserra.com 917 480 995 forserra@santacatarinadaserra.com A iniciar em Setembro

Adriano Jesus Francisco N. 04/08/1954 F. 24-06-2012 Caranguejeira Agradecimento, Na impossibilidade de o fazer pessoalmente, a família vem por este meio agradecer a todos os que prestaram homenagem e o acompanharam à sua última morada, ou de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Agradecemos a todos o apoio ao longo destes dias. O nosso muito obrigado.

Aos familiares enlutados “O Luz da Serra” apresenta sentidas condolências e une-se em oração de sufrágio

Agricultura Biológica Workshops (cozinha vegetariana, plantas...) R.V.C.C. 6º, 9º e 12º Ano Informática (ms word e ms excel) Linguas (Inglês e Françes) Contabilidade e Gestão

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Envie-nos o seu anúncio, da secção da família paroquial, que nós prometemos publicar gratuitamente. Data limite de entrega: último dia de cada mês Os anúncios publicados serão gratuitos, desde que cumpram os requisitos necessários para a publicação.


JULHO

LUZ DA SERRA

-- vida da comunidade --

2012

Editorial

As crises são oportunidades

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Continuação da página 1

Podemos aproveitá-las ou jogá-las fora.

P. Serafim Marques

DR

A- A crise que trouxe a sorte grande a uma família: Um Rei quis dar uma lição ao seu povo que se queixava das crises que a vida nos apresenta. Certa vez, durante a noite, mandou arrastar para o meio de uma estrada, bem frequentada, uma pedra bastante pesada. Por baixo da pedra, uma caixa fechada, contendo um tesouro e por fora, o seguinte aviso: pertence a quem encostar esta pedra à beira da estrada. No dia seguinte passa por ali um taxista apressadinho. Revoltado com a brincadeira de mau gosto, rodeou o obstáculo e seguiu furioso, rogando pragas contra quem ali deixou esta pedra. Mais tarde passou também outro motorista. Desviou-se da pedra e seguiu dizendo cobras e lagartos, contra o autor da brincadeira. Finalmente, passou por ali também um camponês, habituado às dificuldades da vida no campo. Parou a carroça, desceu e com a ajuda do seu filho, fazendo um grande esforço conseguiram deslocar a grande pedra para a margem da estrada. Com muito cuidado e receio abriu a caixa e encontrou dentro um tesouro bastante apreciável. Pularam de alegria e voltaram às pressas para casa

levar à família a grande notícia da “sorte grande” que lhes caíra do céu. A dificuldade aproveitada e vencida tornou-se para ele uma grande oportunidade de melhorar as condições de vida da sua família. B- Um jovem na hora da morte condena os seus pais e a sociedade em que cresceu Anos atrás um tribunal condenava à morte, um rapaz de 18 anos por vários crimes que havia cometido. Foi calma e cinicamente que o jovem ouviu a sentença, mas em seguida, levantando-se pediu a palavra e indignado, fez as tremendas acusações que seguem: Porquê os senhores não condenam em primeiro lugar a minha mãe? Desde a minha infância fui

testemunha de sua vida leviana; nunca ouvi de sua boca uma censura das minhas traquinices; jamais permitiu que faltasse dinheiro nos meus bolsos para as minhas loucuras…Minha mãe é muito mais culpada do que eu!! Porquê os senhores não condenam os jornalistas irresponsáveis e os escritores baratos, cujas novelas infiltraram na minha alma o veneno da violência e da imoralidade?...Eles são mais culpados do que eu!!! Porquê não condenam esta sociedade que está aí envelhecida e suja; sempre recebi dela os piores conselhos e os piores exemplos ?... Ela é mais culpada do que eu!! Porquê não a condenam?... Porquê ??... Porquê ???... O Juiz surpreendido e talvez

atingido por estas acusações tão graves e inesperadas, petrificado, inclinou a cabeça e deixou falar o silêncio ameaçador, como o mais violento dos gritos e como a mais dura das sentenças. A verdade nua e crua, pelo menos naquela última hora – hora das grandes verdades e das grandes revelações falou pela boca daquele infeliz jovem. (Extraído de “Processo da juventude”, pag. 7,8 ) Dizia Victor Hugo: “Todos os pais que matriculam os seus filhos em escolas onde não se ensina a religião, deveriam ser condenados à prisão” Perder a Oportunidade de transmitir critérios de valores e princípios religiosos aos filhos é um prejuízo irreparável de consequências desastrosas. Sem os critérios de valores e motivos para viver, a criança está exposta a todos os “vírus” da nossa sociedade. “Corrigi as crianças a tempo e não precisareis ir retirá-la mais tarde à prisão”, dizia alguém

Encerramento da Catequese No dia 17 de junho, concluiu-se mais um período de catequese na nossa paróquia.

Maior. A festa prolongou-se durante a tarde, com jogos tradicionais e com muita animação. E assim terminou mais um ano de catequese, relembrando que ser Cristão é fazer festa com Jesus e com

Por isso pedi continuamente, pois tinha sede, e Deus veio em meu auxílio e concedeu-me a graça. É preciso que você também tenha sede, que queira essa graça de verdade. Não basta um querer superficial: é preciso querer, buscar e pedir. Repito: você precisa querer! Precisa buscar! Ninguém poderá fazê-lo por você.” Qual o sentido do Sacramento da confirmação ou Crisma? Podemos dizer o seguinte: Todos os Sacramentos são Sacramentos de Cristo, mas um deles, a Eucaristia, é por excelência o Sacramento de Cristo. Assim, todos os Sacramentos são do Espírito Santo, mas um deles, a Confirmação ou Crisma, é por excelência o Sacramento do Espírito Santo. Para melhor compreendermos o sentido do Sacramento do Crisma, devemos perguntar-nos qual a função do Espírito Santo na Economia da salvação (plano de Deus) manifestada na História da Salvação. Olhando para a Bíblia, descobrimos que o Espírito Santo tem uma dupla função: 1) O de dar a vida. 2) E a função de levar a vida até sua perfeição. Essas são duas funções diferentes. Pelo Batismo, o Espírito Santo nos concede a vida e pelo Crisma nos dá os seus dons para chegarmos a perfeição. A expressão Crisma tem a ver com unção. No AT. a unção era de 3 tipos: real, profética e sacerdotal – destinava-se a uma missão. Eram ungidos para uma missão e essa unção era mesmo um “besunto” para que todos soubessem quem era o escolhido. No NT. Cristo é o ungido. É-lhe dado esse nome nas comunidades paulinas. A expressão só lhe é aplicada depois do Mistério Pascal. Ele é o ungido de Deus para a missão (Ungido=Escolhido=Cristo=Messias). Então o Crisma é dado para a missão e quem não percebe essa missão e não está disposto a assumi-la não está preparado para este sacramento e também “não deiteis aos porcos as vossas pérolas”. Se queres continuar a viver uma vida de comodismo, de pantufas e de banalidades sem escutar os gemidos do Espirito em teu coração, então não mintas nem a Deus nem ao bispo e ao pároco e muito menos à comunidade que a partir desse sacramento da “força de Deus” tem todo o direito de esperar de ti compromisso, trabalho efetivo, real e concreto. A celebração do Crisma não pode ser um facto isolado na vida eclesial e no caminho pessoal de fé. Tanto como os demais sacramentos, a confirmação não é "pontual". ela abre uma Fonte para sempre... mas é preciso beber dela. Confirmar os leigos e depois não os colocar em situação de responsabilidade na Igreja, é o mesmo que não os ver livres e responsáveis... é não saber o que se faz. Enquanto o batismo nos torna membros da comunidade, o Crisma torna-nos construtores anunciadores, proclamadores e testemunhas da comunidade.

Pagamento de Assinaturas

DR

A festa de encerramento, do Centro de Santa Catarina da Serra, teve início com a presença dos catequistas, catequizandos e familiares na Eucaristia dominical, em Ação de Graças por mais um ano de aprendizagem e crescimento com Jesus. Os catequistas agradeceram as suas fragilidades, os momentos de desânimo e os momentos de entusiasmo que sentiram ao longo do ano. Confiaram a Jesus cada criança e cada adolescente. Assim, uma criança representativa de cada ano, leu uma mensagem de Ação de Graças e pedido de acompanhamento para o período de férias, com a certeza de que precisam muito de Jesus, mesmo em tempo de descanso. Após a Eucaristia seguiu-se um momento de convívio, com almoço partilhado, no parque de merendas do Vale

É tão simples quanto beber um gole de água. Todavia, ninguém pode fazê-lo por ti, é preciso que queiras e que dês o passo. Se mantiveres a água na boca, sem te abrires para recebê-la, ninguém poderá fazer isso por ti. P. Mário de “Deus deu-me a graça de Almeida Verdasca receber o Espírito Santo porque, embora nada entendesse, do fundo do meu coração eu queria. Eu tinha sede. Não sabia que era a graça do Espírito Santo que me faltava, mas quis aquele “algo a mais”.

a Comunidade. Os catequistas agradecem o envolvimento e empenho de todos aqueles que, ao longo do ano, foram colaborando e tornando possíveis as propostas de caminhada que

lançaram. Desejam a todos umas boas férias COM JESUS NO CORAÇÃO. Mª do Carmo Silva

Aos emigrantes que pretendam regularizar as assinaturas d jornal LUZ DA SERRA, poderão fazê-lo todas as Terças e Quintas Feiras, na redacção ( edificio da Junta de Freguesia). Poderão igualmente utilizar o contacto 00351 917 480 995 ou o email luzdaserra@santacatarinadaserra.com para obter mais informações. Agradecemos a sua colaboração.


LUZ DA SERRA

JULHO

-- vida da comunidade --

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Festa do Santíssimo e Primeira Comunhão Juiz e mordomos prepararam tudo a rigor e as senhoras da Loureira, com o carinho de sempre e com o amor a Jesus Sacramentado, enfeitaram “as poceiras” que traziam o tradicional trigo e azeite, elementos sempre ligados a este sacramento do amor de Deus. As crianças vibravam de agitação e alegria profunda no encontro com Jesus que as aguardava, e prepararam a celebração com o esplendor e a participação que deve ter. Aliás, a festa do Santíssimo, tem sempre um brilho particular na nossa comunidade sobretudo porque nessa festa acontece a primeira comunhão das nossas crianças. No domingo, às 14 horas, teve inicio o grande acontecimento, tão aguardado por

Foto Antunes

No dia 10 de Junho, feriado que, este ano, coincidiu com o domingo, celebrámos a festa do Santíssimo com a Primeira Comunhão de 46 crianças da nossa comunidade paroquial.

todos. A participação entusiasta das nossas crianças, na celebração e no canto, deu

um dinamismo que envolveu a todos no ambiente místico da presença de um

Deus que ama. A alvura das roupas que expressava a brancura dos corações puri-

Maio é o mês de Maria

É o mês da Mãe, é o mês do coração, é o mês em que se celebra o Dia Internacional da Família. para casa como lembrança do momento. Este tempo foi também oportunidade para as mães da nossa escola se cruzarem e se conhecerem. Neste tempo as nossas crianças tiveram também a possibilidade de construírem algo com a sua mãe, e todos sabemos que tal engrandece as crianças e que enche os seus corações!

Também a pensar na família, no dia 8 do mesmo mês, a instituição facultou aos encarregados de educação e funcionários uma palestra com o tema “Os Pais como Modelo”, com o Dr. Miguel Ferreira e a Dra. Ana Tomé. Os oradores, ao serão, responderam a algumas das nossas dúvidas e colocando questões proporcionaram

terra cristianíssima, e este momento teria sido a sementeira da reverência e do louvor que devemos a Deus. Há de facto muitos gestos e atitudes que vamos desleixando e que vão criando uma cultura de falta de noção do Sagrado e, com isso, não transmitimos às gerações jovens estes valores fundamentais. Parabéns ao juiz, à confraria e à direção do Santíssimo. Parabéns às crianças que deram um exemplo digno de menção e obrigado em nome da comunidade a todos os que se esforçaram e trabalharam para que esta festa se concretizasse.

AMIGOS DA LUZ DA SERRA

Creche e Jardim de Infância da A.P.S. Chainça

Foi a pensar na família que a Creche e Jardim de Infância da A.P.S. Chainça comemorou o Dia da Mãe, no dia 4 de Maio. Convidámos as mães a vir à escola, onde as esperámos com um lanche preparado pelas crianças e com uma actividade. Cada mãe com o(a) seu(sua) filho(a) escolheu e realizou uma dobragem que levaram

ficados e limpos no regresso à inocência divina, foi o ar festivo que chamava a um encontro com Jesus. Os pais, briosos pelos seus pequenos, apesar de alguns, nem sempre terem sido os pais com o exemplo e o estimulo para a vida com Deus e com a comunidade, viveram a alegria de poder ver os seus filhos no projeto de Deus que quer o nosso bem e felicidade plena. Na procissão, um pouco desconexa, as crianças lançavam pétalas na estrada onde Jesus escondido na Hóstia Consagrada ia passar e a filarmónica tocava melodias de louvor. Não fora a distração, a falta de um gesto de adoração de muitos dos que estavam a ver a procissão passar, que não se entende nesta

um bom momento de reflexão acerca da posição de cada educador na formação da criança. A instituição fica grata ao psicopedagogo e à psicóloga que gentilmente aceitaram o convite, e que tão sabiamente deixou o alerta: a tarefa educativa deve ser encarada com entrega e dedicação! A Equipa Educativa

Miguel Ribeiro – França – 40€ David Marques Neves – França – 75€ Susana Pinho – Espanha -10€ Manuel António Manso - Canada - 5€ Lina Maria Jesus Carreira Bento – Cercal – 5€ António Ferreira Ribeiro – Brasil – 10€ Maria de Lurdes Carreira Neves Lopes – Brasil – 10€ Lúcia Jesus Marques Dias – França – 5€ pub

Junho com emoção… muitas das mais crescidas quiseram experimentar. Algumas queriam mesmo repetir! O dia foi FANTÁSTICO! A Equipa Educativa pub

DR

O dia mundial da criança foi especial para as crianças da Creche e Jardim de Infância da Associação de Promoção Social da Chainça. Com muita alegria festejamos a valer! De manhã, as crianças puseram “mãos à obra” e deixaram para sempre as suas marcas na fachada da escola. Agora diariamente há crianças a dizer aos seus pais: “esta é a minha mão”! Ao almoço tiveram direito a picnic no jardim da aldeia, gentilmente vedado para o efeito pela Junta de Freguesia local. E a diversão continuou durante a tarde com a Boneca Kika animações infantis. Houve jogos, balões, pinturas faciais, insufláveis… O Mickei Mouse também esteve presente para distribuir mimos e abraços! E para terminar crianças e pais pude-

ram deliciar-se com um algodão doce. O dia foi realmente de ALEGRIA! No dia 21, realizou-se o passeio anual. Este ano a escolha foi o Parque dos Monges, em Alcobaça. As crianças da creche e do jardim de infância tiveram oportunidade de passar um

dia descontraído ao ar livre, participando em atividades que as deliciaram. Desde a quinta pedagógica, à oficina de barro, passando pelas pinturas faciais e gincanas, a participação e interesse das crianças foi constante. E para terminar o Slide, em que algumas das crianças mais pequenas e


JULHO 2012

Os dias de hoje

Carlos Manuel Crespo Alves Que não se perca a alegria de viver, mesmo a saber que as lagrimas sairão dos nossos olhos em direcção à nossa alma. Que NUNCA se perca a vontade de ser bom, mesmo a saber que o mundo tem gente má. Que nunca se perca a vontade de viver, mesmo a saber que a vida, é em muitos momentos, dolorosa. E para terminar: Que nunca nos esqueçamos que DEUS ama-nos e só nos pediu uma coisa: NÃO FAÇAS AO OUTRO O QUE NÃO GOSTAVAS QUE TE FIZESSEM A TI.

O Diretor do Colégio de S. Miguel, despede-se e agradece Pe. Joaquim Ventura colégio de S. Miguel: pais, professores, alunos, funcionários, entidades e um incontável número de amigos e prestadores de serviços de toda a ordem. De todos me despeço e a todos, vivos e falecidos, deixo aqui o meu eterno «Obrigado». DR

Ao terminar, no final do corrente mês de Junho, o mandato que me foi confiado há 50 anos, de abrir caminhos a um novo estilo de escola, a que devia dedicar-me totalmente, quero manifestar a minha profunda gratidão a quantos comigo fizeram caminho e construíram a grande família que é hoje o

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O termo coitadinho é utilizado para demonstração de pena ou dó de alguém. As pessoas com deficiência não gostam de ser tratadas como tal. Qualquer tipo de deficiência, seja ela congénita, motivada por acidente ou por doença, tem a sua singularidade mas, de uma ou outra forma, acaba por limitar o nosso corpo e os nossos comportamentos. Após o surgimento de qualquer situação que nos imponha restrições físicas, muitas adaptações precisam de ser feitas nas rotinas diárias que, até então, configuravam nas nossas vidas. Precisamos, antes de mais, do apoio da família e amigos, de encorajamento e incentivo e, inevitavelmente, da boa vontade e disponibilidade dos que nos rodeiam. Algumas pessoas, não necessariamente com má intenção, mas talvez por uma questão de desconhecimento, expressam a sua pena para com as pessoas portadoras de deficiência, ignorando que essa não é, para nós, a atitude mais dignificante. Não existem, obviamente, receitas para lidar com as pessoas, sejam elas ou não portadoras de deficiência. Arrisco a deixar, ainda assim, algumas pistas. Quando se cruzar com um deficiente, tente agir com naturalidade. Ofereça a sua ajuda, no caso de julgar que a pessoa se encontra em situação de dificuldade, mas não insista no caso de a pessoa recusar. A menos que a pessoa tome a iniciativa de abordar o assunto, evite também fazer perguntas a respeito da situação que motivou a situação de deficiência. Em qualquer uma das suas formas, a deficiência deparase ainda com muitos preconceitos que precisam de ser quebrados. Ocasionalmente, algumas pessoas revelam ainda o seu espanto pelo

DR

sabendo que com as voltas do mundo, as pessoas não reconhecem a ajuda. Que Deus não permita que se perca o equilíbrio, mesmo sabendo que as forças por vezes são poucas. Que não se perca a luz e o brilho do olhar mesmo sabendo que as coisas que se vêem escurecerão os nossos olhos. Que não se perca a garra, quando sabemos que a derrota é um adversário que temos todos os dias na nossa vida Que não se perca o sentimento da justiça mesmo a saber que o prejudicado possamos ser nós. Que não se perca a força de um abraço, mesmo a saber que um dia os braços ficarão fracos. Que nunca se perca o valor da família, mesmo a saber que ela exige esforços incríveis para manter a harmonia.

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Coitadinho, não!!

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Nos dias de hoje em que é necessário ter tudo a dobrar para podermos fazer face a esta correria e a esta vida que nos põe a fazer de tudo a 200 à hora e não somos capazes de pensar um pouco nas coisas boas que temos. Porque ainda temos. Quantos de nós, somos capazes de dedicar 5 minutos do nosso dia, para reflectirmos e pensarmos se tudo o que estamos a fazer vale a pena? Na vida, tudo vale a pena. Nada acontece por acaso. Estas frases abaixo, são frases, mas são reais e temos que ser fortes para que… possamos viver com paz e serenidade com todos. Lê e vais ver que te sentirás melhor. Que Deus não permita que eu perca o optimismo mesmo sabendo que o futuro que nos espera talvez não seja tão bom. Que Deus não deixe perder a vontade de ajudar, mesmo

LUZ DA SERRA

-- correio do leitor --

facto de circular livremente fora do Lar onde me encontro a residir, desde há cerca de seis anos. O Lar não é (nem deve ser), uma prisão. Aqui, as pessoas são tratadas e respeitadas na sua individualidade; ninguém é impedido de sair, desde que tenha capacidade para tal. Inicialmente existiam algumas barreiras arquitetónicas, desde o acesso ao próprio edifício do Lar, até à Junta de Freguesia e à Igreja, que impediam a livre circulação de cadeirasde-rodas. Atualmente, as pessoas com limitações de mobilidade circulam mais livremente pelo centro da vila, graças às adaptações que têm sido feitas. À típica pergunta “Como está?”, posso agora responder, literalmente, que “Vou desandando!”. Deixo aqui o meu sincero agradecimento, em nome próprio e em nome de todas as pessoas com limitações na sua mobilidade, à Junta de Freguesia, à Comissão da Igreja, ao Centro Social Paroquial e a todas as pessoas que, de alguma maneira, investiram na melhoria das acessibilidades, contribuindo desta forma para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que delas

fazem uso. Apesar de estar atualmente mais limitado em termos físicos, isso não me impede de fazer uso da razão. Não são poucos os exemplos de pessoas que, por motivos de privação do uso de determinadas faculdades, desenvolvem outras capacidades até aí inexploradas, que lhes permitem colmatar as suas limitações. A este respeito, veja-se o exemplo da Associação Salvador, fundada e gerida por uma pessoa portadora de deficiência motora, que agora se dedica à promoção e integração social das pessoas com o mesmo problema. Para bem de todos nós, que estamos sujeitos às imprevisibilidades da vida e podemos, a qualquer momento, ficar em situação de dependência, importa construir uma imagem das pessoas com deficiência em que os preconceitos sejam substituídos por uma visão de semelhantes que, apesar de necessitarem de auxílio, são também capazes de produzir e dar um contributo válido para a sociedade. O uso da criatividade e imaginação podem tornar-nos eficientes, apesar das nossas deficiências.

Quer expressar a sua opinião neste espaço? Envie-nos a o seu comentário até ao final de cada mês por email: luzdaserra@santacatarinadaserra.com Nota: Os textos deverão ter no máx. 2000 caracteres e deverão chegar à redacção devidamente identificados com nome, morada e contacto do autor, mesmo que a publicação se pretenda anónima.


LUZ DA SERRA

2012

Centro Cultural e Recreativo do Vale Tacão

Arabesque com 1º lugar À semelhança de outras edições, a academia Arabesque consegue os primeiros lugares no concurso de dança mundial.

33º Aniversário O Centro Cultural e Recreativo do Vale Tacão comemorou 33 anos de actividade.

por parte dos participantes dos vários países. A professora Yolexis agradece a ajuda de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, ajudaram a que estes êxitos fossem possíveis. Parabéns a todos e que continuem sempre a dignificar o nome do nosso país!

Embora o dia do aniversário fosse no dia 22 de maio, as atividades festivas foram iniciadas na sexta-feira dia 25 com um torneio especial, com prémios especiais, havendo até prémio para a ultima equipa classificada. No final, como acontece por vezes nos outros torneios, ofereceu-se aos participantes um petisco. No sábado, dia 26, oferecemos uma noite de música aos nossos estimados clientes. Foi a banda “Dr. Cavalheiro” que fez vibrar o público até de madrugada, mas também as surpresas que se foram revelando com outras atuações especiais e para terminar com o fogode-artifício.

lher Maria do Carmo, do Escanarão. Neto paterno de Joaquim Pereira e de Jacinta Maria; neto materno de José dos Reis e Ana de Jesus. No dia 17 de Dezembro de 1892, mandou batizar um filho com o nome de Luís e no dia 25 de Julho de 1897 foi batizado um outro filho com o nome de Manuel. Ao todo 3 filhos Casal da Fonte da Pedra: Nos já citados registos paroquiais verifica-se que no dia 13 de Março de 1886, na Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra, foi batizado uma criança do sexo masculino com o nome de José, filho de Manuel Lopes e de sua mulher Cristina de Jesus, ele do Cercal e ela do Vale Sumo, trabalhadores. Neto paterno de Joaquim Lopes e Lucrécia de Jesus; neto materno de Manuel de Oliveira e Faustina de Jesus. Foram seus padrinhos o Barão do Salgueiro e a sua esposa D. Baronesa Luísa, casados e proprietários. No dia 26 de

Fevereiro de 1888, o pároco Francisco da Gama Reis, na Igreja de Santa Catarina da Serra, batizou uma criança do sexo masculino, dandolhe o nome de Manuel, filho de Manuel Lopes, trabalhador e de sua mulher Cristina de Jesus, naturais do Vale Sumo e residentes no Casal da Fonte da Pedra. Neto paterno de Manuel de Oliveira e Lucrécia Maria; neto materno de Manuel de Oliveira e Faustina Maria. Foram seus padrinhos o Manuel de Oliveira, do Vale Sumo e D. Joana Faria de Pinho, solteira, proprietária em Leiria. No dia 28 de Setembro de 1889 foi batizada na Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra, uma criança do sexo feminino com o nome de Rosária, filha de Manuel Lopes e de sua mulher Cristina de Jesus, trabalhadores, naturais do Vale Sumo e residentes no Casal da Fonte da Pedra. Neto paterno de Manuel de Oliveira e Lucrécia Maria; neto materno de

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A academia de dança e representação Arabesque, com instalações em Olivais e Ourém, sob a direcção da professora Yolexis Santana Vila, deslocou-se entre os dias 24 de Junho e 1 de Julho a Villach, Áustria, para participar no Dance World Cup, classificando-se em 1º lugar em estilo contemporâneo e 2º em estilo clássico. O Dance World Cup é um concurso a nível mundial que este ano teve lugar na encantadora cidade de Villach e contou com a participação de milhares de alunos oriundos de 22 países diferentes, sendo que para participar neste concurso é necessário um apuramento nacional, que no caso de Portugal, é realizado pelo concurso Dançarte. A academia Arabesque participou com as quatro coreo-

JULHO

-- diversos --

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grafias apuradas no Dançarte, num total de 26 alunos, que numa longa e agradável viagem se deslocaram à Áustria. O dueto composto por Bárbara Camarinha de 12 anos e Francisco Ferreira de 15 anos classificou-se em 1º lugar em estilo contemporâneo com a coreografia “silence soul”,

2ºlugar em estilo clássico com a coreografia “pas de deux harlequinade”. A coreografia de grupo contemporâneo “Staccato” e a coreografia clássica também de grupo “tempo de Vivaldi”, apesar da excelente pontuação, não obtiveram um lugar no pódio, mas foram alvo de muitos elogios

No último dia, domingo a partir das 16 horas iniciouse um torneio de futsal, contaram-se com equipas da terra (casados, solteiros, raparigas), do Cercal e do Vale Sumo. Vencedores: Cercal. Para quem nos visitou, esperamos que tenha gostado da nossa companhia. Da nossa parte, oferecemos o nosso obrigado sincero e para quem não pode, haverá oportunidades brevemente A equipa

Coisas da nossa Terra As memórias do Vale Travado e do Casal da Fonte da Pedra - continuação Não avanço com mais informações, sobre esta matéria, por estarem fora do âmbito deste apontamento mas, antes de encerrar este capítulo, aproveito a ocasião para mencionar que o moinho de fazer farinha e movido a água existente no Casal da Fonte da Pedra não vem de tempos muito atrás, como tem sido noticiado, porque o mesmo foi construído pelo senhor António Batista, com autorização do novo proprietário do Casal, Sr. José Pereira. No referido moinho trabalhou o seu filho José, que depois virou a canteiro, o António foi cantoneiro e o Manuel, o moleiro da casa, primeiro nos Covões e depois nos Amieiros. O António Batista nasceu no lugar do Ulmeiro no dia 28 de Março de 1887, filho de Joaquina Benta, solteira, mas residiu na Magueigia, desde criança, em casa da mãe, depois de esta casar com o Jacinto Carreira, que era da Pinheiria e no dia 10 de No-

Ficha Técnica Jornal Luz da Serra Nº454 - Julho de 2012 Ano XXXVIII ERC 108932 - Depósito Legal Nº 1679/83

vembro de 1909, casou com Maria Vieira, da Gondemaria, voltando a casar em 2.ªs núpcias, com Engrácia de Jesus, no dia 26 de Novembro de 1931. O local do Vale Travado e a antiga povoação com o mesmo nome localiza-se um pouco mais abaixo do chamado Corte Grande, nas imediações do “Homem Morte” onde existiu a “vinha do Faria e uma taberna”. Os donos da vinha e da taberna residiam no Escandarão e pertenciam à numerosa família dos Farias, mas também poderia estar associado à mulher do nosso conterrâneo José Antunes das Neves, a senhora Inácia de Jesus (Faria), filha de Teresa de Faria, do Ulmeiro, mãe do padre Manuel Rodrigues de Faria residente em Sirois por, no seu cadastro patrimonial, constar ser dono de três pinhais no Vale Travado e um outro no mesmo sítio, mas do outro lado da estrada de “makdame”

Vale Travado: Nos registos paroquiais existentes no Arquivo Distrital de Leiria, verifica-se que no dia 7 de Abril de 1889, na Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra, foi batizado uma criança do sexo feminino com o nome de Mónica, filha de Manuel dos Reis, serrador, natural do Escandarão e de sua mulher Maria Jacinta, da Várzea, freguesia de Ourem. Neta paterna de José dos Reis e de Ana Luísa; neta materna de Manuel Pereira e Jacinta Maria; no dia 12 de Março de 1893, mandou batizar uma outra filha, com o nome de Inácia; no dia 10 de Novembro de 1895, batizou ainda uma outra filha com o nome de Maria. São ao todo 3 filhos. No dia 16 de Junho de 1890, na Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra, foi batizado uma criança do sexo masculino com o nome de José, filho de Joaquim Pereira, serrador, natural do lugar da Várzea e de sua mu-

Domingos Marques Neves Manuel de Oliveira e Faustina Maria. Casou com José Maria Gomes Carreira, do Reguengo do Fetal; no dia 5 de Agosto de 1906, foi batizada Maria, filha de Francisco Rodrigues e de sua mulher Maria de Jesus, ele do Cercal e ela do Ulmeiro. Neta paterna de José Rodrigues e Ana de Jesus; neta materna de José António e Inácia de Jesus. Com o nome de Maria Rodrigues, casou com Manuel Francisco. Faleceu no dia 5 de Março de 1956 e tinha a alcunha de Entrudo. Nota: As informações constantes deste apontamento foram obtidas dos arquivos oficiais e de entrevistas particulares, por mim realizadas.

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Os textos assinados e publicados no jornal LUZ DA SERRA – que podem ou não traduzir a linha de orientação deste jornal – são da inteira responsabilidade dos seus autores.


JULHO 2012

-- associativismo - vida da comunidade --

LUZ DA SERRA

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Parque de Merendas do Vale Mourão - Ass. Desenv. Social da Loureira

Comemoração do 5.º aniversário Comemorou-se no passado dia 1 de Julho, o 5.º aniversário sob a data de inauguração do Parque de Merendas do Vale Mourão, na Loureira.

DR

Parque Infantil renovado e instalação de equipamentos

Para assinalar a efeméride, a Comissão do Parque preparou um programa que motivava à participação de todos, o que na prática foi atingido, dada a aderência individual, a cada uma das actividades realizadas. A manhã começou com a 1.ª edição das Manhãs Activas’2012, em que os participantes foram convidados a participar numa actividade de preparação física e desfrutar do circuito de manutenção deste parque. Após esta actividade, seguiu-se o almoço partilhado

onde todos foram convidados a almoçar no Parque de Merendas e a partilhar os seus farnéis, actividade, como é natural, gerou alegria, bem estar e um franco convívio nos presentes. Durante a tarde, para além das várias actividades que o parque oferece, houve ainda o concurso de “Talentos da minha terra”, onde a rica assistência pode apreciar os mais variados talentos da juventude deste lugar que, brilhantemente tocaram instrumentos, cantaram e dançaram e até houve apre-

sentação de ilusionismo. Não foi só juventude que fez o espectáculo pois, os mais “maduros” também quiseram participar, mostrando os seus dotes a tocar acordeão, realejo, na declamação de poemas e no canto popular. Para finalizar o espectáculo assistiu-se à actuação do Rancho de Santa Marta. A Comissão agradece a todos os presentes pela participação e, especialmente, todos os que tornaram o espectáculo possível e que o enriqueceram.

A par das comemorações do 5.º aniversário, a Comissão do Parque de Merendas do Vale Mourão, apresentou as obras de renovação do parque infantil que foi alargado, colocada uma vedação limitadora, renovada a areia e recuperados os existentes equipamentos. Foram ainda instalados dois novos equipamentos, para utilização sénior junto ao Parque Infantil, que são um aparelho de elíptica e um de remo. A Comissão gostaria de aqui deixar um agradecimento a todos aqueles que colaboram na renovação do parque infantil.

A festa de São João Teve lugar no passado dia 23 de Junho a festa em honra de São João, no lugar da Loureira, uma iniciativa da As-

Encerramento da Catequese No passado dia 17 de Junho foi o encerramento da catequese e como tal participámos na eucaristia. Na qual cada criança da primeira comunhão levou uma flor para serem apresentadas à comunidade. Na acção de graças cada criança de cada ano levou o catecismo e leu umas pequenas frases: 1ºVolume: Neste primeiro ano de catequese, aprendi que “Jesus gosta de mim” e que tenho um amigo que está sempre comigo. 2ºVolume: Agradecemos-te, Senhor, pela força que nos deste ao longo desta caminhada, aprendendo os valores fundamentais: respeitar, escutar, obedecer e amar, para podermos rezar com toda a confiança a oração que o Teu filho muito amado nos ensinou: PAI-NOSSO 3ºVolume: Te agradecemos, Senhor, este ano de catequese, em que demos mais um passo no Caminho que nos conduz a ti, podendo Comungar pela primeira vez. 4ºVolume: Este nosso ano de

Catequese, resumiu-se a perceber, a entender e a transmitir a palavra de Deus aos outros. A bíblia acompanhou-nos sempre ao longo destes 4 anos de catequese, mas principalmente neste. Obrigado, Senhor pela bíblia. 5ºVolume: JESUS, somos um grupo de meninos com dez anos de idade, que este ano aprendeu a oração que confirma a tua presença em nós. Aprendemos o “CREDO”, que significa crer…acreditar… 6ºVolume: Senhor, somos o 6ºvolume de catequese e estamos aqui hoje para Te agradecer mais um ano. Este trouxe-nos uma confiança que não possuíamos…e tornou-nos num grupo unido, único e especial. 7ºVolume: Neste final de ano de catequese nós Te louvamos, Senhor, por tudo de bom que nos deste e ensinaste. Obrigada Senhor. 8ºVolume: Somos +...porque somos seres em relação. Somos +…porque nos tornámos mais conscientes; mais

DR

No dia 17 de junho, concluiu-se mais um período de catequese na nossa paróquia.

humanos; mais família; mais igreja. E por tudo isto e muito mais, estamos muito agradecidos pelo caminho que fizemos, neste ano de catequese 9ºVolume:Obrigado, Senhor, por este ano catequético em que nos deste o “Desafio de Viver” na fé e na esperança. Esperamos estar sempre à altura deste grande desafio e, juntamente contigo, continuar a nossa longa jornada. 10ºVolume: “Continuamos a caminhar” em direcção a ti, pondo ao Teu dispor o nosso carisma e vontade de seguir

o Teu exemplo. LouvamosTe por nos teres acompanhado ao longo desta caminhada. Apesar das dificuldades, sempre nos mantivemos unidos e fiéis aos teus ensinamentos. Ajuda-nos a continuar…. Para terminar esta nossa grande festa fomos todos para o parque de merendas do Vale Maior onde fizemos um piquenique e jogámos jogos tradicionais, convivendo como uma grande família Cristã que somos. Uma catequista

sociação para o Desenvolvimento Social da Loureira. Apesar do vento frio que se fez sentir, o Largo da Associação acolheu as muitas pessoas que por ali passaram. Este ano, a festa contou com o desfile das marchas da casa: a marcha das crianças da Creche, trajadas a rigor, e sob a orientação das colaboradoras, ante o olhar muito atento dos pais e das mães e também de outros familiares que não quiseram perder aquela que, para muitas, seria a primeira apresentação ao público; e a marcha do grupo dos idosos do Centro de Dia que se dispuseram a mostrar que a idade não conta; ao som da música, marcharam e marcharam, com a preciosa ajuda de algumas colaboradoras. E a festa continuou com a marcha convidada: a Marcha de Espite. Trajados a rigor, e em grande número, eis que aparecem, todos muito bem alinhados, em passo certo e bem cadenciado, exibindo complexos adereços, pessoas de todas as idades, que se faziam ouvir ao longe, can-

tando e tocando a música que, pela primeira vez, se fez ouvir na Loureira. A festa prosseguiu com a sardinha assada, como não podia deixar de ser, e outras iguarias, com destaque para a famosa filhós quentinha, feita ali mesmo e à moda da avó que também serviu o seu café. Os mais corajosos dançarinos não tiveram frio, enquanto dançaram ao som da música do jovem Marco Eduardo e ao calor da fogueira de São João.

No passado dia 17 de Junho de 2012, a Loureira celebrou a festa do encerramento da catequese e a Festa da Esperança das crianças do 5.º ano. A eucaristia foi celebrada pelo Rev. Pe. Mário, nosso Pároco, o qual apresentou, ao povo, as crianças da 1.ª Comunhão e entregou os Diplomas de participação da festa da Esperança às crianças do 5.º ano. No altar estavam expostas a palavra Esperança com as fitas de várias cores que representavam cada ano de catequese

R de Ressurreição – Anunciámos a Boa Nova: Jesus Cristo morreu mas está vivo – Ressuscitou! A de Amor – Acreditamos que Deus tem um coração onde estamos todos nós; N de Nascimento – Jesus Cristo, o filho de Deus, nasceu de Maria a fim de apontar à humanidade caminhos de Vida; Ç – Presente na palavra Oração, onde afirmamos a nossa Fé; A de Aliança – Vivemos o Amor à Aliança que Deus estabelece em cada um de nós e com esta comunidade Cristã.

Eis o significado da palavra Esperança: E de Esperança – A esperança de concluirmos o projecto de vida e salvação que Deus tem para a humanidade; S de Serviço – O serviço que pretendemos prestar no nosso caminhar; P de Palavra – Reunimo-nos à mesa da Palavra e do Pão para fazermos parte da comunidade dos discípulos; E de Espírito – Afirmamos que o Espírito Santo nos dá um Espírito novo, um Espírito de Amor, de Alegria e Paz;

Manhãs Activas As Manhãs Activas irão continuar este ano e já se encontram agendadas as datas de realização, que são: Julho: Dia 15 pelas 9h Agosto: Dia 5 e 19 pelas 9h Setembro: Dia 2 e 16 pelas 9h Assim, convida-se todos os interessados a participarem. A actividade será orientada pela Prof.ª Cátia Gonçalves.

No final da eucaristia foi entregue a todas as pessoas um raminho de flores do campo que simboliza a alegria e a esperança de estarmos todos reunidos na casa do Senhor Assim concluímos mais um ano de catequese. Agradecemos a colaboração de todos os catequistas e catequizandos que participaram nesta celebração. Que o Espírito Santo nos dê força e luz para continuarmos na nossa caminhada! Estefânia Moreira


LUZ DA SERRA

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Pinheiria, um lugar singular Texto: Fernando Valente e Vasco JR Silva Fotos: Vasco JR Silva e Miguel Marques

Decorria o ano de 1527, quando ainda poucos povoavam a Pinheiria e de acordo com o relato do primeiro censo de Portugal existiam 10 fogos, distribuídos não só por esta localidade, mas também pela Gordaria, que provavelmente teria a maior fatia de habitantes. Mas porquê? Simplesmente porque a Pinheiria era apenas um casal, ao passo que a outra era já uma aldeia. Os anos avançaram e foi então que chegamos ao ano da graça de 1549. A Pinheiria era agora integrada na recémcriada paróquia de Santa Catarina da Serra, acabada de ser desanexada da de São Martinho, de Leiria, onde hoje se encontra a Praça Rodrigues Lobo. Finalmente, as gentes desta terra já não precisavam de fazer longas caminhadas para aprofundar e enriquecer a sua fé. Tinham agora à sua disposição, bem pertinho, a simplicidade de uma ermida, mas reconhecida pelas autoridades eclesiásticas como a igreja matriz. Uns bons anos depois, já no século XVIII, mais precisamente em 1721, foram mencionadas duas vintenas (para aplicação da justiça e com juiz próprio, que, subordinado ao juiz do concelho, resolviam pequenos conflitos entre as pessoas) com sede na paróquia de Santa Catarina da Serra, as quais vinham já de períodos anteriores. Essas eram as de Pinheiria e Vale do Sumo. A primeira destas vintenas exercia uma autoridade judicial numa área bastante alargada, indo do Arrabal à Gondemaria, e na qual se incluía a igreja matriz. A Pinheiria tinha nessa altura 12 fogos, ou seja, 36-48 pessoas. Mais tarde, em 1758, eram já 18 agregados familiares, o que constituía 54-72 habitantes. O crescimento populacional verificado levou a que as pessoas desbravassem progressivamente mais do espaço que envolvia a povoação. O aumento da área agricultada fez com que houvesse mais animais para trabalhar a terra. E

foi neste contexto que surgiu a necessidade da existência de uma lagoa, julga-se que terá sido na segunda metade do século XVIIII, e à qual lhe foi dado o nome da aldeia. Mais tarde nasceria, no atual sítio dito da Pinheiria da Costa, um depósito de água com as mesmas características da anterior, embora de menores dimensões. Com o desenvolvimento das atividades da agricultura e pastorícia em toda a paróquia, exigia-se, tal como nas freguesias circundantes, uma feira de gado mensal. A mesma foi autorizada pela Câmara Municipal de Leiria, em 1889, para o local do Rossio da Fonte da Pinheiria. Discordando do sítio escolhido, os habitantes da Loureira, do Ulmeiro e de Siróis apresentaram requerimentos para que a dita feira fosse mudada para outra zona. Nesta falta de consonância, a solução apresentada pelos povos de Siróis e Ulmeiro foi a transferência da mesma para a Quinta da Sardinha, tendo aqueles prometido à Junta da Paróquia que os terrenos ficariam sendo públicos. Uma vez chegados ao local para fazer a demarcação do sítio da feira, os proprietários das terras negaram-se a que o terreno fosse tornado público. Perante isto, os elementos da autarquia abandonaram o local, sem que esta alguma vez se realizasse. Não havendo nenhuma nesta terra e com a criação da feira de São Mamede, em 1899, os santacatarinenses começaram a deslocar-se para lá, assim como para outras existentes nas freguesias vizinhas. A procura de água para abastecer um número cada vez maior de famílias na Pinheiria, tal como nas outras localidades, fez surgir a necessidade de uma fonte para saciar a sede a todos quantos aqui moravam. Esta é referida em 1889, como vimos, a propósito da criação da feira de gado. No entanto, é preciso ter presente que não se tratava de uma fonte no atual sentido da

O Parque “Jardim das Oliveiras” foi recentemente alvo de uma profunda requalificação. A inauguração será no dia 14 de Julho. palavra, visto que era apenas um fiozinho de água. Só nas décadas de 30-40 do século XX é que, através de um projeto da Câmara Municipal de Leiria, se procurou explorar uma mina e fazer os respetivos depósitos. A intenção era boa, mas não funcionou, dado que a água se encontrava a uma grande profundidade. Eis que mais um projeto caiu por terra e o fiozinho de água se manteve. O crescimento da população da localidade da Pinheiria, à semelhança do que ocorreu com as restantes aldeias da freguesia, acentuou-se ao longo da segunda metade do século XIX, daí que tenha sido necessário, como já referimos, introduzir alguns equipamentos fundamentais ao bom funcionamento da comunidade. Nesse período destacam-se agregados com seguintes apelidos: António, Bento, Borralho, Carreira, Constantino, Domingos, Ferreira, Fartaria, Faustino, Francisco, José, Lopes, Marques, Matias, Neves, Pereira, Pouseiro, Prudêncio, Oliveira, Rodrigues, Santos, Silva, Simão, Vicente e Vieira. Entre 1825 e 1906 era de 73 o total de casais com filhos. Por estarem próximos do «teto», ou seja, da igreja matriz da Serra, eram sobretudo as pessoas da Pinheiria que exerciam os mais diversos cargos políticos, administrativos, judiciais e eclesiásticos. Os habitantes da aldeia estavam, assim, ao serviço da Junta de Paróquia, a autarquia da

época, mas também da regedoria, que tomava nota de pequenos delitos, e, sobretudo, na parte religiosa, tendo a terra sido berço de vários padres e residência de outros que para cá vieram ao serviço da freguesia. A maior parte deles, residentes e não naturais, tinha a sua casa precisamente na Pinheiria, já que a sede, com a velha igreja matriz, triste e abandonada lá no «teto», se mantinha despovoada. Os leigos estavam inseridos na confraria das Almas, do Santíssimo e do Rosário, hoje extinta. Também vinham da Pinheiria os sacristãos. No âmbito dos párocos é de destacar os que nasceram na localidade da Pinheiria, no século XIX: Joaquim Pereira, irmão de José Pereira, pai do Padre Joaquim Ferreira Gonçalves das Neves. Aqueles eram filhos de José Pereira, da Pinheiria, e de Maria Teresa das Neves, da Loureira. O pai do Padre Joaquim Pereira nasceu em 1794 e a mãe em 1798. Os avós paternos eram João Francisco, da Pinheiria, e Maria Pereira, da Chainça, e os maternos eram Manuel Gonçalves, do Poço do Soudo, Fátima, e Teresa das Neves, da Loureira, nascidos por volta de 1760-70. O Padre Joaquim Pereira, que andou por Monte Real e Parceiros nasceu em 1822, conforme sepultura junto ao adro da Igreja; Josué Pereira Lopes nasceu em 1877, sendo filho de António Pereira Lopes, da Pinheiria, e de Josefa de Jesus, da Donairia. Tinha por avós paternos

Joaquim Pereira, nascido em 1801, e Maria Luísa, da Pinheiria, e por avós maternos, Manuel de Oliveira, nascido em 1807, da Donairia, e Inácia Maria, da Loureira. O pai veio ao mundo em 1845 e a mãe no ano de 1851. Josué Pereira Lopes foi pároco em Serpins, concelho da Lousã; Manuel Vieira dos Santos, nascido em 1887, era filho do canteiro António Vieira, da Pinheiria, e de Maria dos Santos, da localidade da Donairia. Os pais nasceram em 1857 e 1859, respetivamente. Tinha por avós paternos Joaquim Vieira, de Santarém dos Tojos, e Joaquina Maria, da Pinheiria, e por avós da parte da mãe José dos Santos, nascido em 1816, no Vale Maior, e Cristina Maria, da Barreiria. Eram residentes na Donairia. Manuel foi pároco em Ferreira de Lorvão, concelho de Penacova, onde tem uma rua em seu nome. Por fim, ainda em Oitocentos, o Padre Júlio António dos Santos, nascido em 1889, filho de João António, serralheiro, do Vale Tacão, e de Joaquina de Jesus, da Pinheiria, nascidos, respetivamente, em 1837 e em 1841. Tinha por avós paternos Olímpio António, da Cova Alta, e Luísa Maria, do Vale Tacão, e por avós maternos José dos Santos e Cristina Maria, da Donairia, ou seja, os mesmos avós maternos do Padre Manuel Vieira dos Santos, sendo, por isso, primos. Júlio, cónego, era diretor do seminário de Coimbra. Escreveu, entre outros, os livros «O Crucifixo», o

«Manual do Cristão» e as «Meditações do Evangelho». Salienta-se ainda que relativamente ao médico da Pinheiria, Júlio Ferreira Constantino, que se formou em Coimbra e tinha consultório em Fátima, Júlio António dos Santos era tio, uma vez que os pais do clérigo eram pais de Ana de Jesus, mãe do dr. Júlio, a qual estava casada com o carpinteiro António Ferreira Constantino, natural da localidade da Donairia. Na transição do século XIX para o século XX, surgiram novos elementos, a nível económico, que foram de grande importância para o progresso da localidade, tais como: moinhos e lagares de azeite. Estes estavam ao alcance apenas de pessoas com uma certa capacidade económica. Eram então, os produtos agrícolas mais significativos da Pinheiria daquele tempo: os cereais (milho e trigo), fundamentais para o fabrico do pão e da broa, e o azeite. Daí a existência dos lagares, explicando a importância da olivicultura. No princípio funcionavam com prensas de vara, tendo sido, mais tarde, substituídas por sistemas a vapor. O azeite era utilizado na alimentação, mas também na iluminação das casas, através de candeias, na lubrificação de equipamentos diversos, uma vez que ainda não se usava o óleo, e, ainda no campo da medicina, já que tinha propriedades curativas.


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Lagoa da Pinheiria Além destas culturas, há a referir ainda, a existência de inúmeras vinhas, já que o seu fruto era facilmente comercializável e rentável. Ao contrário dos lagares de azeite, raros e ao alcance apenas de alguns, quase todas as famílias tinham lagares de uvas e também estes utilizavam prensas de vara, tendo sido substituídas, mais tarde, por prensas de parafuso. Por toda a aldeia, havia dornas, vasilhas e pipas. Em termos militares, alguns soldados da Pinheiria participaram na I.ª Guerra Mundial, servindo sobretudo na Flandres, nas ofensivas que o Corpo Expedicionário Português, CEP, integrado no Exército inglês, levou a cabo contra os mais bem equipados e treinados soldados alemães. Foram eles: José de Oliveira (artilheiro); José Alves dos Santos (infante) e António Vieira dos Santos (1.º sargento). Faustino Jorge estava convocado, mas não embarcou. A Pinheiria, só teria novamente soldados a participar em conflitos militares nos anos 60-70 do século XX, durante a Guerra Colonial (1961-74).

Cisterna Pública

LUZ DA SERRA

-- Cadernos da nossa terra --

Terminara a Grande Guerra, mas os habitantes da Pinheiria enfrentaram um mal ainda maior, que ficou conhecido pelo nome «pneumónica» ou «gripe espanhola», a qual fez dezenas de vítimas na freguesia da Serra. Foram milhões os que morreram no mundo por causa desta pandemia. Nesta terra, foi responsável pelo enchimento do cemitério público, junto ao adro da matriz, facto que levou as autoridades instituídas a optar definitivamente pelo atual cemitério. Os últimos corpos sepultados no primeiro núcleo cemiterial da freguesia datam dos anos de 1918-19, quando o vírus atacou com mais força. Nesse período difícil, a população da Pinheiria e dos outros lugares passava por uma grave situação de pobreza, a qual se iria repercutir durante anos. Seria neste contexto que Rita Adelina Fragoso, mais uns quantos ricos da freguesia, resolveu criar, em Santa Catarina, a sopa do Sidónio [Pais], dita dos Pobres, instituída pelo mesmo em Lisboa, para angariar produtos alimentares para os mais desfavorecidos. Como

resposta a este problema, a Junta de Freguesia, por autorização do Estado central, decidiu partir os baldios públicos existentes glebas, sendo atribuídas, em 1922, uma por cada agregado familiar. Nessa época ocorre o fenómeno das «Aparições de Fátima», no sítio da Cova da Iria, fazendo com que inúmeros peregrinos comecem a atravessar a freguesia de Santa Catarina da Serra, principalmente pela localidade da Pinheiria. Esta situação leva à exigência de mais e melhores vias de comunicação, sobretudo a partir dos anos 30 do século XX, assim como do abastecimento de água, pelo que se procura construir uma enorme fonte, mas não passou do projeto, o qual ainda se encontra arquivado no edifício sede da Junta de Freguesia. A Pinheiria, durante a maior parte do Estado Novo não vivenciou nada de relevante. As pessoas continuavam a viver na sua maioria das atividades agrícolas e pastoris. No entanto, aqui, houve três melhoramentos de inegável importância: a edificação da

cisterna pública, junto à estrada municipal 593; a eletrificação da localidade, em 1962, na sequência da inauguração da cabine de Santa Catarina, junto à estrema com a Pinheiria, a qual foi benzida pelo monsenhor Manuel Marques dos Santos, do Vale Tacão, e a edificação da escola nos finais dos anos 60 e inícios da década de 70 do século XX, integrada no Plano dos Centenários. Numa fase posterior, em 1999, a escola foi transformada em jardim-deinfância, o qual ainda se encontra em funcionamento. No século XX encontrámos as festas populares e em certas épocas do ano organizavamse pequenos bailaricos, onde se cantavam músicas populares, como nas descamisadas do milho, mas também na apanha da azeitona e nas vindimas. Dá-se o 25 de abril de 1974 e os aspetos culturais da população alteram-se, ainda que de forma lenta. Com a Constituição de 1976, o Estado democrático passa a admitir a existência de coletividades e movimentos associativos. A Pinheiria viria a ter a «ADOF», Associação para o Desenvolvimento do Oeste da Freguesia, com objetivos estipulados em 1991 e a criação em 1992 por escritura notarial. Este movimento associativo tinha por missão o desenvolvimento da agricultura, da pecuária e da caça, mas também aspetos como a promoção de empreendimentos de interesse local, desenvolvimento cultural, comércio, habitação e ainda o cuidar das florestas. Foi também edificado, nos anos 90 no século XX, o «Jardim das Oliveiras», sofrendo obras recentemente. A partir de 1976, esta localidade passa a dispor de duas estações da via-sacra, partindo dos Cardosos, por um lado, e dos Olivais, por outro, até à Cova da Iria. As estações

Lagar de azeite de António Ferreira Fartaria

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foram oferecidas pela freguesia de Peniche e colocadas na Serra pelas autarquias e pelo santuário de Fátima. Ficaram localizadas na estrada municipal 593 e na atual estrada municipal 357, porque já existia uma para os peregrinos que vinham do lado da Batalha. Com o novo regime, a socioeconomia da Pinheiria começou a alterar-se de forma mais acelerada e a agricultura perdeu, pouco a pouco, o estatuto de principal base de rendimento dos agregados familiares, acentuando-se, por outro lado, o desenvolvimento das atividades comerciais e industriais. Destacam-se as Construções Vieira Alves, SA (metalomecânica); o Café Alves; a Adega Joaquim d' Avó – Wine Museum; o restaurante Chaparrico; a empresa Estrutualves – Construções Metálicas, Lda., a serração Jaime e Dinis, JED; a empresa Paquito – Desaterros, Lda.;

Fonte do Rossio

Néctar de Cor Unipessoal, Lda., e Fatiminter. Nesta localidade, hoje, é possível encontrar como património: um moinho na Pinheiria, dita da Costa, ainda que seja recente, tendo pertencido a António de Oliveira e onde se acham mós de 1947; a fonte da Pinheiria, no Rossio; a lagoa da Pinheiria, no sítio do Quintal; a cisterna junto à estrada municipal 593; os três lagares de azeite, de que ainda existem vestígios, e que foram pertença de José Ferreira Constantino, António Ferreira Fartaria e António Vieira dos Santos; duas estações que pertencem à via-sacra que, dos Cardosos / Olivais, segue para a Cova da Iria, e, por fim, uma alminha junto à mencionada estrada municipal, sítio do Seixo.


LUZ DA SERRA

JULHO

-- autarquia --

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O Património Imóvel da Freguesia

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Voto de Pesar

Miguel Marques - Arquivo

Está finalmente concluído o cadastro de todo o património da freguesia com os elementos necessários a sua rigorosa identificação e localização. Com a sua divulgação para consulta pública, a junta pretende suscitar eventuais correções e mobilizar todos para a defesa do seu património: BARREIRIA Largo Santo António. Barreiria Lagoa. Barreiria

Representantes das 4 freguesias aquando do cortejo a favor da construção do Quartel de Bombeiros em 2009. Adriano de Jesus Francisco, segundo a contar da esqª.

CASAL DAS FIGUEIRAS Azelheira. Casal Figueiras. Matriz: 7007 CERCAL Parque Merendas. Cercal. Matriz: 6773 Fonte. Cercal COVA ALTA Associação. Cova Alta. Matriz: 7731 Poço. Vale Laje. Cova Alta Poço. Cova Alta DONAIRIA Largo Ladainha. Donairia Poço. Donairia GORDARIA Edifício sede da Associação. Gordaria. Matriz: 2718 LOUREIRA Associação. Loureira. Matriz: 21 Bajanque. Outeiro do Moinho. Feira. Matriz: 32 Baldio. Fazarga. Loureira. Matriz: 2438 Casa Velha. Loureira. Matriz: 1168 Casa Velha. Loureira. Matriz: 10607 Casalinho. Loureira. Matriz: 202 Cisterna. Bajanque. Loureira Covão Grande. Loureira. Matriz: 4185 EBI. UDS. Pavilhões. Matriz: 992 Feira. Loureira. Matriz: 30 Fontinha. Loureira. Matriz: 338 Impasse público. Loureira Lagoa. Barreirão. Loureira. Matriz: 2837 Lagoa Boi. Loureira. Matriz: 3349 Loteamento. Fazarga. Loureira. Matriz: 2446 Lote 3. Matriz: 2195 / 3674 Lote 4. Matriz: 2194 / 3675 Lote 5. Matriz: 2193 / 3676 Lote 6. Matriz: 2192 / 3677 Lote 8. Matriz: 2189 / 3678 Lote 9. Matriz: 2184 / 3679 Lote 11. Matriz: 2188 / 3680 Lote 13. Matriz: 2186 / 3682 Lote 16. Matriz: 2182 / 3685-P Lote 21. Matriz: 3703-P Lote 22. Matriz: 3704-P Parque Merendas. Vale Mourão. Matriz: 303 Poço. Casal Cabeça. Loureira. Matriz: 672 Outeiro Gaiola / Lomba Sobral. Matriz: 6526 Sanitários. Feira. Loureira. Matriz: 2392 Valinho Guelva. Loureira. IC9. Matriz:

Vasco JR Silva - Arquivo

CASAL DA ESTORTIGA Baldio. Casal Estortiga. Matriz: 9516 Lagoa. Casal Estortiga

Lagoa do Boi, charneca - Loureira

4504 MAGUEIGIA Fonte. Tojal. Magueigia OLIVAIS Poço. Olivais PEDROME Associação. Pedrome. Matriz: 7531 Baldio. Pedrome. Matriz: 7414 Casa Velha. Bemposta. Matriz: 11213 Cisterna. Pedrome PINHEIRIA Baldio. Pinheiria. Matriz: 11024 Cisterna. Pinheiria Jardim Oliveiras. Pinheiria. Matriz: 3644 Lagoa. Pinheiria Costa. Pinheiria QUINTA DO SALGUEIRO Capela. Quinta Salgueiro. Matriz: 2931 Fonte Salgueiro. Quinta Salgueiro. Matriz: 6943 QUINTA DA SARDINHA Casa Junta. Quinta Sardinha. Matriz: 2047 Feira. Quinta Sardinha. Matriz: 8229 Fonte. Cova Barreira. Quinta Sardinha SANTA CATARINA DA SERRA Baldio. Cemitério 1918-19. Matriz: 7418 Baldio. Cemitério 1918-19. Matriz: 7423 Caminho público. Santa Catarina Serra Casa arrumações. Cemitério. Santa Catarina Serra. Matriz: 7448 Casa JAE. Bemposta. Santa Catarina Serra Cave. Fracção A. SCS. 2890-A Cemitério 1869-1918. Sanitários. SCS. Matriz: 2932 Cemitério. Capela. SCS. Matriz: 2229 Cemitério. Parte Nova. SCS. Matriz: 7425 Escola. Auditório. Matriz: 16 Jardim Brasão. Santa Catarina Serra Jardim Infância. Loureira. Matriz: 48 Joaquim Vieira. SCS. Matriz: 7453

Parcela. Rua Comércio. Santa Catarina Serra: 10523 Parques. Igreja / Casa Paroquial. Matriz: 10608 Parque Viaturas. SCS. Matriz: 10523 Poço Igreja. Matriz: 10606 Sede Junta Freguesia. SCS. Matriz: 2048 Terreno Junta. Rua Jardim. SCS. Matriz: 7459 SETE RIOS Parque Merendas. Sete Rios SIRÓIS Baldio. Siróis. Matriz: 8224 Fonte. Cova Moura. Siróis Fonte. Hortas. Siróis Fonte. Lapa. Siróis SOBRAL Baldio. Espigão. Sobral. Matriz: 9460 Baldio. Granja. Sobral. Matriz: 9462 Fonte. Sobral Fonte. Sobral Granja. Sobral ULMEIRO Baldio. Ulmeiro. Matriz: 1906 VALE MAIOR Atropada. Vale Maior. Matriz: 6001 Eucaliptal. Vale. Vale Maior. Matriz: 5066 Fonte. Peixe. Vale Maior Lagoa. Casal Baixo. Vale Maior VALE DO SUMO Cemitério 1929. Vale Sumo. Matriz: 2380 Fonte. Cortiças. Vale Sumo Fonte. Vale Surro / Olivais VALE TACÃO Associação. Vale Tacão. Matriz: 8972 Baldio. Vale Tacão. Matriz: 9052 Baldio. Vale Tacão. Matriz: 9078 Fonte. Senhor Prior. Vale Tacão Fonte. Sem Nome. Vale Tacão Fonte. Lavadouro. Vale Tacão Palco. Vale Tacão. Matriz: 8976

Faleceu no passado domingo dia 24 de Junho com 57 anos o Senhor Adriano de Jesus Francisco, que exerceu funções de presidente de Junta da Freguesia de Caranguejeira nos mandatos 2001-2005 e 2005-2009. Enquanto autarca e no período em que exerceu funções manteve com Santa Catarina da Serra uma relação de estreita cooperação institucional e grande amizade pessoal destacando-se, o seu importante papel enquanto agente activo com total entrega ao projecto do quartel de Bombeiros, construído no lugar de Cardosos e inaugurado em 01 de Julho de 2011 resultado da parceria de quatro freguesias: Santa Catarina da Serra, Caranguejeira, Chaínça e Arrabal. A Freguesia de Santa Catarina da Serra, reunida em 26 de Junho de 2012 manifesta o seu mais profundo pesar por este trágico acontecimento e expressa à família e à freguesia de Caranguejeira as mais sentidas condolências. Santa Catarina da Serra, 26 de Junho 2012 Joaquim Pinheiro Lains Oliveira Armando Oliveira Reis Irene Costa Santos Vieira

Alerta para a necessidade de Limpar Terrenos Os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que detenham terrenos confinantes com edificações, designadamente habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas ou outros equipamentos, são obrigados a proceder à remoção parcial ou total da biomassa vegetal numa faixa de 50 metros à volta daquelas instalações ou edificações. Também nos aglomerados populacionais inseridos ou confinantes com espaços florestais, e previamente definidos nos planos municipais de defesa da floresta contra incêndios, é obrigatória esta gestão, numa faixa exterior de protecção com uma largura mínima não inferior a 100 metros. Esta iniciativa compete a todos aqueles que, a qualquer título, detenham terrenos inseridos nessa faixa. O não cumprimento destas medidas de prevenção constituem contra-ordenação punível com uma coima que poderá ascender aos 5 mil euros no caso de pessoa singular, ou até 60 mil euros, no caso de pessoas colectivas. pub


JULHO

Desportivamente Falando Virgílio Gordo

muita ambição e vontade de trabalhar. Com o apoio dos restantes órgãos, Assembleia e Conselho Fiscal, onde estão algumas das pessoas que muito deram ao clube desde sempre, estou certo de que esta época desportiva e social, vai ser determinante para o futuro de uma colectividade que tanto tem dado à nossa terra. Foi difícil não ter equipa de seniores? Sem dúvida! Estou ciente se o trabalho a desenvolver percorrer o caminho certo, de que será fácil voltar a ter esse escalão na época de 2013 / 2014. Até lá resta-nos esperar e apoiar incondicionalmente esta jovem equipa eleita para que o clube não caísse no vazio, como dezenas de outros por esse país fora. Força UDS

JCII promove Torneio de Futsal O Grupo de Jovens de Santa Catarina da Serra organizou um torneio de futsal que decorreu no passado dia 31 durante 15 horas. A iniciativa teve lugar no Complexo Desportivo da UDS de forma a angariar fundos para que os jovens tenham a oportunidade de participar nas Jornadas Mundiais da Juventude no Brasil. Participaram no evento num total de 18 equipas. Equipas essas vindas não só da nossa freguesia, como também de outras freguesias como S. Mamede, Fátima, Leiria, Ma-

rinha Grande e até de Lisboa. Desde as 14h às 3h da manhã do dia 1 de Julho decorreu os apuramentos para as meias-finais. A final realizou-se até às 5h, sendo a equipa vencedora a F.C.C constituída por membros da região. Ao longo de todo o torneio foi bem evidente o espirito de equipa e entreajuda que tanto caracteriza cada uma das equipas, como também a boa disposição dos membros do grupo.

Futebol de formação

Encerramento da época 2011/2012 Foram várias as formas como cada equipa dos escalões de formação, encerrou a época desportiva 2011/2012. Começando pelos Traquinas, fizeram-no através do III Torneio no dia 16 do passado mês de Junho. Torneio que decorreu no Campo da Portela. Os resultados foram: UDS, 5 – Marrazes, 1. Castanheira de Pêra e Benfica, 2 – UDS, 4. Marrazes, 3 – Castanheira de Pêra e Benfica, 2. 1º - UDS; 2º Castanheira de Pêra e Benfica; 3º - Marrazes. Prémios Disciplina: Marrazes. Guarda-redes menos batido: Ana Mafalda de Castanheira de Pêra e Benfica. Melhor marcador: João Leitão da UDS. Melhor jogador: Tiago Henriques, também de Castanheira. Os Sub 13, também tiveram o seu torneio, “I Torneio Fu-

Miguel Marques - Arquivo

Opinião

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tebol Infantil UDS/Solochapas Tal como o torneio dos Traquinas, também foi disputado no Campo da Portela. Em 1º lugar, ficou o Clube atlético Ouriense. Em 2º a UDS. Em 3º Grupo Desportivo da Ilha e em 4º lugar o Monte Agraço Futebol Clube.

Os Iniciados, participaram em 2 torneios. No dia 7 Junho na Marinha Grande, ficaram em 5º lugar no torneio organizado pelo Marinhense e no dia 9 do mesmo mês ficaram em 2º lugar no torneio do Ouriense em Ourém. Os Juvenis, fizeram apenas um jogo e perderam com a

GRAP dos Pousos por 1 -4. Finalmente os Juniores, fizeram um jogo convívio entre treinadores, pais e jogadores, fazendo uma festa bonita, onde o resultado foi o que menos interessou. Virgílio Gordo

3º Torneio de Traquinas Realizou-se no passado dia 16 de Junho o 3º torneio de traquinas da UDS, onde participaram as equipas o Sport Castanheira de Pera e Benfica, Sport Clube Leiria e Marrazes e a União Desportiva da Serra, foi uma manhã de sábado diferente para as crianças e pais. Finalizado o torneio, foram entregues simbolicamente os troféus: 1º Lugar – UDS 2º Lugar – SCPB 3º Lugar – SCLM Troféu Disciplina – SCLM Melhor guarda-redes – Ana Mafalda (SCPB) Melhor Marcador – Joao Leitão (UDS) Melhor Jogador – Tiago Henriques (SCPB) O torneio teve o patrocínio das empresas Manuel da Costa e Silva, Cestão e o

DR

2012

Dois anos depois de ter sido gerida por uma comissão administrativa a União Desportiva da Serra, volta a ter uma direcção. Após duas suspensões da Assembleia-geral do dia 18 do passado mês de Junho, eis que as mais de duas dezenas e meia de sócios presentes, elegeram por unanimidade a única lista apresentada no passado dia 2. Foram duas a três semanas de intenso trabalho não na elaboração da lista, mas sim na procura e respectiva aceitação das pessoas contactadas. Em tempos de crise, também o voluntariado o está. Mas tal como tinha afirmado o mês passado estavam reunidas todas as condições para ser apresentada uma lista com todos os órgãos sociais preenchidos. Como em todas as anteriores sessões, de salientar a total disponibilidade e consonância entre todos os sócios que participaram nestes encontros em que o mais importante foi o salvaguardar o destino do clube. A direcção é jovem, com

LUZ DA SERRA

-- desporto --

apoio da Equimetra. Os pais colaboraram na confeção de bolos e bebidas para servir no bar, onde os proveitos vão ser para proporcionar

um dia diferente para as crianças, a realizar no dia 1 de Julho. Estas iniciativas são importantes para que os jovens in-

terajam com outros colegas e também importantíssimo para a divulgação da nossa terra. Jacinto Primitivo pub


LUZ DA SERRA

ciparam neste concurso. E o vencedor, a nível nacional, foi o João Alves, do 6ºC, que foi premiado com um dicionário bilingue. Os resultados serão divulgados na newsleer , nas revistas e no site da Editora Oxford.

Visita dos alunos do 4º ano à Escola Sede No dia 23 de maio, os alunos do 4º ano do agrupamento, visitaram a escola sede. Logo de manhã, foram apadrinhados pelos colegas do 7º e 8º anos, que os acompanharam durante o dia. Assistiram a algumas aulas dos alunos mais velhos e participaram em ateliês de artes e de ciências, onde tiveram oportunidade de experimentar e

aprender. Visitaram a biblioteca, a sala matcool e a sala de informática. Foi uma forma divertida e pedagógica de receber e orientar os mais pequenos, que no próximo ano letivo poderão continuar a contar com a atenção, o apoio e o carinho dos seus padrinhos.

Pequenos cientistas nos Jardins de Infância No âmbito da Semana das Ciências, os "pequenos cientistas" da Escola Básica de Santa Catarina da Serra, acompanhados pelos professores de Ciências Físico-químicas e Ciências Naturais, deslocaram-se aos jardinsde-infância do agrupamento para realizarem experiên-

cias, para estimular nos mais pequenos a curiosidade e o prazer pela ciência. Foi uma atividade muito apreciada por todas as crianças, que viveram momentos "mágicos" e ficaram mais "literados" cientificamente.

Festival de Sopas na festa final de ano do agrupamento Realizou-se no dia 1 de junho a festa final de ano do Agrupamento de Escolas de Santa Catarina da Serra. Durante o dia, realizaram-se diversas atividades culturais, desportivas e artísticas. À noite foi dinamizado um espetáculo para a comunidade. As crianças do pré-escolar desfilaram e interpretaram a canção “Tia Anica”, seguidas pelos alunos do 1º ciclo. Já os alunos mais velhos, do 2º e 3º ciclo, representaram a peça “Porquê a mim?”, peça que foi também representada no Festival de Teatro Juvenil de Leiria. Por fim, atuou a orquestra Sinfónica do Conservatório de Música de Ourém e Fátima, composta também por alunos da escola. Terminado o espetáculo, deu-se início ao Festival de Sopas, projeto da responsabilidade da Associação de Pais e da equipa do PES (Projeto Educação para a Saúde), com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a prática de estilos de vida saudáveis. Por uma quantia irrisória, cada participante pôde provar cerca de 20 sopas, confecionadas por cada uma das tur-

mas, do 1º ao 3º ciclo, recebendo ainda uma taça, uma bebida e um pão. A adesão da comunidade educativa foi em larga escala, tendo sido vendidas cerca de 1500 entradas. Por outro lado, os alunos do 9º ano confecionaram e venderam as sobremesas. Todo este convívio, foi animado pelo organista e exaluno, Leandro Batista. Paralelamente, no átrio da escola,

Dia do Doente

No dia 3 de Junho, reuniu-se a nossa comunidade paroquial, para a celebrar e agradecer, a vida dos nossos idosos e doentes.

realizou-se uma Feira do livro e no ginásio foi montada uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos ao longo do ano. Fica desde já um agradecimento a todos os envolvidos nesta grande festa, que conseguiram trabalhar em união de esforços, ultrapassar dificuldades, para que fosse possível uma realidade – fazer do nosso agrupamento

um lugar onde os alunos se sintam bem e onde apreendam os princípios básicos para poderem construir os alicerces para a sua vida futura. Rita Agrela

20 anos de Jardim de Infância na Loureira Em jeito de comemoração, pais e ex-alunos reuniram-se para assinalar data

DR

A festa iniciou com a Eucaristia solene, presidida pelo nosso Pároco, Pe. Mário Verdasca, que a todos saudou e em momento próprio administrou o sacramento da Santa Unção a quantos o desejaram. Foi lindo e solene este momento, pelo recolhimento, silêncio e serenidade estampada em cada rosto de todos os presentes. Foi um momento da presença sentida de Deus. No momento de acção de graças foram declamados alguns versos em homenagem a todos os idosos evocando a pessoa do Sr. Júlio de saudosa memória, que com tanto amor e dedicação preparava e celebrava este dia. Da Igreja, todos doentes e idosos acompanhados dos seus familiares e amigos se dirigiram, para o salão paroquial, onde foi servido um lanche prolongado em alegre convívio. Reencontraram-se velhos amigos e conhecidos. Lembraram-se histórias antigas, evocando outros momentos passados com estes e outros amigos, que o Senhor já chamou para si. Agradecemos a possibilidade deste encontro com todos aqueles, que passados os anos ou a experiência do sofrimento, nos dão um exemplo de coragem e nos desafiam a apostar na vida, numa vida plena em Deus e na comunidade que acolhe e anima.

2012

DR

Concurso Using Your Dictionary Durante este ano letivo, a Editora Oxford promoveu, em Portugal, o concurso “Using Your Dictionary”, que consistiu na interpretação de uma página de dicionário. Os alunos do 6º C e B da Escola Básica de Santa Catarina da Serra, motivados pela docente de Inglês, parti-

JULHO

-- educação --

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Aos nossos velhinhos Eu quero felicitar Por este dia de festa Que irão para sempre recordar A cada um eu quero saudar Seja qual for a sua história Trabalharam para a sociedade E de certo, que tem gravado na memória Aos nossos velhinhos, vamos dar amor Apesar das suas rabugices Tratemo-los com carinho Assim nos manda Nosso Senhor

Aos nossos velhinhos Eu peço paciência Se algo correu menos bem Pois saber sofrer, também é uma ciência Saber sofrer é uma ciência Mas não é deste mundo É algo que vem de dentro E vem mesmo lá do fundo Parabéns a todos Sem nenhuma excepção E que recordem este dia Lá bem dentro do coração Adeus meus senhores Eu vou-me despedir E que daqui a um ano Nos voltemos a reunir

Foi no passado dia 15 de junho que se realizou a festa de fim de ano do jardim-deinfância e do 1º ciclo da Loureira, no salão da Associação para o Desenvolvimento Social da Loureira. A festa foi organizada pelos encarregados de educação, as educadoras e as professoras do 1º Ciclo com a colaboração das professoras de dança e educação física e das funcionárias das duas escolas. As

crianças envolveram-se com muito sucesso no espetáculo e os finalistas receberam um diploma. A festa culminou com um jantar convívio." Posteriormente, no dia 29, foi organizado um lanche convívio na escola reunido os primeiros alunos daquela escola. Foi um encontro emotivo onde foi passado um dvd com as festas de natal e a inauguração da escola.

Saiba mais sobre estas e outras noticias em www.santacatarinadaserra.com www.facebook.com/forserra


JULHO

LUZ DA SERRA

-- associtivismo --

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Rancho Folclórico de S. Guilherme

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Associação dos Amigos da Secção de Bombeiros do Sul do Concelho de Leiria

DR

As actividades do Rancho Folclórico.

No passado dia 29 de Junho, o nosso grupo, assim como todos os grupos folclóricos Federados, recebeu a visita do Conselho Técnico Regional da Federação do Folclore Português, esta visita tem como objetivo aconselhar e certificar que os grupos federados continuem a fazer uma fiel representação dos nossos antepassados (finais do Séc. XIX princípios do Séc. XX) através dos trajes, danças, músicas e letras, instrumentos musicais. No geral, o Rancho Folclórico de São Guilherme foi elogiado em todos estes componentes, principalmente na forma de dançar, nas nossas bonitas modas, o que é mais um incentivo para todos os elementos do grupo e para

todos os que gostam de folclore, que o nosso grupo está quase hà 50 anos (a comemorar em 2013) a representar fielmente o verdadeiro Folclore da nossa região. As atuações que o nosso grupo irá ter no mês de Julho são: 7 de Julho - Malpique - Constância 27º Festival Nacional de Folclore "Tejo e Zêzere" 2012 28 de Julho - Folgosa - Maia - 29º Festival de Folclore do Rancho Regional de São Salvador da Folgosa Estes são dois dos 5 grupos que irão atuar no nosso Festival de Folclore que, este ano, realizar-se-à no dia 30 de Setembro (Domingo), junto à nossa casa museu (Magueigia). pub

Tal como tinha sido anunciado anteriormente, decorreu no passado Domingo, dia 1, a cerimónia da “Bênção” do Quartel. A fim de assinalar da melhor forma tão solene acto, o mesmo foi realizado pelo Rev. Sr. D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo emérito da nossa Diocese. O restante programa foi preenchido com música popular, actuação do “Grupo de Cavaquinhos” da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de Caldelas, pela venda dos tradicionais “Bolos” das festas religiosas, Bacalhaus, Presuntos e Chouriços, provenientes de cada uma das 4 freguesias. Das comemorações, fez ainda parte a cerimónia protocolar. Começou com a visita ao cemitério de Santa Catarina da Serra, onde se encontram sepultados os 2 bombeiros que há quase também 14 anos, perderam a vida em serviço e que foram homenageados com a presença de uma formatura de colegas, comando, directores

Miguel Marques - Arquivo

"Desprezar o O XIV aniversário Folclore, é esquecer as nossas origens e valores"

e familiares de cada um. Antes do prosseguimento da cerimónia no quartel, todos (as) presentes prestaram mais do que uma justa homenagem, através de um minuto de silêncio em memória de um “Homem”, que muito contribuiu para que o quartel nos Cardosos, tenha sido, seja e será sempre uma realidade. Falecido precisamente na tarde do anterior Domingo dia 24 de Junho, o sr. Adriano Francisco, ex presidente da Junta de Freguesia

da Caranguejeira, uma das 4 freguesias que compõe a Associação dos Amigos, jamais sairá das nossas memórias. Depois, teve lugar o juramento de novos 11 bombeiros e respectiva implementação de divisas, sendo 8 do quartel sede e de Monte Redondo. Os restantes 3 bombeiros pertencem à 6ª companhia, sediada nos Cardosos. Foi uma bela tarde de convívio e alegria, onde estiveram algumas centenas de pes-

soas, que proporcionaram também algumas centenas de euros, embora esse não tivesse sido o objectivo principal. Resta agradecer a todos (as), que de uma forma ou outra e foram muitos, desde padarias, talhos, particulares, etc., contribuíram para que uma vez mais, nos sentíssemos realizados no final de mais uma jornada igual a muitas outras, felizmente.

Assim vou mais uma vez dizer o seguinte: Ligue 112, pois esse é o procedimento regulamentar, mas ligue simultaneamente para o quartel de Bombeiros mais próximo. No caso da nossa e das restantes 3 freguesias, ligue para o quartel nos Cardosos. Os nossos números de emergência são os seguintes: 244 741 991; 913 319 133 e ainda o geral: 244 745 871. O número de Fax, é o 244 741 991. Ainda nesta fase operacional, dizer que a partir do dia da bênção do quartel, o equi-

pamento automóvel ficou mais enriquecido, com a vinda de uma viatura ligeira de desencarceramento do quartel sede e que vai constituir mais uma valia para a prestação do socorro. Reafirmar ainda o que escrevi no mês passado relativamente ao transporte de doentes. A situação só tende a piorar. Da quase centena e meia de serviços, passamos para este mês, para pouco acima das 7 dezenas. Sintomático e para “Reflectir”!

A actividade Operacional Vou dedicar este espaço para falar de um acontecimento que não deveria ter acontecido, mas infelizmente aconteceu. Refiro-me ao incêndio nas instalações de uma empresa da nossa freguesia. Com todo o respeito que todas as restantes empresas (felizmente são tantas) merecem da actual e anteriores direcções desta Associação, tal como todas as populações das 4 freguesias, a “JJR”, foi, é e continuará a ser uma das que não merecia que os Bombeiros chegassem com alguns (muitos para os seus gerentes) minutos de espera.

Tal como já esclareci noutras ocasiões, estes casos raramente foram culpa dos Bombeiros, felizmente! O que toda a população tem rapidamente de entender e compreender, é que ao ligar 112, não está a ligar directamente para os Bombeiros, estejam eles mais ou menos próximos, mas sim para uma central de atendimento telefónico. Ainda, por cima centralizada em Lisboa. Parece inacreditável, mas é verdade. Depois acontecem situações como esta ocorrência e até outras de gravidade semelhante ou superior.

Snack- Bar “O Bombeiro”

Depois de algum tempo encerrado, já está de novo em funcionamento, o espaço destinado ao convívio dos bombeiros, associados e público em geral no quartel da nossa associação. Com uma nova gerência e com o apoio, quer da direcção, núcleos, sócios e população em geral, estamos certos de que tudo vai correr pelo melhor, pois a existência deste local é fundamental para a continuidade da 6ª Companhia de Bombeiros, entre nós.

Continuam à cobrança as quotas referentes ao ano de 2012. Se possível, façam o seu pagamento no quartel, ou então junto dos cobradores existentes em cada núcleo das 4 freguesias. pub


LUZ DA SERRA

Marcellino Pereyra Cletto / Clecto: 1746-1794 Na Memória Paroquial da Freguesia de Santa Catarina da Serra, datada de 7.4.1758, redigida pelo Cura João Pedro, refere-se que a paróquia tem seis ermidas, sendo que a «quinta he da Virgem Santissima do Rozario, e está junto a Quinta do Salgueiro, e pertence ao Reverendo Padre Jorge Pereira senhor da dita quinta; a sexta he do Senhor Santo Antonio, esta dentro do lugar da Barreiria, pertence ao Reverendo Padre Antonio Pereira, morador no dito lugar». [Consultar: DGARQ – Luís Cardoso, Dicionário Geográfico, vol. 34, n.º 143, pp. 1055-1065]. Assim, no ano sobredito, enquanto Jorge Pereira era proprietário do templo dedicado à Senhora do Rosário, o de Barreiria, de invocação de Santo António, era pertença de António Pereira, sendo ambos clérigos. O primeiro edifício eclesiástico está provido, no interior, de duas lápides tumulares com inscrições latinas: (1) «Emmanuel / presbyter / qui ad requie / hunc locum / elegi. / Hic expecto / donec veniat / imutatio mea. / Miseremini mei / saltem vos / amici mei. / P(ater) N(oster). A(ve) M(aria). / Tertio Kalendas Januarias. / MDCCXLIV» e (2) «Conditur / hoc tumulo / R(everendus) P(ater) Georgi: / us Pereyra. / Obiit III Non(as) / Decem(bris). An: / no Domini M. / DCC.LXI. Aeta. / tis suae XLII. / Miseremini / mei quia ma: / nus Domini / tetigit me. / Job. 21. / Josephus P(e)r(eira) / charissimo fi: / lio maestis: / simus po: / suit». Nesta está sepultado o Padre Jorge Pereira, dono da ermida. O respectivo epitáfio refere que faleceu em 1761 com 42 anos de idade, o que indica que nasceu em 1719. Na secção inferior da campa está mencionado o nome do pai, José Pereira, o qual, com pesar, "mandou colocar [a lápide] ao querido filho". [Consultar: SILVA, Vasco Jorge Rosa da, "Inscrições da capela da Quinta do Salgueiro", in Luz da Serra, Ano XXXIII, Agosto de 2006, n.º 385, p. 5]. O Padre António Pereira, residente em Barreiria, irmão do falecido, fez-se sepultar, posteriormente, no interior da ermida de Santo António, hoje inexistente. Material osteológico comprova o local exacto do templo. "Familiar" do Santo Ofício, José, pai dos ditos clé-

JULHO

-- histórias da História --

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rigos Jorge e António, natural de Barreira, era um grande latifundiário da freguesia de Arrabal. Consorciou-se por volta do ano de 1713, com Domingas Jorge, de Barreiria, doméstica. Ficaram moradores em Soutocico. Eram detentores de inúmeras fazendas na região, embora as não cultivassem por si, pois essa tarefa estava atribuída a criados. Tinham cavalos, bestas. Daí, de Arrabal, José mandou construir o templo da Virgem Santíssima do Rosário, em Quinta do Salgueiro, no ano de 1726. No lavatório, furtado depois de 1999, observava-se aquela data, sendo que o numeral 6 possuía um 7 sobreposto, o que parece ser indício de lapso por parte do canteiro. [No templo foi sepultado, numa fase posterior, o Padre Manuel de Faria, de Gordaria, falecido a 10.9.1833]. Além da descendência supramencionada, José tinha pelo menos mais um filho, Silvério Pereira, alferes de ordenança, o que não significa que tenha exercido o cargo em questão. Residente em Barreiria, mas nascido em Soutocico, nas décadas de 10-20 de Setecentos, era também latifundiário. Consorciou-se com Francisca Joaquina do Nascimento e Vasconcelos, que detinha um título nobiliárquico, ainda que de significância limitada. A consorte era herdeira do capitão João Francisco da Silva, de Quintas, Olival, e de Joana de Vasconcelos, do bairro de Santo Agostinho, freguesia da Sé, Leiria, residentes em Barrocaria, onde tinham propriedades, criados e criadas, e cavalos na estrebaria. Em 1746 nasce um dos herdeiros de Silvério Pereira e de Francisca de Vasconcelos, Marcelino Pereira Cleto Cortes da Silva e Vasconcelos, que cresce na localidade de Barreiria, dedicando-se, em exclusividade, aos estudos, antes de ingressar, nas décadas de 50-60 do século XVIII, na Universidade de Coimbra, no curso de Direito, tendo obtido o grau de bacharel. Marcelino Pereira Cleto teve três irmãos, os quais nasceram nos anos 40-50 do século XVIII: José Manuel Pereira Cortes da Silva e Vasconcelos, bacharel em Cânones e notário do Santo Ofício; Luís José Pe-

reira Cleto de Vasconcelos, bacharel, opositor aos lugares de Letras; e Vicente José Pereira de Vasconcelos, advogado. [Ver: O Archeologo Português, Lisboa, Museu Ethnográphico Português, 1913, vol. 18, p. 52]. Durante o período de governação de D. Maria I [1777-1816] desempenhou importantes cargos no Brasil. A 24.1.1778, quando morava na Rua Direita do Arco da Graça, em Lisboa, foi nomeado juiz-defora da vila de Santos, São Paulo. Em 1778 é admitido na Ordem de Cristo, tendo passado o teste de nobreza que o cavaleiro da Ordem Caetano de Lima, de Leiria, e o Padre Luís Ferreira Fragoso, de Évora, fizeram, sob a forma de interrogatório, em Barreiria, Soutocico e Barrocaria. Segue para o Brasil. A 27.8.1779 é juiz-dealfândega de Santos. Em 1779-87 esteve à frente da Câmara Municipal de Santos. Em 1789 já se encontrava em Rio de Janeiro. A 26.10.1790, sendo ouvidor na Baía transitou, a 21.6.1791, para o cargo de desembargador da cidade, onde viria a falecer em 1794. O descendente de Luís José Pereira Cleto de Vasconcelos era Francisco José Pereira Cleto de Vasconcelos, tenente de engenharia. Este consorciou-se, no ano de 1800, com Joana Cândida de Faria, da freguesia de Arrabal, descendente de António Gomes de Faria, de Freixial, e de Teodora Joaquina de Oliveira Vale, da mesma paróquia [falecida a 30.3.1856]. Do matrimónio descendeu Maria Benedita de Faria Pereira de Vasconcelos, no dia 11.8.1810. Casou, a 29.8.1834, na sé de Leiria, com o dr. Manuel José Pinho Soares de Albergaria, nascido a 31.3.1800, na Quinta do Muradal, Vila Chã, Aveiro, sendo herdeiro do capitão Domingos José de Pinho Albergaria e de Ana Joaquina de Matos Leite, esta natural de Quinta das Areias, freguesia de Castelos, Aveiro. Os nubentes ficaram moradores na cidade de Leiria, onde se desenrolou quase toda a sua vida de casados. O dr. Manuel de Albergaria, proprietário de Aveiro, recebeu, a 17.12.1864, o título de 1.º barão do Salgueiro. O 1.º barão do Salgueiro teve oito herdeiros scilicet Maria

2012

VENDE-SE Vasco Jorge Rosa da Silva Investigador em História Paleógrafo e Epigrafista Leiria - Ourém

Henriqueta, 17.2.1836-1853; José, 28.6.1837; José de Albergaria, 23.8.1838-16.7.1915 [2.º barão do Salgueiro]; Augusta, 24.10.1839 [casou o dr. José Dias de Oliveira da Cunha, 2.º barão de Viamonte-Boa Vista, a 19.11.1859, na sé de Leiria]; Diogo, 8.11.1840 [casou com Maria do Amparo Raposo de Mouzinho Albuquerque, nascida a 8.11.1840, em Figueiró dos Vinhos]; Luísa, 31.10.1844, Leiria [consorciou-se, a 23.11.1864, na sé de Leiria, com o dr. Augusto da Cunha de Eça e Costa, nascido a 21.10.1836]; Júlia, 24.10.1849-21.10.1941 [contraiu matrimónio, a 22.1.1870, na sé de Leiria, com o dr. José António de Sousa Lixa, nascido a 29.12.1834]; e Joana, 21.11.1850-10.7.1939 [nascida e falecida em Leiria]. Encontram-se sepultados no cemitério de Leiria, em jazigo de família. O dr. José de Albergaria, que nasceu a 23.8.1838, contraiu matrimónio, a 16.4.1874, com Luísa da Silva e Ataíde, de Leiria, nascida a 30.12.1855, descendente de João Carlos da Silva e Ataíde e de Gertrudes Magna da Silva Neves, do Largo do Terreiro. Com o título nobiliárquico de 2.º barão do Salgueiro, atribuído a 6.10.1868, desenvolve a sua actividade na cidade de Leiria, onde tinha a sua residência. Aí convive com os intelectuais leirienses. Na Quinta do Salgueiro manda erigir, em 1881, um solar de província, que fica sob a direcção do feitor António Constantino das Neves, do Reguengo do Fetal. O pai do dr. José de Albergaria era sobrinho-neto do jurista Marcelino Pereira Cleto.

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JULHO 2012

LUZ DA SERRA

-- sociedade --

Foto Memórias

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Arquivo Histórico Tem fotos ou videos sobre a Freguesia de Santa Catarina da Serra? Eventos de Associações, fotografias de locais ou pessoas de referência? A ForSerra está a reunir e a catalogar fotografias sobre o passado da Freguesia de Santa Catarina da Serra. Não ficamos com qualquer suporte (fotografia ou video ). Copiamos o seu registo para formato digital sem estragar o original.

Desde Janeiro de 2011 que vimos publicando, todos os meses, fotografias que marcaram gerações e épocas da Freguesia de Santa Catarina da Serra.

Tempos de outrora

Contacte-nos e ajude-nos: www.forserra.com - (00351) 917 480 995 forserra@santacatarinadaserra.com Estamos disponíveis para nos deslocar a qualquer local para efectuar recolhas.

Julho 14 – Jardim da Oliveiras - Pinheiria Inauguração do Parque de Merendas 22 – Paróquia Santa Catarina da Serra Festas de Nossa Senhora da Purificação Vale Tacão 29 – Paróquia Santa Catarina da Serra Festas de São João de Deus Casal da Estortiga 29 - A.D.S. Loureira Passeio Motas Antigas

Sabe o que é a Agricultura Biológica? Esta é claramente uma daquelas fotos que marcam. Miúdos e graúdos juntos para a festa da UDS ao som de uma pequena viola tocada por David Serralheiro. Estávamos na decada de 70. Nota: Agradece-se a quem saiba indentificar todos os elementos na foto que contacte a ForSerra - 917480995

Porque uma foto vale mais que mil palavras.

Miguel Marques

-» visto Sabia que o chorume de urtiga é um dos melhores adubos e inseticidas naturais, não tóxicos para o ambiente? Sabia que o sabão de potássio (1,5Kg/hl), simples ou em mistura com óleo vegetal (1l/hl) é um dos produtos mais indicados para tratamentos? E que é mais eficaz quando pulverizado pela manhã em dia de sol? Começou no passado dia 12 de Junho a segunda turma de Agricultura Biológica em Santa Catarina da Serra. Esta é uma das formações O património público cada vez mais é descuidado por parte da sociedade, como é o caso da Fonte de Sirois. Esta é uma das mais belas e bonitas fontes que existe na Freguesia, sendo que está ao abandono. Inserida num pinhal, com o derrube de arvores para a industria madeireira, foi parcialmente danificada. Valeu a comunicação de um cidadão desta freguesia. Há leis que punem estas situações? Esperemos que sim, e que as entidades competentes ponham cobro a este tipo de situações que há muito se tem verificado, um pouco, pela nossa freguesia.

que estão a decorrer e que tem previstas mais edições, após o verão. Inscreva-se nesta e noutras formações junto da ForSerra,

em Santa Catarina da Serra. Aceda a www.santacatarinadaserra.com ou ligue 917480995.

Assine o Jornal Luz da Serra (00351) 917 480 995

Envie-nos uma foto ou video do que acontece na sua rua e veja-o publicado aqui ou em www.santacatarinadaserra.com. Envie para: luzdaserra@santacatarinadaserra.com

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LUZ DA SERRA

JULHO

-- entrevista --

última

2012

Uma idade bonita

Apesar dos 5 anos que tinha na altura, lembra-se de ouvir as pessoas a falarem sobre o aparecimento de Nossa Senhora em Fátima. Recordase das primeiras grandes peregrinações e romarias a Fátima por milhares de pessoas e do alarido enorme que houve na época, dos aviões no ar a vigiarem o povo que se deslocava rumo a Fátima. Aos 8 anos foi trabalhar para Vale do Porto, Ourém, servir para casa de uma família. Dos vários anos em que esteve ao serviço recorda-se, vagamente, de momentos em que lhe diziam “oh menina, guarda as ovelhas que Nossa Senhora e já apareceu a uma menina, a também te aparece a ti”. Recorda com saudade a quantidade enorme de gente que procurava abrigo da chuva em casa da sua patroa, deixando os burros atados às oliveiras que circundavam a habitação. Manteve-se por lá durante 5 anos, foi obrigada a regressar a casa dos seus pais por motivos de doença. Esteve

dois anos sem trabalhar por ordem do médico de Porto Mós, após uma consulta. Uns anos mais tarde, em jeito de preparação para o casamento, recorda a história em que o Padre da nossa freguesia não a deixava realizar casamento enquanto não fizesse a “desobriga”, porque o livro ainda registava muitas obrigas. Inácia Ferreira viu-se obrigada a ir ao Padre da Igreja da Vila de Ourém, pedir o papel em como tinha a situação regularizada. Casou em 1935 com Manuel dos Santos, mais conhecido por Manuel “Catarino”. Gostou imenso do seu casamento e, com humor disse “fui para o casamento na mota das minhas pernas”, referindo-se à inexistência de qualquer tipo de transporte na época. Durante a sua vida trabalhou no campo. Fazia à mão almofadas, tapetes, colchas e mantas que vendia para ganhar alguns trocados. Ainda hoje tem alguns desses produtos que fez.

Miguel Marques

Nasceu a 29 de Junho de 1912 foi criada no seio de família pobre, no Sobral. Inácia Ferreira não sabe ler nem escrever porque nunca teve a oportunidade de frequentar a escola. A memória já não é o que era, mas o suficiente para afirmar que não se identifica com os dias de hoje. Esta Santacatarinense festejou hà poucos dias os seus 100 anos de vida. Fomos conhecê-la melhor.

A família descreve-a como uma pessoa com um gosto muito peculiar por plantas. Plantava e cultivava inúmeras plantas em casa e ia vende-las nas feiras. Manuel “Catarino” viria a falecer a 17 de Julho de 2007. Tinha 94 anos, um ano mais novo que a sua esposa. Hoje, o dia a dia da D. Inácia começa pelas 11h30 quando se levanta. Segue-se a higiene pessoal e o almoço. As tardes são passadas ao sol ou à lareira. Quando o relógio bate as 19h, é hora do jantar. Deita-se por volta das 23h. A idade não ajuda e com o passar dos anos foi perdendo a visão quase na totalidade e a ter problemas de audição. Reconhece ainda a

voz dos antigos políticos como o Mário Soares e o atual presidente da República, Cavaco Silva. Durante a sua vida teve a oportunidade de ir várias vezes até França, por motivos familiares. Enquanto pôde, participava nos passeios organizados pelo Cento de Dia do Centro Paroquial de Santa Catarina da Serra. O dia de anos, no passado dia 29 de Junho, foi um dia de emoções, sentimentos e saudade. Pela sua casa passaram muitas pessoas amigas. Algumas que vieram recordar alguns tempos e outras movidas, simplesmente pela curiosidade de visitar a pessoa mais velha

de Santa Catarina da Serra. Entre conversas e recordações, fazia-se silêncio quando Inácia Ferreira proferia algumas palavras. Quando podia andar autonomamente ainda cuidava das suas flores e passeava pela charneca de onde trazia sempre algumas pinhas. Sente saudades da faina da agricultura, da costura e das suas flores. E, D. Inácia, no dia de hoje, do que sente mais saudades? “do meu marido” respondeu. Considera que é preciso muita saúde, sorte e trabalho para chegar aos 100 anos. Teve 8 filhos, dos quais 2 já faleceram. É avó de 15 netos e 17 bisnetos Por mais que tentasse puxar pela memória da D. Inácia, esta não me ajudou, deixando cair no esquecimento algumas histórias que gostava de registar “já não me lembro bem” disse muita vez durante a entrevista. Inácia Ferreira é a pessoa mais velha da Freguesia de Santa Catarina da Serra. Assistiu a grandes mudanças no mundo. Passou pela ditadura, por duas grandes guerras e viveu tempos que, de uma forma ou de outra, apenas estão presentes na sua frágil memória. É por isso que merece todo o nosso apreço.

Comemoração dos 100 anos de Inácia Ferreira Hoje é um dia especial, É o aniversário da Inácia, Faz hoje 100 anos, Estamos aqui para comemorar Dois séculos atravessou Cem anos completou A Inácia Ferreira Residente na Loureira No Sobral nasceu No Vale Porto serviu Na Loureira casou Filhos e netos criou Hoje estamos aqui presentes Para o aniversário celebrar Um belo jantar partilhar e 100 velas soprar

Sempre gostou de flores que em casa cuidava Para na feira vender No burro se deslocava Gostava de bordar E do rancho ouvir Do gado tratar E de ervas apanhar Desejamos-te um feliz dia de ano Para o ano cá estaremos Para um ano acrescentar E voltar a festejar Parabens Inácia, A família.

Passeio Sénior, o maior de sempre Foi no passado dia 5 de Julho que a Junta de Freguesia organizou mais um Passeio Sénior. Oito autocarros rumaram à Ria de Aveiro onde, os participantes puderam passear nos famosos “moliceiros”. Seguiu-se o almoço no jardim Oudinout na Gafanha da Nazaré. Uma tarde animada e de convívio entre várias gerações. A Junta de Freguesia agradeçe a todos, a colaboração.

Miguel Marques

Mais de 400 pessoas participaram no Passeio Sénior 2012

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luzdaserra2012.07  

Jornal LUZ DA SERRA JUnho 2012

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