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MENSÁRIO DE SANTA CATARINA DA SERRA - OUTUBRO 2010 - 1€ PREÇO DE CAPA

A Crise

Vale Sumo 400 anos

Centenas de pessoas passaram pelo Vale Sumo para comemorar os seus 400 anos. De 29 de Setembro a 03 de Outubro, o lugar encheu-se de festa e tradição com direito a livro histórico.

Miguel Marques

A crise económica tem alastrado como uma doença ruim que se contagia incontrolavelmente por toda a parte. É o estado que vai engrossando a divida publica, aumentando os impostos e, dificultando o acesso ao beneficio das famílias e das pessoas, vai reduzindo as cotas de comparticipação nos diferentes serviços públicos. São as grandes, médias e pequenas empresas que a pouco e pouco se vão afogando em dívidas, com impostos elevados, sem saída para os seus produtos e serviços. São as instituições públicas e privadas que vêem os seus proventos reduzidos, vão contendo as despesas e o fim do mês é sempre dramático. São sobretudo as pessoas que vão vendo os seus meios cada vez mais reduzidos e apertando os cintos, sem saberem o que fazer. A situação é cada vez mais caótica e perturbante porque na verdade esta crise económica começa por ser uma crise social. Criámos uma forma de viver em sociedade que é fictícia, isto é ilusória. Instituições, empresas e pessoas preocupam-se em dar uma imagem irreal delas próprias para manter o estatuto social e a aparência faça crer que tudo está bem. Vivemos de aparências e de marketing e a realidade está sempre escondida ou velada também nas palavras. Os políticos estão empenhados em esconder os privilégios de que são detentores e a corrupção ocupa o lugar na ribalta desta democracia que é governada por compadrios, cunhas e canudos tirados à socapa nalguma universidade com esquemas obscuros. É também e sobretudo uma crise de valores...

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Escola recebe “Prémio Escolar Montepio”

25 anos a anunciar o evangelho

Chainça em visita ao Santuário de Santa Quitéria Pág.5

Piscinas abrem portas com nova gestão

continua na Pág. 3

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"O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas. ."

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Miguel Marques

Pensamento do mês

Chainça repetiu Benção da Ginja Pág.9

Pág.16 divulgação


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-- Família Paroquial --

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19/9 - Matilde Reis Vieira, filho de Armando Ricardo Pereira Vieira e de Rita Raquel Oliveira Reis, da Cova Alta. Foram padrinhos: João Carlos Oliveira dos Reis e Sara Ismael Vieira Faustino 19/9 - Rodrigo Salvador Cruz Gordo, filho de Cristóvão Paulo Ferreira Gordo e de Júlia Cristina Pereira Gomes da Cruz, da Magueigia. Foram padrinhos: Ricardo José Gonçalves Cruz e Maria Manuela Pereira Gomes da Cruz 19/9 - Lucas Oliveira Ribeiro, filho de Ilídio Gonçalves Ribeiro e de Vera Mónica Francisco Oliveira, da Loureira. Foram padrinhos: Liliana Sofia da Silva Oliveira e Natália Gonçalves Ribeiro Neves 3/10 - Ana Catarina Ferreira Lopes, filha de Nelson Gordo Laíns Lopes e de Cidália Maria Teixeira Ferreira, da Magueigia. Foram padrinhos: David Neves Pereira e de Susana Ribeiro Costa

2/9 - Conceição Gomes Gonçalves, solteira, de 77 anos de idade, residente no Sobral, partiu para o Pai e entrou na glória depois do calvário difícil que viveu nos últimos anos da sua vida.

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Serafim Marques Ribeiro N – 07.09.1956 F – 24.09.2009 Vale Sumo Há um ano que partiste, muitas saudades deixaste... A tua força, desvaneceu-se lentamente como um suspiro de amor... Amaste-nos até ao fim numa vida entregue à familia, aos amigos. Despertaste em nós sorrisos de felicidade. Partiste, mas estás vivo em Deus. És o nosso exemplo de vida, da tua mãe e de toda a tua família. Que descanses em paz

O Luz da Serra apresenta aos familiares sentidas condolências, une-se numa oração de louvor pela vida e suplica pelos irmãos que terminaram a sua peregrinação neste mundo.

23/9 - José Ferreira Lebre, casado com Maria Inácia Vieira, do Ulmeiro, deixou este mundo no entardecer das suas 84 Primaveras

Foi ao fim de tarde de Terça-Feira, dia 24 de Agosto deste mesmo ano, que o casal Leonel Simão e Conceição Oliveira, um casal que participa activamente na nossa paróquia, renovaram o seu casamento e celebraram os 25 anos desta data tão especial na sua vida como casal, as Bodas de Prata, juntamente com os seus filhos e família. Este aniversário começou com a Eucaristia, presidida pelo Padre Jaime, padrinho da noiva, e concelebrada pelo Padre Mário, com os filhos e sobrinhas a orientarem os cânticos. Esta celebração foi cheia de muita emoção, alegria e amor entre família e um dos momentos mais comoventes foi a Acção de Graças em que os filhos mostraram a sua gratidão para com os noivos. Por fim, o momento de convívio seguiu-se no salão de S. Guilherme com um jantar em que esteve presente a família e amigos dos noivos, com muita música e muita animação. Os filhos agradecem a todos os convidados mas, principalmente, aos noivos pela educação, amor e fé que lhes deram. Os filhos

Gracinda e António das Neves, actualmente a residir na Magueigia, deslocaram-se a França no passado dia 26 de Setembro para celebrar os seus 50 anos de matrimónio. A celebração teve lugar na Igreja de St. Louis no Raincy (dep 93) onde contaram com a presença de toda a família.

Encontro familiar no Canadá reúne 100 pessoas

Maria Teresa Vieira Fartaria F – 28.09.2006 Arrabal Quatro anos de eterna saudade. Teresa...A vida é cheia de surpresas, nem sempre belas.Aprendemos a lidar com as dores sem que elas nos peçam licença.Vão entrando sem dó, rebentam o nosso coração e dilaceram a alma. Amigos,vão e vêm, mas os bons ficam no nosso coração como tatuagens (marcas eternas).Um dia se Deus quiser vamos-nos encontrar, e espero que até lá, tu caminhes sempre a meu lado como um anjo protector.Irmã e companheira, tu foste, e sempre serás a minha eterna amiga verdadeira.Obrigado por fazeres parte da minha vida. O teu irmão Carlos Fartaria

Celebraram as suas bodas de ouro matrimoniais, no passado dia 18 de Setembro de 2010, o Sr João de Jesus Ferreira e a Sra Brasilice Antunes Serralheiro, ele natural do Cercal – Ourém e ela natural do Vale Tacão, ambos a residir no Cercal – Ourém. Foi em ambiente de festa, cheia de surpresas e emoções, que os dois acompanhados dos seus cincos filhos e familiares directos, agradeceram a Deus por todos estes anos de vivência em comum. Depois da missa na Igreja do Cercal, animada pelo coro da terra e acompanhada instrumentalmente pelos filhos e netos, seguiu-se o almoço e tarde de convívio com muita animação e música. Longa vida aos dois.

Encarnação de Oliveira, natural da Pinheiria e a residir no Brasil comemorou os seus 90 anos de vida. A comemoração foi realizada em Engenheiro Beltrão, Paraná, Brasil. Estiveram presentes mais pessoas naturais da freguesia de Santa Catarina da Serra. Emílio Rodrigues a sua irmã Encarnação (aniversariante) e os filhos, Álvaro, Joaquim, Pedro e Augusto. Estiveram presentes também José Gomes, Joaquim, Emílio Rodrigues, Salustino , Álvaro, Zélia ,Augusto, Pedro e Lourdes. Todos de Santa Catarina da Serra. Recebido por email Carlão

Envie-nos o seu anúncio, da secção da família paroquial, que nós prometemos publicar gratuitamente. Data limite de entrega: último dia de cada mês Os anúncios publicados serão gratuitos, desde que cumpram os requisitos necessários para a publicação. luzdaserra@ santacatarinadaserra.com - 917 480 995

O intuito desta noticia é agradecer a hospitalidade e dedicação com que a família Guilherme recebeu no Canada a restante família que está em Portugal, América e noutras localidades do Canadá e realçar a importância da realização destes encontros que se tornam tão raros por causas diversas (distância, disponibilidade …) Reencontramos entes queridos, conhecemos seus rebentos, reúnem-se filhos, netos, bisnetos e trisnetos… Conhecemos os seus costumes, cidades (Winnipeg e Toronto) e incríveis belezas naturais tais como as cataratas do Niagara, ficando certos que têm motivos para se orgulharem do país que os acolheu. Agradece-se também pelos que já não se encontram connosco mas que estão sempre no nosso coração e com quem tivemos o privilégio de conviver, agradece-se também por aqueles com que temos oportunidade de privar todos os dias ou só de tempos a tempos… Obrigado família Guilherme! Lúcia Guilherme e Lúcia Moço


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Editorial

Em vez de criticar, elogia delicadeza, de generosidade, para os êxitos alcançados. Aprendamos a desculpar as fraquezas dos outros, os momentos de nervosismo, de cansaço. Vamos valorizar todo esforço feito para acertar. É assim que Deus faz connosco. Aquilo que queremos para nós, comecemos por fazê-lo aos outros. Os escaravelhos que andam pelos caminhos, nos campos, só se interessam com as sujeiras; as flores, não lhes dizem nada. Não os imitemos ao longo dos caminhos da nossa vida. Sujeiras e coisas erradas, sempre existirão no mundo, em volta de nós; mas também veremos muitos gestos merecedores de uma palavra de estímulo. Todos nós precisamos, apreciamos e valorizamos uma palavra de incentivo. Quando na família e na sociedade formos mais optimistas, se olharmos mais o lado bom das coisas, a vida vai mudar. Tudo na vida começa a mudar quando nós mudamos para melhor. Se em vez do tentarmos comprar a obediência das crianças prometendo recompensas se elas se comportarem bem, se

“Apanhamos mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre” Já o diziam os nossos antepassados. Não há ninguém que um dia ou outro, não pratique boas acções, não tenha algum gesto nobre digno de louvor. Nós, em geral, prestamos mais atenção àquilo que está mal, do que àquilo que as pessoas fazem bem. Temos 32 dentes; basta que um esteja a doer para logo nos queixarmos, esquecendo os 31 que não doem. Alguns até, se nunca tivessem dor de dente, nem se lembrariam, dos bons dentes que têm, e sobretudo, de agradecer a Deus a dentadura que receberam. Se um filho fez uma traquinice, esquecemos logo as vezes que se comportou bem. Se alguma vez, o marido ou a esposa não se saiu bem em algum empreendimento, ou até cometeu algum deslize, logo esquecemos tantos dias em que a vida corria às mil maravilhas. Vamos mudar de técnica. É preciso admitir que todos somos humanos, imperfeitos; temos dificuldades; cada um tem as suas. Vamos olhar mais para tantos gestos de bondade, de

estudarem muito, etc… Se em vez de assim estragarmos a educação das crianças, e dificultarmos o trabalho dos Professores na escola, se soubermos aproveitar todo sinal de esforço e de boa vontade do aluno, dando-lhe uma palavra de estímulo, todos ganharemos com isso. Um agrado às crianças faz-lhes bem, se for dado depois do esforço feito. Prometer de antemão, para que ele faça ou deixe de fazer; antes de dar provas de boa vontade, é corromper o aluno, é estragar a formação dele. Elogiar, sim. Comprar a liberdade NUNCA. A missão dos pais e Educadores não consiste em tirar as dificuldades, mas ensinar a vencê-las; é preparar o aluno para triunfar na vida. Não há soluções mágicas para os problemas, mas há caminhos para se chegar lá. É o caminho da luta para superar as dificuldades. Sozinhos, não podemos mudar o mundo, nem as pessoas, mas podemos começar a olhá-las com outros olhos e tratá-las de outra maneira. Estamos no início do ano escolar. É uma fase nova para o aluno. Para tempos

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P. Serafim Marques

novos, precisamos de métodos novos na educação. Educar, não é encher a cabeça de conselhos e de avisos, dar regras, semear ameaças, mas ensinar a viver, a VENCER na vida. “A ciência faz um homem culto, mas (por si só) não o faz bom” (Einstein). “Vale mais uma cabeça bem formada do que uma cabeça bem cheia” de teorias, disse um escritor francês. Vamos todos aplicar a terapia do elogio, prudentemente, no momento certo, e com toda a certeza colheremos bons frutos na vida prática. Se construirmos o “céu” em volta de nós, viveremos num “céu”, já nesta terra; foi para isso que Deus nos mandou para este mundo.

A dinâmica do Centro Social No passado mês de Setembro, foram realizadas diversas actividades, entre as quais a ida à Feira de Ourém, ao Santuário de Fátima e o piquenique nas Matas. Na instituição organizaram-se jogos tradicionais, aulas de ginástica semanais; sassagens aos idosos, mais dependentes; elaboraram-se malas e tapetes de trapilho e jogos de tabuleiro, para venda. Durante o referido mês, decorreu a visita à Casa Museu João Soares, nas Cortes, onde se concretizou uma aula de ginástica geriátrica. A visita à Casa Museu João Soares e o piquenique nas Matas foram as actividades que mais surpreenderam os nossos graúdos. A forma carinhosa com que

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O Centro Social e Paroquial de Santa Catarina da Serra continua a motivar, os seus utentes, a participar em momentos de diversão e lazer.

As actividades com os utentes do Centro de Dia são uma constante. Passeios e jogos fazem parte do dia-a-dia dos utentes.

Dra. Sabrina nos acolheu e a aula de ginástica geriátrica aliciante trouxeram-nos gargalhadas e convívio. No piquenique nas Matas os idosos do nosso centro tiveram a oportunidade de confraternizar com a Fundação Doutor Agostinho Albano de Almeida de Ourém. De “barriga cheia” com música e risadas, muitos foram os jogos realizados e vivências trocadas. Mais uma vez, o objectivo destas actividades foi cumprido, na medida em que os técnicos conseguiram estimular a auto – estima, entusiasmo e alegria dos Idosos. Ficou a promessa de voltar a repetir!! As Educadoras Sociais e a Assistente Social

Criámos um estilo de vida que é impossível de sustentar e não estamos dispostos a prescindir de nada. Mesmo que não haja dinheiro continuamos a deixarnos iludir pelo leasing e podemos até falhar nos comP. Mário de promissos com as Almeida Verdasca pessoas mas não renunciamos a nada porque até achamos que se os, outros têm nos também temos o direito a ter. Valores como a família, a honestidade, a honra estão a perder-se e muita gente sente-se como folhas secas ao sabor do vento ou dos ventos da moda. O álcool surge como um refúgio fácil e vamos desta, e de outras formas, enterrando a cabeça na areia. Deus, o valor supremo, deixou de fazer parte da nossa vida como um Pai paciente que nos ama, não tem pressa e intervêm no momento oportuno para nos introduzir no caminho da vida eterna, e só conta porque pode ajudar-nos a ganhar o euro milhões ou pode ser o parceiro, agente de seguros, a que recorremos nas aflições. A família conta só porque não podemos viver sozinhos mas a verdade é que só queremos daí tirar dividendos. Enfim é uma crise de identidade desta humanidade que somos e da pessoa que é cada um. Não sabemos o que somos como geração humana neste século XXI e não sabemos quem somos. O que é a pessoa, para que é que veio ao mundo e o que é que anda cá a fazer são perguntas a que não sabemos responder e muitas vezes nem sequer as fazemos porque andamos assoberbados na vida e anestesiados com mil banalidades ou entretenimentos barulhentos que não nos deixam pensar e olhar o espelho da vida. Mas há uma solução, só uma solução e está mesmo ao nosso alcance. Apesar das nossas vidas se entrecruzarem em mil caminhos cada um pode descobrir na harmonia interior a força do perdão e da renuncia, o amor de um Deus que não cede perante a soberba do homem mas se compadece diante da humildade dos que buscam a luz. Quando dermos lugar ao Deus que como Adão rejeitámos no Edem do mundo, por certo não precisaremos das folhas de figueira para escondermos as nossas vergonhas e nos sentiremos homens e irmãos uns dos outros. "O justo viverá pela fidelidade" é a palavra de ordem do profeta no tempo em que o reino de Israel atingia uma ruptura semelhante. Fidelidade a Deus, à comunidade, à família e ao próprio coração. divulgação


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Continuação da carta pastoral da edição anterior... (parte 2 de 4) 2.1. O Ícone do Lava-pés (}o 13, 1-17): Como eu vos fiz, fazei vós também E um texto característico da Quinta-Feira Santa. Pertence ao discurso do adeus de Jesus, na Ultima Ceia, em que Ele nos deixou o seu testamento. "... Amou-os até ao fim” A frase de abertura ilumina e da sentido a todas as palavras e gestos de Jesus na Ultima Ceia: "Jesus, sabendo que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim". Com estas palavras tão solenes, o evangelista introduznos na "hora" da morte e ressurreição de Jesus, como expressão máxima e total do seu amor. E neste contexto que devemos captar o significado e o alcance do lavapés. "Compreendestes o que eu vos fiz?” Estamos diante de um gesto simbólico e profético, "subversivo" e provocador. E o próprio Jesus que o explica: Ele assume a forma de servo (o Servo dos servos) invertendo a relação normal entre o Mestre e os discípulos. Neste gesto resume todo o seu mistério, o essencial da sua vida, da sua missão e paixão. Toda a sua vida foi um serviço de doação e entrega de amor e por amor ate ao fim. Alem disso, neste episódio contemplamos a revelação desconcertante de um Deus ao serviço do homem por amor. Sim, Deus inclina-se e ajoelha-se aos pés do homem, em atitude humilde, inclusive diante do seu inimigo que e Judas. As mãos de Jesus são a extensão das mãos do Pai que nos lava no seu Amor para nos purificar do egoísmo e nos tornar participantes da sua comunhão de vida e do seu próprio amor: "Se não te lavar os pés, não terás parte comigo". "Como eu vos fiz, fazei vos também.” Da relação entre o Mestre e os discípulos, Jesus passa a

Carta Pastoral de D. António Marto 2. De Deus-Amor ao amor do Próximo A beleza e a riqueza da caridade crista só se compreendem plenamente a partir do mistério de Deus-Amor que se torna visível e próximo nas palavras e nos gestos de Jesus para contagiar os nossos corações e os nossos dias. O que os Apóstolos viram e tocaram era o amor de Deus descido a terra: Jesus. E foi de tal modo extraordinário que, para dizer ao mundo este novo amor, viram-se obrigados a encontrar uma palavra grega então raramente usada: agape, isto e, caridade. Este vocábulo passou então a designar o próprio Deus (Deus e Amor); o amor gratuito, terno, compassivo e misericordioso de Deus aos homens; o amor do homem a Deus e o amor do homem para com o seu semelhante. Assim, vamos contemplar esta beleza da caridade em três passagens do Evangelho, que formam um tríptico sobre o mesmo tema.

relação entre os próprios discípulos: "Dei-vos o exemplo: como eu vos fiz, fazei vos também... Também vos deveis lavar os pés uns aos outros". Em concreto, significa estar ao serviço uns dos outros sem reservas e sem desejos de poder; a nossa disponibilidade para os outros em atitude de doação, aprendendo pouco a pouco o modo de ser e viver de Jesus. O lava-pés faz-nos sentir amados e capazes de amar! "Dou-vos um mandamento novo...” Compreendemos assim as palavras que Jesus dirige, de seguida, aos discípulos e a todos nos: "Dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também vos uns aos outros. Nisto reconhecerão que sois meus discípulos" (Jo 13, 34). O "mandamento novo" não consiste numa norma nova e difícil. A novidade e o dom que nos introduz no próprio amor de Cristo que se torna o fundamento e a fonte permanente do amor recíproco. Este passa a ser o sinal distintivo da identidade do cristão e da comunidade crista. "O amor em abstracto nunca terá força no mundo se não lança as suas raízes em comunidades concretas, construídas sobre o amor fraterno" (Bento XVI). Deste modo, Jesus funda a Igreja no Amor, constitui-a comunidade de amor e serviço, traça a sua missão no mundo e indica o sinal da credibilidade cristã.

2.2. O Ícone do Bom Samaritano ( Lc 10, 25-37): Vai e faz o mesmo tu também A parábola do Bom Samaritano e uma autêntica pérola do Evangelho. Indica-nos como viver no mundo e no dia-a-dia o amor que Deus derrama nos nossos corações. Mostra-nos o caminho do amor que Jesus percorreu em primeiro lugar, Ele, o Bom Samaritano por excelência. “O homem "meio morto” No homem assaltado, espancado e abandonado entra a vida e a morte, podemos ler a história da humanidade sofredora: do ser humano com todas as feridas do corpo e do espírito que desfiguram a sua humanidade; de todo o homem e mulher atingidos pela violência, pela indiferença, pelo abandono, pelo desamparo, pela solidão e marginalização. "Viu-o e encheu-se de compaixão” Antes de descrever os gestos concretos com que o samaritano cuida do homem moribundo, a parábola diz: "Viu-o e encheu-se de compaixão", ou mais a letra, "comoveu-se ate as entranhas". Esta palavra "comoção" -que na Bíblia designa o amor entranhado e compassivo de Deus para com os homens descreve o acontecimento misterioso que brotou no coração do samaritano, que o atraiu para dentro do amor entranhado de Deus e o envolveu na sua profundidade e totalidade; que lhe abriu os olhos, o levou a fazer-se próximo do homem ferido e a cuidar dele.

“Um coração que vê e actua” A compaixão de Deus esta ligada uma nova forma de ver: um coração que vê! "Jesus Cristo não nos ensina uma mística 'dos olhos fechados', mas sim uma mística do 'olhar aberto'; e, com isso, o dever de perceber a condição dos outros, a situação em que se encontra aquele homem que, segundo o Evangelho, e o nosso próximo. O olhar de Jesus, a escola dos olhos de Jesus introduz numa proximidade humana, na solidariedade, na partilha do tempo, dos dotes e também dos dons materiais" (Bento XVI). "Trata bem dele” O Samaritano cuidou daquele homem abandonado com gestos de ajuda concreta para o restabelecer. Nestes gestos deu-se a si mesmo. Verificando que por si só não o podia ajudar ate ao fim, compreendeu que era necessário o envolvimento dos outros, a sua colaboração, a ajuda solidária e eficaz. Confia o homem ferido ao cuidado do dono da estalagem: "trata bem dele...". Assim, comunica também aos outros a compaixão pelo outro. "Qual te parece ter sido o próximo" No diálogo com o doutor da Lei vem ao de cima a novidade introduzida por Jesus: o próximo e aquele que se faz próximo daquele que precisa de ajuda. Próximo não e o nome do outro, do homem meio morto; e o nome do samaritano, o nome de todo o homem que se aproxima, com a compaixão de Deus, dos pobres e aban-

donados, e actua. "Vai e faz o mesmo tu também” Eis o convite e o mandato a tornar-se próximo no amor, na atenção, no cuidado, na partilha e no serviço a todo o ser humano. Eis a missão da Igreja samaritana da humanidade, enviada ao mundo, a cada ser humano e a cada povo, para levar a compaixão, a dignidade e a esperança dos filhos de Deus. Como diz Bento XVI: "O programa do cristão - o programa do Bom Samaritano, o programa de Jesus e 'um coração que vê onde há necessidade de amor e actua em consequência" (DCE n. 31). 2.3. O Ícone do Juízo Universal ( Mt 25, 31-46): ...Foi a mim mesmo que o fizestes. Na história da espiritualidade cristã, dificilmente encontramos um texto que tenha suscitado um fascínio tão grande como este discurso de Jesus sobre o Juízo Universal. Não estamos perante uma reportagem de tipo jornalístico sobre o fim do mundo e o juízo final. Trata-se do discurso conclusivo de Jesus para mostrar que a dimensão do amor do próximo esta no centro do Reino de Deus, que foi apresentado ao longo do Evangelho. Esse amor ao próximo joga um papel decisivo nas opções de cada um em relação a Cristo. Esta mensagem é-nos apresentada numa cena grandiosa, cheia de elementos simbólicos: a convocação de todos os povos diante de Cristo, Pastor da humanidade, Senhor e Juiz

da história. “Tive fome e destes-me de comer...” Esta página evangélica diz-nos que, no final, todos seremos julgados pelo amor. A grande surpresa dos "julgados" e precisamente o critério do exame ou juízo: "Tive fome e destes-me de comer... Senhor, quando foi que te vimos com fome...?". O critério do juízo e o amor manifestado nas obras de misericórdia. "Foi a mim mesmo que o fizestes” Contudo, a grande novidade do texto e que Cristo se identifica com aqueles que passam fome, sede, nudez, doença, prisão... "Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes". Já não se pode separar Cristo dos necessitados, dos pobres. O que se faz de bem a eles, e ao próprio Cristo que se faz. Não os servindo, não se serve a Cristo. Jesus e amado no amor de uns pelos outros. Nesta passagem, Jesus enumera as obras de misericórdia. A salvação ou a ruína passam por estes pequenos/grandes gestos quotidianos. Todos podemos percorrer o caminho das obras de misericórdia, actualizando-as nos dias de hoje. Elas são os sinais postos no caminho do amor. Sintetizando, podemos concluir com um belo texto do Papa Bento XVI: "A caridade e o distintivo do cristão. E a síntese de toda a sua vida: do que crê e do que faz. E a luz que da bondade e beleza a existência de cada homem. E o comportamento de quem responde ao amor de Deus e faz da própria vida um dom de si a Deus e ao próximo. E o caminho da santidade. A vida dos santos, de cada santo, e um hino a caridade, um cântico vivo ao amor de Deus"! Por motivos de editoriais, a carta será dividida em quatro publicações deste Jornal, sendo a última em Dezembro. Continua na próxima edição. pub


OUTUBRO

-- sociedade - actualidade --

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Peregrinação ao Santuário de Santa Quitéria Na Chainça surgiu a ideia de fazer uma peregrinação ao Santuário de Sta Quitéria. Achou-se que era uma boa ideia. Se bem pensaram, melhor fizeram! Marcou-se o dia; sábado, 18 de Setembro. Reuniram-se as pessoas e lá fomos em direcção a Felgueiras. Houve uma grande adesão das pessoas em ir em peregrinação. Completaram-se dois autocarros e mesmo assim contou-se com a carrinha da junta para levar mais algumas pessoas que mostraram interesse em ir mas que excediam os números de lugares disponíveis. Entre as pessoas que foram encontrava-se o Sr. Padre Eduardo Frazão e também contamos com a presença do grupo coral para cantar e encantar com o hino a Sta Quitéria. Não foram esquecidas as figurantes que representaram a Chainça e a região, com a figura de Sta Quiteria e os três pastorinhos de Fátima. A peregrinação saiu da Chainça munida da bandeira da nossa Padroeira e outros itens compuseram a harmonia da procissão. Partimos bem cedo e lá fomos sem grandes correrias

DR

Freguesia de Chainça deslocou-se ao Santuário de Santa Quitéria, em Felgueiras, no passado dia 18 de Setembro. Mais de uma centena de pessoas participaram.

Na chegada ao santuário, realizou-se uma harmoniosa procissão. rumo ao Norte. Primeira paragem, estação de serviço da Mealhada, para esticar as pernas e beber um cafezinho. Após o café a malta começou a ficar mais acordada e descontraida. Seguem ao micro as anedotas e canções da praxe. Nada de escandaloso nas anedotas e nas canções pediu-se aos mais experientes de idade que lembrassem o que se cantava na Chainça no antigamente. Chegada a Felgueiras fomos

directamente ao Santuário de Santa Quitéria. O Santuário apresenta-se com uma igreja não muito grande, do seculo XIX, situado no monte, com o nome da padroeira. Pela encosta podemos encontrar as capelas de cupula piramidal com representação das 8 etapas da vida de Sta Quitéria. Foi dado tempo aos peregrinos para descerem o monte e visitarem as capelas. Também foi possivel visitar o cre-

matório de velas e a loja da confraria de Sta Quitéria. Pelas 12h30 reuniram-se os peregrinos, guiados pela bandeira da padroeira e em solene procissão fomos para a missa na igreja. Finda a celebração da missa, que foi presidida pelo nosso conterrâneo P. Eduardo Frazão e animada pelo coro, contámos com a presença do pároco local que nos deu as boas vindas. Já a fome apertava quando saímos do santuário e fomos para o almoço convívio num restaurante local. Um almoço de conversa e troca de impressões onde já estava na ideia a proxima paragem, Balasar. Após almoço foram os peregrinos até Balasar para, uns conhecer, outros rever, a casa e lugar onde viveu a Beata Alexandrina, beatificada por João Paulo II emAbril 2004. Com tudo isto já o dia levava as horas e contavam os relógios 18h30, hora de rumar a Sul numa viagem tranquila e com tudo a correr bem. Um bem-haja á junta de freguesia da Chainça por tão feliz iniciativa. Uma peregrina

Cursilhos de Cristandade

Movimento de leigos, inserido na Igreja, que comemora os seus 50 anos de existência. Está presente em 50 países dos 5 continentes. Os Cursilhos de Cristandade estão a festejar 50 anos de existência no nosso país. Trata-se de um movimento de leigos, inserido na Igreja, que convida os fiéis a viverem os fundamentos da sua fé, apoiados pelo Evangelho, e a descobrirem a sua vocação pessoal, em comunidade. Os Cursilhos masceram em Espanha, na Ilha de Palma de Maiorca, em 1944, por iniciativa de Eduardo Bonnín Aguiló. Na altura com 27 anos, o jovem deparava-se

Ficha Técnica Jornal Luz da Serra Nº433 - Outubro de 2010 Ano XXXVI ERC 108932 - Depósito Legal Nº 1679/83

na com uma sociedade desenraizada de Cristo e procurou criar, especialmente junto dos mais jovens, um espírito mais apostólico e de maior testemunho da fé. Depois de um período de expansão em Espanha, os Cursilhos de Cristandande começaram a espalhar-se pelo mundo inteiro a partir de 1953. Em Portugal, o primeiro cursilho de cristandade realizou-se em Fátima, no dia 30 de Novembro de 1960. Desde a sua implantação, mais de 100 mil pessoas

já tomaram parte nas actividades do movimento. O modelo dos Cursilhos de Cristandade apoia-se muito na criação de grupos. Depois da participação num primeiro cursilho, os fiéis são convidados a continuarem a caminhar em grupo, nas comunidades, realizando encontros (ultreias) onde partilham as suas experiências de fé. O movimento, que adoptou São Paulo como padroeiro, é considerado pela Igreja como um fruto do Espírito Santo. Em 2000, du-

rante a 3a Ultreia Mundial do movimento, o Papa João Paulo II realçou que, após tomarem parte nas experiências de cursilho, os fiéis "aprendem a considerar com olhos novos as pessoas e a natureza, os acontecimentos diários e a vida em geral". Hoje em dia, os Cursilhos de Cristandade estão presentes em 50 países, de 5 continentes diferentes, abrangendo mais de dois milhões de homens e mulheres.

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Clips Bar festejou 20 anos Ponto de encontro para muitas gerações, o Clips bar no Pedrome, festejou no passado fim-de-semana 24 e 25 de Setembro os seus 20 anos de existência. Longe vão os tempos em que este estabelecimento era o local de eleição de centenas de jovens que decidiam passar ali as suas noites com os amigos. Actualmente os tempos são de crise económica, mas não foi esse o factor que fez com que Nuno Costa, actual gerente e proprietário do Clip’s Bar, convidasse amigos e conhecidos para o 20º aniversário com a actuação dos “The Peorth” e um dj de nome “Decadance” onde se puderam ouvir grandes clássicos dos anos 70/80 e 90.

Bordados na Ass. de S. Miguel A Associação de S. Miguel, nos Olivais/Vale Sumo está a desenvolver um Curso de Bordados e Pinturas durante o mês de Outubro. As inscrições são limitadas e podem ser feitas pelo número 918610454.

Danças e Ballet na Casa do Povo Já se encontram abertas as inscrições para as aulas d’ O Espaço da Dança no ano lectivo 2010-2011. As aulas de Dança decorrem nas instalações da Associação Casa do Povo de Santa Catarina da Serra às terças e sextas-feiras a partir das 18h00. O Espaço da Dança oferece várias modalidades: Dança para Bebés (3 anos), Ballet (a partir dos 4 anos), Barrade-Chão (a partir dos 7 anos) e Dança Criativa (a partir dos 7 anos). Os benefícios da prática da Dança são bem conhecidos: aumenta a concentração, memória e raciocínio lógico, permite às crianças e jovens crescer com uma postura correcta enquanto desenvolve a força muscular, coordenação e flexibilidade. Sendo uma Arte, a Dança dá às crianças uma ferramenta para se expressarem enquanto apura o seu sentido estético. As aulas são ministradas pela Professora Marina de Oliveira, licenciada em Dança e com vários anos de experiência com crianças e jovens. O Espaço da Dança oferece uma aula gratuita a quem quiser experimentar e uma mensalidade gratuita aos alunos que trouxerem um amigo que se inscreva. O Espaço da Dança também está na internet através do site www.oespacodadanca.webs.com, onde os alunos podem acompanhar todas as notícias relacionadas com esta actividade

100º aniversário da implantação da República em conferência "100º Aniversário da implantação da República em Portugal" é o tema da conferência promovida pelo Santuário de Fátima, a realizar a 10 de Outubro, domingo, pelas 16:00, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. A convite da instituição, o tema será apresentado por António Teixeira Fernandes, considerado um dos mais importantes cientistas sociais portugueses.

Ret. “O Amigo do Povo”

www.santacatarinadaserra.com Propriedade Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra - Administração e Edição ForSerra - Associação de Desenvolvimento e Gestão Património de Santa Catarina da Serra - forserra@santacatarinadaserra.com - www.forserra.com - Fundador Pe. Joaquim Carreira Faria - Director Pe. Mário Almeida Verdasca - Contacto: (00351) 244 741 197 - Redacção e Composição Miguel Marques - Colaboradores Fernando Valente, Virgílio Gordo, Vasco Silva, Marco Santos, Hélio Alves, Pe. Serafim Marques, Prof. António Oliveira e Isaque Pereira (ass. clínica geral), Liliana Vieira (Psicóloga) - Contactos Telefone (00351) 244 744 616 | Fax (00351 ) 244 741 534 Correio electrónico luzdaserra@santacatarinadaserra.com - Impressão Coraze - Oliveira de Azemeis - Tiragem 1700 Exemplares - Periocidade Mensal - Preço de assinatura: 10 Euros - Continente e Ilhas | 15 Euros - Europa | 20 Euros - Resto do Mundo Pagamento de Assinaturas: ForSerra (edificio da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra) NIB: 5180.0010.00000921394.45 | IBAN: PT50 5180 0010 0000 0921 3944 5 BIC/SWIFT CODE: CDCTPTP2 Banco: Caixa de Crédito Agricola Mútuo de Leiria


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Ex-combatentes reunem-se na freguesia

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Opinião

Longe vão os tempos em que a azáfama marcava os dias da vindima na freguesia. Os tractores já são poucos e há quem diga por aí que houve quem recebesse apoios e incentivos para arrancar as vinhas. De facto, a produção e o cultivo vitivinícola é bem inferior, comparado com uma década atrás. Já não se vêm os ranchos de mulheres e homens em tractores com a “dornas” e tinas carregadas de uvas, os baldes e cestos sujos das semanas de trabalho intenso. Já não se ouvem os cantares e o burburinho das conversas dos ranchos de gentes na vindima que durante o dia cortavam as uvas e os almoços, na maioria, das vezes improvisados nos terrenos agrícolas com o “farnel” levado de casa. Deixaram-se de ver os homens que ziguezagueavam por entre as vinhas com os cestos de uvas em ombros,

Este encontro proporcionou o encontro de camaradas e troca de experiências entre todos. sociados, a cedência do espaço pela ADSL e o acolhimento da Junta de Freguesia para a organização deste convívio. Foram ainda homenageadas mais duas pessoas pela sua colaboração constante com a Liga. Anunciou ainda as próximas actividades da Liga, como sejam: as cerimónias dos Finados no cemitério de Leiria no dia 02 de Novembro, as cerimónias do Armistício em

Leiria no dia 11 de Novembro e o convívio/almoço do Combatente, no dia 11 de Dezembro. O Sr. António Rodrigues, Presidente da Assembleia de Junta, proferiu algumas palavras alusivas ao evento, tendo incentivado ao reforço dos laços dos Combatentes com esta Instituição. Mário João Ley Garcia

Correio do Leitor

para dar lugar a máquinas que ajudam neste trabalho. Longe vão os serões passados em volta do lagar a fazer

o pé da uva para que estivesse tudo pronto para o dia seguinte poder receber mais uvas. Ainda existem alguns “resistentes” que ficam até mais tarde a trabalhar no lagar, mas a tecnologia veio reduzir em muito o esforço e o tempo necessário para a produção do vinho. Os lagares são cada vez mais industrializados. O que conta é o montante ganho e se a colheita foi produtiva, em vez de se dar valor às semanas de trabalho e convívio entre pessoas. De facto, os tempos mudaram, e com isso as mentalidades. O calor e o tempo seco obrigaram os agricultores a antecipar as vindimas em 15 dias, esperando-se uma quantidade inferior à média mas um ano com vinho de boa qualidade. É certo que “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Miguel Marques

Envie-nos as suas opiniões e reclamações: luzdaserra@santacatarinadaserra.com

Tr3vo 4 Na freguesia de Santa Catarina a população é solidária. Isso vê-se pelas diversas acções de solidariedade, considerando que existe o apoio das pessoas que participam bastante nestas iniciativas a meu ver. Mas por vezes é necessário esquecer o mundo lá fora e olhar para o pequeno mundo que é a nossa freguesia. Esquecemo-nos muitas vezes daqueles e daquelas que também com a comunidade de Santa Catarina são solidários e voluntários. Quer à sexta, sábado ou mesmo ao Domingo na nossa freguesia observamos

Arquivo - Miguel Marques

O Núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes realizou, no dia 4 de Setembro deste ano, o seu Pic-nic anual no Parque de Merendas de Vale Mourão com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra e da Associação de Desenvolvimento Social da Loureira (ADSL). Procurou, desta forma, ir ao encontro duma população localizada a alguma distância do Núcleo e numa freguesia que já manifestou intenção de homenagear os seus Combatentes. Estiveram presentes cerca de uma centena associados e convidados num convívio muito agradável, onde foi possível o reencontro de conhecidos e o establar novas amizades. A Liga dos Combatentes entregou a sua medalha à ADSL e à Junta de Freguesia. O Presidente do Núcleo, Tenente-Coronel Ley Garcia, agradeceu a presença dos as-

Mário Garcia

A convite do Núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes, centenas de ex-soldados reuniram-se na freguesia.

Já não existem vindimas como antigamente!

Mensagem do Brasil determinados profetas que deixam a casa, a família e partem para educar na fé e nos valores cada vez mais em risco de extinção dos jovens rebeldes e de vida citadina nesta pequena vila. Temos também os mensageiros de sorrisos aos doentes, de comida aos carenciados, de amizade aos desprotegidos, de alegria aos cantores, de ajuda aos empreendedores. Mas infelizmente também temos aqueles que nada fazem. Deixam-se ficar a pairar sobre o oxigénio que os cobre, sendo meros espectadores da vida que os outros constroem num palco ani-

mado divertindo-os nos tempos livres e tristes que eles mesmo escolheram. Neste pequeno e denso mundo existem muitos que criticam, muitos que pensam, poucos que fazem. Mas mesmo assim penso que seja necessário e é de louvar todos estes bem feitores que ontem fizeram, hoje fazem e os futuros farão. “Enquanto a tua vida tem cor torna a vida dos outros um arco-íris”

Bom dia, Primeiro quero dar-vos os parabéns pela cidade, sempre vou de férias a Portugal e visito Leiria e Santa Catarina da Serra. Vários festivais legais acontecem aí. Penso que ficaria muito legal como acontece aqui em Goiânia-Go, a semana da saúde onde, vários atendimentos são feitos para a sociedade, onde os estudantes de diversas áreas da saúde têm uma participação essencial (como palestras, orientações, serviços como: verificações de sinais vitais, verificação de taxa de glicemia, massa corpórea e etc.). Bom, são apenas sugestões, onde aqui na nossa sociedade deu muito certo e é um incentivo muito grande para a sociedade que se prepara todo ano para esta semana. Sempre acompanho estas páginas de vocês, e gostei das do b.t.t. Grande abraço do Brasil a toda equipe de vocês.

Quer expressar a sua opinião neste espaço? Envie-nos a o seu comentário até ao final de cada mês por email: luzdaserra@ santacatarinadaserra.com ou entregue na redacção (sede da ForSerra, no edifício da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra)

Leitor identificado Margareth O. Amâncio Brasil Recebido por email pub


OUTUBRO

-- cultura --

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LUZ DA SERRA

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4º Passeio de Motos antigas de 50 C.C. Integrado nos 400 anos do lugar, a organização realizou o 4º Passeio de Motos Antigas. Foi com muito sucesso, disse-o a Organização, e foi também com muita satisfação, disseram-no os participantes, que decorreu, no passado dia 26 de Setembro, o 4.º Passeio de Motos de 50 cc – uma iniciativa da responsabilidade da Comissão do Património Rústico e Lazer da Loureira – iniciativa integrada, desta vez, nas Comemorações dos 400 Anos da Loureira. Com início às 10 horas no Parque de Merendas do Vale Mourão e com direito a fotografia individual para os participantes que quiseram posar para a posteridade, o passeio teve o seguinte percurso: início no Parque de Merendas do Vale Mourão, com passagem pela Feira da Loureira, Vale Grande, Vale Maior, Várzea, Cardosos, Caldelas, Canais, Vale Faria, Cercal, Barroquinha, Fartaria, Casal da Fartaria, Gondemaria, Areias, Quinta da Sardinha, Pedrome e Loureira. À chegada à sede da Associação para o Desenvolvimento Social da Loureira, antes do almoço de confraternização, foi feita a fotografia das fotografias, ou

A já tradicional fotografia de família, após o passeio. No final era visivel a alegria pela participação neste evento. seja, a fotografia de todos os participantes e a fotografia de todas as motos. Em Caldelas, no Parque “Marchas de Caldelas”, houve uma primeira paragem para um reforço alimentar oferecido pela Organização. No Casal da Fartaria, fez-se uma segunda paragem para tomar os aperitivos – oferecidos pelos residentes da aldeia – anunciadores do almoço de confraternização que iria ter lugar na sede da Associação da Loureira. Os participantes, num total de 110 – número que deixou

No passeio participaram verdadeiras relíquias que, segundo os seus donos, são “um vício”. As 3 motos mais antigas presentes no passeio

a Organização muito honrada – vieram dos mais diversos lugares das redondezas. Muitos vieram a título individual e muitos outros vieram integrados em grupos que têm o hábito de participar em iniciativas congéneres. De entre os grupos que estiveram presentes (que nos perdoem, se esquecemos algum), destacam-se: os “Tira Ferrugem”, da Associação das Fontainhas (10 elementos); os “Perdidos”, que vieram em representação da Associação da Moita Redonda; os “Escape Roto”, da Associação Montamora; os “Gravatas” da Loureira e outros lugares da freguesia de Santa Catarina (15 elementos), os “Team Flecha”, dos Olivais (17 elementos); os “Duros”, dos Canais e arredores (15 elementos). De Maceira e, em particular, do Vale Salgueiro, veio também um grupo, cuja jóia era um atrelado acabado de pintar – o verniz ainda se agarrava aos dedos. Do Casal da Fartaria vieram os 2 elementos que se encarregaram dos referidos aperitivos. A título individual, vieram participantes de vários outros lugares: do Escandarão, dos

Casais Ferreiros, da Várzea, da Giesteira, de Fátima, e, obviamente, da freguesia de Santa Catarina. Uma vez mais os “Gravatas” da terra deram nas vistas por se apresentarem trajados, à boa maneira dos anos cinquenta do século passado, com fato e gravata, como se fossem para as festas e romarias desses anos do século passado. Aos atavios pessoais acrescentaram os mais curiosos adereços para si mesmos e para as suas motos. Capricharam alguns no cesto da merenda, no chapéu de chuva de boa moca, no capacete que já se não usa há muito. Escusado será dizer que nas vésperas houve muitas afinações e muitos retoques na pintura. A iniciativa teve desta vez um patrocínio muito especial, vindo de bem longe. Os amigos da família Caetano, residentes em Santos, no Brasil, e que constituem o “GRUPO CAETANO” foram muito generosos. Sãolhes, por isso, devidos, neste ano de 2010, francos agradecimentos. O apoio logístico nos contactos externos, no percurso e na confecção da refeição foram dados, uma vez mais, por vários membros da Comissão do Vale Mourão. Devem-se ao Francisco da Conceição Ribeiro e ao Amaro dos Santos o empenho, a dedicação, o trabalho e a responsabilidade maiores pela organização da iniciativa. Sem qualquer dúvida são devidos aos dois os Parabéns! por mais esta importante iniciativa que foi tão bem sucedida. Texto: Joaquim Neves Vicente Fotos: Miguel Marques

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400 Anos do Vale Sumo O lugar de Vale Sumo, na Freguesia de Santa Catarina da Serra comemorou os seus 400 anos de 29 de Setembro a 03 de Outubro. Além de tasquinhas com prova de sopas, exposições históricas, etnográficas, montagens multimédia com imagens da época e baile à moda antiga, houve a apresentação do Livro "Valle do Summo - 1610-2010", da autoria de Vasco Jorge Rosa da Silva e o descerramento da placa comemorativa aos festejos.

400 anos de Culto a S. Miguel

Os festejos Na eucaristia de inicio das comemorações estiveram presentes algumas entidades oficiais como o Pres. da Câmara Municipal de Leiria; Dtr. Raúl Castro, o representante do Gov. Civil de Leiria; o Pres. da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, por ser natural do lugar; o Pres. da Assembleia de Freguesia, António Rodrigues; o Pres. da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, Joaquim Pinheiro; o Bispo D. Serafim em representação de D. António Marto; o P. Davide Gonçalves, pároco dos Pousos – Leiria; o P. Rafael, franciscano natural do lugar e o P. Mário Verdasca. A capela fez-se pequena para tanta gente que quis assistir

aos festejos que coincidiram com o aniversário do P. Mário Verdasca, 25 anos de Sacerdócio e que serviram também para comemorar os seus 15 anos de serviço em Santa Catarina da Serra. Os festejos foram preparados pela Associação Cultural e Recreativa de S. Miguel, o Centro Social da Gordaria (Ass. Cult. e Recreativa da Gordaria/Casal das Figueiras em conjunto com as Comissão da Capela do Vale Sumo. Centenas de pessoas passaram pelo Vale Sumo, e houve até imigrantes que se deslocaram de propósito para assistir aos festejos da terra que os viu nascer.

Miguel Marques

Fotografia da Capela do Vale Sumo. Ano em que se comemoram os 400 anos sobre a sua edficação.

Miguel Marques

A eucaristia de inicio das comemorações.

Os convidados de Honra aquando da entrega dos Livro relativo às comemorações.

Frederic Marques

marco incontornável para futuros estudos. Com efeito, este trabalho pretende ser uma abordagem científica e, relativamente a isso, a ciência sempre desconfiou das lendas e narrativas sobre o passado, sobretudo quando não suficientemente documentadas, quando não suficientemente tornadas presentes, quando não suficientemente revivificadas. Mesmo assim, não é raro que as lendas e as narrativas não coincidam exactamente com o que a tradição começou por ser. É conhecida a expressão segundo a qual «a tradição começou por não existir». Ora, não é raro que a imagem que nos chega sobre o passado não seja mais do que uma reelaboração do presente. Nesse contexto, a História é a tentativa de recuperar e de (re)situar o que o tempo apagou da memória e, quando esse esquecimento não é total, nem sempre o discurso da História é coincidente com a memória e, muito menos, relata o que a “memória” gostaria de ver relembrado. Dtr. Carlos Camponês Prefácio Livro 400 anos Valle do Summo

Miguel Marques

Uma das coisas com que a idade nos vai surpreendendo, à medida que os anos passam, é a capacidade de nos recordarmos do passado. Mas sobre isso não devemos ter ilusões. A memória é extremamente selectiva, quer fixando uns factos em detrimento de outros, quer deturpando os acontecimentos consoante o nosso lugar nessa história: umas vezes suavizando a dureza do quotidiano com os tons de uma certa nostalgia; outras remetendo-o ao esquecimento; outras ainda apenas fixando o lado folclórico, sem capacidade de reter o seu sentido profundo. Por essa razão, parece-me importante pensar o significado deste livro sobre a História do Vale-do-Sumo para que ele não fique apenas como registo de um acontecimento fortuito, realizado a propósito dos 400 anos da construção da sua capela. Talvez possamos estranhar o facto de muitas das nossas memórias não terem encontrado acolhimento no levantamento histórico que agora nos chega pelo trabalho aturado, levado a cabo pelo Dr. Victor Silva e que, certamente, ficará como um

Miguel Marques

Memória e História

A Capela de Vale Sumo fez-se pequena para todos aqueles que quiseram assistir.

Na parte frontal da capela de São Miguel, Vale do Sumo, existe uma lápide com a data de «I69I». Em 1991, aquela foi usada para a comemoração do que seriam os 300 anos do templo, não do original, mas de uma remodelação e até afirmam alguns - da alteração da posição do próprio edifício, que estaria noutro local. Este ano comemoram-se os 400 anos da instituição do culto a São Miguel, em Vale do Sumo, cujo primeiro templo foi edificado em 1610, no tempo do bispo D. Martim Afonso Mexia (1605-15). Tal facto pode-se comprovar pelas «Memórias do Bispado de Leiria», onde se lê que há na freguesia de Santa Catarina da Serra «no logar do Pedrome, uma ermida, da invocação de São Guilherme; é de muita romagem, particularmente advogado para maleitas, imagem de vulto; não tem vigilia com festa; vigilia é meia confraria; já teve ermitão. Outra no lugar do Valle do Summo, da invocação de São Miguel, feita no ano de 1610. Outra no lugar da Loureira, da invocação de Santa Martha; imagem de vulto; feita no mesmo anno, ambas por visitação, para administração dos sacramentos, como tambem a de São Guilherme, e por isso os moradores são obrigados à fabrica dellas» (Consultar: «O Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria», Braga, Typographia Lusitana, 1868 [reed. 1980], p. 181).

Durante os festejos, houve gente trajada a rigor de acordo com a época

Consulte mais informações e fotos no site da freguesia de Santa Catarina da Serra, em: www.santacatarinadaserra.com


OUTUBRO

LUZ DA SERRA

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25 anos a anunciar o evangelho e a semear novas esperanças… P. Mário de Almeida Verdasca, pároco da Freguesia de Santa Catarina da Serra, festejou no dia 24 de Setembro 15 anos como pároco da freguesia de Santa Catarina da serra e no dia 29 de Setembro os seus 25 anos de dicação à vida sacerdotal e, em conjunto, o seu 51º aniversário.

Conheci o Pe. Mário ainda no tempo em que ele era estudante do Seminário Maior, em Coimbra ao mesmo tempo que fez "estágio" nesta Paróquia e tenho ainda bem presente a "Missa Nova", celebrada na Gondemaria. Tenho bastante orgulho em ser amiga de quem já me deu a mão em alturas bem difíceis da minha vida. Acredito que esta amizade seja recíproca. A uma pessoa assim só posso desejar mais 25 anos de sacerdócio e muitos outros aniversários natalícios cheios de saúde e alegria de viver.

Maria João Santacatarinense

Uma ligação especial Destaca-se ainda a estreita colaboração do Pe. Mário Verdasca, na participação numa das etapas do previstas no programa terapêutico que suporta o tratamento dos utentes. Para além desta estreita ligação, esta Paróquia, não apenas na pessoa do seu Pároco, Pe. Mário Verdasca, mas acima de tudo pela dinâmica que ele implementa, tem em muito ajudado a Comunidade Vida e Paz, quer pela organização de eventos de angariação de fundos, quer pelas campanhas de recolha de bens em prol da nossa Instituição. Os utentes do Centro de Fátima da Comunidade Vida e Paz gostam da forma como ao longo destes anos têm

Dr.ª Renata Alves Directora do Centro de Fátima da Comunidade Vida e Paz sido recebidos e por isso, voltam semanalmente e agradecem toda a dedicação demonstrada por esta Comunidade Paroquial.

As palavras de uma voluntária Há cerca de 10 anos que vem sendo construída e se vem solidificando uma estreita ligação entre a Paróquia de Santa Catarina da Serra e a Comunidade Vida e Paz – Centro de Fátima. Mais do que uma relação espiritual, de alimento da fé, esta é também uma relação de amizade para com a Paróquia. A comunidade paroquial de Santa Catarina da Serra, Pároco e paroquianos têm sido suporte espiritual na caminhada de diversos utentes da Comunidade Vida e Paz, na descoberta da sua fé, cooperando em cerimónias tão diversas como

Este é o sentir de uma comunidade viva e participativa que teve a sorte de encontrar no seu caminho alguém dinâmico, empreendedor, sem medo de arriscar, quando se trata de fazer a “vontade de Deus”; capaz de encontrar em cada uma das suas ovelhas talentos e vocações, bondade e saber, que sabe valorizar e aproveitar em prol da vida e bem da comunidade. Aproveita o que há de bom em cada um, valoriza as suas qualidades e ajuda outros a descobrir os talentos escondidos. Com ele todos têm lugar e espaço na igreja, independentemente de serem mais ou menos capazes. Era um menino “teimoso” e destemido, como conta a história, mas cheio de garra com objectivos fortes e claros e um suporte familiar humilde, mas capaz. Este menino encontrou Deus na sua vida prometeu-lhe ser fiel e anunciar o seu evangelho e estes 25 anos são prova viva disso. A sua “entrega” a Santa Catarina da Serra foi, desde cedo, um programa de vida e de trabalho: criou e dinamizou grupos, fomentou a oração, organizou a catequese a solidariedade e o serviço. Dia 29 de Setembro, numa festa simples mas sentida, foi reconhecido, com carinho e emoção, o seu trabalho e a sua entrega, durante o inicio dos festejos dos 400 anos do lugar de Vale de Sumo. Foi dia de festa porque a causa era nobre: 25 anos de entrega a Deus! Essa entrega passou também por muita gente, o que, como se ima-

gina, nem sempre foi fácil e linear. Foi preciso calar, falar alto, empurrar, animar, organizar, promover, respeitar ideias, ouvir críticas... enfim tudo o que uma vida comporta e uma vida de entrega traz consigo, se for vivida em profundidade e entrega incondicional. Foi com emoção que o ouvimos dizer, no meio de algumas lágrimas furtivas que teimavam em traduzir os sentimentos que o assaltavam: quero que saibam que gosto muito de vocês e que os guardo a todos no meu coração. Sentimos com ele que não há maior alegria que servir a Deus e aos irmãos e que não se pode servir a Um sem servir aos outros, nem servir os outros sem a ajuda do Outro.

Miguel Marques

Comunidade Viva

Testemunho

pazes de se juntar para reconhecer a sua dedicação. Todos lá estavam para lhe agradecer pessoalmente e para poder cantar com ele que “o que é preciso é amar como Jesus amou”. Carinhosamente, a comuni-

Convite para a primeira Eucaristia celebrada pelo P. Mário Verdasca, datado de 1985. Foi bom sentir o calor de uma comunidade viva, reconhecer o trabalho árduo de evangelizar uma igreja de pessoas diferentes. Com diferentes opiniões, diferentes anseios, mas que foram ca-

dade de Santa Catarina da Serra quis manifestar, de modo especial, o seu carinho ao Padre Mário Verdasca com a oferta de uma estola, símbolo do seu sacerdócio, vivido em Marrazes e em

Santa Catarina da Serra. Foi também emocionante sentir a alegria de um homem realizado com o seu trabalho e testemunhar que a chamazinha continua acesa para continuar a missão naquele que tudo pode e tudo conforta. Lembro-me da sua chegada à comunidade e das pessoas que o acompanhavam da paróquia dos Marrazes, e hoje, passados 15 anos, consigo sentir o mesmo, pois se por algum motivo nos deixasse também aqui em Santa Catarina da Serra ficaria um espaço vazio difícil de ocupar…. Hoje, Santa Catarina da Serra pode considerar-se verdadeiramente uma comunidade viva, animada por Deus através da pessoa do Padre Mário. Confiamos que Deus continua a fazer maravilhas e acreditamos que podemos contar sempre com ele para semear novas esperanças. Patrícia Gonçalves

Gracinda Gomes Voluntária da Comunidade Vida e Paz Baptismos, Comunhões ou simples celebrações de agradecimento e reconciliação.

P. Mário Verdasca aquando do seu seminário, na foto com o P. Virgílio Antunes, actual reitor do Santuário de Fátima

P. Mário Verdasca animando um dos grupos de C.P.M. (Curso de Preparação para o Matrimónio) em 1985


LUZ DA SERRA

OUTUBRO

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Ser Caminheiro

O agrupamento 1211 de escuteiros de Santa Catarina da Serra voltou à actividade após as férias de verão

Afinal, o que é o caminheirismo?

O Agrupamento 1211 depois de umas curtas férias iniciou o novo ano escutista no passado dia 25 de Setembro. Embora se fale em crise de valores, não podemos deixar de reparar que vamos mantendo o mesmo número de elementos. Embora vejamos com muita pena o abandono de alguns escuteiros, deparamo-nos com o regresso de outros que tinham abandonado o Agrupamento. Isto mostra que o Escutismo é importante e que deixa um vazio quando o afastamos na nossa vida. A primeira actividade do ano realizou-se logo no primeiro dia com as Promessas de alguns escuteiros que se foram preparando ao longo do ano anterior. Como momentos altos tivemos uma Vigília de preparação e a Eucaristia onde se realizaram as promessas. Não poderíamos ter começado de melhor maneira, agradecendo a Deus pelo ano que passou e pelo novo ano que está a começar. Este novo ano vai trazer algumas alterações para o Escutismo, que têm vindo a ser preparadas ao longo de alguns anos, por dirigentes do CNE – Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português, que se têm reunido para avaliar e alterar o

Arquivo

Começou o ano escutista

Programa Educativo do CNE. Deparamo-nos com alterações no âmbito dos objectivos e métodos para os atingir, que na nossa opinião se adequam melhor à realidade em que vivemos nos dias de hoje. Outra grande alteração é nos Patronos (santos ou beatos da Igreja que no decurso da sua vida encarnaram na plenitude os valores que se pretendem transmitir) da II e III Secções. Os outros mantiveram-se pois estão de acordo com os objectivos dessas secções. I Secção – Lobitos – São Francisco de Assis II Secção: - Exploradores – São Tiago Maior III Secção – Pioneiros – São Pedro

IV Secção – São Paulo Com este novo Programa Educativo, vemos o trabalho dos dirigentes redobrado, o que nos dificulta um pouco, pois se até a presente data sentíamos a necessidade de ter mais pessoas a desempenhar esta missão, hoje essa necessidade é ainda maior. Contamos com a entrega e dedicação de todos os dirigentes, esforço e empenho de todos os escuteiros e com o apoio de todos os pais. Canhota Amiga Agrupamento 1211 – Santa Catarina da Serra

Protocolos com entidades formadoras, permitem a realização de formações na freguesia de Santa Catarina da Serra. Serra e colaboração da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra e Escola Básica Integrada de Santa Catarina da Serra. A ForSerra, em colaboração com entidades formadoras, já proporcionou a obtenção do 9º ano a mais 50 pessoas, o 12º ano a mais de uma dezena, deu formação profissional de construção civil a aproximadamente 20 formandos e proporcionou a aprendizagem no âmbito de higiene e segurança alimentar a mais de 25 pessoas. Inglês, informática, recursos humanos, irs, irc entre muitas outras, são formações disponíveis e onde se pode-

tam o nosso caminho, apesar de estas não serem necessariamente obrigatórias nem definitivas quando criamos quando olhamos para o nosso futuro. Este projecto deve ser elaborado de forma a proporcionar o enriquecimento e o desenvolvimento das qualidades do caminheiro (técnicas, físicas, morais, sociais, intelectuais, vocacionais, espirituais), o respeito pelos valores propostos na mística, a progressão sugerida no sistema de progresso e os fins do caminheirismo. O projecto pessoal de vida não deve ser entendido como uma linha de comboio de onde não se pode descarrilar, mas sim com uma jangada que nos ajuda a navegar num vasto rio, em que a corrente nos leva sempre no mesmo sentido, logo precisamos de nos esforçar para escolher o melhor troço deste rio (a vida), pois já não podemos voltar atrás. Por último, referente à mística da IV Secção (Caminheiros), esta está muito associada ao ideal de “fazer

caminho”, ou seja, uma caminho com rumo certo para o “Homem Novo” com a descoberta da força interior trazida pela vivência das Bem-Aventuranças e que se assenta em valores muito concretos, com a companhia de S. Paulo (nosso patrono). O caminho é individual mas não solitário, pois há um espirito que une todos os caminheiros que, naturalmente, vem de uma vivência articulada dos valores em 4 dimensões: Caminho, Comunidade, Serviço e Partida. É importante referir que existe um conjunto de símbolos para ilustrar os valores propostos e para fornecer referências concretas e sugestivas: a vara bifurcada, o fogo e a mochila que tem no seu interior a tenda, o pão e o evangelho. O caminheirismo é uma fraternidade do ar livre e do serviço (Baden-Powell)

Somos Caloiros :) Alguns dos jovens da freguesia que entraram na universidade,

Formações iniciam em Santa Catarina da Serra Já deram inicio algumas das formações divulgadas e promovidas pela ForSerra, na freguesia de Santa Catarina da Serra. No passado dia 21 de Setembro, uma turma de 17 formandos deu inicio numa formação de 50 horas de informática onde irão aprender a trabalhar com as novas tecnologias. Também os processos RVCC continuam a bom ritmo na freguesia de Santa Catarina da Serra, onde ainda esta semana inicia uma turma de RVCC para equivalência ao 9º ano. Estas formações só são possíveis, graças à coordenação, promoção e gestão da For-

Esta é a etapa mais séria e exigente mas das mais importantes na vida de um escuteiro, mas também é aquela em que temos espaço para passar para a realidade a grandeza das nossas fantasias, a ousadia das nossas aventuras e a força dos nossos empreendimentos, tendo fé em tomarmos à séria toda esta alegria ao espalhá-la ao mundo. O maior benefício de ser caminheiro é o desenvolvimento individual e comunitário, pois a atitude de se pôr a caminho, a imagem do apóstolo peregrino leva, a cada caminheiro, o traçar esse caminho pois a estrada é um lugar de perseverança, de experiência de uma lenta e paciente construção de si mesmo, de aprendizagem da capacidade de se comprometer para além do imediato e de ir até ao fim do seu compromisso. Para tal se concretizar, é preciso elaborar um Projecto Pessoal de Vida, pois todos nós temos sonhos, objectivos e metas a cumprir que orien-

rão inscrever na internet ou na ForSerra (edifício da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra) É já no próximo dia 19 que irá começar a formação de inglês de iniciação. Pode obter mais informações no site www.forserra.com sobre as formações disponíveis.

Nome: Matilde Silva Rosa Localidade: Loureira Idade: 18 anos Universidade: Universidade de Évora Curso: Design Nome: Sara Margarida Reis Alves Localidade: Pinheiria Idade: 18 anos Universidade: ESECS, Leiria Curso: Serviço Social Nome: Marlene Gonçalves Idade: 18 anos Localidade: Loureira Universidade: ISCTE Curso: Gestão Nome: Sónia Neves Oliveira Idade: 19 anos Localidade: Santa Catarina da Serra Universidade: Escola Superior de Tecnologia e Saúde de Lisboa - ESTeSL. Curso: Radioterapia Nome: Vera Baptista Idade: 18 anos Localidade: Pinheiria Universidade: IPL –ESTG Curso: Energia e Ambiente

Nome: Ana Alves Idade: 18 anos Localidade: Barreiria Universidade: Faculdade Ciências Médicas Universidade Nova Lisboa Curso: Medicina

Philipe Simão


OUTUBRO

LUZ DA SERRA

-- destaque - educação --

2010

11 Prémio para a Escola da nossa Terra

E.B. de Santa Catarina da Serra recebe “Prémio Escolar Montepio”, no valor de 25 mil euros

Mensagem do Director da Escola, Prof. António dos Reis Oliveira O Agrupamento de Escolas e Jardins da Serra, viveu, no dia 28 de Setembro, justamente, mais um dos momentos altos da sua curta história: o recebimento, com pompa e circunstância, do Prémio Escolar Montepio, das mão da Senhora Ministra da Educação Dra. Isabel Alçada, prémio atribuído pela fundação Montepio, no valor de 25 mil euros. Perante o testemunho dos elementos representativos da comunidade local, do poder autárquico, Câmara e Juntas de Freguesia de Santa Catarina da Serra e Chainça, das Associações de Pais, da Direcção Regional do Centro, dos professores responsáveis pela elaboração do projecto, que se deslocaram a Lisboa, foi com muito orgulho que recebi das mãos da Senhora Ministra da Educação o prémio atribuído. Qual o significado do prémio? Este, além do valor monetário, tem outro significado e alcance para todos nós. O prémio foi atribuído por dois motivos: o primeiro, pelos resultados alcançados a nível nacional pelos nossos alunos; o segundo, pelo projecto apresentado “ escola +” para os próximos anos. Como tudo se processou? A Fundação Montepio seleccionou, numa primeira instância, as cinquenta melhores escolas do País. Essas, foram convidadas a apresentar Projectos. Destas cinquenta, após a leitura, análise e selecção dos projectos pelo júri nacional, apenas dez Escolas ficaram para visita pessoal dos elementos do Júri, entre as quais a nossa Escola, sabendo nós que o prémio só seria atribuído a quatro. O resto já sabem. Na qualidade de Director, gostaria de deixar duas mensagens; a primeira, de agradecimento aos mais directamente envolvidos: professores, alunos, pessoal não docente; assistentes técnicos e operacionais e ainda os pais, pois só com o esforço de todos foi possível este momento de glória. A segunda mensagem é para a comunidade de Santa Catarina da Serra e Chainça, nomeadamente para aqueles que ainda continuam a não acreditar no valor da instituição que têm na sua terra: a Escola Básica Integrada de Santa Catarina da Serra, como sede do Agrupamento, onde os alunos estudam do primeiro ao nono ano.( Outros pais, doutras freguesias, já compreenderam os valores que a Escola transmite, escolhendo-a para a aprendizagem dos seus filhos.) Se acreditam que a primeira missão de uma Escola é a aprendizagem e esta se traduz nos resultados escolares, resultados validados pelos exames nacionais, iguais para todos os alunos de Portugal, encontram nesta o lugar certo. Saudações amigáveis. O Director António Dos Reis Oliveira

Prof. António dos Reis Oliveira, Director da Escola Básica de Santa Catarina da Serra, recebeu o prémio de 25 mil euros directamente das mãos da Ministra da Educação, Dra. Isabel Alçada.

responder ao desafio de apresentar um projecto educativo inovador porquanto os resultados alcançados nos últimos anos nos davam esse direito” O projecto “Escola +” partiu de uma análise dos pontos fortes e dos pontos a necessitar de desenvolvimento. Teve como objectivos: promover o sucesso escolar dos alunos, a prevenção do abandono escolar, a relação escola/família e a organização dos espaços escolares. Assenta na elevação das competências básicas a Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Experimentais. Este prémio agora atribuído no valor de 25 mil euros permite melhorar as salas de aulas com recursos pedagógicos, apetrechar os laboratórios com novos equipamentos e adequar o mobiliário da Biblioteca, além de criar condições de trabalho para professores e um fundamental espaço de convívio para os alunos. O Director do Agrupamento dirigiu-se, de seguida, à se-

nhora Ministra da Educação, Dra. Isabel Alçada para apresentar os excelentes resultados escolares dos nossos alunos do Agrupamento e a aposta que este Agrupamento tem feito na Língua Portuguesa, na Matemática e nas Ciências Experimentais. Disse-lhe ainda que com o plano de prevenção do abandono escolar, que desde 2005, não houve abandono dos nossos alunos do 1.º ao 9.º ano. Referiu, que “as metas de retenção na nossa Escola são já inferiores às nacionais”. Reforçou, com ênfase, a excelente relação com a comunidade escolar, nomeadamente os Pais, a autarquia, Câmara Municipal, Junta de Freguesia e todo o meio associativo da freguesia de Santa Catarina da Serra. A terminar disse: cito “ Senhora Ministra da Educação, da nossa parte, pode contar com o Agrupamento de Escolas e Jardins da Serra para levar a bom porto o programa educação para

2015, proposto pelo Ministério da Educação. Dos profissionais de Santa Catarina da Serra pode contar com muito profissionalismo, muito trabalho e sobretudo muita competência. “

Dia europeu das Línguas 26 de Setembro foi o dia escolhido pelo Conselho da Europa, para comemorar a diversidade linguística e cultural europeia, assim como incentivar os cidadãos a aprender e praticar outras línguas para além do seu idioma materno. Desde 2001 que o Dia Europeu das Línguas tem sido celebrado anualmente em várias escolas dos 47 países membros do Conselho da Europa. A nossa escola juntou-se a esta iniciativa, assinalando o evento com um encontro de leitura em várias línguas, realizado na biblioteca escolar. Diversos alunos do 9º ano leram histórias ou

DR

No âmbito dos resultados obtidos na inspecção realizada ao principal estabelecimento escolar da nossa freguesia, realizou-se no passado dia 28 de Setembro, no auditório Montepio em Lisboa, a entrega do prémio pelas mãos da Ministra da Educação. O “Prémio Escolar Montepio” é uma iniciativa que visa distinguir o bom desempenho dos estabelecimentos de ensino do nosso País, estimular a apresentação de projectos educativos inovadores e orientados para a melhoria das condições de aprendizagem e promover a disseminação de boas práticas. Na cerimónia de entrega estiveram presente várias entidades da freguesia, município de Leiria e algumas entidades regionais do sector da educação. O Director do Agrupamento, António dos Reis Oliveira, após começar por saudar a mesa, composta pela ministra da educação, Dra Isabel Alçada, pelo Dr António Tomás Correia, presidente do Conselho Geral e da Fundação do Montepio e pelo júri do prémio montepio, e ainda a comitiva que o acompanhou em representação da comunidade local, começou por agradecer à fundação Montepio a atribuição do prémio, que no seu entender foi bem merecido dados os resultados obtidos nos últimos anos, nomeadamente nos exames do 9.º ano e pelo projecto inovador que apresentaram denominado “ Escola + “ Disse ainda que se transcreve “ Do extremo norte do maciço calcário da Serra de Aire, uma esco-la do meio rural, servida pelos alunos das freguesias de Santa Catarina da Serra e Chainça, Con-celho de Leiria, ousou

Miguel Marques

A Fundação Montepio acaba de entregar o “Prémio Escolar Montepio” a quatro escolas nacionais. A cerimónia, que contou com a presença do Presidente do Montepio, António Tomás Correia, foi presidida pela Ministra da Educação, Dra. Isabel Alçada.

Neste dia houve várias actividades relacionadas com a diversidade linguística declamaram poemas para a comunidade escolar, em várias línguas, desde ucraniano, alemão, francês, português, italiano, russo, espanhol e inglês. Procurou-

se, desta maneira, incentivar os alunos para o conhecimento e estudo de outras línguas. Rita Agrela


LUZ DA SERRA

Ficha de Jogo

Taça de Portugal 1ª eliminatória Campo da Portela, em Santa Catarina da Serra

Taça de Portugal 2ª eliminatória Campo da Portela, em Santa Catarina da Serra

UNIÃO DA SERRA, 3 JUVENTUDE GAULA, 0 AO INTERVALO 2-0

UNIÃO DA SERRA, 1 SPORTING CLUBE FARENSE, 1 (4 – 5) após pontapés da marca de grande penalidade AO INTERVALO 1 - 0

Hilário; Bruno, Ivan (Pereira, 58), Carlos, Mauro (Vasco, 84); Luís Silva (João Brito, 68), Nuno Roberto, Igo; Quaresma, Nuno Furtado e Bruno TREINADOR: Fernando Luís ARBITRO: Nuno Roque, de Coimbra Auxiliares: Celso Pereira e Paulo Mendes GOLOS: 1-0, por João Martins (7 g.p.); 2-0, por Tamandaré (42); 3-0, por João Martins 65) Disciplina Cartão amarelo a Carlos (6), Parracho (50), Ivan (58), Luís Silva (68), Mauro (74) Vasco 81 e 82) Vermelho por acumulação: Vasco (82) Tal como na época passada em que atingiu a quarta eliminatória da prova rainha do calendário futebolístico nacional, tendo sido eliminada por um dos finalistas da prova, o Desportivo de Chaves, a equipa de Santa Catarina da Serra, iniciou a sua participação na Taça de Portugal da melhor maneira, vencendo com toda a clareza a equipa que viajou da ilha da Madeira.

Róis; Nelson Sousa, Parracho, Marco Aurélio (cap.) e Beto (Caveira, 91’); Miguel Pinheiro; Pedro Santos (Antero, 84’) e João Martins; João Magalhães, Tamandaré (Zim, 105’) e Bruno Matias. TREINADOR: Frederico Rasteiro Serrão; Caniggia, Mamadou, Tiago Sousa e Joshua; Luís Afonso, (Bruno Carvalho, 45’), Gualter Bilro e Eduardo Barão (cap.); Keu, (André Calado, 73’), Luís Zambujo (Davide Justo, 45’) e Adérito. TREINADOR: Joaquim Mendes ARBITRO: Carlos Espadinha de Portalegre Auxiliares: Manuel Anselmo e Paulo Quintino GOLOS: 1 – 0, Marco Aurélio (27’); 1 – 1, Davide Justo (54’). Disciplina Cartão amarelo a Tamandaré (63’); Eduardo Barão (71’); João Magalhães (78’); Gualter Birlo (92´); João Martins (118’) e Serrão (119’). Marcação das grandes penalidades: 1 -0 , Nelson Sousa; 1 – 1, Cannigia; João Martins, permiti defesa de Serrão; 1 – 2, Eduardo Barão; 2 – 2, João Magalhães; 2 – 3, Bruno Carvalho; 3 – 3, Bruno Matias; 3 – 4, Mamadou; 4 – 4, Caveira; 4 – 5, Tiago Sousa.

2010

Desportivamente Falando Apenas com duas jornadas do campeonato disputadas, onde a vitória fugiu por pouco aos seniores e com outras tantas eliminatórias da Taça de Portugal, onde a vitória na primeira frente á Juventude de Gaula da ilha da Madeira, permitiu alcançar a segunda frente ao histórico Sporting Farense. A derrota nesse jogo embora só decidida na lotaria dos pontapés da marca de grande penalidade, evitou que a UDS pudesse vir a alcançar a terceira eliminatória de uma prova onde na época passada, atingiu brilhantemente a quarta eliminatória, tendo sido eliminada pelo Desportivo de Chaves, curiosamente um dos finalistas da prova. Quando o jornal chegar às mãos do leitor, já será do conhecimento geral o resultado da terceira jornada, disputada no último Domingo, diante do Tourizense no

por: Virgílio Gordo

rico Rasteiro, tiver conseguido uma vitória, considero que será um início de época para além das expectativas iniciais, sobretudo pela drás-

Campo da Portela. Como escrevo antes desse jogo importante e diante de um adversário que nas últimas épocas joga sempre para

Miguel Marques

Ficha de Jogo

Nélson; Beto, Parracho (João Magalhães, 59), Marco Aurélio (cap.), Diogo; Nélson, João Martins; Miguel Pinheiro; Pedro Santos (Zim, 67), Pimenta (Caveira, 85) e Tamandaré TREINADOR: Frederico Rasteiro

OUTUBRO

-- desporto --

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tica redução do orçamento para este ano. Até porque a derrota com o Tondela pela diferença mínima, se houvesse justiça no futebol, seria considerada injusta. Então a derrota com o Farense para a taça, também ela não reflec-

subir de divisão, baseio então este artigo de opinião nos primeiros jogos oficiais desta época, condicionado por um dos três resultados possíveis no jogo com o Tourizense. Assim se a equipa de Frede-

Vamos caminhando… para Vencer! O inicio da época 2010-2011 para o Futebol de Formação da União Desportiva da Serra teve alguma incerteza quanto ao futuro da mesma. Não que estivesse em causa a existência ou não dos escalões de formação, mas a tardia definição dos orgão de liderança fez com que os objectivos do trabalho a desenvolver podessem ser hipotecados ou dificultados. Mas “do passado não vive o Homem” e absorveu-se uma nova mentalidade no Clube, não apagando o que de bom se tem vindo a desenvolver nos ultimos anos, potenciando os principios chave

e a vida saudável. No entando, é importante que desde a entrada do jovem no percurso formativo desportivo lhe sejam incutidos meios para este alcançar os seus objectivos, mas mais que isso devem-lhes transmitir traços gerais que o levam a idealizar um percurso, traços que o levem a ser feliz conquistando o seu sonho. O apoio ao sonho dos jovens deve estar presente de forma constante, ou melhor, devese incutir o sonho, deixa-los voar, mas não nos esqueçamos de moderar o voo deles, dando-lhes conselhos, aler-

para o sucesso: União, Dedicação e Serenidade. A União Desportiva da Serra pretende, para além de formar jovens atletas, que estes possam vir a integrar, com condições, o escalão sénior, incentivando as crianças e jovens a praticar desporto, melhorando as suas capacidades físicas, cognitivas e motoras, bem como desenvolver as relações interpessoais dos jovens, criando-lhes o sentimento de respeito, por si próprios, pelos companheiros, pelos árbitros, pelos dirigentes, pelos técnicos e pelos pais, procurando a boa cidadania

Apesar da visível degradação do edifício e das dificuldades em que o antigo gestor da infra-estrutura deixou ao clube de Santa Catarina da Serra, as Piscinas abriram as portas no dia 27 de Setembro. Alguns dias depois da data anunciada para a sua abertura, devido à qualidade da água que não se encontrava em bom estado para a prática balnear.

Várias obras foram feitas no sentido de requalificar a infra-estrutura e significativa melhoria de condições para os visitantes. A sua abertura só foi possível graças ao apoio de empresas locais, Junta de Freguesia e ForSerra. De cara lavada, as piscinas já se encontram a funcionar sob a gestão da União Desportiva da Serra, que em conjunto com a For-

Serra assegura o seu funcionamento e promoção. Para mais informações sobre as modalidades, os horários, os preços e inscrições, os interessados podem consultar o site www.uniaodaserra.com ou dirigirem-se directamente à piscina. Podem ainda fazê-lo através do email piscinas@santacatarinadaserra.co m

Miguel Marques

Ciclismo Piscinas abriram portas de cara lavada A ciclista de Santa Catarina da Serra, Célia Vieira (União de Ciclismo de Leiria/Plastidom) sagrou-se Campeã Regional de estrada 2010 em masters femininos. Ainda em Veteranos, Américo Vieira foi segundo e Luís Gregório terceiro na categoria C. Na catergoria B, Augusto Gonçalves foi 6º.

tiu nem de perto nem de longe o que se passou no campo. Se houver um empate com o Tourizense, não deixará de ser um início de época interessante. Se tiver acontecido a derrota, poderá ter algum efeito pernicioso na moral da equipa e dos adeptos, mas alerto que estamos não só no início da época, como estamos perante um novo treinador e praticamente com uma nova equipa. Como tal há que continuar a acreditar no trabalho desenvolvido, pois uma equipa não se constrói em um ou dois meses.

Marco Santos Téc. de Desporto

tando-os, deixando-os eles próprios enfrentarem os problemas ganhando resistência para novos obstáculos e dêem-lhes sempre mais que duas rampas de lançamento para o sonho, para que caso um falhe exista outro que pode muito bem ser alcançado, ou seja, formação no futebol e formação escolar, ambos de braços dados, ambos sustentados, porque o sonho pode-se moldar à realidade, por isso deixemnos voar. Sonhem!


OUTUBRO 2010

Aos vinte e três dias do mês de Junho, do ano dois mil e dez, pelas vinte e uma horas, reuniu a Assembleia de Freguesia de Santa Catarina da Serra, em sessão ordinária, no auditório da Freguesia, em Santa Catarina da Serra, com a seguinte Ordem de Trabalhos: Apresentação pública do WEBSITE da Freguesia Discussão e votação da acta nº 2/2010 referente à última sessão. Discussão e votação da proposta da Junta de Freguesia de revisão orçamental para incorporação do saldo de gestão do ano de 2009 Apreciação e votação da proposta da Junta de Freguesia solicitando poderes para assinar os documentos necessários à cedência do terreno constante do art.º matricial 4504 à AELO, expropriado para a construção do IC9. Apreciação e ratificação do protocolo proposto pela Liga dos Combatentes Portugueses que prevê a cedência gratuita de talhões no cemitério de Santa Catarina para os excombatentes da freguesia. Apresentação do relatório de actividades da Junta de Freguesia desde a última sessão da assembleia e do resumo financeiro na presente data.Discussão e ratificação da proposta de cedência à FORSERRA de uma sala no edifício sede da Junta O Presidente da Assembleia introduziu o primeiro ponto da ordem do dia, dando a palavra ao Sr. Presidente da Junta para as considerações gerais. 1. Apresentação pública do WEBSITE da Freguesia O Sr. Joaquim Pinheiro, Presidente da Junta, começou por sublinhar que, com este acto, fica cumprida mais uma promessa eleitoral deste executivo, que se cons-

LUZ DA SERRA

-- Assembleia de Freguesia --

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Acta Nº3 da Assembleia de Freguesia de Santa Catarina da Serra titui como mais um desafio para a Assembleia e uma janela aberta a toda a comunidade, unindo no mesmo espaço as associações, a sociedade civil e a paróquia numa demonstração de verdadeira unidade. Referiu também que este trabalho resulta de protocolo da Junta, com a Redpost, que assume a concepção e o design da página e com a Forserra, que tem a seu cargo a manutenção e o carregamento dos conteúdos, contando ainda com a colaboração de muita gente, destacando o Dr. Vasco Silva, a quem agradece publicamente. Reconhece as responsabilidades acrescidas pela facilidade com que as pessoas podem contactar a Junta e apela à colaboração de todos, individualmente ou através das Associações, na actualização dos conteúdos e na utilização responsável dos serviços disponíveis. Seguiu-se a apresentação detalhada pelo Sr. Miguel Marques em representação da Forserra, com incidência nos conteúdos já apresentados e nos passos para uma navegação objectiva pelas diversas páginas do site. Deixou ainda um desafio às Associações para que não se esquecessem de ir enviando materiais de forma que a página possa ser permanentemente renovada. 2. Discussão e votação da acta nº 2/2010 referente à última sessão Não tendo havido qualquer pedido de esclarecimento, foi submetida à votação a Acta n.º 2/2010, relativa à sessão ordinária de 23 de Junho, que foi aprovada por unanimidade.

3. Discussão e votação da proposta da Junta de Freguesia de revisão orçamental para incorporação do saldo de gestão do ano de 2009 Introduzido o tema pelo Sr. Presidente da Assembleia, tomou a palavra o Sr. Presidente da Junta para informar que a alteração proposta visa incluir no Orçamento de 2010 a verba sobrante das contas de 2009, aprovadas na última sessão, e sublinhou a sua inclusão em despesa de capital e não em despesa corrente, pela previsível fraca execução do corrente ano, devido às restrições drásticas impostas pela Câmara Municipal. Submetida à votação, a proposta foi aprovada por unanimidade. 4. Apreciação e votação da proposta da Junta de Freguesia solicitando poderes para assinar os documentos necessários à cedência do terreno constante do art.º matricial 4504 à AELO, expropriado para a construção do IC9. O Sr. Presidente da Assembleia informou que, conforme consta do verbete apresentado pela Junta, os poderes e autorização são solicitados para este terreno em concreto e também para outros casos omissos que venham a ser necessários para o IC9. Também o Sr. Joaquim Pinheiro sublinhou a necessidade de haver um mandato geral para os casos relacionados com IC9 que está em desenvolvimento acelerado. Sem mais intervenções, a proposta foi submetida à votação, tendo sido aprovada em minuta por maioria, com a abstenção da Sr.ª.Isabel pub

Maria Gameiro e os restantes votos a favor. 5. Apreciação e ratificação do protocolo proposto pela Liga dos Combatentes Portugueses que prevê a cedência gratuita de talhões no cemitério de Santa Catarina para os ex-combatentes da freguesia. Intervindo na qualidade de deputado, o Sr. António Rodrigues manifestou total acordo com as parcerias que trazem mais-valia e visibilidade à Freguesia e, sendo a Liga dos Combatentes uma instituição prestigiada e de nível nacional, será muito bem-vinda. Já quanto ao protocolo em apreciação, considerou-o demasiado desequilibrado e vago, sobretudo, nas contrapartidas a receber por parte da autarquia pela cedência vitalícia dos 4 covatos no nosso cemitério. O que são intenções vagas deve verter-se em projectos de obras concretas e calendarizadas. A Sr.ª. Deputada Isabel Gameiro subscreveu as observações apresentadas pelo Sr. António Rodrigues, congratulou-se pela introdução do tema dos Combatentes, dado ser sua intenção e promessa eleitoral reunir os combatentes da freguesia num convívio que já está agendado para Setembro e sugeriu que se inclua esse evento no protocolo a celebrar com a Liga dos Combatentes. O Sr. Joaquim Pinheiro, Presidente da Junta, disse que a proposta da Liga e respectivo modelo de protocolo já estão na Junta de freguesia há mais de dois anos e, por não haver até agora espaços disponíveis no cemitério, só agora se dá seguimento, por entender ser uma mais-valia para a freguesia pelo prestígio e credibilidade da Liga. Concorda que, apesar das alterações já introduzidas pela Junta, ainda há muito a melhorar e sugeriu que todos os elementos da Assembleia co-

laborassem na elaboração de um documento que possa ser aprovado por todos. Perante o exposto, o Sr. Presidente da Assembleia, propôs a constituição de uma comissão, composta por representantes da Assembleia e da Junta, para elaborar e negociar com a Liga o protocolo final a aprovar nesta Assembleia. Após breve troca de impressões, a comissão foi aprovada com a seguinte constituição: António Rodrigues, Isabel Gameiro e Joaquim Pinheiro. 6. Discussão e ratificação da proposta de cedência à FORSERRA de uma sala no edifício sede da Junta Apresentado o texto inscrito no verbete e não havendo qualquer pedido de esclarecimento sobre o assunto, o mesmo foi colocado à votação tendo sido aprovado por unanimidade. 7. Apresentação do relatório de actividades da Junta de Freguesia desde a última sessão da assembleia e do resumo financeiro na presente data. Em representação do executivo, interveio a sua tesoureira, Dª. Irene Costa, que fez o balanço da execução orçamental em 2010 e comunicou que a disponibilidade financeira, à data, era de 9.706,50€. Sobre a actividade da Junta, inscrita no relatório, previamente entregue aos senhores deputados, o Sr. Presidente destacou a elaboração do Portal da Freguesia apresentado e a bênção e inauguração do novo cemitério, com a presença do Sr. presidente da Câmara e de outras entidades, e sublinhou a ausência lamentável da maioria dos membros da Assembleia. Referiu a realização do passeio sénior que contou com a presença de 360 pessoas; deu conhecimento das reuniões havidas no âmbito do projecto “caminhos de pub

Fátima”; referiu a colaboração no âmbito do programa dos 400 anos da Loureira; e deu também conhecimento da limpeza de vários terrenos. A colaboração no programa “Limpar Leiria” que contou com a presença na nossa freguesia do Sr. Secretário de Estado do Ambiente e do Sr. Presidente da Câmara, no dia 5 de Junho, mereceu destaque por parte do Sr. Presidente da Junta, com uma chamada de atenção aos responsáveis políticos, eleitos para esta Assembleia, por não terem comparecido na iniciativa. Comunicou que foi encerrado, com um acordo judicial, cujo texto entregou na mesa da Assembleia, o processo relativo a uma serventia na Fazarga, acordo que se resume na abertura de uma rua pública entre a Estrada de Fátima e o terreno em causa. Terminado o período destinado à ordem do dia, o Sr. Presidente abriu o período reservado ao público, convidando os presentes a utilizar aquele espaço para colocar as questões de interesse comum que entendam oportunas. Usou da palavra a Dª. Graciete Rodrigues, do Pedrome, que alertou para o mau estado da rua do Centro Cultural, no Pedrome, que não foi reparada depois da passagem do saneamento, como é promessa da Junta e prática corrente na freguesia, solicitando a intervenção pelo menos a tapar os buracos. Chegados ao seu terminus, e nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente encerrou a sessão, da qual se lavrou a presente Acta que depois de lida, posta à discussão e aprovada, vai ser assinada pela 1ª secretária Catarina Oliveira Neves que a redigiu e pelo Sr. Presidente da Mesa da Assembleia que presidiu. Santa Catarina da Serra, 24 de Junho de 2010 A 1ª secretária Catarina Oliveira Neves Presidente da Mesa da Assembleia António da Conceição Rodrigues

Por motivos editoriais, a acta nao se encontra publicada na íntegra. Para a obter na íntegra, visite os site www.santacatarinadaserra.c om


LUZ DA SERRA

Retábulo da Igreja Matriz da Serra Ao longo do tempo, desde a constituição de Santa Catarina da Serra em sede paroquial, em 1549, desmembrada da extensa paróquia de São Martinho (cuja Matriz estava posicionada em Leiria, na actual Praça Rodrigues Lobo, onde ainda existem vestígios materiais), por Frei D. Brás de Barros (1545-50), 1.º Bispo de Leiria, o retábulo da Igreja, de acordo com fontes históricas coevas, teve escassas alterações. De 1549 até 1657, data atribuída pelos historiadores para a redacção das «Memórias do Bispado de Leiria», de autoria ainda por conferir, na Igreja Matriz de Santa Catarina da Serra, de dimensões reduzidas, o altar da capela-mor não tinha «retabulo, senão um nicho, de pedra, dourado, em que está a imagem da Santa, de vulto, e no mesmo altar o Espirito Santo de vulto e São Francisco». (Consultar «Memórias do Bispado de Leiria», capítulo 120). Na realidade, no «Auto de demarcaçam que se fes no termo desta villa de Orem pella parte que confina com o termo da cidade de Leiria», datado de 16.1.1716, escrito por José da Costa, escrivão do tombo, refere-se a posição «aonde chamão a portela do Pedromem a vista da irmida de Santa Catherina» (Tombo do Almoxarifado de Ourém (17141857), Arquivo da Casa de Bragança, Vila Viçosa, NG 61/33 MS. 2.037), o que significa que o templo santacatarinense não seria enorme. No «Dicionário Geográfico» (1751), de Luís Cardoso, padre, obra da qual se publicaram apenas os dois primeiros tomos, é possível verificar que, na entrada "CATARINA, Santa", a informação sobre o altar-mor incluía a referência ao sítio onde estava «collocada a imagem de Santa Catherina». (Consultar Luís Cardoso, «Noticia historica de todas as cidades, villas, lugares, e aldeas, rios, ribeiras, e serras dos reynos de Portugal, e Algarve, com todas as cousas raras, que nelle se encontrão, assim antigas, como modernas», Lisboa, Regia Officina Sylviana, e da Academia Real, MDCCLI, tomo II, pp. 532-533). Tal situação poderá indicar que, em 1751, a Igreja Matriz de Santa Catarina não teria ainda qual-

OUTUBRO

-- estórias da história - emprego --

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quer estrutura retabular. A 7.4.1758, a «Memória Paroquial de Santa Catarina da Serra», resposta de João Pedro, cura, ao inquérito de Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), enviado a todas as paróquias do Reino, de forma a apurar não só as consequências do sismo de 1.11.1755, mas também solicitar informações de índole diversa (demográfica, geográfica e religiosa, entre

com um altar-mor. A Igreja de Santa Catarina da Serra nunca teve, até à centúria de Novecentos, qualquer retábulo, pelo que havia maior liberdade na execução de obras de remodelação ou reparação. Na primeira metade do século XVIII, inúmeros templos, mesmo os que estavam situados em espaços rurais, foram equipados com complexas estruturas retabula-

Fig. 1 – "Fonte dos Cavalos", a 11 metros lineares do extinto convento de Santo António, em Ourém. De origem medieval, como se observa numa transcrição – que não se pode considerar correcta, uma vez que não segue os pontos contidos nas "Normas Gerais de Transcrição e Publicação de Documentos e Textos Medievais e Modernos", de Avelino de Jesus da Costa (Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1993) – de um pretenso documento coevo, verifica-se que aquela «obra mandou fazer Fernão Roiz, ouvidor do Condestável, no ano de 1421, a qual fez por seu mando». Em termos paleográficos actualizou-se a grafia, o que entra em desacerto com o livro sobredito. Por «Fernão Roiz» deve entender-se «Fernão Rodriguiz» (hoje, Rodrigues). Imagem obtida pelo autor, a 6.7.2010.

outra), em leitura e transcrição do documento original efectuadas pelo autor, segundo as "Normas Gerais de Transcrição e Publicação de Documentos e Textos Medievais e Modernos", de Avelino Jesus de Costa, padre (Coimbra, Instituto de Paleografia e Diplomática, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1993), lê-se que o orago da Igreja «he a Senhora Santa Catharina, Virgem Martir, e tem sinco altares em o altar-mor, esta a imagem da Senhora Santa Catharina, estam mais as imagens do Divino Espirito Santo, da Senhora da Conceiçam, e do Senhor Sam Sebastiam» (IAN/TT, Luís Cardoso, «Dicionário Geográfico», vol. 34, n.º 143, pp. 1055-1065), o que permite inferir que a Matriz permanecia sem retábulo, apenas

res. Estes, em estilo barroco, do tempo de D. João V (170650), eram profusamente trabalhados, com complicadas esculturas em madeira e talha dourada. Assim sendo, como é possível que a Igreja Paroquial de Santa Catarina, edificada entre 1903 e 1906, segundo planta de Ernesto Korrodi (1870-1944), suíço, tenha um retábulo setecentista se nunca teve nenhum no período em que os mesmos foram construídos por todo o País? O normal seria que a Igreja Matriz apresentasse, tão-só, um altar-mor, tal como sucede no caso da Matriz de Fátima, edificada em 1918. Deduz-se, assim, que a complexa estrutura retabular não é original do templo santacatarinense, tendo sido obtida de outro local. Um outro factor a corroborar esta hipótese, é o

2010

Procura de Emprego

Vasco Jorge Rosa da Silva SGPCM, Lisboa

facto de o historiador Saul António Gomes não referir a Igreja Matriz de Santa Catarina da Serra quando aborda a temática dos entalhadores, mestres, na região de Leiria, na centúria de Setecentos. (Ver Saul António Gomes, "Oficinas artísticas no Bispado de Leiria nos séculos XV a XVIII", Separata de Oficinas Regionais: actas do VI Simpósio Luso-Espanhol de História da Arte, Tomar, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, 1996, pp. 239-330). A oralidade santacatarinense – registada por Domingos Marques Neves, na obra "Santa Catarina da Serra: no Passado, Presente e Futuro" (Albergaria-dos-Doze, Edições Quilate, Lda., 1997, pp. 139-140) – afirma que o retábulo da Matriz da Serra foi removido da igreja do convento de Santo António, posicionado, segundo algumas imagens de finais de Oitocentos e inícios do século XX, no acesso ao reduto amuralhado de Ourém, junto à designada "Fonte dos Cavalos" (fig.1), nas coordenadas de satélite, GPS, Norte 39º 38' 39,60'', latitude, Oeste 8º 35' 30,24'', longitude, e 244 metros de altitude. Os vestígios histórico-arqueológicos da existência de um templo no sítio acima referido, cujo local foi analisado pelo autor, não são suficientemente elucidativos, de modo que, enquanto não surgir uma prova que indique, clara e solidamente, que o retábulo da igreja conventual de Santo António, em Ourém, foi subtraído ao edifício e transportado para a Matriz de Santa Catarina, não é cientificamente possível referir que se trata do mesmo objecto, pelo que se exige que tal informação seja considerada, somente, no âmbito hipotético, aguardando-se, porém, que surja, entrementes, documentação probatória.

Área: Administrativa / TOC Tempo inteiro Zona: Leiria, Fátima, Ourém Habilitações: Licenciatura em Gestão de Empresas Contactos: 914 490 460 - 244 741 487

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OUTUBRO 2010

Cartoon

LUZ DA SERRA

-- lazer - agenda - dicas -por: Marta Moniz

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Bombeiros querem fundos para Quartel

AMIGOS DA

LUZ DA SERRA Com uma nova gestão, torna-se necessário destacar todos os amigos do Jornal. A partir desta data tencionamos publicar aqui todas as ofertas que chegam à redacção do Jornal. (o pagamento das assinaturas não são publicadas) O Jornal agradece. Ao pagar a sua assinatura ou fazer um donativo está a ajudar a freguesia a desenvolver projectos para a melhoria da qualidade de vida dos Santacatarinenses. Chegaram os seguintes donativos ao Jornal:

Como afirmei o mês passado, Setembro foi o mês do reinício das actividades de angariação de fundos por parte da direcção desta Associação. Depois de mais uma edição do já tradicional “Passeio do dia do Coração”, apesar de uma queda de um dos participantes com alguma gravidade, o restante decorreu conforme o previsto e o desejado. O número dos participantes ultrapassou as quinze dezenas tendo a alegria e o convívio sido como sempre as notas dominantes. Relativamente ao que escrevi em relação a algumas situações mais desgastantes para a direcção, as várias reuniões realizadas durante o último mês, as actividades deste mês de Outubro, para além do tempo ser o melhor remédio, não será difícil levar este grande barco a bom porto. Isto é, a mudança dos Bombeiros para o novo quartel dos Cardosos, só muito dificilmente não se concretizará durante o mês de Dezembro. Um apelo, depois da realização do almoço na Carangue-

Arquivo - Miguel Marques

Notícias da Associação dos Amigos da Secção de Bombeiros do Sul do Concelho de Leiria

5ª edição do Passeio do Coração que abrange as 4 freguesias do sul do concelho de Leiria. jeira, realiza-se já no próximo Domingo o segundo almoço deste ano na freguesia. Ao contrário dos anos anteriores, o deste ano realiza-se na Loureira. A venda integral dos quatrocentos bilhetes é o grande objectivo do núcleo de Santa Catarina. Participe ou ajude na angariação dos géneros alimentícios necessários para a efectivação deste evento. Ao contrário do que foi publicado no último mês, o almoço do Arrabal foi adiado para o dia 31 e o jantar na Chainça para o dia 30. Agora que faltam apenas três meses para o final do mandato da actual direcção, a grande envolvência nos acabamentos do quartel con-

tinua a ser prioritária, é altura de os sócios da Associação e a direcção, se debruçarem sobre as eleições que se realizarão também em Dezembro, embora seja possível em assembleia-geral adiar o acto eleitoral por algum tempo mais, se essa for a vontade dos sócios presentes. Por mim nesta altura, ainda são as obras do quartel a merecerem a minha total disponibilidade e envolvência. Independentemente da minha postura em relação a uma possível recandidatura ou continuidade numa associação de cariz social, como é a nossa associação de Bombeiros. Enquanto Deus me der vida e saúde, a acção so-

Aceita um convite? Nasceu em 1954 ou 1957? Então este convite é para si!

Isabel Maria Silva Laureano – Suiça – 5,00€ Maria Lurdes Silva Vieira – França – 5,00€ Etelvina Silva Vieira Marques – Portugal – 10,00€ Lucia Jesus Marques Dias – França – 5,00€ Domingos Jesus Pereira Caetano – Canadá – 10,00€ Susana Maria Pinho – Espanha – 5,00€ Leonel Neto Marcelino – Fátima – 10,00€ Carlos Fartaria – França – 20,00€

Convidam-se todos os nascidos no ano de de 1954 para um jantar que se realizará no dia 16 de Outubro, pelas 19H30, no Restaurante da Serra (União Desportiva da Serra) Agradecemos a confirmação da presença até dia 11 de Outubro para um dos seguinte números de telefone:

Publique no Jornal Luz da Serra A melhor forma de passar a mensagem...

912958283 - Conceição 962107866 - Joaquim

Tal como em anos anteriores, os nascidos no ano da graça de 1957, vão realizar o seu convívio anual no próximo dia 29 de Outubro, uma Sextafeira num restaurante da freguesia. Os nativos deste ano que queiram participar devem contactar os seguintes telemóveis: 916045309 – Virgílio Gordo 962045246 – João Dias 917967325 – José Augusto Marques 918938762 - Maria Emília Vieira

cial, cultural e desportiva, serão sempre os pilares da vida, conjuntamente com a família. O futuro a Deus pertence, que se cumpra a sua vontade. Tal como nos meses anteriores, Setembro em termos operacionais, foi felizmente um mês de acalmia para os bombeiros e para a nossa mancha florestal. Virgílio Gordo

Rectificação Na edição do mês de Setembro, na secção de baptismos, por lapso foi escrito o nome de Eriça onde deveria ter sido escrito Erica. O padrinho não se chama Michael Rodrigues Gonçalves, mas sim Michael Gonçalves. No casamento de Célia Cristina de Jesus Gonçalves, foi erradamente mencionado o nome de Célia Cristina Santos Gonçalves. Aos visados e aos nossos leitores, as nossas desculpas.

Festa em Honra de S. Sebastião Avisam-se todos os jovens nascidos em 1990 que no próximo dia 9 de Outubro pelas 22 Horas será realizada a primeira reunião, no salão paroquial a fim de começar a organizar a festa de S. Sebastião para o próxima mês de Janeiro. Contamos com a presença de todos!!

percebeu agora porquê? pub

Outubro 24 Rancho Folclórico de S. Guilherme Almoço 27 União Desportiva da Serra Comemoração do 34º Aniversário

30 União Desportiva da Serra Dia aberto UDS - Jogos Tradicionais 31 Paróquia de Santa Catarina da Serra Profissão de Fé

Novembro 01 Associação de S. Miguel Bolinho Partilhado 5 CAASCS - Automóveis Antigos Passeio das Senhoras

Assine o jornal Luz da Serra. www.santacatarinadaserra.com - (00351) 917 480 995 - (00351) 244 744 616


LUZ DA SERRA

Chainça repetiu “Bênção da Ginja” A freguesia de Chainça repetiu, pelo segundo ano consecutivo, a cena histórica de bênção da ginja.

Centenas de pessoas participaram na procissão da bênção.

O aparecimento do rei D. Dinis aquando da benção.

culdades, foi decidido fazer a bênção e a venda da ginja sem dar conhecimento ao rei D. Dinis. Então ia a burra á frente, depois o «Cardeal» e os ajudantes, os confrades, a banda filarmónica e por último as pessoas, numa procissão em direcção ao local onde esta iria ser abençoada. Iam agradecer ao Senhor a excelente colheita deste ano e pedir uma idêntica para o próximo ano. Pediam também perdão por estar a vender a ginja sem que fosse do conhecimento do Rei. Mesmo no início da bênção, surge a chegada inesperada do Rei com os seus guardas ao regressarem de uma caçada. O Rei apercebe-se de que queriam vender a ginja sem a manifestar e condena

Miguel Marques

A origem Da sua veracidade pouco se sabe. Apenas que esta festa teve origem após algumas pesquisas e conversas com pessoas mais idosas, que indicaram que era na Chainça, que o Rei D. Dinis descansava quando vinha das caçadas ou das longas viagens. Ali bebia alguns licores e iguarias, nomeadamente a ginja. Na época do Rei D. Dinis, todas as produções tinham que pagar imposto, ou seja, parte da produção deveria ser entregue ao rei e a parte que não era entregue também tinha de ser manifestada para que o rei a controlasse. Como aquela ginja tinha sido feita pelas pessoas daquela terra, e ao existirem ali instituições de cariz social com muitas difi-

2010

Festival “O chícharo da Serra” em preparação 5ª edição do Festival anual que marca o movimento associativo, está a ser preparado pelas associações da Freguesia.

Miguel Marques

são lidos em voz alta alguns poemas e ditados antigos relacionados com a ginja de forma cómica. Segundo os organizadores, o cortejo foi pensado, idealizado e realizado por várias pessoas ligadas á Associação de Promoção Social da Chainça com vários objectivos. O objectivo principal é o de realizar receitas a favor da Associação, que actualmente atravessa uma fase de sérias dificuldades. O outro, de realizar um evento na freguesia de forma diferente, em que o público também interagisse. O evento terminou junto da igreja onde foram nomeados novos confrades e soldados para a preparação da próxima edição do evento. A festa prolongou-se pela tarde fora onde as mais de 300 pessoas presentes puderam conviver e provar a tão famosa ginga, ora não fosse este um evento da “Bênção da Ginja”.

Miguel Marques

Repetiu-se pelo segundo ano consecutivo a bênção da Ginja Real na Chainça. Debaixo de um sol tórrido, centenas de pessoas compareceram a esta festa no dia 26 de Setembro. Esta bênção traduz-se num cortejo que tem inicio junto da Igreja onde estão 10 confrades, um «Cardeal», três ajudantes do Cardeal, uma carroça com burro para transporte da ginja, e uma banda filarmónica. Esta é uma procissão onde é solicitada a participação dos visitantes. Estes integram a procissão que percorre a freguesia de Chainça. A meio do percurso, aquando da bênção, surge o Rei montado no seu cavalo, a sua dama, e vários soldados que dão corpo à principal cena da festa, a bênção da ginja. Trajados a rigor, estes discursam para o povo dizendo em voz alta as palavras do momento. Durante o percurso, são feitas algumas paragens, onde

OUTUBRO

-- sociedade - divulgação --

última

A nomeação de novos confrades em frente do rei. todos à forca incluindo o «Cardeal». O «Cardeal» explica ao Rei que aquela ginja era para benefício de cariz social e após a prova da

ginga, o rei autorizou a venda da ginja.

Este é o culminar do movimento associativo na freguesia de Santa Catarina da Serra. Iniciado à 5 anos pela Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra, estava dado o mote inicial para aquele que viria a ser o maior evento da Freguesia. Actualmente está a cargo da ForSerra, associação que apoia e ajuda a coordenar todo o movimento associativo da freguesia, além de outros projectos macro. De 25 a 29 de Novembro, a freguesia será o ponto de encontro para os bons apreciadores de chícharo e boa comida. Este ano, a organização pretende ir ao encontro das expectativas de quem nos visita, proporcionando um cartaz para todas as idades. O evento tem início no dia da freguesia, dia da padroeira Santa Catarina, onde haverá missa pelas 19h após a recepção das entidades oficiais na Junta de Freguesia. Seguir-se-á a abertura do evento e a noite conta com o 1º Concurso de Bandas de Garagem.

Os mais novos visitarão o evento durante o dia 26, onde à noite haverá o recordar de gerações com ritmo dos sons das décadas de 70, 80 e 90 numa noite para todos, animada por uma banda e um Dj. Na tarde do dia 27 haverá actuações de vários grupos onde o culminar do dia será á noite com bandas da região e uma dupla de Dj’s convidados de renome nacional. O dia 28, Domingo, começará com um passeio BTT pela freguesia. Após o almoço haverá música para todos os gostos e idades até noite dentro. O último dia será dedicado aos mais idosos, onde estes terão a oportunidade de visitar o evento e provar o chícharo. Durante o decorrer do evento haverá exposições, mostras de artesanato e boa gastronomia para provar. Não perca toda a informação necessária sobre o evento assim como o cartaz completo em www.ochicharodaserra.com

A preparação A preparação desta festa requer bastante mão-de-obra e dedicação. Após a compra da matéria-prima, há que lhe dar os passos necessários para extrair aquele que será o suco milagroso que após algum tempo engarrafado, se dará o nome de Ginja.

Foram criados rótulos de acordo com a festa em pequenas garrafas que foram vendidas, e a restante ginga foi vendida a copo no balcão improvisado montado no adro da capela.

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luzdaserra2010.10  

Jornal Luz da Serra - Outubro 2010

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