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O Barbeiro e Deus? Um homem foi ao barbeiro. E enquanto este lhe ia cortando os cabelos ia conversando com ele. Falava da vida e de Deus. Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não aguentou e falou: - Deixa disso, meu caro, Deus não existe! - Por quê? - Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis a passar fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar! - Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é? - Sim, claro! O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro: - Sabe de uma coisa? - Não acredito em barbeiros! - Como? - Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas! - Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!

Miguel Marques

MENSÁRIO DE SANTA CATARINA DA SERR A - AGOSTO 2012 - 1€ PREÇO DE CAPA

Casa Padre Faria, ao serviço da solidariedade comunitária

continua na Pág. 3 pub

Novo conselho Pastoral Pág. 6

As festas na Loureira e Casal da Estortiga Pág.5 e 6

Final de época de infantis da União da Serra

“As almas grandes têm muito em conta as coisas pequenas.”

Pág. 11 Miguel Marques

Pensamento do mês

Parque de Merendas inaugurado

Agrupamento de escuteiros em actividade no Gerês Pág.12 pub


LUZ DA SERRA

AGOSTO

-- família paroquial --

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17/6 – Gonçalo Roger Alves Vieira, filho de Jason Roger Lopes Vieira e de Nicole Oliveira Alves, com residência na Barreiria. Foram padrinhos: Filipe Manuel Neves do Couto e Briana Michelle Lopes Vieira. (Pedimos desculpa pelo lapso na última edição) 15/7 – Joana Domingos Marques, filha de Hélder Manuel Rodrigues Marques e de Ivone Sofia da Silva Domingos, da Pinheiria. Foram padrinhos: Pedro Miguel Rodrigues Marques e Manuela Margarida Domingos Ferreira.

9/6 – Miguel Ângelo Dias Neves, da Quinta da Sardinha e Sofia Alexandra Gonçalves Pereira, do Pedrome. Foram padrinhos: João Paulo Fernandes Henriques e Hélder António Pereira Novo; madrinhas: Elsa Marisa Oliveira Lopes e Sílvia Regina oliveira dos Santos. (Pedimos desculpa pelos dados errados anteriormente publicados) 21/7 – António Manuel Velez Pombo, de Caia, Urra, Portalegre, e Cristina Vieira Gonçalves, da Chainça. Foi padrinho: António José Pombo Felício; madrinhas: Piedade Maria Velez Lourenço, Ana Carina Manuel Vieira e Tatiana Maria Maia Santos Madaleno.

Associação Humana André Marques N. 18.04.1997 F. 29.08.2006 Atouguia - Ourém André, As recordações que deixaste, todas elas foram boas. O teu ar bem-disposto, o teu sorriso… Brincávamos todos juntos no quintal da avó e os nossos avós diziam: “Não partam as flores e não corram que se aleijam…”. E nós nunca parávamos, sempre a brincar muito alegres. Partiste para junto do Senhor, estarás sempre no nosso coração! No coração desta família. A família

Aos familiares enlutados “O Luz da Serra” apresenta sentidas condolências e une-se em oração de sufrágio

Casamento

ficiar mais de 250 projectos em África, Ásia e América Central. Os programas e projectos que a Humana realiza estão baseados na formação, educação, saúde e capacitação de pessoas em âmbitos diferentes: Formação Profissional, Integração Social, desenvolvimento agrícola, saneamento e meio Ambiente, entre outros sectores de actividades. Caros leito-

Convívio 1957 Avisam-se por este meio, os homens e senhoras nascidos em 1957, que está a ser organizado o programa de um passeio/convívio, a realizar no Domingo, dia 19 de Agosto. Para mais informações contactar o Virgílio Gordo através dos números: 916045309 ou 966512347.

28/7 – Filipe José Laranjeiro Henriques, de Fátima, e Filipa dos Santos Henriques da Chainça. Foi padrinho: Dionísio Manuel; madrinhas: Patrícia Oliveira, Filipa Vieira Neto Pereira e Olinda Reis.

Programa:

28/7 – André Esteves Ribeiro, da Serra de Santo António, e Tânia Patrícia Lopes dos Santos, de Vale Tacão. Foi padrinho: Carlos Miguel Esteves Ribeiro; madrinhas: Ana Patrícia dos Santos Cruz, Sónia Isabel Lopes dos Santos Reis e Ângela Maria Roque M. N. Gonçalves.

21/7 – Ermelinda de Jesus Lopes, casada com Amadeu de Oliveira Camponês, do Vale Sumo, adormeceu na Paz de Deus no entardecer das suas 86 Primaveras

Venho dar a conhecer um projecto inovador, no qual todos podemos contribuir, sem gastar nada. Trata-se de reaproveitar o que já não serve para nós. Todos nós temos roupa que não usamos, até mesmo, a que está muito usada e mesmo em mau estado. Estamos a colaborar com uma Associação Humana, que faz a reciclagem de roupa e calçado. Portanto ninguém tem desculpa, todos podem contribuir. A Humana é uma Associação, sem fins lucrativos. A Humana iniciou a actividade em Portugal em 1998. A Humana tem parcerias com Instituições em Portugal e organizações a nível mundial. Todas estas organizações membros da federação, compartilham valores e programas comuns que, através de uma estreita e dinâmica colaboração, conseguem bene-

DR

20/5 - Foi batizada na Igreja Paroquial de Sto Ovidio em Vila Nova de Gaia, Rita Vieira Cardoso, filha de Rita Vieira Vicente Cardoso, natural da Chainça e de Jaime Miguel Martins Cardoso, natural de Proença-a-Nova. Foram padrinhos: Nuno Vieira Vicente e Anabela Martins Cardoso.

2012

David Pereira Marques e Rosa Anita Teixeira Marques contrairam o seu matrimónio, pelo civil, em Sion, na Suiça no passado dia 29 de Junho 2012, tendo como representantes os seus testemunhas Leandro Marques e Vera de Sousa. Seguiu-se uma festa em família. Maria Neves

Solicitamos aos nossos assinantes a regularização da sua assinatura. Horários da redacção: Todas as Terças e Quintas, das 09h às 19h. Contacto: 917 480 995 - luzdaserra@santacatarinadaserra.com

08h30 - Concentração junto à nossa Igreja Paroquial. 09h00 - Partida na direcção de Tomar. 10h00 - Visita á aldeia de Dornes junto à albufeira de Castelo de Bode. 11h00 - Visita à Ilha do Lago em Ferreira do Zêzere. 12h00 - Visita ao Centro Geodésico de Portugal em Vila de Rei. 12h30 - Almoço na Quinta Museu das Aldeiras em Relvas, seguido de convívio. 17h00 - Regresso a Santa Catarina da Serra

res, todos temos o dever de deixar o mundo, não me atrevo a dizer melhor do que o encontramos, mas pelo menos igual, para que os nossos filhos e netos, possam respirar. A entrega das roupas é na loja Social, de nome “Loja do Meu Irmão” que abre sempre às 2ªs 4ªs e 6ªs feiras.

Assine o Jornal Luz da Serra e apoie a sua Freguesia. Entre em contacto com a redacção pelos seguintes contactos: 00351 917 480 995 luzdaserra@santacatarinadaserra.com

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Contactos úteis Bombeiros Voluntários - 244 741 991 Centro Saúde - 244 741 151 Farmácia - 244 741 474 Junta Freguesia - 244 741 314 - 919 630 030 Casa Paroquial - 244 741 197 ForSerra - 917 480 995 GNR - 244 830 859 Em caso de emergência, primeiro ligue directamente para os Bombeiros Voluntários e depois para o 112. pub

Envie-nos o seu anúncio, da secção da família paroquial, que nós prometemos publicar gratuitamente. Data limite de entrega: último dia de cada mês Os anúncios publicados serão gratuitos, desde que cumpram os requisitos necessários para a publicação.


AGOSTO 2012

Editorial

A Casa Padre Faria

Miguel Marques

Quase concluída, a Casa Padre Faria além de ir ao encontro de várias necessidades da Paróquia, é uma justa homenagem. Antes de tudo a “casa Padre Faria” é a merecida homenagem àquele que foi pároco desta paróquia, desenvolvendo nela não só todo o trabalho pastoral digno de alta menção durante mais de 50 anos e que promoveu a sopa dos pobres e a construção do Centro de Dia, a primeira vertente do trabalho social que o Centro Social Paroquial de Santa catarina da Serra desenvolveu. A “Casa Padre Faria” pretende constituir-se como uma estrutura polivalente, coletivamente assumida, destinada ao desenvolvimento de serviços e atividades que, de forma articulada, se traduzam numa mudança em prol da comunidade local. O projeto resulta da conjunção de esforços e vontades da Fábrica da Igreja, Conferência de S. Vicente Paulo, Escuteiros e Centro Social Paroquial de Santa Catarina da Serra. Na sua vertente de âmbito

comunitário, esta iniciativa vem desde logo dar resposta à necessidade, desde há muito sentida, de apoio e albergue aos milhares de peregrinos que, todos os anos, cruzam as estradas desta localidade na sua caminhada em direção a Fátima (6 quartos, aproveitamento do sótão, que servirão para acolher os peregrinos que frequentemente batem à nossa porta a pedir um espaço para banho e dormida). Para além disso, vem ainda dar um importante contributo para a melhoria das infra-es-

truturas e condições de conforto do grupo de Escuteiros e da Conferência de S. Vicente Paulo da freguesia que ali ficam com salas de trabalho espaçosas e funcionais. A obra contempla também um espaço para a criação de residências séniores assistidas e uma área museológica, na qual ficará exposto o espólio de arte-sacra da comunidade paroquial e vários artefactos da etnografia local. Numa altura em que a conjuntura económica desfavorável e a escassez de recursos inviabilizam a concretização

de muitas ideias de valor, esta iniciativa enquadra-se numa lógica de aproveitamento e potenciação dos recursos já existentes. Não obstante o fato de a obra estar já numa fase avançada, são ainda muitas as despesas inerentes à sua conclusão, pelo que contando desde já com a habitual generosidade, convidamos toda a população a tornar-se parceira desta iniciativa, dando o contributo possível junto da paróquia. Mário Verdasca

Futuro incerto para mil funcionários do grupo do Ponto Fresco

divulgou, na segunda-feira, os estabelecimentos de ensino que não reúnem as condições para receber alunos, fechando em todo o país 239 escolas com menos de 21 alunos.

Notícias diversas Falsa agente de viagens engana e rouba dezenas de pessoas Dezenas de pessoas terão sido lesadas por uma mulher, que se fez passar por agente de viagens. Cristina Murteira terá recebido milhares de euros para comprar passagens de avião, mas os bilhetes nunca chegaram aos compradores, a sua maioria de nacionalidade brasileira.

As nossas esperanças olímpicas João Silva, Irina Rodrigues, Telma Santos, Vânia Silva, David Rosa e João Costa constituem o grupo de atletas da região de Leiria que vão disputar, a partir do próximo fim-de-semana, os Jogos Olímpicos deste ano

LUZ DA SERRA

-- vida da comunidade --

Assunção Cristas- Ministra acredita que desta vez vai haver solução para a Ribeira dos Milagres A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território garante que “há a intenção clara” da tutela de resolver de vez o problema dos efluentes suinícolas, mas frisa que a solução pressupõe “uma grande união dos suinicultores”. Diz que o País precisa de um regulador “forte e independente” para as águas e que a reestruturação do sector “é absolutamente essencial” para lhe dar sustentabilidade financeira e económica e também eficiência. Defende ainda que o ambiente e a economia podem andar de mãos dadas.

Uma nota afixada na porta do Ponto Fresco da Rua Comandante João Belo, em Leiria, avisa os clientes que a loja se encontra “temporariamente” encerrada para “remodelações”, desde o passado dia 13 de Julho. São já várias as lojas do grupo GCT que se encontram fechadas e muitas aquelas que, estando em funcionamento, apresentam expositores praticamente vazios

Doze escolas do 1.º ciclo encerram no distrito Doze escolas básicas do 1.º ciclo não vão abrir portas no ano lectivo 2012/13 na região de Leiria. O Ministério da Educação e Ciência (MEC)

Praia da Vieira - Peixe e marisco são a riqueza principal O peixe e o marisco de qualidade continuam a ser o cartão-de-visita da Praia da Vieira mas o negócio já conheceu melhores dias. Mesmo assim, quem lá vive e trabalha, reconhece que, a seu tempo, a praia até tem evoluído. Ajude-nos a ajudar a comunidade paroquial. Ajude-se a si mesmo.

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Continuação da página 1

A lição é clara. Se há pessoas com o “coração feio e sujo e seco”, é porque não vão até Deus que pode deixar tudo diferente. A leviandade com que alguns falam de Deus só significa a sua completa distração e falta de delicadeza no olhar e na mente. P. Mário de Como diz o pensador “se Almeida Verdasca deixássemos de estar distraídos ficaríamos maravilhados”. Basta desejar, ou melhor ouvir a “vozinha” interior que constantemente geme dentro, bem lá no fundo, de cada ser humano e deixar-se guiar por ela até àquEle que pode “cortar os cabelos, lavar tudo direitinho, aparar a barba e deixar uma criatura humana novinha em folha”. Culpar Deus pela existência de fome e miséria no mundo é tirar a água do capote e esquecer que para matar a fome a cinco mil homens foi preciso que um rapazito entregasse a Jesus os seus cinco pães e dois peixes. Sem dar e disponibilizar o que temos o milagre não pode acontecer. Se os políticos e diplomatas querem continuar a receber milhões é impossível que possa haver “pão, cultura, justiça” para tantos… como dizia o Santo aos peixes “ainda se fora um grande para muitos pequenos…”, mas na verdade é o grande que precisa insaciavelmente dos pequenos para satisfazer a sua avidez e ganância. E é Deus que tem a culpa? O Deus criador que “faz nascer o sol sobre maus e bons, sobre justos e injustos…”. O egoísmo porém, o joio das nossas vidas, somos nós que o cultivamos, porque temos olhos e não vemos nem queremos ver, temos ouvidos e não ouvimos nem queremos ouvir. É fácil culpar Deus de tudo quanto é mau. Ainda alguém dizia que não chove porque Deus não quer… mas a verdade é que o homem na depravação da sua mente e na ilusão do materialismo e do consumismo em que está mergulhado não deixa que nada disso aconteça, ainda que Deus queira com “muita força”. Só há uma solução e é esta: quem quer cortar os cabelos tem que ir ao barbeiro, mas eu atrevo-me a dizer que se não queremos ir ao barbeiro ao menos deixemos que o Barbeiro venha até nós. Ele está sempre atento e disponível.

Pagamento de Assinaturas Aos emigrantes que pretendam regularizar as assinaturas d jornal LUZ DA SERRA, poderão fazê-lo todas as Terças e Quintas Feiras, na redacção ( edificio da Junta de Freguesia). Poderão igualmente utilizar o contacto 00351 917 480 995 ou o email luzdaserra@santacatarinadaserra.com para obter mais informações. Agradecemos a sua colaboração.


LUZ DA SERRA

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Histórias deliciosas

Leitor indentificado

mantém, sendo publicado à quarta e sexta-feira. Em 1998, a redação e a secção de publicidade do jornal foram instaladas num prédio moderno situado no 66 da Union Street, Newark, permanecendo o escritório no endereço "histórico" do jornal 88 Ferry Street, Newark, onde foi a sua sede desde 1944. Nesta estão localizados, os departamentos de distribuição, contabilidade, serviço ao cliente e livraria. Em 2010 uma versão eletrónica foi construída para a Internet. Fazem parte do corpo reda-

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Centro de Dia da Ass. Desenvolvimento Social da Loureira

Jornal Luso Americano O jornal "Luso-Americano" foi fundado em 1928 em Newark, New Jersey, por um grupo de portugueses da qual faziam parte o Dr. J. Lobo, o Dr. M. Conceição Júnior, Manuel Castro e Valentim Rocha. O arranque não foi fácil. Era reduzido o mercado existente para um jornal em língua portuguesa. Segundo o Censo de 1930, residiam no estado de New Jersey apenas 6209 portugueses, 4411 dos quais nascidos em Portugal. Por outro lado, na economia americana afloravam os primeiros sintomas da profunda recessão económica que marcaria o fim da década e o início dos anos 30. O jornal não resistiu. Em Dezembro de 1939, o título foi retomado por Vasco Jardim, que lançou o jornal que é hoje o "Luso-Americano", sendo seu diretor até 1979, ano em que o passou ao seu genro António Matinho (António Silvestre Matinho). Em 1988, tornou-se um bissemanário, estatuto que

AGOSTO

-- correio do leitor - vida da comunidade --

torial deste bissemanário 5 jornalistas a tempo inteiro, vários colaboradores e dezenas de correspondentes. António Matinho é o diretor executivo do jornal, o filho Paul Matinho é o diretor de operações e o chefe de redação Luís Pires. Presentemente, o "Luso-Americano" é o único órgão de informação em língua portuguesa com circulação nacional entre as comunidades portuguesa e brasileira nos Estados Unidos. O António Matinho (António Silvestre Matinho) é filho de Domingos Pereira Matinho e de Maria Silvestre, já falecidos, ele natural da Loureira, freguesia de Santa Catarina da Serra e ela de S. Mamede. É casado, com três filhos. Emigrou para os EUA depois de cumprir o serviço militar. Vem com bastante regularidade a Portugal e nunca se esquece de passar por Loureira, na visita aos primos e outros familiares.

Oliveiras centenárias furtadas Leitor indentificado

Foram furtadas 24 oliveiras centenárias que se encontravam num terreno agrícola em Arranhais ( Oliveirinhas ) no inicio do mês de Julho. Apelo ao bom senso da pessoa que fez tal acto , para a sua respectiva resolução da situação causada.

Licenciatura em engenharia Leitor indentificado

No Instituto Superior Técnico de Lisboa, o nosso conterrâneo Carlos André Neves concluiu a licenciatura de “Engenharia de Redes de Comunicações”. É filho da Arquiteta Alina Marques Neves. Foi escuteiro em Santa Catarina da Serra e reside em Loureira. Parabéns ao novo licenciado com os votos de felicidades na profissão que escolheu pub

No contacto diário com os idosos e as idosas que frequentam o Centro de Dia da Loureira sou, com muita frequência, surpreendida com abundantes relatos deliciosos de um passado, umas vezes mais próximo, muitas outras bem longínquo. Ouvir uma pessoa de 80 ou 90 anos referir-se à sua infância é sempre motivo de atenção redobrada e meditação repetida. Há dias, o tema da nossa conversa era a ÁGUA, melhor dizendo, a falta dela nos meses de Verão e, em particular, nos anos de estiagem. A Loureira não tem e nunca teve fontes naturais nem poços de água 'nascediça'. Havia as cisternas, e poucas, onde se recolhiam as águas da chuva no Inverno. Durante o Verão, quando começava a escassear, era necessário fazer longos percursos para encontrar um local público onde se pudesse encontrar tão precioso bem. «Saíamos de casa de madrugada – dizia um dos senhores – com a dorna no carro

de bois e íamos à Fonte do Tojal. Chegavam a ser seis dornas em fila. Era uma fartura de água!» «E a gente – acrescenta uma senhora – ia lavar a roupa à Lagoa do Boi! E depois iam lá ter os rapazes!» «A minha mãe – informa outra – dizia que houve tempo em que, para não sujar a água 'tão clarinha' da Lagoa do Boi, fazia-se em casa a barrela à roupa e só depois se ia lá acabar de a lavar.» «E também íamos à Fontinha! – precisa uma terceira senhora» «E aqui na Lagoa?! Chegou a haver mais de uma dúzia 'batedoiros'!» «E ao Bajanque! E à Manga Longa!» E muitas foram também as pessoas que nos quentes meses de Verão rumaram ao Olho da Fonte, nos Olivais, com os burros carregados de mantas e cobertores e enormes sacadas de 'roupa branca' e 'roupa de cor'. Mas o relato que mais me impressionou veio da Sra. Dª Emília Henriques, filha do

Sr. Joaquim Henriques Júnior, do Vale das Carreiras, perto da fonte do Tojal: «Quando eu era pequena, o meu pai fez um barracão. O emadeiramento do telhado foi feito por dois carpinteiros da Loureira (o Ti João Caetano e o Ti José Caetano). Quando acabaram o trabalho, o meu pai perguntoulhes quanto devia. E eles responderam que não deviam nada. « O nosso trabalho é para pagar as carradas de água que o senhor Joaquim nos deu!» Hoje, só temos que abrir a torneira! Hoje não nos falta a água, mas talvez nos falte a solidariedade que nos é relatada nas histórias que vêm desses tempos. Catarina Neves

Dispensa do Pároco da Caranguejeira O Senhor Bispo de Leiria-Fátima aceitou o pedido de dispensa do múnus de Pároco da Caranguejeira do Revº Padre Joaquim de Almeida Baptista, que continua a exercer as suas funções nos serviços diocesanos de que é responsável. Para a mesma paróquia foi nomeado Administrador Paroquial o Revº Padre Dr. Jorge Manuel Faria Guarda, Vigário Geral da Diocese. Este pedido de dispensa é apresentado na sequência de divergências no seio da Direção do Centro Social Paroquial relativamente à opção de dispensar um funcionário, também membro da Direção, a quem a Segurança Social tinha concedido reforma antecipada. Alguns membros da Direção são da opinião de que este funcionário deveria continuar a exercer funções e a ser remunerado por elas, o que não é legal nem ético. Tanto o Conselho Paroquial como o Vigário Geral concordaram

com o Pároco em que, como habitualmente, também nesta situação se deveria decidir segundo a Lei e os princípios éticos. Uma vez que, perante esta situação uma parte da Direção continuava a não concordar com a demissão do funcionário, o P. Joaquim Baptista, enquanto presidente, declarou não haver condições para a Direção continuar em funções, o que não foi aceite por alguns elementos. Entretanto multiplicaram-se junto do Pároco diversas formas de pressão e animosidade no sentido de manter a Direção e o referido colaborador em funções. Perante esta situação de malestar e desestabilização, o P. Joaquim Baptista entendeu que todo o processo deveria ser gerido por outras pessoas e, para bem da instituição e da paróquia, apresentou o pedido de dispensa das suas funções paroquiais na Caranguejeira. O Senhor Bispo de Leiria-Fá-

tima agradece reconhecidamente ao P. Joaquim Baptista o trabalho pastoral que realizou na Caranguejeira e manifesta ao P. Jorge Guarda toda a sua confiança para a procura de soluções que promovam o espírito cristão e o bem comum de toda a comunidade paroquial, e em particular dos idosos e mais carenciados. Aos paroquianos da Caranguejeira o Senhor Bispo envia uma saudação afetuosa e pede que todos se esforcem por criar condições de convivência fraterna, no serviço desinteressado da comunidade e no respeito pelos princípios cristãos e pelos valores humanos. Leiria, 17 de julho de 2012 Vítor Coutinho, Chefe de Gabinete do Bispo Diocesano


AGOSTO

-- vida da comunidade --

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Festas de Santo Amaro e Santa Marta na Loureira

LUZ DA SERRA

5 A tradição dos andores de Bolos da Loureira

Para terminar foi entregue um Certificado de Reconhecimento pelo excelente desempenho e dedicação ao longo destes anos na elaboração dos andores de bolos de Sto. Amaro e Sta. Marta. Lúcia Ribeiro e Estefânia Moreira

Este lugar da Loureira é pequeno e acolhedor, quando há festas na terra trabalham com muito amor. Trabalham sempre em conjunto nunca se sentem sozinhas por isso, queremos homenagear a tia Teresa Torrinhas. Ela não está entre nós já partiu para o Senhor, mas quando havia festa participava no andor.

Fazia bolos e passaritos para a gente os poder comer, que senhora encantadora trabalhou até morrer. Nas festas de Santo Amaro há sempre bolos para vender, mas também há outra senhora que não podemos esquecer. É a Tia Ana Gonçalves uma senhora excelente, enfeita andores e vende bolos é o orgulho da nossa gente. Estão todas abençoadas, pela nossa Padroeira, mas ainda nos falta alguém É a Tia Maria Moleira. É uma senhora humilde e trabalha que se farta, faz o que tem a fazer, Para os andores de Santa Marta.

DR

Coziam os bolos no forno secavam cavacas e flores na eira, também temos que recordar a tia Maria Padeira.

São senhoras admiráveis todos nós podemos dizer, estejam no céu ou na terra não as podemos esquecer. Pedimos desculpa aos familiares pelos nomes das pessoas queridas, mas tinha que ser assim para que sejam reconhecidas. Isto é uma pequena homenagem e tem o valor que tem, cada uma à sua maneira recordá-las sabe tão bem. A Santo Amaro e Santa Marta vamos pedir protecção, para que não lhes falte coragem e seguir com a tradição.

Foi esta Senhora, a Tia Teresa Torrinhas da Loureira, como era conhecida, que inventou e mandou fazer a forma das flores, que foi feita pelo Sr. José Serralheiro da Gordaria. Esta forma já tem mais de 70 anos, está velhinha, mas ainda funciona, embora as flores umas vezes, fiquem melhor do que outras, mas vão dando o seu brilho nos andores. Ela também foi a inventora das cavacas que vieram substituir as flores de tesoura e as estrelinhas com que antigamente se ornamentava os andores de bolos e ofertas para levarem às festas de Sto Amaro e Sta Marta, Sagrado Coração de Jesus e Santíssimo, tendo ela sido zeladora do Sagrado Coração de Jesus e do Santíssimo durante muitos anos. Ela também chegou a fazer uma oferta em que por cima de uma bilha de azeite havia uma armação de arame que era ornamentada com as estrelinhas e flores de tesoura que ela aprendeu a fazer com a Tia Maria Damas Abelha e a Tia Maria Padeira. Eram feitas da massa dos bolos e eram cortadas com a tesoura aos bicos que fazia o efeito de estrela e eram fritas em azeite, depois barradas com calda branca e secas na eira espetadas na cortiça e abóboras.

Miguel Marques

Eduardo Caetano

No passado dia 7, 8 e 9 de Julho de 2012, a Loureira celebrou a festa em Honra de Sto. Amaro e Sta. Marta, organizada pelos jovens dos 25, 35, 45 e 55 anos aos quais agradecemos o seu empenho e participação na realização desta festa. No dia 9 de Julho, durante a celebração da Eucaristia celebrada pelo Sr. Padre Mário, houve uma homenagem a duas senhoras que já há muitos anos dão continuidade na elaboração dos andores de bolos. Foram homenageadas, a Tia Maria Moleira e a Tia Ana Gonçalves. Além destas senhoras também relembramos a Tia Teresa Torrinhas e a Tia Maria Padeira, a quem lhes foi dedicado estes poemas:

DR

A comunidade da Loureira, uniu-se mais uma vez para os festejos em honra dos seus santos padroeiros.

A Tia Teresa, teve sempre muitas colaboradoras/ajudantes ao longo dos anos na confecção dos bolos, corações, custódias, passaritos e cavacas feitas manualmente em casa e depois expostas ao sol para a calda secar. Mas, na confecção das flores de forma, era a Tia Maria Padeira que ajudava. Fazia-se uma calda, depois molhava-se a forma na calda e fritava-se em azeite ou óleo. Mais tarde, quando já não podiam, começaram outras duas senhoras, a Tia Ana Gonçalves e a Tia Maria Moleira, ainda hoje são elas que fazem as flores de forma. Hoje,os bolos, corações, custódias e passaritos são feitos nas padarias por um grupo de senhoras que sabem e têm gosto em ajudar a fazer o melhor. O muito obrigado. Hoje as cavacas já se compram feitas, depois é só enfeitar os andores e as ofertas para oferecer ao Santo dessa festa. E com todo o gosto e brio que, ainda hoje, se distinguem os Andores da Loureira. Ângela Gonçalves

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LUZ DA SERRA

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2012

São João de Deus em festa que a lotação da capela. Do Vale Sumo veio incenso, do Ninho de Águia veio reforço instrumental e coral e do Brasil, Fátima e Barcelos 4 Irmãos da Ordem Hospitaleira de São João de Deus. No Evangelho Jesus multiplicou os pães, no sermão o pregador recomendou que partilhemos nossos “pães e peixes” para os milagres continuarem a acontecer, como São João de Deus partilhou o seu amor com os pobres, há quase 500 anos, e o seu hospital de Granada se multiplicou por 300. Também foi dito que quem não puder ou souber fazer a multiplicação, faça a divisão.

No final da missa uma novidade: pela primeira vez na vida desta comunidade cristã, uma procissão. Leigos, religiosos e clérigos se alinharam religiosamente atrás da cruz e dos andores de bolos acompanhados pelo andor enfeitado do padroeiro. Cantando, caminhou-se processionalmente até ao “carvalho do Cruz” e ao alpendre onde, há 15 anos, acontecera a primeira missa (campal) do Casal da Estortiga, evento que inspirou aos estortiguenses a ideia de construir a capela que hoje tanto os congrega para orarem e fraternizarem. A fechar a celebração foi sor-

teada uma imagem de São João de Deus e declarou-se aberto o arraial. Quermesse, tiro ao alvo premiado com um leitão vivo, balcão de bebidas, venda de andores, restaurante, dança e muitos encontros e reencontros fizeram a tarde de uma pequena grande festa que só se extinguiu depois da meia-noite, quando a organista-cançonetista Graciete desligou os microfones do palco. Quem participou voltou enriquecido, com certeza; quem não participou terá outra oportunidade no próximo ano. Ir. Augusto Gonçalves

DR

O Casal da Estortiga viveu, em 29 de Julho, mais um dia de festa, a sua 15ª festa de verão, em honra de São João de Deus, seu patrono, que desta vez saiu à rua em procissão. A azáfama dos preparativos começou bem antes num crescendo de intensidade e colaboração que atingiu o auge ao final da noite de sábado quando tudo ficou enfeitado, varrido, musicado, atapetado, equipado e abastecido para o dia seguinte. No dia certo e na hora certa, 14:30 horas, começou a missa, presidida pelo pároco e participada por estortiguenses e vizinhos, mais do

DR

Comunidade de Casal da Estortiga organizou mais uma festa em honra do seu padroeiro.

Nomeação do conselho pastoral da Paróquia de Santa Catarina da Serra Sérgio Paulo Marques Pereira Hélder António Rosa Neves Isabel Mendes Rodrigues Marques Lúcia Marques das Neves Pedro José Pires Vieira Raquel Vieira Marques Patrícia Vieira da Costa Regina Oliveira Repolho Maria Fátima Gonçalves Ribeiro Raquel Sofia S. Rodrigues Marques António da Conceição Rodrigues Ricardo Brites Vieira Mário das Neves Santos Ricardo Jorge Santos Ferreira Maria Saudade Pereira Santos Inácio Ana Rita Dias Oliveira Maria Otília Pereira Alves Nuno Gonçalo Filipe Constantino Neves João José Antunes Ferreira Patrícia Alexandra Vieira Gonçalves Célia Cristina dos Reis Ferreira

Comunidade de Chaínça Comunidade de Loureira Comunidade de São Guilherme Comunidade de Vale Tacão Comunidade de Vale Sumo Comunidade de Santa Catarina da Serra Catequese Pastoral Litúrgica Pastoral Sócio – caritativa Pastoral Familiar Ministros Extraordinários da Comunhão Jovens Acólitos Confraria das Almas Pastoral Juvenil Pastoral Vocacional Agrupamento de Escuteiros Jornal e Comunicações Conselho Económico Designado pelo Pároco Designado pelo Pároco Designado pelo Pároco

O novo Conselho será apresentado à Comunidade paroquial, diante da qual fará a profissão de Fé Católica e se comprometerá a servir generosamente a Igreja nas tarefas que assume. Desempenhará as suas funções de acordo com os Estatutos aprovados, que deverá estudar diligentemente no inicio do seu mandato. Saúdo cordialmente o novo Conselho e invoco de Deus a Sua Bênção para cada um dos membros que o constitui. Leiria, 2 de Julho de 2012 O Vigário geral - P. Jorge Manuel Faria Guarda

Ficha Técnica Jornal Luz da Serra Nº455 - Agosto de 2012 Ano XXXVIII ERC 108932 - Depósito Legal Nº 1679/83

Miguel Marques

Acolhendo o pedido do Reverendo pároco de Santa Catarina da Serra, Pe. Mário de Almeida Verdasca, nomeio para constituírem o novo Conselho Pastoral da referida comunidade, sob a presidência do Reverendo Pároco, por três anos:

Conselho Pastoral Paroquial 1. O Conselho Pastoral Paroquial é um órgão representativo de toda a paróquia (cfr. cano 536 § 2), em que os membros da comunidade – clérigos religiosos e leigos exercem a sua corresponsabilidade relativamente à acção pastoral da Igreja, no âmbito da paróquia. 2. Constitui, por isso, o seu órgão principal de participação e de diálogo, com o fim específico de ajudar o Pároco:

a) a despertar todos os membros para a missão comum; b) a unir e a integrar na comunidade os vários centros de culto e de vida cristã, assim como os diversos serviços, movimentos e grupos que compõem a paróquia; c) a elaborar o plano pastoral da paróquia e a fomentar uma actuação coordenada de todos os sectores; d) a informar o Bispo da Diocese sobre a real situação da comunidade;

e) a formar e escolher os elementos mais competentes para os serviços pastorais; f) a ver as realidades pastorais da vida paroquial ou zonal; g) a rever periodicamente a acção pastoral, em renovação permanente.

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Os textos assinados e publicados no jornal LUZ DA SERRA – que podem ou não traduzir a linha de orientação deste jornal – são da inteira responsabilidade dos seus autores.


AGOSTO

LUZ DA SERRA

-- associativismo --

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Associação dos Amigos da Secção de Bombeiros da Sul do Concelho de Leiria

Associação Promoção Social da Chaínça

Calma nos Bombeiros

Obrigado

Apesar dos inúmeros incêncios por todo o país, os Bombeiros registam actividade normal.

tes: 244 741 991; 913 319 133 e ainda o geral: 244 745 871. O número de Fax, é o 244 741 991. Para terminar, a direcção da Associação apela para todos (as) participem no evento que vai decorrer no nosso quartel, no próximo dia 14, véspera do feriado do dia 15.

Continuam à cobrança as quotas referentes ao ano de 2012. Se possível, façam o seu pagamento no quartel, ou então junto dos cobradores existentes em cada núcleo das 4 freguesias. div

Tronco fóssil do Casal da Estortiga: Cupressinoxylon No dia 23 de Julho de 2009, Vasco Jorge Rosa da Silva encontrou-se, em Santa Catarina, com três cientistas da área da paleobotânica: João Pais e Mário Mendes, da Universidade Nova de Lisboa, e João Dinis, da Universidade de Coimbra. A deslocação ficou a deverse ao tronco fóssil existente hoje no Jardim do Brasão. Tal fragmento foi encontrado em 1989, a 5 metros de profundidade, em propriedade de Luciano Gonçalves, que foi natural e residente em Casal da Estortiga, quando procedia à plantação de uma vinha. Após a recolha de amostras e informações, todo o material foi alvo de um estudo laboratorial, tendo sido laminado em cortes transversais, tangenciais e radiais, antes de ser observado ao microscópico. Ficou o autor informado que o tronco petrificado, com cerca de 120-130 milhões de anos, é da família das coníferas. No ano seguinte, a 25 de Março, João Pais informou Vasco Silva que os fragmentos eram de uma araucariácea extinta, identificada como pertencendo ao género Brachioxylon. Porém, dificuldades maiores surgiram entretanto, pois não era possível apurar, com precisão, o dito género, na medida em que o tronco tinha (e tem) as estruturas finas

Miguel Marques - Arquivo

meses anteriores. Tal como escrevi o mês passado, volto este mês a alertar para o procedimento sobre o ligar 112, pois esse é o procedimento regulamentar, mas ligue simultaneamente para o quartel de Bombeiros mais próximo. No caso da nossa e das restantes 3 freguesias, ligue para o quartel nos Cardosos. Os nossos números de emergência são os seguin-

Miguel Marques

Ao exemplo de anos anteriores, alguns emigrantes naturais da Chaínça e residentes no Canadá, organizaram um jantar convívio em que as receitas eram a favor da Ass. da Chaínça. 2400 dólares, cerca de 1900 euros, que serão agora investidos no melhoramento de infra-estruturas e equipamentos para a associação. Obrigado por este gesto.

DR

Ao contrário do mês passado onde a actividade, quer da associação, quer da operacionalidade, tiveram grande expressão no dia-a-dia desta colectividade, para lá do dia 1 em que celebramos o aniversário, o restante tempo, foi de grande acalmia, felizmente. Aliás por norma os meses de Verão, são em termos associativos, aqueles em que as actividades são mais raras, o que se compreende, já que nunca se sabe o que pode acontecer em termos da actividade dos Bombeiros. Como atrás referi, felizmente não houve grandes ocorrências (fogos florestais) e no que diz respeito ao transporte de doentes não urgentes não dependem de nós, mas sim do sistema nacional de saúde. Como todos sabemos, os cortes estão aí todos os dias. Mesmo assim, conseguimos manter o número de transportes nas sete dezenas, tal como no último mês, embora longe dos

Emigrantes no Canadá dão oferta de 2400 dólares à Associação.

deficientemente preservadas. Formou-se então uma equipa internacional, composta por cientistas portugueses, espanhóis e franceses. Depois de dois anos de intenso estudo, a 17 de Julho de 2012, João Pais enviou ao autor deste texto um artigo científico com os resultados finais de todo o processo de análise dos fragmentos. O tema, subordinado ao título Conifer wood remains from the Early Cretaceous of the Figueira da Foz Formation (Lusitanian Basin, western Portugal): paleoclimate implications, identifica a conífera do Casal da Estortiga

como pertencendo ao género Cupressinoxylon. O estudo internacional, que vai ser editado em França, em língua inglesa, permitiu apurar que no Cretácico Inferior, quando a árvore era viva, as florestas da Península Ibérica eram bastante mais estéreis que as da Europa Ocidental. Por outro lado, não existia uma sazonalidade climatérica marcada. Finalmente, é de mencionar que no dito fóssil foram encontrados óxidos de ferro, hidróxidos e também resina. Vasco Jorge Rosa da Silva div


LUZ DA SERRA

AGOSTO

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2012

Vale Tacão, terra de história e tradições singulares Texto: Rita Neves e Vasco JR Silva Fotos: Miguel Marques e Rita Neves O nome de Vale Tacão, segundo a tradição local, surgiu do seguinte modo: “Existia nesta localidade uma grande mata, que era frequentada por caçadores, os quais vinham acompanhados dos seus cães. Quando chegavam junto da mata soltavam-nos e mandavam-nos procurar caça. Eles iam e voltavam para junto dos donos que insistiam, dizendo ”volta cão!” Tantas vezes esta frase foi repetida que substantivada deu origem ao topónimo Vale Tacão. Nessa época eram ainda poucos os moradores desta localidade. Consta que o respectivo lugar existe há aproximadamente 300 anos. A aldeia do Vale Tacão situase no extremo Norte da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho, distrito e diocese de Leiria. O seu início foi a Poente, abaixo do sítio onde, em Oitocentos, viria a ser erguida a capela. Aí existiam apenas algumas habitações e seus moradores. Posteriormente, a aldeia foi-se estendendo para a parte oposta, para o lado posicionado acima do templo. Isto terá ocorrido há cerca de 150 anos. Nessa época, as habitações eram ainda escassas, mas ao longo da segunda metade do século XIX o lugar cresceu de tal modo que a população atinge hoje as 165 pessoas. O lugar do Vale Tacão dividese em três partes, a saber: o Canto, que se situa abaixo da capela, sendo o ponto mais antigo do lugar; o Centro, onde se acha a escola e o Centro Cultural e Recreativo do Vale Tacão, e, por fim, a Barrajola, que corresponde à parte mais ao cimo do lugar. Terá adquirido este nome, porque designa um tipo de terra de cultivo. Existe ainda um sítio com o nome de “Agueiro”, onde se encontra um barreiro. Este esteve muito tempo sem ser habitado. No ano de 1852, começou a ser construída a capela em terrenos oferecidos por Ana dos Santos. A imagem de Nossa Senhora da Purificação, que se tornou a padroeira do lugar, foi entregue por Luzia

Maria, uma viúva da aldeia. Tinha-a em sua casa. A capela ficou concluída em Agosto de 1853, tendo sido benzida a 18 de Setembro do mesmo ano e realizada a primeira festa em honra da Senhora da Purificação. A missa foi cantada por três sacerdotes ao altar. Celebrou o Pároco José Gomes Ferreira Gaspar, coadjuvado pelo Pe. António Lopes, da Calçada, e o Pe. José Rodrigues, da Barrocaria. Foram cantar à estante os padres Manuel Rodrigues de Faria, de Siróis, e António Pereira, da Loureira. Foi juiz da festa António Marques, tendo como colaboradores José Marques, Manuel António e Manuel Francisco. O sino para o campanário foi fundido por um habitante do lugar, António Vieira Serralheiro, na sua oficina. O molde deste sino ficou em casa de Domingos Vieira Serralheiro, herdeiro do fundidor, residente no lugar da Fartaria, Gondemaria. Numa fase posterior, este sino foi vendido para a capela de Óbidos, freguesia do Olival. Em finais de Oitocentos, mais precisamente em 1893, a capela foi aumentada por Faustino Vieira Serralheiro, que emigrou para o Brasil. O templo ficou, no entanto, sem torre sineira, a qual só viria a ser edificada por volta de 1927, com planta da autoria do desenhador, mestre de cantaria e construtor António Inácio Vicente, da Chainça. Os operários foram Manuel Gameiro, do Pedrome, que iniciou a obra, e António de Oliveira, da Pinheiria, que a concluiu. Foram colocados dois sinos, um que veio, por obra do Monsenhor Manuel Marques dos Santos, da igreja do convento de Santo Estêvão, em Leiria, e o outro a 30 de Junho de 1935, já bastante depois da festa de inauguração, que teve lugar a 1 de Janeiro de 1929. O toque das “Trindades” (Avé Marias), de manhã e à noite, ficou a dever-se à iniciativa de Teresa de Jesus, mãe do Monsenhor Manuel Marques dos Santos. À morte daquela, o toque ficou a cargo de José

Os festejos em honra da padroeira, Nossa Senhra da Purificação, são o ponto alto daquela comunidade. Pereira dos Santos, que o desempenhou até ao dia da sua morte, ocorrida a 7 de Junho de 1972. O seu filho Bento Pereira dos Santos deu continuidade a esta prática durante muitos anos. Também António Caetano dos Santos, já nos seus últimos anos de vida, deu seguimento a esta devoção, tocando as “Trindades” ao fim do dia. Em 1952 comemorou-se o 1.º Centenário da construção da capela, que constou de festa

várias Congregações. No ano de 1955 foi criado um Posto Escolar, para as crianças receberem o ensino, pois até àquela data tinham de se deslocar à Quinta da Sardinha. O Posto Escolar funcionava na casa de Joaquim Vieira Serralheiro, que foi arrendada e adaptada para tal fim. Passados alguns anos, as condições tornaram-se precárias, tendo aquele sido transferido, ainda que provisoriamente, para uma casa pertencente à ca-

sia). A obra, com levantamento e projecto de finais da década de 30 do século XX, teve lugar em 1936-54, para a Quinta da Sardinha, e em 1965, para o Cercal. Por fim, o alcatroamento ocorreu no ano de 1980. O surgimento da luz eléctrica, em 1972, foi outro marco importante para a aldeia. Na localidade existem 3 fontes públicas. Uma delas foi mandada construir, ao que se sabe, por António Marques, avô do

Os teares que durante muitos anos produziram mantas e colchas eram uma referência do lugar. Actualmente estão quase parados. religiosa com missa campal. A pregação foi feita pelo Pe. António Marques Simão, natural da Pinheiria. Desde sempre, as famílias desta terra foram e continuam a ser cristãs. Por isso, delas nasceram muitas vocações sacerdotais, religiosas e apostólicas. Assim, além do Monsenhor Manuel Marques dos Santos, do Pe. Nuno Ferreira Filipe e dos Irmãos Joaquim Pereira das Neves e Júlio Faria dos Reis da Ordem de S. João de Deus existiam / existem mais 16 religiosas de

pela. Os pais das crianças e todos os habitantes resolveram a situação construindo uma confortável sala de aula, com a participação de uma verba camarária. Assim, desde 1979 o Vale Tacão passou a ter a sua própria Escola Primária. O lugar do Vale Tacão não tinha estradas, só carreiros e caminhos mal ladrilhados. Face a isto, o povo juntou-se e com a ajuda dos lugares vizinhos fez-se uma terraplanagem, tendo-se aberto uma estrada para ligar a Quinta da Sardinha ao Cercal (fregue-

Monsenhor Manuel Marques dos Santos, ao tempo “juiz de paz”. Uma outra fonte, mais antiga, era onde os primeiros habitantes se abasteciam. Tem estado abandonada. Uma terceira fonte, no sítio da Cal, possui um lavadouro público, com melhoramentos feitos pela população local e pela Junta de Freguesia, tendo servido, em tempos, tanto para a população se abastecer de água, como para lavar a roupa. O Vale Tacão sempre foi uma terra de tecedeiras e sempre teve o seu artesanato, bem tí-

pico e de grande antiguidade. Nos teares, as mulheres, nos serões e no tempo que lhes ficava livre das lides domésticas e agrícolas, teciam mantas de lã, de algodão e de trapos, mas também passadeiras, tapetes, lindas colchas e saias de riscadilho, para além de cardarem, fiarem, dobarem e de urdirem a lã que lhes era necessária. Hoje, na freguesia da Serra só no Vale Tacão é que se tece no tear manual de Emília Marques e filhas, sendo, por isso, uma actividade que em vias de extinção. O Vale Tacão sempre foi conhecido pelas suas matas, pelas suas culturas vinícolas, frutícolas e cerealíferas, as quais serviam de sustento a muitas famílias não só da terra, mas também da região. Na actualidade, o panorama económico destaca-se, sobretudo, pela presença de empresas ligadas à construção civil. A emigração também se fez sentir neste povoado, de onde alguns dos seus naturais partiram à procura de melhores condições de vida para si e para os seus. Na primeira metade do século XX, os emigrantes foram para o Brasil. É neste contexto que se destaca o nascimento do Bispo D. Luís Eugénio Perez. No dia 23 de Agosto de 1975 veio a Portugal, ao Santuário de Fátima, mas, em nome de sua mãe, Maria Vieira, e a pedido dela foi ao Vale Tacão, onde ela nascera. Já os emigrantes mais recentes, tal como nas outras aldeias, seguiram, sobretudo, para França.


AGOSTO 2012

Associativismo

O que visitar Gruta

Em 1975 formou-se uma Comissão para tentar dinamizar mais o lugar. A Comissão era constituída por dois homens casados, duas senhoras casadas, dois rapazes solteiros e duas raparigas solteiras. Aquela começou a organizar algumas actividades recreativas, como serões culturais, e desportivas, como torneios de tiro aos pombos e aos pratos, com o intuito de angariar fundos para a construção de uma nova escola. Ao fazer-se o desaterro para a construção da escola, aproveitou-se o desnível do solo para construir uma cave que passou a ser a sede do Centro Cultural e Recreativo do Vale Tacão (CCRVT). No piso por cima passou a funcionar a Escola Primária. Em termos legais, a escritura notarial pública foi assinada a 22 de Maio de 1981, tendo o Centro Cultural, actualmente 31 anos. É um dos mais antigos da freguesia. Depois de um tempo encerrado, um grupo de habitantes, muito com o apoio dos jovens do lugar, o CCRVT retomou a sua actividade em 2010. Hoje está aberto aos fins-de-semana, onde a população se junta para tomar café, conversar, jogar cartas, snooker, ténis de mesa e matraquilhos. Para além disto, o CCRVT organiza excursões, festas e almoços de angariação de fundos. Nos últimos quase 20 anos, a população alargou e melhorou a via pública principal, reconstruiu e aumentou toda a capela, construiu salas de catequese, um salão de apoio às festas religiosas do lugar e um polidesportivo ao ar livre.

Tecido empresarial Construções ValTacão, Lda.; Zé Pintor; Neto, Santos & Lopes, Lda.; Carlos e Filipe, Lda.; José Gonçalves Neves; TPB; Rafael Oliveira & Neves, Lda.; Adriano e Neves, Lda.; Transportadora Santa Catarina, David Neto dos Santos – Construtor Civil; Minimercado e Café Sol Nascente.

LUZ DA SERRA

-- Cadernos da nossa terra --

Um dos locais a visitar no lugar do Vale Tacão é a gruta localizada num terreno pertencente a Adriano Vieira das Neves, posicionado no Vale das Tias. A entrada encontra-se quase toda coberta de rocha, dificultando, assim, o acesso ao seu interior. Na primeira sala da caverna podem observar-se diversas rochas soltas e um solo remexido pela presença constante de animais. Algumas inscrições nas paredes indicam que, por exemplo, no ano de 1972, diversas pessoas da freguesia resolveram deixar o seu testemunho gravado para as gerações vindouras. No interior da gruta pode-se visualizar o fenómeno de formação das cavernas e algares, através da passagem de água corrente, a qual vai dissolvendo o calcário. Na maioria dos casos, os corredores existentes são de reduzida dimensão. A maior parte da gruta encontra-se praticamente inexplorada e ainda não está mapeada.

Coruto da cabeça Com o nome original de Coruto da Cabeça, a elevação que se encontra entre o sítio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão em 1922, e as Areias, actual freguesia da Gondemaria, foi de extrema importância no passado, na medida em que serviu de linha de demarcação entre os concelhos de Leiria e Ourém. Na parte mais a Sul, não longe da EN 113, toma o nome de Homem Morto, expressão mencionada já em 1716, quando se fez a delimitação entre termos leiriense e ouriense. Ao centro, onde se encontram diversos marcos limítrofes de freguesia, é conhecido, precisamente, por Coruto da Cabeça. Aí está também um marco geodésico, o qual pertence à triangulação nacional de 2.ª Ordem. Na parte mais a Norte, junto ao Casal da Fartaria, toma o nome de Cabeço da Biqueira. Do Homem Morto à extremidade contrária existem quatro marcos de limite dos concelhos de Leiria e Ourém, estando um junto à estrada à EN 113, antiga ER 15, outro na estrada que vai para a localidade das Areias, Gondemaria, outro para lá do marco geodésico e um terceiro, já na baixa, no sítio do Balancho, ou seja, no topo Norte do Casal da Fartaria, junto à povoação da Fartaria, de onde surgiu a família Fartaria.

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Casal da Fartaria

Esta localidade somente se começa a povoar nos finais do século XVIII. Francisco Cardoso e Maria Teresa, sua esposa, naturais de Fartaria, freguesia do Olival, instalam-se no Casal, no ano de 1884. Outros casais se seguiram como Ezequiel Pereira e Inácia de Jesus, José António Pereira de Sousa e Inácia de Jesus. Manuel Roque e Maria de Jesus, são o último casal a instalar-se. A fase inicial do Casal está relacionada com a problemática dos limites da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho e distrito de Leiria, com a do Olival, concelho de Ourém e distrito de Santarém. A primeira demarcação completa da freguesia de Santa Catarina da Serra é referida em acta de 1890. Uma linha partia das Barrocas da Biqueira (Coruto) e atravessava toda a elevação, até ao sítio da Cruz do Outeiro da Fartaria (Balancho). O modo de subsistência da população do Casal da Fartaria assentava, até aos anos 70-80 de Novecentos, nas actividades agro-pastoris. Cultivou-se a azeitona, embora não tenha existido nenhum lagar de azeite (as pessoas deslocavam-se à Fartaria), assim como a vinha, existindo ainda vestígios de diversos lagares e prensas. No passado existiu ainda um forno, utilizado para cozer o pão e a broa. No dia 13 de Maio de 2001 foi inaugurado um nicho com a imagem de Santa Catarina.

Casal Novo O Casal Novo é um povoado localizado entre o Vale Tacão e a freguesia de Cercal. Começou a ser habitado na primeira metade do século XVIII, quando se fixaram as primeiras famílias. Na Memória Paroquial de Santa Catarina da Serra, datada de 1758, esta localidade surge com o nome de Casal da Alagoa, com apenas 3 fogos (9-12 moradores). O mais antigo morador detectado na localidade nasceu em finais de Setecentos e tinha o nome de Manuel Lopes. Era casado com Maria Luísa, do Vale Feto, Espite. A partir dos anos trinta do séc. XIX, o Casal da Alagoa desaparece, definitivamente, das fontes históricas, voltando a surgir na década de 50 de Oitocentos, mas com o nome de Casal Novo. O Casal Novo foi alvo de inúmeras tentativas de povoamento, mas nunca criou, na realidade, uma aldeia. A maioria dos descendentes dos agregados familiares que se instalavam no local, provenientes de localidades que se encontravam situadas a Norte da freguesia de Santa Catarina, saía do Casal Novo. Em 1903, o Casal Novo tinha cinco chefes-de-família. Décadas depois, o número de agregados familiares fica ainda mais reduzido (3 fogos). Em 1963, só existia o fogo de António de Sousa. Herdeiros deste habitam ainda na localidade (2012).

Visite também estes lugares na internet em: Painel de azulejos que se encontrava na antiga capela. Supõem-se que seja tão antigo quanto a capela.

Apesar da longa história, o lugar ainda é marcado pela ruralidade. Estrada CM 1256 é local de passagem por algumas centenas de automóveis diariamente.

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LUZ DA SERRA

AGOSTO

-- Cadernos da nossa terra --

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2012

Pessoas que marcaram a vida do Vale Tacão Pe. Nuno Ferreira Filipe Nasceu a 22 de Novembro de 1924. Ingressou no Noviciado da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, no Telhal, em 1942. Foi perfeito da Escola Apostólica e dos Estudos Preparatórios no Telhal, tendo continuado os estudos de Filosofia e Teologia no Seminário de Angra do Heroísmo. Foi ordenado sacerdote a 8 de Dezembro de 1954, com 30 anos, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Angra do Heroísmo. Foi nomeado Director da Hospitalidade e capelão da Casa de Saúde do Telhal.

No ano lectivo de 1963-1964 interrompeu as suas funções em Portugal para fazer um ano de formação em Roma. Tendo regressado ao Telhal como capelão. De 1966 a 1968 foi nomeado mestre dos noviços e capelão em Barcelos. Eleito 1º conselheiro provincial, regressou ao Telhal de 1968 a 1971, altura em que foi colocado no Funchal, de 1983 a 2001, com as mesmas funções. Durante este período colaborou diariamente com jornais e rádios locais. Realizou encontros com os alcoólicos em tra-

tamento, facto que resultou na elaboração de um livro. Foi colocado em S. Miguel, nos Açores nos três anos seguintes. Tendo regressado à Madeira em 2004. Em Setembro de 2007 regressou para a Comunidade de Fátima onde foi confessor do

Santuário. Como a sua saúde foi começando a ficar mais debilitada foi mudado para a Comunidade de Lisboa em 2008, para ser assistido na Residência S. João de Ávila, onde esteve até ao seu falecimento, no dia 26 de Agosto de 2011.

O Pe. Nuno Ferreira Filipe foi director e redactor da Revista Hospitalidade. Escreveu vários livros dedicados ao fundador da Ordem Hospitaleira, aos jovens e ao problema do alcoolismo. Foi colaborador assíduo do jornal Luz da Serra, até deixar de o poder

Monsenhor Dr. Manuel Marques dos Santos

Jacinta Pereira das Neves

Corria o dia dois de Abril do ano de 1892, quando numa casa perto da capela, nasceu um rapaz a quem deram o nome de Manuel. Este rapaz veio a tornar-se o Monsenhor Manuel Marques dos Santos. Os seus pais eram Marcolino Marques e Teresa dos Santos. Ficou conhecido pelo nome de Pe. Marcolino, que era o do seu pai. Ora, numa época de tantos homens com o nome de Manuel, incluindo o do próprio Monsenhor, Marcolino identificava mais rapidamente a pessoa em questão. Foi baptizado oito dias depois de nascer, na Igreja Paroquial de Santa Catarina da Serra. Recebeu o sacramento da Confirmação em 1897, na sé de Leiria. Em 1906, após ter passado no exame da quarta classe e ter demonstrado determinação para prosseguir os estudos e seguir uma vida religiosa, entrou para o Seminário de Leiria, onde fez os preparatórios. Seguiu para o Seminário de Coimbra, onde estudou Teologia, durante três anos. Foi ordenado presbítero no dia 29 de Novembro de 1914, em Coimbra. Nesse mesmo ano matriculou-se na Universidade Gregoriana, em

Nasceu a 3 de Janeiro de 1924, no seio de uma família numerosa de 15 irmãos, no lugar do Sobral, dito da Granja. Era filha de António Pereira das Neves e de Maria José das Neves. Casou aos 22 anos com Manuel Pereira das Neves do Vale Tacão, onde ficou a residir. Foi mãe de oito filhos, avó de cinco netos e bisavó de três bisnetos. Desde a adolescência que sempre participou na vida familiar e da comunidade. Foi muito solicitada para dar conselhos, ajudou muitas famílias carenciadas, dava aulas de apoio a crianças com maiores dificuldades e ensinou muitos adultos do lugar e arredores a ler e a escrever. Jacinta Pereira das Neves era uma mulher alegre, gostava de cantar, fazer peças de teatro, organizar excursões. No mês de Maio, depois das aulas, ia com as crianças à capela rezar o terço a Nossa Senhora e antes das aulas rezava sempre uma oração com as crianças. Pertenceu aos movimentos da Acção Católica: Benjaminas, Juventude Agrária Católica Feminina e Liga Agrária Católica Feminina, da qual foi presidente durante alguns anos. Foi também dirigente diocesana da Liga Agrária Católica Feminina. Participou no Curso de Cristandade onde recebeu a força espiritual que a ajudou a dar-se ainda com maior intensidade e dedicação ao bem comum. Foi catequista desde muito jovem até ao dia em que uma grave doença a deixou impossibilitada aos 67 anos de poder continuar a dar o seu contributo à comunidade. Com 30 anos de idade foi frequentar a Escola do Magistério Primário em Leiria, onde concluiu o curso de Regente Escolar a 30 de Dezembro de 1956, tendo começado a leccionar no ano seguinte, nas escolas da Loureira, Olivais e Várzea (Arrabal). A 13 de Julho de 1961 foi nomeada para leccionar na Escola Primária do Vale-Tacão, onde esteve vários anos. Derivado à mudança de regime politico em

Roma, onde estudou Filosofia e Direito Canónico. Regressou a Portugal passados cinco anos e em 1920 foi nomeado professor de Dogmática do Seminário de Coimbra e um ano depois de Direito Canónico, tendo passado também a assumir as funções de Consultor Diocesano de Leiria. Em 1921 regressou ao Seminário de Leiria, para o reorganizar. A 23 de Junho de 1930 foi nomeado Vice-Reitor do Seminário de Leiria e, em 1943, foi nomeado Reitor do Seminário de Leiria e um mês depois Cónego Capitular da sé de Leiria. Foi nomeado Prelado Doméstico de Sua Santidade em 1953, tendo acompanhado a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima por todo o mundo, durante meses. Nutria pela Senhora uma devoção profunda. A vida do Monsenhor Manuel Marques dos Santos foi plena de oração, trabalho, estudo e dedicação à Diocese e ao Seminário. Faleceu a 2 de Julho de 1971, dia da Festa da Visitação de Nossa Senhora, com 79 anos, tendo sido sepultado no cemitério da cidade de Leiria.

fazer. O Pe. Nuno Ferreira Filipe era uma pessoa de grande simplicidade, com um grande amor à Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, à qual dedicou a sua vida.

Portugal, o Governo da República propôs às Regentes Escolares de todo o país a situação de reforma ou o regresso aos estudos para tirar o novo Curso de Magistério. O seu gosto pelo ensino era tão grande que Jacinta Pereira das Neves, com 51 anos, decidiu continuar os seus estudos, tendo concluído o novo Curso para o Magistério Primário em 9 de Julho de 1976, voltando a dar aulas no Vale Tacão, Sobral, Landal (Caldas da Rainha), Fernandinho (Torres Vedras). Por fim, regressou a Santa Catarina da Serra, onde aos 66 anos recebeu uma comunicação em que passava a situação de aposentação, terminando assim, de forma repentina, a sua actividade no ensino. Faleceu a 24 de Março de 2012, com 88 anos de idade. Jacinta Pereira das Neves, através da sua dedicação a Deus, do gosto em ajudar o próximo, da sua paixão pelo ensino e duma força de vontade única fizeram com que tenha sido um exemplo e uma pessoa marcante na vida da comunidade do Vale Tacão.


AGOSTO 2012

Desportivamente Falando Virgílio Gordo

mada de posse da nova direcção do clube. Curiosamente foi aquela que reuniu, o maior número de associados, cerca de 4 dezenas. Um luxo nos tempos que correm. Com o mapa de actividades e o Orçamento para a época 2012/2013 aprovados e com um acordo com a SAD da União Desportiva de Leiria assinado, estão reunidas as condições para que esta época seja uma época de sucesso. Estou certo, que com o trabalho e a ajuda de todos, tal acontecerá. Sem futebol sénior no clube, teremos futebol na segunda divisão nacional, com a presença da equipa leiriense no Campo da Portela. Será uma excelente oportunidade para os sócios da UDS voltarem a frequentar as instalações do clube ao Domingo, pois nos jogos para o campeonato da UDL SAD, terão entrada gratuita, desde que tenham as quotas em dia. Se tudo correr como o previsto, não será difícil adivinhar que na próxima época, voltaremos a ter futebol sénior. Aliás, tal como escrevi no último mês.

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Final de época de infantis Final de Época para os infantis da UDS na Lagoa Azul Realizou-se, no passado dia 8 de Julho, o encontro de final de época dos atletas SB13 da UDS, onde participaram atletas, a equipa técnica (Tiago Santos e Pedro Gomes) e os Pais. Foi na barragem de Castelo Bode, junto à lagoa azul. Todo este divertimento foi gratuito para os atletas, graças ao valor da venda das rifas e exploração do minibar. Foi um domingo divertido, onde pais e filhos partilharam experiências como

andar de canoa, banana aquática e muita brincadeira nas piscinas flutuantes. Na hora do almoço partilhamos um piquenique entre todos, fizemos umas brincadeiras com a cruz vermelha, numa sensibilização à exposição ao sol, os horários aconselhados e também ao uso de protetor solar. Pais e atletas agradecem à equipa técnica pela iniciativa desta organização. Jacinto Primitivo

DR

opinião

Tal como há alguns anos atrás, nos meses de Julho e Agosto, chamados os meses de defeso no que ao futebol sénior diz respeito, voltam a ser os torneios de futebol de 5, hoje Futsal, a terem a primazia dos desportistas da nossa freguesia e das freguesias limítrofes. Este ano então, com excepção do torneio de Caldelas, onde a Serra nos dois anos anteriores, esteve representada por uma equipa de veteranos, voltaram a ser os torneios da Chainça e do Cercal a prender as atenções de muitos de nós. Mais o do Cercal, pois foi aquele em que estiveram várias equipas compostas por jogadores da freguesia ou formados, ou que jogaram na UDS. Nas camadas jovens, ou em seniores já há alguns anos atrás. Apesar do bom desempenho de muitas delas, foi no torneio da Chainça que esteve uma equipa fundamentada na equipa de futsall da UDS, a estar presente nas meias-finais, nenhuma conseguiu atingir a final em nenhum dos 2 torneios. Como novidade, foi o primeiro torneio quadrangular de veteranos na Chainça. A equipa representativa da UDS, conseguiu o honroso segundo lugar, já que a super equipa do Clube Veteranos de Fátima, era praticamente imbatível.

LUZ DA SERRA

-- desporto --

opinião

Solução para a crise dos clubes de futebol: Futebol de Formação O fenómeno desportivo, mais precisamente, o futebol é um verdadeiro negócio e será cada vez mais uma atividade económica envolvendo verbas enormes. No entanto, como qualquer outro negócio, o futebol sofre igualmente com os altos e baixos da economia nacional e internacional. Contudo, o passado bem recente veio demonstrar que os clubes não funcionam como empresa, seja qual for a área. É preciso ter outra sensibilidade e conhecimento. Portugal terá sempre campeonatos abaixo dos cam-

peonatos mais ricos, sempre com um futebol mediano no plano financeiro. O que Portugal pode ter, e deverá ter, na minha opinião, é a possibilidade de, através da qualidade dos nossos jovens jogadores, conseguir que as equipas sejam mais fortes, pois desta forma poderão efetuar uma gestão financeira mais correta daquilo que investem e daquilo que depois rentabilizam desses investimentos. É essencial que os responsáveis dos clubes se mostrem sensíveis para com a formação assim como para a sua importância, quer do ponto

de vista desportivo quer do ponto de vista financeiro. Atualmente pode-se afirmar que a formação desportiva readquiriu um novo ponto estratégico. Deixou de ser apenas um processo de assegurar a qualidade desportiva dos clubes para ser também um meio de optimizar financeiramente os recursos humanos. Uma das soluções para o problema económico dos clubes em geral passará, do meu ponto de vista, por apostar inequivocamente na formação, criando estruturas, alterando conceitos e metodologias de forma a au-

mentar o número de jovens com potencial. Não serve de nada bater à porta das empresas a pedir apoios para isto e para aquilo se não existir um projeto válido, realista e coerente. Parece-me então consensual voltar a insistir no investimento na formação e nos jovens, facilitando a crise económica dos clubes de futebol e, ao mesmo tempo, garantir maior competitividade desportiva, principalmente ao nível das competições internas. Marco Santos

Teve lugar no dia 30 do passado mês de Julho, a assembleia-geral da União Desportiva da Serra, para to-

Atletismo Decorreu, no passado dia 02 de Junho, as provas do 30º Torneio Olímpico Jovem Nacional. Estiveram em competição cerca de 700 atletas. A Ana Oliveira obteve dois segundos lugares nas provas de Salto em Comprimento e Salto em Altura, com 5.38m e 1.66m respectivamente. pub


LUZ DA SERRA

AGOSTO

-- educação - associativismo --

12

2012

Agradecimento Alunos premiados Alunos com melhores desempenhos nas provas nacionais premiados Procurando incentivar o empenho e esforço dos alunos na realização das Provas Nacionais, o Agrupamento de Escolas de Santa Catarina da Serra ofereceu pela primeira vez, este ano letivo, um prémio “cheque-oferta” aos alunos com melhor desempenho nas Provas Nacionais de Aferição do 4º ano, por cada escola, e nas Provas Finais do 6º e 9º ano, provas que se realizaram nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Estes prémios enquadram-se no Projeto Escola+, financiado pelo Prémio Montepio Escolar atribuído ao Agrupamento.

Assim, nas escolas do 1º CEB, os alunos com melhores resultados foram: - Mariana Vicente Gomes (Língua Portuguesa); Igor da Silva Batista (Matemática) – Chaínça; - Beatriz Gordo Neves (Língua Portuguesa); Bruno Nunes da Silva (Matemática) – Loureira; - João Pedro A. Oliveira (Língua Portuguesa); Mariana Marques Gordo (Matemática) – Santa Catarina da Serra; - José Manuel M. Jordão (Língua Portuguesa); Salomé Filipa Rocha Carreira (Matemática) – Vale Sumo; No 6º ano, a Joana Gonçalves Alves, a Língua Portuguesa, e o José Luís de Sousa Pereira, a Matemática, foram os alunos que obtiveram os melhores desempenhos. Nas provas finais de 9º ano, os melhores resultados foram alcançados pelo Igor Ryabchynskiy, a Língua Portuguesa, e pela Silvana Oliveira Serralheiro, a Matemática.

Miguel Marques - Arquivo

O Agrupamento de Escolas de Santa Catarina da Serra vem por este meio agradecer à empresa CLUBE INTERNACIONAL DE TÉNIS DE LEIRIA a parceria estabelecida relativamente ao programa Escola Inclusiva. No presente ano letivo, um aluno com necessidades educativas especiais deste Agrupamento, para além de frequentar, na escola, disciplinas de acordo com o seu currículo específico, frequentou também, nesta empresa, atividades em contexto de trabalho. Sem esta parceria, seria impossível preparar este aluno para a vida adulta e ativa, num contexto de Escola Inclusiva. A Comunidade Escolar presta, deste modo, o seu agradecimento público a esta empresa.

Agrupamento Escuteiros 1211 - Santa Catarina da Serra

Associação Casa do Povo de Santa Catarina da Serra

“Pangeando no Gerês”

Projecto de Intervenção Musical

pedra a pedra, fomos até ao topo para partir numa nova aventura conhecida como Canyoning, um desporto de montanha que consiste em descer pelo rio, com manobras de cordas, slide, rapel, saltos para a água e claro, (como não podia faltar) a boa disposição de espirito! Os continentes aproximamse a passos largos para a maior união de sempre, fize-

DR

Com o objetivo de criarmos uma nova união e de criarmos laços entre nós, a Comunidade de Pioneiros do Agrupamento 1211, divididos por Continentes, regressaram cerca de 200 Milhões de anos atrás, até ao início, onde entre continentes e países não haviam intrigas, problemas egoísmos, individualismo ou competição, havia antes união, e entreajuda. Essa união, era conhecida como “Pangeia”. É então que este grupo de escuteiros decide ir ao Gerês, que simboliza a harmonia entre a Natureza e o Homem, fomos à procura de soluções para alguns dos desconcertos da Terra. Sendo a Gota de Água símbolo de pureza para nós, caracteriza cada um como ser individual e que o abre à descoberta de si próprio e dos outros. Em África, a água é escassa, formemos então um rio com um único sentido de corrente? E foi assim, os Pioneiros subiram até à Cascata do Arado,

DR

Escuteiros rumaram até ao norte do país para mais uma actividade.

mos mais uma caminhada, unidos, olhando para a magnifica paisagem daquela terra nunca antes vista pela maioria de nós. Ao deixarmos de ser Africanos, Asiáticos, Europeus, Americanos ou Oceânicos, passamos a ser um povo único, de coração aberto, pronto a viver com Deus num novo mundo puro, onde não há guerras. Resta-

Empresas & Negócios

P’la Comunidade da III, Tigre Confiante e Inês Ribeiro

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” foi o nome do espetáculo promovido pela casa do povo de Santa Catarina da Serra onde os alunos do PIM – projeto de intervenção musical, os alunos do Espaço de Dança, os coralistas dos coros Infantil e VivaVoz mais uma vez nos abrilhantaram com um belo serão. O espetáculo foi apresentado no salão paroquial no passado dia 24 de junho e contou ainda com a participação

de antigos alunos e amigos que cantaram e representaram numa cena em que a mãe (Soraia), contracenado com os seus dois filhos (Samuel e Rui), numa situação bem cómica, reclamou várias diferenças geracionais. Com esta bela sintonia entre momentos musicais, momentos de dança, canto e representação, mais uma vez se mostrou que a nossa terra está repleta de talentos. Bem hajam a todos eles!

Inscrições abertas Estão abertas inscrições para alunos de guitarra, piano, órgão, bateria, baixo e violino(se o número de alunos permitir a abertura da classe) a conferir na casa do povo de Santa Catarina da Serra. As inscrições devem ser feitas via email (geral@vivavoz.eu) ou pelo telefone 936441008 até ao dia 15 de Setembro de 2012. DR

A Barrinho Transportes, localizada na Loureira, obteve a 15ª posição no ranking das empresas de crescimento elevando entre os anos 2007 e 2010. Este estudo revela as empresas com melhores volumes de negócio e com maior taxa de crescimento de empregados. Fonte: Revista exame Julho 2012

nos agradecer-Lhe pela força e perdir-Lhe que não haja Homem algum que destrua esta união. Agradecemos também aos nossos irmãos Chefes que nos acompanharam neste sonho realizado.


AGOSTO

Breves

teressados, que são frontalmente contra a agregação, como as juntas de Santa Catarina, Caranguejeira e Chainça e os órgãos da EB, continuando a junta a tentar anular essa decisão errada. A junta, confirma que o restante saneamento da freguesia Já foi a concurso e poderá ser adjudicado em breve, informa que continua a acompanhar as diligências a nível da Câmara e ARS para a requalificação do actual centro de saúde, de acordo com a nova política do governo, que é diferente do anterior, e que a limpeza das valetas na freguesia não é perfeita mas está limitada pela reduzida disponibilidade orçamental da junta e desafia as pessoas a participarem na limpeza das vias públicas junto às respectivas habitações. Ainda neste período, os deputados José Paulo Moreira e António Lebre, insurgiramse contra o artigo publicado no jornal Luz da Serra onde

Parque Jardim das Oliveiras inaugurado Foi no passado dia 14 de Julho que foram inauguradas as obras realizadas no parque Jardim das Oliveiras na Pinheiria.

se criticam os deputados pela pouca intervenção que têm nas assembleias, classificam-nas de inoportunas e demagógicas pois pela parte do PSD não se critica apenas por criticar e, se não o tem feito, é porque não há motivos para isso e, sem contestar o direito à opinião manifestada pelo autor, consideram infeliz a sua inclusão numa peça jornalística destinada a informar a população sobre os assuntos tratados nessa sessão. Em resposta, o Sr. António Rodrigues, autor do dito artigo, esclarece ser sua intenção dinamizar as sessões da assembleia, partindo duma constatação de facto, e de ser espectável para todos, que os deputados defendam na assembleia as propostas com que se apresentaram aos eleitores, a quem deverão dar contas nas próximas eleições, e com isso, ajudar com sugestões a governação da freguesia. A responsabili-

Com condições há muito reclamadas pela população, a Junta de Freguesia procedeu à candidatura do projeto de recuperação do parque ao PRODER. Com a candidatura parcialmente financiada, bastou um mês para o parque ter um novo rosto. Mesas, assadores, corredores, novos equipamentos infantis, um bar, casas de banho, um palco e acesso para pessoas com dificuldades de mobilidade são algumas das vertentes que o parque pode agora oferecer a

dade da governação da freguesia é não apenas do executivo eleito mas também da oposição através da assembleia de freguesia. No período reservado à ordem do dia, foram aprovados todos os documentos apresentados pelo executivo com realce para, a ata da última sessão, já disponível para consulta no site da freguesia (www.santacatarinadaserra.com), o regulamento para utilização das viaturas da junta por terceiros, da autorização à junta para celebrar, com um privado, contrato de utilização temporária de uma parcela no aterro do vale da loureira, junto à feira, e ainda autorização genérica para dispensa de autorização prévia da Assembleia de freguesia, relativamente aos compromissos plurianuais, para efeitos do disposto na alínea c) da lei nº 8/2012, de 21 de fevereiro. A sessão continuou com a comunicação do Sr. Presidente da junta sobre a actividade do executivo desde a última sessão da assembleia destacando; a elaboração do estudo prévio para o Largo da Bemposta; a construção de valetas de cimento em várias ruas da freguesia; a construção do caminho florestal Gordaria/Olivais e a recuperação da fonte do Tojal; a reabilitação, vedação e sinalização da lagoa do boi. Terminou com a informação da actual situação financeira da junta – saldo de 30.672€ António Rodrigues

todos os que por ali passam. Com o envolvimento da maioria da população, nomeadamente os jovens do lugar, a inauguração contou com a presença de Joaquim Pinheiro, P. Mário Verdasca e Raúl Castro. Seguiu-se tarde de convívio e animação, terminando com a já habitual queima do boneco. Este foi um investimento de cerca de 65.000€, financiado em 26.682€ pelo PRODER e o restante pela Junta de freguesia.

Actas da Assembleia de Freguesia Publicadas na íntegra no portal da freguesia em www.santacatarinadaserra.com

Nova estrada que liga a EM593 (Gordaria) à EN113 (Olivais) Concluída a abertura do caminho publico que faz ligação directa entre os lugares de Olivais e Gordaria. Uma obra que é de grande importância para o desenvolvimento local e protecção da floresta em caso de incêndio. A execução desta obra contou com a colaboração dos confinantes.

António Rodrigues

Miguel Marques

Assembleia de Freguesia

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Fonte da Quinta da Sardinha À semelhança do que foi feito na fonte do Tojal a população de Quinta da Sardinha, Siróis e arredores pretende colaborar na requalificação da fonte da Quinta da sardinha. Convidam-se os confinantes, moradores e demais interessados a comparecer no próximo dia 18 de Agosto às 16H00 junto à fonte para marcação e esclarecimentos sobre a intervenção a realizar.

Vale Maior – Caminho da Fonte do Peixe A Junta de Freguesia pretende requalificar o caminho público desde o parque de merendas de Vale Maior ate à divisa/extrema da freguesia. Convidam-se os proprietários de parcelas confinantes com o caminho e demais interessados a comparecer, no próximo dia 18 de Agosto, às 17H00 junto à fonte do peixe para marcação do alargamento e das árvores a retirar e esclarecimentos sobre a intervenção a efectuar.

Miguel Marques

2012

Realizou-se no dia 26 de junho mais uma sessão da assembleia de freguesia de Santa Catarina da Serra com a presença de todos os deputados eleitos e algum público. No período de antes da ordem do dia, a Junta foi questionada pelos Srs. Deputados sobre vários assuntos da vida corrente da freguesia como; o efeito da moção aprovada na última sessão, para enviar às autoridades, sobre o novo mega agrupamento escolar; para quando a requalificação da EM357 entre a Quinta da Sardinha a Fátima e a solução para o perigoso cruzamento da bemposta; a omissão de “santa catarina da serra” nas placas do IC9. Também foi perguntado; pelo saneamento básico ainda em falta em parte da freguesia, pela revisão do PDM há muito prometida, pela limpeza das bermas feita fora de tempo e pelo centro de saúde que ninguém sabe para onde caminha apesar de estar vergonhoso. A todos respondeu o Sr. Presidente da junta, dizendo nomeadamente que o processo do IC9 ainda não está encerrado tendo sido enviado à EP uma lista extensa com correcções e reposições a fazer, onde constam as indicadas, e a junta também está a acompanhar o processo da EM357 que a Câmara está a negociar com a EP. Sobre a escola diz que a nossa moção de rejeição chegou ao ministro da tutela mas, inexplicavelmente, a resolução foi tomada na DREC sem ouvir nenhum dos organismos in-

LUZ DA SERRA

-- autarquia --

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LUZ DA SERRA

Passal e Adro: 6.4.1884

Fig. 1 – Marco limítrofe posicionado junto à propriedade que foi de Joaquim Vieira, próximo do encaixe da Rua do Jardim com a Praça Prior Neves. [Coordenadas: Norte 39º 40' 31,71'', latitude, Oeste 8º 41' 07,71'', longitude, e 349 metros de altitude. Fotografia obtida pelo autor às 17:26 horas do dia 26.6.2012, terça-feira, com uma máquina Fujifilm FinePix S1700].

na sacristia da Igreja desta freguezia de Santa Catharina da Serra, sub a presidencia de Joaquim Francisco, estando elle ahi presente, assim <como> Jose Rodrigues Ferreira, Antonio Marques, Manuel Ferreira Filippe e Constantino Pereira, vogaes da mesma Junta. O referido presidente expoz à Junta que sobre o objecto que tinha a chamar a sua aenção era que tendo-se já demarcado o terreno a que se refere acta lavrada no dia quatro de Novembro de mil oitocentos oitenta e trez, que achava de necessidade declarar nesta acta o seguinte: primeiro, que estava presente à demarcação o vendedor do terreno Jose Dias, casado, da Cova Alta, e que a Junta só demarcou o terreno que o dito vendedor declarou ter vendido a [fl. 42v] aproximadamente ha quarenta annos, e que os marcos confinantes com a propriedade vendida por este Jose Dias, este é que abriu as covas para os referidos marcos serem cravados e mais declarou o vendedor, que quando vendeu o restante da propriedade a Manoel Ferreira Fartaria já tinha vendido, à Igreja ha mais de vinte annos, e por isso só vendeu ao referido Manoel Ferreira Fartaria, da parede para dentro, porque da parede para fora estava vendido a Igreja como declarado fica. Outrosim, que os marcos foram cravados em toda a volta da Igreja ficando todos demarcando o terreno da mesma Igreja pela parte de fora, e se cravaram onze tendo cada um delles gravado a letra J no proprio marco, e que todos elles estam no seu lugar a excepção dum que ficou na direção da casa do senhor Padre Joaquim Gonçalves, ficou recolhido para a Igreja ficando a

serventia publica pondo [o] marco junto à parede da referida casa. E como não havia mais nenhum dos vogaes pedisse a pallavra o presidente levantou a sessão. Assim se houve esta sessão por concluída de que se lavrou esta acta que depois de lida e approvada vae ser assignada pelo presidente e vogaes. / O presidente: Joaquim Francisco. / O vice-presidente: Jose Rodrigues Ferreira. / O vogal: Constantino Pereira. / O vogal: Manoel Ferreira Felipe. / O vogal: Antonio Marques». [Consultar: Livro 1 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1853-85), AJFSCS, fls. 42-42v]. A acta da edilidade, feita durante a presidência de Joaquim Francisco, sangrador e professor de instrução primária, natural de Parracheira, herdeiro de José Francisco e de Maria do Rosário, consorciado, na década de 70 de Oitocentos, com Ana de Jesus, de Cercal, filha de Manuel Bonifácio e de Ana Maria, divide-se em duas partes, sendo que na primeira se aborda a questão do Passal e na segunda a delimitação do então adro da primeva Igreja Matriz. Na parte inicial do diploma somos informados da acta datada de 4.11.1883, a qual se refere à necessidade de reunir com o vendedor da propriedade, onde se encontra hoje, 2012, o Centro Social Paroquial de Santa Catarina da Serra, CSPSCS. A parcela em questão foi adquirida, pela Junta de Paróquia, a José Dias, de Cova Alta, no ano de 1844. Este, herdeiro de José Dias, de

2012

VENDE-SE

Vasco Jorge Rosa da Silva Investigador em História Paleógrafo e Epigrafista Leiria - Ourém

Vasco JR Silva

Até ao último quartel da centúria de Oitocentos, a sede da paróquia de Santa Catarina da Serra permaneceu despovoada. Na realidade, só a partir desse período é que se começam a instalar os primeiros casais. O primordial foi Júlio Vieira da Silva, negociante, exposto de Leiria, casado a 16.2.1881, com 31 anos, com Quitéria de Jesus, de 26, filha de Joaquim Rodrigues e de Maria de Jesus, de Pedrome. Estes começaram por morar em Pinheiria, tendo-se transferido para a sede paroquial logo no ano seguinte, em 1882. Na década de 80 do século XIX, voltaram para a Pinheiria, antes de irem morar, em definitivo, para Santa Catarina, solicitando, em 1887, licença para a edificação de uma habitação que deveria ficar a 17 metros do cemitério da sede de freguesia. O segundo casal era composto por José Domingos, de Pinheiria, e por Joaquina Maria, de Pedrome. Ele era herdeiro de Domingos José e de Joaquina de Jesus e ela era descendente de Manuel Marques e de Maria Joaquina. Além destes dois casais, tinha residência em Santa Catarina da Serra, em 1884, o Padre Joaquim Pereira Gonçalves, Prior Velho, embora não paroquiasse a freguesia. Residia no sítio onde se construiu, posteriormente, a habitação do Padre Joaquim Ferreira Gonçalves das Neves e na qual mora hoje, 2012, o Padre Mário de Almeida Verdasca. O outro edifício era a Igreja Matriz, onde, além dos ofícios religiosos, se realizavam, na sacristia, as sessões da Junta de Paróquia, uma vez ainda não havia uma casa para as mesmas. É neste contexto que uma acta, datada de 4.11.1883, procura apurar, com precisão, os terrenos pertencentes à Igreja Matriz da Serra, destacando-se o que ficaria conhecido por Passal e o do adro, pelo que se deliberou convocar José Dias, de Cova Alta, que fora o vendedor da primeira das duas propriedades, em 1844, ao Padre José Gomes Ferreira Gaspar [1841-62]. Apesar de tudo, somente no ano seguinte, a 6.4.1884, é que se fez a reunião: «Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos oitenta e quatro aos seis dias do mez de Abril, do dito anno reuniu-se a Junta de Parochia em sessão ordinaria,

AGOSTO

-- histórias da História --

14

Cova Alta, e de Josefa Maria, de Vale do Sumo, consorciou-se, na transição da década de 20 do século XIX, com Josefa dos Santos, sendo filha de José António, de Cova Alta, e de Rosa Maria, de Loureira. O vendeiro da dita propriedade é que efectuou a abertura das covas para a colocação de marcos. O restante do terreno foi adquirido, em 1864, por Manuel Ferreira Fartaria, o qual, casado em 5.8.1829, com Maria dos Santos, era filho de Manuel Ferreira, de Fartaria, Olival, e de Joaquina Matias, de Pinheiria. A esposa era herdeira de José Pereira das Neves, de Casal dos Ferreiros, e de Teresa dos Santos, de Pinheiria. Com mais interesse científico é a demarcação que se efectuou do adro da matriz da Serra, a qual é, como vimos, mencionada na mesma acta. Nela observa-se, claramente, que tinham sido colocados onze marcos em torno daquele espaço, de forma a delimitá-lo. Tinham gravado a letra J, abreviatura de «Junta de Paróquia». A 6.4.1884, todos se encontravam no devido local, à «excepção dum que ficou na direcção da casa do senhor Padre Joaquim Gonçalves, ficou recolhido para a Igreja ficando a serventia publica pondo [o] marco junto à parede da referida casa». Esta situação indica-nos que, no referido ano, o Padre Joaquim Pereira Gonçalves, sepultado no primevo cemitério público – com o epitáfio «Aqui jaz o R(everen)do / P(adre) Joaquim Perei- / ra Gonçalves / que nasceu / na Pinheiria / no dia 24 de / Dezembro de / 1822 e falle / ceu no dia 17 / de Outubro de / 1911. / P(ai) N(osso). Ave Maria». [Ver: SILVA, Vasco Jorge Rosa da, "Inscrições das lápides do antigo cemitério público", in Luz da Serra, Ano XXXIII, n.º 387, Novembro de 2006, p. 7] – residia no limite da demarcação do adro.

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AGOSTO 2012

LUZ DA SERRA

-- sociedade --

Foto Memórias

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Arquivo Histórico Tem fotos ou videos sobre a Freguesia de Santa Catarina da Serra? Contacte-nos e ajude-nos: www.forserra.com - (00351) 917 480 995 forserra@santacatarinadaserra.com Estamos disponíveis para nos deslocar a qualquer local para efectuar recolhas.

Desde Janeiro de 2011 que vimos publicando, todos os meses, fotografias que marcaram gerações e épocas da Freguesia de Santa Catarina da Serra.

Os primeiros

Agosto 12 e 13 – Paróquia Santa Catarina da Serra Festas do Sagrado Coração de Jesus 14 – Ass. Des. Social da Loureira 22º Aniversário 26 – Paróquia Santa Catarina da Serra Festas S. Miguel - Vale Sumo

Os primeiros. Alguns dos primeiros bombeiros voluntários na nossa freguesia. Estavamos no ano de 1998. A secção de bombeiros, inicialmente instalada na Junta de Freguesia, passou depois para a Casa do Povo onde permaneceu instalada até 2011, ano em que se mudaram para o novo quartel nos Cardosos. Do grupo, apenas alguns ainda exercem a actividade.

-» visto

Setembro 02 – Paróquia Santa Catarina da Serra Festas de Santa Quitéria - Chaínça 09 – Paróquia Santa Catarina da Serra Festas de S. Guilherme e S. Silvestre Magueigia

Receitas 650,00 1.288,70 1.136,02 1.264,54 762,07 770,28 640,00 6.511,61

Miguel Marques

Despesas

A União de Leiria, SAD, está a jogar em Santa Catarina da Serra. Após a passagem pela Marinha Grande, chegou a vez de Santa Catarina da Serra alugar o campo da Portela a esta equipa que tem tido um caminho atribulado. Na foto, a nova direcção da União Desportiva da Serra ultima os detalhes antes da assinatura do contracto. Envie-nos uma foto ou video do que acontece na sua rua e veja-o publicado aqui ou em www.santacatarinadaserra.com. Envie para: luzdaserra@santacatarinadaserra.com

Filarmónica Fogo Outras despesas TOTAL DE DESPESAS: TOTAL DE RECEITAS TOTAL DE DESPESAS

SALDO POSITIVO O Juiz da festa Joaquim Gonçalves Cordeiro Santa Catarina da Serra, 15 de Junho de 2012 A Direcção

Proveitos e Ganhos Serviço de Ambulâncias e limpezas Quotização de sócios Bónus Gasóleo Donativos Empresas Subsídio C. M. Leiria Donativos Particulares Revista (Violino no Telhado) Festa Vinil Outros Proveitos Aniversário Feira de Maio Festival Chícharo Almoço Santa Catarina Almoço Caranguejeira Almoço Arrabal Jantar Chainça Prov. Ganhos Financeiros Exploração do Bar Ganho Alienação Terreno Bemposta

41 838,44€ 31 585,05€ 3 975,62€ 21 394,15€ 75 000,00€ 4 368,56€ 1 400,00€ 3 103,14€ 607,87€ 1287,40€ 262,00€ 5 992,22€ 3 058€ 1 958€ 461,00€ 1 679,80€ 97,90€ 7 800€ 28 922,79€

Custos e perdas

Festa do Santíssimo Sacramento 2012

Ramo da Chainça Ramo da Loureira Ramo de Santa Catarina Ramo de São Guilherme Ramo do Vale Tacão Ramo do Vale Sumo Andor do Juiz TOTAL DE RECEITAS:

Ass. Amigos dos Bombeiros da Secção Sul do Concelho de Leiria

TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS … 234 791,94€

Confraria do Santíssimo

Porque uma foto vale mais que mil palavras.

Relatório de contas 2011

750,00 80,00 26,00 856,00 6.511,61 856,00

5.655,61

F.S.E. Electricidade Gasóleo Ferram.Utensílios Desg. Rápido Mat. Escritório Comunicações Rendas e Alugueres Deslocações e Estadas Manutenção e reparação viaturas Publicidade Propaganda Limpeza e higiene Out.For. E Serviços Água / Gás Honorários Subtotal dos Forn.Serv. Externos Impostos Custos com o pessoal Amortização do exercício Juros Empréstimo bancário Multas

5 278,69€ 15 259,18€ 203,47€

TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS

142 171,06€

RESULTADO FINANCEIRO

2 043,10€ 1 961,16€ 369,00€ 3 371,74€ 4 316,15€ 55,83€ 2 871,62€ 807,22€ 2 499€ 20,68€ 39 056,84€ 127,57€ 70 850,2€ 25 941,44€ 6 135,01€ 60,00€

92 620,88€ pub


LUZ DA SERRA

AGOSTO

-- entrevista --

última

2012

“O Futebol também é para meninas” O futebol feminino está a atravessar uma fase de grande entusiasmo em Ourém. A equipa de futebol de onze do Atlético Ouriense acaba de se sagrar campeã nacional da segunda divisão e assim subiu ao escalão maior do futebol nacional. Constituída por raparigas muito jovens e num campeonato muito exigente a equipa de Ourém conseguiu chegar ao fim das duas fases da prova com 23 vitórias, 2 empates e uma derrota. O dia 5 de Abril de 2012 fica para a história do desporto nacional. O futebol feminino alcançou, pela primeira vez, a passagem a uma grande competição internacional. As obreiras foram as jogadoras da seleção de sub 19, que garantiram a presença no Campeonato da Europa a que teve lugar, de 2 a 14 de Julho, na Turquia. Uma das atletas é da nossa freguesia. Daniela Pereira, nasceu em 1994 e reside no Vale Tacão. Este mês fomos falar com ela e descobrir o segredo para tanto sucesso num desporto que, para muita gente, ainda está associado aos homens.

algo mais e, se queria fazer parte daquela equipa, tinha que trabalhar e evoluir muito para o conseguir”. Tinha chegado a altura de profissionalizar o desporto, aquele que até então, tinha sido apenas um simples gosto pelo futebol e criar novas amizades. Nesse mesmo ano, a equipa de futsal de séniores femininos do CEF tinha terminado e achou que era uma oportunidade de experimentar um novo projecto, e aceitou o convite para jogar no Ou-

sorte de poder pertencer à Seleção Nacional de Futebol Feminino sub-19, “do qual me sinto muito orgulhosa pelo reconhecimento do meu trabalho por parte do selecionador”, destaca. A forma como o público em geral, a família e os amigos olham para o futebol mudou

futebol e o apoio que lhe têm dado ao longos destes últimos anos. Afirma porém, que não tem sido fácil encontrar pessoas que apostem no futebol feminino. “Por vezes ainda nos defrontamos com algumas pessoas que têm ainda a mentalidade de que , como se costuma dizer, o futebol não é para meninas “. Diz ainda que “esta é uma men-

técnicos e tácitos como em termos pessoais e profissionais, o que é realmente muito proveitoso para o nosso futuro.” No que respeita à nossa freguesia, a Daniela destaca a importante existência de novos clubes para que se possa aumentar o número de praticantes de futebol. Gostava que existisse uma equipa de futebol feminino, pois assim a modalidade poderia evoluir, dar visibilidade e ter uma maior competição entre as atletas. Por outro lado, é também um incentivo à prática de desporto, visto ser cada vez mais indispensável para a nossa vida. A Daniela terminou agora o secundário onde, em conjunto, tirou um curso profissional de técnicas de secretariado. O futuro, esse, gostaria que passasse pelo mundo do futebol com um contrato profissional ligado a um clube de referência. No entanto, a Daniela preparase para a próxima época, treinando todos os dias à espera de uma oportunidade num desporto que, atualmente, também é para meninas. Boa sorte Daniela.

8ª concentração vespinga Freguesia vai estar representada no evento que, em edições anteriores, passou pelo complexo da UDS

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Nascida a 28 de Setembro de 1994, Daniela Alexandra Marques Pereira reside no Vale Tacão e faz parte da equipa de futebol feminino Atlético Ouriense, de Ourém. Aquando dos primeiros toques na bola, ainda em criança, sentia algumas dificuldades na prática deste desporto, principalmente quando a alcunhavam de “maria-rapaz” por ser das poucas meninas a entrar em campo para jogar à bola no meio de rapazes. A Daniela estava assim a dar os seus primeiros passos no desporto rei, quando aos 12 anos entrou para a equipa de futsal feminino do CEF, Centro de Estudos de Fátima. Permaneceu lá durante 4 anos. Foi selecionada, durante alguns anos, para a equipa distrital de futebol de 7 de santarém onde a equipa participava em torneios de inter-associações de sub17. O convite não tardou em chegar, vindo pelo Clube Atlético Ouriense, para integrar a equipa daquele clube. Mas, foi no seu primeiro estágio da seleção nacional, que percebeu que afinal o futebol não é tão a brincar como tinha parecido até à data. “Percebi que podia ser

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Texto: Miguel Marques

talidade que temos tentado combater e, pouco a pouco, vamos conseguindo mais alguém para nos apoiar e ajudar. É um processo que demora tempo, mas que vamos ter de conseguir realizar, para podermos evoluir futebolisticamente como também em termos de sociedade e mentalidade.” De toda a sua pequena carreira, como jogadora, a Daniela já tem algumas histórias para contar. Entre lesões e participações, momentos altos e de glória, a Daniela conta já com alguns entre os quais destaca uma lesão no ombro que teve na época passada que a fez deixar de jogar e de treinar e a ficar de fora de um estágio da seleção nacional. Dos seus momentos mais marcantes, positivamente, destaca os dois grandes feitos históricos alcançados na selecção nacional: a passagem para o campeonato da europa e a chegada às meias finais nesse campeonato. “Esta foi realmente a melhor experiencia da minha vida, onde para além de podermos conhecer outras culturas, tivemos a oportunidade de confrontar 4 das 8 melhores equipas da europa neste momento e que nos ajudou bastante a ganhar alguma maturidade tanto em termos

riense. É neste clube que está há já duas épocas e prestes a começar a terceira. Durante este percurso tive a enorme

muito desde que entrou para o Ouriense. A Daniela destaca a importante mudança, em termos familiares, na forma como olham agora o

O convite chegou à ForSerra e estende-se a toda a Freguesia. Representar a freguesia naquele que é considerado um dos maiores eventos vespistas do país. O evento realiza-se de 7 a 9 de Setembro em Fátima e conta com a participação de vespistas vindos de todo o país. Se quiser colaborar com a freguesia neste evento entre em contacto com a ForSerra. pub


luzdaserra2012.08  

Luz da Serra Agosto 2012

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