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MENSÁRIO DE SANTA CATARINA DA SERRA - FEVEREIRO 2012 - 1€ PREÇO DE CAPA

Querida Juventude

continua na Pág. 3 pub

Festa de São Sebastião

Jovens nascidos em 1991 animam a Vila com os Festejos em Honra de S. Sebastião.

Miguel Marques

Navegando num sítio da net, sobre problemas juvenis deparei-me com este comentário de Ana C. "A juventude está muito banal hoje em dia. Fumam, bebem, "ficam" etc. Estão materialistas demais. Não valorizam a vida, nem o próximo, nem Deus. Estão vazios." Não pude deixar de pensar no cenário aterrador de tantos jovens ou melhor adolescentes e até pré adolescentes agarrados aos copos de cerveja ou aos modernos "chotes", que anestesiam o corpo e deixam a mente sem norte."De que adianta uma felicidade alcoólica que adormece os sentidos e me impede de viver as coisas como realmente são?" As drogas andam por aí, por toda a parte, e parece incrível como vão ganhando defensores. Distingue-se entre leves e pesadas mas a verdade é que mais tarde ou mais cedo as leves vão ganhando peso e o organismo já não dispensa o poder da alucinação ou a força do delírio de uma "ganza". Os neurónios vão sendo destruídos lentamente e os problemas, que não se enfrentam, multiplicam-se como as moscas na carne putrefacta. Na família o amor vai-se tornando uma sombra que facilmente desaparece e os bens vão desaparecendo para ser o "produto" que é absolutamente necessário. Os pais, esses estão descansados em casa em envolvidos nos seus "esquemas" como se neste mundo se pudesse crescer a monte. De tal maneira...

O apelo do Rancho

Festival de Sopas da Ass. de Bombeiros

Pág.8

Rancho Folclórico de S. Guilherme apela à população

Pág.10 Ciclismo

X Benção Nacional de Ciclistas Carnaval Solidário

Pág.7 Pág.16

Pensamento do mês “Pasteleiras da Serra” preparam participação na X Benção Nacional de Ciclistas

Pág.8

“Deve dar valor as pessoas, enquanto elas estão por perto, pois saudade não será motivo suficiente para que elas voltem.” pub


LUZ DA SERRA

FEVEREIRO

-- família paroquial --

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13/1 - Inácia Eusébio de Oliveira, viúva de José Ferreira Fartaria, de Santa Catarina, partiu para o Pai no entardecer dos seus 86 anos de idade 14/1 Bonifácio Repolho, casado com Teresa das Neves Oliveira, da Bemposta em Santa Catarina, partiu para a Casa do Pai aos 76 anos de idade 23/10 - Joaquim Inácio Vieira, viúvo de Maria do Rosário Vicente, da Chainça, partiu para o Céu aos 83 anos de idade 27/1 - Maria da Trindade, solteira, do Vale Sumo, terminou a sua peregrinação neste mundo e foi para a casa do Pai com a idade de 84 anos.

Bonifácio Repolho N. 28/09/1935 F. 14/01/2012 Santa Catarina da Serra Sua esposa, filhas e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que os acarinharam neste momento de dor e tristeza ou, que de outra forma, manifestaram o seu pesar. A família reconhecida agradece todas as demonstrações de solidariedade pela perda do seu ente querido. A todos, muito obrigado.

Angelina da Purificação Henriques N. 21/02/1920 F. 10/12/2001 Pedrome Mãe, Sinto tanta saudade de ti mãe, Que és para mim a Flor mais viçosa Do meu jardim Que rego com nostalgia O teu belo olhar em pedra fria. Seres mãe, É doce primazia da tua alma, Que é cândida estrela, Que do firmamento tanto brilha Como se fosses a ninfa para mim, Desse teu amor inaudito do coração. Assim mãe, Tu és rosa papoila e magnólia, E da doce saudade tua Eu entro no meu quarto Onde ouso ser o templo Onde, em mim, oras mãe. Com a força do sol nascente Ou, viva a água da fonte. E a tua alma é límpida como a água do rio E do tejo cor do céu, Reluzem as ninfas com a tua alma E tu mãe, és a alegria de um verso meu Onde canta beleza do teu ser. Seres vida nesse além Onde os anjos te louvam ao deus do amor E no prado teu corpo pó, É flor viçosa que renasce pela primavera em flor Onde teu sábio viver, Colhi a educação E na natureza de tua alma, Tu brilhas do céu para mim. Leonel Jorge

A família

Inácia Eusébio de Oliveira N.08/10/1925 F. 13/01/2012 Santa Catarina da Serra

José Gonçalves das Neves N. 15/01/1917 F. 16/01/1992 Loureira Por ocasião do 20º Aniversário da sua morte, a sua família recorda-o com muita saudade. A família

A família vem, por este meio, agradecer a todas as pessoas que se incorporaram no seu funeral ou, que de algum modo, manifestaram o seu pesar. Agradecemos também ao Centro Social Paroquial de Santa Catarina da Serra pelo apoio que lhe deram. Filhos e netos

Aos familiares enlutados “O Luz da Serra” apresenta sentidas condolências e une-se em oração de sufrágio

Foi no passado dia 28 de Janeiro de 2012, que José Rodrigues de Oliveira e Lúcia Jesus Ribeiro de Oliveira, do Sobral, festejaram os seus 50 anos de matrimónio, com os seus filhos, netos, e restante família e amigos. A cerimónia realizou-se na Igreja de Santa Catarina da Serra, na qual os noivos renovaram os seus votos matrimoniais. A festa continuou com grande alegria, pelo dia fora. Os seus netos brindaram a cerimónia com quadras muito sentidas de amor e gratidão: Avó, Quantas noites sem dormir, Quantos dias sem comer, Para poderes acudir, Aqueles a quem deste o ser.

Foi no dia 24 de Janeiro que o casal Mário das Neves Vicente e Isabel da Conceição de Jesus Gonçalves Vicente celebraram os seus 25 anos de matrimónio. A celebração foi na Capela da Loureira, onde família e amigos se reuniram. Os Filhos

Dia Mundial do Doente

Estamos gratos, minha avó, Por tudo o que nos fizeste. Pudessemos nós dar-te também, Tudo o que já nos deste. Para te agradecermos, E seja lá como for, Tudo o que podemos fazer, É darmos-te muito amor. Avô, Vou descrever a figura Dum homem honesto e bondoso Tem nos olhos a ternura, Mas é um homem vigoroso Com alguns cabelos brancos, Mas com o espírito jovem, Ainda tem alguns encantos, De quem foi um lindo homem. Este homem é puro e valente É o nosso avô de quem falo Amigo de toda a gente, Conhecê-lo é um regalo Felicidades aos noivos pelas suas Bodas de Ouro.

DR

29/1 - Diogo Vieira Oliveira, filho de Nelson Miguel Pereira Vieira e de Ivone Inácio Oliveira, do Pedrome. Foram padrinhos: Nuno António Sousa Vieira Lopes e Ana Cristina Inácio de Oliveira.

2012

É já no dia 11 de Fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lurdes, que a Igreja celebra o Dia Mundial do Doente. Desde 1993 que a Igreja propõe a todas as suas comunidades a celebração de um dia dedicado aos doentes. Foi uma iniciativa de João Paulo II, poucos anos após a instituição da Comissão Pontifícia para o Apostolado dos Profissionais de Saúde. E como é costume, o Papa publicou uma mensagem, convidando os católicos a um "acolhimento generoso" de todas as vidas, sobretudo junto dos mais "fracos". No documento, divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé, o Papa relaciona os "sofrimentos materiais e espirituais do ser humano", falando num "binómio entre a saúde física e a renovação após as lacerações da alma". pub

Envie-nos o seu anúncio, da secção da família paroquial, que nós prometemos publicar gratuitamente. Data limite de entrega: último dia de cada mês Os anúncios publicados serão gratuitos, desde que cumpram os requisitos necessários para a publicação.


FEVEREIRO 2012

Editorial

Vendeu tudo e comprou a pérola “O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra”. Mt 13,45.46). Um muçulmano do Iraque fez isso mesmo. Eis um pouco da sua história. Chama-se Muhammed. O pai dele é o chefe supremo dos Xiitas e ele está destinado a suceder-lhe no cargo. Riquíssimo e cheio de privilégios. É a esperança da etnia. Tinha um futuro brilhante. Nada lhe faltava para ser feliz, segundo o mundo. Nos tempos de Sadan Hussein foi chamado para o quartel e colocaram-no na camarata de um cristão. Estavam sozinhos. Ao descobrir que o colega de quarto era cristão, o sangue subiulhe à cabeça e fez logo planos de o forçar a converter-se ao Islão. O nome do cristão é Massoud. Muhammed começou logo a fazer-lhe da vida um inferno. Os muçulmanos dizem que os cristãos são pagãos e é preciso convertê-los à força; “ou crê ou more”. Segundo eles, aquele que de um cristão faz um muçulmano, já está salvo; vai para o Céu. A todas as provocações, insultos e grosserias, o cristão respondia com delicadezas. Pregava Cristo não com palavras mas com a vida. O amor cristão é mais forte

LUZ DA SERRA

-- vida da comunidade --

do que o ódio. Aos poucos tornaram-se amigos. Conversavam, mas o cristão era prudente em suas palavras, pois tudo poderia acontecerlhe se o muçulmano pensasse em ser cristão. A amizade foi crescendo. Muhammed começou a sentirse atraído pelo Evangelho. Apaixonou-se aos poucos por Cristo. Foi o começo de uma terrível perseguição por parte de sua família. Durou 14 longos anos e ainda continua agora. Passou 16 meses numa terrível prisão. Foi condenado à morte. Levaram-no para o deserto e ali o tio disparou uma arma contra ele enquanto seus irmãos mais novos lhe apontavam com armas. Ferido abandonaram-no. Alguém passou por ali e conduziu-o ao hospital. Muhammed a todos perdoava. Cada vez se sentia mais firme na fé cristã. A sua grande ânsia era ser batizado. Vai ter que esperar 14 anos e antes, fugir para o exílio. Se a Igreja o admitisse viria logo mais uma perseguição sobre ela e sobre todos os cristãos. “ Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós…” (Jo 15,20). “Felizes de vós

AMIGOS DA LUZ DA SERRA Com uma nova gestão, torna-se necessário destacar todos os amigos do Jornal. A partir desta data tencionamos publicar aqui todas as ofertas que chegam à redacção do Jornal, (o pagamento das assinaturas não é publicado). O Jornal agradece. Este mês chegaram os seguintes donativos:

Antonio Neves Claudino - França - 10€ António Alves Oliveira - França - 5€ José Rodrigues Narciso Santos - Vila Nova de Gaia - 5€ Dulcelina Oliveira Craveiro - Chainça - 5€ Augusto Oliveira Pereira - Leiria - 5€ Lucilia Vieira Neves - Loureira - 10€ Fernando Pinheiro Mota - Lamego - 5€

Apelo Face à atual conjuntura económica e aos pesados impostos e taxas que somos obrigados a pagar, o Jornal Luz da Serra está com algumas dificuldades financeiras. Toda a ajuda é bem vinda. Colabore.

quando vos perseguirem por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai será grande a vossa recompensa” (cf. Mt 5,11). Estes ensinamentos de Jesus deram-lhe muita força nas horas mais difíceis de sua caminhada. Nada mais lhe interessava senão o Batismo. Foi na Jordânia, que depois de muitas dificuldades Muhammed, sua esposa e seus dois filhos conseguiram realizar o grande sonho: SER CRISTÃO. Mudou de nome assim como os familiares. Hoje seu nome é JOSEPH Fadelle. Mas para poderem viver a sua fé, após o Batismo tiveram que fugir para a Europa. Auxiliados por amigos cristãos conseguiram embarcar e após inúmeras dificuldades encontram-se finalmente na França, no exílio, sem regalias nenhumas, na pobreza, por vezes só com a ajuda de outras pessoas conseguem vencer. Esperam dias melhores. Joseph encontrou a pérola de valor infinito. Vendeu tudo e “comprou-a”. Hoje são cristãos exemplares. Vivem felizes embora morrendo de saudades das famílias e do Iraque que trocaram pela LIBERDADE dos FI-

P. Serafim Marques

LHOS DE DEUS. Apontamentos tirados do livro escrito por Joseph Fadelle:”PREÇO A PAGAR por me tornar Cristão” (livrarias do Santuário e Paulos). (não deixe de ler este livro) Que preço pagaste tu para seres cristão? Fomos criados em “estufa”: família, Igreja, catequese… E agora como aprecias e vives o TESOURO da FÉ? Está na hora de repensares a tua vida cristã. O abuso da graça de Deus tem as suas consequências. Se a tua fé nada te custa a viver, desconfia da tua vida cristã e vê o que podes fazer…

Testamento de Martín Vigil O boletim "Bellavista" dos antigos Jesuítas de Vigo deu a conhecer o emocionante Testamento do espanhol José Luis Martín Vigil, que abandonou, há muitos anos, a Companhia de Jesus e se tornou num famoso escritor. Eis o seu teor: «Bom, por fim morro cristão como comecei. Creio em Deus. Amo a Deus. Espero em Deus. Não perseverei na Companhia de Jesus mas não deixei de a amar e estarlhe agradecido. Não conheço o ódio, não preciso de perdoar a ninguém. Mas sim que me perdoem quantos se sintam credores meus com razão, que serão mais dos que conservo na memória. Amei ao próximo. Não tanto como a mim mesmo, se bem que tentei isso muitas vezes.

Não farei um discurso sobre a minha passagem pela vida. Quanto há para saber de mim o sabe Deus. Quanto aos meus restos mortais, só desejo a cremação e consequente devolução das cinzas à terra, na forma mais simples e menos molesta e onerosa. Deixai-vos pois de flores, memórias ou similares. Tudo isso é lixo; só desejo orações. Deste mundo só levo o meu traje: a minha alma. Consignado tudo o resto, agradecido a todos, desejo causar o mínimo de incómodo. Deus vos pague.»

...De tal maneira que o João M. diz com a mágoa que lhe encha a alma "às vezes, eu tenho vontade de desaparecer, só p'ra ver quem vai sentir, realmente, minha falta". Mesmo correndo o risco de ser impopular pois "tu sempre vais estar errado se disseres o que as pessoas não querem ouvir" eu digo que a família hoje se demitiu da sua missão e está longe de ser aquilo que tem que ser. Os pais ou toleram as vidas medíocres dos filhos e vivem como se tudo estivesse bem, ou correm velozes para ilibar os filhos dos seus erros e carregar as consequências das suas irresponsabilidades. O pai de um festeiro dos 20 anos, dizia com mágoa que nem 10% dos pais apareceram na festa para apoiar e estar perto dos filhos. O Alfredo, de 19 anos diz "Minhas imperfeições e fracassos são como uma bênção de Deus, assim como meus sucessos e meus talentos, e eu coloco ambos a seus pés." De facto este jovem tem a consciência de que só Deus pode ajudar a crescer quando assumimos os erros e as capacidades e os colocamos nas suas mãos. Julgo atitudes e não pessoas. "Você sabe meu nome, não minha história. Você sabe a cor dos meus olhos, mas não o que eles já viram. Então não se sinta no direito de me julgar." Mas a verdade é que as atitudes e as palavras falam da abundância ou do vazio dos corações. Os jovens não têm um presente sorridente e muito menos futuro promissor, o que os pode desmotivar, mas parece terem perdido os ideais nobres que animaram a juventude de todos os tempos. Para estarem seja onde for preci-

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Continuação da página 1

P. Mário de Almeida Verdasca sam das garrafas da alienação para buscarem nelas o ânimo que não tem na alma. Fico com pena e lamento que a grande maioria passe a sua juventude, que tem de marcar as sociedades, sem sequer se ter apercebido de que tem tanto para dar, e de que a comunidade e a Igreja não podem ir buscar a outro sitio o espírito rebelde e inovador, a jovialidade e o entusiasmo da fé. Como dizia alguém "estou curioso para ver este mundo daqui a 10 anos". Não perdi a confiança na juventude mas sinto-me muito desiludido com alguns daqueles que receberam da comunidade o melhor que tinha e o esconderam atrás da banalidade. Não quero correr o risco de ser "bota de elástico" mas não posso deixar de ser realista. Então prefiro deixar para os jovens, um pensamento da minha bagagem "Se te magoarem, olha para Cima e continua caminhando. Faz com que eles se perguntem porque é que ainda estás sorrindo"

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LUZ DA SERRA

FEVEREIRO

-- vida da comunidade --

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2012

Gestos e atitudes na liturgia O significado de alguns gestos na liturgia Genuflexão

Quando os nossos pais nos levaram à igreja da nossa paróquia para sermos batizados, o sacerdote e depois os nossos pais e padrinhos, fizeram-nos o sinal da cruz na fronte. Porquê? Porque o sinal da cruz é o mais importante de todos os sinais cristãos. Ele recorda o mistério pascal de Cristo, que tem no centro a cruz onde Ele deu a sua vida por nós. Não admira, por isso, que todas as celebrações litúrgicas comecem pelo sinal da cruz e pelas palavras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A seguir, ao longo das celebrações, o presidente faz, por vezes, o sinal da cruz sobre as pessoas e as coisas. E, por fim, todas as celebrações terminam também pelo sinal da cruz, em forma de bênção. Diz o sacerdote: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho, e Espírito Santo. E enquanto ele diz estas palavras, traça, com a mão direita, uma cruz sobre toda a assembleia, e cada um dos fiéis faz sobre si próprio o sinal da cruz. Não é só na liturgia que isto acontece. Ao deitar-se e ao levantar-se o cristão faz o sinal da cruz. Como o faz? Colocando a mão esquerda, se está livre, sobre o peito, traça sobre si mesmo uma cruz, com a mão direita aberta, da testa ao peito e do ombro esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amen. Quando se pode dispor de água benta, começamos por molhar a ponta dos dedos da mão direita na água, e depois benzemo-nos. A água benta recorda-nos a graça do santo baptismo. Nos desafios de futebol transmitidos pela televisão, com frequência vemos os jogadores, ao entrarem no campo, a fazer o sinal da cruz... mas muito mal feito. E

A genuflexão consiste em dobrar o joelho direito até ao solo, por respeito, e a voltar a erguer-se em seguida. O corpo deve manter-se direito. O cristão deve genuflectir sempre que passe diante do Santíssimo Sacramento. Na missa deve fazer uma inclinação sempre que passe diante do presbítero ou do bispo que preside, para se dirigir ao ambão onde vai proclamar a Palavra de Deus ou cantar o Salmo ou por qualquer outro motivo. Fora da celebração da missa, genuflecte-se sempre diante do Santíssimo Sacramento quer exposto na custódia, quer no sacrário. Todos genuflectem à Cruz, desde a adoração solene, em Sexta-feira Santa, até à Vigília Pascal, e a assembleia genuflecte às palavras «E encarnou...», nas solenidades da Anunciação e do Natal do Senhor; nos restantes tempos e festas faz, apenas, uma inclinação.

Miguel Marques / Arquivo

O sinal da cruz

não são só eles. Há cristãos que até na igreja fazem o mesmo. Não se pode chamar àquilo um sinal da cruz. Quando muito, será a sua caricatura. Quando te benzeres, não faças assim. O Senhor que por ti morreu na cruz merece mais do que isso. Benze-te sempre devagar e com muita dignidade, pensando em Jesus, teu Salvador e Mestre.

O nosso corpo e o espaço Quando estamos de pé, o espaço tem para nós seis partes: acima de nós, abaixo de nós, à nossa frente, à nossa retaguarda, à nossa direita e à nossa esquerda. Para chegar ao que está acima de nós elevamo-nos nos pés e levantamos os braços; apanhamos o que está abaixo de nós abaixando-nos; alcançamos o que está à nossa frente avançando; recuamos quando queremos ir buscar o que ficou lá atrás; sempre

que precisamos de ir para a direita ou para a esquerda, para aí nos voltamos antes de começarmos a andar nessa direcção. Fazemos cada um dos nossos movimentos exteriores com os nossos pés e as nossas mãos. Estará tudo dito? Não haverá mais espaço nenhum a explorar? Há sim. Podemos falar também do espaço que existe dentro de nós, aquele que constitui o nosso mundo interior. Para entrarmos nesse universo não usamos os pés nem as mãos, mas o nosso espírito. Entramos dentro de nós recolhendonos, ou andamos por fora de nós quando nos dispersamos.

Estar de pé Na missa, os fiéis estão de pé: desde o início do cântico de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, até à oração colecta, inclusive; durante o cântico

do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão de fé e a oração universal; e desde o invitatório Orate fratres antes da oração sobre as oblatas até ao fim da missa, exceto nos momentos adiante indicados.

Caminhar Na liturgia, para fazer a maior parte das ações, caminha-se. Assim acontece na procissão de entrada, quando o leitor vai ler ao ambão, quando o acólito se levanta para levar os dons ao altar, durante a procissão da Comunhão, ao sair da igreja, depois da despedida. Em todos esses momentos, e ainda noutros, se caminha na liturgia. Não é fácil caminhar bem e com dignidade durante a missa. Muitos fazem-no de maneira desagradável e distraída; outros com demasiada pressa ou

devagar demais. Todo o cristão deve ser ensinado a caminhar bem nas celebrações sagradas.

Estar sentado ou de joelhos Ouve-se melhor alguém que fala, quando se está sentado. Por isso nos sentamos durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e a preparação dos dons; e, conforme as circunstâncias, durante o silêncio sagrado depois da Comunhão. Estamos de joelhos durante a consagração, exceto se as razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Mas se alguém não puder ajoelhar-se nesse momento tão importante, deve fazer uma profunda inclinação de todo o corpo, à elevação da hóstia e do cálice.

Uniformidade dos gestos e atitudes Para se viver plenamente a celebração é necessário que todos estejam em sintonia nos gestos e nas atitudes. Quando a assembleia está de pé, todos devem estar de pé, ou quando está de joelhos, todos devem ajoelhar e, se por razões de força maior, alguém precisa de ter uma atitude diferente, deve procurar um lugar onde não incomoda ninguém, pois é incómodo, por exemplo, ajoelhar, e ficar com uma trave á sua frente. Que todos procurem estar em sintonia com a comunidade reunida e com o espírito da celebração.

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FEVEREIRO 2012

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Centro Social Paroquial de Santa Catarina da Serra

Um novo rumo, um novo fado

Vida para além dos 60…

DR

No dia 5 de Fevereiro estaremos na Loureira, depois da missa das 9, a vender filhós quentinhas e acabadas de fazer. No outro fim-desemana, (11 e 12 de Fevereiro), estaremos na Igreja matriz de Santa Catarina da Serra a vender a famosa filhós, depois da missa do sábado à noite, e depois da missa do Domingo às onze e meia. Sem nos esquecermos da nossa paróquia, no próximo dia 26 de Fevereiro estaremos a representar a via-sacra dos Olivais a Fátima. Nesta via-sacra serão representadas duas a três estações e, ao longo de toda a via-sacra, serão realçados os problemas sociais. Toda a representação terá realce no fado português, património da humanidade. A palavra fado vem do latim fatum, ou seja, "destino". E por isso o fado da nossa via-sacra será Cristo, o novo rumo, para nós comunidade. Ricardo Brites

O assinalar de 2012, como o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, constitui-se como uma oportunidade para refletirmos sobre o facto de a população europeia viver agora durante mais tempo do que nunca. Apesar de não se tratar de um tema novo, o alerta para estas questões continua a fazer sentido, na medida em que o envelhecimento, é ainda visto, com demasiada frequência, como uma sobrecarga para a população ativa. Faz ainda mais sentido num mundo antagónico de contrastes que, tão depressa se indigna com o mau cheiro de uma pessoa que atravessa a rua ao nosso lado como, inexplicavelmente, deixa apodrecer o vizinho idoso, sem família, sem sequer sentir um leve incómodo pelo odor de um corpo em decomposição… Quem diria, perante as notícias que todos os meses vêm a público sobre esta realidade, que todos somos seres humanos e cidadãos de iguais direitos neste

DR

Preocupado com o envelhecimento? Qual será o nosso lugar na sociedade quando tivermos 60, 70, 80 ou mais anos?

Grupo de jovens prepara algumas atividades junto da comunidade.

Desde Setembro que um grupo de jovens se tem reunido, duas vezes por mês, com o Padre Mário e as professoras Cláudia e Patrícia a fim de preparar atividades para a comunidade desta paróquia. Atividades essas, com fins lucrativos ou não. Um dos nossos objetivos é formarmo-nos jovens cristãos e atentos às pessoas que nos rodeiam. Grupos como este já por estas bandas passaram. E, um deles foi o "Jovens em Construção". Nós gostamos tanto de ter ouvido falar neste grupo e na força que eles tinham que, quisemos seguir-lhes as pegadas e tornarmo-nos em "Jovens em Construção II". Não uma simples imitação, mas sim, uma continuação de um rumo que por eles foi vivido. O nosso grande projeto é participar nas jornadas mundiais de 2013. Um encontro de jovens de todo o mundo com a santidade papal no Brasil. É um projeto ambicioso e de elevados custos e, para isso, temos trabalhado.

LUZ DA SERRA

-- actualidade --

mundo?! Que mundo paradoxal é este onde se praticam e passam impunes tantos incumprimentos legais e, simultaneamente, se permite que um ser humano apodreça por falta de uma ordem judicial para arrombar a sua residência?! Que mundo é este em que nos aproximamos e mantemos contacto diário com pessoas de toda a parte do mundo através das novas tecnologias e, simultaneamente, permitimos que o vizinho da porta ao lado morra sem que nos apercebamos?! Vivemos cada vez mais tempo. É um facto inquestionável! Mas em que condi-

ções e em que circunstâncias? Se, para uns, o envelhecimento não impede a manutenção de uma vida saudável e ativa, habitualmente associada a boas condições socioeconómicas; para um número, ainda demasiado grande dos idosos da nossa sociedade, a perda gradual de saúde e de qualidade de vida representa o início de um longo e penoso caminho. Os objetivos da comemoração deste ano passam, precisamente, por sensibilizar, difundir boas práticas e incentivar os responsáveis políticos e restantes partes interessadas a facilitar o en-

velhecimento ativo. Passa por dar às pessoas idosas a possibilidade de participarem de forma plena, na sociedade e de levarem uma vida autónoma com o máximo de qualidade de vida possível, intervindo em áreas tão diversas como o emprego, os cuidados de saúde, os serviços e políticas sociais, a educação de adultos, o voluntariado e a adaptação de habitação e transportes, entre outros. Pretende-se que esta iniciativa vá além do debate e comece a produzir resultados palpáveis. Envelhecer é uma condição obrigatória do ser humano, não requer talento nem habilidade. Mas há muita vida para além dos 60! Saber envelhecer e amadurecer depende, não apenas da nossa predisposição enquanto indivíduos e da forma como encaramos a vida, mas, também do empenho da sociedade na criação de condições que facilitem e incentivem a valorização e participação social ativa da população idosa.

Teleassistência a idosos Câmara avança com Teleassistência para apoio domiciliário a idosos Alertar para situações de emergência, no que toca à saúde e segurança, ou a simples solidão, é o que permite a Teleassistência, que vai avançar no concelho de Leiria. Beneficiários poderão pedir apoio através de um botão de emergência, aliado a um telefone de alta voz. Câmara já aprovou regulamento do projecto pub

Responder a "situações de emergência" de cidadãos com mais de 65 anos é o objectivo do projecto Teleassistência, que vai arrancar no concelho de Leiria por iniciativa da câmara local. O regulamento do serviço foi aprovado em reunião de executivo, esta semana, e prevê, enquanto serviço telefónico de apoio, dar resposta a si-

tuações de emergência, como o envio urgente ao domicílio de médicos e enfermeiro, ligação a serviço de ambulâncias, bombeiros e polícia, estabelecer contactos com familiares e terceiros e aceder ao serviço 'Voz Amiga' (solidão). O serviço "é accionado através de um equipamento de emergência, aliado a um te-

lefone de alta voz", que permite aos beneficiários "falar, serem localizados e identificados por uma Central de Assistência, que faz a avaliação imediata da situação detalhada e lhe dará a resposta mais adequada", explicita o regulamento.

divulgação


LUZ DA SERRA

pósitos de velhinhos, o que esperamos que nos façam a nós? A vida de hoje é muito diferente e andamos todos ocupados a ganhar dinheiro, não temos tempo nem paciência para os nossos filhos então, compramos uma playstation um monte de vídeos para eles não incomodarem. Na hora do jantar, olha-se para a televisão para ver e ouvir as coisas tristes que se passam por todo o lado. Não há diálogo. Não se pergunta pelo avô, pela avó, pelo pai ou pela mãe que estão no lar. "Estão muito bem. Não lhes falta nada." Dizem muitos filhos. Esquecem-se que as coisas mais importantes nestas idades não se pagam: dão-se. A solidão mata. A tristeza envelhece. O esquecimento angustia. Uma visita pode durar só 5 minutos, mas não imaginam como pode ser o medicamento de toda a semana para um coração triste e abandonado. Um dia, tudo será diferente, mas enquanto não é, façam qualquer coisa. E se não fizerem, não critiquem quem faz! Num mundo materialista em que o dinheiro é o deus de

2012

A Ação católica

Isabel Gameiro

"Ninguém se queixa que não sinta dor" Este é mais ou menos um provérbio português. Não vou gritar, pois o meu grito não se ouviria em todo o lado, mas vou partilhar a minha dor convosco. Nós, que todos tivemos ou ainda temos uma mãe, um pai, os da minha geração, geração de 60, recebemos uma educação e valores determinantes para uma vida com dignidade, respeito e educação. Quantos pais fizeram tudo para que na mesa nada faltasse? Quantos pais pouparam tudo para que os filhos pudessem ter uma peça de terra para construir uma casa? Quantos pais se privaram de quase tudo para dar um curso aos filhos? Quantos? Muitos com certeza. Hoje, onde estão esses filhos? Onde estão os filhos que receberam o melhor dos pais? Onde estão os sorrisos e os carinhos que deveriam ser o retorno do que receberam? Como é que nós, os da minha idade, e não só, nos esquecemos desses valores desses pais e velhinhos? Se nós que recebemos estes valores, estes exemplos e esquecemo-nos de quem temos nos lares e nesses de-

FEVEREIRO

-- correio do leitor --

6 Um grito silencioso de dor

Maria Primitivo muita gente, nem todos pensam dessa maneira. Não comprem o que se não vende: um sorriso, uma visita, uma palavra...E há quem o faça por vocação, por amor. Deixem estender a mão a quem gosta de o fazer. Já não há madres teresas mas há gente que reconhece Deus no próximo. Numa freguesia de valores e de gente batizada, o que esperamos para o nosso futuro? Que nos arrumem em prateleiras com um rótulo e um valor a pagar no fim do mês? "Mas, meu Deus, onde estás tu que não te vejo?" E Deus respondeu: "Eu era aquela velhinha que tu não ajudaste a atravessar a rua" Poderia escrever um livro de testemunhos que oiço todos os dias, mas não valeria a pena. Se não há tempo para um minuto de carinho, não haveria, de certo, tempo para ler os testemunhos de vida de gente que deu tudo e nada recebe. Amar é dar sem receber. A todos os mais velhinhos que me ensinam tanto, o meu muito obrigada e estão sempre, sempre no meu coração. Bem hajam!

Resposta a Agostinho José de Oliveira

No Luz da Serra de Setembro de 2011, prometi dar umas riscas do que era a Acão católica. É quase impossível dar uma ideia que deixe de ser pálida. Era um movimento especializado da Igreja, muito bem organizado, e fundado em 1933 pelo Papa Pio XI. Foi lançado ao mundo católico no dia de Pentecostes desse mesmo ano. Era especializado porque as suas linhas de orientação em comum estavam organizadas segundo os meios em que as pessoas se inseriam. Assim, quem vivia no meio rural tinha a linha de formação eclesial e até Apostólica, social e profissional de acordo com o seu meio específico. Era denominado pelas vogais do alfabético, a, e, i, o, u. A letra a Definia as e os agrários que eram em grande número nesses tempos áureos. A letra e, destinava-se aos estudantes, a letra i era para os independentes, ou fossem aqueles e aquelas, que não dependiam de um trabalho ou estudo definido. Nas cidades havia bastantes. As mulheres não trabalhavam ao género de sobrevivência, nem alguns homens , incluindo os operários e operárias nos meios fabris. Entre nós, era, particularmente, Leiria, Marinha Grande, Mira D’áire e Minde, Porto de Mós e mais alguns isola-

dos sem expressão. Todo o resto era rural ou agrário. Nos jovens definiam-se pela letra j, ou seja juventude. Daí a jac, e jacf. E por aí fora com as outra vogais. Nos adultos ou casais era a letra l lac. Lacf. feminino e masculino. Bons de entender, a isto chamavam-se os Organismos. Havia as organizações, igualmente especializadas, que constituíam as direções diocesanas e nacionais. Os grupos eram paroquiais e daqui saiam geralmente os elementos devidamente preparados para as dioceses e direções nacionais. Ninguém se candidatava. A escolha tinha os seus critérios sempre sérios e exigentes. Finalidade. Educar para a fé e para o trabalho. Tinha normas rígidas de certo modo, mas era-nos dito que sem exigência não havia Amor, as provas eram claras e esse Amor dava frutos. Para uma ideia. A pré-jac era logo a seguir à cruzada eucarística. Ia até aos 14 anos. Seguia-se o grupo de adolescentes também com a sua responsável própria que aos dezassete mais ou menos transitavam à jovens. Última etapa até ao casamento ou acesso à vida consagrada. Isto nelas e neles. Deixavam de ser jacistas e passavam a Lacistas. O aspirantado, com mais de um ano de reuniões, tinham muito que trabalhar e com que alegria o faziam,

sempre de madrugada. Era doutrinal com guião próprio e uma responsável. A vida se piedade e sacramentos era regra fundamental e regular. Havia um programa mínimo a cumprir e até em tempo de pobreza uma cota mensal a pagar alegremente. O que se aprendia era muito e bom. Que o digam os que porventura ainda vivem a paróquia era, ao tempo, a principal ou das principais da diocese um grande número de gente bem formada que merecia os elogios e apreço da diocese e da parte nacional. Os padres trabalhavam como galegos. Reuniões. Confissões, e não se julgue que eram só as mulheres ou moças. Os homens e jovens eram muitos de delicadeza na matéria. Havia atividades formativas e recreativas que punham a um canto tantos programas da nova vaga, que deixam só uma vaga de valores. Não avanço mais. Mas isto não chega. Voltaremos ao assunto porque vale a pena. Desculpem.

Domingos Marques Neves No Jornal Luz da Serra do mês de Janeiro de 2012 o Sr. Agostinho José de Oliveira, de Sirois, aproveitando o meu artigo sobre “ Coisas da Nossa Terra” atacou-me com um imaginário ocorrido há 19 anos, segundo diz. Quero-lhe dizer que tenho e sempre tive muito respeito

pelo cemitério e pela memória dos familiares ali sepultados e não sei o que são cidadãos de primeira ou de segunda. Não me alongarei mais sobre o escrito do Sr. Agostinho nas colunas deste jornal Luz da Serra. Estou disponível, através do meu correio eletrónico (do-

mar@sapo.pt), esclarecer todos os interessados, incluindo a atual J. de Freguesia, já que esta e a anterior estarem também a ser atacadas.

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O meu muito obrigado

Quer expressar a sua opinião neste espaço? Envie-nos a o seu comentário até ao final de cada mês por email: luzdaserra@santacatarinadaserra.com Nota: Os textos deverão ter no máx. 2000 caracteres e deverão chegar à redacção devidamente identificados com nome, morada e contacto do autor, mesmo que a publicação se pretenda anónima.

Ficha Técnica Jornal Luz da Serra Nº449 - Fevereiro de 2012 Ano XXXVIII ERC 108932 - Depósito Legal Nº 1679/83

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Os textos assinados e publicados no jornal LUZ DA SERRA – que podem ou não traduzir a linha de orientação deste jornal – são da inteira responsabilidade dos seus autores.


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Equacionada a possibilidade de recuperação do Centro de Saúde Entidades visitaram o Centro de Saúde de Santa Catarina da Serra para observarem de perto as condições em que os utentes são atendidos. Para alguns responsáveis, Santa Catarina da Serra foi o primeiro Centro de Saúde que visitaram desde que assumiram funções, após a eleição do atual Governo.

Batida às raposas A Associação de Caçadores organiza a primeira batida às raposas deste ano. Dia 26 de Fevereiro, com a concentração junto do campo de tiro, pelas 08h da manhã. O almoço é por conta da associação. A associação informa também, que neste dia, é proibido a caça ao tordo.

Todos os ex-combatentes do ultramar residentes em Santa Catarina da Serra tem vantagens. Na compra de medicamentos na farmácia em Santa Catarina da Serra, ao apresentar o cartão de sócio das Liga dos Combatentes, obtém 10% de desconto. O desconto é válido para os associados e respetivos cônjugues. Atualmente, está a ser efetuado um levantamento sobre o número de ex-combatentes, sendo que estes podem increverse junto da ForSerra ou no site www.santacatarinadaserra.com

Centros de Saúde de Caranguejeira, Cortes, Coimbrão e Monte Real. Em avaliação, está a possível recuperação e ampliação do atual Centro de Saúde, colocando de parte a construção da Unidade de Saúde Familiar nos Cardosos, anunciada em Abril de 2011. Recorde-se que o protocolo prevê a construção de duas

Rancho Folclórico do Freixial comemora 10º Aniversário extensões de saúde, Cortes e Monte Real. Prevê ainda a extinção das extensões de saúde de Santa Catarina da Serra, Caranguejeira e Arrabal com a construção da nova Unidade de Saúde familiar nos Cardosos. Durante a visita foram reconhecidas as necessidades e a urgência em tratar o assunto com a maior celeridade pos-

sível. Contactado, por este jornal, o Município Leiriense define que este e um dos processos que o atual executivo camarário gostaria de ver resolvido durante o seu mandato. As obras são da responsabilidade da Administração Central para serem dadas melhores condições quer aos profissionais da saúde quer aos utentes.

Formações em Santa Catarina da Serra A Associação continua a promover formações em várias áreas de acordo com as necessidade da Freguesia. Terminou, no passado mês de Janeiro, mais uma formação modular de 50h, promovida pela ForSerra, desta vez, dirigida a pessoas que trabalham com crianças. Esta formação tinha como principal objetivo reconhecer as várias formas de atuação perante comportamentos disfuncionais na criança em idade escolar e pré-escolar. Situações como, a depressão infantil, stress e resiliência, formas de disciplina, formas de atuação / atitudes de apoio emocional das crianças, crianças superdotadas, hiperativas e isoladas. Abordava também problemas como o sono e os seus problemas, a educação esfincteriana, o papel do educador como acompanhante de crianças, o papel da família e dos serviços de psicologia e orientação. Com uma turma com cerca

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Ex-combatentes de Ultramar com vantagens

Miguel Marques

A visita foi rápida e acompanhada pelos profissionais de saúde que conhecem o espaço como ninguém. No dia 12 de Janeiro, bem cedo, foi efetuada uma visita ao centro de saúde por parte do Dr José Tereso, presidente do Conselho de Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC); Dr Rui Gomes, diretor da VA – Unidade de Apoio à Gestão; Dr.ª Isabel Poças, diretora Interina do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral II (ACS); Raul Castro, Presidente da Câmara Municipal de Leiria; Joaquim Pinheiro, Presidente de Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra e Armando Reis, secretário da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra. Acompanhados pele equipa de profissionais, estes puderam explicar e mostrar a condições deficitárias com que a população de Santa Catarina da Serra é atendida atualmente. Seguiu-se a visita aos outros

LUZ DA SERRA

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de 14 elementos, esta foi a primeira formação desta área promovida pela ForSerra. Atualmente não existem inscrições abertas para as formações modulares, excepto para os processos RVCC de 6º, 9º e 12º ano. A abertura de novas formações estão previstas para o final do mês de Março. Todas as inscrições são feitas, exclusivamente pela internet através do site da Freguesia em www.santacatarinadaserra.com

Curso de Informática gratuito A Associação de Municípios de Leiria, em protocolo com a Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra e

Última turma de formandos que frequentou uma das formações promovidas pela ForSerra com o apoio da ForSerra, estão a promover formações básicas de informática para idosos, a título gratuito. Estas formações são destinadas a idosos e a pessoas desempregadas com idade superior a 40 anos. As turmas serão dividas em grupos, consoante o nível de conhecimento que possuem, de forma a uniformizar as aulas e o conhecimento. As formações terão lugar em Santa Catarina da Serra em datas a definir. As inscrições poderão ser efetuadas diretamente no balcão da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra ou no site da Freguesia.

RVCC para desempregados Se está desempregado e não tem a escolaridade mínima obrigatória, pode fazer o seu processo RVCC em Santa Catarina da Serra, sem necessidade de se deslocar para Leiria, Fátima ou Ourém. A ForSerra promove o processo RVCC na Freguesia, em protocolo com entidades credenciadas para o efeito. Informe-se e peça a transferência do seu processo para o CNO da Escola Profissional de Leiria.

O encontro realiza-se dia 18 de Fevereiro, pelas 21 horas, no auditório do Rancho Folclórico do Freixial. Este evento está incluído no programa das comemorações do 10º Aniversário do Museu Etnográfico do Freixial. O Encontro de Saberes é já uma marca do Museu Etnográfico do Freixial e, durante o programa do evento, a ForSerra irá estar representada e fazer parte, como orador, no VI Encontro de Saberes “A Comunicação Social e as Pequenas Entidades Culturais”.

Vamos caminhar pela Paz Com um espírito de interação e elevação dos valores humanos, o Grupo de Atletismo de Fátima organiza, no dia 11 de Março de 2012, em Fátima, a "CORRIDA & CAMINHADA DA PAZ LIBERTY SEGUROS". O objetivo desta iniciativa é, para além de estimular a prática desportiva, aproximar atletas e instituições à comunidade, potenciando a entreajuda e solidariedade, ao criar um momento de atitude positiva, promovendo o espírito de PAZ. Momento alto do programa da CORRIDA & CAMINHADA DA PAZ - LIBERTY SEGUROS é a abertura desta sessão com o acender da Tocha da Paz no Santuário de Fátima, às 9h45, dia 11 de Março. A partida e chegada serão no Estádio Municipal de Fátima, com um percurso de cerca de 8Km, com passagem pela Capelinha das Aparições onde, às 12h00, haverá uma cerimónia evocativa da Paz.

Pague as suas contas num só local A papelaria Bemposta, bem no centro da Vila de Santa Catarina da Serra, é um local onde poderá efetuar os seus pagamentos e adquirir jornais e revistas. Agora, pode também efetuar o pagamento, através do sistema PayShop, de SCUTS.

Se é EMIGRANTE, EX-COMBATENTE DO ULTRAMAR OU EMPRESÁRIO inscreva-se no portal da Freguesia, em www.santacatarinadaserra.com e deixe-nos os seus dados. Pretendemos constituir uma base de dados com o objectivo de promover diversas iniciativas.


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Associação dos Amigos dos Bombeiros da Secção Sul do Concelho de Leiria

Pasteleiras em ação

I Festival de Sopas Um sucesso em toda a linha

Grupo de amigos preparam bicicletas antigas para a X Bênção Nacional dos Ciclistas em Fátima, no próximo dia 12 de Fevereiro

Miguel Marques

Depois dos almoços de angariação de fundos se terem tornado em verdadeiros pólos de apoio, quer em termos financeiros, quer ao nível da relação Associação/bombeiros e população, tendo contribuído, quer para a gestão financeira, quer para a própria construção do quartel, houve que inovar. Não que os almoços em cada freguesia não sejam importantes, são-no sem dúvida, mas optimizando as condições do quartel, há que trazer a população ao quartel, para além de continuarmos a ir ao encontro da população, nos tais almoços anuais. Com as anunciadas dificuldades para este ano e na sequência dos vergonhosos cortes na saúde, mais uma vez somos obrigados a continuar a pedir à população que nos continue a ajudar como sempre tem feito ao longo de todos estes anos. Assim, o nosso mapa de actividades para este ano de 2012, foi idealizado em inúmeros eventos de angariação de fundos, que levados a cabo ou não, logo se verá.

Miguel Marques

O primeiro festival de Sopas considerado um sucesso, pela organização.

Para já, o primeiro desses eventos foi um autêntico sucesso, que nem a própria direcção esperava. Mais palavras, para quê? Para dizer simplesmente isto: OBRIGADO! Obrigado a todos os que participaram, mais de 8 centenas de pessoas! Obrigado aos restaurantes das freguesias de Santa Catarina, Ca-

ranguejeira, Chainça e até de freguesias vizinhas que doaram sopas. Aos particulares das 4 freguesias, alguns próprios directores ou seus familiares, que também contribuíram com sopas e outras espécies alimentícias. No fundo a todos aqueles (as) que contribuíram para que esta iniciativa se tenha tornado numa verdadeira

festa. O resultado financeiro, será divulgado no próximo mês.

tecção Civil, tudo tem contribuído para o afastamento daqueles (as) que gratuitamente davam (dão) parte das suas vidas em prol da ajuda aos outros. Com esta conjuntura, não é fácil a nossa caminhada, mas podem continuar a contar com a nossa força e o nosso empenho, quer de directores, quer dos Bombeiros. Bem hajam a todos e que a todos nós, São Marçal nos proteja. Já estão à cobrança as quotas

referentes ao ano de 2012. Se possível, façam o seu pagamento no quartel, ou então junto dos cobradores existentes em cada núcleo das 4 freguesias. Virgílio Gordo

Virgílio Gordo

A actividade Operacional Se, a gestão económico-financeira, quer da Secção de Bombeiros, quer da própria Associação, continua difícil, aliás, nunca foi fácil, embora nunca deixando de honrar os nossos compromissos. Sobretudo para com os nossos fornecedores, por vezes existem um ou dois meses de atraso, com excepção daqueles que estão directamente ligados à construção do quartel. Para estes, tudo está dependente do pagamento da segunda tranche no valor

de 60.000 €, que a CMLeiria prometeu pagar em princípio no primeiro trimestre deste ano. É com alguma preocupação que a direcção, vê o número de bombeiros voluntários a saírem em catadupa. Em dois anos, o corpo de bombeiros está reduzido a menos de metade. As dificuldades económicas, as exigências da lei actual, os lobies de interesses reflectidos em alguma falta de unidade e na apatia nos vários sectores da Pro-

A União de Ciclismo de Leiria, UCL, organiza mais uma bênção nacional de ciclistas, no Santuário de Fátima no próximo dia 12 de Fevereiro. Este evento traz já milhares de ciclistas a Fátima, para pedir proteção e segurança na estrada. Como habitual, da Freguesia de Santa Catarina da Serra, dezenas de ciclistas participam em conjunto com o veterano Américo Vieira e a sua filha, Célia Vieira. Os elementos do grupo “Pasteleiras da Serra” marcarão certamente presença neste evento, vestidos a rigor, não esquecendo o tão aclamado farnel. Durante o almoço, haverá um sorteio de uma bicicleta antiga a favor do grupo de Pasteleiras Antigas de Santa Catarina da Serra. O almoço será na Ass. Desenvolvimento da Loureira, onde será servido o tradicional Chícharo com Bacalhau assado. Este deverá ser reservado até ao dia 10 de Fevereiro pelo contacto 244745883 (horário laboral). Poderão obter mais informações através do contacto 917480995 ou na internet em www.santacatarinadaserra.c om. Pede-se a comparência de todos os ciclistas neste

grande evento que marca já o pulsar do ciclismo na Freguesia. Programa: 09h00 - Concentração na Associação Desenvolvimento da Loureira 10h00 - Início da Concentração dos ciclistas na Cova da Iria no PARQUE Nº 2, (por trás da Basílica de Nossa Senhora de Fátima). 10h30 - Partida para o Circuito dos Pastorinhos - Aljustrel, e regresso ao PARQUE Nº2. 12h00 - Bênção dos Ciclistas no Parque Nº 2. Celebrada pelo Senhor Bispo Emérito da Diocese de Leiria/Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, com a presença dos Ciclistas, Entidades Oficiais e Ilustres Convidados, Alves Barbosa, Joaquim Andrade, Celestino de Oliveira e Herculano de Oliveira, entre outros. 12h30 - Missa dos Ciclistas, na Basílica de Nossa Senhora de Fátima. 13h30 – Almoço na Associação Desenvolvimento da Loureira com sorteio de uma bicicleta antiga. pub


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Acção de Graças Festa de São Sebastião 1991

Festa de S. Sebastião em Santa Catarina da Serra

A vida é uma jornada que nos pode levar por vários caminhos com diferentes fins. Na verdade, todos temos um só fim, a morte. Assustadora, para uns, mas para nós, jovens, a morte “é coisa que a nós, não nos assiste”. A morte não é o fim. É verdade que é uma situação difícil, às vezes de angústia e de descrença, principalmente quando quem morre significa muito para nós. A Sandra, uma jovem nascida a 20 de Novembro de 1991, é a nossa mais querida lembrança da fragilidade da vida. O sentimento de perda é grande, e deixa o nosso coração despedaçado, mas hoje declaramos “a nossa esperança, que é fundada no facto de Jesus não estar sepultado, ele vive, e porque ele vive, também a Sandra vive; e porque ele vive, os corações de luto e despedaçados têm esperança”. “E então temos a difícil escolha de decidir se vamos ficar ou não zangados pelo tempo que não tivemos com ela, ou gratos pelo tempo que tivemos.” Esta última opção foi a que a família da Sandra tomou. Aqui deixamos um agradecimento à família da Sandra que é para todos nós um exemplo a seguir. Assim, o nosso discurso hoje é de gratidão. Somos adultos prontos para as provações do destino e entregues à vida que Cristo tem para nós, sabendo que ele não nos promete uma explicação para as coisas mais incompreensíveis que acontecem na nossa

Festeiros. A contribuição de toda a população foi muito importante e assim continuará a ser para a perpetuação da festa em honra de S. Sebastião, cujos preparativos deste ano começaram cedo pelo facto de muitos Jovens se encontrarem fora a estudar. Apesar de os tempos mudarem, esta festa continua a ser um marco importante na vida destes novos adultos que, com ela, experienciaram não só alguma responsabilidade, mas também a ami-

proporcionado pelos “Acordeonistas da região” e os “NKZ”. A temática da festa e a mascote do grupo, impressa nas t-shirts azuis e vermelhas dos Jovens, foram inspiradas nos desenhos animados “Rugrats” que marcaram a infância dos

zade e a força de um grupo unido que conseguiu quebrar barreiras e cumprir todos os objectivos a que se tinha proposto. A festa foi inesquecível, e por isso, os Jovens de 1991 querem desde já agradecer a todos os que tornaram esta

festa possível: S. Sebastião, que nos ofereceu um fim de semana solarengo, a população que participou com uma doação no peditório ou que comprou rifas para o sorteio, os patrocinadores, os colaboradores da música, o Padre Mário, o agrupamento de escuteiros 1211 SCS, o grupo da comissão da Igreja e o Tio Firmino, a Maria José, a cozinheira Maria e as suas ajudantes, as pessoas que em cada lugar ajudaram a fazer os bolos dos andores e na decoração destes, os fornecedores, a todos os que participaram e ajudaram nas outras festas e festivais organizados por esta comissão de festeiros, e a toda a população que veio ver a festa. Mas sobretudo, os Festeiros agradecem a todos os pais, pois sem eles, decerto que não seria possível não só a construção desta festa, mas também o maravilhoso espírito de equipa e entreajuda que o grupo experimentou, graças aos valores com que os pais criaram estes Homens e Mulheres do amanhã. Obrigada. Jovens Festeiros Miguel Marques

S. Guilherme. A festa contou ainda com a tradicional eucaristia de Domingo, com procissão e participação da banda filarmónica dos Marrazes, e ainda com os andores de todos os lugares da paróquia. Os Jovens fizeram questão de convidar a população também para o buffet na parte inferior do salão e para uma rodada de rifas na quermesse. A animação da festa fez-se no Sábado ao som do rock das bandas “InThe-Cisos” e “Kontramão” e no Domingo com o bailarico

Miguel Marques

Por volta do século III d.C. existia um corajoso soldado do exército Romano que, dada a sua dedicação e bom trabalho, foi cedo nomeado capitão general da guarda pretoriana. O jovem afirmava os corações cristãos enfraquecidos diante das torturas de que eram vítimas em tempo de intensas perseguições. Por causa da sua fé, foi acusado de traição e mandado executar por meio de flechas, tendo miraculosamente sobrevivido. Apresentou-se novamente ao imperador Diocleciano que, indignado com a sua ousadia e coragem, ordenou que fosse espancado até à morte. S. Sebastião morreu a 20 de Janeiro, e é por isso, que é em pleno Inverno que os jovens de 20 anos completados celebram o jovem mártir. Neste novo ano, o de 2012, coube a todos os Jovens nascidos no ano de 1991, com raízes em Santa Catarina da Serra, alguns dos quais emigrantes, dar a cara e edificar mais uma festa dedicada a comemorar a juventude, o futuro que a espera e a vontade de crescer para ser mais e melhor, tendo como ideal a coragem do jovem soldado. A festa celebrou-se nos dias 21 e 22 de Janeiro, e este ano, a inovação foi a exposição aberta ao público no auditório da Junta de Freguesia, intitulada: “Curiosidades da nossa Terra”, a qual foi visitada por centenas de pessoas. Na exposição estiveram presentes as maquetas do Sr. José Maria e as esculturas em ferro do Sr. Aníbal, ambos da Chainça, uma bicicleta e alguns troféus do ciclista Américo Vieira, uma demonstração do apicultor e produtor de mel Fernando Constantino, licores da adega Joaquim da Avó e outros vinhos apresentados pelo Sr. Fernando Alves, algum artesanato da marca Santa Catarinense Go’anny e ainda o Rancho de

Foto Antunes

Organização dos Jovens nascidos em 1991

vida, mas ele promete caminhar connosco ao longo da nossa vida. Só temos esta vida, e ela tem prazo de validade e, por isso, queremos falar do fundo dos nossos corações às pessoas, hoje aqui presentes, responsáveis por fazerem de nós o que somos hoje. Não somos jovens acomodados, nem queremos vir a dizer um dia: Eu queria ter sido um filho melhor, um irmão melhor, um amigo melhor. Não. Hoje queremos tomar a vida nas nossas mãos, perceber que tipo de filho tenho eu sido? E garantir: eu não quero ser um filho bom o suficiente. Eu quero ser um filho extraordinário, estar cá para a minha família sempre. Por isso, decidimos que a primeira coisa a vos dizer é: Pai, mãe, eu sou o vosso filho e tenho muito orgulho disso, nunca se esqueçam. Qualquer idiota pode ter uma criança. Mas ser Pai é responsabilidade, é pegar na matéria-prima e criar uma obra de arte. Se hoje estamos aqui é, graças a vocês, ao vosso esforço e dedicação. Mesmo quando nos contrariam e as nossas opiniões chocam, muitas vezes porque temos feitios tão semelhantes, por favor lembrem-se que, o que quer que digamos, onde quer que vamos, onde quer que estejamos, no céu ou na terra, vamos amar-vos, sempre.

divulgação


LUZ DA SERRA

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Rancho Folclórico de S. Guilherme

Venho, por este meio, fazer um apelo à população da nossa freguesia para não deixar morrer o nosso Rancho Folclórico. Temos vindo a perder elementos ao longo dos anos e outros têm entrado mas, nunca em número suficiente. Temos pessoas de várias idades e queremos continuar a levar as tradições da nossa freguesia pelo País fora. Mas, antes de fazer o apelo/convite às pessoas que gostam de Folclore ou mesmo àquelas que nunca apreciaram esta modalidade, quero, antes de mais, dizer aquilo que é o Folclore. Esta palavra, traduzida na nossa língua, quer dizer usos e costumes de um povo. Estes usos e costumes dos povos englobam vários aspetos: a forma de trajar, os di-

Miguel Marques / Arquivo

Recuperar as tradições da nossa Terra...

vertimentos, a culinária, as crenças religiosas, os utensílios, nomeadamente as alfaias agrícolas, a construção das habitações e até as brincadeiras das crianças, entre outros. Os grupos de Folclore tentam recuperar todas estas tradições e representá-las, da forma mais genuína possí-

vel, tal qual conseguiram fazer a recolha junto das pessoas mais idosas das suas terras: - os trajes devem ser autênticas réplicas do vestuário que foi utilizado pelos nossos antepassados; - os divertimentos referemse aos cantos entoados inúmeras vezes, quer nos

trabalhos, quer na Igreja e noutros convívios, com destaque para a linguagem utilizada nestes versos; - as danças devem ser sempre o mais aproximadas possível daquilo que os nossos antigos executavam, seja nos passos de dança, seja no compasso musical; - as crenças religiosas devem

ser identificadas por peças genuínas, ou na sua falta, por réplicas das peças originais, sendo a mesma situação para os brinquedos das crianças (por exemplo os rodeiros) e para os utensílios agrícolas e domésticos. Se os grupos de Folclore respeitarem todas estas áreas, então teremos grupos fiéis ao passado, diferenciandose apenas estes usos e costumes por cada região territorial à qual pertencem. Depois desta apresentação sobre o Folclore, venho finalmente fazer o apelo: o Rancho Folclórico de S. Guilherme convida todas as pessoas, dos 8 aos 80 anos, que queiram dar seguimento a este projeto, que se juntem a nós, para que o grupo fique cada vez mais robusto e, possa assim, continuar a dar

uma boa imagem de Norte a Sul do País e além-fronteiras daquilo que são as tradições da nossa terra. Se gostas de dançar, de tocar algum instrumento, de cantar ou apenas para representar algum traje ou utensílio, junta-te a esta família que, certamente, te recebe de braços abertos! Os ensaios são todas as Sextas-Feiras, às 22horas, na sede do Rancho (atrás do Salão de Festas de S. Guilherme - Magueigia) ou então contacta o ensaiador do grupo, Sr. Diamantino Gordo, pelo telefone 244 741 809 ou então pelo telemóvel 915 972 068. Não esperes para amanhã, vem ainda hoje e traz um amigo ou amiga!

Cultural QUINTA DA SARDINHA: Rua Vale da Mó ULMEIRO: Rua do Outeiro e Travessa do Outeiro SANTA CATARINA DA SERRA: Rua do Passal BARREIRIA: Rua do Pensal

tempérie eram frequentes os cortes de fornecimento de energia eléctrica com grandes prejuízos para as empresas e pessoas por isso reclamávamos esta obra.

Outras Obras de alargamento e requalificação de ruas

A Junta de Freguesia assumiu o projecto de publicação de um livro da Freguesia de Santa Catarina da Serra que, está a cargo de dois ilustres Santacatarinenses, o Dr. Vasco Rosa da Silva e o Prof. Dr. Joaquim Neves Vicente que aceitaram este grande desafio. Pretende-se uma obra o mais abrangente possível pelo que se apela à população que colabore neste projeto, cedendo fotos ou documentos sobre eventos relevantes da nossa história, entregandoas na secretaria da Junta sob o compromisso de devolução.

Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra

Informação aos cidadãos Registe o seu cão e gato

Freguesia

Informa-se a população que o art.º 2º da Portaria 421/2004 obriga ao registo de canídeos e gatideos (cães e gatos). A licença é emitida, anualmente, na Junta de Freguesia. A Falta de registo é punida com coima que pode ir de €50,00 a €3.740,00 e a falta de licença a coima pode ir de €25,00 a €3.740,00 no caso de dono ser pessoa singular. Não corra riscos, dirija-se à secretaria da Junta de Freguesia, todos os dias úteis das 08H30 às 18H00.

A Junta de Freguesia está a realizar um trabalho que se encontra já em fase de conclusão de reorganização profunda do património da freguesia, o qual será apresentado, publicamente, na próxima sessão da Assembleia, já marcada para o próximo dia 20 de Abril. O trabalho realizado pelo nosso conterrâneo Dr. Vasco Rosa da Silva consiste na identificação, documentação e registo de toda e qualquer parcela de terreno público da freguesia. Pretende-se que a população dê o seu contributo nesta actualização pelo que, está a ser preparado um resumo por lugar, a ser afixado nos locais públicos de costume. Recentemente foi elaborado um trabalho profundo sobre

Requalificação da Estrada Municipal 593 (Cardosos / Santa Catarina da Serra) A Camara Municipal de Leiria incluiu a requalificação da estrada municipal 593 no plano e orçamento de 20122013. Esta via, de enorme importância para a freguesia liga os lugares de Cardosos a Bemposta e atravessa Gordaria, Cercal, Casal das Figueiras, Donairia, Pinheiria e Santa catarina da Serra sendo péssimo o seu estado de conservação. Decorrem já os trabalhos de levantamento topográfico e segundo informação do Sr. Vereador das obras municipais o nosso conterrâneo Lino Pereira a obra deverá iniciar ainda este ano.

Património da nossa

Santa Catarina da Serra - Rua do Passal

Pedrome: Rua do Centro Cultural os marcos da freguesia, sendo também de grande importância o trabalho sobre o património pois, com o conhecimento e envolvimento de todos, é mais fácil gerir o que é publico. Apelo à população – Ecopontos no lugar de Bemposta O espaço envolvente aos ecopontos existentes na rua de acesso ao cemitério continua muito sujo devido à falta de sensibilidade ambiental e de civismo de alguns utilizadores que não se dão ao trabalho de colocar os lixos ou resíduos no interior dos equipamentos. Trata-se de um local por onde passa muita gente, sendo pois, um péssimo cartão-de-visita pelo que se apela à população que colabore no sentido de inverter esta situação, utilizando correctamente os diversos equipamentos instalados na freguesia, mantendo limpa a zona envolvente.

Fonte do Tojal – Preservação e Reabilitação do acesso e zona envolvente Foram realizadas obras de encaminhamento de águas pluviais, aplicação de semipenetração na rua e colocação de manilhas no poço existente junto à fonte do Tojal, no lugar de Magueigia. A fase seguinte prevê a substituição de algumas vigas de madeira e limpeza geral e será executada pela população que irá assim dar o seu contributo nesta intervenção de preservação da fonte e lavadouro do Tojal que teve grande importância no passado e que, ainda hoje é utilizada por muita gente.

CERCAL - Rua do Outeiro: Construção de valetas em betão. PEDROME – Rua da Mitra: Alargamento e requalificação OLIVAIS – Rua Barão do Salgueiro: Alargamento da rua e construção de colector de águas pluviais, obra em curso.

EDP – Melhoria da rede na Freguesia Foram instalados postes de transformação para melhoria da rede e reforço de potência eléctrica na freguesia. Na verdade, em períodos de in-

Alcatrão na Freguesia Mantendo o princípio de alcatroamento de ruas, depois da obra de saneamento básico, foi possível alcatroar, em Janeiro, algumas ruas que se encontravam em mau estado de conservação. PEDROME: Rua do Centro

Ulmeiro - Fonte do Tojal

Livro da Freguesia – Apelo à população

A freguesia agradece o contributo de todos.


FEVEREIRO 2012

rense pelas 19 horas, e esperamos um pavilhão repleto de adeptos a lutar pelos 3 pontos connosco. Queremos vencer os jogos que se aproximam, mas para isso temos que manter a mesma qualidade de jogo. Que os jogadores se divirtam, mas que mantenham o rigor, a identidade e o sentido coletivo. Continua a ser extremamente gratificante liderar este grupo de guerreiros. Após 76 unidades de treino e 12 jogos, é com enorme empenho que enfrentam cada sessão de trabalho em equipa, conscientes do seu papel e da sua responsabilidade no êxito colectivo. O mês de janeiro confirmou, se dúvidas ainda existissem, do carácter de que são feitos os

Uma derrota e duas vitórias foi o registo alcançado durante o ultimo mês pelo nosso grupo. Após uma derrota por 4-5, no primeiro jogo de 2012 contra o Casal Pardo, partimos para duas vitórias dificílimas. A primeira por 7-6 no terreno da Alvorninha e a última por 63 no nosso pavilhão contra o Beneditense, atual primeiro classificado. O mês de fevereiro vai ser preenchido com 3 jogos contra equipas com os mesmos propósitos que nós, a subida de divisão, e face ao desempenho nos últimos confrontos, estamos confiantes, mas conscientes das dificuldades que cada adversário nos vai colocar. No dia 11 defrontaremos no nosso pavilhão o Pedernei-

Desportivamente Falando João Pedro Alves Treinador Equipa Futsal da UDS

atletas da nossa equipa. Estamos conscientes que a coesão e as sinergias vão permitir-nos progredir juntos e estamos empenhados em levar este propósito até aos últimos dias da época desportiva.

A palavra dos outros Comentários dos jogadores da equipa de futsal da União Desportiva da Serra Por: João Pedro Alves “ Á medida que convivemos com as pessoas apercebemo-nos das suas qualidades humanas. Honesto, dedicado, trabalhador e amigo, são adjectivos que caracterizam o Plês e no mundo do futebol , que por vezes é curto, são as amizades que ficam. ” Fábio Nome - Tiago Manuel Lebre Alves Data Nasc -12/09/84 Residência – Ulmeiro Profissão- Eletricista/Canalizador Clubes anteriores – UD Serra

“ Jogador com qualidade e com vontade de ganhar e aprender mais, sendo ele um dos responsáveis pelo bom desenvolvimento da equipa nos jogos e no ambiente do balneário.“ Plês Nome - Fábio Filipe Sousa Ribeiro Data Nasc -30/07/86 Residência – Loureira Profissão – Estagiário da Camara dos Solicitadores

Atletismo Ana Oliveira bate recorde distrital de todas as categorias com 1,68 no salto em altura e dupla campeã nacional de juniores.

De volta à normalidade no desenrolar dos diversos campeonatos que as equipas da UDS, continuam a disputar fim-de-semana após fimde-semana, pouco mais existe em termos desportivos que me mereçam atenção, com excepção para aquelas modalidades de cariz mais individual, como por exemplo o Atletismo ou o ciclismo. Ora, nem sempre tenho conhecimento de provas que, alguns e algumas Santacatarinenses, por vezes, disputam, um pouco pelo nosso distrito e pela nossa região. Daí, este espaço, ser praticamente dedicado ao futebol e futsall. Começando pelo futsall, já que se tratam de jogadores seniores, embora muitos deles no primeiro ou segundo ano, idades que se fossem no futebol de 11, seria muito mais difícil a sua integração. Apesar de alguma irregularidade, própria de uma equipa que participa pela primeira vez num campeonato desta cres-

Futsal Campeonato Distrital da 2ª Divisão – Zona Sul 7ª Jornada: Telheiro, 2 – UDS, 9. 8ª Jornada: UDS, 4 – Casal Pardo, 5. 9ª Jornada: Alvorninha, 6 – UDS, 4. 10ª Jornada: UDS, 6 – Benedita, 3. 11ª Jornada: Vidais, 2 - UDS, 5. Um excelente campeonato, com um honroso 4º lugar na tabela classificativa, até a esta altura.

DR

Futebol Juvenil / Escalões de Formação

gundo dia de competição.

cente modalidade, tal como escrevi o mês passado, está a realizar um excelente campeonato. Neste momento em 4º lugar, sobressai a derrota aplicada ao Beneditense 1º classificado, no pavilhão da Portela. Os Juniores há várias jornadas com o apuramento para a segunda fase garantido, só por duas vezes, conheceram o travo amargo da derrota e ambas as vezes, com o mesmo adversário. Por sinal, o 1º classificado, a equipa da Boavista. Sem dúvida que, são de longe, as duas melhores da sua série. Vamos ver o seu comportamento na fase final, onde terão a companhia dos outros quatro primeiros classificados das três séries. Os Juvenis, foram a equipa que piores resultados conseguiu dentro do campo, mas como tenho afirmado inúmeras as vezes, os resultados não devem interferir no crescimento de qualquer equipa dos escalões de formação. Os Iniciados, na divisão de

Virgílio Gordo

honra, continuam a fazer resultados desde o início da época, que se reflectem no excelente quarto lugar, entre equipas, como por exemplo, Alcobaça, UDLeiria B e Lisboa e Marinha. Aliás, são apenas 5 pontos dos 2 primeiros lugares e 3 para o 3º lugar. Os Infantis Sub 13, depois de um excelente 2º lugar na 1ª fase, estão a sentir maiores dificuldades, pois nesta 2ª fase o valor dos adversários aumentou significa mente. Quanto aos escalões dos Benjamins sub 11, as Escolas, sub 10 e os Traquinas, sub 8, estão acima dos resultados, embora estes não deixem de ser importantes no crescimento dos jovens jogadores, sobretudo ao nível psicológico e competitivo.

Resultados e classificações

Próximos jogos 12ª Jornada, dia 11: UDS – Pederneirense. 13ª Jornada, dia 25: Condestável - UDS.

títulos a atleta foi vice-campeã do triplosalto no se-

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Opinião

O comentário do treinador

A juvenil Ana Oliveira bateu o recorde distrital de salto em altura de pista coberta de todas as categorias no decorrer dos campeonatos distritais de juniores, realizados em Pombal no dia 11 de Dezembro de 2011. A atleta saltou 1,68 m, que passa a ser a melhor marca nacional do ano em juvenis. A 22 de Janeiro, a atleta sagrou-se campeã nacional de juniores que teve lugar na pista Coberta de Pombal. A atleta fez a "dobradinha" ao saltar 5,76 no salto em comprimento e deixando a segunda classificada a 18cm de distância e 1,66cm no salto em altura, Além destes

LUZ DA SERRA

-- desporto --

Campeonato Distrital de Juniores da 1ª Divisão – Zona Sul 9ª Jornada: Bidoeirense, 1 – UDS, 4 (início da 2ª volta). 10ª Jornada: Santo Amaro, 1 – UDS, 3. 11ª Jornada: UDS, 2 – Caranguejeira, 0.

12ª Jornada: Boavista, 2 – UDS, 1. 13ª Jornada: UDS, 7 – Ranha, 0. Próximos jogos 14ª Jornada, (última da 1ª Fase), dia 11: Arcuda – UDS. Com o 2º lugar assegurado, a UDS está já apurada para a fase final. Campeonato Distrital de Juvenis, 1ª Divisão – Série C 8ª Jornada: UDS, 0 – Boavista, 2. 9ª Jornada: Portomosense, 3 – UDS, 0. 10ª Jornada: UDS, 3 - Batalha, 0. Longe dos lugares que dão acesso à fase seguinte da prova. Campeonato distrital de Iniciados – Divisão de Honra 10ª Jornada: Peniche, 3 – UDS, 2. 11ª Jornada: UDS, 5 – Monte Real, 1. 12ª Jornada: UDS, 2 – Vieirense, 1. 13ª Jornada: Batalha, 1 – UDS, 2.

Próximos jogos 14ª Jornada, dia 12: UDS – UDLeiria B. 15ª Jornada, dia 04 – 03: Beneditense – UDS. Um excelente campeonato e 4º lugar na tabela classificativa. Campeonato Distrital de Infantis, Sub 13 – Série D – Futebol de 7 1ª Jornada: UDS – Marinhense B, adiado. 2ª Jornada: Coto, 7 – UDS, 0. 3ª Jornada: UDS, 2 – Nazarenos, 5. 4ª Jornada: Marinhense B, 5 – UDS, 1. 5ª Jornada: UDS, 0 – Coto, 5. Depois de um excelente 2º lugar na 1ª Fase, nesta segunda fase maiores dificuldades. Encontros de Traquinas, Sub 8 GRAP A, 7 – UDS, 1. Os Unidos, 4 – UDS, 3. UDS, 2 – Leirifoot, 5. UDS, 2 – Vieirense, 2.


LUZ DA SERRA

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-- educação --

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Novo Acordo Ortográfico O que mudou? (cont.) Por: Rita Agrela

2012

Luísa Dulca Soares visita a EBI Santa Catarina da Serra

No passado dia quinze de dezembro, a escritora Luísa Ducla Soares esteve na nossa escola, à conversa com os alunos do 1º ciclo.

As novas regras ortográficas são simples e coerentes, como se verá ao longo dos próximos números deste jornal, e incidem apenas sobre a forma como se escrevem as palavras, não sobre a pronúncia, o que quer dizer que todos os falantes do português continuarão a exprimir-se oralmente como sempre o fizeram. O acento agudo mantém-se na escrita do português europeu padrão das formas verbais da primeira pessoa do plural, do pretérito perfeito do indicativo, dos verbos da primeira conjugação: gostámos, levámos, entregámos HIFENIZAÇÃO O hífen é suprimido das palavras complexas, quando o primeiro elemento (prefixo) termina em vogal e o segundo elemento inicia com vogal diferente como é o caso de: autoavaliação, autoestrada, agroindústria, antiamericano, bioalimentar e extraescolar. Desaparece o hífen nas locuções (expressões constituídas

por duas ou mais palavras que funcionam como uma só): fim de semana, cão de guarda, cor de vinho Desaparece o hífen em algumas formas verbais do verbo haver: hei de, hás de, há de, hão de. Desaparece o hífen nas palavras compostas, quando o primeiro elemento (prefixo) termina em vogal e o segundo elemento inicia com R ou S, duplicando estas consoantes: semirreta, contrassenha, a n t i r r o u b o , ultrassecreto DR

ACENTUAÇÃO GRÁFICA O acento circunflexo é suprimido das formas verbais graves, da terceira pessoa do plural, terminadas em eem: leem, veem, creem, deem, preveem. O acento agudo é suprimido das palavras graves cuja sílaba tónica contém o ditongo oi: joia, heroico, boia, lambisgoia, alcaloide, paranoico O acento gráfico, agudo ou circunflexo, é suprimido das palavras graves homógrafas com vogal tónica: para (preposição); para (verbo parar no imperativo); pelo (contração da preposição por+o); pelo (nome). No entanto, mantém-se o acento em pôr, pôde, dêmos e demos.

Continua na prox edição.

Um poeta da nossa terra

A edição do IV Antologia de Poetas Lusófonos integra poemas de Leonel Jorge, natural do Pedrome O Auditório 2 da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria foi o palco da apresentação da IV Antologia de Poetas Lusófonos, perante a presença de mais de 200 pessoas, entre elas cerca de 50 poetas dos 128 seleccionados para a referida colectânea. Este volume, com objectivo de promover os Poetas, a Poesia e a Língua Portuguesa, acolheu poetas provindos de 14 países. No dia 18 de Dezembro, a sala recebeu amantes da poesia oriundos de vários países, de Norte a Sul de Portugal e das Ilhas. A apresentação da obra foi da responsabilidade de Adélio Amaro (Coordenador editorial) e Arménio Vasconcelos (Presidente da Acade-

mia de Letras e Artes Lusófonas). A sessão contou, ainda, com a participação de uma dezena de poetas que brindaram todos os presentes com a leitura de alguns poemas. A IV Antologia de Poetas Lusófonos, da responsabilidade da editora Folheto Edições, conta com 496 páginas. Estão já previstas apresentações em Zurique (Suíça), Paris (França), Figueira da Foz, Porto, Ovar, Gaia, Alcanena, Lisboa e Silves. Leonel Henriques Santos Jorge, nasceu a 21 de Dezembro de 1962, em Santa Catarina da Serra no seio de uma família humilde. Este nosso conterrâneo participa neste livro com três poemas “Sou em ti a flor”, “Fiz de teus Olhos o azul do

céu” e Sou fora da Lei”. O autor reside em Pedrome e escreve poemas desde os oito anos de idade. É surrealista na escrita. Frequentou a escola até ao 4º ano de escolaridade. Tem uma paixão pela escrita e pela leitura. Fernando Pessoa e José Rodrigues dos Santos são os seus ídolos.

A escritora foi recebida no auditório, onde encantou as crianças com as suas histórias. Os alunos do 3º e 4º anos apresentaram trabalhos sobre a obra A História da Papoila, trabalhos que foram classificados pela autora como fantásticos e muito expressivos. No auditório e na biblioteca foram expostos trabalhos (cartazes) sobre a sua obra, realizados pelos alunos do 1º ciclo. Posteriormente, os alunos puderam conversar com a escritora, colocando-lhes diversas questões sobre a sua vastíssima obra. Por fim, realizouse um sorteio, entre os presentes, tendo sido a aluna Mariana Vicente, do 4ºB, premiada com o livro Adivinha, adivinha, autografado pela autora. O encontro terminou com uma sessão de autógrafos. Luisa Ducla Soares nasceu em Lisboa, em 1939, licenciou-se em Filologia Germânica e exerceu atividades de jornalista e tradutora. Em 1972, publicou o seu primeiro livro, A História da Papoila, e recusou o Grande

Prémio de Literatura Infantil do Serviço Nacional de Informação (SNI). Em 1986, recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian de Livros para Crianças pelo livro Seis Histórias de Encantar e, em 1996, pela mesma instituição e pelo conjunto da sua obra, o Grande Prémio de Literatura para Crianças. Em 2004 foi selecionada como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Tem escrito guiões televisivos e preparou diversos sites de internet, nomeadamente os da Presidência da República durante o mandato de Jorge Sampaio. Tem elaborado para o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, para o Ministério da Educação e Fundação Gulbenkian diversas publicações seletivas da literatura infantil nacional e internacional. Vários poemas seus foram musicados, tendo sido editado em 1999 um CD com letras exclusivamente de sua autoria. Intitula-se 25 por ser constituído por 25 canções e se integrar na comemoração dos 25 anos da Revolução de

25 de abril. Junto de escolas e bibliotecas tem desenvolvido regularmente ações de incentivo à leitura. Participa frequentemente em colóquios e encontros, apresentando conferências e comunicações sobre problemática relacionada com os jovens e a leitura e sobre literatura para os mais novos. A sua obra é uma das mais reconhecidas no atual panorama literário português para a infância. Nela, incluem-se mais de meia centena de títulos repartidos pela poesia, pela narrativa e pelas recolhas de textos da tradição oral portuguesa. Diversos livros desta autora encontram-se na biblioteca da escola, os quais a comunidade educativa poderá requisitar. Daniela Santos, 7ºB

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todos os filhos foi a D. Maria José da Natividade Crespo, do lugar do Casal dos Ferreiros, solteira, caritativa e dona de bens de raiz Todos os filhos tiveram o apelido “Alves”, mas este apelido não pertencia à família mais próxima. O “sangrador” e professor de instrução primária, Sr. Joaquim Francisco, foi presidente da Junta de Paróquia da Freguesia nos mandatos de 1882 e 1885 e um dos seus vogais nos dois mandatos foi Manuel Ferreira Filipe, lavrador da Loureira, meu bisavô. De acordo com os registos de baptismo a família estava muito ligada à igreja. Os filhos do casal não se dedicaram à agricultura, escolheram novos rumos e iniciaram os seus estudos no seminário de Leiria, mas tinham aulas no Liceu Central, de Francisco Rodrigues Lobo, onde se encontravam matriculados (a diocese estava extinta e teria sido uma imposição governamental cujos motivos estão fora do âmbito destas “Coisas”). Nenhum destes filhos foi padre. O Francisco frequentou o seminário nos anos lectivos de 1902/03 1903/04 e 1904/05 e ao que consta depois da saída do seminário veio viver para o Cercal e não teria andado por bons caminhos. Morreu muito novo e a morte foi devida a umas bordoadas que levou (há quem diga que foi com um tiro), ali para os lados do Freixial, devido às suas gabarolices. Foi enterrado no adro da capela do Vale Sumo, junto à porta principal. Chamavam-lhe o texugo. Os restantes, Manuel, Joaquim e José deixaram a vida dura dos campos para se refugiarem nos estudos, inicialmente como seminaristas e depois como estudantes universitários no seguimento da carreira médica. O pai, com a religiosidade de homem de palavra enviavalhes a mesada para ser repartida pelos 3 filhos e era vê-los nos acolhimentos das “repúblicas” agarrados aos livros para um dia serem “al-

guém”. A morte ingrata rodeou a casa dos “Alves” e o bom chefe de família é levado ao cemitério e agoirava-se o fim das suas carreiras. Mas a imaginação acolheu os rapazes e decidiram que um deles ocuparia o lugar do pai, no amanho das terras para dar continuidade às mesadas necessárias, com a promessa de todos os bens móveis e imóveis ficarem a pertencer-lhe e foi o José o indigitado para essa missão, por ser o mais atrasado nos estudos. No ano de 1902 o Manuel concluiu a licenciatura em medicina na Escola Médico-Cirurgica do Porto. Escolheu para tese “Emissões Sanguíneas” – História e Aplicações Terapêuticas. A referida dissertação, escrita em livro da sua autoria dedica-o à “saudosa memória de seu pai, à mãe e irmãos, aos conterrâneos e amigos, ao Barão do Salgueiro e aos padres Joaquim José Pereira, José da Silva Rosário, Joaquim Pereira Gonçalves (do Ulmeiro), Manuel Ferreira, João Lopes Soares (pai de Mário Soares) Joaquim José de Carvalho e ainda ao seu presidente de tese Dr. Roberto Frias”. No dia 13 de Outubro de 1903 foi contratado pela Câmara Municipal de Leiria para médico concelhio na Freguesia de Marinha Grande, onde estabeleceu a sua residência e ali abriu consultório de medicina privada.No ano de 1915 casou com D. Maria da Encarnação Amaro Alves, de 42 anos, solteira, senhora bondosa com bens de fortuna na freguesia de Moinhos de Carvide. Não tiveram filhos. No dia 23 de Junho de 1926, o Sr. Dr. Manuel Alves, foi acometido por uma trombose e submetido a tratamentos de sanguessuga, sangria, capacete de gelo, balões de oxigénio, assistido na doença pelo irmão Joaquim e pelos médicos Drs. Coelho Pereira e Cerveira e nada lhe valeu, vindo a falecer no dia imediato sem ter feito testamento.

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Saúde

Coisas da Nossa Terra As instituições “Sopa dos Pobres” de Santa Catarina da Serra, de Ourém e de Carvide, tiveram a sua origem numa família do Cercal. Por se tratar de uma família de grande relevância desta freguesia e desconhecida de muitos, aproveito para divulgar os seus dados biográficos, patrimoniais, profissionais e orientação política da referida família. Por se tratar de um texto extenso vai ser publicado por duas vezes. As coisas passaram-se assim: O José Francisco, do Cercal, trouxe da Parracheira (Arrabal) a sua noiva Maria do Rosário para a sua terra, onde estabeleceram a sua residência de casados. Tiveram filho e um deles tomou o nome de Joaquim (Joaquim Francisco) que casou com Ana Maria, filha de Manuel Bonifácio e de Ana Maria, ele da Gordaria e ela do Cercal. O Joaquim Francisco nos registos paroquiais, identificou-se, num caso como “professor de instrução primária” e nos outros disse que era “sangrador”. Ao que parece teria tido as duas profissões: professor e sangrador. O casal teve 5 filhos: o primeiro, de nome José, nasceu no ano de 1872, mas morreu com um ano de idade; o segundo, o Manuel nasceu em Janeiro de 1874; em Março de 1876 nasceu um outro José; no mês de Julho de 1878 nasceu o Joaquim e a 21 de Maio de 1884, nasceu o Francisco. O agregado familiar era constituído por 6 pessoas e viviam dos rendimentos das propriedades e das profissões do pai, professor e “sangrador”, que era uma espécie de cirurgião, sem classificação académica, um curioso da época. A mulher era doméstica. O padrinho do filho Joaquim foi o padre Bento Ferreira Filipe e o padrinho do Francisco foi o padre Francisco da Gama Reis, ambos párocos em Santa Catarina da Serra; o padrinho do José foi o seu avô materno Manuel Bonifácio; a madrinha de

LUZ DA SERRA

-- opinião - saúde --

Domingos Marques Neves A sua morte entristeceu o povo da Marinha Grande e o funeral foi uma manifestação de pesar. Conta-se que, quando o funeral passava por uma das ruas da vila, junto a uma fábrica, um dos operários desabafou “era um bom homem nunca me levou dinheiro pela consulta” e um outro, outro e outro e quantos ali estavam “a mim também não”. Os seus restos mortais foram provisoriamente guardados no jazigo da família de Carlos Galo, sendo posteriormente transferidos para o jazigo do cemitério de Santa Catarina da Serra, onde se encontram, cujo zelo e manutenção estão a cargo da Confraria das Almas, conforme consta no testamento. Por volta de 1992, um familiar ligado ao capitão Menezes, de Leiria e um dos grandes beneficiados dos bens patrimoniais desta família, ameaçou retirar daquele jazigo os restos mortais dos Alves por, no seu entender, não estarem devidamente condicionados. A Junta de Freguesia fez saber que se oporia à transladação. Todos os bens que possuía em comum com sua esposa, na Marinha Grande e Moinhos de Carvide foram para o irmão José. Na política era um republicano convicto e democrata; foi um grande opositor ao regime monárquico. Fez parte de várias comissões para o desenvolvimento local, na criação do hospital, na escola industrial e na restauração do concelho. Para estes melhoramentos valeulhe a mão do amigo e antigo companheiro do seminário padre João Lopes Soares, no estado de laico, Ministro do Governo da República. Continua no próximo número. Consulta: Anuário do Liceu Central de Leiria, Registos Paroquiais no Arquivo Distrital, Jornal da Marinha Grande, Acta da J. Freguesia

Estalar as articulações, faz bem? Uma articulação não é mais que uma conexão entre 2 ou mais ossos e que possibilita todos os movimentos que fazemos com o corpo, sem elas não poderíamos por exemplo ajoelhar-nos e o simples acto de sentar e levantar seria extremamente difícil. Muitas das vezes existe a necessidade de fazer “estalar as costas” ou por pura brincadeira “estalar os dedos” sabe quais as vantagens e as desvantagens de fazer estalar as articulações? Conhece realmente os benefícios e as consequências desses actos? Quando se provoca o estalo de uma articulação, o que acontece é uma pressão negativa ao nível do espaço intra-articular (espaço entre 2 ossos) formando assim uma bolha de ar e que acaba por rebentar quando ouvimos o habitual “trac”. Como resultado desse processo ocorre uma distensão das articulações e dos ligamentos das articulações. Acabando por se sentir mais solta e aliviada como se tivesse desapertado o cinto das suas calças que estava muito apertado. É bastante comum, as pessoas fazerem estalar o pescoço ou as suas mãos, no entanto esta prática só deve ser utilizada para fins terapêuticos e por profissionais de saúde devidamente habilitados para tal. Por exemplo quando duas vértebras estão ligeiramente “desalinhadas” (sub-luxadas), o profissional de saúde ao fazer “estalar” essa articulação (entre uma e outra vértebra) vai permitir que estruturas como ligamentos e cápsula relaxem possibilitando assim que as vértebras se voltem a alinhar, diminuindo as dores nas costas, causadas por estes “desalinhamentos”. No entanto há precauções que é importante ter em conta: não se deve estalar constantemente os ossos na mesma articulação, pois, o

Judite Ribeiro Licenciada em Fisioterapia

estiramento repetido e contínuo de estruturas como cápsula e ligamentos que tem como função estabilizar a articulação e não deixar que os ossos saiam dos seus sítios, acabam por ficar frouxas deixando de executar de forma correcta as suas funções. Uma das consequências do “estalar” as articulações é sem dúvida a sensação de bem-estar, uma vez que consiste em relaxar e libertar tensões corporais, favorecendo a realinhamento articular e o aumento da mobilidade. No entanto, a aplicação deste método por pessoas que não estão aptas para tal ou o abuso destas técnicas tráz consequências desagradáveis e prejudiciais. Todos os anos surgem novos casos de pessoas com lesões irreversíveis decorrente de actos manipulativos mal executados ou de quadros clínicos em que esses mesmos actos estavam contra-indicados. A sua saúde não tem preço, cuide dela da melhor maneira, entregue-a nas mãos de quem sabe.

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FEVEREIRO

-- histórias da História --

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2012

Glebas (baldios) de Siróis: 21.05.1922 Siróis, uma das mais senectas povoações de Santa Catarina, mencionada em 1527, no 1.º Censo Geral do Reino de Portugal, como «Ciroes», teve, em 1922, como as outras aldeias, baldios repartidos pelo Estado Republicano, através das juntas de freguesia, pelos chefes-de-família então residentes. Os de «Siroes» localizavam-se no sítio da Carreira da Serra, limite de Vale Tacão, «Valtaquam». «Numero desanove coube a Antonio Ferreira, casado, residente no (sic) Sirois, esta gleba compoe-se duma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Sul com caminho publico, do Poente com a gleba numero desoito, do Nascente com a gleba numero vinte. Numero sessenta e tres coube a Quitéria de Jesus, casada, residente na (sic) Siroes, esta gleba compoe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero sessenta e dois, do [fl. 45v] Sul e Poente com caminho publico, do Nascente com a gleba numero sessenta e quatro. Numero sessenta e oito coube a Joaquina Ribeira, viuva, residente no lugar de Sirois, esta gleba compoe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero sessenta e sete, do Sul e Poente com caminho publico, do Nascente com a gleba numero sessenta e nove. [fl. 46] Numero setenta e tres coube a José Lopes, casado, residente em Siroes. Esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio de Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, e confronta do Norte e Nascente com a gleba numero setenta e quatro; do Sul com o rio publico e José Ferreira Frade, da Fartaria. Numero setenta e quatro coube a Maria Roza, casada, residente em Siroes, na ausencia do marido José Marques Junior, actualmente, e residente nos Estados Unidos do Brasil, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero setenta e cinco, do Sul com o rio publico, do Nascente com José Ferreira Frade, da Fartaria. Numero setenta e cinco, coube a Joaquim Ferreira Frade, casado, residente em Siroes, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero setenta e seis, do Sul com rio publico, do Nascente [fl. 46v] com caminho publico. Numero se-

tenta e seis coube a Maria da Salvação, casada, residente em Sirois, na ausencia do marido Manuel Atanasio Marques, actualmente residente nos Estados Unidos do Brasil, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero setenta e sete, do Sul com o rio publico, do Nascente com caminho publico. Numero setenta e sete, coube Ana de Jesus, viuva, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio de Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero setenta e oito, do Sul com a gleba numero setenta e seis, do Nascente com caminho publico. Numero setenta e oito coube a Maria de Jesus, casada, residente no lugar de Sirois, na ausencia do marido Joaquim Manuel, actualmente residente nos Estados Unidos do Brasil, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte coma gleba numero cincoenta e sete, do Poente coma gleba numero setenta e oito, do Sul com a gleba numero setenta e sete, do Nascente com caminho publico. Numero setenta e nove coube a Deolinda de Jesus, casada, residente em Sirois, na ausencia do marido Joaquim Pereira Neto, actualmente, residente nos Estados Unidos do Brasil, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero oitenta, do Sul e Poente com a gleba numero setenta e oito, do Nascente com caminho publico. Numero oitenta coube a Jose Joaquim da Silva, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero oitenta e um, do Sul e Poente com a gleba numero setenta e nove. Numero oitenta e um coube a Maria da Salvação, casa[fl. 47]da, residente em Sirois, na ausencia do marido João Pereira, actualmente, residente nos Estados Unidos do Brasil, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio de Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero oitenta e dois, do Sul e Nascente com a gleba numero oitenta. Numero oitenta e dois coube a Antonio Pereira, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a

gleba numero oitenta e tres, do Sul e Nascente com a gleba numero oitenta e um. Numero oitenta e tres coube a Jose d' Oliveira <Novo>, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero oitenta e quatro, do Sul e Nascente com a gleba numero oitenta e dois. Numero oitenta e quatro coube a Joaquim d' Oliveira, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio de Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero oitenta e cinco, do Sul e Nascente com a gleba numero oitenta e tres. Numero oitenta e cinco, coube a Rosaria de Jesus, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte e Poente com a gleba numero oitenta e seis, do Sul e Nascente com a gleba numero oitenta e quatro. Numero oitenta e seis coube a Jose Marques, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com caminho publico, do Sul e Poente com a gleba numero oitenta e sete, do Nascente com a gleba numero oitenta e cinco. Numero oitenta e sete coube a Jose Antunes, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira [fl. 47v] da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com caminho publico, do Sul e Poente com a gleba numero oitenta e oito, do Nascente com a gleba numero oitenta e seis. Numero oitenta e oito coube a Iria de Jesus, viuva (de José Agostinho da Silva, bisavô paterno do autor), residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com caminho publico, do Sul e Poente com a gleba numero oitenta e nove do Nascente com a gleba numero oitenta e sete. Numero oitenta e nove coube a Maria de Jesus, de Sirois, casada com Apolinario dos Santos, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão confronta do Norte com caminho publico, do Sul e Poente com a gleba numero noventa, do Nascente com a gleba numero oitenta e oito. Numero noventa coube a Manoel Joaquim da Silva, casado, residente em Sirois esta gleba compõe-se

de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero oitenta e nove, do Sul com rigueira publica, do Poente com terreno publico, do Nascente com caminho publico. Numero noventa e um coube a João Rodrigues, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero noventa, do Sul com rigueira publica, do Poente com caminho publico, do Nascente com a gleba numero noventa e dois. Numero noventa e dois coube a Justino Vicente, viuvo, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero noventa, do Sul com rigueira publica, do Poente com a gleba numero noventa e tres. Numero noventa e tres coube [���. 48] a Jose de Oliveira, de Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero oitenta e dois, do Sul com a gleba numero noventa, do Poente e Nascente com a gleba numero noventa e quatro. Numero noventa e quatro coube a Maria Inacia, residente em Sirois, casada com Antonio Lopes, actualmente, residente nos Estados Unidos do Brasil, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba noventa, digo, oitenta e um do Sul e Poente com a gleba numero noventa e tres, do Nascente com caminho publico. Numero noventa e oito coube a Jose Rodrigues das Neves, casado, residente em Sirois, esta gleba compoe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero noventa e sete, do Sul com a gleba numero noventa e nove, do Poente com caminho [fl. 48v] publico, do Nascente com rigueira publica. Numero cento e dois, coube a Francisco Rodrigues das Neves, casado, residente em Sirois, esta gleba compoe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero cento e um, do Sul com a gleba numero cento e tres, do Poente com caminho publico, do Nascente com terreno publico. Numero cento e cinco, coube a Henriques Rosa, viuvo, residente em Sirois, esta gleba compoe-se de uma estrumeira no

sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero cento e quatro, do Sul com a gleba numero cento e seis, do Poente com caminho publico, do Nascente com terreno publico. Numero cento e sete coube a Francisco Jose, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero cento e seis, do Sul com a gleba numero cento e nove, do Poente com a gleba numero cento e oito, do Nascente com Manoel Rodrigues da Varzea. Numero cento e nove coube a Antonio de Oliveira, casado, residente em Sirois, esta gleba compõe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com a gleba numero cento e dez, do Sul e Poente com caminho publico, do Nascente com a gleba numero cento e oito. [fl. 50] Numero cento e desassete coube a Faustino Pereira das Neves, casado, residente em

Vasco Jorge Rosa da Silva Investigador em História Paleógrafo e Epigrafista Leiria - Ourém

Sirois, esta gleba compoe-se de uma estrumeira no sitio da Carreira da Serra, limite do Vale Tacão, confronta do Norte com Faustino Pereira das Neves, do Sul e Poente com caminho publico, do Nascente com a gleba numero cento e desasseis». [Consultar: Livro 7 de Actas da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra (1922-26), AJFSCS, fls. 42-48].

ARRENDA-SE T2 e T3 No lugar da Quinta da Sardinha, Santa Catarina da Serra A 5Km de Fátima Para mais informações contate: 916 055 553 pub


FEVEREIRO

LUZ DA SERRA

-- sociedade --

2012

15

Em Março...

Foto Memórias Desde Janeiro de 2011 que vimos publicando, todos os meses, fotografias que marcaram gerações e épocas da Freguesia de Santa Catarina da Serra.

Hélder….. uma parte de nós...

Arquivo Histórico Tem fotos ou videos sobre a Freguesia de Santa Catarina da Serra? Eventos de Associações, fotografias de locais ou pessoas de referência? A ForSerra está a reunir e a catalogar fotografias sobre o passado da Freguesia de Santa Catarina da Serra. Não ficamos com qualquer suporte (fotografia ou video ). Copiamos o seu registo para formato digital sem estragar o original.

Cima: Luís, Pedro, Armando, Paulo Gonçalves “Brocas” e Zé Vieira Baixo: Rui, R. João, Hélder e F. Couto Como se pode verificar na foto, já lá vão uns bons anos e, se podemos dizer que alguns estão iguais, outros quase não se conseguem identificar. É bom recordar grandes tempos da nossa juventude, muitos deles ligados à UDS e neste caso particular aos emocionantes torneios de futebol 5 para pequenos e graúdos que o clube organizava no verão. Saudades desses tempos, em que a serra tinha um grande papel na união e convívio das pessoas da freguesia. Recordo

mais dois eventos marcantes, muito bem conseguidos, que durante anos foram um grande sucesso da família UDS (passagens d’ano e festas de natal). Deixo aqui também uma palavra muito especial para o nosso inesquecível Hélder, um grande amigo, muito divertido e participativo em todas as atividades que decorriam. Desde o grupo de jovens, à casa do povo, passando pelos jogos de futebol ou passeios de bicicleta e de mota, era sem dúvida um verdadeiro companheiro.

Quem teve o prazer de conviver com ele sabe que nos levaram uma parte de nós e que ficará para sempre nos nossos corações. Escrevendo agora em nome do futsal, tudo iremos fazer para que as associações desta freguesia se envolvam na realização do 1º torneio de Futsal UDS e que este seja uma realidade, já este verão. Pedro Cordeiro (capitão da equipa de futsal da UDS)

Redação com novos horários Informamos os nossos assinantes e amigos, que a redacção do jornal se encontra disponível para atendimento todas as terças e quintas feiras. No entanto, os contactos telefónicos estão sempre

disponíveis para que nos possa contactar facilmente. Para lhe prestarmos um melhor serviço, agradecemos que nos contacte nos dias acima indicados. Email:

Contacte-nos e ajude-nos: www.forserra.com - (00351) 917 480 995 forserra@santacatarinadaserra.com Estamos disponíveis para nos deslocar a qualquer local para efectuar recolhas.

luzdaserra@santacatarinadaserra.com Telemóvel: 917 480 995 Redacção (ForSerra) todas as Terças e Quintas Feiras das 10h às 19h30.

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LUZ DA SERRA

FEVEREIRO

-- actualidade --

última

2012

Carnaval Solidário

Inserido na acção "Let's do It! World Cleanup 2012" tem como objetivo erradicar as lixeiras ilegais das florestas dos países aderentes.

Grupo de jovens de Santa Catarina da Serra pretendem organizar o maior grupo de carnaval de sempre, na Freguesia. Se houver prémio, este será a favor da Associação de Bombeiros do Sul do Concelho de Leiria.

Ao exemplo de 2010, irá realizar-se uma ação de limpeza mundial onde é esperada a participação de mais de 100 países, 300 milhões de pessoas e mais de 100 milhões de toneladas de lixo recolhidas. Em Portugal o "projeto" está a ser enquadrado pela AMO Portugal - Associação Mãos à Obra Portugal que nasceu da organização do Projeto Limpar Portugal concretizado por mais de 100 000 Voluntários no dia 20 de Março de 2010. O "Mãos à Obra! Limpar Portugal 2012" conta com a ação de voluntários na organização e na coordenação e espera-se a adesão massiva na sua execução, a 24 de Março de 2012. Este evento pretende, essencialmente, promover a educação ambiental e refletir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável, por intermédio da iniciativa de limpar as florestas, removendo todo o lixo depositado indevidamente nos espaços verdes. Para este efeito a "AMO Portugal" lançou um desafio a

todos os voluntários criativos para apresentação de projetos de criação de um cartaz original para a promoção da atividade de limpeza das florestas e espaços verdes do nosso País, "Mãos à Obra! Limpar Portugal 2012", integrada na iniciativa "Let's do It! World Cleanup 2012". De acordo com o regulamento publicado, o júri manifestou a sua preferência até ao dia 19 de Setembro de 2011, divulgando o número de registo do trabalho escolhido. Dia 24 de Setembro foi divulgado e publicado o cartaz vencedor através de boletim informativo, no seu sítio da Internet, imprensa nacional e regional.

Em Agenda... Fevereiro 12 - X Benção Nacional de Ciclistas em Fátima com participação das "Pasteleiras da Serra" 12 - Casa do Povo - Audição intercalar PIM 17 - A.D.S. Loureira - Carnaval 17 - Agrupamento de Escolas e Jardins da Serra - Desfile de Carnaval 18 - ASSUL - Carnaval 21 - Associação Cultural e Recreativa de S. Miguel - Carnaval 21 - Casa do Povo - Carnaval 26 - Paróquia de Santa Catarina da Serra - 36º Via Sacra Olivais a Fatima

Março 08 - C.C.R.Vale Tacão - Dia da mulher

Todos os eventos em: www.santacatarinadaserra.com

Em Santa Catarina da Serra, a ForSerra está a trabalhar no sentido de promover e envolver as associações para que, mais uma vez, sejam removidos os lixos e materiais poluentes das nossas florestas. A inscrição é importante para garantir o seguro, em caso de acidente, e deverá ser feita no site www.santacatarinadaserra.com. A inscrição é apenas para os voluntários que pretendam participar na ação em Santa Catarina da Serra. Contamos contigo!

Miguel Marques / Arquivo

Limpar Portugal 2012

Os preparativos já começaram e as ideias já estão a surgir. Este ano um grupo de jovens de Santa Catarina da Serra já colocou mãos à obra no sentido de preparar a próxima edição do carnaval. A ideia base consiste em juntar o máximo de participantes possíveis, fazendo o maior grupo de carnaval, de que há memória, na nossa pequena Vila. Como o carnaval é época de divertimento e folia, pretende-se que, com o divertimento, se possa ajudar uma instituição/associação da freguesia ou até mesmo algumas famílias. A participação será efec-

tuada em locais de divertimento nocturno. A questão do transporte é um ponto que o grupo de trabalho está a tentar solucionar. Arranjar transporte seguro, para prevenir eventuais excessos, é uma das prioridades da organização. Este ano o grupo irá vestido de Pacman e fantasmas. Um famoso videojogo dos anos 90. Todas as pessoas que partilhem a folia e divertimento do carnaval são bem-vindas, quer tenham 18 ou 81 anos de idade. No caso de se conseguir algum prémio monetário,

este será revertido a favor da Associação de Bombeiros para a ajuda na manutenção e equipamento do Quartel. As inscrições já estão abertas na ForSerra, Kitolas bar e na Associação de Bombeiros, até 11 de Fevereiro. Mais informações poderão ser obtidas pelo contacto 917480995 ou no facebook em www.facebook.com/forserra. Contamos contigo para te juntares à festa.

Você pode ajudar Rede Social - Comissão Social de Freguesia Teve lugar, no passado dia vinte e cinco de Janeiro, mais uma reunião da Comissão Social de Freguesia de Santa Catarina da Serra. Esta Comissão é constituída por um grupo de pessoas representantes das Instituições locais e também um representante da Segurança Social e tem por missão principal acolher, apreciar e ajudar a resolver, sobretudo, problemas de carácter social que, cada vez mais, vão surgindo também no seio da comunidade da Freguesia de Santa Catarina da Serra. Para comunicar com a Comissão, as pessoas poderão

fazê-lo através de E-mail: redesocial@santacatarinadaserra.com Poderão também dirigir-se à Comissão por meio de carta, para o seguinte endereço: Comissão Social de Freguesia Junta de Freguesia 2495-186 Santa Catarina da Serra A Junta de Freguesia, que coordena esta Comissão, deixa um apelo a todos os concidadãos de Santa Catarina da Serra que se encontrem em situação de dificuldade, para que não fiquem em silêncio.

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luzdaserra2012.02