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O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização - Um exemplo de Plano de Avaliação DOMÍNIO ESCOLHIDO: C.1.

(Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e de

Enriquecimento Curricular) (Apoio à aquisição e desenvolvimento de métodos de trabalho e de estudo autónomos), que considero indicador de processo, e C.1.2 (Dinamização de actividades livres, de carácter lúdico e cultural na escola/agrupamento), que considero de impacto. INDICADORES ESCOLHIDOS: C.1.1.

PLANO DE AVALIAÇÃO Para a realização deste trabalho recorri a uma situação concreta que, não pretendendo ser real, tornará mais fácil, a meu ver, a contextualização e consequentemente a avaliação a fazer. Esta avaliação efectua-se decorrido um ano lectivo em que a Biblioteca Escolar (BE) levou a cabo actividades no intuito de, indo de encontro ao estipulado no Projecto Educativo, dar resposta a algumas necessidades verificadas no Agrupamento de que faz parte. Depois de analisados os resultados do ano lectivo anterior à implementação destas actividades, verificou-se que, na generalidade, nos alunos com insucesso era comum a falta de métodos de trabalho e de estudo e que estes métodos de trabalho e estudo se revelavam essenciais à melhoria e desenvolvimento das aprendizagens. Também se verificou que os tempos livres na escola não eram passados da melhor forma, dando esta situação por vezes origem a alguma instabilidade e comportamentos incorrectos por parte dos alunos. Dadas as circunstâncias, no ano lectivo a que esta avaliação diz respeito, a BE decidiu incluir no seu Plano de Actividades iniciativas que fossem de encontro à resolução destas duas situações. Uma vez que a assistente com funções na BE a tempo inteiro tem formação superior na área das Ciências e a professora bibliotecária na área das Humanidades, não seria difícil ajudar e orientar os alunos na pesquisa e tratamento da informação nem na execução da generalidade dos trabalhos escolares. No entanto, julgou-se que este trabalho surtiria melhor efeito se fosse desenvolvido em conjunto com os professores da turma, nomeadamente o professor de Estudo Acompanhado, que por sua vez indicariam e solicitariam aos alunos trabalhos orientados nesse sentido a realizar na BE. Assim, a BE incluiu no seu Plano de Actividades o apoio aos alunos na realização dos trabalhos escolares, a orientação na pesquisa de informação com indicação de várias fontes e respectivas formas de pesquisa. Quanto ao segundo problema diagnosticado, a BE possuía os espaços necessários ao desenvolvimento de algumas actividades livres de carácter lúdico e cultural. Tem uma zona destinada a exposições, um espaço informático com internet e uma zona destinada a trabalhos em grupo onde eventualmente poderão ser desenvolvidas actividades lúdicas. Fez-se constar então do Plano de Actividades da BE a organização de exposições, com regularidade, sobre temáticas diversas, incluindo trabalhos realizados pelos alunos,


colocando para o efeito este espaço da BE à disposição dos professores e alunos do agrupamento. Também se incluíram como actividades a divulgação de concursos e apoio aos concorrentes, a realização de “campeonatos” de jogos didácticos e a exibição/visionamento de filmes. Ao longo do ano lectivo foram-se recolhendo evidências sobre o desenrolar das actividades. Estimou-se o número de utilizadores da BE, os vários fins para que esta foi utilizada, avaliou-se a qualidade do trabalho desenvolvido. Foram-se corrigindo algumas falhas e reformulando estratégias. Foi necessário indicar alternativas à internet na pesquisa de informação. Verificou-se, por exemplo, que a internet era utilizada muitas vezes para a pesquisa de jogos e sites muito pobres do ponto do vista cultural e educativo e então a equipa da BE apresentou sugestões de consulta. A grande afluência de alunos à BE em determinadas alturas do dia, obrigou a que se procurasse apoio de pessoal. Chegado o final do ano lectivo, foi necessário fazer uma análise mais profunda do papel desempenhado pela BE ao longo do ano para descobrir os seus pontos fortes e os seus pontos fracos, para se saber se conseguiu dar resposta aos problemas que estiveram na origem da seu Plano de Actividades e às restantes funções da BE. Foram então recolhidos e analisados os documentos que iriam fornecer as informações necessárias à respectiva auto-avaliação. Desses documentos, foram considerados: o Plano de Actividades da BE, o horário da BE, o registo da apreciação das actividades desenvolvidas feita pela equipa da Biblioteca, o registo de apreciação das actividades feita pelos utilizadores, as grelhas para análise da evolução dos métodos de trabalho e estudo dos alunos solicitada aos respectivos professores, o levantamento do número de participantes nos concursos proporcionados, o questionário feito aos auxiliares da acção educativa relativo à ocupação e comportamento dos alunos nas horas livres, os dados estatísticos de utilização da BE e ainda o questionário A3 e a grelha de observação 5 (sugeridos no Modelo de Auto-Avaliação da BE). Depois desta análise, é altura de recorrer novamente ao Modelo de Auto-avaliação para tirar conclusões, propor novas soluções e decidir em qual dos níveis se situa a Biblioteca no Domínio avaliado, que se considerou ser o nível três depois de dados os passos que se seguem. A documentação conducente à auto-avaliação, e respectiva análise, permitiu concluir sumariamente que houve melhoria nos métodos de trabalho e estudo mas não é ainda satisfatória. No entanto, no que diz respeito à diversificação de fontes de pesquisa, os alunos ficaram cientes de que podem pesquisar a informação em diversas fontes e ficaram a saber a forma como fazer as pesquisas mais simples. Quanto às exposições foram apreciadas positivamente, sobretudo as dos trabalhos dos alunos. Os concursos tiveram bastantes participantes. No que diz respeito aos “campeonatos” de jogos didácticos, verificou-se alguma perturbação do ambiente de silêncio da Biblioteca, pelo que não será aconselhável continuar a realizar esta actividade. No que concerne aos filmes visionados houve queixas por parte dos alunos da falta de quantidade e variedade. Posto isto, segue-se a elaboração de um plano de melhoria que será forçosamente tido em conta nas actividades a desenvolver pela BE no ano lectivo seguinte. Desse plano de melhoria constarão sugestões como: solicitar o apoio de colaboradores para acompanhamento mais individualizado dos alunos na realização de trabalhos na BE, sobretudo nas horas de muita afluência; continuar a trabalhar em parceria com os professores para melhorar os resultados; dar preferência aos trabalhos dos alunos para expor na BE; diversificar os jogos didácticos, sugerindo a sua construção pelos próprios


alunos com a ajuda dos professores e BE; solicitar à Biblioteca Municipal o empréstimo de filmes, adequados aos alunos e do seu interesse, que não existam na BE. Desta auto-avaliação resultará a redacção e divulgação de um relatório, o Relatório Final de Avaliação que, fazendo parte da avaliação interna da escola, será uma base para a avaliação externa que a validará. A auto-avaliação da BE revela-se essencial para esta demonstrar o seu contributo para o desenvolvimento das aprendizagens dos alunos mas sobretudo porque permite a melhoria e desenvolvimento de boas práticas e constitui uma mais-valia para a melhoria da escola em que está inserida.

Bibliografia: - Guia da sessão: “O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização” - Rede de Bibliotecas Escolares - Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar


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