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Cinco séculos de relações brasileiras e alemãs | Fünf Jahrhunderte deutsch-brasilianische Beziehungen

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Cinco séculos de relações brasileiras e alemãs Willi Bolle e Eckhard e. Kupfer

Fünf Jahrhunderte deutsch-brasilianische Beziehungen


Cinco séculos de relações brasileiras e alemãs | Fünf Jahrhunderte deutsch-brasilianische Beziehungen

Cinco séculos de relações brasileiras e alemãs Willi Bolle e Eckhard e. Kupfer

Fünf Jahrhunderte deutsch-brasilianische Beziehungen


Cinco séculos de relações brasileiras e alemãs Willi Bolle e Eckhard e. Kupfer

Fünf Jahrhunderte deutsch-brasilianische Beziehungen


Cinco séculos de relações brasileiras e alemãs Willi Bolle e Eckhard E. Kupfer

Fünf Jahrhunderte deutsch-brasilianische Beziehungen

Editora Brasileira de Arte e Cultura – São Paulo, 2013


DAS MARTIUS-STADEN INSTITUT 75 Jahre Pflege der Geschichte und der Beziehungen zwischen Brasilien und den deutschsprachigen Ländern Ana Rüsche

D

ie Aktivitäten des Martius-Staden Instituts gehen auf den Anfang des 20. Jahrhunderts zurück: Deutschlehrer in São Paulo schlossen sich zusammen und gründeten 1916 den Deutschen Lehrerverein. Im Jahr 1925 wurde in der Deutschen Zeitung eine Anzeige mit folgendem Aufruf veröffentlicht: die deutschsprachige Kolonie in São Paulo, Vereine und Firmen sollten Dokumente, Fotos, Berichte und sonstige Veröffentlichungen, die mit dem Wachstum und der Geschichte der Kolonie in Verbindung stehen, spenden. Eine der Hauptaufgaben des MartiusStaden Instiuts für Wissenschaft, Schriftum und deutsch-brasilianischen Kulturaustausch besteht bis heute darin, die Lebensgeschichten der deutschsprachigen Einwanderer und ihrer Nachkommen aufrecht zu erhalten und zu pflegen. Der heutige Name des Instituts bezieht sich auf zwei emblematische Persönlichkeiten, die eben diese historischen Beziehungen verkörpern: Carl Friedrich Philipp von Martius und Hans Staden. Das Archiv, das 1925 gegründet wurde, wuchs stetig und besteht momentan aus über 400.000 Namens- und Firmenreferenzen, persönlichen Dokumenten, Zeitungen, Landkarten, Abbildungen, Fotografien etc. sowie einer Bibliothek zur deutschen Einwanderung und brasilianischen Geschichte. 1938 wurde die Hans Staden-Gesellschaft gegründet, die aus den langjährigen Tätigkeiten der deutschen Lehrer der heutigen Porto Seguro Schule hervorgegangen ist. Schon damals war das Ziel die Pflege der Geschichte der deutschen Einwanderung nach São Paulo. Heute besitzt das Institut eines der größten Archive zur Einwanderung in Lateinamerika und ist somit Referenz nicht nur für Ahnenforscher, sondern auch für Historiker, Soziologen und sonstige Interessierte, die zuverlässiges Quellenmaterial und Dokumente benötigen.

Das Martius-Staden Institut gibt seit 60 Jahren das traditionelle StadenJahrbuch heraus, das Beiträge renommierter brasilianischer und deutscher Autoren wie Karl Fouquet, Anatol Rosenfeld, Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Egon Schaden, Berthold Zilly und andere zu bikulturellen Themen vereint. Die Veröffentlichungen sind vielfältig und gehen von Nachschlagewerken wie z. B. das Werk von R. Domschke, F. Obermeier, H. Wever und H.-P. Huss Publicações sobre o Brasil em língua alemã / Deutschsprachige Brasilienliteratur (1500-1900) über Neuauflagen von Klassikern wie zum Beispiel Vom Roraima zum Orinoco von Theodor Koch-Grünberg, übersetzt von Cristiana Camargo Alberts, bis zu spezifischen Themen die Einwanderung betreffend wie das Buch Roland und Rolândia im Nordosten von Paraná von Peter Mainka. Nicht zu vergessen der Schwerpunkt der Genealogie mit der Reihe Famílias Brasileiras de Origem Germânica, die bereits aus 8 Bänden besteht. Das Institut unterhält eine reiches Kulturprogramm, das kostenlos für alle Interessierte angeboten wird: Konzerte, Buchvorstellungen, Kunst- und Wanderausstellungen, wie zum Beispiel 180 Jahre deutsche Einwanderung nach São Paulo, Auswanderung nach Brasilien über das Halbpachtsystem und Fritz Müller: Fürst der Beobachter, die sowohl in Brasilien als auch in Deutschland ausgestellt wurden. Seit 1997 wird das Martius-Staden Institut von der Visconde de Porto Seguro Stiftung getragen und kehrt somit zu seinen Wurzeln seit der Gründung der Instituts durch die Lehrer der Deutschen Schule zurück. Das Institut befindet sich heute im Stadtteil Panamby, im Süden von São Paulo, nicht weit entfernt von den ehemaligen Ländereien in Santo Amaro, wo sich die ersten deutschen Einwanderer ansiedelten.

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O INSTITUTO MARTIUS-STADEN: 75 anos de preservação da memória histórica e estreitamento de laços entre o Brasil e os países de língua alemã Ana Rüsche

A

s atividades do Instituto Martius-Staden remontam ao começo do século XX: os professores alemães organizaram-se e fundaram a Associação de Professores Alemães (Deutscher Lehrerverein) em 1916. Em 1925, publicaram um anúncio no jornal, para que todos os membros da colônia alemã, associações e empresas doassem documentos, fotos, relatos e outras publicações que estivessem relacionados ao crescimento da colônia. Uma das finalidades do atual Instituto Martius-Staden de Ciências, Letras e Intercâmbio Cultural Brasileiro-Alemão possui relação com esse início: reunir os alemães que chegaram e seus descendentes em prol da preservação da própria história. A atual designação da entidade faz referência a duas figuras emblemáticas destas relações históricas: Carl Friedrich Philipp von Martius e Hans Staden. O arquivo, iniciado em 1925 cresceu e atualmente é constituído por mais de 400 mil registros de pessoas e entidades, documentos pessoais, jornais, mapas, ilustrações e fotografias, além de ser acompanhado por uma biblioteca especializada nos temas da história brasileira e da imigração alemã. Em 1938, foi fundada a Sociedade Hans Staden, fruto do amadurecimento das atividades de professores alemães da então Deutsche Schule (atual Colégio Visconde de Porto Seguro), que já demonstravam uma preocupação clara: preservar as histórias e vivências relacionadas à imigração para São Paulo. Hoje a entidade apresenta um dos maiores acervos de documentos da América Latina, sendo ponto de referência para investigações genealógicas, para historiadores, sociólogos e outros pesquisadores que necessitam da confirmação de fatos com base em fontes fidedignas – neste ponto, o acervo de periódicos em língua alemã que circularam no Brasil presta um grande auxílio, com destaque para os almanaques, as revistas das igrejas, os jornais em língua alemã com notas de nascimento e de falecimento. O Instituto Martius-Staden edita publicações, como o tradicional Anuário MartiusStaden, que irá para a 60ª edição e reúne autores alemães e brasileiros, como Karl Fouquet, Anatol Rosenfeld, Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Egon Schaden, Berthold Zilly e outros em torno de questões culturais teuto-brasileiras. Os livros editados são variados, desde obras de referência, como “Publicações sobre o Brasil em Língua Alemã – Deutschsprachige Brasilienliteratur (1500-1900)” de R. Domschke, F. Obermeier, H. Wever e H.-P. Huss, passando por reedições de clássicos como Do Roraima ao Orinoco, de Theodor Koch-Grünberg, tradução de Cristina Camargo Alberts, e relacionados especificamente à imigração como Roland und Rolândia im Nordosten von Paraná, de Peter Mainka, incluindo o enfoque genealógico da série Famílias Brasileiras de Origem Germânica, já no 8º volume. Também é mantida uma programação cultural, geralmente gratuita e aberta ao público em geral. Inclui concertos, lançamentos de livros, exposições de arte e exposições itinerantes, como a “Viagem por uma São Paulo Alemã: do primeiro assentamento a 1930”, a “Emigração ao Brasil pelo Sistema de Parceria” e a “Fritz Müller: O Príncipe dos Observadores”, mostras que viajaram por diversas cidades do Brasil e Alemanha. Desde 1997, o Instituto Martius-Staden é mantido pela Fundação Visconde de Porto Seguro, o que retoma os laços históricos da fundação do Instituto ligada à Deutsche Schule. A sede atual situa-se no bairro do Panamby, zona sul de São Paulo, não tão longe assim das “terras altas de Santo Amaro”, onde os primeiros imigrantes alemães fixaram moradia.

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Inhalt

05

Das Martius-Staden-Institut

Ana Rüsche 13 Abkürzungen 14 Vorwort

Willi Bolle / Eckhard E. Kupfer

16. - 18. JAHRHUNDERT: EIN UNBEKANNTES LAND 22

Die deutsch-brasilianischen Kulturbeziehungen in der frühen Kolonialzeit und ihre Nachwirkungen

Franz Obermeier 34

Der Beitrag der „deutschen“ Jesuiten zum Barock und zur „brasilianischen“ Kultur im kolonialen Amazonien

Fernando Amado Aymoré 46

Johann Moritz von Nassau-Siegen und Recife: Eine Erfolgsgeschichte?

Holger Kürbis

19. JAHRHUNDERT: OFFENE TÜREN FÜR FORSCHER UND EINWANDERER 60

Die Flucht des portugiesischen Hofes nach Brasilien und die Bedeutung Leopoldines von Habsburg

Laurentino Gomes 76 Natur und Bevölkerung Brasiliens aus der Sicht deutscher Reisender

Karen Lisboa 92 Faszinierendes Amazonien: von Martius bis Nimuendajú

Willi Bolle / Renan Freitas Pinto 108 Der Beitrag der deutschen Naturforscher für die Naturwissenschaften in Brasilien

Miguel Trefaut Rodrigues / Luís Fábio Silveira / José Rubens Pirani 116 Erste deutsche Einwanderer auf dem Land

Martin N. Dreher 134 Die deutsche Einwanderung in Rio Grande do Sul

Isabel Cristina Arendt / Marcos Antônio Witt / Günter Weimer 140 Die deutsche Einwanderung in Santa Catarina

Sueli Vanzuita Petry / Ana Maria Ludwig Moraes / Marcos Schroeder


sumário

07 O Instituto Martius-Staden

Ana Rüsche 13 Abreviações 15 Prefácio

Willi Bolle / Eckhard E. Kupfer

SÉCULOS XVI A XVIII: UM PAÍS DESCONHECIDO 23 As relações culturais teuto-brasileiras no início do período colonial e a sua repercussão

Franz Obermeier 35 A contribuição dos jesuítas “alemães” para o barroco e para a cultura “brasileira” na Amazônia colonial

Fernando Amado Aymoré 47

João Maurício de Nassau-Siegen e Recife: Uma história de sucesso?

Holger Kürbis

SÉCULO XIX: PORTAS ABERTAS PARA VIAJANTES E IMIGRANTES 61 A fuga da corte portuguesa para o Brasil e a importância de Leopoldina de Habsburgo

Laurentino Gomes 77 Natureza e população do Brasil na visão de viajantes alemães

Karen Lisboa 93 O fascínio pela Amazônia: de Martius a Nimuendajú

Willi Bolle / Renan Freitas Pinto 109 A contribuição dos naturalistas alemães para as Ciências Naturais no Brasil

Miguel Trefaut Rodrigues / Luís Fábio Silveira / José Rubens Pirani 117 Primeiros imigrantes alemães no campo

Martin N. Dreher 135 A imigração alemã no Rio Grande do Sul

Isabel Cristina Arendt / Marcos Antônio Witt / Günter Weimer 141 A imigração alemã em Santa Catarina

Sueli Vanzuita Petry / Ana Maria Ludwig Moraes / Marcos Schroeder


20. JAHRHUNDERT: ZWISCHEN IMPERIUM UND REPUBLIK 148 Der deutsche Beitrag zur brasilianischen Wirtschaft: Von der Belle Époque bis zur Ära Vargas

Silvia Cristina Lambert Siriani 160 Diplomatische Beziehungen zwischen Brasilien und Deutschland, 1889 – 1942

Eckhard E. Kupfer / Willi Bolle 170 „Ich suchte eine Zuflucht, und ich fand eine Heimat... “ – Das deutschsprachige Exil in Brasilien, 1933-1945

Marlen Eckl 176 Nazis unter Verdacht? Brasilien, 1930-1945

Maria Luiza Tucci Carneiro 182 Deutsche Literatur über Brasilien in den 1930er und 1940er Jahren

Willi Bolle 184 Brasilien, aus der Ferne gesehen: Alfred Döblin

George Bernard Sperber 190 Otto Maria Carpeaux: Eine kafkaeske Flucht aus Europa

Albert von Brunn / Ligia Chiappini 196 Anatol Rosenfeld: Vom deutschen Flüchtling zum brasilianischen Intellektuellen

Marcel Vejmelka 202 „Experiment Brasilien“: Die leidige Schimäre des Stefan Zweig

Alberto Dines 208 Unterbrechung und Neuanfang

Eckhard E. Kupfer 216 Bibliografie 221 Autorinnen und Autoren


SÉCULO XX: ENTRE O IMPÉRIO E A REPÚBLICA 149 A participação alemã na economia brasileira: da Belle Époque à Era Vargas

Silvia Cristina Lambert Siriani 161 Relações diplomáticas entre o Brasil e a Alemanha, 1889 – 1942

Eckhard E. Kupfer / Willi Bolle 171

“Busquei um refúgio e achei uma pátria... ” – O exílio de fala alemã no Brasil, 1933-1945

Marlen Eckl 177 Nazistas sob suspeita? Brasil, 1930-1945

Maria Luiza Tucci Carneiro 183 Literatura alemã sobre o Brasil, anos 1930 e 1940

Willi Bolle 185

um Brasil visto de longe: Alfred Döblin

George Bernard Sperber 191 Otto Maria Carpeaux: Uma fuga kafkiana da Europa

Albert von Brunn / Ligia Chiappini 197 Anatol Rosenfeld: Do refugiado alemão ao intelectual brasileiro

Marcel Vejmelka 203 “Experimento Brasil”: A incômoda quimera de Stefan Zweig

Alberto Dines 209 Interrupção e recomeço

Eckhard E. Kupfer 216 Bibliografia 221

autores e autoras


16. - 18. JAHRHUNDERT EIN UNBEKANNTES LAND


Séculos XVI a XVIII UM PAÍS DESCONHECIDO


22

Die deutsch-brasilianischen Kulturbeziehungen in der frühen Kolonialzeit und ihre Nachwirkungen Franz Obermeier

D

ie Geschichte Brasiliens beginnt mit

Name, und zwar in der nur wenige Seiten

einem Namen. Als Pedro Alvares Cabral

umfassenden Copia der Newen Zeytung

am 22. April 1500 nördlich

auß Presillg Landt (Nürnberg 1514). Eine

der heutigen Stadt Porto Seguro, an einer

Neue Zeitung war damals ein tagesaktueller

später nach ihm benannten Bucht (Baía

Bericht, in dem konkreten Fall über eine

Cabrália), die Küste erreichte, nannte

Reise in das Land. So hat eine deutsche

er das Land „Terra da Vera Cruz“ (später

Publikation erstmals den Landesnamen

„Terra da Santa Cruz“). Dieser offizielle

Brasiliens im Titel geführt.

Name sollte dem Land nicht bleiben. Ein

Die ersten Deutschen, die in

Handelsprodukt gab der Weltgegend bald

das Land kamen, waren Begleiter auf

einen neuen Namen: das Brasilholz. Die

portugiesischen oder auf spanischen

Bezeichnung „Brasil“ und Ableitungen davon

Schiffen, unterwegs nach Brasilien

tauchten aber schon im 13. Jahrhundert in

oder in den nach einigen vereinzelten

italienischen Handelsakten als Name für

Entdeckungsreisen ab 1536 systematisch

das rotfarbige Holz auf, das im Mittelalter

erschlossenen La Plata-Raum. Sie

aus dem Jemen importiert wurde und als

hinterließen keine administrativen Spuren

Färbemittel hochbegehrt war. Das Wort lebt

in den offiziellen Dokumenten. Erst um die

in romanischen Sprachen als Bezeichnung

Mitte des 16. Jahrhunderts sind uns einige

für die Glut fort, auf portugiesisch „brasa“.

Gestalten genauer bekannt, die im Rahmen

Wann sich der Landesname durchgesetzt

des wirtschaftlichen Engagements deutscher

hat, kann nicht genau datiert werden. Das

und niederländischer Kaufleute in dem Land

erste portugiesische Brasilienbuch von

lebten. Neben dem Brasilholzhandel sollte

Pêro de Magalhães de Gândavo, die Historia

sich der Zuckeranbau als ein einträgliches

da provincia sancta Cruz (Lissabon 1576)

Geschäft für europäische Handelshäuser

verwendet noch die offizielle Bezeichnung,

erweisen. Die Zuckerverarbeitung in den

allerdings nicht ohne dem Titel erklärend

engenhos genannten Zuckermühlen war

hinzuzufügen: „a que vulgarme[n]te

aufwendig. Für die Verwaltung der bald

chamamos Brasil“. In einer deutschen

mit Hilfe von Sklavenarbeit betriebenen

Publikation findet sich erstmals der heutige

Zuckermühlen brauchte man auch gebildetes


As relações culturais teuto-brasileiras no início do período colonial e a sua Repercussão Franz Obermeier

A

história do Brasil inicia-se com um nome. Quando Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500, alcançou a costa, ao norte da atual cidade de Porto Seguro, em uma baía, que mais tarde recebeu o seu nome (Baía Cabrália), ele chamou o país de “Terra da Vera Cruz”

(mais tarde “Terra da Santa Cruz”). Este nome oficial não ficaria para o país. Um produto

Capa do livro de Hieronymus Hötzel: Copia der Newen Zeytung auß Presillg Landt, 1514 Titelbild des Buches von Hieronymus Hötzel: Copia der Newen Zeytung auß Presillg Landt, 1514

comercializado logo daria um novo nome a esta região do mundo: o Pau-Brasil. A denominação “brasil” e derivações já surgiram no século XIII, em registros comerciais italianos, como nome para a madeira de coloração avermelhada que, na Idade Média, era importada do Iêmen e era muito cobiçada como material para tintura. A palavra permanece viva nas línguas românicas para designar “brasa”. Não é possível datar com precisão quando o nome do país se consolidou. O primeiro livro sobre o Brasil em português, de Pêro de Magalhães de Gândavo, a Historia da província sancta Cruz (Lisboa, 1576), ainda utiliza a denominação oficial, no entanto, não sem acrescentar uma explicação ao título: “a que vulgarme[n]te chamamos Brasil”. Em uma publicação alemã encontra-se pela primeira vez o nome atual na Copia der Newen Zeytung auß Presillg Landt (Nuremberg, 1514). Na época, um Jornal Novo era um relatório atualizado, nesse caso concreto, sobre uma viagem para o país. Assim, pela primeira vez o nome do Brasil foi mencionado numa publicação alemã. Os primeiros alemães que chegaram ao país vieram como acompanhantes em navios portugueses ou espanhóis, a caminho do Brasil ou para a região do Rio da Prata, que, a partir de 1536, havia sido sistematicamente explorada após algumas viagens de descobrimentos. Eles não deixaram vestígios administrativos nos documentos oficiais. Somente em meados do século XVI, algumas figuras, que viviam no país em função de compromissos econômicos de comerciantes alemães e holandeses, tornaram-se mais conhecidas. Além do comércio do pau-brasil, a plantação da cana-de-açúcar mostrar-se-ia uma atividade rentável para as casas de comércio europeias. A transformação do açúcar nos moinhos de açúcar denominados engenhos era dispendiosa. Eram necessárias pessoas instruídas para a administração dos engenhos operados por meio do trabalho escravo. O “feitor” (esta era a denominação para os representantes comerciais) mais conhecido foi Peter Rösel, administrador alemão da casa de comércio dos Schetz da Antuérpia em São Vicente, várias vezes mencionado por Hans Staden em sua História Verídica em 1557, e também referido por Ulrich Schmidel em seu livro

23


24

Personal. Der bekannteste Faktor (so die

französischen Piraten aufgebracht, Rösel

Bezeichnung für die Handelsvertreter)

gelangte dabei nach Santo Domingo. Über

war Peter Rösel, deutscher Verwalter des

sein weiteres Leben ist nichts bekannt. Ein

Antwerpener Handelshauses der Schetz in

Jerônimo Rouzée, vielleicht ein Sohn, ist um

São Vicente, von Hans Staden mehrmals in

1568 in Lissabon als Händler bezeugt.

seiner Wahrhaftigen Historia 1557 und von

Capa do livro de Ulrich Schmidel. Fac-símile, 1962 Titelbild des Buches von Ulrich Schmidel. Faksimile, 1962 Capa do livro de Helius Eoban Hesse und seine Zeitgenossen, 1797 Titelbild des Buches Helius Eoban Hesse und seine Zeitgenossen, 1797

Ein anderes Beispiel ist Heliodorus

Ulrich Schmidel, der bei seiner Rückreise

Hessus, der Sohn des damals sehr bekannten

aus Paraguay 1553 nach São Vicente kam,

Marburger Humanisten Helius Eobanus

in seinem Reisebuch erwähnt. Durch

Hessus (1488-1540). Heliodorus arbeitete seit

Handelsakten sind wir über das Leben

1548 als Schreiber in der Zuckermühle des

von Pedro Rouzée alias Peter Rösel gut

Giuseppe Doria bei São Vicente, was Hans

unterrichtet. Schon um 1535 war der aus

Staden in seinem Buch von 1557 berichtet.

Arras stammende Rösel für das Handelshaus

Heliodorus wurde ein persönlicher Freund

der Schetz in Antwerpen tätig. In einer Quelle

Stadens. In portugiesischen Quellen taucht

von 1548 wird er als schon einige Zeit in

er als Eliodoro Ebanos auf, er blieb in

São Vicente ansässiger Faktor der Schetz

Brasilien, beteiligte sich an Kämpfen gegen

bezeugt. Er kehrte nach Europa zurück und

die Franzosen in der Bucht von Rio, die dort

wurde 1565 erneut von Schetz nach São

unter Nicolás de Villegagnon ab 1555 einen

Vicente geschickt, das Schiff wurde aber von

kurzlebigen Koloniegründungsversuch unternommen hatten. Heliodorus kam wohl 1568/69 bei Kämpfen am Cabo Frio ums Leben, wenn man der Erwähnung seines Todes in dem Buch Imagem da virtude em o noviciado da Companhia de Jesus no Real Collegio de Jesus de Coimbra em Portugal von Antonio Franco, 1719 in Evora gedruckt, Glauben schenken darf. Die deutsch-brasilianischen Beziehungen als eigene Rückwirkung der Entdeckung des Landes auch in Europa beginnen mit Bildern (s. Brasilien in Illustrationen des 16. Jahrhunderts, 2000). Der leistungsfähige deutsche Buchhandel hat nach den Angaben in Amerigo Vespuccis nur teils authentischen Reiseberichten schon bald zahlreiche Ausgaben in Übersetzung herausgebracht, es erschienen auch zwei Einblattholzschnitte, wie die Neuen Zeitungen ein ungemein populäres Genre in der Zeit. Die zwei in unterschiedlichen Versionen erhaltenen Holzschnitte (Das


de viagem, quando veio para São Vicente em sua viagem de retorno do Paraguai, em 1553. Através de registros comerciais estamos bem informados sobre a vida de Pedro Rouzée, aliás Peter Rösel. Já em 1535, Rösel, natural de Arras, trabalhava para a casa de comércio dos Schetz na Antuérpia. Em uma fonte de 1548, ele é apontado como “feitor” dos Schetz, residente em São Vicente há algum tempo. Ele retornou para a Europa e em 1565, foi novamente enviado pelos Schetz para São Vicente, mas o navio foi abordado por piratas franceses, e com isso, Rösel chegou a Santo Domingo. Não se conhece nada sobre sua vida posterior. Um Jerônimo Rouzée, talvez um filho, é apontado como comerciante em Lisboa por volta de 1568. Outro exemplo é Heliodorus Hessus, filho do então muito conhecido humanista de Marburg, Helius Eobanus Hessus (1488-1540). Heliodorus trabalhava desde 1548, como escrivão no engenho de Giuseppe Doria em São Vicente, o que Hans Staden relatou em seu livro em 1557. Heliodorus tornou-se amigo pessoal de Staden. Em fontes portuguesas, ele aparece como Eliodoro Ebanos. Permaneceu no Brasil, participou de lutas contra os franceses na baía do Rio de Janeiro, que fizeram ali, a partir de 1555, sob o comando de Nicolás de Villegagnon, uma tentativa de fundação de uma colônia, que foi de curta duração. Eliodoro veio a falecer provavelmente em 1568/69, durante lutas em Cabo Frio, se podemos dar crédito à menção de sua morte no livro Imagem da virtude em o noviciado da Companhia de Jesus no Real Collegio de Jesus de Coimbra em Portugal de Antonio Franco, impresso em Évora em 1719. As relações teuto-brasileiras, enquanto repercussão do descobrimento do país também na Europa, iniciam-se com imagens (vide Brasilien in Illustrationen des 16. Jahrhunderts, 2000). O poderoso mercado editorial alemão logo publicou, Capa do livro de Hans Staden Wahrhaftige Historia. Fac-símile, 1978

segundo as informações só em parte autênticas nos relatos de viagem de Américo

Titelbild des Buches Wahrhaftige Historia. Faksimile, 1978

avulsas, que eram, como os Novos Jornais, um gênero bastante popular naquele tempo.

Vespúcio, numerosas edições em tradução; foram publicadas também duas xilogravuras As duas xilogravuras, preservadas em versões diferentes (Das sind die neu gefunden menschen, provavelmente impressa por Stuchs em Nuremberg; a outra, Diese figur anzaigt, provavelmente impressa por Froschauer em Augsburgo), remontam a 1505, paralelamente à edição dos livros dos relatos de Vespúcio em alemão, como Von den neuen Inseln (1505/1506), com várias edições em lugares diferentes, das quais algumas também foram ilustradas, assim a edição do tipógrafo Grüninger, de Estrasburgo, Diß Büchlin saget, em 1509 (vide Obermeier, 2003). A primeira das xilogravuras avulsas mostra a chegada dos europeus, observada pelos

25


26

sind die neu gefunden menschen, wohl

der frühen Neuzeit überhaupt zählen, Hans

in Nürnberg bei dem Drucker Stuchs; der

Staden und Ulrich Schmidel (auch Ulrico

andere, Diese figur anzaigt, wohl in Augsburg

Schmidl als spanische Namensform). Hans

bei Froschauer gedruckt) stammen aus der

Stadens Warhaftige Historia ist das erste

Zeit um 1505, parallel zu den Buchausgaben

ausschließlich Brasilien gewidmete Buch, das

des Vespucci-Berichts auf Deutsch als Von

in Europa im 16. Jahrhundert erschien. Selbst

den neuen Inseln, mehrere Ausgaben an

in Portugal erschien im ganzen Jahrhundert

verschiedenen Orten 1505/1506, von denen

nur ein Buch, die erwähnte Historia von

einige auch illustriert wurden, so die Ausgabe

Magalhães de Gândavo (1576). Viele der

durch den Straßburger Drucker Grüninger

Abhandlungen über das Land blieben in

als Diß Büchlin saget, 1509 (vgl. Obermeier

Manuskriptform erhalten und wurden erst

2003). Der erste der Einblattholzschnitte

später ediert.

zeigt die Ankunft der Europäer, von den

Hans Staden stammte aus dem

brasilianischen Indianern an der stilisierten

hessischen Homberg an der Efze, wo er

Küste betrachtet, der andere nach einer

in den 1520er Jahren geboren wurde. Er

Vespucci-Schilderung ebenfalls den ersten

unternahm zwischen 1548 und 1555 zwei

Kontakt, aber im Vordergrund bildfüllend

Reisen nach Brasilien; die erste führte ihn

eine Illustrierung des von Vespucci

ins nordbrasilianische Recife, wo er das

beschriebenen Kannibalismus in der

benachbarte Igaraçu gegen die Indianer

Neuen Welt. Dieses Motiv wird fortan das

verteidigen half. Seine zweite Reise sollte

Brasilienbild in Europa begleiten, von den

ihn eigentlich auf einem spanischen

Bildern der anthropophagen Tupinamba-

Schiff in den La Plata-Raum führen, die

Indianer der Küste in Stadens Historia von

Expedition scheiterte in Südbrasilien. Nach

1557 bis zu heutigen Geschichtswerken. Ein

mehrjährigem Aufenthalt kam die Gruppe

Nachklang ist das berühmte „Manifesto

der Reisenden nach São Vicente. Staden

antropófago“ von 1928, in dem der

verdingte sich als Kommandant einer Festung

brasilianische Schriftsteller Oswald de

auf der Insel Santo Amaro in der Bucht

Andrade (1890-1954) nach der von ihm

von Santos, wo er 1554 von Tupinambá-

mitgestalteten Semana de Arte moderna

Indianern gefangengenommen und in ihre

das gestiegene Selbstbewusstsein der

Siedlungen verschleppt wurde. Vermutlich

jungen brasilianischen künstlerischen

wollten die Indianer ihre lukrativen Überfälle

und literarischen Avantgarde auf eine

auf das nahegelegene, wohlhabende São

griffige Formel brachte, in der das Aneignen

Vicente fortsetzen und hatten sich deshalb

europäischer Kultureinflüsse in einem

Stadens bemächtigt, der im Dienste des

Uma ilustração do livro de Vespucci. In: Brasilien in Illustrationen des 16. Jahrhunderts, 2000, prancha 4

Prozess der Umgestaltung in das Bild einer

brasilianischen Generalgouverneurs gerade

„anthropophagen“ Selbstaffirmation der

für den Schutz einer strategisch wichtigen

Eine Illustration aus dem Buch von Vespucci. In: Brasilien in Illustrationen des 16. Jahrhunderts, 2000, Tafel 4

jungen Künstler gefasst wird.

Wasserstraße nach São Vicente sorgen

Índios Tupinambás. In: Wahrhaftige Historia. Fac-símile, 1978

Südamerika im 16. Jahrhundert ist geprägt

mehrere Monate als Gefangener bei den

durch zwei deutsche Reisende, deren

menschenfressenden Tupinambá-Indianern,

Bücher zu den wichtigsten Reisebüchern

die mit den Franzosen verbündet waren

Tupinambá Indianer. In: Wahrhaftige Historia, Faksimile, 1978

Die deutsche Literatur über

sollte. Staden lebte nach eigenen Angaben


índios brasileiros a partir da costa estilizada; a outra, segundo uma descrição de Vespúcio, mostra também o primeiro contato, mas em primeiro plano, preenchendo a imagem, há uma ilustração do canibalismo no novo mundo, descrito por Vespúcio. Doravante, este motivo irá acompanhar a imagem do Brasil na Europa, desde as ilustrações dos índios antropófagos Tupinambás na costa, na História de Staden de 1557, até as obras de história atuais. Um eco é o famoso “Manifesto antropófago” de 1928, no qual o escritor Oswald de Andrade (1890-1954), depois da Semana de Arte Moderna que ele ajudou a organizar, conseguiu encontrar uma expressão adequada para a autoestima da jovem vanguarda artística e literária brasileira, retratando a apropriação de influências culturais europeias por meio da imagem de uma autoafirmação antropofágica dos jovens artistas. A literatura alemã sobre a América do Sul no século XVI é marcada por dois viajantes alemães, cujos livros estão entre os mais importantes relatos de viagem da Era Moderna, Hans Staden e Ulrich Schmidel (ou Ulrico Schmidl, na versão espanhola). A História Verídica de Hans Staden é o primeiro livro dedicado exclusivamente ao Brasil, publicado na Europa no século XVI. Mesmo em Portugal foi publicado somente um livro durante todo o século, a já referida Historia de Magalhães de Gândavo (1576). Muitos dos tratados sobre o país foram preservados de forma manuscrita e só foram editados posteriormente. Hans Staden era natural de Homberg na Efze, no estado de Hesse, onde nasceu na década de 1520. Ele empreendeu duas viagens ao Brasil entre 1548 e 1555; a primeira levou-o para o Nordeste, ao Recife, onde ele ajudou a defender a vizinha Igaraçu contra os índios. A sua segunda viagem deveria levá-lo em um navio espanhol para a região do Rio da Prata, mas a expedição fracassou no sul do Brasil. Após uma permanência de vários anos ali, o grupo de viajantes chegou a São Vicente. Staden assumiu o Hans Staden. In: Wahrhaftige Historia. Fac-símile, 1978 Hans Staden. In: Wahrhaftige Historia, Faksimile, 1978

cargo de comandante de uma fortaleza na ilha de Santo Amaro na baía de Santos, onde foi capturado por índios tupinambás e levado para a aldeia destes em 1554. Provavelmente, os índios queriam dar continuidade aos seus lucrativos assaltos à próxima e rica São Vicente, por isso, apossaram-se de Staden, que estava a serviço do governador geral do Brasil justamente para cuidar da segurança de uma via navegável estrategicamente importante para São Vicente. Segundo seu próprio relato, Staden viveu vários meses como prisioneiro dos índios antropófagos Tupinambás, que eram aliados dos franceses e guerreavam contra os portugueses. A descrição de seu tempo entre os índios é uma obra-prima do início da etnografia e da história das mentalidades. Staden sobreviveu somente graças à sua

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und die Portugiesen heftig bekriegten.

insgesamt über 100 Bearbeitungen und

Die Beschreibung seiner Zeit unter den

Übersetzungen in 10 Sprachen.

Indianern ist ein Meisterwerk der frühen Ethnographie und Mentalitätsgeschichte.

zahlreiche Neuauflagen verbreiteten

Staden überlebte nur durch eine für

Reisebericht Stadens im dritten Band

den Zeitkontext erhebliche, wenn auch

seiner Sammlung 1592 lateinisch, ein

nicht außergewöhnliche Angleichung an

Jahr später auch deutsch in Frankfurt/

indianische Denkstrukturen und seine

Main veröffentlicht: Dritte Buch Americae,

Betätigung als indianischer Schamane.

Darinn Brasilia durch Johann Staden von

Er konnte schließlich 1554 auf einem

Homberg auß Hessen – zusammen mit

französischen Schiff als freigekaufter

Jean de Lérys deutscher Erstfassung seiner

Sklave über Frankreich nach Deutschland

Historia der Schiffart ... in Brasilien (als

zurückkehren.

Histoire d’un voyage erstmals Genf 1578).

Auf Anregung des Marburger

Edição holandesa da obra de Hans Staden, 1706 Holländische Ausgabe des Werkes von Hans Staden, 1706

Theodor de Bry hat den durch

In enger Anlehnung an die Bildvorlagen

Professors Johannes Dryander gab Staden

der Erstausgabe von Staden gab er diesem

1557 in Marburg sein Buch heraus. Dryander,

Teil des Bandes mehr als zwei Dutzend

der gleichzeitig Zensor der dortigen noch

halbseitige Kupferstiche bei, die das

jungen protestantischen Universität war,

Brasilienbild der Zeit entscheidend prägten.

schrieb das Vorwort. Stadens Bericht enthielt

Bry übernahm für seinen Sammelband

im Vergleich zu den frühen Berichten über

insbesondere Aufbau und Struktur der

Amerika erheblich erweiterte Angaben

Stadenschen Holzschnitte. Auch die Gestalt

über die Kultur und insbesondere die

des betenden und seine Hände zum Himmel

Anthropophagie der Tupinambá-Indianer;

ringenden Gefangenen wurde übernommen,

ja, er bot das erste wichtige Bildkorpus zu

weil er damit das moralische Werturteil der

dem Land. Staden hatte von Reißern und

Zeitgenossen über den Kannibalismus in

Formschneidern alle wichtigen Episoden

seine Ikonographie integrieren konnte.

seines Berichts nach eigenen Vorgaben

Ein Grund, warum Staden bis heute

illustrieren lassen, und in einem zweiten,

so präsent ist, ist sicher, dass sein Buch

dem Original angefügten Buch zahlreiche

eine umfangreiche Rezeptionsgeschichte

ethnologische Beobachtungen mitgeteilt,

hat, zu der sich sein Bericht als eines der

darunter auch die drastisch bebilderte

wenigen persönlich gefassten der Zeit auch

Wiedergabe der rituellen Tötung und

anbot. Durch die berühmte Bearbeitung als

Verspeisung von Gefangenen. Es gab Zweifel

Jugendbuch von Monteiro Lobato (Hans

an der Authentizität dieser Angaben, aber die

Staden, São Paulo 1925/26) ist die Geschichte

zahlreichen Quellen zur Anthropophagie der

Stadens auch brasilianischen Kindern

Stämme bestätigen Staden in vielen Details.

bekannt. Zwei Filme inspirieren sich an ihr,

Der persönliche Ton seines Berichts und

der erste von dem wichtigen Regisseur des

seine Zeugenschaft für den protestantischen

Cinéma novo, Nelson Pereira dos Santos,

Glauben eröffneten dem Werk ein breites

Como era gostoso meu francês (1971), der

Publikum. Bis heute ist Stadens Werk eines

zweite, enger an das Original angelehnt,

der meist aufgelegten Brasilienbücher mit

von Luiz Alberto Pereira mit dem Titel Hans


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Capa da edição japonesa do livro de Hans Staden Titelbild der japanischen Ausgabe des Buches von Hans Staden As ilhas de Santo Amaro e São Vicente. In: Wahrhaftige Historia. Fac-símile, 1978 Die Inseln Santo Amaro und São Vicente. In: Wahrhaftige Historia, Faksimile, 1978

adaptação às estruturas de pensamento dos índios, adaptação notável embora não incomum para o contexto da época, incluindo a sua atividade como xamã indígena. Finalmente, em 1554, ele conseguiu ser resgatado como escravo e retornar em um navio francês, via França para a Alemanha. Por sugestão do professor de Marburg, Johannes Dryander, Staden publicou seu livro em Marburg em 1557. Dryander, que também era censor da ainda jovem universidade protestante local, escreveu o prefácio. O relato de Staden continha, em comparação com os relatos anteriores sobre a América, consideravelmente mais informações sobre a cultura e, em especial, sobre a antropofagia dos índios Tupinambás; de fato, ele forneceu a primeira importante coleção de imagens do país. Conforme a orientação de Staden, gravadores e xilógrafos ilustraram todos os episódios importantes de seu relato, e em um segundo livro, anexado ao original, ele comunicou numerosas observações etnológicas, entre estas também a reprodução dramática do ritual de matar e comer os prisioneiros. Havia dúvidas quanto à autenticidade dessas informações, mas as numerosas fontes sobre a antropofagia das tribos confirmam as informações de Staden em muitos detalhes. O tom pessoal de seu relato e o seu testemunho de fé protestante abriram a obra para um amplo público. Até hoje, a obra de Staden é um dos livros sobre o Brasil mais publicados, com ao todo mais de 100 edições e traduções para 10 idiomas.


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