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P ROCE SSO SE LE TIVO 2010 Educação Profissional Técnica de Nível Médio Concomitante ao Ensino Médio PROVA

CADERNO DE QUESTÕES

A

Você está recebendo um CADERNO DE QUESTÕES e um CARTÃO RESPOSTA personalizado, com uma FOLHA DE REDAÇÃO. O CADERNO DE QUESTÕES consta de 17 (dezessete). páginas, numeradas sequencialmente, contendo 40 (quarenta) questões de múltipla escolha, sendo 20 (vinte) de Língua Portuguesa e 20 (vinte) de Matemática, além do tema da Redação.

Não abra este caderno antes de ser autorizado pelo Fiscal de Sala.

INSTRUÇÕES 1.

Verifique se o tipo de CADERNO DE QUESTÕES (Prova A ou B) corresponde ao mesmo tipo indicado no seu CARTÃO RESPOSTA.

2.

Ao receber autorização para abrir este caderno, verifique se a impressão, a paginação e a numeração das questões estão corretas. Caso ocorra qualquer erro, notifique o Fiscal de Sala.

3.

Cada questão de múltipla escolha tem o valor de 2 (dois) pontos e a Redação, o valor de 20 (vinte) pontos, totalizando 100 (cem) pontos. Resolva, primeiramente, as questões que considerar mais fáceis. Depois, retorne às questões em que você encontrou maior dificuldade.

4.

Leia atentamente cada questão e escolha a alternativa que adequadamente responde a cada uma delas. Marque a resposta no CARTÃO DE RESPOSTA, cobrindo fortemente com caneta azul ou preta o espaço correspondente à letra a ser assinalada, conforme o exemplo abaixo:

5.

As respostas só serão consideradas se marcadas no CARTÃO RESPOSTA e a REDAÇÃO, se transcrita para a FOLHA DE REDAÇÃO, que não poderão ser dobrados, amassados, rasurados ou manchados. Nada deve ser escrito ou registrado fora dos locais destinados às respostas. Em hipótese alguma haverá a substituição do CARTÃO RESPOSTA e da FOLHA DE REDAÇÃO.

6.

Você dispõe de 4 (quatro) horas para fazer esta prova.

7.

Você só poderá sair do local de realização da prova decorridos 60 (sessenta) minutos do seu início.

8.

Os 3 (três) últimos candidatos permanecerão sentados até que todos concluam a prova ou que termine o seu tempo de duração, devendo retirar-se juntos.

9.

Ao término da prova, entregue ao Fiscal de Sala o CARTÃO RESPOSTA com a FOLHA DE REDAÇÃO e o CADERNO DE QUESTÕES.

10. Você só poderá levar o CADERNO DE QUESTÕES se sair do local de realização da prova nos 30 (trinta) minutos que antecedem o seu término. 11. Siga a Agenda do Edital para acompanhar as demais etapas do Concurso.

www.ifrj.edu.br


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LÍNGUA PORTUGUESA Texto I A partir da leitura do texto abaixo, responda às questões 1 a 10. QUANDO SE É JOVEM E FORTE Uma vez uma mulher me disse: vocês jovens não sabem a força que têm. Ela falava isto como se colocasse uma coroa de louros num herói. Ela falava isto como se não apenas eu, mas todos os jovens fôssemos um grego olímpico ou um daqueles índios parrudões nos rituais da reserva do Xingu. De certa maneira ela dizia: vocês têm o cetro na mão. E eu, jovem, tendo o cetro, não o via. Aquela frase lançada generosamente sobre minha juventude poderia ter se perdido como tantas outras que necessito hoje, mas não me lembro. Contudo, ela ficou invisível em alguma dobra de lembrança. Ficou bela e adormecida muitos séculos, encastelada, até que, de repente, despertou e me veio surpreender noutro ponto de minha trajetória. Possivelmente a frase ficou oculta esperando-me amadurecer para ela. Só uma pessoa nãomais-jovem pode repronunciá-la com a tensão que ela exige. Vocês jovens não sabem a força que têm. Pois essa frase deu para martelar em minha cabeça a toda hora que uma adolescente passa com sua floresta de cabelo em minha tarde, toda vez que um rapaz de ombros largos e trezentos dentes na boca sorri com estardalhaço gesticulando nas vitrinas das esquinas. Possivelmente é uma frase ainda mais luminosa no verão. E mais irradiantemente bela ainda quando o termina e principia e tudo recobra força e viço, e a pele do mundo fica eternamente jovem. Outro dia a frase irrompeu silenciosamente em mim como coroamento de uma cena. Uma cena, no entanto, trivial. Estávamos ali na sala de um apartamento e conversávamos. Um grupo, digamos, de pessoas maduras. Cada um com seu copinho de uísque na mão, conversando sobre negócios e banalidades. De repente entra pela sala uma adolescente preparando-se para sair. Entra como faz toda adolescente: pedindo à mãe que veja qualquer coisa em seu vestido ou lhe empreste uma jóia. E quando ela entrou tão naturalmente linda, não de beleza excepcional, mas de uma beleza que se espera que uma jovem tenha, quando ela entrou, um a um, todos foram murchando suas frases para ficarem em pura contemplação. Ali era disfarçar e contemplar. Parar e haurir. Poder-se-ia argumentar que vestida assim ela parecia uma Grace Kelly, um cisne solicitando adoração. Mas se assim é, por que a mesma cena se repetiu quando entrou outra irmã, impromptamente, de jeans, vinda da rua, espalhando brilho nos dentes e vida nos cabelos? Olhava-se para uma, olhava-se para outra. Olhava-se para os pais que orgulhosos colhiam a mensagem no ar. E surge a terceira filha, também adolescente com aquela roupa displicente que, em vez de ocultar, revela mais ainda juventude. Esta experiência se repete quando numa família são apresentados os filhos jovens. Igualmente quando se entra numa universidade e se vê aquele enxame de camisetas, jeans e tênis gesticulando e rindo entre uma sala e outra, entre um sanduíche e um livro, sentados, displicentes, namorando sob árvores e na grama, como se dissessem: eu tenho a juventude, o saber vem por acréscimo. Infelizmente não vem. E a juventude se gasta. Como as pedras se gastam, como as roupas se gastam, se gasta a pele, embora a alma se torne mais densa ou encorpada. Algo semelhante ocorre diante de qualquer criança. Para um bebê convergem todas as atenções na sala. Sorrisos se desenham nos rostos adultos e o ambiente é de terna devoção. É a presença da vida, que no jovem parece ter atingido seu auge.

Prova A

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Por isto, ver um (ou uma) jovem no esplendor da idade é como ver o artista no instante de seu salto mais brilhante e perigoso ou ver a flor na hora em que potencializa toda a sua vida e imediatamente nunca mais será a mesma. Claro, há jovens que são foscos e velhos e velhos que são radiosos adolescentes. Não é disto que falo. Estou falando de outra coisa desde o princípio. Daquela frase que aquela mulher depositou na minha juventude e agora renasceu. Gostaria de doá-la a alguém. Penso nisto e a porta se abre. Irrompem, lindas, minhas duas filhas. Extasiado lhes dou um beijo e digo: - Filhas, vocês não sabem que força têm. (SANT’ANNA, Affonso Romano de. Porta de Colégio. São Paulo: Ática, 1995.)

01. O texto se estrutura a partir de uma frase. Qual é essa frase? (A) Vocês jovens não sabem a força que têm. (B) Vocês têm o cetro na mão. (C) Eu tenho a juventude, o saber vem por acréscimo. (D) Possivelmente é uma frase mais luminosa no verão. (E) Claro, há jovens que são foscos e velhos que são radiosos adolescentes.

02. No 4º parágrafo, o narrador reflete: “Aquela frase me fez olhá-la de onde ela falava: do lugar da não-juventude”. De acordo com o texto: (A) A mulher que proferiu a frase é caracterizada como uma pessoa idosa. (B) A frase proferida pela mulher denota um grande desapontamento pela vida. (C) O texto promove uma reflexão sobre a passagem do tempo e sobre as fases da vida. (D) O texto tem como tema a displicência dos jovens e a infelicidade dos idosos. (E) Ao se comparar as fases da vida com a trajetória do sol durante o dia, a juventude corresponderia ao crepúsculo.

03. As palavras proferidas pela mulher produzem no narrador a impressão de que os jovens possuíam o cetro na mão, ainda que não tivessem consciência disso. O que significa ter o cetro nas mãos? (A) Possuir a arrogância e o desafio próprios da fase jovem. (B) Ter nas mãos o poder da juventude. (C) Pertencer à realeza, devido à vaidade e ao orgulho dos jovens. (D) Deter a força e a beleza inerentes ao jovem. (E) Ser encantado pela possibilidade de plenitude e força da juventude.

Prova A

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04. A frase dita pela mulher, segundo o narrador, ficou adormecida por vários anos, até ser despertada em um determinado momento do texto. O narrador diz que a frase “ficou bela e adormecida muitos séculos, encastelada”. As palavras sublinhadas remetem a um tipo de textos. Qual é ele? (A) Conto de fadas. (B) Crônica de memórias. (C) Dissertação. (D) Fábula. (E) Contos de mistério. 05. Releia o 8º parágrafo do texto: “Pois essa frase deu para martelar em minha cabeça a toda hora que uma adolescente passa com sua floresta de cabelo em minha tarde, toda vez que um rapaz de ombros largos e trezentos dentes na boca sorri com estardalhaço gesticulando nas vitrinas das esquinas.” Nele, o autor faz uso de uma figura de linguagem que consiste em um exagero intencional. Identifique-a: (A) prosopopéia; (B) antítese; (C) onomatopéia; (D) hipérbole; (E) metáfora. 06. Releia: “Mas se assim é, por que a mesma cena se repetiu quando entrou outra irmã, impromptamente, de jeans, vinda da rua, espalhando brilho nos dentes e vida nos cabelos?”. A palavra em destaque NÃO pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: (A) descuidadamente. (B) impetuosamente. (C) relaxadamente. (D) displicentemente. (E) despreocupadamente.

07. O narrador do texto distingue “jovens que são foscos e velhos” de “velhos que são radiosos adolescentes”. Encontre a afirmativa INCORRETA: (A) Foscos e radiosos, velhos e adolescentes constituem-se em pares de antíteses. (B) O jovem velho seria aquele que não tem alegria de viver, que não sente prazer em descobrir a vida. (C) O velho adolescente seria aquele que, apesar da idade, não perdeu o encanto da vida e a alegria de viver. (D) A juventude, de acordo com o narrador, representaria o crepúsculo da vida do ser humano. (E) O texto trata da juventude sob um ponto de vista filosófico, ou seja, como uma fase que representa o apogeu do ser humano.

Prova A

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08. Como se fosse um movimento circular, o texto se encerra como se inicia. Ocupando agora o lugar da não-juventude, é o narrador quem diz às suas filhas a mesma frase ouvida há anos por uma mulher. De acordo com o texto: (A) Essa frase tem para ele o mesmo significado de antes. (B) O narrador não acredita mais nas palavras da mulher, portanto a frase perdeu o sentido original. (C) Essa frase não tem o mesmo significado de antes, pois a maturidade fez com que o narrador compreendesse seu verdadeiro sentido. (D) O narrador continua tendo dificuldades de alcançar a dimensão do significado da frase. (E) Essa frase é impregnada de amargura porque quando se é maduro, não se tem mais a juventude.

09. Para transmitir aos leitores sua ideia do vem a ser o esplendor da juventude, o narrador compara-o com dois elementos: o salto do artista e o apogeu da flor. Para o narrador, a juventude é: (A) perigosa. (B) vibrante. (C) audaciosa. (D) inesquecível. (E) efêmera.

10. A frase dita pela mulher renasce, depois de permanecer adormecida muitos anos na memória do narrador, com outra importância e significado. O narrador pensa em “doá-la a alguém”. Como ele consegue realizar esse desejo? (A) Repetindo a frase às filhas do amigo. (B) Não permitindo que a frase seja esquecida ao longo da sua vida. (C) Reformulando a frase ao proferi-la a suas próprias filhas. (D) Fazendo com que a frase renasça a cada oportunidade de repeti-la aos jovens. (E) Redigindo a crônica, pois ao transmiti-la aos seus leitores, estes podem perpetuá-la a outras pessoas.

Prova A

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Texto II Leia, com atenção, o texto e, em seguida, responda à questão 11 marcando a opção correta: CHEGA DE SAUDADE Tom Jobim e Vinicius de Moraes

Vai, minha tristeza, e diz a ela Que sem ela não pode ser Diz-lhe numa prece, que ela regresse Porque eu não posso mais sofrer Chega de saudade a realidade é que sem ela Não há paz, não há beleza É só tristeza e a melancolia Que não sai de mim, não sai de mim, não sai Mas se ela voltar, se ela voltar Que coisa linda, que coisa louca Pois há menos peixinhos a nadar no mar Do que os beijinhos que eu darei na sua boca Dentro dos meus braços os abraços hão de ser Milhões de abraços, Apertado assim, colado assim, calado assim, Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim Que é pra acabar com esse negócio De você viver sem mim Não quero mais esse negócio de você longe de mim Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim. 11. As orações “que sem ela não pode ser” e “que ela regresse” são classificadas como: (A) substantivas completivas nominais. (B) adjetivas restritivas. (C) substantivas objetivas diretas. (D) substantivas subjetivas. (E) substantivas objetivas indiretas.

12. Assinale a frase gramaticalmente INCORRETA: (A) Devem haver cem candidatos inscritos no concurso. (B) Vendem-se apartamentos. (C) Este trabalho é para eu fazer. (D) Estudo o idioma e a literatura portuguesa. (E) Estudo o idioma e a literatura portugueses.

Prova A

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13. Indique a alternativa em que a flexão do verbo sublinhado não corresponde ao verbo colocado nos parênteses: (A) Hoje não vimos o nosso colega de turma. (ver) (B) Nós viemos aqui ontem. (vir) (C) Quando eu o vir, darei o seu recado. (ver) (D) Quando você vier, receberá o recado. (vir) (E) Vimos frequentemente a Pinheiral. (ver)

14. Na oração “O aluno foi nomeado, posto que não tivesse obtido a primeira classificação”, a conjunção destacada possui o valor semântico de: (A) causa. (B) conseqüência. (C) comparação. (D) condição. (E) concessão.

15. Indique a oração com erro de regência: (A) Ele aspirou o ar da manhã com entusiasmo. (B) Meu bisavô assistiu ao surgimento da República. (C) Prefiro teatro a cinema. (D) Da janela da cozinha, as mulheres assistiam a cena. (E) Aspiramos a uma terra pacífica.

16. Analise as afirmações I, II e III abaixo, baseadas nas orações 1 e 2. selecione a única alternativa correta:

Em seguida,

1) O céu cinzento indica chuva. 2) O cinzento do céu indica chuva. I – Na primeira oração, cinzento é substantivo e, na segunda, adjetivo. II – Nas duas orações, o vocábulo cinzento é adjetivo. III – Na primeira oração, cinzento é adjetivo e, na segunda, substantivo. (A) A afirmação III é verdadeira. (B) A afirmação I é verdadeira. (C) As afirmações II e III são verdadeiras. (D) Todas as afirmações são verdadeiras. (E) Todas as afirmações são falsas. Prova A

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17. A análise sintática do termo destacado está INCORRETA na opção: (A) Entreguei-me calorosamente àquela causa. (adjunto adverbial) (B) O paciente foi socorrido pelos dois médicos do hospital. (adjunto adnominal) (C) O conhecimento dos segredos da terra inspira respeito às leis ecológicas. (objeto indireto) (D) As mulheres julgam os homens inconstantes. (predicativo do objeto) (E) Construíram-se novos postos de saúde. (sujeito)

18. Examine as frases I, II e III abaixo e marque a opção correta: I – Elas andam meio nervosas. II – Comi meia goiaba. III – Carla e Ana estão meio cansadas porque ficaram, na fila, expostas ao sol, até meio-dia e meia. (A) A frase I é a única correta. (B) A frase II é a única correta. (C) Somente as frases I e III estão corretas. (D) Nenhuma frase está correta. (E) Todas as frases estão corretas.

19. Examine os seguintes períodos e selecione a opção correta: I – Mal sentiu rumores dentro de casa, ergueu-se. (M. Torga) II – Fiz-lhe sinal que se calasse. (Machado de Assis) III – Não, meu coração não é maior que o mundo. (Carlos Drummond de Andrade) IV – Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça a sua santa guerra. (Fernando Pessoa) Observação: gládio significa espada.

(A) as orações destacadas nos períodos II e IV são subordinadas adverbiais finais. (B) a oração destacada no período III é subordinada adverbial consecutiva. (C) as orações destacadas nos períodos III e IV são subordinadas adverbiais causais. (D) a oração destacada no período I é subordinada adverbial comparativa. (E) todas as orações destacadas são subordinadas adverbiais concessivas.

Prova A

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Texto III Leia, com atenção, o texto e marque abaixo a opção correta: ANOS DOURADOS (Tom Jobim e Chico Buarque)

Parece que dizes Te amo, Maria Na fotografia Estamos felizes Te ligo afobada E deixo confissões No gravador Vai ser engraçado Se tens um novo amor Me vejo a teu lado Te amo? Não lembro Parece dezembro De um ano dourado Parece bolero Te quero, te quero Dizer que não quero Teus beijos nunca mais Teus beijos nunca mais Não sei se eu ainda Te esqueço de fato No nosso retrato Pareço tão linda Te ligo ofegante E digo confusões no gravador É desconcertante Rever o grande amor Meus olhos molhados Insanos, dezembros Mas quando eu me lembro São anos dourados Ainda te quero Bolero, nossos versos são banais Mas como eu espero Teus beijos nunca mais Teus beijos nunca mais 20. Ao transformar o verbo destacado do texto para o tratamento representado por meio do pronome você no modo imperativo afirmativo obtém-se a forma verbal: (A) dize. (B) diga. (C) digamos. (D) dizei. (E) digais. Prova A

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REDAÇÃO Quando somos adolescentes, queremos ser mais velhos para termos o direito de viajar sozinhos, dirigir, sair à noite sem pedir autorização aos mais velhos. Entretanto, preocupados em ser o que não somos, podemos não aproveitar o que a vida nos oferece.

Pensando nisso e na leitura do Texto I (página 2) de Affonso Romano de Sant’Anna, redija um texto DISSERTATIVO, entre 20 e 25 linhas, sobre o tema O PODER E A FORÇA DA JUVENTUDE.

Não se esqueça de seguir as instruções abaixo:

- Escreva um texto dissertativo com 20 a 25 linhas. - Redija em prosa. - NÃO elabore um poema. - Use a norma culta da língua portuguesa. - NÃO assine nem identifique a sua prova. - Faça letra legível.

Prova A

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MATEMÁTICA

21. Das 50 questões da prova de um Concurso, Edijan acertou 35. O número de acertos de Edijan equivale a: (A) 35%. (B) 45%. (C) 70%. (D) 85%. (E) 38%. 22. Sabendo-se que a casa de Cristiane tem um quintal retangular cuja área é de 4,5 m2 e seu perímetro é de 9m podemos afirmar que as dimensões desse quintal são de: (A) 4m X 2,5m. (B) 2m x 5m. (C) 1,5m x 6m. (D) 3m x 1,5m. (E) 2,5m x 3,5m.

23. Bruna e Nadyr resolveram abrir uma conta conjunta em um banco. Depositaram, juntas, a quantia de R$ 900,00. Sabendo-se que Bruna depositou exatamente a metade da quantia depositada por Nadyr podemos afirmar que a quantia depositada por Bruna foi de: (A) R$ 450,00. (B) R$ 300,00. (C) R$ 435,00. (D) R$ 250,00. (E) R$ 500,00. 24. As idades de Luciano e Vinícius são as raízes da equação: x2 - 12x + 35 =0. Sabendo-se que Vinícius é mais velho que Luciano podemos afirmar que sua idade é: (A) 10 anos. (B) 6 anos. (C) 12 anos. (D) 7 anos. (E) 5 anos.

Prova A

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25. Na planta de um terreno constam as seguintes medidas: 4 cm de comprimento por 3 cm de largura. Sabendo-se que, nessa planta, cada 10m está representado por 5 cm podemos afirmar que a área desse terreno em m2 é de: (A) 36. (B) 12. (C) 48. (D) 24. (E) 60.

26. Um parque tem a forma de um triângulo cujos ângulos internos medem respectivamente: (x – 10º); 2x e ( x + 30º). O valor de x é: (A) 30º. (B) 40º. (C) 50º. (D) 35º. (E) 62º.

27. Em um lago circular nadam patos e gansos. Sabe-se que o diâmetro desse lago é de 20 m e sua profundidade é de 8m. A medida da área desse lago é de: (Adote p = 3,14) (A) 144m2 (B) 160 m2 (C) 314 m2 (D) 1256 m2 (E) 256 m2

28. Em uma turma de 40 alunos do Curso Técnico em Informática a professora Juliana dividiu os alunos da seguinte forma: 2/5 da turma farão um trabalho em Word, ¼ em Excel e o restante em Power Point. O número de alunos que farão trabalho em Power Point será de: (A) 14 alunos. (B) 12 alunos. (C) 24 alunos. (D) 16 alunos. (E) 20 alunos.

Prova A

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29. Um grupo de 36 amigos resolveu acampar durante 30 dias em uma reserva florestal. Luiz, que já tinha experiência em acampamentos, afirmou que 10 kg de arroz seria o suficiente para alimentar a todos nesse período. Mas como somente a metade das pessoas confirmou presença, resolveram ficar mais 15 dias, além dos 30 dias já planejados. Assim sendo podemos afirmar que, baseado nos cálculos de Luiz, a quantidade de arroz que será gasto com essa quantidade de pessoas nesses 45 dias será de: (A) 5 Kg. (B) 7,5 kg. (C) 6 kg. (D) 8,5 kg. (E) 12 kg.

30. Pedro foi a uma concessionária comprar uma moto e levou seu filho Roberto de 7 anos. Enquanto Pedro fechava negócio com o vendedor, Roberto se distraía contando a quantidade de pneus de carros e motos da loja. Sabendo-se que na loja havia um total de 18 veículos e de 56 pneus (sem contar com os estepes) podemos afirmar que o número de motos era de: (A) 13. (B) 15. (C) 10. (D) 8. (E) 5.

31. Os amigos Ricardo e Maíra medem, respectivamente, 1,90 m e 1,60 m. Qual é o comprimento da sombra projetada no chão por Ricardo no mesmo instante em que Maíra projeta uma sombra de 40 cm? (A) 46,5 cm. (B) 47,5 cm. (C) 47 cm. (D) 46 cm. (E) 37,5 cm.

Prova A

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32. No centro de uma praça retangular há um lago que ocupa uma área de 1200 m². Se a praça tem 90 metros de comprimento por 40 metros de largura, a área do lago ocupa que fração da área da praça? (A)

1 . 2

(B)

1 . 4

(C)

1 . 3

(D)

2 . 3

(E)

3 . 4

33. As medidas de um campo de futebol retangular medem a e b (em metros). Sabendo que o perímetro desse campo é 340 metros, qual é a área máxima que pode ser associada a esse campo de futebol ? (A) 6225 m². (B) 7225 m². (C) 7000 m². (D) 6500 m². (E) 7500 m².

34. Ana Luíza investiu a quantia de R$12.500,00 a juros simples, a uma taxa de n % ao ano. Após 5 anos ela recebeu R$ 2.500,00 de juros. Qual é o valor de n? (A) 1%. (B) 2%. (C) 3%. (D) 4%. (E) 5%.

Prova A

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35. Em um determinado mês o rendimento de uma aplicação foi de 8% do capital investido. Se uma pessoa aplicou R$7.000,00 no início desse mês, ao final ele terá um capital de: (A) R$ 7560,00. (B) R$ 560,00. (C) R$ 7480,00. (D) R$ 7720,00. (E) R$ 7650,00. 36. O ângulo interno de um decágono regular mede: (A) 144°. (B) 36°. (C) 150°. (D) 30°. (E) 24°. 37. Após ter corrido

2 1 de um percurso e, em seguida, caminhado do mesmo percurso, 9 6

um atleta verificou que ainda faltavam 1.100 metros para o final do percurso. Quantos metros têm esse percurso? (A) 2000 metros. (B) 1900 metros. (C) 1800 metros. (D) 1700 metros. (E) 1600 metros.

38. Num triângulo retângulo, um cateto mede 4 cm e a hipotenusa mede 8 cm. Então o outro cateto mede: (A) 3 2 cm. (B) 4 5 cm. (C) 2 3 cm. (D) 4 3 cm. (E) 5 2 cm.

Prova A

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39. Num processo seletivo para o IFRJ, havia 250 candidatos. Tendo sido aprovados 150 candidatos, a razão entre o número de reprovados e o número de aprovados é de: (A)

3 . 2

(B)

2 . 3

(C)

3 . 5

(D)

5 . 3

(E)

2 . 5

40. Num mapa duas cidades distam 8 cm e a distância real entre elas é de 1600 km. Se duas outras cidades distam entre si 6 cm no mapa, qual a distância real em quilômetros entre elas? (A) 1000 km. (B) 1100 km. (C) 1200 km. (D) 1300 km. (E) 1400 km.

Prova A

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RASCUNHO

Prova A

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PS2010_concomitante_canp_prova_A